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SÉRIE RESUMOS TEÓRICOS
PSICOPATOLOGIA
EDIÇÃO REVISADA
Profissional Gráfica & Editora Ltda.
Salvador
2012
Psicopatologia I Concursos PSI
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Psicopatologia [ Concursos PSI
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SÉRIE RESUMOS TEORICOS
Título da obra:
PSICOPATOLOGIA
Anthonyoni Assis Tavares Lima (Org.)
Revisão Técnica
Ana Vanessa de Medeiros Neves
2012 - Profissional Gráfica & Editora Ltda.
GRÁFICA & EDITORA LTDA
Todos os direitos autorais desta obra sâo reservados e protegidos pela Lei n° 9.610, de 19/02/98. Proibida a
reprodução de qualquer parte deste livro, sem autorização prévia, expressa por escrito do autor e da editora, por
quaisquer meios empregados, sejam eletrônicos, mecânicos, videográficos, fonográficos, reprográficos,
microfílmicos, fotográficos, gráficos ou outros. Essas proibições aplicam-se também à editoração da obra, bem
como às suas características gráficas.
Lima, Anthonyoni Assis Tavares [organizador]:
Anthonyoni Assis Tavares Lima
Psicopatologia / Série Resumos Teóricos. Vol. 2. / 2a Ed. Salvador: Profissional Gráfica & Editora, 2012.
136 p.
Bibliografia
1. Psicologia - concursos. I. Concursos PSI II. Coletânea Super Estudo PSI. III. Série Resumos Teóricos
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SÉRIE RESUMOS TEÓRICOS
APRESENTAÇÃO
“Somos o que repetidamente fazemos; a excelência, portanto, nâo é um feito, mas sim, um hábito.”
Aristóteles
As edições que compõem a Série Resumos Teóricos são o resultado de um audacioso projeto
desenvolvido pela equipe CONCURSOS PSI. Nossa proposta teve início em março de 2009 e vem
possibilitando, desde então, a profissionais de Psicologia de todo o Brasil se especializarem nos
principais temas abordados pelas bancas examinadoras de Concursos Públicos de Psicologia.
Nosso foco é a sua aprovação. Para tanto, produzimos edições objetivas, mas com um conteúdo
sintético suficiente e necessário para alavancar seu desempenho nas provas de concursos, seja
através da elaboração de material teórico, com uma rica seleção de questões de certames anteriores
seja através da disponibilização de coletâneas de provas (conhecimentos gerais e específicos).
Muitos psicólogos, ao se prepararem para concursos, privilegiam em seus estudos os temas que são
do seu interesse pessoal ou que julgam serem relevantes em detrimento de outros que são realmente
exigidos. Muitos concurseiros, ao responderem as questões, optam pelas respostas que estão de
acordo com sua avaliação pessoal sobre o tema, ao invés de focar no que realmente é solicitado no
enunciado. Estas avaliações equivocadas, tanto no estudo quanto na resolução das provas, faz com
que percam tempo de estudo e se frustrem por não obter o resultado almejado. A alta concorrência e o
pequeno número de vagas exigem que o candidato se torne um especialista em concursos e para isto
é necessário investir tempo de estudo no que realmente é exigido nos certames. Mas estes
conhecimentos só podem ser obtidos de duas formas: fazendo muitos concursos até entender como
são formuladas as questões ou estudando com material elaborado por quem sabe como obter bons
resultados!
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Através da ampla experiência em concursos públicos e da minuciosa análise dos editais e provas de
diversas bancas organizadoras aplicadas ao longo de vários anos, nossa equipe editorial elaborou,
para o uso de candidatos a concursos na área de Psicologia, um método de estudo pautado em nossa
realidade. Os manuais de Psicologia estudados na graduação são utilizados como fonte de pesquisa
para a elaboração dos volumes, mas sua leitura é pouco eficaz para os concursos públicos, caso o
leitor não tenha o hábito de uma atenção focada e objetiva, que permita extrair apenas o que há de
mais importante nas questões elaboradas pelas bancas organizadoras. Em nossos livros oferecemos
uma visão geral do tema em foco e aprofundamos apenas os tópicos que são realmente exigidos na
maioria dos certames, simplificando e potencializando seu estudo.
Os livros elaboradas pela equipe do Concursos PSI se diferenciam de qualquer outro material de
Psicologia, pois dispõem de conteúdos organizados a partir de uma análise focada nas questões de
concursos. Os textos base para estudo são elaborados por nossos autores, depois de realizada a
análise dos editais e das questões disponíveis sobre o tema. Deste modo, asseguramos um estudo
direcionado para as exigências das bancas organizadoras, tendo em vista que o objetivo de um
candidato é ser aprovado em concursos. Não basta conhecer os conceitos, pois é necessário
compreender a lógica existente na formulação das questões. Este é o diferencial dos livros do
Concursos PSI.
Nossa didática é formulada em consonância com os sistemas utilizados pelos principais sites
especializados em concursos de todo o país. Oferecemos livros com resumos teóricos compostos por
conceitos extraídos dos principais manuais de Psicologia, dicas sobre a realização das provas e
exigências das principais bancas organizadoras de concursos, além de uma série de questões
gabaritadas para que o candidato aprimore os conhecimentos adquiridos, avaliando sua aprendizagem
dentro das reais necessidades da área de concursos.
Dispomos ainda de Simulados de Psicologia organizados por tema e com gabarito e de Coletâneas de
Provas organizadas em um sumário e com os gabaritos originais. Acesse nosso site para conhecer os
livros disponíveis.
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Pautamos nossa atuação a partir de três pilares: acesso universal, garantia de qualidade nos produtos
e no atendimento pré e pós-venda, e preço acessível.
Estamos crescendo exponencialmente, mês após mês, e agradecemos a todos aqueles que confiaram
neste projeto. Esperamos sempre corresponder às expectativas de nossos leitores e trabalhamos
arduamente para levarmos até vocês conteúdos de qualidade a um preço justo.
Sinta-se à vontade para tirar dúvidas, fazer sugestões, enviar depoimentos ou se cadastrar em nosso
newsletter através do email suporte@concursospsi.com
Em nome de toda a equipe Concursos PSI, agradecemos-lhes cordialmente.
Anthonyoni Assis Tavares Lima (Org.)
Co-Fundador e Co-Editor do site Concursos PSI
Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil
Bacharel em Relações Internacionais
Autor do livro “250 Questões Comentadas sobre o Regimento Interno do Senado Federal”
Ana Vanessa de Medeiros Neves
Co-Fundadora e Editora-Chefe do site Concursos PSI
Psicóloga do Ministério da Saúde
Mestre em Psicologia do Desenvolvimento Humano | UFBa
Especialista em Psicologia Junguiana | APPJ
Master em Terapia de Base Analítica | APPJ
Terapeuta Comunitária | UFC
Autora do livro “Políticas Públicas de Saúde: Teoria & Questões”
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Sumário
Introdução 13
Capítulo I. A Psicopatologia como Campo de Estudo e Intervenção 15
1.1. Conceito de Psicopatologia 16
1.2. Método 17
1.3. Noção de Normalidade em Psicopatologia 18
1.4. Estruturas Clínicas e Psicopatologia Psicanalítica 18
Capítulo II. Avaliação Psicopatológica 23
2.1. Modelo de Anamnese 24
2.1.1. Dados de Identificação 24
2.1.2. Queixa Principal 24
2.1.3. História da Doença Atual 24
2.1.4. Antecedentes Familiares 24
2.1.5. Antecedentes Pessoais 25
2.1.6. Antecedentes Sociais 26
2.1.7. Padrões de ajustamento anteriores à doença 27
2.1.8. Exame Mental 27
Capítulo III. Funções Psíquicas e suas alterações patológicas 29
3.1. Consciência 29
3.1.1. Alterações Patológicas Quantitativas 29
3.1.2. SíndromesAssociadas ao Rebaixamento da Consciência 30
3.1.3. Alterações Patológicas Qualitativas 32
3.2. Atenção 34
3.2.1. Anormalidades da Atenção 34
3.2.1.1. Distração 34
3.2.1.2. Distrabilidade 34
3.2.1.3. Hipoprosexia 34
3.2.1.4. Aprosexia 35
3.2.1.5. Hiperprossexia 35
3.3. Orientação 35
3.3.1. Tipos de orientação 35
3.3.1.1. Autopsiquíca 35
3.3.1.2. Alopsíquica 36
3.3.1.3. Temporal 36
3.3.1.4. Espacial 36
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3.3.2. Alterações da Orientação 36
3.3.2.1. Desorientação Alopsíquica 36
3.3.2.2. Desorientação Autopsíquica 37
3.3.2.3. Desorientação por Redução do Nível de Consciência 37
3.3.2.4. Desorientação por Déficit de Memória ou Desorientação Amnésica 37
3.3.2.5. Desorientação por Apatia e/ou Desinteresse Profundo 37
3.3.2.6. Desorientação Delirante 38
3.3.2.7. Desorientação Oligofrênica 38
3.3.2.8. Desorientação Histriónica 38
3.4. Vivência do Tempo e Espaço 38
3.4.1. Alterações da vivência do tempo e espaço 38
3.4.2. A Vivência de Tempo e Espaço em Condições Específicas 39
3.5. Sensopercepção 40
3.5.1. Alterações Quantitativas da Sensopercepção 40
3.5.2. Alterações Qualitativas da Sensopercepção 41
3.5.2.1. Tipos de alucinações 43
3.6. Memória 46
3.6.1. Tipos de Memória 46
3.6.2. Alterações Quantitativas da Memória 48
3.6.3 Alterações Qualitativas 49
3.6.4 Transtornos do Reconhecimento 50
3.7. Afetividade 51
3.7.1. Alterações da Afetividade 52
3.7.2 Alterações das Emoções e Sentimentos 54
3.7.3. Tipos de Fobias 57
3.8. Pensamento 58
3.8.1. Alterações do Pensamento 58
3.8.2. Alterações dos Elementos Construtivos do Pensamento 58
3.8.3. Alteração dos Juízos 59
3.8.4. Tipos de Pensamentos Alterados 59
3.8.5. Alterações do Curso do Pensamento 62
3.8.6. Alterações quanto à Forma do Pensamento 62
3.9. Alterações Patológicas do Juízo de Realidade 64
Capítulo IV. Alterações da Personalidade 67
4.1. Transtornos de Personalidade 68
4.1.1. Personalidade Paranóide 68
4.1.2. Personalidade Esquizóide 69
4.1.3. Personalidade Dissociai 69
4.1.4. Transtorno de Personalidade com Instabilidade Emocional 70
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4.1.5. Personalidade Histriónica 70
4.1.6. Personalidade Anancástica 71
4.1.7. Personalidade Esquiva (Ansiosa) 71
4.1.8. Personalidade Dependente 71
4.1.9. Outros Transtornos Específicos de Personalidade 72
4.1.10. Transtorno Nào Especificado de Personalidade 72
4.1.11. Transtornos Mistos de Personalidade 73
4.1.12. Modificações Duradouras da Personalidade Náo Atribuíveis a Lesão ou 73
Doença Cerebral
4.2. Transtornos dos Hábitos e dos Impulsos 74
4.2.1. Jogo Patológico 74
4.2.2. Piromania 74
4.2.3. Roubo Patológico [Cleptomania] 74
4.2.4. Tricotilomania 75
4.2.5. Outros Transtornos dos Hábitos e dos Impulsos 75
4.2.6. Transtorno Explosivo Intermitente 75
4.3. Transtorno da Identidade Sexual 76
4.3.1. Transexualismo 76
4.3.2. Travestismo Bivalente 76
4.3.3. Transtorno de Identidade Sexual no Adulto ou Adolescente, Tipo Não 76
Transexual
4.3.4. Transtorno de Identidade Sexual na Infância 76
4.4. Transtorno da Preferência Sexual 77
4.4.1. Fetichismo 77
4.4.2. Travestismo Fetichista 77
4.4.3. Exibicionismo 77
4.4.4. Voyeurismo 78
4.4.5. Pedofilia 78
4.4.6. Sadomasoquismo 78
4.4.7. Transtornos Múltiplos da Preferência Sexual 78
4.4.8. Outros Transtornos da Preferência Sexual 79
4.5. Transtornos Psicológicos e Comportamentais Associados ao Desenvolvimento 79
Sexual e à sua Orientação
4.5.1. Transtorno da Maturação Sexual 79
4.5.2. Onentação Sexual Egodistônica 79
4.5.3. Transtorno do Relacionamento Sexual 80
4.5.4. Outros Transtornos do Desenvolvimento Psicossexual 80
4.6. Outros Transtornos da Personalidade e do Comportamento do Adulto 80
4.6.1. Sintomas Físicos Aumentados por Fatores Psicológicos 80
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4.6.2. Produção Deliberada ou Simulação de Sintomas ou de Incapacidades,
Físicas ou Psicológicas [Transtorno Fictício]
80
Capítulo V. Classificação das Psicopatologias em Síndromes Psiquiátricas 81
5.1. Quanto à Sintomatologia 81
5.1.1. Síndromes Ansiosas 81
5.1.2. Síndromes Depressivas 82
5.1.3. Síndromes Maníacas 83
5.1.4. Síndromes Psicóticas 84
5.1.5. Síndromes Demenciais 87
Capítulo VI. Classificação das Psicopatologias em Transtornos Psiquiátricos - CID 10 89
6.1. Categorias 89
6.1.1. Transtomo Mental Orgânico 89
6.1.2. Transtorno Mental Psicótico 90
6.1.3. Neurose, Estresse e Transtorno da Personalidade 91
6.1.4. Infância, Adolescência e Transtorno do Desenvolvimento 91
Capítulo VII. Classificação em Transtornos Psiquiátricos - DSM IV 91
7.1. Eixo I 91
7.2. Eixo II 92
7.3. Eixo III 93
7.4. Eixo IV 93
7.5. Eixo V 94
7.5.1. Avaliação Global do Funcionamento 94
7.5.2. Avaliação Global do Funcionamento da Criança 95
S Questões Gabaritadas 97
S Gabarito 133
S Bibliografia 135
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Introdução
Este livro dedica-se ao estudo da Psicopatologia, um tema amplo e rico em detalhes, que requer o
sólido conhecimento dos processos psicológicos e suas alterações, exigindo a identificação de
algumas patologias mais frequentes, bem como o conhecimento sobre os sistemas de classificação
mais utilizados na clínica. Este conhecimento vem sendo exigido repetidamente em seguidos
concursos e, muitas vezes, é proposto em questões que exigem simultaneamente noções de teorias
da personalidade e técnicas psicoterápicas.
No decorrer deste curso, apresentamos a psicopatologia enquanto campo de estudo e intervenção,
destacando seu conceito, método característico, a discussão fundamental sobre a noção de
normalidade e conceitos importantes sobre estrutura da personalidade e psicopatologia na
Psicanálise. Em seguida nos debruçaremos sobre a avaliação psicopatológica, apresentando um
modelo estruturado de anamnese que permite identificar diversos aspectos da história de vida do
paciente. Após estes tópicos introdutórios, estudaremos sistematicamente cada uma das funções
mentais e suas alterações psicopatológicas, finalizando este corpo teórico com a apresentação
detalhada dos principais sistemas internacionais de classificação que permitem organizar os sinais e
sintomas em síndromes e transtornos mentais.
A Psicopatologia, enquanto campo próprio de um saber, fundamenta-se na observação e
sistematização de fenômenos do psiquismo humano, focalizando seu estudo na reunião de
informações que permitem o conhecimento e descrição dos fenômenos psíquicos patológicos para,
dessa forma, oferecer a outros campos do conhecimento - psiquiatria, psicologia, neurologia - as
bases para a compreensão dos mecanismos do psiquismo humano.
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Dispomos de um amplo material compilado com conceitos formulados por importantes autores. A
análise minuciosa das provas de concursos nos permitiu identificar quais os tópicos mais
recorrentes sobre este campo do conhecimento e foi a partir deste estudo que organizamos e
esquematizamos um rico conteúdo de modo sistemático para facilitar seu estudo. Finalizamos a
edição com uma coletânea de questões gabaritadas sobre o tema para que seja colocado em
prática todo este aprendizado.
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CAPÍTULO I
A Psicopatologia como campo de estudo e intervenção
A consolidação da psicopatologia como ciência formalmente estruturada ocorreu no começo do
século XX, com a publicação do livro Allgemaine Psychopathologie (Psicopatologia geral), de Karl
Jaspers (1913). Esta obra foi a primeira tentativa de fundamentação teórica da psicopatologia,
marcando o surgimento da psicopatologia como disciplina científica, não-médica, fundamentada na
busca do que há de singularna experiência íntima do sofrimento individual e, mesmo assim,
comprometida em produzir proposições de caráter geral sobre as formas específicas do
adoecimento psíquico (Pereira, 1998).
Pereira (1998) propõe que a tarefa da psicopatologia fundamental tenha três frentes principais:
1) o trabalho de constante delimitação teórica entre as diversas disciplinas envolvidas no campo da
psicopatologia, o que implica uma perspectiva histórica e crítica;
2) a teorização do papel dos modelos e paradigmas na constituição tanto do campo da
psicopatologia quanto do dispositivo epistemológico de formalização do objeto psicopatológico;
3) resgate da dimensão de implicação subjetiva na constituição do sofrimento psíquico e estudo das
perspectivas clínicas decorrentes de tal postura ético-epistemológica.
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1.1. Conceito de Psicopatologia
A acepção mais tradicional do termo psicopatologia é dada por Karl Jaspers (1963), segundo o qual
a psicopatologia tem por objetivo o estudo descritivo dos fenômenos psíquicos anormais,
exatamente como se apresentam diante da experiência imediata. A psicopatologia concentra a
sua atenção naquilo que constitui a experiência vivida pelos enfermos, devendo-se levar em conta
que o fundamento real da investigação é constituído pela vida psíquica, representada e
compreendida através das expressões verbais e do comportamento perceptível.
Segundo Dalgalarrondo (2008), a psicopatologia pode ser definida como o conjunto de
conhecimentos referentes ao adoecimento mental do ser humano. É uma ciência autônoma
que busca ser sistemática, elucidativa e desmistificante.
Barlow & Durand (2008) definem a psicopatologia como o estudo científico dos transtornos
psicológicos. Por sua vez, Miranda-Sá Jr. (2001) descreve a psicopatologia como uma disciplina
científica que se incumbe do estudo sistemático das alterações mórbidas que afetam o
comportamento.
Contudo, a definição proposta por Sims (2011) é, a nosso ver, a mais completa. Segundo este
autor, a psicopatologia é o estudo sistemático do comportamento, da cognição e da
experiência anormais; o estudo dos produtos de uma mente com um transtorno mental. Isto
inclui as psicopatologias explicativas, nas quais existem supostas explicações, de acordo com
conceitos teóricos (p. ex., a partir de uma base psicodinâmica, comportamental ou existencial, e
assim por diante), e a psicopatologia descritiva, que consiste da descrição e da categorização
precisas de experiências anormais, como informadas pelo paciente e observadas em seu
comportamento (figura 1.1).
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Psicodinâmica
Explicativa
Existencial
Psicopatologia
\ Observação
Descritiva
Fenomenologia
Figura 1.1 - As Psicopatologias (adaptado de Sims, 2001)
1.2. Método
A Fenomenologia é o método utilizado na psicopatologia como ferramenta para o diagnóstico e
classificação. Este método descreve os fenômenos psíquicos, conforme sejam observados ou
relatados e a partir daquilo que é vivido diretamente pelo indivíduo.
é a experiência psíquica ou a estrutura do sintoma, relativamente semelhante nos diversos
pacientes (delírio, alucinação, etc.). O conteúdo é aquilo que preenche a alteração estrutural,
geralmente, é mais pessoal, dependendo da história de vida do paciente, de seu universo cultural e
personalidade prévia ao adoecimento (conteúdo religioso, de perseguição, de culpa, etc.).
1.3. Noção de normalidade em Psicopatologia
Na psicopatologia e na medicina há vários critérios de normalidade e anormalidade. A adoção de
um ou outro depende, entre outros motivos, de opções filosóficas, ideológicas e pragmáticas do
profissional. Apresentam-se em seguida os principais critérios de normalidade utilizados em
psicopatologia:
O método fenomenológico estrutura-se com base em dois eixos básicos: forma e conteúdo. A forma
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• Normalidade como ausência de doença. A saúde é a ausência de sintomas, de sinais ou de
doenças. Normal, do ponto de vista psicopatológico, seria então aquele que não é portador de um
transtorno mental definido. Tal critério é precário, pois baseia-se em definição negativa, uma vez
que se define pela falta.
