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PROTEA-R 
Sistema de Avaliação da Suspeita de Transtorno do Espectro Autista 
 
ESPAÇO APSE – Atendimento Personalizado em Saúde Emocional 
Destinado a crianças de 24 a 60 meses, especialmente àquelas não verbais, suspeita de TEA e outros 
transtornos de comunicação. 
Surgiu com a necessidade de sistematizar a observação clínica em avaliações e reavaliações de crianças 
com suspeita de TEA. 
Objetivo de orientar profissionais quanto à presença ou ausência de sinais de alerta para TEA. 
 
Objetivo: 
O sistema PROTEA-R de Avaliação da suspeita de TEA, está dividido em três eixos: 
1. Entrevista de Anamnese 
2. Protocolo de Avaliação Comportamental para crianças com suspeita de TEA – versão revisada não 
verbal (PROTEA-R-NV) 
3. Entrevista Devolutiva 
 
É um instrumento interdisciplinar que tem como objetivo principal o rastreamento da presença de 
comportamentos inerentes à sintomatologia do TEA, com fins de sistematização da observação clínica 
do desenvolvimento infantil. 
Importante salientar que o PROTEA-R não é um sistema de diagnóstico do TEA, mas sim um meio de 
avaliar habilidades pré-linguísticas, por meio de situações semi estruturadas de brincadeira. 
 
APLICAÇÃO: 
 Realizada individualmente 
 as instruções e pontuação, devem ser seguidas rigorosamente 
 a avaliação não tem tempo limite 
 idealmente, a avaliação contempla além da Anamnese e Devolutiva – 3 sessões de observação 
do comportamento infantil (+- 45 minutos cada). 
 Anamnese e Devolutiva – 3 sessões de observação do comportamento infantil (+- 45 minutos 
cada). 
 
MATERIAIS NECESSÁRIOS: 
 Kit de Brinquedos 
 Livro de Instruções 
 Protocolo de Registro 
 Gravador de Vídeo 
 Caneta 
 
CONTEXTO DE AVALIAÇÃO: 
 Mesmo não tendo fins diagnósticos (nosológico), permite rastrear a presença de 
comportamentos caraterísticos de TEA com vistas à identificação de risco para o 
desenvolvimento infantil, possibilitando o encaminhamento para intervenção precoce. 
 É útil nos contextos clínicos, institucionais (saúde e educação) e de pesquisa. 
 Anamnese – pautada nos critérios diagnósticos de TEA –DSM-5 
 
O 1º EIXO DO PROTEA-R: 
 Anamnese – pautada nos critérios diagnósticos de TEA –DSM-5 
O 2º EIXO DO PROTEA-R: 
 Constituído pelo Protocolo de Avaliação Comportamental, organizado em 3 áreas 
(17 itens ao todos, que devem ser codificados em termos de qualidade e frequência) 
 
PROTEA-R 
Sistema de Avaliação da Suspeita de Transtorno do Espectro Autista 
 
ESPAÇO APSE – Atendimento Personalizado em Saúde Emocional 
1. COMPORTAMENTO SOCIOCOMUNICATIVO (8 ITENS) 
 Comportamentos de iniciativa e resposta de atenção compartilhada. 
 imitação 
 engajamento social 
 sorriso 
 busca e resposta ao contato físico – afetivo 
 busca de assistência e protesto e/ou retraimento à interação. 
 
2. QUALIDADE DA BRINCADEIRA (6 ITENS) 
 Ações referentes à exploração dos brinquedos 
 Forma da exploração 
 Coordenação Visuomotora 
 Brincadeira Funcional 
 Brincadeira simbólica 
 Sequencia da brincadeira simbólica. 
 
3. MOVIMENTOS REPETITIVOS E ESTEREOTIPADOS DO CORPO (3 ITENS) 
 Comportamentos repetitivos de mãos e de outras partes do corpo 
 Comportamentos auto lesivos. 
 
O 3º EIXO DO PROTEA-R: 
 Devolutiva 
Pressupostos teóricos acerca de fatores emocionais (especialmente parentais) implicados no processo 
de avaliação de uma suspeita de TEA no filho (a). 
Assim, na devolutiva são apresentadas as diretrizes de conduta e manejo do avaliador, bem como, 
instruções para a elaboração do plano terapêutico subsequente. 
 
Entrevista de anamnese do sistema Protea-r de avaliação da suspeita de tea e instruções para sua 
condução. 
➢ Anamnese tem como objetivo investigar a história da criança, ou seja, todos aqueles aspectos 
que podem ser importantes para compreender o motivo da avaliação (queixa da família). 
➢ Desde gestação até o momento da avaliação. Apresentada em formato de entrevista 
semiestruturada e está pautada nos critérios diagnósticos do DSM-5. 
➢ São investigados os aspectos motores, comunicativos (verbais e não verbais), cognitivos, 
socioemocionais, e de brincadeira. 
➢ Também são coletadas informações acerca dos primeiros sinais que desencadearam 
preocupação nos pais ou responsáveis. 
 
