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1 UNIDEP- Camila Paese 2º Período 06/05/2024 
 
Objetivos 
1. Compreender a morfofisiologia do Sistema Reprodutor Feminino; 
2. Compreender a formação dos gametas; 
 
Sistema genital feminino 
Os órgãos do sistema genital feminino incluem os ovários (gônadas femininas); as tubas uterinas; 
o útero; a vagina e os órgãos externos, que são coletivamente denominados vulva. As glândulas 
mamárias são consideradas parte do tegumento e do sistema genital feminino. 
Os órgãos reprodutores 
internos estão dentro da pelve 
entre a bexiga urinária e o reto. 
O útero e a vagina estão na 
linha média, com os ovários de 
cada lado do útero. Um grupo 
de ligamentos mantém os 
órgãos reprodutores internos 
no lugar. O mais notável é o 
ligamento largo, uma 
extensão do peritônio que se 
espalha para fora em ambos os 
lados do útero e se liga aos 
ovários e tubas uterinas 
Ovários 
Os ovários, que são as gônadas femininas, são glândulas pareadas, que se assemelham a amêndoas 
em dimensões e formato. Eles são homólogos aos testículos. (significa que os dois têm a mesma 
origem embrionária.) 
Os ovários produzem (1) gametas, oócitos secundários que amadurecem após a fertilização e (2) 
hormônios, inclusive progesterona e estrógenos, inibina e relaxina. 
Os ovários, um de cada lado do útero, descem para a margem da parte superior da cavidade pélvica 
durante o terceiro mês de desenvolvimento. Vários ligamentos mantêm os ovários em suas posições. 
O ligamento largo do útero, que é uma dobra do peritônio parietal, conecta-se aos ovários por uma 
prega de dupla camada de peritônio denominada mesovário. Os ligamentos útero-ováricos ancoram 
os ovários ao útero, e os ligamentos suspensores conectam os ovários à parede da pelve. Cada ovário 
APG 21 – Sistema Reprodutor Feminino 
 2 UNIDEP- Camila Paese 2º Período 06/05/2024 
contém um hilo, o local de entrada e de saída dos vasos sanguíneos e dos nervos ao longo do qual 
está preso o mesovário. 
Histologia do ovário: Cada ovário é constituído pelas seguintes partes: 
• O mesotélio ovariano ou epitélio superficial é uma camada de epitélio simples (cúbico ou 
pavimentoso), que recobre a superfície do ovário. 
• A túnica albugínea é uma cápsula esbranquiçada de tecido conjuntivo denso não modelado 
localizado imediatamente abaixo do mesotélio ovariano. 
• O córtex ovariano é uma região logo abaixo da túnica albugínea. É constituído por folículos 
ovarianos (descritos adiante) circundados por tecido conjuntivo denso não modelado que contém 
fibras de colágeno e células semelhantes a fibroblastos, que são denominadas células estromais. 
• A medula ovariana está localizada profundamente em relação ao córtex. A margem entre o 
córtex e medula não é bem-definida, mas a medula é constituída por tecido conjuntivo disposto 
de modo mais frouxo e contém vasos sanguíneos, vasos linfáticos e nervos. 
• Os folículos ovarianos estão localizados no córtex e consistem em oócitos em vários estágios do 
desenvolvimento, mais as células que os circundam. Os oócitos são imaturos. Quando as células 
circundantes formam uma única camada, elas são denominadas células foliculares; em uma fase 
mais avançada do desenvolvimento, quando elas formam várias camadas, passam a ser 
denominadas células granulosas. As células circundantes nutrem o oócito em desenvolvimento e 
começam a secretar estrógenos enquanto o folículo ovariano aumenta de tamanho. 
• O folículo ovariano terciário, também denominado folículo maduro ou folículo de Graaf, é um 
folículo ovariano 
grande e preenchido 
por líquido, que está 
prestes a se romper e 
expelir seu oócito 
secundário, em um 
processo conhecido 
como ovulação. 
• Um corpo lúteo 
contém os resquícios 
do folículo ovariano 
terciário após a 
ovulação. O corpo 
lúteo produz 
progesterona, 
estrógenos, relaxina e 
inibina até degenerar 
em tecido cicatricial 
fibrótico, conhecido 
como corpo albicante. 
 
