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TRIBUTÁRIO Art. 3º CTN: Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. OS PRINCÍPIOS Legalidade: Nenhum tributo pode ser instituído ou aumentado sem lei que o estabeleça. Isonomia: É vedado instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. Irretroatividade: A lei tributária não pode retroagir para alcançar fatos geradores ocorridos antes de sua vigência. Anterioridade Anual e Nonagesimal: Os tributos só podem ser cobrados no exercício financeiro seguinte ao da publicação da lei que os instituiu (anual) e após 90 dias da publicação (nonagesimal). Proibição ao confisco: É vedado utilizar tributo com efeito de confisco. Liberdade de tráfego: É proibido limitar o tráfego de pessoas ou bens por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais. Imunidades tributárias: Determinadas entidades e situações são imunes à tributação, como templos de qualquer culto, patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, sindicatos de trabalhadores, instituições de educação e de assistência social, entre outros. Outras limitações: Incluem a vedação de tributos interestaduais e intermunicipais que não sejam uniformes e a proibição de discriminação tributária entre estados e municípios. IMUNIDADES Imunidades Tributárias: As imunidades tributárias são situações em que a Constituição proíbe a incidência de tributos sobre determinadas entidades ou atividades. Elas visam proteger valores sociais importantes e garantir a liberdade e a igualdade. Templos de qualquer culto: Protege a liberdade religiosa, impedindo a tributação sobre o patrimônio, a renda e os serviços relacionados às atividades religiosas. Patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações: Garante a liberdade e a igualdade política, evitando que tributos interfiram na atuação dos partidos. Patrimônio, renda ou serviços das entidades sindicais dos trabalhadores: Protege a organização sindical e a defesa dos direitos dos trabalhadores. Instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos: Incentiva a atuação dessas instituições, que desempenham papel fundamental na sociedade, desde que atendam aos requisitos legais. Livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão: Promove a liberdade de expressão e o acesso à informação, essencial para a democracia. NATUREZA JURÍDICA DO TRIBUTO • A natureza jurídica é a posição que a espécie tributária ocupa no ordenamento: se imposto, taxa, contribuição etc.; • É o fato gerador da obrigação que determina a natureza específica do tributo que sobre ele incide (art. 4º do CTN); • No ordenamento jurídico brasileiro existem 2 teorias para as espécies tributárias; – Tripartida → CTN– só o Fato gerador; – Quinquipartida ou Pentapartida → mais aceita– art. 217 do CTN. Base de cálculo e Fato Gerador; Obrigação Pecuniária: O tributo é uma obrigação de pagar uma quantia em dinheiro ao Estado. Caráter Compulsório: O pagamento do tributo é obrigatório, não depende da vontade do contribuinte. Instituição por Lei: Nenhum tributo pode ser criado ou aumentado sem uma lei que o estabeleça, conforme o princípio da legalidade. Finalidade Fiscal e Extrafiscal: Os tributos podem ter a finalidade de arrecadar recursos para o Estado (fiscal) ou de regular comportamentos econômicos e sociais (extrafiscal). Não é Sanção por Ato Ilícito: O tributo não é uma penalidade por um ato ilícito, mas uma contribuição devida em razão de uma situação prevista em lei. ESPÉCIES DE TRIBUTOS Algumas correntes doutrinárias estabelecem classificações sobre tributos: a) Clássica ou Bipartida– (Vinculados e não vinculados); b) Tripartite ou Tripartida; c) Pentapartida ou Quinquipartida; d) Hexapartida– (COSIP ou Pedágio) Impostos: Tributos cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica relativa ao contribuinte. Exemplos incluem o Imposto de Renda (IR), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Taxas: Tributos cobrados em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição. Exemplos são as taxas de coleta de lixo e de emissão de documentos. Contribuições de Melhoria: Tributos cobrados em decorrência de obras públicas que valorizem imóveis dos contribuintes. A cobrança é proporcional ao benefício auferido pelo imóvel. Empréstimos Compulsórios: Tributos instituídos pela União em situações excepcionais, como guerra externa ou calamidade pública, ou para atender a investimentos públicos de caráter urgente e de relevante interesse nacional. Esses tributos devem ser restituídos aos contribuintes. Contribuições Especiais: Tributos destinados a financiar atividades específicas, como a seguridade social (INSS), o Sistema S (SENAI, SESI etc.), e o salário-educação. Elas podem ser subdivididas em contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas.