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Biomecânica do 
Movimento
Gabriela Souza de Vasconcelos
Biomecânica do 
Movimento
2
Introdução
As análises biomecânicas levam em consideração uma série de variáveis relacionadas 
com os movimentos humanos. Sendo assim, é pertinente que o profissional de 
movimento conheça os planos e eixos anatômicos, as ações articulares, as funções 
musculares, bem como os conceitos de torque e alavancas. 
Para isso, este conteúdo aborda esses conceitos com o intuito de permitir que 
o profissional realize análises de exercícios e dos movimentos humanos de  
forma adequada.
Objetivo da Aprendizagem
Ao final do conteúdo, esperamos que você seja capaz de:
• Aprender como os conceitos biomecânicos agem sobre o movimento.
3
Biomecânica do Movimento
A biomecânica do movimento se propõe a investigar os efeitos das forças sobre o 
corpo humano. Esse estudo permite identificar padrões inadequados de movimento, 
melhorar o desempenho esportivo e prevenir lesões e disfunções no sistema 
musculoesquelético (HAMILL; KNUTZEN; DERRICK, 2016).
Ao analisar os movimentos humanos, o profissional deve identificar corretamente 
os nomes dos segmentos e usá-los de forma consistente. Além disso, esse aspecto 
é decisivo para a comunicação entre os diferentes profissionais envolvidos. Por 
isso, conhecer a nomenclatura dos diferentes segmentos e movimentos corporais é 
fundamental para a análise biomecânica. (HAMILL; KNUTZEN; DERRICK, 2016).
Para realizar a análise do movimento humano, um ponto 
fundamental é a padronização da terminologia.
Atenção
O corpo humano consiste em esqueleto axial e esqueleto apendicular. O esqueleto 
axial é formado pela cabeça e pelo tronco, representando 50% do peso corporal. Em 
função disso, o esqueleto axial se movimenta em baixa velocidade e, portanto, é 
mais fácil de ser analisado pelos profissionais de movimento (HAMILL; KNUTZEN; 
DERRICK, 2016).
Os membros superiores e inferiores constituem o esqueleto apendicular. Em termos 
gerais, à medida que se localizam mais afastados do tronco, os segmentos se tornam 
menores, exibem movimentos mais rápidos e sua observação se torna mais difícil 
por causa de seu tamanho e velocidade. Assim, a flexão do ombro consiste em elevar 
o membro superior à frente do corpo, enquanto a flexão do antebraço descreve um 
movimento no cotovelo. Os movimentos do braço são tipicamente descritos por sua 
ocorrência na articulação do ombro; os movimentos do antebraço são descritos em 
relação à atividade da articulação do cotovelo; e os movimentos da mão são descritos 
em relação à atividade da articulação radiocarpal. Por sua vez, no membro inferior, a 
coxa é a região entre as articulações do quadril e do joelho; a perna é a região entre as 
articulações do joelho e talocrural; e o pé é a região distal à articulação do tornozelo 
(HAMILL; KNUTZEN; DERRICK, 2016).
4
Além de compreender a anatomia, o profissional precisa estar atento a outras 
particularidades que envolvem a descrição dos movimentos corporais. A descrição 
da posição de um segmento ou de um movimento articular é, comumente, expressa 
a partir de uma posição inicial designada. Nessa posição de referência, chamada de 
posição anatômica, o corpo está numa postura ereta, com a cabeça voltada para a 
frente, os braços ao lado do tronco com as palmas voltadas para a frente e as pernas 
juntas com os pés apontando para a frente (HAMILL; KNUTZEN; DERRICK, 2016).
Figura 1 - Posição anatômica de referência
Fonte: Freepik (2023).
#PraTodosVerem: ilustração de um corpo humano na posição anatômica de 
referência.