 3 UNIDEP- Camila Paese 2º Período 06/05/2024 
Oogênese e desenvolvimento folicular: 
 A formação de gametas nos ovários é denominada oogênese. Ao contrário da espermatogênese, que 
começa nos homens por ocasião da puberdade, a oogênese começa antes do nascimento nas mulheres. 
A oogênese ocorre essencialmente da mesma forma que a espermatogênese; acontece a meiose, e as 
células germinativas resultantes amadurecem. 
Durante o período inicial do desenvolvimento fetal, células germinativas primitivas migram do saco 
vitelino para os ovários. Nos ovários as células germinativas se diferenciam em oogônias. As 
oogônias são células diploides (2n) que se dividem por mitose e produzem milhões de células 
germinativas. 
Mesmo antes do nascimento, muitas dessas células germinativas degeneram em um processo 
denominado atresia. Algumas, tornam-se células maiores denominadas oócitos primários, que entram 
na prófase da meiose I durante o desenvolvimento fetal, mas só completam essa fase após a 
puberdade. Durante esse estágio de desenvolvimento arrastado, cada oócito primário é circundado 
por uma camada única de células foliculares planas, e a estrutura como um todo é denominada folículo 
ovariano primordial. 
O córtex ovariano que circunda os folículos primordiais consiste em fibras de colágeno e células 
estromais semelhantes a fibroblastos. Por ocasião do nascimento, existem aproximadamente 200 mil 
a 2 milhões de oócitos primários em cada ovário. Desses, aproximadamente 40 mil ainda existem por 
ocasião da puberdade e cerca de 400 amadurecerão e se tornarão oócitos secundários durante o 
período fértil da vida das mulheres. O restante dos oócitos primários sofre atresia. 
Todos os meses após a puberdade até a menopausa, as gonadotropinas (FSH e LH) secretadas pela 
adeno-hipófise estimulam ainda mais o desenvolvimento de vários folículos ovarianos primordiais, 
embora, normalmente apenas um alcance a maturidade necessária para a ovulação. Alguns folículos 
ovarianos primordiais começam a aumentar de tamanho e se tornam folículos ovarianos primários. 
Cada folículo ovariano primário consiste em um oócito primário que é circundado em um estágio 
posterior do desenvolvimento por várias camadas de células cúbicas e colunares baixas denominadas 
células granulosas. As células granulosas mais externas estão apoiadas em uma membrana basal. 
Enquanto o folículo ovariano primário cresce, forma-se uma camada de glicoproteína clara, 
denominada zona pelúcida entre o oócito primário e as células granulosas. Além disso, as células 
estromais em torno da membrana basal começam a formar uma camada organizada denominada teca 
folicular. 
O folículo ovariano primário amadurece e se torna um folículo ovariano secundário. No folículo 
ovariano secundário, a teca se diferencia em duas camadas: (1) a teca interna, uma camada interna 
extremamente vascularizada de células cúbicas que secretam androgênios, e (2) a teca externa, uma 
camada externa de células estromais e fibras de colágeno. Além disso, as células granulosas começam 
a secretar líquido folicular, que se acumula em uma cavidade denominada antro no centro do folículo 
ovariano secundário. A camada mais interna de células granulosas se torna firmemente conectada à 
zona pelúcida e passa a ser denominada coroa radiada. 
 4 UNIDEP- Camila Paese 2º Período 06/05/2024 
O folículo ovariano secundário acaba se 
tornando um folículo ovariano terciário 
(maduro). Enquanto está nesse folículo 
ovariano, e pouco antes da ovulação, o oócito 
primário diploide completa a meiose I, 
produzindo duas células haploides (n)de 
dimensões diferentes – cada uma delas com 23 
cromossomos. A célula menor produzida pela 
meiose I, denominada primeiro corpúsculo 
polar, é essencialmente um condensado de 
material nuclear descartado. A célula maior, 
conhecida como oócito secundário, recebe a 
maior parte do citoplasma. Após a formação do 
oócito secundário, começa a meiose II, mas esta 
é interrompida na metáfase. O folículo terciário 
logo se rompe e libera seu oócito secundário, 
em um processo conhecido como ovulação. 
Na ovulação, o oócito secundário é expelido 
para a cavidade pélvica juntamente do primeiro 
corpúsculo polar e da coroa radiada. 
Normalmente, essas células são impelidas para 
a tuba uterina. Se não ocorrer fertilização, as 
células degeneram. Se, no entanto, houver 
espermatozoides na tuba uterina e um deles 
penetrar no oócito secundário, a meiose II é 
retomada. O oócito secundário se divide em 
duas células haploides e, mais uma vez, as 
células têm dimensões diferentes. A célula 
maior é a oótide, e a célula menor é o segundo 
corpúsculo polar. Os núcleos do 
espermatozoide e da oótide se unem e formam 
um zigoto diploide. Se o primeiro corpúsculo 
polar sofrer outra divisão para produzir dois 
corpúsculos polares, então o primário oócito dá origem a três corpúsculos polares haploides, que 
degeneram, e uma oótide haploide. Portanto, um oócito primário dá origem a um único gameta 
(oótide). Em contrapartida, nos homens um espermatócito primário produz quatro gametas 
(espermatozoides). 
 
 
 
 
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Tubas uterinas: 
As mulheres têm duas tubas uterinas, também conhecidas como tubas uterinas ou ovidutos, que se 
estendem lateralmente a partir do útero. As tubas uterinas, têm aproximadamente 10 cm de 
comprimento, estão localizadas nas pregas dos ligamentos largos do útero. 
As tubas uterinas são uma via de passagem dos espermatozoides para alcançar um oócito, além de 
transportar oócitos secundários fertilizados dos ovários para o útero. A parte afunilada de cada tuba 
uterina, denominada infundíbulo, está localizada perto do ovário, mas está aberta para a cavidade 
pélvica. A partir do infundíbulo, a tuba uterina se estende medialmente e inferiormente e se insere no 
ângulo lateral superior do útero. A ampola da tuba uterina é a parte mais comprida e mais larga, 
constituindo aproximadamente os dois terços laterais de seu comprimento. O istmo da tuba uterina é 
a parte mais medial, curta, estreita e de parede espessa que se une ao útero. 
Histologicamente, as tubas uterinas têm três camadas: mucosa, camada muscular e serosa. A mucosa 
é constituída por epitélio e lâmina própria (tecido conjuntivo areolar). O epitélio contém células 
simples colunares ciliadas, que funcionam como “uma esteira rolante ciliada” para ajudar a mobilizar 
um oócito secundário fertilizado no interior da tuba uterina em direção ao útero, e células não ciliadas 
conhecidas como células intercalares, que têm microvilosidades e secretam um líquido que nutre o 
oócito secundário. A camada média, a camada muscular, é constituída por um anel circular espesso e 
interno e uma fina região externa, ambas de músculo liso longitudinal. Contrações peristálticas da 
camada muscular e a ação ciliar da mucosa ajudam a deslocar o oócito fertilizado em direção ao útero. 
A camada externa das tubas uterinas é uma serosa formada pelo peritônio visceral. 
Após a ovulação, correntes locais são produzidas pelos movimentos das fímbrias, que circundam a 
superfície do ovário pouco antes de ocorrer a ovulação. Essas correntes deslocam o oócito secundário 
da cavidade peritoneal para a tuba uterina. Habitualmente, um espermatozoide encontra e fertiliza um 
oócito secundário na ampola da tuba uterina, embora não seja incomum a fertilização na cavidade 
peritoneal. A fertilização pode ocorrer por até 24 horas após a ovulação. Algumas horas após a 
fertilização, o material nuclear do oócito haploide e do espermatozoide haploide se unem. O ovo 
fertilizado diploide passa a ser denominado zigoto e começa a sofrer divisões celulares enquanto se 
desloca em direção 
ao útero. O zigoto 
chega no útero 6 a 7 
dias após a 
ovulação. Os 
oócitos secundários 
não fertilizados 
desintegram. 
 