PREPARANDO O AMBIENTE: ADEQUAÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO E SELEÇÃO DE BRINQUEDOS 
 Com relação ao espaço físico, é fundamental que a avaliação seja realizada em uma sala sem 
excesso de estímulos visuais e auditivos. 
 Com relação aos brinquedos, especificamente, propõe-se organização de 3 settings: 
 
 1º SETTING: 
Organizado no chão da sala, deve contemplar objetos propícios a: 
 Exploração Livre 
 Brincadeira simbólica, assim como: 
 Brinquedos acondicionados em uma caixa com tampa e um pote com tampa de rosca (ambos 
transparentes para que a criança veja o conteúdo). 
PROTEA-R 
Sistema de Avaliação da Suspeita de Transtorno do Espectro Autista 
 
ESPAÇO APSE – Atendimento Personalizado em Saúde Emocional 
Disposição dos brinquedos no chão da sala 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Isso foi planejado para eliciar comportamentos de busca de auxílio do avaliador. 
Caso a criança não busque auxílio para abrir o pote espontaneamente, recomenda-se que o clínico, em 
determinado momento, chame a atenção dela para os brinquedos de dentro do pote, colocando-o em 
seu campo de visão, movimentando-os e tecendo comentários que possam torna-lo atrativo (por ex: 
“hum tem um cachorro aqui dentro, eu acho que ele está com fome”...) 
Em seguida, pode largar o pote na frente da criança e aguardar alguns segundos para ver a sua reação. 
 
2º SETTING: 
Organizado em uma mesa: 
 deve ter brinquedosde encaixe (de formas geométricas simples e de forma mais elaborada). 
 quebra cabeça. 
 material gráfico (sulfite / lápis de cor). 
 
 
 
 
 
Caso a criança não procure a mesa e os objetos dispostos em cima da mesa, é importante que o clínico 
tente direcioná-la para esse setting, podendo fazê-lo vinculando com alguma brincadeira prévia que 
tenha agradado a criança. 
 
Por exemplo, pode pegar um carrinho e simular uma corrida até a mesa, depois uma corrida em cima da 
mesa, de modo que a criança já tenha que sentar na cadeira, ou ainda o clínico pode convidar a criança 
para desenhar algo que tenha aparecido no setting anterior, como sua comida favorecida, após um 
contexto de brincadeira simbólica com o kit de chá. 
 
PROTEA-R 
Sistema de Avaliação da Suspeita de Transtorno do Espectro Autista 
 
ESPAÇO APSE – Atendimento Personalizado em Saúde Emocional 
3º SETTING: 
Refere-se à caixa do avaliador que contém objetos que estimulam reações sensoriais (incluindo 
brinquedos sonoros, luminosos e que produzem movimento). 
OBS: a caixa deverá ser opaca e ficar sobre um armário, sendo utilizada em um momento específico. 
 
 
 
 
 IMPORTANTE: 
 que a criança esteja sob controle do clínico, de modo que só ele tenha acesso aos brinquedos, os 
quais devem ser apresentados um a um. 
 que se respeite uma ordem na apresentação dos brinquedos da caixa – 1º os brinquedos com 
algum tipo de efeito (luz, som, movimento) – 2º dedoches – 3º bolhas de sabão. 
OBS: Os brinquedos sonoros devem ser do tipo que se possa desligar a qualquer momento sem 
necessidade de se esperar pelo término do estímulo (caso a criança reaja negativamente). 
 
CONEXTO DA AVALIAÇÃO: 
Cada sessão deve ser ORGANIZADA para que ocorra em 2 contextos diversos: 
Essa organização tem como objetivo proporcionar diferentes situações interativas a fim de potencializar 
a resposta da criança. 
IMPORTANTE: 
 Caso a criança não fique sozinha com você, coloque um dos pais ou responsáveis para que 
acompanhe as sessões, permanecendo dentro da sala de atendimento. 
 Para tanto, faz-se necessário que o acompanhante seja preparado e orientado quanto ao que 
deve ou não fazer. 
 
CONTEXTO DE BRINCADEIRA LIVRE: 
Duração aproximada de 15 minutos 
Objetivo: Avaliar principalmente (mas não exclusivamente) 
 
 Iniciativas e resposta de Avaliação Compartilhada 
 Imitação de cunho complexo(imitação simbólica) 
 Engajamento Social 
 Brincadeira Simbólica 
 Busca e resposta ao contato físico afetivo. 
 
Caso seja a primeira vez da criança. 
Para fins de familiarização com o espaço físico recomenda-se que inicialmente entrem e permaneçam 
na sala apenas a criança e um dos cuidadores (importante orientá-los antes para que não abram pares e 
caixas). 
Após cerca de 1 minuto, o clínico deve bater na porta, anunciando sua entrada (discreta e não intrusiva), 
cumprimentar o cuidador e a criança e se dirigir ao setting em que a criança esteja próxima. 
PROTEA-R 
Sistema de Avaliação da Suspeita de Transtorno do Espectro Autista 
 
ESPAÇO APSE – Atendimento Personalizado em Saúde Emocional 
IMPORTANTE: 
Ainda considerando a primeira vez da criança, evitar num 1º momento aproximar-se muito da criança 
ou tocá-la. 
Sentar-se no chão, mantendo certa distância e avaliar em que medida a criança permite maior 
aproximação. 
Indica-se tentar engajar a criança nas brincadeiras, por meio de comentários breves e da demonstração 
de um dos brinquedos. 
 
Exemplo: 
Poderá pegar um carrinho dizendo: “Que legal esse carrinho, eu acho que deve andar muito rápido.. Vou 
testar para ver se as rodas dele são boas mesmo”... E, em seguida, deverá jogar o carrinho em direção 
da criança e aguardar sua reação. 
 
