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DIREITO TRIBUTÁRIO

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Questões resolvidas

A União publica no seu Diário Oficial decreto concedendo isenção de ICMS a diversos produtos da cesta básica, no intuito de reduzir os preços ao consumidor final.
Nos termos previstos na Constituição Federal de 1988, esta isenção
a) seria constitucional, se fosse concedida por Lei Complementar Federal.
b) seria constitucional, se fosse concedida por Lei Ordinária Federal.
c) seria constitucional, se fosse concedida por Resolução do Senado Federal.
d) é inconstitucional, porque a União não pode conceder isenção de tributo Estadual.
e) é inconstitucional, porque a União não pode conceder isenção de imposto Estadual, apesar de ter a possibilidade de conceder isenção de imposto Municipal.

Um contribuinte do ICMS do Estado de Ceara promoveu a importação de mercadoria do exterior, a ser desembaraçada no porto de Fortaleza ce. Tendo conhecimento de que a Fazenda Pública paulista considera que não há isenção do ICMS na importação dessa mercadoria do exterior e que, por causa disso, haverá exigência do pagamento do ICMS no momento do desembaraço aduaneiro dessa mercadoria, esse contribuinte, que discorda do entendimento acerca da isenção, impetrou, por meio de seu advogado, mandado de segurança, com o objetivo exclusivo de obter provimento judicial para impedir que a autoridade federal exija o comprovante do pagamento do ICMS, no momento do desembaraço aduaneiro. O provimento judicial foi concedido, mas o contribuinte teria de efetuar o depósito administrativo integral do crédito tributário a ser pago no momento do desembaraço, o qual, aliás, estava em vias de ocorrer. O referido depósito foi feito integralmente. Tendo em conta os fatos narrados acima e a disciplina estabelecida pela Lei estadual nº (CE) 15.614/2014
Considerando os fatos narrados e a disciplina estabelecida pela Lei estadual nº (CE) 15.614/2014, assinale a alternativa correta:
A o contribuinte, quando recorreu ao Poder Judiciário, pleiteando a não exibição de comprovante de pagamento do imposto no desembaraço aduaneiro, não desistiu de discutir, no processo administrativo tributário decorrente de AIIM a ser lavrado, matéria distinta da tratada no processo judicial em curso.
B não cabe mais à autoridade administrativa tomar qualquer providência em relação ao lançamento e à cobrança do ICMS nessa situação, porque, desde que o contribuinte optou por recorrer à via judicial, a Procuradoria Geral do Estado passou a ter competência plena para efetuar o lançamento e a cobrança do crédito tributário.
C o Auditor Fiscal da Receita Estadual do Ceará deverá abster-se de lavrar Auto de Infração e Imposição de Multa, porque a impetração do mandado de segurança o impede de efetuar essa lavratura.
D o Auditor Fiscal da Receita Estadual do Ceará deverá promover a lavratura do Auto de Infração e Imposição de Multa, apenas se o depósito efetuado não for acrescido dos acréscimos de mora e de atualização monetária cabíveis, estimados na decisão judicial.
E o Auditor Fiscal da Receita Estadual do Ceará deverá promover a lavratura do Auto de Infração e Imposição de Multa para evitar a decadência, mas o contribuinte não poderá defender-se no processo administrativo tributário decorrente do AIIM lavrado, para discutir a questão referente à isenção do imposto, porque recorreu à via judicial para desembaraçar a mercadoria sem a exibição do comprovante de recolhimento do ICMS.

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Questões resolvidas

A União publica no seu Diário Oficial decreto concedendo isenção de ICMS a diversos produtos da cesta básica, no intuito de reduzir os preços ao consumidor final.
Nos termos previstos na Constituição Federal de 1988, esta isenção
a) seria constitucional, se fosse concedida por Lei Complementar Federal.
b) seria constitucional, se fosse concedida por Lei Ordinária Federal.
c) seria constitucional, se fosse concedida por Resolução do Senado Federal.
d) é inconstitucional, porque a União não pode conceder isenção de tributo Estadual.
e) é inconstitucional, porque a União não pode conceder isenção de imposto Estadual, apesar de ter a possibilidade de conceder isenção de imposto Municipal.

