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2
CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO - UNIPLAN
CURSO GRADUAÇÃO BACHARELADO EM ENFERMAGEM
JOSÉ JARISSON SILVA NASCIMENTO
SARA RAISSA MENDONÇA REBOUÇAS
SANDRA FARIAS PAZ.
FABIANA BARBOSA DO NASCIMENTO
MARIA SAMILA RODRIGUES DA SILVA
PRÉ PROJETO DE TCC
A ENFERMAGEM NA PROMOÇÃO DE ORIENTAÇÕES ÀS PUÉRPERAS ACERCA DO ALEITAMENTO MATERNO
Cruzeiro do Sul-Acre
2025
JOSÉ JARISSON SILVA NASCIMENTO
SARA RAISSA MENDONÇA REBOUÇAS
SANDRA FARIAS PAZ
FABIANA BARBOSA DO NASCIMENTO
MARIA SAMILA RODRIGUES DA SILVA
PRÉ PROJETO DE TCC
Trabalho apresentado ao Curso de Enfermagem – Universidade UNIPLAN, como requisito para obtenção de nota e aprovação na disciplina de Projeto Técnico Científico Interdisciplinar.
Orientador: José Deivide
Cruzeiro do Sul-Acre
2025
DEDICATÓRIA
Aos nossos familiares, pelo apoio incondicional e pelo incentivo que nos moveu até aqui. 
Aos nossos professores e orientadores, que nos guiaram com sabedoria e paciência, compartilhando conhecimentos que vão além da sala de aula. 
Aos amigos que se tornaram parceiros de jornada, dividindo angústias, risadas e conquistas ao longo desse caminho. 
E, acima de tudo, a cada um deste grupo, pela persistência, colaboração e confiança mútua que nos trouxeram até esta vitória coletiva. 
Este trabalho é a prova de que, unidos, podemos superar desafios e alcançar grandes conquistas. 
Com gratidão,
José Jarisson, Sara Raissa, Sandra Farias, Fabiana Barbosa e Maria Samila.
AGRADECIMENTOS
Gostaríamos de expressar nossa profunda gratidão a todas as pessoas que contribuíram direta ou indiretamente para a realização deste trabalho.
Em primeiro lugar, ao nosso orientador, José Deivide, pela paciência, dedicação e orientação valiosa em cada etapa deste projeto. Sua expertise e incentivo foram fundamentais para o desenvolvimento desta pesquisa.
Aos demais professores e coordenadores do curso, que nos proporcionaram conhecimento e suporte ao longo de nossa jornada acadêmica.
Aos nossos familiares, pelo amor incondicional, compreensão nos momentos de estresse e pelo apoio inestimável em nossa formação.
Aos amigos e colegas de turma, que compartilharam conosco desafios, descobertas e alegrias, tornando essa trajetória mais leve e significativa.
Por fim, agradecemos uns aos outros, pois foi através da colaboração, do respeito mútuo e da união que conseguimos concluir este trabalho. Cada um trouxe suas habilidades e esforços para que este projeto se tornasse realidade.
Este TCC é o resultado não apenas de nosso empenho individual, mas de uma conquista coletiva.
]
RESUMO
A amamentação, apesar de natural, enfrenta desafios complexos, como desmame precoce, influenciado por fatores técnicos, culturais e socioeconômicos. Este estudo analisa a atuação do enfermeiro na promoção do aleitamento materno, mediante revisão bibliográfica em bases como SciELO e LILACS. Resultados indicam que orientações personalizadas no pré-natal, apoio imediato pós-parto e acompanhamento contínuo no puerpério são estratégias eficazes para reduzir o desmame. A falta de informação sobre técnicas de amamentação, pressão social e retorno precoce ao trabalho destacam-se como barreiras críticas. O enfermeiro desempenha papel central ao educar mães, desconstruir mitos culturais e articular políticas públicas, como extensão da licença-maternidade. Práticas como grupos de apoio e visitas domiciliares ampliam o sucesso da amamentação, enquanto a capacitação profissional contínua é essencial para superar lacunas na assistência. O estudo reforça a necessidade de integração entre ações clínicas, educativas e estruturais, visando ambientes favoráveis à amamentação. Conclui-se que a atuação qualificada do enfermeiro, aliada a políticas intersetoriais, é decisiva para elevar as taxas de aleitamento materno exclusivo e promover saúde infantil sustentável. 
Palavras-chave: Amamentação; Enfermagem; Desmame precoce; Saúde materno-infantil; Políticas públicas.