Quando o avaliador perceber que a criança se interessou por algum brinquedo apresentado, deve-se 
permitir que ela o explore sozinha por alguns minutos antes de fazer outras demonstrações com o 
mesmo objeto ou trocá-lo. 
 
IMPORTANTE: 
Retirar os brinquedos gradualmente de circulação... Assim, após manipular os brinquedos do Setting 
organizado no chão é necessário coloca-los fora do alcance e visão da criança. 
Nesse momento, o avaliador poderá dar pequenas explicações à criança, como: 
“Agora vou guardar esses brinquedos para te mostrar outros, bem legais também...” 
CONTEXTO DE BRINCADEIRA SEMIESTRUTURADA: CAIXA E MESA 
Duração aproximada: 30 minutos 
Objetivo: Eliciar comportamentos de busca de assistência e investigar a presença de respostas atípicas... 
Ex: uso repetitivo de objetos, maneirismos motores... 
Assim como avaliar brincadeira exploratória e funcional (sobretudo, 
habilidades com encaixes e atividades gráficas, incluindo o desenho). 
 
CONDUTA DO EXAMINADOR: 
É importante respeitar uma ordem para a demonstração dos brinquedos da caixa. 
1º - devem ser apresentadas aqueles com algum tipo de efeito (luz, som e movimento), 
2º - os “dedoches” 3º - bolhas de sabão. 
 
Vale destacar que a apresentação dos brinquedos com efeitos sonoros ou visuais deve ser feito 
verbalmente em um primeiro momento, antecipando à criança que o brinquedo fará barulho ou 
acenderá alguma luz e só depois devem ser acionados. 
 
A 1º ação deve ser realizada mantendo certa distância da criança e avaliando sua reação para depois se 
aproximar. 
 
É fundamental que o examinador tenha o controle da caixa, por isso deve-se evitar baixá-la e deixar ao 
alcance da criança, pois ela pode querer pegar os brinquedos, comprometendo a avaliação. 
É importante ressaltar que a duração sugerida para ambos os contextos é flexível. O momento do 
deslocamento da criança para a mesa deve levar em conta seu interesse em se aproximar da mesa para 
explorar os brinquedos. 
 
PROTEA-R 
Sistema de Avaliação da Suspeita de Transtorno do Espectro Autista 
 
ESPAÇO APSE – Atendimento Personalizado em Saúde Emocional 
ÁREA 1 – COMPORTAMENTO SOCIOCOMUNICATIVO 
1. Iniciativa de atenção compartilhada (IAC) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Objetivo: 
 Avaliar se a criança toma iniciativa de convidar o avaliador para brincar ou de: 
 Demonstrar para ele seu interesse por alguns estímulos externo (objetos, brinquedos, desenhos, 
acontecimentos, brincadeiras, etc). 
 
Objetivo de examinar se a criança tenta direcionar a atenção do avaliador para brinquedos / eventos de 
interesse dela própria, de forma espontânea, para compartilhar seu interesse (com propósito 
declarativo) ou se não apresenta iniciativa. 
É importante salientar que a questão aqui não é se a criança interage, ou não, mas se ela efetivamente 
convida o avaliador para brincar. 
 
A IAC é manifestada por meio de gestos ou outros atos comunicativos (por exemplo, mostrar, apontar, 
trazer objetos para o avaliador), coordenados com o olhar (criança alterna o olhar entre o brinquedo / 
objeto e o rosto do avaliador de modo a deixar clara seu intenção de “captar” o interesse e atenção do 
avaliador para a brincadeira). 
Esse ato comunicativo também pode estar acompanhado de expressões afetivas (por ex, sorriso). 
Se o comportamento de IAC estiver presente, deve- se observar em que contextos ocorre, ou seja, se 
ele aparece em uma variedade de situações ou somente em atividades repetitivas (estereotipadas) da 
criança. 
 Para confirmar se houve o compartilhamento de interesse é importante que o avaliador observe se a 
criança mantém sua atenção ao objeto (por ex, sorri) enquanto o adulto o manipula. 
Não devem ser considerados como IAC gestos ou outros atos comunicativos utilizados para pedir ajuda 
(por ex. para alcançar ou para fazer funcionar algum brinquedo). 
 
 Modelo de conduta do avaliador para investigar IAC: 
 Permitir que a criança explore sozinha um determinado brinquedo, sem a interferência do 
avaliador. 
 É preciso dar tempo para que a iniciativa ocorra, se for o caso. 
 Quando a criança apresentar comportamento de IAC é importante que o avaliador reaja de 
forma empática e contingente. Nesse momento, pode-se dar a brincadeira com troca de turnos, 
isto é, com alternância de participação criança-avaliador. 
 
 
PROTEA-R 
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ESPAÇO APSE – Atendimento Personalizado em Saúde Emocional 
2. Resposta de Atenção Compartilhada (RAC) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Objetivo: 
 Avaliar se a criança responde as iniciativas de interaçãodo avaliador, incluindo convites para 
brincar. 
 Observar: 
 se ela, por exemplo, segue os gestos de apontar do avaliador. 
 se troca turnos com ele durante a brincadeiras. 
Salienta-se que deve haver algum indicativo de que a criança prestou atenção no avaliador e não 
somente no objeto apresentado. 
 A RAC é manifestada por meio de gestos ou outros atos comunicativos (por exemplo, pegar ou tocar 
em objetos oferecido) coordenados com o olhar, podendo também estar acompanhado de expressões 
faciais e de mudança de postura/orientação corporal. 
 
