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PROF.: RAFAEL MENDONÇA
2023 | DIREITO CIVIL | 48
5 TEORIA GERAL DOS CONTRATOS
5.1 CONCEITO
 
Contrato é o negócio jurídico bilateral ou plurilateral (se aperfeiçoa pelo encontro de 
pelo menos duas vontades) pelo qual as pessoas se obrigam com o objetivo de obterem 
do direito algum bem de índole patrimonial ou a defenderem determinado interesse, 
devendo observar a função social e econômica do mesmo e preservar em todas as fases 
do pacto os ditames da boa-fé objetiva e função social.
5.2 PRINCÍPIOS
a) Obrigatoriedade (Pacta Sunt Servanda): Os contratos devem ser cumpridos. Princípio 
que traz segurança jurídica às relações contratuais.
OBS: Relativização do princípio da obrigatoriedade - Pacta Sunt Servanda, Rebus Sic 
Standibus (Os contratos devem ser cumpridos, desde que as condições iniciais 
presentes no momento da sua celebração, sejam mantidas).
b) Consensualismo: Em regra os contratos se aperfeiçoam com o encontro de vontades. 
- EXCEÇÃO: Contratos Reais – Contratos que se aperfeiçoam com a tradição do bem.
Ex.: Contrato de depósito.
c) Relatividade: Em regra os contratos só produzem efeitos entre as partes integrantes 
da relação contratual.
- EXCEÇÃO: Obrigações com eficácia real.
Ex: Cláusula de vigência. 
d) Função Social do Contrato (Art. 421, CC): Mitiga o princípio da obrigatoriedade dos 
contratos, ampliando o conceito de partes, fazendo com que terceiros estranhos à 
relação contratual sejam obrigados a concorrer para o seu adimplemento. 
e) Boa - fé objetiva (Arts. 187 e 422 do CC): Princípio que incide em todas as fases da 
relação contratual (fase pré-contratual, contratual e pós-contratual), e tem como bem 
jurídico tutelado, a legítima expectativa. O descumprimento da boa-fé gera o 
inadimplemento contratual. São acepções desse princípio:
1ª) Interpretativa: Os contratos devem ser interpretados de acordo com a boa-fé 
objetiva. É uma postura exigida das partes da relação contratual (art. 113, CC).
2ª) Dever jurídico: A boa-fé objetiva é um dever jurídico anexo a toda relação contratual, 
consubstanciado em cláusulas gerais (transparência, probidade, lealdade, segurança, 
cooperação etc), cujo seu não cumprimento gera o inadimplemento contratual.
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3ª) Tutela da confiança (proibição ao comportamento contraditório – Nemo poteste 
venire contra factum proprium): A boa-fé proíbe o comportamento contraditório na 
relação contratual. A postura de uma parte não pode surpreender a outra. A confiança 
deve ser consagrada em todos os momentos da relação contratual. Esta acepção da boa-
fé objetiva proíbe a realização abusiva do direito (Art. 187, CC).
5.3 FORMAÇÃO DOS CONTRATOS (ARTS. 427/435, CC)
5.3.1 ENTRE PRESENTES
- Proposta: Negócio jurídico unilateral pela qual se convida alguém a realizar 
determinado contrato. 
- Obrigatoriedade da proposta (Art. 427, CC).
- Execução da obrigatoriedade (Art. 428, CC).
- A tratativa não admite execução específica (pois não tem força vinculativa), mas tão 
somente a conversão em perdas e danos, diferente da proposta, que tem força 
vinculativa.
5.3.2 ENTRE AUSENTES
Teorias fundamentam a formação dos contratos entre ausentes:
1ª) Aceitação: O contrato está formado quando o oblato aceita a proposta formulada 
(teoria que não é adotada pelo ordenamento jurídico brasileiro, uma vez que gera 
elevado grau de insegurança jurídica).
2ª) Expedição: O contrato está formado no momento em que o oblato expede sua 
aceitação (É a regra geral – Art. 434 do CC).
