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Ementa e Acórdão
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
REQTE.(S) :CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS 
ADVOGADOS DO BRASIL 
ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS FURTADO COÊLHO E 
OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO 
PARANÁ 
ADV.(A/S) :MARILDA DE PAULA SILVEIRA 
INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ 
EMENTA
Ação direta de inconstitucionalidade. Artigo 85, §5º, da 
Constituição do Estado do Paraná. “Subsídio” mensal e vitalício a ex-
governador que tenha exercido o cargo em caráter permanente. 
Aditamento à inicial. Dispositivos da legislação estadual (artigos 1º e 2º 
da Lei n. 13.426/2002, artigo 1º da Lei nº 16.656/2010). 
Inconstitucionalidade por arrastamento. Previsão de transferência do 
benefício ao cônjuge supérstite. Pensão. Precedentes do STF. Não 
devolução das verbas de caráter alimentar recebidas de boa-fé, tutela da 
confiança justificada dos cidadãos. Precedentes do STF. Ação direta 
julgada parcialmente procedente.
1. Revogação de ato normativo objeto de contestação de ação 
constitucional com o objetivo de fraudar o exercício da jurisdição 
constitucional ou cujo processo já tenha sido liberado para pauta de 
julgamento do Plenário não implica a necessária situação de perda 
superveniente de objeto. Precedentes do Supremo Tribunal Federal.
2. O Supremo Tribunal Federal definiu interpretação jurídica, na 
formação de precedentes, no sentido de que a instituição de prestação 
pecuniária mensal e vitalícia a ex-governadores, designada “subsídio”, 
corresponde à concessão de benesse que não se compatibiliza com a 
Constituição Federal (notadamente com o princípio republicano e o 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C690-0231-394E-6AA0 e senha 3BB7-4097-350D-6C5E
Supremo Tribunal FederalSupremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 67
Ementa e Acórdão
ADI 4545 / PR 
princípio da igualdade, consectário daquele), por configurar tratamento 
diferenciado e privilegiado sem fundamento jurídico razoável, em favor 
de quem não exerce função pública ou presta qualquer serviço à 
administração.
2. Precedentes: ADI nº 4.544, Rel. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, 
DJe de 13/06/2018, ADI nº 3.418, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, 
DJe de 20/09/2018, ADI nº 4.601, Rel. Min. Luiz Fux, Tribunal Pleno, DJe 
de 25/10/2018, ADI nº 4.169, Rel. Min. Luiz Fux, Tribunal Pleno, DJe de 
25/10/2018, ADI nº 4.552-MC, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, 
DJe de 9/6/15; ADI nº 3.853, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 
de 26/10/07, ADI nº 1.461, Rel. Min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJe 
de 22/08/1997.
3. Inconstitucionalidade por arrastamento: art. 1º da Lei Estadual 
13.426/2002 e art. 1º da Lei Estadual 16.656/2010 quanto à pensão das 
viúvas de ex-governadores, com vinculação de valor. Exclusão do art. 2º 
da Lei 13.426/2002, por impertinente.
4. O caráter alimentar das verbas recebidas de boa-fé, por 
significativo lapso temporal, assim como a confiança justificada e 
segurança jurídica dos atos praticados pelo poder público estadual, 
impõe restrição aos efeitos da declaração de inconstitucionalidade, 
assentando a inexigibilidade de devolução dos valores recebidos até a 
publicação do acórdão do presente julgado. Precedentes desta Suprema 
Corte.
5. Ação julgada parcialmente procedente, por maioria, para declarar 
a inconstitucionalidade do art. 85, §5º, da Constituição do Estado do 
Paraná e, por arrastamento, declarar a inconstitucionalidade da Lei n. 
16.656/2010 e do art. 1º da Lei n. 13.246/2002, ambas do Estado do Paraná. 
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do 
Supremo Tribunal Federal, preliminarmente, por maioria, em rejeitar o 
pedido de prejuízo da ação, vencidos, neste ponto, os Ministros Marco 
Aurélio e Dias Toffoli (Presidente). Na sequência, por unanimidade, 
2 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C690-0231-394E-6AA0 e senha 3BB7-4097-350D-6C5E
Supremo Tribunal Federal
ADI 4545 / PR 
princípio da igualdade, consectário daquele), por configurar tratamento 
diferenciado e privilegiado sem fundamento jurídico razoável, em favor 
de quem não exerce função pública ou presta qualquer serviço à 
administração.
2. Precedentes: ADI nº 4.544, Rel. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, 
DJe de 13/06/2018, ADI nº 3.418, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, 
DJe de 20/09/2018, ADI nº 4.601, Rel. Min. Luiz Fux, Tribunal Pleno, DJe 
de 25/10/2018, ADI nº 4.169, Rel. Min. Luiz Fux, Tribunal Pleno, DJe de 
25/10/2018, ADI nº 4.552-MC, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, 
DJe de 9/6/15; ADI nº 3.853, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 
de 26/10/07, ADI nº 1.461, Rel. Min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJe 
de 22/08/1997.
3. Inconstitucionalidade por arrastamento: art. 1º da Lei Estadual 
13.426/2002 e art. 1º da Lei Estadual 16.656/2010 quanto à pensão das 
viúvas de ex-governadores, com vinculação de valor. Exclusão do art. 2º 
da Lei 13.426/2002, por impertinente.
4. O caráter alimentar das verbas recebidas de boa-fé, por 
significativo lapso temporal, assim como a confiança justificada e 
segurança jurídica dos atos praticados pelo poder público estadual, 
impõe restrição aos efeitos da declaração de inconstitucionalidade, 
assentando a inexigibilidade de devolução dos valores recebidos até a 
publicação do acórdão do presente julgado. Precedentes desta Suprema 
Corte.
5. Ação julgada parcialmente procedente, por maioria, para declarar 
a inconstitucionalidade do art. 85, §5º, da Constituição do Estado do 
Paraná e, por arrastamento, declarar a inconstitucionalidade da Lei n. 
16.656/2010 e do art. 1º da Lei n. 13.246/2002, ambas do Estado do Paraná. 
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do 
Supremo Tribunal Federal, preliminarmente, por maioria, em rejeitar o 
pedido de prejuízo da ação, vencidos, neste ponto, os Ministros Marco 
Aurélio e Dias Toffoli (Presidente). Na sequência, por unanimidade, 
2 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 67
Ementa e Acórdão
ADI 4545 / PR 
acordam em julgar parcialmente procedente o pedido formulado na ação 
direta para declarar a inconstitucionalidade do art. 85, § 5º, da 
Constituição do Estado do Paraná e, por arrastamento, declarar a 
inconstitucionalidade da Lei nº 16.656/2010 e do art. 1º da Lei nº 
13.246/2002, ambas do Estado do Paraná. Por maioria, decidem que a 
declaração de inconstitucionalidade não atinge os pagamentos realizados 
até o julgamento desta ação, vencido o Ministro Marco Aurélio. Falaram: 
pelo requerente, o Dr. Oswaldo Pinheiro Ribeiro Júnior; e, pela 
interessada Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, a Dra. Marilda 
de Paula Silveira. Afirmou suspeição o Ministro Edson Fachin. Ausente, 
justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Tudo nos termos do voto da 
Relatora, em sessão plenária, na conformidade da ata do julgamento. 
Brasília, 05 de dezembro de 2019.
Ministra Rosa Weber
Relatora
3 
Supremo Tribunal Federal
Documentoe considerado os 
precedentes acerca da matéria, justificam o não aplicação dos precedentes 
judiciais referentes à prejudicialidade da ação, por perda superveniente 
de objeto.
Ante o exposto, afasto a preliminar de perda superveniente de 
objeto, com fundamento nos precedentes judiciais formados pelo 
Plenário desse Supremo Tribunal Federal, e conheço da ação direta de 
inconstitucionalidade. Passo ao exame do seu mérito.
Validade Constitucional do Ato Normativo
9. O problema constitucional da legitimidade do subsídio mensal e 
vitalício, a título de representação, a ex-Governadores de Estados não é 
novidade na ordem normativa constitucional brasileira. No Estado 
constitucional antecedente, mais especificamente o inaugurado com a 
Emenda Constitucional n. 1/1969, havia a regulamentação de benefício 
análogo a título de subsídio para os ex-Presidentes, conforme o art. 184, 
que dispunha: “Art. 18. Cessada a investidura no cargo de Presidente da 
República, quem o tiver exercido, em caráter permanente, fará jus, a título de 
representação, a um subsídio mensal e vitalício igual aos vencimentos do cargo de 
Ministro do Supremo Tribunal Federal”.
À exemplo da Constituição Federal, diversos entes federados 
replicaram a norma de concessão de subsídio a ex-Chefe do Poder 
Executivo, no âmbito dos Estados, em observância ao princípio da 
simetria que conforma o federalismo brasileiro. Tanto é assim que os os 
regramentos constitucionais estaduais que alargaram a incidência desse 
benefício tiveram sua validade questionados neste Supremo Tribunal 
Federal, que declarou a inconstitucionalidade, com fundamento 
8 
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ADI 4545 / PR 
Acrescento que a revogação do ato normativo ora impugnado não 
explicitou regra acerca dos efeitos produzidos pela norma constitucional 
no seu período de vigência. Garantiu-se apenas a mudança do 
ordenamento jurídico paranaense para as situações futuras, fato jurídico 
que implica diversos desdobramentos de atos inconstitucionais pretéritos. 
Esse quadro normativo resultado da revogação do ato normativo, em 
momento posterior a sua liberação para julgamento, e considerado os 
precedentes acerca da matéria, justificam o não aplicação dos precedentes 
judiciais referentes à prejudicialidade da ação, por perda superveniente 
de objeto.
Ante o exposto, afasto a preliminar de perda superveniente de 
objeto, com fundamento nos precedentes judiciais formados pelo 
Plenário desse Supremo Tribunal Federal, e conheço da ação direta de 
inconstitucionalidade. Passo ao exame do seu mérito.
Validade Constitucional do Ato Normativo
9. O problema constitucional da legitimidade do subsídio mensal e 
vitalício, a título de representação, a ex-Governadores de Estados não é 
novidade na ordem normativa constitucional brasileira. No Estado 
constitucional antecedente, mais especificamente o inaugurado com a 
Emenda Constitucional n. 1/1969, havia a regulamentação de benefício 
análogo a título de subsídio para os ex-Presidentes, conforme o art. 184, 
que dispunha: “Art. 18. Cessada a investidura no cargo de Presidente da 
República, quem o tiver exercido, em caráter permanente, fará jus, a título de 
representação, a um subsídio mensal e vitalício igual aos vencimentos do cargo de 
Ministro do Supremo Tribunal Federal”.
À exemplo da Constituição Federal, diversos entes federados 
replicaram a norma de concessão de subsídio a ex-Chefe do Poder 
Executivo, no âmbito dos Estados, em observância ao princípio da 
simetria que conforma o federalismo brasileiro. Tanto é assim que os os 
regramentos constitucionais estaduais que alargaram a incidência desse 
benefício tiveram sua validade questionados neste Supremo Tribunal 
Federal, que declarou a inconstitucionalidade, com fundamento 
8 
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 67
Voto - MIN. ROSA WEBER
ADI 4545 / PR 
justamente no referido princípio da simetria (cf. Rep. 979, Rel Min. 
Cordeiro Guerra, Plenário, DJ de 01/07/1977).
Com a promulgação da nova ordem constitucional, instituída com a 
Constituição Federal de 1988, aludido regramento de concessão de 
subsídio a ex-Presidente da República foi revogado, sem qualquer 
disciplina semelhante a tal título. A revogação desse benefício atendeu 
aos princípios estruturantes da normativa constitucional, consistentes no 
republicanismo, igualdade, impessoalidade, moralidade administrativa e 
liberdade.
O desenho institucional para a Administração Pública e a estrutura 
dos Poderes da República não é compatível com qualquer normativa que 
imponha fator de discrímen sem justificativa adequada para tanto. No 
caso em análise, a percepção de benefício denominado de subsídio 
mensal e vitalício a ex-Chefe do Poder Executivo, que não mais ocupa 
cargo eletivo, ou seja, que não mais ostenta a natureza de agente político, 
é medida ilegítima, que viola o tratamento igualitário entre os cidadãos e 
os agentes políticos do Estado.
A condição passada de exercente de cargo eletivo, independente do 
tempo necessário para a adequada percepção de aposentadoria, não 
justifica, dentro do contexto de uma República fundada na igualdade, 
impessoalidade, moralidade administrativa, a percepção de subsídio 
vitalício, o qual não possui qualquer equivalência com a autêntica 
natureza jurídica do subsídio previsto no art. 39, §4º, da Constituição 
Federal.
Precedentes Judiciais Formados pelo Plenário do Supremo 
Tribunal Federal
10. O mérito da controvérsia posta já foi objeto de deliberação e 
decisão por parte do Plenário desta Suprema Corte no julgamento da ADI 
3.853/MS, oportunidade em que se julgou procedente o pedido, 
reconhecida a inconstitucionalidade do preceito da Constituição estadual 
pelo qual fora instituída semelhante vantagem. A interpretação jurídica 
definida neste julgado foi replicada para diversos outros julgamentos que 
9 
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ADI 4545 / PR 
justamente no referido princípio da simetria (cf. Rep. 979, Rel Min. 
Cordeiro Guerra, Plenário, DJ de 01/07/1977).
Com a promulgação da nova ordem constitucional, instituída com a 
Constituição Federal de 1988, aludido regramento de concessão de 
subsídio a ex-Presidente da República foi revogado, sem qualquer 
disciplina semelhante a tal título. A revogação desse benefício atendeu 
aos princípios estruturantes da normativa constitucional, consistentes no 
republicanismo, igualdade, impessoalidade, moralidade administrativa e 
liberdade.
O desenho institucional para a Administração Pública e a estrutura 
dos Poderes da República não é compatível com qualquer normativa que 
imponha fator de discrímen sem justificativa adequada para tanto. No 
caso em análise, a percepção de benefício denominado de subsídio 
mensal e vitalício a ex-Chefe do Poder Executivo, que não mais ocupa 
cargo eletivo, ou seja, que não mais ostenta a natureza de agente político, 
é medidailegítima, que viola o tratamento igualitário entre os cidadãos e 
os agentes políticos do Estado.
A condição passada de exercente de cargo eletivo, independente do 
tempo necessário para a adequada percepção de aposentadoria, não 
justifica, dentro do contexto de uma República fundada na igualdade, 
impessoalidade, moralidade administrativa, a percepção de subsídio 
vitalício, o qual não possui qualquer equivalência com a autêntica 
natureza jurídica do subsídio previsto no art. 39, §4º, da Constituição 
Federal.
Precedentes Judiciais Formados pelo Plenário do Supremo 
Tribunal Federal
10. O mérito da controvérsia posta já foi objeto de deliberação e 
decisão por parte do Plenário desta Suprema Corte no julgamento da ADI 
3.853/MS, oportunidade em que se julgou procedente o pedido, 
reconhecida a inconstitucionalidade do preceito da Constituição estadual 
pelo qual fora instituída semelhante vantagem. A interpretação jurídica 
definida neste julgado foi replicada para diversos outros julgamentos que 
9 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 67
Voto - MIN. ROSA WEBER
ADI 4545 / PR 
tiveram por objeto atos normativos de conteúdo análogo, conforme os 
precedentes judiciais abaixo identificados:
EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL E 
ADMINISTRATIVO. AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE. PENSÃO VITALÍCIA PARA 
EX-GOVERNADORES DO ESTADO DE SERGIPE (ART. 263 
DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL). DESEQUIPARAÇÃO SEM 
FUNDAMENTO CONSTITUCIONALMENTE LEGÍTIMO. 
VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA IGUALDADE, 
REPUBLICANO E DEMOCRÁTICO. 
INCONSTITUCIONALIDADE. PRECEDENTES. 1. O benefício 
instituído pela norma impugnada – subsídio mensal e vitalício 
para ex-governadores, igual aos vencimentos do cargo de 
Desembargador do Tribunal de Justiça – é pago sem qualquer 
justificativa constitucionalmente legítima, representando 
inequívoca violação aos princípios da igualdade, republicano e 
democrático, consoante firme jurisprudência desta Corte. 
Precedentes: ADI-MC 4.552, Rel. Min. Cármen Lúcia; ADI 3.853, 
Rel. Min. Cármen Lúcia; SS 3.242, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 
252.352, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; ADI 1.461, Rel. Min. 
Maurício Corrêa. 2. A continuidade do pagamento 
inconstitucional desse subsídio mensal e vitalício a ex-detentor 
de cargo eletivo traduz-se também em grave lesão à economia 
pública, já que não há qualquer contraprestação de serviço 
público por parte do beneficiado. 3. Ação direta de 
inconstitucionalidade cujo pedido se julga procedente. (ADI 
4.544, Rel. Min Roberto Barroso, Pleno, DJe 13/06/2018)
Ementa - AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE. DIREITO CONSTITUCIONAL 
E ADMINISTRATIVO. ARTIGO 1º DA LEI 4.586/1983. DIREITO 
PRÉ-CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME EM 
SEDE DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. 
ARTIGO 1º, PARTE FINAL, DA EMENDA CONSTITUCIONAL 
22/2003 DO ESTADO DO MATO GROSSO. MANUTENÇÃO 
10 
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ADI 4545 / PR 
tiveram por objeto atos normativos de conteúdo análogo, conforme os 
precedentes judiciais abaixo identificados:
EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL E 
ADMINISTRATIVO. AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE. PENSÃO VITALÍCIA PARA 
EX-GOVERNADORES DO ESTADO DE SERGIPE (ART. 263 
DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL). DESEQUIPARAÇÃO SEM 
FUNDAMENTO CONSTITUCIONALMENTE LEGÍTIMO. 
VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA IGUALDADE, 
REPUBLICANO E DEMOCRÁTICO. 
INCONSTITUCIONALIDADE. PRECEDENTES. 1. O benefício 
instituído pela norma impugnada – subsídio mensal e vitalício 
para ex-governadores, igual aos vencimentos do cargo de 
Desembargador do Tribunal de Justiça – é pago sem qualquer 
justificativa constitucionalmente legítima, representando 
inequívoca violação aos princípios da igualdade, republicano e 
democrático, consoante firme jurisprudência desta Corte. 
Precedentes: ADI-MC 4.552, Rel. Min. Cármen Lúcia; ADI 3.853, 
Rel. Min. Cármen Lúcia; SS 3.242, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 
252.352, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; ADI 1.461, Rel. Min. 
Maurício Corrêa. 2. A continuidade do pagamento 
inconstitucional desse subsídio mensal e vitalício a ex-detentor 
de cargo eletivo traduz-se também em grave lesão à economia 
pública, já que não há qualquer contraprestação de serviço 
público por parte do beneficiado. 3. Ação direta de 
inconstitucionalidade cujo pedido se julga procedente. (ADI 
4.544, Rel. Min Roberto Barroso, Pleno, DJe 13/06/2018)
Ementa - AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE. DIREITO CONSTITUCIONAL 
E ADMINISTRATIVO. ARTIGO 1º DA LEI 4.586/1983. DIREITO 
PRÉ-CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME EM 
SEDE DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. 
ARTIGO 1º, PARTE FINAL, DA EMENDA CONSTITUCIONAL 
22/2003 DO ESTADO DO MATO GROSSO. MANUTENÇÃO 
10 
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 67
Voto - MIN. ROSA WEBER
ADI 4545 / PR 
DO PAGAMENTO DE PENSÃO VITALÍCIA A EX-
GOVERNADORES, EX-VICE-GOVERNADORES E 
SUBSTITUTOS CONSTITUCIONAIS QUE PERCEBIAM O 
BENEFÍCIO À ÉPOCA DE SUA EXTINÇÃO. 
IMPOSSIBILIDADE. VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS 
FEDERATIVO, REPUBLICANO, DA IMPESSOALIDADE E DA 
MORALIDADE ADMINISTRATIVA. DIREITO ADQUIRIDO A 
REGIME JURÍDICO. INEXISTÊNCIA. AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE PARCIALMENTE 
CONHECIDA E, NESSA PARTE, JULGADO PROCEDENTE O 
PEDIDO. 1. O artigo 1º da Emenda Constitucional 22/2003 do 
Estado do Mato Grosso, ao prever que deve ser “respeitado o 
disposto no art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal”, permitiu a 
continuidade do pagamento de subsídio mensal e vitalício a ex-
governadores, ex-vice-governadores e substitutos que 
percebiam o benefício à época de sua extinção. 2. O direito 
adquirido é inoponível à Constituição quando nela se encontra 
interditado, posto eclipsado em alegado regime jurídico 
imutável, mormente quando o regime jurídico que se pretende 
ver preservado não encontra guarida na Constituição Federal. 3. 
A manutenção do pagamento de prestação pecuniária mensal e 
vitalícia a ex-governadores extrapola o poder constituinte 
derivado, violando o princípio federativo, além de não se 
compatibilizar com os princípios da impessoalidade e da 
moralidade administrativa. 4. O princípio republicano 
apresenta conteúdo contrário à prática do patrimonialismo na 
relação entre os agentes do Estado e a coisa pública, o que se 
verifica no caso sub examine. 5. O princípio da igualdade veda 
a instituição de tratamento privilegiado sem motivo razoável, 
tal qual o estabelecido em proveito de quem não mais exerce 
função pública ou presta qualquer serviço à Administração 
Pública. Precedentes: ADI 4.552-MC, Rel. Min. Cármen Lúcia, 
Plenário, DJe de 9/6/2015; ADI 3853, Rel. Min. Cármen Lúcia, 
Plenário, DJe de 26/10/2007; e ADI 3.418, Rel. Min. Dias Toffoli, 
Plenário, julgamento em 20/09/2018. 6. O artigo 1º da Lei 
4.586/1983 do Estado do Mato Grosso é direito pré-
11 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode seracessado pelo endereço
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Supremo Tribunal Federal
ADI 4545 / PR 
DO PAGAMENTO DE PENSÃO VITALÍCIA A EX-
GOVERNADORES, EX-VICE-GOVERNADORES E 
SUBSTITUTOS CONSTITUCIONAIS QUE PERCEBIAM O 
BENEFÍCIO À ÉPOCA DE SUA EXTINÇÃO. 
IMPOSSIBILIDADE. VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS 
FEDERATIVO, REPUBLICANO, DA IMPESSOALIDADE E DA 
MORALIDADE ADMINISTRATIVA. DIREITO ADQUIRIDO A 
REGIME JURÍDICO. INEXISTÊNCIA. AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE PARCIALMENTE 
CONHECIDA E, NESSA PARTE, JULGADO PROCEDENTE O 
PEDIDO. 1. O artigo 1º da Emenda Constitucional 22/2003 do 
Estado do Mato Grosso, ao prever que deve ser “respeitado o 
disposto no art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal”, permitiu a 
continuidade do pagamento de subsídio mensal e vitalício a ex-
governadores, ex-vice-governadores e substitutos que 
percebiam o benefício à época de sua extinção. 2. O direito 
adquirido é inoponível à Constituição quando nela se encontra 
interditado, posto eclipsado em alegado regime jurídico 
imutável, mormente quando o regime jurídico que se pretende 
ver preservado não encontra guarida na Constituição Federal. 3. 
A manutenção do pagamento de prestação pecuniária mensal e 
vitalícia a ex-governadores extrapola o poder constituinte 
derivado, violando o princípio federativo, além de não se 
compatibilizar com os princípios da impessoalidade e da 
moralidade administrativa. 4. O princípio republicano 
apresenta conteúdo contrário à prática do patrimonialismo na 
relação entre os agentes do Estado e a coisa pública, o que se 
verifica no caso sub examine. 5. O princípio da igualdade veda 
a instituição de tratamento privilegiado sem motivo razoável, 
tal qual o estabelecido em proveito de quem não mais exerce 
função pública ou presta qualquer serviço à Administração 
Pública. Precedentes: ADI 4.552-MC, Rel. Min. Cármen Lúcia, 
Plenário, DJe de 9/6/2015; ADI 3853, Rel. Min. Cármen Lúcia, 
Plenário, DJe de 26/10/2007; e ADI 3.418, Rel. Min. Dias Toffoli, 
Plenário, julgamento em 20/09/2018. 6. O artigo 1º da Lei 
4.586/1983 do Estado do Mato Grosso é direito pré-
11 
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ADI 4545 / PR 
constitucional, insuscetível de figurar como objeto de ação 
direta de inconstitucionalidade. Precedentes: ADI 2, Rel. Min. 
Paulo Brossard, Plenário, DJ de 21/11/1997; ADI 74, Rel. Min. 
Celso de Mello, Plenário, DJ de 25/9/1992; e ADI 129, Rel. Min. 
Carlos Velloso, Plenário, DJ de 4/9/1992. 7. Ação direta 
parcialmente conhecida, para, nessa parte, julgar procedente o 
pedido, para dar interpretação conforme a Constituição Federal 
ao artigo 1º, parte final, da Emenda Constitucional 22/2003 do 
Estado do Mato Grosso e declarar que o trecho “respeitado o 
disposto no art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal” não 
autoriza a continuidade do pagamento de pensão mensal e 
vitalícia aos ex-governadores, ex-vice-governadores e 
substitutos constitucionais. (ADI 4601, Rel. Min. Luiz Fux, 
Pleno, DJ 25/10/2018). Na mesma linha, e julgado de forma 
conjunta, a ADI 4169.
EMENTA - AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. 
ARTIGO 45 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS 
TRANSITÓRIAS DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO MARANHÃO E 
LEI ESTADUAL Nº 6.245/1994. “SUBSÍDIO” MENSAL E VITALÍCIO A 
EX-GOVERNADOR QUE TENHA EXERCIDO O CARGO EM CARÁTER 
PERMANENTE. PENSÃO AO CÔNJUGE SUPÉRSTITE. 