SUMÁRIO
1.	INTRODUÇÃO............................................................................................................7
2.	DELIMITAÇÃO E FORMULAÇÃO DO PROBLEMA...................................................9
3.	OBJETIVOS...............................................................................................................10
3.1	Objetivo Geral.............................................................................................................10
3.2	Objetivos Específicos..................................................................................................10
4.	JUSTIFICATIVA	11
5.	METODOLOGIA	12
6. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA	13
7.	RESULTADOS ESPERADOS	20
8.	CRONOGRAMA	21
INTRODUÇÃO
O aleitamento materno reduz em 13% a mortalidade infantil (OMS, 2023), mas 40% das mães abandonam a prática no puerpério (Ministério da Saúde, 2022). Essa contradição entre o potencial salvador da amamentação e as altas taxas de desmame precoce revela um grave problema de saúde pública. As razões para esse abandono são multifatoriais: desde desafios biológicos, como dor e fissuras mamárias, até barreiras socioculturais, incluindo a falta de apoio familiar, pressões laborais e a desinformação sobre técnicas adequadas. 
O aleitamento materno (AM) é considerado um dos pilares da promoção e proteção da saúde dos lactentes em todo o mundo, sendo o método mais natural e aconselhado para o crescimento e desenvolvimento do lactente (Taveiro et al., 2020). Embora seja amplamente reconhecida, essa prática ainda lida com obstáculos consideráveis, particularmente durante o puerpério, uma fase caracterizada por mudanças físicas e emocionais drásticas para a mulher. 
Neste contexto, a intervenção da enfermagem se torna crucial, pois os especialistas do campo estão diretamente ligados ao cuidado e à educação em saúde, particularmente no que concerne ao apoio e às instruções sobre amamentação. Para que esse suporte seja eficaz, é de suma importância que esses profissionais tenham uma visão abrangente e considerem os aspectos emocionais, culturais e sociais que envolvem a mulher. 
Reconhecer a mãe como protagonista de sua experiência de amamentação é fundamental, pois valorizar e escutar essa mulher é crucial para o sucesso do aleitamento materno (Brasil, 2009). O enfermeiro contribui diretamente para a promoção da amamentação ao encorajar e auxiliar as mães, sendo o profissional mais próximo à mulher, desempenha um papel crucial na educação em saúde, ao oferecer apoio constante e incentivo, para que se sintam capacitadas a amamentar (Silva, 2018).
Ao oferecer um cuidado humanizado, a enfermagem reduz desconfortos e transforma o momento da alimentação do recém-nascido em uma experiência mais agradável. Assim, o estudo tem como objetivo reforçar as ações de enfermagem na área de saúde materno-infantil, reforçando o compromisso da profissão com a promoção da saúde e o empoderamento feminino no período pós-parto. Portanto, o objetivo é fornecer apoio teórico e prático que realcem a relevância de um atendimento humanizado, acolhedor e fundamentado em evidências.
DELIMITAÇÃO E FORMULAÇÃO DO PROBLEMA
O aleitamento materno constitui uma prática fundamental para a saúde neonatal e materna, com reconhecidos benefícios imunológicos, nutricionais e afetivos. No entanto, observa-se que muitas puérperas enfrentam dificuldades para manter a amamentação, especialmente no período pós-parto. Nesse contexto, a atuação da equipe de enfermagem torna-se essencial, pois esses profissionais estão na linha de frente do cuidado, sendo responsáveis pelo acolhimento, educação em saúde e apoio contínuo. Quais intervenções realizadas pela enfermagem são consideradas mais eficazes para a manutenção do aleitamento materno exclusivo?"
OBJETIVOS
1.1 Objetivo Geral