3ª) recepção: O contrato está formado no momento em que o proponente recebe a 
aceitação do oblato (EXCEÇÃO – Art. 434, II, CC).
5.4 CLASSIFICAÇÃO DOS CONTRATOS
5.4.1 QUANTO AOS DIREITOS E DEVERES DAS PARTES
- Unilateral: É o contrato que gera obrigação para apenas uma das partes.
Ex.: Empréstimo.
- Bilateral: É o contrato que gera obrigação para ambas as partes.
Ex.: Compra e venda.
5.4.2 QUANTO AO SACRIFÍCIO PATRIMONIAL DAS PARTES 
- Gratuito: Contrato que gera vantagens para apenas uma das partes.
Ex.: Depósito.
- Oneroso: Contrato que gera vantagens para ambas as partes.
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Ex.: Compra e venda.
5.4.3 QUANTO AO RISCO
- Contrato Comutativo: Quando as partes já sabem quais são as prestações. Não existe 
o fator risco, são prestações certas e determinadas. 
- Contrato Aleatório: A prestação de uma das partes não é conhecida com exatidão no 
momento da celebração do contrato, pelo fato de depender de uma álea (sorte/risco), 
que é o fator desconhecido. O contrato pode ser aleatório por sua própria natureza ou 
por consentimento das partes.
5.4.4 QUANTO AO MOMENTO DE APERFEIÇOAMENTO
- Consensual: Contrato que se aperfeiçoa pelo encontro de vontades.
Ex.: Compra e venda.
- Real: Contrato que se aperfeiçoa pela tradição do bem. 
Ex.: Depósito.
5.4.5 QUANTO A TIPICIDADE
- Típico: Tem um tratamento legal mínimo. 
- Atípico: São aqueles que não possuem tratamento legislativo particular, não 
importando se possuem ou não um nome determinado. O contrato atípico possui uma 
causa inédita e diferente daquelas relativas aos contratos típicos. Fundamento na 
autonomia da vontade (art. 425, CC).
OBS1: Nominado/Inominado (Contratos Inominados são aqueles que não possuem uma 
denominação específica). É perfeitamente possível que exista um contrato atípico 
nominado. EX: Contrato de Estacionamento – Art. 1º, ‘a’, ‘2’, L. 8245/91).
OBS2: Teorias acerca dos contratos atípicos:
- Teoria da Absorção: O intérprete deve procurar a categoria de contrato típico mais 
próxima para aplicar seus princípios.
- Teoria da Extensão Analógica: Aplicam-se os princípios dos contratos que guardam 
certa semelhança.
- Teoria da Vontade: Os contratos atípicos devem ser examinados de acordo com a 
intenção das partes e os princípios gerais que regem os negócios jurídicos e os contratos 
em particular.
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OBS3: Classificação dos Contratos Atípicos (Orlando Gomes)
- Atípicos Propriamente Ditos: São aqueles marcados pela originalidade, que pode 
verificar-se pela alteração de elementos característicos de um contrato típico ou 
mesmo pela eliminação de seus elementos secundários.
- Atípicos Mistos: São aqueles que formam por prestações típicas de outros contratos 
ou elementos mais simples combinados pelas partes.
OBS4: Contratos Coligados:
- São aqueles formados pela coligação de contratos completos, sendo autônomas as 
várias contratações, contudo, ligadas por um fim econômico determinado e comum. 
Nesse sentido, ao contrário dos contratos atípicos mistos, em que se forma uma 
unidade contratual, os contratos coligados constituem uma pluralidade divisível de 
negócios jurídicos, mas com um nexo funcional
5.4.6 QUANTO A FORMA
- Solene: Contratos em que a lei determina um procedimento ou forma específica. Ex.: 
Art. 108, CC
- Não Solene: Contratos em que a lei não determina um procedimento ou forma 
específica. 
Ex.: Compra e venda. 
