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1 UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO COMERCIAL PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR VI Natura &Co Holding S.A. Nome do aluno 1 – RA Nome do aluno 2 – RA Nome do aluno 3 – RA Nome do aluno 4 – RA Nome do aluno 5 – RA Nome do aluno 6 – RA Cidade-Estado 2024 LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Classificação das empresas segundo o porte 8 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 5 1.1 Histórico relevante da organização 6 1.2 Setor de atividade e negócio da organização 7 1.3 Porte da organização 7 1.4 Composição da força de trabalho 8 1.5 Principais produtos e serviços 8 1.6 Principais mercados e segmentos de atuação 10 1.7 Principais concorrentes 10 2 PLANO DE NEGÓCIOS 11 2.1 Empreendedorismo 11 2.2 Financiamento a empreendedores 11 2.3 Banco de oportunidades 12 2.4 Plano financeiro para um novo produto 13 2.5 Plano de marketing da empresa 14 2.6 Estratégia para introdução de um novo produto 15 3 ÉTICA E LEGISLAÇÃO: TRABALHISTA E EMPRESARIAL 16 3.1 Ética e moral 16 3.2 Marcas e patentes 16 3.3 Assédio moral 17 3.4 Código de ética da organização 17 3.5 Garantias legais dos produtos da empresa estudada 18 3.6 Passivos trabalhistas e formas de solução 19 3.7 Relação com consumidores nos aspectos legais 20 4 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM COMÉRCIO E SERVIÇOS 21 4.1 Gestão do conhecimento 21 4.2 Sistemas de informações empresariais e sua aplicação na empresa estudada 21 4.3 Uso de aplicativos que otimizem os processos junto aos clientes 22 4.4 Segurança de dados comerciais 23 4.5 Formação do banco de dados da organização 23 4.6 Aspectos de segurança da informação da empresa 23 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 24 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 25 1 INTRODUÇÃO O Projeto Integrado Multidisciplinar (PIM) fundamenta-se na aprendizagem ativa através da aplicação, na prática, das conceituações teóricas compreendidas no decorrer do curso em uma organização já consolidada no mercado. Com a livre escolha da instituição, entende-se os processos decisórios desenvolvidos no dia-a-dia organizacional, estruturando processos de raciocínio indispensáveis para o processo de trabalho futuro. Assim, é possível obter um caminho laboral excelente e especializado, refletindo no preparo técnico-teórico necessário para a entrada no mercado de trabalho da atualidade. Nesse contexto, o projeto disserta no tocante as disciplinas de Plano de Negócios, Ética e Legislação: Trabalhista e Empresarial e Sistemas de Informação em Comércio e Serviços a serem analisadas e discutidas a partir de seus cenários cotidianos. Na disciplina de Plano de Negócios, serão conceituados o empreendedorismo e o financiamento a empreendedores, descritos os processos da organização acerca do banco de oportunidades e do plano financeiro para um novo produto, além de dimensionados o plano de marketing da empresa e a estratégia para introdução de um novo produto. Em Ética e Legislação: Trabalhista e Empresarial, também serão compreendidos os conceitos de e ética e moral, marcas e patentes e assédio moral, apresentados o código de ética da organização e as garantias legais dos produtos da empresa e dimensionados os passivos trabalhistas e formas de solução e a relação com consumidores nos aspectos legais. Por último, em Sistemas de Informação em Comércio e Serviços, serão abordadas as definições de gestão do conhecimento e sistemas de informações empresariais, descritos os sistemas de informação utilizados, uso de aplicativos que otimizem os processos junto aos clientes e a segurança de dados comerciais. Outrossim, a formação do banco de dados da organização e os aspectos de segurança da informação da empresa serão mesurados e dimensionados. O método usado para elaborar o projeto corresponde ao estudo de caso, construído através da análise detalhada dos processos organizacionais a partir da aplicação do referencial teórico em um contexto real. Desse modo, deve-se estabelecer uma questão de pesquisa, que será direcionadora do desenvolvimento do estudo. A pergunta que será gradativamente respondida no decorrer dos capítulos: “Como se dá a estrutura dos processos organizacionais sob a perspectiva do Plano de Negócios, Ética e Legislação: Trabalhista e Empresarial e Sistemas de Informação em Comércio e Serviços? Quais os pontos positivos e negativos na instituição no tocante a esses contextos? Deve-se propor melhorias? Portanto, o âmago do desenvolvimento desse projeto leva em consideração as disciplinas propostas com o intuito de traçar comparativos entre os conceitos teóricos e a aplicabilidade no cenário empresarial, traçando análises em relação as desvantagens e vantagens de cada processo estudado, auxiliando na construção da habilidade de aplicar de modo prático a teoria assimilada, processo fundamental à formação. contribuindo com a competência de aplicar na prática a teoria aprendida, movimento indispensável à formação com excelência. 