Analisar as estratégias de orientação realizadas pela equipe de enfermagem para promover o aleitamento materno entre puérperas no período pós-parto imediato, identificando os métodos mais eficazesna redução do desmame precoce e propondo melhorias nas práticas educativas.
1.2 Objetivos Específicos
· Identificar as principais dificuldades relatadas por puérperas em relação ao aleitamento materno no período pós-parto imediato.
· Mapear as estratégias educativas utilizadas pela equipe de enfermagem na orientação sobre amamentação em unidades de saúde.
· Avaliar a eficácia das orientações fornecidas pela enfermagem a partir da percepção das puérperas.
· Propor melhorias nas práticas educativas da equipe de enfermagem para promoção do aleitamento materno exclusivo.
JUSTIFICATIVA
A realização deste estudo justifica-se pela necessidade urgente de enfrentar o desafio do desmame precoce no Brasil. Como profissionais fundamentais no cuidado à saúde, os enfermeiros possuem um papel estratégico na orientação e apoio às puérperas, mas frequentemente se deparam com dificuldades como sobrecarga de trabalho, limitações estruturais e falta de capacitação continuada para atuar de forma mais efetiva na promoção do aleitamento materno. 
A pesquisa tem como finalidade identificar as principais lacunas existentes nas práticas educativas atuais e, a partir desses achados, propor intervenções baseadas em evidências científicas que possam qualificar a atuação dos profissionais de enfermagem tanto na atenção básica quanto em hospitais. Os resultados deste estudo beneficiarão diretamente as puérperas, ao proporcionar uma experiência mais positiva de amamentação, os enfermeiros, ao oferecer subsídios para aprimorar sua prática profissional, e os gestores em saúde, ao fornecer dados concretos para a elaboração de políticas públicas e protocolos assistenciais mais eficazes. 
Ao abordar esta temática, o estudo reforça o compromisso social da profissão com a melhoria da saúde materno-infantil e com o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, em especial o ODS 3, que visa assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos. 
METODOLOGIA
Este estudo configura-se como uma pesquisa exploratória-descritiva com abordagem qualitativa, que tem como foco central a análise da amamentação e da atuação do enfermeiro no processo de orientação às gestantes, puérperas e mães de crianças menores de seis meses. A fundamentação teórica foi construída mediante pesquisa bibliográfica em bases de dados científicas reconhecidas, incluindo SciELO, BIREME, Cadernos de Atenção Básica, LILACS e BDENF da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS).
Conforme Apolinário (2011), a pesquisa bibliográfica consiste em uma análise sistemática de resultados e conclusões de estudos prévios sobre determinado tema, organizando, comparando e sintetizando as produções científicas existentes. Este método mostrou-se particularmente adequado para o presente estudo, permitindo uma avaliação abrangente do campo de investigação.
O processo de seleção dos artigos ocorreu em três etapas distintas. Inicialmente, realizou-se uma leitura exploratória dos materiais identificados nas bases de dados, com o objetivo de familiarização com o tema e triagem preliminar. Nesta fase, foram considerados artigos que apresentavam relação direta com o objeto de estudo. Posteriormente, os artigos pré-selecionados foram submetidos a uma análise mais criteriosa, considerando como critérios de elegibilidade: pertinência do título ao tema investigado; Ano de publicação (priorizando produções recentes); Adequação dos objetivos à proposta da pesquisa; e consistência metodológica dos estudos.
Este processo seletivo permitiu identificar as produções científicas mais relevantes para a construção do referencial teórico, garantindo que a análise se baseasse em evidências sólidas e atuais. A abordagem qualitativa adotada possibilitou uma compreensão aprofundada dos processos envolvidos na atuação do enfermeiro no contexto do aleitamento materno, considerando tanto os aspectos técnicos quanto as dimensões humanas dessa prática profissional. A análise final dos dados consistiu na organização, comparação e síntese crítica dos conteúdos identificados na literatura, buscando estabelecer diálogos entre os diferentes autores e perspectivas teóricas.^
6. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
O leite materno è o alimento mais completo, suprindo todas as necessidades da criança até os meses iniciais de vida, dispensando outros líquidos ou outras formas de alimentos, a não ser em casos seja necessário, não existindo outro suprimento que substitua o leite materno para crianças nessas de idade (COSTA, et al.,2019). Sendo assim, o leite materno proporciona todas as fontes de energias, vitaminas, minerais e proteínas que são importantes para um bom funcionamento do organismo e na atuação do sistema imunológico, além de suprir todas as necessidades e carência da criança e da mãe (SCOCHI, 2008).
De certa forma, o leite materno exclusivo faz com que a porcentagem de crianças medicadas, internadas ou levadas para uma atenção terciária seja de menor frequência, ou seja, o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida tranquiliza os pais sobre o adoecimento do bebê, gerando uma boa relação entre a família, fortalece os laços afetivos, gerando menos estresse e desgaste familiar, melhora a autoestima dos pais e favorece todo o bem estar aos pais e a criança (BRASIL, 2009). 
Outro fator não menos importante, é que o aleitamento materno exclusivo envolve toda mistura de sentimentos e emoção quanto para a mãe e o bebê, envolvendo o contato pele a pele, sentimentos de afeto e ternura e a auto confiança que a puérpera vai desenvolvendo ao longo de todo processo do aleitamento. Embora não seja uma prática tão fácil, o sentimento de realização da mãe é significante, pois é onde tem a consciência de proteger o seu filho com o alimento mais puro e preciso, durante toda a sua fase de crescimento e desenvolvimento físico e cognitivo infantil. 
De acordo com Almeida e Vale (2018),
 A amamentação promove uma mistura de sensações: A amamentação promove sensação de conforto, em seu conceito mais subjetivo, atrelando ao sentimento de bem-estar, para a mulher que vivencia o período do puerpério, uma vez que este período pode culminar em um estado de letargia e depressão (ALMEIDA; VALE, 2018, p.21).
6.1 Tipos de Leite Materno:
Os tipos de leites presentes na amamentação, colostro, leite de transição e o leite maduro.
 O colostro: nos dias inicias de vida do bebes são produzidos, com aparência amarelada ou transparente onde contém proteínas e anticorpos (MINISTERIO DA SAUDE, 2022).
Leite de Transição: È produzido do sexto ao quinto dia, onde passa a fabricar um leite mais volumoso, sendo rico em gorduras e carboidratos (MINISTERIO DA SAUDE, 2022).
Leite Maduro: produzido por volta do vigésimo quinto dia, com aparência consistente e esbranquiçada. Composto por carboidratos, proteínas, gorduras. (MINITERIO DA SAUDE,2022).
O aleitamento proporciona diversos auxílios para a mãe e o bebê, ele diminui as chances de alergias e infeções respiratórias, colesterol alto, obesidade, diabetes, diarreia. Promovendo melhor formação bucal (MINISTERIO DA SAUDE, 2022). Benefícios da mãe, auxilia na recuperação no pós-parto e diminui os riscos de hemorragia, ajuda a prevenir o câncer de mama e útero, acaba diminuindo o risco de doenças, como obesidade, hipertensão e depressão pós-parto (MINISTERIO DA SAUDE, 2022).
O aleitamento materno envolve diversas características, como sociais e culturais, e sendo assim não pode ser considerado uma atividade simples. Precisa ser uma via de mão dupla, e a vontade, e a escolha da mãe tem que ser respeitada, para que assim possa se obter uma boa nutrição aos bebês. Por isso o ideal é que se comece quanto antes a conscientização e informação as mães para elas entenderem todo o processo e seus benefícios para ela e o bebê (MINISTERIO DA SAUDE, 2015).