5.5 CONTRATO PRELIMINAR
É o contrato pelo qual uma das partes ou ambas se obrigam a celebrar um contrato 
definitivo. O objeto desse contrato é uma obrigação de fazer. Os contratos preliminares 
integram a fase pré-contratual do contrato definitivo. Em regra todos os contratos 
definitivos admitem uma forma pré-contratual.
O não cumprimento do contrato preliminar gera a possibilidade de uma execução 
específica para a parte prejudicada. Isso demonstra a força vinculativa desta forma 
contratual. O credor tem direito a uma obrigação de fazer, podendo requerer a tutela 
jurisdicional aplicando técnicas coercitivas para realização do seu direito.
Os dois institutos integram a fase pré-contratual do contrato. O contrato 
preliminar, quando não é cumprido, admite execução específica. A tratativa, quando 
não cumprida, só admite sua conversão em perdas e danos.
A formação do contrato tem início na fase pré-contratual, com o seu primeiro momento, 
denominado de tratativas. O Código Civil de 1916 outorgava pouca importância à fase 
pré-contratual, privilegiando uma ampla liberdade de contratar.2023 | DIREITO CIVIL | 52
O padrão de comportamento hoje exigido se conforma com a boa-fé objetiva, em que 
as partes têm o dever de atuar de maneira colaborativa, proba e coerente, portanto, 
mesmo sem má-fé, o abandono das tratativas poderá ser relevante para fins de 
responsabilidade civil.
A boa-fé como dever de comportamento torna as tratativas, a título de exemplo, um 
momento de considerável relevância, já que há responsabilidade civil com a violação de 
legítima expectativa de qualquer uma das partes. 
O pré-contrato não faz parte da fase das tratativas; ele está disciplinado como um 
contrato preliminar. Este é um negócio jurídico em que as partes assumem a obrigação 
de celebrar um contrato futuro, definitivo. 
Mesmo assim, importante destacar que o contrato preliminar, disciplinado nos arts. 462 
a 466, CC, já é um contrato, que tem como objeto uma obrigação de fazer, no caso, 
celebrar o contrato definitivo. De acordo com o art. 463, CC o direito de 
arrependimento, no âmbito do contrato preliminar, é uma exceção, deve ser pactuado 
expressamente, a regra é que esses contratos são irretratáveis. Se não houver 
cumprimento do contrato preliminar, poderá ocorrer a sua execução forçada; se esta 
não for possível ou útil, converter-se-á em perdas e danos.
A responsabilidade civil que incide no âmbito no contrato preliminar é contratual, já que 
decorre do seu inadimplemento. Nas tratativas, ao contrário, pode ocorrer um ato ilícito 
lato sensu, se violada a boa-fé objetiva, diante da frustração das expectativas de alguma 
das partes.
O contrato preliminar, exceto quanto à forma, deve conter os demais elementos do 
contrato a ser celebrado (art. 462, CC) e possui força executiva (art. 463 e 464, CC). É 
importante destacar que toda modalidade de promessa é espécie do gênero contrato 
preliminar.
Em observância ao princípio da relatividade do contrato, para que produza efeitos inter 
partes não há necessidade de registro do contrato (obrigação com eficácia pessoal). Só 
há necessidade do registro para eficácia em relação a terceiros, como na obrigação de 
eficácia real (posição dominante para promessa e compra e venda de imóveis e o 
contrato preliminar em geral).
Os contratos preliminares são não-solenes; cabe aqui com perfeição a figura da 
conversão substancial de um determinado negócio nulo apenas quanto à forma. Aplica-
se o princípio da conservação do negócio por meio desse instituto, convertendo o 
objeto do negócio em outro, que produziria efeito semelhante, em que o elemento nulo 
desapareceria (art. 170, CC e Súmulas 84 e 239 do STJ).
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5.6 VÍCIOS REDIBITÓRIOS (ART. 441 A 446, CC)
É um elemento natural dos contratos comutativos. A proteção ao vício redibitório está 
presente em todos os contratos comutativos. É uma garantia legal, ou seja, independe 
de previsão contratual. É um vício oculto que torna o bem imprestável para o fim ao 
qual ele se destina, lhe diminui sensivelmente o valor ou não tem a qualidade que se 
espera.
