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Meu caderno de resumos: Direito Administrativo
 Atos Administrativos
Controle de leituras: ✅✅▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢▢
*ERRO MUITO NOS PRAZOS DECADENCIAIS 
1. CONCEITOS INICIAIS 
Primeiramente temos que diferenciar ato administrativo de fato administrativo. 
-Fato: É qualquer acontecimento, sem que haja manifestação de vontade. São fatos concretos que produzem efeitos no direito administrativo. Não admitem invalidação. 
-Ato: de uma manifestação de vontade, razão pela qual pode ser revogados ou anulados. 
💡 Nem todo ato praticado pela administração pública é ato administrativo. Pois a administração pratica uma série de atos e nem todos são considerado atos administrativos. 
· ATOS DA ADMINISTRAÇÃO: 
É uma expressão genérica, que abrange algumas espécies, dentre as quais estão presentes os atos administrativos. 
- São atos da administração:
a) Atos políticos: A Administração pratica tais atos no exercício da função política do Estado e não da função administrativa. 
Ex: anistia presidencial, veto de lei, declaração de guerra etc. 
Esses atos políticos não se sujeitam ao controle judicial abstrato, só sendo admitidos quando houver prejuízo específico à esfera individual de particulares. 
b) Atos privados: Atos nos quais a administração pública abre mão das suas prerrogativas e atua em igualdade com o particular;
Aqui, a administração pública será regida pelo direito privado.
Ex: doação, permuta, exploração de atividade econômica por empresas públicas e SEM, etc. 
c) Atos materiais: São fatos administrativos sem manifestação de vontade do Estado. 
São atos de mera execução da atividade. 
Ex: Ato que determina a demolição de um prédio = ato administrativo. 
A demolição do prédio = fato administrativo, ato material → pode ser executado por particulares contratados pelo Estado. 
d) Atos administrativos: São atos praticados pelo Estado, no exercício da função administrativa e ensejando uma manifestação de vontade do Estado. 
A partir desse conceito, já dá para diferenciar ato administrativo dos demais atos da administração: 
*Função administrativa ≠ Atos políticos (função política)
*Direito público ≠ Atos privados (direito privado)
*Manifestação de vontade ≠ Atos materiais (sem vontade)
Portanto, vimos que nem todo ato da administração é ato administrativo. 
- Os atos administrativos podem ser praticados: 
	- Pela própria administração pública, ou 
	- Por entidades privadas que atuam por delegação do Estado. 
2. ATOS ADMINISTRATIVOS
2.1 CONCEITO: 
Ato administrativo é todo ato praticado pela Administração Pública ou por quem lhe faça às vezes no exercício da função administrativa, sob regime de direito público (gozando de todas as prerrogativas estatais) e manifestando vontade do poder público. 
2.2 ATOS VINCULADOS E ATOS DISCRICIONÁRIOS 
· ATOS VINCULADOS:
- Todos os elementos do ato estão previstos em lei (competência, finalidade, forma, motivo e objeto). Toda a atuação do ente estatal está vinculada à lei e somente desta pode emanar a conduta das autoridades públicas. 
- Não há possibilidade de escolha ao administrador. A norma legal estabelece todos os elementos do ato administrativo, sem deixar qualquer margem de escolha/opção acerca da melhor atuação para o agente do Estado. 
· ATOS DISCRICIONÁRIOS: 
- É aquele ato determinado em lei, no qual o dispositivo legal confere margem de escolha ao administrador público mediante análise de mérito (razões de oportunidade e conveniência). 
- Há margem de liberdade em alguns elementos do ato (pode aparecer no motivo e no objeto). 
- O agente vai atuar sempre nos limites legais, pois é a lei que define se o ato é discricionário ou não. Nos casos em que a lei não for tão objetiva, o administrador deverá se valer de carga valorativa na sua atuação. 
☞ Mérito administrativo: É a margem de liberdade conferida nos atos discricionários, relativos ao motivo e ou objeto. 
💡 Competência, finalidade e forma: SEMPRE VINCULADOS. 
- O controle exercido pelo Poder Judiciário nos atos administrativos se limita apenas à análise da legalidade. NUNCA sobre o mérito. 
2.3 CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS
· Quanto aos destinatários 
- Atos gerais: não se destinam a pessoas específicas, mas descreve uma situação fática e todos aqueles que se enquadrem nessa situação têm que respeitar o ato. 
- Caráter abstrato e impessoal. 
- Se refere à uma quantidade indeterminada de pessoas. 
- Não individualiza os sujeitos. 
