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CONCURSO GRU – PEI – 2020 Cargo -2490 PEI BLOCO DE CONTEÚDOS 1 Texto 1. HOFFMANN, Jussara Maria. Avaliação mediadora, uma prática em construção da pré-escola à universidade. Porto Alegre: Mediação, 2010. “A pretensão do texto é introduzir a perspectiva da ação avaliativa como uma das mediações pela qual se encorajaria a reorganização do saber. Ação, movimento, provocação, na tentativa de reciprocidade intelectual entre os elementos da ação educativa. Professor e aluno buscando coordenar seus pontos de vista, trocando ideias, reorganizando- as.” • Tal paradigma pretende opor-se ao modelo do "transmitir-verificar-registrar" e evoluir no sentido de uma ação avaliativa reflexiva e desafiadora do educador em termos de contribuir, elucidar, favorecer a troca de ideias entre e com seus alunos, num movimento de superação do saber transmitido a uma produção de saber enriquecido, construído a partir da compreensão dos fenômenos estudados. • Herança da reprovação nas licenciaturas. • A avaliação, enquanto relação dialógica, vai conceber o conhecimento como apropriação do saber pelo aluno e também pelo professor, como ação-reflexão-ação que se passa na sala de aula em direção a um saber aprimorado, enriquecido, carregado de significados, de compreensão. Dessa forma, a avaliação passa a exigir do professor uma relação epistemológica com o aluno - uma conexão entendida como reflexão aprofundada a respeito das formas como se dá a compreensão do educando sobre o objeto do conhecimento. • "O confronto que se passa na sala de aula não se passa entre alguém que sabe um conteúdo (o professor) e alguém que não sabe (o aluno) mas entre pessoas e o próprio conteúdo, na busca de sua apropriação." (CHAUÍ, 1980, in: WACHOWICZ, 1991, p. 42) • Acompanhar pode ser definido por favorecer, e não simplesmente por estar junto a. Ou seja, acompanhamento do processo de construção de conhecimento implica favorecer desenvolvimento do aluno, orientá-lo nas tarefas, oferecer-lhe novas leituras o explicações, sugerir-lhe investigações, proporcionar-lhe vivências enriquecedoras e favorecedoras à sua ampliação do saber. • O que busco enunciar é uma necessária investigação no que diz respeito ao significado da avaliação enquanto relação dialógica na construção do conhecimento, privilegiando a feição de mediação sobre a de informação na avaliação do aluno e buscando a compreensão da prática avaliativa do professores. BARBOSA, MARIA CARMEN SILVEIRA. PROJETOS PEDAGÓGICOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL. PORTO ALEGRE: GRUPO A 2008. TEXTO – 2. Era uma vez... Trajetos e projetos: a história do trabalho com projetos -Projeto como essência da vida- antecipar, antever -Séc XIX para XX- Escola Nova: projetos como possibilidade de quebrar o quadro coercitivo das disciplinas para despertar a curiosidade. Ex:Decroly, Montessori, Dewey, Lourenço Filho, Anísio Teixeira Globalização dos conhecimentos, atendimento aos interesses dos alunos, participação dos alunos. Sala de aula como uma comunidade em miniatura Função da escola: auxiliar a criança a compreender o mundo, por meio de pesquisa, debate e solução de problemas, inter relação entre atividades escolares/ necessidades das crianças. Projetar e realizar é viver em liberdade. Princípios para elaboração- Dewey: Intenção Situação problema Ação Real experiência anterior Investigação científica Integração Prova final Eficácia social Por que voltar a trabalhar com Projetos: retomada deste modo de organizar o ensino, na perspectiva dos novos paradigmas da ciência, explicitando como se dá a aprendizagem humana e o que significa trabalhar com projetos no contexto atual. Modelo de ensino não se altera; Crise da escola, garantia da aprendizagem; Necessidade de reorganização da vida escolar; Novos paradigmas da ciência: paradigma interdisciplinar. Mas o que é projetar? Etimologia: atirar longe, arremessar, planejar Projeto em uma abordagem pedagógica: autoria, autonomia, interesse, esforço, jogo, trabalho Etapas: A definição do problema O planejamento do trabalho A coleta, a organização e o registro das informações A avaliação e a comunicação Dimensões: projetos organizados pela escola para as famílias, crianças e professores; projeto político pedagógico; projetos organizados pelos professores para as crianças/ famílias e projetos propostos pelas crianças Possibilitam: pensar em temas do ambiente, refletir sobre a atualidade e a vida fora da escola, aprender a estudar, pesquisar, procurar informações, exercer a crítica, duvidar, argumentar, opinar, pensar, gerir aprendizagens, refletir coletivamente. Elaborados e executados COM as crianças, não PARA as crianças. Projetualidade em diferentes tempos: na escola e na sala de aula. Trabalhar com projetos de forma articulada ao projeto da escola Currículo deve emergir da ação, da relação entre o novo e a tradição “Onde está o conhecimento que perdemos na informação” Elliot Redefinir e reconstruir os objetivos/ conhecimentos essenciais Rediscutir o currículo organizado por datas comemorativas Metodologia: partir de um problema real, fazer perguntas, buscar respostas Conhecimento do professor e conhecimento das disciplinas: processo compartilhado com as crianças “Partir das concepções das crianças, problematizar e reconstruir conhecimentos” Currículo “guarda- chuva”- globalizado Professor figura chave no estabelecimento de realações, deixa de ser o centro do processo -Metodologia de projetos como “portas que vão se abrindo”. Tempo do projeto é o tempo do aprendizado. Espaços (local onde as atividades são realizadas) e ambientes (conjunto deste espaço e as relações que nele se estabelecem). O meio social como fator preponderante do desenvolvimento. Tramando os fios e estruturando os projetos Pedagogia de projetos: visão multifacetada dos conhecimentos e das informações, ação concreta, voluntária e consciente com alvo