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RESUMO FALÊNCIA E RECUPERAÇÃO JUDICIAL PRINCÍPIOS: Preservação da empresa: um dos principais Preserva a empresa como unidade de produção geradora de postos de emprego, tributos e riquezas Art 47 Há uma preocupação social com a empresa, pois visa garantir o equilíbrio da economia já que a empresa é uma fonte mediata Visa também a manutenção de empregos Retirada do mercado da empresa inviável: A falência consiste em retirar do mercado uma empresa que se tornou inviável Empresa inviável - aquela que a continuidade das suas atividades não gera benefícios econômicos nem sociais Nesses casos, a falência busca retirar essa empresa do mercado o mais rápido possível que conseguir, para que abra a possibilidade de outra empresa que ocupe esse espaço cresça e exerça uma atividade saudável Participação ativa dos credores: Busca fazer com que os credoresparticipem ativamente desse processo de falência, com a intenção de que eles busquem potencializar os resultados que foram obtidos, defendendo seus interesses e não deixando que seja objeto de fraude Portando, sim! credor deve ter VOZ na recuperação judicial Separação dos conceitos de "empresa" e "empresário": Empresário é quem faz a produção de bens ou serviços de forma organizada. Se empresário é quem exerce essa atividade, então empresa é a atividade econômica organizada de produção ou circulação de bens ou serviços, é o conjunto de capital e trabalho. Redução do custo do crédito: Tem a intenção de diminuir os custos do crédito para incentivar investimentos e ajudar na estimulação do crescimento econômico. Proteção aos trabalhadores: Também conhecido como IN DUBIO PRO OPERARIO Visa proteger também aqueles que trabalham em uma empresa que foi pegapela crise Por terem como único ou principal bem o seu trabalho, devem ser protegidos não só recebendo mas também seu emprego Preservação e maximização dos ativos do falido: Estabelecer mecanismos que assegurem a obtenção do valor máximo que conseguir dos ativos do falido, para evitar a perda desses bens por conta de uma demora Não somente bens corpóreos (materiais) como também incorpóreos (marca, patente, ponto) empresário deve poder escolher se vai vender isso Celeridade, eficiência e economia processual: Deve ser rápido, eficiente e simplificado (na medida do possível) Segurança jurídica e previsibilidade: Estado deve garantir os direitos do cidadão portanto o Estado por meio de um ordenamento sólido deve garantir segurança e previsibilidade para não dar espaço a múltiplas interpretações o que atrapalha o planejamento das empresasFavorecimento das empresas de menor porte: Garante proteção às empresas de pequeno porte contra as dificuldades de competição, tendo por direito tipificado uma carga tributária menor do que as de médio e grande porte Rigor na punição dos crimes falimentares e recuperatórios: Para evitar fraudes, crimes que induzem os credores e os juízes ao erro devem ser punidos severamente Princípio do PAR CONDITIO CREDITORUM: Não pode fazer diferença entre credores, do mesmo grupo, de um mesmo devedor em relação aos pagamentos, devem ser tratados iguais Por exemplo: deve 3 credores, por amizade quer pagar 2 à vista e 1 à prestação! Ou paga todos à vista ou todos à prestação ESTÁGIO DE DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE EMPRESÁRIA:INSOLVÊNCIA CIVIL: Quando a dívida ultrapassa os bens do devedor Podendo ser quando não existem bens para serem penhorados ou quando a dívida supera os bens existentes Uma condição onde a pessoa física não tem dinheiro nem bens para pagar essa dívida Não é muito utilizada porque não dá ajuda financeira Visa apenas sanar a situação de inadimplência do devedor EXECUÇÃO CONCURSAL DO DEVEDOR EMPRESÁRIO: Caso o devedor sem recursos para pagar a dívida seja empresário: a execução será Regime Jurídico Empresarial (falência) - lei 11.101/05 Caso o devedor sem recursos NÃO seja empresário: a execução será Regime Jurídico Civil (concurso de credores) - código de processo civil (CPP) 11.101/05 - fala sobre falência, recuperação judicial, plano especial(voltado para Microempresa e Empresa de pequeno porte) e recuperação extrajudicial (tem uma fase extrajudicial, começa no extrajudicial mas precisa pra judicial para homologar) FALÊNCIA: Vários credores executando um mesmo devedor, quando determinado devedor está em insolvência (não consegue pagar as contas) Objetivo: levantar o máximo de ativo possível e pagar máximo que der Pagar primeiro trabalhador, depois garantia real, etc. Duas fases: Inicial/pré falimentar: não é porque pede falência de alguém que ele está falido! Não posso dizer que é condenado antes da condenação no penal! Chamamos de devedor, pois não é porque há processos que ele está falido, pode se defender e dizer que não está Aqui é momento da ampla defesa e do contraditório Petição inicial: quando juiz recebe uma petição inicial confere esses três (não julga, mas vê se a petição está ok)Legitimidade ativa: nem todos podem pedir falência Legitimidade passiva: nem todos podem falir Fundamento: se conseguir provar presumo insolvência Impontualidade injustificada Execução frustrada Atos ruinosos Petição - citação - contestação - sentença Se julga pedido procedente na sentença aí começa o procedimento falimentar Até a sentença que decreta a falência ou não o devedor tem vida normal Se decreta: acabou a atividade, tranca estabelecimento! Sentença constitutiva: constitui nova realidade, já que antes era uma coisa e depois muda Procedimento falimentar: Ativo: quanto eu tenho de $ Passivo: quem eu devo Petição Inicial: coisa: ver quem tem legitimidade ativa (quem pode pedir a falência) e a legitimidade passiva (quem pode falir)Legitimidade passiva: quem pode falir? Art 1 e art 2 Só pode falir: art 1 empresário (pessoa natural que exerce circulação de bens ou serviços) e sociedade empresária NÃO PODEM FALIR: art 2 Sociedade economia mista e empresa pública: não falem, o governo está envolvido Instituição financeira, não falem porque se falir a inflação que gera é absurda, quando não tem dinheiro quem paga é Estado, portanto a inflação sobe E MUITO. Consórcio Plano de saúde Previdência complementar A ideia é separar atividades que têm impacto muito negativo se falir DICA: os dois primeiros são TOTALMENTE proibidos por se tratar de governo, o governo quem cuida. Os outros, em um primeiro momento estão excluídos, mas se comprovado caso de falência podem remeter a lei de forma PARCIALART 5°- não pode exigir do devedor no processo O que for gratuíto Despesas para fazer parte - que gastar para fazer parte do processo não pode, salvo as custas processuais. Legitimidade ativa: art 97 próprio devedor: (ou a própria sociedade) cônjuge do empresário, ou herdeiros Sócios da sociedade Qualquer credor *Desde que esteja regular, tem que demonstrar regularidade das atividades *Sempre para pedir algo deve ser regular, para sofrer pode estar irregular Ou seja, para pedir falência ou recuperação judicial deve estar regular, se for falido pode estar irregular Fundamento: art 94 O ideal era estar: deve provar insolvência, mas são dados muito particulares quase ninguém tem Então, legislador diz: "tendo um dos 3 fundamentos, eu presumo insolvência" Impontualidade injustificada: devedor não paga no vencimento obrigação líquida materializada em um título ou váriostítulos executivos protestados cuja soma ultrapasse 40 salários mínimos Tem uma dívida com valor certo e líquido tendo título executivo ou vários (duplicata, cheques) e eles devem estar protestados (para fins falimentares, para tornar público a inadimplência) e a soma desses títulos tem que dar mais de 40 salários mínimos Não sei se ta devendo, ás vezes pode ser na pirraça mas presume Execução frustrada: já está com um processo executivo em andamento, nessa execução não paga, não deposita e não nomeia bens à penhora "Entrei com execução contra e ele deixou para lá" Não se fala em valor, já gastou com um processo judicial, com advogado, é qualquer valor Atos ruinosos: foco é comportamento do devedor Por exemplo: pagar dívida não vencida, aumentar garantia por dívida, abandona estabelecimento, faz negócio simulado Não se preocupa com valor e sim com comportamento, ninguém aumenta garantia do nada, ninguém paga dívida antes... Condutas do devedor que me levam a crer que ele está entrando na falênciaObs: todos os créditos existentes até a data do pedido serão submetidos a recuperação MENOS os créditos tributários porque segundo Código Tributário Nacional diz que crédito tributário configura direito indisponível não podendo ser objeto de renúncia ou transferência. Prazo de contestação: 10 dias... Pode contestar no prazo de 10 dias... Pode fazer além da contestação ou depósito elisivo: se pediu falência com base na impontualidade injustificada ou na execução frustrada consegue saber quanto deve... Quando sei o quanto eu devo eu deposito para evitar a falência Uma sentença que julga procedente pedido "tem que falir" mas não decreta a falência porque ele pagou- quando faz depósito O juiz dá um despacho deferindo processamento da recuperação e nomeará um administrador judicial para auxiliar juiz nesse processo - Deve a empresa além de expor indicar a relação de credoresAJ - Administrador Judicial Terá a relação de credores Após isso tem um prazo de 15 dias para a divergência ou habilitação do apresentado pelo AJ Habilitação - incluir algum crédito que faltou, que não aparece Divergência - o crédito apareceu mas está errado. É RS 100.000,00 mas colocou que era RS 20.000,00 Será publicada então a relação de credores onde AJ traz sua resposta sobre a habilitação ou divergência apresentada O Plano de Recuperação Judicial é o documento que fala dos instrumentos para a empresa seguir para enfrentar esse momento de crise No prazo de 10 dias, deverá acontecer para juiz a impugnação (discutem ausência, valor de um crédito presente na relação e juiz decidirá. Após as decisões impugnadas pelo juiz será publicada a e última relação de credores - chamada QGC (Quadro Geral de Credores)Em paralelo a apuração dos créditos será apresentado Plano de Recuperação Judicial (PRJ) pela recuperanda, tendo 60 dias do deferimento da Recuperação Judicial Os credores têm 30 dias para apresentar objeção, ou seja, se opor em algo do plano Se isso acontecer, será designada uma Assembleia Geral de Credores (AGC) para discutir sobre o Plano, sendo aprovada ou rejeitada, presidida pelo AJ Aprovado, juiz homologa o plano Homologado, o juiz acompanha o cumprimento no prazo de 2 anos, se cumprido há a extinção da RJ e a empresa segue com sua atuação. Se não cumprido, decreta falência na hora. STAY PERIOD: começa no deferimento, é a suspensão dos processos contra a empresa em recuperação pelo prazo de 180 dias do pedido. PROCESSAMENTO ESQUEMATIZADO:VOTAÇÃO DO PLANO: Classe 1 - são os credores de ordem trabalhistas ou decorrentes de acidente de trabalho. voto é por maioria simples considerando apenas o número de credores. Classe 2 - são os credores com garantia real, aqueles que emprestam dinheiro e exigem bem para garantia, por exemplo bancos. voto é por maioria simples, valendo o número de credores presentes e o valor do crédito. Se a dívida toda é R$ 100.000, ganha com pelo menos R$ 50.000,01 Classe 3 - são os credores quirografários. Voto também é por maioria simples sendo número de credores e crédito. Classe 4 - são as microempresas ou empresas de pequeno porte. Considerando o voto por maioria simples e apenas pela quantidade de credores presentes na Assembleia. CRAM DOWN: Fase de negociação Um elemento viabilizador. Nem sempre éfácil negociar com os credores, a votação depende da vontade da maioria A única diferença é que no Cram Down o judiciário pode interferir e dizer quando ele aprova o plano mesmo sem os credores aceitarem. Quando uma empresa tirar vantagem, em cima da fraqueza da recuperanda, seja por ser concorrente judiciário vendo que o plano é viável pode interferir. O plano foi rejeitado pelos credores mas próprio juiz impôs. RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL: Um acordo privado feito pelo devedor e seus credores O acordo acontece extrajudicialmente, porém precisa entrar no judiciário para ser homologado Requisitos: Exercer atividade empresarial de forma regular por mais de 2 anos Não ser falido, se foi ser transitado em julgado e extinta Não ter recuperação judicial em curso nem ter obtido recuperação judicial há menos de 2 anos Não ter sido condenado em crime falimentar ou ter sócio ou administrador condenado