Um contribuinte do ICMS do Estado de Ceara promoveu a importação de mercadoria do exterior, a ser desembaraçada no porto de Fortaleza ce. Tendo conhecimento de que a Fazenda Pública paulista considera que não há isenção do ICMS na importação dessa mercadoria do exterior e que, por causa disso, haverá exigência do pagamento do ICMS no momento do desembaraço aduaneiro dessa mercadoria, esse contribuinte, que discorda do entendimento acerca da isenção, impetrou, por meio de seu advogado, mandado de segurança, com o objetivo exclusivo de obter provimento judicial para impedir que a autoridade federal exija o comprovante do pagamento do ICMS, no momento do desembaraço aduaneiro. O provimento judicial foi concedido, mas o contribuinte teria de efetuar o depósito administrativo integral do crédito tributário a ser pago no momento do desembaraço, o qual, aliás, estava em vias de ocorrer. O referido depósito foi feito integralmente. Tendo em conta os fatos narrados acima e a disciplina estabelecida pela Lei estadual nº (CE) 15.614/2014
Considerando os fatos narrados e a disciplina estabelecida pela Lei estadual nº (CE) 15.614/2014, assinale a alternativa correta:
A o contribuinte, quando recorreu ao Poder Judiciário, pleiteando a não exibição de comprovante de pagamento do imposto no desembaraço aduaneiro, não desistiu de discutir, no processo administrativo tributário decorrente de AIIM a ser lavrado, matéria distinta da tratada no processo judicial em curso.
B não cabe mais à autoridade administrativa tomar qualquer providência em relação ao lançamento e à cobrança do ICMS nessa situação, porque, desde que o contribuinte optou por recorrer à via judicial, a Procuradoria Geral do Estado passou a ter competência plena para efetuar o lançamento e a cobrança do crédito tributário.
C o Auditor Fiscal da Receita Estadual do Ceará deverá abster-se de lavrar Auto de Infração e Imposição de Multa, porque a impetração do mandado de segurança o impede de efetuar essa lavratura.
D o Auditor Fiscal da Receita Estadual do Ceará deverá promover a lavratura do Auto de Infração e Imposição de Multa, apenas se o depósito efetuado não for acrescido dos acréscimos de mora e de atualização monetária cabíveis, estimados na decisão judicial.
E o Auditor Fiscal da Receita Estadual do Ceará deverá promover a lavratura do Auto de Infração e Imposição de Multa para evitar a decadência, mas o contribuinte não poderá defender-se no processo administrativo tributário decorrente do AIIM lavrado, para discutir a questão referente à isenção do imposto, porque recorreu à via judicial para desembaraçar a mercadoria sem a exibição do comprovante de recolhimento do ICMS.