INCONSTITUCIONALIDADE. JURISPRUDÊNCIA DO STF. AÇÃO DIRETA 
JULGADA PROCEDENTE. 1. O Supremo Tribunal tem afirmado que 
a instituição de prestação pecuniária mensal e vitalícia a ex-
governadores, comumente designada sob o nomen juris 
“subsídio”, corresponde à concessão de benesse que não se 
compatibiliza com a Constituição Federal (notadamente com o 
princípio republicano e o princípio da igualdade, consectário 
daquele), por desvelar tratamento diferenciado e privilegiado 
sem fundamento jurídico razoável, com ônus aos cofres 
públicos, em favor de quem não exerce função pública ou 
presta qualquer serviço à administração, sendo também 
inconstitucionais prestações de mesma natureza concedidas aos 
cônjuges supérstites dos ex-mandatários. Precedentes: ADI nº 
4.552-MC, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe de 
12 
Supremo Tribunal Federal
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ADI 4545 / PR 
constitucional, insuscetível de figurar como objeto de ação 
direta de inconstitucionalidade. Precedentes: ADI 2, Rel. Min. 
Paulo Brossard, Plenário, DJ de 21/11/1997; ADI 74, Rel. Min. 
Celso de Mello, Plenário, DJ de 25/9/1992; e ADI 129, Rel. Min. 
Carlos Velloso, Plenário, DJ de 4/9/1992. 7. Ação direta 
parcialmente conhecida, para, nessa parte, julgar procedente o 
pedido, para dar interpretação conforme a Constituição Federal 
ao artigo 1º, parte final, da Emenda Constitucional 22/2003 do 
Estado do Mato Grosso e declarar que o trecho “respeitado o 
disposto no art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal” não 
autoriza a continuidade do pagamento de pensão mensal e 
vitalícia aos ex-governadores, ex-vice-governadores e 
substitutos constitucionais. (ADI 4601, Rel. Min. Luiz Fux, 
Pleno, DJ 25/10/2018). Na mesma linha, e julgado de forma 
conjunta, a ADI 4169.
EMENTA - AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. 
ARTIGO 45 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS 
TRANSITÓRIAS DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO MARANHÃO E 
LEI ESTADUAL Nº 6.245/1994. “SUBSÍDIO” MENSAL E VITALÍCIO A 
EX-GOVERNADOR QUE TENHA EXERCIDO O CARGO EM CARÁTER 
PERMANENTE. PENSÃO AO CÔNJUGE SUPÉRSTITE. 
INCONSTITUCIONALIDADE. JURISPRUDÊNCIA DO STF. AÇÃO DIRETA 
JULGADA PROCEDENTE. 1. O Supremo Tribunal tem afirmado que 
a instituição de prestação pecuniária mensal e vitalícia a ex-
governadores, comumente designada sob o nomen juris 
“subsídio”, corresponde à concessão de benesse que não se 
compatibiliza com a Constituição Federal (notadamente com o 
princípio republicano e o princípio da igualdade, consectário 
daquele), por desvelar tratamento diferenciado e privilegiado 
sem fundamento jurídico razoável, com ônus aos cofres 
públicos, em favor de quem não exerce função pública ou 
presta qualquer serviço à administração, sendo também 
inconstitucionais prestações de mesma natureza concedidas aos 
cônjuges supérstites dos ex-mandatários. Precedentes: ADI nº 
4.552-MC, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe de 
12 
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ADI 4545 / PR 
9/6/15; ADI nº 3.853, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, 
DJe de 26/10/07. 2. Ação julgada procedente para se declarar a 
inconstitucionalidade do art. 45 do Ato das Disposições 
Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado do 
Maranhão e da Lei estadual nº 6.245/1994. (ADI 3418, Rel. Min. 
Dias Toffoli, Pleno, DJE 20-09-2018)
EMENTA: AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE. EMENDA CONSTITUCIONAL 
N. 35, DE 20DE DEZEMBRO DE 2006, DA CONSTITUIÇÃO 
DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL. ACRÉSCIMO DO 
ART. 29-A, CAPUT e §§ 1º, 2º E 3º, DO ATO DAS 
DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS GERAIS E 
TRANSITÓRIAS DA CONSTITUIÇÃO SUL-MATO-
GROSSENSE. INSTITUIÇÃO DE SUBSÍDIO MENSAL E 
VITALÍCIO AOS EX-GOVERNADORES DAQUELE ESTADO, 
DE NATUREZA IDÊNTICA AO PERCEBIDO PELO ATUAL 
CHEFE DO PODER EXECUTIVO ESTADUAL. GARANTIA DE 
PENSÃO AO CÔNJUGE SUPÉRSTITE, NA METADE DO 
VALOR PERCEBIDO EM VIDA PELO TITULAR. 1. Segundo a 
nova redação acrescentada ao Ato das Disposições 
Constitucionais Gerais e Transitórias da Constituição de Mato 
Grosso do Sul, introduzida pela Emenda Constitucional n. 
35/2006, os ex-Governadores sul-mato-grossenses que 
exerceram mandato integral, em 'caráter permanente', 
receberiam subsídio mensal e vitalício, igual ao percebido pelo 
Governador do Estado. Previsão de que esse benefício seria 
transferido ao cônjuge supérstite, reduzido à metade do valor 
devido ao titular. 2. No vigente ordenamento republicano e 
democrático brasileiro, os cargos políticos de chefia do Poder 
Executivo não são exercidos nem ocupados 'em caráter 
permanente', por serem os mandatos temporários e seus 
ocupantes, transitórios. 3. Conquanto a norma faça menção ao 
termo 'benefício', não se tem configurado esse instituto de 
direito administrativo e previdenciário, que requer atual e 
presente desempenho de cargo público. 4. Afronta o equilíbrio 
13 
Supremo Tribunal Federal
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ADI 4545 / PR 
9/6/15; ADI nº 3.853, Rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, 
DJe de 26/10/07. 2. Ação julgada procedente para se declarar a 
inconstitucionalidade do art. 45 do Ato das Disposições 
Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado do 
Maranhão e da Lei estadual nº 6.245/1994. (ADI 3418, Rel. Min. 
Dias Toffoli, Pleno, DJE 20-09-2018)
EMENTA: AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE. EMENDA CONSTITUCIONAL 
N. 35, DE 20 DE DEZEMBRO DE 2006, DA CONSTITUIÇÃO 
DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL. ACRÉSCIMO DO 
ART. 29-A, CAPUT e §§ 1º, 2º E 3º, DO ATO DAS 
DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS GERAIS E 
TRANSITÓRIAS DA CONSTITUIÇÃO SUL-MATO-
GROSSENSE. INSTITUIÇÃO DE SUBSÍDIO MENSAL E 
VITALÍCIO AOS EX-GOVERNADORES DAQUELE ESTADO, 
DE NATUREZA IDÊNTICA AO PERCEBIDO PELO ATUAL 
CHEFE DO PODER EXECUTIVO ESTADUAL. GARANTIA DE 
PENSÃO AO CÔNJUGE SUPÉRSTITE, NA METADE DO 
VALOR PERCEBIDO EM VIDA PELO TITULAR. 1. Segundo a 
nova redação acrescentada ao Ato das Disposições 
Constitucionais Gerais e Transitórias da Constituição de Mato 
Grosso do Sul, introduzida pela Emenda Constitucional n. 
35/2006, os ex-Governadores sul-mato-grossenses que 
exerceram mandato integral, em 'caráter permanente', 
receberiam subsídio mensal e vitalício, igual ao percebido pelo 
Governador do Estado. Previsão de que esse benefício seria 
transferido ao cônjuge supérstite, reduzido à metade do valor 
devido ao titular. 2. No vigente ordenamento republicano e 
democrático brasileiro, os cargos políticos de chefia do Poder 
Executivo não são exercidos nem ocupados 'em caráter 
permanente', por serem os mandatos temporários e seus 
ocupantes, transitórios. 3. Conquanto a norma faça menção ao 
termo 'benefício', não se tem configurado esse instituto de 
direito administrativo e previdenciário, que requer atual e 
presente desempenho de cargo público. 4. Afronta o equilíbrio 
13 
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ADI 4545 / PR 
federativo e os princípios da igualdade, da impessoalidade, da 
moralidade pública e da responsabilidade dos gastos públicos 
(arts. 1º, 5º, caput, 25, § 1º, 37, caput e inc. XIII, 169, § 1º, inc. I e 
II, e 195, § 5º, da Constituição da República). 5. Precedentes. 6. 
Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente para 
declarar a inconstitucionalidade do art. 29-A e seus parágrafos 
do Ato das Disposições Constitucionais Gerais e Transitórias da 
Constituição do Estado de Mato Grosso do Sul. (ADI 3853, Rel. 
Min. Carmén Lúcia, Pleno, DJe 26-10-2007).
EMENTA: CONSTITUCIONAL. MEDIDA CAUTELAR. 
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ARTIGO 2º 
DA LEI Nº 1.572, DE 13 DE JANEIRO DE 2006, DO ESTADO 
DE RONDÔNIA. Num juízo prévio e sumário -- próprio das 
cautelares --, afigura-se contrário ao § 4º do artigo 39 da 
Constituição Federal o artigo 2º da Lei rondoniense nº 1.572/06, 
que prevê o pagamento de verba de representação ao 
Governador do Estado e ao Vice-Governador. Medida liminar 
deferida para suspender a eficácia do dispositivo impugnado, 
até o julgamento de mérito da presente ação direta de 
inconstitucionalidade. (ADI 3771 MC, Rel. Min. Carlos Britto, 
Pleno, DJ 25-08-2006).
EMENTA: AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE. MEDIDA LIMINAR. EX-
GOVERNADOR DE ESTADO. SUBSÍDIO MENSAL E 
VITALÍCIO A TÍTULO DE REPRESENTAÇÃO. EMENDA À 
CONSTITUIÇÃO Nº 003, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1995, DO 
ESTADO DO AMAPÁ. 1. Normas estaduais que instituíram 
subsídio mensal e vitalício a título de representação para 
Governador de Estado e Prefeito Municipal, após cessada a 
investidura no respectivo cargo, apenas foram acolhidas pelo 
Judiciário quando vigente a norma-padrão no âmbito federal. 2. 
Não é, contudo, o que se verifica no momento, em face de 
inexistir parâmetro federal correspondente, suscetível de ser 
reproduzido em Constituição de Estado-Membro. 3. O 
14 
Supremo Tribunal Federal
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ADI 4545 / PR 
federativo e os princípios da igualdade, da impessoalidade, da 
moralidade pública e da responsabilidade dos gastos públicos 
(arts. 1º, 5º, caput, 25, § 1º, 37, caput e inc. XIII, 169, § 1º, inc. I e 
II, e 195, § 5º, da Constituição da República). 5. Precedentes. 6. 
Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente para 
declarar a inconstitucionalidade do art. 29-A e seus parágrafos 
do Ato das Disposições Constitucionais Gerais e Transitórias da 
Constituição do Estado de Mato Grosso do Sul. (ADI 3853, Rel. 
Min. Carmén Lúcia, Pleno, DJe 26-10-2007).
EMENTA: CONSTITUCIONAL. MEDIDA CAUTELAR. 
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ARTIGO 2º 
DA LEI Nº 1.572, DE 13 DE JANEIRO DE 2006, DO ESTADO 
DE RONDÔNIA. Num juízo prévio e sumário -- próprio das 
cautelares --, afigura-se contrário ao § 4º do artigo 39 da 
Constituição Federal o artigo 2º da Lei rondoniense nº 1.572/06, 
que prevê o pagamento de verba de representação ao 
Governador do Estado e ao Vice-Governador. Medida liminar 
deferida para suspender a eficácia do dispositivo impugnado, 
até o julgamento de mérito da presente ação direta de 
inconstitucionalidade. (ADI 3771 MC, Rel. Min. Carlos Britto, 
Pleno, DJ 25-08-2006).
EMENTA: AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE. MEDIDA LIMINAR. EX-
GOVERNADOR DE ESTADO. SUBSÍDIO MENSAL E 
VITALÍCIO A TÍTULO DE REPRESENTAÇÃO. EMENDA À 
CONSTITUIÇÃO Nº 003, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1995, DO 
ESTADO DO AMAPÁ. 1. Normas estaduais que instituíram 
subsídiomensal e vitalício a título de representação para 
Governador de Estado e Prefeito Municipal, após cessada a 
investidura no respectivo cargo, apenas foram acolhidas pelo 
Judiciário quando vigente a norma-padrão no âmbito federal. 2. 
Não é, contudo, o que se verifica no momento, em face de 
inexistir parâmetro federal correspondente, suscetível de ser 
reproduzido em Constituição de Estado-Membro. 3. O 
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ADI 4545 / PR 
Constituinte de 88 não alçou esse tema a nível constitucional. 4. 
Medida liminar deferida. (ADI 1461 MC, Rel. Min. Maurício 
Corrêa, Pleno, DJ 22-08-1997).
11. Ainda, não obstante a construção de uma linha normativa estável 
e coerente sobre a questão constitucional, pertinente referência à 
argumentação jurídica tecida pelo Professor José Afonso da Silva, em 
parecer juntado com a inicial. De acordo com o Professor:
A conclusão é a de que não há um título jurídico que 
sustente a vantagem outorgada naquele art. 236 da Constituição 
sergipana; não há fundamento na Constituição Federal que a 
ampare. Ao contrário, todos os princípios constitucionais a 
repelem, o primeiro deles é que não pode haver dispêndio 
público sem causa. Ninguém pode receber pagamento sem uma 
contraprestação de serviço atual, salvo a título previdenciário 
nos casos constitucionalmente previstos. São ilegítimas as 
despesas com pessoas que não sejam a título d evencimentos ou 
de proventos de aposentadoria. Um Governador de Estado, 
enquanto no exercício do cargo, recebe seus estipêndios 
remuneratórios em paga do serviço que está prestando à 
comunidade, mas, uma vez cessado o seu mandato, desliga-se 
de uma vez dessa função pública, sem direitos a qualquer 
estipêndio, visto como não tem direito à aposentadoria. Agrava 
a ilegitimidade o fato de se outorgar a vantagem a quem tenha 
exercido o cargo até seis meses e um dia. Aí, sim, tem-se um 
privilégio inqualificável, senão aberrante até do bom senso, 
ofensivo, sim, ao princípio republicano, lembrado pelo 
impugnante.
12. Em resumo: aquele que não esteja titularizando cargo eletivo de 
Governador do Estado, extinto que tenha sido o mandato, não pode 
receber do povo pagamento por trabalho que já não presta, 
diferentemente de qualquer outro agente público, que – ressalvada a 
aposentação nas condições constitucionais e legais estatuídas – não 
15 
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Constituinte de 88 não alçou esse tema a nível constitucional. 4. 
Medida liminar deferida. (ADI 1461 MC, Rel. Min. Maurício 
Corrêa, Pleno, DJ 22-08-1997).
11. Ainda, não obstante a construção de uma linha normativa estável 
e coerente sobre a questão constitucional, pertinente referência à 
argumentação jurídica tecida pelo Professor José Afonso da Silva, em 
parecer juntado com a inicial. De acordo com o Professor:
A conclusão é a de que não há um título jurídico que 
sustente a vantagem outorgada naquele art. 236 da Constituição 
sergipana; não há fundamento na Constituição Federal que a 
ampare. Ao contrário, todos os princípios constitucionais a 
repelem, o primeiro deles é que não pode haver dispêndio 
público sem causa. Ninguém pode receber pagamento sem uma 
contraprestação de serviço atual, salvo a título previdenciário 
nos casos constitucionalmente previstos. São ilegítimas as 
despesas com pessoas que não sejam a título d evencimentos ou 
de proventos de aposentadoria. Um Governador de Estado, 
enquanto no exercício do cargo, recebe seus estipêndios 
remuneratórios em paga do serviço que está prestando à 
comunidade, mas, uma vez cessado o seu mandato, desliga-se 
de uma vez dessa função pública, sem direitos a qualquer 
estipêndio, visto como não tem direito à aposentadoria. Agrava 
a ilegitimidade o fato de se outorgar a vantagem a quem tenha 
exercido o cargo até seis meses e um dia. Aí, sim, tem-se um 
privilégio inqualificável, senão aberrante até do bom senso, 
ofensivo, sim, ao princípio republicano, lembrado pelo 
impugnante.
12. Em resumo: aquele que não esteja titularizando cargo eletivo de 
Governador do Estado, extinto que tenha sido o mandato, não pode 
receber do povo pagamento por trabalho que já não presta, 
diferentemente de qualquer outro agente público, que – ressalvada a 
aposentação nas condições constitucionais e legais estatuídas – não 
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ADI 4545 / PR 
dispõe de tal privilégio, em razão da observância dos direitos 
fundamentais que conformam a estrutura da Administração Pública e da 
organização dos Poderes da República.
13. Por arrastamento, igualmente inconstitucionais a Lei n. 
16.656/2010 do Estado do Paraná e o art. 1º da Lei n. 13.246/2002, também 
do Estado do Paraná, que regulamentam o valor de pensão por morte 
devida às viúvas dos Governadores de Estado, nos termos da norma 
inconstitucional do art. 85, §5º.
14. Com relação ao art. 2º da Lei estadual n. 13.246/2002, que 
prescreve: “O valor das pensões de viúvas de ex-Deputados Estaduais ficam 
fixadas em 1/3 (um terço) da remuneração de Deputados Estaduais”, por versar 
questão relativa à fixação de valor de pensão de viúvas de ex-Deputados 
estaduais, não tem compatibilidade e relação jurídica de dependência 
com o art. 85, §5º, da Constituição do Estado do Paraná, que justifique a 
análise de sua validade constitucional por arrastamento, como pedido 
pela parte autora.
15. Por fim, considerado o caráter alimentar da vantagem pecuniária 
recebida de boa-fé, bem como a tutela da segurança jurídica e confiança 
justificada dos cidadãos nos atos do poder público, impõe, a meu juízo, 
registrar a inexigibilidade da devolução dos valores valores já recebidos a 
título de pensão vitalícia pelos ex-Governadores e viúvas até a data da 
publicação do julgamento do mérito da presente ação direta de 
inconstitucionalidade, conforme interpretação jurídica definida nos 
precedentes judiciais formados nos julgamentos deste Plenário (ADI 4601, 
Tribunal Pleno, Relator Ministro Luiz Fux, DJ 23.04.2019; ADI 4884, 
Tribunal Pleno, Relatora Ministra Rosa Weber, DJ 08.10.2018).
Conclusão
16. Ante o exposto, julgo parcialmente procedente a presente ação 
direta para declarar a inconstitucionalidade do art. 85, §5º, da 
Constituição do Estado do Paraná. Por arrastamento, declaro a 
inconstitucionalidade da Lei n. 16.656/2010 e do art. 1º da Lei n. 
13.246/2002, ambas do Estado do Paraná.
16 
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ADI 4545 / PR 
dispõe de talprivilégio, em razão da observância dos direitos 
fundamentais que conformam a estrutura da Administração Pública e da 
organização dos Poderes da República.
13. Por arrastamento, igualmente inconstitucionais a Lei n. 
16.656/2010 do Estado do Paraná e o art. 1º da Lei n. 13.246/2002, também 
do Estado do Paraná, que regulamentam o valor de pensão por morte 
devida às viúvas dos Governadores de Estado, nos termos da norma 
inconstitucional do art. 85, §5º.
14. Com relação ao art. 2º da Lei estadual n. 13.246/2002, que 
prescreve: “O valor das pensões de viúvas de ex-Deputados Estaduais ficam 
fixadas em 1/3 (um terço) da remuneração de Deputados Estaduais”, por versar 
questão relativa à fixação de valor de pensão de viúvas de ex-Deputados 
estaduais, não tem compatibilidade e relação jurídica de dependência 
com o art. 85, §5º, da Constituição do Estado do Paraná, que justifique a 
análise de sua validade constitucional por arrastamento, como pedido 
pela parte autora.
15. Por fim, considerado o caráter alimentar da vantagem pecuniária 
recebida de boa-fé, bem como a tutela da segurança jurídica e confiança 
justificada dos cidadãos nos atos do poder público, impõe, a meu juízo, 
registrar a inexigibilidade da devolução dos valores valores já recebidos a 
título de pensão vitalícia pelos ex-Governadores e viúvas até a data da 
publicação do julgamento do mérito da presente ação direta de 
inconstitucionalidade, conforme interpretação jurídica definida nos 
precedentes judiciais formados nos julgamentos deste Plenário (ADI 4601, 
Tribunal Pleno, Relator Ministro Luiz Fux, DJ 23.04.2019; ADI 4884, 
Tribunal Pleno, Relatora Ministra Rosa Weber, DJ 08.10.2018).
Conclusão
16. Ante o exposto, julgo parcialmente procedente a presente ação 
direta para declarar a inconstitucionalidade do art. 85, §5º, da 
Constituição do Estado do Paraná. Por arrastamento, declaro a 
inconstitucionalidade da Lei n. 16.656/2010 e do art. 1º da Lei n. 
13.246/2002, ambas do Estado do Paraná.
16 
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 67
Voto - MIN. ROSA WEBER
ADI 4545 / PR 
Prejudicado o julgamento do agravo regimental, com pedido de 
reconsideração, interposto pela Assembleia Legislativa do Estado do 
Paraná.
É como voto.
17 
Supremo Tribunal Federal
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ADI 4545 / PR 
Prejudicado o julgamento do agravo regimental, com pedido de 
reconsideração, interposto pela Assembleia Legislativa do Estado do 
Paraná.
É como voto.
17 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 67
Esclarecimento
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
ESCLARECIMENTO
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ministra 
Rosa, posso só esclarecer uma dúvida? O que justificava o pagamento era 
o § 5º do art. 85?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Sim.
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Foi 
revogado?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Foi.
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Mas os 
pagamentos não foram revogados?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Nada, não, 
absoluto silêncio.
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Revogação 
fantasma.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Eu fico 
preocupada com o tratamento...
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Revogado, 
deveriam imediatamente ter sido revogados os pagamentos e o efeito, 
obviamente, da revogação seria a não devolução do que foi recebido. 
Resolver-se-ia e daria segurança jurídica. Agora, revogado somente para 
extinguir a ação, realmente, como Vossa Excelência colocou aqui, é uma 
fraude jurídica.
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA67-8DAB-9EB0-2338 e senha 5B59-BE92-5FB8-816E
Supremo Tribunal Federal
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
ESCLARECIMENTO
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ministra 
Rosa, posso só esclarecer uma dúvida? O que justificava o pagamento era 
o § 5º do art. 85?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Sim.
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Foi 
revogado?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Foi.
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Mas os 
pagamentos não foram revogados?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Nada, não, 
absoluto silêncio.
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Revogação 
fantasma.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Eu fico 
preocupada com o tratamento...
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Revogado, 
deveriam imediatamente ter sido revogados os pagamentos e o efeito, 
obviamente, da revogação seria a não devolução do que foi recebido. 
Resolver-se-ia e daria segurança jurídica. Agora, revogado somente para 
extinguir a ação, realmente, como Vossa Excelência colocou aqui, é uma 
fraude jurídica.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 67
Esclarecimento
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
ESCLARECIMENTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Ministra Rosa, nós temos 
alguma notícia de quantas viúvas recebem esse valor?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Eu não 
tenho. 
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - A advogada poderia 
esclarecer?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - São 
situações que também me sensibilizam, não tenho a menor dúvida, mas 
são pessoas de avançada idade.
O SENHOR OSWALDO PINHEIRO RIBEIRO (ADVOGADO) - 
Senhor Presidente, se me permite, está nos autos, são nove os 
beneficiários das pensões.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX – Nove senhoras?
O SENHOR OSWALDO PINHEIRO RIBEIRO (ADVOGADO) - Entre 
familiares dos ex-governadores também.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - São 
familiares. 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
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Supremo Tribunal Federal
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
ESCLARECIMENTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Ministra Rosa, nós temos 
alguma notícia de quantas viúvas recebem esse valor?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Eu não 
tenho. 
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - A advogada poderia 
esclarecer?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - São 
situações que também me sensibilizam, não tenho a menor dúvida, mas 
são pessoas de avançada idade.
O SENHOR OSWALDO PINHEIRO RIBEIRO (ADVOGADO) - 
Senhor Presidente, se me permite, está nos autos, são nove os 
beneficiáriosdas pensões.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX – Nove senhoras?
O SENHOR OSWALDO PINHEIRO RIBEIRO (ADVOGADO) - Entre 
familiares dos ex-governadores também.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - São 
familiares. 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 67
Observação
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
REQTE.(S) :CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS 
ADVOGADOS DO BRASIL 
ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS FURTADO COÊLHO E 
OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO 
PARANÁ 
ADV.(A/S) :MARILDA DE PAULA SILVEIRA 
INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ 
OBSERVAÇÃO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Quando houve julgamento de precedente deste caso, eu fiquei 
vencido.
Fiquei vencido e tenho ressalvado meu entendimento, mas citei 
exatamente o exemplo do ex-Presidente Truman, dos Estados Unidos, 
que comandou o Acordo de Bretton Woods, que conduziu o Projeto 
Manhattan, e que, quando deixou a presidência dos Estados Unidos, 
sobreviveu durante mais de 20 anos com a pensão de U$ 145, porque 
tinha sido soldado na Primeira Guerra Mundial.
Foi a partir da situação de Truman que o Congresso dos Estados 
Unidos da América aprovou a pensão para ex-presidentes da República, 
porque se trata de uma proteção institucional. Ele foi morar na chácara da 
sogra, porque ele não tinha propriedades e sobreviveu, até o fim da vida, 
com uma pensão, ele que comandou a vitória final na Segunda Guerra 
Mundial.
Eu lembrei isso no julgamento em que fiquei vencido. E faço esse 
registro novamente, porque realmente aqui há pensões que vêm do 
regime anterior à Constituição de 88, o qual não pode ser atingido, até 
porque o regime constitucional anterior a 88 previa a possibilidade de os 
Estados instituírem estes benefícios. Mas, evidentemente, aqui a 
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http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F414-4D2A-AA8B-F7E6 e senha 2854-0C11-D3D8-24F8
Supremo Tribunal Federal
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
REQTE.(S) :CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS 
ADVOGADOS DO BRASIL 
ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS FURTADO COÊLHO E 
OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO 
PARANÁ 
ADV.(A/S) :MARILDA DE PAULA SILVEIRA 
INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ 
OBSERVAÇÃO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Quando houve julgamento de precedente deste caso, eu fiquei 
vencido.
