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PSICOLOGIA DO 
ESPORTE
PSICOLOGIA DO 
ESPORTE
 Psicologia do Esporte
Maynara Priscila Pereira da Silva Maynara Priscila Pereira da Silva 
GRUPO SER EDUCACIONAL
gente criando o futuro
A Psicologia do Esporte aborda questões relacionadas aos fenômenos psicológicos 
que afetam a prática esportiva, focando não somente a pessoa que pratica a ativi-
dade física, mas todos os agentes envolvidos no processo, como pais, árbitros e trei-
nadores. Apesar de não ter sido tão reconhecida no início, essa subárea interdisci-
plinar tem ganhado espaço no universo cientí� co e prático, visto que contribui para 
entender como o esporte pode in� uenciar a saúde física e mental, além de possibilitar 
a veri� cação das potencialidades ou limitações dos atletas. Por isso, pesquisadores 
investigam cada vez mais sobre o tema.
Diante disso, nesta disciplina, pretende-se discutir e re� etir sobre a construção da 
Psicologia do Esporte, bem como seus benefícios para o bem-estar e suas consequên-
cias para a saúde. Para tal, busca-se focar nos aspectos comportamentais e cogniti-
vos frente à atividade física, tais como motivação, autoconceito, crenças, percepção, 
atenção e compulsões. Adicionalmente, visa-se analisar o alto rendimento, a impor-
tância da coesão grupal (processo, grupo e questões psicossociais) e as intervenções 
psicológicas aplicadas ao meio esportivo. 
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© Ser Educacional 2021
Rua Treze de Maio, nº 254, Santo Amaro 
Recife-PE – CEP 50100-160
*Todos os gráficos, tabelas e esquemas são creditados à autoria, salvo quando indicada a referência.
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Diretor-presidente
Diretoria Executiva de Ensino
Diretoria Executiva de Serviços Corporativos
Diretoria de Ensino a Distância
Autoria
Projeto Gráfico e Capa
Janguiê Diniz
Jânyo Diniz 
Adriano Azevedo
Joaldo Diniz
Enzo Moreira
Maynara Priscila Pereira da Silva 
DP Content
DADOS DO FORNECEDOR
Análise de Qualidade, Edição de Texto, Design Instrucional, 
Edição de Arte, Diagramação, Design Gráfico e Revisão.
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ASSISTA
Indicação de filmes, vídeos ou similares que trazem informações comple-
mentares ou aprofundadas sobre o conteúdo estudado.
CITANDO
Dados essenciais e pertinentes sobre a vida de uma determinada pessoa 
relevante para o estudo do conteúdo abordado.
CONTEXTUALIZANDO
Dados que retratam onde e quando aconteceu determinado fato;
demonstra-se a situação histórica do assunto.
CURIOSIDADE
Informação que revela algo desconhecido e interessante sobre o assunto 
tratado.
DICA
Um detalhe específico da informação, um breve conselho, um alerta, uma 
informação privilegiada sobre o conteúdo trabalhado.
EXEMPLIFICANDO
Informação que retrata de forma objetiva determinado assunto.
EXPLICANDO
Explicação, elucidação sobre uma palavra ou expressão específica da 
área de conhecimento trabalhada.