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DIREITO TRIBUTÁRIO - Padrão Banca FCC
1-Determinado Estado brasileiro aumenta alíquota do ICMS em operações internas com veículos de passeio, mediante a publicação no Diário Oficial de 28/09/2022 de Lei Ordinária Estadual, estabelecendo data inicial de vigência em 28/10/2022, com o objetivo de fortalecer o erário enfraquecido no período da Pandemia de Covid-19.
Nos termos previstos na Constituição Federal de 1988, a nova alíquota prevista por esta Lei Ordinária Estadual deve ser aplicada aos fatos geradores do ICMS ocorridos a partir
Alternativas
A da data da publicação da lei. 
B do primeiro dia do exercício financeiro seguinte à publicação da lei. 
C do exercício financeiro seguinte à publicação da lei, devendo ser observada também a anterioridade nonagesimal. 
D da data de vigência prevista na própria lei. 
E do nonagésimo dia após a data de vigência prevista na própria lei. 
Abaixo, iremos justificar cada uma das assertivas: RESPOSTADA COMENTADA
A) da data da publicação da lei. 
Falso, pois a Constituição Federal traz 2 princípios relacionados à segurança jurídica que não foram respeitados aqui: a anterioridade anual e a nonagesimal:
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
III - cobrar tributos:
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou;   
c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto na alínea b;  
B) do primeiro dia do exercício financeiro seguinte à publicação da lei. 
Falso. A assertiva, se confrontada com a letra C é incompleta, pois ignora a anterioridade nonagesimal (art. 150, III, “c” da Constituição Federal).
Porém, de fato, há uma coincidência de datas (nesse dia, o tributo já pode ser cobrado).
C) do exercício financeiro seguinte à publicação da lei, devendo ser observada também a anterioridade nonagesimal. 
Correta, pois a Constituição Federal traz 2 princípios relacionados à segurança jurídica que foram respeitados aqui, concomitamente: a anterioridade anual e a nonagesimal:
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
III - cobrar tributos:
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou;   
c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto na alínea b;  
Afinal, passaram-se 90 dias da publicação da lei (noventena) e o nascimento do exercício financeiro próximo também foi respeitado (anterioridade anual).
D) da data de vigência prevista na própria lei. 
Falso, pois a Constituição Federal traz 2 princípios relacionados à segurança jurídica que não foram respeitados aqui: a anterioridade anual e a nonagesimal:
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
III - cobrar tributos:
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou;   
c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto na alínea b;  
E) do nonagésimo dia após a data de vigência prevista na própria lei. 
Falso, pois a Constituição Federal traz 2 princípios relacionados à segurança jurídica que não foram respeitados aqui: a anterioridade anual e a nonagesimal:
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
III - cobrar tributos:
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou;   
c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto na alínea b;  
2- A União publica no seu Diário Oficial decreto concedendo isenção de ICMS a diversos produtos da cesta básica, no intuito de reduzir os preços ao consumidor final. 
Nos termos previstos na Constituição Federal de 1988, esta isenção
Alternativas
A seria constitucional, se fosse concedida por Lei Complementar Federal. 
B seria constitucional, se fosse concedida por Lei Ordinária Federal.  
C seria constitucional, se fosse concedida por Resolução do Senado Federal. 
D é inconstitucional, porque a União não pode conceder isenção de tributo Estadual. 
E é inconstitucional, porque a União não pode conceder isenção de imposto Estadual, apesar de ter a possibilidade de conceder isenção de imposto Municipal. 
· A alternativa D é a correta porque a Constituição Federal de 1988 proíbe expressamente a chamada "isenção heterônoma", que ocorre quando um ente federativo tenta conceder isenção de um tributo que não é de sua competência.Ele determina que a União não pode instituir isenções de tributos de competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Como o ICMS é um imposto de competência puramente estadual (Art. 155, II, da CF), apenas os próprios Estados possuem o poder de conceder tal benefício, e ainda assim, condicionado à deliberação conjunta por meio do CONFAZ. Portanto, o decreto da União invade a autonomia dos Estados e é flagrantemente inconstitucional.
· A e B estão erradas: O vício da medida não é a forma (Decreto, Lei Ordinária ou Lei Complementar), mas sim a falta de competência federativa. A União não pode dispor sobre o ICMS alheio por nenhum tipo de ato legal ou legislativo próprio. [1]
· C está errada: O Senado Federal possui atribuições para fixar alíquotas máximas e mínimas do ICMS para resolver conflitos de interesse comum, mas ele não tem o poder de conceder isenção total do imposto por meio de resolução. [1]
· E está errada: A União é proibida de conceder isenções tanto para impostos Estaduais quanto para impostos Municipais. A justificativa da alternativa inventa uma permissão que não existe no texto constitucional, violando o pacto federativo de forma dupla. [1]