 
 
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Útero: 
O útero faz parte da trajetória dos espermatozoides depositados na vagina em direção às tubas 
uterinas. O útero também é o local de implantação do oócito fertilizado, do desenvolvimento do feto 
durante a gravidez e do trabalho de parto. Quando não ocorre implantação do zigoto, o útero é a 
origem do fluxo menstrual. 
Anatomia do útero. O útero, situado entre a bexiga urinária e o reto, tem as dimensões e o formato de 
uma pera invertida. Nas mulheres que nunca engravidaram, o útero tem aproximadamente 7,5 cm de 
comprimento, 5 cm de largura e 2,5 cm de espessura. O útero é maior nas mulheres que engravidaram 
recentemente e menor (atrofiado) quando os níveis de hormônios sexuais são baixos, como ocorre 
após a menopausa. 
As subdivisões anatômicas do útero incluem (1) uma parte abobadada superior às tubas uterinas 
denominada fundo do útero, (2) uma parte central afunilada, denominada corpo do útero, e (3) 
uma parte inferior estreita denominada colo do útero, que se abre para a vagina. 
Entre o corpo do útero e o colo do útero, existe o istmo, uma região estreitada com aproximadamente 
1 cm de comprimento. O interior do corpo do útero é denominado cavidade uterina, e o interior do 
colo do útero é denominado canal do colo do útero. O canal do colo do útero se abre para a cavidade 
uterina no óstio anatômico interno do útero e para a vagina no óstio do útero. 
Normalmente, o corpo do útero se projeta anterior e superiormente sobre a bexiga urinária em uma 
posição denominada anteflexão. O colo do útero se projeta inferior e posteriormente e penetra na 
parede anterior da vagina quase em um ângulo reto. Alguns ligamentos, que são extensões do 
peritônio parietal ou faixas fibromusculares, mantêm a posição do útero. Os ligamentos largos, pares, 
são pregas duplas de peritônio que conectam o útero às laterais da cavidade pélvica. Os ligamentos 
uterossacrais pares, que também são extensões peritoneais, estão localizados de cada lado do reto e 
conectam o útero ao sacro. Os ligamentos transversos do colo estão localizados inferiormente às bases 
dos ligamentos largos e se estendem desde a parede da pelve até o colo do útero e a vagina. Os 
ligamentos redondos são faixas de tecido conjuntivo denso não modelado entre as camadas do 
ligamento largo; eles se estendem desde um ponto no útero logo inferior às tubas uterinas até os lábios 
maiores do pudendo. Embora os ligamentos mantenham, normalmente, a posição antefletida do útero, 
eles também possibilitam movimento suficiente do corpo do útero para ocorrer o seu deslocamento. 
A inclinação posterior do útero, denominada retroflexão, é uma variação inofensiva da posição 
normal do útero. Com frequência, não há motivo para a retroflexão do útero, embora ela possa ocorrer 
após o parto. 
Histologia do útero: O útero apresenta três camadas de tecido: perimétrio, miométrio e endométrio. A 
camada externa – perimétrio ou serosa – faz parte do peritônio visceral;é constituída por epitélio 
simples pavimentoso e tecido conjuntivo areolar. Lateralmente, torna-se o ligamento largo. 
Anteriormente, o peritônio recobre a bexiga urinária e forma uma bolsa rasa, escavação vesicouterina. 
Posteriormente, o peritônio recobre o reto e forma uma bolsa profunda entre o útero e o reto, a 
escavação retouterina ou fundo de saco de Douglas – o ponto mais inferior na cavidade pélvica. 
 10 UNIDEP- Camila Paese 2º Período 06/05/2024 
A camada média do útero é a camada muscular denominada miométrio que apresenta três lâminas de 
fibras musculares lisas, as quais são mais espessas no fundo do útero e mais finas no colo do útero. 
A camada média, mais espessa, é circular; as camadas interna e externa são longitudinais ou oblíquas. 
Durante o trabalho de parto e o parto, contrações coordenadas do miométrio em resposta a ocitocina 
da neuro-hipófise ajudam a expelir o feto do útero. 
A camada interna do útero é a mucosa, que é substancialmente vascularizada e denominada 
endométrio. O endométrio tem três camadas: (1) a camada compacta do endométrio, a camada 
funcional do endométrio e a camada basal do endométrio. A camada compacta é a camada mais 
superficial, sendo constituída por epitélio simples colunar ciliado e células colunares secretoras não 
ciliadas, um estroma endometrial (lâmina própria) muito espesso composto por tecido conjuntivo 
areolar e partes iniciais de glândulas uterinas tubulares simples que se desenvolvem como 
invaginações do epitélio e se estendem através das outras camadas do endométrio até quase o 
miométrio. A camada funcional é constituída por estroma endometrial (lâmina própria) esponjoso 
composto por tecido conjuntivo areolar, que é rico em substância fundamental e engloba boa parte 
do comprimento das 
glândulas uterinas. A 
camada funcional e a 
camada compacta 
descamam durante a 
menstruação em 
resposta aos níveis 
decrescentes de 
progesterona dos 
ovários. A camada 
basal também contém 
estroma endometrial 
(lâmina própria) que é 
extremamente celular e 
inclui as extremidades 
terminais das glândulas 
uterinas. A camada 
basal é permanente e 
contém células 
primordiais que dão 
origem a novas 
camadas funcional e 
compacta após cada 
menstruação. 
 