O ato de amamentar não é algo automático, a mulher precisa aprender a amamentar e o bebê a ser alimentado, assim com o ajuda do profissional, e o apoio dos familiares, é o necessário para o sucesso da amamentação. Comprovou que as inúmerasações alcançam impacto positivo, sendo o apoio do profissional no pré-natal e na visita puerperal (SILVA, 2020).
O envolvimento do enfermeiro na assistência é indiscutível para fortalecimento
do laço que se estende depois do nascimento do bebê e na saúde da mãe e da criança, reduzindo a probabilidade de serem consumidos outros tipos de alimentos antes do primeiro semestre de vida (SILVA, 2020).
6.2 Tipo de Aleitamento Materno:
De acordo com as definições de aleitamento materno adotadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS, 2004) e reconhecidas no mundo inteiro, o aleitamento pode ser classificado em:
Aleitamento materno exclusivo: quando a criança recebe somente leite materno, direto da mama ou ordenhado, ou leite humano de outra fonte, sem outros líquidos ou sólidos, com exceção de gotas ou xaropes contendo vitaminas, sais de reidratação oral, suplementos minerais ou medicamentos. 
Aleitamento materno predominante: quando a criança recebe, além do leite materno, água ou bebidas à base de água (água adocicada, chás, infusões), sucos de frutas e fluidos rituais.
Aleitamento materno: quando a criança recebe leite materno (direto da mama ou ordenhado), independentemente de receber ou não outros alimentos.
Aleitamento materno complementado: quando a criança recebe, além do leite materno, qualquer alimento sólido ou semi-sólido com a finalidade de complementá-lo, e não de substituí-lo. Nessa categoria a criança pode receber, além do leite materno, outro tipo de leite, mas este não é considerado alimento complementar.
Aleitamento materno misto ou parcial: quando a criança recebe leite materno e outros tipos de leite (MS, 2009). Desta forma leva-nos a refletir mais uma vez sobre a maneira como a informação foi obtida, como essa nutriz foi questionada e interpretada.
Desta forma, acreditamos que a equipe de saúde da família necessita ser capacitada com o mesmo enfoque, contemplando os atributos da Atenção Básica em Saúde, entendendo as influências familiares, da comunidade, a educação materna e as questões socioeconômicas.
O profissional de saúde que atua junto à mulher que amamenta deve ter habilidade científica, técnica e de relacionamento para assistir, além da mulher, o seu companheiro,
filhos, família e comunidade, reunindo os diferentes segmentos que compõem a extensa rede sociobiológica do AM. Além disso, espera-se desse profissional que conheça os aspectos históricos, sociais, culturais e biológicos da amamentação (MS, 2009).
 Em sua formação, os profissionais de saúde adquirem determinados conhecimentos sobre AM. Por outro lado, têm conhecimentos oriundos do senso comum e de suas experiências pessoais. É importante a valorização desses diferentes conhecimentos, favorecendo um elo de complementaridade entre o saber científico e o saber popular (MS, 2011).
 Mediante essa necessidade propomos parceria entre atenção básica e hospital do
município, para desenvolver capacitação não somente na atenção básica incluindo também os profissionais da área hospitalar. 
6.3 A Complexidade da Amamentação e os Desafios do Desmame Precoce:
A amamentação, frequentemente percebida como um ato natural e simples, revela-se na prática uma experiência complexa e desafiadora para as mães, sejam elas primíparas ou multíparas. Cada experiência de amamentação apresenta particularidades únicas, demandando um acompanhamento personalizado por parte dos profissionais de saúde, especialmente dos enfermeiros, que devem considerar não apenas as condições biológicas, mas também o contexto psicossocial e cultural de cada mãe (SILVA et al., 2020).