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Unidade 1 - Introdução à Psicologia do Esporte
Objetivos da unidade 12
Fundamentos teóricos da Psicologia do Esporte 13
História da Psicologia do Esporte 14
Áreas de atuação da Psicologia do Esporte 17
A relação mente/corpo e fatores de bem-estar e saúde mental 18
Principais teorias em Psicologia do Esporte de alto rendimento 22
Desenvolvimento positivo de jovens no esporte 23
Mulheres olímpicas 26
Sintetizando 30
Referências bibliográficas 32
Sumário
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Sumário
Unidade 2 - Aspectos comportamentais e cognitivos na prática de atividades 
específicas
Objetivos da unidade ........................................................................................................... 35
Feedback, reforçamento e motivação .............................................................................. 36
Feedback intrínseco e extrínseco ................................................................................ 37
Motivação intrínseca e extrínseca .............................................................................. 39
Percepção e atenção nas práticas esportivas ............................................................... 42
Autoconceito e crenças ................................................................................................. 44
Autoeficácia no esporte e a performance esportiva ................................................ 46
O papel do mindfulness no esporte .............................................................................. 48
Compulsão e perdas............................................................................................................. 50
Síndrome de burnout no esporte .................................................................................. 52
O coping ............................................................................................................................ 54
Sintetizando ........................................................................................................................... 56
Referências bibliográficas ................................................................................................. 57
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Sumário
Unidade 3 - Processo grupal
Objetivos da unidade ........................................................................................................... 59
O processo grupal e a competição ................................................................................... 60
Coesão grupal e cooperação ........................................................................................ 63
A competição no contexto esportivo .......................................................................... 69
Questões psicossociais, socioculturais e a prática de atividade física em grupos 
populacionais.........................................................................................................................71
A importância do esporte para a formação de crianças e adolescentes ............. 72
A prática esportiva e o envelhecimento saudável ................................................... 75
O desenvolvimento psicossocial do atleta com deficiência .................................... 77
Sintetizando ........................................................................................................................... 79
Referências bibliográficas ................................................................................................. 80
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Sumário
Unidade 4 - Intervenção psicológica
Objetivos da unidade ........................................................................................................... 82
Técnicas para intervenção no âmbito do esporte ......................................................... 83
Intervenções cognitivas e psicológicas em esportes e e-sports competitivos ....... 84
Intervenção psicológica nas lesões esportivas ......................................................... 89
A Psicologia do Esporte e a intersetorialidade ............................................................. 95
Políticas públicas no esporte educacional ................................................................. 97
Transição de carreira no esporte ................................................................................. 98
Sintetizando ......................................................................................................................... 101
Referências bibliográficas ...............................................................................................em relacionamentos com os outros também. Em suma, 
o autoconceito pressupõe que as capacidades, valores, atributos e limites são 
integrações na identidade conforme as crenças do sujeito sobre elas. 
O autoconceito pode ser desenvolvido a partir das interações que o sujeito 
tem com outras pessoas e com o ambiente, como familiares, colegas, equipe, 
técnico, adversários etc. Elas são fundamentais para a promoção do conheci-
mento sobre si. Um exemplo dessa característica é a liderança esportiva. 
O esporte competitivo cria ambientes que proporcionam a formação e per-
sonalidade dos atletas, aqueles que exercem um papel de líder tem respon-
sabilidades de auxiliar, motivar e inspirar os atletas dentro e fora dos espa-
ços esportivos, demonstrando uma postura de carisma. A liderança tem sido, 
frequentemente, identifi cada como uma das causas principais para o sucesso 
ou fracasso de um atleta ou equipe. Nessa direção, o líder tem como objetivo 
buscar o melhor dos atletas, estimulando que eles compreendam suas limita-
ções e potencialidades, facilitando o processo de conhecimento do seu corpo 
e mente. Além disso, o líder deve ter a capacidade de compreender as razões 
que fazem os atletas permanecerem na prática, reforçando essa ação positi-
vamente, pois, ao promover a satisfação e o comprometimento destes, o líder 
terá maiores chances de conduzir a equipe ao sucesso esportivo. 
A liderança é defi nida como um processo no qual um indivíduo infl uencia 
um grupo buscando alcançar uma meta ou objetivo em comum. O papel do 
líder no esporte tem um grande peso em criar um ambiente motivacional, com 
objetivo de auxiliar no processo de desenvolvimento da performance. Para 
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ser líder o atleta precisa desenvolver algumas habilidades, sendo elas sociais, 
emocionais, técnicas, táticas e cognitivas. Isso ocorre pois é preciso que quem 
exerce esse papel auxilie outros atletas a reconhecer seu potencial, seja com 
estratégias aplicadas, como modelos de inspirações, ou respeitando normas 
e regras. Todavia, os líderes que apresentam traços agressivos e autoritários 
podem provocar descontrole emocional e agressividade dos atletas. 
