Prévia do material em texto
Neoplasias Cutâneas de Cães e Gatos Marcela do Prado Coelho Pós Grad. Oncologia Veterinária Pós Grad. Cuidados Paliativos Principais Neoplasias 01 0504 02 03 Mastocitoma Hemangiossarcoma cutâneo Outras CCE / CEC Melanoma cutâneo Mastocitoma01 Relembrando Células que participam do sistema imunológico e contêm grânulos de heparina e histamina em seu interior Mediadores inflamatórios - inflamação - aumento do fluxo sanguíneo - aumento do aporte de células ao local Pele Fígado Pulmões Mastócito Reação de hipersensibilidade Onde encontro mastócitos? Mastocitoma ● Proliferação maligna de mastócitos - Neoplasia de células redondas ● Principal neoplasia cutânea em cães ● Em gatos, apresenta melhor comportamento biológico e o mastocitoma esplênico é o mais comum ● Etiologia desconhecida Mastocitoma ● Predisposição racial - Boxer, Golden, Labrador Mastocitoma ● Particularidades raciais - Pug: múltiplos nódulos, melhor comportamento biológico - Sharpei: mastocitomas agressivos Quando tem muitos módulos recomenda-se a quimioterapia · plastocitoman de brixo gran , tem meme chan es de das metástase. Sinais clínicos ● Lesões variadas! Confundem com outras neoplasias ○ Linfoma cutâneo? ○ Plasmocitoma? ● Cuidado quando em cadeia mamária. IMPORTÂNCIA DA CITOLOGIA ○ Tumor de mama ou na mama? ● Prurido e variação no tamanho: liberação de histamina ○ Cuidado ao manipular e em exames ○ Choque anafilático Saber diferemeran ! ~a Aplican a prometazina Montácito de alto grau : libera mais grannheiter . Sinais clínicos ● Massa de tamanho variado, firme ou não, ulcerada ou não, aderida ou não ● Vômito, sangue oculto nas fezes: aumento de HCl ● Hematoma próximo ao tumor: histamina e heparina ● Atraso na cicatrização ->Por conta da histamina Lesões Lesões Lesões Lesões Diagnóstico ● Citologia: exame de triagem ○ Linfoma cutâneo? ○ Plasmocitoma? ○ Histiocitoma? ○ Carcinoma mamário? ● Cuidado com degranulação ○ Na suspeita, aplicar anti histamínico ● Citologia aspirativa ○ Planejamento cirúrgico Diagnóstico ● Histopatológico - biópsia incisional ○ Graduação ■ Alto ou baixo grau (Kiupel) ■ Graus I, II ou III (Patnaik) ○ Se possível, não usar corticoide prévio, pois pode mascarar o grau ○ Uso de quimioterapia adjuvante para citorredução ○ Retirada de linfonodo sentinela para avaliação histopatológica!!! ↳ Injetável para reduze - utilizan o agul patente para encontrar o linfonado que drena ~ a mais agressivo é o tuma Mantacitora arma de 5 fugras de mitore é mastocitama de alto grau Tratamento ● Cirurgia ○ É possível? Planejamento! ● Cirurgia + quimioterapia no pós operatório? ● Quimioterapia no pré-operatório + cirurgia? ● Quimioterapia apenas? ● Decisão é baseada em uma avaliação clínico-patológica ○ Dados clínicos: anamnese, aspecto do tumor, velocidade de crescimento ○ Histopatológico: graduação e margens cirúrgicas ○ Imunoistoquímica sempre que possível! Uma forma de amption a mangen anacion com a eletroquimio Para Grau #I Tratamento: como? ● Mastocitomas pouco agressivos ○ cirurgia com ampla margem ○ acompanhamento ● Mastocitomas agressivos ○ cirurgia com ampla margem + eletroquimioterapia ou criocirurgia ○ quimioterapia sistêmica Atenção para margens! Problemas locais se resolvem com soluções locais! Atenção para linfonodo sentinela! e um quimioterapia Quimioterapia adjuvante ● Citorredução: quimioterapia com Vimblastina + prednisolona ● Avaliação em conjunto ○ Oncologista: efeitos da quimioterapia ○ Cirurgião: margem? reconstrutiva? ○ Clínico: condições clínicas do paciente ↑ Cirurgia ● Ampla margem ○ 2 a 3 cm laterais(2cm apenas para graus I e II) ○ 1 plano fascial profundo ○ Amputação em casos de alto grau, grau III em membros ● Anestesia: ○ Prometazina na MPA ○ cuidado com opióides! Provocam degranulação de mastócitos ● Linfonodo sentinela!!!!! ○ Azul patente para localização Cirurgia: planejamento Cirurgia com margens amplas Dra. Fabiana Pozzuto Poppi Dra. Fabiana Pozzuto Poppi Dra. Fabiana Pozzuto Poppi Cirurgia com margens amplas Dra. Fabiana Pozzuto Poppi Dra. Fabiana Pozzuto Poppi Cirurgia com margens amplas Dra. Fabiana Pozzuto Poppi Dra. Fabiana Pozzuto Poppi Ampliação de margem ● Incisão cirúrgica ● Eletroquimioterapia ● Criocirurgia Eletroquimioterapia ● Quimioterapia potencializada pela eletroporação (transitória) da membrana celular através de pulsos elétricos ● Eletroporação = canais hidrofílicos = aumento da permeabilidade celular Eletroquimioterapia ● Poros devem ser REVERSÍVEIS ○ Intensidade dos pulsos: de 800 a 1500 volts (abaixo, não há efeito. Acima, poros são irreversíveis) ○ Nº de pulsos: até 8 ○ Duração dos pulsos: 100 useg (abaixo, a poração é baixa. Acima, as células morrem) ○ Frequência (intervalo entre os pulsos): não interfere no resultado e sim no incômodo para o animal. Aplicar no menor tempo possível Eletroquimioterapia ● Quimioterápico: Bleomicina (hidrofílica) ● Realizada no tumor, nas margens ou no leito tumoral ● Vantagens: ○ Menos invasiva ○ Baixa toxicidade sistêmica ● Desvantagens: ○ Custo (?) ○ Não penetra tecido ósseo Eletroquimioterapia Criocirurgia ● Aplicação do frio para fins terapêuticos, visando congelamento dos tecidos biológicos, levando a inibição fisiológica e destruição tecidual ● Crionecrose ● Ideal: 3 ciclos (congelamento - descongelamento) ● Vantagens: ○ Sem efeitos sistêmicos ○ Sem efeito cumulativo ○ Custo ● Desvantagens: cicatriz, margem de segurança (experiência) Ocorre morte Celular por acceso de queda de temperatura abrupta Criocirurgia Mastocitoma subcutâneo ● Diferenciação histopatológica ● Classificação ○ Circunscrito ○ Infiltrativo (maior chance de recidiva) ○ Combinado (circunscrito-infiltrativo) ● Baixo índice mitótico e pouco agressivo ↳ Rona de fazer quimioterapia Mastocitoma cutâneo felino ● Nódulos alopécicos, bem circunscritos, elevados, firmes ● Diferenciais mastocitoma cutâneo: ○ Complexo granuloma eosinofílico ○ Histiocitose progressiva felina ○ Linfoma cutâneo ○ Carcinoma espinocelular Mastocitoma cutâneo felino Mastocitoma cutâneo felino ● Diagnóstico: ○ Citologia + histopatológico (apenas alto ou baixo grau) ● Tratamento: ○ Cirúrgico na grande maioria das vezes ○ Quimioterapia se alto grau, múltiplos nódulos ou acometimento de vários órgãos Prognóstico ● Cães: ○ Depende da clínica, estadiamento e primeira cirurgia ● Gatos: ○ Depende do grau Importante Planejar margens amplas, cuidado com opioides Azul patente e encaminhamento para histopatológico Eletroquimioterapia, criocirurgia 1 2 3 Diagnóstico para planejamento cirúrgico Linfonodo sentinela Ampliação de margens 39 CEC / CCE02 Carcinoma espinocelular ou carcinoma de células escamosas Carcinoma de células escamosas Neoplasia cutânea maligna vinda da mutação e proliferação de queratinócitos, que acomete principalmente (mas não somente) animais/regiões claras Dermatite actínica: queratinócitos ainda não invadiram a membrana basal nem a derme. Fase REVERSÍVEL Queratose actínica Mutação de genes supressores