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RESUMO: PATOLOGIA CLÍNICA VITÓRIA DAUDT HOFF ERITROGRAMA VALORES FISIOCOLÓGICOS DE PPT: GRAU DE DESIDRATAÇÃO CANINO/FELINO: 6 – 8 BOVINO: 7 – 8,5 OVINO: 6 – 7,5 EQUINO: 5,2 – 7,9 RELAÇÃO HEMATÓCRITO x PPT HEMATÓCRITO PPT Desidratação PPT Desidratação mascarada por hipoproteinemia, contração esplênica HEMATÓCRITO PPT Anemia mascarada por desidratação, aumento de globulinas PPT Normal PPT Perda proteica, produção diminuída (hepático) HEMATÓCRITO PPT Anemia associada a desidratação PPT Destruição de eritrócitos, diminuição da eritropoiese, perda crônica de sangue, Fe baixo PPT Fluidoterapia, perda de sangue ANEMIA: CLASSIFICAÇÃO MORFOLÓGICA VCM Normocítica CHCM Normocrômica VCM Macrocítica CHCM Hipercrômica VCM Microcític CHCM Hipocrômica ANEMIA: CLASSIFICAÇÃO QUANDO A MASSA GLOBAL RELATIVA: expansão plasmática (gestação, neonatos e fluidoterapia) ABSOLUTA: redução da massa eritrocitária (clínica) ANEMIA: CLASSIFICAÇÃO FISIOPATOLÓGICA POR PERDA DE SANGUE Hemólise aguda Hemorragia crônica Anemía hemolítica HIPOPROLIFERATIVA Deficiência nutricional Desordens orgânicas ANEMIA: CLASSIFICAÇÃO QUANTO A RESPOSTA MEDULAR NÃO-REGENERATIVA: eritropoetina eritrócitos REGENERATIVA: eritropoetina eritrócitos Perda sanguínea ou Hemólise; Caracterizada por: policromasia ou policromatofilia, presença de corpúsculos de Howell-jolly, presença de metarrubócitos, reticulócitos ALTERAÇÃO NO TAMANHO DOS ERITRÓCITOS MACROCITOSE: presença de reticulócitos e metarrubócitos MICROCITOSE: anemias crônicas, anemias ferropriva ou por deficiência de fatores de maturação ALTERAÇÕES NA COR DOS ERITRÓCITOS Policromasia ou policromatofilia são hemácias azuladas que possuem afinidade por corantes basofílicos. HIPOCROMIA: palidez pela diminuição de hemoglobina HIPERCROMIA: intensidade da cor pela presença de hemoglobina ALTERAÇÕES NA FORMA DOS ERITRÓCITOS ESFERÓCITOS: Sem área pálida central característica. Anemias auto-imunes. Diagnóstico para anemia imunomediada. ESQUISÓCITOS: Células deformadas ou fragmentos de eritrócitos. Doenças renais crônicas, esplênicas e anemias ferroprivas. EQUINÓCITOS: Eritrócitos estrelados. Problemas na confecção do esfregaço ou excesso de EDTA. CODÓCITOS: Área central densa de hemoglobina separada de área circular clara. Aumentos dos níveis de colesterol. ACANTÓCITOS: Forma irregular. Aumento das taxas de colesterol e ou fosfolipídeos. RETICULÓCITOS: Eritrócitos jovens não maturato, com azul de metileno RNA precipita. Normal ter 1-2%. Anemia regenerativa aumentado. Equino não tem. METARRUBÓCITOS: Último estágio nucleado das hemácias. Aumentado em resposta intensa a anemias graves ou problemas esplênicos. Normal 1/100 leucócitos. COSPÚSCULOS DE INCLUSÃO CORPÚSCULOS DE HOWELL-JOLLY: Pontos basofílicos, quase negros, restos nucleares. Anemias regenerativas. CORPÚSCULOS DE HEINZ: Hemoglobina desnaturada e precipitada, formato arredondado, pequeno e refrigente. Uso de drogas oxidantes, couve, cebola, e cães esplenectomizados CORPÚSCULOS DE LENTZ: Tamanho variável, de cinza pálido até rosa forte. Cinomose canina. PONTEADO BASOFÍLÍCO: Intensa eritropoiese ou intoxicação por chumbo POLICITEMIAS Aumento do número de eritrócitos, da taxa de hemoglobina e/ou do hematócrito. RELATIVA Redução do volume plasmático devido desidratação, ocorrendo