• Normalidade estatística: identifica norma e frequência. O normal passa a ser aquilo que se
observa com maior frequência. Os indivíduos que se situam, estaticamente, fora de uma curva de
distribuição normal, passam, por exemplo, a ser considerados anormais ou doentes. É um critério,
muitas vezes falho, pois nem tudo que é frequente é necessariamente saudável, assim como nem
tudo que é raro é patológico.
• Normalidade funcional: o fenômeno é considerado patológico a partir do momento em que gera
sofrimento para o próprio indivíduo ou para outros do seu meio social.
1.4. Estruturas clínicas e Psicopatologia Psicanalítica
A Psicopatolgia Psicanalítica se caracteriza pela compreensão da dinâmica psíquica que
fundamenta cada uma das três possíveis estruturas da personalidade - neurose, psicose e
perversão - e dos conflitos psíquicos decorrentes desta estruturação. A estrutura se constitui a
partir da solução dada pelo sujeito ao conflito advindo da vivência do Complexo de Édipo e da saída
que encontra para lidar com a ansiedade intensa vivenciada frente à constatação da castração.
No texto “Neurose e Psicose” (1923-1925), Freud aponta uma diferença básica entre neurose e
psicose:
"a neurose é o resultado de um conflito entre o ego e o id, ao passo que a
psicose é o desfecho análogo de um distúrbio semelhante nas relações
entre o ego e o mundo externo”. (Freud, 1923/1925, pág 189)
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Ao longo do texto, Freud afirma que a neurose se caracteriza pela recusa do ego em aceitar a
poderosa pulsão do id, rejeitando a posição de mediador da satisfação pulsional. Ele opera a
serviço do superego e da realidade (princípios morais), a partir do mecanismo do recalcamento. O
material recalcado insiste em se fazer conhecido, logo, ele escolhe vias substitutas. O sintoma
neurótico aparece, então, como sendo uma representação substitutiva.
Em “A Perda da Realidade na Neurose e na Psicose”, Freud afirma que tanto na neurose quanto na
psicose existe uma perturbação da relação do sujeito com a realidade:
“Na neurose, um fragmento da realidade é evitado por uma espécie de
fuga, ao passo que na psicose ele é remodelado... a neurose não repudia a
realidade, apenas a ignora: a psicose a repudia e tenta substituí-la". (Freud,
1924, pág 231)
A patologia neurótica se caracteriza pelo recalque do desejo durante o Complexo de Édipo. A
somatização de conversão histérica, por exemplo, se fundamenta na presença de um desejo sexual
que não foi satisfeito pelas vias normais.
O neurótico não tenta abrandar a castração: a castração existe, mas ele tenta fazer com que quem
seja castrado seja o outro e não ele. É o outro que fica no lugar da falta. O neurótico está marcado
pela castração, investindo grandes quantidades de energia corporal e psíquica para manter
inconsciente este conhecimento. O mecanismo da repressão está presente nesta defesa.
Na patologia psicótica há uma rejeição da realidade e do Complexo de Édípo. Os delírios,
alucinações e depressões são uma tentativa frustrada de dar sentido e lógica a uma visão de
mundo particular, ocupando o lugar da fissura na relação do eu com o mundo. O sujeito cria uma
nova realidade que é constituída de acordo com os impulsos desejosos do id.
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O ponto central da observação de Freud está na constatação de que, em ambas as estruturas, o
mais importante não é a questão relativa à perda da realidade, mas sim os substitutosencontrados
frente à castração. Na neurose, o substituto encontrado ocorre via mundo da fantasia; já na psicose,
os substitutos são delírio e alucinação.
Na patologia perversa o que ocorre é a recusa da Castração Edipiana. O perverso não aceita ser
submetido às leis paternas e, em consequência, às leis e normas sociais. Ele não rejeita a realidade
e nem recalca os seus desejos. Ele escolhe se manter excluído do Complexo de Édipo e
da alteridade e passa a satisfazer sua libido sexual consigo mesmo (narcisismo).
Em ’Três ensaios sobre a sexualidade" (1905), Freud afirma que "a neurose é o negativo da
perversão". Esta frase se refere ao fato de que os sintomas mórbidos do neurótico representam
uma conversão das pulsões sexuais que deveriam ser chamadas de perversas, se pudessem
encontrar uma expressão em atos imaginários ou reais. Assim, as perversões atualizam, na
realidade, modos de satisfação sexual recusados na neurose, mas ativamente presentes nelas, sob
os disfarces dos sintomas (Kaufmann, 1996).
Para se defender da castração, o perverso irá usar um mecanismo mais poderoso que a repressão
(usada com frequência pelo neurótico) que é a recusa. Ele tentará provar o tempo todo que a
castração não existe, ou que é ele quem a faz. A recusa é um mecanismo em que uma percepção é
substituída por uma crença. Ela vem junto com uma cisão do ego em que parte deste usa a
repressão e parte usa a recusa. A elaboração do objeto fetiche é uma formação de compromisso
entre duas correntes psíquicas conflitantes: uma sinaliza a ausência do pênis na mãe, a outra lhe
atribui imaginariamente o pênis que supostamente falta na formação do objeto fetiche.
Enquanto a psicose e a neurose surgem como resultados do conflito intrapsíquico, a perversão se
apresenta como uma renegação da castração. Ao recusar a castração, o perverso mantém a crença
na onipotência da mãe, na onipotência do desejo, mantém-se acreditando em um atributo fálico
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onipresente e onipotente. A castração coloca em jogo a percepção de que há um mundo de gozo e
desejo entre os pais do qual a criança está excluída.
Nas atuações do perverso, há uma encenação da castração. O fetiche é o equivalente ao pênis da
mãe; ocorre o uso de uma equação simbólica e não de um símbolo como o histérico é mais capaz
de fazer, denunciando uma menor capacidade de simbolização do perverso perante o histérico.
Assim, os mecanismos utilizados por cada uma das estruturas clínicas na Psicanálise são:
(1) Neurose - mecanismo: repressão da castração. No processo de solução do conflito edipiano,
o sujeito rejeitou o conhecimento da existência da castração e, para lidar com a angústia, recalcou
este conteúdo. No caso da repressão, o inconsciente sabe da realidade e a consciência, não. A
representação reprimida encontra-se no inconsciente e vem à consciência por meio dos sintomas,
enquanto substitutos simbólicos.
(2) Psicose - mecanismo: negação da castração. O psicótico se estrutura afirmando que a
castração não existiu e para tanto cria outra realidade, que transparece por meio dos delírios e
alucinações.
(3) Perversão - mecanismo: renegação da castração. O perverso substitui a crença da falta do
falo na mãe pela convicção de que esta o possui ou mesmo de que ele é o próprio falo que falta à
mãe. Neste mecanismo, a presença de uma crença implica a renegação da outra. A formação de
compromisso se expressa na ritualização da castração através do objeto fetiche.
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CAPÍTULO II
Avaliação Psicopatológica
O diagnóstico em Psicopatologia é uma sequência de procedimentos, para obtenção de dados
específicos e sua correta avaliação, realizada pelo profissional capacitado para tal finalidade. Esta
avaliação permite a compreensão psicológica do problema avaliado e determina a intervenção
terapêutica. Apresentam-se a seguir as principais etapas de uma avaliação psicopatológica:
• Observação clínica;
• Avaliação física (exame físico e neurológico);
• Avaliação psicopatológica (entrevista e exame psicopatológico - funções psíquicas e suas
alterações);
• Exames complementares (exames médicos complementares, exames laboratoriais,
neurofisiológicos e de neuroimagem, testes psicológicos);
• Hipótese diagnostica.
A observação clínica e a avaliação psicopatológica são obtidas durante a anamnese. Segundo
Míranda-Sá jr. (1988), a anamnese tem como objetivos:
1. Permitir que se conclua o diagnóstico;
2. Orientar a instituição da terapêutica e avaliação de sua eficácia;
3. Fornecer elementos para a previsão prognostica;
4. Auxiliar o melhor atendimento do paciente em situações futuras (pelo confronto de seus registros
com os achados subsequentes);
5. Servir à aquisição de novos conhecimentos, ao planejamento da assistência, aos estudos
estatísticos e às investigações epidemiológicas.
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2.1. Modelo de anamnese (adaptado de Miranda-Sá Jr., 1988)
2.1.1. Dados de Identificação - Nome, Filiação, Idade, Sexo, Estado civil, Profissão, Religião,
Escolaridade, Naturalidade, Cor, Residência, Procedência.
2.1.2. Queixa Principal - Descrição das queixas; como se processam; o que mais incomoda; como
se refletem no comportamento, que reações provocam nas pessoas, que repercussões o
adoecimento atual provocou no trabalho, no estudo ou em outras áreas.
2.1.3 História da Doença Atual - Reconstituição da cronologia da doença; quando se iniciou;
como se apresentou; que fatores influenciaram, precipitaram ou mesmo causaram seu início;
que fatores podem estar ainda atuando, perpetuando o estado mórbido; que tipo de
tratamento foi feito (terapias, medicações, internamentos ou outros) ou que tipo de ajuda foi
procurada. Como evoluiu a doença, se se trata do primeiro episódio ou não, se evolui de
forma contínua ou em crises; se, em crises, tem as mesmas características ou não, descrevê-
las.
2.1.4 Antecedentes Familiares
■ Pais - se vivos: que idade, se têm saúde, que doenças possuem. Se mortos, a causa mortis,
que idade tinham, temperamento dos pais, traços de personalidade, biotipo dos pais, se
faziam uso de substâncias tóxicas.
■ Sobre a mãe: o número de gestações, de abortamentos, de natimortos e de nascidos vivos e
os atualmente vivos.
■ Número de irmãos e irmãs, posição do paciente na ordem de nascimentos. Relacionamento
entre eles, predileções e rixas. Doenças psiquiátricas entre eles.
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■ Ascendentes, descendentes e colaterais - histórias de perturbações psiquiátricas -
“nervosismo, retardamento, loucura, ataques”, hábitos tóxicos, conduta antissocial ou
criminosa, homicídios, suicídios.
2.1.5. Antecedentes Pessoais
■ Condições da gestação; se desejada, planejada ou não; se apresentou quadros infecciosos,
traumatismos, toxicidade ou desnutrição. Traumas psicológicos.
■ Condições do parto; se prematuro, a termo ou pós-termo; se em casa, maternidade ou outros;
se normal, pélvico, cesariana; se rápido ou prolongado; se houve sofrimento fetal,
hemorragias e outras ocorrências.
B Condições do recém-nascido; se houve choro imediato, se estava cianótico, se demorou a
respirar ou apresentou icterícia. Peso e estatura ao nascer.
■ Desenvolvimento neuropsicomotor: idade do andar, falar, controlar esfíncteres.
■ Doenças na infância; enurese, sonilóquio, sonambulismo, terror noturno, pesadelos
frequentes, condutas impulsivas, hiperatividade, agressividade.
■ Traumas/violência / abusos.
■ Se mulher: idade da menarca, condições dos catamênios (ritmo, intervalo, duração,
intensidade, sintomas associados: ansiedade, irritabilidade, dor, cefaléia...);número de
gestações, de abortamentos e partos (tipos e como transcorreram); puerpério (como
transcorreu); menopausa e climatério (repercussões e sintomas associados).
■ Doenças da infância.
■ Convulsões ou desmaios.
■ Doenças venéreas.
■ Outras doenças infecciosas, tóxicas ou degenerativas.
■ Traumatismos cranianos.
■ Traumas psicológicos.
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■ Cirurgias.
■ Hábitos tóxicos.
2.1.6. Antecedentes Sociais
■ Condições Sociais e psicológicas da vida infantil:
❖ Situação jurídica, social e econômica da família;
❖ Relações afetivas e atitudes dos pais;
❖ Ajustamento do paciente enquanto criança.
■ Escolaridade:
❖ Idade da alfabetização;
❖ Dificuldades na leitura, escrita ou matérias específicas;
❖ Tempo de escola, repetições, aproveitamento;
❖ Relacionamentos com colegas e professores;
❖ Cursos e formação profissional.
■ Vida profissional:
❖ Idade em que começou a trabalhar;
❖ Atitude frente ao trabalho;
❖ Função, ocupação, profissão;
❖ Empregos, ajustamento e demissões;
❖ Situação profissional atual;
❖ Salário;
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❖ Relações com colegas, superiores e subordinados;
❖ Frustrações no campo profissional e aspirações / projetos acalentados.
■ Psicossexualidade e vida sentimental:
❖ Quando começou a namorar, frustrações e desenganos amorosos;
❖ Atitude frente ao sexo oposto;
❖ Idade e condições na iniciação sexual;
❖ Atividade sexual e satisfação / homossexualidade / masturbação;
❖ Dificuldade sexuais, frigidez, ejaculação precoce, impotência;
❖ Noivados, casamentos, separações, experiências extraconjugais;
❖ Ajustamento conjugal no presente e passado.
2.1.7. Padrões de ajustamento anteriores à doença:
■ Situação econômica;
» Condições de habitação;
■ Hábitos sociais;
■ Lazer;
■ Traços de personalidade.
2.1.8. Exame Mental:
■ Aspecto geral (cuidado pessoal, higiene e asseio, trajes, postura, atitude global do paciente na
entrevista);
■ Consciência;
■ Orientação;
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■ Atenção;
■ Memória;
■ Sensopercepção;
■ Pensamento;
■ Linguagem;
■ Juízo de realidade;
■ Humor e afetividade;
* Volição;
■ Psicomotricidade;
■ Consciência do eu;
■ Inteligência;
■ Senso crítico e noção de doença.
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CAPÍTULO III
Funções Psíquicas e suas alterações patológicas
3.1. Consciência
O termo consciência origina-se do latim: cum (com) e seio (conhecer), indicando o conhecimento
compartilhado com o outro e consigo mesmo. Em termos de interesse para nosso estudo,
destacamos as definições a seguir (Dalgalarrondo, 2008; Miranda-Sá Jr. 2001):
Definição neuropsicológica: É a capacidade neurológica de captar o ambiente e de se orientar de
forma adequada, é estar lúcido. A consciência pode ser considerada do ponto de vista psiquiátrico,
como um processo de coordenação e de síntese da atividade psíquica.
Definição psicológica: Conceitua a consciência como a dimensão subjetiva da atividade psíquica
do sujeito que o coloca em contato com a realidade e o faz perceber e conhecer seus objetos. Deste
modo, pode ser compreendida como a soma total das experiências conscientes de um indivíduo em
um determinado momento.
3.1.1. Alterações Patológicas Quantitativas
• Obnubilação da consciência
Rebaixamento da consciência em grau leve a moderado.
Sintomas:
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s Diminuição do grau de clareza do sensório;
s Lentidão da compreensão;
s Dificuldade de concentração;
s Sensação de perplexidade;
^ Compreensão dificultada;
s Pensamento ligeiramente confuso.
• Supor
Estado de marcante turvação da consciência, no qual o paciente pode ser despertado apenas por
estímulo enérgico, sobretudo da natureza dolorosa. O paciente é incapaz de qualquer ação
espontânea.
• Coma
Grau mais profundo de rebaixamento do nível de consciência. No coma não é possível qualquer
atividade voluntária consciente.
3.1.2. Síndromes Associadas ao Rebaixamento da Consciência
• Delirium
Síndrome orgânica confusional aguda, causada por distúrbios próprios do cérebro ou originados
fora deste, mas que acarretam repercussões sobre o funcionamento cerebral, como, por exemplo,
nas abstinências de psicoativos, intoxicações, doenças vasculares, infecções do SNC, epilepsia,
quadros demenciais, tumores intracranianos, quadros febris tóxico-infecciosos.
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Os sintomas mais frequentes são:
s Alteração no nível de consciência;
s Desorientação;
s Pensamento confuso;
s Déficit na atenção;
s Prejuízo na memória;
s Alterações no ciclo sono-vigília;
s Labilidade afetiva;
s Alterações na sensopercepção;
s Delírios.
• Estado Onírico
Sintomas:
s Turvação da consciência;
s Estado semelhante a um sonho vívido;
J Predomínio da atividade alucinatória visual intensa com caráter cênico e fantástico;
s Carga emocional marcante na experiência onírica com angústia, terror ou pavor.
Tal estado ocorre devido a psicoses tóxicas, síndromes de abstinência a substâncias e a quadros
febris tóxico-infecciosos. Atualmente existe a tendência a designar o estado onírico dentro da
categoria de delirium.
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• Amência
Sintomas:
s Rebaixamento do nível de consciência;
S Excitação psicomotora;
s Incoerência do pensamento;
J Perplexidade;
s Sintomas alucinatórios oniróides (com aspecto de sonho).
Atualmente existe a tendência para designar a amência com o termo delirium.
3.1.3. Alterações Patológicas Qualitativas
• Estados Crepusculares
Estado patológico transitório no qual uma obnubilação da consciência (mais ou menos perceptível)
é acompanhada de relativa conservação da atividade motora coordenada.
Sintomas:
s Estreitamento transitório do campo da consciência;
s Afunilamento da consciência;
s Conservação de uma atividade psicomotora global mais ou menos coordenada, permitindo a
ocorrência de atos automáticos;
J Atos explosivos violentos;
s Episódios de descontrole emocional;
s Amnésia lacunar (podendo o indivíduo se lembrar de fragmentos isolados).
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Os estados crepusculares podem ocorrer após traumatismo craniano, em intoxicações por álcool ou
outras substâncias, em associação à epilepsia, em quadros dissociativos histéricos agudos e,
eventualmente, em choques emocionais intensos.
• Dissociação da Consciência
Definição:
/ Fragmentação ou divisão do campo da consciência - ocorre a perda da unidade psíquica;
J Desligamento da realidade para evitar o sofrimento.
• Transe
S Estado de dissociação da consciência semelhante a um sonho acordado;
s Presença de atividade motora automática e estereotipada;
S Suspensão parcial dos movimentos voluntários;
J Ocorrência em contextos religiosos e culturais, porém não deve ser confundido com o transe
histérico.
• Estado hipnótico
O estado hipnótico é geralmente caracterizado por:
s Concentração intensa;
^ Relaxamento extremo;
J Alta sugestionabilidade.
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3.2. Atenção
Dalgalarrondo (2008) define a atenção como a direção da consciência, o estado de concentração da
atividade mental sobre determinado objeto.
3.2.1. Anormalidades da Atenção
3.2.1.1. Distração
Superconcentração ativa da atenção sobre determinados conteúdos ou objetos, com a inibição de
outras funções. O foco da atenção está sobre um dado ponto de observação, em detrimento de
outros aspectos.
3.2.1.2. Distraibilidade
Estado patológico no qual ocorre a dificuldadeou incapacidade para fixar ou manter a atenção em
qualquer coisa que implique esforço produtivo, quando a atenção do indivíduo é facilmente desviada
para outro objeto. Ocorre a impossibilidade de fixar a atenção sobre um determinado objeto.
3.2.1.3. Hipoprosexia
Diminuição global da atenção (a mais comum), quando se verifica a perda da capacidade de
concentração e o aumento da sensação de cansaço, dificultando a percepção, concentração, o
pensar, o raciocinar, etc.
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3.2.1.4. Aprosexia
Total eliminação da capacidade de atenção, por mais fortes e variados que sejam os estímulos
ambientais utilizados.
3.2.1.5. Hiperprossexia
Estado de atenção exagerada, no qual há uma tendência a se manter indefinidamente sobre certos
objetos, com surpreendente infatigabilidade.
3.3. Orientação
Conforme ensinamento de Miranda-Sá Jr. (2001), a orientação é um processo psíquico secundário
à consciência e à atenção, desempenhando uma função. Segundo Dalgalarrondo (2008), a
avaliação da orientação é um importante instrumento para a identificação das alterações do nível de
consciência.
3.3.1. Tipos de orientação
3.3.1.1. Autopsíquica (subjetiva)
É a orientação do indivíduo com relação a si mesmo. Permite à pessoa situar-se quanto à sua
própria identidade e saber sobre quais são as suas relações sociais no grupo com o qual interage.
Ex: nome, idade, estado civil, nacionalidade, profissão, etc.
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3.3.1.2. Alopsíquica (lugar)
É a orientação do sujeito em relação ao mundo, sua situação no tempo e no espaço. Pode ser
dividida em duas orientações complementares: a orientação espacial e a orientação temporal.
3.3.1.3. Temporal (tempo)
Indica em qual momento cronológico estamos vivendo, a hora do dia, se é manhã, tarde ou noite, o
dia da semana, mês ou ano e a estação do ano. Em nossa evolução psicológica, é adquirida mais
tardiamente.
