Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

RESUMO: PATOLOGIA CLÍNICA 
VITÓRIA DAUDT HOFF 
 
ERITROGRAMA 
VALORES FISIOCOLÓGICOS DE PPT: GRAU DE DESIDRATAÇÃO 
CANINO/FELINO: 6 – 8 
BOVINO: 7 – 8,5 
OVINO: 6 – 7,5 
EQUINO: 5,2 – 7,9 
 
RELAÇÃO HEMATÓCRITO x PPT 
HEMATÓCRITO 
PPT Desidratação 
PPT 
Desidratação mascarada 
por hipoproteinemia, 
contração esplênica 
HEMATÓCRITO 
PPT 
Anemia mascarada por 
desidratação, aumento 
de globulinas 
PPT Normal 
PPT 
Perda proteica, 
produção diminuída 
(hepático) 
HEMATÓCRITO 
PPT Anemia associada a 
desidratação 
PPT 
Destruição de 
eritrócitos, diminuição 
da eritropoiese, perda 
crônica de sangue, Fe 
baixo 
PPT Fluidoterapia, perda de 
sangue 
 
ANEMIA: CLASSIFICAÇÃO MORFOLÓGICA 
VCM Normocítica CHCM Normocrômica 
VCM Macrocítica CHCM Hipercrômica 
VCM Microcític CHCM Hipocrômica 
 
ANEMIA: CLASSIFICAÇÃO QUANDO A MASSA GLOBAL 
 RELATIVA: expansão plasmática (gestação, neonatos e 
fluidoterapia) 
 ABSOLUTA: redução da massa eritrocitária (clínica) 
 
ANEMIA: CLASSIFICAÇÃO FISIOPATOLÓGICA 
POR PERDA DE SANGUE 
Hemólise aguda 
Hemorragia crônica 
Anemía hemolítica 
HIPOPROLIFERATIVA 
Deficiência nutricional 
Desordens orgânicas 
 
ANEMIA: CLASSIFICAÇÃO QUANTO A RESPOSTA MEDULAR 
NÃO-REGENERATIVA: eritropoetina eritrócitos 
 
REGENERATIVA: eritropoetina eritrócitos 
Perda sanguínea ou Hemólise; 
Caracterizada por: policromasia ou policromatofilia, presença de 
corpúsculos de Howell-jolly, presença de metarrubócitos, reticulócitos 
 
ALTERAÇÃO NO TAMANHO DOS ERITRÓCITOS 
MACROCITOSE: presença de reticulócitos e metarrubócitos 
MICROCITOSE: anemias crônicas, anemias ferropriva ou por deficiência 
de fatores de maturação 
 
ALTERAÇÕES NA COR DOS ERITRÓCITOS 
Policromasia ou policromatofilia são hemácias azuladas que possuem 
afinidade por corantes basofílicos. 
HIPOCROMIA: palidez pela diminuição de hemoglobina 
HIPERCROMIA: intensidade da cor pela presença de hemoglobina 
 
