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ÉTICA E CIDADANIA 
AULA 3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof.ª Ana Carolina Bustamante 
 
 
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CONVERSA INICIAL 
Anteriormente, vimos sobre ética – como ela surgiu e qual a sua 
importância. Verificamos moral e o código de ética. Nesta aula, daremos 
continuidade ao assunto, porém em uma visão corporativa. 
Vamos abordar a ética empresarial, as suas dimensões, os programas de 
ética e os desafios enfrentados no desenvolvimento da ética empresarial. Você 
sabia que, além do clima organizacional, temos também o clima ético nas 
organizações? 
Fecharemos esta aula com a questão da responsabilidade social e da 
sustentabilidade. Você perceberá, ao longo de nossas aulas, como os assuntos 
vão se entrelaçando e se complementando. 
TOP – ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES 
Como vimos em conteúdos anteriores, as informações são muito 
importantes para as organizações. Diante de tantas mudanças e com a 
velocidade da informação no mundo atual, observamos uma sociedade cada vez 
mais questionadora, participativa e consciente dos seus direitos e deveres. 
Estamos vivenciando o crescimento do comportamento socialmente 
responsável, exigindo novas posturas das organizações, como a ética e a 
responsabilidade social. 
De acordo com Souza (2009), a obtenção dos lucros ainda é o principal 
objetivo da empresa, porém, para que se sustente e aumente seus lucros, ela 
precisa incluir a ética e a responsabilidade social na sua cultura. Os 
investimentos realizados nessas duas searas têm como principal objetivo a 
sustentabilidade da empresa, fazendo com que seu nome seja associado ao 
conceito de empresa consciente, ética e socialmente responsável. 
Pfannemuller (2006) menciona que o fenômeno da ética empresarial 
ganhou expressão no final do século passado e vem crescendo cada vez mais. 
Durante esse período, as empresas têm incorporado códigos de ética ou 
filosofias inspiradas nos critérios éticos. A autora ainda cita que a ética não se 
reduz a um fator apenas de estratégia empresarial, mas envolve a imagem da 
organização, o seu código de ética e a excelência que, nesse caso, abrange os 
diversos recursos da organização. 
 
 
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Do ponto de vista de Solomon (2006, p. 20), a ética empresarial não tem 
somente uma finalidade de proibição que é entendida por várias pessoas, mas 
como motivadora do bem, de uma vida bem-sucedida. 
A ética dos negócios não é uma área especializada da filosofia, nem 
apenas mais um fórum para o debate de políticas públicas; e tampouco 
é (como tantas vezes parece ser) um estranho subprodutos das 
ciências sociais. A ética dos negócios é uma espécie de entendimento 
e também uma parte essencial de uma prática, em que cultivamos 
certos tipos de caráter para nos ajustar a certos tipos de organizações 
e a um certo tipo de sociedade. 
O grande desafio das organizações é conseguir se atualizar de forma 
rápida para atender à sociedade atual, que vem passando por diversas 
transformações, impactando seu comportamento e suas questões éticas. 
1.1 Dimensões da ética empresarial 
Santos (2015) apresenta as cinco dimensões da ética empresarial. Essas 
dimensões foram desenvolvidas para que as pessoas compreendam que para 
refletir sobre ética é necessário analisar o contexto geral e não fragmentado. Ou 
seja, ter claro todas as dimensões que devem ser integradas e desenvolvidas de 
forma conjunta para desenvolver políticas éticas. Veja as cinco dimensões: 
1. Sustentabilidade: criar condições para um processo ser realizado, 
abordando os aspectos social, econômico e ambiental. 
2. Respeito à multicultura: o respeito às diferenças individuais deve permear 
todas as práticas éticas corporativas. 
3. Aprendizado contínuo: é necessário para acompanhar as novas 
realidades sociais e os possíveis impactos sociais. O conhecimento é 
fundamental para o desenvolvimento com ética. 
4. Inovação: as empresas precisam sempre inovar, e essa inovação deve 
ser utilizada para o desenvolvimento, implantação e acompanhamento de 
políticas ética. 
5. Governança corporativa: transparência, equidade, prestação de contas e 
responsabilidade corporativa. 
Essas dimensões servem para definir os limites da ética corporativa e 
também para conseguir operacionalizá-las com o acompanhamento do 
desenvolvimento da sociedade, que está em constante evolução. 
 