Se o comportamento de RAC estiver presente, observar-se: 
 aparece em uma variedade de situações ou 
 somente em atividades repetitivas (estereotipadas) da criança. 
 Além disso, observar se a criança pega objetos oferecidos de forma espontânea ou somente após 
insistência do avaliador. 
 
Modelo de conduta do avaliador para investigar RAC: 
 Apresentar algum brinquedo para a criança e fazer algum comentário breve, 
 Fazer gestos e expressões faciais contingentes, 
 Emitir o som (por ex. se apresentou um cachorrinho, dizer au-au), a fim de compartilhar com a 
criança seu próprio interesse pelo objeto, 
 Em seguida, oferecer o brinquedo para a criança e a convidar para brincar. 
 
3. Imitação (IM) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROTEA-R 
Sistema de Avaliação da Suspeita de Transtorno do Espectro Autista 
 
ESPAÇO APSE – Atendimento Personalizado em Saúde Emocional 
Objetivo: 
 Identificar a presença de comportamento imitativo na criança. É fundamental que o avaliador 
diferencie: 
 
Aprendizagem por imitação: Quando o foco de interesse da criança está na interação com o adulto 
Aprendizagem por emulação: Quando o foco de interesse da criança está nas propriedades do 
brinquedo 
 
Observar: 
 se a criança reproduz INTENCIONALMENTE (não acidentalmente) algum tipo de 
 gesto, expressão facial ou ações demonstradas pelo avaliador e, 
 em que contexto esse comportamento aparece (em uma variedade de situações ou apenas em 
situações restritas), além disso, na aprendizagem por imitação o FOCO DE INTERESSE DA 
CRIANÇA DEVESER: 
➢ O comportamento do avaliador (por ex. bater no tambor com as mãos e não apenas o efeito de 
sua ação, como o barulho do tambor, não importando se é ou não com as mãos). 
➢ Se o comportamento de IM estiver presente, observar se a criança alternará turnos com o 
avaliador. 
 
Modelo de conduta do avaliador para investigar IM: 
 Para verificar a presença de aprendizagem por imitação com o objeto, o avaliador deve 
apresentar um brinquedo mecânico para a criança, certificando-se de que o objeto esteja no 
campo visual dela e acioná-la (demonstrar como operar o objeto). 
Depois disso, entregar o brinquedo para a criança e observar sua reação. 
 
Durante a execução da atividade, o avaliador deve fazer comentários breves. 
 Gestos e expressões faciais contingentes, a fim de tornar o objeto atrativo e a brincadeira 
divertida. 
 Outro exemplo de imitação, em situação diádica (sem mediação de objetos) é quando o adulto 
bate palmas ¨festejando” algum acontecimento durante a brincadeira e a criança também o faz. 
4. Engajamento Social (ES) 
 
 
 
 
 
 
Objetivo: 
 Avaliar se a criança se engaja em brincadeiras com o avaliador sem o uso de brinquedos. Caso o 
comportamento de ES esteja presente, 
 Observar: 
PROTEA-R 
Sistema de Avaliação da Suspeita de Transtorno do Espectro Autista 
 
ESPAÇO APSE – Atendimento Personalizado em Saúde Emocional 
 se a criança inicia (convida o parceiro) e /ou 
 responde (aceita os convites do parceiro) às brincadeiras sem o uso de objetos nos casos em que 
a criança NÃO INICIA, mas responde ao ES, deve-se observar se essa aceitação ocorre: 
 De forma rígida (sempre no mesmo na mesma brincadeira) 
 Espontânea / Flexível (aceita variações na Formato) conduta do avaliador 
 
Além disso, observar se o ES aparece: em uma variedade de situações ou somente em atividades 
repetitivas (estereotipadas). 
 
 Modelo de conduta do avaliador para investigar ES: 
 Quando a criança estiver sentada (preferencialmente no chão) próximo do avaliador, apresentar 
algum objeto para iniciar a brincadeira. 
 Inicialmente, encostar esse objeto na criança, para que sinta e toque. 
 Em seguida, retirar o brinquedo da cena interativa e iniciar brincadeira diádica, podendo ser a de 
fingir que vai fazer cócegas ou cantar uma música e convidar a criança para dançar, tocando-lhes 
as mãos. 
Observar: 
Se a criança responde a esse convite e como ela reage (é importante não insistir caso a criança não 
permita ou reaja mal ao toque). 
 
# ATENÇÃO: 
Neste item não deve ser pontuada a reação da criança no momento do uso do brinquedo em seu corpo, 
pois isso serve apenas para prepara-la para o toque, caso não surja uma oportunidade natural. 
 
5. Sorriso (sor) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Objetivo: 
 Avaliar se a criança entrou na atmosfera prazerosa da brincadeira, por meio da presença e 
qualidade do sorriso. 
 É importante avaliar se ela apresenta sorriso espontâneo e recíproco, dirigindo ao adulto e junto 
com o adulto... Ou se, o sorriso é difuso (quando a criança sorri apenas por causa de alguma 
sensação provocada pelo brinquedo, ou, ainda, sem motivo aparente). 
 