ALTERAÇÕES NA FORMA DOS ERITRÓCITOS 
ESFERÓCITOS: Sem área pálida central característica. Anemias auto-imunes. 
Diagnóstico para anemia imunomediada. 
ESQUISÓCITOS: Células deformadas ou fragmentos de eritrócitos. Doenças renais 
crônicas, esplênicas e anemias ferroprivas. 
EQUINÓCITOS: Eritrócitos estrelados. Problemas na confecção do esfregaço ou 
excesso de EDTA. 
CODÓCITOS: Área central densa de hemoglobina separada de área circular clara. 
Aumentos dos níveis de colesterol. 
ACANTÓCITOS: Forma irregular. Aumento das taxas de colesterol e ou 
fosfolipídeos. 
RETICULÓCITOS: Eritrócitos jovens não maturato, com azul de metileno RNA 
precipita. Normal ter 1-2%. Anemia regenerativa aumentado. Equino não tem. 
METARRUBÓCITOS: Último estágio nucleado das hemácias. Aumentado em 
resposta intensa a anemias graves ou problemas esplênicos. Normal 1/100 
leucócitos. 
COSPÚSCULOS DE INCLUSÃO 
CORPÚSCULOS DE HOWELL-JOLLY: Pontos basofílicos, quase negros, 
restos nucleares. Anemias regenerativas. 
CORPÚSCULOS DE HEINZ: Hemoglobina desnaturada e precipitada, 
formato arredondado, pequeno e refrigente. Uso de drogas oxidantes, 
couve, cebola, e cães esplenectomizados 
CORPÚSCULOS DE LENTZ: Tamanho variável, de cinza pálido até rosa 
forte. Cinomose canina. 
PONTEADO BASOFÍLÍCO: Intensa eritropoiese ou intoxicação por 
chumbo 
POLICITEMIAS 
Aumento do número de eritrócitos, da taxa de hemoglobina e/ou do 
hematócrito. 
RELATIVA 
Redução do volume plasmático devido desidratação, 
ocorrendo Hemoconcentração 
ABSOLUTA 
PRIMÁRIA 
Doença miloproliferativa 
SECUNDÁRIA 
Elevada produção de eritropoetina  hipóxia ou neoplasia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LEUCOGRAMA: INTERPRETAÇÃO 
Citose ou filia  valores acima do fisiológico 
Penia  valores abaixo do fisiológico 
LEUCÓCITOS 
LEUCOCITOSE 
FISIOLÓGICA: medo, excitação, gestação, 
parto, exercício físico. 
PATOLÓGICA: infecções bacterianas, atos 
cirúrgicos, desordens linfoproliferativas e 
mieloproliferativas 
LEUCOPENIA 
Doenças virais, inf bac graves, drogas e 
produtos tóxicos, neoplasia de medula 
óssea, toxemia endógenam parasitas, 
transtornos físicos, deficiência de vit B12 
e ácido fólico. 
NEUTRÓFILOS 
NEUTROFILIA 
FISIOLÓGICA: ação da epinefrina e 
estresse 
REATIVA 
DESVIO A ESQUERDA 
REGENERATIVO: 
Segmentados maior do que 
bastonetes. Inflamação 
aguda. 
DESVIO A ESQUERDA 
DEGENERATIVO: 
Bastonetes iguais ou maior 
que segmentados. Pode ter 
leucopenia. Septicemia. 
DESVIO A DIREITA: 
Hipersegmentados. Uremia 
ou corticoide. 
NEUTROPENIA 
Por decréscimo da sobrevida, diminuição 
na produção ou granulopoiese ineficaz. 
EOSINÓFILOS 
EOSINOFILIA Hipersensibilidade 
EOSINOPENIA 
Excesso de corticoide endógeno 
(hiperadrenocorticismo ou stress) ou 
exógeno 
BASÓFILOS 
BASOFILIA 
Dirofilariose, ancilostomose duodenal, 
hipersensibilidade, hipotireoidismo, 
leucemia basofílica 
BASOPENIA Normal 
LINFÓCITOS 
LINFOCITOSE 
Fisiológica: epinefrina ou vacinação 
Doença imunomediada, estimulação 
antigênica crônica, linfoma, leucemia 
viral bovina. 
LINFOPENIA 
Excesso de corticoide, perda de linfócitos, 
linfopoiese reduzida, estágio agudo de 
infecções virais. 
MONÓCITOS 
MONOCITOSE 
Inflamação e necrose tecidual, aumento 
dos níveis de glicocorticoides, supuração, 
distúrbios granulomatosos, leucemia 
monocítica ou mielomonocítica. 
MONOCITOPENI
A 
Não significativa 
 
LECUCOGRAMA 
 CANINO FELINO 
LEUCÓCITOS 6000 – 17000 5500 – 19500 
BASTONETES 0 – 390 0 – 300 
SEGMENTADOS 6000 – 9750 
NEUTRÓFILOS 3000 – 11500 2500 – 12500 
LINFÓCITOS 1000 – 4800 1500 – 7000 
EOSINÍFILOS 150 – 1250 0 – 1500 
MONÓCITOS 150 – 1350 0 – 850 
BASÓFILOS Raros Raros 
FIBRINOGÊNIO 200 – 400 50 -300 
PROTEÍNA TOTAL 6 – 8 6 – 8 
PLAQUETAS 200 – 500 300 – 800 
RETICULÓCITOS 0 – 1,5 0 – 0,4 
 
