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CURSO ADMINISTRAÇÃO
Safyra Santos de Souza
RESUMO ANALÍTICO FILME TEMPOS MODERNOS X TAYLORISMO E
FORDISMO
ITABUNA-BA
2025
Safyra Santos de Souza
RESUMO ANALÍTICO FILME TEMPOS MODERNOS X TAYLORISMO E
FORDISMO
Resumo analítico do Filme Tempos Modernos x
Taylorismo e Fordismo submetido a UNEX -
Itabuna para avaliação parcial da disciplina
Teoria das Organizações, 1º semestre do curso
de Administração; Noturno -Turma B.
Orientador(a): Profª Me. Tatiane Moraes.
ITABUNA-BA
2025
1. INTRODUÇÃO
 O clássico filme “Tempos Modernos” (1936) dirigido, roteirizado e protagonizado por
Charles Chaplin, é uma crítica social sobre os impactos da Revolução Industrial e do
sistema capitalista na vida dos trabalhadores, tendo como foco principal destacar o modelo
de produção taylorista-fordista, que é baseado na divisão e especialização do trabalho. A
trama narra a vida de um trabalhador comum (Carlitos) que tenta se firmar em um mundo
marcado pelo avanço tecnológico e pelas contradições sociais. A história acompanha sua
luta por estabilidade profissional e pessoal, evidenciando como a industrialização
transforma o trabalhador em uma peça descartável da engrenagem capitalista.
 Desde o início, o trabalho na fábrica é mostrado como mecânico, repetitivo e alienante. A
única função de Carlitos — rosquear parafusos — revela o esvaziamento de sentido do
trabalho humano, reduzido a um simples movimento repetitivo. A constante cobrança por
produtividade por parte do chefe representa a pressão que o sistema impõe sobre o
indivíduo.
 Um dos momentos mais simbólicos é a cena da máquina de alimentação, que promete
“otimizar” o horário de almoço dos operários, que reforça a ideia de que os lucros são
colocados acima da dignidade humana. Após sofrer um colapso, Carlitos é demitido e se
vê envolvido em protestos de rua, o que evidencia a repressão aos movimentos sociais da
época. 
 Sua relação com Ellen, uma jovem também marginalizada pela pobreza, humaniza a
narrativa trazendo a tona a solidariedade e o afeto. Juntos, Carlitos e Ellen simbolizam a
resistência daqueles que, apesar de excluídos pelo sistema, seguem lutando por uma vida
melhor. 
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2. DESENVOLVIMENTO
 O taylorismo, desenvolvido por Frederick Winslow Taylor, é um sistema de organização do
trabalho baseado na racionalização e especialização das tarefas. Seu objetivo era
aumentar a eficiência produtiva por meio da divisão extrema do trabalho, onde cada
funcionário realiza uma tarefa simples e repetitiva, sempre cronometrada. O operário não
pensa, apenas executa.
 
 No filme, Carlitos é o reflexo direto do sistema taylorista. Na fábrica, sua função consiste
unicamente em apertar parafusos em peças que passam por uma esteira rolante. Essa
tarefa, além de repetitiva era feita em ritmo acelerado, obrigando-o a executar movimentos
mecânicos sem descanso ou raciocínio. Ao exercer essa atividade alienada ao exercício
repetitivo, Carlitos perde a noção quanto ao controle de seus próprios sentidos e sai
apertando tudo o que vê pela frente, chegando a ser internado posteriormente.
 A pressão do chefe, observando os operários por câmeras de vigilância e exigindo mais
velocidade e produtividade, é mais uma crítica clara ao taylorismo. Essa supervisão
constante simboliza o controle rígido do tempo e dos movimentos dos trabalhadores –
parte fundamental da administração científica idealizada por Taylor. 
 O impacto desse modelo é tão grande que Carlitos acaba sofrendo uma crise nervosa,
saindo da fábrica com tiques involuntários e a compulsão de rosquear qualquer objeto ao
seu redor. Chaplin ilustra, assim, o adoecimento físico e mental provocado pela alienação
no trabalho, que desumaniza o operário ao tratá-lo como uma engrenagem de uma
máquina. 
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 Já o fordismo, teoria inspirada nas ideias de Taylor, foi implementado por Henry Ford em
suas fábricas de automóveis. Esse sistema é marcado pela produção em massa, com uso
intensivo de linhas de montagem, padronização de objetos e ritmo de trabalho contínuo. O
objetivo por trás dessa teoria, era produzir grandes quantidades em pouco tempo, com
custos reduzidos, aumentando o consumo. 
