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PSICOLOGIA DO ESPORTE PSICOLOGIA DO ESPORTE Psicologia do Esporte Maynara Priscila Pereira da Silva Maynara Priscila Pereira da Silva GRUPO SER EDUCACIONAL gente criando o futuro A Psicologia do Esporte aborda questões relacionadas aos fenômenos psicológicos que afetam a prática esportiva, focando não somente a pessoa que pratica a ativi- dade física, mas todos os agentes envolvidos no processo, como pais, árbitros e trei- nadores. Apesar de não ter sido tão reconhecida no início, essa subárea interdisci- plinar tem ganhado espaço no universo cientí� co e prático, visto que contribui para entender como o esporte pode in� uenciar a saúde física e mental, além de possibilitar a veri� cação das potencialidades ou limitações dos atletas. Por isso, pesquisadores investigam cada vez mais sobre o tema. Diante disso, nesta disciplina, pretende-se discutir e re� etir sobre a construção da Psicologia do Esporte, bem como seus benefícios para o bem-estar e suas consequên- cias para a saúde. Para tal, busca-se focar nos aspectos comportamentais e cogniti- vos frente à atividade física, tais como motivação, autoconceito, crenças, percepção, atenção e compulsões. Adicionalmente, visa-se analisar o alto rendimento, a impor- tância da coesão grupal (processo, grupo e questões psicossociais) e as intervenções psicológicas aplicadas ao meio esportivo. SER_PSI_PSIESP_CAPA.indd 1,3 27/09/2021 14:51:11 © Ser Educacional 2021 Rua Treze de Maio, nº 254, Santo Amaro Recife-PE – CEP 50100-160 *Todos os gráficos, tabelas e esquemas são creditados à autoria, salvo quando indicada a referência. Informamos que é de inteira responsabilidade da autoria a emissão de conceitos. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida por qualquer meio ou forma sem autorização. A violação dos direitos autorais é crime estabelecido pela Lei n.º 9.610/98 e punido pelo artigo 184 do Código Penal. Imagens de ícones/capa: © Shutterstock Presidente do Conselho de Administração Diretor-presidente Diretoria Executiva de Ensino Diretoria Executiva de Serviços Corporativos Diretoria de Ensino a Distância Autoria Projeto Gráfico e Capa Janguiê Diniz Jânyo Diniz Adriano Azevedo Joaldo Diniz Enzo Moreira Maynara Priscila Pereira da Silva DP Content DADOS DO FORNECEDOR Análise de Qualidade, Edição de Texto, Design Instrucional, Edição de Arte, Diagramação, Design Gráfico e Revisão. SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 2 27/09/2021 14:47:50 Boxes ASSISTA Indicação de filmes, vídeos ou similares que trazem informações comple- mentares ou aprofundadas sobre o conteúdo estudado. CITANDO Dados essenciais e pertinentes sobre a vida de uma determinada pessoa relevante para o estudo do conteúdo abordado. CONTEXTUALIZANDO Dados que retratam onde e quando aconteceu determinado fato; demonstra-se a situação histórica do assunto. CURIOSIDADE Informação que revela algo desconhecido e interessante sobre o assunto tratado. DICA Um detalhe específico da informação, um breve conselho, um alerta, uma informação privilegiada sobre o conteúdo trabalhado. EXEMPLIFICANDO Informação que retrata de forma objetiva determinado assunto. EXPLICANDO Explicação, elucidação sobre uma palavra ou expressão específica da área de conhecimento trabalhada. SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 3 27/09/2021 14:47:50 Unidade 1 - Introdução à Psicologia do Esporte Objetivos da unidade 12 Fundamentos teóricos da Psicologia do Esporte 13 História da Psicologia do Esporte 14 Áreas de atuação da Psicologia do Esporte 17 A relação mente/corpo e fatores de bem-estar e saúde mental 18 Principais teorias em Psicologia do Esporte de alto rendimento 22 Desenvolvimento positivo de jovens no esporte 23 Mulheres olímpicas 26 Sintetizando 30 Referências bibliográficas 32 Sumário SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 4 27/09/2021 14:47:50 Sumário Unidade 2 - Aspectos comportamentais e cognitivos na prática de atividades específicas Objetivos da unidade ........................................................................................................... 35 Feedback, reforçamento e motivação .............................................................................. 36 Feedback intrínseco e extrínseco ................................................................................ 37 Motivação intrínseca e extrínseca .............................................................................. 39 Percepção e atenção nas práticas esportivas ............................................................... 42 Autoconceito e crenças ................................................................................................. 44 Autoeficácia no esporte e a performance esportiva ................................................ 46 O papel do mindfulness no esporte .............................................................................. 48 Compulsão e perdas............................................................................................................. 50 Síndrome de burnout no esporte .................................................................................. 52 O coping ............................................................................................................................ 54 Sintetizando ........................................................................................................................... 56 Referências bibliográficas ................................................................................................. 57 SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 5 27/09/2021 14:47:50 Sumário Unidade 3 - Processo grupal Objetivos da unidade ........................................................................................................... 59 O processo grupal e a competição ................................................................................... 60 Coesão grupal e cooperação ........................................................................................ 63 A competição no contexto esportivo .......................................................................... 69 Questões psicossociais, socioculturais e a prática de atividade física em grupos populacionais.........................................................................................................................71 A importância do esporte para a formação de crianças e adolescentes ............. 72 A prática esportiva e o envelhecimento saudável ................................................... 75 O desenvolvimento psicossocial do atleta com deficiência .................................... 77 Sintetizando ........................................................................................................................... 79 Referências bibliográficas ................................................................................................. 80 SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 6 27/09/2021 14:47:50 Sumário Unidade 4 - Intervenção psicológica Objetivos da unidade ........................................................................................................... 82 Técnicas para intervenção no âmbito do esporte ......................................................... 83 Intervenções cognitivas e psicológicas em esportes e e-sports competitivos ....... 84 Intervenção psicológica nas lesões esportivas ......................................................... 89 A Psicologia do Esporte e a intersetorialidade ............................................................. 95 Políticas públicas no esporte educacional ................................................................. 97 Transição de carreira no esporte ................................................................................. 98 Sintetizando ......................................................................................................................... 101 Referências bibliográficas ...............................................................................................em relacionamentos com os outros também. Em suma, o autoconceito pressupõe que as capacidades, valores, atributos e limites são integrações na identidade conforme as crenças do sujeito sobre elas. O autoconceito pode ser desenvolvido a partir das interações que o sujeito tem com outras pessoas e com o ambiente, como familiares, colegas, equipe, técnico, adversários etc. Elas são fundamentais para a promoção do conheci- mento sobre si. Um exemplo dessa característica é a liderança esportiva. O esporte competitivo cria ambientes que proporcionam a formação e per- sonalidade dos atletas, aqueles que exercem um papel de líder tem respon- sabilidades de auxiliar, motivar e inspirar os atletas dentro e fora dos espa- ços esportivos, demonstrando uma postura de carisma. A liderança tem sido, frequentemente, identifi cada como uma das causas principais para o sucesso ou fracasso de um atleta ou equipe. Nessa direção, o líder tem como objetivo buscar o melhor dos atletas, estimulando que eles compreendam suas limita- ções e potencialidades, facilitando o processo de conhecimento do seu corpo e mente. Além disso, o líder deve ter a capacidade de compreender as razões que fazem os atletas permanecerem na prática, reforçando essa ação positi- vamente, pois, ao promover a satisfação e o comprometimento destes, o líder terá maiores chances de conduzir a equipe ao sucesso esportivo. A liderança é defi nida como um processo no qual um indivíduo infl uencia um grupo buscando alcançar uma meta ou objetivo em comum. O papel do líder no esporte tem um grande peso em criar um ambiente motivacional, com objetivo de auxiliar no processo de desenvolvimento da performance. Para PSICOLOGIA DO ESPORTE 44 SER_PSI_PSIESP_UNID2.indd 44 27/09/2021 14:59:31 ser líder o atleta precisa desenvolver algumas habilidades, sendo elas sociais, emocionais, técnicas, táticas e cognitivas. Isso ocorre pois é preciso que quem exerce esse papel auxilie outros atletas a reconhecer seu potencial, seja com estratégias aplicadas, como modelos de inspirações, ou respeitando normas e regras. Todavia, os líderes que apresentam traços agressivos e autoritários podem provocar descontrole emocional e agressividade dos atletas. O modelo do Diagrama 1 demonstra de maneira sintética como o desem- penho e satisfação dos atletas dependem de três comportamentos do líder: exigido, real e preferido. As características da situação, característica do líder e características do membro são considerados antecedentes que influenciam o comportamento do líder. Dessa forma, se este apresenta comportamento adequado em situações, se ajustando às preferências dos membros do grupo, consequentemente os atletas irão atingir um desempenho melhor e mais sa- tisfação. Pode-se relatar que o líder exerce um papel fundamental, de suporte, inspiração e aprendizagem, auxiliando os atletas a compreenderem suas habi- lidades, características e outras potencialidades, promovendo ainda autono- mia e independência. DIAGRAMA 1. O COMPORTAMENTO DO LÍDER Antecedentes ConsequênciasComportamentos do líder Características da situação Comportamento exigido Características do líder Comportamento atual Satisfação e desempenho Características dos membros Comportamento preferido Fonte: WEINBERG; GOULD, 2016, p. 196. (Adaptado). PSICOLOGIA DO ESPORTE 45 SER_PSI_PSIESP_UNID2.indd 45 27/09/2021 14:59:31 Autoeficácia no esporte e a performance esportiva A teoria da autoefi cácia é considerada uma das mais recentes quando com- parada a outras teorias de competência ou efi cácia pessoal. A teoria tem como premissa de que o início e a persistência de um comportamento dependem, primeiramente, dos julgamentos e expectativas sobre as habilidades compor- tamentais, capacidades e da forma como enfrenta as demandas e os desafi os criados pelo ambiente. Além disso, a teoria da autoefi cácia também entende que esses fatores são importantes e operam um papel para o controle psicológico, sendo um auxílio para lidar com problemas emocionais e comportamentais. A autoefi cácia é defi nida como julgamentos que as pessoas realizam sobre a sua capacidade e habilidade, para delimitar estratégias e executar os planos com intuito de desenvolver a performance, e, por consequência, melhorar o rendimento visando atingir metas. O atleta com níveis signifi cativos de autoefi - cácia apresenta convicção de que irá executar suas jogadas com sucesso, reali- zando movimentos que produzem efeitos positivos para os resultados, portan- to os pensamentos e crenças pessoais associadas às capacidades para realizar uma tarefa pode determinar o rendimento do indivíduo. Nessa direção, a autoefi cácia pode ser compreendida como avaliação ou percepção pessoal sobre a própria inteligência, habilidade e outros conheci- mentos, contudo não diz respeito a possuir ou não tais competências, mas em acreditar que as possua. Se considerarmos a autoefi cácia como sinônimo da confi ança do atleta em realizar uma atividade envolvida no processo cognitivo, em que é exigido um raciocínio subjetivo, pode-se pensar a autoefi cácia como uma percepção subje- tiva, pois diz sobre o que a pessoa acredita, além de representar o estado real de interesse. A autoefi cácia é demonstrada a partir de duas maneiras, que são apresentadas no Quadro 7. QUADRO 7. TIPOS DE AUTOEFICÁCIA Autoefi cácia específi ca É identifi cada em domínios específi cos, sendo demonstrada a partir do vínculo entre a percepção e a performance. Essa autoefi cácia vem sendo encontrada em diferentes situações, tais como bulimia, performance competitiva, perda de peso, entre outros. PSICOLOGIA DO ESPORTE 46 SER_PSI_PSIESP_UNID2.indd 46 27/09/2021 14:59:32 Autoeficácia geral Além de ser considerada em situações específicas, a autoeficácia pode ser considerada uma variável global ou como um traço de personalidade; há estudos da autoeficácia como parte de um conceito dentro de uma estrutura desenvolvimental de crianças. Nesse tipo de processo são consideras todas as experiências de sucessos e fracassos da vida que são atribuídos para a construção da identidade. Os atletas em busca de sucesso durante as competições precisam compreen- der que as estratégias devem superar as habilidades físicas. Atualmente, as ha- bilidades cognitivas são interpretadas e defendidas por pesquisadores como es- senciais, pois têm um papel de influência no funcionamento e desenvolvimento atlético. Portanto, a aprendizagem e a performance envolvem várias questões além dos comportamentos mecânicos. Nesse sentido, as crenças de eficácia operam um papel necessário, seja para promover habilidades ou para planejar que essas habilidades sejam bem executadas em situações diferentes. Em circunstância desse processo não se pode cometer o erro de julgar as habilidades físicas isoladamente, é preciso considerar também a percepção do atleta para improvisar durante as jogadas, que podem proporcionar estímulos imprevisíveis e estressantes. Para que a performance tenha o desenvolvimen- to necessário, o atleta precisa estar atento para perceber quais são as habilida- des físicas e cognitivas que estão sendo aplicadas naquela partida. As percepções da autoeficácia contribuem para a motivação no esporte; a partir das crenças pessoais o atleta consegue tomar decisões, escolhendo des- de quais desafios irá enfrentar e a intensidade do esforço que irá aplicar, como também o seu grau de persistência. Por fim, dando fechamento à importância da autoeficácia em relação à per- formance, atletas que possuem habilidades comparáveis, mas diferentes níveis de confiança, não apresentam o mesmo desempenho. Aqueles que apresen- tam insegurança, dúvidas sobre suas habilidades, mesmo que sejam conside- rados atletas talentosos, tendem a apresentar desempenho baixos, enquanto os atletas menos talentosos com altos níveis de segurança tendem a fazer uma apresentaçãode qualidade superior. Diante disso, a partir dos esportes competitivos é possível identificar a fra- gilidade da percepção de autoeficácia dos atletas, uma vez que dá para acom- panhar as quedas de performance causadas pelas falhas devido às crenças da eficácia. Mesmo com treinos intensos e planejamento para aperfeiçoar os mo- PSICOLOGIA DO ESPORTE 47 SER_PSI_PSIESP_UNID2.indd 47 27/09/2021 14:59:32 vimentos físicos, as dúvidas frente ao esporte praticado bloqueiam a execução das habilidades de forma satisfatória. Nesse sentido, a percepção da autoefi cácia tem efeitos sobre os pensa- mentos, infl uenciando diretamente o rendimento, podendo aumentar ou di- minuir a performance. Quanto mais forte for a autoefi cácia, mais metas e objetivos serão estabelecidos, se ajustando à pessoa e ao compromisso que ela tem frente ao seu esporte. O papel do mindfulness no esporte Apesar dos benefícios causados pela prática da atividade física, como redu- ção da depressão, ansiedade e estresse, promoção do bem-estar subjetivo e condicionamento físico, muitas pessoas ainda não se sentem motivadas para realizar algum exercício físico. Diante disso, surge o papel do mindfulness, que pode ser descrito como uma atenção plena perante uma experiência, com ati- tudes abertas e não julgadoras, ou seja, é uma habilidade que permite ao atleta centrar-se em sua atividade sem infl uências de reações internas. O mindfulness permite que o atleta foque, intencionalmente, sua atenção para o momento presente, bem como para seus aspectos psicológicos para melhorar seu rendimento. As principais características são: estar centrado no presente (estar consciente da atividade e percepção dos acontecimentos) e sem julgamento (observar com uma atitude de aceitação plena). O termo “mindfulness” foi defi nido como a consciência que aparece por meio da atenção plena, permitindo ao atleta foco durante a prática e na experiên- cia que acontece durante a atividade. Destaca-se que a prática do mindfulness não é sobre ter a mente vazia de sentimentos ou pensamentos, mas sim prestar atenção ao momento presente, sem preocupações. A partir disso, as emoções, sensações e pensamentos devem ser considerados eventos da mente, podendo ser praticados de duas formas: informal ou formal. Na primeira, a atenção plena é desenvolvida sendo empregadas competências, como ouvir os sons da natureza, perceber os movimentos que o corpo faz enquanto respi- ra, como também perceber emoções (tristeza, raiva, irritação). Para a prática formal são necessários treinos mais intensos para a atenção, acontecendo por meio da me- ditação, que permite a observação dos conteúdos relacionados ao corpo e mente. PSICOLOGIA DO ESPORTE 48 SER_PSI_PSIESP_UNID2.indd 48 27/09/2021 14:59:32 Na prática do exercício físico, o mindfulness tem papel importante para auxiliar no alcance de metas e objetivos, além disso, estimula a satisfação com essa prática, visto que está apoiado em comportamentos de aceitação e atenção. Dessa forma, aqueles que buscam o mindfulness tendem a subs- tituir ou inibir tendências habituais indesejadas, consequentemente promo- vendo o autocontrole. Os treinamentos e intervenções que são baseados nessa abordagem pro- porcionam consequências benéficas aos praticantes, pois estimulam a regula- ção do exercício e o controle de reações psicológicas negativas (ansiedade), por outro lado as pessoas que não vivenciam essa experiência têm probabilidades de desistir das atividades por apresentar exaustão e estresse relacionados com outros aspectos de suas vidas (por exemplo, trabalho ou família). O papel do mindfulness tem recebido atenção devido ao seu potencial para promover a atividade física, contudo as pesquisas sobre o termo vêm sendo ambivalentes sobre as contribuições relativas das formas de traços e estado do mindfulness. O traço e o estado são compreendidos como construtos dife- rentes, teoricamente e operacionalmente (ver Quadro 8). Dessa maneira, eles podem fornecer implicações diferentes para o planejamento de intervenções da promoção da atividade física, bem como da satisfação da prática. QUADRO 8. OS TIPOS DE MINDFULNESS Tipos de mindfulness Exemplos Traço 1. Determinado como uma diferença individual confiável. 2. Pressupõe que os participantes tenham uma capacidade disposicional de atenção plena em qualquer contexto. Estado 1. Definida como uma experiência momentânea que varia para cada pessoa, contexto e tempo. 2. Entende que os níveis momentâneos de atenção plena variam ao decorrer do tempo durante as atividades, como também em situações específicas, independentemente do nível da atenção plena em traços. Diante dessas conceitualizações, espera-se que as pessoas com alto nível de atenção plena experimentem os estados do mindfulness mais frequente- mente do que aquelas com baixa atenção aos traços. Assim, o mindfulness pode ser interpretado como modificável para aplicação nas intervenções. Es- PSICOLOGIA DO ESPORTE 49 SER_PSI_PSIESP_UNID2.indd 49 27/09/2021 14:59:32 sas intervenções geralmente são avaliadas com base na capacidade do atleta em aumentar o traço, pois pouco se sabe como as mudanças causadas pelo estado podem infl uenciar nas atividades físicas e desempenho. Adicional- mente, as intervenções têm como objetivo treinar a regulação da atenção e adoção de uma orientação para abertura e aceitação, o que auxilia o de- senvolvimento da atenção momentânea e da consciência, assim apoiando a autorregulação da atividade. Os benefícios da autorregulação são fundamentais para as atividades físi- cas, pois uma série de fatores podem surgir com o tempo, como o estresse e a fadiga, que podem prejudicar as intenções de uma pessoa ser ativa. Para a pessoa com consciência elevada, os sentimentos e pensamentos fi cam mais claros, sendo recebidos sem julgamento, ou seja, em vez de ser oprimida por fatores desmotivacionais, ela consegue enfrentar e gerenciar essas situações com mais efi cácia. No Quadro 9 é possível observar algumas infl uências/conse- quências de cada tipo de mindfulness sobre a atividade física. QUADRO 9. ASSOCIAÇÃO DO MINDFULNESS COM ATIVIDADE FÍSICA Tipos de mindfulness Infl uências Traço Estudos têm demonstrado amplamente uma associação positiva entre o traço de mindfulness e a atividade física. O traço também demonstrou ter relação com a manutenção, cumprimento de metas, prazer e satisfação pela prática esportiva. Além disso, também demonstrou ter papel como moderador nas relações entre motivação e ação, por exemplo: pessoas com níveis mais altos de atenção nas características apresentam mais motivação intrínseca para iniciar e continuar no esporte. Estado A literatura demonstra que o aumento da atenção plena no estado em ambientes esportivos tem relação com a satisfação pela atividade. Ademais, foi possível verifi car que os esportistas que apresentaram níveis elevados do estado também apresentavam crenças mais fortes, o que permite atingir com mais facilidade os objetivos estabelecidos. Compulsão e perdas Atualmente, o esporte profi ssional pode ser interpretado como uma prá- tica que exige muito das pessoas que estão envolvidas, como atletas e técni- cos, recebendo pressões de todas as formas, isto é, de patrocinadores, mídia, PSICOLOGIA DO ESPORTE 50 SER_PSI_PSIESP_UNID2.indd 50 27/09/2021 14:59:32 torcida, familiares ou até mesmo de si mesmo. Além de toda cobrança, o nível dos atletas e das equipes precisam ser elevados, precisando estar em con- dições iguais em questões técnicas, táticas e físicas. Nessa direção, é preci- so que os atletas, juntamente com seu treinador, busquem estratégias para conseguir lidar com esses fatores sem afetar o desempenho, rendimento e estabilidade emocional. O treinamento físico nas diversas modalidades esportivas, principalmente nas femininas, proporcionam o físico e o atlético harmonioso, mas ao mesmo tempoimplica em problemas específicos da categoria de atletas. Sendo um desses problemas o Transtorno do Comportamento Alimentar (TCA), denomi- nado como uma perturbação persistente do comportamento com a alimenta- ção. Tal transtorno gera efeitos negativos nos hábitos alimentares, prejudican- do a saúde física e psicológica. O meio competitivo proporciona muitas vezes um ambiente de pressões socioculturais pelo corpo ideal, uma vez que é relacionado a uma imagem cor- poral com o desempenho físico. Adicionalmente, os atletas também são sub- metidos a cobranças de manutenção da massa corporal de acordo com a sua modalidade esportiva. Diante disso, compulsões relacionadas a treinos e ali- mentação aparecem cada vez mais. Além da questão física, relacionada à imagem corporal e transtornos ali- mentares, as pressões e os treinos intensos também provocam alguns efeitos somáticos (respiração profunda e rápida, pressão arterial elevada, diminuição da secreção salivar, entre outros), causadas pelo estado emocional do atleta, mais especificamente pelo estresse. Weinberg e Gould (2016) afirmam que há quatro estágios para o estresse: 1) demanda ambiental (física e psicológica); 2) percepção da demanda ambiental (ameaça física ou psicológica percebida); 3) resposta o estresse (ansiedade, tensão muscular, ativação); e 4) consequências comportamentais (desempenho e resultado). A partir disso, entende-se que a tensão, a preocupação, a ansiedade e o medo podem ser subprodutos do estresse. Dentre os fatores psicológicos que estão presentes no ambiente esportivo competitivo, o estresse pode ser considerado um dos principais aspectos na determinação do desempenho, ou seja, as mu- danças fisiológicas que são estimuladas pelo estresse diminuem a energia, cau- sando interferências negativas na realização das atividades de longa duração. PSICOLOGIA DO ESPORTE 51 SER_PSI_PSIESP_UNID2.indd 51 27/09/2021 14:59:32 O medo é considerado um subproduto do estresse. Em situações de estres- se, o medo pode surgir e provocar alterações fi siológicas (frequência cardíaca, pressão arterial e frequência respiratória). Ter medo em situações neutras não infl uencia tanto no rendimento quando comparado à uma competição, isso porque o atleta vivencia uma situação neutra, com poucas pressões e sem es- tímulos que infl uenciariam uma fuga. Nesse sentido, o estresse e as suas im- plicações estão associados à má performance e provoca lesões, uma vez que as pressões e medos têm relação direta com a autoconfi ança. No entanto, é importante destacar que o bom atleta consegue identifi car seus medos, bus- cando meios de enfrentá-los ou neutralizá-los; essa habilidade de reconhecer e controlar as emoções negativas é entendida como uma estratégia de enfren- tamento – coping. Síndrome de burnout no esporte Devido ao processo complexo e árduo que os atletas vivenciam durante a sua trajetória no esporte por causa da busca por competências físicas, técni- cas e táticas, os fatores psicológicos tornam-se estratégias para melhorar o desempenho, infl uenciar na longevidade dos atletas, como também afetar os resultados. A síndrome de Burnout, de caráter psicofi siológico, costuma ser evidente em ambientes organizacionais, como escritórios e hospitais, sendo pouco discutida no ambiente esportivo. Trata-se de um conjunto de sintomas de ordem física e psicológica, sen- do defi nida como uma síndrome que causa exaustão emocional, reduzindo a energia profi ssional, como também a despersonalização, podendo acontecer com qualquer pessoa que precise utilizar alguma capacidade. No esporte, mui- tas vezes o quadro de Burnout não é identifi cado em curto prazo em técnicos, atletas, árbitros ou até mesmo em outros membros desse contexto – o que na maioria das vezes gera uma consequência mais grave, que é o abandono espor- tivo, levando à aposentadoria precoce. Com base nessa defi nição, a Burnout é um conjunto de sintomas que são fundamentados em três dimensões: • Exaustão emocional: é caracterizada por sentimentos de extrema fadiga, provocado pelo esforço excessivo; PSICOLOGIA DO ESPORTE 52 SER_PSI_PSIESP_UNID2.indd 52 27/09/2021 14:59:32 • Despersonalização: está associado aos sentimentos negativos, com com- portamentos impessoais, desligados e de descuido em relação ao outro; • Redução da satisfação profissional: provocadas por avaliações negati- vas sobre si, principalmente em relação à habilidade de obter sucesso. No esporte, com a preocupação de proporcionar melhores condições e in- vestimentos para a prática da atividade física, os profissionais têm buscado a excelência física, técnica, tática e psicológica, ao mesmo também apresenta uma preocupação sobre como evitar ou lidar com problemas relacionados à interrupção da vida profissional do atleta, como o desgaste emocional, frus- tração e o estresse. Este está associado à competição esportiva como um fator relevante, pois está diretamente ligado com o desempenho dos atletas profis- sionais, que sempre são submetidos a treinos rigorosos. O estresse é definido como uma reação psicofisiológica complexa, poden- do ser um estímulo ou evento ambiental que provoca a tensão e afeta a rea- ção ou o processo individual. Quando algo é interpretado como estressan- te pode desencadear emoções negativas que prejudicam a performance do atleta. Contudo, há estudos que indicam que o estresse pode proporcionar o desenvolvimento positivo das habilidades, pois, quando controlado e enfren- tado de maneira correta, o atleta pode utilizar do evento estressor como uma ferramenta para alcançar o sucesso. Dessa forma, quando o estresse está moderado, o rendimento melhora, pois há estímulos para manter o indivíduo em ativação, mas não há excessos para distraí-lo. Portanto, usar estratégias de enfrentamento é um método possível para auxiliar atletas que apresen- tam sintomas relacionados ao Burnout. Para atletas, a exaustão profissional, em geral, acontece devido às deman- das do treinamento e das competições, estando associada à sua percepção sobre suas habilidades e rendimentos, que são baixas. A exaustão apresenta três importantes aspectos: • Relato de experiência emocional e física: são provocadas por demandas excessivas que são forçadas em treinos e competições; • Redução de senso de autorrealização: as percepções sobre os objetivos e metas são interpretadas como inatingíveis; • Desvalorização e desinteresse pelo esporte: quando as motivações vão desaparecendo e o atleta perde o prazer pela prática. PSICOLOGIA DO ESPORTE 53 SER_PSI_PSIESP_UNID2.indd 53 27/09/2021 14:59:32 CURIOSIDADE Os pesquisadores Daniel Alvarez Pires, Maria Regina Ferreira Bran- dão e Cláudia Borim da Silva buscaram estimar as evidências de validade para o Questionário de Burnout em atleta, assim disponibi- lizando para o contexto esportivo um instrumento capaz de avaliar o estado emocional, possibilitando a prevenção dos sintomas causados por estresse e pressões. O coping Estratégias de enfrentamento vêm sendo utilizadas, cada vez mais, por atle- tas que querem aprender a lidar com o estresse, e pode ser classifi cado como uma ferramenta que tem como foco as emoções e os problemas. As estratégias que têm como foco as emoções são empregadas quando os atletas acreditam que algo ou nada pode ser feitos para modifi car um determinado momento. Nesse processo, o atleta pode incluir algumas opções, tais como distanciamen- to, evitação ou reavaliação positiva da situação. Quando a estratégia é focada no problema, os atletas tendem a encarar a situação estressante diretamente, seja para diminuir as demandas estressoras ou para aumentar sua capacidade em lidar com o estresse. Na literatura é possível observar alguns métodos de enfrentamento que auxiliam a controlar o estresse e reduzir esse sofrimento, estando relaciona- dos a melhores resultados. Em geral, esses métodos utilizam de recursosque abrangem a autoestima, o suporte social, o otimismo e o autocontrole. Dentre esses métodos, o coping é defi nido como um conjunto de esforços, cognitivos e comportamentais, que são utilizadas por atletas e até mesmo outras pessoas encontradas em outros contextos para se adaptarem a situações adversas. Adicionalmente, as características de dominação, somatização e competência são consideradas como resultados do coping. Esse método envolve quatro con- ceitos principais: • O coping é um processo ou uma interação do atleta com o seu ambiente; • Tem como função administrar situações estressoras em vez de apenas obter controle e domínio sobre elas; • Os processos de coping são baseados na ideia de que a percepção e inter- pretação das habilidades são representados na mente do atleta; PSICOLOGIA DO ESPORTE 54 SER_PSI_PSIESP_UNID2.indd 54 27/09/2021 14:59:32 • O coping exige esforços, cognitivos e comportamentais para administrar as demandas internas e externas. As estratégias de coping refletem comportamentos, pensamentos, senti- mentos e ações que são utilizadas como ferramentas para lidar com um estí- mulo estressor. Essas estratégias podem ser classificadas em dois tipos depen- dendo do seu objetivo, que são apresentadas no Quadro 10. QUADRO 10. ESTRATÉGIAS DE COPING Tipo Definição Coping focado na emoção É entendido como o esforço para controlar o estado emocional, que está relacionado ao estresse ou a situações estressoras. Geralmente, são focados a nível somático ou de sentimentos, que têm como intuito auxiliar a melhorar o estado emocional do indivíduo. Dessa forma, essa estratégia tem como objetivo principal minimizar sensações físicas desagradáveis provocadas pelo estado de estresse. Coping focado no problema O coping, neste caso, tem como objetivo atuar sobre a situação que deu origem ao estresse, tentando modificar ou aprender a enfrentar. Diante disso, a partir dessa estratégia é possível auxiliar o atleta a alterar o problema que existe entre o ambiente e ele. Essa ação pode ser direcionada