3.3.1.4. Espacial (espaço)
É a orientação quanto à localização do sujeito, onde ele se encontra, em qual instituição está, o
andar do prédio, a cidade, estado e o país em que se encontra. Também se refere à distância que o
mesmo percorreu, por exemplo, do hospital até a sua residência, em quilômetros e horas de
viagem.
3.3.2. Alterações da Orientação
3.3.2.1. Desorientação Alopsíquica
Perturbação ou impossibilidade da pessoa situar-se no tempo (desorientação temporal) e/ou no
espaço (desorientação espacial). Ex: Processos demenciais muito avançados, intoxicações por
alucinógenos, deficiência mental grave e esquizofrenia.
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3.3.2.2. Desorientação Autopsíquica
Alteração da capacidade do indivíduo de estabelecer a própria identidade pessoal, seu status ou
papel social. Modalidades:
1. Perturbações da consciência do eu corporal;
2. Perturbações da consciência do eu psíquico;
3. Perturbações da consciência do eu social.
3.3.2.3. Desorientação por Redução do Nível de Consciência (Torposa ou confusa)
É a forma mais comum de desorientação que deixa o indivíduo desnorteado por uma turvação da
consciência, que produz uma alteração também da atenção, da concentração e da capacidade de
integração dos estímulos ambientais, impedindo que o indivíduo apreenda a realidade de forma
clara e precisa.
3.3.2.4. Desorientação por Déficit de Memória ou Desorientação Amnésica
É quando o indivíduo não consegue fixar em sua memória as informações ambientais básicas,
perdendo a noção do fluir do tempo, passando a ficar desorientado temporal e espacialmente.
3.3.2.5. Desorientação por apatia e/ou desinteresse profundo (Apática ou Abúlica)
O indivíduo torna-se desorientado devido a uma marcante alteração de humor. Então, por falta de
motivação e interesse, não investe mais sua energia no mundo e não se atém mais aos estímulos
ambientais, tornando-se desorientado.
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3.3.2.6. Desorientação Delirante
Ocorre quando o indivíduo está imerso em um profundo estado de delírio, vivenciando ideias
delirantes muito intensas, através das quais crê com convicção que está habitando o lugar de seus
delírios. Por exemplo, o paciente pode afirmar que está no inferno ou em outro planeta.
3.3.2.7. Desorientação Oligofrênica
Ocorre em indivíduos com graves déficits intelectuais, por incapacidade ou dificuldade em
compreender o ambiente.
3.3.2.8. Desorientação Histriónica (Pitiática ou Dissociativa)
Compõe o quadro de dissociação histriónica (que afeta a consciência e/ou a memória). Destacam-
se o desdobramento da personalidade e os erros de identidade, de tempo e espaço e do meio
social.
3.4. Vivência do Tempo e Espaço
As vivências de tempo e espaço são condicionantes fundamentais do universo e como tais
estruturantes básicos da experiência humana. Esse espaço e tempo se produzem fora do homem e
têm uma realidade objetiva e plena, independente do ser humano (Dalgalarrondo, 2008).
3.4.1. Alterações da Vivência do Tempo e Espaço
De um modo geral, a passagem do tempo é apreendida como rápida e acelerada nos estados
maníacos e lenta e vagarosa nos estados depressivos. O ritmo psíquico também é oposto
nestas duas síndromes, pois, enquanto na mania há um taquipsiquismo geral, com aceleração de
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todas as funções psíquicas, na depressão há um bradipsiquismo, com uma lentificação das
atividades mentais.
• Inibição da Sensação do Fluir do Tempo - corresponde à falta de sensação do avançar do
tempo subjetivo, no qual o sujeito perde o sincronismo, dando a impressão de que o tempo não
passa. Essa anomalia se dá geralmente nos casos depressivos graves.
• Atomização do tempo - faz o tempo parecer uma sucessão de pontos presentes que não se
articulam entre si, ou seja, há uma descontinuidade do fluir do tempo em relação ao futuro e uma
desconexão ao passado, fazendo o indivíduo se fixar somente no presente.
• Ilusão sobre a duração do tempo - é quando o tempo pode parecer transcorrer de modo
extremamente veloz ou de forma muito lenta. Ocorre nas intoxicações por alucinógenos e
psicoestimulantes, nas fases agudas e iniciais da psicose ou em situações emocionais especiais
e intensas.
3.4.2. A vivência do tempo e espaço em condições específicas
CONDIÇÃO DESCRIÇÃO
ESTADO DE EXTASE Há uma perda das fronteiras entre o eu e o mundo externo,
onde o sujeito sente-se como fundido ao mundo exterior.
ESTADO MANÍACO A vivência do espaço de um indivíduo neste estado é a de um
espaço extremamente dilatado e amplo, onde o mesmo
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desconhece as fronteiras espaciais e vive como se todo o
espaço interno fosse seu.
QUADRO DEPRESSIVO O espaço externo é vivenciado como muito encolhido,
contraído, escuro e pouco penetrável pelo indivíduo e pelos
outros.
QUADRO PARANOIDE O indivíduo vivência o seu espaço interno como perigoso e
fonte de mil perigos e ameaças.
AGORAFOBIA O espaço externo é tido como sufocante, pesado, perigoso e
potencialmente aniquilador.
3.5. Sensopercepção
A sensação é definida como o fenômeno elementar, gerado por estímulos físicos, químicos ou
biológicos variados, originados de fora para dentro do organismo, os quais produzem alterações nos
órgãos receptores, estimulando-os (Dalgalarrondo, 2008). Já por percepção entende-se a tomada
de consciência de um estímulo sensorial, ou seja, a interpretação do estímulo como um fenômeno
pleno de significado.
3.5.1. Alterações Quantitativas da Sensopercepção
São variações na capacidade de percepção, em termos de quantidade de objetos percebidos
simultaneamente. Normalmente há variações de indivíduo para indivíduo, assim como num mesmo
indivíduo emmomentos diferentes.
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CONDIÇÃO DESCRIÇÃO
HIPERESTESIA As percepções estão anormalmente aumentadas, nas quais os
sons são ouvidos de forma muito amplificada, as cores tornam-se
mais vivas e intensas, ocorrendo nas intoxicações por
alucinógenos, em algumas formas de epilepsia, enxaqueca,
esquizofrenia e em alguns quadros maníacos.
HIPOESTESIA É o inverso da hiperestesia, em que as percepções estão
anormalmente diminuídas. É observada em alguns pacientes
depressivos, para quem o mundo é percebido como mais escuro,
sem brilho; os alimentos não têm mais sabor e os odores perdem
a sua intensidade.
3.5.1.1. Alterações Qualitativas da Sensopercepção
São alterações na qualidade do ato perceptivo. As falsas percepções não são alterações do
sensório, e sim alterações profundas do psiquismo, expressas sensorialmente. Compreendem as
ilusões, as alucinações, a alucinoses e as pseudo-alucinações.
ALTERAÇÃO DESCRIÇÃO
ILUSÃO Percepção deformada de um objeto real e presente. As ilusões
mais comuns são as visuais, nas quais o paciente, em geral, vê
pessoas, monstros e animais a partir de estímulos visuais como
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móveis, roupas ou objetos pendurados na parede. Outro tipo de
ilusão muito frequente, principalmente em esquizofrênicos, é a
ilusão auditiva, na qual, a partir de estímulos sonoros
inespecíficos, o paciente ouve o seu nome, palavras significativas
e principalmente chamamentos depreciativos.
ALUCINAÇÃO É a vivência de percepção de um objeto, sem que o mesmo esteja
presente, ou seja, é a percepção clara e definida de um objeto
(voz, ruído, imagem) sem a presença do objeto estimulante real.
ALUCINOSE Fenômeno no qual o paciente percebe tal alucinação como
estranha a sua pessoa. Ocorre com um nível de consciência
preservada e, apesar do indivíduo ter alucinações, percebe
consciente que aquilo é um fenômeno estranho, patológico e não
tem nada a ver com a sua pessoa. Podem surgir no rebaixamento
do nível de consciência e em lesões pedunculares e occipitais,
assim como no alcoolismo (por exemplo: alucinose alcoólica).
PSEUDO- Constitui-se de imagens dotadas de clareza sensorial que, ao
ALUCINAÇÃO contrário das alucinações verdadeiras, são percebidas numa
espécie de espaço subjetivo. Suas imagens visuais e vozes são
localizadas no interior da cabeça ou na parte interna do corpo
(distinção da alucinação verdadeira).
A alucinose é um fenômeno periférico ao eu, enquanto a alucinação é um fenômeno central ao
eu.
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3.5.1.2. Tipos de Alucinações
TIPO DE
ALUCINAÇÃO
DESCRIÇÃO
ALUCINAÇÃO Tipo de alucinação mais frequente, principalmente em
AUDITIVA esquizofrênicos, denominada também de audioverbal, na qual o
paciente escuta vozes sem qualquer estímulo (som) externo real.
Tipos:
❖ A sonorização do pensamento é muito próxima ao eco do
pensamento e pode ocorrer de duas maneiras:
❖ A sonorização do próprio pensamento, quando o paciente
ouve o próprio pensamento no mesmo momento em que o pensa;
❖ A sonorização do pensamento como vivência alucinatório-
delirante, que são pensamentos que o paciente ouviu, ou seja,
depois de pensados; ele tem a nítida sensação de que os
mesmos foram introduzidos em sua cabeça por outra pessoa -
que não é real - e agora são ouvidos por ele;
■ No eco do pensamento, o paciente ouve o seu pensamento
pouco depois de tê-lo pensado;
' Na publicação do pensamento, o indivíduo tem a nítida
sensação de que as pessoas ouvem o que ele pensa, no mesmo
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ALUCINAÇÃO
MUSICAL
ALUCINAÇÃO
VISUAL
ALUCINAÇÃO TÁTIL
ALUCINAÇÃO
OLFATIVA E/OU
GUSTATIVA
ALUCINAÇÃO
CENESTÉSICA
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momento em que ele está pensando.
É uma alucinação relativamente rara, curiosa e intrigante, pois é
descrita como a audição de tons musicais e melodias sem o
correspondente estímulo interno.
São visões nítidas que o paciente experimenta, sem a presença
de estímulos visuais reais. Podem ser simples, quando o paciente
vê cores, bolas, pontos brilhantes, denominados de FOTOPSIAS,
ou complexas, quando o indivíduo vê figuras, imagens de
pessoas (vivas ou mortas), demônios, santos, etc.
O paciente sente espetadas, choques, insetos ou pequenos
animais correndo sobre sua pele. Em alguns esquizofrênicos, as
alucinações táteis podem ser percebidas nos genitais, nos quais
sentem cutucadas e penetrações.
Alucinação relativamente rara. O indivíduo sente o cheiro ou
gosto de determinadas coisas, sem qualquer estímulo olfativo ou
gustativo presente.
Sensação alucinatória em várias partes do corpo, como sentir que
o cérebro está encolhendo, o fígado se despedaçando ou a
percepção de alguma víbora no abdômen.
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ALUCINAÇÃO
CINESTÉSICA
ALUCINAÇÃO
FUNCIONAL
ALUCINAÇÃO
HIPNAGÓGICA E/OU
HIPNOPÔMPICA
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Sensação alterada dos movimentos do corpo, como sentir o
corpo afundando, os braços se elevando e as pernas encolhendo.
Alucinação desencadeada por estímulos sensoriais “reais", só
que é distinta da ilusão, pois, enquanto que a ilusão é a
deformação de uma percepção de um objeto real e presente, a
alucinação funcional é uma alucinação (ausência do objeto),
desencadeada por estímulo real. Abaixo são apresentados alguns
tipos de alucinações funcionais:
❖ Alucinações Combinadas (ou Sinestesias) - ocorrem várias
alucinações ao mesmo tempo. Ex: o paciente vê uma pessoa que
fala com ele, toca-o, etc.
❖ Alucinações Extracampinas - é quando o paciente vê uma
imagem nas suas costas ou através de uma parede;
♦> Alucinação Autoscópica - é uma alucinação visual
associada a componentes táteis e cenestésicos, quando o
indivíduo se vê fora do seu próprio corpo.
Alucinação auditiva, visual ou tátil relacionada à transição
sono/vigília.
❖ Hipnagógica: ocorre na fase em que o indivíduo está
adormecendo;
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❖ Hipnopômpica: ocorre na fase em que o indivíduo está
despertando.
3.6. Memória
A memória é a capacidade de registrar, manter e evocar os tatos já ocorridos e relaciona-se com o
nível de consciência, com a atenção e com o interesse afetivo (Dalgalarrondo, 2008).
3.6.1. Tipos de memória
MEMÓRIA Conteúdos de informações biológicas, contidas no material
GENÉTICA genético, adquiridas ao longo da história filogenética da espécie.
MEMÓRIA Conjunto de informações registradas e recuperáveis pelo sistema
IMUNOLÓGICA imunológico de um ser vivo.
MEMÓRIA Atividade totalmente diferenciada do sistema nervoso, que
COGNITIVA permite ao indivíduo registrar, conservar e evocar dados
aprendidos da experiência. A memória cognitiva é composta de
três fases:
1. Fase de percepção, registro e fixação;
2. Fase de retenção e conservação;
3. Fase de reprodução e evocação.
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MEMÓRIA Conjunto de conhecimentos e práticas culturais (costumes,
CULTURAL valores, habilidades artísticas e estéticas, preconceitos,
ideologias, estilo de vida, etc.) produzidos, acumulados e
mantidos por um grupo social minimamente estável.
O processo de fixação da informação depende, do ponto de vista psicológico:
• Da atenção global;
■ Nível de consciência;
• Do interesse emocional;
• Do conhecimento anterior;
• Da capacidade de compreensão;
■ Organização temporal das repetições;
• Dos canais sensoperceptivos utilizados.
A conservação (retenção) depende da repetição do conteúdo fixado e associações com outros
elementos.
A evocação é a capacidade de recuperar e atualizar os dados fixados. Já o esquecimento é a
impossibilidade deevocar e recordar.
O reconhecimento é a capacidade de identificar o conteúdo mnêmico como lembrança,
diferenciando-o da imaginação e de representações atuais.
Em relação ao processo temporal de aquisição e evocação dos elementos, a memória é dividida em
três fases ou tipos:
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• Memória imediata ou de curtíssimo prazo: é aquela que tem uma capacidade limitada de reter
o material (palavras, números, imagens, etc) imediatamente após ser percebido;
• Memória recente ou de curto prazo: também é um tipo de memória limitada que retém a
informação por um período curto de tempo, desde alguns minutos até meia ou uma hora;
• Memória remota ou de longo prazo: é a capacidade de evocação de informações e
acontecimentos ocorridos no passado, após meses ou anos do evento.
3.6.2. Alterações Quantitativas da Memória
ALTERAÇAO DESCRIÇÃO
HIPERMNÉSIA As representações mnêmicas afluem rapidamente, em tropel,
ganhando em número, porém perdendo em clareza e precisão.
Traduz-se mais como uma aceleração do ritmo psíquico do que
uma alteração propriamente da memória.
AMNÉSIA Consiste na perda de elementos psíquicos que têm um valor
PSICOGÊNICA psicológico específico (valor simbólico ou afetivo), quando o
indivíduo esquece um evento da sua vida que teve um significado
especial para a pessoa, mas o mesmo consegue se lembrar de
tudo que ocorreu ao seu redor.
AMNÉSIA Perda da capacidade de fixação das memórias imediatas e
ORGÂNICA recentes. Ocorre em estados avançados da doença, chega
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também a afetar a memória remota ou de longo prazo.
AMNÉSIA Consiste na incapacidade de fixar elementos mnêmicos a partir
ANTERÓGRADA do momento em que ocorreu o evento, ou seja, após um trauma
cranioencefálico.
AMNÉSIA É a perda da memória quando o indivíduo esquece fatos
RETRÓGRADA remontados a antes do início da doença.
3.6.3. Alterações Qualitativas
ALTERAÇÃO DESCRIÇÃO
ILUSÃO MNÊMICA Quando há um acréscimo de elementos falsos a um núcleo
verdadeiro de memória, como, por exemplo, um paciente afirma ter
tido uma centena de filhos, quando, na realidade, só tivera um
filho.
ALUCINAÇÃO Criação imaginativa com a aparência de lembranças ou
MNÊMICA reminiscências não correspondentes a nenhum elemento mnêmico
ou nenhuma lembrança real e verdadeira.
CRIPTOMNESIA Consiste em um falseamento da memória na qual as lembranças
aparecem como fatos novos ao paciente, quando o mesmo não os
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reconhece como lembranças, vivendo-as como se fosse um
acontecimento novo.
ECMNÉSIA É uma recapitulação e revivência intensa, abreviada e panorâmica
da existência, ou seja, uma recordação condensada do passado,
que ocorre num breve período de tempo.
LEMBRANÇA Idéia fixa, ou seja, o surgimento de imagens mnêmicas ou
OBSESSIVA conteúdos ideativos do passado, quando, uma vez instalados na
consciência, não podem ser afastados voluntariamente pelo
indivíduo.
3.6.4. Transtornos do reconhecimento
Os transtornos do reconhecimento se dividem em dois grupos:
• As agnosias (que significa incapaz de conhecer) - são déficits do reconhecimento de estímulos
sensoriais, objetos e fenômenos.
• Transtornos do reconhecimento associados a transtornos psiquiátricos se dividem em
dois:
■ Falso reconhecimento - quando o paciente identifica alguém como o médico ou o psicólogo, o
enfermeiro, o vizinho ou qualquer outra pessoa como se fosse alguém de sua família ou um
velho conhecido;
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■ Falso desconhecimento - quando há o não reconhecimento de pessoas muito familiares (como
o pai, a mãe, a esposa, os filhos, etc), quando o paciente afirma piamente não conhecê-los.
3.7. Afetividade
A vida afetiva é aquilo que dá cor, brilho e calor a todas as vivências humanas e, sem ela, a vida
psíquica torna-se vazia e sem sentido. A vida afetiva se divide em cinco tipos básicos
(Dalgalarrondo, 2008):
TIPOS BÁSICOS DESCRIÇÃO
HUMOR OU
ESTADO DE ÂNIMO
Tônus afetivo do indivíduo; o estado emocional basal no qual se
encontra uma pessoa em determinado momento; é a
predisposição afetiva de fundo que penetra toda a experiência
humana.
EMOÇOES Estados com reações afetivas intensas, agudas e momentâneas,
que surgem por estímulos significativos; é de curta duração,
desencadeados por certas excitações externas ou internas,
conscientes ou inconscientes, acompanhadas, assim como no
humor, de reações somáticas, além de desconcertar, comover e
perturbar o instável equilíbrio existencial.
SENTIMENTOS Estados afetivos estáveis em relação às emoções, de maior
intensidade e menos reativos a estímulos passageiros. Estão
associados geralmente a conteúdos intelectuais, valores,
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representações e, na maioria das vezes, não implicam reações
somáticas.
AFETOS Componente emocional de uma ideia ou representação mental.
Esses afetos acoplam-se às ideias, anexando a elas um colorido
afetivo.
PAIXÕES Estado afetivo extremamente intenso, que domina a afetividade
psíquica como um todo, captando e dirigindo a atenção e o
interesse do indivíduo em uma só direção, inibindo os outros
interesses.
3.7.1. Alterações da Afetividade
ALTERAÇAO DESCRIÇÃO
DISTIMIA Alteração básica do humor, tanto no sentido da inibição, quanto no
sentido de exaltação. O termo distimia ultimamente vem sendo
substituído por depressão, que significa tristeza patológica. Mas a
psicopatologia ainda usa termos como distimia hipertímica,
expansiva ou eufórica para nomear quadros maníacos.
HUMOR TRISTE OU Relacionado muito frequentemente com o humor depressivo,
IDEAÇÃO SUICIDA acompanhado de desesperança e muita angústia, quando
ocorrem ideias relacionadas à morte; ideias, atos e planos
suicidas, além de tentativas reais de suicídio.
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DISFORIA
HIPOTiMIA
HIPERTIMIA
ELAÇÃO
PUERILIDADE
MORIA
ESTADO DE
ÊXTASE
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É uma distimia que se acompanha de uma tonalidade afetiva
desagradável, ou seja, quando se fala de depressão disfórica, está
se falando de um tipo de depressão acompanhada de um forte
conteúdo de irritação, amarguras, desgosto ou agressividade.
Toda e qualquer síndrome depressiva.
Humor patologicamente alterado no sentido da exaltação e da
alegria. No espectro maníaco, o termo euforia, ou alegria
patológica, define um humor exagerado no qual predomina um
estado de alegria desproporcional às circunstâncias oferecidas.