Fiquei vencido e tenho ressalvado meu entendimento, mas citei 
exatamente o exemplo do ex-Presidente Truman, dos Estados Unidos, 
que comandou o Acordo de Bretton Woods, que conduziu o Projeto 
Manhattan, e que, quando deixou a presidência dos Estados Unidos, 
sobreviveu durante mais de 20 anos com a pensão de U$ 145, porque 
tinha sido soldado na Primeira Guerra Mundial.
Foi a partir da situação de Truman que o Congresso dos Estados 
Unidos da América aprovou a pensão para ex-presidentes da República, 
porque se trata de uma proteção institucional. Ele foi morar na chácara da 
sogra, porque ele não tinha propriedades e sobreviveu, até o fim da vida, 
com uma pensão, ele que comandou a vitória final na Segunda Guerra 
Mundial.
Eu lembrei isso no julgamento em que fiquei vencido. E faço esse 
registro novamente, porque realmente aqui há pensões que vêm do 
regime anterior à Constituição de 88, o qual não pode ser atingido, até 
porque o regime constitucional anterior a 88 previa a possibilidade de os 
Estados instituírem estes benefícios. Mas, evidentemente, aqui a 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 67
Observação
ADI 4545 / PR 
declaração atinge a partir da Constituição do Estado do Paraná, 
atualmente em vigor.
Só faço esse registro, ainda não estou a votar.
2 
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ADI 4545 / PR 
declaração atinge a partir da Constituição do Estado do Paraná, 
atualmente em vigor.
Só faço esse registro, ainda não estou a votar.
2 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 67
Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, 
pegando o gancho de Vossa Excelência, realmente a questão dos Estados 
Unidos, com todo respeito a quem pense o contrário, é bem diferente da 
nossa pelo seguinte: lá há uma cláusula específica de que ninguém pode 
ser presidente dos Estados Unidos por mais de duas vezes. E foi 
exatamente a partir do Presidente Truman que passou a valer essa 
emenda.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Ele recusou, depois, a pensão. Foi aprovada e ele recusou. Ele 
continuou com US$ 145.
 O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ele foi o 
primeiro presidente da História para quem passou a valer a vedação a 
poder ser presidente dos Estados Unidos por mais de duas vezes. Até o 
Presidente Roosevelt, não havia essa vedação, apesar de ser uma tradição, 
tanto que o Presidente Roosevelt teve quatro mandatos, não tendo 
terminado o quarto.
Com a alteração constitucional nos Estados Unidos, o presidente que 
exercesse dois mandatos não mais poderia ser mais candidato a um novo 
mandato presidencial. E, na tradição também deles, jamais seria 
candidato a nenhum outro cargo público. Por isso, o Congresso aprovou, 
na sequência dessa emenda constitucional, lei estabelecendo: "Já que vai 
se retirar da vida pública, terá direito a uma pensão". Não que os 
presidentes mais modernos dos Estados Unidos precisem disso, porque 
cada um que sai, escreve um livro e ganha um bom dinheiro.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Ministro Alexandre, quando votei nesse precedente, realmente 
fiquei vencido, mas estabeleci o seguinte: desde que não tenha outra fonte 
de renda, desde que não ocupe outros cargos públicos. Quando eu votei, 
trazendo o modelo dos Estados Unidos, observei essas questões que 
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Supremo Tribunal Federal
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, 
pegando o gancho de Vossa Excelência, realmente a questão dos Estados 
Unidos, com todo respeito a quem pense o contrário, é bem diferente da 
nossa pelo seguinte: lá há uma cláusula específica de que ninguém pode 
ser presidente dos Estados Unidos por mais de duas vezes. E foi 
exatamente a partir do Presidente Truman que passou a valer essa 
emenda.
O SENHORMINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Ele recusou, depois, a pensão. Foi aprovada e ele recusou. Ele 
continuou com US$ 145.
 O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ele foi o 
primeiro presidente da História para quem passou a valer a vedação a 
poder ser presidente dos Estados Unidos por mais de duas vezes. Até o 
Presidente Roosevelt, não havia essa vedação, apesar de ser uma tradição, 
tanto que o Presidente Roosevelt teve quatro mandatos, não tendo 
terminado o quarto.
Com a alteração constitucional nos Estados Unidos, o presidente que 
exercesse dois mandatos não mais poderia ser mais candidato a um novo 
mandato presidencial. E, na tradição também deles, jamais seria 
candidato a nenhum outro cargo público. Por isso, o Congresso aprovou, 
na sequência dessa emenda constitucional, lei estabelecendo: "Já que vai 
se retirar da vida pública, terá direito a uma pensão". Não que os 
presidentes mais modernos dos Estados Unidos precisem disso, porque 
cada um que sai, escreve um livro e ganha um bom dinheiro.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Ministro Alexandre, quando votei nesse precedente, realmente 
fiquei vencido, mas estabeleci o seguinte: desde que não tenha outra fonte 
de renda, desde que não ocupe outros cargos públicos. Quando eu votei, 
trazendo o modelo dos Estados Unidos, observei essas questões que 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 67
Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES
ADI 4545 / PR 
Vossa Excelência pertinentemente traz neste momento do debate, 
exatamente colocando, em mesa, que era para aquela circunstância 
daquelas pessoas, ou familiares, com direito à pensão que não tivessem 
outra condição de sobrevivência, pois a pessoa que ocupou determinado 
cargo público de alta relevância necessitava daquele auxílio. Sem 
necessidade, evidentemente, que não há que se falar em direito à pensão. 
Só para relembrar meu voto naquela oportunidade.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Presidente, 
se me permite, Ministro Alexandre, só para registrar que eu não trouxe 
essa proposta, porque essa não foi a compreensão da Corte em nenhum 
desses reiterados precedentes. Então, esse aspecto só.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Sim, eu fiquei vencido. 
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Trouxe 
como nós julgamos os outros todos.
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Além disso, 
Presidente, Ministra Rosa, a excepcionalidade norte-americana é para 
uma pessoa que foi Chefe de Estado e Chefe de Governo. O Brasil 
proliferou isso não só para presidente, antes da Constituição de 88, 
governadores, vários Estados para vice-governadores, prefeitos; e, depois, 
isso passou para os presidentes de assembleias legislativas. 
E eu comungo com o entendimento da Corte, já pacificado, e com o 
entendimento da Ministra Rosa, de que, no caso de governadores, ex-
governadores, em que não há nenhum impedimento para a sequência da 
vida política, não há nenhuma vedação, queira, ou não. E acredito que, 
provavelmente, pelo menos de um dos nomes que eu ouvi aqui, a viúva 
de um deles continuou na vida política. Não há nenhuma vedação ao 
exercício da vida política, e não me parece, com todas as vênias às 
posições em contrário, que seja republicano o pagamento de uma pensão 
vitalícia nessas hipóteses.
Obviamente, a questão da humanidade, a questão da segurança 
jurídica parece-me resolvidas pelo fato de os efeitos não serem ex tunc, 
retroativos. Ninguém aqui, entendo eu, vai pleitear que todas as viúvas 
2 
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Supremo Tribunal Federal
ADI 4545 / PR 
Vossa Excelência pertinentemente traz neste momento do debate, 
exatamente colocando, em mesa, que era para aquela circunstância 
daquelas pessoas, ou familiares, com direito à pensão que não tivessem 
outra condição de sobrevivência, pois a pessoa que ocupou determinado 
cargo público de alta relevância necessitava daquele auxílio. Sem 
necessidade, evidentemente, que não há que se falar em direito à pensão. 
Só para relembrar meu voto naquela oportunidade.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Presidente, 
se me permite, Ministro Alexandre, só para registrar que eu não trouxe 
essa proposta, porque essa não foi a compreensão da Corte em nenhum 
desses reiterados precedentes. Então, esse aspecto só.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Sim, eu fiquei vencido. 
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Trouxe 
como nós julgamos os outros todos.
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Além disso, 
Presidente, Ministra Rosa, a excepcionalidade norte-americana é para 
uma pessoa que foi Chefe de Estado e Chefe de Governo. O Brasil 
proliferou isso não só para presidente, antes da Constituição de 88, 
governadores, vários Estados para vice-governadores, prefeitos; e, depois, 
isso passou para os presidentes de assembleias legislativas. 
E eu comungo com o entendimento da Corte, já pacificado, e com o 
entendimento da Ministra Rosa, de que, no caso de governadores, ex-
governadores, em que não há nenhum impedimento para a sequência da 
vida política, não há nenhuma vedação, queira, ou não. E acredito que, 
provavelmente, pelo menos de um dos nomes que eu ouvi aqui, a viúva 
de um deles continuou na vida política. Não há nenhuma vedação ao 
exercício da vida política, e não me parece, com todas as vênias às 
posições em contrário, que seja republicano o pagamento de uma pensão 
vitalícia nessas hipóteses.
Obviamente, a questão da humanidade, a questão da segurança 
jurídica parece-me resolvidas pelo fato de os efeitos não serem ex tunc, 
retroativos. Ninguém aqui, entendo eu, vai pleitear que todas as viúvas 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 67
Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES
ADI 4545 / PR 
devolvam os valores que receberam nesses 30 anos, 25 anos, 20 anos. 
Obviamente, pelo menos, o meu posicionamento é que os efeitos sejam ex 
nunc. Se já receberam todos esses anos, se há um entendimento que é 
inconstitucional, ao prevalecer o pagamento, então é melhor que se julgue 
constitucional, até porque a norma já foi revogada.
Então, Presidente, pedindo vênia a Vossa Excelência e às posições 
em contrário, acompanho integralmente a Ministra Rosa, dou efeito ex 
nunc. Nenhuma devolução deve ser feita, até em virtude do caráter 
alimentar dessa pensão.
E só, Ministro Rosa, faria uma observação, porque me parece que o 
objeto da ação é o § 5º do art. 85. Então, Vossa Excelência julgou 
parcialmente procedente, na ementa. Não seria procedente, totalmente 
procedente? Eu fiquei com essa dúvida.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não, é 
parcialmente. Tem alguma coisa. Eu excluí um artigo que, a rigor, não diz 
nada, não está eivado de inconstitucionalidade. 
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Então, 
acompanho Vossa Excelência.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - É que, um 
dos diplomas em que se pede a declaração de inconstitucionalidade por 
arrastamento é constituído por dois dispositivos; e um não tem 
absolutamente nada a ver com essa pretensão. Por isso é parcialmenteprocedente.
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Acompanho.
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Supremo Tribunal Federal
ADI 4545 / PR 
devolvam os valores que receberam nesses 30 anos, 25 anos, 20 anos. 
Obviamente, pelo menos, o meu posicionamento é que os efeitos sejam ex 
nunc. Se já receberam todos esses anos, se há um entendimento que é 
inconstitucional, ao prevalecer o pagamento, então é melhor que se julgue 
constitucional, até porque a norma já foi revogada.
Então, Presidente, pedindo vênia a Vossa Excelência e às posições 
em contrário, acompanho integralmente a Ministra Rosa, dou efeito ex 
nunc. Nenhuma devolução deve ser feita, até em virtude do caráter 
alimentar dessa pensão.
E só, Ministro Rosa, faria uma observação, porque me parece que o 
objeto da ação é o § 5º do art. 85. Então, Vossa Excelência julgou 
parcialmente procedente, na ementa. Não seria procedente, totalmente 
procedente? Eu fiquei com essa dúvida.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não, é 
parcialmente. Tem alguma coisa. Eu excluí um artigo que, a rigor, não diz 
nada, não está eivado de inconstitucionalidade. 
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Então, 
acompanho Vossa Excelência.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - É que, um 
dos diplomas em que se pede a declaração de inconstitucionalidade por 
arrastamento é constituído por dois dispositivos; e um não tem 
absolutamente nada a ver com essa pretensão. Por isso é parcialmente 
procedente.
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Acompanho.
3 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 67
Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, 
estava tentando localizar, aqui, uma crônica que li há algum tempo do ex-
Deputado Professor Marcello Cerqueira, em que duas pessoas ficam 
confinadas em um lugar. Uma era antissemita e, durante uma conversa, 
falava: "Abaixo os judeus!" A outra falava: "Isso, e abaixo os ciclistas!". 
Daí, ele pergunta: "Mas por que os ciclistas?". E o segundo responde: "Por 
que os judeus?".
Por que os governadores, e não os pedreiros, os bombeiros? 
Entendo que as pessoas devem ter direito à remuneração pelo 
trabalho ou à remuneração proveniente do benefício previdenciário, 
quando tenham contribuído. Tenho uma certa dificuldade de entender 
qual seria o fundamento lógico, filosófico, jurídico de se dar aos 
governadores um tratamento diferenciado. Eu, se tivesse que escolher 
alguém, talvez escolhesse pessoas que trabalhem em condições de 
insalubridade. 
Portanto, com todo respeito e vênia a quem pense diferente, acho 
que isso é uma vertente ainda patrimonialista do Estado brasileiro, uma 
apropriação privada para quem já tem um regime privilegiado. 
De modo que me filio ao entendimento que penso que tem 
predominado aqui de que o governador terá os mesmos direitos que as 
pessoas têm. Se ele contribuiu para a Previdência, tem direito ao benefício 
da Previdência; se ele estiver trabalhando, tem direito ao salário. 
Eu não consigo entender uma razão pela qual esse discrímen 
favorável mereça reconhecimento. Entendo, respeito, mas creio que viola 
o princípio republicano. 
De modo que estou acompanhando a Relatora.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3D0-ADA8-0DB0-7A09 e senha C1DF-71A7-F0CF-97C2
Supremo Tribunal Federal
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, 
estava tentando localizar, aqui, uma crônica que li há algum tempo do ex-
Deputado Professor Marcello Cerqueira, em que duas pessoas ficam 
confinadas em um lugar. Uma era antissemita e, durante uma conversa, 
falava: "Abaixo os judeus!" A outra falava: "Isso, e abaixo os ciclistas!". 
Daí, ele pergunta: "Mas por que os ciclistas?". E o segundo responde: "Por 
que os judeus?".
Por que os governadores, e não os pedreiros, os bombeiros? 
Entendo que as pessoas devem ter direito à remuneração pelo 
trabalho ou à remuneração proveniente do benefício previdenciário, 
quando tenham contribuído. Tenho uma certa dificuldade de entender 
qual seria o fundamento lógico, filosófico, jurídico de se dar aos 
governadores um tratamento diferenciado. Eu, se tivesse que escolher 
alguém, talvez escolhesse pessoas que trabalhem em condições de 
insalubridade. 
Portanto, com todo respeito e vênia a quem pense diferente, acho 
que isso é uma vertente ainda patrimonialista do Estado brasileiro, uma 
apropriação privada para quem já tem um regime privilegiado. 
De modo que me filio ao entendimento que penso que tem 
predominado aqui de que o governador terá os mesmos direitos que as 
pessoas têm. Se ele contribuiu para a Previdência, tem direito ao benefício 
da Previdência; se ele estiver trabalhando, tem direito ao salário. 
Eu não consigo entender uma razão pela qual esse discrímen 
favorável mereça reconhecimento. Entendo, respeito, mas creio que viola 
o princípio republicano. 
De modo que estou acompanhando a Relatora.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 67
Voto - MIN. LUIZ FUX
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, egrégia 
Corte, ilustre Representante do Ministério Público, Senhores Advogados. 
Senhor Presidente, recordo que, no STJ, nós julgamos uma causa em 
que as leis que regulavam a atividade escolar eram claras, no sentido de 
que, se os pais não pagassem a escola, a criança deveria ser alijada do 
curso um mês após notificados os pais inadimplentes reiterados. 
Naquela oportunidade, entendemos que hoje há direitos 
fundamentais que emergem da Constituição não só derivados de regras, 
mas também de princípios. E o Superior Tribunal de Justiça entendeu que 
não perpassava pelo princípio da razoabilidade, ainda que seja pela sua 
conotação negativa - sabemos o que não é razoável -, tirar uma criança do 
colégio antes do encerramento daquele semestre do ano letivo. 
A lei era clara, e nós entendemos - à luz das razões eleitas pelos 
valores morais instituídos pela novel Constituição de 88, pós-positivista - 
considerando que no mundo se entende que a Constituição brasileira 
transformou o homem no centro do universo jurídico, ilumina o universo 
jurídico -, que um dos fundamentos da República assenta-se exatamente 
no respeito à pessoa humana, que foi uma conquista, entre lutas e 
barricadas, vencendo o nazifascismo.
Em regra, é isso mesmo, quer dizer, uma pessoa tem que trabalhar 
para poder receber dos cofres públicos. Mas há casos e casos.
Em primeiro lugar, há casos em que as pessoas se dedicaram à 
atividade pública de uma tal maneira que elas, depois, não têm esperança 
para exercer absolutamente mais nada. Não têm nem idade. Então, foram 
sonhos, esperanças que, eventualmente, se elas tiveram, não puderam 
mais realizar. 
O segundo aspectoé o da própria dignidade da pessoa humana, à 
luz da Constituição Federal. Essas pensões são necessárias in vitae. Então, 
como é que nós vamos poder fazer justiça, levando em consideração uma 
senhora de noventa anos? Ela vai perder toda a capacidade de 
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Supremo Tribunal Federal
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, egrégia 
Corte, ilustre Representante do Ministério Público, Senhores Advogados. 
Senhor Presidente, recordo que, no STJ, nós julgamos uma causa em 
que as leis que regulavam a atividade escolar eram claras, no sentido de 
que, se os pais não pagassem a escola, a criança deveria ser alijada do 
curso um mês após notificados os pais inadimplentes reiterados. 
Naquela oportunidade, entendemos que hoje há direitos 
fundamentais que emergem da Constituição não só derivados de regras, 
mas também de princípios. E o Superior Tribunal de Justiça entendeu que 
não perpassava pelo princípio da razoabilidade, ainda que seja pela sua 
conotação negativa - sabemos o que não é razoável -, tirar uma criança do 
colégio antes do encerramento daquele semestre do ano letivo. 
A lei era clara, e nós entendemos - à luz das razões eleitas pelos 
valores morais instituídos pela novel Constituição de 88, pós-positivista - 
considerando que no mundo se entende que a Constituição brasileira 
transformou o homem no centro do universo jurídico, ilumina o universo 
jurídico -, que um dos fundamentos da República assenta-se exatamente 
no respeito à pessoa humana, que foi uma conquista, entre lutas e 
barricadas, vencendo o nazifascismo.
Em regra, é isso mesmo, quer dizer, uma pessoa tem que trabalhar 
para poder receber dos cofres públicos. Mas há casos e casos.
Em primeiro lugar, há casos em que as pessoas se dedicaram à 
atividade pública de uma tal maneira que elas, depois, não têm esperança 
para exercer absolutamente mais nada. Não têm nem idade. Então, foram 
sonhos, esperanças que, eventualmente, se elas tiveram, não puderam 
mais realizar. 
O segundo aspecto é o da própria dignidade da pessoa humana, à 
luz da Constituição Federal. Essas pensões são necessárias in vitae. Então, 
como é que nós vamos poder fazer justiça, levando em consideração uma 
senhora de noventa anos? Ela vai perder toda a capacidade de 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 67
Voto - MIN. LUIZ FUX
ADI 4545 / PR 
sobrevivência, no limite já da sobrevivência biológica, porque sabemos o 
valor dessas pensões. Os Estados gastam muito e gastam mal, e não são 
nove pessoas que vão quebrá-lo.
Eu, sinceramente, já votei assim, aqui, de acordo com a 
jurisprudência, mas eu me proponho, em razão do dever de vigília da 
minha consciência, a rever esse posicionamento. E começo a revê-lo 
agora.
Entendo que, para uma pessoa jovem ainda, que tem possibilidade 
de exercer uma outra atividade, realmente não faz sentido, tem que 
trabalhar para receber dos cofres públicos. Agora, pessoas idosas, que não 
têm mais condições de sobrevivência, vão perder uma pensão que 
receberam durante trinta anos? O Estado alimentou essa suposta 
confiança legítima, essa suposta segurança jurídica. 
No meu modo de ver, data maxima venia dos entendimentos em 
contrário - e vou passar a rever esses casos -, não se pode, de uma hora 
para outra, levar uma pessoa a um estado de miserabilidade total. Peço 
todas as vênias. Eu entendo que nós juízes devemos promover uma 
justiça caridosa e uma caridade justa. Por isso é que eu estou fazendo esse 
distinguishing. Quando se trata de pessoas idosas, entendo que realmente 
nós temos de ponderar esses valores.
Então, tendo em vista a fidelidade e a lealdade que merecem os 
advogados, que trouxeram da tribuna dados sobre a faixa etária dessas 
pessoas, peço todas as vênias, Senhor Presidente, inclusive à Ministra 
Rosa, que é uma pessoa de extrema sensibilidade, para exatamente me 
colocar na situação oposta e julgar improcedente, estabelecendo essa 
modulação...
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Ou procedente para o futuro?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Para o futuro.
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ministro Fux, 
me permite só uma dúvida?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu permito, mas eu não vou 
mudar de ponto de vista.
2 
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Supremo Tribunal Federal
ADI 4545 / PR 
sobrevivência, no limite já da sobrevivência biológica, porque sabemos o 
valor dessas pensões. Os Estados gastam muito e gastam mal, e não são 
nove pessoas que vão quebrá-lo.
Eu, sinceramente, já votei assim, aqui, de acordo com a 
jurisprudência, mas eu me proponho, em razão do dever de vigília da 
minha consciência, a rever esse posicionamento. E começo a revê-lo 
agora.
Entendo que, para uma pessoa jovem ainda, que tem possibilidade 
de exercer uma outra atividade, realmente não faz sentido, tem que 
trabalhar para receber dos cofres públicos. Agora, pessoas idosas, que não 
têm mais condições de sobrevivência, vão perder uma pensão que 
receberam durante trinta anos? O Estado alimentou essa suposta 
confiança legítima, essa suposta segurança jurídica. 
No meu modo de ver, data maxima venia dos entendimentos em 
contrário - e vou passar a rever esses casos -, não se pode, de uma hora 
para outra, levar uma pessoa a um estado de miserabilidade total. Peço 
todas as vênias. Eu entendo que nós juízes devemos promover uma 
justiça caridosa e uma caridade justa. Por isso é que eu estou fazendo esse 
distinguishing. Quando se trata de pessoas idosas, entendo que realmente 
nós temos de ponderar esses valores.
Então, tendo em vista a fidelidade e a lealdade que merecem os 
advogados, que trouxeram da tribuna dados sobre a faixa etária dessas 
pessoas, peço todas as vênias, Senhor Presidente, inclusive à Ministra 
Rosa, que é uma pessoa de extrema sensibilidade, para exatamente me 
colocar na situação oposta e julgar improcedente, estabelecendo essa 
modulação...
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Ou procedente para o futuro?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Para o futuro.
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ministro Fux, 
me permite só uma dúvida?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Eu permito, mas eu não vou 
mudar de ponto de vista.
2 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 67
Voto - MIN. LUIZ FUX
ADI 4545 / PR 
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Nem é essa a 
intenção. Se julgar improcedente, os futuros governadores continuarão 
tendo pensão. Então, seria procedente, mas modulando.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Exatamente, modulando.
3 
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Supremo Tribunal Federalassinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
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Supremo Tribunal Federal
ADI 4545 / PR 
acordam em julgar parcialmente procedente o pedido formulado na ação 
direta para declarar a inconstitucionalidade do art. 85, § 5º, da 
Constituição do Estado do Paraná e, por arrastamento, declarar a 
inconstitucionalidade da Lei nº 16.656/2010 e do art. 1º da Lei nº 
13.246/2002, ambas do Estado do Paraná. Por maioria, decidem que a 
declaração de inconstitucionalidade não atinge os pagamentos realizados 
até o julgamento desta ação, vencido o Ministro Marco Aurélio. Falaram: 
pelo requerente, o Dr. Oswaldo Pinheiro Ribeiro Júnior; e, pela 
interessada Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, a Dra. Marilda 
de Paula Silveira. Afirmou suspeição o Ministro Edson Fachin. Ausente, 
justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Tudo nos termos do voto da 
Relatora, em sessão plenária, na conformidade da ata do julgamento. 
Brasília, 05 de dezembro de 2019.
Ministra Rosa Weber
Relatora
3 
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 67
Antecipação ao Relatório
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
REQTE.(S) :CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS 
ADVOGADOS DO BRASIL 
ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS FURTADO COÊLHO E 
OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO 
PARANÁ 
ADV.(A/S) :MARILDA DE PAULA SILVEIRA 
INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ 
ANTECIPAÇÃO AO RELATÓRIO 
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Senhor 
Presidente, trata-se de tema bastante conhecido de todos nós. 
Eu só queria trazer ao conhecimento da Corte, mas vejo que está 
prejudicado, que ontem, dia 4 de dezembro, houve o ingresso de uma 
petição da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, representada por 
seu Procurador-Geral, noticiando uma série de fatos que estariam a 
inviabilizar a presença hoje do Procurador para efeito de sustentação oral. 
Nela se faz um relato pormenorizado de dificuldades enfrentadas ontem 
na Assembleia, que exigiram uma série de providências, o que seria, em 
princípio, uma causa justa para o adiamento. Mas, no final, registra-se a 
juntada de substabelecimento à Doutora Marilda, que eu vejo que está 
presente para a sustentação.
Eu não teria nenhuma dificuldade em adiar, Presidente, mas, até em 
homenagem aos procuradores presentes, parece-me, sem querer 
desconsiderar as judiciosas razões aqui apresentadas para o adiamento, 
que não vai haver prejuízo.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
REQTE.(S) :CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS 
ADVOGADOS DO BRASIL 
ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS FURTADO COÊLHO E 
OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO 
PARANÁ 
ADV.(A/S) :MARILDA DE PAULA SILVEIRA 
INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ 
ANTECIPAÇÃO AO RELATÓRIO 
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Senhor 
Presidente, trata-se de tema bastante conhecido de todos nós. 
Eu só queria trazer ao conhecimento da Corte, mas vejo que está 
prejudicado, que ontem, dia 4 de dezembro, houve o ingresso de uma 
petição da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, representada por 
seu Procurador-Geral, noticiando uma série de fatos que estariam a 
inviabilizar a presença hoje do Procurador para efeito de sustentação oral. 