Se o SOR estiver presente, observar se ele aparece espontaneamente ou apenas em resposta ao sorriso 
do avaliador. 
Verificar ainda se o SO se mostra acompanhado de contato visual, gestos ou vocalização dirigidas ao 
avaliador, bem como se é adequado ao contexto (identificar motivo desencadeador). 
 
PROTEA-R 
Sistema de Avaliação da Suspeita de Transtorno do Espectro Autista 
 
ESPAÇO APSE – Atendimento Personalizado em Saúde Emocional 
Modelo de conduta do avaliador para investigar SOR: 
 
 Quando a criança sorrir e esse sorriso for acompanhado de olhar, gestos ou vocalizações dirigidas 
para o avaliador, este deve sorrir de volta para a criança, podendo comentar sobre a brincadeira 
ou brinquedo que a criança esteja manipulando de forma claramente contingente ao sorriso. 
 Quando a criança estiver manipulando algum brinquedo e dirigir o olhar, gestos ou vocalizações 
para o investigador, sorrir para a criança e verificar se ela responde com sorriso em reciprocidade. 
 Nas situações em que a criança sorrir e não dirigir o olhar, gestos ou vocalizações concomitantes 
direcionados ao avaliador (gerando duvida sobre a motivação do sorriso da criança), o avaliador 
poderá intervir, manipulando o objeto no formato que parece ter sido prazeroso para a criança, 
sorrir em direção a ela e verificar se a criança sorri novamente, corroborando a reciprocidade e 
espontaneidade subjacente ao aparecimento do sorriso. 
 
6. Busca de resposta do contato físico afetivo (CFA) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Objetivo: 
 Se a criança busca e/ ou responde ao contato ou proximidade física do adulto de forma típica e 
espontânea...OU 
 se não apresenta esses comportamentos. 
 
O foco é avaliar algum tipo de intimidade e carinho que se estabelece entre a criança e o avaliador 
EVIDENCIADO pelo contato físico afetivo. 
Se o comportamento de busca ao CFA estiver presente SOMENTE EM MOMENTOS DE INTERESSE 
SENSORIAL, 
 
Observar: 
 se aparece em uma variedade de situações ou 
 apenas para se apoiar no avaliadorparaexecutar melhor uma atividade. 
 Além disso, observar se a criança busca o CFA de forma espontânea OU somente responde ao contato 
físico estabelecido pelo avaliador. 
 
IMPORTANTE: 
Destacar que se entende por resposta ao CFA demonstrações por parte da criança que remetem à 
sensação de bem estar e receptividade ao “carinho”, como se aconchegar, sorrir e se aproximar. 
 
 
PROTEA-R 
Sistema de Avaliação da Suspeita de Transtorno do Espectro Autista 
 
ESPAÇO APSE – Atendimento Personalizado em Saúde Emocional 
Modelo de conduta do avaliador para investigar CFA: 
 No contexto de alguma brincadeira (preferencialmente no chão), quando a criança executar um 
ação contingente, elogiá-la, tocando em seu ombro, por exemplo, carinhosamente e observar 
sua reação. 
 
7. Busca de Assistência (BA) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Objetivo: 
 Avaliar se a criança utiliza gestos (mostrar, apontar, trazer objetos para o avaliador) 
coordenados com o olhar e ou com vocalizações (com a finalidade de buscar assistência). 
 
Observar: 
 se a criança integra ou não diferentes canais comunicativos (gestos, contato visual, vocalizações) 
ou ainda, se apresenta o comportamento de (BA) apenas de forma não convencional. 
 
Modelo de conduta do avaliador para investigar BA: 
 Apresentar algum brinquedo com propriedades atrativas para a criança e, depois de demonstrar 
seus efeitos, retirá-los de seu alcance imediato e aguardar algum “pedido” por parte dela. 
caso a criança tome a iniciativa de abrir as caixas e potes, aguarde sua tentativa e evite antecipar-se, 
abrindo-os por ela. 
 
8. Protesto / Retraimento (P/R) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Objetivo: 
 Avaliar se a criança tenta evitar a interação com o adulto quando este se aproxima dela, a toca 
ou tenta engajá-la em brincadeiras. 
 Se o comportamento de (P/R) estiver presente, observar: 
 se aparece de forma branda (e: dá as costas ou afasta a mão do adulto) 
 ativa (e: afasta-se, encolhe-se em um canto) 
 Intensa (e: afasta-se e grita ou agita-se) 
PROTEA-R 
Sistema de Avaliação da Suspeita de Transtorno do Espectro Autista 
 
ESPAÇO APSE – Atendimento Personalizado em Saúde Emocional 
 IMPORTANTE: 
 Destacar que esse item avalia reações de (P/R) à interação e não deve ser pontuado com base 
em situações nas quais a criança proteste ou retraia-se à apresentação ou retirada de objetos (e: 
quando o avaliador aciona um objeto que acaba por assustá-la ou quando algum brinquedo é 
guardado e a criança grita ou chora). 
 O avaliador deve pontuar esse item mesmo que a criança tenha protestado ou se retraído uma 
única vez. 
 Modelo de conduta do avaliador para investigar P/R: 
 Aproximar-se da criança e colocar a mão levemente sobre seu ombro, movimentando 
lentamente e carinhosamente durante a interação. 
 Nas brincadeiras com objetos tentar propor alguma forma debrincadeira diferente com ele, sem 
modificar totalmente o formato da atividade que a criança criou (ex: a criança está alinhando 
uma série de carrinhos e o avaliador tentar empilhar somente um deles sobre o outro ou 
movimentá-lo de forma funcional, fazendo o barulho do carro e colocando de volta em seu lugar 
em poucos segundos). 
 Tentar participar das atividades em vários momentos diferentes. 
 