Os profissionais ainda podem utilizar a posição fundamental como padrão de 
referência para os movimentos do corpo humano. Nessa posição, que é similar à 
posição anatômica, o indivíduo permanece com os braços descansados na lateral do 
corpo e com as palmas voltadas para a linha média do corpo. A escolha pela posição 
de referência depende da experiência do profissional, sendo que o mais importante é 
5
a forma como ele reportará os movimentos, expressando com clareza qual a posição 
adotada (HAMILL; KNUTZEN; DERRICK, 2016).
Nas descrições do movimento, a posição inicial ainda pode ser chamada de posição 
zero ou origem. A partir dessa posição, o profissional poderá mensurar e definir o 
ângulo da articulação. Esse ângulo também é conhecido como o ângulo relativo entre 
dois segmentos. 
Adicionalmente aos conceitos anatômicos e à posição de referência associados aos 
movimentos, o profissional deve estar ciente sobre o uso dos termos direcionais 
e de que forma eles podem contribuir com a descrição da relação dos segmentos 
corporais em relação ao corpo. 
Figura 2 - Termos direcionais de movimento
Fonte: Hamill, Knutzen e Derrick (2016, p. 12).
#PraTodosVerem: a imagem apresenta duas ilustrações do corpo humano, 
uma frontal e uma lateral, e indica os termos direcionais de movimento: me-
dial, lateral, proximal, distal, superior, inferior, posterior, anterior.
Os termos direcionais, como o nome já indica, servem para informar o sentido do 
movimento desempenhado. Além disso, eles são universalmente conhecidos e 
utilizados pelos profissionais, o que favorece a comunicação entre diferentes 
profissionais envolvidos no âmbito esportivo. Por exemplo, o profissional pode utilizar 
termos como superior, inferior, anterior, posterior, medial, lateral, proximal, distal, 
6
superficial e profundo para descrever um movimento ou gesto esportivo (HAMILL; 
KNUTZEN; DERRICK, 2016).
Superior
Ou cranial, faz referência a estar próximo da cabeça.
Inferior
Ou caudal, faz referência a estar afastado da cabeça.
Anterior
Ou ventral, faz referência a estar na direção da frente do corpo.
Posterior
Ou dorsal, faz referência a estar na direção da parte de trás do corpo.
Medial
Faz referência a estar na direção da linha média do corpo.
Lateral
Faz referência a estar afastado da linha média do corpo.
Proximal
Faz referência a estar próximo do tronco.
Distal
Faz referência a estar distante do tronco.
7
Superficial
Faz referência a estar na superfície do corpo.
Profundo
Faz referência a estar dentro do corpo.
Esses conceitos favorecem a análise biomecânica dos movimentos e estabelecem 
uma terminologia universal, que é facilmente compreendida pelos demais profissionais 
de movimento.
Planos Anatômicos, Eixos Articulares e Tipos de 
Movimento
A cinemática é uma subdivisão da biomecânica que busca descrever os movimentos 
humanos. Para isso, o fisioterapeuta deve ter ciência dos eixos e planos, bem como 
dos tipos de movimentos (HALL, 2020).
8
Figura 3 - Planos e eixos de movimento
Fonte: Hamill, Knutzen e Derrick (2016, p. 12).
#PraTodosVerem: ilustração de um corpo humano com indicação dos planos e 
eixos de movimento: eixo longitudinal, plano frontal, eixo anteroposterior, eixo 
mediolateral, plano horizontal, plano sagital.
Você sabia que todos os movimentos do corpo humano ocorrem 
em três planos e ao redor de eixos de movimento? São eles: plano 
sagital, plano frontal e plano horizontal.
Curiosidade
Em relação aos planos de movimento, o corpo pode ser interseccionado de modo a 
criar três planos: plano sagital, plano frontal e plano horizontal (HALL, 2020).
9
O plano sagital pode ser visto ao analisar o indivíduo de lado. Assim, esse plano 
separa o corpo humano em lado direito e lado esquerdo. O plano frontal pode ser 
visto ao analisar o indivíduo pela frente ou pelas costas e separa o corpo em anterior 
e posterior. Por fim, o plano horizontal pode ser visto analisando o indivíduo de cima. 