- Ex: Edital de um concurso, regulamentos e resoluções. 
- Atos individuais: Se referem a determinadas pessoas, especificadas no próprio ato. 
- Podem se referir a vários indivíduos (atos múltiplos), mas eles estarão especificados no ato ou podem se referir a um único sujeito (atos singulares). 
· Quanto à sua formação/manifestação de vontade administrativa (*caiu e errei)
- Atos simples: É aquele que está perfeito e acabado, com a única e simples manifestação de vontade de um único órgão. 
- Atos complexos: Para que o ato se aperfeiçoe, depende da manifestação de vontade de mais de um órgão → Órgão X + órgão Y = ato administrativo. 
- Haverá uma soma de vontades absolutamente independentes (órgãos independentes) para manifestação de um único ato. 
- Ex: nomeação do PFN. O ato de nomeação depende: AGU + Ministro da Fazenda para manifestação de vontade. 
- Ex: atos que dependem de aprovação são atos complexos. Vejamos: ato de aposentadoria de servidor/ato de pensão→ depende de manifestação de vontade do órgão ao qual o servidor está vinculado + aprovação do TC → O TC tem vontade independente em relação ao órgão. A aposentadoria depende da soma de vontades independentes. Se o TC não aprovar o ato de aposentadoria, ele não estará anulando um ato perfeito. Ele estará apenas impedindo que o seu direito se aperfeiçoe. Por isso que se o TC não aprovar atos de aposentadoria, ele não precisa respeitar o contraditório prévio. 
- Súmula vinculante nº3: Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão.
⤷ Os atos do TC que restringem direitos precisam respeitar o contraditório e a ampla defesa, SALVO a não concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão. 
✎ CESPE: Na classificação dos atos administrativos, um critério comum é a formação da vontade, segundo o qual, o ato pode ser simples, complexo ou composto. O ato complexo se apresenta como a conjugação de vontade de dois ou mais órgãos, que se juntam para formar um único ato com um só conteúdo e finalidade. (CORRETO)
- Atos compostos: dependem da manifestação de vontade de mais de um órgão. 
- Mas aqui há: uma vontade principal e outra vontade acessória, dependente da primeira vontade. Ex: ato que depende de homologação. 
- A segunda vontade é meramente ratificadora da primeira. 
· Quanto ao objeto 
- Atos de império: Aqueles em que a administração pública atua com prerrogativas de poder público, valendo-se da supremacia do interesse público sobre o interesse privado. 
- O poder público impõe obrigações, aplica penalidades sem necessidade de determinação judicial. 
- Ex: autos de infração decorrentes de descumprimento das regras de trânsito. 
- Atos de gestão: A administração não age com as prerrogativas de estado. Ela atua em situação de igualdade com o particular. 
- Atividade regida pelo direito privado. 
- Esses atos não impõem restrições e nem admitem que o Estado se valha de meios coercitivos para a sua execução. 
- Ex: alienação de um bem imóvel público inservível. 
- Atos de expediente: Praticados como forma de dar andamento à atividade administrativa, sem configurar uma manifestação de vontade do estado. 
- Apenas há a execução de condutas previamente definidas. 
- Ex: despacho que encaminha um processo administrativo para julgamento.
· Quanto à estrutura
- Atos concretos: Praticados com uma finalidade de resolver uma situaçãoespecífica. 
- Efeitos: com uma única aplicação se exaure. 
- Ex: aplicação de uma multa de trânsito. 
-Atos abstratos: Definem uma regra genérica que deverá ser aplicada sempre que se constatar uma determinada situação. 
- Têm efeitos permanentes, caráter genérico e nº indeterminado de destinatários. 
- Ex: expedição de uma circular que define o horário de funcionamento de uma repartição pública. 
· Quanto aos efeitos 
- Atos constitutivos: Cria uma situação jurídica nova, previamente inexistente. Há criação de novos direitos ou extinção de prerrogativas previamente estabelecidas. 
- Ex: exoneração de um servidor. 
- Atos declaratórios: Afirmam um direito preexistente. 
- Têm efeitos retroativos: não constituem situações, mas somente as apresentam. 
- Ex: aposentadoria compulsória. 
· Quanto aos resultados 
- Atos ampliativos: Atribuem direitos e vantagens aos seus destinatários → concedendo vantagens previamente requeridas pelo interessado. 
- Ex: ato de permissão de uso de um bem público.
- Atos restritivos: Impõem obrigações ou aplicam penalidades aos destinatários. 
- Ex: norma geral que impede que se fume em ambientes fechados. 