Nela se faz um relato pormenorizado de dificuldades enfrentadas ontem 
na Assembleia, que exigiram uma série de providências, o que seria, em 
princípio, uma causa justa para o adiamento. Mas, no final, registra-se a 
juntada de substabelecimento à Doutora Marilda, que eu vejo que está 
presente para a sustentação.
Eu não teria nenhuma dificuldade em adiar, Presidente, mas, até em 
homenagem aos procuradores presentes, parece-me, sem querer 
desconsiderar as judiciosas razões aqui apresentadas para o adiamento, 
que não vai haver prejuízo.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 67
Relatório
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
REQTE.(S) :CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS 
ADVOGADOS DO BRASIL 
ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS FURTADO COÊLHO E 
OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO 
PARANÁ 
ADV.(A/S) :MARILDA DE PAULA SILVEIRA 
INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ 
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): 
1. Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de 
medida cautelar, ajuizada pelo CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS 
ADVOGADOS DO BRASIL – CFOAB, em face do art. 85, §5º, da Constituição 
do Estado do Paraná, que concede subsídio mensal e vitalício aos ex-
governadores do Estado, igual ao recebido por Desembargador do 
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, desde que tenha exercido a 
função em caráter permanente e não tenha sofrido suspensão dos direitos 
políticos.
2. O autor defende a inconstitucionalidade do ato normativo 
impugnado, ao argumento de que contraria os princípios federativo (art. 
2º, e 25, caput e §1º) e republicano (art. 1º da Constituição da República); 
da moralidade e da impessoalidade (art. 37, caput, da CRFB); o art. 37, 
inciso XIII, da CRFB, que veda vinculação de quaisquer espécies 
remuneratórias entre si; o art. 39, §4º, da CRFB, que dispõe sobre o 
pagamento na forma de subsídio a membros de Poder; o art. 159, §5º, da 
CRFB, que veda a instituição de benefício de seguridade social sem 
correspondente fonte de custeio; o art. 201, §1º, da CRFB, que proíbe a 
instituição de critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria a 
beneficiários do regime geral de previdência social; e o art. 11 dos ADCT, 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
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Supremo Tribunal Federal
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
REQTE.(S) :CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS 
ADVOGADOS DO BRASIL 
ADV.(A/S) :MARCUS VINICIUS FURTADO COÊLHO E 
OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO 
PARANÁ 
ADV.(A/S) :MARILDA DE PAULA SILVEIRA 
INTDO.(A/S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ 
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): 
1. Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade, com pedido de 
medida cautelar, ajuizada pelo CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS 
ADVOGADOS DO BRASIL – CFOAB, em face do art. 85, §5º, da Constituição 
do Estado do Paraná, que concede subsídio mensal e vitalício aos ex-
governadores do Estado, igual ao recebido por Desembargador do 
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, desde que tenha exercido a 
função em caráter permanente e não tenha sofrido suspensão dos direitos 
políticos.
2.ADI 4545 / PR 
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Nem é essa a 
intenção. Se julgar improcedente, os futuros governadores continuarão 
tendo pensão. Então, seria procedente, mas modulando.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Exatamente, modulando.
3 
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 38 de 67
Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, peço 
vênia ao eminente Ministro Luiz Fux pelo que acaba de votar, mas estou 
acompanhando a Ministra-Relatora em seu voto.
A circunstância, para mim, é de Direito Constitucional apenas, no 
sentido de que o art. 37 da Constituição estabelece que a Administração 
Pública direta ou indireta de qualquer dos Poderes - União, Estados, 
Distrito Federal e Municípios - observará os princípios da impessoalidade 
e da legalidade. Não vejo como compatibilizar uma situação que, desde a 
Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.552, de que fui Relatora, foi tida 
exatamente como a criação de um privilégio, considerando-se a 
circunstância de que uma pessoa exerce um cargo público por um 
período e mantém esta condição.
Creio que há uma diferença enorme desta situação entre outras, de 
Direito comparado, até, como Vossa Excelência propõe, pelas próprias 
condições em que isso se dá no Brasil e a extensão que se deu na 
sequência da Constituição da República e nas Constituições estaduais. 
Não vejo embasamento jurídico que pudesse sustentar, estruturar, 
subsidiar, fundamentar as decisões anteriores, daí a configuração da 
inconstitucionalidade, também afirmada pela Ministra Rosa Weber.
Por isso, estou mantendo, no sentido, portanto, de julgar procedente, 
tal como feito pela Ministra Rosa Weber.
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Supremo Tribunal Federal
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
VOTO
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Presidente, peço 
vênia ao eminente Ministro Luiz Fux pelo que acaba de votar, mas estou 
acompanhando a Ministra-Relatora em seu voto.
A circunstância, para mim, é de Direito Constitucional apenas, no 
sentido de que o art. 37 da Constituição estabelece que a Administração 
Pública direta ou indireta de qualquer dos Poderes - União, Estados, 
Distrito Federal e Municípios - observará os princípios da impessoalidade 
e da legalidade. Não vejo como compatibilizar uma situação que, desde a 
Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.552, de que fui Relatora, foi tida 
exatamente como a criação de um privilégio, considerando-se a 
circunstância de que uma pessoa exerce um cargo público por um 
período e mantém esta condição.
Creio que há uma diferença enorme desta situação entre outras, de 
Direito comparado, até, como Vossa Excelência propõe, pelas próprias 
condições em que isso se dá no Brasil e a extensão que se deu na 
sequência da Constituição da República e nas Constituições estaduais. 
Não vejo embasamento jurídico que pudesse sustentar, estruturar, 
subsidiar, fundamentar as decisões anteriores, daí a configuração da 
inconstitucionalidade, também afirmada pela Ministra Rosa Weber.
Por isso, estou mantendo, no sentido, portanto, de julgar procedente, 
tal como feito pela Ministra Rosa Weber.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 39 de 67
Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor 
Presidente, acompanho a Relatora no que diz respeito à conclusão, mas 
me sensibilizei com os argumentos do Ministro Luiz Fux. 
Creio que a modulação no caso se faz necessária, imperativa, 
considerando que essa pensão vem sendo recebida há mais de trinta anos. 
E há fundamentos jurídicos para tal, eu diria até, fundamentos 
constitucionais para essa modulação. 
Em primeiro lugar, invoco não o princípio da dignidade da pessoa 
humana, que, claro, é um princípio básico, um pilar fundamental da 
Constituição, mas o princípio da segurança jurídica, porque as pessoas 
que recebem uma pensão há trinta anos têm a legítima expectativa, na 
idade provecta em que se encontram, de continuar com esta pensão, sob 
pena de perderem os meios de subsistência.
 Relembraria também que o Direito Administrativo reconhece a 
teoria do fato consumado. Em matéria de Direito Administrativo, há 
inúmeras decisões judiciais, quer dizer, essa pensão recebida por décadas, 
de certa maneira, a meu ver, incorporou-se no patrimônio jurídico dessas 
pessoas assim beneficiadas.
Portanto, acompanho a conclusão da eminente Ministra Rosa Weber, 
até porque já votei assim. Penso que a pensão, daqui para frente, não 
pode mais ser admitida. Mas, tendo em conta esses argumentos que, 
sucintamente, desfiei, e também forte na argumentação do Ministro Luiz 
Fux, modulo para que as pessoas que atualmente são beneficiárias dessa 
pensão continuem podendo recebê-la. 
É como voto. 
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Supremo Tribunal Federal
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
V O T O
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Senhor 
Presidente, acompanho a Relatora no que diz respeito à conclusão, mas 
me sensibilizei com os argumentos do Ministro Luiz Fux. 
Creio que a modulação no caso se faz necessária, imperativa, 
considerando que essa pensão vem sendo recebida há mais de trinta anos. 
E há fundamentos jurídicos para tal, eu diria até, fundamentos 
constitucionais para essa modulação. 
Em primeiro lugar, invoco não o princípio da dignidade da pessoa 
humana, que, claro, é um princípio básico, um pilar fundamental da 
Constituição, mas o princípio da segurança jurídica, porque as pessoas 
que recebem uma pensão há trinta anos têm a legítima expectativa, na 
idade provecta em que se encontram, de continuar com esta pensão, sob 
pena de perderem os meios de subsistência.
 Relembraria também que o Direito Administrativo reconhece a 
teoria do fato consumado. Em matéria de Direito Administrativo, há 
inúmeras decisões judiciais, quer dizer, essa pensão recebida por décadas, 
de certa maneira, a meu ver, incorporou-se no patrimônio jurídico dessas 
pessoas assim beneficiadas.
Portanto, acompanho a conclusão da eminente Ministra Rosa Weber, 
até porque já votei assim. Penso que a pensão, daqui para frente, não 
pode mais ser admitida. Mas, tendo em conta esses argumentos que, 
sucintamente, desfiei, e também forte na argumentação do Ministro Luiz 
Fux, modulo para que as pessoas que atualmente são beneficiárias dessa 
pensão continuem podendo recebê-la. 
É como voto. 
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Voto - MIN. GILMAR MENDES
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Presidente, este tema 
já foi várias vezes discutido aqui, como Vossa Excelência apontou. E, de 
fato, suscita essa controvérsia em relação não a eventual direito 
adquirido, mas a um tema sensível de segurança jurídica. 
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Essas pessoas são nove e não tiveram o direito de defesa nessa ação. 
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - E nós temos uma série 
de casos a partir do caso da Infraero, em que nós reconhecemos a 
subsistência, mesmo numa situação ilícita. Era um caso de pessoas que 
foram contratadas sem o devido concurso público, naquela franja, 
naquele momento em que não se sabia bem se era exigível ou não o 
concurso público para as empresas públicas, na transição 89/90. E nós 
reconhecemos nesse caso. 
Também o Ministro Lewandowski fala da questão da teoria do fato 
consumado, que, de fato, é uma expressão da ideia de segurança jurídica. 
Eu me lembro que, quando Advogado-Geral da União, surgiu um 
debate sobre, Vossa Excelência vai se lembrar também, aquelas pessoas 
não concursadas que, eventualmente, passaram a integrar quadros da 
AGU, sobretudo, na chamada Advocacia das Autarquias e Fundações. E 
isso se deu em algum momento, dentro daqueles atos que se praticavam, 
e eles passaram a integrar a Advocacia-Geral da União por força dessa 
associação. E, quando se criou, então, a Procuradoria-Geral Federal, fez-se 
a criação do cargo de procurador federal. E veio, então, uma impugnação, 
dizendo que essas pessoas estavam se beneficiando de um "trem da 
alegria". Eu sempre contrastava, dizendo que não se tratava de "trem da 
alegria". Eles, há muitos anos, são funcionários públicos e estavam lá: 
procurador do INSS, procurador da Funai, procurador dessa ou daquela 
autarquia. 
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
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Supremo Tribunal Federal
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Presidente, este tema 
já foi várias vezes discutido aqui, como Vossa Excelência apontou. E, de 
fato, suscita essa controvérsia em relação não a eventual direito 
adquirido, mas a um tema sensível de segurança jurídica. 
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Essas pessoas são nove e não tiveram o direito de defesa nessa ação. 
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - E nós temos uma série 
de casos a partir do caso da Infraero, em que nós reconhecemos a 
subsistência, mesmo numa situação ilícita. Era um caso de pessoas que 
foram contratadas sem o devido concurso público, naquela franja, 
naquele momento em que não se sabia bem se era exigível ou não o 
concurso público para as empresas públicas, na transição 89/90. E nós 
reconhecemos nesse caso. 
Também o Ministro Lewandowski fala da questão da teoria do fato 
consumado, que, de fato, é uma expressão da ideia de segurança jurídica. 
Eu me lembro que, quando Advogado-Geral da União, surgiu um 
debate sobre, Vossa Excelência vai se lembrar também, aquelas pessoas 
não concursadas que, eventualmente, passaram a integrar quadros da 
AGU, sobretudo, na chamada Advocacia das Autarquias e Fundações. E 
isso se deu em algum momento, dentro daqueles atos que se praticavam, 
e eles passaram a integrar a Advocacia-Geral da União por força dessa 
associação. E, quando se criou, então, a Procuradoria-Geral Federal, fez-se 
a criação do cargo de procurador federal. E veio, então, uma impugnação, 
dizendo que essas pessoas estavam se beneficiando de um "trem da 
alegria". Eu sempre contrastava, dizendo que não se tratava de "trem da 
alegria". Eles, há muitos anos, são funcionários públicos e estavam lá: 
procurador do INSS, procurador da Funai, procurador dessa ou daquela 
autarquia. 
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 41 de 67
Voto - MIN. GILMAR MENDES
ADI 4545 / PR 
Universidades. Eram mais de cem carreiras. 
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Universidades, muitas.
Então, isso não tem nada de "trem da alegria". Agora se está 
mudando o nome, ao invés de se chamar procurador da autarquia A ou B, 
chama-se procurador federal. E, portanto, será designado para a 
autarquia A ou B. Era uma disputa também de caráter corporativo. 
E, aí, houve um almoço no Itamaraty, e os jornalistas estavam todos 
andando atrás deste assunto: o trem da alegria da AGU. Eu dizia: "Só se 
está mudando a placa, nada mais do que isso." Então, um deles me 
perguntou, ao encerrar o almoço, na saída: "Como isso vai se resolver?" E 
eu me lembrei de uma frase dita com humor, mas com um certo 
sarcasmo, que eu ouvi de Darcy Ribeiro na Universidade de Brasília. Ele 
censurava fortemente o Mobral, dizendo que não se devia dar atenção à 
alfabetização dos adultos. E, aí, ele dizia assim: "Todo mundo sabe" - com 
a graça que ele sempre sabia fazer, depois disse-se que isso também era 
impróprio - "que o analfabetismo do adulto só se resolve com a morte." 
Hoje, muitos pedagogos censuram esse entendimento dizendo que é 
importante enfrentar o analfabetismo do adulto, porque ele ganha 
consciência também para educar os seus próprios filhos, tirá-los da 
condição de analfabetos. 
Mas, então, brinquei com o jornalista. "Mas como que isso vai se 
resolver?", dizia um deles. E eu disse: "Ah, isso é fácil de se resolver." Ele 
imaginando que eu ia anunciar a impugnação ou, eventualmente, a 
anulação, eu disse: "A morte vai resolver esse problema."
Portanto, com essas considerações, estou também acompanhando o 
voto do Ministro Fux. 
2 
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Supremo Tribunal Federal
ADI 4545 / PR 
Universidades. Eram mais de cem carreiras. 
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Universidades, muitas.
Então, isso não tem nada de "trem da alegria". Agora se está 
mudando o nome, ao invés de se chamar procurador da autarquia A ou B, 
chama-se procurador federal. E, portanto, será designado para a 
autarquia A ou B. Era uma disputa também de caráter corporativo. 
E, aí, houve um almoço no Itamaraty, e os jornalistas estavam todos 
andando atrás deste assunto: o trem da alegria da AGU. Eu dizia: "Só se 
está mudando a placa, nada mais do que isso." Então, um deles me 
perguntou, ao encerrar o almoço, na saída: "Como isso vai se resolver?" E 
eu me lembrei de uma frase dita com humor, mas com um certo 
sarcasmo, que eu ouvi de Darcy Ribeiro na Universidade de Brasília. Ele 
censurava fortemente o Mobral, dizendo que não se devia dar atenção à 
alfabetização dos adultos. E, aí, ele dizia assim: "Todo mundo sabe" - com 
a graça que ele sempre sabia fazer, depois disse-se que isso também era 
impróprio - "que o analfabetismo do adulto só se resolve com a morte." 
Hoje, muitos pedagogos censuram esse entendimento dizendo que é 
importante enfrentar o analfabetismo do adulto, porque ele ganha 
consciência também para educar os seus próprios filhos, tirá-los da 
condição de analfabetos. 
Mas,então, brinquei com o jornalista. "Mas como que isso vai se 
resolver?", dizia um deles. E eu disse: "Ah, isso é fácil de se resolver." Ele 
imaginando que eu ia anunciar a impugnação ou, eventualmente, a 
anulação, eu disse: "A morte vai resolver esse problema."
Portanto, com essas considerações, estou também acompanhando o 
voto do Ministro Fux. 
2 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 42 de 67
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, tenho 
sustentado que não se pode transformar processo subjetivo em objetivo. A 
recíproca é verdadeira. 
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Aqui é um processo objetivo virando subjetivo. 
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não se está a julgar 
situações concretas, situações constituídas a partir do que, para mim, 
surge como inconstitucionalidade útil. Há de saber, para se adentrar o 
campo do controle concentrado de constitucionalidade, se o ato 
impugnado está em vigor. É um ato abstrato normativo em pleno vigor?
A Relatora apontou que a Constituição do Estado do Paraná foi 
alterada para afastar-se o que seria a aposentadoria de governadores.
E lembraria que são 27 governadores e 5.570 prefeitos.
O que prevê a Constituição Federal? E, no primeiro passo, declaro o 
prejuízo da ação direta de inconstitucionalidade, a não ser que o Tribunal 
esteja disposto a transformar este processo em subjetivo, para perquirir 
aqueles que foram beneficiados pela previsão do preceito anterior. Um 
passo demasiadamente largo, que não dou. 
Há o prejuízo da ação direta de inconstitucionalidade. Questiona-se: 
fraude, vício de consentimento, no que se teria, mediante emenda 
constitucional, alterado, para frustrar a jurisdição, a própria Constituição 
do Estado? Vício de consentimento, a gerar anulabilidade, não se 
presume. Deve ser demonstrado. E não posso presumir, muito menos em 
relação a um Estado, como o do Paraná, e presente o instrumento 
utilizado para afastar-se do cenário jurídico os proventos, reconhecidos 
antes, e também as pensões quanto aos familiares, pela Carta do Estado, 
fraude. 
Então, de início, assento o prejuízo da ação direta de 
inconstitucionalidade.
Vencido quanto a essa parte, vou à Constituição Federal e vejo que 
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Supremo Tribunal Federal
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, tenho 
sustentado que não se pode transformar processo subjetivo em objetivo. A 
recíproca é verdadeira. 
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Aqui é um processo objetivo virando subjetivo. 
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não se está a julgar 
situações concretas, situações constituídas a partir do que, para mim, 
surge como inconstitucionalidade útil. Há de saber, para se adentrar o 
campo do controle concentrado de constitucionalidade, se o ato 
impugnado está em vigor. É um ato abstrato normativo em pleno vigor?
A Relatora apontou que a Constituição do Estado do Paraná foi 
alterada para afastar-se o que seria a aposentadoria de governadores.
E lembraria que são 27 governadores e 5.570 prefeitos.
O que prevê a Constituição Federal? E, no primeiro passo, declaro o 
prejuízo da ação direta de inconstitucionalidade, a não ser que o Tribunal 
esteja disposto a transformar este processo em subjetivo, para perquirir 
aqueles que foram beneficiados pela previsão do preceito anterior. Um 
passo demasiadamente largo, que não dou. 
Há o prejuízo da ação direta de inconstitucionalidade. Questiona-se: 
fraude, vício de consentimento, no que se teria, mediante emenda 
constitucional, alterado, para frustrar a jurisdição, a própria Constituição 
do Estado? Vício de consentimento, a gerar anulabilidade, não se 
presume. Deve ser demonstrado. E não posso presumir, muito menos em 
relação a um Estado, como o do Paraná, e presente o instrumento 
utilizado para afastar-se do cenário jurídico os proventos, reconhecidos 
antes, e também as pensões quanto aos familiares, pela Carta do Estado, 
fraude. 
Então, de início, assento o prejuízo da ação direta de 
inconstitucionalidade.
Vencido quanto a essa parte, vou à Constituição Federal e vejo que 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 43 de 67
Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
ADI 4545 / PR 
aposentadoria – e é disso que se trata – pressupõe servidor, não agente 
político, como é o governador, e pressupõe também a ocupação de cargo 
efetivo, e não mandato. 
Vossa Excelência ressaltou que, no regime anterior, poder-se-ia 
cogitar dessa aposentadoria. Mas houve opção, pelos Constituintes de 
1988, em sentido diverso. E não cabe ao Supremo reescrever a Lei das leis.
Então, Presidente, num primeiro passo, assento o prejuízo da ação 
direta de inconstitucionalidade e, em passo seguinte, reitero o que sempre 
se julgou, e não vai ser diferente em relação ao Estado do Paraná, àqueles 
que estão usufruindo indevidamente, sob o ângulo constitucional, o 
benefício. Reitero a jurisprudência.
No caso, estou apreciando a Constituição do Estado na redação já 
suplantada. Fica difícil dizer que é inconstitucional a Constituição hoje 
em vigor do Estado do Paraná. Mas, suplantado o prejuízo, assento a 
inconstitucionalidade da previsão, que não é atual, repito, da 
Constituição do Estado do Paraná.
2 
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ADI 4545 / PR 
aposentadoria – e é disso que se trata – pressupõe servidor, não agente 
político, como é o governador, e pressupõe também a ocupação de cargo 
efetivo, e não mandato. 
Vossa Excelência ressaltou que, no regime anterior, poder-se-ia 
cogitar dessa aposentadoria. Mas houve opção, pelos Constituintes de 
1988, em sentido diverso. E não cabe ao Supremo reescrever a Lei das leis.
Então, Presidente, num primeiro passo, assento o prejuízo da ação 
direta de inconstitucionalidade e, em passo seguinte, reitero o que sempre 
se julgou, e não vai ser diferente em relação ao Estado do Paraná, àqueles 
que estão usufruindo indevidamente, sob o ângulo constitucional, o 
benefício. Reitero a jurisprudência.
No caso, estou apreciando a Constituição do Estado na redação já 
suplantada. Fica difícil dizer que é inconstitucional a Constituição hoje 
em vigor do Estado do Paraná. Mas, suplantado o prejuízo, assento a 
inconstitucionalidade da previsão, que não é atual, repito, da 
Constituição do Estado do Paraná.
2 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 44 de 67
Confirmação de Voto
05/12/2019PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
CONFIRMAÇÃO DE VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, quero só 
fazer uma observação.
Na verdade, esta ação direta de inconstitucionalidade se adstringe 
ao território do Paraná. Então, os Municípios não têm nenhuma 
vinculação a esta ação direta de inconstitucionalidade. 
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência não 
me atribui a modificação do objeto da ação, não é?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não, Vossa Excelência 
mencionou os Municípios. Então, estou dizendo que eu teria essa 
preocupação.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É porque dá a 
impressão de que estou julgando, inclusive, normas que beneficiariam os 
Prefeitos que já não exercem cargos na Administração. Não é isso, 
Presidente. Votei e terminei o voto, Presidente, muito embora não 
satisfaça o ministro Luiz Fux. 
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Nós divergimos pouco, mas 
temos direito, um pouquinho só, de divergir. Não é comum entre nós 
dois.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência 
pediu a palavra para atacar o que veiculei.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não, não, para dizer da minha 
preocupação.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por isso é que cada 
qual – e tenho adotado disciplina férrea – deve votar na sua 
oportunidade. E aqui ninguém convence ninguém, muito menos no grito!
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Então, Presidente, voltando à 
palavra, eu votei nesse sentido, porque entendi que ficaria adstrito ao 
Estado do Paraná. Essa é a primeira observação que eu faria.
Em segundo lugar, nós vamos ter a oportunidade de modular esta 
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
CONFIRMAÇÃO DE VOTO
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, quero só 
fazer uma observação.
Na verdade, esta ação direta de inconstitucionalidade se adstringe 
ao território do Paraná. Então, os Municípios não têm nenhuma 
vinculação a esta ação direta de inconstitucionalidade. 
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência não 
me atribui a modificação do objeto da ação, não é?
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não, Vossa Excelência 
mencionou os Municípios. Então, estou dizendo que eu teria essa 
preocupação.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É porque dá a 
impressão de que estou julgando, inclusive, normas que beneficiariam os 
Prefeitos que já não exercem cargos na Administração. Não é isso, 
Presidente. Votei e terminei o voto, Presidente, muito embora não 
satisfaça o ministro Luiz Fux. 
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Nós divergimos pouco, mas 
temos direito, um pouquinho só, de divergir. Não é comum entre nós 
dois.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência 
pediu a palavra para atacar o que veiculei.
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Não, não, para dizer da minha 
preocupação.
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por isso é que cada 
qual – e tenho adotado disciplina férrea – deve votar na sua 
oportunidade. E aqui ninguém convence ninguém, muito menos no grito!
O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Então, Presidente, voltando à 
palavra, eu votei nesse sentido, porque entendi que ficaria adstrito ao 
Estado do Paraná. Essa é a primeira observação que eu faria.
Em segundo lugar, nós vamos ter a oportunidade de modular esta 
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 45 de 67
Confirmação de Voto
ADI 4545 / PR 
decisão, eventualmente. Vossa Excelência fixou também um dado 
importantíssimo, que, a partir da Constituição de 88, não seria legítima 
essa concessão. Então, não só o efeito ex nunc, mas também inaplicável a 
transferência aos cônjuges de aposentadorias após a Constituição de 88.
Só para acrescentar, reafirmando o meu voto anteriormente 
proferido.
2 
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
ADI 4545 / PR 
decisão, eventualmente. Vossa Excelência fixou também um dado 
importantíssimo, que, a partir da Constituição de 88, não seria legítima 
essa concessão. Então, não só o efeito ex nunc, mas também inaplicável a 
transferência aos cônjuges de aposentadorias após a Constituição de 88.
Só para acrescentar, reafirmando o meu voto anteriormente 
proferido.
2 
Supremo Tribunal Federal
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Revisão de Apartes
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Não havia votado, havia feito considerações a respeito do tema. 
Diante do fato concreto, da revogação do dispositivo, inicialmente 
acompanho a posição do Ministro Marco Aurélio no sentido da 
prejudicialidade da ação. Na verdade, não há o que modular para o 
futuro, porque não existe mais a possibilidade de o atual governador ou 
de futuros governadores ou pensionistas virem a receber o benefício. 