Esse plano separa o corpo humano em superior e inferior (HALL, 2020).
Já em relação aos eixos de movimento, é possível citar o eixo anteroposterior, 
mediolateral e longitudinal. Esses eixos de movimento são perpendiculares ao plano 
em que o movimento está ocorrendo. Por exemplo, na flexão de cotovelo, que ocorre 
no plano sagital, o eixo é mediolateral; no movimento de abdução, que ocorre no 
plano frontal, o eixo é o anteroposterior; e no movimento de rotação,que ocorre no 
plano horizontal, o eixo é o longitudinal. Dessa forma, ao compreender o movimento, 
bem como o plano e o eixo em que ele ocorre, o profissional terá plenas condições de 
descrever o movimento, diferenciá-lo de outros e, também, comunicar-se com outros 
profissionais de forma padronizada (HALL, 2020).
Plano Eixo Movimentos
Sagital Mediolateral Flexão, extensão e hiperextensão.
Fontal Anteroposterior
Abdução, adução, flexão lateral, elevação, 
depressão, desvios ulnares e radiais, eversão e 
inversão.
Horizontal Longitudinal Rotações, supinação, pronação e flexão e extensão 
horizontal.
Quadro 1 - Planos, eixos e os movimentos correspondentes
Fonte: Elaborado pelo autor (2023).
#PraTodosVerem: no quadro, estão descritos os planos, eixos e seus movi-
mentos correspondentes.
Dessa forma, os eixos estão sempre relacionados com esses planos e com os 
respectivos movimentos articulares que ocorrem em cada um dos planos (HOUGLUM; 
BERTOTI, 2014).
Em relação aos tipos de movimento, eles podem ser descritos como lineares ou 
angulares. Os movimentos lineares ou de translação são aqueles em que todos os 
segmentos se movem na mesma direção ou na mesma velocidade. Eles ainda podem 
ser classificados em retilíneos ou curvilíneos (HALL, 2020).
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Movimentos Lineares Retilíneos
Movimentos que acontecem ao longo de uma linha reta.
Movimentos Lineares Curvilíneos
Movimentos que acontecem ao longo de uma linha curva.
Os movimentos angulares representam a grande maioria dos movimentos do corpo 
humano. Por definição, esse tipo de movimento ocorre ao redor de um eixo de rotação, 
como os movimentos de flexão, extensão, abdução, adução e rotação de diversos 
segmentos corporais (HALL, 2020).
Em geral, os movimentos do corpo humano combinam movimentos lineares e 
angulares, gerando movimentos gerais. Por exemplo, a corrida é um movimento 
geral, pois o indivíduo está sendo transladado ao mesmo tempo em que ocorrem os 
movimentos angulares no quadril, joelho, tornozelo e pé. 
Ações Articulares e Funções Musculares
As ações articulares correspondem a seis movimentos básicos, mais uma série 
de movimentos especiais realizados pelas articulações do corpo humano, de 
forma isolada ou combinada. Os movimentos básicos envolvem: flexão, extensão 
(e hiperextensão), abdução, adução, rotação medial e rotação lateral (HAMILL; 
KNUTZEN; DERRICK, 2016).
Tanto a flexão quanto a extensão são movimentos realizados pela maioria das 
articulações do corpo humano. A flexão consiste na redução do ângulo entre dois 
segmentos corporais. Em outras palavras, ao fletir o cotovelo, por exemplo, o ângulo 
entre o braço e o antebraço diminui. A extensão, por sua vez, é o oposto da flexão. 
Assim, na extensão, o ângulo aumenta e o segmento retorna à posição inicial. 