internamente ou externamente quando está focado em uma fonte externa de estresse, por exemplo: as estratégias podem estar associadas a negociar um conflito ou solicitar ajuda. O uso dessas estratégias vai depender da percepção avaliativa do atleta frente à situação estressora, que pode usá-la de duas formas: avaliação primá- ria e avaliação secundária. Na avaliação primária o processo é cognitivo, po- dendo interpretar o risco envolvido, enquanto na segunda é possível analisar os recursos disponíveis e outras opções que auxiliam a enfrentar o problema. CONTEXTUALIZANDO A ampliação do conceito de coping, mesmo sendo recente no esporte, vem sendo defendida e usada cada vez mais por profissionais e pesqui- sadores da área. Pois pode ser utilizada como uma ferramenta auxiliar no rendimento do atleta, por consequência fazendo com que ganhe mais competições e traga visibilidade para o esporte no Brasil. PSICOLOGIA DO ESPORTE 55 SER_PSI_PSIESP_UNID2.indd 55 27/09/2021 14:59:32 Sintetizando É possível observar que mais pessoas estão entrando para o esporte de alto rendimento, buscando participar de competições. Para isso, buscam constan- temente melhorar o desempenho, identificando suas fraquezas e potenciali- dades. O treinador, durante esse processo, é fundamental para compreender as falhas que precisam ser corrigidas. A partir dos feedbacks vistos por outro ângulo, os atletas conseguem trabalhar para corrigir seus erros. Isso acontece porque o atleta, ao decorrer da prática esportiva, desenvolve capacidades de atenção e percepção que o auxiliam a entender suas habilidades, caracterís- ticas, atributos e outros fatores que fazem parte do ser atleta. Aqueles que demonstram tais habilidades cognitivas, como também a autoeficácia e o min- dfulness, tendem a apresentar melhores resultados, pois conseguem visualizar toda a situação, com abertura e atenção plena, conseguindo estabelecer estra- tégias que possibilitam a promoção do seu rendimento; além disso, o atributo confiança auxilia muito nesses resultados, uma vez que não há dúvidas sobre a sua atuação, realizando os movimentos sem medo. No entanto, apesar de alguns esportistas conseguirem manter o equilíbrio emocional, adquirir confiança e acreditar no seu potencial, muitos atletas vi- venciam cobranças excessivas, que podem partir de si ou de fatores externos, por exemplo, da família e da mídia, que provocam emoções e comportamentos negativos, levando ao desgaste ou até mesmo à desistência da prática, que é o caso das pessoas que desenvolvem a Burnout. Pensando nessas circunstâncias negativas que afetam o desenvolvimento do atleta, prejudicam a sua saúde e que muitas vezes podem levar à aposentadoria precoce, estratégias de enfrentamento às situações estressantes foram pensa- das. O Coping é uma estratégia essencial para os atletas, uma vez que possibilita se adaptarem a situações adversas, amenizando a exaustão e o estresse. PSICOLOGIA DO ESPORTE 56 SER_PSI_PSIESP_UNID2.indd 56 27/09/2021 14:59:32 Referências bibliográficas PÉREZ, L. M.; BAÑUELOS, F. S. Rendimiento deportivo: claves para la optimiza- ción de los aprendizajes. Madrid: Gymnos, 1997. SCHMIDT, R. A. Aprendizagem e performance motora: dos princípios à práti- ca. São Paulo: Movimento, 1993. SCHMIDT, R. A.; WRISBERG, C. A. Aprendizagem e performance motora: ini- ciando. Porto Alegre: Artmed, 2010. WEINBERG, R. S.; GOULD, D. Fundamentos da psicologia do esporte e do exercício. Porto Alegre: Artmed, 2016. PSICOLOGIA DO ESPORTE 57 SER_PSI_PSIESP_UNID2.indd 57 27/09/2021 14:59:32 PROCESSO GRUPAL 3 UNIDADE SER_PSI_PSIESP_UNID3.indd 58 27/09/2021 16:16:01 Objetivos da unidade Tópicos de estudo Apresentar as questões do processo grupal, o que denomina um grupo e suas características; Abordar as informações importantes para manter a equipe esportiva, bem como as habilidades que podem ser desenvolvidas por meio delas; Descrever a importância da competição para o desenvolvimento de habilidades e o fortalecimento do grupo quando se trata de modalidades coletivas; Expor a importância do esporte para diferentes grupos, visto que pode proporcionar uma vida saudável, de inclusão e habilidades socioemocionais. O processo grupal e a competição Coesão grupal e cooperação A competição no contexto esportivo Questões psicossociais, socioculturais e a prática de atividade física em grupos populacionais A importância do esporte para a formação de crianças e adolescentes A prática esportiva e o envelhecimento saudável O desenvolvimento psicossocial do atleta com deficiência PSICOLOGIA DO ESPORTE 59 SER_PSI_PSIESP_UNID3.indd 59 27/09/2021 16:16:01 O processo grupal e a competição A dinâmica de grupo é fundamental para o contexto esportivo, dado que, ao promover e manter o envolvimen- to dos membros da equipe, possibili- ta o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. O termo “dinâmica de grupo” é usado para descrever os processos, ações e qualquer mudan- ça que aconteça dentro de um grupo. Diante disso, pesquisadores da área esportiva começaram a estudar sobre as questões relacionadas ao grupo, tais como os relacionamentos dos atletas com os treinadores e outros atle- tas de equipe, coesão grupal e clima motivacional. Adicionalmente, estudaram também sobre as experiências individuais associadas ao grupo, por exemplo identidade social, motivação e liderança de pares. Em suma, a importância do processo grupal pode ser compreendida por duas razões amplas: 1) os grupos são onipresentes nos exercícios, ou seja, as modalidades esportivas são as principais situações evocadas quando se con- sidera cenários de grupo que envolvam atividade física. Além disso, as prefe- rências por essas modalidades variam com base na identidade e pelos vínculos que formam a estrutura social. 2) os gruposacontecem por meio da necessida- de de pertencer, por consequência, essa necessidade infl uencia a experiência da atividade física, visto que o atleta percebe o seu papel, o seu valor e os tra- ços em comum com os outros, benefícios mútuos são compartilhados. O processo grupal tem sido amplamente usado para melhorar a atuação do atleta e da equipe, a partir de intervenções que têm como foco a comunicação, treinamento de inteligência, desenvolvimento de identidade social e o trabalho em equipe. Em um estudo realizado por McEwan e Beauchamp (2020), os auto- res investigaram a efi cácia de programas esportivos que tinham o objetivo de avaliar o funcionamento das equipes. Tais programas usavam como estratégias feedback, defi nição de metas individuais e para equipe, como também simula- ções de competições. PSICOLOGIA DO ESPORTE 60 SER_PSI_PSIESP_UNID3.indd 60 27/09/2021 16:16:07 Os resultados demonstraram que as equipes que recebiam intervenções com o grupo apresentavam rendimentos superiores comparados àqueles que recebiam individualmente, além disso, foi possível observar o comportamento de trabalho em equipe. Nessa direção, os atletas, quando adquirem relação afetiva e de confiança, apresentam maior probabilidade para traba- lhar com determinação, visto que conseguem perceber o propósito do grupo e acreditar no sucesso, consequentemente a sua relação com o esporte se torna mais positiva e saudável, pois ficam mais engajados, satisfeitos e reconhecem o seu valor. O processo grupal pode ser compreendido ainda por vários fatores apresentados no Quadro 1. Fator Definição Seleção da estratégia As escolhas de estratégias são importantes, pois dependem delas para o sucesso das equipes esportivas. No contexto esportivo, as regras dos jogos e das competições podem restringir tanto o treinador quanto o atleta do seu propósito geral, relacionado ao esporte ou dos objetivos a serem alcançados. Uma escolha específica influencia a seleção dos atletas para o grupo, quais os papéis a desempenhar e a natureza dos treinadores. Em geral, as estratégias de um treinador são consideradas as principais temáticas das discussões por especialistas ou fãs do esporte. Mobilização Diz respeito à medida em que os atletas que são considerados talentosos são recrutados como parte da equipe. Essa escolha pode variar de algo menos complexo, por exemplo, em casos de selecionar uma equipe após um teste do ensino médio ou mais elaborado, por exemplo, escalar jogadores para a Copa do Mundo. Em ambos os casos, a mobilização refere-se ao recrutamento e/ou seleção de indivíduos talentosos, em que suas habilidades e capacidades contribuem para as estratégias selecionadas. A partir da perspectiva das estratégias, os atletas selecionados deverão possuir diferentes habilidades e capacidades para se complementarem. Apesar dos atletas ficarem felizes por serem selecionados, alguns deles podem ficar insatisfeitos com as outras escolhas, dessa forma, é importante avaliar a satisfação do atleta. Desenvolvimento O desenvolvimento acontece por meio da eficácia do treinador em usar o talento disponível de maneira organizada para alcançar o sucesso nas competições. Os atletas podem avaliar de forma positiva ou negativa de acordo com as combinações realizadas pelo treinador, usando as habilidades e capacidades. Um exemplo disso é quando um jogador sente que essa combinação, de habilidades ou de jogadores, seria um influenciador para melhorar o desempenho. QUADRO 1. FATORES ASSOCIADOS AO PROCESSO GRUPAL PSICOLOGIA DO ESPORTE 61 SER_PSI_PSIESP_UNID3.indd 61 27/09/2021 16:16:07 Prática Os atletas gastam longas horas de energia, com treinamentos em relação a competições. O processo empregado durante os treinamentos é fundamental para o desempenho em competições; na medida em que vão percebendo que são ineficazes, as probabilidades de ficarem insatisfeitos aumentam. Táticas de competição O sucesso da equipe é determinado pelas táticas que são adotadas pelo treinador durante as competições. Tais táticas podem ser proativas (ações tomadas independentemente do que os oponentes fazem) ou reativas (táticas empreendidas para combater as iniciativas dos adversários), o grau dessas medidas vai depender das situações específicas, podendo ser adotadas táticas distintas ou até mesmo contraditórias. Considerando que a estratégia diz respeito à abordagem geral do jogo em todo o campeonato, as táticas referem-se a escolhas específicas em resposta a uma situação durante a competição. Tratamento igual Em geral, os atletas: a) fazem comparações sobre a proporção de contribuições percebidas dos resultados com os outros membros da equipe; b) percebem quando há desigualdade presentes no ambiente. Um exemplo disso é um membro da equipe de futebol perceber que as contribuições trazidas pelo atacante (esforço, dedicação) são mais importantes do que as contribuições do centroavante. Percebendo a situação como desigual, o atleta pode ter seu nível de satisfação afetado devido ao nível de justiça do treinador com a equipe. Ética O uso de medicamentos para melhorar o rendimento ou para avaliar a dor, pode ser considerado doping. A adoção de táticas antidesportivas e violência excessiva são algumas das questões relacionadas à ética. Os atletas podem ter reações diferentes frente a essas questões quando se relacionam com sua própria equipe. É importante avaliar sua satisfação ou insatisfação em relação à conduta ética do treinador ou dos membros da equipe. Esforço do grupo Este aspecto tem relação direta com a percepção do atleta sobre seus colegas, que estão se empenhando, mostrando determinação e esforço para melhorar os resultados da equipe. Esses esforços podem ser durante os treinamentos ou durante os campeonatos. O esforço de grupo também aborda a medida em que os outros membros se envolvem nas atividades sociais, ou seja, se um membro do grupo contribuiu ou não para a tarefa do grupo. Coordenação O sucesso e as experiências positivas dependem da organização e gestão em fornecer suporte para a equipe. Essa situação é possível de observar em instalações e equipamentos fornecidos à equipe. Ao mesmo tempo em que os atletas podem estar satisfeitos ou não com o orçamento atribuído à equipe. Apoio de auxiliares O apoio de auxiliares pode ser oferecido pela equipe médica, comissão técnica e outros profissionais que gerenciam os jogos. Suporte comunitário Apesar da comunidade, geralmente, não estar diretamente envolvida nos assuntos da equipe, ela tem um efeito significativo sobre como as equipes podem ser eficazes, por meio do apoio implícito e explícito. Esse significado pode ser observado pelas vantagens em competições. Fidelidade do suporte Esse fator está diretamente relacionado à satisfação de um atleta, demonstrando sua lealdade com o treinador, com membros da equipe ou comissão técnica. PSICOLOGIA DO ESPORTE 62 SER_PSI_PSIESP_UNID3.indd 62 27/09/2021 16:16:07 Participação decisiva A participação decisiva refere-se ao comprometimento do atleta em tomar decisões relevantes com a equipe e sobre seu desempenho, uma vez que o treinador o envolve neste processo. Fonte: CHELLADURAI; RIEMER, 1997. (Adaptado) Fonte: EVANGELISTA, 2017, p.19. Coesão grupal e cooperação O esporte pode ser classifi cado em quatro categorias, sendo elas: modalida- de individual com interação com o adversário, modalidade coletiva com intera- ção com o adversário, modalidade individual sem interação com o adversário e modalidade coletiva sem interação com adversário. Essas categorias estão defi nidas no Quadro 2. Modalidade Com interação com o adversário Sem interação com o adversário Coletiva São esportes em que os atletas trabalham com outros companheiros de equipe, de maneira combinada, enfrentando diretamente outra equipe, considerada adversária. Esses esportes podem ser basquete, voleibol, futebol, handebol etc. São esportesque precisam de dois ou mais atletas para atuação, mas que não interferem na atuação do adversário, por exemplo remo, nado sincronizado etc. Individual São os esportes em que atletas enfrentam diretamente outro atleta, tentando alcançar seus objetivos durante a partida para ganhar pontos e vencer, e, por consequência fazer com que o adversário perca. Alguns exemplos dessa modalidade são judô, boxe, taekwondo etc. São esportes que não exigem colaboração de outros atletas e nem confronto direto com o adversário, por exemplo, ginástica artística, natação etc. QUADRO 2. CATEGORIAS ESPORTIVAS. Tais defi nições consideram as características das modalidades e as intera- ções, reforçando que a interação é um fator importante a ser considerado para a identifi cação das modalidades. Além dessas categorias apresentadas no Qua- dro 2, ainda há uma subdivisão: PSICOLOGIA DO ESPORTE 63 SER_PSI_PSIESP_UNID3.indd 63 27/09/2021 16:16:07 • Sem interação com o adversário, dando destaque ao desempenho; • Com interação com o adversário, dando destaque aos princípios básicos do jogo. Os esportes da primeira subdi- visão são associados ao esporte de “marca”, “estéticos” e de precisão. As diferenças entre os três tipos é que o resultado da ação motora em esportes de “marca” é um registro quantitativo de tempo, da distân- cia ou do peso. No esporte estético, os resultados da ação motora estão relacionados na qualidade do movi- mento conforme os padrões técnico- -combinatórios. E nos esportes de precisão, os resultados dizem respei- to à eficiência e à eficácia de aproximar um objeto ou atingir um alvo. Essa subdivisão tem como foco as ações dos atletas para atingir os resultados, ou seja, tem o objetivo de compreender o desempenho e a capacidade em exe- cutar movimentos ou tarefas relacionados ao esporte praticado. Enquanto os esportes da segunda subdivisão estão direcionados para as modalidades que exigem combate ou luta, campo e taco, rede ou quadra e os em que há invasão de territórios entre as equipes: • Esporte de combate ou luta: as disputas em que os atletas devem usar técnicas, táticas e outras estratégias para conter os seus adversários, podendo ser por meio de uma imobilização, exclusão de espaço ou limitando que ele use ações de ataque e defesa. • Esporte de campo e taco: tem como finalidade colocar a bola longe do alcance dos outros jogadores, pensando em construir vantagens sobre o adversário. • Esporte de rede ou quadra: são modalidades esportivas em que o atleta arremessa ou lança uma bola em espaços que o adversário não seja capaz de alcançar, isto é, defender ou atacar, forçando a cometer um erro, sendo consi- derado apenas o tempo que o objeto está em movimento. PSICOLOGIA DO ESPORTE 64 SER_PSI_PSIESP_UNID3.indd 64 27/09/2021 16:16:08 • Esporte de invasão ou territorial: são as modalidades que têm como intuito invadir a área que é defendida pelo adversário para marcar um ponto, ao mesmo tempo que a sua área precisa ser protegida. As equipes esportivas, dessa forma, são compreendidas como uma ques- tão importante em várias modalidades. A equipe esportiva pode ser definida pelo agrupamento de atletas que demandam cooperação, interação, comuni- cação e outras características que fortalecem o trabalho em equipe. Além dis- so, o grupo é compreendido pelas suas atividades e da sua dinâmica, sendo baseada em dois requisitos: • A separação dos papéis e responsabilidades de cada atleta; • Coordenar as funções para que os atletas trabalhem como um todo, man- tendo o grupo organizado e unido. Uma equipe é caracterizada por sete aspectos, sendo eles apresentados no Quadro 3. Existência de uma identidade coletiva: diz respeito à união dos atletas, tornando-os diferentes de outras equipes. Estabelecimento de objetivos e metas comuns: está associado às metas de interesses que os atletas estabelecem, por exemplo, marcar um ponto ou ganhar uma partida. Enfrentamento de vivências comuns: refere-se aos números de experiências coletivas vividas, que, por consequência, aumenta a interdependência da equipe. Demonstração de padrões estruturados de interação: diz respeito ao comportamento do líder, do estilo da comunicação. Interdependência pessoal e na tarefa: refere-se às motivações e razões para manter as relações e interação pessoal. Atração interpessoal recíproca: quando há uma colaboração e cooperação entre os membros da equipe para atingir um objetivo. Pertencimento: quando eles próprios se consideram um grupo. QUADRO 3. CARACTERÍSTICAS DE UMA EQUIPE ESPORTIVA PSICOLOGIA DO ESPORTE 65 SER_PSI_PSIESP_UNID3.indd 65 27/09/2021 16:16:08 Atualmente, as modalidades esportivas estão cada vez mais exigentes, querendo resultados positivos e bom desempenho. As teorias relacionadas ao grupo esportivo ao longo dos anos ganharam espaço, diante disso, muitos pes- quisadores chegaram à conclusão de que um grupo com alta coesão tem mais chance de ser unido e comprometido. A coesão de grupo pode ser entendida como as forças que existem entre os membros, o sentimento de pertencer, como também os níveis de esforços em que os membros concentram para alcançar uma meta ou objetivo. Nesse sen- tido, a coesão de grupo pode ser definida como um processo dinâmico, que se refere pela vontade de se manter unido e permanecer em grupo, com objetivo de buscar satisfação para as necessidades afetivas dos membros. Ter uma alta coesão grupal é fundamental, pois auxilia no processo de de- senvolvimento do rendimento, melho- rando o desempenho. Em alguns estu- dos, foi possível concluir que a coesão de grupo e o desempenho são cone- xões recíprocas, ou seja, a alta coesão aumenta o desempenho, da mesma forma que o desempenho de sucesso promove a coesão. A coesão de grupo, portanto, existe onde os jogadores criam vínculos e têm interesses em comum, os membros compartilham esses interesses e outras informações que são consideradas relevantes, sendo caracterizada como uma boa coesão social. Além desta também há coesão de tarefas que é sobre a conexão de um grupo para realizar uma determinada tarefa. Essas duas definições concentram-se em dois conceitos que são importantes da coesão social e da tarefa. Nessa direção, a equipe é organizada e formada para conseguir atingir um propósito, usando da coesão da tarefa para facili- tar e destacar a importância do papel de cada um dentro do grupo. A coesão social é desenvolvida ao decorrer do tempo, na medida em que a confiança e os afetos são construídos. Sobre as modalidades coletivas que possibilitam essa coesão grupal, po- dem ser agrupadas em uma categoria, visto que todas essas modalidades pos- suem seis invariantes: PSICOLOGIA DO ESPORTE 66 SER_PSI_PSIESP_UNID3.indd 66 27/09/2021 16:16:25 DIAGRAMA 1. AS SEIS INVARIANTES DAS MODALIDADES COLETIVAS Uma bola ou equipamento similar Adversários Regras específicas Alvo para atacar e defender Espaço de jogo Companheiros de equipe A partir dessas invariantes se constroem as equipes esportivas, possibili- tando que as modalidades sejam consideradas e visualizadas em sua estrutura. Com o crescimento de pesquisas sobre as equipes esportivas, foi possível identificar alguns dos resul- tados influenciados pela coesão grupal, tais como, desempenho, alcance de metas coletivas, melho- ra do desempenho, maturidade da equipe, inte- gração do grupo e cooperação. A definição desses resultados é apresentada no Quadro 4. PSICOLOGIA DO ESPORTE 67 SER_PSI_PSIESP_UNID3.indd 67 27/09/2021 16:16:25 Resultado Definição Desempenho O desempenho é o resultado mais desejado pelos atletas e pela equipe. Sendo definida pelas situações em que os atletas investem seus tempos para realizar algum movimento ou ação. A única forma de identificar o desempenho dos atletas é por meio das vitórias, em campeonatos, jogos ou treinos. Essa avaliação segue a lógicade que o atleta busca a excelência por meio das vitórias contra os adversários, dessa forma, vencer é compreendido como um resultado significativo. Alcance de metas coletivas Os treinadores, juntamente com seus atletas, podem estabelecer metas pensando em competições futuras, como ganhar uma porcentagem de jogos durante essa temporada. Uma vez alcançadas as metas, é possível avaliar os indicadores de desempenho e, por consequência, a satisfação do atleta. Melhora do desempenho A melhoria do desempenho está associada à satisfação dos atletas e da equipe, ao perceber o seu rendimento durante a temporada anteriores ou a atual. Essas melhorias podem influenciar nos pontos ganhados durante os jogos, consequentemente, a posição no ranking. Maturidade da equipe A maturidade de uma equipe acontece quando há o crescimento e o desenvolvimento dos membros sobre várias questões, tais como aptidão física, domínios das habilidades, estratégias e táticas. Integração de grupo Diz respeito ao estado direcionado para a solidariedade, envolvendo orientações e processos grupais, compreensão e aceitação das estratégias e táticas, reconhecimento e respeito. Essa solidariedade é promovida a partir das relações e vínculos prolongados, como também contribuições sobre as tarefas. Adicionalmente, a integração grupal é associada aos aspectos psicológicos da coordenação e do trabalho em equipe. A cooperação É caracterizada pelo processo social, em que todos os membros dos grupos têm o mesmo objetivo, a partir disso as recompensas e benefícios são iguais, os papéis são divididos de modo que todos tenham uma responsabilidade dentro do grupo. Em jogos cooperativos características como aceitação, envolvimento, diversão, respeito são evidenciados, enquanto a exclusão, agressividade, seletividade são minimizadas. Dentre os princípios da cooperação, está incentivar a criatividade, flexibilidade nas regras e evitar confronto. QUADRO 4. RESULTADOS DA COESÃO GRUPAL CURIOSIDADE Na literatura ainda há poucos instrumentos que possam avaliar o trabalho em equipes esportivas de jovens, as escalas que são disponibilizadas têm como foco a avaliação do trabalho em equipe com profissionais em empresas ou indústrias. No entanto, alguns pesquisadores, sendo um deles a autora deste conteúdo, adaptou a Teamwork Scale for Youth para o contexto esportivo. PSICOLOGIA DO ESPORTE 68 SER_PSI_PSIESP_UNID3.indd 68 27/09/2021 16:16:25 A competição no contexto esportivo A natureza de uma competição esportiva tem duas dimensões: competi- tiva e cooperativa. Em esportes coletivos, os atletas buscam coordenar seus movimentos e ações com os outros membros da equipe, na busca pelo ob- jetivo competitivo comum, havendo, dessa forma, uma cooperação entre os atletas em vários momentos dos jogos. A competição esportiva é como um sistema auto-organizado, caracterizado por um ritmo de jogo que assume duas formas: 1) Competições que tendem a exibir uma atividade de impulso e defesa, com possessão alternadas iguais, como tênis e badminton; 2) Competições que trocam posse de maneira desigual, exibindo atitudes e comportamentos de vai e vem, como basquete, futebol e hóquei. Em competições, um dos estados emocionais mais recorrentes é a ansie- dade, sendo caracterizada como um estado emocional negativo que está as- sociado aos pensamentos de estresse e preocupação que podem infl uenciar nas sensações físicas. A teoria multidimensional da ansiedade competitiva é formada por três componentes, apresentados no Quadro 5. Cognitivo: diz respeito aos pensamentos e questionamentos que a pessoa tem sobre si, em relação ao desempenho e sobre o momento da competição. Perturbação somática: refere-se às sensações fi siológicas, como aumento da sudorese, aumento ou diminuição de batimentos cardíacos e da frequência respiratória, excitação e frio no estômago. Autoconfi ança: a crença que o atleta tem em reconhecer suas capacidades e saber que vai obter um desempenho positivo. QUADRO 5. COMPONENTES DA ANSIEDADE COMPETITIVA Em crianças e adolescentes, a competição se torna importante, visto que pode infl uenciar no processo de formação esportiva, contribuindo para ou- tros aspectos da vida (escola, família e comunidade), desde que aconteça PSICOLOGIA DO ESPORTE 69 SER_PSI_PSIESP_UNID3.indd 69 27/09/2021 16:16:25 de maneira saudável, ou seja, conforme as necessidades, motivações e in- teresses de quem pratica o esporte. Nesse sentido, a competição assume diferentes formas, com base na transição de carreira, passando pelas com- petições não formais, progredindo de maneira gradual até participar das competições formais. A partir disso, é pensado em uma estrutura teórica, denominada enge- nharia competitiva, que tem o objetivo de propor mudanças em competições, promovendo experiências positivas, buscando estimular o atleta a ficar mais engajado com o esporte, facilitando a motivação intrínseca. Para isso, são empregadas algumas alterações pensando em alcan- çar algumas metas para estimular esse envolvimento, sendo elas estruturais, materiais, instalações espor- tivas e das regras dos jogos, possibilitando a maior participação, dado que o ambiente se ajusta ao nível de desenvolvimento das crianças e adolescentes. Essa situa- ção é chamada de engajamento do atle- ta, dividida em quatro pontos apresenta- dos no Quadro 6. Aumentar a ação e pontuação: é caracterizada pela procura do atleta em se manter ativo durante os jogos, aumentando a pontuação da equipe. Estratégias recomendadas são diminuir o tamanho do espaço ou alterar o tamanho/peso dos equipamentos. Criar alto envolvimento pessoal: diz respeito a estimular o engajamento e a autonomia nas atividades, usando como estratégias as contribuições dos atletas para fortalecer o grupo e alcançar o sucesso, além de promover as sensações de pertencimento e outras emoções positivas. Manter pontuações próximas: é sobre evitar as vantagens dos adversários nos resultados para que não estimule sensações negativas, como perda de motivação e do prazer. Nesses casos, recomenda-se que a organização do evento equalize os níveis dos participantes, além de criar regras para que os resultados não sejam tão discrepantes. Promover relações sociais positivas: é denominada a partir da elaboração das práticas que envolvam diferentes equipes e regras de socialização, com objetivo de fornecer um ambiente de suporte e social, promovendo emoções positivas e compartilhamento de experiências fora do ambiente de competição. QUADRO 6. METAS DE ENGAJAMENTO DO ATLETA PSICOLOGIA DO ESPORTE 70 SER_PSI_PSIESP_UNID3.indd 70 27/09/2021 16:16:25 Questões psicossociais, socioculturais e a prática de atividade física em grupos populacionais A prática esportiva não faz parte apenas das vidas dos atletas de alto rendi- mento e competitivos, visto que o conceito de esporte vem sendo modifi cado nos últimos anos, sendo reconhecido como um fenômeno social e contemporâ- neo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), indivíduos que praticam e mantêm o hábito de realizar exercícios físicos promovem a sua saúde física, por consequência, minimizando doenças durante todo o curso da vida. Essas promoções da saúde envolvem os comportamentos individuais e familiares, enquanto as ações de prevenção estão associadas a três níveis hierárquicos: • Primária: tem objetivo de evitar que a exposição a riscos provoque doen- ças ou traumas. • Secundária: diz respeito sobre a detecção, como também a intervenção precoce sobre as doenças, antes que elas se desenvolvam. • Terciária: tem como foco prevenir complicações que são avançadas e ou- tras lesões que permanecem devido à doença, além de promover reabilitação. Além da questão da promoção da saúde física, a prática regular da ativida- de física, em geral, pode proporcionar vários benefícios à vida, tais como: DIAGRAMA 2. BENEFÍCIOS À VIDA DECORRENTES DA ATIVIDADEFÍSICA REGULAR Sentimento de realização relacionado ao desenvolvimento pessoal e ao reconhecimento social. Benefícios psicológicos, associados ao aumento da confi ança, da autoefi cácia e do humor. Socialização e estímulos das relações interpessoais, promovendo emoções positivas (alegrias e satisfação). PSICOLOGIA DO ESPORTE 71 SER_PSI_PSIESP_UNID3.indd 71 27/09/2021 16:16:25 Nesse sentido, entende-se que as atividades físicas podem promover quali- dade de vida, independente da pessoa que a pratica. Além disso, o suporte social durante a prática é considerado uma variável importante, pois exerce uma fonte de magnitude que infl uencia na permanência e satisfação com a atividade física, facilitando resultados positivos em relação a emoções, comportamentos e atitu- des dos indivíduos. O suporte pode exercer diferentes funções, como pode ser observado no Quadro 7. Integração social ou companhia: as atividades físicas são realizadas em conjunto. Suporte emocional: todo apoio moral e psicológico que alguém possa receber. Suporte informacional: serve como uma orientação. Suporte instrumental: caracterizado pelos recursos que estão disponíveis e são necessários para a prática. QUADRO 7. FUNÇÕES DO SUPORTE SOCIAL Com o avanço do esporte ao longo dos anos, o fenômeno, além de ser re- conhecido socialmente, transformou-se em um fenômeno plural, polissêmico e de realidade polimorfa, ou seja, sendo interpretado como um modelo caracte- rizado pelas relações humanas, que está associada a um conjunto de fatores, sendo eles: vitória, derrota, esforço, desejo, interesses e deter- minação. Dentre as pessoas que realizam essas atividades: crianças, adolescentes, adultos, idosos e pessoas com defi - ciência, o objetivo da prática e o signifi cado são individuais, podendo ser diferente em cada um desses grupos. A importância do esporte para a formação de crianças e adolescentes O esporte na vida de crianças e adolescentes, na maioria das vezes, encontra- -se no contexto escolar, sendo considerada uma atividade complexa, pois está relacionado a diversas limitações, uma delas a formação de educadores físicos. Contudo, é preciso pensar nessa área como um componente educativo que não PSICOLOGIA DO ESPORTE 72 SER_PSI_PSIESP_UNID3.indd 72 27/09/2021 16:16:25 agrupa apenas a aprendizagem de técnicas e táticas, além dos seus benefícios fí- sicos, mas que pode fornecer também condições para que os esportivos se com- prometam com suas capacidades, fazendo com que vivenciem uma experiência que permita configurar sua identidade, ou seja, sua singularidade e atingir sua autoestruturação. Nesse sentido, entende-se que, mesmo com limitações e difi- culdades que precisam ser trabalhadas e discutidas, o contexto escolar possibi- lita a prática esportiva auxiliando o desenvolvimento dos alunos em relação às suas habilidades e capacidades de ordem psicossocial. Ao longo do seu crescimento e valorização, o esporte vem sendo conside- rado uma parte positiva na vida das pessoas que o realizam. A partir disso, as crianças e adolescentes que praticam esporte de maneira regular, com o hábito de desenvolvimento, recebem estímulos para aprimorar suas habilidades e qua- lidades mentais, sociais e sentimentais. No entanto, é importante destacar que esse desenvolvimento acontece dependendo da modalidade esportiva e da lo- calização, isto é, se o jovem realiza a atividade com outra pessoa, se compartilha experiências, se o treinamento acontece em um lugar de fácil acesso e popular. Para esse grupo, para que a prática da atividade física seja iniciada e mantida, é preciso pensar em algumas questões. Por exemplo, para crianças a motivação para começar um esporte está relacionada a três fatores: DIAGRAMA 3. FATORES QUE INFLUENCIAM AS CRIANÇAS A COMEÇAREM UMA PRÁTICA ESPORTIVA Influência dos familiares e professores. Pertencimento ao grupo. Oportunidade de se envolver e demonstrar suas habilidades. PSICOLOGIA DO ESPORTE 73 SER_PSI_PSIESP_UNID3.indd 73 27/09/2021 16:16:25 Enquanto as razões dos adolescentes estão apenas voltas para ser bom em alguma coisa e ter reconhecimento do grupo em que pertence, as razões vol- tadas para o pertencer e ser reconhecido são semelhantes com as razões das crianças, sugerindo a relevância dos papéis e das relações sociais para o desen- volvimento emocional ao longo da vida nos diferentes contextos que a pessoa está inserida, por exemplo, no próprio