· Quando ao seu alcance 
- Atos internos: Produzem efeitos dentro da estrutura da Administração pública responsável por sua edição. 
- Estabelecem normas que obrigam os agentes públicos e órgãos. 
- Não atingem pessoas estranhas à organização da administração interna. 
- Não dependem de publicação oficial. 
- Ex: circular que exige que os servidores de um órgão usem fardas. 
- Atos Externos: Produzem efeitos em relação aos administrados estranhos à estrutura da administração pública. 
- Dependem de publicação em órgão oficial, para que haja conhecimento de toda a sociedade que será atingida pelas regras definidas. 
- Ex: decreto que define o limite máximo de velocidade para se transitar em uma avenida. 
2.4 ESPÉCIES DE ATOS ADMINISTRATIVOS (NONEP)
2.4.1 ATOS NORMATIVOS: São aqueles onde a administração estabelece normas gerais e abstratas para destinatários indeterminados, porém determináveis. Aqui há manifestação do poder normativo. 
- São normas, mas não são leis em sentido estrito. 
Não podem inovar no OJ. 
Temos: 
a) Decretos/regulamentos: O decreto é a forma do regulamento, e é ato privativo do Chefe do Executivo. 
b) Avisos: Atos normativos dos auxiliares diretos do chefe do executivo. Ex: avisos ministeriais. São utilizados para dar conhecimento à sociedade de determinados assuntos ligados à atividade fim daquele órgão. 
c) Instruções normativas: Atos normativos de outras autoridades públicas. Pode ser expedida pela secretaria da receita federal, etc. 
d) Deliberações: Atos normativos dos órgãos colegiados.
e) Resoluções: atos das agências reguladoras Ex: resolução da ANAC, ANATEL. 
f) Regimentos: Definem normas internas, estabelecendo as regras a serem obedecidas para o regular funcionamento de órgãos colegiados. 
2.4.2 ATOS ORDINATÓRIOS: Atos de ordenação interna da atividade pública. São praticados para ordenar, organizar a atividade interna do órgão. Não são normas gerais. 
Praticados no exercício do poder hierárquico. 
a) Portaria: Estipula ordens e determinações internas, estabelece normas que geram direitos e obrigações. São atos administrativos individuais e internos. Ex: portaria de posse, nomeação, férias. Se refere a indivíduos especificados no ato. NÃO É NORMA GERAL. 
b) Circulares: normas internas e gerais → se direcionam a pessoas não especificadas no ato. Ex: circular que define horário de funcionamento daquela repartição, circular que define forma de utilização das garagens. 
- São normas internas e uniformes. Não é ato individual, não especifica ninguém. 
c) Ordem de serviço: Atos que distribuem a atividade dos órgãos entre seus setores e agentes. Ex: no setor estão lotados os agentes X e Y e devem executar atividade X, Y e Z. 
- Distribui o serviço e ordena internamente. 
d) Atos de comunicação: Ex: Ofícios → ato de comunicação entre autoridades públicas ≠ ou entre autoridades públicas + particular; Memorandos → Ato de comunicação interna (entre agentes da mesma estrutura orgânica). 
e) Despachos: onde as autoridades públicas proferem decisões sobre determinadas situações específicas, de sua responsabilidade funcional. 
2.4.3 ATOS NEGOCIAIS: Por meio dos quais a administração expressa um consentimento ao particular. Aqui, a manifestação de vontade do Estado coincide com o interesse do particular. 
Todas as 3 espécies desse ato se concede por meio de alvará. 
a) Autorização: É ato unilateral, discricionário e precário. 
Precário, pois não gera direito adquirido, podendo ser desfeito a qualquer tempo, porque não gera direito a indenização ao beneficiário. 
· Temos duas espécies de autorização: 
- Autorização de uso: sempre que o particular deseja utilizar um bem público de forma ANORMAL ou privativa. Uso especial de bem público. Ex: casar na praia. 
- Autorização de polícia: Autorização feita todas as vezes que o particular quer exercer uma atividade material fiscalizada pelo Estado dada sua relevância social ou perigo que pode ensejar à coletividade. Ex: portar arma, abrir uma escola. 
b) Licença: Também é um ato de polícia. É o ato por meio do qual a administração consente que o particular exerça atividade material fiscalizada pelo Estado. Ex: construção de um prédio enseja licença para construir. 
❓ Qual a diferença entre autorização de polícia e licença? 
⤷ A licença é ATO VINCULADO: se o particular cumprir todas as exigências objetivamente definidas em lei, ele tem o direito à concessão da licença. 
c) Permissão: Natureza contratual. 