formativo preciso. Definindo o problema: experiências anteriores das crianças, projetos já realizados, interrogações das crianças, “intranquiliza as mentes”. Como começar um conversas em roda, contando fatos significativos, lendo jornal. Etapas na construção de um projeto: definir o problema, mapear percursos, coletar informações, sistematizar e refletir sobre as informações, documentar e comunicar. Projetos na creche e na pré –escola: Modo específico de organização do trabalho pedagógico e do ambiente físico, Agindo sobre o mundo as crianças aperfeiçoam as experiências e adquirem novas estratégias, Temas e problemas para os projetos emergem da observação sistemática da educadora em relação ao seu grupo Organização do espaço (incentivar as experiências), ambiente bem estruturado, materiais como segundo educador - Estímulo a novos conhecimentos e uso de diversas linguagens na pré- escola. Comunidade de aprendizagem: Dimensão social do projeto Comunidade de investigação e aprendizagem, invenção e descoberta, solidariedade, argumentação, negociação, escolhas e trabalho coletivo As marcas deixadas no caminho: Função social dos registros Revisão nas práticas de avaliação. -O diário de campo, o diário de aula, o livro da vida, planilhas, entrevistas, debates, conversas, relatórios narrativos, portfólios, dossiês e arquivos biográficos -Abordagem do trabalho desenvolvido em Reggio emilia- Itália com discussão metodológica e exemplificação do cotidiano mediante o relato de um projetos desenvolvido em uma das escolas da rede Desafio: “ ... poder propiciaràs nossas crianças uma afinada sintonia como o futuro condicionada pelo presente” KISHIMOTO, TIZUKO MORCHIDA. (ORG.). JOGO, BRINQUEDO, BRINCADEIRA E A EDUCAÇÃO. SÃO PAULO: CORTEZ, 2009. TEXTO 3 . O jogo e a educação infantil: Diversos sentidos do jogo. Componente cultural. Níveis de compreensão: resultado de um sistema linguístico, sistema de regras, objeto Corresponde à imagens de infância. Huizinga: elemento da cultura, prazer, liberdade, regras, caráter fictício e limitação de tempo, “não sério”, imprevisível. Christie: não literalidade, efeito positivo, flexibilidade, processo, livre escolha, controle interno. Concepções de jogo na educação: recreação, ensino de conteúdos, diagnóstico: - Brinquedo educativo (jogo educativo): função lúdica e função educativa. - Brincadeiras tradicionais: presença do lúdico e da situação imaginária. Brincadeiras de faz de conta: aprendizado e simbolização. Brincadeiras de construção: relacionados ao faz de conta. A importância do jogo na aquisição de conhecimentos: - Jogo como instrumento de pensamento. Ciência, arte e imaginação. Jogo como imaginação em ação, imaginação nos adultos como brinquedo sem ação. Tempo e espaço para a construção do real pelo exercício da fantasia, p. 55. A representação/ simbolização possibilita a interiorização do mundo. Jogo metafórico sobre a aprendizagem mecanicista. A brincadeira de faz de conta: - Jogo imaginativo, jogo de faz de conta, jogo de papéis; promovem o desenvolvimento cognitivo e afetivo- social. Ao brincar a criança assimila o mundo à sua maneira, sem compromisso com a realidade Definido pela situação imaginária. Situação imaginária explícita- Regras ocultas ao longo do desenvolvimento esta lógica se inverte para Regras explicitas- Situação imaginária oculta. Brinquedo cria novas relações entre situações no pensamento e reais. Brinquedo e desenvolvimento simbólico: substituição de objetos. Coisas como objetos de ação- coisas como objetos de pensamento. O faz de conta: ponte entre a realidade e a Fantasia. Brincar restabelece o controle interior, a auto- estima e desenvolve relações de confiança. Faz de conta possibilita a realização de desejos. O lúdico na Matemática: o A etnomatemática e a modelagem matemática. o Concepções sócio-interaconistas- criança aprende e desenvolve suas estruturas cognitivas ao lidar com os jogos de regras. o Jogo como promotor de aprendizagem, possibilita o encontro do sério e do lúdico. o Oferece ludicidade das soluções construídas para as situações-problema seriamente vividas pelo homem. O jogo e o fracasso escolar: Brinquedo concebido como favorável ao desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo, social e moral, não somente como divertimento ou brincadeira Jogo livre de pressões e avaliações Possibilita aprendizado de acordo com o ritmo e a capacidade de cada um Maior interação com os coetâneos e o mediador p. 108 Jogos livres ou orientados Favorece a autossatisfação e a autoestima Brincadeiras e brinquedos na TV para crianças: Como se processa o desenvolvimento em relação aos brinquedos e brincadeiras Necessário aperfeiçoar a qualidade das brincadeiras e brinquedos veiculados nas mídias Jogo e formação de professores: Necessária capacidade de desenvolver uma relação propícia ao processo de ensino- aprendizagem. Forma de vivificar a relação e libertá-la para encontros educacionais formadores. Brincadeira como coisa séria. Exercício de alteridade, colocar-se no lugar do outro. Professor como “significador” dos papéis que desempenha, sensibilizado para o ato criador. Jogo como recurso didático no preparo e exercício da ação docente. OLIVEIRA, ZILMA RAMOS DE E OUTROS. O TRABALHO DO PROFESSOR NA EDUCAÇÃO INFANTIL. SÃO PAULO: BIRUTA, 2015. TEXTO 4 . Um campo de disputa de concepções Toma como objeto de reflexão a maneira como as concepções e políticas de atendimento da criança fora da família foram e estão sendo historicamente construídas e, em especial, a dificuldade de se propor uma finalidade e um referencial metodológico comum para orientar o trabalho com crianças de diferentes camadas sociais. Aponta o caminho que as novas Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil abrem no sentido de elaboração de um currículo de atividades voltado para garantir o direito de todas as crianças a conviver, aprender e se desenvolver. Jardins da infância- final