Transcendência do eu, ou seja, uma sensação de grandeza
patológica sentida pelo indivíduo.
Alteração do humor que se caracteriza por seu aspecto infantil,
quando o indivíduo ri ou chora por motivos considerados banais;
além disso, sua vida afetiva pode ser superficial e ausente de
afetos profundos.
Semelhante à puerilidade, porém não com origem psicogênica, e
sim orgânica, provocada por lesões extensas dos lobos frontais,
em deficientes mentais e em quadros demenciais acentuados.
Caracteriza-se por uma sensação do seu eu com o todo; um
compartilhamento íntimo do estado afetivo com o mundo exterior,
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muitas vezes com um colorido hipertímico. Na maioria das vezes,
não é considerada uma psicopatologia, mas sim um fenômeno
cultural.
IRRITABILIDADE É quando tudo é vivenciado com muita irritação, ou seja, o doente
PATOLÓGICA reage prontamente de forma disfórica a qualquer estímulo por
menor que seja o mesmo, como, por exemplo, um barulho de
crianças, ruído de carros, de televisão, ou quaisquer outros.
3.7.2. Alterações das emoções e sentimentos
ALTERAÇÃO DESCRIÇÃOAPATIA O indivíduo não vivência nenhum tipo de afeto, não podendo sentir
alegrias, tristezas ou raivas. Ele não se importa com nada na sua vida
e é típico de quadros depressivos.
HIPOMODULAÇAO
DO AFETO
Incapacidade do indivíduo de modular a resposta afetiva de acordo
com a situação existencial, indicando rigidez do indivíduo na sua
relação com o mundo.
INADEQUAÇÃO Reação completamente incongruente a situações existenciais ou a
DO AFETO determinados ideativos.
OU PARATIMIA
POBREZA DE Perda progressiva e patológica das vivências afetivas, com um
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SENTIMENTOS E
DISTANCIAMENTO
AFETIVO
EMBOTAMENTO
AFETIVO
E DEVASTAÇÃO
AFETIVA
VIVÊNCIA DE FALTA
DE SENTIMENTO
ANEDONIA
LABILIDADE
AFETIVA
(INCONTINÊNCIA
AFETIVA)
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empobrecimento relativo à possibilidade de vivenciar alternâncias e
variações afetivas.
Perda profunda de todo tipo de vivência afetiva; difere da apatia, pois
a mesma é subjetiva; já no embotamento afetivo, esse quadro de
desinteresse afetivo é observável e constatável pela postura do
paciente.
Experiência de incapacidade para sentir emoções; diferentemente da
apatia, o indivíduo percebe essa alteração, que é vivenciada com
muito sofrimento pelo indivíduo.
Incapacidade total ou parcial de obter prazer com determinadas
atividades e experiências da vida que eram prazerosas. Ou seja, o
indivíduo não consegue mais sentir prazer social, desfrutar de um
bom papo com os amigos, um almoço com a família, e assim por
diante.
É quando ocorrem mudanças abruptas e inesperadas de um
estado afetivo para outro; o indivíduo pode estar bem-humorado
num momento e, em poucos instantes, começar a chorar e
novamente voltar a sorrir depois de algum tempo. A resposta afetiva
ocorre geralmente em consequência a estímulos apropriados, mas é
sempre muito desproporcional. Seus sintomas podem estar
associados a quadros psicogênicos e também a psicorgânicos,
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AMBIVALÊNCIA
AFETIVA
NEOTIMIA
FOBIA
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encefalites, tumores cerebrais e doenças degenerativas do sistema
nervoso central, etc.
São sentimentos opostos em relação a um mesmo estímulo ou
objeto, ou seja, sentimentos que ocorrem de modo absolutamente
simultâneo, quando o indivíduo sente por uma pessoa ou objeto,
ódio e amor, rancor e carinho, simultaneamente.
São sentimentos e experiências afetivas inteiramente novas,
vivenciadas pelo indivíduo. Afetos muito estranhos e bizarros para a
própria pessoa que os experimenta. Típico de antecedentes
delirantes, estados psicóticos e esquizofrênicos.
As fobias são medos psicopatológicos, desproporcionais e
incompatíveis com as possibilidades de perigo real oferecidos pelos
objetos do mundo exterior (situações fobígenas). Nos indivíduos
fóbicos, o contato com os objetos ou situações fobígenas
desencadeia, muito frequentemente, uma intensa crise de ansiedade.
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3.7.3. Tipos de fobias
TIPOS
FOBIA SIMPLES
FOBIA SOCIAL
AGORAFOBIA
CLAUSTROFOBIA
PÂNICO
DESCRIÇÃO
Medo intenso e desproporcional de determinados objetos, em
geral, pequenos animais (como baratas, sapos, cachorros e
outros).
Medo de contato e interação social, principalmente com pessoas
pouco familiares ao indivíduo e em situações nas quais o
paciente possa se sentir examinado ou criticado por tais
pessoas.
Medo de espaços amplos e de aglomerações, como estádios,
cinemas, supermercados, medo de ficar retido em
congestionamentos, etc.
Medo de entrar (e ficar preso) em espaços fechados como
elevadores, salas pequenas, quartos abafados, túneis e outros
ambientes apertados.
O pânico se caracteriza por uma reação de medo intenso, de
pavor relacionado geralmente ao perigo imaginário de morte,
descontrole ou desintegração.
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3.8. Pensamento
Os elementos constitutivos do pensamento, segundo a tradição aristotélica, são o conceito, o juízo e
o raciocínio.
Os conceitos se formam a partir das representações, onde não é possível contemplá-los, nem
imaginá-los, pois é um elemento puramente cognitivo, intelectivo e sem qualquer resquício sensorial
(visual, auditivo, tátil).
Os juízos são relações significativas entre os conceitos básicos, ou seja, a afirmação entre dois
conceitos. Por exemplo, se tomarmos dois conceitos: cadeira e utilidade podem-se formar o
seguinte juízo: a cadeira é útil.
O raciocínio é a função que relaciona os juízos.
Há também outra forma de analisar o pensamento enquanto processo de pensar: o curso do
pensamento, que é o modo como o pensamento flui, sua velocidade e ritmo ao longo do tempo. Já
o conteúdo do pensamento pode ser definido como aquilo que dá substância ao pensamento, os
seus temas predominantes, o assunto em si, etc.
3.8.1. Alterações do Pensamento
3.8.2. Alterações do elementos construtivos do pensamento:
Desintegração dos conceitos: ocorre quando os conceitos sofrem um processo de perda sem
significado, desfazendo-se, e uma mesma palavra passa a ter significados cada vez mais diversos.
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Condensação dos conceitos: ocorre quando dois ou mais conceitos são fundidos; o paciente
involuntariamente condensa duas ou mais ideias em somente um só conceito, expressando-se
através de uma nova palavra.
3.8.3. Alteração dos Juízos
Juízo deficiente ou prejudicado: consiste num tipo de juízo falso, pois o mesmo é prejudicado por
uma deficiência intelectual e pobreza cognitiva, que tornam os conceitos inconsistentes e o
raciocínio pobre e defeituoso.
3.8.4. Tipos de pensamentos alterados
TIPO DESCRIÇÃO
PENSAMENTO Fere frontalmente os princípios da lógica formal e não respeita os
MÁGICO indicativos e imperativos da realidade, seguindo os desígnios dos
desejos, fantasias e temores do sujeito, de uma maneira consciente
ou inconsciente, adequando o seu pensamento à realidade, e não a
realidade ao pensamento.
PENSAMENTO Semelhante ao pensamento mágico, onde esse tipo de pensamento
DERREÍSTA se opõe radicalmente ao pensamento realista, obedecendo somente
à lógica e à realidade que interessa ao desejo do indivíduo,
distorcendo a realidade para que ela se adapte aos seus anseios.
Nesse tipo de pensamento, o pensar volta-se muito mais para o
mundo subjetivo, onde tudo é possível e favorável ao indivíduo.
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PENSAMENTO
CONCRETO
OU
CONCRETISTA
PENSAMENTO
INIBIDO
PENSAMENTO
VAGO
PENSAMENTO
PROLIXO
PENSAMENTO
DEFICITÁRIO
OU
OLIGOFRÊNICO
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Não ocorre a distinção entre uma dimensão abstrata e simbólica e
uma dimensão concreta e imediata dos fatos. O indivíduo não
consegue entender metáforas, ironias ou expressões de duplo
sentido, pois ele está aderido ao nível sensorial da experiência.
Ocorre a inibição do raciocínio, com a diminuição da velocidade do
número de conceitos, juízos e representações.
Pensamentos imprecisos e obscuros, onde não há, exatamente, um
empobrecimento do pensamento, mas uma marcante falta de clareza
e precisão no raciocínio.
O indivíduo não consegue chegar a qualquer conclusão sobre o tema
tratado, a não ser após muito tempo e esforço. Há também uma
dificuldade em se obter uma construção do pensamento de forma
direta, clara e acabada, além da falta de síntese.
Pensamento de estrutura pobre ou rudimentar. O indivíduo tende ao
raciocínio concreto, mas os conceitos são escassos e utilizados em
um sentido mais literal do que abstrato ou metafórico. A abstração
apenas ocorre com dificuldades, sem consistência ou longo alcance.
Não há distinção pormenorizada e precisa de categorias como
essencial e supérfluo; “necessárioou acidental”; causa e efeito; o
todo e as partes; o real e o imaginário; o concreto e o simbólico.
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PENSAMENTO
DEMENCIAL
PENSAMENTO
CONFUSIONAL
PENSAMENTO
DESAGREGADO
PENSAMENTO
OBSESSIVO
Pensamento pobre, mas com um empobrecimento desigual, pois
esse empobrecimento é mais homogêneo, pois, em certos pontos,
pode revelar elaborações sofisticadas, embora imperfeitas,
irregulares e sem congruência. Há conceitos abstratos e raciocínios
diferenciados e complicados, que se perdem com o progresso do
pensamento demencial.
Estreitamente ligado a uma turvação da consciência, transtorno de
atenção e de memória imediato, quando se observa um pensamento
incoerente, de curso tortuoso, que impede o indivíduo de apreender,
de forma clara e precisa, os estímulos ambientais, impedindo com
isso a formação de conceitos e lançando o indivíduo em um estado
de perplexidade e impotência.
Forma típica de pensamento radicalmente incoerente, no qual não há
uma mínima forma lógica de articulação de conceitos e juízos. O
paciente produz um pensamento que se manifesta como uma mistura
aleatória de palavras, onde nada se comunica ao interlocutor, e a
linguagem dominante é a “salada de palavras”.
Predomínio de ideias ou representações que, apesar de terem um
conteúdo absurdo ou repulsivo para o indivíduo, impõem-se à
consciência de modo persistente e incontrolável, quando o paciente
tenta banir essas ideias; não conseguindo, essas ideias voltam à
consciência, gerando uma luta que provoca um estado emocional de
angústia constante.
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3.8.5. Alterações do Curso do Pensamento
ALTERAÇAO DESCRIÇÃO
ACELERAÇÃO DO O pensamento flui de forma atropelada, acelerada; ou também quando
PENSAMENTO uma ideia se sucede à outra rapidamente.
LENTIFICAÇAO DO
PENSAMENTO
O pensamento progride lentamente, de forma dificultosa, em que há
certa latência entre as perguntas formuladas e as respostas.
BLOQUEIO OU
INTERCEPÇÃO DO
PENSAMENTO
Quando o paciente, ao relatar algo, no meio de uma conversa, brusca
e repentinamente interrompe seu pensamento, sem qualquer motivo
aparente.
ROUBO DO É a vivência, frequentemente associada ao bloqueio do pensamento,
PENSAMENTO na qual o indivíduo tem a nítida sensação de que seu pensamento foi
roubado de sua mente, por uma força ou ente estranho, uma máquina,
antena, etc.
3.8.6. Alterações quanto à Forma do Pensamento
ALTERAÇÃO DESCRIÇÃO
FUGA DE IDEIAS Está relacionada à aceleração do pensamento, na qual uma
ideia se segue à outra de forma extremamente rápida,
perturbando-lhe as associações lógicas entre os juízos e os
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DISSOCIAÇÃO DO
PENSAMENTO
AFROUXAMENTO DAS
ASSOCIAÇÕES
DESCARRILHAMENTO
DO PENSAMENTO
DESAGREGAÇÃO DO
PENSAMENTO
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conceitos. As associações entre palavras deixam de seguir uma
lógica ou finalidade do pensamento e passam a ocorrer por
assonância, associando-se às ideias muito mais pela presença
de estímulos externos contingentes, onde há um progressivo
afastamento na ideia diretriz ou principal, sem prejuízo
manifesto, para a coerência final do relato.
Desorganização do pensamento, acarretando uma
incongruência entre os juízos. Numa fase inicial, a incoerência
pode ser discreta, quando o indivíduo ainda consegue captar
aquilo que lhe foi comunicado. Já com o agravamento da
doença, o pensamento pode se tornar totalmente
incompreensível e incoerente.
Embora ainda haja uma concatenação (estabelecimento lógico)
entre as ideias, nota-se um afrouxamento dos enlaces
associativos, onde as mesmas parecem mais livres, porém não
tão bem articuladas.
O pensamento passa a extraviar-se do seu curso normal,
retornando aqui e acolá ao seu curso original e geralmente está
associado à marcante distrabilidade.
Perda profunda e radical dos enlaces associativos, restando
apenas fragmentos de pensamentos, conceitos e ideias, sem
qualquer articulação racional.
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Na esquizofrenia, o progredir da desestruturação do pensamento segue a seguinte sequência:
• Afrouxamento das associações;
• Descarrilhamento do pensamento;
• Desagregação do pensamento.
3.9. Alterações patológicas do Juízo de Realidade (O Delírio)
O juízo de realidade diz respeito à capacidade de julgar, discernir o certo do errado, a verdade e a
mentira. As alterações do juízo da realidade são alterações do pensamento (Dalgalarrondo, 2008).
ALTERAÇÃO DESCRIÇÃO
DELÍRIO Erro do ajuizar, que tem origem na doença mental. Sua base é
mórbida e é motivado por fatores patológicos, tendo como
características:
Uma convicção extraordinária, não podendo se colocar em
dúvida a veracidade do delírio;
É irremovível, mesmo pela prova de realidade mais cabal e
aceitável possível;
O delírio é um falso juízo, cujo conteúdo é impossível,
embora alguns pacientes possam vivenciar o seu delírio. Ex:
o alcoolista crônico que tem delírios de ciúmes, e sua mulher
realmente o trai.
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DELÍRIO
SECUNDÁRIO OU
IDEIAS DELIROIDES
O delírio secundário difere do tipo primário em consequência de
não se originar de uma alteração primária do juízo, mas sim de
alterações profundas em outras áreas da atividade mental, como
a afetividade, a consciência, etc, que indiretamente fazem com
que se formem juízos falsos, produtos de condições
psicologicamente rastreáveis e compreensíveis.
d e l ír io s im p l e s São ideias que se desenvolvem em torno de um só conteúdo ou
tema único.
DELÍRIO COMPLEXO Tipo de delírio que engloba vários temas ao mesmo tempo,
envolvendo conteúdos de perseguição, ciúmes, etc.
DELÍRIO Delírio sem relação consciente e seus conteúdos variam de
SISTEMATIZADO momento para momento.
DELÍRIO NÃO Delírio bem organizado, com histórias ricas e consistentes, que
SISTEMATIZADO se mantêm ao longo do tempo.
Conteúdos e tipos mais frequentes de delírios:
• Delírio de perseguição: crença de estar sendo vítima de conspiração, traição, espionagem,
envenenamento ou intoxicação com drogas ou estar sendo alvo de comentários maliciosos;
• Delírio de referência, alusão ou autorreferência: a pessoa crê que gestos, comentários, passagens
de livros, programas no rádio ou televisão, dizem respeito a ela;
• Delírio de influência: o indivíduo considera que foi privado do próprio pensamento por uma força
externa que influencia as suas ideias, as suas ações, as suas palavras ou os seus sentimentos;
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• Delírio de relação: conexões “significativas” construídas sem lógica;
• Delírio de grandeza: crença de ser importante, especial, poderoso, superior, destinado;
• Delírio de reivindicação ou querelância: crença desproporcional de ser vítima de injustiça ou
discriminação;
• Delírio de invenção ou descoberta: a pessoa que não tem nenhum estudo específico diz ter
encontrado a resposta para algum problema cientifico; o inventor delirante chega à obtenção de
resultados falsos, que são refugados por aqueles que conhecem o assunto;
• Delírio de reforma ou salvacionismo: plano revolucionário baseado em dogmas ou sistema místico
próprio e considerado único;
• Delírio místico ou religioso: a pessoa diz ter ligação direta ou ser o próprio deus, santo, demônio;
• Delírio de ciúmes e delírio de infidelidade: convicção inabalável de traição por parte da pessoa
amada, embora não haja qualquer base real, no passado ou presente;
• Delírio erótico ou erotomania: certeza de que alguém famoso, destacado ou importante está
apaixonado por ele; comum em mulheres, direcionado ao médico;
• Delírio de ruína: a pessoadiz que está ameaçada por acontecimentos irremediáveis, que não têm
mais jeito;
• Delírio de culpa e autoacusação: os atos mais insignificantes e aparentemente inocentes são
considerados pelo próprio autor, como reveladores de grande maldade; podem ocorrer memórias
falsas que convencem o indivíduo de que ele é responsável por crimes, que na realidade não foram
cometidos;
• Delírio de negação de órgãos: experimentação de alteração corporal; vivência do corpo como se
estivesse destruído ou morto;
• Delírio hipocondríaco: certeza intensa de ter uma doença grave e incurável;
• Delírio cenestopático: crença na presença de animais ou objetos dentro de seu corpo; cuja
vivência é interpretada pelo indivíduo sem temática de doença;
• Delírio de infestação: crença de que o corpo está infectado por pequenos organismos;
• Delírio fantástico ou mitomaníaco: tendência patológica a mentir.
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CAPÍTULO IV
Alterações da Personalidade
A personalidade é o conjunto integrado de traços psíquicos, consistindo no total das características
individuais em sua relação com o meio, incluindo fatores biopsico-socioculturais, conjugando
tendências inatas e experiências adquiridas no curso de sua existência (Bastos, 1997).
Os Transtornos de Personalidade formam uma classe de transtorno mental que tem como
característica central a presença de padrões de interação interpessoais vistos como mal-ajustados
com relação ao comportamento geral. Segundo a CID 10, este agrupamento compreende
modalidades de comportamento profundamente enraizadas e duradouras, que se manifestam sob a
forma de reações inflexíveis a situações pessoais e sociais de natureza muito variada. Eles
representam desvios extremos ou significativos das percepções, dos pensamentos, das sensações
e particularmente das relações com os outros, comparadas àquelas de um indivíduo médio de uma
dada cultura. Frequentemente estão associados a sofrimento subjetivo e a comprometimento de
intensidade variável do desempenho social, tanto na vida pessoal como na área profissional. Na
maior parte das vezes, os sintomas são vivenciados pelo indivíduo como "normais" (eu-sintônico),
de forma que o diagnóstico somente pode ser estabelecido a partir de uma perspectiva exterior.
Segundo a classificação atual da OMS, a CID-10, os transtornos de personalidade são definidos
pelas seguintes características:
• Geralmente surge na infância ou na adolescência e se torna estável ao longo da vida do
indivíduo;
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• Manifesta um conjunto de comportamentos e reações afetivas desarmônicas, envolvendo partes
da vida do indivíduo como: a afetividade, o controle de impulsos, relacionamentos interpessoais,
etc;
• O padrão anormal de comportamento não é limitado ao episódio de qualquer doença mental
(esquizofrenia, depressão, etc); ocorre permanentemente e tem longa duração;
• Esse padrão anormal de comportamento inclui muitos aspectos, tanto do psiquismo, como da
vida social, não se restringindo a apenas um aspecto;
• O padrão comportamental é mal adaptativo, produzindo uma série de dificuldades para o
indivíduo, assim como as pessoas que convivem com ele;
• São condições não relacionadas diretamente à lesão cerebral ou a outro transtorno psiquiátrico
(salvo algumas exceções);
• O tratamento do transtorno da personalidade leva a algum grau de sofrimento (angústia, solidão,
sensação de fracasso, etc), embora esse sofrimento possa ser aparente e vivenciado apenas
tardiamente;
• Geralmente, o transtorno de personalidade contribui para um mau desempenho ocupacional e
social, embora essa afirmação não seja obrigatória.