esporte ou escolar. Nessa direção, pode-se concluir que a participação em esportes, para as crianças e adolescentes, sejam eles individuais ou coletivos, proporciona a faci- litação para o desenvolvimento e aprimoramento das habilidades sociais, possi- bilitando maior interação no âmbito social, consequentemente aumento na au- toestima, autocontrole, independência, autonomia e diminuição da frustração. Sobre o desenvolvimento dessas habilidades, conceituam-se as socioemocio- nais, definidas como habilidades que os jovens podem aprender, praticar e ensinar. Durante o processo da for- mação esportiva, os jovens aprendem a se inserir nos esportes, promover respeito, autocontrole, empatia, como também alcançar objetivos, manter as relações sociais positivas e tomar decisões coerentes. Enquanto as com- petências emocionais são a base para que esse desenvolvimento aconteça, visto que é a forma como o indivíduo se expressa e gerencia seus sentimentos, tais como, raiva, frustração, alegria, ansiedade e estresse. Dentre as diversas teorias que visam discutir e divulgar sobre o desenvolvi- mento das habilidades e competências socioemocionais do ser huma- no, está a teoria cujo foco é analisar a personalidade humana atra- vés de cinco dimensões, sendo popularmente conhecida como Big Five: abertura a novas experiências, extrover- são, amabilidade, consciência e estabilidade emocio- nal (ou neuroticismo), tais dimensões são definidas no Quadro 8. PSICOLOGIA DO ESPORTE 74 SER_PSI_PSIESP_UNID3.indd 74 27/09/2021 16:16:33 Dimensão Defi nição Abertura a novas experiências Caracterizado pela tendência do indivíduo para ser aberto a novas experiências, sejam elas culturais, intelectuais ou estéticas. Consciência Diz respeito à organização, esforço e responsabilidade. Aquele que é consciente apresenta características de efi ciência, organização, autonomia, disciplina, além de ser racional e focado em seus objetivos. Extroversão Refere-se à orientação de interesses e energia sobre o mundo exterior, pessoas e outros objetos que não estão integrados no mundo subjetivo. Aquele que é extrovertido é caracterizado como alguém sociável, com facilidade em fazer amizades, aventureiro e entusiasmado. Amabilidade É sobre agir sem egoísmo, ou seja, de forma cooperativa e colaborativa, sendo amável, tolerante, altruísta, simpático e objetivo. Estabilidade emocional É caracterizado pela previsibilidade e consistência das reações emocionais, ou seja, não há mudanças signifi cativas do humor. Contudo, quando acontece o contrário, o indivíduo apresenta sentimentos como preocupação, impulsividade, falta de confi ança e irritação. QUADRO 8. AS DIMENSÕES DO BIG FIVE ASSISTA A formação esportiva é muito importante para os jovens brasileiros, visto que possibilita o desenvolvimento de habi- lidades, como também oferece oportunidades de acesso a treinamentos, local e ida em competições. No vídeo “Qual a importância da formação esportiva de jovens no Brasil?” é possível observar com mais clareza como o esporte pode infl uenciar na vida dos jovens. A prática esportiva e o envelhecimento saudável A iniciação esportiva pode ser compreendida como o primeiro contato que a pessoa tem com alguma atividade física ou uma prática esportiva organizada e orientada. Em teoria, a prática esportiva pode ser realizada em qualquer faixa etária da vida, contudo, geralmente, o processo da atividade é concentrado em crianças eadolescentes. PSICOLOGIA DO ESPORTE 75 SER_PSI_PSIESP_UNID3.indd 75 27/09/2021 16:16:33 Essa situação foi sendo modificada gradualmente, visto que a partir da legisla- ção de 1988 a constituição passou a garantir o direito de todos para o acesso ao esporte, dessa forma tentando acabar com a limitação de que idosos não poderiam realizar uma atividade. Uma das perspectivas que contribui para essa limitação é compreender o esporte como sendo exclusivamente de alto rendimento, de que todas as pessoas que praticam alguma modalidade fazem de maneira semelhante a um atleta profissional, portanto, contribuindo para a carência de locais que ofere- cem a iniciação tardia no esporte. Em relação ao idoso, ao praticar o esporte o objetivo está associado ao espor- te de participação, ou seja, faz o exercício de forma voluntária, em um momento de lazer, buscando promover a saúde e a integração da sua vida social. De acordo com o Ministério do Esporte, a principal razão para os idosos realizarem uma atividade física é porque promovem qualidade de vida e bem-estar. Adicional- mente, o exercício físico como prática regular e crônica tem potencial para de- senvolver as funções cognitivas dos idosos, de maneira geral, a literatura aponta alguns mecanismos que podem ser responsáveis pela relação entre o exercício físico na cognição, como: • Estrutura cerebral: a estrutura cerebral, à medida que o indivíduo envelhece, sofre declínios (redução do volume e atrofia dos neurônios), alguns estudos indicam que o exercício aeróbico possa ter relação com o enfraquecimento dessas perdas. • Função cerebral: o processo de envelhecimento está associado com os declí- nios da função cerebral, contudo, há evidências que o exercício aeróbico provoca efeitos positivos sobre essa função. • Perfusão cerebral: com o passar dos anos os idosos podem sofrer com a re- dução do fluxo sanguíneo em algumas regiões do cérebro, alguns estudos demons- traram que o idoso ativo apresentou manutenção e prevenção da perfusão cerebral quando comparados a idosos sedentários. • Aptidão cardiovascular: a prática regular do exercício físico apresenta efeitos positivos na aptidão, por consequência, exercendo uma influência benéfica na fun- ção cognitiva. A literatura ainda demonstra que o esporte, seja de modalidade coletiva ou in- dividual, mas que permite o contato com o outro por meio da rivalidade, é capaz de influenciar positivamente a função cognitiva, pois isso demanda que o indivíduo realize habilidades motoras e cognitivas na mesma atividade. PSICOLOGIA DO ESPORTE 76 SER_PSI_PSIESP_UNID3.indd 76 27/09/2021 16:16:33 É importante destacar que a atividade física é um direito de todos, inclu- sive para os idosos que só recebem benefícios por meio da prática, visto que há uma melhora na saúde física (por exemplo, controle da pressão arterial), desenvolvimento da função cognitiva, aumento da velocidade, coordenação motora e interação social, diminuindo a ansiedade e depressão. O desenvolvimento psicossocial do atleta com deficiência Defi nir o termo defi ciência pode parecer complexo, uma vez que há uma sé- rie de fatores sociais, econômicos e culturais que impactam e infl uenciam direta- mente. A Organização Mundial de Saúde, especifi camente, faz a distinção entre três conceitos: • Impedimento: caracterizado por alguma perda ou anormalidade das fun- ções da estrutura anatômica, fi siológica ou psicológica; • Defi ciência: diz respeito ao próprio conceito, quando apresenta alguma restrição ou perda, causando limitações para desenvolver habilidades conside- radas normais para o ser humano; • Incapacidade: refere-se a uma desvantagem individual, causado pelo im- pedimento ou pela defi ciência, que restringe o desempenho ou o cumprimento. Em geral, as defi nições sobre a defi ciência são diferenciadas em dois tipos: primária e secundária. A primária diz respeito aos conceitos de defi ciência e da incapacidade, defi nida por aspectos biológicos, enquanto a secundária é ca- racterizada pelo impedimento associada aos aspectos ambientais. O esporte pode confi gurar-se como uma estratégia, desempenhando um papel impor- tante no desenvolvimento dessas pessoas, em vários aspectos, tais como físi- cos, culturais, sociais e emocionais. O esporte pode ser defi nido como um dos principais fenômenos sociais que possibilita a construção de valores morais e éticos, como também o desenvolvimento integral da pessoa em sua esfera biopsicossocial. Para pessoas com defi ciência o esporte está relacionado dire- tamente com a sociabilização, pois facilita a comunicação, autoimagem, realização pessoal, independência e o au- toconhecimento, além disso, auxilia na diminuição das limitações e valoriza as capacidades. PSICOLOGIA DO ESPORTE 77 SER_PSI_PSIESP_UNID3.indd 77 27/09/2021 16:16:33 A trajetória em direção a uma sociedade mais inclusiva para pessoas com deficiência deve ser pautada, principalmente, em uma compreensão cultural e de vivência, através de políticas públicas efetivas, com objetivo de realizar intervenções sobre as diferenças favorecendo o desenvolvimento psicossocial de cada praticante. No Quadro 9 é possível observar algumas medidas ou es- tratégias para pensar em aplicar nesse contexto. Buscar reconhecer, aceitar e valorizar as diferenças nas culturas esportivas, pensando não apenas em um público de pessoas com deficiência, mas em todos os participantes, visto que cada esportista desenvolve sua capacidade e habilidade de maneira individual, podendo estar em níveis diferentes. A partir disso, são impulsionados, naturalmente, novos esportes e atos esportivos associados com a compreensão. Nessa direção, as práticas esportivas criam um movimento de interação entre os participantes. Educar criticamente a sociedade sobre o valor da diferença e do pluralismo, promovendo a participação positiva de qualquer pessoa neste campo, chamando a atenção ainda para que todos percebam a falta de acesso à oportunidade para algumas pessoas por seu gênero, classe, raça, sexualidade e religião. Promover uma compreensão fortalecedora no que diz respeito às diferenças focadas nas deficiências, exigindo maior participação, visibilidade e representatividade, em vez de dar a função de meros receptores de serviços. QUADRO 9. RECOMENDAÇÕES PARA PROFISSIONAIS DO ESPORTE CONTEXTUALIZANDO A ampliação dos esportes para pessoas com deficiência acontece a cada olimpíada, fornecendo visibilidade e representatividade para aqueles que não realizam algum esporte por achar que tem alguma limitação. Na olim- píada de 2016, no Rio, as paraolimpíadas conseguiram um maior número de medalhas do que nos jogos olímpicos, e espera-se que nas próximas edições esse número seja ainda superior. PSICOLOGIA DO ESPORTE 78 SER_PSI_PSIESP_UNID3.indd 78 27/09/2021 16:16:33 Sintetizando As pessoas vivem em um mundo em que depender do outro pode parecer, em alguns momentos, um defeito, em outros uma qualidade necessária, mas é importante ressaltar que o ser humano é um ser que precisa das relações sociais para diversos fatores. No esporte, essa dependência não é diferente, se é que pode ser chamado de dependência, visto que a participação em uma equipe ou a interação com o outro permite o desenvolvimento de habilidades que fazem do atleta alguém melhor. No esporte existem as modalidades coletivas e individuais, contudo, mes- mo o atleta que pratica seu esporte sozinho pode vivenciar experiências com os outros por meio dos seus treinamentos, com seu treinador e seu adversá- rio, o que permite o desenvolvimento da comunicação, a troca de experiência, amadurecimento e sentimentos de autonomia. Essa relação de grupo com as habilidades tem um ciclo sem fim que causa resultados positivos de quem participa, ou seja, dado que o atleta sente-se integrante de um grupo, de uma equipe, desenvolve emoções positivas e habi- lidades. Ao desenvolvê-las,o atleta sente que o grupo é importante para a sua prática esportiva, para o permanecer e ficar satisfeito com o esporte, fazendo com que os atletas estabeleçam um vínculo e queiram manter o grupo unido em busca de alcançar metas e objetivos. O esporte, em geral, proporciona diferentes satisfações e prazeres, além de promover saúde física, autocontrole e outras habilidades socioemocionais. Por isso, a cada ano que passa, o esporte deixa de ser compreendido apenas como aquele de competições, que exige recompensas financeiras e patrocínios, para abranger pessoas que buscam a qualidade de vida. O esporte é direito de to- dos, sendo uma ferramenta importante para qualquer pessoa que a pratique (jovens, adultos, idosos), visto que pode proporcionar uma formação, vida sau- dável e inclusão. PSICOLOGIA DO ESPORTE 79 SER_PSI_PSIESP_UNID3.indd 79 27/09/2021 16:16:33 Referências bibliográficas CHELLADURAI, P.; RIEMER, Harold A. A classification of facets of athlete satis- faction. Journal of sport management, n. 2, 1997, v. 11. EVANGELISTA, S. T. S. Satisfação e coesão: um estudo correlacional com atletas do esporte coletivo. 2017. (Dissertação de Mestrado). Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2017. MCEWAN, D.; BEAUCHAMP, M. R. Teamwork in youth sport. In: BRUNER, M. W.; EYS, M. A.; MARTIN, L. J. (Eds.). The power of groups in youth sport. Academic Press. 2020. QUAL A importância da formação esportiva de jovens no Brasil? Postado pelo Canal Futura. (57mi.57s.). son. col. port. Disponível em: . Acesso em: 19 ago. 2021. PSICOLOGIA DO ESPORTE 80 SER_PSI_PSIESP_UNID3.indd 80 27/09/2021 16:16:33 INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA 4 UNIDADE SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 81 27/09/2021 16:24:32 Objetivos da unidade Tópicos de estudo Apresentar as questões relacionadas à importância de intervenções no esporte; Abordar as intervenções cognitivas e psicológicas em esportes e e-sports competitivos; Descrever as influências do esporte nas lesões e apresentar possíveis processos de reabilitação; Expor a importância do esporte para diferentes setores e seu auxílio na transição da carreira esportiva. Técnicas para intervenção no âmbito do esporte Intervenções cognitivas e psicológicas em esportes e e-sports competitivos Intervenção psicológica nas lesões esportivas A Psicologia do Esporte e a intersetorialidade Políticas públicas no esporte educacional Transição de carreira no esporte PSICOLOGIA DO ESPORTE 82 SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 82 27/09/2021 16:24:33 Técnicas para intervenção no âmbito do esporte Cada vez mais o esporte tem ganhado espaço e visibilidade, uma vez que proporciona desenvolvimento físico, social e emocional, principalmente por va- lorizar os esforços de atletas de alto rendimento que promovem conquistas, medalhas e investimentos. Devido à pressão causada para atingir esses objeti- vos e ganhar competições, esses atletas frequentemente enfrentam estresse e ansiedade quando envolvidos com sua modalidade esportiva. A partir disso, busca-se compreender melhor os fenômenos psicossociais acerca das contingências comportamentais e metacontingências, identifi cando o pré e o pós-comportamento com o objetivo de analisar as relações funcionais e seu contexto. Contudo, há poucos profi ssionais e pesquisas relacionadas a esse campo; diante disso, competições com grande reconhecimento ao redor do mundo, como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, tornaram-se essen- ciais para chamar a atenção para as questões relativas a estresse, ansiedade, concentração, planejamento de estratégia, leitura de jogo, coesão de grupo, entre outros aspectos que fazem parte da prática esportiva competitiva. É importante afi rmar que a ansiedade não está associada apenas a des- vantagens: quando em níveis considerados adequados, ela pode auxiliar no desempenho, visto que é capaz de aumentar a concentração. Isto permite que o atleta volte seu foco para funções específi cas do esporte, consequentemente minimizando distrações e outros efeitos negativos. No entanto, ela precisa ser trabalhada conforme as funções que a prática exige, pois cada uma das tarefas requer um nível de ansiedade para que seu funcionamento seja positivo e pro- picie um rendimento adequado. CURIOSIDADE Uma das possibilidades de avaliação da ansiedade foi adaptada por Karen Cristine Teixeira, Joana Bender Remus e Carlos Henrique Sancineto da Silva Nunes e é denominada de Escala Tridimensional de Ansiedade para o Esporte. Esta ferramenta permite identifi car o quanto a ansiedade in- fl uencia positiva ou negativamente o desempenho nas competições. O estresse pode ser defi nido como qualquer situação que crie uma ten- são aguda ou crônica, a qual produz uma mudança nos estados físico e emo- PSICOLOGIA DO ESPORTE 83 SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 83 27/09/2021 16:24:33 cional. Essas reações são geradas por meio de um ambiente interpretado como exigente e que solicita recursos de enfrentamento, o que pode amea- çar o bem-estar do indivíduo. No ambiente esportivo, o estresse é infl uen- ciado por diversos fatores que geram fadiga, dores, frustrações, ansiedade, depressão e alterações do estado de alerta. Diante disso, o psicólogo possui um papel importante, vis- to que sua função envolve trabalhar os aspectos citados (e que prejudicam o rendimento e o desenvolvimento esportivo) a partir de intervenções que trabalham o emocional, o cognitivo e outras áreas da vida do atleta. Com isso, o profi ssional concebe planejamentos e estratégias que visam aprimorar elementos como equilíbrio emocional, concentração, desempenho sob pressão, motivação, habi- lidades táticas, autoconfi ança, entre outros. Intervenções cognitivas e psicológicas em esportes e e-sports competitivos Os processos cognitivos associados à prática esportiva estão relacio- nados a uma reestruturação cognitiva como forma de estimular o desen- volvimento desta área. A reestruturação cognitiva, por sua vez, refere-se à terapia cognitiva, cujo foco é trabalhar os pensamentos distorcidos, re- formulando-os para que sejam mais adaptativos e permitindo que o lado emocional forneça respostas mais funcionais. Nessa perspectiva, as intervenções buscam a aceitação e o compromisso estimulando a consciência e, a partir dessa possibilidade, o atleta se torna capaz de realizar escolhas baseando-se em valores e visando evitar a repe- tição de erros. Em outras palavras, quando se trabalha esses dois fatores, pensamentos negativos podem ser modifi cados a partir de reforços positivos que minimizam os sintomas de ansiedade e estresse que podem prejudicar o rendimento do atleta. Isso permite que o indivíduo desenvolva habilidades cognitivas para lidar com diversas situações. Essas intervenções são utilizadas em diferentes luga- res no mundo, inclusive no Brasil e, além desse processo, o mindfulness tam- PSICOLOGIA DO ESPORTE 84 SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 84 27/09/2021 16:24:33 bém é uma forma de intervenção cognitiva, visto que permite que os atletas desenvolvam sua consciência e tenham uma mente aberta sobre o esporte. A intervenção psicológica pode ser realizada de diferentes maneiras, sendo a mais comum a avaliação psicológica, que pode ser compreendida como uma área específica da Psicologia. Este campo tem como intuito ope- racionalizar as teorias psicológicas em situações observáveis, possibilitando que o profissional alinhe a teoria com a prática. No âmbito esportivo, essa intervenção é conhecida como psicodiagnóstico esportivo e seu foco é conhe- cer e compreender fenômenos e outros aspectos do atleta ou da interação com sua modalidade. ASSISTA Como a pressão é frequente em esportes de alto rendimento, intervenções são utilizadas com o intuito de auxiliar no desenvolvimento saudável do atleta. No vídeo disponibilizado é possível observar a importân- cia102 SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 7 27/09/2021 14:47:50 SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 8 27/09/2021 14:47:50 A Psicologia do Esporte aborda questões relacionadas aos fenômenos psico- lógicos que afetam a prática esportiva, focando não somente a pessoa que pra- tica a atividade física, mas todos os agentes envolvidos no processo, como pais, árbitros e treinadores. Apesar de não ter sido tão reconhecida no início, essa subárea interdisciplinar tem ganhado espaço no universo científi co e prático, vis- to que contribui para entender como o esporte pode infl uenciar a saúde física e mental, além de possibilitar a verifi cação das potencialidades ou limitações dos atletas. Por isso, pesquisadores investigam cada vez mais sobre o tema. Diante disso, nesta disciplina, pretende-se discutir e refl etir sobre a constru- ção da Psicologia do Esporte, bem como seus benefícios para o bem-estar e suas consequências para a saúde. Para tal, busca-se focar nos aspectos comporta- mentais e cognitivos frente à atividade física, tais como motivação, autoconceito, crenças, percepção, atenção e compulsões. Adicionalmente, visa-se analisar o alto rendimento, a importância da coesão grupal (processo, grupo e questões psicossociais) e as intervenções psicológicas aplicadas ao meio esportivo. Bons estudos! PSICOLOGIA DO ESPORTE 9 Apresentação SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 9 27/09/2021 14:47:50 Dedico este trabalho a todos que valorizam o conhecimento e a aprendizagem; e aos meus professores e alunos, que me incentivam e são o motivo para eu permanecer no mundo acadêmico. A professora Maynara Priscila Pereira da Silva é Mestre em Psicologia pela Universidade São Francisco (2021) e graduada em Psicologia pela Universi- dade Paulista (2018). Trabalha na linha de pesquisa de construção, validação e padronização de instrumentos de me- dida. É membro do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Psicologia do Esporte e do Exercício (NuEPPEE). Possui experiên- cia nas áreas de Avaliação Psicológica, Psicometria e Psicologia do Esporte. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2101004737875827 PSICOLOGIA DO ESPORTE 10 A autora SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 10 27/09/2021 14:47:51 INTRODUÇÃO À PSICOLOGIA DO ESPORTE 1 UNIDADE SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 11 27/09/2021 14:48:04 Objetivos da unidade Tópicos de estudo Apresentar o conceito de Psicologia do Esporte, sua trajetória e sua relação com o bem-estar e a saúde mental; Mostrar os possíveis efeitos da atividade física sobre os praticantes de atividades físicas; Abordar os conceitos da Psicologia do Esporte de alto rendimento, com efeitos, consequências e estratégias. Fundamentos teóricos da Psico- logia do Esporte História da Psicologia do Es- porte Áreas de atuação da Psicologia do Esporte A relação mente/corpo e fato- res de bem-estar e saúde mental Principais teorias em Psicologia do Esporte de alto rendimento Desenvolvimento positivo de jovens no esporte Mulheres olímpicas PSICOLOGIA DO ESPORTE 12 SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 12 27/09/2021 14:48:04 Fundamentos teóricos da Psicologia do Esporte O esporte pode ser considerado um dos maiores fenômenos sociais, visto que proporciona o desenvolvi- mento de habilidades socioemocio- nais, como respeito, responsabilidade, empatia e relação interpessoal. Além disso, é uma maneira de entreteni- mento, devido ao fato de que várias pessoas gostam de acompanhá-lo por lazer. Por isso, a temática espor- tiva vem crescendo cada vez mais nas áreas de pesquisas, podendo ser de- nominada como Ciência do Esporte e incluindo diversas disciplinas, tais como Medicina, Fisiologia e Psicologia. Nessa direção, o esporte demonstra uma tendência para a interdisciplina- ridade, sendo representada por subáreas. A Psicologia do Esporte (PE) é uma delas, sendo defi nida por processos e fundamentos psicológicos, como tam- bém pelas consequências causadas pela regulação psicológica e associadas à prática esportiva individual ou em grupo. Tem por objetivo verifi car os compor- tamentos em diferentes dimensões (afetivas, motivacionais e cognitivas). Entende-se que a PE busca analisar as consequências psíquicas causadas pelas ações esportivas a partir de duas perspectivas. A primeira se baseia em processos psicológicos básicos (cognição, motivação e emoção), enquanto a se- gunda está associada à realização de tarefas, focando em diagnóstico e plane- jamento/uso de intervenções. Portanto, é uma ciência do comportamento que busca auxiliar atletas e treinadores, entre outros agentes esportivos, por meio de métodos que visam à preparação psicológica associados ao desenvolvimento e à potencialidade das habilidades físicas ou sociais. Foca-se em aplicação duran- te a prática, na pré-competição e em outros momentos em que são provocados o sentimento de estresse, fazendo com que os esportistas e os agentes consi- gam enfrentar desafi os com o objetivo de melhorar a performance. PSICOLOGIA DO ESPORTE 13 SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 13 27/09/2021 14:48:05 Apesar de ser mais reconhecida atualmente, a PE não é uma área recente. Além de englobar outros campos de estudo, como a cinesiologia, refl ete as infl uências de mudanças socioculturais, como o crescimento das Olimpíadas, a liberação das mulheres para a prática esportista e a popularidade do esporte profi ssional, passando por diferentes etapas históricas até conseguir valoriza- ção no campo da pesquisa (GOULD; VOELKER, 2014). Ainda ganha destaque devido à sua perspectiva competitiva e por estar presente em projetos sociais e de reabilitação, na medicina preventiva e em programas de qualidade de vida. História da Psicologia do Esporte A PE, um campo valorizado e de futuro promissor, é uma ciência do treina- mento esportivo, cujo objetivo é a potencialização da performance de equipes e agentes envolvidos no processo. Os primeiros estudos da área datam cerca de um século atrás, entre os séculos XIX e XX. O foco, então, era compreen- der conceitos como personalidade, agressão, motivação, liderança, dinâmica de grupo e bem-estar na prática esportiva e na atividade física. Tais conceitos eram considerados como necessidade ou preocupação por profi ssionais e pes- quisadores (WEINBERG; GOULD, 2017). O Quadro 1 apresenta o desenvolvi- mento da PE de acordo com períodos fundamentais para o estudo. QUADRO 1. ETAPAS DA HISTÓRIA DA PE Etapa Período Primeiros anos 1893-1920 Desenvolvimento de laboratórios e de testes psicológicos 1921-1938 Preparação para o futuro 1939-1965 Estabelecimento da PE como disciplina acadêmica 1966-1977 Ciência e prática multidisciplinares na Psicologia do Esporte e do exercício 1978-2000 Psicologia contemporânea do esporte e do exercício 2001-Até o presente Fonte: WEINBERG; GOULD, 2017, p. 7-11. (Adaptado). PSICOLOGIA DO ESPORTE 14 SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 14 27/09/2021 14:48:05 A PE surgiu na América do Norte, com o psicólogo Norman Triplett (1861-1931), que queria compreender a velocidade dos ciclistas, fazendo uma comparação entre aqueles que pedalavam sozinhos e aqueles que pedalavam em grupos. Ele realizou também experimentos com crianças, a fim de entender o desempenho da prática individual e em grupo, chegando à conclusão de que a atividade física apresentava mais desempenho na companhia de outras pessoas (WEINBERG; GOULD, 2017). O segundo período aconteceu em laboratórios localizados na Alemanha, no Japão, na Rússia e nos Estados Unidos. Havia como objetivo construir e de- senvolver testes psicológicos em atletas para levantar informações referentes ao tempo de reação, concentração, personalidade e agressão. Dessa forma, prepararam bases para o futuro ao elaborar técnicas e disciplinas de psicologia do esporte e do exercício. Em meados da década de 1960, a PE passou a se tornar uma produção aca- dêmica, voltada à aprendizagem motora e a fatores psicológicos (ansiedade, motivação,dos psicólogos neste processo, os quais sempre buscam aplicar estratégias que aprimorem o desem- penho dos atletas. O psicólogo tem como responsabilidade a utilização de referências teó- ricas para selecionar os métodos adequados para determinado contexto e avaliação, sempre considerando todos os fatores do ambiente (indivíduo, modalidade, relações). Portanto, seu objetivo é coletar o maior número de dados comportamentais para favorecer o desempenho esportivo. Em caso de modalidades individuais, o profissional pode empregar uma série de téc- nicas, como entrevistas, observação e testes psicológicos. Já em modalidades coletivas, o profissional pode lançar mão de inventários adicionais, como, por exemplo, instrumentos sociométricos, além da observação dos comportamentos de grupo em treinos ou jogos com o objetivo de analisar habilidades de colaboração, liderança e conexão interpessoal. A avaliação no contexto esportivo é baseada em determinados proce- dimentos, os quais são agrupados em cinco ca- tegorias (Quadro 1). PSICOLOGIA DO ESPORTE 85 SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 85 27/09/2021 16:24:33 Procedimento Processo Observação Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza- do em treinos e jogos. Entrevista Permite compreender as questões psicológicas e de personali- dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre- vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da personalidade no comportamento do atleta, além de observar a infl uência do ambiente sobre este comportamento. Experimento em laboratório Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa- da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. Experimento pedagógico A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse- quências sobre o comportamento do atleta. Teste O teste permite levantar informações específi cas de caracte- rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção de resultados futuros positivos. Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza- Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza- Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza- Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza- Permite compreender as questões psicológicas e de personali- dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre- Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza- Permite compreender as questões psicológicas e de personali- dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre- vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza- Permite compreender as questões psicológicas e de personali- dade que podem surgir durante as práticas esportivas. 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Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa- Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza- do em treinos e jogos. Permite compreender as questões psicológicas e de personali- dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre- vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da personalidade no comportamento do atleta, além de observar a infl uência do ambiente sobre este comportamento. Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa- da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza- do em treinos e jogos. Permite compreender as questões psicológicas e de personali- dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre- vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da personalidade no comportamento do atleta, além de observar a infl uência do ambiente sobre este comportamento. Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa- da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza- do em treinos e jogos. Permite compreender as questões psicológicas e de personali- dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre- vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da personalidade no comportamento do atleta, além de observar a infl uência do ambiente sobre este comportamento. Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa- da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse- Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza- do em treinos e jogos. Permite compreender as questões psicológicas e de personali- dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre- vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da personalidade no comportamento do atleta, além de observar a infl uência do ambiente sobre este comportamento. Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa- da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse- Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza- do em treinos e jogos. Permite compreender as questões psicológicas e de personali- dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre- vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da personalidade no comportamento do atleta, além de observar a infl uência do ambiente sobre este comportamento. Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa- da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse- O teste permite levantar informações específi cas de caracte- Tem como intuito avaliaros dados relacionados à personalidade por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza- Permite compreender as questões psicológicas e de personali- dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre- vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da personalidade no comportamento do atleta, além de observar a infl uência do ambiente sobre este comportamento. Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa- da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse- quências sobre o comportamento do atleta. O teste permite levantar informações específi cas de caracte- rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza- Permite compreender as questões psicológicas e de personali- dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre- vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da personalidade no comportamento do atleta, além de observar a infl uência do ambiente sobre este comportamento. Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa- da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse- quências sobre o comportamento do atleta. O teste permite levantar informações específi cas de caracte- rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza- Permite compreender as questões psicológicas e de personali- dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre- vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da personalidade no comportamento do atleta, além de observar a infl uência do ambiente sobre este comportamento. Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa- da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse- quências sobre o comportamento do atleta. O teste permite levantar informações específi cas de caracte- rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza- Permite compreender as questões psicológicas e de personali- dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre- vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da personalidade no comportamento do atleta, além de observar a infl uência do ambiente sobre este comportamento. Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa- da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse- quências sobre o comportamento do atleta. O teste permite levantar informações específi cas de caracte- rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza- Permite compreender as questões psicológicas e de personali- dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre- vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da personalidade no comportamento do atleta, além de observar a infl uência do ambiente sobre este comportamento. Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa- da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse- quências sobre o comportamento do atleta. O teste permite levantar informações específi cas de caracte- rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção Permite compreender as questões psicológicas e de personali- dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre- vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da personalidade no comportamento do atleta, além de observar a infl uência do ambiente sobre este comportamento. Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa- da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse- quências sobre o comportamento do atleta. O teste permite levantar informações específi cas de caracte- rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção Permite compreender as questões psicológicas e de personali- dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre- vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da personalidade no comportamento do atleta, além de observar a infl uência do ambiente sobre este comportamento. Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa- da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse- quências sobre o comportamento do atleta. O teste permite levantar informações específi cas de caracte- rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção de resultados futuros positivos. dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre- vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da personalidade no comportamento do atleta, além de observar a infl uência do ambiente sobre este comportamento. Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa- da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse- quências sobre o comportamento do atleta. O teste permite levantar informações específi cas de caracte- rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção de resultados futuros positivos. personalidade no comportamento do atleta, além de observar a Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa- da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse- quências sobre o comportamento do atleta. O teste permite levantar informações específi cas de caracte- rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção de resultados futuros positivos. Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa- da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido.A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse- quências sobre o comportamento do atleta. O teste permite levantar informações específi cas de caracte- rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção de resultados futuros positivos. Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa- da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse- quências sobre o comportamento do atleta. O teste permite levantar informações específi cas de caracte- rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção de resultados futuros positivos. A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse- quências sobre o comportamento do atleta. O teste permite levantar informações específi cas de caracte- rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção de resultados futuros positivos. A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse- O teste permite levantar informações específi cas de caracte- rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção de resultados futuros positivos. A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse- O teste permite levantar informações específi cas de caracte- rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção de resultados futuros positivos. O teste permite levantar informações específi cas de caracte- rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção de resultados futuros positivos. O teste permite levantar informações específi cas de caracte- rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção QUADRO 1. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO NA ÁREA DA PSICOLOGIA DO ESPORTE Fonte: VIEIRA; VISSOCI; OLIVEIRA, 2010. (Adaptado). Atualmente, os jogos eletrônicos estão cada vez mais presentes na vida da maior parte da população mundial. Com esse crescimento, surgem também os campeonatos do que fi cou conhecido como e-sports (esporte eletrônico), os quais ocorrem em ambientes virtuais. Dessa forma, esse campo angariou diver- sos investimentos, gerando lucros para múltiplas áreas. A partir disso, os atletas começaram a passar por pressões análogas às dos atletas de modalidades pre- senciais, deparando-se com treinamentos intensos, exigências e autocobrança que estimulam sentimentos de depressão, estresse e frustração. Com isso em mente, torna-se necessário refl etir sobre a possi- bilidade da atuação de um psicólogo dentro desse ambiente com o objetivo de manter a saúde e o bem-estar dos jogadores e, consequentemente, da equipe. Assim sendo, a presença de um profi ssional nesse cenário conduz para alguns questio- namentos fundamentais na busca por qualidade de vida para os atletas (Quadro 2). PSICOLOGIA DO ESPORTE 86 SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 86 27/09/2021 16:24:33 QUADRO 2. ASPECTOS RELACIONADOS A UM BOM DESEMPENHO DE ATLETAS Suporte emocional: é essencial em momentos de grande pressão, como em fi nais de campeonato, por exemplo. Comunicação: diz respeito à integração dos participantes da equipe e à resolução dos confl itos entre os membros. Confl itos intrapessoais: têm relação com a escuta de problemas relativos à vida particular do atleta. Lidar com fracassos: relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. Suporte emocionalSuporte emocional Comunicação Suporte emocional Comunicação Suporte emocional Comunicação Suporte emocional como em fi nais de campeonato, por exemplo. Comunicação Confl itos intrapessoais Lidar com fracassos Suporte emocional como em fi nais de campeonato, por exemplo. Comunicação: diz respeito à integração dos participantes da equipe e à resolução dos confl itos entre os membros. Confl itos intrapessoais Lidar com fracassos : é essencial em momentos de grande pressão, como em fi nais de campeonato, por exemplo. : diz respeito à integração dos participantes da equipe e à resolução dos confl itos entre os membros. Confl itos intrapessoais Lidar com fracassos rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. : é essencial em momentos de grande pressão, como em fi nais de campeonato, por exemplo. : diz respeito à integração dos participantes da equipe e à resolução dos confl itos entre os membros. Confl itos intrapessoais Lidar com fracassos rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. : é essencial em momentos de grande pressão, como em fi nais de campeonato, por exemplo. : diz respeito à integração dos participantes da equipe e à resolução dos confl itos entre os membros. Confl itos intrapessoais Lidar com fracassos rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. : é essencial em momentos de grande pressão, como em fi nais de campeonato, por exemplo. : diz respeito à integração dos participantes da equipe e à resolução dos confl itos entre os membros. Confl itos intrapessoais relativos à vida particular do atleta. Lidar com fracassos rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. : é essencial em momentos de grande pressão, como em fi nais de campeonato, por exemplo. : diz respeito à integração dos participantes da equipe e à resolução dos confl itos entre os membros. Confl itos intrapessoais relativos à vida particular do atleta. Lidar com fracassos rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. : é essencial em momentos de grande pressão, como em fi nais de campeonato, por exemplo. : diz respeito à integração dos participantes da equipe e à resolução dos confl itos entre os membros. : têm relação com a escuta de problemas relativos à vida particular do atleta. : relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. : é essencial em momentos de grande pressão, como em fi nais de campeonato, por exemplo. : diz respeito à integração dos participantes da equipe e à resolução dos confl itos entre os membros. : têm relação com a escuta de problemas relativos à vida particular do atleta. : relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. : é essencial em momentos de grande pressão, como em fi nais de campeonato, por exemplo. : diz respeito à integração dos participantesda equipe e à resolução dos confl itos entre os membros. : têm relação com a escuta de problemas relativos à vida particular do atleta. : relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. : é essencial em momentos de grande pressão, como em fi nais de campeonato, por exemplo. : diz respeito à integração dos participantes da equipe e à resolução dos confl itos entre os membros. : têm relação com a escuta de problemas relativos à vida particular do atleta. : relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. : é essencial em momentos de grande pressão, como em fi nais de campeonato, por exemplo. : diz respeito à integração dos participantes da equipe e à resolução dos confl itos entre os membros. : têm relação com a escuta de problemas relativos à vida particular do atleta. : relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. : é essencial em momentos de grande pressão, como em fi nais de campeonato, por exemplo. : diz respeito à integração dos participantes da equipe e à resolução dos confl itos entre os membros. : têm relação com a escuta de problemas relativos à vida particular do atleta. : relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. : é essencial em momentos de grande pressão, : diz respeito à integração dos participantes da equipe e à resolução dos confl itos entre os membros. : têm relação com a escuta de problemas relativos à vida particular do atleta. : relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. : é essencial em momentos de grande pressão, : diz respeito à integração dos participantes da equipe e à resolução dos confl itos entre os membros. : têm relação com a escuta de problemas relativos à vida particular do atleta. : relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. : diz respeito à integração dos participantes da equipe : têm relação com a escuta de problemas relativos à vida particular do atleta. : relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. : diz respeito à integração dos participantes da equipe : têm relação com a escuta de problemas : relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. : diz respeito à integração dos participantes da equipe : têm relação com a escuta de problemas : relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. : têm relação com a escuta de problemas : relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. : relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. : relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. : relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. É possível encontrar diversas semelhanças ao comparar os esportes tra- dicionais com os e-sports, o que facilita a coleta de informações no campo da Psicologia do Esporte. No entanto, devido ao desenvolvimento científi co e tecnológico contínuo nos e-sports, especialmente com o advento dos video- games e computadores, surge um novo componente: os jogos virtuais, que permitem a prática competitiva. A partir da literatura, foi possível observar que as alterações psicológi- cas causadas pelos esportes tradicionais são modifi cadas de acordo com os avanços tecnológicos mencionados anteriormente. Segundo Pereira (2014), muitos jogadores de videogame o fazem por diversão, mas a maioria dos jo- gadores profi ssionais treina por mais de 8 horas por dia, sendo que alguns chegam a 12 horas em 5 a 7 dias por semana. Quando um atleta virtual percebe que está perdendo para outra equipe ou quando se depara com ansiedade, medo ou fracasso, isto pode reduzir signi- fi cativamente seu desempenho normal. Ademais, a dinâmica descontínua do ambiente esportivo pode distrair os atletas, levando a um mau desempenho e à incapacidade de focar nos estímulos mais adequados. Nos momentos de estresse, o uso da conversa interna é uma alternativa para identifi car outros estímulos discriminatórios necessários e fundamentalmente importantes para o pleno desenvolvimento das habilidades atléticas, como a precaução para vencer rodadas, por exemplo. A função de voz automatizada é uma regra pré-estabelecida para focar nas principais prioridades do momento competitivo vigente. A ideia de re- pertório individual, neste caso com a fala interior como técnica utilizada para refi nar o repertório esportivo, pode auxiliar o atleta a compreender regras PSICOLOGIA DO ESPORTE 87 SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 87 27/09/2021 16:24:34 que podem ser empregadas para o autofortalecimento. Já como ouvintes, eles são capazes de gerar maior sensibilidade a estímulos discriminatórios valiosos e importantes no momento do problema. As possíveis intervenções em grupos de atletas foram inspiradas nas ideias de Pichon-Rivière (2005), que discorre sobre comportamentos que modifi cam o mundo ao mesmo tempo em que transformam e estabelecem uma relação dialética entre o indivíduo e o meio no qual ele está inserido. Ademais, na ges- tão de grupos, é necessária a presença de uma equipe de coordenação res- ponsável pela interação durante a tarefa ou pré-tarefa (objetivo da tarefa) e a posterior avaliação do processo. Este grupo possui observadores que tomam notas sobre as falas dos par- ticipantes e, após discutir os movimentos do grupo em questão, constroem uma espécie de linha do tempo em que os vetores estão claramente dispos- tos. Esses vetores existem em todos os processos grupais e devem ser obser- vados na comunicação entre os membros, na TV (ambiente de visão dominan- te), no sistema grupal e na aprendizagem. É possível pensar formas de melhorar a prática da terapia de grupo em um esporte que foca em uma tarefa específi ca e na coordenação dos membros da equipe para um campeonato específi co; assim, a sessão e sua cronologia são executadas. Isso posto, Fernandes, Svartman e Fernandes (2003) classifi cam alguns grupos de maneira didática (Quadro 3): Classifi cação do trabalho grupal Intervenções possíveis Grupos temáticos Grupo de terapia psicanalítica: possui foco em compreender temas específi cos acerca do esporte. Grupos de orientações Grupo diagnóstico: seu objetivo é analisar erros e buscar estratégias para desenvolver o rendimento. Grupos comunitários Grupo de acolhimento: possibilita que os indivíduos tenham as mesmas possibilidades e acesso no esporte. Grupo de terapia psicanalíticaGrupo de terapia psicanalíticaGrupo de terapia psicanalíticaGrupo de terapia psicanalíticaGrupo de terapia psicanalítica temas específi cos acerca do esporte. Grupo diagnóstico Grupo de terapia psicanalítica temas específi cos acerca do esporte. Grupo diagnóstico Grupo de terapia psicanalítica temas específi cos acerca do esporte. Grupo diagnóstico estratégias para desenvolver o rendimento. Grupo de acolhimento Grupo de terapia psicanalítica temas específi cos acerca do esporte. Grupo diagnóstico estratégias para desenvolver o rendimento. Grupo de acolhimento Grupo de terapia psicanalítica temas específi cos acerca do esporte. Grupo diagnóstico estratégias para desenvolver o rendimento. Grupo de acolhimento : possui foco em compreender temas específi cos acerca do esporte. Grupo diagnóstico:seu objetivo é analisar erros e buscar estratégias para desenvolver o rendimento. Grupo de acolhimento as mesmas possibilidades e acesso no esporte. : possui foco em compreender temas específi cos acerca do esporte. : seu objetivo é analisar erros e buscar estratégias para desenvolver o rendimento. Grupo de acolhimento as mesmas possibilidades e acesso no esporte. : possui foco em compreender temas específi cos acerca do esporte. : seu objetivo é analisar erros e buscar estratégias para desenvolver o rendimento. Grupo de acolhimento as mesmas possibilidades e acesso no esporte. : possui foco em compreender temas específi cos acerca do esporte. : seu objetivo é analisar erros e buscar estratégias para desenvolver o rendimento. Grupo de acolhimento as mesmas possibilidades e acesso no esporte. : possui foco em compreender temas específi cos acerca do esporte. : seu objetivo é analisar erros e buscar estratégias para desenvolver o rendimento. : possibilita que os indivíduos tenham as mesmas possibilidades e acesso no esporte. : possui foco em compreender temas específi cos acerca do esporte. : seu objetivo é analisar erros e buscar estratégias para desenvolver o rendimento. : possibilita que os indivíduos tenham as mesmas possibilidades e acesso no esporte. : possui foco em compreender : seu objetivo é analisar erros e buscar estratégias para desenvolver o rendimento. : possibilita que os indivíduos tenham as mesmas possibilidades e acesso no esporte. : possui foco em compreender : seu objetivo é analisar erros e buscar estratégias para desenvolver o rendimento. : possibilita que os indivíduos tenham as mesmas possibilidades e acesso no esporte. : seu objetivo é analisar erros e buscar estratégias para desenvolver o rendimento. : possibilita que os indivíduos tenham as mesmas possibilidades e acesso no esporte. : seu objetivo é analisar erros e buscar estratégias para desenvolver o rendimento. : possibilita que os indivíduos tenham as mesmas possibilidades e acesso no esporte. : seu objetivo é analisar erros e buscar : possibilita que os indivíduos tenham as mesmas possibilidades e acesso no esporte. : possibilita que os indivíduos tenham as mesmas possibilidades e acesso no esporte. : possibilita que os indivíduos tenham as mesmas possibilidades e acesso no esporte. : possibilita que os indivíduos tenham QUADRO 3. CLASSIFICAÇÃO DO TRABALHO GRUPAL E INTERVENÇÕES POSSÍVEIS Fonte: FERNANDES; SVARTMAN; FERNANDES, 2003. (Adaptado). PSICOLOGIA DO ESPORTE 88 SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 88 27/09/2021 16:24:34 Intervenção psicológica nas lesões esportivas A Psicologia do Esporte atua em diversos âmbitos e um dos mais importan- tes diz respeito ao processo de prevenção e reabilitação de doenças. Essa área foi desenvolvida devido à alta demanda de treinamento e desempenho por parte dos atletas, o que pode deteriorar sua saúde. Assim, a Psicologia do Es- porte desempenha um papel essencial para a recuperação destes indivíduos, especialmente psicologicamente. Um passo importante é compreender a ocorrência do evento, o mecanismo da lesão, os tipos de intervenção e o tratamento a ser realizado. Além disso, é preciso analisar as responsabilidades, os medos e as ansiedades dos praticantes, assim como o trauma, o tratamento e a reabilitação. Realizar um diagnóstico com as informações coletadas e registradas no dia a dia para determinar a me- lhor forma de trabalhar com esse atleta é responsabilidade de toda a equipe. Nesse processo, é importante que os treinadores tenham o máximo de in- formações possíveis para avaliar a adaptação psicológica dos atletas após uma lesão (Quadro 4). QUADRO 4. AVALIAÇÃO EM ATLETAS LESIONADOS Primeira parte: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap- tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo excessivo; e indiferença às lesões e à dor. Segunda parte: aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní- cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas. Primeira partePrimeira parte tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- Primeira parte tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo Primeira parte tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo Primeira parte: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap- tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo Segunda parte : observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap- tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo Segunda parte cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- : observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap- tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo Segunda parte cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a : observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap- tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo Segunda parte cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a : observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap- tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo Segunda parte cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a : observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdadede adap- tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo : aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní- cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a : observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap- tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo excessivo; e indiferença às lesões e à dor. : aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní- cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a : observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap- tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo excessivo; e indiferença às lesões e à dor. : aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní- cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a : observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap- tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo excessivo; e indiferença às lesões e à dor. : aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní- cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a : observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap- tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo excessivo; e indiferença às lesões e à dor. : aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní- cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas. : observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap- tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo excessivo; e indiferença às lesões e à dor. : aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní- cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas. : observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap- tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo excessivo; e indiferença às lesões e à dor. : aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní- cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas. : observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap- tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo excessivo; e indiferença às lesões e à dor. : aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní- cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas. : observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap- tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo excessivo; e indiferença às lesões e à dor. : aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní- cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas. : observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap- tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo excessivo; e indiferença às lesões e à dor. : aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní- cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas. : observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap- tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo excessivo; e indiferença às lesões e à dor. : aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní- cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas. : observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap- tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo excessivo; e indiferença às lesões e à dor. : aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní- cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas. : observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap- tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo excessivo; e indiferença às lesões e à dor. : aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní- cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas. : observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap- tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo excessivo; e indiferença às lesões e à dor. : aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní- cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas. : observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap- tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo : aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní- cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas. : observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap- tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo : aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní- cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas. : observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap- tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo : aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní- cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas. : observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap- tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo : aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní- cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas. : observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap- tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo : aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní- cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas. exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita- ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo : aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní- cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo : aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní- cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a : aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní- cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a : aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní- cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a : aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní- cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem- plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a Durante a prática de esporte, os atletas convivem com fatores cognitivos e fi siológicos, além de experimentarem diferentes reações quando vivencian- do situações estressantes. Essas reações podem ter efeitos positivos diante de emoções difíceis, como ansiedade e irritabilidade. Essas sensações podem ampliar o foco de atenção e causar alterações fi siológicas como aumento do estresse e da ativação do sistema nervoso simpático. PSICOLOGIA DO ESPORTE 89 SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 89 27/09/2021 16:24:34 Com todas as mudanças geradas, os atletas geralmente são mais suscetí- veis à tensão muscular, perda de visão e distrações. Esses eventos podem ser preditores de lesões e aumentar o risco de entorses, fraturas e distensões de- vido à redução da flexibilidade, da coordenação e da eficiência muscular, bem como do desempenho atlético devido à falta de concentração. Além disso, outros fatores, como histórico de lesão induzidapor treinamen- to, traços de personalidade e mudanças nos níveis de estresse, podem con- tribuir para um aumento do risco de lesão. Isso posto, quando há uma lesão, a Psicologia do Esporte busca estudar e compreender a reação do atleta em recuperação para que medidas eficazes possam ser tomadas. Após uma lesão, os atletas tendem a entrar em uma fase que envolve a ne- gação da ocorrência do evento. Assim, compreender a gravidade do problema permite entrar na fase de negociação consigo mesmo, o que acelera o processo de recuperação (WEINBERG; GOULD, 2016). Esportes de alto rendimento geralmente envolvem a realização de movimen- tos rápidos e repetitivos, e a criação de eventos de alto impacto expõe os atletas a condições propícias a lesões, como hematomas, fraturas, distensões e luxa- ções. Nesse contexto, a lesão é uma causa frequente de afastamento temporário ou permanente de atletas das mais variadas disciplinas e níveis de habilidade. Há muito tempo as lesões são tratadas apenas do ponto de vista biomédico; todavia, com as mudanças recentes no âmbito do esporte, o trauma se tornou um foco de estudo em outras áreas do conhecimento. Essa mudança se deve principalmente às características políticas e econômicas do esporte, que pos- sui ênfase no alto desempenho atlético. Há fatores psicológicos intimamente relacionados à predisposição a le- sões, ao tempo necessário para recuperação e retomada do esporte e ao grau de reabilitação bem-sucedida. A habilidade do atleta em evitar lesões e gerenciá-las de maneira adequada é fundamental para sua longevidade e para o desenvolvimento de seu desempenho atlético. Além disso, o apoio social, o controle real sobre o desenvolvimento e a recuperação de lesões e experiências de vida não esportivas significativas são fatores que podem influenciar o risco de desenvolvimento e reabilitação de lesões. Em outras palavras, a taxa de lesões por esforço repetitivo é um fator que sugere a necessidade de intervenção psicológica em atletas. Da mesma forma, PSICOLOGIA DO ESPORTE 90 SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 90 27/09/2021 16:24:34 praticantes e não praticantes de atividade física enfatizam que os fatores psico- lógicos e a intervenção de um profissional são excelentes facilitadores das capa- cidades de reabilitação. Em resumo, monitorar atletas lesionados é uma ativida- de de psicólogos do esporte que visa reduzir o estresse emocional, aperfeiçoar a cognição relacionada ao gerenciamento de problemas e estabelecer ou reforçar hábitos, incluindo intervenções direcionadas (WEINBERG; GOLD, 2016). Entre os fatores psicológicos que interferem na reabilitação, estão presen- tes traços de personalidade do atleta, nível de motivação para manter a par- ticipação no esporte, presença de depressão e ansiedade anteriores, gênero, nível de estresse atual e humor, entre outros. Os atletas podem desenvolver a percepção de que seu valor social está diretamente relacionado ao seu desem- penho atlético e espera-se que esses sejam mais afetados psicologicamente do que aqueles sem essa percepção. Esses atletas, por outro lado, são mais propensos a adotar uma estratégia de reabilitação mais competente do que outros que não parecem compreen- der que os esportes de performance, por si só, podem causar lesões. Ademais, o aumento de eventos de vida negativos que causam frustração, tristeza e de- cepção parece estar associado à ocorrência mais frequente de traumas. A maneira e a qualidade do confronto de um atleta durante os treinamentos e competições depende de características individuais, da gravidade da lesão, da importância da competição futura e da importância da posição do jogador. Isso posto, os atletas devem conviver com os sintomas das lesões diariamente durante a fase de tratamento. O processo de reabilitação pode ser demorado e a disciplina aplicada às operações clínicas, cirúrgicas, fisio- terapêuticas e psicoterapêuticas re- tardará a recuperação das condições técnicas e físicas. Essa sequência de situações pode desencorajar os atle- tas a manterem os procedimentos de tratamento ou o desempenho atléti- co, principalmente se ocorrerem por um período relativamente longo. PSICOLOGIA DO ESPORTE 91 SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 91 27/09/2021 16:24:38 Em resumo, eventos estressores podem levar à diminuição da autoconfian- ça e causar efeitos psicológicos significativos no desempenho atlético. Movi- mentos associados ao desenvolvimento de traumas ou que induzem a uma sensação de autocontrole derivada de estruturas recém-criadas podem estar relacionados ao medo de uma nova lesão e à necessidade de reaplicar o tra- tamento e as restrições de reabilitação. A gravidade da lesão parece ter uma forte influência nas respostas emocionais e cognitivas do atleta lesionado. O trauma mais grave costuma ser acompanhado por emoções mais inten- sas e consequências comportamentais mais óbvias. Por outro lado, à medida que a recuperação avança, ela geralmente tende a melhorar as respostas emo- cionais e está ligada a emoções como esperança e otimismo. Manter a motivação do atleta em um nível ideal de participação é uma meta constante e uma reabilitação bem-sucedida deverá contar com a participação de especialistas e diversas tarefas realizadas durante o atendimento médico. Isso posto, ressalta-se que a avaliação psicológica das intervenções de reabili- tação deve ser baseada em uma série de fatores: • Estado mental do atleta antes da lesão; • Tipo e gravidade da lesão; • Prognóstico da possibilidade de recuperação; • Consequências de possíveis lesões na vida do atleta; • Compreensão do conhecimento apresentado sobre lesões e reabilita- ção pelos atletas; • Reações emocionais expressas pela experiência traumática; • Determinação de como os atletas organizam suas ações em resposta ao processo de reabilitação. Há algumas evidências de que o estresse agudo está associado a um aumento da probabilidade de lesão e vem daí a importância de determinar o estado mental do atleta (WEINBERG; GOULD, 2016). Há duas hipóteses alternativas e não mu- tuamente exclusivas para este fenômeno: os atletas podem ser feridos por uma combina- ção de (a) demandas físicas do treinamento e (b) ansiedade/sofrimento de contrações mus- culares involuntárias. PSICOLOGIA DO ESPORTE 92 SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 92 27/09/2021 16:24:38 Adicionalmente, ou alternativamente, a necessidade de pres- tar atenção à experiência estressante acaba competindo com a atenção às atividades esportivas, reduzindo a precisão dos mo- vimentos do atleta e aumentando o risco muscular. O tipo de lesão, sua gravidade, o prognóstico de recuperação e as possíveis consequências da lesão são parâmetros objetivos para determinar possíveis distorções cogniti- vas. Ou seja: um erro na compreensão do processo e das consequências do trauma e da reabilitação pode levar ao enfoque nas respostas emocionais e fatores disfuncionais. O princípio básico é que, se contando com informações confiáveis, os atle- tas têm menos probabilidade de exibir tendências cognitivas e delírios prejudi- ciais ao processo e mais chances de se comportarem de acordo com as carac- terísticas da lesão. A percepção de que seu comportamento pode influenciar a recuperação por meio da participação consciente cria expectativas positivas e realistas, o que a torna benéfica para o tratamento. As estratégias de enfrentamento psicológico podem ser guias de interven- ção importantes, uma vez que parecem estar associadas a períodos mais cur- tos de tratamento e reabilitação. Atletas feridos que estabeleceram metas de tratamento de curto prazo demonstram uma autotransformação mais positiva. Weinberg e Gould (2016) propõem um conjunto de princípios que enfoca os fatores psicológicos envolvidos no processo de reabilitação. Assim, segundo os autores, a intervenção psicológica deve ter como foco: • A busca por intimidadee o desenvolvimento de empatia pelos atletas lesionados; • Apreensão de mais informações sobre acidentes e reabilitação; • Compreensão de habilidades específicas de controle psicológico do atleta; • Aquisição de habilidades para lidar com contratempos; • Incentivo do apoio social; • Troca de experiência com outros atletas que tenham passado por uma experiência semelhante. Outra estratégia foi reduzir o custo e o tempo de tratamento em quatro etapas, as quais são divididas em três categorias (Quadro 5). PSICOLOGIA DO ESPORTE 93 SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 93 27/09/2021 16:24:39 Etapa Defi nição Técnicas de relaxamento Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res- postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu- almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental. Visualização Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto- confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei- namento visual é empregado para promover a reforma das habili- dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança. Reconstrução cognitiva É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava- liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun- cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in- cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio e longo prazo e técnicas de defi nição de metas. Diálogo interno Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe- nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen- volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver- sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho- rar sua participação no processo de reabilitação. Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res- postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res- postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu- Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res- postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu- almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res- postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu- almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental. Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res- postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu- almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental. Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res- postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu- almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental. Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto- confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei- Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res- postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu- almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental. Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto- confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei- namento visual é empregado para promover a reforma das habili- dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res- postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu- almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental. Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto- confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei- namento visual é empregado para promover a reforma das habili- dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res- postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu- almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental. Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto- confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei- namento visual é empregado para promover a reforma das habili- dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança. É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava- Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res- postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu- almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental. Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto- confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei- namento visual é empregado para promover a reforma das habili- dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança. É utilizada para organizar o processo de raciocíniodo atleta ao ava- liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun- cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res- postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu- almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental. Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto- confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei- namento visual é empregado para promover a reforma das habili- dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança. É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava- liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun- cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in- cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res- postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu- almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental. Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto- confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei- namento visual é empregado para promover a reforma das habili- dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança. É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava- liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun- cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in- cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res- postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu- almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental. Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto- confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei- namento visual é empregado para promover a reforma das habili- dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança. É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava- liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun- cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in- cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe- Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res- postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu- almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental. Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto- confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei- namento visual é empregado para promover a reforma das habili- dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança. É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava- liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun- cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in- cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio e longo prazo e técnicas de defi nição de metas. Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe- nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen- Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res- postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu- almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental. Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto- confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei- namento visual é empregado para promover a reforma das habili- dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança. É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava- liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun- cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in- cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio e longo prazo e técnicas de defi nição de metas. Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe- nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen- volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver- sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho- entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu- almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental. Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto- confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei- namento visual é empregado para promover a reforma das habili- dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança. É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava- liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun- cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in- cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio e longo prazo e técnicas de defi nição de metas. Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe- nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen- volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver- sa interna também se aplica a atletaspersonalidade e autoestima), sendo separada da Educação Física e da Fisiologia, como uma área independente. Assim, consultores aplicavam ao esporte os esforços desenvolvidos nas disciplinas, trabalhando com equipe e atletas. Contudo, foi a partir da década de 1970 que a PE realmente começou a ser reconhecida e expandida para diferentes países, devido a novos estudos. Com mais integrantes, a área passou a ser aceita e respeitada, mas não sem passar por alguns conflitos, como questões da prática profissional, definição de qualificação, aspectos de padrões éticos, entre outros. No Brasil, a PE surgiu no final da década de 1970, relacionada à Psicologia clínica e educacional e ampliada com a participação de diferentes psicólogos, tendo como foco o futebol. Após esse período, ela ultrapassou limites, englo- bando outras modalidades com a ajuda do psicólogo Mauro Lopes de Almeida. Assim, os profissionais passaram a ocupar espaços em centros olímpicos, além de treinamentos e pesquisa, sendo desenvolvido um trabalho de acompanha- mento psicológico (MORETTI, 2004). No mesmo período, a Sociedade Brasileira de Psicologia do Esporte, da Atividade Física e da Recreação (Sobrape) foi fun- dada, tendo como presidente o Professor Doutor Benno Becker Júnior. Já em 2006, foi construída, por psicólogos e profissionais de Educação Física, a Asso- ciação Brasileira de Psicologia do Esporte (Abrapesp), com o objetivo de refletir e estimular estudos e práticas da PE no país. PSICOLOGIA DO ESPORTE 15 SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 15 27/09/2021 14:48:05 O Brasil lidera o número de pesquisas e trabalhos publicados, de congres- sos e de laboratórios da temática (localizados, sobretudo, na região Sul), quan- do comparado aos países da América Latina. No entanto, em relação ao enfo- que mundial, considera-se que o desenvolvimento foi mais rápido nos Estados Unidos e no continente europeu (Quadro 2). Nessa perspectiva, a PE pode ser encarada como um ramo emergente no cenário nacional. QUADRO 2. ACONTECIMENTOS RELACIONADOS À PE NO MUNDO Ano Acontecimento 1945-1957 A PE é integrada na grade curricular dos cursos de Educação Física na União Soviética. 1950 O Instituto de Cultura Física, localizado em Leipzig, é reorganizado com ajuda da União Soviética. 1951 O pesquisador J. Lawther escreve o livro Psychology of Coaching, nos Estados Unidos, explicando a relação entre investigação e aplicação do trabalho desenvolvido por treinadores. 1956 É realizado o primeiro congresso com psicólogos do esporte na União Soviética. 1960 É apresentado no livro Psicologia da Educação Física e Desporto, escrito por P. Rudick, uma estrutura dos conteúdos voltados para a área. 1960 É publicado o livro Science and medicine for exercise and sport, por W. Johnson, nos Estados Unidos, contendo as principais investigações sobre personalidade e esporte, exercício e saúde mental. 1961 E. Geron. publica um manual de psicologia para estudantes de Educação Física. 1963 É publicado um livro de PE que resumia o conhecimento alemão em relação à área. 1962-1964 São publicados livros sobre PE na Checoslováquia e psicólogos começam a trabalhar com a equipe olímpica para os Jogos Olímpicos de Tóquio. 1964 B. Olgive e R. Tutko passam a trabalhar com atletas que estão a nível olímpico, com universitários e com diferentes profissionais da modalidade. Além disso, B. Cratty publica o Movement behavior and motor learning. Fonte: ARAÚJO, 2002, p. 18. (Adaptado). Estudos nacionais demonstram que a PE cresce em núcleos, isto é, só é possível identificar mudanças e impactos em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e em alguns estados do Norte e Nordeste, havendo pouca comunicação entre esses polos, o que dificulta a compreensão da área e seu desenvolvimento no País. Nessa direção, considerando que a PE nacional pos- PSICOLOGIA DO ESPORTE 16 SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 16 27/09/2021 14:48:05 sa estar dando ainda seus primeiros passos, profi ssionais da área acreditam e defendem seu potencial, uma vez que afi rmam es- tar empenhados, publicando artigos internacionais, construin- do testes específi cos e participando de congressos. Áreas de atuação da Psicologia do Esporte Por volta da década de 1980, havia três possibilidades de atuação com a PE: de forma clínica; com atletas e equipes esportivas em centros de treinamento; e no âmbito acadêmico. Contudo, com o desenvolvimento da teoria, deu-se im- pulso ao campo prático, com aumento de profi ssionais e trabalhos científi cos, aumentando também o número de programas de pós-graduação lato sensu. CONTEXTUALIZANDO A ampliação das atuações do psicólogo no esporte tem como premissa permitir explorar diferentes pessoas que buscam a atividade física. Des- sa forma, não trabalha apenas com atletas profi ssionais, que buscam o esporte para competição, tornando a PE mais aberta e capaz de auxiliar outras pessoas e promovendo emoções positivas. Considerando os campos ensino, pesquisa e intervenção, o psicólogo esportivo tem como possibilidades trabalhar como professor, consultor e pesquisador. • Professor: atua ensinando e compartilhando conhecimento com base em sua especialidade; • Pesquisa: investiga, explora e avalia as diferentes atuações, buscando de- senvolver o conhecimento de instrumentos, avaliações, intervenções e outras estratégias; • Consultor: planeja e aplica intervenções com o objetivo de realizar psico- diagnósticos e indicar pontos a serem desenvolvidos. No entanto, a formação do profi ssional ainda é tida como limitada, visto que a PE não está presente na maioria dos cursos de Psicologia ou está presente apenas como disciplina eletiva. Assim, apesar do crescimento e da ampliação das atuações, ainda é mantido o foco nos profi ssionais da Educação Física. As possibilidades de atuação estão descritas no Quadro 3. PSICOLOGIA DO ESPORTE 17 SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 17 27/09/2021 14:48:05 QUADRO 3. ÁREAS DE ATUAÇÃO Área de atuação Defi nição Esporte de rendimento Trata-se de um campo com o objetivo de melhorar e otimizar a performance, de maneira formal e institucionalizada. Nessa direção, o psicólogo analisa e realiza intervenções com base nos determinantes psíquicos que podem interferir no rendimento do atleta ou da equipe esportiva. Esporte escolar Diz respeito à formação e aos princípios socioeducativos. Assim, tem o objetivo de desenvolver habilidades sociais em quem pratica esporte, auxiliando em sua vida e, por consequência, na sociedade em que está inserido. Diante disso, o psicólogo busca compreender e verifi car os processos voltados à educação e socialização inerentes à prática da atividade esportiva, bem como seu refl exo no processo de desenvolvimento. Esporte recreativo O psicólogo tem como fi nalidade observar e verifi car a análise de comportamento das diferentes faixas etárias, e também o ambiente e as classes socioeconômicas, pois a prática esportiva nessa área visa ao bem-estar de todos os participantes. Esporte de reabilitação Está direcionado ao trabalho de prevenção e à intervenção de pessoas que foram lesionadas durante a prática esporte, como também de pessoas com defi ciência. Fonte: SAMULSKI, 1995, n.p. (Adaptado). É importante, dessa forma, ressaltar que as pesquisas de PE têm por ob- jetivo abranger processos de avaliação, estratégias e aplicações de interven- ções, bem como análises dos comportamentos e atitudes, compreendendo os efeitos do esporte em seu praticante e possibilitando melhores resultados de desempenho, bem-estar e saúde (física e mental). A relação mente/corpo e fatores de bem-estar e saúde mental É notável que as pessoas têm cada vez mais procurado profi ssionais e méto- dos para manterem a qualidade de vida, seja com relação à alimentação, situa- ção fi nanceira ou prática regular de atividades físicas. Nesse âmbito, a PE busca trabalhar não apenas com os atletas, mas também com árbitros,lesionados e objetiva melho- almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental. Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto- confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei- namento visual é empregado para promover a reforma das habili- dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança. É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava- liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun- cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in- cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio e longo prazo e técnicas de defi nição de metas. Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe- nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen- volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver- sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho- Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto- confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei- namento visual é empregado para promover a reforma das habili- dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança. É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava- liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun- cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in- cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio e longo prazo e técnicas de defi nição de metas. Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe- nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen- volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver- sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho- rar sua participação no processo de reabilitação. testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto- confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei- namento visual é empregado para promover a reforma das habili- dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança. É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava- liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun- cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in- cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio e longo prazo e técnicas de defi nição de metas. Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe- nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen- volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver- sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho- rar sua participação no processo de reabilitação. positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto- confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei- namento visual é empregado para promover a reforma das habili- dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança. É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava- liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun- cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in- cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio e longo prazo e técnicas de defi nição de metas. Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe- nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen- volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver- sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho- rar sua participação no processo de reabilitação. namento visual é empregado para promover a reforma das habili- dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança. É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava- liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun- cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in- cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio e longo prazo e técnicas de defi nição de metas. Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe- nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen- volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver- sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho- rar sua participação no processo de reabilitação. É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava- liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun- cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in- cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio e longo prazo e técnicas de defi nição de metas. Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe- nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen- volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver- sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho- rar sua participação no processo de reabilitação. É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava- liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun- cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in- cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio e longo prazo e técnicas de defi nição de metas. Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe- nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen- volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver- sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho- rar sua participação no processo de reabilitação. liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun- cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in- cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio e longo prazo e técnicas de defi nição de metas. Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe- nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen- volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver- sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho- rar sua participação no processo de reabilitação. e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in-cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe- nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen- volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver- sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho- rar sua participação no processo de reabilitação. cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe- nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen- volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver- sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho- rar sua participação no processo de reabilitação. Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe- nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen- volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver- sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho- rar sua participação no processo de reabilitação. nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen- volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver- sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho- rar sua participação no processo de reabilitação. autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver- sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho- QUADRO 5. ETAPAS PARA O PROCESSO DE REABILITAÇÃO Fonte: WEINBERG; GOULD, 2016. (Adaptado). QUADRO 6. ESTÁGIOS NO PROCESSO DE REABILITAÇÃO Autoaperfeiçoamento: administrado na forma de recompensas quando o atleta atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação. Apresentação de instruções de uso: inclui o máximo fornecimento possível de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial impacto dessas experiências na carreira esportiva. AutoaperfeiçoamentoAutoaperfeiçoamentoAutoaperfeiçoamentoAutoaperfeiçoamentoAutoaperfeiçoamentoAutoaperfeiçoamento atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação. Apresentação de instruções de uso Autoaperfeiçoamento atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação. Apresentação de instruções de uso de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial Autoaperfeiçoamento: administrado na forma de recompensas quando o atleta atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação. Apresentação de instruções de uso de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial : administrado na forma de recompensas quando o atleta atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação. Apresentação de instruções de uso de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial : administrado na forma de recompensas quando o atleta atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação. Apresentação de instruções de uso de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial : administrado na forma de recompensas quando o atleta atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação. Apresentação de instruções de uso de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial impacto dessas experiências na carreira esportiva. : administrado na forma de recompensas quando o atleta atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação. Apresentação de instruções de uso de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial impacto dessas experiências na carreira esportiva. : administrado na forma de recompensas quando o atleta atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação. Apresentação de instruções de uso de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial impacto dessas experiências na carreira esportiva. : administrado na forma de recompensas quando o atleta atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação. Apresentação de instruções de uso de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial impacto dessas experiências na carreira esportiva. : administrado na forma de recompensas quando o atleta atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação. Apresentação de instruções de uso de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial impacto dessas experiências na carreira esportiva. : administrado na forma de recompensas quando o atleta atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação. Apresentação de instruções de uso de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial impacto dessas experiências na carreira esportiva. : administrado na forma de recompensas quando o atleta atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação. : inclui o máximo fornecimento possível de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial impacto dessas experiências na carreira esportiva. : administrado na forma de recompensas quando o atleta atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação. : inclui o máximo fornecimento possível de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial impacto dessas experiências na carreira esportiva. : administrado na forma de recompensas quando o atleta atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação. : inclui o máximo fornecimento possível de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial impacto dessas experiências na carreira esportiva. : administrado na forma de recompensas quando o atleta atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação. : inclui o máximo fornecimento possível de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial impacto dessas experiências na carreira esportiva. : administrado na forma de recompensas quando o atleta atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação. : inclui o máximo fornecimento possível de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial impacto dessas experiências na carreira esportiva. : administrado na forma de recompensas quando o atleta : inclui o máximo fornecimento possível de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial impacto dessas experiências na carreira esportiva. : administrado na forma de recompensas quando o atleta : inclui o máximo fornecimento possível de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial impacto dessas experiências na carreira esportiva. : administrado na forma de recompensas quando o atleta : inclui o máximo fornecimento possível de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial impacto dessas experiências na carreira esportiva. : inclui o máximo fornecimento possível de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial impacto dessas experiências na carreira esportiva. : inclui o máximo fornecimento possível de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial : inclui o máximo fornecimento possível de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial : inclui o máximo fornecimento possível de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial Além das etapas descritas, o processo de reabilitação ainda possui dois ou- tros estágios (Quadro 6). PSICOLOGIA DO ESPORTE 94 SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 94 27/09/2021 16:24:39 A Psicologia do Esporte e a intersetorialidade O debate sobre a intersetorialidade cresceu no fi nal dos anos 1970 quando as sociedadescapitalistas enfrentaram uma nova crise do neoliberalismo. Nes- te, a indústria focava na redução de custos operacionais e possuía diferentes formas de lidar com questões complexas. Nesse sentido, argumenta-se que a intersetorialidade é vista apenas como uma forma de otimizar recursos, ao passo que a descentralização é frequentemente utilizada para neutralizar re- gulamentações nacionais redundantes, não a democratização. Isso posto, a descentralização possibilita a interdisciplinaridade em prol da promoção da inclusão social. Em relação ao conceito de intersecção, esta diz respeito à integração das diferentes disciplinas e da sociedade civil para resol- ver os problemas sociais. Essa integração pode ser alcançada por meio de comunicação, interação e compartilhamento de conhecimento sobre objetivos comuns. Ressalta-se que o potencial para o comportamento interdisciplinar está na efi cácia do compor- tamento coordenado e nas sinergias entre os diferentes setores. De uma perspectiva interna e externa, ao vincular a intersetorialidade ao conceito de redes, esse modelo surge como uma nova forma de gestão, não fragmentação: integração, esclarecimento de conhecimento e serviço e/ou parcerias, propondo, dessa forma, a concepção de uma rede de necessária ao indivíduo que pratica atividades físicas. A intersetorialidade é um modelo de gestão de políticas públicas que tem como objetivo compartilhar responsabilidades, objetivos e recursos de forma a respeitar a autonomia de cada setor e a interdependência mútua. Na imple- mentação de políticas públicas, a intersecção é um processo político e, portanto, é necessário considerar as contradições, limitações e obstáculos no esclarecimento do campo, além de analisar o comportamen- to entre as partes, considerando a possibilidade de confl itos e obstáculos em seu relacionamento. Os riscos identifi cados neste tipo de gestão incluem problemas relacionados a atrasos, altos custos de transação, complexidade de processos e res- ponsabilidade pelas ações. PSICOLOGIA DO ESPORTE 95 SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 95 27/09/2021 16:24:39 A divisão de especialidades tornou-se uma característica fundamental do processo de busca de conhecimento e, por isso, alguns pesquisadores têm enfatizado a importância da pesquisa interdisciplinar para a análise integral dos problemas e o desenvolvimento de estratégias de gestão intersetoriais, visando promover de forma mais efi caz as melhores práticas. Assim, o plano de ação conjunto proporciona o conhecimento para a resolução dos problemas identifi cados e condições para seu esclarecimento, bem como a integração das atividades práticas dos departamentos. Uma ferramenta importante para a implementação da gestão transversal é a facilitação dos mecanismos que suportam os fl uxos de diálogo e comu- nicação, aspectos que nos permitem comparar as diferenças entre os atores envolvidos a partir de três abordagens observadas no Quadro 7. Abordagem Defi nição Intersetorialidade como complementaridade de setores Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi- dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús- tria para fazer negócios. A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam acessíveis de acordo com os problemas da população. Além disso, a interseção não nega a divisão existente, mas reco- nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa abordagem, a intersetorialidade é uma nova modalidade de atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir de esclarecimento integrado de políticas públicas. Intersetorialidade como prática Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte- gram novos espaços construídos por contribuições da indús- tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade da disciplina e permitindo o aprendizado contínuo. Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação às questões populacionais, permitindo que cada setor contri- bua claramente para sua própria perspectiva industrial. Intersetorialidade como princípio de gestão de redes Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, a ligação e a associação dos comportamentos complementa- res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul- neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais. Propõe a interdependência dos serviços a serem prestados, afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar comportamentos e conhecimentos interseccionais. Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi- dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús- Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi- dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús- A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi- dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús- A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam acessíveis de acordo com os problemas da população. Além Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi- dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús- A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam acessíveis de acordo com os problemas da população. Além disso, a interseção não nega a divisão existente, mas reco- nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi- dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús- A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam acessíveis de acordo com os problemas da população. Além disso, a interseção não nega a divisão existente, mas reco- nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa abordagem, a intersetorialidade é uma nova modalidade de atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi- dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús- tria para fazer negócios. A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam acessíveis de acordo com os problemas da população. Além disso, a interseção não nega a divisão existente, mas reco- nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa abordagem, a intersetorialidade é uma nova modalidade de atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte- Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi- dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús- tria para fazer negócios. A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam acessíveis de acordo com os problemas da população. Além disso, a interseção não nega a divisão existente, mas reco- nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa abordagem, a intersetorialidade é uma nova modalidade de atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir de esclarecimento integrado de políticas públicas. Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte- gram novos espaços construídos por contribuições da indús- Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi- dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús- tria para fazer negócios. A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam acessíveis de acordo com os problemas da população. Além disso, a interseção não nega a divisão existente, mas reco- nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa abordagem, a intersetorialidade é uma nova modalidade de atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir de esclarecimentointegrado de políticas públicas. Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte- gram novos espaços construídos por contribuições da indús- tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi- dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús- tria para fazer negócios. A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam acessíveis de acordo com os problemas da população. Além disso, a interseção não nega a divisão existente, mas reco- nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa abordagem, a intersetorialidade é uma nova modalidade de atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir de esclarecimento integrado de políticas públicas. Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte- gram novos espaços construídos por contribuições da indús- tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi- dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús- tria para fazer negócios. A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam acessíveis de acordo com os problemas da população. Além disso, a interseção não nega a divisão existente, mas reco- nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa abordagem, a intersetorialidade é uma nova modalidade de atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir de esclarecimento integrado de políticas públicas. Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte- gram novos espaços construídos por contribuições da indús- tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade da disciplina e permitindo o aprendizado contínuo. Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação às questões populacionais, permitindo que cada setor contri- Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi- dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús- A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam acessíveis de acordo com os problemas da população. Além disso, a interseção não nega a divisão existente, mas reco- nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa abordagem, a intersetorialidade é uma nova modalidade de atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir de esclarecimento integrado de políticas públicas. Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte- gram novos espaços construídos por contribuições da indús- tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade da disciplina e permitindo o aprendizado contínuo. Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação às questões populacionais, permitindo que cada setor contri- bua claramente para sua própria perspectiva industrial. Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi- dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús- A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam acessíveis de acordo com os problemas da população. Além disso, a interseção não nega a divisão existente, mas reco- nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa abordagem, a intersetorialidade é uma nova modalidade de atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir de esclarecimento integrado de políticas públicas. Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte- gram novos espaços construídos por contribuições da indús- tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade da disciplina e permitindo o aprendizado contínuo. Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação às questões populacionais, permitindo que cada setor contri- bua claramente para sua própria perspectiva industrial. Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi- dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús- A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam acessíveis de acordo com os problemas da população. Além disso, a interseção não nega a divisão existente, mas reco- nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa abordagem, a intersetorialidade é uma nova modalidade de atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir de esclarecimento integrado de políticas públicas. Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte- gram novos espaços construídos por contribuições da indús- tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade da disciplina e permitindo o aprendizado contínuo. Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação às questões populacionais, permitindo que cada setor contri- bua claramente para sua própria perspectiva industrial. Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, a ligação e a associação dos comportamentos complementa- res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul- dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús- A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam acessíveis de acordo com os problemas da população. Além disso, a interseção não nega a divisão existente, mas reco- nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa abordagem, a intersetorialidade é uma nova modalidade de atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir de esclarecimento integrado de políticas públicas. Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte- gram novos espaços construídos por contribuições da indús- tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade da disciplina e permitindo o aprendizado contínuo. Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação às questões populacionais, permitindo que cada setor contri- bua claramente para sua própria perspectiva industrial. Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, a ligação e a associação dos comportamentos complementa- res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul- neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais. Propõe a interdependência dos serviços a serem prestados, A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam acessíveis de acordo com os problemas da população. Além disso, a interseção não nega a divisão existente, mas reco- nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa abordagem, a intersetorialidade é uma nova modalidade de atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir de esclarecimento integrado de políticas públicas. Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte- gram novos espaços construídos por contribuições da indús- tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade da disciplina e permitindo o aprendizado contínuo. Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação àsquestões populacionais, permitindo que cada setor contri- bua claramente para sua própria perspectiva industrial. Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, a ligação e a associação dos comportamentos complementa- res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul- neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais. Propõe a interdependência dos serviços a serem prestados, afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa abordagem, a intersetorialidade é uma nova modalidade de atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir de esclarecimento integrado de políticas públicas. Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte- gram novos espaços construídos por contribuições da indús- tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade da disciplina e permitindo o aprendizado contínuo. Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação às questões populacionais, permitindo que cada setor contri- bua claramente para sua própria perspectiva industrial. Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, a ligação e a associação dos comportamentos complementa- res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul- neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais. Propõe a interdependência dos serviços a serem prestados, afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte- gram novos espaços construídos por contribuições da indús- tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade da disciplina e permitindo o aprendizado contínuo. Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação às questões populacionais, permitindo que cada setor contri- bua claramente para sua própria perspectiva industrial. Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, a ligação e a associação dos comportamentos complementa- res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul- neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais. Propõe a interdependência dos serviços a serem prestados, afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar comportamentos e conhecimentos interseccionais. Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte- gram novos espaços construídos por contribuições da indús- tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade da disciplina e permitindo o aprendizado contínuo. Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação às questões populacionais, permitindo que cada setor contri- bua claramente para sua própria perspectiva industrial. Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, a ligação e a associação dos comportamentos complementa- res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul- neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais. Propõe a interdependência dos serviços a serem prestados, afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar comportamentos e conhecimentos interseccionais. Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte- gram novos espaços construídos por contribuições da indús- tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade da disciplina e permitindo o aprendizado contínuo. Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação às questões populacionais, permitindo que cada setor contri- bua claramente para sua própria perspectiva industrial. Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, a ligação e a associação dos comportamentos complementa- res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul- neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais. Propõe a interdependência dos serviços a serem prestados, afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar comportamentos e conhecimentos interseccionais. tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade da disciplina e permitindo o aprendizado contínuo. Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação às questões populacionais, permitindo que cada setor contri- bua claramente para sua própria perspectiva industrial. Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, a ligação e a associação dos comportamentos complementa- res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul- neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais. Propõe a interdependência dos serviços a serem prestados, afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar comportamentos e conhecimentos interseccionais. Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação às questões populacionais, permitindo que cada setor contri- bua claramente para sua própria perspectiva industrial. Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, a ligação e a associação dos comportamentos complementa- res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul- neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais. Propõe a interdependência dos serviços a serem prestados, afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar comportamentos e conhecimentos interseccionais. possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação às questões populacionais, permitindo que cada setor contri- bua claramente para sua própria perspectiva industrial. Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, a ligação e a associação dos comportamentos complementa- res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul- neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais. Propõe a interdependência dos serviços a serem prestados, afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar comportamentos e conhecimentos interseccionais. Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, a ligação e a associação dos comportamentos complementa- res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul- neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais. Propõe a interdependência dos serviços a seremprestados, afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar comportamentos e conhecimentos interseccionais. Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, a ligação e a associação dos comportamentos complementa- res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul- neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais. Propõe a interdependência dos serviços a serem prestados, afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar comportamentos e conhecimentos interseccionais. a ligação e a associação dos comportamentos complementa- res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul- neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais. Propõe a interdependência dos serviços a serem prestados, afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar comportamentos e conhecimentos interseccionais. neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais. Propõe a interdependência dos serviços a serem prestados, afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar comportamentos e conhecimentos interseccionais. afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar comportamentos e conhecimentos interseccionais. participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar QUADRO 7. ABORDAGENS DA INTERSETORIALIDADE PSICOLOGIA DO ESPORTE 96 SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 96 27/09/2021 16:24:40 Políticas públicas no esporte educacional Até o momento, diversas iniciativas e ações foram realizadas dentro do Progra- ma Segundo Tempo (PST), o qual oferta práticas esportivas para jovens de áreas vulneráveis e que participam da rede pública de ensino. Algumas foram criadas e permanecem, ao passo que outras foram modifi cadas ou mesmo não existem mais. Nesse sentido, a coordenadora do Projeto Memória, que participa do PST desde 2009, concebeu o Projeto Especial no segundo semestre do programa (2013-2014), ampliando os métodos inclusivos por meio da educação esportiva. Dadas as inúmeras iniciativas que ocorrem diariamente nas diversas loca- lidades do País, é difícil documentar todas as ações de todos os programas. Portanto, pretende-se abordar as principais iniciativas com características evi- dentes na gestão interdisciplinar: • Diretrizes do PST (2003): não são detectados elementos da gestão in- tersetorial. Têm como objetivo enfatizar a prática do esporte educacio- nal dentro da escola; • Diretrizes do PST (2004): contêm estratégias para a construção de alianças e parcerias institucionais com governos estaduais, prefeituras e organizações não governamentais, entre outros, que tenham relação direta com o público-alvo e conheçam sua realidade. Os programas são uma iniciativa do Ministério do Esporte como parte da parceria com o MEC e visam democratizar o acesso ao esporte de crianças e jovens matriculados em escolas públicas brasileiras. Para os princípios meto- dológicos do programa, objetivos específi cos que ressaltam as ações de inter- setorialidade devem ser estabelecidos, como: • Contribuir para a educação e a inclusão social; • Auxiliar o caráter da educação continuada e integrada pelo esporte, favorecendo o desenvolvimento das atividades educacionais; • Colaborar para a redução do tempo de exposi- ção de crianças e adolescentes a situações so- ciais de risco (violência, trabalho infantil e fome, entre outros); • Apoiar ações para erradicar o trabalho infantil; PSICOLOGIA DO ESPORTE 97 SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 97 27/09/2021 16:24:40 • Contribuir para a redução das taxas de evasão e de retenção de crian- ças e jovens; • Apoiar a geração de emprego e renda por meio de campanhas para o mercado esportivo nacional. Na explicação relativa ao programa, sugeriu-se que os centros esporti- vos operem no espaço do campus, demonstrando integração entre as ins- tituições em questões de infraestrutura. No que se refere à distribuição de roupa desportiva em escolas, merecem destaque as ações integradas no projeto Pintando a Liberdade. Além disso, são disponibilizados materiais técnico-educativos de apoio a ações do programa articuladas com a mídia em diversas áreas, como educação física e esportes escolares, cultura, entretenimento e jogos cooperativos, etnia, educação especial, gênero e nutrição. Essas áreas são consideradas temas re- lacionados ao esporte aplicáveis a atividades educacionais. Transição de carreira no esporte O prolongamento da carreira esportiva, que não é privilégio de nenhum esporte em particular, remete à ideia de que o ampliamento da expectativa de vida de uma pessoa leva à rejeição de algo que pertence ao processo vital. Isso ocorre porque, em geral, as mudanças de estado evidenciam a inexorável vulnerabilidade humana. As questões estruturais e de sustentabilidade estão mais ou menos presentes para a maioria dos profi ssionais, tanto no contexto esportivo quanto no empresarial. A carreira esportiva abrange uma gama de decisões e ações de um pratican- te, desde consultar e selecionar o esporte até sua prática e a aposentadoria. Situações imprevistas obrigam os atletas a se adaptarem a diferen- tes aspectos de sua vida e esses ajustes e adaptações diferem em alguns aspectos de outros tipos de profi ssões, posto que possuem algumas características únicas. Nas últimas décadas, examinar como todo esse processo funciona na vida de um atleta tem sido tema de pesquisas de vários grupos de psi- cólogos do esporte em todo o mundo. A transição PSICOLOGIA DO ESPORTE 98 SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 98 27/09/2021 16:24:40 esportiva refere-se a eventos ou não eventos que determinam uma mudança nos pressupostos sobre si mesmo e sobre o mundo e, portanto, uma mudança correspondente nos relacionamentos e comportamento. Um tipo de transição que os psicólogos do esporte empenham-se para compreender é o fi m da carrei- ra ou a transição para a aposentadoria dos esportes. A transição esportiva é uma parte natural e inevitável do desenvolvimento de uma carreira esportiva, sendo caracterizada como um processo complexo (ao invés de um evento único) que abrange uma ampla gama de situações. Os profi ssionais precisam se adaptar a um novo campo que envolve fatores fi nan- ceiros, psicológicos e sociais, entre outros. Assim, a transição do esporte pode ser defi nida como um evento que provoca uma mudança nos pressupostos sobre si mesmo e sobre o mundo. No Quadro 8 são apresentados os principais fatores relativos à transição de carreira. Fator Defi nição Lesão Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau- ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade percebida e o enfrentamento. Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência dela e com a melhoria do desempenho. Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei- to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral- mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e os recursos e mecanismos de enfrentamento. Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas comoutras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau- ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau- ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau- ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau- ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei- to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral- Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau- ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei- to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral- mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau- ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade percebida e o enfrentamento. Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência dela e com a melhoria do desempenho. Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei- to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral- mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau- ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade percebida e o enfrentamento. Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência dela e com a melhoria do desempenho. Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei- to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral- mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau- ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade percebida e o enfrentamento. Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência dela e com a melhoria do desempenho. Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei- to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral- mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e os recursos e mecanismos de enfrentamento. Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau- ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade percebida e o enfrentamento. Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência dela e com a melhoria do desempenho. Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei- to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral- mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e os recursos e mecanismos de enfrentamento. Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau- ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade percebida e o enfrentamento. Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência dela e com a melhoria do desempenho. Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei- to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral- mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e os recursos e mecanismos de enfrentamento. Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau- ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade percebida e o enfrentamento. Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência dela e com a melhoria do desempenho. Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei- to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral- mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e os recursos e mecanismos de enfrentamento. Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau- ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade percebida e o enfrentamento. Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência dela e com a melhoria do desempenho. Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei- to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral- mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e os recursos e mecanismos de enfrentamento. Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau- ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, uma vez que estão constantemente preocupadoscom a recorrência dela e com a melhoria do desempenho. Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei- to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral- mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e os recursos e mecanismos de enfrentamento. com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau- ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência dela e com a melhoria do desempenho. Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei- to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral- mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e os recursos e mecanismos de enfrentamento. desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau- ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei- to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral- mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e os recursos e mecanismos de enfrentamento. Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei- to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral- mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e os recursos e mecanismos de enfrentamento. uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei- to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral- mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e os recursos e mecanismos de enfrentamento. Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei- to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral- mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e QUADRO 8. FATORES QUE LEVAM À TRANSIÇÃO DE CARREIRA EXPLICANDO A transição de carreira é um processo muito difícil para o atleta: na maio- ria das vezes, os esportistas se aposentam em um tempo menor do que em outras profi ssões devido às limitações do próprio corpo. Além disso, no esporte não há muitas oportunidades para se realocar, o que faz com que esses atletas ponderem sobre outras profi ssões fora de sua área. PSICOLOGIA DO ESPORTE 99 SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 99 27/09/2021 16:24:40 Desengajamento Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns- tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, os intervalos são uma experiência individual e em grupo. As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen- volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões para sair; (d) divisões planejadas; (e) período de transição. Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de- sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os aspectos da manutenção da equipe. Tempo O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de competir no nível mais alto. Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi - siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos de um mau desempenho). Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções. Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten- sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a perda de desempenho. Interesse por transição de carreira O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres- ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an- tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. É importante lembrar que todas essas preocupações com o tema levam em consideração questões interculturais como raça, etnia e gênero na pesquisa. Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo- tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade durante a transição para a prática. Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici- pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão mais importante para as crianças acima dos 10 anos. Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns- tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. Isso signifi ca que o motivo da retiradapode ser voluntário ou involuntário. As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns- tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns- tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns- tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns- tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns- tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, os intervalos são uma experiência individual e em grupo. As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen- volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns- tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, os intervalos são uma experiência individual e em grupo. As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen- volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de- sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns- tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, os intervalos são uma experiência individual e em grupo. As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen- volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões para sair; (d) divisões planejadas; (e) período de transição. Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de- sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns- tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, os intervalos são uma experiência individuale em grupo. As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen- volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões para sair; (d) divisões planejadas; (e) período de transição. Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de- sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns- tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, os intervalos são uma experiência individual e em grupo. As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen- volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões para sair; (d) divisões planejadas; (e) período de transição. Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de- sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns- tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, os intervalos são uma experiência individual e em grupo. As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen- volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões para sair; (d) divisões planejadas; (e) período de transição. Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de- sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns- tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, os intervalos são uma experiência individual e em grupo. As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen- volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões para sair; (d) divisões planejadas; (e) período de transição. Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de- sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os aspectos da manutenção da equipe. O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi - siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns- tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, os intervalos são uma experiência individual e em grupo. As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen- volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões para sair; (d) divisões planejadas; (e) período de transição. Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de- sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os aspectos da manutenção da equipe. O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi - siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns- tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, os intervalos são uma experiência individual e em grupo. As implicações em deixarfamiliares, dirigentes ou demais integrantes, avaliando comportamentos e atitudes decor- rentes da atividade física e elaborando estratégias e intervenções. PSICOLOGIA DO ESPORTE 18 SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 18 27/09/2021 14:48:05 Entende-se que o treinador tem um papel muito importante, pois deter- mina o caminho para o sucesso ou fracasso, e lidar com tais responsabilidades pode ser desgastante e estressante, podendo afetar o emocional e, por conse- quência, os atletas. Em relação aos familiares, existem dois pontos: depositam muitas expectativas, até mesmo forçando um treinamento excessivo, com ob- jetivo de fazer com que o indivíduo em questão melhore e ganhe campeonatos; ou encaram o esporte como perda de tempo, depositando raiva e frustação em cima da criança ou adolescente, por exemplo. Por fim, os árbitros vivenciam o estresse ao decorrer das partidas, tendo que lidar com valores e punições que muitas vezes não são aceitas. Compreende-se, portanto, que é preciso se preocupar com contexto espor- tivo, relacionamentos, conhecimentos adquiridos do ambiente e característi- cas psicológicas. Fatores psicológicos são, então, verificados para se conhecer a maneira como eles afetam o desempenho e o rendimento esportivo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os transtornos mais recorrentes na população são a ansiedade e a depressão, principalmente após a pandemia de COVID-19 (GAMEIRO, 2020). E, apesar dos tratamentos mais comuns para esses casos serem aconselhamento psicológico e uso de medicamentos psi- cotrópicos, alguns indivíduos têm buscado promover bem-estar psicológico por meio do exercício físico. É importante destacar que os termos que abarcam bem- -estar (psicológico, emocional e subjetivo) são comumente usados de maneiras distintas na literatura. Contudo, podem ser compreendidos com o mesmo signifi- cado, uma vez que englobam seis dimensões descritas no Quadro 4. QUADRO 4. DIMENSÕES DO BEM-ESTAR Dimensão Definição Autoaceitação Designa que uma pessoa tem perspectivas positivas em relação a si mesma. Relação positiva Refere-se à relação entre pessoas que acontece baseada em confiança, respeito, empatia e atenção. Autonomia Diz-se da pessoa que tem determinação e motivação intrínsecas, conseguindo realizar suas atividades de maneira independente e com padrões autorreferenciados. Domínio ambiental Refere-se ao controle sobre o ambiente para entendimento de valores pessoais. PSICOLOGIA DO ESPORTE 19 SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 19 27/09/2021 14:48:05 Crescimento pessoal Indica a pessoa que se sente autorrealizada, percebendo suas conquistas e seu desenvolvimento ao passar do tempo. Propósito de vida Diz-se da pessoa que determina metas para serem atingidas com base em um propósito maior a ser realizado. Estudos sugerem que a relação positiva entre a prática da atividade física com o bem-estar produz benefícios como satisfação, autoeficácia, competên- cia e motivação, além de outras características descritas na Figura 1. É possível ainda observar que o exercício físico auxilia na diminuição de alguns compor- tamentos desadaptativos, podendo ser explicadas com hipóteses de caráter fisiológico ou psicológico. O exercício aumenta O exercício diminui Bem-estar Fobias Autocontrole Raiva Memória Ansiedade Confiança Hostilidade Estabilidade emocional Abuso de álcool Desempenho acadêmico Depressão Explicação fisiológica • Aumento no fluxo sanguíneo cerebral; • Redução da tensão muscular; • Alterações estruturais no cérebro; • Aumento no consumo máximo e na liberação de oxigênio para os tecidos cerebrais. Explicação psicológica • Aumento da sensação de controle; • Sentimento de competência e autoeficácia; • Interações sociais positivas; • Melhoria no autoconceito e na autoestima; • Satisfação e prazer pela prática. Figura 1. Benefícios da atividade física. Fonte: WEINBERG; GOULD, 2017, p. 381. (Adaptado). À vista disso, alguns pesquisadores buscam compreender a relação dessas variáveis, afirmando que a atividade física é uma facilitadora de resultados po- sitivos e da diminuição de ansiedade e depressão. Adicionalmente, descrevem que os efeitos do exercício físico atingem não apenas a saúde mental, mas tam- bém a física, prevenindo doenças, como osteoporose, hipertensão e câncer, além de doenças cardíacas. PSICOLOGIA DO ESPORTE 20 SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 20 27/09/2021 14:48:05 A ansiedade pode ser determinada pela emoção que o indivíduo vivencia, causando agitação, estado desagradável, medo, apreensão, além de sintomas físicos, tais como coração acelerado, suor e vontade de urinar frequente. Está relacionada com diferentes transtornos, sendo eles: transtornos de ansiedade generalizada, síndrome do pânico, estresse pós-traumático e fobias. A prática do exercício tende a ser mais eficaz em pessoas com níveis ele- vados de ansiedade, fazendo com que sejam diminuídos. É ainda importante ressaltar que a prática de exercícios está associada à redução na tensão mus- cular e que a diminuição de sintomas não tem necessariamente relação com os ganhos fisiológicos do exercício, pois a prevenção acontece independente- mente da intensidade, duração ou do tipo do exercício. Dessa forma, conseguir manter uma rotina de atividades físicas faz com que consequências positivas sejam promovidas, havendo como resultados redução do estresse, aumento da autoestima e melhora no humor, devido à liberação de hormônios (endor- fina, dopamina e serotonina) decorrentes da atividade física. Em relação à depressão, há um transtorno psicológico que envolve tristeza frequente, baixa autoestima, pessimismo, pensamentos distorcidos e/ou negati- vos, falta de energia e desesperança. Os sintomas podem ser diferentes depen- dendo da pessoa, mas em geral estão associados à irritabilidade, ideação suicida e fadiga, resultando também em alta incapacidade e perda social. Na maior parte dos casos, os tratamentos acontecem por meio da terapia e medicamentos, mas estudos têm defendido que a prática da atividade física pode acarretar benefícios. Os efeitos positivos do exercício físico sobre a ansiedade e depressão são classificados em dois níveis: agudos e crônicos. Os agudos acontecem ao longo da prática e imediatos, mas tendem a ser temporários. Já os crônicos são de- terminados a longo prazo, sendo mais necessários na prevenção e redução dos transtornos. Dessa forma, entende-se que os treinamentos mais longos são mais eficientes do que os curtos para facilitar alterações positivas. Com relação aos tipos de exercícios, os considerados moderados tendem a estar relacionados com os índices de ansiedade, auxiliando na redução de sintomas; enquanto para a depressão, os exercícios mais eficazes são os que mantêm a pessoa mais ativa. Ressalta- -se que os efeitos do exercício são notáveis em qualquer idade, etnia, sexo, condição de saúde ou situação econômica. PSICOLOGIA DO ESPORTE 21 SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 21 27/09/2021 14:48:05 Principais teorias em Psicologia do Esporte de alto rendimento Como uma ferramenta cultural, o esporte acompanha as mudanças da so- ciedade e o aprimoramento do desempenho esportivo acontece desde o prin- cípio dos Jogos Olímpicos. A prática esportiva com objetivo de alcançar me- lhores resultados dentro de uma competição estabelece um espaço em que o atleta pode aplicar e confi rmar suas competências, sejam elas pessoais ou sociais. Assim, o desenvolvimento atlético vem sendo constituído e desenvolvi- do por diferentes perspectivas, como a Biomecânica. O esporte considerado de alto rendimento está relacionado a um espetácu- lo, ou seja, ele é protagonizado por uma atleta profi ssional em busca de cam- peonatos, estando comprometimento e dedicação acima de uma prática por lazer ou por qualidade de vida. Dessa forma, o atleta está sempre em busca da perfeição, trabalhando de modo contínuo o corpo para que seja otimizadouma equipe incluem: (a) estágio de desen- volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões para sair; (d) divisões planejadas; (e) período de transição. Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de- sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os aspectos da manutenção da equipe. O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi - siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções. Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten- As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns- tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, os intervalos são uma experiência individual e em grupo. As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen- volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões para sair; (d) divisões planejadas; (e) período de transição. Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de- sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os aspectos da manutenção da equipe. O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi - siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções. Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten- sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, os intervalos são uma experiência individual e em grupo. As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen- volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões para sair; (d) divisões planejadas; (e) período de transição. Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de- sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os aspectos da manutenção da equipe. O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de competir no nível mais alto. Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi - siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções. Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten- sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, os intervalos são uma experiência individual e em grupo. As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen- volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões para sair; (d) divisões planejadas; (e) período de transição. Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de- sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os aspectos da manutenção da equipe. O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de competir no nível mais alto. Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi - siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos de um mau desempenho). Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções. Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten- sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres- ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an- Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen- volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões para sair; (d) divisões planejadas; (e) período de transição. Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de- sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os aspectos da manutenção da equipe. O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de competir no nível mais alto. Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi - siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos de um mau desempenho). Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções. Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten- sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres- ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an- tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen- volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões para sair; (d) divisões planejadas; (e) período de transição. Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de- sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo a saídas deatletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os aspectos da manutenção da equipe. O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de competir no nível mais alto. Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi - siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos de um mau desempenho). Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções. Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten- sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres- ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an- tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. É importante lembrar que todas essas preocupações com o tema volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de- sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de competir no nível mais alto. Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi - siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos de um mau desempenho). Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções. Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten- sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres- ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an- tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. É importante lembrar que todas essas preocupações com o tema levam em consideração questões interculturais como raça, Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo- Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de- sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de competir no nível mais alto. Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi - siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos de um mau desempenho). Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções. Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten- sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a perda de desempenho. O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres- ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an- tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. É importante lembrar que todas essas preocupações com o tema levam em consideração questões interculturais como raça, Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo- tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi - siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos de um mau desempenho). Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções. Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten- sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a perda de desempenho. O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres- ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an- tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. É importante lembrar que todas essas preocupações com o tema levam em consideração questões interculturais como raça, Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo- tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi - siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções. Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten- sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a perda de desempenho. O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres- ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an- tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. É importante lembrar que todas essas preocupações com o tema levam em consideração questões interculturais como raça, Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo- tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici- pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi - siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções. Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten- sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a perda de desempenho. O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres- ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an- tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. Éimportante lembrar que todas essas preocupações com o tema levam em consideração questões interculturais como raça, etnia e gênero na pesquisa. Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo- tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici- pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi - siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções. Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten- sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a perda de desempenho. O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres- ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an- tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. É importante lembrar que todas essas preocupações com o tema levam em consideração questões interculturais como raça, etnia e gênero na pesquisa. Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo- tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade durante a transição para a prática. Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici- pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções. Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten- sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres- ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an- tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. É importante lembrar que todas essas preocupações com o tema levam em consideração questões interculturais como raça, etnia e gênero na pesquisa. Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo- tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade durante a transição para a prática. Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici- pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão mais importante para as crianças acima dos 10 anos. Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções. Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten- sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres- ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an- tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. É importante lembrar que todas essas preocupações com o tema levam em consideração questões interculturais como raça, etnia e gênero na pesquisa. Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo- tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade durante a transição para a prática. Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici- pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão mais importante para as crianças acima dos 10 anos. carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções. Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten- sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres- ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an- tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. É importante lembrar que todas essas preocupações com o tema levam em consideração questões interculturais como raça, etnia e gênero na pesquisa. Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo- tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade durante a transição para a prática. Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici- pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão mais importante para as crianças acima dos 10 anos. sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres- ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an- tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. É importante lembrar que todas essas preocupações com o tema levam em consideração questões interculturais como raça, etnia e gênero na pesquisa. Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo- tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade durante a transição para a prática. Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici- pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão mais importante para as crianças acima dos 10 anos. O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres- ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an- tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. É importante lembrar que todas essas preocupações com o tema levam em consideração questões interculturais como raça, Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo- tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade durante a transição para a prática. Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici- pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão mais importante para as crianças acima dos 10 anos. O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres- ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an- tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. É importante lembrar que todas essaspreocupações com o tema levam em consideração questões interculturais como raça, Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo- tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade durante a transição para a prática. Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici- pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão mais importante para as crianças acima dos 10 anos. tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. É importante lembrar que todas essas preocupações com o tema levam em consideração questões interculturais como raça, Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo- tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade durante a transição para a prática. Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici- pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão mais importante para as crianças acima dos 10 anos. Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo- tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici- pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão mais importante para as crianças acima dos 10 anos. Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo- tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici- pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão mais importante para as crianças acima dos 10 anos. de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici- pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão mais importante para as crianças acima dos 10 anos. Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici- pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão mais importante para as crianças acima dos 10 anos. pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão PSICOLOGIA DO ESPORTE 100 SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 100 27/09/2021 16:24:40 Sintetizando Ao pensar sobre atletas de alto rendimento, é natural que surja a ideia de com- petições e atletas de alto nível que buscam melhorar seu desempenho dia após dia com treinos intensos. Neste caso, a prática esportiva pode acarretar em conse- quências negativas quando não planejada de maneira adequada. Diferentemente das outras pessoas que praticam atividade física, seja por saúde, lazer ou prazer, atletas de alto rendimento vivenciam pressões diárias, o que afeta sua saúde física e mental. Por exemplo: eles podem desenvolver sen- timentos e emoções negativas que podem tanto desmotivar a prática esporti- va como ocasionar lesões que, caso não sejam devidamente tratadas, podem levar à aposentadoria precoce. Diante desse cenário, é necessário que haja intervenções preparadas por diversos profissionais, principalmente o psicólogo, uma vez que ele irá buscar técnicas para cada atleta com uma demanda específica para trabalhar essas dificuldades e limitações, aumentando sua potencialidade. É importante ressaltar que o papel do psicólogo neste campo não é clínico: seu foco encontra-se no desenvolvimento do rendimento ao mesmo tempo em que auxilia o atleta a compreender seu esporte de maneira mais harmônica, ou seja, sem pressões e autocobranças excessivas. Além disso, o esporte ganha espaço a cada ano que passa, principalmente devido às competições mundiais transmitidas nas mais diversas mídias. Isto faz com que esse campo ganhe espaço em outras áreas, como a escola, por exemplo, tornando necessário pensar em novas diretrizes para além das que existem a fim de regulamentar a prática, valorizar profissionais da área e pro- mover benefícios para quem a pratica. Por fim, é necessário pensar em recursos e projetos para atletas que priorizam o esporte, visto que algumas modalidades costu- mam aposentar o atleta mais cedo do que ocorre em outras profissões. Dessa maneira, preparar os atle- tas para esse fim é essencial, visando não prejudi- car sua vida social, pessoal e profissional. PSICOLOGIA DO ESPORTE 101 SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 101 27/09/2021 16:24:41 Referências bibliográficas FERNANDES, W. J.; SVARTMAN, B.; FERNANDES, B. S. Grupos e configurações vin- culares. In: Grupos e configurações vinculares. Porto Alegre: Artmed, 2003. IMPORTÂNCIA da Psicologia no Desempenho Esportivo. Postado por Lais Yuri Psicóloga e Coach Esportiva. (05min. 43s.). son. color. port. Disponível em: . Acesso em: 30 ago. 2021. PEREIRA, S. K. O videogame como esporte: uma comparação entre esportes ele- trônicos e esportes tradicionais. 2014. 122 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Gra- duação) – Faculdade de Comunicação, Universidade de Brasília, Brasília, DF, 2014. PICHON-RIVIÈRE, E. O processo grupal. São Paulo: Martins Fontes, 2005. VIEIRA, L. F.; VISSOCI, J. R.; OLIVEIRA, L. P. Etapas do processo de intervenção psicológica em equipes de voleibol de alto rendimento. In: MACHADO, A. A.; BRANDÃO, M. R. F. (orgs.). Coleção Psicologia do Esporte e do Exercício: o voleibol e a psicologia do esporte. São Paulo: Atheneu, 2010. WEINBERG, R. S.; GOULD, D. Fundamentos da Psicologia do Esporte e do Exercício. Porto Alegre: Artmed, 2016. PSICOLOGIA DO ESPORTE 102 SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 102 27/09/2021 16:24:41e potencializado. Contudo, são questionados os valores da pessoa em relação à sociedade e seu corpo pertence de alguma forma à comissão técnica. Tal avanço compe- titivo provoca uma mudança na pressão dos treinamentos, que fi cam mais evidentes e com cobranças excessivas, fazendo com que o atleta tenha pouco tempo para descansar, visto que não pode perder o condicionamento físico. Nessa perspectiva, o atleta tem que superar qualquer limite que seja imposto ao corpo ou à mente, superando sua efi ciência no esporte. É coerente dizer que a motivação intrínseca é que permite ao atleta viver nesse tipo de situação, abdicando momentos da vida pessoal. Muitas vezes, ela começa a ser trabalhada na infância ou na adolescência, podendo ser considerada parte do atleta e possibilitando que objetivos sejam alcançados, independente- mente dos obstáculos e pontos fracos. A determinação também pode ser consi- derada parte do atleta de nível olímpico, visto que, mesmo sofrendo lesões ao de- correr dos treinamentos, por exemplo, ele persiste em realizar seu objetivo fi nal. Em suma, entende-se que o trabalho e os resultados obtidos no esporte dependem de um treinamento rigoroso e trabalho árduo, sendo consideradas como prioridade na vida do atleta características como coragem, determina- ção, persistência e superação. No entanto, a sobrecarga dos treinamentos e PSICOLOGIA DO ESPORTE 22 SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 22 27/09/2021 14:48:05 das competições pode trazer algumas consequências, como frustração, uma vez que o atleta acredita ser invulnerável. Para um bom desempenho, sem traumas, frustrações ou outras emoções negativas, é preciso, então, pensar tanto na condição física quanto na psico- lógica. Considera-se que um atleta de alto rendimento, capaz de controlar o corpo e ter inteligência emocional, pode alcançar melhores resultados e, nesse âmbito, está a PE. É importante ainda destacar que a PE não está associada apenas com as questões da prática esportiva, buscando também compreen- der os fenômenos por meio da Psicologia Social. Dessa forma, se por um lado o esporte de alto rendimento cria uma perspectiva competitiva, com foco em obter resultados positivos, o esporte, a partir da visão social, norteia a prática pensando no bem-estar e na motivação. O psicólogo que atua nessa direção tem que ter clareza de alguns pontos. Uma estratégia é fazer com que os participantes compartilhem conhecimentos e experiências, permitindo o desenvolvimento da confi ança e das técnicas, pro- movendo a cooperação e diminuindo a pressão criada por causa da competiti- vidade. Adicionalmente, uma teoria em prática vê o atleta como alguém em po- tencial e capaz de desenvolver habilidades, denominada de desenvolvimento positivo de jovens, que busca também manter a integridade do indivíduo em transição para a vida adulta. Desenvolvimento positivo de jovens no esporte O desenvolvimento positivo de jovens (DPJ) é uma abordagem teórica que surgiu na década de 1990 com o intuito de compreender a adolescência como um processo positivo. A abordagem dispõe que o jovem tem potencial para de- senvolver habilidades e capacidades, consequentemente, prevenindo e ame- nizando comportamentos desadaptativos. As características desenvolvidas ainda podem ser alinhadas aos domínios sociais (família, comunidade e esco- la), uma vez que o jovem passa a contribuir com esses meios. Nessa direção, o DPJ pode ser compreendido a partir de uma plasticidade, pois acontece a partir de uma relação com trocas bidirecionais (jovem e contexto), que, quando são reciprocamente benéfi cas, podem auxiliar no desempenho individual e social de forma saudável e positiva (HOLT; DEAL; PANKOW, 2020). PSICOLOGIA DO ESPORTE 23 SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 23 27/09/2021 14:48:05 EXPLICANDO Por comportamento desadaptativo, entende-se o uso de substâncias como drogas e álcool, depressão, ansiedade, transtornos alimentares, autoesti- ma baixa e evasão escolar. Posto que a prática esportiva permite promover características como em- patia, liderança, trabalho em equipe, caráter e responsabilidade, o ambiente deve ser bem-estruturado e coordenado por treinadores, seguindo a premissa de proporcionar aprendizagem, cooperação e suporte. Isso contribui também para a relação do atleta com outros atletas, fundamental para que tais habili- dades sejam estimuladas. Entende-se que níveis mais avançados de DPJ possibilitam comportamentos de risco menores, o que significa que as possibilidades para se engajarem com o contexto, colaborando consigo, colegas, esporte, família e comunidade são maio- res. A abordagem teórica, portanto, recomenda que o desenvolvimento aconte- ça por intermédio de intervenções, diminuindo os comportamentos de risco e promovendo comportamentos saudáveis, que englobam relacionamento social ou altruísmo, competências intelectuais ou físicas e melhora no rendimento. Dentro das relações que o esporte proporciona, o relacionamento atleta -atleta é necessário, visto que o trabalho em equipe permite construir um am- biente de formação e suporte, estando associado a maior prazer pela prática, atitudes e emoções positivas em relação às pessoas e maior compromisso. À vista disso, o atleta adquire benefícios maiores se comparados ao trabalho sozinho, uma vez que a equipe estimula sacrifícios pessoais, esforços e satis- fação. Portanto, possibilita