do séc XIX. Movimento operário, Discurso médico e preocupação sanitarista. Creches, parques infantis, escolas maternais, jardins da infância e classes pré primárias Séc 20- LDB 5692/71. Discursos compensatórios e assistencialistas. Constituição de 88, ECA 1990, LDB 1996. Parecer CNE/CEB nº 20/09, Resolução nº 05/09- Diretrizes Curriculares Nacionais. Criança como sujeito de direitos e que se desenvolve nas múltiplas interações que ela vai experimentando no mundo social, produtor de cultura. Currículo deve garantir a especificidade da educação e do cuidado com bebês e crianças pequenas, sair da centralidade do professor Articulação das experiências e saberes das crianças e os conhecimentos que circulam na cultura e despertam o interesse das crianças Experiências de aprendizagem. “um conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, científico e tecnológico. Tais práticas são efetivadas por meio de relações sociais que as crianças desde bem pequenas estabelecem como os professores e as outras crianças e afetam a construção de suas identidades” (DCNEI, 2009, parecer CNE/CEB nº 20/09) Planejar práticas pedagógicas: princípios e critérios - Discute por que e como escolher e definir boas propostas visando promover o avanço das crianças de diferentes idades e estabelecer os princípios que devem orientar o planejamento das experiências educacionais, considerando as recomendações das diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Necessidade de se conhecer a respeito das crianças e ter princípios de referência. Atendimento às Diretrizes curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Manter coerência e articulação das experiências propostas às crianças. Inter- relacionar o cuidar e educar na prática educativa. Considerar o papel da interação no desenvolvimento humano. Adequar as experiências do ponto de vista dos avanços das crianças. Incluir as crianças com deficiências. A construção de ambientes de convivência e aprendizagem nas instituições de Educação Infantil. Trata das dimensões que devem ser consideradas ao se pensar um ambiente de aprendizagem e desenvolvimento para crianças de 0 a 5 anos nas instituições de Educação Infantil. Período de construção da identidade pessoal, aquisição da marcha, aprendizado da fala, controle dos esfíncteres, desenvolvimento das primeiras amizades, faz de conta, aproximação da cultura (leitura, escrita, literatura, artes). Oferta de ambientes agradáveis, acolhedores, afetivos e desafiadores. A interação do projeto pedagógico e do ambiente da instituição de Educação Infantil de forma que apoiem as ricas experiências de convivência e aprendizagem das crianças. Ambiente deve integrar a dimensão interacional, física, temporal, funcional. Práticas pedagógicas para crianças de 0 a 2 anos Discuteum conjunto de sugestões para o trabalho de 0 a 2 anos. Aprendizado acontece na interação com o ambiente complexo (espaço, tempo, materiais, interações). Sujeitos ativos, inteligentes e capazes de construir crescente autonomia. 1. Brincar e se movimentar: explorar objetos, brincar de faz de conta, explorar o espaço, brincar com brincos, brincadeiras e jogos tradicionais, dançar e se expressar com o corpo, imitar pessoas, animais e personagens. 2. Ter experiências com a linguagem visual: a exploração plástica e a produção de marcas, explorar tintas naturais, massas e misturas, desenhar, explorar caixas de imagens, luz e sombra. 3. Ter experiências com a linguagem musical: escutar e produzir música. 4. Experiências com a linguagem verbal: apreciar histórias e livros, apreciar a contação de histórias, apreciar a leitura de histórias, manusear livros, conversar no cotidiano ( nos momentos de troca, banho e alimentação, em grupo com apoio de objetos e imagens O ambiente para a criança de 0 a 2 anos: construção de identidade (painel de fotos, trabalho com nomes, o toque e o espelho O conviver com os outros A organização do espaço e do tempo na rotina pedagógica Práticas pedagógicas para crianças de 3 a 5 anos Discute um conjunto de sugestões para o trabalho pedagógico com crianças de 3 a 5 anos Passos cada vez mais largos rumo ao desenvolvimento emocional, autonomia moral e intelectual Constróem as primeiras noções de responsabilidade, limites, funcionamento das regras, princípio moral, desafios de éticae valores como a solidariedade e o respeito à diferença - A experiência coletiva de projetos 1. Brincar ( o que pode aprender, o que propor, como propor- espaços, materiais e interações, como propor) 2. Experiências com a Linguagem verbal (parlendas, cantigas e brincadeiras, conversar, ouvir e recontar histórias, ler e escrever 3. Experiências com as linguagens artísticas e fruição de arte 4. Explorar o mundo natural e social e suas relações 5. Explorar conhecimentos matemáticos Saúde e qualidade de vida: quando o cuidado de si e do outro constitui um eixo do trabalho pedagógico Aponta novas concepções que relacionam o trabalho de cuidar e educar as crianças com a saúde e a qualidade de vida, discutindo não apenas as necessárias ações dos professores, mas também as aprendizagens que a vivência das crianças em um ambiente de cuidados lhe possibilita. Esclarece algumas dúvidas que os professores podem ter quanto aos cuidados que se devem tomar para a promoção da saúde e da qualidade de vida Autonomia, independência e interdependência nas ações de cuidado (interfaces entre o cuidar e o educar) Aprender a cuidar de si como uma meta da educação infantil Questões emergentes da prática dos professores ( o banho, a troca de fraldas, o tanque de areia, a melhor posição para dormir, o “engasgar”, a escovação de dentes, o ministrar medicamentos. A formação dos professores para educar e cuidar. Instrumentos do professor para aprimoramento do seu trabalho - Apresenta orientações para incentivar o professor a construir alguns instrumentos de trabalho como forma de ampliar sua autonomia profissional