De uso de bem público: ato administrativo discricionário e precário. Por meio desta, se permite que o particular se utilize de um determinado bem público, de forma anormal e privativa. 
❓ Qual a diferença entre autorização de uso e permissão de uso? 
⤷ autorização de uso: interesse do particular 
⤷ permissão de uso: interesse público 
2.4.4 ATOS ENUNCIATIVOS: atos que atestam uma situação de fato ou emite opiniões. 
a) Parecer: atos por meio dos quais a administração emite uma opinião do órgão público acerca de uma situação específica. 
Regra: não é vinculante → não obriga a autoridade a qual ela se dirige. 
Pode atuar concordando ou não com o parecer, SALVO disposição legal diversa. 
b) Certidão: é o espelho de um registro. A administração certifica um determinado fato que já se encontra previamente registrado no órgão. 
Fato → registro → certidão
O fato já está previamente escrito em documento público. O poder público analisa situação que está registrada e exterioriza, torna público. Ex: certidão de nascimento. 
c) Atestado: A administração precisa verificar uma situação de fato para depois atestar. Não é hipótese previamente documentada. 
2.4.5 ATOS PUNITIVOS: Atos por meio dos quais a administração aplica penalidades e sanções. Poder discricionário, poder de polícia. 
Restringem esfera jurídica dos particulares: por isso deve ser antecedido de processo administrativo regular (com contraditório e ampla defesa). 
2.5 ELEMENTOS/REQUISITOS DOS ATOS ADMINISTRATIVOS 
2.5.1 COMPETÊNCIA
É a atribuição normativa da legitimação para a prática de um ato administrativo. 
Não basta que o ato tenha sido praticado por agente público, este deve ser o competente para tal ato. Pode ser definida em lei ou em atos administrativos gerais. Não pode ser alterada por vontade das partes. 
A competência é inderrogável, irrenunciável, imprescritível e improrrogável. 
💡 Principal característica: sempre VINCULADO!!!
Outra característica importante: legalidade! Pois a competência sempre decorre da lei. 
💡 A lei admite: DELEGAÇÃO e AVOCAÇÃO de competência, desde que a lei não tenha conferido exclusividade a esta competência. 
(ver sobre delegação e avocação em poderes administrativos) 
☞ Importante saber: 
-Usurpação de função: alguém que não foi por nenhuma forma investido no cargo, emprego ou função pública não tem nenhuma espécie de relação jurídica funcional com a administração. É ato inexistente. 
- Funçãode fato: A pessoa foi investida no cargo, no emprego ou na função pública, mas há alguma ilegalidade em sua investidura, ou algum impedimento legal para a prática do ato. 
Em razão da teoria da aparência (a situação tem aparência de legalidade), o ato é considerado válido, ou pelo menos são considerados válidos os efeitos por ele produzidos ou dele decorrentes. 
2.5.2 FINALIDADE
É aquilo que o ato busca. 
- Finalidade genérica: presente em todos os atos → finalidade pública. 
- Finalidade específica: É definida em lei e estabelece qual a finalidade de cada ato praticado especificamente. 
Se praticar o ato com finalidade diversa da definida: desvio de poder/finalidade. Abuso de poder = nulidade da conduta praticada. 
Na hipótese de ser violada a finalidade específica, mesmo que o agente esteja buscando o interesse público, há desvio de finalidade. 
💡 É sempre VINCULADA – Logo, seu vício é insanável. NÃO PODENDO SER CONVALIDADO. 
Se os 5 elementos do ato forem vinculados: o ato é vinculado. 
Para que o ato seja discricionário, basta que haja um elemento praticado de forma discricionária (motivo ou objeto). 
2.5.3 FORMA
É a exteriorização do ato. 
Ausência de forma: inexistência do ato administrativo. 
Princípio da solenidade: garantia dos interesses da coletividade. 
Os atos administrativos são praticados por escrito. 
A regra é a forma escrita, apenas excepcionalmente os atos administrativos admitem forma diversa, como é o caso dos sinais e regras de trânsito. (QC: os atos administrativos sempre podem ser praticados livremente, desde que a lei não exija determinada forma como sendo essencial - ERRADO). 
A forma não configura a essência do ato. É somente o instrumento necessário para que a conduta administrativa alcance seus objetivos. → Princípio da instrumentalidade das formas. 
Se houver vícios no elemento forma: ILEGALIDADE passível de anulação da conduta. 
O vício de forma é um vício SANÁVEL. Apenas se não gerar prejuízo ao interesse público e nem a terceiros. 