Nas relações do consumo não se fala em vício redibitório, mas sim, em vício da coisa ou 
do serviço, que independe se é oculto, aparente ou de fácil constatação. O fornecedor 
de um produto ou serviço responde sempre pelos defeitos existentes, 
independentemente de serem ou não ocultos.
A vítima de um vício redibitório pode manejar as denominadas Ações Edilícias, 
disciplinadas no art. 445, CC). Vejamos:
(i) Ação Redibitória: Tem o objetivo de resolver o contrato, pois o vício redibitório torna 
a coisa imprestável ao fim a que se destina.
(ii) Ação Estimatória: O Adquirente não busca a resolução do contrato, mas sim, o 
abatimento proporcional do preço.
No que tange a responsabilidade do alienante, o art. 443, CC determina que se sabia da 
existência do vício, além das possibilidades disciplinadas no art. 445, CC, também 
responde por perdas e danos. Se não sabia da existência do vício, não responderá por 
perdas e danos, o alienante fica restrito a cumprir com as determinações das Ações 
Edilícias.
5.7 EXTINÇÃO DOS CONTRATOS
Em regra o contrato cessa com o cumprimento da prestação. A realização da prestação 
é o fim natural do contrato, com a liberação do devedor e satisfação do credor. Não 
serão abordadas as causas extintivas das obrigações, que por via de consequência 
dissolvem o contrato, nem dos contratos que são revogados por fraude contra credores, 
tanto no caso de insolvência do devedor civil, quando no estado de falência do 
mercantil, e nem na impossibilidade da prestação por caso fortuito o de coisa maior. 
Cabe aqui cuidar tão somente das causas específicas de extinção do contrato.
(i) Resilição contratual
A vontade humana declarada em conformidade com a ordem jurídica, é dotada de 
poder para criar ou extinguir o contrato. Como já dito anteriormente, o contrato tem 
força obrigatória. Assim, uma vez perfeito, o contrato deve ser cumprido na forma 
ajustada pelas partes (Pacta Sunt Servanda).
Pode acontecer que, por motivos variados, ocorra alguma hipótese que impeça a 
produção dos efeitos do contrato ainda não cumprido. Neste caso, opera-se a liberação 
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dos contratantes por via da resilição voluntária. A resilição consiste na dissolução de 
vínculo contratual, mediante atuação da vontade que a criara. São espécies de resilição:
1ª) Bilateral (Distrato – art. 472, CC): Extinção que decorre da vontade de ambas as 
partes. Deve ser feita da mesma forma do contrato. Esta modalidade de ruptura 
contratual resulta da harmonia das vontades presentes, para a obtenção do acordo 
liberatório, tendo em vista obrigações ainda não cumpridas (A mesma atuação da 
vontade, dotada do poder de criar, opera na direção opostos, para dissolver o vínculo, 
e restituir a liberdade daqueles que se encontravam vinculados pelo contrato).
OBS: O distrato produz efeitos ex nunc. Efeitos a partir do momento em que se ajusta, 
não retroagindo para alcançar as consequências pretéritas, que são respeitadas.
2ª) Unilateral (Denúncia - art. 473, CC): Extinção que decorre da vontade de apenas uma 
das partes. Tem caráter de exceção. Hipóteses: Expresso no contrato; Previsto em lei 
(Ex.: art. 599, CC); Natureza do contrato (Ex.: Contrato de Mandato)
OBS1: Os contratos de execução continuada, quando ajustados por prazo 
indeterminado, comportam a cessação mediante a denúncia promovida por um dos 
contratantes.
OBS2: Efeitos da resilição unilateral - O Art. 473, § único, CC determina que se, dada a 
natureza do contrato, uma das partes houver feito investimentos consideráveis para 
sua execução, a denúncia unilateral só produzirá efeitos depois de transcorrido prazo 
compatível com a natureza e o vulto dos investimentos.