na direção do aprimoramento da experiência das crianças na educação Infantil 1. A avaliação - Instrumentos básicos para o professor: a observação, o registro e a problematização A observação crítica e criativa das atividades e interações, a utilização dos registros (registro de atividade, diários de campo, a problematização, a documentação, registro de imagens) 2. Planejamento As articulações e a continuidade do trabalho pedagógico, diferentes níveis do planejamento pedagógico ( plano anual, semanal, diária, de atividades TAILLE, YVES DE LA E OUTROS. PIAGET, VYGOTSKY, WALLON: TEORIAS PSICOGENÉTICAS EM DISCUSSÃO. SÃO PAULO: SUMMUS, 1992. TEXTO 5 . • PIAGET: “é na relação com o meio que a criança se desenvolve, construindo e reconstruindo suas hipóteses sobre o mundo que a cerca. – o professor deve respeitar o nível e desenvolvimento das crianças. Não se pode ir além de suas capacidades nem deixa-las agir sozinhas”. • PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO: Não se dá de forma linear Ocorre em rede, por meio : de múltiplas relações e linguagens de sua ação sobre o objeto. A criança é um ator social: sente sua ação e se constrói por meio dela. Ao executar a ação manipulativa, realizando experiências concretas com objetos, a mesma passa a ser internalizada e acontece um processo de apropriação, transformando-se assim, em ação mental. Piaget separa o processo cognitivo inteligente em duas palavras : - aprendizagem e desenvolvimento. Aprendizagem refere-se à aquisição de uma resposta particular, aprendida em função da experiência, de forma sistemática ou não. A moralidade humana é como um contrato. A evolução da prática e da consciência da regra segue 3 etapas: 1. Anomia – ausência de normas - a criança é imposta a deveres; 2. Heteronomia – dos 9/10 anos, as regras são tradicionais, sem acordos, há uma obediência ao pé da letra, vendo maior gravidade nas conseqüências e não na intenção. A justiça é confundida com lei ou autoridade e tem sanções como: -castigos estranho ao delito - expiatório -castigos com relação ao delito – de reciprocidade. O dever determina o bem. O desenvolvimento se dá com a interação sujeito com o objeto, sendo responsável pela formação dos conhecimentos. Fatores do desenvolvimento mental: • maturação nervosa. • exercício da experiência adquirida. • interações e das transmissões sociais 3. Autonomia – joga e respeita as regras, como regras de um jogo, é o juízo moral. • A justiça separa-se da autoridade, levando a criança a se rebelar contra os adultos injustos. • Diferente da heteronomia, o bem determina o dever. O que faz passar de uma etapa para outra é a cooperação. Na ação moral, a afetividade se confronta com a razão. As ações morais autônomas são movidas pelo sentimento racional. Assim, a lógica desenvolve junto com a moral. A lógica se dirige a si mesmo e a moral dirige a afetividade. O afeto e a moral vivem e harmonia. Piaget descreve sua teoria sobre o desenvolvimento da criança, basicamente, em 4 estados, que ele próprio chama de fases de transição: •Sensório-motor (0 – 2 anos); Inteligência prática (aparelhos reflexos, pouca socialização -relação social de coação). Neste estágio, o homem é essencialmente individual, não social. •Pré-operatório ( 2 – 7,8 anos); Função simbólica (linguagem, pensamento egocêntrico, socialização efetiva). Com a linguagem: começa-se uma socialização da inteligência, consegue distinguir o Eu do Outro. •Operatório-concreto ( 8 – 11 anos); Pensamento reversível (necessita referencial concreto, trocas intelectuais). Há um equilíbrio entre a reciprocidade e a universalidade. Evolução da socialização que passa por trocas intelectuais, caminhando em direção à lógica - forma final do equilíbrio das ações que o ser vivo busca: a adaptação. •Operatório-formal (11 – 14 anos); (operações abstratas) Há qualidade de trocas intelectuais, o ser social se relaciona com os outros de forma equilibrada. •Todo ser vivo procura o equilíbrio que permite a adaptação através de processos de autoregulação". •Assimilação + acomodação = adaptação •Relação sujeito X objeto é uma relação dialética e interativa • Lev Semyonovich Vygotsky (1896-1934) •O ponto de partida desta análise é a concepção vygotskyana de que o pensamento verbal nãoé uma forma de comportamento natural e inata, mas é determinado por um processo histórico-cultural Para Vygotsky, o pensamento é gerado pela motivação, isto é, por nossos desejos e necessidades, nossos interesses e emoções. • Por trás de cada pensamento há uma tendência afetivo-volitiva. • Na abordagem de Vygotsky a linguagem tem um papel de construtor e de propulsor do pensamento. http://pt.wikipedia.org/wiki/Vygotsky http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Pensamento_verbal&action=edit&redlink=1 http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Pensamento_verbal&action=edit&redlink=1 http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Pensamento_verbal&action=edit&redlink=1 http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Processo_hist%C3%B3rico-cultural&action=edit&redlink=1 http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Processo_hist%C3%B3rico-cultural&action=edit&redlink=1 http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Processo_hist%C3%B3rico-cultural&action=edit&redlink=1 http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Processo_hist%C3%B3rico-cultural&action=edit&redlink=1 http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Processo_hist%C3%B3rico-cultural&action=edit&redlink=1 http://pt.wikipedia.org/wiki/Vygotsky http://pt.wikipedia.org/wiki/Motiva%C3%A7%C3%A3o http://pt.wikipedia.org/wiki/Sentimento • A linguagem - o motor do pensamento, contrariando assim a concepção desenvolvimentista que considera o desenvolvimento a base para a aquisição da linguagem. • Vygotsky defende que os processos de • desenvolvimento não coincidem com os processos de aprendizagem, uma