2.5.4 MOTIVO
Trata das razões que justificam a prática do ato. São situações de fato ou de direito que dão ensejo à prática do ato. Logo, se o motivo for falso / inexistente, ou juridicamente inadequado, o ato será viciado. 
Por exemplo: se um guarda aplicar multa de trânsito alegando que alguém utilizada o celular enquanto dirigia e a pessoa, na verdade, provar que não usava o celular, então o motivo será falso, pois o pressuposto de fato não terá acontecido. 
Outra situação que enseja o vício de motivo é quando houver inadequação jurídica para praticar o ato. Isso acontece quando o motivo é verdadeiro, mas ele não seria o pressuposto para a prática do ato administrativo. Por exemplo: se um guarda aplica uma multa porque uma pessoa dirigia sem camisa. Se isso não for uma infração, o motivo pode até ter acontecido (a pessoa realmente não usava a camisa), mas isso não é causa de aplicação de multa de trânsito. 
 De acordo com a lei 4717/65, art.2º, d: a inexistência dos motivos se verifica quando a matéria de fato ou de direito, em que se fundamenta o ato, é materialmente inexistente ou juridicamente inadequada ao resultado obtido. 
Não existe ato sem motivo. 
Deve haver uma adequação do fato à norma: coincidência entre a situação prevista em lei como necessária à prática do ato e a circunstância fática. 
	Motivo
	Motivação
	Situação de fato e de direito que ensejou à prática do ato. 
Todo ato administrativo tem motivo. 
	É a exposição dos motivos. 
São os fundamentos/apresentação dos motivos. 
Vem a ser a exposição dos motivos que determinam a prática do ato, a exteriorização dos motivos que levaram a Administração a praticar o ato. É a demonstração por escrito, de que os pressupostos autorizadores da prática do ato realmente aconteceram.
A princípio todo ato tem motivação apresentada, mas em algumas situações, a lei ou a CF dispensam a motivação do ato. Ex: cargos em comissão, livre exoneração.
Mesmo que a motivação não seja necessária, no momento em que se faz motivação, ela passa a integrar o ato, por isso, se ela for falsa ou viciada, o ato também será viciado → ato ilegal. 
⤷ “TEROIA DOS MOTIVOS DETERMINANTES”
- Motivação aliunde: Quando o agente pratica um ato e remete a motivação do ato à um ato anterior que justifica a prática do seu ato. 
2.5.5 OBJETO 
Conteúdo do ato, aquilo sobre o que o ato dispõe. 
É o efeito principal do ato no mundo jurídico. 
Ex: objeto da demissão: perda do cargo. 
- Requisitos discricionários: MoOb 
Motivo e Objeto
2.6 ATRIBUTOS DOS ATOS ADMINISTRATIVOS 
São prerrogativas de poder público presentes no ato administrativo, em decorrência do princípio da supremacia do interesse público sobre o interesse privado. 
2.6.1 PRESUNÇÃO DE VERACIDADE/LEGITIMIDADE
- P. de veracidade: “fé pública”
Diz respeito a fatos. A ideia é que todos os fatos expostos em um ato administrativo se presumem verdadeiros até prova em contrário. 
É relativa, pois admite prova em contrário, mas não havendo essa prova em contrário, todos os fatos são presumidos como verdadeiros. 
Enseja a inversão do ônus da prova em relação aos fatos alegados pela administração. 
A administração não precisa provar que os fatos são verdadeiros, é o particular que deve demonstrar que não são. 
- P. da legitimidade: Não diz respeito aos fatos, mas sim ao direito. 
É a ideia de que no momento em que o ato é praticado, ele é considerado legítimo, lícito e em conformidade com o OJ até prova em contrário. 
Isso decorre de que quando o ato é praticado, ele passa por um processo administrativo onde se averigua a regularidade desse ato. Essa legitimidade decorre do procedimento que há para a prática do ato administrativo, pois o ato passa por uma série de controle. 
É uma presunção relativa, pois admite prova em contrário. 
E no momento em que é praticado, ele já começa a produzir efeitos, como se legítimo fosse. 
2.6.2 TIPICIDADE *mszp
Todo ato administrativo deve estar previsto em lei. 
Decorre do princípio da legalidade.
2.6.3 IMPERATIVIDADE *coercibilidade
Poder extroverso.
É o poder que a administração tem de impor unilateralmente uma obrigação ao particular, independentemente de sua vontade. Tudo dentro dos limites legais. 
É atributo presente somente nos atos administrativos que dispõem acerca de obrigações e deveres aos particulares. Ex: nos atos negociais e enunciativos não há imperatividade. 