ERITROGRAMA 
 CANINO FELINO 
ERITRÓCITOS 5,5 – 8,5 5 – 10 
HEMOGLOBINA 12 – 18 8 – 15 
VG 37 – 55 24 – 45 
HGM 19 – 23 13 – 17 
VCM 60 – 77 39 – 55 
CHCM 32 – 36 31 – 35 
VALORES DE REFERÊNCIA BIOQUÍMICOS 
 CANINO FELINO 
ÁCIDO ÚRICO 0 – 2 0 – 10 
ALBUMINA 2,6 – 3.3 2,1 – 3,3 
ALT 21 – 85 28 – 83 
AMILASE 185 – 700 75 – 150 
AST 6,2 – 13 6,7 – 11 
BILIRRUBINA TOTAL 0,1 – 0,5 0,15 – 0,50 
BILIRRUBINA DIRETA 0,06 – 0,12 
BILIRRUBINA INDIRETA 0,01 – 0,49 
CÁLCIO 9 – 11,3 6,2 – 10,2 
COLESTEROL 40 – 78 40 – 86 
CPK 1,5 – 28,4 7,2 – 28,2 
CREATININA 0,5 – 1,5 0,8 – 1,8 
FOSFATASE ALCALINA 20 – 156 25 – 93 
FÓSFORO 2,6 – 6,2 4,5 – 8,1 
GAMA GT 1,2 – 6,4 1,3 – 5,1 
GLICOSE 70 – 110 70 – 110 
GLOBULINAS 2,7 – 4,4 2,6 – 5,1 
LDH 45 – 233 63 – 273 
LIPASE 12 – 200 0 – 83 
PROTEÍNA TOTAL 5,4 – 7,1 5,4 – 7,8 
URÉIA 21,4 – 59,92 42,8 – 64,2 
 
VALORES DE REFERÊNCIA ELETRÓLITOS 
 CANINO FELINO 
BICARBONATO 18 – 24 17 – 21 
CÁLCIO 2,25 – 2,83 1,55 – 2,55 
CLORETO 105 – 115 117 – 123 
FÓSFORO 0,48 – 2 1,45 – 2,62 
MAGNÉSIO 0,74 – 0,99 
OXIGÊNIO 85 – 100 75 – 100 
Ph SANGUE 7,31 – 7,42 7,24 – 7,40 
POTÁSSIO 4,37 – 5,35 4 – 4,5 
SÓDIO 141 – 152 147 - 156 
 
 
RINS / URINA 
 
CONCEITOS RELATIVOS À FUNÇÃO RENAL 
POLIÚRIA: aumento do volume urinário, relacionado a polidipsia. 
POLAQUIÚRIA: é o aumento da frequência de micções, com a missão de 
pequenos volumes de urina a cada vez. 
OLIGÚRIA: é a redução do volume de urina. 
ANÚRIA: é a não emissão de urina. 
DISÚRIA: desconforto ou dor na micção. 
ESTRANGÚRIA: esforço prolongado na micção. 
 
 
COLHEITA DA URINA 
MICÇÃO ESPONTÂNEA: utilizado em grandes. 
CATETERIZAÇÃO: sonda (cateter) 
CISTOCENTESE: punção para cultura bacteriana. Limpeza e assepsia. 
COMPRESSÃO MANUAL: compressão digital moderada e contínua. 
1ª urina da manhã com coletor universal. Acondicionar urina por no 
máximo 12 horas para evitar proliferação de bactérias. 
 
1. EXAMES FÍSICOS 
 
VOLUME (24 horas e 10ml) 
CANINOS: 26,5 – 66 ml/kg 
FELINOS: 10 – 20 ml/kg 
BOVINOS: 17,6 – 44 ml/kg 
EQUINOS:4,4 – 7,6 ml/kg 
 
 
Densidade inversamente proporcional 
ao volume 
 
 
POLIÚRIA 
d 
TRANSITÓRIA 
Terapia diurética, aumento da 
ingesta, fluidoterapia, corticoide 
PATOLÓGICA 
Nefrite crônica, nefrite aguda, 
nefrite tóxica, piometra, 
hiperadrenocorticismo, polidispsia 
psicogênica, diabetes, pielonefrite, 
glicosúria, doenças hepáticas 
OLIGÚRIA 
d 
TRANSITÓRIA 
Redução da ingesta, alta 
temperatura ambiental, 
hiperventilação, desidratação 
PATOLÓGICA 
Baixa pressão arterial, febre 
prolongada, doença renal terminal, 
fase oligúrica da nefrite aguda, 
transtornos circulatórios 
 
COR 
A intensidade da cor está relacionada ao volume e densidade: quanto 
maior a concentração da urina (maior densidade), maior a concentração 
de urocromos e mais intensa será a coloração da urina e vice-versa. 
 