vez que o desenvolvimento progride de forma mais lenta, indo atrás do processo de aprendizagem. Isto ocorre de forma sequencial. (Vygotsky, 1991 p. 102) • O homem se constitui em sua relação com outro social onde a cultura torna-se natureza humana. http://pt.wikipedia.org/wiki/Linguagem http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Processos_de_desenvolvimento&action=edit&redlink=1 http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Processos_de_desenvolvimento&action=edit&redlink=1 http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Processos_de_desenvolvimento&action=edit&redlink=1 http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Processos_de_desenvolvimento&action=edit&redlink=1 http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Processos_de_desenvolvimento&action=edit&redlink=1 http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Processos_de_desenvolvimento&action=edit&redlink=1 • A linguagem organiza o conhecimento. A dimensão social é considerada essencial. • O pensamento e a fala unem-se em pensamento verbal. Neste significado há um sentido cognitivo e um afetivo. As falas podem ser exterior, oral; egocêntrica, da criança até 4 anos; e interior, através de pensamento. •A consciência é a organização do comportamento imposto por práticas sócioculturais. A consciência internaliza o social e o individual, é histórica e manipula objetos e a linguagem, constituindo uma inter relação entre intelecto e afeto, entre o mundo e a representação simbólica, entre a subjetividade e a interação social. Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) Conceito elaborado por Vygotsky, e define a distância entre o nível de desenvolvimento real, determinado pela capacidade de resolver um problema sem ajuda, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através de resolução de um problema sob a orientação de um adulto ou em colaboração com outro companheiro. São informações que a pessoa tem a potencialidade de aprender mas ainda não completou o processo, conhecimentos fora de seu alcance atual, mas potencialmente atingíveis. http://pt.wikipedia.org/wiki/Vygotsky Para Wallon, o ser humano é organicamente social, e o grande eixo da psicologia é a motricidade, desenvolvimento motor, psicomotor. As atividades musculares têm duas funções: Tipos de movimentos: -reflexos, até os 3 meses; -involuntários ou automáticos, dos 3 meses aos 10 meses; e -instrumentais ou práxicos, surgem no fim de um ano de vida. • No primeiro ano de vida, o cognitivo é latente, escondido e domina reações emocionais. • No segundo ano de vida, a inteligência dedica-se a construção da realidade, surgindo a função simbólica, que juntamente com a linguagem inaugura o pensamento discursivo. • Dos 2 aos 7/8 anos – do jogo simbólico ao jogo de regras. • O controle do gesto pela ideia inverte-se ao longo do desenvolvimento • Entre 5 aos 9/10 anos: início do pensamento conceitual – operações concretas • 11/12 anos – pensamento formal – novas estruturas que se prolongarão pelo resto da vida –libertar-se do concreto e situar o real num conjunto de transformações possíveis. • 7 aos 12anos –autonomia moral se amplia para valores supra – individuais. Há preponderância ( a cada período mais marcado pelo afetivo, segue-se outro mais marcado pelo cognitivo) e alternância de funções (a criança ora está mais voltada para a edificação da pessoa/ conhecimento de si- fase centrífuga, ora está mais voltada para a realidade das coisas/ conhecimento do mundo- fase centrípeta. • Quanto à afetividade, Wallon diz que a emoção é instrumento de sobrevivência humana, e fornece o primeiro e mais forte vínculo entre as pessoas. • A toda alteração emocional corresponde uma flutuação tônica; modulação afetiva e modulação muscular acompanham-se mutuamente. • A afetividade amplia sua escala com a ampliação das relações sociais. WALLON, Henri: Uma concepção dialética do desenvolvimento infantil. São Paulo: Vozes, 1986. TEXTO 6 HENRI WALLON DIMENSÕES DO MOVIMENTO • O movimento tem um papel fundamental na afetividade e na cognição. • Motricidade Expressiva = dimensão afetiva do movimento. • “A atividade muscular pode existir sem que se dê deslocamento do corpo no espaço”. p.69 • Funções da musculatura: Cinética: regula o estiramento e o encurtamento das fibras musculares e é responsável pelo movimento de qualquer parte do corpo. Postural ou Tônica: regula a variação no grau de tensão dos músculos. ATO MOTOR: DIMENSÕES DO MOVIMENTO • A primeira função do movimento no desenvolvimento infantil é afetiva. • No final do primeiro ano, com o desenvolvimento das praxias¹, o movimento da criança passa a ser como “instrumento de exploração do mundo físico”, adaptação à realidade. Esse desenvolvimento define o inicio da dimensão cognitiva do movimento. Praxias: função que permite a realização de gestos coordenados. - Estabilidade postural e equilíbrio Função tônica: está ligada diretamente ao movimento, o equilíbrio do corpo e estabilidade dos gestos. Quando a pessoa está parada, ou seja sem se movimentar a atividade postural é intensa, pois necessita sustentar o corpo numa certa posição. - Origens motoras da atividade cognitiva • A função postural está diretamente ligada ao intelectual, sendo que ela dá sustentação à atividade de reflexo mental. Exemplo: “Quando, durante a leitura de um texto, confrontamo-nos com problemas difíceis de serem resolvidos, mudar de posição, levantar da cadeira ou andar um pouco são recursos que podem ajudar.” p.71 • Quando realizamos contorções ou contrações faciais e corporais estamos também ligados à função tônica, pois nosso corpo se enquadra para a percepção adequada. • O papel do movimento na percepção na CRIANÇA é mais intenso, pois a criança reage corporalmente aos estímulos externos, adotando “atitudes”. • “Para Wallon, a imitação é uma forma de atividade que revela, de maneira incontestável, as origens motoras do ato