O desmame precoce, definido como a interrupção da amamentação antes do período recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), configura-se como um significativo problema de saúde pública. Suas causas são multifatoriais, envolvendo aspectos:
Técnicos e educacionais: A carência de orientação adequada sobre técnicas de amamentação frequentemente leva a problemas como pega incorreta, fissuras mamilares e dor, fatores que contribuem para o abandono precoce (COSTA et al., 2018). A percepção equivocada de insuficiência láctea, comum entre muitas lactantes, também se mostra como um importante fator de descontinuação (BOCCOLINI et al., 2017).
Socioeconômicos e culturais: Práticas culturais arraigadas, como a introdução precoce de chás e outros alimentos complementares, associadas à pressão social para adequação a padrões estéticos e à rápida reinserção no mercado de trabalho, atuam como fortes desestimuladores da amamentação exclusiva (ALEIXO et al., 2019; NABATE et al., 2019).
Estruturais e laborais: A ausência de políticas de apoio às mães trabalhadoras, incluindo a insuficiência de espaços adequados para ordenha e armazenamento do leite materno nos locais de trabalho, representa uma barreira significativa (COSTA et al., 2018).
Diante desse cenário, estratégias integradas são essenciais. A capacitação contínua de enfermeiros em aconselhamento em aleitamento materno, aliada a intervenções educativas que envolvam famílias e comunidades, pode mitigar lacunas de informação e práticas culturais prejudiciais. Políticas públicas robustas, como a extensão da licença-maternidade e a criação de espaços adequados para amamentação em ambientes de trabalho, são igualmente fundamentais para reduzir o desmame precoce (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2015).
Nesse contexto, o enfermeiro assume um papel central, atuando como educador, facilitador e defensor das práticas baseadas em evidências. Sua atuação abrangente, desde o pré-natal até o puerpério, é determinante para fortalecer a rede de apoio às mães, promover a saúde infantil e enfrentar as disparidades que perpetuam o desmame precoce.
6.4 Atuação do Enfermeiro e Assistência acerca do Aleitamento Materno:
A atuação do enfermeiro na promoção e apoio ao aleitamento materno é multifacetada, abrangendo desde a educação em saúde até o acompanhamento clínico e emocional das mães. Como profissional estratégico na atenção básica e em serviços especializados, o enfermeiro assume um papel central na prevenção do desmame precoce e na garantia do sucesso da amamentação, alinhando-se às diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. 
No pré-natal, o enfermeiro inicia seu trabalho com ações educativas, desmistificando crenças culturais e preparando a gestante para os desafios da amamentação. Isso inclui orientações sobre a anatomia da mama, técnicas de pega correta, importância do contato pele a pele pós-parto e manejo da lactação. Estudos demonstram que intervenções educativas realizadas nessa fase aumentam significativamente a confiança materna e reduzem a ansiedade, fatores críticos para o sucesso do aleitamento (SILVA et al., 2020). 
No período pós-parto imediato, a atuação do enfermeiro é decisiva. Ele auxilia na primeira mamada, observa a posição do bebê, identifica possíveis dificuldades (como ingurgitamento mamário ou fissuras) e oferece soluções imediatas. A presença do enfermeiro em unidades de saúde ou em visitas domiciliares pós-alta é fundamental para corrigir práticas inadequadas e reforçar a importância da amamentação exclusiva. Pesquisas apontam que o apoio contínuo nessa fase reduz em até 30% os casos de desmame precoce (COSTA et al., 2018). 
O acompanhamento no puerpério estende-se para além do ambiente hospitalar. O enfermeiro realiza consultas de puericultura, monitora o crescimento infantil, avalia a eficácia da amamentação e identifica sinais de risco, como perda de peso do bebê ou hipogalactia. Além disso, atua como mediador entre a mãe e a rede de apoio (familiares, parceiros), conscientizando-os sobre seu papel no processo. A criação de grupos de apoio à amamentação, coordenados por enfermeiros, tem se mostrado eficaz para fortalecer vínculos e compartilhar experiências práticas (BRASIL, 2022). 