A ação se subjetivou em nove pessoas que são beneficiárias daquele 
texto constitucional ou de legislação anterior, porque, pelo que ouvi da 
tribuna, da Dra. Marilda, uma das beneficiárias inclusive recebe desde 
1987, ou seja, anteriormente à Constituição de 1988. Uma declaração de 
inconstitucionalidade aqui não pode atingir o regime jurídico anterior. 
Digo isso obiter dictum.
Pois, não, Dra. Marilda.
A SENHORA MARILDA DE PAULA SILVEIRA (ADVOGADA) - A 
aposentadoria foi em 1987 e, após o falecimento em 2002, se não me 
engano, ela passou a receber pensão. Então, advém de 1987.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
De toda sorte, voto, na primeira parte, pelo prejuízo. Fico vencido ao 
lado do Ministro Marco Aurélio.
Quanto à questão de mérito, ressalvado meu entendimento pessoal, 
acompanho a eminente Relatora, sem prejuízo de que a Assembleia 
Legislativa ou qualquer Parlamento brasileiro legisle a respeito de 
pensões especiais, porque aqui não é Previdência Social, é pensão.
Existem várias leis e, no voto que proferi, quando fiquei vencido, 
lembrava disso. Por exemplo, a tataraneta de Tiradentes recebe pensão 
por lei federal; os familiares de vítimas daquele acidente trágico que 
houve em Alcântara, quando do lançamento de satélite, receberam, por 
lei específica, pensões.
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05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Não havia votado, havia feito considerações a respeito do tema. 
Diante do fato concreto, da revogação do dispositivo, inicialmente 
acompanho a posição do Ministro Marco Aurélio no sentido da 
prejudicialidade da ação. Na verdade, não há o quemodular para o 
futuro, porque não existe mais a possibilidade de o atual governador ou 
de futuros governadores ou pensionistas virem a receber o benefício. 
A ação se subjetivou em nove pessoas que são beneficiárias daquele 
texto constitucional ou de legislação anterior, porque, pelo que ouvi da 
tribuna, da Dra. Marilda, uma das beneficiárias inclusive recebe desde 
1987, ou seja, anteriormente à Constituição de 1988. Uma declaração de 
inconstitucionalidade aqui não pode atingir o regime jurídico anterior. 
Digo isso obiter dictum.
Pois, não, Dra. Marilda.
A SENHORA MARILDA DE PAULA SILVEIRA (ADVOGADA) - A 
aposentadoria foi em 1987 e, após o falecimento em 2002, se não me 
engano, ela passou a receber pensão. Então, advém de 1987.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
De toda sorte, voto, na primeira parte, pelo prejuízo. Fico vencido ao 
lado do Ministro Marco Aurélio.
Quanto à questão de mérito, ressalvado meu entendimento pessoal, 
acompanho a eminente Relatora, sem prejuízo de que a Assembleia 
Legislativa ou qualquer Parlamento brasileiro legisle a respeito de 
pensões especiais, porque aqui não é Previdência Social, é pensão.
Existem várias leis e, no voto que proferi, quando fiquei vencido, 
lembrava disso. Por exemplo, a tataraneta de Tiradentes recebe pensão 
por lei federal; os familiares de vítimas daquele acidente trágico que 
houve em Alcântara, quando do lançamento de satélite, receberam, por 
lei específica, pensões.
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Revisão de Apartes
ADI 4545 / PR 
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Pracinhas 
também.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Pracinhas. Então, a legislação específica, ou seja...
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - O pessoal da Guerra 
do Paraguai recebe também.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Sim. Então, a Assembleia Legislativa do Paraná, dentre esses nove 
beneficiários, independentemente de nossa decisão, poderá 
eventualmente fazer lei específica para essas pessoas.
Estou falando isso obiter dictum. Não é posição da Corte, é opinião 
pessoal.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Vossa 
Excelência está trazendo um ponto relevante. Não se trata de 
aposentadoria stricto sensu. Na verdade, é uma benesse que o Estado 
outorga a algum particular, tendo em vista os relevantes serviços 
prestados ao próprio Estado ou Estado genericamente compreendido, o 
Estado-membro da Federação.
Presidente, aproveitando a oportunidade que Vossa Excelência me 
concedeu de fazer uso da palavra, gostaria de observar que, de acordo 
com a jurisprudência desta Corte, aquelas verbas recebidas de boa-fé não 
terão que ser restituídas, independentemente do resultado do nosso 
julgamento.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Penso que isso podemos explicitar depois da proclamação do 
resultado inicial.
Voto pelo prejuízo. Vencido no prejuízo pelos votos já proferidos, 
acompanho a eminente Relatora.
2 
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ADI 4545 / PR 
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Pracinhas 
também.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Pracinhas. Então, a legislação específica, ou seja...
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - O pessoal da Guerra 
do Paraguai recebe também.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Sim. Então, a Assembleia Legislativa do Paraná, dentre esses nove 
beneficiários, independentemente de nossa decisão, poderá 
eventualmente fazer lei específica para essas pessoas.
Estou falando isso obiter dictum. Não é posição da Corte, é opinião 
pessoal.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Vossa 
Excelência está trazendo um ponto relevante. Não se trata de 
aposentadoria stricto sensu. Na verdade, é uma benesse que o Estado 
outorga a algum particular, tendo em vista os relevantes serviços 
prestados ao próprio Estado ou Estado genericamente compreendido, o 
Estado-membro da Federação.
Presidente, aproveitando a oportunidade que Vossa Excelência me 
concedeu de fazer uso da palavra, gostaria de observar que, de acordo 
com a jurisprudência desta Corte, aquelas verbas recebidas de boa-fé não 
terão que ser restituídas, independentemente do resultado do nosso 
julgamento.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Penso que isso podemos explicitar depois da proclamação do 
resultado inicial.
Voto pelo prejuízo. Vencido no prejuízo pelos votos já proferidos, 
acompanho a eminente Relatora.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Não havia votado, havia feito considerações a respeito do tema. 
Diante do fato concreto, da revogação do dispositivo, inicialmente 
acompanho a posição do Ministro Marco Aurélio no sentido da 
prejudicialidade da ação. Na verdade, não há o que modular para o 
futuro, porque não existe mais a possibilidade de o atual governador ou 
de futuros governadores ou pensionistas virem a receber o benefício. 
A ação se subjetivou em nove pessoas que são beneficiárias daquele 
texto constitucional ou de legislação anterior, porque, pelo que ouvi da 
tribuna, da Dra. Marilda, uma das beneficiárias inclusive recebe desde 
1987, ou seja, anteriormente à Constituição de 1988. Uma declaração de 
inconstitucionalidade aqui não pode atingir o regime jurídico anterior. 
Digo isso obiter dictum.
Pois, não, Dra. Marilda.
A SENHORA MARILDA DE PAULA SILVEIRA (ADVOGADA) - A 
aposentadoria foi em 1987 e, após o falecimento em 2002, se não me 
engano, ela passou a receber pensão. Então, advém de 1987.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
De toda sorte, voto, na primeira parte, pelo prejuízo. Fico vencido ao 
lado do Ministro Marco Aurélio.
Quanto à questão de mérito, ressalvado meu entendimento pessoal, 
acompanho a eminente Relatora, sem prejuízo de que a Assembleia 
Legislativa ou qualquer Parlamento brasileiro legisle a respeito de 
pensões especiais, porque aqui não é Previdência Social, é pensão.
Existem várias leis e, no voto que proferi, quando fiquei vencido, 
lembrava disso. Por exemplo, a tataraneta de Tiradentes recebe pensão 
por lei federal; os familiares de vítimas daquele acidente trágico que 
houve em Alcântara, quando do lançamento de satélite, receberam, por 
lei específica, pensões.
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05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
VOTO
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Não havia votado, havia feito considerações a respeito do tema. 
Diante do fato concreto, da revogação do dispositivo, inicialmente 
acompanho a posição do Ministro Marco Aurélio no sentido da 
prejudicialidade da ação. Na verdade, não há o que modular para o 
futuro, porque não existe mais a possibilidade de o atual governador oude futuros governadores ou pensionistas virem a receber o benefício. 
A ação se subjetivou em nove pessoas que são beneficiárias daquele 
texto constitucional ou de legislação anterior, porque, pelo que ouvi da 
tribuna, da Dra. Marilda, uma das beneficiárias inclusive recebe desde 
1987, ou seja, anteriormente à Constituição de 1988. Uma declaração de 
inconstitucionalidade aqui não pode atingir o regime jurídico anterior. 
Digo isso obiter dictum.
Pois, não, Dra. Marilda.
A SENHORA MARILDA DE PAULA SILVEIRA (ADVOGADA) - A 
aposentadoria foi em 1987 e, após o falecimento em 2002, se não me 
engano, ela passou a receber pensão. Então, advém de 1987.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
De toda sorte, voto, na primeira parte, pelo prejuízo. Fico vencido ao 
lado do Ministro Marco Aurélio.
Quanto à questão de mérito, ressalvado meu entendimento pessoal, 
acompanho a eminente Relatora, sem prejuízo de que a Assembleia 
Legislativa ou qualquer Parlamento brasileiro legisle a respeito de 
pensões especiais, porque aqui não é Previdência Social, é pensão.
Existem várias leis e, no voto que proferi, quando fiquei vencido, 
lembrava disso. Por exemplo, a tataraneta de Tiradentes recebe pensão 
por lei federal; os familiares de vítimas daquele acidente trágico que 
houve em Alcântara, quando do lançamento de satélite, receberam, por 
lei específica, pensões.
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Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
ADI 4545 / PR 
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Pracinhas 
também.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Pracinhas. Então, a legislação específica, ou seja...
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - O pessoal da Guerra 
do Paraguai recebe também.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Sim. Então, a Assembleia Legislativa do Paraná, dentre esses nove 
beneficiários, independentemente de nossa decisão, poderá 
eventualmente fazer lei específica para essas pessoas.
Estou falando isso obiter dictum. Não é posição da Corte, é opinião 
pessoal.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Vossa 
Excelência está trazendo um ponto relevante. Não se trata de 
aposentadoria stricto sensu. Na verdade, é uma benesse que o Estado 
outorga a algum particular, tendo em vista os relevantes serviços 
prestados ao próprio Estado ou Estado genericamente compreendido, o 
Estado-membro da Federação.
Presidente, aproveitando a oportunidade que Vossa Excelência me 
concedeu de fazer uso da palavra, gostaria de observar que, de acordo 
com a jurisprudência desta Corte, aquelas verbas recebidas de boa-fé não 
terão que ser restituídas, independentemente do resultado do nosso 
julgamento.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Penso que isso podemos explicitar depois da proclamação do 
resultado inicial.
Voto pelo prejuízo. Vencido no prejuízo pelos votos já proferidos, 
acompanho a eminente Relatora.
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ADI 4545 / PR 
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Pracinhas 
também.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Pracinhas. Então, a legislação específica, ou seja...
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - O pessoal da Guerra 
do Paraguai recebe também.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Sim. Então, a Assembleia Legislativa do Paraná, dentre esses nove 
beneficiários, independentemente de nossa decisão, poderá 
eventualmente fazer lei específica para essas pessoas.
Estou falando isso obiter dictum. Não é posição da Corte, é opinião 
pessoal.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Vossa 
Excelência está trazendo um ponto relevante. Não se trata de 
aposentadoria stricto sensu. Na verdade, é uma benesse que o Estado 
outorga a algum particular, tendo em vista os relevantes serviços 
prestados ao próprio Estado ou Estado genericamente compreendido, o 
Estado-membro da Federação.
Presidente, aproveitando a oportunidade que Vossa Excelência me 
concedeu de fazer uso da palavra, gostaria de observar que, de acordo 
com a jurisprudência desta Corte, aquelas verbas recebidas de boa-fé não 
terão que ser restituídas, independentemente do resultado do nosso 
julgamento.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Penso que isso podemos explicitar depois da proclamação do 
resultado inicial.
Voto pelo prejuízo. Vencido no prejuízo pelos votos já proferidos, 
acompanho a eminente Relatora.
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Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
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Proposta
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
PROPOSTA
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Em relação às verbas já recebidas, não discutimos durante o 
julgamento. Colocarei isso em discussão, a partir da eminente Relatora. 
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http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 894A-46BD-7FC1-28B4 e senha DE11-A0E2-9DF0-C836
Supremo Tribunal Federal
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
PROPOSTA
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Em relação às verbas já recebidas, não discutimos durante o 
julgamento. Colocarei isso em discussão, a partir da eminente Relatora. 
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Voto s/ modulação
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
VOTO S/PROPOSTA
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) -Senhor 
Presidente, continuo julgando uma ação de controle concentrado e, com 
todo o respeito às compreensões contrárias, mantenho meu 
entendimento, que é exatamente aquele que expressei e que todos aqui, 
quase na integralidade, expressaram nos outros julgamentos.
Sempre que não leio o voto, arrependo-me, porque tenho os 
precedentes de todos, todos nesta linha. Trata-se de ação de controle 
concentrado - por óbvio, não coloco em dúvida os dados fáticos trazidos 
-, mas não tenho condições sequer de aferi-los. Estou até com o coração 
apertado pensando nos outros processos, todas aquelas ações de que fui 
Relatora, de que Vossas Excelências foram Relatores, nas quais nós não 
fizemos qualquer modulação. 
Nunca me passou pela cabeça que alguma das pessoas, 
eventualmente atingidas, fosse ter que devolver alguma coisa. Estou 
todos os dias aqui julgando no sentido da não devolução do que foi 
recebido de boa-fé. Mas onde julgo isso? Em Mandado de Segurança. 
Nunca em uma ação de controle concentrado, com todo o respeito.
Então, mantenho, Presidente, como trouxe o voto. Não é um, não são 
dois, nem três precedentes. São inúmeros precedentes. Só de minha 
relatoria, na linha dos outros julgamentos todos, têm quatro ou cinco, se 
bem me recordo.
Por outro lado, a alteração constitucional feita no Paraná faz com que 
não se preveja mais esse pagamento a governadores. Ainda, Presidente, 
não tem nenhumgovernador - que eu saiba - que aqui esteja nessa 
situação calamitosa, são pensionistas. Relativamente, não saberia dizer se 
há mandatos exercidos por quatro anos ou por período superior, porque 
se trata de mandato político. Realmente, uma benesse que o Supremo 
entendeu inconstitucional.
Continuo restringindo-me ao que fiz: julgando procedente em parte, 
porque a ação se direciona a dispositivo que, hoje, está revogado e há 
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05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
VOTO S/PROPOSTA
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) -Senhor 
Presidente, continuo julgando uma ação de controle concentrado e, com 
todo o respeito às compreensões contrárias, mantenho meu 
entendimento, que é exatamente aquele que expressei e que todos aqui, 
quase na integralidade, expressaram nos outros julgamentos.
Sempre que não leio o voto, arrependo-me, porque tenho os 
precedentes de todos, todos nesta linha. Trata-se de ação de controle 
concentrado - por óbvio, não coloco em dúvida os dados fáticos trazidos 
-, mas não tenho condições sequer de aferi-los. Estou até com o coração 
apertado pensando nos outros processos, todas aquelas ações de que fui 
Relatora, de que Vossas Excelências foram Relatores, nas quais nós não 
fizemos qualquer modulação. 
Nunca me passou pela cabeça que alguma das pessoas, 
eventualmente atingidas, fosse ter que devolver alguma coisa. Estou 
todos os dias aqui julgando no sentido da não devolução do que foi 
recebido de boa-fé. Mas onde julgo isso? Em Mandado de Segurança. 
Nunca em uma ação de controle concentrado, com todo o respeito.
Então, mantenho, Presidente, como trouxe o voto. Não é um, não são 
dois, nem três precedentes. São inúmeros precedentes. Só de minha 
relatoria, na linha dos outros julgamentos todos, têm quatro ou cinco, se 
bem me recordo.
Por outro lado, a alteração constitucional feita no Paraná faz com que 
não se preveja mais esse pagamento a governadores. Ainda, Presidente, 
não tem nenhum governador - que eu saiba - que aqui esteja nessa 
situação calamitosa, são pensionistas. Relativamente, não saberia dizer se 
há mandatos exercidos por quatro anos ou por período superior, porque 
se trata de mandato político. Realmente, uma benesse que o Supremo 
entendeu inconstitucional.
Continuo restringindo-me ao que fiz: julgando procedente em parte, 
porque a ação se direciona a dispositivo que, hoje, está revogado e há 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 52 de 67
Voto s/ modulação
ADI 4545 / PR 
duas leis estaduais, por arrastamento, que foram as leis que estipularam 
as pensões. Uma delas tem dois dispositivos, como disse, e o 
arrastamento não alcança um dos dispositivos.
Por isso, com todo respeito, fico como votei, Presidente.
2 
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ADI 4545 / PR 
duas leis estaduais, por arrastamento, que foram as leis que estipularam 
as pensões. Uma delas tem dois dispositivos, como disse, e o 
arrastamento não alcança um dos dispositivos.
Por isso, com todo respeito, fico como votei, Presidente.
2 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 53 de 67
Voto s/ modulação
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
VOTO S/ MODULAÇÃO
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, 
talvez não tenha entendido, mas, no meu voto, declaro a 
inconstitucionalidade, só que modulo efeitos ex nunc, daqui para frente. 
Faço essa modulação não prospectiva, obviamente, mas, daqui para 
frente, ou seja, corta-se a partir de agora. Não se devolve nada, porque, se 
não fizermos a modulação, os efeitos naturais são ex tunc.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Ex tunc, 
mas, em todos os outros, julgamos nessa linha e entendemos...
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Mas acho que, 
em todos os outros, modulamos também ex nunc.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não, não, 
não, nenhum ex nunc.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Enfim, Vossa Excelência vota por efeitos ex nunc? 
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ex nunc. 
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05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
VOTO S/ MODULAÇÃO
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, 
talvez não tenha entendido, mas, no meu voto, declaro a 
inconstitucionalidade, só que modulo efeitos ex nunc, daqui para frente. 
Faço essa modulação não prospectiva, obviamente, mas, daqui para 
frente, ou seja, corta-se a partir de agora. Não se devolve nada, porque, se 
não fizermos a modulação, os efeitos naturais são ex tunc.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Ex tunc, 
mas, em todos os outros, julgamos nessa linha e entendemos...
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Mas acho que, 
em todos os outros, modulamos também ex nunc.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não, não, 
não, nenhum ex nunc.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Enfim, Vossa Excelência vota por efeitos ex nunc? 
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ex nunc. 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 54 de 67
Confirmação de Voto
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
CONFIRMAÇÃO DE VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) 
- Minha manifestação é que seja a partir de agora. De forma alguma, 
devolver.
Agora, se Vossas Excelências entenderem que se deva 
explicitar, nesse aqui, não tenho nenhuma dificuldade em fazê-lo.
O pressuposto do meu voto é exatamente que nada 
tenha que ser devolvido; é daqui para frente.
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
CONFIRMAÇÃO DE VOTO
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) 
- Minha manifestação é que seja a partir de agora. De forma alguma, 
devolver.
Agora, se Vossas Excelências entenderem que se deva 
explicitar, nesse aqui, não tenho nenhuma dificuldade em fazê-lo.
O pressuposto do meu voto é exatamente que nada 
tenha que ser devolvido; é daqui para frente.
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 55 de 67
Revisão de Apartes
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
DEBATE
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Por isso que coloquei o debate em etapas diferentes, porque uma 
coisa são os efeitos ex nunc. Se decidirmos pela inconstitucionalidade 
com efeitos ex nunc, as pensões concedidas permanecerão. 
Diferentemente, é a discussão relativa à devolução. O entendimento que a 
Presidência colheu - posso ter entendido equivocadamente - foi que não 
houve número de votos suficientes para a modulação com efeitos ex 
nunc.
Por isso que, separadamente, coloquei a discussão relativa aos 
efeitos de pagamentos já ocorridos. Explicito o porquê - alguns Colegas 
mencionaram isto: questão de segurança jurídica. A partir do voto do 
Ministro Luiz Fux, como decisão do Supremo Tribunal Federal, em 
matéria objetiva todos sabemos que atingirá questões subjetivas, convém 
evitar que essas discussões se repitam em ações que, eventualmente, 
estejam já em curso na Justiça, como foi citado - ações populares, ações 
civis e/ou futuras de ressarcimento contra essas pessoas ou seus 
herdeiros, pelo que já receberam no passado.
A jurisprudência sedimentada dessa Corte em matéria de mandado 
de segurança, como a própria eminente Relatora destacou, é que aquilo 
que é recebido de boa-fé - e o Tribunal de Contas da União também 
placita esse entendimento - não há que ser devolvido.
A partir disso, coloquei em debate, separadamente e posteriormente, 
a questão relativa aos efeitos. Não efeitos ex nunc, porque precisaríamos 
de oito votos para dar esse efeito, e não os alcançamos. Em relação a 
efeitos ex nunc, não.
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Acho que sim, 
se há quatro votos prospectivos. Se houver mais quatro votos ex nunc, 
prevalece o ex nunc, porque o prospectivo é mais do que o ex nunc, que 
está contido.
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Supremo Tribunal Federal
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
DEBATE
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Por isso que coloquei o debate em etapas diferentes, porque uma 
coisa são os efeitos ex nunc. Se decidirmos pela inconstitucionalidade 
com efeitos ex nunc, as pensões concedidas permanecerão. 
Diferentemente, é a discussão relativa à devolução. O entendimento que a 
Presidência colheu - posso ter entendido equivocadamente - foi que não 
houve número de votos suficientes para a modulação com efeitos ex 
nunc.
Por isso que, separadamente, coloquei a discussão relativa aos 
efeitos de pagamentos já ocorridos. Explicito o porquê - alguns Colegas 
mencionaram isto: questão de segurança jurídica. A partir do voto do 
Ministro Luiz Fux, como decisão do Supremo Tribunal Federal, em 
matéria objetiva todos sabemos que atingirá questões subjetivas, convém 
evitar que essas discussões se repitam em ações que, eventualmente, 
estejam já em curso na Justiça, como foi citado - ações populares, ações 
civis e/ou futuras de ressarcimento contra essas pessoas ou seus 
herdeiros, pelo que já receberam no passado.
A jurisprudência sedimentada dessa Corte em matéria de mandado 
de segurança, como a própria eminente Relatora destacou, é que aquilo 
que é recebido de boa-fé - e o Tribunal de Contas da União também 
placita esse entendimento - não há que ser devolvido.
A partir disso, coloquei em debate, separadamente e posteriormente, 
a questão relativa aos efeitos. Não efeitos ex nunc, porque precisaríamos 
de oito votos para dar esse efeito, e não os alcançamos. Em relação a 
efeitos ex nunc, não.
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Acho que sim, 
se há quatro votos prospectivos. Se houver mais quatro votos ex nunc, 
prevalece o ex nunc, porque o prospectivo é mais do que o ex nunc, que 
está contido.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 56 de 67
Revisão de Apartes
ADI 4545 / PR 
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI -Presidente, 
Vossa Excelência me permite?
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Mas foi o voto de Vossa Excelência, o voto do Ministro Luiz Fux.
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ministro 
Roberto.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não votei 
ainda sobre a modulação.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Sobre a modulação. 
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não. 
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - 
Presidente, manifestei-me, e tenho certeza que Vossa Excelência também, 
nos estritos termos do art. 27 da Lei 9.868/99. Não é absolutamente 
estranho, é atividade normal deste Plenário que se module com 
fundamento nesse dispositivo legal. O que diz esse artigo? 
“Art. 27. Ao declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato 
normativo, e tendo em vista razões de segurança jurídica ou de 
excepcional interesse social, poderá o Supremo Tribunal 
Federal, por maioria de dois terços de seus membros, restringir 
os efeitos daquela declaração ou decidir que ela só tenha 
eficácia a partir de seu trânsito em julgado ou de outro 
momento que venha a ser fixado”.
Esse artigo permite não só que modulemos nossa decisão, do ponto 
de vista temporal, mas também que possamos restringir os efeitos, como - 
pelo menos em minha proposta e creio que segundo a proposta do 
Ministro Fux - estamos restringindo os efeitos da nossa decisão de 
inconstitucionalidade para que não atinja pensionistas que recebam esse 
benefício há décadas. 
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Exatamente. Mas essa posição não alcançou oito votos. 
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Perfeito, 
não alcançou. É só para dizer que não estamos inovando. 
2 
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Supremo Tribunal Federal
ADI 4545 / PR 
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI -Presidente, 
Vossa Excelência me permite?
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Mas foi o voto de Vossa Excelência, o voto do Ministro Luiz Fux.
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ministro 
Roberto.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não votei 
ainda sobre a modulação.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Sobre a modulação. 
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não. 
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - 
Presidente, manifestei-me, e tenho certeza que Vossa Excelência também, 
nos estritos termos do art. 27 da Lei 9.868/99. Não é absolutamente 
estranho, é atividade normal deste Plenário que se module com 
fundamento nesse dispositivo legal. O que diz esse artigo? 
“Art. 27. Ao declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato 
normativo, e tendo em vista razões de segurança jurídica ou de 
excepcional interesse social, poderá o Supremo Tribunal 
Federal, por maioria de dois terços de seus membros, restringir 
os efeitos daquela declaração ou decidir que ela só tenha 
eficácia a partir de seu trânsito em julgado ou de outro 
momento que venha a ser fixado”.
Esse artigopermite não só que modulemos nossa decisão, do ponto 
de vista temporal, mas também que possamos restringir os efeitos, como - 
pelo menos em minha proposta e creio que segundo a proposta do 
Ministro Fux - estamos restringindo os efeitos da nossa decisão de 
inconstitucionalidade para que não atinja pensionistas que recebam esse 
benefício há décadas. 
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Exatamente. Mas essa posição não alcançou oito votos. 