Hemoconcentração ABSOLUTA PRIMÁRIA Doença miloproliferativa SECUNDÁRIA Elevada produção de eritropoetina hipóxia ou neoplasia LEUCOGRAMA: INTERPRETAÇÃO Citose ou filia valores acima do fisiológico Penia valores abaixo do fisiológico LEUCÓCITOS LEUCOCITOSE FISIOLÓGICA: medo, excitação, gestação, parto, exercício físico. PATOLÓGICA: infecções bacterianas, atos cirúrgicos, desordens linfoproliferativas e mieloproliferativas LEUCOPENIA Doenças virais, inf bac graves, drogas e produtos tóxicos, neoplasia de medula óssea, toxemia endógenam parasitas, transtornos físicos, deficiência de vit B12 e ácido fólico. NEUTRÓFILOS NEUTROFILIA FISIOLÓGICA: ação da epinefrina e estresse REATIVA DESVIO A ESQUERDA REGENERATIVO: Segmentados maior do que bastonetes. Inflamação aguda. DESVIO A ESQUERDA DEGENERATIVO: Bastonetes iguais ou maior que segmentados. Pode ter leucopenia. Septicemia. DESVIO A DIREITA: Hipersegmentados. Uremia ou corticoide. NEUTROPENIA Por decréscimo da sobrevida, diminuição na produção ou granulopoiese ineficaz. EOSINÓFILOS EOSINOFILIA Hipersensibilidade EOSINOPENIA Excesso de corticoide endógeno (hiperadrenocorticismo ou stress) ou exógeno BASÓFILOS BASOFILIA Dirofilariose, ancilostomose duodenal, hipersensibilidade, hipotireoidismo, leucemia basofílica BASOPENIA Normal LINFÓCITOS LINFOCITOSE Fisiológica: epinefrina ou vacinação Doença imunomediada, estimulação antigênica crônica, linfoma, leucemia viral bovina. LINFOPENIA Excesso de corticoide, perda de linfócitos, linfopoiese reduzida, estágio agudo de infecções virais. MONÓCITOS MONOCITOSE Inflamação e necrose tecidual, aumento dos níveis de glicocorticoides, supuração, distúrbios granulomatosos, leucemia monocítica ou mielomonocítica. MONOCITOPENI A Não significativa LECUCOGRAMA CANINO FELINO LEUCÓCITOS 6000 – 17000 5500 – 19500 BASTONETES 0 – 390 0 – 300 SEGMENTADOS 6000 – 9750 NEUTRÓFILOS 3000 – 11500 2500 – 12500 LINFÓCITOS 1000 – 4800 1500 – 7000 EOSINÍFILOS 150 – 1250 0 – 1500 MONÓCITOS 150 – 1350 0 – 850 BASÓFILOS Raros Raros FIBRINOGÊNIO 200 – 400 50 -300 PROTEÍNA TOTAL 6 – 8 6 – 8 PLAQUETAS 200 – 500 300 – 800 RETICULÓCITOS 0 – 1,5 0 – 0,4 ERITROGRAMA CANINO FELINO ERITRÓCITOS 5,5 – 8,5 5 – 10 HEMOGLOBINA 12 – 18 8 – 15 VG 37 – 55 24 – 45 HGM 19 – 23 13 – 17 VCM 60 – 77 39 – 55 CHCM 32 – 36 31 – 35 VALORES DE REFERÊNCIA BIOQUÍMICOS CANINO FELINO ÁCIDO ÚRICO 0 – 2 0 – 10 ALBUMINA 2,6 – 3.3 2,1 – 3,3 ALT 21 – 85 28 – 83 AMILASE 185 – 700 75 – 150 AST 6,2 – 13 6,7 – 11 BILIRRUBINA TOTAL 0,1 – 0,5 0,15 – 0,50 BILIRRUBINA DIRETA 0,06 – 0,12 BILIRRUBINA INDIRETA 0,01 – 0,49 CÁLCIO 9 – 11,3 6,2 – 10,2 COLESTEROL 40 – 78 40 – 86 CPK 1,5 – 28,4 7,2 – 28,2 CREATININA 0,5 – 1,5 0,8 – 1,8 FOSFATASE ALCALINA 20 – 156 25 – 93 FÓSFORO 2,6 – 6,2 4,5 – 8,1 GAMA GT 1,2 – 6,4 1,3 – 5,1 GLICOSE 70 – 110 70 – 110 GLOBULINAS 2,7 – 4,4 2,6 – 5,1 LDH 45 – 233 63 – 273 LIPASE 12 – 200 0 – 83 PROTEÍNA TOTAL 5,4 – 7,1 5,4 – 7,8 URÉIA 21,4 – 59,92 42,8 – 64,2 VALORES DE REFERÊNCIA ELETRÓLITOS CANINO FELINO BICARBONATO 18 – 24 17 – 21 CÁLCIO 2,25 – 2,83 1,55 – 2,55 CLORETO 105 – 115 117 – 123 FÓSFORO 0,48 – 2 1,45 – 2,62 MAGNÉSIO 0,74 – 0,99 OXIGÊNIO 85 – 100 75 – 100 Ph SANGUE 7,31 – 7,42 7,24 – 7,40 POTÁSSIO 4,37 – 5,35 4 – 4,5 SÓDIO 141 – 152 147 - 156 RINS / URINA CONCEITOS RELATIVOS À FUNÇÃO RENAL POLIÚRIA: aumento do volume urinário, relacionado a polidipsia. POLAQUIÚRIA: é o aumento da frequência de micções, com a missão de pequenos volumes de urina a cada vez. OLIGÚRIA: é a redução do volume de urina. ANÚRIA: é a não emissão de urina. DISÚRIA: desconforto ou dor na micção. ESTRANGÚRIA: esforço prolongado na micção. COLHEITA DA URINA MICÇÃO ESPONTÂNEA: utilizado em grandes. CATETERIZAÇÃO: sonda (cateter) CISTOCENTESE: punção para cultura bacteriana. Limpeza e assepsia. COMPRESSÃO MANUAL: compressão digital moderada e contínua. 