Utilizando o mesmo exemplo anterior, ao estender o cotovelo, além de aumentar o 
ângulo entre o braço e o antebraço, o cotovelo retornará à posição inicial (0°) (HAMILL; 
KNUTZEN; DERRICK, 2016). 
Diferentemente da flexão e da extensão, a abdução e a adução são movimentos 
desempenhados por poucas articulações, como ombro, punho, mão, quadril e pé. A 
abdução consiste em afastar o segmento da linha média do corpo. Por exemplo, ao 
11
abduzir o ombro ou o quadril, ocorre o afastamento do segmento da linha média do 
corpo. Já a adução é o contrário, em que ocorre a aproximação do segmento da linha 
média do corpo (HAMILL; KNUTZEN; DERRICK, 2016). 
Os movimentos de rotação podem ser realizados pelo ombro, quadril, joelho e, 
ainda, pelas vértebras da coluna. A nomenclatura desses movimentos merece certa 
atenção dos profissionais. Nos membros superiores e inferiores, normalmente, ao 
se descrever uma rotação, é recomendado utilizar termos como interno/externo ou 
medial/lateral. A rotação interna ou medial consiste na aproximação da face anterior 
do segmento em relação à linha média, enquanto a rotação externa ou lateral é o 
contrário. Na rotação interna ou medial do quadril, por exemplo, é fácil observar a 
face anterior da coxa se movendo em direção à linha média. Da mesma forma, na 
rotação externa ou lateral, a face anterior da coxa se move para longe da linha média. 
Já para rotações da cabeça e do tronco, os termos são direita/esquerda. Assim, os 
movimentos da cabeça e do tronco devem apontar para o lado em que ocorrem, 
como rotação da cabeça para a direita ou rotação da coluna torácica para a esquerda 
(HAMILL; KNUTZEN; DERRICK, 2016).
Apesar de os movimentos serem divididos em básicos e especiais, 
essa separação serve para que, didaticamente, o profissional 
reconheça cada um deles. Os movimentos básicos e especiais 
permitem que o profissional descreva o movimento realizado em 
detalhes e se comunique de forma satisfatória com os demais 
profissionais do movimento envolvidos.
Curiosidade
O quadro a seguir apresenta os movimentos especiais com suas respectivas 
descrições e características.
Movimento especial Característica
Flexão lateral direita ou 
esquerda
Descreve o movimento de inclinação da cabeça e do tronco 
para a direita ou para a esquerda.
Elevação e depressão 
escapular
Descreve os atos de levantar e baixar as escápulas, 
respectivamente.
Protração escapular Descreve o movimento de afastamento das escápulas, como 
quando o indivíduo arredonda os ombros.
12
Movimento especial Característica
Retração escapular Descreve o movimento de retorno da prostração, em que as 
escápulas se aproximam.
Rotação superior da 
escápula
Descreve o movimento da escápula em círculo para cima, 
em que a base se distancia do tronco enquanto a espinha se 
aproxima.
Rotação inferior da escápula Descreve o movimento da escápula em círculo para baixo, ou 
seja, o movimento oposto ao de rotação superior.
Adução ou flexão horizontal Descreve o movimento combinado de flexão e adução no 
quadril e no ombro, apenas.
Abdução ou extensão 
horizontal
Descreve o movimento combinado de extensão e abdução no 
quadril e no ombro, apenas.
Pronação da radioulnar Descreve o movimento em que as palmas ficam voltadas para 
trás.
Supinação da radioulnar Descreve o movimento em que as palmas ficam voltadas para a 
frente.
Desvio ulnar e radial do 
punho
Descreve o movimento da mão na direção do dedo mínimo e do 
polegar, respectivamente.
Plantiflexão de tornozelo Descreve o movimento do pé para baixo, em que o pé se 
distancia da perna.
Dorsiflexão de tornozelo Descreve o movimento do pé na direção da perna, que diminui o 
ângulo relativo entre a perna e o pé.