 Chaplin ironiza duramente esse modelo no filme; a linha de montagem em que Carlitos
trabalha é uma representação direta do sistema fordista: um ritmo ininterrupto, alta
velocidade e exigência de produtividade máxima. Mas o ponto alto da crítica está na cena
da máquina de alimentação automática, que deveria alimentar os trabalhadores para que
eles não precisassem parar nem mesmo para comer. A cena traz humor ao que aos
nossos olhos é chocante, pois mostra até onde pode chegar a lógica produtivista: o ser
humano é visto como um obstáculo à produção se ele precisar de pausas obrigatórias –
que nesse caso era sua alimentação. 
 Outro momento simbólico é quando Carlitos é literalmente engolido pela máquina,
passando entre engrenagens como se fosse uma peça. Essa cena é uma metáfora visual
potente que sintetiza o conceito de desumanização do trabalhador promovido pelo
fordismo: o operário é absorvido pela lógica da produção e perde sua individualidade. Além
disso, ao ser demitido, Carlitos é rapidamente substituído por outro trabalhador,
evidenciando como o sistema vê o funcionário como substituível e descartável.
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3. CONCLUSÃO
 O filme encerra-se como uma poderosa e sensível critica à lógica de produção industrial 
que dominou o século XX, marcada pelas teorias tayloristas-fordistas. Ao longo da obra, 
Chaplin expõe com clareza os efeitos desumanizantes desses modelos, que priorizam a 
eficiência, a produtividade e o lucro em detrimento da dignidade e do bem-estar dos 
trabalhadores.
 O taylorismo, com sua divisão extrema de tarefas, e o fordismo, com sua produção em 
massa padronizada, são retratados não como avanços neutros da tecnologia, mas como 
instrumentos da alienação. O operário perde sua identidade, reduzido a um corpo que 
executa gestos mecêncios, sem espaço para criatividade, descanso ou liberdade. Chaplin 
simboliza essa condição de maneira brilhante ao mostrar seu personagem sendo engolido 
por engrenagens, repetindo compulsivamente movimentos e sendo constantemente 
vigiado pelo patrão.
 Mais do que uma crítica ao ambiente de trabalho, Chaplin denuncia um sistema social 
que transforma seres humanos em peças substituíveis e marginaliza quem não se adapta 
a essa lógica. Fora da fábrica, Carlitos enfrenta a fome, o desemprego, a repressão e a 
criminalização da pobreza – reflexos de um modelo que valoriza o capital acima da vida.
 No entanto, mesmo diante desse cenário opressor, Chaplin encerra o filme com uma 
mensagem de esperança: a ideia de que a resistência humana, a solidariedade e o amor 
ainda podem abrir caminho para uma existência mais digna. Essa conclusão reforça que, 
embora a tecnologia e os métodos produtivos avancem, o progresso só pode ser 
considerado real quando estiver a serviço das pessoas — e não o contrário.
 Assim, “Tempos Modernos” segue atual e necessário, convidando-nos a refletir sobre 
como queremos viver e trabalhar em sociedade. A crítica ao taylorismo e ao fordismo 
permanece válida, principalmente em tempos de automação, algoritmos e novas formas de
precarização do trabalho. Chaplin nos lembra que a verdadeira modernidade não está 
apenas nas máquinas, mas na capacidade de preservar o humano em meio ao progresso.
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4. REFERÊNCIAS
FERRO, Marc. O filme: uma contra-análise da sociedade? In: Cinema e História. Rio de 
Janeiro: Paz e Terra, 1992. (p. 25-42)
DOLL JR, William E. Os remanescentes do currículo. In: Currículo: uma perspectiva pós- 
moderna. Porto Alegre: ArtMed, 2002. (p.55-72)
Tempos Modernos, filme de Charles Chaplin. (n.d.). Toda Matéria. 
https://www.todamateria.com.br/tempos-modernos-filme-chaplin/O Filme Tempos Modernos. Disponível em: 
https://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/o-filme-tempos-modernos.htm.
A FÁBRICA COMO MODELO PARA A ESCOLA: UMA ANÁLISE. [s.l: s.n.]. Disponível em: 
https://www.editorarealize.com.br/editora/anais/cintedi/2014/
 
 
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