Papilomavírus (todo papiloma precisa ser tratado!!) O que é? Lesão pré tumoral Etiologia Animal branco que fica tomando sol e também em animais de pelos e pele escura pele gravena que tama muito nol ↳ Pode induz mutação para una neoplasia Fatores predisponentes ● Cor da pele e pelagem ● Volume de pelos ● Frequência de exposição ● Intensidade de radiação: horário Ruanto maiselano maner a Chance de mutação Sinais clínicos ● Eritema intenso, descamação, hipotricose ou alopecia ● Erosões, ulcerações, hemorragia ● Lesões altamente invasivos e localmente destrutivos ● Locais mais comumente acometidos: ○ Gatos: face, ponta de orelha, pálpebras, plano nasal ○ Cães: plano nasal, abdomen, região medial da coxa, ventral do tórax ● Metástases: pouco comum. Mais frequenteem linfonodos regionais ↳ tem arten · Local sem pelo infiltrativo /dige a pele da animal) Sinais clínicos Sinais clínicos Sinais clínicos Diagnóstico ● Citologia ○ Aspirativa? ○ Imprinting ● Histopatológico o biópsia Tratamento ● Fundamental: evitar exposição ao sol!!!! ● Promover fotoproteção ○ Roupa? ○ Protetor solar? o menor para felims Tratamento medicamentoso ● AINE x Corticoide ● AINE: inibidor de COX 2 ○ Mais de 90% dos CCE expressam COX 2 (papel na carcinogênese) ○ Imunoistoquímica ○ Fator prognóstico negativo, Fator preditivo positivo ○ Meloxicam para felinos (0,01 a 0,03 mg/kg SID) ○ Coxibes para caninos (Firocoxibe: 5mg/kg SID) ● Prednisolona: 0,5 a 1 mg/kg SID tem um tratamento ! ↳p Finoroxibe ! ↳ última opção ! Tratamento medicamentoso ● Quimioterapia ○ Carboplatina ○ Não se faz quimioterapia intralesional: risco de contaminação do ambiente e do manipulador ● Imiquimode ○ Imunomodulador: contem a resposta local exagerada ○ Ação antitumoral ○ Boa opção para lesões pequenas ○ Cada 48-72 horas não responde bum ! ↳ Pomada Tratamento medicamentoso Tratamento cirúrgico ● Cirurgia ○ Conchectomia (de preferência total) ○ Cuidado com pálpebra ● Criocirurgia ○ Cuidado com estenose de narina e região dos olhos ○ Abdomen: ampla área ● Eletroquimioterapia ○ Bleomicina ○ Cuidado com estenose de narina ○ Sonda esofagica se possivel ! E mais agressivo do que a criacingia Tratamento - outros ● Terapia fotodinâmica: reação fotoquímica a uma substância fotossensibilizante ○ Ideal em fase inicial das lesões ○ Remissão não sustentada ● Radioterapia ○ custo -> R$ 20 . 000, 00 Tratamento ● Queratose actínica: ○ Controle do acesso ao sol ○ Banho hidratante 2x na semana ○ Criopeeling ○ Corticoide VO por 3-4 dias Prognóstico ● Bom se intervenção feita enquanto lesão é pequena e localização mais periférica ● Reservado a ruim se lesões extensas ● Diagnóstico precoce é fundamental!! ○ “Vamos acompanhando para ver como vai ficar” Importante Realizar intervenção o quanto antes Medicamentoso x Cirurgia x Eletroquimioterapia x Criocirurgia Evitar exposição ao sol é 50% do tratamento 1 2 3 Diagnóstico precoce Opções de tratamento Prevenção 59 ↳ per-erúngico . Melanoma cutâneo03 Melanoma cutâneo Neoplasia maligna de melanócitos, sem aparente envolvimento da radiação solar Tumores melanocíticos: 9 a 20% da rotina. Maioria melanoma. Comportamento biológico diferente do melanoma oral O que é? Na clínica Características mensaleitama : banigno menoloma : maligno Melanoma de dígito amais agressivo ! Sinais clínicos ● Tamanho e aspectos variáveis ○ De milímetros a muitos centímetros ○ Pedunculados ou aderidos ● Massa cinza, marrom ou enegrecida ● Ulceração em massas maiores ● Localização: membros, face, mucocutâneo, tronco ○ Dígito: comportamento mais agressivo : podemul bran Sinais clínicos Sinais clínicos Diagnóstico ● Citologia aspirativa ○ Mais fácil quando há pigmentos enegrecidos (melanina) ● Histopatológico ○ Diferencia de tumores de células basais, carcinomas basocelulares pigmentados, tricoblastomas, tricoepiteliomas, neoplasias apócrinas ● Imunoistoquímica: para melanomas não pigmentados Melanoma amelónicos : cor vosea ↳ fazer o immoleto químico Tratamento ● Cirurgia com ampla margem ○ Não é possível diferenciar melanoma pela clínica ○ Muitas vezes a citologia vem dúvida: melanocitoma x melanoma? ● Eletroquimioterapia para amplicação de margem ● Criocirurgia como 1ª opção para lesões menores (principalmente múltiplas) ● Não responde à quimioterapia Prognóstico ● Ótimo se nódulos menores e únicos ● Reservado se nódulos grandes e ulcerados ou em grande quantidade ● Reservado para melanoma em dígito (metástase de 53%) Importante Amelânico pode se confundir com outras neoplasias cutâneas Menos agressivo que melanoma oral Cirurgia. Não responde à quimioterapia 1 2 3 Melanoma melânico x amelânico Comportamento biológico Tratamento 68 ~ on Hemangiossarcoma cutâneo04 Hemangiossarcoma cutâneo Neoplasia maligna do endotélio vascular Pele com pouca pigmentação e pelo claro. Whippet, Galgos, Pitbull Pode ser uma manifestação de hemagiossarcoma visceral O que é? Predisposição Estadiamento comum em animais de pelo claro e pode dan em pelo uncuo ↳ baço a Frigado e Novo um coração Sinais clínicos ● Nódulos vermelhos a arroxeados ● Variação no tamanho ○ Estadiamento I: pápulas de 1cm³ ○ Estadiamento II e III: massas flutuantes ou firmes de 6,5cm³ ● Massa única ou difuso (mais agressivo) ● Formas cutânea e subcutânea ○ Subcutâneo tende a ser mais macio e menos aderido ● Sangramento intenso quando rompido ↳ Mais agressivo Sinais clínicos Sinais clínicos Sinais clínicos Diagnóstico ● Pode haver hemangioma e hemangiossarcoma concomitantemente ● Ultrassom abdominal: metástase de hemangiossarcoma visceral? ● Ecocardiograma: hemangiossarcoma em átrio direito? ● Citologia aspirativa: cuidado com sangramento ● Histopatológico após retirada cirúrgica Tratamento ● Cirurgia com ampla margem: curativa ● Criocirurgia para lesões pequenas ● Pode associar cirurgia convencional + criocirurgia ● Eletroquimioterapia: sangramento ● Se for metástase de hemangiossarcoma visceral: ○ Esplenectomia? Lobectomia hepática? Difuso? ○ cirurgia paliativa da pele para casos com sangramento e ulceração ● Quimioterapia no pós operatório ○ Surgimento frequente de novos nódulos ○ Se hemangiossarcoma visceral ou subcutâneo la no baço é muito agressivo ! Prognóstico ● Bom se nódulo único e pequeno ● Reservado se nódulos grandes e ulcerados ● Reservado se subcutâneo Importante Depende da apresentação Presença de hemangiossarcoma visceral? Cirurgia convencional x criocirurgia ou associar ambas 1 2 3 Comportamento biológico Ultrassom abdominal Cirurgia 78 Outras05 Neoplasias cutâneas ● Linfoma cutâneo: citologia para diagnóstico. Cirurgia se resultado inconclusivo e/ou neoformação única ● Papiloma ● Carcinoma basocelular ● Carcinoma de glândula apócrina ● Carcinoma de glândula ceruminosa ● Neoplasia de folículo piloso ○ Tricoepitelioma ○ Tricoblastomas bunigo dentro da avido S benignos cam altancidure “Minha presença precisa ser remédio, não iatrogenia” Maria Julia Paes da Silva Muito obrigada! Email: marceladopradocoelho@gmail.com / Instagram: @dramarcelacoelho