Prévia do material em texto
ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA Implantação 20181 PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM COMPETÊNCIAS RELACIONADAS Confrontar as teorias com os problemas e situações concretas. Criar estratégias de abordagens e reflexões sobre problemas e situações concretas. Desenvolver a busca de soluções e de recursos que impliquem na cooperação e no espírito de iniciativa. I, II, III, VI, X, XI ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS As Atividades Práticas Supervisionadas - APS têm seu detalhamento publicado no ambiente virtual de aprendizagem (Blackboard) da disciplina. São publicadas na primeira quinzena de aulas e devem ser realizadas pelos estudantes até o limite do prazo da N1, em conformidade com o calendário acadêmico. As APS devem ser realizadas pelos estudantes no próprio ambiente virtual de aprendizagem (Blackboard) ou ter seu upload realizado lá, onde também serão corrigidas pelo docente, ficando registradas em sua integralidade. CASO: Quando começar a alfabetização de crianças. O Ministério da Educação e Cultura lançou em novembro de 2012 o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, no qual se estabelece que todas as crianças devem estar alfabetizadas até o fim do 3° ano do Ensino Fundamental, aos 8 anos de idade. No Brasil inteiro, 5.182 municípios (93,2% do total) já aderiram ao pacto e receberão material didático específico e cursos para a formação de alfabetizadores. Esse pacto se inspira no Programa da Alfabetização na Idade Certa (Paic), desenvolvido com sucesso no Ceará e que reproduzia o sucesso obtido inicialmente em Sobral, município cearense que se tornou referência nacional na avaliação do Ideb. Estabelece que a alfabetização plena deve acontecer até os 7 anos, considerando que já no fim do 1° ano do Ensino Fundamental a criança já se mostra capaz de ler, consolidando esse domínio no 2° ano. Esse trabalho estrutura-se em cinco eixos e envolve a gestão das escolas, o aperfeiçoamento pedagógico dos professores, oferecimento de materiais didáticos eficientes, estímulo a literatura infantil, criação de diretrizes curriculares para a educação infantil e provas de avaliação, sendo que a definitiva é uma avaliação externa e que diagnostica com rigor a situação da aprendizagem da leitura, da escrita e a compreensão textual de cada uma das escolas. Ao adotar um sistema de inquestionável sucesso e estender para todo país o pioneirismo cearense aplicado desde 2007, o Governo Federal está de parabéns, e nada melhor do que generalizar para todo território medidas efetivamente eficientes criadas para a nossa realidade. O que, entretanto, se discute é a idade estipulada para que esse processo se concretize. Estudos neurológicos recentes, experiências exitosas realizadas em muitos lugares do planeta e atividades de alfabetização plena concretizadas em inúmeras escolas particulares do país desde os 5 anos de idade, reafirmam que desde os 3 anos a criança já possui plenas condições de dominar e usar a linguagem, decodificar símbolos, e assim pode estar plenamente alfabetizada ainda antes dos 6 anos. Considerando que a escolarização pode ser começada efetivamente a partir dos 4 anos, não é possível aceitar que se levem outros quatro anos para que essa criança leia e escreva. É evidente que é melhor alfabetizar aos 8 anos do que não se alfabetizar plenamente, mas inequivocamente essa perda de tempo impede que ao chegar aos 8 anos a criança não seja apenas uma leitora, mas uma pessoa capaz de dominar esquemas de aprendizagens, meios da solução de problemas e operacionalização de pensamentos operatórios. O que nos parece factível aos 8 anos não é uma singela decodificação de símbolos e uma leitura automática, mas a plenitude de sua percepção de mundo, de tempo e de espaço e, portanto, pessoa capaz de usufruir das conquistas de seu tempo e assim iniciar a jornada de desafios e superação sempre maiores e mais dignificantes. Argumenta-se, com razão, que a criança brasileira provém de origens múltiplas e que por isso não se estica o prazo, mas define-se uma idade-limite que visa impedir que a escola pudesse ter crianças plenamente alfabetizadas bem antes dos 8 anos. A nosso ver, a solução mais realista seria a de dividir o país em espaços diferenciados e estabelecer para alguns a alfabetização plena concretizável até os 6 anos e para outros espaços mais carentes estabelecer limite etário maior. Não se trata de discriminação, mas da vontade de não atrasar todos em benefício de apenas alguns. Questionamentos para debate: Em sua opinião, o autor faz uma defesa ou uma crítica