1.1 Histórico relevante da organização A organização alvo deste estudo de caso é o Grupo Natura &Co Holding S.A., empresa de destaque na indústria de beleza e cosméticos e beleza. Teve início de suas atividades em 1969, a partir da criação da Natura por Jean Pierre Berjeaut e Luiz Seabra. No ano de 1974, a instituição adotou o modelo de vendas diretas, ganhando destaque por valorizar as relações humanas e expandir as operações, primeiro no Brasil e, em 1982, no mercado internacional, com entrada no Chile. A abertura do capital na Bolsa de Valores de São Paulo se deu em 2004, onde posicionou-se mercado acionário e, um ano depois, integrou o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), dando destaque para o compromisso empresarial com práticas sustentáveis. Em 2012, passou por uma ampliação a partir da compra da marca australiana Aesop, fato responsável por consolidar sua presença na América do Norte, Europa, Ásia e Oceania. Em 2017, adquiriu a The Body Shop e fortaleceu portfólio global com centros de distribuição e lojas. A criação da holding Natura &Co foi em 2019, consolidando a compra da empresa Avon no ano seguinte, com a transformação da mesma em subsidiária integral. No mesmo, houve o lançamento do Natura &Co Pay (hoje nomeado de Emana Pay), uma plataforma de finanças com o objetivo de dar apoio as representantes e consultoras. Em 2021, a instituição lançou notas ESG para a promoção de metas sustentáveis e ambientais, com destaque para a diminuiçao de emissões e uso de plástico reciclado nas embalagens. Nos anos que se seguiram, procurou a otimização de sua estrutura. Em 2023, vendeu a The Body Shop e a Aesop, buscando um modelo mais focado e rentável. Em 2024, deslistou suas American Depositary Shares (ADS) na NYSE, mantendo a negociação no mercado de balcão norte-americano (OTC), e finalizou seu programa de ADRs, com o intuito de reforçar a busca por sustentabilidade financeira e simplificação (NATURA &CO HOLDING S.A., 2024). 1.2 Setor de atividade e negócio da organização A Natura &Co ocupa lugar entre os dez maiores grupos do segmento de beleza, sendo o quarto maior player puro na categoria, considerando o tamanho da receita, de acordo com informações do Euromonitor. Seu objeto social consiste na gestão de participações societárias em sociedades que tenham desenvolvimento de suas atividades principais nas áreas de beleza, incluindo, mas não se limitando a, cabelos, cosméticos com cor, fragrâncias e cuidados com a pele, ou em ramos complementares ou semelhantes ao da beleza, como casa & estilo. O modelo de negócios da empresa é pautado em sua visão sustentável do mundo e tem como intuito o reconhecimento por acionistas, empregados, consultoras, todos os seus públicos de relacionamento, consumidores e fornecedores como uma organização íntegra, inovadora, com práticas de negócios socialmente conscientes e de qualidade. Suas operações se dão por meio de duas marcas principais: Avon e Natura. A combinação dessas marcas no portfólio da instituição gerou uma das maiores empresas de beleza da América Latinae do Brasil, além de permitir que seu modelo de negócios tenha uma atuação multicanal em diferentes localidades do mundo, tendo suas vendas variando por relações a distribuição feita por meio de digitais e de varejo, além posicionamentos de preço diferentes (NATURA &CO HOLDING S.A., 2024). 1.3 Porte da organização O Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) implementa uma estratégia classificatória das companhias segundo seu porte, levando em conta as nuances de cada segmento. Assim, implementa-se a classificação através da análise da Receita Operacional Bruta (ROB) das instituições, segundo demonstrado na Figura 1. Figura 1 – Classificação das empresas segundo o porte FONTE: BNDES Dessa forma, no ano de 2023, a Natura &Co Holding S. alcançou uma ROB de R$ 26,737 bilhões. Com isso, classifica-se a instituição como uma grande empresa, já que a ROB ultrapassa o valor de R$ 300 milhões (NATURA &CO HOLDING S.A., 2023). 1.4 Composição da força de trabalho No ano de 2023, a companhia contava com cerca de 14,5 mil colaboradores diretos em suas operações na América Latina, sendo 40% homens e 60% mulheres, 7,6 mil colaboradores no Brasil e 6,9 mil na América Hispânica. A empresa atingiu a equidade salarial de gênero para a região e de raça para o Brasil, e o salário digno para 100% de seus colaboradores da América Latina, além de possuir mais de 50% de mulheres ocupando cargos de liderança em 2022, mantendo essa mesma dinâmica no ano de 2023 (NATURA &CO HOLDING S.A., 2023). 1.5 Principais produtos e serviços O portfólio de produtos inclui: fragrâncias, cuidado e tratamento dos cabelos, presenteáveis, higiene bucal, cuidados com a pele do rosto e do corpo, cosméticos, produtos para banho e outros produtos, como produtos terapêuticos para casa e corpo. Sob a marca Natura, as seguintes categorias e marcas de produtos são oferecidas: · Fragrâncias: oferecidas através de marcas de perfumes e fragrâncias femininos, como as linhas Luna, Una, Ekos, Ilia, Humor, Essencial e Biografia; colônias e fragrâncias masculinas, como as linhas Kaiak, Sr. N, Natura Homem, Biografia e Essencial, além das linhas infantis Natura Naturé e Mamãe e Bebê; · Maquiagem: ofertadas por meio das marcas Faces e Una; · Cuidado facial e corporal: linhas de cuidado facial através da marca Chronos e certas mercadorias da linha Faces e uma ampla variedade de loções para o corpo das marcas Erva Doce, Tododia e Ekos; · Protetor solar: oferecidos através da marca Fotoequilíbrio · Sabonetes: em barra ou líquido, além de produtos esfoliantes, sob as marcas Kaiak, Erva Doce, Ekos e Tododia · Desodorantes: nas linhas Erva Doce e Tododia · Óleos corporais: oferecidos por meio de duas marcas diferentes, Ekos e Séve; · Cuidados com os cabelos: inclui máscaras hidratantes, condicionadores e xampus, sob as marcas de Natura Homem, Mamãe e Bebê, Lumina, Plant e Ekos; · HomeCare: linha Botânica, oferece home spray, velas e óleos de massagem; · Presentes: kits adaptáveis e criativos, incluindo embalagens com exclusividade para cada ocasião. Já a marca Avon oferece os seguintes produtos e marcas: · Maquiagem: Color Trend, Power Stay e Avon; · Rosto: tratamentos faciais e cuidados com o rosto, sob as marcas: Avon Care e Renew; · Cuidados diários: protetores solares, cuidados com os pés, desodorantes e loções corporais; · Fragrâncias: perfumes infantil, masculino e feminino, através das marcas Lov u, Far Away e Musk; · Cabelos: conta com gel para cabelo, sérum, condicionadores e xampus; · Casa & Estilo: com produtos de decoração, utilidades domesticas, entretenimento e lazer, acessórios e presentes (NATURA &CO HOLDING S.A., 2024). 1.6 Principais mercados e segmentos de atuação Os principais mercados e segmentos de atuação da organização consistem na comercialização de cosméticos e perfumaria, sendo o segmento mais representativo nas vendas, contando com uma ampla gama de produtos, com ênfase na sustentabilidade de toda a produção e na valorização da responsabilidade ambiental. Outro mercado atuante é o de cuidados pessoais, com o investimento em produtos de cuidados pessoais e higiene, com condicionadores, xampus e sabonetes. Também conta com o segmento de Bem-Estar e Saúde, incluindo itens como aromaterapia e cuidados com a saúde, buscando a promoção de um estilo de vida saudável e, por fim, também atua no mercado de e-commerce e vendas diretas (NATURA &CO HOLDING S.A., 2023). 1.7 Principais concorrentes No que tange o setor de produtos de beleza e cosméticos, a concorrência é variável conforme a categoria do produto, marca e região. No Brasil, há destaque para a disputa, no segmento de maquiagem e fragrâncias, as marcas Mary Kay, Hinode e O Boticário. Na categoria de cuidados com o corpo, pode-se destacar as empresas, Unilever e Beiersdorf AG, detentora da marca Nivea. Já no segmento de cuidados capilares, a concorrência é intensificada com a participação de instituições como Johnson & Johnson, Colgate-Palmolive Company, L’Oreal e Unilever. Além disso, a empresa também tem concorrentes representados por marcas regionais e globais nos mercados de casa e estilo, refletindo essencialmente em lojas de departamento, varejistas especializados, lojas de presentes e comerciantes em massa (NATURA &CO HOLDING S.A., 2024). 2 PLANO DE NEGÓCIOS 2.1 Empreendedorismo O empreendedorismo sugere uma ação prática, contudo, também envolve ideias e atitudes. Seu significado consiste em realizar atitudes novas ou inovar no modo de fazer as ações. Para se dar início a prática do empreendedorismo há o envolvimento da autoconsciência e do know-how, ou seja, um autoaprendizado construído através da prática e da vivência. A literatura no que tange o conceito de empreendedorismo é divergente. O conceito é abordado por duas correntes de pensamento diferentes: os comportamentalistas que se direcionam nas características intuitivas e criativas e os economistas que o relacionam à inovação. O empreendedorismo envolve processos e pessoas que, quando agrupados e conectados, transformam ideias em oportunidades. Assim, conforme essas oportunidades são implementadas tem-se o êxito dos negócios (DORNELAS, 2001). Além disso, a palavra empreendedorismo, em livre tradução da palavra entrepreneurship, designa uma área de abrangência ampla e lida com outras temáticas, que perpassam o surgimento de organizações: empreendedorismo comunitário (como as comunidades empreendem), geração de autoemprego (trabalhador autônomo), políticas públicas (políticas governamentais para o setor); e o intraempreendedorismo (o empregado empreendedor) (DOLABELA, 1999). 2.2 Financiamento a empreendedores O financiamento a empreendedores é um grupo de recursos financeiros que são disponibilizados a empresas ou indivíduos que objetivam o início ou expansão de um negócio. O modelo desse financiamento pode acontecer de diferentes maneiras, como programas de apoio governamental, crowdfunding, empréstimos de bancos e capital de risco. A notoriedade dessa tipologia de financiamento consiste no fato de que existem diversas barreiras financeiras no processo de um empreendedor transformar suas ideias em contextos reais, principalmente no tocante aos passos iniciais, em que o acesso aos modos tradicionais de crédito pode ter limitações (GOMES; FERNANDES, 2020). Esses recursos financeiros são primordiais para a cobertura de despesas operacionais, investimento em infraestrutura, aquisição de tecnologias e desenvolvimento de serviços ou produtos. Outrossim, o financiamento pode permitir, além de recursos financeiros, acesso a redes de contato, know-how e mentorias, aspectos importantes para o êxito de negócios iniciais (SANTOS, 2021). Torna-se relevante mencionar que, para o financiador, é fundamental analisar o risco das operações, já que se deve avaliar o retorno potencial em relação ao investimento e quão viável a proposta de negócio é. O contexto atual de financiamento ao empreendedor tem se modificado a partir do surgimento de novas modalidades de financiamento, a exemplo do financiamento coletivo,que possibilita que um maior número de entidades contribua com quantias pequenas a fim de dar suporte a projetos de inovação. Essa abordagem é responsável por democratizar o acesso aos recursos, posicionando-se como uma alternativa de destaque no cenário atual. Assim, financiar empreendedores, além de impulsionar a geração de novos negócios, colabora para a inovação e desenvolvimento econômico (MELO, 2019). 