AMARELO-CLARO ao AMBAR-CLARO: normal 
AMARELO-ESCURA ou ÂMBAR-CLARO: concentração de urocromos. 
Desidratação, febre, oligúria da nefrose tóxica e doença renal terminal. 
AMARELO-PÁLIDO ou AMARELO-CITRINO: diabetes, alto consumo, 
piometra, nefrite, pilonefrite, corticoide e fluido. 
AMARELO-ÂMBAR a AMARELO-ESVERDEADA: pigmentos biliares 
ACASTANHADA ou AMARRONZADA: hemoglobina ou mioglobina. 
Equinos oxidação de pirotequinas. 
AVERMELHADA: relacionada a presença de: 
 Hemácias: HEMATÚRIA  centrifugação sobrenadante amarelo 
e límpido, fundo com sedimento avermelhado. 
 Hemoglobina: HEMOGLOBINÚRIA  centrifugação 
sobrenadante avermelhado, fundo sem sedimento 
avermelhado. 
 Mioglobina: MIOGLOBINÚRIA  lesão muscular extensa ou 
exercício físico intenso. 
 
ASPECTO 
LÍMPIDA: observação nítida da graduação do tubo. 
POUCO TURVA ou TURVA: presença de leucócitos, eritrócitos, células, 
bactérias, muco, cristais, gordura ou espermatozoide. 
 
 
 
 
ODOR 
AROMÁTICO: ruminantes 
ALIÁCEO: carnívoros 
AMONIACAL: contaminação com bactérias redutoras de uréia 
ADOCICADO ou CETÔNICO: corpos cetônicos (vacas leiteiras/diabetes) 
PÚTRIDO: necrose das vias urinárias 
 
APARENCIA DA ESPUMA 
PROTEINÚRIA: maior presença de espuma e demora a desaparecer. 
PIGMENTOS BILIARES: espuma amarelada, esverdeada ou amarelo-
acastanhada. 
HEMOGLOBINA: espuma avermelhada. 
 
DENSIDADE 
SADIO: 1001 e 1080 
NORMAL: 1015 a 1045 
CÃES: 1025 a 1040 
GATOS: 1025 a 1045 
DESIDRATAÇÃO SEVERA: >1050 cães e > 1060 gatos 
AUMENTO da densidade por: menor ingesta de água, desidratação, 
choque hipovolêmico, febre alta, queimaduras extensas. 
DIMINUIÇÃO da densidade por: aumento da ingesta de água, 
corticoides, diuréticos, fluido, insuficiência renal, pielonefrite, diabetes, 
piometra, nefrite aguda, hiperadrenocorticismo. 
DOENÇA RENAL CRÔNICA: 1008 e 1012 + poliúria 
 
2. EXAMES QUÍMICOS 
pH 
EQ, BOV, OVI: ALCALINA 7,5 – 8,5 
CANINO e FELNOS: ácida 6 – 7 
Urina alcalina: obstrução, cistite, demora na realização da 
urinálise, bicarbonato, alcalose metabólica ou respiratócia. 
Urina ácida: jejum, febre, exercício prolongado, acidose, 
acidificante. 
PROTEÍNAS 
VALORES SEMIQUANTITATIVOS 
CONCENTRAÇÃO DE PROTEÍNA 
(mg/dl) 
Traços 2000 
 
Valores normais cães e gatos: 
 Densidade 100 mg/dl (++) 
Posso ter baixa densidade e alto volume (poliúria) e ter 
proteinuria +, ou seja maior quantidade de proteína está 
sendo perdida do que se estivesse com alta densidade. 
 