 
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A ética empresarial é construída por meio da evolução histórica, e isso 
leva um tempo, pois adotar uma postura ética inicialmente gera grandes 
mudanças, tanto negativas como positivas. Porém, as organizações não podem 
fechar os olhos para esse cenário nem para as exigências do mercado. 
Santos (2015, p. 9) complementa que 
A construção de políticas éticas corporativas é um processo contínuo, 
que requer o desenvolvimento da prática cotidiana, devendo ser 
subsidiado por normatizações e avaliações internas. A sua 
manutenção depende efetivamente dos exemplos dos gestores, dos 
controles internos, das práticas institucionais e da participação efetiva 
dos colaboradores. 
Implantar e desenvolver essas políticas é um grande desafio para as 
organizações. 
ROLÊ 1 – PROGRAMAS DE ÉTICA EMPRESARIAL 
A ética nas organizações e o compromisso com os valores éticos dentro 
das empresas são temas que vêm adquirindo grande relevância. As políticas 
éticas devem ser integradas na empresa como um todo. Elas devem ser 
contínuas, e não apenas sazonais. Todos os setores de uma organização devem 
ter consciência da importância de se agir de forma ética. Independentemente do 
nível hierárquico, o comportamento ético é para todos. 
Para Arruda, Whitaker e Ramos (2009), cada pessoa, por sua formação 
familiar, religiosa, educacional e social, atua conforme determinados princípios. 
No dia a dia, os valores pessoais podem coincidir ou conflitar com os valores da 
organização. Dessa forma, é fundamental a existência de padrões e políticas 
uniformes para que os colaboradores possam saber, em qualquer circunstância, 
qual a conduta adequada e apropriada. 
Os autores citam que os programas de ética são desenvolvidos por meio 
de um processo que envolve todos os integrantes da empresa, passando pelas 
seguintes etapas: 
1. sensibilização; 
2. conscientização; 
3. motivação; 
4. capacitação e adoção; 
5. adoção de um código de condutas baseado em princípios e valores 
perenes. 
 
 
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Após a sua adoção, a organização deve criar um comitê de ética para 
aconselhar nos diversos tipos de tomada de decisões. 
Veja no Quadro 1, os elementos importantes para a implantação de 
programas de ética nas organizações. 
Quadro 1 – Programas de ética 
Implantação de programas de ética nas organizações 
• Liderança ética e comprometimento da alta administração; 
• Declaração de valores e crenças; 
• Elaboração e implantação de um código de ética; 
• Criação de um comitê de ética; 
• Comunicação envolvendo a ética no trabalho; 
• Auditoria em ética; 
• A ética na avaliação de desempenho; 
• Relatório sobre as violações éticas. 
Fonte: Adaptado de Arruda; Whitaker; Ramos, 2009. 
Após a implantação, deve ser desenvolvido um trabalho de 
acompanhamento e adequação às circunstâncias internas e externas da 
organização. 
ROLÊ 2 – DESAFIOS AO DESENVOLVIMENTO DA ÉTICA EMPRESARIAL 
As organizações têm o grande desafio de constantemente atualizar suas 
práticas de maneira rápida para atender à sociedade, que vem passando por 
grandes transformações e mudanças. As mudanças impactam diretamente nas 
organizações, independentemente de qual alteração tenha ocorrido. 
Temos aqui o exemplo dado por Santos (2015) sobre a necessidade da 
revisão das leis, que surge de um desenvolvimento social, com uma sociedade 
com acesso mais rápido às informações, recebendo muitas influências e trocas 
culturais alicerçadas com alta tecnologia. A sociedade está em constante 
evolução e a ética é resultante dessa sociedade. Essas mudanças fazem com 
que as organizações necessitem reverdiversos aspectos, tais como: 
• políticas internas; 
• código de conduta empresarial; 
 