Diante de desafios complexos, como a percepção de insuficiência láctea ou dificuldades anatômicas, o enfermeiro emprega estratégias baseadas em evidências. Por exemplo, ensina técnicas de ordenha manual, recomenda ajustesna frequência das mamadas e, quando necessário, encaminha a mãe para profissionais especializados (como consultores em lactação). A abordagem é sempre individualizada, considerando aspectos como condições socioeconômicas, dinâmicas familiares e saúde mental da mulher. 
A articulação com políticas públicas é outro eixo crucial. O enfermeiro participa da implementação de iniciativas como a Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil, promove a adesão aos Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno (OMS/UNICEF) e defende a ampliação de direitos trabalhistas, como licença-maternidade estendida e salas de apoio à amamentação em empresas. Essa atuação macro reforça o impacto das ações diretas, criando um ambiente social mais favorável às mães. 
Por fim, o enfermeiro atua como agente de transformação cultural, combatendo mitos e práticas prejudiciais (como o uso de chupetas ou fórmulas infantis sem indicação) e empoderando as mulheres por meio da informação. Sua capacidade de integrar conhecimento técnico e empatia faz dele um pilar indispensável na construção de uma cultura de amamentação sustentável e inclusiva, capaz de salvar vidas e promover saúde em larga escala (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2015).
1. RESULTADOS ESPERADOS
Espera-se que o levantamento bibliográfico permita identificar as principais abordagens adotadas pelos enfermeiros na promoção do aleitamento materno, destacando tanto as intervenções bem-sucedidas quanto as lacunas existentes na assistência prestada. A análise dos artigos científicos selecionados deverá revelar quais orientações são mais frequentes, como técnicas de pega correta, manejo da lactação e soluções para problemas comuns, além de apontar possíveis deficiências na formação profissional ou nas políticas públicas de saúde relacionadas ao tema. 
Outro resultado esperado é a sistematização do conhecimento científico atual sobre o assunto, organizando as evidências disponíveis em fontes como SciELO, BIREME, LILACS e BDENF. Essa compilação crítica poderá servir como referência para futuras pesquisas e para a prática clínica, oferecendo aos profissionais de enfermagem um panorama atualizado das melhores práticas baseadas em evidências. Além disso, a pesquisa pretende destacar a importância do trabalho do enfermeiro como educador no contexto da amamentação, reforçando seu papel fundamental na redução do desmame precoce e na promoção da saúde materno-infantil. 
Embora os resultados finais dependam da análise aprofundada dos dados coletados, a expectativa é que este estudo contribua para a qualificação da assistência em enfermagem, fornecendo subsídios teóricos que possam embasar tanto a atuação clínica quanto políticas públicas mais efetivas. Caso as conclusões confirmem as hipóteses iniciais, a pesquisa poderá orientar novas estratégias de capacitação profissional; se, por outro lado, revelarem aspectos inesperados, esses achados poderão abrir caminho para investigações futuras. De qualquer forma, espera-se que o trabalho ofereça uma base sólida para reflexões sobre como melhorar o apoio às mães nesse processo tão crucial para a saúde infantil.
CRONOGRAMA 
	ETAPAS
	JANEIRO
	FEVEREIRO
	ABRIL
	MAIO
	
JUNHO
	ELABORAÇÃO DO PROJETO
	X
	X
	X
	
	
	REVISÃO DE LITERATURA
	X
	X
	X
	
	
	ESCRITA DO PROJETO
	X
	X
	X
	
	
	CORREÇÕES PROPOSTAS PELO ORIENTADOR
	
	
	
	X
	
	ENTREGA
	
	
	
	X
	
	APRESENTAÇÃO
	
	
	
	
	
X
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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