OBS3: O legislador poderia ter determinado a pessoas o pagamento das perdas e 
danos sofridos pela parte que teve prejuízos com a dissolução unilateral do contrato, 
mas preferiu atribuir-lhe uma tutela específica. Caberá ao Juiz determinar, com a ajuda 
da perícia técnica, se necessário, o prazo em que fica suspenso o direito da parte de 
resilir unilateralmente o contrato sem qualquer motivação específica. 
Ex.: Comodato de imóvel sem prazo. Não é razoável que alguns dias depois de o 
comodatário se instalar, se admitir que o comodante solicite sem qualquer justificativa 
decorrente de fato superveniente a sua imediata restituição. Se o comodatário 
realizou obras no imóvel para ocupá-lo, o prazo de ocupação ainda pode se estender 
por muito mais tempo.
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OBS4: O contrato de mandato admite, por sua natureza, a resilição unilateral 
incondicional, em razão do seu fundamento na relação de confiança entre as partes. 
Nestas hipóteses deve restar ao prejudicado apenas obter indenização pelos danos, 
sem a possibilidade da extensão compulsória do contrato.
(ii) Resolução contratual
É uma forma de extinção dos contratos que independe da vontade das partes. A 
resolução ocorre quando o devedor falta ao cumprimento de sua obrigação, ou seja, 
está inadimplente.São espécies de resolução:
1ª) Cláusula Resolutiva (arts. 474/475, CC):
Tácita (Art. 474, parte final, CC): Em todo o contrato bilateral, a sua inexecução por 
uma das partes tem como consequência facultar à outra promover a sua resolução, se 
não preferir alternativa reclamar a prestação, muito embora não tenham sido ajustadas 
estas consequências.
Expressa: As partes ajustam que a inexecução da obrigação importa na resolução de 
pleno direito. Com a presença desta cláusula, deixando o contratante de cumprir a 
obrigação na forma e no tempo ajustado, resolve-se o contrato automaticamente, sem 
necessidade de interpelação do faltoso.
(iii) Exceção do Contrato não Cumprido
Ocorre quando o demandado recusa realizar a sua prestação, com o fundamento de não 
ter aquele que reclama dado cumprimento ao que lhe cabe. É uma causa impeditiva da 
exigibilidade da prestação, por parte daquele que não efetuou a sua. Cada um dos 
contratantes está sujeito ao cumprimento estrito das cláusulas contratuais, e, em 
consequência, se um não o faz de maneira completa, pode o outro opor-lhe em defesa 
esta exceção levada ao extremo de recusar a coisa devida.
(iv) Resolução por Onerosidade Excessiva
É possível a extinção dos contratos de execução diferida e continuada no tempo, quando 
um evento futuro causa o seu desequilíbrio econômico-financeiro. Os contratos devem 
ser cumpridos, desde que as condições presentes no momento da sua celebração 
continuem as mesmas. Vejamos as teorias que fundamentam a resolução do contrato 
por onerosidade excessiva:
1ª) Teoria da Imprevisão (art. 478, CC): Os contratos podem ser resolvidos ou revisados 
quando um evento futuro (posterior à celebração do contrato) e imprevisível causa o 
desequilíbrio econômico – financeiro do contrato, tornando excessivamente oneroso 
para uma das partes.
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OBS: A doutrina e jurisprudência admitem a incidência da Teoria da Imprevisão, diante 
da ocorrência de um evento futuro, previsível, mas com efeitos imprevisíveis.
2ª) Teoria da Base Objetiva do Negócio Jurídico (Art. 6°, V, CDC): Os contratos 
consumeristas podem ser resolvidos ou revisados quando em razão de um evento 
futuro, ocorre o desequilíbrio econômico – financeiro do contrato, tornando o negócio 
excessivamente oneroso para o consumidor. Nesse caso, não é relevante a 
imprevisibilidade do evento futuro, basta que este ocorra em um momento posterior à 
celebração do contrato. 
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