4.1. Transtornos de Personalidade
Segundo a C1D-10, os transtornos de personalidade são:
4.1.1. Personalidade Paranóide
Transtorno da personalidade caracterizado por uma sensibilidade excessiva em face de
contrariedades; recusa de perdoar os insultos, caráter desconfiado, tendência a distorcer os fatos,
interpretando as ações imparciais ou amigáveis dos outros como hostis ou de desprezo; suspeitas
recidivantes, injustificadas, a respeito da fidelidade sexual do esposo ou do parceiro sexual; e uma
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concepção combativa e obstinada de seus próprios direitos. Pode existir uma superavaliação de sua
autoimportância, havendo frequentemente autorreferência excessiva. Personalidade (transtorno da):
• expansiva paranoide;
• fanática;
• paranoide;
querelante;
sensitiva paranoide.
4.1.2. Personalidade Esquizoide
Transtorno da personalidade caracterizado por um retraimento dos contatos sociais, afetivos ou
outros, preferência pela fantasia, atividades solitárias e reserva introspectiva; incapacidade de
expressar seus sentimentos e de experimentar prazer.
4.1.3. Personalidade Dissociai
Transtorno de personalidade caracterizado por um desprezo das obrigações sociais, falta de
empatia para com os outros. Há um desvio considerável entre o comportamento e as normas
sociais estabelecidas. O comportamento não é facilmente modificado pelas experiências adversas,
inclusive pelas punições. Existe uma baixa tolerância à frustração e um baixo limiar de descarga da
agressividade, inclusive da violência. Existe uma tendência a culpar os outros ou a fornecer
racionalizações plausíveis para explicar um comportamento que leva o sujeito a entrar em conflito
com a sociedade. Personalidade (transtorno da):
amoral;
antissocial;
associai;
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psicopática;
sociopática.
4.1.4. Transtorno de Personalidade com instabilidade emocional
Transtorno de personalidade caracterizado por tendência nítida a agir de modo imprevisível, sem
consideração pelas consequências; humor imprevisível e caprichoso; tendência a acessos de cólera
e uma incapacidade de controlar os comportamentos impulsivos; tendência a adotar um
comportamento briguento e a entrar em conflito com os outros, particularmente quando os atos
impulsivos são contrariados ou censurados. Dois tipos podem ser distintos: o tipo impulsivo,
caracterizado principalmente por uma instabilidade emocional e falta de controle dos impulsos; e o
tipo “borderline”, caracterizado, além disto, por perturbações da autoimagem, do estabelecimento de
projetos e das preferências pessoais, por uma sensação crônica de vacuidade, por relações
interpessoais intensas e instáveis e por uma tendência a adotar um comportamento autodestrutivo,
compreendendo tentativas de suicídio e gestos suicidas. Personalidade (transtorno da):
agressiva;
“borderline”;
explosiva.
4.1.5. Personalidade Histriónica
Transtorno da personalidade caracterizado por uma afetividade superficial e lábil, dramatização,
teatralidade, expressão exagerada das emoções, sugestibilidade, egocentrismo, autocomplacência,
falta de consideração para com o outro, desejo permanente de ser apreciado e de constituir-se no
objeto de atenção e tendência a se sentir facilmente ferido. Personalidade (transtorno da):
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* histérica;
psicoinfantil.
4.1.6. Personalidade Anancástica
Transtorno da personalidade caracterizado por um sentimento de dúvida, perfeccionismo,
escrupulosidade, verificações, e preocupação com pormenores, obstinação, prudência e rigidez
excessivas. O transtorno pode se acompanhar de pensamentos ou de impulsos repetitivos e
intrusivos, não atingindo a gravidade de um transtorno obsessivo-compulsivo. Personalidade
(transtorno da):
compulsiva;
obsessiva;
obsessiva-compulsiva.
4.1.7. Personalidade Esquiva (Ansiosa)
Transtorno da personalidade caracterizado por sentimento de tensão e de apreensão, insegurança
e inferioridade. Existe um desejo permanentede ser amado e aceito, hipersensibilidade à crítica e a
rejeição, reticência a se relacionar pessoalmente, e tendência a evitar certas atividades que saem
da rotina com um exagero dos perigos ou dos riscos potenciais em situações banais.
4.1.8. Personalidade Dependente
Transtorno da personalidade caracterizado por: tendência sistemática a deixar a outrem a tomada
de decisões, importantes ou menores; medo de ser abandonado; percepção de si como fraco e
incompetente; submissão passiva à vontade do outro (p.ex.de pessoas mais idosas) e uma
dificuldade de fazer face às exigências da vida cotidiana; falta de energia que se traduz por
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alteração das funções intelectuais ou perturbação das emoções; tendência frequente a transferir a
responsabilidade para outros. Personalidade (transtorno da):
astênica;
inadequada;
passiva.
4.1.9. Outros Transtornos Específicos de Personalidade
Personalidade:
excêntrica;
imatura;
narcísica;
passivo-agressiva;
psiconeurótica;
• tipo haltlose ou psicopatia instável.
O termo alemão haltlose tem sido utilizado para nomear alguém com um estilo de vida sem sentido
e irresponsável. Essas pessoas demonstram falta de vontade ou propósito, sem nenhum empenho
em consolidar bases para o futuro e pouco interesse no passado. Alguns indivíduos com
dependência crônica de substâncias se enquadram neste tipo de transtorno de personalidade.
4.1.10. Transtorno não-especificado de Personalidade
* Neurose de caráter;
■ Personalidade patológica.
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4.1.11. Transtomos Mistos de Personalidade
Esta categoria se refere aos transtornos de personalidade frequentemente perturbadores, mas que
não mostram o padrão específico de sintomas que caracterizam os transtornos descritos em F60.-.
Consequentemente, são com frequência mais difíceis de diagnosticar do que os transtornos
em F60.-.
Exemplos:
• Transtornos mistos da personalidade com padrões de vários dos transtornos em F60.- mas sem
um conjunto predominante de sintomas que possibilitariam um diagnóstico mais específico;
■ Modificações patológicos da personalidade, não classificáveis em F60.- ou F62.-, e vistas como
secundárias a um diagnóstico principal de um transtorno afetivo ou ansioso coexistente.
4.1.12. Modificações Duradouras da Personalidade Não Atribuíveis a Lesão ou Doença
Cerebral
Consiste em anomalias da personalidade e do comportamento do adulto as quais ocorrem na
ausência de transtornos prévios da personalidade e, em seguida, a um “stress” dramático ou
excessivo e prolongado, ou a uma doença psiquiátrica grave. Este diagnóstico só deve ser feito nos
casos em que se dispõe da prova de uma alteração manifesta e duradoura dos modos de
percepção, de relação ou de pensamento, relacionada ao ambiente ou a si próprio. A modificação
da personalidade deve ser significativa e estar associada a um comportamento rígido e mal
adaptado, ausente antes da ocorrência do evento patogênico. A modificação não deve constituir
uma manifestação direta de outro transtorno mental, nem ser considerada um sintoma residual de
um transtorno mental anterior.
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4.2. Transtornos dos Hábitos e dos Impulsos
Esta categoria compreende certos transtornos do comportamento que não podem ser classificados
sob outras rubricas. São caracterizados por atos repetidos, sem motivação racional clara,
incontroláveis, e que vão em geral contra os interesses do próprio sujeito e aqueles de outras
pessoas. O sujeito indica que seu comportamento está associado a impulsos para agir. A causa
para estes transtornos não é conhecida. Estão aqui reagrupados, em razão de grandes
semelhanças nas suas descrições e não em função de outras características comuns, importantes e
conhecidas.
Inclui:
4.2.1. Jogo patológico
Transtorno que consiste em episódios repetidos e frequentes de jogo que dominam a vida do
sujeito, em detrimento dos valores e dos compromissos sociais, profissionais, materiais e familiares.
4.2.2. Piromanla
Comportamento caracterizado por atos ou tentativas múltiplas visando a pôr fogo em objetos e bens
sem motivo aparente, associado a preocupações persistentes com relação a fogo ou incêndio. Este
comportamento se acompanha frequentemente de um estado de tensão crescente antes do ato, e
de uma excitação intensa imediatamente após sua realização.
4.2.3. Roubo patológico [cleptomania]
Transtorno caracterizado pela impossibilidade repetida de resistir aos impulsos de roubar objetos.
Os objetos não são roubados por sua utilidade imediata ou seu valor monetário; o sujeito pode, ao
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contrário, querer descartar, doar ou guardar esses objetos. Este comportamento se acompanha
habitualmente de um estado de tensão crescente antes do ato, e de um sentimento de satisfação
durante e imediatamente após sua realização.
4.2.4. Tricotilomania
Transtorno caracterizado por uma perda visível dos cabelos, causada por uma impossibilidade
repetida de resistir ao impulso de arrancar os próprios cabelos. O arrancamento dos cabelos é
precedido em geral de uma sensação crescente de tensão e seguido de uma sensação de alívio ou
de gratificação. Não se fará este diagnóstico quando o sujeito apresentar uma afecção inflamatória
pré-existente do couro cabeludo, ou quando ele pratica o arrancamento dos cabelos em resposta a
delírios ou a alucinações.
4.2.5. Outros transtornos dos hábitos e dos impulsos
Esta categoria é utilizada para outras variedades de comportamento inadaptado, persistente e
repetido, não secundário a uma síndrome psiquiátrica reconhecida. A pessoa repetidamente não
consegue resistir a impulsos que a levam a adotar este comportamento. Há um período prodrômico
de tensão, seguido de uma sensação de alívio quando da realização do ato.
4.2.6. Transtorno explosivo intermitente
Este transtorno se caracteriza por episódios de completo fracasso em resistir a impulsos agressivos,
resultando em agressões ou destruição de propriedades. Destacam-se a instabilidade afetiva e a
tendência para agir impulsivamente, desprezando as eventuais consequências do ato.
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4.3. Transtorno da Identidade Sexual
4.3.1. Transexualismo
Trata-se de um desejo de viver e ser aceito enquanto pessoa do sexo oposto. Este desejo se
acompanha em geral de um sentimento de mal-estar ou de inadaptação com referência a seu
próprio sexo anatômico e do desejo de submeter-se a uma intervenção cirúrgica ou a um tratamento
hormonal, a fim de tornar seu corpo tão conforme quanto possível ao sexo desejado.
4.3.2. Travestismo bivaiente
Este termo designa o fato de usar vestimentas do sexo oposto, durante uma parte de sua
existência, de modo a satisfazer a experiência temporária de pertencer ao sexo oposto, mas sem
desejo de alteração sexual mais permanente ou de uma transformação cirúrgica; a mudança de
vestimenta não se acompanha de excitação sexual.
4.3.3. Transtorno de identidade sexual no adulto ou adolescente, tipo não-transexual
4.3.4. Transtorno de identidade sexual na infância
Transtorno que usualmente primeiro se manifesta no início da infância (e sempre bem antes da
puberdade), caracterizado por um persistente e intenso sofrimento com relação a pertencer a um
dado sexo, junto com o desejo de ser (ou a insistência de que se é) do outro sexo. Há uma
preocupação persistente com a roupa e as atividades do sexo oposto e repúdio do próprio sexo. O
diagnóstico requer que exista uma profunda perturbação da identidade sexual normal; não é
suficiente que uma menina seja levada ou traquina ou que o menino tenha uma atitude afeminada.
Os transtornos da identidade sexual nos indivíduospúberes ou pré-púberes não devem ser
classificados aqui, mas sob a rubrica F66.-.
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4.4. Transtorno da Preferência Sexual
4.4.1. Fetichismo
Utilização de objetos inanimados como estímulo da excitação e da satisfação sexual. Numerosos
fetiches são prolongamentos do corpo, como por exemplo as vestimentas e os calçados. Outros
exemplos comuns dizem respeito a uma textura particular como a borracha, o plástico ou o couro.
Os objetos fetiches variam na sua importância de um indivíduo para o outro. Em certos casos,
servem simplesmente para reforçar a excitação sexual, atingida por condições normais (exemplo:
pedir a seu parceiro que vista uma dada roupa).
4.4.2. Travestismo fetichista
Consiste em vestir roupas do sexo oposto, principalmente com o objetivo de obter excitação sexual
e de criar a aparência de pessoa do sexo oposto. O travestismo fetichista se distingue do
travestismo transexual pela sua associação clara com uma excitação sexual e pela necessidade de
se removerem as roupas após a ocorrência do orgasmo e declínio da excitação sexual. Pode
ocorrer como fase preliminar no desenvolvimento do transexualismo.
■ Fetichismo com travestismo.
4.4.3. Exibicionismo
Tendência recorrente ou persistente de expor seus órgãos genitais a estranhos (em geral do sexo
oposto) ou a pessoas em locais públicos, sem desejar ou solicitar contato mais estreito. Há em
geral, mas não constantemente, excitação sexual no momento da exibição e o ato é, em geral,
seguido de masturbação.
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4.4.4. Voyeurismo
Tendência recorrente ou persistente de observar pessoas em atividades sexuais ou íntimas como o
tirar a roupa. Isto é realizado sem que a pessoa observada se aperceba do fato, e conduz
geralmente à excitação sexual e masturbação.
4.4.5. Pedofilia
Preferência sexual por crianças, quer se trate de meninos, meninas ou de crianças de um ou do
outro sexo, geralmente pré-púberes ou no início da puberdade.
4.4.6. Sadomasoquismo
Preferência por uma atividade sexual que implica dor, humilhação ou subserviência. Se o sujeito
prefere ser o objeto de tal estímulo, fala-se de masoquismo; se prefere ser o executante, trata-se de
sadismo. Comumente o indivíduo obtém a excitação sexual por comportamentos tanto sádicos
quanto masoquistas.
■ Masoquismo; ■ Sadismo.
4.4.7. Transtornos múltiplos da preferência sexual
Por vezes uma pessoa apresenta mais de uma anomalia da preferência sexual, sem que nenhuma
delas esteja em primeiro plano. A associação mais frequente agrupa o fetichismo, o travestismo e o
sadomasoquismo.
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4.4.8. Outros transtornos da preferência sexual
Abrangem diversas modalidades da preferência e do comportamento sexual, tais como o fato de
dizer obscenidade por telefone, esfregar-se contra outro em locais públicos com aglomeração, a
atividade sexual com um animal, o emprego de estrangulamento ou anóxia para aumentar a
excitação sexual.
Bolinagem; ■ Necrofilia.
4.5. Transtornos Psicológicos e Comportamentais Associados ao Desenvolvimento Sexual e
à sua Orientação
A orientação sexual por si não deve ser vista como um transtorno.
4.5.1. Transtorno da maturação sexual
O paciente está incerto quanto a sua identidade sexual ou sua orientação sexual, e seu sofrimento
comporta ansiedade ou depressão. Comumente isto ocorre em adolescentes que não estão certos
da sua orientação (homo, hetero ou bissexual), ou em indivíduos que, após um período de
orientação sexual aparentemente estável (frequentemente ligada a uma relação duradoura),
descobrem que sua orientação sexual está mudando.
4.5.2. Orientação sexual egodistônica
Não existe dúvida quanto à identidade ou à preferência sexual (heterossexualidade,
homossexualidade, bissexualidade ou prê-púbere), mas o sujeito desejaria que isto ocorresse de
outra forma, devido a transtornos psicológicos ou de comportamento associados a esta identidade
ou a esta preferência, e pode buscar tratamento para alterá-la.
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4.5.3. Transtorno do relacionamento sexual
A identidade ou a orientação sexual (hetero, homo ou bissexual) leva a dificuldades no
estabelecimento e manutenção de um relacionamento com um parceiro sexual.
4.5.4. Outros transtornos do desenvolvimento psicossexual
4.6. Outros Transtornos da Personalidade e do Comportamento do Adulto
4.6.1. Sintomas físicos aumentados por fatores psicológicos
Ocorre quando sintomas físicos compatíveis com um transtorno, doença ou incapacidade física,
tornam-se exagerados ou prolongados pelo estado psíquico do paciente. O indivíduo apresenta
habitualmente um sentimento de angústia em resposta à dor ou à incapacidade de ordem física e,
às vezes, com razão, mostra-se preocupado com a possibilidade da persistência ou do
agravamento de sua incapacidade ou de sua dor.
■ Neurose de compensação.
4.6.2. Produção deliberada ou simulação de sintomas ou de incapacidades, físicas ou
psicológicas [transtorno fictício]
Simulação repetida e coerente de sintomas, às vezes com automutilações, no intuito de provocar
sinais ou sintomas. A motivação é obscura e possivelmente de origem interna e visa adotar um
papel ou um status de doente, e frequentemente se associa a grandes transtornos da personalidade
e das relações.
• Paciente itinerante • Peregrino hospitalar • Sindrome de Münchhausen
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CAPÍTULO V
Classificação das Psicopatologias em Síndromes
Psiquiátricas
O termo síndrome se aplica ao agrupamento de sintomas que ocorrem em conjunto, mas que não
caracterizam uma determinada ou única doença. Esse conjunto de sinais e sintomas não precisa,
necessariamente, aparecer por completo, com todas as suas características, em uma só pessoa.
5.1. Quanto à sintomatologia
5.1.1. Síndromes ansiosas
• Sintomas autonômicos - Taquicardia, palpitação, taquipnéia, sensação de falta de ar ou
sufocação, sudorese, boca seca, náusea, micção frequente, dificuldade para engolir, mal-estar
abdominal, eructações, arrepios de frio, ondas de calor, aumento do peristaltismo (diarréia),
flatulência, piloereção, midríase.
• Hiperventilação - Parestesias, tonturas, vertigem, opressão no peito, desrealização,
despersonalização.
• Tensão muscular - Sensação de tensão, dificuldade para relaxar, tremores,
estremecimentos, contraturas, desconforto torácico, cefaléias, dores diversas e inespecíficas.
• Comportamento - Inquietação, (movimentar as mãos, pernas, investigar o ambiente, andar de
um lado a outro), postura esquiva (evita situações que desencadeiam ansiedade ou medo),
sobressaltos, insônia, irritação.
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• Psíquicos - Nervosismo, apreensão, sensação de que algo ruim vai acontecer, mal-estar
indefinido, insegurança e dificuldades na concentração, sentir-se “nervoso”, no limite ou
mentalmente tenso; medo de perder o controle, de ficar louco, desmaiar ou morrer.
5.1.2. Síndromes depressivas
• Humor disfórico;
❖ Hiporreatividade;
❖ Retardo psicomotor / agitação;
• Hipotimia;
• Apatia;
• Hipomimia;
• Bradipsiquismo;
• Bradilalia;
• Hipobulia;
• Hipoprosexia;
• Diminuição da autoestima e autoconfiança;
• Isolamento social;
• Vivência da falta de sentimento;
• Sentimento de tédio, aborrecimento crônico;
• Indecisão;
• Constipação, palidez, diminuição do turgor da pele;
• Comprometimento nas atividades laborativas e relacionamentos interpessoais;
• Redução da concentração;
Diminuição da libido;
Variação circadiana;
Alteração de sono;
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Alteração de apetite;
Alteração de peso;
Perda de interesse e prazer - anedonia.
• Perda de energia, fadiga fácil;
• Conteúdo do pensamento:
Ideias prevalentes;
Ideias delirantes:
❖ Temática: ruína, culpa, hipocondria, niilismo.
5.1.3. Síndromes maníacas
• Hipertimia;
• Disforia;
• Aumento da psicomotricidade;
• Pressão para o falar / logorréia;
• Fuga de ideias;
• Taquipsiquismo;
• Distraibilidade;
• Desinibição / aumento dos contatos sociais;
• Otimismo excessivo;
• Julgamento comprometido / planos irrealistas;
• Aumento da energia;
• Aumento da libido;
• Pobre controle de impulsos;
• Diminuição do sono;
• Aumento da autoestima;
• Arrogância;
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• Heteroagressividade;
• Tendência a comprar ou dar seus pertences indiscriminadamente;
• Conteúdo do pensamento:
Ideias sobrevalentes;
Ideias delirantes;
❖ Temática: grandeza.
5.1.4. Síndromes psicóticas
Perda do contato com a realidade (interpretação psicodinâmica)
• Alterações da consciência do eu:
• Atividade do eu...................... despersonalização, vivências de influência corporal e psíquica,
inserção do pensamento, roubo do pensamento, interceptação do pensamento;
■ Unidade do eu.........................................vivências psicóticas do duplo eu;
• Identidade do eu................................... vivências delirantes (mudança de personalidade);
• Oposição ao exterior..............difusão do pensamento, telepatia, eco do pensamento;
• Perda do controle sobre seu eu, invasão do mundo a sua intimidade, perda dos
limites egóicos corporais e psíquicos.