2.3 Banco de oportunidades O banco de oportunidades da organização é mantido por meio do investimento em pesquisa e desenvolvimento. Essa área da empresa é composta por um time multidisciplinar de pesquisadores, com alta qualificação, que aplica o profundo conhecimento em ciências de microbiota, cabelo e pele, desenvolvendo produtos com desempenho alto, eficácia e segurança. Um aspecto importante desse contexto são os investimentos em biodiversidade brasileira, refletindo na instalação, em 2023, do Centro de Inovação Global da Avon ao lado do Centro de Inovação da Natura, localizados na cidade de Cajamar (SP). Essa ação transformou a América Latina no principal local de investimento tecnológico da companhia, representando também o maior centro de inovação cosmética do Hemisfério Sul. Outro contexto empresarial que reflete o banco de oportunidades é o Natura Startups, criado em 2016, e tem como objetivo buscar soluções para seus desafios através de colaborações. Nesse sentido, as startups disseminam o mindset digital, a cultura de inovação, a colaboração, a agilidade e o empreendedorismo, o que contribui para a transformação da organização. No ano de 2023, a primeira startup foi adquirida, chamada Singu, atua como uma plataforma digital de serviços de beleza a domicílio (cabelereira, massagista, pedicure e manicure). A plataforma objetiva a aproximação desses profissionais a demanda do consumidor, colocando-os em contato, e reduzindo as distâncias. Esse contato direto possibilita que o profissional alcance um nível de renda mais inclusivo do que se trabalhasse em um posto formal dessa área (NATURA &CO HOLDING S.A., 2023). 2.4 Plano financeiro para um novo produto O plano financeiro para um novo produto na Natura&Co Holding S.A. passa por diversos passos fundamentais, começando pela análise de mercado até a projeção de receitas e despesas. No início é imprescindível desenvolver uma pesquisa de mercado para compreender a necessidade por mercadorias feitas com ingredientes naturais e que prezam pela sustentabilidade, somando-se à posição de valor da instituição, que tem como prioridade a responsabilidade social e ambiental (GOMES; FERNANDES, 2020). Depois de identificar a oportunidade, o próximo passo consiste na definição das despesas ligadas ao processo de desenvolver a mercadoria e inclui os gastos com distribuição, marketing, produção, pesquisa e desenvolvimento. A companhia deve levar em conta a contratação de fornecedores regionais de matéria-prima, contribuindo para a redução das despesas logísticas e reforço do seu compromisso com o desenvolvimento econômico local e a sustentabilidade (SANTOS, 2021). No plano financeiro, inclui-se a estimativa de venda, que se fundamenta nas tendências do mercado e em dados históricos da companhia. Assim, a instituição deve usar modelos de previsão que se baseiam em análises quali e quantitativas, levando em conta aspectos como a sazonalidade das vendas e o comportamento do consumidor. Além de estimar a receita, deve-se analisar a break-even, que demonstrará o intervalo de tempo necessário para que a mercadoria cubra as despesas iniciais e comece a gerar lucro (MELO, 2019). Outrossim, é imprescindível direcionar investimentos para estratégias de comunicação e marketing que deem destaque às inovações da mercadoria, através das práticas de sustentabilidade e ingredientes naturais. Nesse contexto incluem-se parcerias com influenciadores digirais, ações de marketing direto e campanhas em mídias digitais. (GOMES; FERNANDES, 2020). Por último, acompanhar continuamente o desempenho financeiro da mercadoria depois do seu lançamento é fundamental. É necessário analisar a métrica das vendas, satisfação do consumidor e margens de lucro, possibilitando ajustar as estratégias segundo as demandas do mercado, de modo a otimizar o processo de venda e introdução do novo produto. Integrar todos esses aspectos permite que a instituição alcance um posicionamento no mercado de modo efetivo, corroborando com o seu desenvolvimento em consonância com seus valores corporativos. 2.5 Plano de marketing da empresa O plano de marketing da empresa baseia-se no conceito de marketing verde. Esse é um instrumento estratégico que objetiva o equilíbrio entre o mínimo impacto ambiental e o consumo, gerando mercadorias com características sustentáveis em todo o ciclo de vida, iniciando com a sua produção e indo até o seu descarte. Contudo, o uso do marketing verde necessita da definição de nichos de mercado específicos para as mercadorias ecológicas, investimento em comunicação para o aprofundamento do nível de informação do consumidor no tocante ao desempenho ambiental dos produtos, reforço das campanhas ambientalistas, aumentando a sensibilização dos clientes no que tange o meio ambiente, investimento na imagem da organização para a sua percepção de comprometimento com a sustentabilidade (LOPES; PACAGAN, 2014). Dessa forma, a estratégia adotada para a realização do marketing verde pela empresa consiste na obtenção de certificações ambientais e de sustentabilidade. Desde 2020 a instituição recebe o certificado de Empresa B, pelo B Lab. Essas empresas satisfazem o padrão mais alto de verificação