1ª urina da manhã com coletor universal. Acondicionar urina por no máximo 12 horas para evitar proliferação de bactérias. 1. EXAMES FÍSICOS VOLUME (24 horas e 10ml) CANINOS: 26,5 – 66 ml/kg FELINOS: 10 – 20 ml/kg BOVINOS: 17,6 – 44 ml/kg EQUINOS:4,4 – 7,6 ml/kg Densidade inversamente proporcional ao volume POLIÚRIA d TRANSITÓRIA Terapia diurética, aumento da ingesta, fluidoterapia, corticoide PATOLÓGICA Nefrite crônica, nefrite aguda, nefrite tóxica, piometra, hiperadrenocorticismo, polidispsia psicogênica, diabetes, pielonefrite, glicosúria, doenças hepáticas OLIGÚRIA d TRANSITÓRIA Redução da ingesta, alta temperatura ambiental, hiperventilação, desidratação PATOLÓGICA Baixa pressão arterial, febre prolongada, doença renal terminal, fase oligúrica da nefrite aguda, transtornos circulatórios COR A intensidade da cor está relacionada ao volume e densidade: quanto maior a concentração da urina (maior densidade), maior a concentração de urocromos e mais intensa será a coloração da urina e vice-versa. AMARELO-CLARO ao AMBAR-CLARO: normal AMARELO-ESCURA ou ÂMBAR-CLARO: concentração de urocromos. Desidratação, febre, oligúria da nefrose tóxica e doença renal terminal. AMARELO-PÁLIDO ou AMARELO-CITRINO: diabetes, alto consumo, piometra, nefrite, pilonefrite, corticoide e fluido. AMARELO-ÂMBAR a AMARELO-ESVERDEADA: pigmentos biliares ACASTANHADA ou AMARRONZADA: hemoglobina ou mioglobina. Equinos oxidação de pirotequinas. AVERMELHADA: relacionada a presença de: Hemácias: HEMATÚRIA centrifugação sobrenadante amarelo e límpido, fundo com sedimento avermelhado. Hemoglobina: HEMOGLOBINÚRIA centrifugação sobrenadante avermelhado, fundo sem sedimento avermelhado. Mioglobina: MIOGLOBINÚRIA lesão muscular extensa ou exercício físico intenso. ASPECTO LÍMPIDA: observação nítida da graduação do tubo. POUCO TURVA ou TURVA: presença de leucócitos, eritrócitos, células, bactérias, muco, cristais, gordura ou espermatozoide. ODOR AROMÁTICO: ruminantes ALIÁCEO: carnívoros AMONIACAL: contaminação com bactérias redutoras de uréia ADOCICADO ou CETÔNICO: corpos cetônicos (vacas leiteiras/diabetes) PÚTRIDO: necrose das vias urinárias APARENCIA DA ESPUMA PROTEINÚRIA: maior presença de espuma e demora a desaparecer. PIGMENTOS BILIARES: espuma amarelada, esverdeada ou amarelo- acastanhada. HEMOGLOBINA: espuma avermelhada. DENSIDADE SADIO: 1001 e 1080 NORMAL: 1015 a 1045 CÃES: 1025 a 1040 GATOS: 1025 a 1045 DESIDRATAÇÃO SEVERA: >1050 cães e > 1060 gatos AUMENTO da densidade por: menor ingesta de água, desidratação, choque hipovolêmico, febre alta, queimaduras extensas. DIMINUIÇÃO da densidade por: aumento da ingesta de água, corticoides, diuréticos, fluido, insuficiência renal, pielonefrite, diabetes, piometra, nefrite aguda, hiperadrenocorticismo. DOENÇA RENAL CRÔNICA: 1008 e 1012 + poliúria 2. EXAMES QUÍMICOS pH EQ, BOV, OVI: ALCALINA 7,5 – 8,5 CANINO e FELNOS: ácida 6 – 7 Urina alcalina: obstrução, cistite, demora na realização da urinálise, bicarbonato, alcalose metabólica ou respiratócia. Urina ácida: jejum, febre, exercício prolongado, acidose, acidificante. PROTEÍNAS VALORES SEMIQUANTITATIVOS CONCENTRAÇÃO DE PROTEÍNA (mg/dl) Traços 2000 Valores normais cães e gatos: Densidade 100 mg/dl (++) Posso ter baixa densidade e alto volume (poliúria) e ter proteinuria +, ou seja maior quantidade de proteína está sendo perdida do que se estivesse com alta densidade. GLICOSE 100% reabsorvida. GLICOSÚRIA: Hiperglicemia (não consigo reabsorver tudo) ou sem hiperglicemia (deficiência na reabsorção/insuficiência renal) CORPOS CETÔNICOS VALORES SEMIQUANTITATIVOS CONCENTRAÇÃO DE C. CETÔNICOS mg/dl Traços 5 + 15 ++ 40 +++ 80 ++++ 160 d = m v PIGMENTOS BILIARES Bilirrubina livre + albumina Bilirrubina Indireta + ácido glicurônico Bilirrubina Direta intestino degradação Urobilinogênio. Somente a Bilirrubina Direta (conjugada) é encontrada na urina. CÃES: quando densidade > 1020 (+) GATOS: doença hepática UROBILINOGÊNIO Normal estar presente. Ausência indica diminuição da atividade bacteriana, diurese ou obstrução de ducto biliar. HEMOGLOBINA HEMATÚRIA: parasitas, trauma bexiga, rim ou uretra, prostatite, cistite, pielite, pielonefrite, ureterite, neoplasias, congestão renal, estro. HEMOGLOBINÚRIA: hemólise, leptospirose, babesiose, anaplasmose, cobre, transfusão não compatível. MIOGLOBINÚRIA: trauma muscular agudo, miosite, hipertermia. NITRITO Na presença de bactérias. 3. EXAME DO SEDIMENTO LEUCÓCITOS Normal: 0 – 3/campo cistocentese 0 – 5/cga cateterização 0 – 7/cga micção espontânea Causa de piúria: infecção trato urinário HEMÁCIAS Normal: 0 – 5/cga CÉLULAS EPITELIAIS ESCAMOSE: descamação TRANSIÇÃO: da bexiga PELVE: pelve renal RENAIS: túbulos renais NEOPLÁSICAS MICROORGANISMOS Bactérias, fungos (forma filamentosa), leveduras (cândida) e protozoários (fecal). Bacteriúria relacionar ao modo de colheita ou pós colheita. CILINDROS Ramo ascendente da alça de Henle e túbulo coletor, estruturas proteicas. Normal: 0 – 1 cilindro granuloso/cga 0 – 2 cilindros hialinos/cga Presença: lesão renal e congestão renal. HIALINOS: urinas ácidas GRANULOSOS: após reidratação CÉREOS: lesões crônicas EPITELIAIS: insuficiência renal ERITROCITÁRIOS: hemorragia LEUCOCITÁRIOS: supurativo GORDUROSOS: diabetes CRISTAIS Cristais de urinas alcalinas: FOSATO TRIPLO E FOSFATOS AMORFOS: gatos com SUF CARBONATO DE CALCIO: normal na urina de equinos BIURATO DE AMÔNIA: em hiperamonemia, cirrose hepática Cristais de urinas ácidas: URATOS AMORFOS, ÁCIDO ÚRICO E ÁCIDO HIPÚRICO: comum em Dalmatas OXALATO DE CÁLCIO: em nefrite tóxica aguda em cães CISTINA: distúrbio no metabolismo das proteínas FILAMENTOS DE MUCO Indicam contaminação com material do trato genital. Na urina de equinos são comuns. GOTÍCULAS DE GORDURA Associado com obesidade, diabetes melitus ou dieta rica em gordura, e lipidose em gatos. OBSERVAÇÕES DOENÇA RENAL AGUDA densidade normal, cilindros, hemácias, proteinúria, leucócitos. DOENÇA RENAL CRÔNICA densidade baixa, cilindros ausentes ou raros, pH baixo (ácido) CISTITE proteinúria, leucocituúria, hematúria discreta, bacteriúria, pH alcalino, células aumentadas NEOPLASIAS hematúria, células neoplásicas DOENÇAS HEMOLÍTICAS