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Perfeito, 
não alcançou. É só para dizer que não estamos inovando. 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 57 de 67
Revisão de Apartes
ADI 4545 / PR 
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Há duas 
questões diferentes aqui. A primeira diz respeito a não ter que devolver o 
dinheiro; a segunda diz respeito a sua valia para frente. Ambas são 
modulações, é verdade. O que acontece é que a não devolução do que foi 
recebido de boa-fé se enraizou tão profundamente na jurisprudência que 
já nem consideramos mais isso modulação. Na verdade, pela teoria da 
nulidade, se estamos declarando inconstitucional, em rigor, nenhum 
efeito válido deveria ser admitido. Portanto, dever-se-ia devolver. Se 
entendemos que não tem que devolver – e entendo que não tem que 
devolver – , quanto a esse ponto, estou modulando também. A modulação 
para não ter que devolver tem o meu apoio. A modulação para valer 
apenas daqui para frente não tem o meu apoio.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Por isso proclamei que era julgada parcialmente procedente a ação, 
nos termos do voto da Relatora, por unanimidade, e que havia votos - 
naquele momento, proclamei os votos dos Ministros Luiz Fux, Ricardo 
Lewandowski e Gilmar Mendes e o meu próprio - para efeitos futuros. 
Depois, coloquei em discussão exatamente esse outro ponto, para evitar 
debates jurídicos. Aqui, penso, não são necessários oito votos nesse 
sentido. Nesse aspecto, penso que seriam necessários seis votos relativos 
à devolução. 
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Acho que 
não, Presidente. Esse é um caso em que declaramos a 
inconstitucionalidade.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Sim, mas em relação ao recebimento de boa-fé, com a modulação. 
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Sim, acho 
que precisa de dois terços, e acho que tem dois terços. Mas creio que 
precisa, porque, se declaramos inconstitucional e não mandamos 
devolver, na verdade, não estamos invalidando tudo o que aconteceu no 
passado. Para permitir efeitos válidos à norma inconstitucional do 
passado, tem que modular, não tem alternativa. 
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Presidente, duas 
3 
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Supremo Tribunal Federal
ADI 4545 / PR 
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Há duas 
questões diferentes aqui. A primeira diz respeito a não ter que devolver o 
dinheiro; a segunda diz respeito a sua valia para frente. Ambas são 
modulações, é verdade. O que acontece é que a não devolução do que foi 
recebido de boa-fé se enraizou tão profundamente na jurisprudência que 
já nem consideramos mais isso modulação. Na verdade, pela teoria da 
nulidade, se estamos declarando inconstitucional, em rigor, nenhum 
efeito válido deveria ser admitido. Portanto, dever-se-ia devolver. Se 
entendemos que não tem que devolver – e entendo que não tem que 
devolver – , quanto a esse ponto, estou modulando também. A modulação 
para não ter que devolver tem o meu apoio. A modulação para valer 
apenas daqui para frente não tem o meu apoio.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Por isso proclamei que era julgada parcialmente procedente a ação, 
nos termos do voto da Relatora, por unanimidade, e que havia votos - 
naquele momento, proclamei os votos dos Ministros Luiz Fux, Ricardo 
Lewandowski e Gilmar Mendes e o meu próprio - para efeitos futuros. 
Depois, coloquei em discussão exatamente esse outro ponto, para evitar 
debates jurídicos. Aqui, penso, não são necessários oito votos nesse 
sentido. Nesse aspecto, penso que seriam necessários seis votos relativos 
à devolução. 
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Acho que 
não, Presidente. Esse é um caso em que declaramos a 
inconstitucionalidade.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Sim, mas em relação ao recebimento de boa-fé, com a modulação. 
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Sim, acho 
que precisa de dois terços, e acho que tem dois terços. Mas creio que 
precisa, porque, se declaramos inconstitucional e não mandamos 
devolver, na verdade, não estamos invalidando tudo o que aconteceu no 
passado. Para permitir efeitos válidos à norma inconstitucional do 
passado, tem que modular, não tem alternativa. 
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Presidente, duas 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 58 de 67
Revisão de Apartes
ADI 4545 / PR 
coisas. Primeiro, declarada a inconstitucionalidade de uma lei, temos 
duas consequências básicas. Uma é a cessação da ultratividade, portanto 
a norma deixa de ser aplicada doravante, e a possibilidade de retroação, 
se houver essa possibilidade. Ao dizer que não tem que devolver, estamos 
determinando que cesse a ultratividade e que isso é o bastante. Portanto, 
não se aplica doravante, mas também não tem consequência em relação... 
E, para isso, tem oito votos. 
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Inclusive o da 
Relatora.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Gostaria de saber quais são os oito votos, porque a Relatora não quis 
entrar nessa questão.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Inclusive o 
meu.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Ah, sim! Vossa Excelência disse que não entrava nessa questão.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não. Já 
tinha afirmado, com todas as letras, que não havia a menor necessidade. 
Apenas entendi que não havia necessidade de explicitar, porque tenho 
aqui oito ou dez precedentes e em nenhum se explicitou. Para mim, era 
muito tranquilo, a partir, inclusive, da colocação feita pelo Ministro Luís 
Roberto de que estamos tão acostumados a entender que aquilo que é 
recebido de boa-fé não exige modulação expressa. 
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Vossa Excelência não se opõe, então, a esse entendimento?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não. Não só 
não me oponho, como afirmei que não havia ... 
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Então, há oito votos.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Há o meu 
voto nesta linha. Achei que não havia necessidade de lançar um 
dispositivo diferente dos proclamados neste Plenário tem feito, mas não 
tenho nenhuma oposição.
4 
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ADI 4545 / PR 
coisas. Primeiro, declarada a inconstitucionalidade de uma lei, temos 
duas consequências básicas. Uma é a cessação da ultratividade, portanto 
a norma deixa de ser aplicada doravante,e a possibilidade de retroação, 
se houver essa possibilidade. Ao dizer que não tem que devolver, estamos 
determinando que cesse a ultratividade e que isso é o bastante. Portanto, 
não se aplica doravante, mas também não tem consequência em relação... 
E, para isso, tem oito votos. 
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Inclusive o da 
Relatora.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Gostaria de saber quais são os oito votos, porque a Relatora não quis 
entrar nessa questão.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Inclusive o 
meu.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Ah, sim! Vossa Excelência disse que não entrava nessa questão.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não. Já 
tinha afirmado, com todas as letras, que não havia a menor necessidade. 
Apenas entendi que não havia necessidade de explicitar, porque tenho 
aqui oito ou dez precedentes e em nenhum se explicitou. Para mim, era 
muito tranquilo, a partir, inclusive, da colocação feita pelo Ministro Luís 
Roberto de que estamos tão acostumados a entender que aquilo que é 
recebido de boa-fé não exige modulação expressa. 
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Vossa Excelência não se opõe, então, a esse entendimento?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não. Não só 
não me oponho, como afirmei que não havia ... 
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Então, há oito votos.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Há o meu 
voto nesta linha. Achei que não havia necessidade de lançar um 
dispositivo diferente dos proclamados neste Plenário tem feito, mas não 
tenho nenhuma oposição.
4 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 59 de 67
Revisão de Apartes
ADI 4545 / PR 
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Penso que é importante, Ministra Rosa, porque se evitam essa 
discussão e outras ações individuais, sejam ações populares, civis, de 
ressarcimento, que a própria Procuradoria do Estado do Paraná teria que 
propor por dever de ofício, em razão da não explicitação deste ponto. 
Mas, na medida em que Vossa Excelência concorda com os debates 
ocorridos, penso que realmente há oito votos nesse sentido.
Então, fica registrado que a declaração de inconstitucionalidade não 
atinge os pagamentos realizados até o julgamento deste caso.
5 
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Supremo Tribunal Federal
ADI 4545 / PR 
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Penso que é importante, Ministra Rosa, porque se evitam essa 
discussão e outras ações individuais, sejam ações populares, civis, de 
ressarcimento, que a própria Procuradoria do Estado do Paraná teria que 
propor por dever de ofício, em razão da não explicitação deste ponto. 
Mas, na medida em que Vossa Excelência concorda com os debates 
ocorridos, penso que realmente há oito votos nesse sentido.
Então, fica registrado que a declaração de inconstitucionalidade não 
atinge os pagamentos realizados até o julgamento deste caso.
5 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 60 de 67
Debate
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
DEBATE
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Por isso que coloquei o debate em etapas diferentes, porque uma 
coisa são os efeitos ex nunc. Se decidirmos pela inconstitucionalidade 
com efeitos ex nunc, as pensões concedidas permanecerão. 
Diferentemente, é a discussão relativa à devolução. O entendimento que a 
Presidência colheu - posso ter entendido equivocadamente - foi que não 
houve número de votos suficientes para a modulação com efeitos ex 
nunc.
Por isso que, separadamente, coloquei a discussão relativa aos 
efeitos de pagamentos já ocorridos. Explicito o porquê - alguns Colegas 
mencionaram isto: questão de segurança jurídica. A partir do voto do 
Ministro Luiz Fux, como decisão do Supremo Tribunal Federal, em 
matéria objetiva todos sabemos que atingirá questões subjetivas, convém 
evitar que essas discussões se repitam em ações que, eventualmente, 
estejam já em curso na Justiça, como foi citado - ações populares, ações 
civis e/ou futuras de ressarcimento contra essas pessoas ou seus 
herdeiros, pelo que já receberam no passado.
A jurisprudência sedimentada dessa Corte em matéria de mandado 
de segurança, como a própria eminente Relatora destacou, é que aquilo 
que é recebido de boa-fé - e o Tribunal de Contas da União também 
placita esse entendimento - não há que ser devolvido.
A partir disso, coloquei em debate, separadamente e posteriormente, 
a questão relativa aos efeitos. Não efeitos ex nunc, porque precisaríamos 
de oito votos para dar esse efeito, e não os alcançamos. Em relação a 
efeitos ex nunc, não.
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Acho que sim, 
se há quatro votos prospectivos. Se houver mais quatro votos ex nunc, 
prevalece o ex nunc, porque o prospectivo é mais do que o ex nunc, que 
está contido.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D9F-1E08-93EB-BFFA e senha 2BAA-86A5-F254-51E9
Supremo Tribunal Federal
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
DEBATE
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Por isso que coloquei o debate em etapas diferentes, porque uma 
coisa são os efeitos ex nunc. Se decidirmos pela inconstitucionalidade 
com efeitos ex nunc, as pensões concedidas permanecerão. 
Diferentemente, é a discussão relativa à devolução. O entendimento que a 
Presidência colheu - posso ter entendido equivocadamente - foi que não 
houve número de votos suficientes para a modulação com efeitos ex 
nunc.
Por isso que, separadamente, coloquei a discussão relativa aos 
efeitos de pagamentos já ocorridos. Explicito o porquê - alguns Colegas 
mencionaram isto: questão de segurança jurídica. A partir do voto do 
Ministro Luiz Fux, como decisão do Supremo Tribunal Federal, em 
matéria objetiva todos sabemos que atingirá questões subjetivas, convém 
evitar que essas discussões se repitam em ações que, eventualmente, 
estejam já em curso na Justiça, como foi citado - ações populares, ações 
civis e/ou futuras de ressarcimento contra essas pessoas ou seus 
herdeiros, pelo que já receberam no passado.
A jurisprudência sedimentada dessa Corte em matéria de mandado 
de segurança, como a própria eminente Relatora destacou, é que aquilo 
que é recebido de boa-fé - e o Tribunal de Contas da União também 
placita esse entendimento - não há que ser devolvido.
A partir disso, coloquei em debate, separadamente e posteriormente, 
a questão relativa aos efeitos. Não efeitos ex nunc, porque precisaríamos 
de oito votos para dar esse efeito, e não os alcançamos. Em relação a 
efeitos ex nunc, não.
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Acho que sim, 
se há quatro votos prospectivos. Se houver mais quatro votos ex nunc, 
prevalece o ex nunc, porque o prospectivo é mais do que o ex nunc, que 
está contido.
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.aspO autor defende a inconstitucionalidade do ato normativo 
impugnado, ao argumento de que contraria os princípios federativo (art. 
2º, e 25, caput e §1º) e republicano (art. 1º da Constituição da República); 
da moralidade e da impessoalidade (art. 37, caput, da CRFB); o art. 37, 
inciso XIII, da CRFB, que veda vinculação de quaisquer espécies 
remuneratórias entre si; o art. 39, §4º, da CRFB, que dispõe sobre o 
pagamento na forma de subsídio a membros de Poder; o art. 159, §5º, da 
CRFB, que veda a instituição de benefício de seguridade social sem 
correspondente fonte de custeio; o art. 201, §1º, da CRFB, que proíbe a 
instituição de critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria a 
beneficiários do regime geral de previdência social; e o art. 11 dos ADCT, 
Supremo Tribunal Federal
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Relatório
ADI 4545 / PR 
da CRFB, que vincula a elaboração das Constituições estaduais pelas 
Assembleias Legislativas aos princípios da Carta da República.
3. Aponta que somente é possível remunerar por subsídio os 
indivíduos que estiverem exercendo função pública e que estejam no rol 
exaustivo dos arts. 39, §§4º e 8º, 73, §3º, 75, 135 e 144, §9º, da CR. E que, 
como os ex-governadores não cumprem os critérios necessários à 
percepção do benefício, a sua concessão está eivada de vício.
Explica que a remuneração criada pelo Estado do Paraná é uma 
forma híbrida de subsídio e pensão, mas que não poderia se encaixar em 
nenhuma destas modalidades. A objeção à pensão se baseia na definição 
de que esta constitui “uma prestação pecuniária contínua de natureza civil ou 
previdenciária, paga a título de auxílio, compensação ou indenização”, o que não 
se verifica no presente caso. Explicita que também não se enquadra como 
representação pelo fato de este ser, no serviço público, “uma espécie de 
gratificação que se outorga a agentes políticos de escalão superior da 
administração, especialmente aos Chefes de Poder Executivo e a seus auxiliares 
diretos”, desde que estejam em exercício.
Esclarece que caso o benefício fosse considerado uma pensão, o 
beneficiário deveria cumprir todas as regras estabelecidas para 
aposentadoria no regime geral da previdência social – condições não 
respeitadas pela legislação paranaense. Pontua que o diploma estadual 
não especifica a fonte de custeio da pensão vitalícia, conforme prescreve o 
art. 195, §5º, da CRFB.
4. Defende que a autonomia legislativa estadual conferida pela 
Constituição da República não possibilita a concessão de subsídio mensal 
e vitalício a ex-governadores pelo fato desta última ser silente quanto à 
matéria. Ainda afirma que o dispositivo impugnado violou a proibição 
constitucional de que as Cartas estaduais não tenham normas contrárias 
aos preceitos da Constituição da República.
Observa, além disso, que o art. 85, §5º, da Constituição paranaense 
viola a regra constitucional da não vinculação da remuneração entre o 
pessoal do serviço público, dado que esta norma estabelece paridade de 
subsídios entre ex-governadores e Desembargadores de Justiça do Estado 
2 
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ADI 4545 / PR 
da CRFB, que vincula a elaboração das Constituições estaduais pelas 
Assembleias Legislativas aos princípios da Carta da República.
3. Aponta que somente é possível remunerar por subsídio os 
indivíduos que estiverem exercendo função pública e que estejam no rol 
exaustivo dos arts. 39, §§4º e 8º, 73, §3º, 75, 135 e 144, §9º, da CR. E que, 
como os ex-governadores não cumprem os critérios necessários à 
percepção do benefício, a sua concessão está eivada de vício.
Explica que a remuneração criada pelo Estado do Paraná é uma 
forma híbrida de subsídio e pensão, mas que não poderia se encaixar em 
nenhuma destas modalidades. A objeção à pensão se baseia na definição 
de que esta constitui “uma prestação pecuniária contínua de natureza civil ou 
previdenciária, paga a título de auxílio, compensação ou indenização”, o que não 
se verifica no presente caso. Explicita que também não se enquadra como 
representação pelo fato de este ser, no serviço público, “uma espécie de 
gratificação que se outorga a agentes políticos de escalão superior da 
administração, especialmente aos Chefes de Poder Executivo e a seus auxiliares 
diretos”, desde que estejam em exercício.
Esclarece que caso o benefício fosse considerado uma pensão, o 
beneficiário deveria cumprir todas as regras estabelecidas para 
aposentadoria no regime geral da previdência social – condições não 
respeitadas pela legislação paranaense. Pontua que o diploma estadual 
não especifica a fonte de custeio da pensão vitalícia, conforme prescreve o 
art. 195, §5º, da CRFB.
4. Defende que a autonomia legislativa estadual conferida pela 
Constituição da República não possibilita a concessão de subsídio mensal 
e vitalício a ex-governadores pelo fato desta última ser silente quanto à 
matéria. Ainda afirma que o dispositivo impugnado violou a proibição 
constitucional de que as Cartas estaduais não tenham normas contrárias 
aos preceitos da Constituição da República.
Observa, além disso, que o art. 85, §5º, da Constituição paranaense 
viola a regra constitucional da não vinculação da remuneração entre o 
pessoal do serviço público, dado que esta norma estabelece paridade de 
subsídios entre ex-governadores e Desembargadores de Justiça do Estado 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 67
Relatório
ADI 4545 / PR 
do Paraná.
5. Sustenta que o princípio republicano exige que todos os cidadãos 
sejam tratados de forma isonômica, sem que tenham benefícios 
decorrentes de exercício de múnus público temporário. Acrescenta o 
argumento da violação aos princípios da igualdade e da moralidade, uma 
vez que o subsídio se baseia em condição unicamente pessoal, sem a 
devida correlação que pudesse albergar tal benefício.
6. Em aditamento à petição inicial, o autor questiona a 
constitucionalidade dos arts. 1º e 2º da Lei Estadual paranaense nº 
13.426/2002, e do art. 1º da Lei Estadual paranaense nº 16.656/2010, que 
vinculam o valor da pensão das viúvas de ex-governadores ao montante 
previsto no art. 85, §5º, da Constituição estadual, argumentando que 
também violam o art. 37, XIII, da CR.
7. Pede seja concedida medida cautelar, ao argumento de que o 
numerário referente à pensão mensal e vitalícia em discussão é despesa 
mensal. Quanto ao fumus boni iuris, alega que neste caso “é translúcido e 
pode ser observado e provado por meio de simples leitura dos precedentes 
jurisprudenciais utilizados como paradigmas, reforçado por toda a argumentação 
e fundamentação expostas”. Com relação ao perigo da demora, explicita que 
a natureza existe visto que “a vantagem, uma vez concedida e percebida não 
poderá mais ser desfeita, sendo de difícil recuperação aos cofres públicos”.
8. No mérito, requer a procedência da ação direta para que seja 
declarada a inconstitucionalidade dos arts.sob o código 5D9F-1E08-93EB-BFFA e senha 2BAA-86A5-F254-51E9
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Debate
ADI 4545 / PR 
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI -Presidente, 
Vossa Excelência me permite?
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Mas foi o voto de Vossa Excelência, o voto do Ministro Luiz Fux.
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ministro 
Roberto.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não votei 
ainda sobre a modulação.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Sobre a modulação. 
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não. 
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - 
Presidente, manifestei-me, e tenho certeza que Vossa Excelência também, 
nos estritos termos do art. 27 da Lei 9.868/99. Não é absolutamente 
estranho, é atividade normal deste Plenário que se module com 
fundamento nesse dispositivo legal. O que diz esse artigo? 
“Art. 27. Ao declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato 
normativo, e tendo em vista razões de segurança jurídica ou de 
excepcional interesse social, poderá o Supremo Tribunal 
Federal, por maioria de dois terços de seus membros, restringir 
os efeitos daquela declaração ou decidir que ela só tenha 
eficácia a partir de seu trânsito em julgado ou de outro 
momento que venha a ser fixado”.
Esse artigo permite não só que modulemos nossa decisão, do ponto 
de vista temporal, mas também que possamos restringir os efeitos, como - 
pelo menos em minha proposta e creio que segundo a proposta do 
Ministro Fux - estamos restringindo os efeitos da nossa decisão de 
inconstitucionalidade para que não atinja pensionistas que recebam esse 
benefício há décadas. 
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Exatamente. Mas essa posição não alcançou oito votos. 
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Perfeito, 
não alcançou. É só para dizer que não estamos inovando. 
2 
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ADI 4545 / PR 
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI -Presidente, 
Vossa Excelência me permite?
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Mas foi o voto de Vossa Excelência, o voto do Ministro Luiz Fux.
O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ministro 
Roberto.
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não votei 
ainda sobre a modulação.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Sobre a modulação. 
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Não. 
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - 
Presidente, manifestei-me, e tenho certeza que Vossa Excelência também, 
nos estritos termos do art. 27 da Lei 9.868/99. Não é absolutamente 
estranho, é atividade normal deste Plenário que se module com 
fundamento nesse dispositivo legal. O que diz esse artigo? 
“Art. 27. Ao declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato 
normativo, e tendo em vista razões de segurança jurídica ou de 
excepcional interesse social, poderá o Supremo Tribunal 
Federal, por maioria de dois terços de seus membros, restringir 
os efeitos daquela declaração ou decidir que ela só tenha 
eficácia a partir de seu trânsito em julgado ou de outro 
momento que venha a ser fixado”.
Esse artigo permite não só que modulemos nossa decisão, do ponto 
de vista temporal, mas também que possamos restringir os efeitos, como - 
pelo menos em minha proposta e creio que segundo a proposta do 
Ministro Fux - estamos restringindo os efeitos da nossa decisão de 
inconstitucionalidade para que não atinja pensionistas que recebam esse 
benefício há décadas. 
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Exatamente. Mas essa posição não alcançou oito votos. 
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Perfeito, 
não alcançou. É só para dizer que não estamos inovando. 
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Debate
ADI 4545 / PR 
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Há duas 
questões diferentes aqui. A primeira diz respeito a não ter que devolver o 
dinheiro; a segunda diz respeito a sua valia para frente. Ambas são 
modulações, é verdade. O que acontece é que a não devolução do que foi 
recebido de boa-fé se enraizou tão profundamente na jurisprudência que 
já nem consideramos mais isso modulação. Na verdade, pela teoria da 
nulidade, se estamos declarando inconstitucional, em rigor, nenhum 
efeito válido deveria ser admitido. Portanto, dever-se-ia devolver. Se 
entendemos que não tem que devolver – e entendo que não tem que 
devolver – , quanto a esse ponto, estou modulando também. A modulação 
para não ter que devolver tem o meu apoio. A modulação para valer 
apenas daqui para frente não tem o meu apoio.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Por isso proclamei que era julgada parcialmente procedente a ação, 
nos termos do voto da Relatora, por unanimidade, e que havia votos - 
naquele momento, proclamei os votos dos Ministros Luiz Fux, Ricardo 
Lewandowski e Gilmar Mendes e o meu próprio - para efeitos futuros. 
Depois, coloquei em discussão exatamente esse outro ponto, para evitar 
debates jurídicos. Aqui, penso, não são necessários oito votos nesse 
sentido. Nesse aspecto, penso que seriam necessários seis votos relativos 
à devolução. 
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Acho que 
não, Presidente. Esse é um caso em que declaramos a 
inconstitucionalidade.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Sim, mas em relação ao recebimento de boa-fé, com a modulação. 
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Sim, acho 
que precisa de dois terços, e acho que tem dois terços. Mas creio que 
precisa, porque, se declaramos inconstitucional e não mandamos 
devolver, na verdade, não estamos invalidando tudo o que aconteceu no 
passado. Para permitir efeitos válidos à norma inconstitucional do 
passado, tem que modular, não tem alternativa. 
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Presidente, duas 
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ADI 4545 / PR 
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Há duas 
questões diferentes aqui. A primeira diz respeito a não ter que devolver o 
dinheiro; a segunda diz respeito a sua valia para frente. Ambas são 
modulações, é verdade. O que acontece é que a não devolução do que foi 
recebido de boa-fé se enraizou tão profundamente na jurisprudência que 
já nem consideramos mais isso modulação. Na verdade, pela teoria da 
nulidade, se estamos declarando inconstitucional, em rigor, nenhum 
efeito válido deveria ser admitido. Portanto, dever-se-ia devolver. Se 
entendemos que não tem que devolver – e entendo que não tem que 
devolver – , quanto a esse ponto, estou modulando também. A modulação 
para não ter que devolver tem o meu apoio. A modulação para valer 
apenas daqui para frente não tem o meu apoio.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Por isso proclamei que era julgada parcialmente procedente a ação, 
nos termos do voto da Relatora, por unanimidade, e que havia votos - 
naquele momento, proclamei os votos dos Ministros Luiz Fux, Ricardo 
Lewandowski e Gilmar Mendes e o meu próprio - para efeitos futuros. 
Depois, coloquei em discussão exatamente esse outro ponto, para evitar 
debates jurídicos. Aqui, penso, não são necessários oito votosnesse 
sentido. Nesse aspecto, penso que seriam necessários seis votos relativos 
à devolução. 
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Acho que 
não, Presidente. Esse é um caso em que declaramos a 
inconstitucionalidade.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Sim, mas em relação ao recebimento de boa-fé, com a modulação. 
O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Sim, acho 
que precisa de dois terços, e acho que tem dois terços. Mas creio que 
precisa, porque, se declaramos inconstitucional e não mandamos 
devolver, na verdade, não estamos invalidando tudo o que aconteceu no 
passado. Para permitir efeitos válidos à norma inconstitucional do 
passado, tem que modular, não tem alternativa. 
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Presidente, duas 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 63 de 67
Debate
ADI 4545 / PR 
coisas. Primeiro, declarada a inconstitucionalidade de uma lei, temos 
duas consequências básicas. Uma é a cessação da ultratividade, portanto 
a norma deixa de ser aplicada doravante, e a possibilidade de retroação, 
se houver essa possibilidade. Ao dizer que não tem que devolver, estamos 
determinando que cesse a ultratividade e que isso é o bastante. Portanto, 
não se aplica doravante, mas também não tem consequência em relação... 
E, para isso, tem oito votos. 
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Inclusive o da 
Relatora.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Gostaria de saber quais são os oito votos, porque a Relatora não quis 
entrar nessa questão.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Inclusive o 
meu.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Ah, sim! Vossa Excelência disse que não entrava nessa questão.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não. Já 
tinha afirmado, com todas as letras, que não havia a menor necessidade. 
Apenas entendi que não havia necessidade de explicitar, porque tenho 
aqui oito ou dez precedentes e em nenhum se explicitou. Para mim, era 
muito tranquilo, a partir, inclusive, da colocação feita pelo Ministro Luís 
Roberto de que estamos tão acostumados a entender que aquilo que é 
recebido de boa-fé não exige modulação expressa. 