de desempenho ambiental e social, responsabilidade legal ao conciliar propósito e lucro e transparência pública. Também recebe o Selo Pró-Ética pelo quinto ano consecutivo, a certificação ICO2 (índice Carbono Eficiente da B3), desde 2010. Faz parte do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) pelo 18º ano consecutivo e ocupa o quarto lugar entre as empresas globais mais reconhecidas em sustentabilidade (NATURA &CO HOLDING S.A., 2023). Portanto, a partir da conquista dessas certificações, o marketing da organização é fortalecido, tendo impacto positivo em suas vendas. Também é válido citar que as estratégias de marketing permeiam diferentes modos e canais de comunicação, como o marketing de influência, e-commerce e redes sociais, emitindo seus valores de sustentabilidade e ampliando a visibilidade da marca. 2.6 Estratégia para introdução de um novo produto A fim de mensurar e dimensionar a estratégia de introdução de um novo produto na companhia, é primordial levar em conta os indicadores e informações que auxiliam na avaliação do potencial de sucesso no mercado. Em primeiro lugar, deve-se analisar o mercado em que a instituição se insere. De acordo com a Euromonitor International, no ano de 2022, o segmento de cosméticos sustentáveis e naturais apresenta crescimento médio anual de cerca de 10% na América Latina, indicando um contexto otimista para novas mercadorias que sejam consonantes com esses valores. É necessário também definir a segmentação do consumidor-alvo. Conforme dados apresentados pela Nielsen, em 2021, 73% dos clientes pertencentes as gerações Z e millennial dão prioridade a empresas comprometidas com o desenvolvimento sustentável. Essa informação pode ser utilizada para pautar o modelo comunicativo de marketing da nova mercadoria, buscando a atração desse segmento de cliente. Ademais, deve-se analisar o custo de aquisição de cliente (CAC), indicador essencial na avaliação viabilidade financeira do novo produto. A organização que, historicamente comercializa seus produtos através de e-commerce e vendas diretas, pode ter o CAC estimado em cerca de R$ 100 a R$ 150, levando em conta ações promocionais e o investimento em marketing digital (GOMES; FERNANDES, 2020). Na projeção de vendas, considera-se um retorno que cubra essas despesas, com expectativa de venda de, no mínimo, 5.000 unidades no primeiro ano, impactando em uma receita potencial de R$ 500.000 a R$ 750.000,a dependendo do preço médio da mercadoria. Além disso, considera-se o intervalo de tempo até o investimento ser recuperado, devendo ser menor que 18 meses a fim de garantir a sustentabilidade financeira da nova mercadoria. Ao analisar introduções de novos produtos anteriores, a empresa precisa objetivar uma margem de lucro de cerca de 40% sobre o custo da mercadoria, garantindo essa (MELO, 2019). Assim, é possível compreender de forma consistente a dinâmica de introdução de uma nova mercadoria na empresa, sendo destaque a eficácia do planejamento e acompanhamento do desempenho a longo prazo. 3 ÉTICA E LEGISLAÇÃO: TRABALHISTA E EMPRESARIAL 3.1 Ética e moral A ética, corresponde a um conjunto de princípios de valores que convergente no tocante a determinado conjunto de indivíduos, estruturando como orientação e delimitação de tomadas de decisão no contexto desse grupo. Assim, conclui-se que a ética reflete o processo civilizatório, já que a estruturação de grupos sociais preconiza o delineamento de margens convergentes de critérios da moralidade, de forma que as ponderações axiológicas se tornam claras no que tange certo grupo de indivíduos acerca do que se considera certo ou não. errado Já a moral é compreendida como conjunto de valores inerente a cada indivíduo, direcionando individualmente o julgamento de ações erradas ou certas, injustas ou justas, considerando o entendimento prévio e adquirido, orientadores das decisões. A abordagem da moral é amplamente subjetiva e variável no espaço e tempo, além de se valer da emissão de opiniões de um indivíduo sobre o que o mesmo considera correto e incorreto em suas ações, segundo a bagagem axiológica conquistada. Assim, analisar moralmente certos contextos pressupõe diferentes relações a depender de cada indivíduo, sendo variável no tempo, respeitando o ganho conhecimento. Com isso, as vivências individuais, construídas através de uma sociedade complexa e heterogênea, têm influência determinante nas nuances da moral, flexível e fluida (JUNIOR, 2014). 3.2 Marcas e patentes A marca é um sinal de distinção, responsável por identificar e diferenciar os serviços ou produtos de uma organização em relação à concorrência. Segundo o Instituto Nacional da Propriedade Industrial, uma marca compõe-se por desenhos, símbolos, nomes e suas combinações e seu intuito primordial é a indicação da origem da mercadoria, garantindo a reputação empresarial e a fidelidade do consumidor (INPI, 2020). A patente corresponde ao direito exclusivo concedido ao criador no que tange a exploração de sua invenção por um tempo determinado, comumente de 20 anos. Esse direito responsabiliza-se por impedir a fabricação, uso, comercialização e invenção por terceiros de determinada mercadoria, sem autorização do detentor da patente. Conforme a legislação de Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/1996), a patente protege invenções que satisfaçam os requisitos de aplicação industrial, atividade inventiva e novidade, colaborando para o desenvolvimento tecnológico e a inovação. Essas conceituações se interligam, já que a marca pode representar um ativo fundamental que integra a proteção advinda da patente. A exemplo, enquanto a patente desempenha a proteção do processo ou tecnologia envolvidos em uma mercadoria, a marca dá a garantir de que os clientes a identificarão no mercado, agregando valor à organização. Outrossim, ao proteger a marca, assegura-se que os benefícios advindos da inovação patenteada serão utilizados exclusivamente por aquela instituição, impedindo que a identidade da mercadoria se perca no mercado (GOMES, 2021). 