Inversão do pé
Descreve o movimento que ocorre quando a margem medial 
do pé se levanta, de modo que a planta do pé fique voltada na 
direção do outro pé.
Eversão do pé Descreve o movimento do pé em que a margem lateral se 
levanta; em outras palavras, é o oposto da inversão.
Pronação do pé Descreve a soma de três movimentos: dorsiflexão, eversão e 
abdução.
Supinação do pé Descreve um conjunto de movimentos que consiste em 
plantiflexão do tornozelo, inversão e adução do antepé.
Circundução Descreve o movimento de círculo que pode ser realizado por 
articulações triaxiais.
Quadro 2 - Movimentos especiais
Fonte: Elaborado pelo autor (2023).
#PraTodosVerem: no quadro, estão descritos os movimentos especiais com 
suas respectivas características.
13
Assim como ocorre com a terminologia usada para as ações articulares, os profissionais 
devem estar cientes sobre as diferentes ações e funções que os músculos podem 
realizar durante os movimentos e gestos esportivos. As ações musculares podem 
ser isométricas, concêntricas e excêntricas. Durante uma ação isométrica, embora o 
músculo esteja ativo, não ocorre movimento na articulação. Assim, o músculo contrai, 
mas não promove movimento dos segmentos envolvidos. Já durante uma contração 
concêntrica ou excêntrica, os músculos estão ativos e ocorre o movimento dos 
segmentos envolvidos. Em uma contração concêntrica, as inserções musculares se 
aproximam gerando um torque na mesma direção do movimento. Em uma contração 
excêntrica,Assim, durante a realização de gestos esportivos, o profissional pode lançar mão 
das informações sobre torque e alavancas com o intuito de otimizar o desempenho 
esportivo dos atletas. 
Análise de Exercícios
A análise biomecânica, aplicada aos exercícios e gestos esportivos, tem a função 
de melhorar a técnica, o treinamento, o desempenho esportivo e, ainda, prevenir 
lesões. Essa análise pode ser de dois tipos: qualitativa ou quantitativa. Cabe ressaltar 
que as duas análises são importantes e fornecem dados relevantes para o estudo 
biomecânico no âmbito esportivo. 
A análise biomecânica qualitativa descreve subjetivamente os movimentos 
humanos e gestos esportivos, podendo ser realizada em quatro etapas principais: 
preparação, observação, avaliação e diagnóstico e intervenção (ACKLAND; ELLIOTT; 
BLOOMFIELD, 2011). 
19
Preparação
Primeira etapa da análise qualitativa e consiste em conhecer o atleta, o esporte, 
a técnica e os requisitos para o máximo desempenho e performance esportiva.
Observação
Segunda etapa da análise qualitativa e consiste em observar de forma 
sistemática a realização dos exercícios e gestos esportivos.
Avaliação e diagnóstico
Terceira etapa da análise qualitativa e consiste na avaliação dos prós e contras 
dos gestos esportivos e identificação do diagnóstico, ou seja, o motivo pelo 
qual o atleta não alcança o máximo desempenho no esporte.
Intervenção
Quarta etapa na análise qualitativa e consiste no uso de estratégias para 
corrigir/otimizar o gesto esportivo do atleta com base nas informações obtidas 
nas etapas anteriores.
Ao contrário da análise qualitativa, a análise quantitativa busca mensurar e descrever 
de forma numérica os movimentos e gestos do esporte. Para isso, ela pode mensurar 
variáveis cinemáticas e/ou cinéticas relacionadas com o movimento de interesse 
(MCGINNIS, 2015). 
As variáveis cinemáticas, como deslocamento, velocidade, posição e amplitude de 
movimento, podem ser obtidas por meio de cronômetros, acelerômetros e sistemas 
de captura dos movimentos (MCGINNIS, 2015).
Os cronômetros são equipamentos de fácil acesso e baixo custo. A função deles é 
quantificar o tempo dispendido para a realização de um movimento ou gesto esportivo. 