a promoção de um ambiente social, que permite aprimorar as habilidades. Ademais, o relacionamento atleta-treinador pode ser interpretado por meio de quatro elementos, dispostos no Quadro 5. QUADRO 5. ESTRUTURA DA RELAÇÃO ATLETA-TREINADOR Elemento Descrição Complementaridade Está associada ao nível de controle que um tem sobre o outro, como também a cooperação e colaboração de ambos para alcançar metas e objetivos, obtendo, consequentemente, sucesso no desempenho esportivo. Quando o atleta tem complementaridade com seu treinador e vice-versa, o ambiente saudável é estimulado, fazendo com que o atleta se sinta mais encorajado e seja engajado em sua prática. PSICOLOGIA DO ESPORTE 24 SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 24 27/09/2021 14:48:05 Comprometimento Refere-se ao quanto o atleta está motivado com o esporte e o treinador. Engloba também o quanto o treinador valoriza esforços e relações, considerando a contribuição desses pontos para o desfecho do relacionamento. Proximidade Diz respeito à confiança e respeito, ou seja, ao tom emocional ou ao estado da relação. Dependendo do nível da proximidade, os resultados pessoais e relacionais podem ser positivos. Coorientação Refere-se a relacionamentos, elementos afetivos, cognitivos e comportamentais, agrupando todos os outros conceitos. Diante disso, há modelos teóricos capazes de avaliar o DPJ com foco em compreender limitações e potencialidades para conseguir compreender o atle- ta, planejar estratégias e aplicar intervenções, sem que prejudique qualquer outra área da vida e até mesmo a saúde física e mental do jovem. Entre esses modelos, está o 5 Cs, desenvolvido por Lerner (2005), com finalidade de avaliar o desenvolvimento do atleta por meio de cinco ativos internos: caráter, con- fiança, competência, conexão e cuidado (Quadro 6). QUADRO 6. MODELO TEÓRICO 5 CS Ativo interno Definição Caráter Respeito pelas regras sociais e desenvolvimento moral no esporte. Competência Perspectiva sobre as próprias ações; habilidade que o atleta demonstra e desempenha em relação à sua prática esportiva. Conexão Qualidade das relações no contexto esportivo, podendo ser com o treinador ou equipe esportiva. Confiança Sentimento interiorizado, determinando o valor e a autoeficácia que o atleta possui sobre sua capacidade de ter sucesso no esporte. Cuidado Sentimento de compreensão e empatia. São diversas as medidas capazes de avaliar os cinco fatores como forma de buscar informações necessárias para verificar a eficácia dos programas espor-tivos. Diante disso, uma ferramenta proposta a isso facilita o planejamento de estratégias e aplicações de intervenções, com objetivo de alcançar resultados melhores com os atletas, englobando desempenho na prática, metas atingidas e outras emoções que promovam o desenvolvimento positivo sem qualquer prejuízo na vida do jovem, visando também seu futuro alto rendimento. PSICOLOGIA DO ESPORTE 25 SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 25 27/09/2021 14:48:05 Mulheres olímpicas Outro personagem importante para o desenvolvimento do esporte de alto rendimento é a mulher. Durante muitos anos, as mulheres foram consideradas profanadoras de um espaço que era exclusivo aos homens. Assim, mesmo em uma prática não profi ssional e não competitiva, elas deveriam ser apenas ob- servadoras, fi cando em arquibancadas, uma vez que o mundo olímpico exigia força, determinação e resistência. Diante disso, o início da participação de mulheres no esporte profi ssional aconteceu de forma precária, no decorrer do século XX, a partir dos movimen- tos feministas. A princípio, a maioria das atletas nos Jogos Olímpicos era da Europa e dos Estados Unidos, países que conseguiam aprovação do Comitê Olímpico Internacional. Na Tabela 1, é apresentado o ano de ingresso de ho- mens e mulheres para cada esporte. Observa-se que no boxe, por exemplo, as mulheres conseguiram se inserir somente no século XXI, em 2012. TABELA 1. RELAÇÃO DE INGRESSO NO ESPORTE Esporte Ano de ingresso dos homens Ano de ingresso das mulheres Atletismo 1826 1928 Badminton 1992 1992 Basquete 1936 1976 Beisebol 1992 Não há Boxe 1904 2012 Canoagem 1936 1948 Ciclismo 1896 1984 Esgrima 1896 1924 Futebol 1908 1996 Ginástica 1986 1928 Golfe 1900 1900 Handebol 1936 1976 Hipismo 1900 1952 PSICOLOGIA DO ESPORTE 26 SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 26 27/09/2021 14:48:05 Hóquei sobre grama 1908 1980 Iatismo 1900 1988 Judô 1964 1992 Levantamento de peso 1920 2000 Luta 1904 2004 Natação 1896 1912 Nado sincronizado Não há 1984 Pentatlo moderno 1912 2000 Polo aquático 1900 2000 Remo 1900 1976 Rúgbi 1900 2016 Saltos ornamentais 1904 1912 Softbol Não há 1996 Taekwondo 2000 2000 Tênis 1900 1988 Tênis de mesa 1988 1988 Tiro 1900 1984 Triatlo 2000 2000 Vôlei 1964 1964 Vôlei de praia 1996 1996 No Brasil, a participação demorou um pouco mais, devido a alguns impedi- mentos legais relacionados à prática esportiva de mulheres. A primeira brasi- leira a representar o país nos Jogos Olímpicos foi a nadadora Maria Emma Lenk (1915-2007), em Los Angeles, no ano de 1932, sendo a única mulher em uma equipe masculina de 57 atletas. Ela voltou às Olimpíadas de Berlim, em 1936, acompanhada de 72 atletas masculinos. Fonte: CARDOSO, 2000 apud NASCIMENTO, 2012, p. 26. ASSISTA A trajetória das atletas brasileiras não foi fácil, mas mostra muito a força dessas mulheres. Para saber mais, assista ao documentário Mulheres Olímpicas (2013), dirigido por Laís Bodanzky, que retrata histórias sob a perspectiva das atletas. PSICOLOGIA DO ESPORTE 27 SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 27 27/09/2021 14:48:06 A edição da competição em Londres, em 1948, ocorreu após o cancela- mento dos Jogos devido à Segunda Guerra Mundial, e mesmo assim o número de atletas eram desiguais entre os sexos. A delegação brasileira mandou 72 homens e 11 mulheres, uma desigualdade que não era específica do Brasil e acontecia com outras delegações também, o que durou até a década de 1980. Os Jogos Olímpicos de 1984 foram marcados pela participação de 1.620 atletas mulheres, em modalidades de tiro e ciclismo – o que ocorreu pela pri- meira vez. Além disso, foram criadas duas modalidades exclusivamente para elas: a ginástica rítmica e o nado sincronizado. A partir daí, as mulheres fo- ram ganhando cada vez mais espaço: em 1992 conseguiram disputar lutas de judô; em 1996, passaram a competir no futebol e no vôlei de praia (modalidade acrescentada para ambos os sexos); e em 2000, quando completava 100 anos da primeira participação das mulheres em Olimpíadas, as atletas conseguiram ocupar espaço na modalidade de salto com vara. Algumas atletas que fizeram história nos Jogos Olímpicos, em âmbito inter- nacional ou nacional, foram: • Larissa Latynina (1934): a ucraniana começou a carreira como bailarina e, aos 19 anos, competiu no Campeonato Mundial de Ginástica Artística. Em 1956, estreou nos Jogos Olímpicos, em Melbourne, conquistando quatro meda- lhas de ouro, uma de prata e uma de bronze. Ao todo, conquistou 18 medalhas olímpicas de três Olimpíadas: Melbourne (1956), Roma (1960) e Tóquio (1964); • Birgit Fischer (1962): a alemã é considerada até hoje o maior nome da canoagem de velocidade. Aos 18 anos, estreou nos Jogos Olímpicos de Moscou, em 1980, ganhando um ouro. Até o final da carreira, conquistou 12 medalhas e participou de sete olimpíadas: Moscou (1980), Los Angeles (1984), Seul (1988), Barcelona (1992), Atlanta (1996), Sydney (2000) e Atenas (2004); • Jenny Thompson (1973): a norte-americana é a sétima maior medalhis- ta da história dos Jogos, participando da modalidade natação. Conquistou 12 medalhas, participando de campeonatos internacionais e Jogos Olímpicos. Es- treou em Barcelona (1992), participando também das Olimpíadas de Atlanta (1996) e Sydney (2000); • Jacqueline Silva (1962) e Sandra Pires (1973): foram as primeiras brasilei- ras a ganharem medalhas nos Jogos Olímpicos, com o ouro na modalidade vôlei de praia nas Olimpíadas de Atlanta (1996); PSICOLOGIA DO ESPORTE 28 SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 28 27/09/2021 14:48:06 • Maurren Maggi (1976): foi uma das primeiras brasileiras a conquistarem medalhas olímpicas em esportes individuais. Superou a atleta da Rússia no sal- to em distância, com um salto de 7,04 m, conquistando o ouro e tornando-se a primeira brasileira a subir no pódio dessa modalidade em Pequim (2008); • Ketleyn Quadros (1987): junto com Maurren, marcou seu nome na história dos Jogos Olímpicos ganhando a primeira medalha individual do judô feminino na- cional em Pequim (2008). Conquistou sua medalha de ouro com apenas 20 anos; • Hélia Souza (1970): mais conhecida como Fofão, a jogadora de vôlei é a atleta brasileira com mais medalhas olímpicas, uma de ouro e duas de bronze. Participou de cinco Olimpíadas: Barcelona (1992), Atlanta (1996), Sydney (2000), Atenas (2004) e Pequim (2008). Apesar desse processo acontecer aos poucos, com pouca valorização das atletas, não houve muito desempenho e determinação, fazendo com que le- vassem medalhas cada uma a seu país (RÚBIO, 2011). Contudo, ainda não se pode dizer que há igualdade no esporte. PSICOLOGIA DO ESPORTE 29 SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 29 27/09/2021 14:48:06 Sintetizando O crescimento da Psicologia do Esporte (PE), nos âmbitos teórico e prá- tico, passou por diferentes obstáculos até seu reconhecimento no campo científico. Considerada uma subárea, aborda conceitos que compõem ou- tras disciplinas, sendo compreendida como uma área multiprofissional que trabalha com aprendizagem motora, treinamento esportivo, saúde física e fenômenos psicológicos. Com seu desenvolvimento, foi possível também dar abertura ao trabalho com outras pessoas que praticam atividade física, não se limitando apenas a atletas de alto nível. Além disso, passou-se a compreender como todo o sistema esportivo pode afetar outras pessoas que não necessariamente praticam a atividade, incluindo o treinador, o árbitro e os familiares. Diante disso, conclui-se que a PE não é desenvolvida para um, mas para todos que dependem do esporte. Ao entender o valor da subárea, passa a compreender o significado da prá- tica da atividade física, a qual visa saúde e também resultados positivos. Ade- mais, o estudo teórico permite identificar que o exercício físico auxilia na redu- ção da ansiedade e da depressão, consequentemente, melhorando os níveis de humor, autoestima e sensação de bem-estar. No entanto, nem semprea prática pode ser considerada positiva quando comparada a atletas de alto rendimento que podem vivenciar momentos ex- tremos. Os treinamentos que visam melhor desempenho e conquistas podem fazer com que ele se torne mais rígido e controlador, além de deixar de vi- venciar momentos que também são importantes, como o processo da ado- lescência. Além de afetar sua saúde mental, os treinamentos árduos podem acarretar lesões. Dessa forma, é necessário pensar em formas de lidar com a promoção de habilidades sem afetar negativamente outros aspectos da vida, aplicando, por exemplo, a abordagem do desenvolvimento positivo de jovens (DPJ). Esta teoria busca melhorar o desempenho dos atletas com equilíbrio, isto é, ao mesmo tempo em que está aplicando intervenções para melhorar suas competências, também busca trabalhar suas emoções, comportamentos e atitudes positivas. PSICOLOGIA DO ESPORTE 30 SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 30 27/09/2021 14:48:06 Ainda sobre o esporte de alto rendimento, este foi por muito tempo focado apenas nos homens, dado que mulheres eram vistas apenas como espectado- ras. Assim, durante o século XX, atletas femininas precisaram conquistar seu direito e espaço, pois não era possível imaginar mulheres realizando atividades que envolviam força e resistência. Ao longo do tempo, elas foram construin- do sua história em competições ao mostrarem determinação e desempenho, conquistando medalhas e incentivando outras mulheres, tornando-se também uma temática importante para os estudos da PE. PSICOLOGIA DO ESPORTE 31 SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 31 27/09/2021 14:48:06 Referências bibliográficas ARAÚJO, D. Definição e história da Psicologia do desporto. In: SERPA, S.; ARAÚJO, D. Psicologia do desporto e do exercício: compreensão e aplicações. Lisboa: FMH Edições, 2002. p. 9-51. GAMEIRO, N. Depressão, ansiedade e estresse aumentam durante a pandemia. Fiocruz Brasília, Brasília, DF, 13 ago. 2020. Disponível em: . Acesso em: 01 jul. 2021. GOULD, D.; VOELKER, D. K. The history of sport psychology. In: EKLUND, R.; TEN- NENBAUM, G. Encyclopedia of sport psychology. Thousand Oaks, CA: Sage, 2014, p. 346-351. HOLT, N. L.; DEAL, C. J.; PANKOW, K. Positive youth development through sport. In: TENENBAUM, G.; EKLUND, R. C. Handbook of sport psychology. New Jersey: Wiley, 2020. p. 429-446. LERNER, R. M. Promoting positive youth development: theoretical and empirical bases. In: Workshop on the science of adolescent health and development, 2005. Anais… Washington, DC: National Academies of Science; National Research Cou- ncil; Institute of Medicine, 2005. Disponível em: . Acesso em: 01 jul. 2021. MORETTI, A. R. Psicologia do esporte: perspectivas históricas. Argumento, Jun- diaí, v. 6, n. 11, p. 89-100, jul. 2004. Disponível em: . Acesso em: 01 jul. 2021. MULHERES olímpicas. Direção de Laís Bodanzky. São Paulo: Buriti Filmes; ESPN, 2013. (52 min.), son., color. NASCIMENTO, P. H. Mulheres no pódio: as histórias de vida das primeiras me- dalhistas olímpicas brasileiras. 2012. 87 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012. Dispo- nível em: . Acesso em: 01 jul. 2021. RÚBIO, K. As mulheres e o esporte olímpico brasileiro. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2011. PSICOLOGIA DO ESPORTE 32 SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 32 27/09/2021 14:48:06 SAMULSKI, D. Psicologia do esporte: teoria e aplicação prática. Belo Horizonte: Imprensa UFMG, 1995. WEINBERG, R. S.; GOULD, D. Fundamentos da psicologia do esporte e do exer- cício. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. PSICOLOGIA DO ESPORTE 33 SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 33 27/09/2021 14:48:06 ASPECTOS COMPORTAMENTAIS E COGNITIVOS NA PRÁTICA DE ATIVIDADES ESPECÍFICAS 2 UNIDADE SER_PSI_PSIESP_UNID2.indd 34 27/09/2021 14:59:29 Objetivos da unidade Tópicos de estudo Apresentar fatores que são importantes para o desenvolvimento e permanência para a prática esportiva, tais como feedback e motivação; Abordar questões que se referem à percepção do atleta, seu conhecimento sobre suas capacidades, habilidades, como também da sua atenção frente ao esporte, como a autoeficácia na prática e os benefícios da atenção plena (mindfulness); Expor as possíveis consequências da prática esportiva à saúde quando há fatores causando pressão, bem como a estratégia para lidar com essas situações. Feedback, reforçamento e motivação Feedback intrínseco e extrínseco Motivação intrínseca e extrínseca Percepção e atenção nas práticas esportivas Autoconceito e crenças Autoeficácia no esporte e a performance esportiva O papel do mindfulness no esporte Compulsão e perdas Síndrome de burnout no esporte O coping PSICOLOGIA DO ESPORTE 35 SER_PSI_PSIESP_UNID2.indd 35 27/09/2021 14:59:29 Feedback, reforçamento e motivação Entre as questões que são mais relevantes na área esportiva, está a inves- tigação dos fatores relacionados ao processo de ensino-aprendizagem. Esse processo tem como objetivo desenvolver e aprimorar habilidades motoras, pois, para que as atividades físicas sejam bem executadas, é preciso trabalhar tais habilidades. Além disso, também trabalha com o conhecimento, aplicação e os resultados obtidos dos jogos. Dessa forma, essa aprendizagem motora pode ser compreendida como um conjunto de experiência acerca da prática, que é capaz de estimular mudanças na performance. Nessa direção, a atuação do treinador/técnico se torna essencial, visto que este tem o papel de entender a proximidade com o grupo de trabalho, assim como intervir, planejar, estruturar e aplicar conteúdos a fi m de alcançar objetivos em relação ao exercício ou de uma competição, a partir de diversas possibilidades que são capazes de auxiliar o seu trabalho. Dentre as possibilidades, o feedback pode ser compreendido como um dos fatores importantes ao processo. O feedback é uma variável que envolve níveis diferentes de informações, sendo reconhecida e necessária no contexto da aprendizagem das habilidades, podendo ainda ser defi nido como uma ferramenta que proporciona a obtenção de resultados e respostas para as diversas circunstâncias que aparecem no am- biente de ensino. Em geral, o feedback pode ser compreendido como um meca- nismo que compartilha informações com intuito de corrigir os erros, portanto, quando o feedback é fornecido com interação pedagógica, pode ter três tipos de infl uências fundamentais, que são apresentadas no Quadro 1. QUADRO 1. INFLUÊNCIAS DO FEEDBACK NA APRENDIZAGEM Motivação Diz respeito ao estímulo de novas tentativas, auxiliando para que o atleta tenha equilíbrio mental e físico, consequentemente fazendo com que aumente seu esforço, produza efeitos positivos na prática e tenha satisfação com ela. Reforço Está associado a reforços que os atletas recebem por suas ações, sendo elas corretas ou incorretas, portanto, podendo ser reforços positivos ou negativos. Informação É sobre dar informações sobre os comportamentos e atitudes que podem ser melhorados, proporcionando que o atleta corrija e faça ajustes dos seus movimentos, por exemplo. A informação transmitida deve considerar a capacidade do atleta de processar e assimilar a informação. Fonte: PÉREZ e BAÑUELOS (1997); SCHMIDT (1993). (Adaptado). PSICOLOGIA DO ESPORTE 36 SER_PSI_PSIESP_UNID2.indd 36 27/09/2021 14:59:29 Na prática esportiva, o feedback pode ser fornecido por diferentes motivos, sendo eles, segundo o Quadro 2. QUADRO 2. MOTIVOS PARA A REALIZAÇÃO DE UM FEEDBACK NA PRÁTICA ESPORTIVAErros constantes na realização da atividade e pela falta de interpretação dessas informações. Falta de atenção aos estímulos que podem facilitar o seu desempenho e autocontrole na execução da tarefa. Escassez de conhecimento sobre a realização da atividade. Feedback intrínseco e extrínseco Em suma, o feedback diz respeito à informação que é compartilhada com objetivo de auxiliar atletas a corrigirem erros na sua prática, por consequência, desenvolver sua performance, que é dividido em duas maneiras, sendo elas o feedback intrínseco e o feedback extrínseco. O primeiro está relacionado a uma informação sensorial decorrente de uma produção de movimentos, po- dendo ter relação com fontes externas do corpo (exterocepção) ou de dentro do corpo (propriocepção), no qual os atletas percebem os movimentos pelos órgãos sensoriais enquanto e após realizar a atividade. Enquanto o feedback extrínseco, que também é denominado de feedback aprimorado ou aumento, é sobre as informações que o atleta recebe por meio de fontes externas, tais como, técnico, vídeo, cronômetro, entre outros. Nesse tipo de processo, o atleta recebe instruções que complementam aquela rece- bida pelo feedback intrínseco, assim possibilitando sua melhora na execução e nos resultados dos seus movimentos. Os pesquisadores Schmidt e Wrisberg (2010) descreveram que o feedback extrínseco pode ser separado em dois tipos: aquele relacionado com a própria realização (Conhecimento de Performance – CP) e o relacionado com o resulta- do obtido (Conhecimento de Resultado – CR). PSICOLOGIA DO ESPORTE 37 SER_PSI_PSIESP_UNID2.indd 37 27/09/2021 14:59:29 QUADRO 3. COMPREENDENDO OS TIPOS DE FEEDBACK EXTRÍNSECO Tipo Definição Conhecimento de Performance Diz respeito ao padrão de motivos realizados pelo atleta, ou seja, suas características e vícios que podem ser responsáveis por um bom desempenho ou não. Nesse processo, os técnicos informam para os atletas sobre a qualidade dessas ações, com intuito de auxiliar no desenvolvimento dos padrões de movimentos e atingirem melhores resultados. Um exemplo para esse processo é quando o atleta está treinando faltas e o seu técnico orienta que ele deve colocar o pé de apoio mais próximo à bola na hora que for chutar. Conhecimento de Resultado Tem como finalidade fornecer informações acerca do desempenho de uma habilidade específica e dos resultados de movimentos. Os dados são transmitidos, geralmente, de forma verbal. Um exemplo desse processo é quando o atleta acerta 10 finalizações de gol no primeiro tempo e o treinador passa essa informação para que o atleta esteja consciente do seu desempenho. Fonte: SCHMIDT; WRISBERG, 2010. Enquanto o feedback intrínseco é percebido por canais sensoriais do atle- ta, o feedback extrínseco acontece a partir de treinadores, professores ou instrutores. As duas formas de receber informações são complementares e essenciais, uma vez que auxiliam para que o atleta consiga atingir resultados melhores na sua prática esportiva. Independentemente do tipo de feedback recebido, este pode ser transmitido em diferentes estratégias, como símbolos, vozes e gestos. No Quadro 4 é possível observar alguns métodos que são utili- zados para facilitar a troca de informações. QUADRO 4. TRANSMISSÃO DO FEEDBACK Feedback verbal As instruções verbais são bem presentes em qualquer situação, mesmo fora do contexto esportivo, sendo apresentadas por meio de mensagens e falas que auxiliam os atletas a perceber seus pontos fracos, consequentemente orientando para que as habilidades motoras sejam aprimoradas. Contudo, é importante ressaltar que a sobrecarga de informações pode comprometer a evolução e resultados positivos, portanto, é recomendado que o feedback seja pensado para transmitir o máximo de informações, mas com poucas palavras ou frases chaves. Feedback Visual A parte visual dos indivíduos é bastante complexa, diante disso alguns pesquisadores buscaram compreender a relação da visão com a prática esportiva. A partir disso, foi possível compreender que a percepção visual de qualidade possibilita que os atletas sejam mais rápidos e consigam ter mais acertos nas suas jogadas. Dessa forma, entende-se que o feedback visual é uma ferramenta essencial, que tem como finalidade facilitar a compreensão do atleta com o seu esporte. Este pode acontecer por meio de modelos, ou seja, vendo alguém realizar um movimento, podendo ser seu professor, treinador ou instrutor, como também por imagens, sejam elas fotos ou vídeos, possibilitando a aprendizagem por meio da observação. PSICOLOGIA DO ESPORTE 38 SER_PSI_PSIESP_UNID2.indd 38 27/09/2021 14:59:29 O feedback só pode ser considerado fi nalizado quando o aluno entende este como um reforço, sendo defi nido como aquilo que possibilita o atleta repetir ou não uma ação. Quando o reforço é positivo, o atleta entenderá como uma questão motivacional, fazendo com continue realizando seus mo- vimentos. Por outro lado, quando é negativo, pode bloquear qualquer apren- dizagem e processo de tentativa. Nesse sentido, o treinador, ao proporcionar o feedback, precisa considerar diferentes fatores, como, a faixa etária, a ex- periência motora, como também a natureza do erro. Motivação intrínseca e extrínseca A motivação surge em conjunto com o feedback, a partir do papel que o treinador decide desempenhar com o atleta e com a equipe esportiva. A mo- tivação é considerada um dos elementos centrais para concentrar as informa- ções percebidas na direção do comportamento. A forma como os treinadores lidam com os desafi os acerca do processo de ensino e as estratégias utilizadas para fortalecer os atletas é um dos fatores que determina a satisfação, engaja- mento e permanência na prática. O ato de praticar esportes requer especifi cidades do atleta por causa do alto desenvolvimento das funções, mas também da qualidade da prática e dos estados psíquicos, dessa forma entende-se que o esporte está direcionado para alcançar metas que vão além do esforço e determinação. Essa ação pode ser denominada como uma causa, um motivo ou justifi cativa para permanência na prática. Quando o motivo pela permanência é inerente ao objeto de aprendizagem, não dependendo de fatores externos, este é chamado de motivação intrínse- ca. No entanto, quando a determinação e engajamento pelo esporte são cau- sados por fatores externos, tais como saúde física, ganho de medalhas e outras recompensas, este é determinado como motivação extrínseca. A realização de pesquisas sobre fatores motivais podem auxiliar na prática de esportes de crianças e adolescentes, uma vez que permite identifi car e elaborar treinamentos estratégicos que facilitam o ensino. Dessa forma, o conhecimento sobre esses elementos proporciona resultados positivos futuros, a partir de pla- nejamentos mais direcionados, aumentando o interesse dos envolvidos, além de se sentirem motivados a permanecer e buscar o sucesso através do esporte. PSICOLOGIA DO ESPORTE 39 SER_PSI_PSIESP_UNID2.indd 39 27/09/2021 14:59:29 Quando se trata da Psicologia do Esporte, a área busca compreender os as- pectos socioemocionais que afetam o desempenho dos atletas, principalmente os de alto rendimento, bem como entender os efeitos da prática esportiva sobre o desenvolvimento psicológico. A partir disso, a literatura vem defendendo que a motivação é um dos principais fatores que afetam o rendimento dos atletas, como também a autoestima, autoconfiança, agressividade, concentração, entre outros. A motivação pode ser considerada como determinante para a intensida- de e a direção dos esforços, uma vez que a direção está associada ao quanto o atleta se aproxima ou se afasta de algumas circunstâncias, e a intensidade diz respeito ao quanto de determinação é colocado em uma determinada situação. É possível compreender as características de cada tipo de motivação na Figura 1. • Divertimento • Humor •Sensações e sentimentos da prática • Mindfulness • Sensações físicas • Tensão muscular • Postura corporal • Controle cardiorrespiratório • Controle de peso Motivação intrínseca Motivação extrínseca Figura 1. Razões intrínsecas e extrínsecas para permanência na atividade física. As razões internas para permanecer no esporte são aquelas que não são afetadas por fatores externos, acontecendo de forma voluntária, dependendo do estado emocional e psicológico dos atletas, enquanto as razões externas têm relação com os resultados que são passíveis de observação, como ganho de massa, relação com o treinador e diminuição da gordura corporal. A par- tir da literatura foi possível identificar que as motivações intrínsecas são mais presentes para iniciação e manutenção das atividades, como os relacionamen- tos que eram criados nesse ambiente e o suporte familiar. Adicionalmente, o PSICOLOGIA DO ESPORTE 40 SER_PSI_PSIESP_UNID2.indd 40 27/09/2021 14:59:30 encorajamento dos treinadores, a estrutura do clube ou centro de treinamento e o bom desempenho em competições também aparecem como razões para a prática esportiva. A partir dessas informações, a Teoria de Autodeterminação (TAD) sur- giu, fazendo com que a motivação deixasse de ser compreendida isoladamen- te, sendo o resultado de uma característica. A TAD defende que as pessoas quando estão ativas e curiosas tendem a demonstrar interesse para aprender e explorar novas atividades. Nessa direção, a teoria descreve que os atletas possuem diversas formas de classificar as motivações, as quais afetam o fun- cionamento e as personalidades. A fim de organizar e investigar os efeitos do comportamento em relação à motivação, a TAD inclui mais uma forma de motivação além da intrínseca e extrínseca, sendo esta denominada desmotivação. QUADRO 5. A MOTIVAÇÃO SOB A PERSPECTIVA DA TAD Motivação Subtipos Definição Intrínseca Para saber Acontece quando o atleta realiza a atividade com intuito de aprender sobre essa prática. Para realizar É determinada pelo prazer que o atleta tem em realizar a atividade. Para experienciar Diz respeito ao atleta que participa das atividades para experienciar as situações estimulantes inerentes à tarefa. Extrínseca Regulação Externa O comportamento é regulado a partir de recompensas ou de medo das consequências negativas (e.g. críticas). Esse tipo de motivação está associado a quando o treinador impõe castigos aos atletas que não cumpriram com as tarefas propostas. Regulação Interiorizada Acontece quando a motivação externa é internalizada, por exemplo, comportamentos reforçados por pressões internas (culpa). Tal comportamento pode ser observado quando alguém pratica a ação por “desencargo de consciência”. Regulação Identificada Quando o atleta realiza um movimento ou comportamento que não optou por fazer, mas que é considerado importante. O atleta reconhece o valor disso e mesmo que não se interesse por ela, consegue fazer o que é proposto com objetivo de se esquivar de eventos aversivos, como uma bronca do treinador. PSICOLOGIA DO ESPORTE 41 SER_PSI_PSIESP_UNID2.indd 41 27/09/2021 14:59:30 Desmotivação - A desmotivação é o estado motivacional que indica que os atletas não identifi caram razões para realizar alguma atividade. Nessa perspectiva, os atletas acreditam que a atividade não trará benefícios ou que não conseguirão realizar de forma satisfatória. É importante destacar que, ao se basear na TAD para entender as moti- vações dos atletas, a motivação não pode ser interpretada como dicotomia simplista de divisão entre o intrínseco e o extrínseco. O conjunto de razões é composto por fatores externos até os mais autodeterminados, além disso as motivações extrínsecas não devem ser associadas a comportamentos negati- vos, uma vez que possuem um nível de autonomia, enquanto as razões intrín- secas são de caráter autodeterminável. ASSISTA A relação com o treinador e familiares é uma das fontes de motivação extrínseca, consideradas fundamentais para a permanência da prática esportiva e do bom desempenho. No vídeo Crianças, esporte e competi- ção: comportamento de pais e treinadores é possível observar como essas duas fontes podem infl uenciar na motivação dos atletas. Percepção e atenção nas práticas esportivas A partir das atividades esportivas, as pessoas não desenvolvem apenas o físico, mas também conseguem aprimorar habilidades cogni- tivas, dessa forma a prática regular pode estimular a per- cepção e atenção dos participantes. A literatura defende a importância dessas habilidades dentro do processo de ensino-aprendizagem para que os atletas consigam alcançar resultados e exigências frente aos jogos esportivos competitivos. São consideradas habilidades cogni- tivas: percepção, atenção, memória, inteligên- cia e tomada de decisão, que na maioria das vezes são características fundamentais para a liderança esportiva. No Quadro 6 é possível ob- servar as defi nições desses processos. PSICOLOGIA DO ESPORTE 42 SER_PSI_PSIESP_UNID2.indd 42 27/09/2021 14:59:30 QUADRO 6. DEFINIÇÕES DOS PROCESSOS COGNITIVOS Processo Definição Percepção A percepção pode ser definida como o processo de extrair as informações presentes no meio ambiente, a partir dela é possível dar significado a objetos e coisas. Em suma, a percepção está diretamente relacionada ao conhecimento. Atenção A atenção pode ser compreendida como um estado intenso e seletivo da percepção. Durante o processo da percepção, a atenção se torna essencial, uma vez que é ela que possibilita a seleção de estímulos necessários a partir de uma interpretação e assimilação. Memória A memória é a capacidade do atleta em adquirir, guardar e restituir as informações que são recebidas. Nesse sentido, a memória trabalha para amenizar e recuperar experiências vividas durante a prática. Contudo, não deve ser considerada como uma fonte de armazenamento de informações, mas sim como uma fonte rica de operações e acontecimentos. Inteligência A inteligência é a capacidade mental, possibilitando que o atleta raciocine, planeje, resolva problemas, compreenda ideias complexas, além de adquirir aprendizagem sobre a sua prática. Tomada de decisão A tomada de decisão diz respeito ao processo de selecionar uma resposta em um ambiente que proporciona múltiplas opções de respostas. Contudo, não é só sobre chegar a uma decisão, mas conseguir perceber quais são as possibilidades de sucesso. Em modalidades esportivas que exigem altos níveis de estratégias, como vo- leibol, basquetebol, futebol e handebol, o processo de cognição é muito neces- sário, pois permite que o atleta realize a “leitura do jogo”, uma vez que pos- sibilita lidar com a imprevisibilidade, variabilidade e jogadas aleatórias. No vôlei, por exemplo, os jogadores de- vem analisar as qualidades do passe, a necessidade do bloqueio, se é preciso fazer o levantamento, se a bola do ata- que tem possibilidade de sair da qua- dra, além de planejar durante a jogada qual a melhor maneira para defender e atacar o time adversário. Figura 2. Exemplo de uma estratégia tática a ser cumpri- da pelos jogadores de vôlei. Fonte: Shutterstock. Acesso em: 03/08/2021. (Adaptado). Tática de voleibol PSICOLOGIA DO ESPORTE 43 SER_PSI_PSIESP_UNID2.indd 43 27/09/2021 14:59:31 Dessa forma, a percepção, a atenção e a tomada de decisão formam uma matriz importante para os jogos, pois durante as partidas os atletas precisam entender todos os estímulos proporcionados pelo ambiente e decidir qual o melhor movimento para conseguir os pontos necessários. Autoconceito e crenças O autoconceito é denominado pela percepção que o indivíduo tem sobre si, sendo tanto uma construção cognitiva e social que é desenvolvida ao decor- rer da vida, como também moldado por um conjunto de questões assumidas pela pessoa. A percepção, no entanto, não se limita apenas à pessoa, mas ao seu comportamento