 
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• processos produtivos, certificações e forma de preservar o meio ambiente; 
• formas de avaliações dos profissionais; 
• estratégias de marketing e a forma de se relacionar com a sociedade, 
inclusive interna; 
• meios de comunicação; 
• relatórios e demonstrativos para divulgação das práticas éticas; 
• ações sociais. 
O autor ainda menciona que a revisão desses aspectos deve representar 
mudanças e desenvolvimento efetivos. Para isso, é necessário entender três 
fatores: 
1. Com o desenvolvimento social e a evolução da comunicação, nos 
deparamos em muitas situações novas, sendo que as leis e a sociedade 
nem sempre estão preparadas para elas, pois muitas vezes nem 
consideram a hipótese de que pode ocorrer o evento. Para isso, é 
importante acompanhar tendências sociais e ser ágil para ações eficazes 
e no tempo necessário. Uma falta de postura ou de ação da empresa pode 
levar até a uma crise ou desgaste na imagem do produto ou da instituição. 
2. A ética e a responsabilidade social devem ser práticas cotidianas. Por 
meio de suas políticas, devem ter ações cotidianas. Não adianta a 
empresa possuir um rígido código de ética, se não é aplicado ou se na 
prática não reflete a sua realidade. 
3. Há a necessidade não apenas de tolerância, mas de aceitar, respeitar, 
conviver e saber que há muito para aprender com a multicultura. As 
práticas e políticas éticas podem contribuir muito para o relacionamento 
harmônico e respeitável. 
Morin (2005) direciona os desafios para o ser humano, apontando que ele 
não consegue escolher a informações pertinentes à decisão pela sua 
insuficiência de senso crítico. O que é complementado por Bazerman 
e Tenbrusel (2011), que mencionam que as pessoas não reconhecem 
os problemas éticos e dão respostas diferentes às esperadas em 
virtude de treinamentos em ética são falhos, isto é, as intervenções 
éticas falam pois estão baseadas em um falso sentimento de que as 
pessoas reconhecem um dilema ético quando se deparam com ele. 
As organizações enfrentam desafios constantemente, e não seria 
diferente com as questões éticas. 
 
 
 
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TRILHA 1 – CLIMA ÉTICO 
O gestor tem um papel extremamente importante na gestão ética, pois ele 
deve manter o clima ético na organização. De acordo com Andrew (1989), 
existem três aspectos no desenvolvimento da ética empresarial que devem ser 
considerados: o desenvolvimento do executivo como uma pessoa moral, a 
influência da organização como um ambiente moral e as ações necessárias para 
manter a conduta da organização econômica e eticamente orientada. 
O clima ético é um importante componente do clima organizacional e da 
cultura da organização, que inclui padrões de comportamento, valores, normas 
e rituais, como vimos anteriormente. Apresenta os valores, práticas e 
procedimentos que envolvem comportamento e atitudes ética da instituição. 
Para Arruda (2002), as organizações com forte clima ético são aquelas 
que claramente comunicam as normas sobre a forma como a organização deve 
responder às questões morais de seus membros. Assim, frente a um dilema 
ético, os indivíduos pertencentes a organizações com forte clima ético tendem a 
escolher comportamentos que resultam em um menor número de ocorrências 
associadas a decisões éticas. O comportamento ético dos funcionários é 
fortemente influenciado pela percepção das políticas, da prática organizacional 
e do clima ético. 
Arruda apresenta o trabalho de Navran (2002) sobre clima ético: 
O princípio básico do modelo de Navran é o da congruência ou 
consistência: a pessoa, individualmente, e a organização são mais 
eficientes quando há congruência entre os valores e as crenças a 
respeito de como o trabalho deve ser feito e as expectativas e 
exigências da organização em relação ao sucesso. O conjunto de 
expectativas percebidas e exigidas é denominado clima ético. 
O modelo de Navran preocupou-se em descrever a preocupação dos 
funcionários em relação ao clima ético. 
TRILHA 2 – RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL E 
SUSTENTABILIDADE 
Para que a empresa foi criada? Para que serve o negócio e qual a 
contribuição dele para a sociedade? Conforme mencionado por Barak (2013), 
em 1953 Bowen definiu a responsabilidade social empresarial, citando que é de 
responsabilidade da empresa adotar políticas que, além de alcançar os objetivos 
organizacionais, valorizem a sociedade. 
 