(CESPE: Tanto os atos administrativos constitutivos quanto os negociais e os enunciativos têm o atributo da imperatividade. (FALSO))
Ex: Proibição de estacionar em determinados lugares. 
Se o particular estacionar? 
Receberá MULTA → poder que a administração tem de se valer de meios indiretos de coerção. 
2.6.4 AUTOEXECUTORIEDDADE 
Trata-se da aplicação de meios DIRETOS de coerção, para a execução dos atos administrativos. 
Aplicam meios diretos porque em determinados casos, a aplicação de meios indiretos não atende ao interesse público. 
Não há necessidade de provimento jurisdicional. 
Ex: Carro guinchado por estar estacionado em uma calçada dificultando a circulação de pedestres. 
Esse atributo não está presente em todos os atos administrativos, depende sempre de previsão legal ou de uma situação de urgência. 
A autoexecutoriedade decorre: de lei ou de situações de urgência. 
2.7 FASES DE CONSTITUIÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO 
Para que um ato administrativo produza efeitos regularmente no mundo jurídico, ele tem que passar por 3 fases: 
· PERFEIÇÃO/EXISTÊNCIA: Ideia de que o ato administrativo concluiu todas as etapas necessárias para sua formação. 
Quando o ato está em formação: ato imperfeito. 
Todo ato administrativo é formalizado por meio de processo administrativo prévio. A formação desse ato depende de prática de todas as fases do processo que a precedem. 
· VALIDADE: É o ato praticado em conformidade com o OJ. 
A validade do ato só é avaliada se ele for ao menos existente (perfeito). 
· EFICÁCIA: Aptidão do ato administrativo para produzir efeitos.
- Regra: ato perfeito + válido = apto a produzir efeitos.Mas em algumas situações, o próprio ato pode diferir essa eficácia. É possível que essa produção de efeitos do ato administrativo fique sujeita à implementação de uma condição suspensiva ou ao advento de um termo inicial.
Quando o ato se dirige à sociedade, a eficácia depende da sua publicidade.
- Ato administrativo pendente: ato que já é perfeito, válido, mas não está apto a produzir efeitos ainda. Não é eficaz.
· ATOS APÓS SUA FORMAÇÃO: 
· Perfeito + válido + eficaz
· Perfeito + válido + ineficaz 
· Perfeito + inválido + eficaz → quando o ato não corresponde às normas legais definidas para a sua prática, todavia produzirá efeitos até que seja declarada sua irregularidade. 
⤷ Essa situação anômala decorre da presunção de legitimidade dos atos administrativos. 
· Perfeito + inválido + Ineficaz. 
Após a produção de todos os efeitos que estavam definidos sem seu bojo, costuma-se definir o ato como consumado. 
2.8 EXTINÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS 
Situações em que o ato deixa de existir no mundo jurídico.
· EXTINÇÃO NATURAL: 
- Cumprimento dos efeitos 
- Advento do termo final 
Se espera que todo ato administrativo se extinga dessa forma. 
· DESAPARECIMENTO DA PESSOA OU COISA SOBRE A QUAL RECAIA O ATO: 
Extinção subjetiva: Desaparecimento da pessoa. 
Extinção objetiva: Desaparecimento da coisa. 
Ex: foi efetivada a nomeação de um servidor e este morreu → o ato de nomeação deixa de produzir efeitos. 
· RENÚNCIA
É a abdicação pelo beneficiário do ato. Só vale para atos administrativos ampliativos: aquele ato que gera direitos a particulares. 
Não pode recair sobre atos restritivos, pois estes geram obrigações e penalidades e ninguém pode renunciar obrigações. 
	Renúncia
	Recusa
	O particular só renuncia de algo que ele já teve, ou seja, ele já começou a se beneficiar desse ato. 
	O particular pede a extinção, antes mesmo de se beneficiar do ato. 
· RETIRADA*
Situações em que a extinção se dá por iniciativa da administração. 
É uma extinção precoce: o ato é extinto antes do que se esperava. 
Temos:
	· Anulação
· Revogação 
· Contraposição/derrubada
· Caducidade 
· Cassação 
1. ANULAÇÃO: Decorre de VÍCIO DE LEGALIDADE. Só se anula ato ilegal. 
Efeitos ex tunc: Se anula o ato desde a sua origem → a ideia é impedir efeitos futuros e aniquilar os efeitos pretéritos do ato. 
- De atos ilegais NÃO se originam direitos. 
Se anua o ato desde a sua origem, resguardando os direitos adquiridos de terceiros de boa-fé. 