 ÁREA 2 – QUALIDADE DA BRINCADEIRA 
 
9. Exploração dos Brinquedos (EXB) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Objetivo: 
 Avaliar a gama de objetos manipulados / explorados pela criança em termos de abrangência de 
objetos disponíveis manipulados pela criança durante a sessão. 
 A abrangência se difere da frequência do comportamento, uma vez que a criança pode brincar 
várias vezes com o mesmo brinquedo e não explorar outros objetos disponíveis. 
 
Considera-se, nesse item, a exploração das propriedades físicos e sensoriais dos brinquedos / objetos 
(bater, rolar, sacudir) não sendo exigido que estes sejam utilizados no contexto de brinquedos com o 
adulto. 
 
Modelo de conduta do avaliador para investigar EXB: 
 Aguardar se a criança espontaneamente procura explorar todos os brinquedos disponíveis. 
 No caso dela fixar-se na manipulação de um dos brinquedos, o avaliador “poderá chamar a 
criança pelo nome e, sorrindo, mostrar outros objetos a ela, explorando-os dentro do seu campo 
visual”. 
 
PROTEA-R 
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ESPAÇO APSE – Atendimento Personalizado em Saúde Emocional 
10. Forma de Exploração (FEX) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
# APENAS SE ASSINALADO A, B ou C Item 9 
 
Objetivo: 
 Avaliar a forma como a criança explora os brinquedos, em termos de FLEXIBILIDADE DA 
EXPLORAÇÃO (refere-se à variedade de ações) da criança com os objetivos ao explorar suas 
múltiplas propriedades, tais como FORMAS E TEXTURA. 
 
OBSERVAR: 
 Se a exploração ocorre de diferentes formas (bater, rolar e sacodir) de forma muito breve, de 
forma atípica e ou repetitiva. 
 Modelo de conduta do avaliador para identificar FEX: 
 É difícil avaliar se a brincadeira é repetitiva ou atípica (estereotipada) em crianças muito 
pequenas. 
➢ Por isso, se a criança estiver realizando uma ação repetidamente, deve-se tentar interromper 
delicadamente a brincadeira (ex. se ela está girando um objeto, tocar o brinquedo rapidamente; 
se ela estiver alinhando ou enfileirando objetos, mudar a ordem da “fila”, como se estivesse 
brincando e não “provocando”) e observar sua reação. 
 
Quando a atividade tem caráter repetitivo, a resposta da criança a essas intervenções tende a ser 
negativa (e: chorar, gritar, retirar-se). 
 
11. Coordenação Visuomotora (CV) 
 
 
 
 
 
 
 
PROTEA-R 
Sistema de Avaliação da Suspeita de Transtorno do Espectro Autista 
 
ESPAÇO APSE – Atendimento Personalizado em Saúde Emocional 
Objetivo: 
 Avaliar se a criança segura os brinquedos adequadamente de modo a conseguir explorá-los 
visualmente ou se, ao contrário, não coordena o olhar com a manipulação. 
 
Modelo de conduta do avaliador para investigar (CV): 
 Apresentar diferentes brinquedos para a criança, colocando-os próximos de suas mãos. 
 Observar se ela pega e olha para os brinquedos adequadamente durante a exploração, 
 Nos casos em que a criança não pegar nenhum objeto é importante que o avaliador estimule o 
aparecimento desse comportamento (e. colocar delicadamente algum brinquedo diretamente 
na mão da criança). 
 
12. Brincadeira Funcional (BF) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Objetivo: 
 Avaliar se a criança manipula objetos / brinquedos não apenas com fins exploratórios, mas de 
acordo com suas funções. 
 Se a BF estiver presente, observar a gama de objetos operados funcionalmente (muitos ou 
poucos) bem como a consistência do comportamento (se inicia e completa a ação) e sua 
flexibilidade (variedade de ações que a criança realiza com os brinquedos). 
 
Modelo de conduta do avaliador para investigar (BF): 
 Oferecer à criança alguns brinquedos que favorecem esse tipo de brincadeira, como a máquina 
fotográfica, o piano ou carrinho. 
 Aguardar, então, a ação que a criança realizará com o brinquedo. 
 
13. Brincadeira Simbólica (BS) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROTEA-R 
Sistema de Avaliação da Suspeita de Transtorno do Espectro Autista 
 
ESPAÇO APSE – Atendimento Personalizado em Saúde Emocional 
Objetivo: 
 Avaliar se a criança apresenta brincadeira de faz de conta, ou seja, se ela utiliza um objeto para 
representar outro quando está brincando ou criando propriedades que estão ausentes (ex. 
assoprar para esfriar o chá, fazer o barulho do carro, colocar a mão na orelha e fingir ser um 
telefone). 
 
Se o comportamento de BS estiver presente, observar se é: 
 espontâneo (iniciado pela criança) 
 flexível (representado em diversas ações) 
 envolve brinquedos diferentes. 
Além disso, observar se a BS aparece em diferentes contextos ou se ela envolve apenas os interesses 
restritos / estereotipados da criança. 
 