 
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A Responsabilidade Social Empresarial (RSE) consiste em um grupo de 
iniciativas que as empresas integram às suas atividades, como natureza ética, 
social e ambiental, buscando alcançar os objetivos organizacionais, respeitando 
e cuidando dos recursos naturais e ambientais para as futuras gerações, e 
também buscando reduzir a desigualdade social. 
No Brasil, temos o Instituto Ethos1 que é referência nesse tema. Trata-se 
de uma organização não governamental que criou indicadores de 
responsabilidade social. Sua missão é mobilizar, sensibilizar e ajudar as 
empresas a gerir seus negócios de forma socialmente responsável, tornando-as 
parceiras na construção de uma sociedade justa e sustentável. 
De acordo com o Instituto Ethos, uma empresa socialmente responsável 
é aquela na qual a atividade econômica é orientada para a geração de valor 
econômico-financeiro, ético, social e ambiental. Sua produção deve se 
preocupar em reduzir o consumo de bens naturais e promover e manter o 
desenvolvimento sustentável da sociedade, ou seja, as empresas devem 
incorporar nos seus negócios a sustentabilidade e a responsabilidade social. 
Você já ouviu falar do tripé da sustentabilidade? 
Claro, Claro e Amâncio (2014) citam que uma empresa sustentável é 
aquela que contribui para o desenvolvimento sustentável ao gerar, 
simultaneamente, benefícios econômicos, sociais e ambientais — conhecidos 
como os três pilares do desenvolvimento sustentável. Esses três pilares referem-
se ao balanceamento da proteção ambiental com o desenvolvimento social e 
econômico, induzindo um espírito de responsabilidade, no qual a exploração de 
recursos materiais, os investimentos financeiros e as rotas de desenvolvimento 
tecnológico deverão adquirir sentido harmonioso. 
 
 
1 Acesse o site do Ethos e conheça mais sobre o trabalho do instituto e os indicadores de 
desempenho das empresas socialmente responsáveis. Disponível em: 
. Acesso em: 29 maio 2020. 
 
 
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Figura 2 – Triple Bottom Line 
 
Fonte: UFSM. 
Para que a empresa obtenha desenvolvimento sustentável, é necessário 
alinhar o tripé da sustentabilidade ao planejamento estratégico da empresa. 
ELO 
Nesta aula, abordamos a ética nas organizações: as suas dimensões, os 
programas de ética e também os desafios ao seu desenvolvimento. 
Foi apresentado o clima ético que é tão importante dentro de uma 
organização, pois refere-se aos valores e aos comportamentos éticos, assunto 
que iniciamos nos conteúdos anteriores. 
Fechamos com o tema responsabilidade social e sustentabilidade, que 
também são considerados práticas éticas nas empresas. 
Mais adiante iremos entrar na esfera do direito nas organizações. 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
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set./out., 1989. 
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Paulo: Negócio, 2002. 
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de Administração de Empresas, São Paulo, v. 40, n. 3, p. 26-35, jul./set., 2000. 
_____. WHITAKER, M. C.; RAMOS, J. M. R. Fundamentos de ética 
empresarial e econômica. São Paulo: Atlas, 2001. 
BARAKAT, S. R. Alinhamento entre responsabilidade social corporativa e 
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Administração) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013. 
BAZERMAN, M. H.; TENBRUSEL, A. E. Antiético, eu?Descubra por que não 
somos tão éticos quanto pensamos e o que podemos fazer a respeito. Rio de 
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CENCI, A. V. O que é ética: elementos em torno de uma ética geral. 2. ed. Passo 
Fundo: A V. Cenci, 2001. 
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sustentabilidade nas organizações. Revista de Administração (RAUSP), 
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PFANNEMULLER, C. M. A inserção de princípios éticos na gestão 
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GALLO, S. Ética e cidadania: Caminhos da Filosofia (elementos para ensino de 
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MAXIMIANO, A. C. A. Teoria Geral da Administração: da revolução urbana à 
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MORIN, E. O método 6: ética. Porto Alegre: Sulina, 2005. 
MOREIRA, J. M. A ética empresarial no Brasil. São Paulo: Pioneira, 1999. 
SANTOS, F. A. Ética empresarial. São Paulo: Atlas, 2015. 
SOLOMON, R. C. Ética e excelência: cooperação e integridade nos negócios. 
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006. 
SOUZA, M. C. Ética no ambiente de trabalho: uma abordagem franca sobre a 
conduta ética dos colaboradores. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009

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