ao Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa? Explique seu posicionamento. O que pensa da ideia de se desenvolver para todo o país um Projeto de Alfabetização que deu mostras de sucesso quando aplicado no Estado do Ceará? Fundamente suas ideias. Considerando os estudos das teorias sobre o desenvolvimento infantil em seus diversos aspectos, o que você acha da ideia de que toda criança pode ser alfabetizada antes dos 6 anos de idade? Fundamente conforme as teorias estudadas. Considerando as teorias interacionistas (Piaget e Vigotski), qual seria a mais adequada para ser utilizada na fase de alfabetização. Qual método deve ser mais adequado no processo de alfabetização das crianças até sete anos? O aluno deverá debater o caso com alguns colegas, num grupo de 3 ou 4 estudantes. Ler e analisar as questões propostas para análise do caso. Explicar o conjunto de questões centrais que o caso suscita e às quais o aluno deverá responder. Fazer as leituras para fundamentação das respostas e confrontação teoria e prática. Apresentação dos resultados com a produção de um paper de no mínimo 3 laudas com os resultados na análise do caso, no ambiente virtual. AVALIAÇÃO A avaliação das APS será baseada em um padrão de correção conhecido como rubrica, que confere transparência às expectativas em relação à performance do estudante. São esses padrões que o professor utilizará ao corrigir sua APS (peso 1) que, é um dos instrumentos avaliativos que compõem a N1. RUBRICA DE AVALIAÇÃO Critérios avaliados 0 - 3 4-5 6-7 8-9 10 1 . D es cr ev e se to r/ in d ú st ri a, s eg m en to , u n id ad e q u e co m p õ em o co n te xt o d a at iv id ad e Descreve menos da metade dos tópicos solicitados. Nota-se baixo empenho em buscar informações solicitadas. Descreve apenas parte dos tópicos solicitados. Empenho insuficiente na busca de informações solicitadas. Descreve todos os tópicos solicitados de maneira burocrática. Descreve claramente os tópicos solicitados, mas deixa de tratar alguns aspectos solicitados. Descreve claramente e de maneira completa todos os tópicos solicitados. 2 . C o m u n ic aç ão E sc ri ta : Es tr u tu ra Texto muito vago, incoerente, apresentando falta de sentido e articulação entre as partes, de modo que a compreensão fica bastante prejudicada. Texto incoerente, apresentando falta de sentido e articulação entre as partes, em vários momentos do texto, de modo que a compreensão fica prejudicada. A organização do texto nem sempre é coerente, apresentando falta de sentido e articulação entre as partes em alguns momentos, mas a comunicação se estabelece. Texto organizado de forma coerente e bem estruturado. Apenas algumas partes apresentam falta de sentido e articulação. Texto organizado de forma coerente e bem estruturado. Apresenta sentido e articulação em sua integralidade. 3 . C o m u n ic aç ão E sc ri ta : N o rm a P ad rã o Texto apresenta inúmeros problemas, de forma generalizada, quanto ao domínio da norma padrão da língua portuguesa, ligados à pontuação, organização da frase, concordância verbal e nominal, ortografia e acentuação gráfica. O texto apresenta diversos problemas quanto ao domínio da normapadrão da língua portuguesa, ligados à pontuação, organização da frase, concordância verbal e nominal, ortografia ou acentuação gráfica. O texto apresenta alguns problemas quanto ao domínio da norma padrão da língua portuguesa, ligados à pontuação, organização da frase, concordância verbal e nominal, ortografia ou acentuação gráfica. O texto apresenta poucos problemas quanto ao domínio da norma padrão da língua portuguesa, ligados à pontuação, organização da frase, concordância verbal e nominal, ortografia ou acentuação gráfica. Apresenta domínio da norma padrão da língua portuguesa, ligados à pontuação, organização da frase, concordância verbal e nominal, ortografia ou acentuação gráfica. 4 . O u tr o C ri té ri o Texto totalmente desconectado do assunto solicitado, sem a devida fundamentação conforme as teorias estudadas, além de apresentar problemas quanto ao domínio da norma padrão da língua portuguesa. Texto parcialmente desconectado do assunto solicitado, com rasa fundamentação das teorias estudadas, além de apresentar alguns problemas quanto ao domínio da norma padrão da língua portuguesa. Texto coerente com as questões solicitadas e fundamentação conforme as teorias estudadas além de apresentar alguns problemas quanto ao domínio da norma padrão da língua portuguesa. Texto estruturado de forma coerente e consistente com poucos problemas quanto ao domínio da norma padrão da língua portuguesa. Texto estruturado de forma coesa, coerente e consistente com pleno domínio da norma padrão da língua portuguesa.