 
 
 11 UNIDEP- Camila Paese 2º Período 06/05/2024 
Ramificações da artéria ilíaca interna denominadas artérias uterinas irrigam o útero. As artérias 
uterinas emitem ramos denominados artérias arqueadas, que estão dispostas em um arranjo circular 
no miométrio. Essas artérias se dividem em ramos radiais que penetram profundamente no miométrio. 
Pouco antes de penetrar no endométrio, os ramos se dividem em dois tipos de arteríolas: ramos retos 
irrigam a camada basal com o material necessário para regenerar as camadas compacta e funcional, 
e ramos helicinos irrigam a camada funcional e sofrem alterações acentuadas durante o ciclo 
menstrual. O sangue que sai do útero é drenado pelas veias uterinas para as veias ilíacas internas. A 
substancial irrigação sanguínea do útero é crucial para promover o crescimento de novas camadas 
compacta e funcional após a menstruação, a implantação de oócito fertilizado e o desenvolvimento 
da placenta. 
 
Muco cervical: As células secretoras da mucosa do colo do útero produzem uma secreção 
denominada muco cervical, que é uma mistura de água, glicoproteínas, lipídios, enzimas e sais 
inorgânicos. Durante o período fértil de suas vidas, as mulheres secretam 20 a 60 mℓ de muco cervical 
por dia. O muco cervical é mais “acolhedor” para os espermatozoides na época da ovulação porque 
se torna menos viscoso e mais alcalino (pH 8,5). Em outros momentos, o muco cervical é mais espesso 
e forma uma rolha cervical que impede fisicamente a penetração dos espermatozoides. O muco 
cervical suplementa as demandas energéticas dos espermatozoides; colo do útero e muco cervical 
protegem os espermatozoides dos fagócitos e do meio hostil da vagina e útero. O muco cervical 
também participa do processo de capacitação – uma série de alterações funcionais sofridas pelos 
espermatozoides no sistema genital feminino antes de conseguirem fertilizar um oócito secundário. 
A capacitação faz com que as caudas dos espermatozoides vibrem ainda mais vigorosamente e 
prepara a membrana plasmática dos espermatozoides para a fusão com a membrana plasmática do 
oócito. 
 
 12 UNIDEP- Camila Paese 2º Período 06/05/2024 
Vagina: 
A vagina é um canal fibromuscular tubular, com 10 cm de comprimento, revestido por uma mucosa 
que se estende desde o exterior do corpo até o colo do útero. É o receptáculo do pênis durante a 
relação sexual, a via de saída do fluxo menstrual e o canal do parto. A vagina, que está situada entre 
a bexiga urinária e o reto, está direcionada superior e posteriormente, em direção ao útero. Um recesso 
denominado fórnice circunda a inserção da vagina no colo do útero. Quando é posicionado de modo 
apropriado, o diafragma contraceptivo fica no fórnice e recobre o colo do útero. 
A mucosa da vagina é contínua com a mucosa do útero. Do ponto de vista histológico, a mucosa 
consiste em epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado e tecido conjuntivo areolar disposto 
em várias dobras transversas denominadas rugas vaginais. As células dendríticas na mucosa são 
células apresentadoras de antígeno. Infelizmente, elas também participam na transmissão de vírus – 
por exemplo, HIV. 
A mucosa da vagina contém grandes reservas de glicogênio, e a decomposição desse glicogênio 
produz ácidos orgânicos. O meio ácido resultante retarda o crescimento microbiano, mas também é 
deletério para os espermatozoides. Os componentes alcalinos do sêmen, provenientes sobretudo das 
glândulas seminais, elevam o pH do líquido na vagina, aumentando a viabilidade dos 
espermatozoides. 
A camada muscular é constituída por uma camada circular interna e uma camada longitudinal externa 
de músculo liso, que conseguem ser consideravelmente distendidas para acomodar o pênis durante a 
relação sexual e o feto durante o parto. 
A adventícia, a camada superficial da vagina, é constituída por tecido conjuntivo areolar e ancora a 
vagina aos órgãos adjacentes, tais como a uretra e a bexiga urinária, anteriormente, e o reto e o canal 
anal, posteriormente. 
Uma delicada prega de mucosa vascularizada, denominada hímen, circunda e obstrui parcialmente a 
extremidade inferior do óstio da vagina. O formato e as dimensões do hímen são variáveis e, às vezes, 
sequer ele é encontrado. Ocasionalmente, o hímen recobre por completo o óstio da vagina, uma 
condição denominada hímen imperfurado. Pode ser necessária uma intervenção cirúrgica para abrir 
o óstio e possibilitar o fluxo menstrual. 
 