Ainda, nos gestos em que a distância é conhecida, o profissional pode calcular a 
velocidade (MCGINNIS, 2015). 
Os acelerômetros são dispositivos que avaliam a aceleração dos segmentos onde 
estão posicionados (MCGINNIS, 2015). 
Os sistemas de captura do movimento variam desde câmeras de celulares até 
sistemas tridimensionais. A partir de filmagens, o profissional pode realizar diferentes 
20
análises do movimento ou gesto esportivo, como os movimentos angulares do corpo 
humano nessa atividade (MCGINNIS, 2015). 
As variáveis cinéticas, como força, torque e pressão, podem ser mensuradas por 
meio de dinamometria e eletromiografia. As plataformas de força, bem como os 
dinamômetros manuais e isocinético, são exemplos de dispositivos de dinamometria. 
As plataformas mensuram a força de reação do solo no momento em que o pé do atleta 
toca o dispositivo; já os dinamômetros identificam o torque muscular (ACKLAND; 
ELLIOTT; BLOOMFIELD, 2011; MCGINNIS, 2015). 
A eletromiografia, por meio de eletrodos superficiais ou profundos, avalia a atividade 
elétrica dos músculos durante o gesto motor de interesse. Cabe destacar que a 
eletromiografia identifica se o músculo está ativo ou não, sendo uma medida indireta 
da força muscular (MCGINNIS, 2015).
Leia, nessa revisão sistemática, mais informações sobre a análise 
biomecânica realizada durante a execução de exercícios baseados 
no método Pilates, com ênfase no tronco e na pelve. Acesse o 
artigo e saiba mais! Disponível no link.
Saiba mais
Em geral, a análise biomecânica quantitativa é mais utilizada em laboratórios de 
pesquisa e em atletas de alto rendimento, pois depende de equipamentos sofisticados 
e com alto custo, como as plataformas de força, os dinamômetros isocinéticos e os 
sistemas de captura de movimento. Entretanto, alguns equipamentos simples e de 
fácil acesso, como cronômetros e acelerômetros, também podem ser utilizados nas 
análises quantitativas.
A partir dessas análises biomecânicas qualitativas e quantitativas, os profissionais 
conseguem identificar falhas nos padrões de movimento, aprimorar o treinamento 
físicos dos atletas, adequar equipamentos e acessórios usados no esporte, propor 
estratégias e intervenções para correção/otimização de falhas e, consequentemente, 
prevenir lesões esportivas.
https://www.scielo.br/j/fp/a/SWPBhcLJ8d9RkWDsSLm7Q4J/abstract/?lang=pt
21
Conclusão
Eixos e planos de movimentos
Os movimentos do corpo humano ocorrem em planos e eixos anatômicos. Os 
planos são sagital, frontal e horizontal, enquanto que os eixos são mediolateral, 
anteroposterior e longitudinal.
Função muscular
Os músculos podem atuar como agonistas, antagonistas e sinergistas 
(neutralizadores ou estabilizadores) dos movimentos humanos.
Torque
O torque é uma força produzida por músculos sobre as articulações e resulta 
da multiplicação da força aplicada pela distância perpendicular (T = F x r).
Figura 8 - Biomecânica do movimento humano
Fonte: Freepik (2023).
#PraTodosVerem: na imagem, há três ilustrações do corpo humano em movi-
mento.
22
Referências
ACKLAND, T. R.; ELLIOTT, B. C.; BLOOMFIELD; J. Anatomia e biomecânica aplicadas 
no esporte. Barueri: Manole, 2011. 
HALL, S. J. Biomecânica básica. Rio de Janeiro: GEN, 2020. 
HAMILL, J.; KNUTZEN, K. M.; DERRICK, T. R. Bases biomecânicas do movimento 
humano. 4. ed. São Paulo: Manole, 2016. 