mental.” p.72 - Origens motoras da atividade cognitiva • Mentalidade Projetiva: quando a criança recorre ao gesto para completar a expressão do seu pensamento. Exemplo: Quando a criança fala “eu gosto de você, assim ó!” mostrando com os braços abertos. • Simulacro: quando o movimento é capaz de tornar presente o objeto e de substituí-lo. Exemplo: Quando a criança esta brincando de dar banho nas bonecas, ela ensaboa como se existisse um sabonete. - Ação sobre o mundo físico • Para Wallon, a linguagem é o instrumento e suporte indispensável aos progressos do pensamento, existindo entre pensamento e linguagem uma relação de reciprocidade. • Quando a criança se apropria da linguagem, ocorre uma mudança com a maneira dela se relacionar com o mundo, podendo ela obter 'equivalentes' de objetos por meio de imagens e símbolos e assim estabelecer uma conexão mental com a vida, cada vez mais eficiente. - Controle do movimento Wallon apoiou-se nas manifestações verbais do pensamento em seus experimentos (entrevistas) feitos com crianças entre 5 e 9 anos. Durante as entrevistas, ele procurava levar o pensamento aos seus limites para que, em situação de dificuldade, pudessem ser percebidas suas contradições e seus mecanismos próprios. O pensamento infantil é regido por uma dinâmica binária, que compõe em pares os objetos mentais, passando da identificação à diferenciação sem lógica aparente. PENSAMENTO, LINGUAGEM E CONHECIMENTO Linguagem: instrumento e suporte indispensável aos progressos do pensamento. Relação recíproca entre pensamento e linguagem - um depende do outro para acontecer. Ao adquirir a linguagem a criança muda radicalmente a forma de se relacionar com o mundo. É nesse momento que ela começa a se diferenciar significativamente de um animal. Não é mais necessário falar somente no presente e com objetos reais, as imagens começam a ser formadas no plano mental. - A dinâmica do pensamento infantil Wallon se apóia nas manifestações verbais do pensamento. Por meio das entrevistas realizadas com as crianças sobre coisas presentes no dia-a-dia (como chuva, vento...) ele procurava levar o pensamento ao limite, para que em situações de dificuldade, pudessem ser percebidas contradições e mecanismos próprios. O pensamento infantil é regido por uma dinâmica binária, compondo os objetos mentais em pares. O par é a estrutura elementar desse pensamento, podendo sempre ter dois objetos para comparação. - A dinâmica do pensamento infantil Os pares podem ser feitos independentemente do seu significado objetivo. Podem se associar por critérios afetivos ou sob influencia de aspectos sensório-motores da linguagem. Podemos identificar uma dimensão poética na linguagem infantil, já que, assim como na poesia, há uma prevalência da sonoridade dobre o significado das palavras. - Pensamento categorial • É no pensamento categorial que se intensifica a realização das diferenciações. • Ao longo do estágio consolida-se a função categorial: Trata-se da capacidade de organizar o real em séries e classes apoiados sobre um fundo simbólico estável; Objetivação do real; Ajustamento gradativo do pensamento à realidade das coisas. - Pensamento categorial Função Categorial: Aptidão para diferenciar os objetos entre si e as tarefas essenciais do conhecimento. O início do estágio categorial é o amadurecimento dos centros de inibição e discriminação. Com o amadurecimento das funções de inibição e discriminação no sistema nervoso torna-se possível a redução do sincretismo e da instabilidade do plano motor. A criança forma conhecimento de si própria e reúne condições de se posicionar diante dos acontecimentos cotidianos, enquanto seu pensamento se diferencia e identifica a si e ao outro. A consolidação da função categorial são processos em estreita dependência do meio cultural. - Pensamento sincrético • Sincretismo: “caráter confuso e global do pensamento e percepção infantis.” • Fenômenos do pensamento sincrético: Fabulação: “inventa uma explicação original” p.82 Tautologia: “define o termo pela repetição do mesmo” p.82 Elisão: “fala confusa” p.83 - parece que está incompleta, muitas vezes é levada pelo lado da afetividade, como experiências pessoais. • “O processo de simbolização é decisivo para que o pensamento atinja uma representação mais objetiva da realidade, pois substitui as referências pessoais por signos convencionais.” p.83,84 Matemática: TEXTO - 7 • SMOLE, Kátia Stocco, DINIZ, Maria Ignez e CÂNDIDO, Patrícia. Resolução de problemas: matemática de 0 a 6. Porto Alegre: Artmed, 2003. O livro é dividido em 9 capítulos, que tratam sobre os diversos aspectos da resolução de problemas e propostas de resolução de problemas. Capítulo 1: Uma primeira conversa: uma proposta de matemática para a Educação Infantil • Explorar ideias matemáticas relacionadas aos números, à geometria, às medidas, noções de estatística, com os objetivos de desenvolver a matemática e perceber a realidade. • Desenvolver habilidades linguísticas, lógico- matemáticas, espaciais, pictóricas, corporais, musicais, interpessoais e intrapessoais. (caminhos para aprender matemática). Capítulo 1: Uma primeira conversa: uma proposta de matemática para a Educação Infantil • Professor planeja e guia ações para que o aluno participe e tenha uma aprendizagem significativa. • A sala de aula permite troca de experiências, discussões, interações entre alunos e professor. Deve ser um ambiente estimulante e cooperativo. Capítulo 2: Resolução de Problemas de Matemática na Educação Infantil • É importante desenvolver resolução de problemas na Educação Infantil? • O que é, para uma criança da Educação Infantil, resolver um problema? • Será que, mesmo antes de ser leitora, uma criança já é capaz de resolver proble-mas nas aulas de matemática? • Que tipo de experiência com resolução de problemas as crianças deveriam ter? Capítulo 2: Resolução de Problemas de Matemática na Educação Infantil • Atividades