Pudendo feminino (Vulva): 
O termo vulva, ou pudendo feminino, descreve os órgãos externos do sistema genital feminino. As 
seguintes estruturas compõem a vulva: 
• O monte do púbis, localizado anteriormente aos óstios da vagina e da uretra, é uma elevação de 
tecido adiposo recoberta por pele e pelos púbicos crespos, que protegem a sínfise púbica 
• A partir do monte do púbis, duas pregas longitudinais de pele, os lábios maiores do pudendo, 
estendem-se inferior e posteriormente. Os lábios maiores do pudendo são recobertos por pelos 
 13 UNIDEP- Camila Paese 2º Período 06/05/2024 
púbicos e contêm muito tecido adiposo, glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas apócrinas. Os 
lábios maiores do pudendo são homólogos ao escroto 
• Medialmente aos lábios maiores do pudendo, existem duas pregas de pele menores, que são 
denominadaslábios menores do pudendo. Ao contrário dos lábios maiores do pudendo, os lábios 
menores do pudendo são desprovidos de pelos púbicos e tecido adiposo e têm poucas glândulas 
sudoríparas, contudo, têm muitas glândulas sebáceas que produzem substâncias antimicrobianas 
e fornecem alguma lubrificação durante a relação sexual. Os lábios menores do pudendo são 
homólogos da parte esponjosa da uretra 
• O clitóris é uma pequena massa cilíndrica constituída por dois pequenos corpos eréteis, os corpos 
cavernosos, e numerosos nervos e vasos sanguíneos. O clitóris está localizado na junção anterior 
dos lábios menores do pudendo. Uma camada de pele, denominada prepúcio do clitóris, é formada 
no ponto em que os lábios menores do pudendo se unem e recobrem o corpo do clitóris. A parte 
exposta do clitóris é a glande do clitóris. O clitóris é homólogo da glande do pênis nos homens. 
Como a estrutura masculina, as dimensões do clitóris aumentam quando há estimulação tátil e 
têm participação na excitação sexual das mulheres 
• A região entre os lábios menores do pudendo é o vestíbulo da vagina. No vestíbulo da vagina 
estão localizados o hímen (se ainda existir), o óstio da vagina, o óstio externo da uretra e as 
aberturas dos ductos de várias glândulas. O óstio da vagina, a abertura da vagina para o exterior 
do corpo, ocupa a maior parte do vestíbulo da vagina e é circundado pelo hímen. Anteriormente 
ao óstio da vagina e posteriormente ao clitóris, é encontrado o óstio externo da uretra, que é a 
abertura da uretra para o exterior do corpo. De cada lado do óstio externo da uretra são encontradas 
as aberturas dos ductos das glândulas parauretrais, ou glândulas de Skene. Essas glândulas 
secretoras de muco estão localizadas na parede da uretra. As glândulas parauretrais são homólogas 
à próstata. De cada lado do óstio da vagina estão localizadas as glândulas vestibulares maiores, 
ou glândulas de Bartholin, que se abrem por ductos para um sulco entre o hímen e os lábios 
menores do pudendo. As glândulas vestibulares maiores produzem algum muco durante a 
excitação sexual e a relação sexual, que se soma ao muco cervical e proporciona lubrificação. As 
glândulas vestibulares maiores são homólogas às glândulas bulbouretrais nos homens. Algumas 
glândulas vestibulares menores secretam muco durante a excitação sexual e a relação sexual e 
também se abrem para o vestíbulo da vagina 
• O bulbo do vestíbulo é constituído por duas massas alongadas de tecido erétil logo abaixo dos 
lábios do pudendo de cada lado do óstio da vagina. O bulbo do vestíbulo se torna ingurgitado com 
sangue durante a excitação sexual, estreitando o óstio da vagina e pressionando o pênis durante a 
relação sexual. O bulbo do vestíbulo é homólogo ao corpo esponjoso e o bulbo do pênis nos 
homens. 
 
 14 UNIDEP- Camila Paese 2º Período 06/05/2024 
Períneo: 
O períneo é a área em formato de diamante medial às coxas e às nádegas de homens e mulheres; 
contém os órgãos genitais externos e o ânus. O períneo é limitado anteriormente pela sínfise púbica, 
lateralmente pelos túberes isquiáticos e posteriormente pelo cóccix. Uma linha transversal imaginária 
traçada entre os túberes isquiáticos divide o períneo em um trígono urogenital anterior, que contém 
os órgãos genitais externos, e um trígono anal, posterior que contém o ânus. 
 
Glândulas mamárias: 
Cada mama é uma projeção hemisférica de dimensões variáveis localizada anteriormente aos 
músculos peitoral maior e serrátil anterior e conectada a esses músculos por uma camada de fáscia 
constituída por tecido conjuntivo denso não modelado. 
Cada mama apresenta uma projeção pigmentada, a papila mamária (ou mamilo), que contém várias 
aberturas próximas dos ductos lactíferos, de onde emerge o leite. A área pigmentada circular de pele 
que circunda a papila mamária é denominada aréola; seu aspecto é irregular porque contém glândulas 
sebáceas modificadas. Existem filamentos de tecido conjuntivo denominados ligamentos suspensores 
da mama (ligamentos de Cooper) entre a pele a fáscia que sustentam as mamas. Esses ligamentos se 
tornam mais frouxos com o passar dos anos ou em decorrência de tensão excessiva por prática 
prolongada de corrida ou exercícios aeróbicos de alto impacto. O uso de sutiã de suporte consegue 
retardar esse processo, ajudando a manter a integridade dos ligamentos suspensores. 
Em cada mama existe uma glândula mamária, uma glândula sudorípara modificada que produz leite. 
A glândula mamária é constituída por 15 a 20 lobos, ou compartimentos, separados por um volume 
variável de tecido adiposo. Em cada lobo existem vários compartimentos menores denominados 
lóbulos, formados por agregados semelhantes a cachos de uva de glândulas secretoras de leite 
denominados alvéolos glandulares embebidos no tecido conjuntivo. A contração das células 
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mioepiteliais que circundam os alvéolos glandulares ajuda a impelir o leite para as papilas mamárias. 
Quando o leite está sendo produzido, passa dos alvéolos para uma série de túbulos secundários e, daí, 
para os ductos mamários. Perto da papila mamária, os ductos mamários se expandem discretamente 
e formam os seios lactíferos, nos quais parte do leite é armazenada antes de drenar para um ducto 
lactífero. Cada ducto lactífero conduz, normalmente, leite de um dos lobos para o exterior do corpo. 
As funções das glândulas mamárias são a síntese, a secreção e a ejeção de leite; essas funções, 
denominadas lactação, estão associadas com a gravidez e o parto. A produção de leite é estimulada, 
em grande parte, pelo hormônio prolactina da adeno-hipófise, com contribuições da progesterona e 
de estrógenos. A ejeção de leite é estimulada pela ocitocina, que é liberada pela neuro-hipófise, em 
resposta à sucção do mamilo da mãe pelo lactente. 
 
 
O ciclo reprodutivo feminino 
Durante o período fértil de suas vidas, as mulheres que não estão grávidas apresentam normalmente 
alterações cíclicas nos ovários e no útero. Cada ciclo dura aproximadamente 1 mês e envolve tanto a 
oogênese como a preparação do útero para receber um oócito fertilizado. Hormônios secretados pelo 
hipotálamo, pela adeno-hipófise e pelos ovários controlam os principais eventos. O ciclo ovariano 
consiste em vários eventos nos ovários que ocorrem durante e após a maturação de um oócito. O ciclo 
uterino (menstrual) é uma série concomitante de alterações no endométrio do útero que o prepara para 
a chegada de um oócito fertilizado que aí se desenvolverá até o parto. Se não ocorrer a fertilização, 
os níveis dos hormônios ovarianos caem e isso promove a descamação da camada funcional do 
endométrio. O termo geral ciclo reprodutor feminino engloba os ciclos ovariano e uterino, as 
alterações hormonais que os regulam e as alterações cíclicas correlatas nas mamas e no colo do útero. 
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Regulação hormonal do ciclo reprodutivo feminino: 
O GnRH secretado pelo hipotálamo controla os ciclos ovariano e uterino. O GnRH estimula a 
liberação do FSH e do LH pela adeno-hipófise. O FSH inicia o crescimento folicular, enquanto o LH 
estimula o desenvolvimento adicional dos folículos ovarianos. Além disso, tanto o FSH como o LH 
estimulam os folículos ovarianos a secretar estrógenos. O LH estimula a teca de um folículo em 
desenvolvimento a produzir androgênios. Sob a influência do FSH, os androgênios são captados pelas 
células granulosas do folículo e, depois, convertidos em estrógenos. No meio do ciclo, o LH deflagra 
a ovulação e, depois, promove a formação do corpo lúteo, daí ser denominado hormônio luteinizante. 
O corpolúteo, estimulado pelo LH, produz e secreta estrógenos, progesterona, relaxina e inibina. 
 
Pelo menos seis estrógenos diferentes já foram isolados no plasma das mulheres, mas apenas três 
deles são encontrados em concentrações significativas: beta (β)-estradiol, estrona e estriol. Na mulher 
não grávida o estrógeno mais abundante é o β-estradiol, que é sintetizado a partir do colesterol nos 
ovários. 
Os estrógenos secretados pelos folículos ovarianos desempenham várias funções importantes: 
• Promovem o desenvolvimento e a manutenção das estruturas reprodutoras femininas, das 
características sexuais secundárias e das mamas. As características sexuais secundárias incluem 
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distribuição de tecido adiposo nas mamas, no abdome, no monte do púbis e nos quadris; tom de 
voz; pelve larga e padrão de crescimento de cabelo e de pelos corporais 
• Aumentam o anabolismo proteico, inclusive a formação de ossos fortes. Nesse aspecto os 
estrógenos são sinérgicos com o hormônio do crescimento (GH) 
• Reduzem os níveis sanguíneos de colesterol, que é o provável motivo de as mulheres com menos 
de 50 anos de idade correrem um risco muito menor de doença da artéria coronária (DAC) do que 
os homens da mesma idade 
• A cada mês, após a menstruação ocorrer, os estrógenos estimulam a proliferação da camada basal 
para formar uma nova camada funcional que substitui a que foi descamada 
• Níveis sanguíneos moderados de estrógenos inibem a liberação de GnRH pelo hipotálamo e a 
secreção de LH e FSH pela adeno-hipófise. 
 
A progesterona, secretada principalmente pelas células do corpo lúteo, coopera com os estrógenos na 
preparação e na manutenção do endométrio para implantação de um oócito fertilizado e na preparação 
das glândulas mamárias para secreção de leite. Níveis elevados de progesterona também inibem a 
secreção de GnRH e LH. 
A pequena quantidade de relaxina produzida pelo corpo lúteo durante cada ciclo mensal relaxa o útero 
ao inibir as contrações do miométrio. Presume-se que a implantação de um oócito fertilizado seja 
mais fácil quando o útero está “relaxado”. Durante a gravidez, a placenta produz muito mais relaxina 
e mantém o relaxamento da musculatura lisa uterina. Ao final da gravidez, a relaxina também aumenta 
a flexibilidade da sínfise púbica e ajuda a dilatar o colo do útero, promovendo o parto. 
A inibina é secretada pelas células granulosas dos folículos em crescimento e pelo corpo lúteo após 
a ovulação e inibe a secreção de FSH e, em menor grau, de LH. 
 