Modelo de conduta do avaliador para investigar (BS): 
 Avaliar se a criança entende o faz de conta, utilizando substituições de objetos (ex. tomar um 
bloco de madeira por telefone) ou criando propriedades que estão ausentes. 
É fundamental que o avaliador saiba diferenciar com clareza, brincadeira funcional da brincadeira 
simbólica (representacional). 
 
14. Sequencia da Brincadeira Simbólica (SBS) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Objetivo: 
 Avaliar a EVOLUÇÃO e CONEXÃO dos episódios durante a BS. 
 Observar se ocorre em uma sequencia estruturada com início, meio e fim de uma “Historinha”. 
 Se os episódios aparecem com alguma conexão, embora a sequencia não seja tão clara, ou seja, 
muito breve ou por fim, se foi identificada BS, porém sem sequencia entre as ações (brincadeira 
“desconexa”). 
ATENÇÃO: 
Para crianças com idade inferior a 24 meses deve ser pontuado o código E, neste item (“não se aplica”). 
 
Modelo de conduta do avaliador para investigar (SBS): 
 Avaliar se a criança não apenas constrói um cenário, mas se este se desenrola em uma pequena 
história. 
 É importante que o avaliador observe a brincadeira da criança de modo que ela tenha um tempo 
suficiente para a elaboração da “historinha”, mantendo uma postura não intrusiva. 
 A criança pode ser encorajada a desenvolver a brincadeira, porém atentar para não estrutura-la 
a ponto de levar apenas à imitação e não à criação da brincadeira em sequencia. 
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15. Movimentos Repetitivos das Mãos (MRM) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Objetivo: 
 Avaliar movimentos rápidos dos dedos e mãos, de forma repetitiva e aparentemente não 
funcional que geralmente ocorrem dentro do campo visual da criança ou na linha média do 
corpo. 
 
Modelo de conduta do avaliador para investigar (MRM): 
Se o comportamento de MRM estiver presente, observar: 
 contextos em que ocorrem (identificar motivo desencadeada) 
 reação da criança perante a tentativa de interrupção pelo avaliador. 
 
MRM são considerados intensos quando a criança permanece realizando a ação, mesmo após tentativas 
do avaliador de direcionar sua atenção para estímulos externos. 
 
16. Movimentos Repetitivos de outras partes do corpo (MRC) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Objetivo: 
 Avaliar movimentos rápidos de outras partes do corpo que ocorrem de forma repetitiva e 
aparentemente não funcional. 
 
Modelo de conduta do avaliador para investigar (MRC): 
Se o comportamento de MRC estiver presente, observar: 
 contextos em que ocorrem (identificar motivo desencadeada) 
 reação da criança perante a tentativa de interrupção pelo avaliador. 
 
MRC são considerados intensos quando a criança permanece realizando a ação, mesmo após tentativas 
do avaliador de direcionar sua atenção para estímulos externos. 
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ESPAÇO APSE – AtendimentoPersonalizado em Saúde Emocional 
O avaliador pode mudar o foco da atenção da criança, dirigindo seu interesse para outros estímulos. 
Além disso, também pode incluir brincadeiras de caráter repetitivo que supram, em parte, a 
necessidade de ações motoras estereotipadas, por exemplo, rolar a bola em direção a criança, cantar e 
fazer gestos movimentando os dedoches, etc. 
 
17. Comportamentos Autolesivos (CA) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Objetivo: 
 Avaliar comportamentos potencialmente lesivos, direcionados a si mesmo. 
 
Modelo de conduta do avaliador para investigar (CA): 
Se os CA estiveram presentes, observar a intensidade, os contextos em que ocorrem e a reação da 
criança perante a tentativa de interrupção pelo avaliador. 
Esse comportamentos devemser interrompidos com firmeza,tentando desviar a atenção da criança para 
outros brinquedos/situações. 
Vale destacar que os CA são considerados intensos quando a criança permanece realizando a ação, 
mesmo após tentativas do avaliador de direcionar sua atenção para estímulos externos. 
 
Manejo de reações negativas dacriança à apresentação dos brinquedos 
 Embora sejam seguidas todas as instruções para a administração do PROTEA, ou mesmo, que o 
avaliador adote uma conduta adequada com relação à criança, as reações infantis sempre 
dependerão do contexto e de características individuais do avaliando. 
 Em situações de comportamentos repetitivos e estereotipados, sugere-se que o avaliador tente 
interromper a criança delicadamente, verificando como ela reage. 
 Quando por algum motivo a criança se desorganizar (atirar- se no chão, chorar demasiadamente, 
agredir o avaliador) a ponto de não ser viável a continuidade da sessão de avaliação, sugere-se o 
seu encerramento, caso as tentativas de acalmar a criança ou de distraí-la se mostrem 
infrutíferas. 
 
INSTRUÇÕES PARA CODIFICAÇÃO DO PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO COMPORTAMENTAL PARA 
CRIANÇAS COM SUSPEITO DE TEA – VERSÃO REVISADA – NÃO VERBAL (PROTEA – R – NV). 
 