3.3 Assédio moral O assédio moral conceitua-se como uma conduta abusiva, de natureza psicológica, que atenta contra a dignidade psíquica do indivíduo, manifestada através de gestos, atos, palavras, comportamentos que podem levar danos a integridade física, dignidade e integridade do indivíduo, ocorrendo de forma reiterada, e tem por efeito a sensação de exclusão do ambiente e do convívio social. Esse conceito não é aplicado exclusivamente nas relações trabalhistas, contudo, observa-se sua ocorrência em maior grau, dado a chance de perda do posto de trabalho que lhe gera subsistência e faz com que o empregado se submeta a essas dinâmicas, partindo de seu empregador ou de colegas de trabalho (BARROS, 2005). 3.4 Código de ética da organização O código de ética da organização é uma diretriz primordial no estabelecimento de valores e princípios que direcionam as atitudes das partes interessadas na instituição e dos colaboradores companhia. O código é reflexo do compromisso da empresa com a sustentabilidade, transparência e ética, estruturas primordiais de seu desempenho no mercado. O código da ênfase na implementação de práticas comerciais justas e na relação de integridade com os consumidores, fornecedores e colaboradores. Conforme o documento, a instituição tem compromisso com a promoção de um ambiente de trabalho inclusivo e respeitoso, com a valorização da diversidade e intolerância a qualquer desvio de conduta. Ademais, diretrizes são estabelecidas pelo código com o objetivo de proteger os humanos, com o seguimento de normas internacionais e reconhecimento da responsabilidade social da organização. Outro ponto de relevância do código de ética é a discussão acerca do desenvolvimento sustentável. A instituição possui a integração de práticas responsáveis ambientalmente na cadeia produtiva, com incentivo a preservação ambiental e respeito à biodiversidade. Esse fato tem reflexo no desenvolvimento de novas mercadorias, com o uso de matérias primas com origem responsável e em suas iniciativas de inovação sustentável. A transparência na comunicação e responsabilidade na prestação de contas aos stakeholders e ao mercado também é abordada. Há o comprometimento em agir honestamente, com contribuição para o desenvolvimento de uma reputação confiável e sólida (NATURA &CO HOLDING S.A., 2023). Assim, o código de ética da empresa é direcionador da conduta de todos os trabalhadores, sendo responsável por reforçar a necessidade de atitudes de responsabilidade ambiental e social, com a promoção de um ambiente respeitoso e diverso e com a manutenção de relações comerciais e operações transparentes. 3.5 Garantias legais dos produtos da empresa O Brasil tem suas garantias pautadas pelo Código de Defesa do Consumidor, que preconiza que toda mercadoria comercializada deve seguir normas mínimas de segurança e qualidade (BRASIL, 1990). O código assegura que os clientes possuem direito a uma mínima garantia de 90 dias para mercadorias com defeitos ou vícios, sendo que pode ter sua prorrogação se o problema não for adequadamente solucionado. Na política de qualidade da empresa, é imprescindível o cumprimento das exigências legais e a oferta de garantias que tem como intuito promover a confiabilidade do cliente em suas mercadorias. A organização estrutura seu atendimento ao cliente de modo que os consumidores tenham um canal de comunicação aberto para o relato de problemas ou solicitação de reembolsos ou trocas, de modo eficiente e transparente. Essa dinâmica é relevante para o desenvolver um relacionamento de lealdade e confiança com os consumidores. Ademais, a empresa também possui uma política de devolução que possibilita ao cliente a devolução ou troca de mercadorias em um intervalo de tempo estipulado, ainda que não existam defeitos. Essa política é aplicada principalmente no cenário de e-commerce e venda direta, em que a experiência de compra consiste em aspecto determinante para a fidelidade do consumidor. A empresa também emprega um processo comunicativo com clareza na instrução do cliente acerca do modo de utilização correto das mercadorias, auxiliando na prevenção de problemas que podem refletir em solicitações de garantia. Essa prática diminui o número de reclamações e reforça as percepções de qualidade e confiança ligadas à marca sólida (NATURA &CO HOLDING S.A., 2023). 