3- (ADAPTADA DE SÂO PAULO PARA CEARÀ) Um contribuinte do ICMS do Estado de Ceara promoveu a importação de mercadoria do exterior, a ser desembaraçada no porto de Fortaleza ce. Tendo conhecimento de que a Fazenda Pública paulista considera que não há isenção do ICMS na importação dessa mercadoria do exterior e que, por causa disso, haverá exigência do pagamento do ICMS no momento do desembaraço aduaneiro dessa mercadoria, esse contribuinte, que discorda do entendimento acerca da isenção, impetrou, por meio de seu advogado, mandado de segurança, com o objetivo exclusivo de obter provimento judicial para impedir que a autoridade federal exija o comprovante do pagamento do ICMS, no momento do desembaraço aduaneiro.
O provimento judicial foi concedido, mas o contribuinte teria de efetuar o depósito administrativo integral do crédito tributário a ser pago no momento do desembaraço, o qual, aliás, estava em vias de ocorrer. O referido depósito foi feito integralmente. Tendo em conta os fatos narrados acima e a disciplina estabelecida pela Lei estadual nº (CE) 15.614/2014
Alternativas
A o contribuinte, quando recorreu ao Poder Judiciário, pleiteando a não exibição de comprovante de pagamento do imposto no desembaraço aduaneiro, não desistiu de discutir, no processo administrativo tributário decorrente de AlIM a ser lavrado, matéria distinta da tratada no processo judicial em curso.
B não cabe mais à autoridade administrativa tomar qualquer providência em relação ao lançamento e à cobrança do ICMS nessa situação, porque, desde que o contribuinte optou por recorrer à via judicial, a Procuradoria Geral do Estado passou a ter competência plena para efetuar o lançamento e a cobrança do crédito tributário.
C o Auditor Fiscal da Receita Estadual do Ceará deverá abster-se de lavrar Auto de Infração e Imposição de Multa, porque a impetração do mandado de segurança o impede de efetuar essa lavratura.
D o Auditor Fiscal da ReceitaEstadual do Ceará deverá promover a lavratura do Auto de Infração e Imposição de Multa, apenas se o depósito efetuado não for acrescido dos acréscimos de mora e de atualização monetária cabíveis, estimados na decisão judicial.
E o Auditor Fiscal da Receita Estadual do Ceará deverá promover a lavratura do Auto de Infração e Imposição de Multa. para evitar a decadência, mas o contribuinte não poderá defender-se no processo administrativo tributário decorrente do AlIM lavrado, para discutir a questão referente à isenção do imposto, porque recorreu à via judicial para desembaraçar a mercadoria sem a exibição do comprovante de recolhimento do ICMS. 
A) o contribuinte, quando recorreu ao Poder Judiciário, pleiteando a não exibição de comprovante de pagamento do imposto no desembaraço aduaneiro, não desistiu de discutir, no processo administrativo tributário decorrente de AIIM a ser lavrado, matéria distinta da tratada no processo judicial em curso. [1]
📚 Justificativa e Análise das Alternativas:
· Por que a alternativa A está correta? ✅
De acordo com as normas gerais e específicas do contencioso administrativo tributário (como a Lei do Processo Administrativo Tributário do Ceará, Lei nº 15.614/2014), a propositura de uma ação judicial importa em renúncia ou desistência do direito de discutir o débito na esfera administrativa apenas em relação à exata matéria que é objeto de discussão em juízo. Como a alternativa ressalta que se trata de uma matéria distinta, o contribuinte retém integralmente o seu direito constitucional de impugnar e apresentar defesa administrativa contra o Auto de Infração e Imposição de Multa (AIIM). [1, 2]
· Por que a alternativa B está incorreta? ❌
A competência para a realização do lançamento tributário (lavratura do AIIM) e constituição do crédito tributário é uma atividade administrativa plenamente vinculada e exclusiva da autoridade fiscal (Auditor Fiscal da Receita Estadual), e não da Procuradoria Geral do Estado, cuja função institucional primordial é a representação judicial e a execução da dívida ativa.
· Por que a alternativa C está incorreta? ❌
A suspensão da exigibilidade do crédito tributário (gerada pelo depósito integral, nos termos do art. 151, II do CTN) impede atos de cobrança e atos que obstem o desembaraço da mercadoria, mas não impede e nem dispensa o Fisco de lavrar o auto de infração para formalizar o crédito e evitar a ocorrência da decadência do direito de lançar.
· Por que a alternativa D está incorreta? ❌
A obrigação da autoridade fiscal de lavrar o auto de infração para prevenir a decadência existe independentemente do cálculo de acréscimos moratórios contidos no depósito judicial. Se houver divergências nos valores ou se houver necessidade de aplicar penalidades pelo descumprimento da obrigação principal, o fisco deve formalizar o lançamento por meio do AIIM.
· Por que a alternativa E está incorreta? ❌
A alternativa erra em sua parte final. O contribuinte poderá, sim, se defender no processo administrativo caso o AIIM envolva questões ou matérias remanescentes e distintas da guia de recolhimento objeto da ação judicial. A barreira de não poder discutir administrativamente aplica-se estritamente à mesma tese jurídica que ele optou por submeter à tutela do Poder Judiciário

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