Serão expostos os critérios de CODIFICAÇÃO por meio de 2 escalas: 
DE QUALIDADE (modo como determinado comportamento se manifesta) 
DE FREQUÊNCIA (ocorrência do comportamento) 
 
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ESPAÇO APSE – Atendimento Personalizado em Saúde Emocional 
Para compreender adequadamente as instruções é fundamental: 
 Salienta-se que CADA SESSÃO de administração deve ser pontuada individualmente. 
 É possível, entretanto, a codificação de uma única sessão em virtude de impossibilidades do 
clínico de realizar as 3 sessões de observações recomendadas, porém ressalta-se o cuidado ao 
considerar apenas uma observação. 
 
ESCALA DE QUALIDADE – recebe classificação de A à E 
 Na maior parte dos itens do protocolo (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 9, 10, 11, 12, 13 e 14), que investiga 
comportamentos típicos do desenvolvimento infantil. 
 
O código: 
A - comportamentos presentes sem sinais de nível de 
comprometimento. 
B - comportamentos com baixo nível de comprometimento. 
C - comportamentos com nível intermediário de 
comprometimento. 
D - comportamentos com alto nível de comprometimento. 
E - Não se aplica (Não foi possível observar o comportamento) 
 
A exceção é a área que investiga os comportamentos repetitivos e estereotipados de mãos e outras 
partes do corpo (área 3), no qual a ausência destes, indica menor nível de comprometimento, assim 
como o item que investiga sinais de protesto / retraimento à interação. 
Os itens 8, 15, 16 e 17 – que investigam comportamentos atípicos: 
 
A ausência de sinais de comprometimento, B baixo nível de comprometimento. 
C nível intermediário comprometimento. 
D com alto nível de comprometimento. 
E Não se aplica (Não foi possível observar o comportamento) 
 
ESCALA DE FREQUENCIA 
Após ser realizada a CODIFICAÇÃO da ESCALA DE QUALIDADE, o clínico deve proceder à pontuação da 
ESCALA DE FREQUENCIA, para cada um dos 17 itens. 
Trata-se de uma escala do tipo Likert, com intervalo de 1 a 3, sendo: 
1. “baixa” (observados pouquíssimas vezes durante observação) 
2. “média” 
3. “alta” (observados com muita frequência durante observação) 
 
Tabela 5.4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ESPAÇO APSE – Atendimento Personalizado em Saúde Emocional 
O código de qualidade final deve ser aquele que mais se repete e a frequência mais alta atribuída a esse 
código. 
 
Tabela 5.5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O código de qualidade final deve ser aquele intermediário, acompanhado de sua respetiva 
frequência. 
Outras situações: 
No caso do avaliador realizar somente uma sessão, a codificação referente a esta sessão será a versão 
FINAL DO PROTOCOLO, devendo os espaços referentes ao escore compilado serem preenchidos com os 
códigos desta sessão. 
Caso os códigos sejam diferentes, deve-se optar pelo código de qualidade que refere MENOR 
comprometimento à criança, associada à sua frequência. 
 
PONTUAÇÃO DOS ITENS CRÍTICOS DO PROTEA 
Teóricos e Empíricos 
a) Definição do DSM-5 sobre os preditores mais acurados de TEA. 
b) Itens que representam cada uma das 3 áreas do PROTEA (comportamentos sociocomunicativos, 
qualidade da brincadeira, movimentos repetitivos e estereotipados do corpo) 
c) Pressupostos teóricos referentes a parâmetros típicos do desenvolvimento sociocomunicativo infantil 
d) Evidências empíricas extraídos da literatura aceca dos sinais de alerta para TEA. 
 
ITENS CRÍTICOS E SUAS ÁRREAS CORRESPONDENTES 
Na área de Comportamentos sociocomunicativos, destacam-se os itens: 
 Iniciativa de Atenção Compartilhada (IAC) 
 Resposta de Atenção Compartilhada (RAC) 
 Imitação (IM) 
 
Na área de Qualidade da Brincadeira o item crítico concerne à: 
 Brincadeira Simbólica (BS) 
 
Na área de Movimentos Repetitivos e Estereotipados de mãos e outras partes do corpo, destaca-se o 
item: 
 Movimentos Repetitivos de outras partes do corpo (MRC) 
 
 
 
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RISCO RELATIVO: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Significa que a suspeita pode ser mantida, mas que sua conclusão deve ser fundamentada em 
informações adicionais: 
 Entrevistas 
 Avaliação Cognitiva 
 Avaliação com outros profissionais 
 Informações provenientes do contexto escolar, etc 
 Reavaliações (uso do próprio PROTEA) 
 
 No caso de mais de uma sessão, essa soma deverá ser relativa ao resultado compilado das sessões. 
No caso de algum item crítico ser pontuado como E (não se aplica) em todas as sessões, entende-se que 
o cálculo do risco para TEA não pode ser realizado, em função de não ter sido possível avaliar o 
comportamento. 
É importante ressaltar que qualquer soma (escore total) abaixo da faixa de 9 a 15 pontos, não significa 
que o risco possa ser descartado, mas que os critérios de risco se tornam menos acurados e exigem 
maior cautela do clínico na interpretação dos resultados. 
 
ANÁLISE CRÍTICA: 
Os códigos dos itens críticos devem ser convertidos em ESCORES (conforme orientações apresentadas 
na tab 5.7 – pg 84). 
Isoladamente, esse itens não determinam o risco ou ausência de risco, mas em conjunto podem 
constituir uma medida de risco para TEA e auxiliar na compreensão do Funcionamento da criança 
avaliada. 
 
A análise Final sobre o risco para TEA resulta da SOMA DOS ESCORES dos 5 itens críticos

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