• Alterações do juízo de realidade
■ Delírios:
❖ Percepção delirante;
❖ Interpretação delirante;
❖ Ocorrência delirante;
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❖ Representação delirante;
❖ Humor delirante:
• Ideias delirantes x ideias deliroides.
• Alterações sensoperceptivas
■ Alucinações;
■ Ilusões.
• Alterações da afetividade
• indiferença afetiva;
• Embotamento;
• Esvaziamento afetivo;
■ Ambivalência afetiva;
• Incongruência afetiva;
■ Dissociação ideo-afetiva;
• Afeto pueril.
• Alterações do pensamento
■ Empobrecimento;
• Alogia;
■ Afrouxamento de associações:
❖ Desagregação do pensamento;
*> Perda das relações conceituais;
❖ Desintegração e condensação de conceitos.
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• Alterações da linguagem
■ Diminuição da fluência verbal:
❖ Mutismo;
❖ Empobrecimento;
❖ Neologismos;
❖ Ecolalia;
❖ Palilalia;
❖ Solilóquios.
• Alterações da psicomotricidade
• Agitação;
■ Lentificação;
• Estupor;
’ Maneirismos;
• Catalepsia;
• Flexibilidade cérea;
• Ambitendência;
• Ecopraxia;
• Ecomimia.
• Outras alterações
• Ambivalência volitiva;
■ Autonegligência;
■ Hipobulia;
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■ Avolição (abulia);
• Isolamento social;
• Negativismo.
5.1.5. Síndromes demenciais
■ Alterações de humor de comportamento;
• Alterações de personalidade;
■ Colocar objetos em lugares equivocados;
■ Déficit de memória;
• Desorientação no tempo e espaço;
• Dificuldades de executar tarefas domésticas;
• Incapacidade de julgar situações;
■ Perda da iniciativa - passividade;
■ Problemas com o raciocínio abstrato;
■ Problema com o vocabulário.
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CAPÍTULO VI
Classificação das Psicopatologias em Transtornos
Psiquiátricos - CID 10
A Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a
Saúde, frequentemente designada pela sigla CID (em inglês: International Statistical
Classification of Diseases and Related Health Problems - ICD) fornece códigos relativos à
classificação de doenças e de uma grande variedade de sinais, sintomas, aspectos anormais,
queixas, circunstâncias sociais e causas externas para ferimentos ou doenças. A cada estado de
saúde é atribuída uma categoria única à qual corresponde um código, que contém até 6 caracteres.
Tais categorias podem incluir um conjunto de doenças semelhantes (OMS, 1997).
A CID é publicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e é usada globalmente para
estatísticas de morbilidade e de mortalidade, sistemas de reembolso e de decisões automáticas de
suporte em medicina. O sistema foi estruturado para permitir e promover a comparação
internacional da coleção, processamento, classificação e apresentação do tipo de estatísticas supra
citado. A CID é uma classificação base da Família Internacional de Classificações da OMS (WHO-
FIC)
6.1. Categorias
6.1.5. Transtorno mental orgânico
• Transtornos mentais orgânicos, incluindo sintomáticos (F00 - F09)
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• Transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de substância psicoativa (F10 -
19)
6.1.2. Transtorno mental psicótico
• Esquizofrenia, transtornos esquizotípicos e delirantes (F20 - F29)
• Transtornos do Humor (afetivos) (F30 - F39)
6.1.3. Neurose, estresse e transtorno da personalidade
• Transtornos neuróticos, relacionados ao estresse e somatoformes (F40 - F48).
• Síndromes comportamentais associadas a perturbações fisiológicas e fatores físicos (F50 -
F59).
• Transtornos de personalidade e de comportamentos em adultos (F60 - F69).
6.1.4. Infância, adolescência e transtorno do desenvolvimento
• Retardo mental (F70 - F79).
• Transtorno do desenvolvimento psicológico (F80 - F89).
• Transtornos emocionais e de comportamento com início usualmente ocorrendo na infância e
adolescência (F90 - F98).
• Transtorno mental não especificado (F99).
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CAPÍTULO VII
Classificação em Transtornos Psiquiátricos - DSM IV
O DSM-IV organiza cada diagnóstico psiquiátrico em cinco níveis (eixos), relacionando diferentes
aspectos das desordens ou desabilidades (APA, 1994).
7.1. EIXO I
• Transtornos clínicos, incluindo principalmente transtornos mentais, bem como problemas
do desenvolvimento e aprendizado
^ Transtornos geralmente diagnosticados pela primeira vez na infância ou na adolescência
(excluindo retardo mental);
s Delirium, Demência, Transtornos Amnésicos e outros Transtornos Cognitivos;
s Transtornos Mentais devidos a uma condição médica geral;
^ Transtornos relacionados a substâncias;
s Esquizofrenia e outros Transtornos Psicóticos;
s Transtornos do Humor;
^ Transtomos de Ansiedade;
s Transtornos Somatoformes;
^ Transtornos Factícios;
^ Transtornos Dissociativos;
s Transtornos Sexuais e da Identidade de Gênero;
s Transtornos da Alimentação;
s Transtornos do Sono;
s Transtornos do Controle dos Impulsos não classificados em outro local;
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s Transtornos de Adaptação.
É comum o Eixo I incluir transtornos como depressão, ansiedade, distúrbio bipolar, TDAH e
esquizofrenia.
7.2. EIXO II
• Transtornos de personalidade ou invasivos, bem como retardo mental
Grupo A
s Transtorno da Personalidade Paranoide;
s Transtorno da Personalidade Esquizoide;
s Transtorno da Personalidade Esquizotípica.
Grupo B
s Transtorno da Personalidade Antissocial;
s Transtorno da Personalidade Boderline;
s Transtorno da Personalidade Histriónica;
s Transtorno da Personalidade Narcísica.
Grupo C
S Transtorno da Personalidade Esquiva;
S Transtorno da Personalidade Dependente;
s Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsiva.
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É comum o Eixo II incluir transtornos como transtorno de personalidade borderline,transtorno de
personalidade esquizoide, transtorno de personalidade antissocial, transtorno de personalidade
narcisista e leve retardo mental.
7.3. EIXO III
• Condições médicas agudas ou desordens físicas
s Doenças Infecciosas e Parasitárias;
S Neoplasias;
s Doenças Endócrinas, Metabólicas, Nutricionais e Transtornos da Imunidade;
s Doenças do Sangue e Órgãos Hematopoiéticos;
s Doenças do Sistema Nervoso e Órgãos Sensoriais;
s Doenças do Sistema Circulatório, Respiratório, Digestivo e Geniturinário;
s Complicações da Gravidez do Parto e do Pós-Parto;
s Doenças da Pele e do Tecido Subcutâneo;
S Doenças do Sistema Musculoesquelético e do Tecido Conjuntivo;
s Anomalias Congênitas;
^ Condições Originadas no período Perinatal;
s Sintomas, Sinais e Condições Mal definidas;
s Ferimentos e Envenenamento.
7.4. EIXO IV
■ Fatores ambientais ou psicossociais contribuindo para desordens
Problemas com o Grupo Primário de Apoio;
s Problemas Relacionados ao Ambiente Social;
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s Problemas Educacionais;
/ Problemas Ocupacionais;
s Problemas de Moradia;
s Problemas Econômicos;
J Problemas com Acesso aos Serviços de Saúde;
s Problemas Relacionados à Interação com o Sistema Judicial;
s Outros Problemas Psicossociais e Ambientais.
7.5. EIXO V
■ Avaliação Global das Funções (Global Assessment of Functioning) ou Escala de Avaliação
Global para Crianças (Children’s Global Assessment Scale) para jovens abaixo de 18 anos (numa
escala de 0 a 100).
7.5.3. Avaliação Global do Funcionamento
O Eixo V serve para indicar o julgamento clinico do nível geral de funcionamento do paciente, sendo
útil para planejar o encaminhamento a ser dado.
' Escala de Avaliação Global do Funcionamento
Considera o funcionamento psicológico, social e ocupacional em um continuum hipotético de saúde
- doença mental. Não devem ser consideradas as limitações funcionais de origem física.
‘ Escala de Avaliação Global do Funcionamento Relacional
É usada para indicar um julgamento geral do funcionamento de uma família ou outro relacionamento
duradouro com um continuum hipotético, indo desde funcionamento competente e favorável até um
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relacionamento perturbado e disfuncional. Avalia a capacidade da unidade funcional em satisfazer
as necessidades afetivas e funcionais de seus membros nas seguintes áreas:
s Resolução de problemas;
s Organização;
* Clima Emocional.
• Escala de Avaliação Global do Funcionamento Social e Ocupacional
Considera os funcionamentos social e ocupacional em um continuum, indo desde funcionamento
excelente até funcionamento amplamente prejudicado. Devem ser incluídos prejuízos devido a
limitações físicas e a problemas mentais*
A fim de ser considerado, o prejuízo deve ser uma consequência direta de problemas de saúde
mental ou física, sendo que os efeitos de falta de oportunidades e outras condições ambientais não
devem ser considerados.
7.5.4. Avaliação Global do Funcionamento da Criança
Esta escala deve ser codificada com base no pior nível de funcionamento emocional e
comportamental do paciente nos últimos três meses, selecionando o nível mais baixo que descrever
seu funcionamento em um continuum hipotético de saúde-doença. Os scores vão de 1, que indica o
pior funcionamento, até 100, que é o melhor funcionamento possível. Níveis intermediários podem
ser usados.
O funcionamento atual deve ser considerado, independente do tratamento ou prognóstico. Não
devem ser considerados déficits funcionais físicos, a não ser que estejam claramente relacionados
ao funcionamento emocional.
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Considerar como o paciente funciona nas seguintes áreas:
(1) no lar, com a família;
(2) na escola;
(3) com amigos;
(4) nas atividades de lazer.
O escore geral deve representar uma média destas quatro áreas.
Nossa experiência na análise de provas nos permite identificar que, na elaboração das questões de
psicopatologia para concursos, existe uma estrutura, segundo a qual, costumeiramente, são
apresentadas as características de uma patologia, ou mesmo função psíquica, a fim de que se
identifique qual das alternativas está relacionada ao relatado. Nestes casos, sempre são colocadas
opções que não fazem parte da categoria solicitada no comando da questão, então, a dica é que
preste extrema atenção ao comando da questão e procure excluir de início as alternativas que não
atendem ao que foi pedido. Esta prática lhe permite ganhar tempo e impede que se confunda na
hora de marcar a resposta certa.
Outra prática frequente é apresentar relatos de casos com a descrição de sintomas. A
recomendação nessas situações é que você grife cada um dos sintomas para evitar confusões e,
em seguida, exclua as opções que não se enquadram no que foi solicitado.
Para demonstrar melhor essas orientações, selecionamos questões de concursos recentes. Nossa
intenção é promover meios para que você perceba quais tópicos são mais habituais e a quais
sutilezas deve estar atento na hora da prova.
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Questões Gabaritadas
QUESTÃO 01. (SEAD Balneário Camboriú - SC/ 2008) A questão da normalidade e de seus
desvios constitui foco sobre o qual a Psicologia tem se debruçado, desde seus primórdios. A
respeito desta questão, assinale a alternativa correta.
(A) As abordagens da psiquiatria clássica e da psicologia se assemelham quanto a etiologia das
doenças mentais, porém se diferenciam na avaliação do que consideram como normalidade.
(B) A questão encerra complexidade e relatividade presentes nos diferentes modelos sociais,
desvelando o poder da ciência de, a partir do diagnóstico elaborado, decidir sobre o
encaminhamento das condutas “desviantes".
(C) As idéias ou critérios de avaliação das condutas consideradas anormais constroem-se
exclusivamente a partir do desenvolvimento científico das áreas do conhecimento dedicadas a
compreensão do comportamento humano.
(D) Os fatores socioculturais que se localizam na gênese daquilo que se considera normal ou
anormal, bem como aqueles de natureza histórica, são contribuições da Sociologia á Psicologia.
(E) As psicoses e neuroses são consideradas distúrbios de personalidade gerados por fatores
sociais que produzem condutas anormais nos planos afetivo, cognitivo e perceptivo.
QUESTÃO 02. (MPE MG - 2007) Para Jaspers, as vias de acesso ao fato psicológico, a
compreensão e a explicação, são, respectivamente:
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(A) um aprofundamento nos sentidos da doença pelo paciente, ajudado pelo terapeuta, e um juízo
de valor e de realidade que estabelece a ação de superação do fenômeno mórbido.
(B) a tentativa de interpretação e de entendimento dos significados dos sintomas pelo profissional e
sua classificação objetiva e racional em categorias diagnosticas pré-estabelecidas.
(C) a percepção e o sentimento profundo dos sentidos dos sintomas psicológicos pelo doente e a
interpretação desses sintomas no contexto de sua vida particular, com a ajuda do terapeuta.
(D) um esforço de penetração e de intuição do fenômeno mórbido com seu significado, taí como é
considerado pelo enfermo, e uma ação intelectual que interpreta e estabelece laços de causalidade
entre os dados da observação.
QUESTÃO 03. (SES - PB / 2007) Canguilhem se contrapõe a visão funcionalista positivista do
processo saúde - doença. Assinale a visão que se relaciona a concepção do autor:
(A) Uma visão histórico-crítica, que concebe o homem como sendo muito mais que o seu corpo e
que propõe que a normalidade deva ser entendida para além do funcionamento normal do
organismo, incorporando as dimensões histórico-processuaisde transformação das necessidades e
idéias, na relação do homem com a vida social.
(B) O processo saúde-doença está relacionado a diversos fatores, que coexistem e têm igual
valoração na determinação de tal processo, remetendo à teoria multicausal da doença.
(C) Concebe a doença como desarmonia, como resultado da perturbação de um estado de
regularidade e de equilíbrio.
(D) O processo saúde-doença tem uma causa predominantemente biológica, centrada no modelo
médico (organicista), baseada no diagnóstico psiquiátrico, que é construído através da observação
de sintomas.
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QUESTÃO 04, (SUSIPE - PAI 2007) Considerando a definição de conceitos relativos à
psicopatologia, relacione a primeira coluna à segunda e, em seguida, assinale a opção
correta.
I - impulso
II - compulsão à repetição
III- benefício primário da doença
IV- agressividade
( ) Entra em consideração na própria motivação da neurose: satisfação encontrada no
sintoma, fuga para a doença, modificação vantajosa das relações com o meio.
( ) Designa o aparecimento súbito, sentido como urgente, de uma tendência a realizar este
ou aquele ato, que se executa para além de qualquer controle e geralmente sob o domínio da
emoção.
( ) Tendência ou conjunto de tendências que se atualizam em comportamentos reais ou
fantasmáticos, os quais prejudicam outrem, destruindo-os, constrangendo-os, humilhando-
os etc.
( ) Processo incoercível e de origem inconsciente, pelo qual o indivíduo se coloca
ativamente em situações penosas, repetindo assim experiências antigas sem se lembrar do
protótipo e tendo, pelo contrário, a impressão muito viva de que se trata de algo plenamente
motivado na atualidade.
A seqüência correta é
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(A) II, I, III, IV.
(B) III, I, IV, II.
(C) III, II, I, IV.
(D) IV, 11,111,1.
QUESTÃO 05. (Prefeitura de Pelotas - RS/ 2008) De acordo com o DSM-IV-TR, os
Transtornos de Personalidade “ caracterizam-se por apresentar um padrão global e
persistente de vivência íntima ou comportamento que se desvia acentuadamente das
expectativas da cultura do indivíduo, é generalizado e inflexível, tendo seu inicio na
adolescência ou no início da idade adulta, é estável ao longo do tempo e provoca sofrimento
ou prejuízo
Sintomas como: afeto inadequado ou constrito; não ter amigos íntimos ou confidentes,
exceto parentes em primeiro grau; idéias de referência (exceto delírios de referência),
aparência ou comportamento esquisito, peculiar ou excêntrico; ansiedade social excessiva
que não diminui com a familiaridade e tende a estar associada com temores paranóides, em
vez de julgamentos negativos acerca de si próprio e que não ocorra exclusivamente durante
o curso de Esquizofrenia; Transtorno do Humor com características psicóticas, outro
Transtorno Psicótico ou um Transtorno Global do Desenvolvimento, caracterizam o
Transtorno:
(A) de Personalidade Anti-social.
(B) Delirante.
(C) de Personalidade Esquiva.
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(D) de Personalidade Esquizotípica.
(E) de Personalidade Narcisista.
QUESTÃO 06. (Prefeitura de Bom Jardim - RJ / 2007) Sobre os sintomas de um paciente
quando submetido a um adequado diagnóstico psicopatológico, não é correto afirmar:
(A) nas alucinações, o indivíduo percebe objetos inexistentes como reais;
(B) os delírios são alucinações às quais são atribuídos significados;
(C) as alucinações, muitas vezes, são acompanhadas de delírios;
(D) as idéias deliróides são delírios secundários;
(E) as alucinações cinestésicas têm a ver com falsas percepções relativas aos órgãos internos.
QUESTÃO 07. (SEAD Balneário Camboriú - SC/ 2008) Sobre o campo da Psicopatologia,
assinale a alternativa incorreta.
(A) Nesse campo, é clássico considerar-se que perturbações psíquicas nas crianças sejam mais
freqüentes em número e mais variadas em espécie do que nos adultos, incidência que é
incrementada pela circunstância de dependência em relação ao{s) cuidador (es) e pelos esforços e
tensões do seu próprio desenvolvimento.
(B) As principais perturbações, distúrbios ou desordens do desenvolvimento infantil, que podem
desencadear condutas neuróticas, concentram-se em redor do sono, alimentação, eliminação e
estabelecimento de vínculos.
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(C) Pavores arcaicos, como o medo do escuro, da solidão e de estranhos, por exemplo, expressam
a fragilidade do superego infantil imaturo diante de impressões desconhecidas, as quais não podem
ser dominadas e assimiladas.
(D) As tensões manifestas no sono, na alimentação, no treino dos esfíncteres e na vinculação
sofrem a influência de antagonismos existentes entre as inclinações e/ou necessidades naturais da
criança e os atuais hábitos culturais ou sociais.
(E) A anorexia da segunda infância é um mecanismo de recusa alimentar que se organiza sob a
forma de oposição frente a rigidez dos pais e também sob o modo de escolha dos alimentos.
QUESTÃO 08. (Pref. CONTAGEM - MG/ 2005) As afirmativas abaixo são críticas comumente
feitas aos manuais de psiquiatria (DSM e CI(D), considerados como manuais de diagnóstico,
EXCETO:
(A) São uma inversão do procedimento psiquiátrico, no âmbito da ética médica, em que os
medicamentos determinam os diagnósticos e servem ao discurso capitalista.
(B) São uma opção pela descrição e comunicação dos transtornos entre colegas de trabalho.
(C) Os manuais de diagnóstico são a-teóricos e qualquer hipótese etiopatogênica é excluída, assim
como o conceito de doença.
(D) Os manuais de diagnóstico descrevem fenômenos relatados pela psiquiatria clássica sem a
contextualização sócio-histórica dos pacientes.
QUESTÃO 09. (TJ - DFT/ 2008) A partir de 1952, o DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico
dos Distúrbios Mentais, em sua quarta revisão) substituiu os conceitos de psicose, neurose e
perversão pela noção de distúrbio. Na segunda revisão de classificação das doenças (CID-
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10), a OMS definiu os distúrbios mentais e do comportamento segundo os mesmos critérios
do DSM-IV. Considerando essas classificações, dois pacientes, um diagnosticado com
distúrbio dissociativo e outro, com diagnóstico de perturbação do curso do pensamento,
podem apresentar, respectivamente
Neurose histérica e esquizofrenia. ( ) CERTO ( ) ERRADO
Transtorno obsessivo compulsivo e paranóia. ( ) CERTO ( ) ERRADO
Personalidade múltipla e melancolia. ( ) CERTO ( ) ERRADO
Neurose e psicose. ( ) CERTO ( ) ERRADO
Transtorno de pânico e perversão. ( ) CERTO ( ) ERRADO
QUESTÃO 10. (Polícia Civil - PA I 2007) Lucíola acabou de sair de uma clínica psiquiátrica,
onde, pela segunda vez, foi tratada de um surto delirante. Ela se queixa de se sentir observada
e perseguida na rua e da persistência de alucinações psíquicas: “ ouço vozes, queria eu ter
uma cabeça silenciosa” . Diz de seu pai, violento e autoritário: “ nunca lhe perdoarei por ter
sempre batido em minha mãe. Não posso respeitá-lo, nem amá-lo. Nunca foi um pai para mim.