HOUGLUM, P. A.; BERTOTI, D. B. Cinesiologia clínica de Brunnstrom. Barueri: Manole, 
2014. 
MCGINNIS, P. M. Biomecânica do esporte e do exercício. Porto Alegre: Grupo A, 2015.
OLIVEIRA, N. T. B. O. et al. Análise biomecânica do tronco e pelve em exercícios do 
método pilates: revisão sistemática. Fisioterapia e Pesquisa, v. 22, n. 4, 2015. Disponível 
em: https://www.scielo.br/j/fp/a/SWPBhcLJ8d9RkWDsSLm7Q4J/abstract/?lang=pt. 
Acesso em: 26 jul. 2023.
https://www.scielo.br/j/fp/a/SWPBhcLJ8d9RkWDsSLm7Q4J/abstract/?lang=ptAssim, durante a realização de gestos esportivos, o profissional pode lançar mão 
das informações sobre torque e alavancas com o intuito de otimizar o desempenho 
esportivo dos atletas. 
Análise de Exercícios
A análise biomecânica, aplicada aos exercícios e gestos esportivos, tem a função 
de melhorar a técnica, o treinamento, o desempenho esportivo e, ainda, prevenir 
lesões. Essa análise pode ser de dois tipos: qualitativa ou quantitativa. Cabe ressaltar 
que as duas análises são importantes e fornecem dados relevantes para o estudo 
biomecânico no âmbito esportivo. 
A análise biomecânica qualitativa descreve subjetivamente os movimentos 
humanos e gestos esportivos, podendo ser realizada em quatro etapas principais: 
preparação, observação, avaliação e diagnóstico e intervenção (ACKLAND; ELLIOTT; 
BLOOMFIELD, 2011). 
19
Preparação
Primeira etapa da análise qualitativa e consiste em conhecer o atleta, o esporte, 
a técnica e os requisitos para o máximo desempenho e performance esportiva.
Observação
Segunda etapa da análise qualitativa e consiste em observar de forma 
sistemática a realização dos exercícios e gestos esportivos.
Avaliação e diagnóstico
Terceira etapa da análise qualitativa e consiste na avaliação dos prós e contras 
dos gestos esportivos e identificação do diagnóstico, ou seja, o motivo pelo 
qual o atleta não alcança o máximo desempenho no esporte.
Intervenção
Quarta etapa na análise qualitativa e consiste no uso de estratégias para 
corrigir/otimizar o gesto esportivo do atleta com base nas informações obtidas 
nas etapas anteriores.
Ao contrário da análise qualitativa, a análise quantitativa busca mensurar e descrever 
de forma numérica os movimentos e gestos do esporte. Para isso, ela pode mensurar 
variáveis cinemáticas e/ou cinéticas relacionadas com o movimento de interesse 
(MCGINNIS, 2015). 
As variáveis cinemáticas, como deslocamento, velocidade, posição e amplitude de 
movimento, podem ser obtidas por meio de cronômetros, acelerômetros e sistemas 
de captura dos movimentos (MCGINNIS, 2015).
Os cronômetros são equipamentos de fácil acesso e baixo custo. A função deles é 
quantificar o tempo dispendido para a realização de um movimento ou gesto esportivo. 
Ainda, nos gestos em que a distância é conhecida, o profissional pode calcular a 
velocidade (MCGINNIS, 2015). 
Os acelerômetros são dispositivos que avaliam a aceleração dos segmentos onde 
estão posicionados (MCGINNIS, 2015). 
Os sistemas de captura do movimento variam desde câmeras de celulares até 
sistemas tridimensionais. A partir de filmagens, o profissional pode realizar diferentes 
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análises do movimento ou gesto esportivo, como os movimentos angulares do corpo 
humano nessa atividade (MCGINNIS, 2015). 
As variáveis cinéticas, como força, torque e pressão, podem ser mensuradas por 
meio de dinamometria e eletromiografia. As plataformas de força, bem como os 
dinamômetros manuais e isocinético, são exemplos de dispositivos de dinamometria. 
