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LICENCIATURA EM FÍSICA PRÁTICA DE ENSINO: REFLEXÕES (PE:Refl) ATIVIDADE 2 – POSTAGEM 2 RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO JOSÉ EDIVAL DA SILVA (RA)1806461 POLO CAJAZEIRAS 2020 SUMÁRIO 1 NTRODUÇÃO……………………………………………………………… 3 INFRAESTRUTURA E CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA…………… 4 ATIVIDADES REALIZADA………………… 5 MÉTODOS DE AVALIAÇÃO…………………………………….. 6 ANÁLISE REFLEXIVA………………………………… 1. INTRODUÇÃO O presente estágio supervisionado obrigatório no Ensino Médio, na disciplina de Física, tem como objetivo observar como se desenvolve o ensino em sala de aula, de que maneira a professor conduz a aprendizagem, como se processa a apreensão do conhecimento pelos alunos. Objetiva ainda analisar como é a interação dos alunos com a professor, dos alunos entre si e com o ambiente no cotidiano escolar. Estão sendo desenvolvidas as atividades de observação participativa com os alunos do período da manhã, acompanhadas pelo professor de Física. 2. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA Escola ECIT Prefeito Joaquim Leite, rede estadual de ensino, São José de Piranhas PB, CEP 58940-000. 3. INFRAESTRUTURA E CARACTERÍSTICAS DA ESCOLA A escola possui neste ano aproximadamente 300 alunos, matriculados no dois turnos integral de funcionamento. Em todas as instâncias, o diretor, os professores e funcionários sempre foram extremamente cordiais e compreensivos da minha situação como estagiário, o que trouxe uma visão nova e bela sobre a minha visão do profissional da educação. A escola conta com 6 salas de aula, sala de projeção, biblioteca (com projetor também), cozinha, laboratório de informática, sala de leitura, sala para os professores, sala para diretoria, quadra de esportes coberta e uma cantina. O prédio é um pouco antigo, e seu estado não é agradável. No entanto, é funcional, e tudo o que deve funcionar aparenta estar funcionando. A sala de aula típica é bastante ampla e confortável, com boa iluminação e ventilação. Possui ainda mobiliário adequado, mesa para a professora, mesas e cadeiras de tamanho apropriado para a idade dos alunos. Algumas salas possuem material improvisado, como tabela periódica dos elementos químicos de outro sistema de ensino. As salas comportam 40 alunos em média. Os alunos atendidos pela escola no período da manhã são bastante uniformes nos quesitos de idade (15-18 anos), cultura e meio social, em geral da classe média baixa da região. Alguns alunos já estão trabalhando e precisam ausentar- se das aulas em alguns casos ou para atividades laborativas especiais. Quanto à sala de aula, os problemas são comuns de diversas escolas: problemas de indisciplina, desrespeito entre colegas, desatenção e desinteresse. Usando- se de aparências, pode-se dizer que, de uma sala com 40 alunos, cerca de 10 não possuem interesse na sua vida acadêmica, e os demais 10 possuem interesse variável, sendo que muito poucos demonstram-se profundamente interessados. Os professores são bem respeitados pelos alunos, salvo em momentos excepcionais, ou por alunos com dificuldades excepcionais (ansiedade excessiva etc.). As aulas frequentemente começam no horário determinado.Os alunos demonstraram ter uma ótima relação entre si, dentro da mesma turma e entre turmas distintas. Não foi presenciado nenhum fato digno de nota que indicasse o contrário. É claro, os alunos possuem seus desafios pessoais, e é muito provável que nem tudo que sintam seja expressado no ambiente escolar diante dos professores. Os professores usam outros recursos, como projetores, seminários dos alunos, visitas a exposições, etc, quando possível e razoável. Há, ainda, uma associação de pais e mestres, que organiza eventos em prol da escola (por exemplo, uma festa junina anual). 4. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS Pude observar que a professor segue o currículo escolar estadual, agrupado por bimestre, de ecordo com as diretrizes curriculares e com influência dos principais exames vestibulares no caso do 3º ano do Ensino Médio. O conteúdo da disciplina parece adequado ao nível de maturidade da classe (pois, quando os alunos esforçam-se, conseguem compreender o conteúdo e realizar os exercícios corretamente), e o tempo é suficiente para realizar todas as atividades, com algumas aulas de folga para eventualidades como visita a bienal, correção de provas, recuperação de notas. Também fica evidente que a professor não tem liberdade completa para tentar metodologias muito diversas, principalmente por conta da classe em si. Retorna- se à questão da falta de interesse e respeito geral que os alunos tem pelos estudos e pelo estar em sala de aula. O professor é muito respeitado como pessoa e tem o carinho dos alunos, mas a falta de interesse dos alunos evidencia-se na limitação que há para o professor ensinar ou inovar (ou melhor, proporcionar o ambiente propício ao aprendizado). Durante o período que permaneci na sala de aula, procurei participar ativamente, auxiliando professor com os alunos, ajudando a manter a ordem, buscar materiais e atendendo individualmente os alunos