O modelo do Diagrama 1 demonstra de maneira sintética como o desem-
penho e satisfação dos atletas dependem de três comportamentos do líder: 
exigido, real e preferido. As características da situação, característica do líder 
e características do membro são considerados antecedentes que influenciam 
o comportamento do líder. Dessa forma, se este apresenta comportamento 
adequado em situações, se ajustando às preferências dos membros do grupo, 
consequentemente os atletas irão atingir um desempenho melhor e mais sa-
tisfação. Pode-se relatar que o líder exerce um papel fundamental, de suporte, 
inspiração e aprendizagem, auxiliando os atletas a compreenderem suas habi-
lidades, características e outras potencialidades, promovendo ainda autono-
mia e independência.
DIAGRAMA 1. O COMPORTAMENTO DO LÍDER
Antecedentes ConsequênciasComportamentos 
do líder
Características 
da situação
Comportamento 
exigido
Características 
do líder
Comportamento 
atual
Satisfação e 
desempenho
Características 
dos membros
Comportamento 
preferido
Fonte: WEINBERG; GOULD, 2016, p. 196. (Adaptado).
PSICOLOGIA DO ESPORTE 45
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Autoeficácia no esporte e a performance esportiva
A teoria da autoefi cácia é considerada uma das mais recentes quando com-
parada a outras teorias de competência ou efi cácia pessoal. A teoria tem como 
premissa de que o início e a persistência de um comportamento dependem, 
primeiramente, dos julgamentos e expectativas sobre as habilidades compor-
tamentais, capacidades e da forma como enfrenta as demandas e os desafi os 
criados pelo ambiente. Além disso, a teoria da autoefi cácia também entende que 
esses fatores são importantes e operam um papel para o controle psicológico, 
sendo um auxílio para lidar com problemas emocionais e comportamentais.
A autoefi cácia é defi nida como julgamentos que as pessoas realizam sobre 
a sua capacidade e habilidade, para delimitar estratégias e executar os planos 
com intuito de desenvolver a performance, e, por consequência, melhorar o 
rendimento visando atingir metas. O atleta com níveis signifi cativos de autoefi -
cácia apresenta convicção de que irá executar suas jogadas com sucesso, reali-
zando movimentos que produzem efeitos positivos para os resultados, portan-
to os pensamentos e crenças pessoais associadas às capacidades para realizar 
uma tarefa pode determinar o rendimento do indivíduo.
Nessa direção, a autoefi cácia pode ser compreendida como avaliação ou 
percepção pessoal sobre a própria inteligência, habilidade e outros conheci-
mentos, contudo não diz respeito a possuir ou não tais competências, mas em 
acreditar que as possua.
Se considerarmos a autoefi cácia como sinônimo da confi ança do atleta em 
realizar uma atividade envolvida no processo cognitivo, em que é exigido um 
raciocínio subjetivo, pode-se pensar a autoefi cácia como uma percepção subje-
tiva, pois diz sobre o que a pessoa acredita, além de representar o estado real 
de interesse. A autoefi cácia é demonstrada a partir de duas maneiras, que são 
apresentadas no Quadro 7. 
QUADRO 7. TIPOS DE AUTOEFICÁCIA
Autoefi cácia 
específi ca
É identifi cada em domínios específi cos, sendo demonstrada a partir do 
vínculo entre a percepção e a performance. Essa autoefi cácia vem sendo 
encontrada em diferentes situações, tais como bulimia, performance 
competitiva, perda de peso, entre outros. 
PSICOLOGIA DO ESPORTE 46
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Autoeficácia 
geral
Além de ser considerada em situações específicas, a autoeficácia pode ser 
considerada uma variável global ou como um traço de personalidade; há 
estudos da autoeficácia como parte de um conceito dentro de uma estrutura 
desenvolvimental de crianças. Nesse tipo de processo são consideras todas 
as experiências de sucessos e fracassos da vida que são atribuídos para a 
construção da identidade. 