GLICOSE 
100% reabsorvida. 
GLICOSÚRIA: Hiperglicemia (não consigo reabsorver tudo) ou 
sem hiperglicemia (deficiência na reabsorção/insuficiência 
renal) 
 
CORPOS CETÔNICOS 
VALORES SEMIQUANTITATIVOS 
CONCENTRAÇÃO DE C. 
CETÔNICOS mg/dl 
Traços 5 
+ 15 
++ 40 
+++ 80 
++++ 160 
 
 d = m 
 v 
PIGMENTOS BILIARES 
Bilirrubina livre + albumina  Bilirrubina Indireta + ácido 
glicurônico  Bilirrubina Direta  intestino  degradação  
Urobilinogênio. 
Somente a Bilirrubina Direta (conjugada) é encontrada na 
urina. 
CÃES: quando densidade > 1020 (+) 
GATOS: doença hepática 
UROBILINOGÊNIO 
Normal estar presente. Ausência indica diminuição da 
atividade bacteriana, diurese ou obstrução de ducto biliar. 
HEMOGLOBINA 
HEMATÚRIA: parasitas, trauma bexiga, rim ou uretra, 
prostatite, cistite, pielite, pielonefrite, ureterite, neoplasias, 
congestão renal, estro. 
HEMOGLOBINÚRIA: hemólise, leptospirose, babesiose, 
anaplasmose, cobre, transfusão não compatível. 
MIOGLOBINÚRIA: trauma muscular agudo, miosite, 
hipertermia. 
NITRITO 
Na presença de bactérias. 
3. EXAME DO SEDIMENTO 
LEUCÓCITOS 
Normal: 
 0 – 3/campo cistocentese 
0 – 5/cga cateterização 
0 – 7/cga micção espontânea 
Causa de piúria: infecção trato urinário 
HEMÁCIAS 
Normal: 0 – 5/cga 
CÉLULAS EPITELIAIS 
ESCAMOSE: descamação 
TRANSIÇÃO: da bexiga 
PELVE: pelve renal 
RENAIS: túbulos renais 
NEOPLÁSICAS 
MICROORGANISMOS 
Bactérias, fungos (forma filamentosa), leveduras (cândida) e 
protozoários (fecal). 
Bacteriúria relacionar ao modo de colheita ou pós colheita. 
CILINDROS 
Ramo ascendente da alça de Henle e túbulo coletor, 
estruturas proteicas. 
Normal: 
 0 – 1 cilindro granuloso/cga 
 0 – 2 cilindros hialinos/cga 
Presença: lesão renal e congestão renal. 
HIALINOS: urinas ácidas 
GRANULOSOS: após reidratação 
CÉREOS: lesões crônicas 
EPITELIAIS: insuficiência renal 
ERITROCITÁRIOS: hemorragia 
LEUCOCITÁRIOS: supurativo 
GORDUROSOS: diabetes 
CRISTAIS 
Cristais de urinas alcalinas: 
FOSATO TRIPLO E FOSFATOS AMORFOS: gatos com SUF 
CARBONATO DE CALCIO: normal na urina de equinos 
BIURATO DE AMÔNIA: em hiperamonemia, cirrose hepática 
Cristais de urinas ácidas: 
URATOS AMORFOS, ÁCIDO ÚRICO E ÁCIDO HIPÚRICO: 
comum em Dalmatas 
OXALATO DE CÁLCIO: em nefrite tóxica aguda em cães 
CISTINA: distúrbio no metabolismo das proteínas 
FILAMENTOS DE MUCO 
Indicam contaminação com material do trato genital. Na urina 
de equinos são comuns. 
GOTÍCULAS DE GORDURA 
Associado com obesidade, diabetes melitus ou dieta rica em 
gordura, e lipidose em gatos. 
OBSERVAÇÕES 
DOENÇA RENAL AGUDA  densidade normal, cilindros, hemácias, 
proteinúria, leucócitos. 
DOENÇA RENAL CRÔNICA densidade baixa, cilindros ausentes ou 
raros, pH baixo (ácido) 
CISTITE proteinúria, leucocituúria, hematúria discreta, bacteriúria, pH 
alcalino, células aumentadas 
NEOPLASIAS  hematúria, células neoplásicas 
DOENÇAS HEMOLÍTICAS  hemoglobinúria, urobilinogenio 
DIABETES MELITUS glicosúria, densidade baixa, cetonúria, fungos 
(talvez) 
DIABETES INSIPIDUS  densidade baixa 
LEPTOSPIROSE  pigmentos biliares aumentados, densidade de normal 
à baixa, células, cilindrúria, hematúria 
4. PROVAS DE FUNÇÃO RENAL 
URÉIA 
CÃES E GATOS: 15 – 30 mg/dl 
CREATININA 
CÃES: 0,5 – 1,5 mg/dl 
GATOS: 0,4 – 2 mg/dl 
AZOTEMIA 
Aumento dos níveis de ureia e creatinina. Sinais clínicos: 
vômitos, ulcerações da mucosa oral, diarreia, hálito urêmico. 
 