hemoglobinúria, urobilinogenio DIABETES MELITUS glicosúria, densidade baixa, cetonúria, fungos (talvez) DIABETES INSIPIDUS densidade baixa LEPTOSPIROSE pigmentos biliares aumentados, densidade de normal à baixa, células, cilindrúria, hematúria 4. PROVAS DE FUNÇÃO RENAL URÉIA CÃES E GATOS: 15 – 30 mg/dl CREATININA CÃES: 0,5 – 1,5 mg/dl GATOS: 0,4 – 2 mg/dl AZOTEMIA Aumento dos níveis de ureia e creatinina. Sinais clínicos: vômitos, ulcerações da mucosa oral, diarreia, hálito urêmico. DERRAMES CAVITARIOS TRANSUDATO PURO Queda da pressão osmótica, deficiência proteica (não come ou tem má absorção, parasitismo ou fígado não está sintetizando). É um liquido transparente. Quando o achado é mais amarelo ou laranja é Transudato Puro de problema hepático. Quando o Transudato Puro é incolor é parasita. Densidade:aparece bactérias e neutrófilos. Quando bactéria liquido pode ser verde, branco ou vermelho. Branco diferenciar de quilo. pH: ácido Proteína: >3 Densidade: alta > 1025 Celularidade alta: neutrófilos, macrófagos e leucócitos. Principal causa do cão é perfuração de esôfago causando piotórax. No cão de caça piotórax por aspiração de gramíneas. EXSUDATO ASSÉPTICO Proteína alta, densidade alta, cor amarelada, diagnóstico de PIF no gato idoso. CLARO: diferenciar de Transudato Puro hepático, põe na geladeira e vira gelatina, se solidificar é porque tem muita proteína (Exsudato asséptico) VERMELHO: diferenciar de Transudato modificado (miocardite ou PIF), liquido vermelho/alaranjado, coloca na geladeira e vira gelatina. AMARELO: diferencias de Transudato modificado. Mais caracterizado por proteína e pouca celularidade. Células tumorais e metástase. SANGUE Causado por traumas. Não traumático é Leptospirose. QUILO Branco/rosado. Ruptura de ducto torácico. Causa traumática ou tumor que rompeu. Linfoma (mediastino), Felv. Células: linfócitos Aspecto: turvo Linfócitos em todo o líquido cavitário. FUNÇÃO HEPÁTICA São recomendados os seguintes exames: Albumina ALT (TGP) Bilirrubina Total Colesterol Fosfatase Alcalina GGT Glicose Hemograma Completo Uréia Uroanálise ALANINA AMINO TRANSFERASE (ALT) Indicações: doenças sistêmicas que acarretem perda de peso, hepatomegalia, vômito, diarréia, icterícia, ascite e anorexia. Também recomendada em suspeita de doença hepática. É uma enzima específica para o fígado, mas tem pouca sensibilidade. Fatores que interferem na análise: drogas que causam dano hepatocelular podem aumentar os níveis de ALT (Barbitúricos; Carprofeno;, Doxiciclina; Diazepam; Glucocorticóides em cães; Griseofulvina; Halotano; Ibuprofeno; Itraconazol; Cetoconazol; Mebendazol; Fenobarbital; Sulfonamidas; Paracetamol; entre outras). Causas de elevação da ALT: a ALT é uma enzima encontrada em grande quantidade no citosol dos hepatócitos. Um aumento significativo (2 a 3 vezes o valor de referência) nos níveis séricos de ALT indicam, portanto, dano hepatocelular. Aumentos discretos podem estar presentes também após lesão muscular e exercícios. A meia-vida da ALT no soro é de 1 a 2 dias. Os níveis séricos de ALT, porém, sofrem redução gradual, dentro de 1 a 2 semanas, após a interrupção do dano hepático. Além disso, a ALT pode permanecer elevada durante a regeneração hepática. ASPARTATOAMINOTRANSFERASE (AST): Está presente em grandes quantidades nos músculos esqueléticos, rins, cérebro, eritrócitos e