3.6 Passivos trabalhistas e formas de solução Os passivos trabalhistas correspondem a umapauta relevante para a organização e evolvem despesas com horas extras e rescisões de contratos. O Tribunal Superior do Trabalho divulgou dados que apontam um aumento de 7% nas ações trabalhistas no ano de 2022 dá destaque para a demanda por práticas proativas para mitigação de riscos (TST, 2022). Como a organização detém suas operações em diferentes países, é necessário levar em conta as leis regionais, além de investir em treinamento para suas lideranças, com o objetivo de manter a legalidade. A fim de solucionar os passivos, a companhia lança mão de processos de negociação diretamente com os trabalhadores, em busca de acordos que evitem litígios, bem como, responsabiliza-se pela implementação de programas conciliadores e mediadores. Outro mecanismo consiste na otimização dos processos internos de gestão de recursos humanos, fazendo uso de processos automatizados para a minimização de falhas na folha de pagamento, com garantir no cumprimento dos encargos trabalhistas (NATURA &CO HOLDING S.A., 2023). Dado o exposto, gerir eficazmente os passivos trabalhistas é fundamental para a saúde financeira da empresa, garantindo um ambiente de trabalho alinhado com a legislação vigente e com um clima organizacional saudável e com harmonia. 3.7 Relação com consumidores nos aspectos legais A relação empresa com seus clientes é pautada por meio do Código de Defesa do Consumidor (CDC), responsáveis por assegurar os direitos mínimos ao consumo, como o direito à reparação de danos e à informação clara acerca das emrcadorias (BRASIL, 1990). A companhia impõe o cumprimento rigoroso dessas obrigações legais e objetiva a construção de um relacionamento confiável com seus clientes, através do fornecimento de dados transparentes sobre suas mercadorias, como instruções para uso, composição e origem da matéria prima. Além disso, a empresa também mantém uma política de devolução alinhada às exigências legais brasileiras, possibilitando o reembolso e troca, em caso de defeitos nos produtos (NATURA &CO HOLDING S.A., 2023). 4 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM COMÉRCIO E SERVIÇOS 4.1 Gestão do conhecimento A gestão do conhecimento é entendida como uma matéria que objetiva proteger o conhecimento aplicando métodos ou sistemas, com o intuito de promover a identificação, captação e compartilhamento sistemático do conhecimento detido por uma empresa, e assim transformar o conhecimento em valor. A gestão do conhecimento pode estimular os trabalhadores e fazer com que o cenário de trabalho tenha a geração espontânea de conhecimento e desenvolvimento de informações. Ademais, esse modelo de gestão surge como ferramenta de assistência na otimização de práticas organizacionais, bem como, na minimização de perdas no desenvolvimento de algumas atividades. Com isso, busca-se possibilitar que o conhecimento acerca de desenvolver uma atividade não fique centralizada apenas em um indivíduo, mas sim que os demais colaboradores daquela área também detenham a sabedoria de sua realização na falta do responsável, ou seja, quando um indivíduo se desliga da organização, o conhecimento não é desligado juntamente com ela, e os dados são transmitidos prática ou formalmente para os demais. Por fim, desenvolver essa gestão não significa apenas administrar os ativos intelectuais, mas também abrange a gestão dos processos que os impactam. O compartilhamento, utilização, preservação e desenvolvimento desses ativos são envolvidos. Desse modo, essa prática identifica e analisa os ativos intelectuais desejáveis e disponíveis, no sentindo de satisfazer as metas empresariais (NOLASCO et al., 2019). 4.2 Sistemas de informações empresariais e sua aplicação na empresa estudada Os sistemas de informação empresariais (SIE) são fundamentais para a gestão empresarial, pois integram as informações, processos e pessoas, facilitando o processo decisório e otimizando a eficácia das operações. Esses sistemas fazem a coleta, processamento, armazenagem e disseminação de dados, dando suporte às operações e gestão empresarial. Os SIE abrangem diversos modelos, como sistemas de informação gerencial (SIG), que agregam informações para relatórios gerenciais, sistemas de suporte à decisão (SSD), que ajudam a analisar dados para processos decisórios estratégicos e sistemas de processamento de transações (SPT), que registram atividades diárias (STEVENSON, 2018). A aplicação efetiva de SIE tem como vantagens o aumento da produção, automação dos processos e otimização da comunicação interna, possibilitando que as organizações tenham rápidas respostas frente as mudanças do mercado (O'BRIEN; MARAKAS, 2019). Ademais, os SIE são facilitadores para a gestão do conhecimento, ao promover o acesso e troca de informações entre os trabalhadores, estimulando processos inovadores. A partir do emprego de avançadas tecnologias, a exemplo de big data e inteligência artificial, os SIE oferecem percepções valiosas no sentido de adaptar as estratégias de negócios à realidade do mercado. Em resumo, os sistemas de informação empresariais são vitais para a competitividade das organizações, fornecendo ferramentas para uma gestão eficiente e decisões bem fundamentadas (NONAKA; TAKEUCHI, 1997). A partir disso, confirma-se a aplicação dessas estratégias de informação no contexto da Natura&Co Holding S.A. através da utilização do sistema de planejamento de recursos empresariais (ERP), responsável por integrar funções logísticas, financeiras, produtivas e de recursos humanos, otimizando a eficiência das operações. A organização também aplica sistemas de Customer Relationship Management (CRM), imprescindíveis na gestão do relacionamento com o consumidor, auxiliando na personalização de sua experiência de compra. Por fim, também é implementado pela empresa estratégias de análise de dados, como o business intelligence (BI), que possibilita a identificação das tendências do mercado e do comportamento do consumidor, assistindo nos processos decisórios no tocante às variações do mercado (NATURA &CO HOLDING S.A., 2024). 