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Vossa Excelência não se opõe, então, a esse entendimento?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não. Não só 
não me oponho, como afirmei que não havia ... 
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Então, há oito votos.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Há o meu 
voto nesta linha. Achei que não havia necessidade de lançar um 
dispositivo diferente dos proclamados neste Plenário tem feito, mas não 
tenho nenhuma oposição.
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ADI 4545 / PR 
coisas. Primeiro, declarada a inconstitucionalidade de uma lei, temos 
duas consequências básicas. Uma é a cessação da ultratividade, portanto 
a norma deixa de ser aplicada doravante, e a possibilidade de retroação, 
se houver essa possibilidade. Ao dizer que não tem que devolver, estamos 
determinando que cesse a ultratividade e que isso é o bastante. Portanto, 
não se aplica doravante, mas também não tem consequência em relação... 
E, para isso, tem oito votos. 
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Inclusive o da 
Relatora.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Gostaria de saber quais são os oito votos, porque a Relatora não quis 
entrar nessa questão.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Inclusive o 
meu.
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Ah, sim! Vossa Excelência disse que não entrava nessa questão.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não. Já 
tinha afirmado, com todas as letras, que não havia a menor necessidade. 
Apenas entendi que não havia necessidade de explicitar, porque tenho 
aqui oito ou dez precedentes e em nenhum se explicitou. Para mim, era 
muito tranquilo, a partir, inclusive, da colocação feita pelo Ministro Luís 
Roberto de que estamos tão acostumados a entender que aquilo que é 
recebido de boa-fé não exige modulação expressa. 
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Vossa Excelência não se opõe, então, a esse entendimento?
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Não. Não só 
não me oponho, como afirmei que não havia ... 
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Então, há oito votos.
A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER (RELATORA) - Há o meu 
voto nesta linha. Achei que não havia necessidade de lançar um 
dispositivo diferente dos proclamados neste Plenário tem feito, mas não 
tenho nenhuma oposição.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 64 de 67
Debate
ADI 4545 / PR 
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Penso que é importante, Ministra Rosa, porque se evitam essa 
discussão e outras ações individuais, sejam ações populares, civis, de 
ressarcimento, que a própria Procuradoria do Estado do Paraná teria que 
propor por dever de ofício, em razão da não explicitação deste ponto. 
Mas, na medida em que Vossa Excelência concorda com os debates 
ocorridos, penso que realmente há oito votos nesse sentido.
Então, fica registrado que a declaração de inconstitucionalidade não 
atinge os pagamentos realizados até o julgamento deste caso.
5 
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ADI 4545 / PR 
O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE):
Penso que é importante, Ministra Rosa, porque se evitam essa 
discussão e outras ações individuais, sejam ações populares, civis, de 
ressarcimento, que a própria Procuradoria do Estado do Paraná teria que 
propor por dever de ofício, em razão da não explicitação deste ponto. 
Mas, na medida em que Vossa Excelência concorda com os debates 
ocorridos, penso que realmente há oito votos nesse sentido.
Então, fica registrado que a declaração de inconstitucionalidade não 
atinge os pagamentos realizados até o julgamento deste caso.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 65 de 67
Voto s/ modulação
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, submetida 
a matéria, até por coerência, fico vencido.
Entendo que lei contrária à Constituição Federal é natimorta e não 
produz efeitos. Não agasalho, Presidente, apostando-se inclusive na 
morosidade da Justiça, a inconstitucionalidade útil. Não se está a cogitar 
de situação concreta de peões de obra, mas de ex-governadores e 
daqueles que tiveram, segundo o texto pretérito e já revogado da 
Constituição do Estado do Paraná, reconhecida pensão.
Por isso, peço a Vossa Excelência que registre meu voto no sentido 
de indeferir ou de não assentar – porque continuo julgando processo 
objetivo – a desnecessidade de devolução das quantias indevidamente 
recebidas. Vossa Excelênciamesmo apontou que pode haver ação popular 
em curso. Pode haver providências já tomadas, no âmbito jurisdicional, 
pelo próprio Estado. Se, agora, assentar-se que aqueles que receberam 
quantias não ficam obrigados a devolvê-las, se estará substituindo o Juízo 
competente para essas ações. Deixe-se que as situações concretas sejam 
dirimidas no campo propício, que não é aquele revelado pelo controle 
concentrado de constitucionalidade.
Supremo Tribunal Federal
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05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, submetida 
a matéria, até por coerência, fico vencido.
Entendo que lei contrária à Constituição Federal é natimorta e não 
produz efeitos. Não agasalho, Presidente, apostando-se inclusive na 
morosidade da Justiça, a inconstitucionalidade útil. Não se está a cogitar 
de situação concreta de peões de obra, mas de ex-governadores e 
daqueles que tiveram, segundo o texto pretérito e já revogado da 
Constituição do Estado do Paraná, reconhecida pensão.
Por isso, peço a Vossa Excelência que registre meu voto no sentido 
de indeferir ou de não assentar – porque continuo julgando processo 
objetivo – a desnecessidade de devolução das quantias indevidamente 
recebidas. Vossa Excelência mesmo apontou que pode haver ação popular 
em curso. Pode haver providências já tomadas, no âmbito jurisdicional, 
pelo próprio Estado. Se, agora, assentar-se que aqueles que receberam 
quantias não ficam obrigados a devolvê-las, se estará substituindo o Juízo 
competente para essas ações. Deixe-se que as situações concretas sejam 
dirimidas no campo propício, que não é aquele revelado pelo controle 
concentrado de constitucionalidade.
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Extrato de Ata - 05/12/2019
PLENÁRIO
EXTRATO DE ATA
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
REQTE.(S) : CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
ADV.(A/S) : MARCUS VINICIUS FURTADO COÊLHO (18958/DF, 167075/MG, 
2525/PI) E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARANÁ
ADV.(A/S) : MARILDA DE PAULA SILVEIRA (33954/DF, 90211/MG)
INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: Preliminarmente, o Tribunal, por maioria, rejeitou o 
pedido de prejuízo da ação, vencidos, neste ponto, os Ministros 
Marco Aurélio e Dias Toffoli (Presidente). Na sequência, por 
unanimidade, julgou parcialmente procedente o pedido formulado na 
ação direta para declarar a inconstitucionalidade do art. 85, § 
5º, da Constituição do Estado do Paraná e, por arrastamento, 
declarar a inconstitucionalidade da Lei nº 16.656/2010 e do art. 
1º da Lei nº 13.246/2002, ambas do Estado do Paraná. Por maioria, 
foi decidido que a declaração de inconstitucionalidade não atinge 
os pagamentos realizados até o julgamento desta ação, vencido o 
Ministro Marco Aurélio. Tudo nos termos do voto da Relatora. 
Falaram: pelo requerente, o Dr. Oswaldo Pinheiro Ribeiro Júnior; 
e, pela interessada Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, a 
Dra. Marilda de Paula Silveira. Afirmou suspeição o Ministro Edson 
Fachin. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. 
Plenário, 05.12.2019.
 
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à 
sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo 
Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, 
Edson Fachin e Alexandre de Moraes.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello.
Procurador-Geral da República, Dr. Antônio Augusto Brandão de 
Aras. 
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Assessora-Chefe do Plenário
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Supremo Tribunal Federal
PLENÁRIO
EXTRATO DE ATA
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545
PROCED. : PARANÁ
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
REQTE.(S) : CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
ADV.(A/S) : MARCUS VINICIUS FURTADO COÊLHO (18958/DF, 167075/MG, 
2525/PI) E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARANÁ
ADV.(A/S) : MARILDA DE PAULA SILVEIRA (33954/DF, 90211/MG)
INTDO.(A/S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ
Decisão: Preliminarmente, o Tribunal, por maioria, rejeitou o 
pedido de prejuízo da ação, vencidos, neste ponto, os Ministros 
Marco Aurélio e Dias Toffoli (Presidente). Na sequência, por 
unanimidade, julgou parcialmente procedente o pedido formulado na 
ação direta para declarar a inconstitucionalidade do art. 85, § 
5º, da Constituição do Estado do Paraná e, por arrastamento, 
declarar a inconstitucionalidade da Lei nº 16.656/2010 e do art. 
1º da Lei nº 13.246/2002, ambas do Estado do Paraná. Por maioria, 
foi decidido que a declaração de inconstitucionalidade não atinge 
os pagamentos realizados até o julgamento desta ação, vencido o 
Ministro Marco Aurélio. Tudo nos termos do voto da Relatora. 
Falaram: pelo requerente, o Dr. Oswaldo Pinheiro Ribeiro Júnior; 
e, pela interessada Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, a 
Dra. Marilda de Paula Silveira. Afirmou suspeição o Ministro Edson 
Fachin. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. 
Plenário, 05.12.2019.
 
Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à 
sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo 
Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, 
Edson Fachin e Alexandre de Moraes.
Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello.
Procurador-Geral da República, Dr. Antônio Augusto Brandão de 
Aras. 
Carmen Lilian Oliveira de Souza
Assessora-Chefe do Plenário
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	Ementa e Acórdão
	Antecipação ao Relatório
	Relatório
	Voto - MIN. ROSA WEBER
	Esclarecimento
	Esclarecimento
	Observação
	Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES
	Voto - MIN. ROBERTO BARROSO
	Voto - MIN. LUIZ FUX
	Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA
	Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI
	Voto - MIN. GILMAR MENDES
	Voto - MIN. MARCO AURÉLIO
	Confirmação de Voto
	Revisão de Apartes
	Voto - MIN. DIAS TOFFOLI
	Proposta
	Voto s/ modulação
	Voto s/ modulação
	Confirmação de Voto
	Revisão de Apartes
	Debate
	Voto s/ modulação
	Extrato de Ata - 05/12/20191º e 2º da Lei Estadual nº 
13.426/2002, do art. 1º da Lei Estadual nº 16.656/2010 e do art. 85, §5º, da 
Constituição do Estado do Paraná.
9. Requisitadas informações, a Assembleia Legislativa do Estado do 
Paraná registra que os diplomas legislativos questionados foram 
introduzidos no ordenamento jurídico estadual “sob o fiel cumprimento às 
normas regimentais e legais, sujeitando-se a todas as formalidades exigidas, desde 
sua propositura, discussão, votação e aprovação”.
10. O Governador do Estado do Paraná afirma que a ordem 
constitucional anterior a 1988 autorizava a instituição de pensão mensal e 
vitalícia a ocupantes da chefia do Poder Executivo, tanto em nível federal 
3 
Supremo Tribunal Federal
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ADI 4545 / PR 
do Paraná.
5. Sustenta que o princípio republicano exige que todos os cidadãos 
sejam tratados de forma isonômica, sem que tenham benefícios 
decorrentes de exercício de múnus público temporário. Acrescenta o 
argumento da violação aos princípios da igualdade e da moralidade, uma 
vez que o subsídio se baseia em condição unicamente pessoal, sem a 
devida correlação que pudesse albergar tal benefício.
6. Em aditamento à petição inicial, o autor questiona a 
constitucionalidade dos arts. 1º e 2º da Lei Estadual paranaense nº 
13.426/2002, e do art. 1º da Lei Estadual paranaense nº 16.656/2010, que 
vinculam o valor da pensão das viúvas de ex-governadores ao montante 
previsto no art. 85, §5º, da Constituição estadual, argumentando que 
também violam o art. 37, XIII, da CR.
7. Pede seja concedida medida cautelar, ao argumento de que o 
numerário referente à pensão mensal e vitalícia em discussão é despesa 
mensal. Quanto ao fumus boni iuris, alega que neste caso “é translúcido e 
pode ser observado e provado por meio de simples leitura dos precedentes 
jurisprudenciais utilizados como paradigmas, reforçado por toda a argumentação 
e fundamentação expostas”. Com relação ao perigo da demora, explicita que 
a natureza existe visto que “a vantagem, uma vez concedida e percebida não 
poderá mais ser desfeita, sendo de difícil recuperação aos cofres públicos”.
8. No mérito, requer a procedência da ação direta para que seja 
declarada a inconstitucionalidade dos arts. 1º e 2º da Lei Estadual nº 
13.426/2002, do art. 1º da Lei Estadual nº 16.656/2010 e do art. 85, §5º, da 
Constituição do Estado do Paraná.
9. Requisitadas informações, a Assembleia Legislativa do Estado do 
Paraná registra que os diplomas legislativos questionados foram 
introduzidos no ordenamento jurídico estadual “sob o fiel cumprimento às 
normas regimentais e legais, sujeitando-se a todas as formalidades exigidas, desde 
sua propositura, discussão, votação e aprovação”.
10. O Governador do Estado do Paraná afirma que a ordem 
constitucional anterior a 1988 autorizava a instituição de pensão mensal e 
vitalícia a ocupantes da chefia do Poder Executivo, tanto em nível federal 
3 
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Relatório
ADI 4545 / PR 
quanto estadual. Entretanto, a atual Constituição da República não se 
pronunciou com relação à matéria, e o Supremo Tribunal Federal 
estabeleceu em duas oportunidades (RP 892 e ADI 1461) que a 
remuneração de governadores e ex-governadores devem seguir as 
diretrizes aplicadas em âmbito nacional. Com base nesses argumentos, 
defendeu a manutenção da representação mensal e vitalícia.
11. A Advocacia-Geral da União manifesta-se pela procedência do 
pedido (doc. 30).
12. A Procuradoria-Geral da República argumenta pela procedência 
do pedido deduzido na ação direta de inconstitucionalidade, ao 
fundamento de violação do princípio republicano (doc. 31).
13. O pedido de amicus curiae feito por pessoa física, o senhor Mario 
Pereira, foi indeferido, nos termos da decisão monocrática proferida em 
26/09/2017 (doc. 39).
14. A Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, por meio de 
petição, requereu o sobrestamento do do feito pelo período de seis meses, 
a fim de aguardar o processamento do projeto de emenda à Constituição 
do Estado, cujo objeto era a alteração do dispositivo impugnado na 
presente ação (doc. 43).
15. Em decisão monocrática indeferi o pedido de suspensão do feito, 
conforme justificativa exposta no sentido de que a mera existência de 
projeto de lei ou de emenda à Constituição não constitui fato impeditivo 
ou obstativo para o desenvolvimento do processo de caráter objetivo, haja 
vista o dever da jurisdição constitucional de fiscalizar e decidir sobre a 
validade de atos normativos impugnados (25.03.2019, doc. 45).
16. Contra a decisão monocrática proferida, a Assembleia Legislativa 
do Estado do Paraná interpôs agravo regimental, com pedido de 
reconsideração (doc. 48), ao argumento de que a potencial aprovação da 
emenda constitucional implicará perda superveniente de objeto do 
presente processo. Desse modo, justifica a necessidade de sobrestamento 
do feito, como forma de se preservar o postulado da separação de 
poderes e preservar a eficiência nas atividades da jurisdição.
17. Requereram a admissão no feito, na qualidade de amici curiae, 
4 
Supremo Tribunal Federal
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quanto estadual. Entretanto, a atual Constituição da República não se 
pronunciou com relação à matéria, e o Supremo Tribunal Federal 
estabeleceu em duas oportunidades (RP 892 e ADI 1461) que a 
remuneração de governadores e ex-governadores devem seguir as 
diretrizes aplicadas em âmbito nacional. Com base nesses argumentos, 
defendeu a manutenção da representação mensal e vitalícia.
11. A Advocacia-Geral da União manifesta-se pela procedência do 
pedido (doc. 30).
12. A Procuradoria-Geral da República argumenta pela procedência 
do pedido deduzido na ação direta de inconstitucionalidade, ao 
fundamento de violação do princípio republicano (doc. 31).
13. O pedido de amicus curiae feito por pessoa física, o senhor Mario 
Pereira, foi indeferido, nos termos da decisão monocrática proferida em 
26/09/2017 (doc. 39).
14. A Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, por meio de 
petição, requereu o sobrestamento do do feito pelo período de seis meses, 
a fim de aguardar o processamento do projeto de emenda à Constituição 
do Estado, cujo objeto era a alteração do dispositivo impugnado na 
presente ação (doc. 43).
15. Em decisão monocrática indeferi o pedido de suspensão do feito, 
conforme justificativa exposta no sentido de que a mera existência de 
projeto de lei ou de emenda à Constituição não constitui fato impeditivo 
ou obstativo para o desenvolvimento do processo de caráter objetivo, haja 
vista o dever da jurisdição constitucional de fiscalizar e decidir sobre a 
validade de atos normativos impugnados (25.03.2019, doc. 45).
16. Contra a decisão monocrática proferida, a Assembleia Legislativa 
do Estado do Paraná interpôs agravo regimental, com pedido de 
reconsideração (doc. 48), ao argumento de que a potencial aprovação da 
emenda constitucionalimplicará perda superveniente de objeto do 
presente processo. Desse modo, justifica a necessidade de sobrestamento 
do feito, como forma de se preservar o postulado da separação de 
poderes e preservar a eficiência nas atividades da jurisdição.
17. Requereram a admissão no feito, na qualidade de amici curiae, 
4 
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Relatório
ADI 4545 / PR 
Orlando Pessuti, ex-Governador do Estado do Paraná (petição nº 
25230/2019); e os deputados estaduais Adriano José da Silva, Alexandre 
Amaro, Emerson Gieliski Bacil, Everton Marcelino de Souza, Fernando 
Destito Francischini, Fernando Ernandes Martins, Gilson de Souza, 
Homero Figueiredo Lima e Marchese, José Aparecido Jacovós, José 
Rodrigues Lemos, Luiz Fernando Guerra Filho, Mabel Cora Canto, 
Márcio José Pacheco Ramos, Marcos Adriano Ferreira Fruet, Marilei de 
Souza Lima, Matheus Viniccius Petriv, Mauro Rafael Moraes e Silva, 
Paulo Rogério do Carmo, Ricardo Arruda Nunes, Rodrigo Tlustik Venek 
e Washington Lee Abe (petições nºs 30261/2019, 30264/2019 e 36608/2019). 
Os pedidos foram indeferidos, ao fundamento principal de que são 
extemporâneos, na medida em protocolados em momento posterior ao 
marco temporal do encaminhamento do feito à pauta do Plenário, 
conforme jusrisprudência consolidada deste Supremo tribunal Federal 
(decisão monocrática proferida em 01.08.2019, doc. 102).
18. A Assembleia Legislativa do Paraná informa no processo a 
aprovação de Emenda à Constituição do Estado do Paraná n. 43/2019, a 
qual dispõe sobre a revogação integral do art. 85, §5º, ora contestado. 
Explicita que, por conta da nova redação do texto constitucional, o art. 1º 
da Lei n. 16.656/2000 e o art. 1º da Lei n. 13.426/2002 perderam seu 
fundamento de validade e, por conseguinte, sua eficácia, fato jurídico que 
configura a situação de perda superveniente de objeto. Aponta 
precedentes judiciais que se aplicariam.
19. O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil – 
CFOAB refuta o argumento de eventual perda superveniente de objeto da 
presente ação, alegando o interesse e pertinência na análise e decisão 
acerca da constitucionalidade do ato normativo consistente no art. 85, §5º, 
da Constituição do Estado do Paraná, não obstante a alteração que sofreu 
por meio de emenda. Isso porque, justifica a parte autora, seguem 
mantidos vigentes na ordem jurídica a pensão mensal vitalícia deferida a 
ex-Governadores e as respectivas viúvas, uma vez que este ponto não foi 
objeto de modificação constitucional (petição n. 34116/2019), além do que 
trata-se de conduta tomada para obstar o controle jurisdicional de 
5 
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ADI 4545 / PR 
Orlando Pessuti, ex-Governador do Estado do Paraná (petição nº 
25230/2019); e os deputados estaduais Adriano José da Silva, Alexandre 
Amaro, Emerson Gieliski Bacil, Everton Marcelino de Souza, Fernando 
Destito Francischini, Fernando Ernandes Martins, Gilson de Souza, 
Homero Figueiredo Lima e Marchese, José Aparecido Jacovós, José 
Rodrigues Lemos, Luiz Fernando Guerra Filho, Mabel Cora Canto, 
Márcio José Pacheco Ramos, Marcos Adriano Ferreira Fruet, Marilei de 
Souza Lima, Matheus Viniccius Petriv, Mauro Rafael Moraes e Silva, 
Paulo Rogério do Carmo, Ricardo Arruda Nunes, Rodrigo Tlustik Venek 
e Washington Lee Abe (petições nºs 30261/2019, 30264/2019 e 36608/2019). 
Os pedidos foram indeferidos, ao fundamento principal de que são 
extemporâneos, na medida em protocolados em momento posterior ao 
marco temporal do encaminhamento do feito à pauta do Plenário, 
conforme jusrisprudência consolidada deste Supremo tribunal Federal 
(decisão monocrática proferida em 01.08.2019, doc. 102).
18. A Assembleia Legislativa do Paraná informa no processo a 
aprovação de Emenda à Constituição do Estado do Paraná n. 43/2019, a 
qual dispõe sobre a revogação integral do art. 85, §5º, ora contestado. 
Explicita que, por conta da nova redação do texto constitucional, o art. 1º 
da Lei n. 16.656/2000 e o art. 1º da Lei n. 13.426/2002 perderam seu 
fundamento de validade e, por conseguinte, sua eficácia, fato jurídico que 
configura a situação de perda superveniente de objeto. Aponta 
precedentes judiciais que se aplicariam.
19. O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil – 
CFOAB refuta o argumento de eventual perda superveniente de objeto da 
presente ação, alegando o interesse e pertinência na análise e decisão 
acerca da constitucionalidade do ato normativo consistente no art. 85, §5º, 
da Constituição do Estado do Paraná, não obstante a alteração que sofreu 
por meio de emenda. Isso porque, justifica a parte autora, seguem 
mantidos vigentes na ordem jurídica a pensão mensal vitalícia deferida a 
ex-Governadores e as respectivas viúvas, uma vez que este ponto não foi 
objeto de modificação constitucional (petição n. 34116/2019), além do que 
trata-se de conduta tomada para obstar o controle jurisdicional de 
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Relatório
ADI 4545 / PR 
constitucionalidade dos referidos atos.
É o relatório dos principais elementos argumentativos do processo.
6 
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constitucionalidade dos referidos atos.
É o relatório dos principais elementos argumentativos do processo.
6 
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Voto - MIN. ROSA WEBER
05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora):
Problema jurídico constitucional
1. Consoante relatado, trata-se de ação direta de 
inconstitucionalidade com o objetivo de questionar a validade do § 5º do 
art. 85 da Constituição do Estado do Paraná, preceito normativo que 
instituiu subsídio mensal e vitalício, a título de representação, a ex-
governadores daquela unidade federada, bem como da Lei n. 16.656/2010 
e dos arts. 1º e 2º da Lei n. 13.246/2002, do Estado do Paraná, que 
regulamentam o subsídio e o valor de pensão por morte devida às viúvas 
dos Governadores de Estado, nos termos do referido art. 85, §5º.
2. Para adequada compreensão da controvérsia constitucional, 
transcrevo teor do § 5º do art. 85 da Constituição do Estado do Paraná:
Art. 85. Substituirá o Governador, em caso de 
impedimento, e suceder-lhe-á, no de vaga, o Vice-Governador 
do Estado.
§ 5º. Cessada a investidurano cargo de Governador do 
Estado, quem o tiver exercido em caráter permanente fará jus, a 
título de representação, desde que não tenha sofrido suspensão 
dos direitos políticos, a um subsídio mensal e vitalício, igual ao 
vencimento do cargo de desembargador do Tribunal de Justiça 
do Estado. Vida Lei 13.426 de 07/0/2002.
Reproduzo a Lei n. 16.656/2010 e os arts. 1º e 2º da Lei n. 13.246/2002, 
ambas do Estado do Paraná, igualmente contestadas:
Lei 16.656 - 09 de Dezembro de 2010: Dispõe que as 
viúvas(os) dos(as) governadores do Estado do Paraná, passam a 
perceber pensão por morte, nos termos que especifica.
A Assembléia Legislativa do Estado do Paraná decretou e 
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05/12/2019 PLENÁRIO
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.545 PARANÁ
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora):
Problema jurídico constitucional
1. Consoante relatado, trata-se de ação direta de 
inconstitucionalidade com o objetivo de questionar a validade do § 5º do 
art. 85 da Constituição do Estado do Paraná, preceito normativo que 
instituiu subsídio mensal e vitalício, a título de representação, a ex-
governadores daquela unidade federada, bem como da Lei n. 16.656/2010 
e dos arts. 1º e 2º da Lei n. 13.246/2002, do Estado do Paraná, que 
regulamentam o subsídio e o valor de pensão por morte devida às viúvas 
dos Governadores de Estado, nos termos do referido art. 85, §5º.
2. Para adequada compreensão da controvérsia constitucional, 
transcrevo teor do § 5º do art. 85 da Constituição do Estado do Paraná:
Art. 85. Substituirá o Governador, em caso de 
impedimento, e suceder-lhe-á, no de vaga, o Vice-Governador 
do Estado.
§ 5º. Cessada a investidura no cargo de Governador do 
Estado, quem o tiver exercido em caráter permanente fará jus, a 
título de representação, desde que não tenha sofrido suspensão 
dos direitos políticos, a um subsídio mensal e vitalício, igual ao 
vencimento do cargo de desembargador do Tribunal de Justiça 
do Estado. Vida Lei 13.426 de 07/0/2002.
Reproduzo a Lei n. 16.656/2010 e os arts. 1º e 2º da Lei n. 13.246/2002, 
ambas do Estado do Paraná, igualmente contestadas:
Lei 16.656 - 09 de Dezembro de 2010: Dispõe que as 
viúvas(os) dos(as) governadores do Estado do Paraná, passam a 
perceber pensão por morte, nos termos que especifica.
A Assembléia Legislativa do Estado do Paraná decretou e 
Supremo Tribunal Federal
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ADI 4545 / PR 
eu sanciono a seguinte lei: 
Art. 1º. As viúvas(os) dos(as) governadores do Estado do 
Paraná, passam a perceber pensão por morte, nos mesmos 
termos do contido no artigo 85, § 5º da Constituição Estadual. 