Não há direito adquirido a se manter em um ato nulo. Pode manter apenas alguns EFEITOS desse ato. 
Ex: A foi nomeado sem um concurso. 
O ato de nomeação de A é nulo, e por mais de boa-fé que A esteja, esse ato não pode ser considerado válido. No entanto, A que fora nomeado sem um concurso, expediu certidão de débito negativa para B. Ocorre que, 4 meses depois, anulam a nomeação de A (A nunca foi servidor desde a sua origem). Mas a certidão de débito que A expediu para B será válida, porque esta anulação não pode atingir terceiros de boa-fé. 
❓ Quem pode determinar a anulação do ato?
⤷ A PRÓPRIA ADMINISTRAÇÃO
⤷ PODER JUDICIÁRIO 
· PRÓPRIA ADMINISTRAÇÃO: princípio da autotutela (súmula 473, STF).
Súmula 473: A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.
- A administração não precisa ser provocada. 
- No exercício da autotutela a administração declara a nulidade dos seus atos. Essa nulidade poder ser de ofício ou mediante provocação. 
⤷ Direito de petição (art. 5º, XXXIV, CF). 
Se divide em 2 espécies: o particular que pretende anular um ato administrativo na via administrativa pode apresentar: 
	Representação
	Reclamação
	Ele provoca a administração pública com a intenção de anular um ato que viola o interesse público. 
	Ele pleiteia administrativamente a anulação de um ato que viola o direito dele. Pois ele tem seu direito diretamente violado pelo ato. 
· PODER JUDICIÁRIO: P. da inafastabilidade de jurisdição (art. 5º, XXXV, CF). 
- Aqui, o poder judiciário atua apenas mediante provocação. 
- A nulidade pelo poder judiciário pode se dar por meio de: HD, MS, AP, ACP, AO. 
- A administração pública tem o prazo decadencial de 05 anos para declarar sua nulidade, se o ato administrativo gera efeitos favoráveis a particulares. SALVO MÁ-FE DO BENEFICIÁRIO → não há decadência, a administração poderá anular o ato viciado a qualquer tempo. 
De acordo com o STF, quanto ao prazo para que Administração possa anular seus atos temos que:
· Ato com efeitos favoráveis ao destinatário: 5 anos;
· Ato com efeitos desfavoráveis ao destinatário: 10 anos;
· Ato em que haja má-fé do destinatário: 10 anos;
· Ato que viole flagrantemente a Constituição: não tem prazo.
- Nem todo ato viciado será anulado, pois em algumas situações, o vicio do ato é sanável, nesses casos eles serão: CONVALIDADOS. 
CONVALIDAÇÃO
- É um ato discricionário que visa a tornar válido o ato viciado. 
-Produz efeitos ex tunc (retroage): retroage a convalidação à data de origem do ato administrativo. O ato começa a produzir efeitos regularmente e todos os efeitos que já tinham sido produzidos anteriormente se mantém válidos. 
- Somente a administração pública pode convalidar. 
- Se ao ato viciado sanável não for convalidado no prazo de 05 anos: convalidação tácita. 
- Se a administração não convalidar ao ato ela irá anular. 
· 
· Requisitos para convalidar o ato administrativo: 
	1. Não acarretarem lesão ao interesse público 
	2. Não causarem prejuízo a terceiro 
	3. Apresentarem defeitos sanáveis (vício de legalidade sanável)
- São considerados vícios sanáveis: 
	Competência: a autoridade competente pode ratificar. 
	Forma: princípio da instrumentalidade das formas. 
· Espécies de convalidação: 
1. Ratificação: Correção do vício forma ou competência. Se não for competência exclusiva ou desde que a forma não seja essencial à validade do ato. 
2. Reforma: Retira a parte inválida e mantém a válida. Ou seja, é uma anulação parcial. 
3. Conversão: Mantém a parte válida, retira a inválida e substitui por uma nova parte válida. Assim como a reforma, trata-se de 1 ato com dois conteúdos. Porém, na conversão, a parte inválida é substituída por uma válida. 
 
2. REVOGAÇÃO: Hipótese de retirada de ato administrativo válido e regular. 
- Pressupõe a validade do ato administrativo sobre o qual incide. 
- Somente se revoga ato legal, por questões de oportunidade e conveniência. 
- Terá uma análise de mérito: o ato legal se tornou inconveniente e inoportuno. 
- Gera efeitos ex nunc (não retroagem): porque o ato era legal. 
❓ Quem pode revogar o ato administrativo? 
⤷ SOMENTE A PRÓPRIA ADMINISTRAÇÃO → SÚMULA 473, STF. 