planejadas, jogos, busca e seleção de informações, resoluções de problemas não convencionais ou convencionais são exemplos de situações problema que podem ser trabalhados, com o intuito de desafiar a criança na busca de soluções. • As crianças confrontam resultados implicando em ajustamentos, reorientações ou questionamento do caminho que ela escolheu, ou seja, a criança avalia o resultado da sua ação. Capítulo 2: Resolução de Problemas de Matemática na Educação Infantil • Como professores, devemos observar que a resolução de problemas na Educação Infantil segue caminhos diferentes daqueles mais formais esperados na abordagem tradicional da matemática nas séries mais avançadas. Nessa faixa etária, as crianças precisam coordenar várias tarefas ao mesmo tempo. Portanto, é necessário elaborar um ou vários processos de resolução, por exemplo, realizando simulações, fazendo tentativas, formulando hipóteses, procurando resolver problemas mais simples para depois comparar os seus resultados com o objetivo a alcançar e assim controlar a evolução dos seus processos. A ênfase está mais no desenvolvimento de formas de pensar e de inteligências do que nos conceitos aritméticos. (p. 14) Capítulo 2: Resolução de Problemas de Matemática na Educação Infantil • O que as crianças desenvolvem na infância (ideias e procedimentos matemáticos) apoiam o desenvolvimento e atitudes em relação à Matemática que as crianças estudarão nos Anos Iniciais. • Resolução de problemas: podem ser tarefas mal compreendidas pelos alunos. – “O que é preciso fazer? ou Está certo? Que conta resolve? É problema de mais? É de vezes?” Capítulo 2: Resolução de Problemas de Matemática na Educação Infantil • Crenças dos professores sobre o trabalho com resolução de problemas: – Somente podemos trabalhar resolução de problemas se o aluno souber ler. – A criança precisa conhecer conceitos numéricos. – A criançaprecisa conhecer sinais e algorítmos matemáticos. Capítulo 3: Planejando o Trabalho com Resolução de Problemas • Organizar ações e tipos de problema de forma alternada. • Uso de diferentes linguagens: oral, pictórica, gestual e textual. • Seleção de problemas que envolvam contagem, números, operações e situações não numéricas. • Trabalhos, individuais, em duplas e grupos alternados. • Cuidado para não enfatizar “palavra chave” do problema. Capítulo 4: Resolvendo Problemas e Registrando Soluções • Importância do registro para comunicar idéias e pensar sobre o caminho utilizado na resolução. • Na Educação Infantil, em geral, as crianças comunicam suas soluções usando a oralidade. • Estimular a resolução oral de forma coletiva e a discussão de diferentes formas de resolução. Capítulo 4: Resolvendo Problemas e Registrando Soluções • Registro da resolução de problemas por meio de desenhos ou soluções pictóricas. • O desenho também pode servir para que um aluno interprete o problema. • Fazer o registro escrito de uma resolução de problemas. Pode ser feito individual ou coletivamente. Capítulo 4: Resolvendo Problemas e Registrando Soluções Capítulo 4: Resolvendo Problemas e Registrando Soluções • Sabemos que não é fácil para a criança expressar- se na linguagem convencional da matemática, que a exigência precoce de técnicas operatórias pode inibir a compreensão de um problema e que a aquisição da linguagem matemática é uma conquista lenta, progressiva, fruto de interações sociais e de muitas oportunidades para se ex- pressar de modo original.[...] Para se expressar em linguagem matemática, é preciso que a criança domine uma série de regras e convenções sobre essa linguagem para usá-la adequadamente, o que não ocorre rapidamente e exige a intervenção do professor.(p. 33) Capítulo 4: Resolvendo Problemas e Registrando Soluções • Na Educação Infantil, os alunos ainda não possuem precisão na resolução aritmética (números, sinais matemáticos), porém isso é comum nessa fase e faz parte do seu desenvolvimento. Capítulo 4: Resolvendo Problemas e Registrando Soluções Capítulo 5: Como Observar, Interferir e Registrar • Professor auxilia no percurso, na tomada de decisão e na compreensão das ideias sobre a resolução de problemas. • Professor pode perceber que um registro pode estar errado, mas , ao conversar com o aluno, percebe que sua ideia está correta. Ela só não soube registrar corretamente. • Organizar a sala em duplas, grupos ou rodas. • Anotar as observações realizadas (falas, atitudes dos alunos). Capítulo 5: Como Observar, Interferir e Registrar • Exemplo de Registro Capítulo 6: Propostas de Resolução de Problemas • Sugestões de problemas que podem ser propostos aos alunos na Educação Infantil. Capítulo 6: Propostas de Resolução de Problemas • Adivinhas • Mesmo não envolvendo números, trabalham as habilidades da resolução de problemas. • O que é, o que é? Amarelo e preto e faz zzb, zzb, zzb... Capítulo 6: Propostas de Resolução de Problemas • Simulação da realidade • Envolvem mais de uma solução possível e, em geral, não apresentam dados numéricos. • Sílvia estava sozinha na classe e queria pegar um livro que fica num armário alto. O que ela pode fazer? Capítulo 6: Propostas de Resolução de Problemas • Problemas a partir de uma figura • As crianças realizam a leitura do problema através de uma (ou mais) figura(s). Capítulo 6: Propostas de Resolução de Problemas • Situações propostas a partir do cotidiano. • Votações, arrumação da classe, controle de empréstimo de livros, distribuição de material, limitar pessoas por grupos, planejar um trabalho ou festa, bem como ques-tões envolvendo as pessoas que estão na classe são boas fontes de problemas.