Art. 2º. Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação. 
Lei 13.426 - 07 de Janeiro de 2002: Dispõe sobre o valor 
das pensões de que tratam o art. 2º, da Lei nº 7.568/82 e suas 
posteriores alterações, concedidas a viúvas de exgovernadores, 
conforme especifica. 
A Assembléia Legislativa do Estado do Paraná decretou e 
eu sanciono a seguinte lei: 
Art. 1º. O valor das pensões de que tratam o art. 2º, da Lei 
nº 7.568/82 e suas posteriores alterações, concedidas a viúvas de 
ex-governadores, será igual ao benefício constante do art. 85, § 
5º, da Constituição Estadual. 
Art. 2º. O valor das pensões de viúvas de ex-Deputados 
Estaduais ficam fixadas em 1/3 (um terço) da remuneração de 
Deputados Estaduais.
3. Para justificar o alegado vício de inconstitucionalidade, a parte 
autora identificou como parâmetros normativos constitucionais de 
controle: a) o princípio da separação de poderes, ao argumento de que 
matéria deveria ser regulamentada por legislação ordinária, com a 
participação do Poder Executivo, b) o art. 39, §4º, que não autoriza 
instituição de subsídio em favor de quem não é ocupante de cargo 
público, c) os arts. 195, §5º, e 201, §1º, ao fundamento de que ex-
Governadores se submetem ao Regime Geral de Previdência, instituído 
no art. 40, §13, d) o art. 25, caput, porquanto não existe fundamento ou 
disciplina na Constituição Federal acerca da concessão de subsídio para 
ex-Chefe do Poder Executivo Federal, e) o art. 37, XIII, em decorrência da 
vinculação do subsídio a ser percebido pelo ex-Governador ao subsídio 
de Desembargador do Tribunal de Justiça daquele Estado, f) os princípios 
republicano, da impessoalidade e da moralidade administrativa.
4. Conforme informou a Assembleia Legislativa do Estado do 
2 
Supremo Tribunal Federal
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ADI 4545 / PR 
eu sanciono a seguinte lei: 
Art. 1º. As viúvas(os) dos(as) governadores do Estado do 
Paraná, passam a perceber pensão por morte, nos mesmos 
termos do contido no artigo 85, § 5º da Constituição Estadual. 
Art. 2º. Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação. 
Lei 13.426 - 07 de Janeiro de 2002: Dispõe sobre o valor 
das pensões de que tratam o art. 2º, da Lei nº 7.568/82 e suas 
posteriores alterações, concedidas a viúvas de exgovernadores, 
conforme especifica. 
A Assembléia Legislativa do Estado do Paraná decretou e 
eu sanciono a seguinte lei: 
Art. 1º. O valor das pensões de que tratam o art. 2º, da Lei 
nº 7.568/82 e suas posteriores alterações, concedidas a viúvas de 
ex-governadores, será igual ao benefício constante do art. 85, § 
5º, da Constituição Estadual. 
Art. 2º. O valor das pensões de viúvas de ex-Deputados 
Estaduais ficam fixadas em 1/3 (um terço) da remuneração de 
Deputados Estaduais.
3. Para justificar o alegado vício de inconstitucionalidade, a parte 
autora identificou como parâmetros normativos constitucionais de 
controle: a) o princípio da separação de poderes, ao argumento de que 
matéria deveria ser regulamentada por legislação ordinária, com a 
participação do Poder Executivo, b) o art. 39, §4º, que não autoriza 
instituição de subsídio em favor de quem não é ocupante de cargo 
público, c) os arts. 195, §5º, e 201, §1º, ao fundamento de que ex-
Governadores se submetem ao Regime Geral de Previdência, instituído 
no art. 40, §13, d) o art. 25, caput, porquanto não existe fundamento ou 
disciplina na Constituição Federal acerca da concessão de subsídio para 
ex-Chefe do Poder Executivo Federal, e) o art. 37, XIII, em decorrência da 
vinculação do subsídio a ser percebido pelo ex-Governador ao subsídio 
de Desembargador do Tribunal de Justiça daquele Estado, f) os princípios 
republicano, da impessoalidade e da moralidade administrativa.
4. Conforme informou a Assembleia Legislativa do Estado do 
2 
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ADI 4545 / PR 
Paraná, o §5º do art. 85 da Constituição do Estado do Paraná foi 
expressamente revogado pela Emenda Constitucional n. 43/2019, após o 
ajuizamento do presente feito e em momento posterior à suainclusão em 
pauta. Transcrevo a nova redação do texto da constituição estadual:
 Art. 1º Revoga o §5º do art. 85 da Constituição do Estado 
do Paraná.
Art. 2 Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data 
de sua publicação.
Legitimidade Ativa
5. O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil é a parte 
autora da presente ação direta. A legitimidade ativa universal do 
requerente é atribuída pela norma constitucional do art. 103, VII, bem 
como replicado na legislação processual da jurisdição constitucional, 
especificamente no art. 2º, VII, da Lei n. 9.868/99, não havendo qualquer 
dúvida normativa acerca da sua interpretação e incidência nos casos das 
ações constitucionais que compõem o quadro do controle normativo 
abstrato.
Potencial Perda Superveniente do Objeto da Ação
6. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que a 
revogação da norma impugnada, após o ajuizamento da ação direta de 
inconstitucionalidade e antes da inclusão no processo em pauta, acarreta 
a perda superveniente do seu objeto, independentemente da existência de 
efeitos residuais concretos dela decorrentes. Isso porque, vocacionada 
essa espécie de ação constitucional a assegurar a higidez da ordem 
jurídica vigente, o interesse na tutela judicial pressupõe, em 
consequência, ato normativo em vigor. Nesse sentido, o precedente 
judicial abaixo identificado:
“Ação direta de inconstitucionalidade. 2. Lei 15.227/2006 
do Estado do Paraná objeto de fiscalização abstrata. 3. 
Superveniência da Lei estadual 15.744/2007 que, expressamente, 
3 
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ADI 4545 / PR 
Paraná, o §5º do art. 85 da Constituição do Estado do Paraná foi 
expressamente revogado pela Emenda Constitucional n. 43/2019, após o 
ajuizamento do presente feito e em momento posterior à sua inclusão em 
pauta. Transcrevo a nova redação do texto da constituição estadual:
 Art. 1º Revoga o §5º do art. 85 da Constituição do Estado 
do Paraná.
Art. 2 Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data 
de sua publicação.
Legitimidade Ativa
5. O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil é a parte 
autora da presente ação direta. A legitimidade ativa universal do 
requerente é atribuída pela norma constitucional do art. 103, VII, bem 
como replicado na legislação processual da jurisdição constitucional, 
especificamente no art. 2º, VII, da Lei n. 9.868/99, não havendo qualquer 
dúvida normativa acerca da sua interpretação e incidência nos casos das 
ações constitucionais que compõem o quadro do controle normativo 
abstrato.
Potencial Perda Superveniente do Objeto da Ação
6. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que a 
revogação da norma impugnada, após o ajuizamento da ação direta de 
inconstitucionalidade e antes da inclusão no processo em pauta, acarreta 
a perda superveniente do seu objeto, independentemente da existência de 
efeitos residuais concretos dela decorrentes. Isso porque, vocacionada 
essa espécie de ação constitucional a assegurar a higidez da ordem 
jurídica vigente, o interesse na tutela judicial pressupõe, em 
consequência, ato normativo em vigor. Nesse sentido, o precedente 
judicial abaixo identificado:
“Ação direta de inconstitucionalidade. 2. Lei 15.227/2006 
do Estado do Paraná objeto de fiscalização abstrata. 3. 
Superveniência da Lei estadual 15.744/2007 que, expressamente, 
3 
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Voto - MIN. ROSA WEBER
ADI 4545 / PR 
revogou a norma questionada. 4. Remansosa jurisprudência 
deste Tribunal tem assente que sobrevindo diploma legal 
revogador ocorre a perda de objeto. Precedentes. 5. Ação direta 
de inconstitucionalidade prejudicada.” (ADI 3885/PR, Relator 
Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 28.6.2013)
Na mesma linha de raciocínio jurídico, ainda: ADI 4240/MS (Relator 
Ministro Edson Fachin, decisão monocrática, DJe 05.11.2015); ADI 4379-
AgR/MT (Relator Ministro Gilmar Mendes, decisão monocrática, DJe 
04.11.2015); ADI 5116/DF (Relatora Ministra Cármen Lúcia, decisão 
monocrática, DJe 01.10.2015); ADI 4665/DF (Relator Ministro Teori 
Zavascki, decisão monocrática, DJe 03.08.2015); ADI 4035/DF (Relatora 
Ministra Rosa Weber, decisão monocrática, DJe 27.6.2013).
7. Noutro giro, o Plenário do Supremo Tribunal Federal formou 
precedentes que definiram interpretação jurídica no sentido da 
inocorrência de prejuízo ao prosseguimento da ação constitucional, na 
hipótese de revogação superveniente de ato normativo questionado, 
quando (i) houver impugnação da norma a tempo e modo adequado; (ii) 
o feito for incluído em pauta antes do exaurimento da eficácia da lei de 
caráter temporário; (iii) se fizer presente a possibilidade de que reflexos 
do ato normativo estejam em curso e (iv) casos em que há indícios de 
fraude à atuação da jurisdição constitucional.
Identifico abaixo os precedentes:
CONTROLE DA CONSTITUCIONALIDADE. 
EMBRAGOS DE DECLARAÇÃO. REVOGAÇÃO DA NORMA 
OBJETO DA AÇÃO DIRETA. COMUNICAÇÃO APÓS O 
JULGAMENTO DO MÉRITO. DESPROVIMENTO. 
1. Há jurisprudência consolidada no Supremo Tribunal 
Federal no sentido de que a revogação da norma cuja 
constitucionalidade é questionada pro meio de ação direta 
enseja a perda superveniente do objeto da ação. Nesse sentido: 
ADI 709 ADI 709, Rel. Min. Paulo Brossard, DJ, 20.05.1994; ADI 
1442, Rel. Min. Celso de Mello, DJ, 29.04.2005; ADI 4620-AgR, 
Rel. Min. Dias Toffoli, Dje, 01.08.2012.
4 
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ADI 4545 / PR 
revogou a norma questionada. 4. Remansosa jurisprudência 
deste Tribunal tem assente que sobrevindo diploma legal 
revogador ocorre a perda de objeto. Precedentes. 5. Ação direta 
de inconstitucionalidade prejudicada.” (ADI 3885/PR, Relator 
Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 28.6.2013)
Na mesma linha de raciocínio jurídico, ainda: ADI 4240/MS (Relator 
Ministro Edson Fachin, decisão monocrática, DJe 05.11.2015); ADI 4379-
AgR/MT (Relator Ministro Gilmar Mendes, decisão monocrática, DJe 
04.11.2015); ADI 5116/DF (Relatora Ministra Cármen Lúcia, decisão 
monocrática, DJe 01.10.2015); ADI 4665/DF (Relator Ministro Teori 
Zavascki, decisão monocrática, DJe 03.08.2015); ADI 4035/DF (Relatora 
Ministra Rosa Weber, decisão monocrática, DJe 27.6.2013).
7. Noutro giro, o Plenário do Supremo Tribunal Federal formou 
precedentes que definiram interpretação jurídica no sentido da 
inocorrência de prejuízo ao prosseguimento da ação constitucional, na 
hipótese de revogação superveniente de ato normativo questionado, 
quando (i) houver impugnação da norma a tempo e modo adequado; (ii) 
o feito for incluído em pauta antes do exaurimento da eficácia da lei de 
caráter temporário; (iii) se fizer presente a possibilidade de que reflexos 
do ato normativo estejam em curso e (iv) casos em que há indícios de 
fraude à atuação da jurisdição constitucional.
Identifico abaixo os precedentes:
CONTROLE DA CONSTITUCIONALIDADE.EMBRAGOS DE DECLARAÇÃO. REVOGAÇÃO DA NORMA 
OBJETO DA AÇÃO DIRETA. COMUNICAÇÃO APÓS O 
JULGAMENTO DO MÉRITO. DESPROVIMENTO. 
1. Há jurisprudência consolidada no Supremo Tribunal 
Federal no sentido de que a revogação da norma cuja 
constitucionalidade é questionada pro meio de ação direta 
enseja a perda superveniente do objeto da ação. Nesse sentido: 
ADI 709 ADI 709, Rel. Min. Paulo Brossard, DJ, 20.05.1994; ADI 
1442, Rel. Min. Celso de Mello, DJ, 29.04.2005; ADI 4620-AgR, 
Rel. Min. Dias Toffoli, Dje, 01.08.2012.
4 
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ADI 4545 / PR 
2. Excepcionam-se desse entendimento os casos em que há 
indícios de fraude à jurisdição da Corte, como, a título de 
ilustração, quando a norma é revogada com o propósito de 
evitar a declaração da sua inconstitucionalidade. Nessa linha: 
ADI 3306, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe, 07.06.2011.
3. Excepcionam-se, ainda, as ações diretas que tenham por 
objeto leis de eficácia temporária, quando: (i) houve 
impugnação em tempo adequado, (ii) a ação foi incluída em 
pauta e (iii) seu julgamento foi iniciado antes do exaurimento 
da eficácia. Nesse sentido: ADI 5287, Rel. Min. Luiz Fux, Dje, 
12.09.2016; ADI 4.426, Rel. Min. Dias Toffoli, Dje, 17.05.2011; 
ADI 3.146/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ, 19.12.2006.
4. Com maior razão, a prejudicialidade da ação direta 
também deve ser afastada nas ações cujo mérito já foi decidido, 
em especial se a revogação da lei só veio a ser arguida 
posteriormente, em sede de embargos de declaração. Nessa 
última hipótese, é preciso não apenas impossibilitar a fraude à 
jurisdição da Corte e minimizar os ônus decorrentes da demora 
na prestação da tutela jurisdicional, mas igualmente preservar o 
trabalho já efetuado pelo Tribunal, bem como evitar que a 
constatação da efetiva violação à ordem constitucional se torne 
inócua.
5. Embargos de declaração desprovidos. (ADI 951 ED, 
Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, julgado 
em 27/10/2016, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-134 DIVULG 20-
06-2017 PUBLIC 21-06-2017)
“Ação Direta de Inconstitucionalidade. CONAMP. Artigo 
6º da Lei nº 14.506, de 16 de novembro de 2009, do Estado do 
Ceará. Fixação de limites de despesa com a folha de pagamento 
dos servidores estaduais do Poder Executivo, do Poder 
Legislativo, do Poder Judiciário e do Ministério Público 
estadual. Conhecimento parcial. Inconstitucionalidade. 
1. Singularidades do caso afastam, excepcionalmente, a 
aplicação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre 
a prejudicialidade da ação, visto que houve impugnação em 
5 
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2. Excepcionam-se desse entendimento os casos em que há 
indícios de fraude à jurisdição da Corte, como, a título de 
ilustração, quando a norma é revogada com o propósito de 
evitar a declaração da sua inconstitucionalidade. Nessa linha: 
ADI 3306, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe, 07.06.2011.
3. Excepcionam-se, ainda, as ações diretas que tenham por 
objeto leis de eficácia temporária, quando: (i) houve 
impugnação em tempo adequado, (ii) a ação foi incluída em 
pauta e (iii) seu julgamento foi iniciado antes do exaurimento 
da eficácia. Nesse sentido: ADI 5287, Rel. Min. Luiz Fux, Dje, 
12.09.2016; ADI 4.426, Rel. Min. Dias Toffoli, Dje, 17.05.2011; 
ADI 3.146/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ, 19.12.2006.
4. Com maior razão, a prejudicialidade da ação direta 
também deve ser afastada nas ações cujo mérito já foi decidido, 
em especial se a revogação da lei só veio a ser arguida 
posteriormente, em sede de embargos de declaração. Nessa 
última hipótese, é preciso não apenas impossibilitar a fraude à 
jurisdição da Corte e minimizar os ônus decorrentes da demora 
na prestação da tutela jurisdicional, mas igualmente preservar o 
trabalho já efetuado pelo Tribunal, bem como evitar que a 
constatação da efetiva violação à ordem constitucional se torne 
inócua.
5. Embargos de declaração desprovidos. (ADI 951 ED, 
Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, julgado 
em 27/10/2016, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-134 DIVULG 20-
06-2017 PUBLIC 21-06-2017)
“Ação Direta de Inconstitucionalidade. CONAMP. Artigo 
6º da Lei nº 14.506, de 16 de novembro de 2009, do Estado do 
Ceará. Fixação de limites de despesa com a folha de pagamento 
dos servidores estaduais do Poder Executivo, do Poder 
Legislativo, do Poder Judiciário e do Ministério Público 
estadual. Conhecimento parcial. Inconstitucionalidade. 
1. Singularidades do caso afastam, excepcionalmente, a 
aplicação da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre 
a prejudicialidade da ação, visto que houve impugnação em 
5 
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tempo adequado e a sua inclusão em pauta antes do 
exaurimento da eficácia da lei temporária impugnada, existindo 
a possibilidade de haver efeitos em curso (art. 7º da Lei 
14.506/2009).(...)” (ADI 4356/CE, Relator Ministro Dias Toffoli, 
Tribunal Pleno, julgamento em 09.02.2011, DJe 12.5.2011, 
destaquei) 
“Ação Direta de Inconstitucionalidade. AMB. Lei nº 14.506, 
de 16 de novembro de 2009, do Estado do Ceará. Fixação de 
limites de despesa com a folha de pagamento dos servidores 
estaduais do Poder Executivo, do Poder Legislativo, do Poder 
Judiciário e do Ministério Público estadual. Conhecimento 
parcial. Inconstitucionalidade. 1. Singularidades do caso 
afastam, excepcionalmente, a aplicação da jurisprudência do 
Supremo Tribunal Federal sobre a prejudicialidade da ação, 
visto que houve impugnação em tempo adequado e a sua 
inclusão em pauta antes do exaurimento da eficácia da lei 
temporária impugnada, existindo a possibilidade de haver 
efeitos em curso (art. 7º da Lei 14.506/2009). (...)” (ADI 4426/CE, 
Relator Ministro Dias Toffoli, Tribunal Pleno, julgamento em 
09.02.2011, DJe 18.5.2011)
“AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. 
ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. 
PROCESSO LEGISLATIVO. MEDIDA PROVISÓRIA. 
TRANCAMENTO DE PAUTA. ART. 62, §6º, DA 
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Preliminar de prejudicialidade: 
dispositivo de norma cuja eficácia foi limitada até 31.12.2005. 
Inclusão em pauta do processo antes do exaurimento da eficácia 
da norma temporária impugnada. Julgamento posterior ao 
exaurimento. Circunstâncias do caso afastam a aplicação da 
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre a 
prejudicialidade da ação, visto que o requerente impugnou a 
norma em tempo adequado. Conhecimento da ação. A 
Constituição federal, ao dispor regras sobre processo 
legislativo, permite o controle judicial da regularidade do 
6 
Supremo Tribunal Federal
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ADI 4545 / PR 
tempo adequado e a sua inclusão em pauta antes do 
exaurimento da eficácia da lei temporária impugnada, existindo 
a possibilidade de haver efeitos em curso (art. 7º da Lei 
14.506/2009).(...)” (ADI 4356/CE, Relator Ministro Dias Toffoli, 
Tribunal Pleno, julgamento em 09.02.2011, DJe 12.5.2011, 
destaquei) 
“Ação Direta de Inconstitucionalidade. AMB. Lei nº 14.506, 
de 16 de novembro de 2009, do Estado do Ceará. Fixação de 
limites de despesa com a folha de pagamento dos servidores 
estaduais do Poder Executivo, do Poder Legislativo, do Poder 
Judiciário e do Ministério Público estadual. Conhecimento 
parcial. Inconstitucionalidade. 1. Singularidades do caso 
afastam, excepcionalmente, a aplicação da jurisprudência do 
Supremo Tribunal Federal sobre a prejudicialidade da ação, 
visto que houve impugnação em tempo adequado e a sua 
inclusão em pauta antes do exaurimento da eficácia da lei 
temporária impugnada, existindo a possibilidade de haver 
efeitos em curso (art. 7º da Lei 14.506/2009). (...)” (ADI 4426/CE, 
Relator Ministro Dias Toffoli, Tribunal Pleno, julgamento em 
09.02.2011, DJe 18.5.2011)
“AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. 
ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. 
PROCESSO LEGISLATIVO. MEDIDA PROVISÓRIA. 
TRANCAMENTO DE PAUTA. ART. 62, §6º, DA 
CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Preliminar de prejudicialidade: 
dispositivo de norma cuja eficácia foi limitada até 31.12.2005. 
Inclusão em pauta do processo antes do exaurimento da eficácia 
da norma temporária impugnada. Julgamento posterior ao 
exaurimento. Circunstâncias do caso afastam a aplicação da 
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre a 
prejudicialidade da ação, visto que o requerente impugnou a 
norma em tempo adequado. Conhecimento da ação. A 
Constituição federal, ao dispor regras sobre processo 
legislativo, permite o controle judicial da regularidade do 
6 
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ADI 4545 / PR 
processo. Exceção à jurisprudência do Supremo Tribunal 
Federal sobre a impossibilidade de revisão jurisdicional em 
matéria interna corporis. Precedente. Alegação de 
inconstitucionalidade formal: nulidade do processo legislativo 
em que foi aprovado projeto de lei enquanto pendente a leitura 
de medida provisória numa das Casas do Congresso Nacional, 
para os efeitos do sobrestamento a que se refere o art. 62, § 6º, 
da Constituição federal. Medida provisória que trancaria a 
pauta lida após a aprovação do projeto que resultou na lei 
atacada. Ausência de demonstração de abuso ante as 
circunstâncias do caso. Ação direta conhecida, mas julgada 
improcedente.” (ADI 3146/DF, Relator Ministro Joaquim 
Barbosa, Tribunal Pleno, julgamento em 11.5.2006, DJ 
19.12.2006, destaquei)
8. No caso em exame, verifica-se a presença de circunstâncias aptas a 
afastar a prejudicialidade da ação, por perda superveniente de objeto, 
tendo em vista que, não obstante a revogação expressa do §5º do art. 85 
da Constituição do Estado do Paraná, a ação direta foi ajuizada em 
28.01.2011, tendo sido liberada para inclusão em Pauta no dia 14.02.2019 
para julgamento pelo Plenário.
Mais especificamente, cumpre registrar que a questão constitucional 
controversa foi objeto de diversas ações constitucionais ajuizadas pelo 
Conselho Federal da Ordem dos Advogados, como a ADI 5.473, ADI 
4.601, ADI 5.767, ADI 3.418, ADI 4.544, ADI 4.555, ADI 4.601, ADI 3.418, 
ADI 3853, ADI 3.771, ADI 1.461. A partir das deliberações e decisões 
tomadas pelo Plenário desta Suprema Corte, precedentes foram definidos 
no sentido da inconstitucionalidade da previsão de concessão de 
subsídios vitalícios a ex-Governadores.
A Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, em decorrência de 
projeto de reforma constitucional iniciado para discutir a questão ora 
controversa, requereu sobrestamento do feito em 25.02.2019. O pedido foi 
indeferido em 25.03.2019, ao argumento de que realizado em momento 
posterior à liberação do processo para pauta de julgamento e sua 
respectiva inclusão em lista de julgamento.
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Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
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Supremo Tribunal Federal
ADI 4545 / PR 
processo. Exceção à jurisprudência do Supremo Tribunal 
Federal sobre a impossibilidade de revisão jurisdicional em 
matéria interna corporis. Precedente. Alegação de 
inconstitucionalidade formal: nulidade do processo legislativo 
em que foi aprovado projeto de lei enquanto pendente a leitura 
de medida provisória numa das Casas do Congresso Nacional, 
para os efeitos do sobrestamento a que se refere o art. 62, § 6º, 
da Constituição federal. Medida provisória que trancaria a 
pauta lida após a aprovação do projeto que resultou na lei 
atacada. Ausência de demonstração de abuso ante as 
circunstâncias do caso. Ação direta conhecida, mas julgada 
improcedente.” (ADI 3146/DF, Relator Ministro Joaquim 
Barbosa, Tribunal Pleno, julgamento em 11.5.2006, DJ 
19.12.2006, destaquei)
8. No caso em exame, verifica-se a presença de circunstâncias aptas a 
afastar a prejudicialidade da ação, por perda superveniente de objeto, 
tendo em vista que, não obstante a revogação expressa do §5º do art. 85 
da Constituição do Estado do Paraná, a ação direta foi ajuizada em 
28.01.2011, tendo sido liberada para inclusão em Pauta no dia 14.02.2019 
para julgamento pelo Plenário.
Mais especificamente, cumpre registrar que a questão constitucional 
controversa foi objeto de diversas ações constitucionais ajuizadas pelo 
Conselho Federal da Ordem dos Advogados, como a ADI 5.473, ADI 
4.601, ADI 5.767, ADI 3.418, ADI 4.544, ADI 4.555, ADI 4.601, ADI 3.418, 
ADI 3853, ADI 3.771, ADI 1.461. A partir das deliberações e decisões 
tomadas pelo Plenário desta Suprema Corte, precedentes foram definidos 
no sentido da inconstitucionalidade da previsão de concessão de 
subsídios vitalícios a ex-Governadores.
A Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, em decorrência de 
projeto de reforma constitucional iniciado para discutir a questão ora 
controversa, requereu sobrestamento do feito em 25.02.2019. O pedido foi 
indeferido em 25.03.2019, ao argumento de que realizado em momento 
posterior à liberação do processo para pauta de julgamento e sua 
respectiva inclusão em lista de julgamento.
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 67
Voto - MIN. ROSA WEBER
ADI 4545 / PR 
Acrescento que a revogação do ato normativo ora impugnado não 
explicitou regra acerca dos efeitos produzidos pela norma constitucional 
no seu período de vigência. Garantiu-se apenas a mudança do 
ordenamento jurídico paranaense para as situações futuras, fato jurídico 
que implica diversos desdobramentos de atos inconstitucionais pretéritos. 
Esse quadro normativo resultado da revogação do ato normativo, em 
momento posterior a sua liberação para julgamento,

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