Fases do ciclo reprodutor feminino: 
Normalmente, a duração do ciclo reprodutor feminino varia de 24 a 36 dias. Para esta discussão, será 
considerada uma duração de 28 dias, e o ciclo será dividido em quatro fases: a fase menstrual, a fase 
pré-ovulatória, a ovulação e a fase pós-ovulatória. 
Fase menstrual: A fase menstrual, também denominada menstruação, dura aproximadamente os 5 
primeiros dias do ciclo. (Por convenção, o primeiro dia da menstruação é o dia 1 de um novo ciclo.) 
Eventos nos ovários: Sob a influência do FSH, vários folículos ovarianos primordiais se tornam 
folículos ovarianos primários e, depois, folículos ovarianos secundários. Esse processo de 
desenvolvimento pode demorar alguns meses para ocorrer. Portanto, um folículo ovariano que 
começa a se desenvolver no início de um dado ciclo menstrual pode não alcançar a maturidade nesse 
ciclo. Isso pode ocorrer vários ciclos menstruais depois. 
Eventos no útero: O fluxo menstrual proveniente do útero consiste em 50 a 150 mℓ de sangue, 
líquido tecidual, muco e células epiteliais descamadas do endométrio. Esse fluxo ocorre porque os 
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níveis decrescentes de progesterona e estrógenos estimulam a liberação de prostaglandinas que 
provocam constrição dos ramos helicinos uterinos. Como resultado, as células irrigadas por esses 
ramos são privadas de oxigênio e começam a morrer. Por fim, as camadas funcional e compacta 
descamam por inteiro. Nesse momento o endométrio está muito adelgaçado, aproximadamente 2 a 5 
mm, porque apenas restou a camada basal. O fluxo menstrual flui pela cavidade uterina, colo do útero 
e vagina para o exterior do corpo. 
 
 
Fase pré-ovulatória: A fase pré-ovulatória é o intervalo de tempo entre o final da menstruação e a 
ovulação. A duração da fase pré-ovulatória do ciclo é mais variável do que a das outras fases e isso 
explica a maioria das diferenças de duração do ciclo; dura dos dias 6 a 13 em um ciclo de 28 dias. 
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Eventos nos ovários: Alguns folículos ovarianos secundários nos ovários começam a secretar 
estrógenos e inibina. Aproximadamente no dia 6, o crescimento de um folículo ovariano secundário 
em um dos ovários supera o crescimento de todos os outros e se torna o folículo ovariano dominante. 
Estrógenos e inibina secretados pelo folículo ovariano dominante diminuem a secreção de FSH e isso 
faz com que os outros folículos ovarianos menos bem desenvolvidos parem de crescer e degenerem. 
Gêmeos ou trigêmeos fraternos (não idênticos) ocorrem quando dois ou três folículos ovarianos 
secundários se tornam codominantes e são fertilizados aproximadamente ao mesmo tempo. 
Normalmente, o folículo ovariano secundário dominante se torna o folículo ovariano maduro, que 
continua a aumentar de tamanho até ter mais de 20 mm de diâmetro e estar pronto para ovulação. 
Esse folículo ovariano forma uma protrusão semelhante a uma bolha devido ao aumento de tamanho 
do antro na superfície do ovário. Durante o processo de maturação final, o folículo ovariano maduro 
continua a aumentar sua produção de estrógenos. 
Em relação ao ciclo ovariano, a fase pré-ovulatória e a fase menstrual juntas são denominadas fase 
folicular por causa do crescimento e do desenvolvimento dos folículos ovarianos. 
Eventos no útero: Estrógenos liberados para o sangue pelos folículos ovarianos em crescimento 
estimulam o reparo do endométrio; as células da camada basal sofrem mitose e produzem novas 
camadas funcional e compacta. Enquanto o endométrio se espessa, as glândulas endometriais curtas 
e retas se desenvolvem, as arteríolas se tornam alongadas e espiraladas enquanto penetram na camada 
funcional. A espessura do endométrio quase dobra, passando para aproximadamente 4 a 10 mm. Em 
relação ao ciclo uterino, a fase pré-ovulatória também é denominada fase proliferativa por causa da 
proliferação do endométrio. 
Ovulação: A ovulação, que é a ruptura do folículo ovariano maduro e a liberação do oócito 
secundário para a cavidade pélvica, ocorre habitualmente no 14o dia de um ciclo de 28 dias. Durante 
a ovulação, o oócito secundário permanece circundado pela zona pelúcida e pela coroa radiada. 
Os elevados níveis de estrógenos durante a parte final da fase pré-ovulatória exercem um efeito de 
feedback positivo nas células que secretam LH e GnRH e causam ovulação, da seguinte maneira: 
1. Uma concentração elevada de estrógenos estimula a liberação mais frequente de GnRH pelo 
hipotálamo. Além disso, estimula diretamente os gonadotrofos na adeno-hipófise a secretar LH. 
2. O GnRH promove a liberação de FSH e LH adicional pela adeno-hipófise. 
3. O LH causa ruptura do folículo ovariano terciário e expulsão de um oócito secundário 
aproximadamente 9 horas após o ápice do pico do LH. O oócito e sua coroa radiada são, 
geralmente, impelidos para a tuba uterina. 
Ocasionalmente, um oócito é perdido para a cavidade pélvica, na qual posteriormente se desintegra. 
O pequeno volume de sangue que, às vezes, extravasa para a cavidade pélvica a partir do folículoroto 
pode provocar dor, conhecida como dor intermenstrual (do alemão mittelschmerz), na época da 
ovulação. 
 