 DERRAMES CAVITARIOS 
 
TRANSUDATO PURO 
Queda da pressão osmótica, deficiência proteica (não come ou tem má 
absorção, parasitismo ou fígado não está sintetizando). É um liquido 
transparente. Quando o achado é mais amarelo ou laranja é Transudato 
Puro de problema hepático. Quando o Transudato Puro é incolor é 
parasita. 
Densidade:aparece bactérias e neutrófilos. Quando bactéria liquido 
pode ser verde, branco ou vermelho. Branco diferenciar de quilo. 
pH: ácido 
Proteína: >3 
Densidade: alta > 1025 
Celularidade alta: neutrófilos, macrófagos e leucócitos. 
Principal causa do cão é perfuração de esôfago causando piotórax. No 
cão de caça piotórax por aspiração de gramíneas. 
 
EXSUDATO ASSÉPTICO 
Proteína alta, densidade alta, cor amarelada, diagnóstico de PIF no gato 
idoso. 
CLARO: diferenciar de Transudato Puro hepático, põe na geladeira e vira 
gelatina, se solidificar é porque tem muita proteína (Exsudato asséptico) 
VERMELHO: diferenciar de Transudato modificado (miocardite ou PIF), 
liquido vermelho/alaranjado, coloca na geladeira e vira gelatina. 
AMARELO: diferencias de Transudato modificado. Mais caracterizado 
por proteína e pouca celularidade. Células tumorais e metástase. 
 
SANGUE 
Causado por traumas. Não traumático é Leptospirose. 
 
QUILO 
Branco/rosado. Ruptura de ducto torácico. Causa traumática ou tumor 
que rompeu. Linfoma (mediastino), Felv. 
Células: linfócitos 
Aspecto: turvo 
Linfócitos em todo o líquido cavitário. 
 
FUNÇÃO HEPÁTICA 
São recomendados os seguintes exames: 
Albumina 
ALT (TGP) 
Bilirrubina Total 
Colesterol 
Fosfatase Alcalina 
GGT 
Glicose 
Hemograma Completo 
Uréia 
Uroanálise 
 
ALANINA AMINO TRANSFERASE (ALT) 
Indicações: doenças sistêmicas que acarretem perda de peso, 
hepatomegalia, vômito, diarréia, icterícia, ascite e anorexia. Também 
recomendada em suspeita de doença hepática. É uma enzima específica 
para o fígado, mas tem pouca sensibilidade. 
Fatores que interferem na análise: drogas que causam dano 
hepatocelular podem aumentar os níveis de ALT (Barbitúricos; 
Carprofeno;, Doxiciclina; Diazepam; Glucocorticóides em cães; 
Griseofulvina; Halotano; Ibuprofeno; Itraconazol; Cetoconazol; 
Mebendazol; Fenobarbital; Sulfonamidas; Paracetamol; entre outras). 
Causas de elevação da ALT: a ALT é uma enzima encontrada em grande 
quantidade no citosol dos hepatócitos. Um aumento significativo (2 a 3 
vezes o valor de referência) nos níveis séricos de ALT indicam, portanto, 
dano hepatocelular. Aumentos discretos podem estar presentes 
também após lesão muscular e exercícios. A meia-vida da ALT no soro é 
de 1 a 2 dias. Os níveis séricos de ALT, porém, sofrem redução gradual, 
dentro de 1 a 2 semanas, após a interrupção do dano hepático. Além 
disso, a ALT pode permanecer elevada durante a regeneração hepática. 
 