O que fez a minha mãe não posso justificar. Mas, minha mãe ficou com ele, nunca disse nada.
Talvez eia gostasse disso” . Na situação hipotética acima e à luz da psicopatologia clínica, o
diagnóstico mais provável é:
(A) neurose.
(B) fobia.
(C) psicose.
(D) episódio delirante.
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QUESTÃO 11. (SAAE de Sorocaba - SP / 2008) Despersonalização do self, ou dissociação da
auto-imagem, é usualmente considerada um sintoma neurótico ou até psicótico. É a condição
na qual o self torna-se estranho, distante ou irreal. Esses pacientes hiperpersonalizam e
subjetivam excessivamentetoda experiência, acreditando-se causa de tudo que acontece ao
seu redor. Esse tipo de auto-enfoque pode levar a transtornos como
(A) distimia e introspecção subjetiva.
(B) pensamento vago e excessivamente metafórico.
(C) erotização em situações não convencionais.
(D) agressividade e crueldade.
(E) sentimentos de esvaziamento e autolesão.
QUESTÃO 12. (TRE - SE/ 2007) A desorientação alopsíquica, no det/rium tremens, é uma
conseqüência de falsas percepções, de alucinações e de vivências oníricas ligadas à
obnubilação da consciência, o que determina a
(A) a dificuldade de estabelecer contatos interpessoais.
(B) a encefalite virai.
(C) o nível de alcoolismo.
(D) presença de manias.
(E) fabulação delirante.
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QUESTÃO 13. (CHESF - 2007) O caso a seguir exemplifica alterações do raciocínio como
conseqüência de perturbação das operações psíquicas do pensar: “Perdi de todo a memória,
já não sou capaz de acompanhar uma conversa. Sinto-me como que paralisado, não entendo
mais nada, estou completamente abobado. Não consigo dizer, de modo algum, qual é o
conteúdo do que leio e do que ouço”. Assinale a alteração que corresponde corretamente ao
caso:
(A) Inibição do pensamento.
(B) Fuga de idéias.
(C) Pensamento vago.
(D) Interceptação do pensamento
(E) Compulsão a pensar.
QUESTÃO 14. (TRE - SE 2007) Todos se sentam juntos para comer, homens e mulheres. É
um lugar bem grande. A quantidade que me dão para comer, não poderia comer. Tentei ser
apresentável, exemplar. O que me deram para comer, eu me sentava e comia devidamente,
procurava fazer o certo. O material da comida que dão, parecia não estar bem depois do
tempo-era velho. Todas as outras mulheres receberam muita comida ou comidas e comeram
tudo. Então pensei que talvez alguma outra coisa estivesse errada com vocês.
Essa fala é de uma paciente que revela dificuldade para encontrar as palavras e tendência à
(A) prolixidade.
(B) oligofrenia.
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(C) perseveração.
(D) delírio esquizofrênico.
(E) angústia.
QUESTÃO 15. (TRT 23a REGIÃO/ 2007) Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de
Transtornos Mentais (DSM-IV-TR), um transtorno de personalidade é um padrão persistente
de vivência íntima ou comportamento que se desvia acentuadamente das expectativas da
cultura do indivíduo, é generalizado e inflexível, tem início na adolescência ou no começo
da idade adulta, é estável ao longo do tempo e provoca sofrimento ou prejuízo. O transtorno
de personalidade esquizóide é um padrão de:
(A) Instabilidade nos relacionamentos interpessoais, auto-imagem e afetos, bem como acentuada
impulsividade.
(B) Desconforto agudo em relacionamentos íntimos, distorções cognitivas ou da percepção e
comportamento excêntrico.
(C) Grandiosidade, necessidade por admiração e falta de empatia.
(D) Distanciamento dos relacionamentos sociais, com uma faixa restrita de expressão emocional.
(E) Inibição social, sentimentos de inadequação e hipersensibilidade a avaliações negativas.
QUESTÃO 16. (SES - RO / 2003) A paranóia é uma psicose caracterizada, sobretudo por
ilusões fixas de perseguição e grandeza. É um sistema delirante e durável no qual o
comportamento manifesto expressa:
(A) Agressão incontida e busca de afeto de forma compulsiva.
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(B) Ecocêntrismo e incapacidade de afeição para consigo próprio.
(C) Desconfiança e agressão, principalmente àqueles por quem nutre ressentimentos profundos.
(D) Preocupação em defender os direitos que delira possuir, buscando ajuda de alguém “confiável".
(E) Desconfiança patológica e agressividade controlada.
QUESTÃO 17. (TRF 3a REGIÃO - 2007) Segundo a Classificação de Transtornos
Mentais e de Comportamento da CID-10, o transtorno de personalidade paranoide
(F60.0) aponta, entre os itens que o caracterizam,
(A) atitude flagrante e persistente de irresponsabilidade e desrespeito por normas, regras e
obrigações sociais; baixa tolerância à frustração e baixo limiar para descarga de agressão, incluindo
violência; incapacidade de experimentar culpa e de aprender com a experiência.
(B) indiferença aparente a elogios e críticas; frieza emocional, afetividade distanciada ou embotada;
preferência quase invariável por atividades solitárias e falta de amigos íntimos ou de
relacionamentos confidentes (ou ter apenas um) e desejo de tais relacionamentos.
(C) sensibilidade excessiva a contratempos e rejeições; tendência a guardar rancores
persistentemente, isto é, recusa a perdoar insultos e injúrias ou desfeitas; um combativo e obstinado
senso de direitos pessoais em desacordo com a situação real.
(D) autodramatização, teatralidade, expressão exagerada de emoções; afetividade superficial e lábil;
sedução inapropriada em aparência ou comportamento.
(E) preocupação com detalhes, regras, listas, ordem, organização ou esquemas; insistência não
razoável por parte do paciente para que os outros se submetam exatamente à sua maneira de fazer
as coisas ou relutância não razoável em permitir que os outros façam as coisas; rigidez e teimosia.
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QUESTÃO 18. (TRF 3a REGIÃO - 2007) Segundo a Classificação de Transtornos Mentais e de
Comportamento da CID-10, o transtorno de personalidade paranoide (F60.0) aponta, entre os
itens que o caracterizam,
(A) atitude flagrante e persistente de irresponsabilidade e desrespeito por normas, regras e
obrigações sociais; baixa tolerância à frustração e baixo limiar para descarga de agressão, incluindo
violência; incapacidade de experimentar culpa e de aprender com a experiência.
(B) indiferença aparente a elogios e críticas; frieza emocional, afetividade distanciada ou embotada;
preferência quase invariável por atividades solitárias e falta de amigos íntimos ou de
relacionamentos confidentes (ou ter apenas um) e desejo de tais relacionamentos.
(C) sensibilidade excessiva a contratempos e rejeições; tendência a guardar rancores
persistentemente, isto é, recusa a perdoar insultos e injúrias ou desfeitas; um combativo e obstinado
senso de direitos pessoais em desacordo com a situação real.
(D) autodramatização, teatralidade, expressão exagerada de emoções; afetividade superficial e lábil;
sedução inapropriada em aparência ou comportamento.
(E) preocupação com detalhes, regras, listas, ordem, organização ou esquemas; insistência não
razoável por parte do paciente para que os outros se submetam exatamente à sua maneira de fazer
as coisas ou relutância não razoável em permitir que os outros façam as coisas; rigidez e teimosia.
QUESTÃO 19. (TRE - AP / 2007) Lourdes tem 35 anos de idade e desde a adolescência
apresenta muitos problemas pessoais e relacionais, tornando a vida em família muito difícil e
reduzindo muito suas relações sociais. Entre os comportamentos mais problemáticos de
Lourdes, destacam-se a constante desvalorização das pessoas que não correspondem a
suas expectativas sempre idealizadas, o comportamento sedutor e sexualmente provocativo
com mudanças constantes de parceiro, as manifestações de raiva desproporcionais ao fato,
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a instabilidade emocional, a automutilação e o uso de substâncias ilícitas. Diante desse
quadro hipotético, é correto concluir que Lourdes apresenta um transtorno de personalidade
do tipo:
(A) paranóíde.
(B) anti-social.
(C) dependente.
(D) borderline.
(E) histriónica.
QUESTÃO 20. (TRT 23a REGIÃO - 2007) Na Classificação de Transtornos Mentais e de
Comportamento da CID - 10, as fobias específicas (isoladas) são apontadas como fobias
restritas a situações altamente específicas tais como proximidade a determinados animais,altura, trovão, escuridão, voar, espaços fechados, urinar ou evacuar em banheiros públicos,
comer certos alimentos, dentista, visão de sangue ou ferimentos e medo de exposição a
doenças específicas. No diagnóstico diferencial, encontra-se que é usual
(A) haver uma manifestação precoce de um transtorno primariamente depressivo.
(B) haver uma modificação na ênfase ou estabilidade das queixas físicas, com possível surgimento
de doença física.
(C) não haver outros sintomas psiquiátricos, em contraste com a agorafobia e fobias sociais.
(D) a atenção estar dirigida mais à presença de um processo mórbido subjacente sério e
progressivo e às suas conseqüências incapacitantes.
(E) aparecimento de qualidades bizarras das crenças, com delírios somáticos e depressivos.
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QUESTÃO 21. (TRT 23a REGIÃO/ 2007) Segundo a Classificação de Transtornos Mentais e de
Comportamento da CID -10, os aspectos essenciais do transtorno de pânico são
(A) ataques recorrentes e imprevisíveis de ansiedade grave.
(B) ansiedade generalizada e persistente e queixas de sentimentos contínuos de depressão.
(C) ansiedade leve e depressão.
(D) pensamentos obsessivos ou atos compulsivos recorrentes.
(E) perda temporária tanto do senso de identidade pessoal quanto da consciência plena do
ambiente.
QUESTÃO 22. (Pref. Amargosa - BA / 2006) No filme “ O Aviador” , o diretor Martin Scorsese
conta a história de Howard Hughes, uma das figuras mais envolventes do século XX, um
inovador influente, industrial astuto, produtor de filmes, mas que sofria de transtorno
obsessivo-compulsivo. São características deste tipo de transtorno psicológico:
(A) respiração acelerada, boca seca e aumento dos batimentos cardíacos.
(B) sentimentos de terror e desamparo, pesadelos e falta de concentração.
(C) tristeza intensa com interferência em habilidades básicas e nas sensações de prazer ou
interesse pela vida.
(D) pensamento acelerado, mudança abrupta de assunto, com fuga de idéias.
(E) ansiedade difusa criada pela intrusão recorrente e incontroláveí de pensamentos e impulsos
para realizar rituais sem sentido.
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QUESTÃO 23. (SGA - ACRE/ 2006) Uma jovem de 19 anos de idade queixa-se de episódios
recorrentes de comer compulsivo seguido de vômitos, uso excessivo de laxantes ou exercícios e
nega qualquer outra queixa ou diagnostico médico. Assinale a opção correta acerca do provável
diagnóstico para esse caso hipotético.
(A) bulimia nervosa tipo purgativo
(B) anorexia nervosa tipo restritivo
(C) transtorno do comer compulsivo periódico
(D) transtorno do jejum voluntário
QUESTÃO 24. (Prefeitura de Bom Jardim - RJ/ 2007) A bulimia é um distúrbio alimentar no
qual os pacientes:
I - apresentam ingestão compulsiva de alimentos seguida de vômitos provocados.
II - apresentam ingestão compulsiva de alimentos, seguida de diferentes técnicas para não
aumentar o peso, como abuso de exercícios ou uso de laxantes.
III - não costumam apresentar um aumento do consumo de substâncias químicas.
IV - não costumam apresentar co-morbidades.
Assinale as afirmativas corretas:
(A) apenas I
(B) apenas II;
(C) apenas I e II
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(D) apenas I e IV;
(E) apenas I, II e III.
QUESTÃO 25. (SAAE de Sorocaba - SP / 2008) Os transtornos situados na fronteira mente-
corpo encontram-se classificados no DSM-IV, como Transtornos Somatoformes. Os
Transtornos Somatoformes estão divididos em Transtorno de Somatização, Transtorno
Somatoforme Indiferenciado, Transtorno Conversivo, Transtorno Doloroso, Hipocondria,
Transtorno Dismófico Corporal e Transtorno de Somatização sem outra especificação. O
transtorno conversivo diz respeito a
(A) sintomas ou déficits inexplicáveis que afetam a função motora ou sensorial voluntária.
(B) preocupações com o medo ou a idéia de ter uma doença grave, com base em uma interpretação
errônea de sintomas ou funções.
(C) queixas fisicas inexplicáveis, com duração mínima de seis meses, abaixo do limiar para um
diagnóstico de transtorno psicológico.
(D) queixas de dores indiscriminadas e sentimentos de fragilidade e vulnerabilidade.
(E) ansiedades exacerbadas em razão dos delirius que afetam a compreensão dos fatos.
QUESTÃO 26. (SESA - CEI 2006) Em relação ao transtorno de somatização, assinale a alternativa
FALSA.
(A) O achado básico nos pacientes com transtorno de somatização são as múltiplas queixas físicas.
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(B) Pacientes portadores desse tipo de distúrbio tendem a responder bem ao processo
psicoterápico.
(C) A evolução do transtorno de somatização é crônica resultando em buscas incessantes de
diagnóstico e tratamento.
(D) Dependendo dos recursos terapêuticos de cada serviço, bem como da motivação dos pacientes,
a grupoterapia seria uma alternativa terapêutica.
QUESTÃO 27. (SES - PI / 2003) O paciente que se remete, recorrentemente, à possibilidade de
sofrer uma doença grave, reinterpretando nesse sentido sinais normais do funcionamento
corporal, apresenta um quadro de:
(A) depressão;
(B) mania;
(C) distimia;
(D) alexitimia;
(E) hipocondria.
QUESTÃO 28. (SESA - CE/ 2006) Assinale a alternativa FALSA em relação às características de
indivíduos portadores de transtorno hipocondríaco.
(A) Relatam a preocupação de que irão ter ou que já possuem uma doença grave apesar de
saberem de avaliações médicas contrárias a essa percepção.
(B) Pacientes com hipocondria apresentam como comorbidade os transtornos de humor ou de
ansiedade.
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(C) Estudos sugerem que o uso de fluoxetina e clomipramina produzem bons resultados em
pacientes hipocondríacos a partir de relatos de estudos de caso.
(D) Não existem evidências que demonstrem a relação entre hipocondria e personalidade
obsessivo-compulsiva.
QUESTÄO 29. (SESA - CE/ 2006) A respeito dos transtornos bipolares, assinale a alternativa
FALSA.
(A) Existem evidências de que eventos estressantes de vida podem precipitar episódios maníacos
ou depressivos.
(B) Por conta das boas respostas ao uso do lítio as taxas de não aderência ao uso deste
medicamento são pouco significativas.
(C) Os objetivos principais dos cuidados psicoterápicos são o de reduzir o sofrimento do paciente,
melhorar seu funcionamento entre as crises e diminuir a freqüência de episódios futuros.
(D) São poucas as evidências de que haja, por enquanto, maior efetividade e especificidade das
diferentes formas de psicoterapia entre si para pacientes bipolares.
QUESTÃO 30. (INSS/ 2008) Márcia, que tem 16 anos de idade e é filha de pais separados,
mora com a mãe e a avó. Ultimamente, ela vem apresentando um quadro de ansiedade, com
intenso medo de sair de casa, de ficar sozinha, inclusive; só o fato de pensar nessa
possibilidade desencadeia crise de falta de ar e taquicardia, associada com intenso temor de
morrer. Nos momentos em que sente falta de ar e taquicardia, ela solicita que a levem ao
pronto-socorro de imediato, porém, em todas essas ocasiões, nenhuma causa orgânica é
identificada. Sua mâe relata que há um ano Márcia decidiu parar de estudar, mostrando
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desejo de mudar de país. Nos últimos meses, Márcia tem passado grande parte do tempo
fazendo companhia a uma prima de sua idade em tratamento oncológico e muito deprimida, a
quem Márcia vem tentando ajudar.
Com referência ao caso hipotético apresentado no texto, é correto afirmar que o diagnóstico
indicativo do quadro de Márcia inclui:
( ) estado depressivo não-psicótico.
( ) melancolia simples.
( ) estado melancólico presente em um quadro psicótico.( ) depressão neurótica.
( ) transtorno bipolar.
( ) hipocondria moral.
QUESTÃO 31. (Prefeitura de Itabira - MG/ 2008) Segundo a classificação atual de transtornos
mentais da OMS (citada por Dalgalarrondo, 2000), os transtornos de personalidade são
definidos por uma série de características.
Analise as seguintes afirmativas concernentes às características dos transtornos de
personalidade.
I. Geralmente surgem na infância ou adolescência e tendem a permanecer estáveis ao
longo da vida.
II. Afetam muitos aspectos do psiquismo e da vida social do indivíduo, não se restringindo a
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um tipo de reação.
III. Em geral, esses transtornos levam a algum grau de sofrimento, mas que se tornam
perceptíveis apenas tardiamente na vida do paciente.
IV. São geralmente relacionados a uma lesão cerebral ou a outro transtorno psiquiátrico
específico.
A partir dessa análise, pode-se concluir que estão CORRETAS
(A) apenas as afirmativas III e IV.
(B) apenas as afirmativas I, II e III.
(C) apenas as afirmativas I e II.
(D) todas as afirmativas.
QUESTÃO 32. (CHESF - 2007) O depoimento a seguir expressa um tipo de vivência delirante
primária: “ O enfermo pensa: eu sou filho de D. Pedro I, pois quando o Imperador passou a
cavalo, às margens do rio Ipiranga, naquele ato de alguns anos atrás, olhou justamente para o
lado em que eu me encontrava” Identifique a alternativa que expressa esse tipo de vivência
delirante primária:
(A) Percepções delirantes.
(B) Representações delirantes.
(C) Cognições delirantes.
(D) Humores delirantes.
(E) Idéias delirantes.
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QUESTÃO 33. (Estado do Rio de Janeiro / 2008) Nos quadros patológicos de alteração da
consciência, pode-se encontrar um rebaixamento da consciência em grau leve ou moderado,
provocando uma diminuição do grau de clareza sensorial com lentidão de concentração,
levando o pensamento à ligeira confusão. A esse estado dá-se o nome de:
(A) desorientação temporal.
(B) obnubilação da consciência.
(C) sopor.
(D) amência.
(E) dissociação da consciência.
QUESTÃO 34. (Prefeitura Municipal de Serra - ES/ 2004) As alterações qualitativas da
sensopercepção, em que há uma vivência de percepção do objeto, sem que este objeto
esteja presente, ou seja, sem o estímulo perceptivo, são definidas como:
(A) ilusões;
(B) delírios;
(C) alucinações;
(D) pseudo - alucinações;
(E) delirium.
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QUESTÃO 35. (Prefeitura de Pelotas - RS/ 2008) O exame das funções mentais é um
importante recurso nas decisões terapêuticas e também no que se refere à compreensão do
paciente. Relacione as colunas abaixo, considerando a função mental e sua patologia.
I. Linguagem ( ) aprosexia, hipoprosexia
II. Pensamento ( ) alexia, afasia
III. Atenção ( ) hiperestesias, hipoestesias
IV. Senso-percepção ( ) lentificação, desagregação
Assinale a alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo.
A) II, IV, III e I
(B) II, 111,1 e IV
(C) III, I, IV e II
(D) IV, II, III e I
(E) III, II, IV e I
QUESTÃO 36. (CODECIR/ 2007) A Classificação Internacional das Doenças, CID X, relaciona
alguns transtornos decorrentes do stress grave. A respeito da reação aguda ao stress,
assinale a alternativa correta.
(A) Trata-se de um transtorno transitório cujas manifestações surgem imediatamente após um
evento traumático e costumam se prolongar por um período de meses, ou mesmo anos.
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(B) Sua ocorrência e gravidade dependem essencialmente da magnitude do evento estressor, não
sofrendo influência de fatores de vulnerabilidade individual.
(C) Sua sintomatologia, tipicamente mista, comporta um estado de aturdimento e desorientação,
freqüentemente acompanhado de manifestações neurovegetativas.
(D) Entre suas manifestações a longo prazo, encontram-se o humor depressivo, as crises de
ansiedade e os transtornos de conduta.
(E) Acontece com maior freqüência em crianças e idosos, sendo rara sua ocorrência entre adultos
jovens.