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Um teste de ovulação de farmácia que detecta o nível crescente de LH pode ser usado para previsão 
da ovulação. 
Fase pós-ovulatória: A fase pós-ovulatória do ciclo reprodutivo feminino é o período entre a 
ovulação e o início da menstruação seguinte. Em termos de duração, é a parte mais constante do ciclo 
reprodutivo feminino; dura 14 dias em um ciclo de 28 dias, desde o dia 15 até o dia 28 
 
Eventos em um ovário. Após a ovulação, o folículo ovariano maduro colapsa, e a membrana basal 
entre as células granulosas e a teca interna se rompe. Quando um coágulo sanguíneo se forma em 
decorrência de sangramento mínimo por ruptura do folículo ovariano, o folículo se torna o corpo 
hemorrágico. As células da teca interna se misturam com as células granulosas enquanto são 
transformadas em células do corpo lúteo sob a influência do LH. O corpo lúteo, estimulado pelo LH, 
secreta progesterona, estrógenos, relaxina e inibina. As células lúteas também absorvem o coágulo 
sanguíneo. Em relação ao ciclo ovariano, essa fase também é denominada fase lútea. 
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Eventos tardios no ovário dependem de o oócito liberado ser ou não fertilizado: Se o oócito não 
for fertilizado, o corpo lúteo tem uma expectativa de vida de apenas 2 semanas. A seguir, sua atividade 
secretora diminui e o corpo lúteo degenera e se torna um corpo albicante. À medida que caem os 
níveis de progesterona, estrógenos e inibina, aumenta a liberação de GnRH, FSH e LH, devido à 
perda da supressão por feedback negativa pelos hormônios ovarianos. O crescimento folicular é 
retomado e começa um novo ciclo ovariano. 
Se o oócito secundário for fertilizado e começar a se dividir, o corpo lúteo persiste além de sua vida 
normal de 2 semanas. O corpo lúteo não degenera graças à ação da gonadotropina coriônica humana 
(hCG). Esse hormônio é produzido pelo cório do embrião, começando aproximadamente 8 dias após 
a fertilização. Como o LH, a hCG estimula a atividade secretora do corpo lúteo. O achado de hCG na 
urina ou no sangue de uma mulher é um indicador de gravidez e esse é o hormônio detectado pelos 
testes de gravidez de farmácia. 
Eventos no útero: Progesterona e estrógenos produzidos pelo corpo lúteo promovem o crescimento 
e o espiralamento das glândulas endometriais, a vascularização do endométrio superficial e 
espessamento do endométrio para 12 a 18 mm. Por causa da atividade secretora das glândulas 
endometriais, que começam a secretar glicogênio, esse período é denominado fase secretora do ciclo 
uterino. Essas alterações preparatórias atingem seu máximo aproximadamente 1 semana após a 
ovulação, quando um oócito fertilizado poderia chegar ao útero. Se não ocorrer fertilização, os níveis 
de progesterona e estrógenos caem devido à degeneração do corpo lúteo. A redução dos níveis de 
progesterona e estrógenos causa a menstruação. 
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Ações do estrógeno e da progesterona: De modo geral, os dois hormônios esteroides ovarianos atuam 
de maneira coordenada para auxiliar a atividade reprodutiva das mulheres, inclusive o 
desenvolvimento do oócito; o desenvolvimento e a manutenção do corpo lúteo para sustentar um 
oócito fertilizado; a manutenção da gestação e a preparação das mamas para a lactação. 
Normalmente, estrógeno e progesterona complementam ou potencializam as ações um do outro no 
sistema genital feminino. Às vezes antagonizam ou modulam as ações um do outro. Ao longo do 
ciclo menstrual, a secreção de estrógeno pelos ovários precede a secreção de progesterona, 
preparando os tecidos-alvo para responder à progesterona. Um exemplo desse “preparo” é a 
suprarregulação dos receptores de progesterona pelo estrógeno em vários tecidos-alvo. Sem o 
estrógeno e sua ação reguladora, a progesterona tem pouca atividade biológica. Por outro lado, a 
progesterona infrarregula os receptores de estrógeno em alguns tecidos-alvo, diminuindo sua 
capacidade de resposta ao estrógeno. 
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Desenvolvimento do sistema genital feminino: Na puberdade, os ovários, impulsionados pela secreção 
pulsátil de FSH e LH, começam a secretar estrógeno. Por sua vez, o estrógeno promove o crescimento 
e o desenvolvimento do sistema genital feminino: útero, tubas uterinas, colo do útero e vagina. A 
progesterona também é ativa nesses tecidos, geralmente aumentando sua atividade secretora. Assim, 
no útero, o estrógeno causa proliferação celular, crescimento celular e aumento da contratilidade; a 
progesterona aumenta a atividade secretora e diminui a contratilidade. Nas tubas uterinas, o estrógeno 
estimula a atividade ciliar e a contratilidade, auxiliando o movimento dos espermatozoides em direção 
ao útero; a progesterona aumenta a atividade secretora e diminui a contratilidade. Na vagina, o 
estrógeno estimula a proliferação de células epiteliais; a progesterona estimula a diferenciação, mas 
inibe a proliferação de células epiteliais.

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