(p. 58) Capítulo 6: Propostas de Resolução de Problemas • Problemas a partir de jogos • A aprendizagem da criança pode ocorrer pela interação com o material, as regras e o conflito com as opiniões dos outros jogadores. Capítulo 6: Propostas de Resolução de Problemas • Problemas a partir de materiais didáticos • Podem ser usados para resolver um problema ou para se propor um problema. • Exemplos: Tangram, blocos lógicos. Capítulo 6: Propostas de Resolução de Problemas • Problemas a partir de um cenário Capítulo 6: Propostas de Resolução de Problemas • Resolvendo problemas de texto. • Auxilia no desenvolvimento de habilidades de leitura e escrita dos alunos. Capítulo 7: As Crianças Elaboram seus Próprios Problemas • Criar situações onde as crianças elaboram seus próprios problemas. • A formulação de problemas pelos alunos permite que desenvolvam habilidades de comunicação oral e escrita e falem sobre o que lhes é significativo, estimulando sua capacidade de analisar, interpretar e articular informações, uma vez que podem perceber o que é importante na elaboração e na resolução de uma dada situação; que relação há entre os dados apresentados, a pergunta a ser respondida e a resposta. [...], os alunos sentem que podem participar das aulas de matemática não apenas como resolvedores, mas também como pessoas que elaboram problemas (p. 73) Capítulo 7: As Crianças Elaboram seus Próprios Problemas • Criando outra pergunta – Cláudia tinha um gato e uma gata que estava grávida. Um dia, nasceram oito gatinhos. Com quantos gatos Cláudia ficou? • Criando um problema parecido – Dado um problema, elaboram outro semelhante. • Qual é a pergunta? – Júlia estava sozinha na sala de aula e queria pegar um livro em cima do armário. • Qual é o problema? – Cachorro, quatro patas, três cachorros. Qual é o problema? Capítulo 7: As Crianças Elaboram seus Próprios Problemas • Temos um problema – As crianças procuram informações na sala de aula para elaborar um problema. • Criando uma história Capítulo 8: Síntese Capítulo 8: Síntese Capítulo 8: Síntese • Processofólio: são arquivados os registros produzidos pelo aluno ao longo de um período de trabalho, a saber: textos, desenhos e atividades diversas de recorte, colagens e projetos feitos pela criança. Esses registros podem ser relativos a diferentes momentos de resolução de situações-problema, ou estar relacionados a outros tipos de atividades desenvolvidas. Capítulo 8: Síntese • Portfólio: coleta dos registros feitos no processofólio das melhores produções, aquelas que mostram algo que o aluno aprendeu de novo, uma solução original selecionada por ele eventualmente com o auxílio dos colegas e do professor. TEXTO - 8 • SMOLE, Kátia Cristina Stocco. A matemática na educação infantil: a teoria das inteligências múltiplas na prática escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996. O referencial teórico desse livro é a Teoria das Inteligências Múltiplas, de Howard Gardner. A inteligência é um conjunto, um espectro, de competências que ele denomina Inteligências Múltiplas. Teoria das Inteligências Múltiplas • Para Gardner e seus colaboradores, uma inteligência implica na capacidade de criar, resolver problemas ou elaborar produtos que são importantes num determinado ambiente ou comuni- dade cultural. A capacidade de resolver problemas permite à pessoa abordar uma situação em que um objetivo deve ser atingido e localizar a rota adequada para esse produto. (p. 25). Teoria das Inteligências Múltiplas • A teoria das Inteligências múltiplas tem três princípios fundamentais. – A inteligência não é algo simples. Existem múltiplas inteligências (que são diferentes entre si – conjunto de capacidades). – As inteligências são independentes umas das outras (ser bem sucedido em uma não garante sucesso em outra). – As inteligências interagem. Embora sejam diferentes, as inteligências “trabalham juntas”.Teoria das Inteligências Múltiplas • Sete componentes do espectro de habilidades: linguística lógico-matemática espacial musical corporal-cinestésica interpessoal intrapessoal. Dimensão Lógico-Matemática • É normalmente associada à competência em desenvolver raciocínios dedutivos, em construir ou acompanhar longas cadeias de raciocínios, em vislumbrar soluções para problemas lógicos e numéricos, em lidar com números ou outros objetos matemáticos (p. 27). • Jean Piaget Dimensão linguística • Essa competência se expressa de modo característico em todos que lidam de forma criativa com as palavras, com a língua corrente, com a linguagem de um modo geral. • É a competência que parece mais ampla e democraticamente compartilhada na espécie humana (p. 27). Competência musical • É uma das dimensões básicas da inteligência. • A habilidade musical representa uma manifestação da inteligência (p. 28) Competência Corporal cinestésica • A característica dessa inteligência é a capacidade de usar o próprio corpo de maneiras diferentes e hábeis para fins de expressão. • Não elaboram previamente cadeias de raciocínios para realizar seus movimentos e, na maior parte das vezes, não conseguem explicá- los verbalmente (bailarinos, mímicos, atletas) • Controlar o movimento do próprio corpo e manusear objetos com habilidade (p. 28) Inteligência Interpessoal • Relacionar-se bem com outras pessoas, em perceber seus humores, seus sentimentos, suas emoções, motivações, ou seja, permitir um descentrar-se para trabalhar com o outro. • Apoiada nas relações humanas, em sua forma mais elaborada, essa competência permite habilitar um indivíduo adulto a ler as intenc ̧ões e desejos dos outros e é característica nos líderes, nos políticos, nos profes- sores, nos terapeutas e nos pais (p. 28) Dimensão intrapessoal • A característica básica é o conhecimento de uma pessoa em relação a si mesma e a capacidade de estar bem consigo. • Uma pessoa com a competência intrapessoal bem desenvolvida controla suas emoções, administra seus sentimentos, seus projetos, constrói um entendimento e um guia do seu próprio desenvolvimento (p. 29) Desafios • Tentar relacionar a linguagem matemática com as demais dimensões – matemático/ linguagem – matemático/corporal – matemático/espacial – matemático/musical – matemático/pictórico – matemático/inteligências pessoais. • Formação do profissional.