Súmula 473: A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.
O Poder judiciário não pode revogar ato do poder executivo. O judiciário só revoga seus próprios atos na sua função atípica de administrar. 
· NÃO PODEM SER REVOGADOS: 
· Atos que gerem direitos adquiridos
· Atos vinculados (porque não há mérito)
· Atos consumados (porque já produziram todos os seus efeitos)
· Atos que fazem parte de um procedimento (não se revoga somente os atos e sim o proc. Todo)
· Atos enunciativos/meros atos administrativos (ex. parecer, certidão, atestado)
· PRAZO PARA REVOGAÇÃO: 
- Não tem prazo temporal. 
3. CONTRAPOSIÇÃO/DERRUBADA: Não há ilegalidade. O que existe é a expedição de um novo ato que se contrapõe ao primeiro. Ex: nomeação X exoneração. 
- Esse novo ato tem como um dos seus efeitos a extinção dos efeitos do primeiro. 
- O novo ato se contrapõe ao primeiro e o derruba. 
4. CASSAÇÃO: Há uma ilegalidade superveniente por culpa do beneficiário,que deixa de cumprir os requisitos do ato, e este que era válido, se torna inválido.
- Há uma alteração da situação fática. 
5. CADUCIDADE: Há uma ilegalidade superveniente em virtude de uma nova legislação. 
- Não houve alteração fática e sim uma alteração da situação jurídica. 
- Sem culpa do beneficiário. 
	# QUESTÕES DE CONCURSOS
1. A convalidação de atos administrativos possui como pressuposto a impossibilidade de retroação dos efeitos à época em que o ato foi praticado. (ERRADO) 
2. Por meio da licença, ato unilateral e vinculado, a administração faculta aos interessados o exercício de determinada atividade. (CORRETO)
3. O ato regulamentar poderá impor obrigações e direitos, desde que estes não sejam contrários à lei que tiver ensejado a sua prática. (ERRADO) - Quem impõe direitos e obrigações é a LEI. Um ato regulamentar como o próprio nome sugere, apenas regulamenta (complementa), não podendo inovar.
4. A ab-rogação extingue os efeitos próprios e impróprios do ato administrativo. (ERRADO) - A ab-rogação é um desfazimento total, enquanto a derrogação é um desfazimento parcial. Porém, Diógenes Gasparini explica que mesmo na ab-rogação (desfazimento total) apenas os efeitos próprios do ato são desfeitos. 
5. Tanto a inexistência da matéria de fato quanto a sua inadequação jurídica podem configurar o vício de motivo de um ato administrativo. (CORRETO) - Motivo ---> situação real/concreta e jurídica. Vícios de motivo: Situação falsa ou inexistente OU Situação juridicamente inadequada.
6. Ao fazer uso de sua supremacia na relação com os administrados, para impor-lhes determinada forma de agir, o poder público atua com base na autoexecutoriedade dos atos administrativos. (FALSO) – a questão trata da imperatividade. 
7. A imperatividade do ato administrativo prevê que a administração pública, para executar suas decisões, não necessita submeter sua pretensão ao Poder Judiciário. (FALSO) – a questão trata da autoexecutoriedade. 
8. De acordo com o princípio da autoexecutoriedade, os atos administrativos podem ser aplicados pela própria administração pública, de forma coativa, sem a necessidade de prévio consentimento do Poder Judiciário. (CORRETO)
9. A execução, de ofício, pela administração pública de medidas que concretizem o objeto de um ato administrativo caracteriza o atributo da imperatividade. (FALSO)
10. Jorge, servidor público federal ocupante de cargo de determinada carreira, foi, por meio administrativo, transferido para cargo de carreira diversa. O direito da administração pública de anular o referido ato administrativo se sujeita ao prazo decadencial de cinco anos. (FALSO)* - No caso concreto, por ter havido violação à Constituição Federal, o ato de provimento não se sujeita a prazo decadencial ou prescricional para ser anulado. 
11. Em obediência ao princípio da solenidade das formas, o ato administrativo deve ser escrito, registrado e publicado, não se admitindo no direito público o silêncio como forma de manifestação de vontade da administração. (CORRETO)* - o silêncio não é ato, mas sim fato administrativo, o qual pode gerar consequências jurídicas como a prescrição e a decadência. E, como vimos, não é ato, pois falta ao silêncio algo que é essencial ao conceito de ato administrativo: a declaração de vontade. O silêncio é o oposto disso: é ausência de manifestação. E não há ato sem a extroversão de vontade.
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