As plataformas mensuram a força de reação do solo no momento em que o pé do atleta 
toca o dispositivo; já os dinamômetros identificam o torque muscular (ACKLAND; 
ELLIOTT; BLOOMFIELD, 2011; MCGINNIS, 2015). 
A eletromiografia, por meio de eletrodos superficiais ou profundos, avalia a atividade 
elétrica dos músculos durante o gesto motor de interesse. Cabe destacar que a 
eletromiografia identifica se o músculo está ativo ou não, sendo uma medida indireta 
da força muscular (MCGINNIS, 2015).
Leia, nessa revisão sistemática, mais informações sobre a análise 
biomecânica realizada durante a execução de exercícios baseados 
no método Pilates, com ênfase no tronco e na pelve. Acesse o 
artigo e saiba mais! Disponível no link.
Saiba mais
Em geral, a análise biomecânica quantitativa é mais utilizada em laboratórios de 
pesquisa e em atletas de alto rendimento, pois depende de equipamentos sofisticados 
e com alto custo, como as plataformas de força, os dinamômetros isocinéticos e os 
sistemas de captura de movimento. Entretanto, alguns equipamentos simples e de 
fácil acesso, como cronômetros e acelerômetros, também podem ser utilizados nas 
análises quantitativas.
A partir dessas análises biomecânicas qualitativas e quantitativas, os profissionais 
conseguem identificar falhas nos padrões de movimento, aprimorar o treinamento 
físicos dos atletas, adequar equipamentos e acessórios usados no esporte, propor 
estratégias e intervenções para correção/otimização de falhas e, consequentemente, 
prevenir lesões esportivas.
https://www.scielo.br/j/fp/a/SWPBhcLJ8d9RkWDsSLm7Q4J/abstract/?lang=pt
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Conclusão
Eixos e planos de movimentos
Os movimentos do corpo humano ocorrem em planos e eixos anatômicos. Os 
planos são sagital, frontal e horizontal, enquanto que os eixos são mediolateral, 
anteroposterior e longitudinal.
Função muscular
Os músculos podem atuar como agonistas, antagonistas e sinergistas 
(neutralizadores ou estabilizadores) dos movimentos humanos.
Torque
O torque é uma força produzida por músculos sobre as articulações e resulta 
da multiplicação da força aplicada pela distância perpendicular (T = F x r).
Figura 8 - Biomecânica do movimento humano
Fonte: Freepik (2023).
#PraTodosVerem: na imagem, há três ilustrações do corpo humano em movi-
mento.
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Referências
ACKLAND, T. R.; ELLIOTT, B. C.; BLOOMFIELD; J. Anatomia e biomecânica aplicadas 
no esporte. Barueri: Manole, 2011. 
HALL, S. J. Biomecânica básica. Rio de Janeiro: GEN, 2020. 
HAMILL, J.; KNUTZEN, K. M.; DERRICK, T. R. Bases biomecânicas do movimento 
humano. 4. ed. São Paulo: Manole, 2016. 
HOUGLUM, P. A.; BERTOTI, D. B. Cinesiologia clínica de Brunnstrom. Barueri: Manole, 
2014. 
MCGINNIS, P. M. Biomecânica do esporte e do exercício. Porto Alegre: Grupo A, 2015.
OLIVEIRA, N. T. B. O. et al. Análise biomecânica do tronco e pelve em exercícios do 
método pilates: revisão sistemática. Fisioterapia e Pesquisa, v. 22, n. 4, 2015. Disponível 
em: https://www.scielo.br/j/fp/a/SWPBhcLJ8d9RkWDsSLm7Q4J/abstract/?lang=pt. 
Acesso em: 26 jul. 2023.
https://www.scielo.br/j/fp/a/SWPBhcLJ8d9RkWDsSLm7Q4J/abstract/?lang=pt

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