QUESTÃO 37. (CHESF/ 2002) O DSM-III apresenta problemas relativos à confiabilidade para o
diagnóstico de transtornos da personalidade, em função das imprecisões nos critérios
utilizados, o que exige do psicólogo uma atitude clínica. Em relação a tais transtornos,
assinale a opção incorreta.
(A) O transtorno de personalidade constitui um estado emocional mais que uma característica
permanente de funcionamento psíquico.
(B) É difícil diferenciar uma personalidade limítrofe de um distúrbio afetivo.
(C) A falta de empatia pode estar presente em diferentes transtornos de personalidade.
(D) A depressão tem relação com o transtorno de personalidade autodestrutivo.
(E) Os distúrbios de personalidade estão relacionados à propensão do indivíduo a responder de
maneira específica a certas situações.
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QUESTÃO 38. (TJ/AP-2009) O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-
IV-TR) aponta que o Transtorno de Despersonalização é caracterizado por
(A) um sentimento persistente ou recorrente de estar distanciado dos próprios processos mentais
ou do próprio corpo, acompanhado por um teste de realidade intacto.
(B) estados de personalidade distintos ou pela presença de duas ou mais identidades que
assumem recorrentemente o controle do comportamento do indivíduo, acompanhada por uma
incapacidade de recordar importantes informações pessoais e demasiadamente extensa para ser
aplicada pelo esquecimento normal.
(C) uma viagem súbita e inesperada para longe de casa ou do local habitual de trabalho,
acompanhada por uma incapacidade de recordar o próprio passado e confusão acerca da
identidade pessoal ou adoção de uma nova identidade.
(D) uma incapacidade de recordar informações pessoais importantes, em geral de natureza
traumática ou estressante, demasiadamente extensa para ser aplicada pelo esquecimento normal e
é um transtorno caracterizado pela fragmentação da identidade mais do que pela proliferação de
personalidades separadas.
(E) ser transtorno cuja característica predominante é um sintoma dissociativo, não reúne os
critérios para qualquer Transtorno Dissociativo específico.
QUESTÃO 39. (TJ/AP-2009) Segundo a Classificação de Transtornos Mentais e de
Comportamento da CID-10, estados de angústia subjetiva e perturbação emocional,
usualmente interferindo com o funcionamento e o desempenho sociais e que surgem em um
período de adaptação a uma mudança significativa de vida ou em consequência de um
evento de vida estressante (incluindo a presença ou possibilidade de doença física séria)
correspondem aos Transtornos de
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(A) pânico.
(B) estresse pós-traumático.
(C) ansiedade generalizada.
(D) ajustamento.
(E) somatização.
QUESTÃO 40 (TRT3/ 2009) Segundo a classificação de transtornos mentais e de comportamento
da CID -10, a diferenciação entre transtorno Obsessivo-compulsivo e um transtorno depressivo
pode ser difícil porque esses dois tipos de sintomas muito frequentemente ocorrem
(A) atenuados.
(B) separados.
(C) ocasionalmente.
(D) alternados.
(E) juntos.
QUESTÃO 41. (TRT3/2009) O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-
IV-TR) aponta que a característica essencial do Transtorno Psicótico Breve consiste em uma
perturbação que envolve o início súbito de pelo menos um dos seguintes sintomas
psicóticos positivos: delírios, alucinações, discurso desorganizado, ou comportamento
amplamente desorganizado ou
(A) catatônico.
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(B) depressivo.
(C) fóbico.
(D)perverso.
(E) maníaco.
QUESTÃO 42. (TRE/SP/ 2004) O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (ou
DSM-IV) aponta como critério diagnóstico para identificar a Bulimia Nervosa (307.51), a
presença de
(A) episódios de hipofagia e métodos compensatórios inadequados para evitar perda de peso, além
de queixa de dificuldade para manter o sono, decorrente da presença de pesadelos.
(B) comportamento compensatório inadequado e recorrente, com o fim de prevenir o aumento de
peso, como indução de vômito, uso indevido de laxantes, diuréticos, enemas ou outros
medicamentos, jejuns ou exercícios excessivos.
(C) episódios recorrentes de compulsividade para comer e comportamentos inadequados para
evitar perda de peso.
(D) queixa de dificuldade para iniciar ou manter o sono.
(E) ocorrência repetida de sonhos assustadores que levam ao despertar.
QUESTÃO 43. (TRE/SP/2004) A Esquizofrenia simples é indicada, na Classificação de
Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10 (F20.6), como
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(A) perturbações psicomotoras proeminentes que podem se alternar entre extremos, como
hipercinesia e estupor ou obediência automática, e negativismo; atitudes e posturas forçadas podem
ser mantidas por longos períodos.
(B) um transtorno no qual sintomas esquizofrênicos e maníacos são ambos proeminentes no
mesmo episódio de doença, sendo que a anormalidade do humor assume usualmente a forma de
elação, acompanhada por aumento da auto-estima e idéias grandiosas, mas, às vezes, excitação e
irritabilidade são mais óbvias e estão acompanhadas de comportamento agressivo e idéias
persecutórias.
(C) transtornos psicóticos que não satisfazem os critérios para esquizofrenia ou para tipos psicóticos
de transtornos e humor (afetivos) e transtornos psicóticos que não satisfazem os critérios
sintomatológicos para transtorno delirante persistente.
(D) transtornos episódicos, nos quais ambos os sintomas, afetivos e esquizofrênicos, são
proeminentes no episódio de doença, preferivelmente de forma simultânea ou, pelo menos, distam
poucos dias uns dos outros.
(E) um transtorno incomum, no qual há desenvolvimento insidioso mas progressivo de conduta
estranha, incapacidade para atender às exigências da sociedade e declínio no desempenho total,
sendo que delírios e alucinações não são evidentes e o transtorno é menos obviamente psicótico do
que os subtipos hebefrênico, paranoide e catatônico da esquizofrenia.
QUESTÃO 44. (METRO/2007) A Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento
da CID-10 considera que o Transtorno Delirante (F22.0) é caracterizado pelo
desenvolvimento de um delírio
(A) associado a outro, que permanece pelo período de aproximadamente três meses.
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(B) isolado ou de um conjunto de delírios relacionados entre si, que são usualmente persistentes e
muitas vezes duram toda a vida.
(C) isolado ou de um conjunto de delírios, que não são usualmente persistentes e muitas vezes
duram alguns meses.
(D) continuado, que permanece pelo período de aproximadamente um ano, para ser considerado
verdadeiramente um transtorno.
(E) recorrente, com intervalos de aproximadamente um ou dois meses entre cada episódio delirante
e outro.
QUESTÃO 45. (UFPR/ 2009) A Associação Americana de Psiquiatria apresenta atualizações
constantes do DSM que oferecem informações sobre o diagnóstico e o tratamento dos
transtornos mentais. O DSM-IV compõe-se de cinco eixos referenciais que se relacionam a
diferentes aspectos da patologia descrita. Sobre esses eixos, é correto afirmar:
(A) O primeiro refere-se a desordens da personalidade, inclusive deficiência mental.
(B) O segundo refere-se ao conjunto dos principais transtornos mentais e do desenvolvimento.
(C) O terceiro se refere a condições médicas agudas e físicas .
(D) O quarto refere-se aos problemas encontrados em crianças e adolescentes .
(E) O quinto estrutura os fatores psicossociais e ambientais que contribuem para o transtorno.
QUESTÃO 46. (HC/UFPR-2009) Existem cerca de 42 diagnósticos de transtornos descritos pelo
DSM-IV que ocorrem primeiramente durante a infância e a adolescência. A literatura revela
que existem fatores protetores desses transtornos que devem ser observados pelos
profissionais de saúde. Assinale a alternativa que apresenta um desses fatores.
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(A) Famílias de bom nível socioeconômico.
(B) Bom desempenho intelectual e acadêmico da criança ou adolescente.
(C) Temperamento tímido e observador da criança ou adolescente.
(D) História familiar de tratamentos bem sucedidos.
(E) Famílias em que a mãe não trabalha
QUESTÃO 47. (FUB/ 2009) Crianças com notável capacidade de raciocínio lógico, com
domínio exclusivo de cálculo matemático e com dificuldade de se relacionar apresentam
sinais da síndrome de Asperger, segundo o DSM-IV.
( ) CERTO ( ) ERRADO
QUESTÃO 48. (FUBI 2009) Segundo o DSM-IV, o autismo é uma síndrome de causalidade
inata, puramente genética, sem nenhuma origem psicológica.
( ) CERTO ( ) ERRADO
QUESTÃO 49. (SESC/PB-2009) Numa empresa de serviços, Marcos, que trabalha há 13 anos
como atendente, procura um serviço de saúde mental, encaminhado pelo médico do
trabalho. Durante a entrevista inicial de triagem, relata que, em suas atividades de trabalho,
seus colegas estão sempre lhe observando, fazendo comentários desagradáveis e
pejorativos a seu respeito, o que ele percebe pelo jeito como eles olham e dão risadas às
vezes. Não sabe o porquê destas atitudes, pois antes eram amigos e até costumavam
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programar atividades sociais juntos. Suspeita que, talvez, tenha sido pelas mensagens que
andou recebendo pelos jornais e pelo rádio, ouvia coisas muito sérias a respeito dele, e só
ele era capaz de compreender. Outro dia, no seu ambiente de trabalho, estava tentando ouvir
as notícias sobre ele no rádio, mas ninguém conseguia ouvir nada e, então, riram muito dele.
Frente a esses comportamentos, foi levado ao médico da organização que achou que ele
estaria estressado e o encaminhou para o hospital a fim de se estabelecer um procedimento.
Se você estivesse fazendo essa entrevista de triagem, qual seria a hipótese diagnostica e o
encaminhamento mais coerente, de acordo com os critérios propostos pelo DSM-IV?
(A) Transtorno de personalidade grave e psicoterapia de grupo.
(B) Transtorno depressivo maior agudo e avaliação em grupo.
(C) Transtorno obsessivo-compulsivo e psicanálise.
(D) Transtorno psicótico e avaliação psiquiátrica.
(E) Transtorno narcisista de personalidade e intervenção em grupo.
QUESTÃO 50. (Pref. São José/SC-2006) Um jovem do sexo masculino é encaminhado para
avaliação psicológica após várias denúncias de 'mau comportamento' feitas junto ao
Conselho Tutelar. Segundo relato da mãe, o jovem tem demonstrado esse comportamento
há aproximadamente 3 anos e incluem: agressividade, brigas recorrentes, pequenos furtos,
fuga de casa, desrespeito aos pais. Frente a estes sintomas e usando os critérios
diagnósticos do DSM IV TR, inicialmente o psicólogo pode suspeitar de um diagnóstico de:
(A) Transtorno de Personalidade Anti-Social se o jovem tiver mais de 16 anos.
(B) Transtorno de Conduta se o jovem tiver menos de 18 anos.
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(C) Transtorno Desafiador de Oposição.
(D) Transtorno de Personalidade Anti-Social se o jovem tiver mais de 16 anos e os sintomas tiverem
iniciado antes dos 13 anos.
QUESTÃO 51. (Pref. Cuiabá/MT-2007) José é um rapaz de 19 anos. No acolhimento do Centro
de Atenção Psicossocial (CAPS) de Lua Cheia do Norte, ele estava chorando muito e em
pânico, com muito medo. Conversandocom o Assistente Social, refere que toda noite vê três
espíritos vestidos de negro que querem matá-lo e que não consegue deixar de pensar nisso.
Diz que estão perseguindo-o e fizeram um pacto com ele. Deixarão que viva por mais três
meses, quando, então, virão buscá-lo. Os espíritos dizem coisas ruins e desagradáveis.
Menciona que, geralmente, os vê num banheiro escuro onde é obrigado a ficar de castigo.
Seus familiares acham que é por falta de fé, pois já o observaram se masturbando e dizem
que tal comportamento é coisa do diabo, e por isso, o castigam. Já o levaram para se
confessar com um padre. Não consegue, desde então, parar de rezar a mesma oração,
suplicando perdão. Com base na Classificação Internacional de Doenças (CID 10), qual o
quadro nosográfico apresentado por José?
(A) Transtorno Depressivo com Sintomas Psicóticos
(B) Transtorno Afetivo Bipolar
(C) Transtorno Fóbico-Ansioso
(D) Transtorno Obsessivo Compulsivo
(E) Esquizofrenia Paranoide
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QUESTÃO 52. (IF/MG - 2009) A partir das informações das patologias presentes no grupo dos
Transtornos Neuróticos, Estresse e Somatoformes (F40 - F48, CID - 10, 2006), assinale a
alternativa INCORRETA.
(A) Nos transtornos fóbico-ansiosos (F40 - CID-10, 2006) a ansiedade é evocada apenas, ou
predominantemente por situações ou objetos específicos ou bem definidos, mas nem sempre são
ameaçadores.
(B) O Transtorno do Pânico (F41.0 - CID-10, 2006) tem como aspectos essenciais a
ocorrência recorrente de ansiedade grave, não restrita a qualquer situação ou conjunto de
circunstâncias em particular. O diagnóstico definitivo deve considerar vários ataques num período
de 1 mês, em circunstâncias onde há perigo objetivo, sem estarem confinadas a situações
conhecidas ou previsíveis e com sintomas específicos de ansiedade entre os ataques.
(C) O transtorno obsessivo-compulsivo (F42 - CIDA-10, 2006) é diagnosticado quando
caracterizado por sintomas obsessivos, atos compulsivos ou ambos, presentes na maioria dos
dias, por pelo menos 2 semanas consecutivas, sendo uma fonte de angústia ou de
interferência nas atividades do indivíduo. Tais sintomas obsessivos devem ser reconhecidos
como pensamentos ou impulsos do próprio indivíduo, além de serem desagradavelmente
repetitivos.
(D) O estresse pós-traumático (F43.1 - CID-10, 2006) surge como uma resposta tardia a um
evento ou situação estressante, de uma natureza excepcionalmente ameaçadora ou
catastrófica, que causa angústia invasiva em quase todas as pessoas.
(E) Sintomas físicos múltiplos, recorrentes e frequentemente mutáveis que, em geral, tem
estado presentes por vários anos antes do encaminhamento ao psiquiatra configuram os
aspectos principais dos transtornos de somatização (F45.0 - CID-10, 2006).
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QUESTÃO 53. (IF/MG - 2009. ADAPTADO) Um paciente com episódio depressivo leve (F32.0 -
CID 10, 2006) apresenta humor depressivo, perda de interesse e prazer e fatigabilidade
aumentada. Está usualmente angustiado peios sintomas e tem alguma dificuldade em
continuar com o trabalho do dia-dia e atividades sociais, entretanto não restringirá
completamente suas funções.
( ) CERTO ( ) ERRADO
QUESTÃO 54. (Pref. Neópolis/SE - 2006. ADAPTADO) Na descrição do DSM IV, a bulimia se
caracteriza por A. Episódios recorrentes de compulsão periódica. Um episódio de compulsão
periódica é caracterizado por ambos os seguintes aspectos: (1) ingestão, em um período
limitado de tempo (por ex., dentro de um período de 02 horas) de uma quantidade de
alimentos definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria durante um
período similar e sob circunstâncias similares. (2) um sentimento de falta de controle sobre o
comportamento alimentar durante o episódio (por ex., um sentimento de incapacidade de
parar de comer ou de controlar o que ou quanto está comendo).
( ) CERTO ( ) ERRADO
QUESTÃO 55. (Pref. Sítio novo/RN - 2009) Quanto aos Transtornos relacionados ao uso de
substâncias, é incorreto afirmar:
(A) Tolerância pode ser caracterizada pela diminuição acentuada do efeito com o uso continuado da
mesma quantidade de substância;
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(B) Os critérios diagnósticos para Abuso de Substância incluem a Tolerância, a Abstinência ou um
padrão de uso compulsivo;
(C) A Dependência consiste na presença de sintomas cognitivos, comportamentais e fisiológicos,
indicando que o indivíduo utiliza uma substância, apesar de problemas significativos relacionados a
ela;
(D) Para o diagnóstico de Dependência, é necessário que os sintomas relacionados ocorram,
mesmo que intermitentemente, pelo período de 12 meses.
QUESTÃO 56. (Pref. Sítio novo/RN-2009) Não é considerado um Transtorno do Humor:
(A) Transtorno Maníaco;
(B) Transtorno do Humor induzido por Substância;
(C) Transtorno Ciclotímico;
(D) Transtorno Distímico.
QUESTÃO 57. (Pref. Sítio novo/RN-2009) Leia as assertivas e assinale a alternativa correta:
I - O padrão de comportamento que se desvia das expectativas pode aparecer, dentre outras,
nas seguintes áreas: Do funcionamento interpessoal e do controle dos impulsos;
II - O padrão persistente é inflexível e abrange uma ampla faixa de situações pessoais e
sociais;
III - O padrão é estável e de longa duração, podendo seu início remontar à infância;
IV - O padrão persistente não é mais bem explicável como conseqüência de outro Transtorno
mental;
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São critérios Diagnósticos para um Transtorno da Personalidade, os descritos em:
(A) II e IV;
(B) I e 111;
(C) I, II e IV;
(D) I, III e IV.
QUESTÃO 58. (Pref. Sítio novo/RN-2009) Sobre o Diagnóstico Diferencial dos Transtornos de
Personalidade, é correto afirmar:
(A) O diagnóstico de Transtorno da Personalidade exclui a possibilidade de Diagnóstico de um
Transtorno Clínico;
(B) Devem ser Diagnosticados apenas quando as características definidoras aparecem antes da
idade adulta;
(C) Pode-se fazer o Diagnóstico no caso de comportamentos associados à Intoxicação com
Substâncias, pois as mesmas predispõem, mas não alteram os comportamentos associados à
Personalidade do indivíduo;
(D) Os Transtornos da Personalidade podem ser Diagnosticados mesmo quando o padrão de
comportamentos ocorre durante um Transtorno Clínico.
QUESTÃO 59. (Pref. Pacajus/CE - 2007) A esquizofrenia é um transtorno crônico, que
apresenta diferentes formas clínicas que se alternam com a evolução natural do quadro,
requerendo um eficaz diagnóstico diferencial para evitar graves erros que possam
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comprometer ainda mais o paciente. A CID - 10 divide a esquizofrenia em sete subgrupos,
sobre os quais é INCORRETO afirmar:
(A) A esquizofrenia catatônica caracteriza-se por negativismo, flexibilidade cérea, estupor,
obediência automática, excitação, etc.
(B) A esquizofrenia paranóide é o tipo mais comumente encontrado e é um quadro clínico dominado
por delírios estáveis e alucinações auditivas.
(C) Na esquizofrenia hebefrênica, as perturbações afetivas são dominantes, sendo a puerilidade,
irresponsabilidade e imprevisibilidade algumas de suas características.
(D) A esquizofrenia simples é o transtorno menos obviamente psicótico em que se verifica a
ausência de sintomas produtivos e, portanto, seu prognóstico é o melhor.
(E) Esquizofrenia residual refere-se á cronificação da doença em que já ocorreu uma progressão
clara de um estágio inicial para um mais tardio caracterizado por sintomas negativos.
QUESTÃO 60. (Pref. Aparecida/PB-2009) A Associação Americana de Psiquiatria apresenta
atualizações constantes do DSM que oferecem informações sobre o diagnósticoe o
tratamento dos transtornos mentais. O DSM-IV compõe-se de cinco eixos referenciais que se
relacionam a diferentes aspectos da patologia descrita. Sobre esses eixos, é CORRETO
afirmar:
(A) O primeiro refere-se a desordens da personalidade, inclusive deficiência mental.
(B) O segundo refere-se ao conjunto dos principais transtornos mentais e do desenvolvimento.
(C) O terceiro se refere a condições médicas agudas e físicas.
(D) O quarto refere-se aos problemas encontrados em crianças e adolescentes.
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01 -B
02- D .
0 3 - A
04 - B
05 - D
06 - E
0 7 - C
0 8 - D
09-CEECE
1 0 - C
11 - A
12 - E
13 - A
14- C
15 - D
Gabarito
16 - C 31 - B 46 - B
17 - C 32 - B 47 - C
18 - C 33 - B 4 8 - C
19- D 34 - C 4 9 - D
20 - C 35 - C 50 - B
21 - A 36 - C 51 - E
22 - E 37 - A 52 - B
2 3 - A 3 8 - A 53 - C
24 - C 39 - D 54 - C
2 5 - A 4 0 - E 55 - B
2 6 - B 4 1 - A 5 6 - A
27 - E 42 - B 57 - C
28 - D 43 - E 58 - B
29 - B 44 - B 59 - D
30 - CEECEE 4 5 - C 60 - C
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