ASPARTATOAMINOTRANSFERASE (AST): 
Está presente em grandes quantidades nos músculos esqueléticos, rins, 
cérebro, eritrócitos e coração. Nos caninos e felinos tem baixa 
concentração citoplasmática (cerca de 20%), mas está presente dentro 
de organelas (mitocôndrias), aumentada em lesões mais acentuadas, 
com necrose celular. Sua meia-vida é em torno de 5 a 12 horas no cão e 
cerca de 2 horas no gato, sendo um bom índice para se avaliar 
processos em resolução nas lesões hepatocelulares, pois os níveis da 
substância voltam ao normal mais rapidamente. 
 
Nos bovinos e equinos, existe grande quantidade de AST citoplasmática, 
além de sua localização mitocondrial. É uma das enzimas de escolha 
para a avaliação hepática nessas espécies, mostrando-se bem sensível, 
mas pouco específica, pois qualquer lesão em hepatócitos ou fibras 
musculares é suficiente para permitir a saída de enzimas celulares. 
 
BILIRRUBINA TOTAL 
Indicações: quando há icterícia, bilirrubinúria ou suspeita de doença 
hepática com icterícia não aparente. A icterícia só se torna visível na 
esclera quando os níveis de bilirrubina sérica são maiores que 3 a 4 
mg/dl. 
Fatores que interferem na análise: a exposição à luz pode reduzir os 
níveis de bilirrubina em 50% após uma hora. Indica-se proteger o 
material da luz, utilizando um frasco âmbar ou cobrindo-o com papel 
alumínio. Fenobarbital pode reduzir os valores da bilirrubina, por causar 
indução das enzimas hepáticas. 
 
CAUSAS DE HIPERBILIRRUBINEMIA 
Doença Hemolítica: a realização de um hemograma auxilia no 
diagnóstico diferencial (o número de hemácias deve cair muito e 
rapidamente para que ocorra icterícia). Podem ser detectados: 
reticulocitose, hemoglobinemia, hemoglobinúria e esferocitose. Anemia 
hemolítica aguda também pode causar elevação significativa dos níveis 
de ALT. 
Doença Hepatobiliar: os valores de bilirrubina total não têm valor 
prognóstico ou diagnóstico. Devem ser, portanto, associados a outros 
exames. Nos felinos, a maioria das doenças hepáticas evolui em 
icterícia. As causas mais comuns são: lipidose hepática, colangite, 
colangiohepatite, linfoma hepático e Peritonite Infecciosa Felina. Muitas 
vezes o diagnóstico específico requer uma biópsia hepática. 
Nos cães, pode ocorrer icterícia em: patologias obstrutivas do ducto 
biliar; colecistite; hepatite crônica; linfoma hepático; necrose hepática 
aguda; cirrose hepática; e colestase intrahepática. 
 
FOSFATASE ALCALINA SÉRICA (FA) 
É uma enzima útil na avaliação de colestase hepática. Todavia, seus 
níveis são afetados por corticosteróides, lesões ósseas e atividade 
osteoblástica de cães em crescimento. 
Causas de elevação da Fosfatase Alcalina (FA): 
- Felinos: qualquer aumento de FA em felinos deve ser investigado, pois 
essa espécie tem menor quantidade de FA nos hepatócitos, além de 
rápida excreção renal. Nem todos os gatos com aumento de FA têm 
doença hepática. As principais causas de aumento da FA são: lipidose, 
colangite, colangiohepatite, hipertireoidismo e diabetes mellitus. 
- Cães: nos cães, as principais causas de elevação da FA são doença 
hepatobiliar, hiperadrenocorticismo, uso de glicocorticóides e 
anticonvulsivantes. 
 
GAMA GLUTAMIL TRANSPEPTIDASE (GGT) 
Nos felinos, essa enzima tem maior sensibilidade a danos hepatobiliares 
do que a Fosfatase Alcalina. A exceção é a lipidose hepática, em que, 
geralmente, há aumento da FA com pouca ou nenhuma elevação da 
GGT. A avaliação em conjunto da GGT e da FA tem alto valor preditivo 
para doenças hepáticas.