enquanto realizavam as atividades propostas pela professor. Alguns alunos demonstram um certo interesse nos estagiários, tratando-os como professores e querendo conhecer mais sobre o que os motivou a ser professores, interesse em outras línguas, a experiência com o exame vestibular, mercado de trabalho, etc. Pude contribuir também com a biblioteca da escola, através da doação de livros pessoais (na área de autoconhecimento e meditação) que acreditei poderem contribuir, ainda que a longo prazo, com a formação dos alunos e professores. Outra sugestão que pude dar ao professor de Física surgiu ao assistir os seminários de prática apresentados pelos alunos. A linguagem dos alunos é extremamente informal na maior parte do tempo e, em alguns momentos, até vulgar. A impressão é que os alunos nem mesmo conseguem se articular usando uma linguagem menos informal ou repleta de gírias e figuras de linguagem, o que, acreditei, poderiam impactar negativamente suas perspectivas no mercado de trabalho. A minha sugestão ao professor foi que os alunos poderiam apresentar um tema para a classe usando a linguagem culta (ou, ao menos, com menos gírias e vulgaridades). O professor achou ótima a ideia e até já sugeriu deixar o tema livre para os alunos escolherem, assim isolando o foco de prática, ao em utilizar a língua com mais decoro, num assunto que já dominem e lhes seja natural. 5. MÉTODOS DE AVALIAÇÃO A avaliação dos alunos na disciplina de Física é quantitativa, com notas de 0 a 10,0. Em Física, além das provas, que são confeccionadas em pelo professor, os alunos realizam a apresentação de práticas laboratoriais com materiais usados nas atividades que compõem a nota final da disciplina juntamente com a prova. Acompanhei a correção das provas e pude notar que, em geral, os alunos tiram notas boas (com médias frequentemente abaixo de 90%), inclusive responder diversas questões na prova. Também acompanhei as diversas tentativas dos alunos de consultar telefones celulares e conversarem entre si para obter respostas para questões durante as avaliações. Os professores entraram em comum acordo e ficaram mais rígidos com esse tipo de condutas, o que sinto que ajudou para no quarto bimestre haver menos tentativas de cola durante as provas. Aos alunos que tiram notas abaixo da média na avaliação escrita, a professor realiza uma recuperação, que consiste de lista de exercícios focada nos principais erros cometidos nas provas, explicada em sala e com esclarecimento das dúvidas ao passo que os alunos realizam osexercícios. Tal método é bastante engenhoso e lógico, pois ataca diretamente as dificuldades apresentadas na resolução da avaliação (quase sempre de gramática). No Método de Melhoria de Resultados (MMR) foi proposta uma causa raiz para esse desvio: “alguns professores não sabem como acompanhar a rotina de estudos dos alunos.” As ações corretivas propostas são: “monitoramento de faltas, compensação das ausências e incentivando os professores com aulas mais atrativas.” Na prática, tornam-se “ampliar a discussão dos problemas dos alunos, continuidade das ações propostas conforme cronograma até o final do ano, ampliar o uso dos espaços diferenciados disponíveis na escola (laboratórios, sala de leitura e outros)”. 6. ANÁLISE REFLEXIVA Como aluno estagiário, apesar de já não ser um conceito novo, tive a oportunidade de rever o fato de que cada estágio é uma experiência nova, onde novas situações se apresentam, novos problemas surgem e também novos questionamentos e sugestões, conforme descritos no corpo principal deste relatório. Percebi que ser professor não é algo repetitivo: todos os dias busca-se formas de manter os alunos engajados, ao ouvi-los e desenvolver uma relação de confiança com os alunos, esperando que o sentimento de proteção e amizade reflita no dia a dia dos alunos enquanto cidadãos. Tive também a oportunidade de aprender a ficar à vontade com a classe nos momentos de aula, sem ficar nervoso, e assim poder lidar com eles com naturalidade, como cidadãos em processo de transformação e educação. No que se refere à interação com a equipe escolar, foi uma experiência muito boa. Tive atenção e respaldo ao meu pedido de estágio. Pude sentir que foi oportuna a minha presença, pois me disponibilizei a ajudar em tarefas simples com a professora supervisora. O diretor da escola é um exemplo de carinho e retidão com os alunos. Também foi gratificante poder dar sugestões (e ser ouvido), me voluntariar contribuir para a biblioteca da escola e, até mesmo, estar novamente inserido num ambiente escolar, que possui tom mais espontâneo e até infantil (quando comparado com o ambiente corporativo do meu trabalho atual). Tive a oportunidade de conversar com os professores das diversas disciplinas, recebendo insights sobre as diferentes facetas da escola, dos alunos e dos próprios professores como indivíduos. Em geral, fiquei ainda mais motivado com a profissão do professor, e o estágio despertou em mim um carinho e admiração pelo ambiente educativo que havia se perdido com a minha saída do ensino médio e primeira experiência no curso de graduação na universidade.