4.3 Uso de aplicativos que otimizem os processos junto aos clientes A companhia, no ano de 2023, passou por uma digitalização de sua rede, contanto com o uso de aplicativos que otimizam os processos de vendas junto aos clientes, exemplificado por meio o uso do WhatsApp para o compartilhamento de revistas digitais pelas consultoras aos clientes. Para publicação nas redes sociais, a empresa também disponibiliza peças prontas, criadas através de critérios de inteligência de dados e de técnicas para ampliar o alcance e atração das postagens. Ferramentas de inteligência artificial também são adotadas para a customização de promoções ao consumidor (NATURA &CO HOLDING S.A., 2023). 4.4 Segurança de dados comerciais A empresa atua em consonância com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que exige que a proteção de informações pessoais dos consumidores seja realizada (BRASIL, 2018). Assim, a instituição empresa tecnologias avançadas, como autenticações multifator e criptografia, bem como, treinamentos regulares com seus trabalhadores sobre práticas de segurança. Além disso, a comunicação transparente com os clientes acerca de incidentes que podem afetar seus dados é primordial para a garantia de conformidade legal e preservação da confiança do cliente (NATURA &CO HOLDING S.A., 2023). 4.5 Formação do banco de dados da organização O banco de dados da organização é formado por meio da aplicação de técnicas de big data e analytics a fim de gerir volumes grandes de dados, possibilitando a identificação de tendências de mercado e comportamento dos clientes, assistindo no desenvolvimento de estratégias de marketing. Além disso, também há o investimento em tecnologias que possibilitam coletar informações e dados relevantes, buscando otimizar seus processos comerciais e melhorar a relação com o consumidor, assim, são usados sistemas como o CRM, a fim de obter dados acerca das interações do cliente, auxiliando na personalização de ofertas, tomada de decisões estratégias e gestãoda informação (NATURA &CO HOLDING S.A., 2023). 4.6 Aspectos de segurança da informação da empresa A organização usa métricas, como o tempo médio de resposta e incidentes de segurança para a avaliação da eficácia das estratégias de segurança e identificação de pontos de melhoria. Além disso, há a implementação de tecnologias de firewalls, criptografia e autenticação multifator para proteção dos dados em trânsito e prevenção de acessos não autorizados (NATURA &CO HOLDING S.A., 2023). 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Dado o exposto, o desenvolvimento desse estudo é crucial na consolidação aprendizado, aplicação das capacidades desenvolvidas e avaliação criteriosa dos processos organizacionais, processo relevante ao crescimento do aluno, possibilitando aplicar de modo prático a teoria. As temáticas propostas foram apreendidas e aplicadas no cenário da Natura&Co Holding S.A., de forma que se compreendeu a real dimensão desses conceitos. Na matéria de Plano de Negócios foram dissertados e descritos os processos empresariais no tocante ao empreendedorismo, financiamento a empreendedores, banco de oportunidades e plano financeiro para um novo produto. Ademias, foram mensurados o plano de marketing da empresa e a estratégia para introdução de um novo produto. Consolidando um exame detalhado acerca desses contextos organizacionais no decorrer do debate dos temas. Em Ética e Legislação: Trabalhista e Empresarial, houve o debate sobre as definições de ética e moral, marcas e patentes e assédio moral, além de descritas informações acerca do código de ética da organização e garantias legais dos produtos da empresa. Por último, foram dimensionados os passivos trabalhistas e formas de solução e a relação com consumidores nos aspectos legais. Por fim, em Sistemas de Informação em Comércio e Serviços, foi argumentado no que tange a gestão do conhecimento e os sistemas de informações empresariais, descritos os sistemas de informação utilizados pela instituição, o uso de aplicativos que otimizem os processos junto aos clientes e a segurança de dados comerciais, bem como, mensurada a formação do banco de dados da organização e os empresa. Com isso, fica evidente a importância da aplicação prática do referencial teórico, reestruturando o modo de aprendizagem e oferecendo excelência à formação. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BARROS, Renato da Costa Lino de Góes. Assédio Moral: caracterização de prova. Monografia (inédita) apresentada sob a orientação do Prof. Dr. Rodolfo Pamplona Filho no curso de Direito da UNIFACS, 2005. BRASIL. Código de Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990. Diário Oficial da União. Brasília, 1990. BRASIL. Lei Geral de Proteção de Dados. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Diário Oficial da União. Brasília, 2018. BRASIL. Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996. Lei de Propriedade Industrial. Diário Oficial da União. Brasília, 1996. DOLABELA, Fernando. Oficina do Empreendedor. São Paulo: Cultura, 1999. DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo: transformando ideias em negócios. Rio de Janeiro: Elsevier, 2001. EUROMONITOR INTERNATIONAL. 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