coração. Nos caninos e felinos tem baixa concentração citoplasmática (cerca de 20%), mas está presente dentro de organelas (mitocôndrias), aumentada em lesões mais acentuadas, com necrose celular. Sua meia-vida é em torno de 5 a 12 horas no cão e cerca de 2 horas no gato, sendo um bom índice para se avaliar processos em resolução nas lesões hepatocelulares, pois os níveis da substância voltam ao normal mais rapidamente. Nos bovinos e equinos, existe grande quantidade de AST citoplasmática, além de sua localização mitocondrial. É uma das enzimas de escolha para a avaliação hepática nessas espécies, mostrando-se bem sensível, mas pouco específica, pois qualquer lesão em hepatócitos ou fibras musculares é suficiente para permitir a saída de enzimas celulares. BILIRRUBINA TOTAL Indicações: quando há icterícia, bilirrubinúria ou suspeita de doença hepática com icterícia não aparente. A icterícia só se torna visível na esclera quando os níveis de bilirrubina sérica são maiores que 3 a 4 mg/dl. Fatores que interferem na análise: a exposição à luz pode reduzir os níveis de bilirrubina em 50% após uma hora. Indica-se proteger o material da luz, utilizando um frasco âmbar ou cobrindo-o com papel alumínio. Fenobarbital pode reduzir os valores da bilirrubina, por causar indução das enzimas hepáticas. CAUSAS DE HIPERBILIRRUBINEMIA Doença Hemolítica: a realização de um hemograma auxilia no diagnóstico diferencial (o número de hemácias deve cair muito e rapidamente para que ocorra icterícia). Podem ser detectados: reticulocitose, hemoglobinemia, hemoglobinúria e esferocitose. Anemia hemolítica aguda também pode causar elevação significativa dos níveis de ALT. Doença Hepatobiliar: os valores de bilirrubina total não têm valor prognóstico ou diagnóstico. Devem ser, portanto, associados a outros exames. Nos felinos, a maioria das doenças hepáticas evolui em icterícia. As causas mais comuns são: lipidose hepática, colangite, colangiohepatite, linfoma hepático e Peritonite Infecciosa Felina. Muitas vezes o diagnóstico específico requer uma biópsia hepática. Nos cães, pode ocorrer icterícia em: patologias obstrutivas do ducto biliar; colecistite; hepatite crônica; linfoma hepático; necrose hepática aguda; cirrose hepática; e colestase intrahepática. FOSFATASE ALCALINA SÉRICA (FA) É uma enzima útil na avaliação de colestase hepática. Todavia, seus níveis são afetados por corticosteróides, lesões ósseas e atividade osteoblástica de cães em crescimento. Causas de elevação da Fosfatase Alcalina (FA): - Felinos: qualquer aumento de FA em felinos deve ser investigado, pois essa espécie tem menor quantidade de FA nos hepatócitos, além de rápida excreção renal. Nem todos os gatos com aumento de FA têm doença hepática. As principais causas de aumento da FA são: lipidose, colangite, colangiohepatite, hipertireoidismo e diabetes mellitus. - Cães: nos cães, as principais causas de elevação da FA são doença hepatobiliar, hiperadrenocorticismo, uso de glicocorticóides e anticonvulsivantes. GAMA GLUTAMIL TRANSPEPTIDASE (GGT) Nos felinos, essa enzima tem maior sensibilidade a danos hepatobiliares do que a Fosfatase Alcalina. A exceção é a lipidose hepática, em que, geralmente, há aumento da FA com pouca ou nenhuma elevação da GGT. A avaliação em conjunto da GGT e da FA tem alto valor preditivo para doenças hepáticas.