Os atletas em busca de sucesso durante as competições precisam compreen-
der que as estratégias devem superar as habilidades físicas. Atualmente, as ha-
bilidades cognitivas são interpretadas e defendidas por pesquisadores como es-
senciais, pois têm um papel de influência no funcionamento e desenvolvimento 
atlético. Portanto, a aprendizagem e a performance envolvem várias questões 
além dos comportamentos mecânicos. Nesse sentido, as crenças de eficácia 
operam um papel necessário, seja para promover habilidades ou para planejar 
que essas habilidades sejam bem executadas em situações diferentes.
Em circunstância desse processo não se pode cometer o erro de julgar as 
habilidades físicas isoladamente, é preciso considerar também a percepção do 
atleta para improvisar durante as jogadas, que podem proporcionar estímulos 
imprevisíveis e estressantes. Para que a performance tenha o desenvolvimen-
to necessário, o atleta precisa estar atento para perceber quais são as habilida-
des físicas e cognitivas que estão sendo aplicadas naquela partida.
As percepções da autoeficácia contribuem para a motivação no esporte; a 
partir das crenças pessoais o atleta consegue tomar decisões, escolhendo des-
de quais desafios irá enfrentar e a intensidade do esforço que irá aplicar, como 
também o seu grau de persistência. 
Por fim, dando fechamento à importância da autoeficácia em relação à per-
formance, atletas que possuem habilidades comparáveis, mas diferentes níveis 
de confiança, não apresentam o mesmo desempenho. Aqueles que apresen-
tam insegurança, dúvidas sobre suas habilidades, mesmo que sejam conside-
rados atletas talentosos, tendem a apresentar desempenho baixos, enquanto 
os atletas menos talentosos com altos níveis de segurança tendem a fazer uma 
apresentaçãode qualidade superior. 
Diante disso, a partir dos esportes competitivos é possível identificar a fra-
gilidade da percepção de autoeficácia dos atletas, uma vez que dá para acom-
panhar as quedas de performance causadas pelas falhas devido às crenças da 
eficácia. Mesmo com treinos intensos e planejamento para aperfeiçoar os mo-
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vimentos físicos, as dúvidas frente ao esporte praticado bloqueiam a execução 
das habilidades de forma satisfatória.
Nesse sentido, a percepção da autoefi cácia tem efeitos sobre os pensa-
mentos, infl uenciando diretamente o rendimento, podendo aumentar ou di-
minuir a performance. Quanto mais forte for a autoefi cácia, mais metas e 
objetivos serão estabelecidos, se ajustando à pessoa e ao compromisso que 
ela tem frente ao seu esporte. 
O papel do mindfulness no esporte
Apesar dos benefícios causados pela prática da atividade física, como redu-
ção da depressão, ansiedade e estresse, promoção do bem-estar subjetivo e 
condicionamento físico, muitas pessoas ainda não se sentem motivadas para 
realizar algum exercício físico. Diante disso, surge o papel do mindfulness, que 
pode ser descrito como uma atenção plena perante uma experiência, com ati-
tudes abertas e não julgadoras, ou seja, é uma habilidade que permite ao atleta 
centrar-se em sua atividade sem infl uências de reações internas.
O mindfulness permite que o atleta foque, intencionalmente, sua atenção 
para o momento presente, bem como para seus aspectos psicológicos para 
melhorar seu rendimento. As principais características são: estar centrado no 
presente (estar consciente da atividade e percepção dos acontecimentos) e sem 
julgamento (observar com uma atitude de aceitação plena).
O termo “mindfulness” foi defi nido como a consciência que aparece por meio 
da atenção plena, permitindo ao atleta foco durante a prática e na experiên-
cia que acontece durante a atividade. Destaca-se que a prática do mindfulness 
não é sobre ter a mente vazia de sentimentos ou pensamentos, mas sim prestar 
atenção ao momento presente, sem preocupações. 
A partir disso, as emoções, sensações e pensamentos devem ser considerados 
eventos da mente, podendo ser praticados de duas formas: informal ou formal. Na 
primeira, a atenção plena é desenvolvida sendo empregadas competências, como 
ouvir os sons da natureza, perceber os movimentos que o corpo faz enquanto respi-
ra, como também perceber emoções (tristeza, raiva, irritação). Para a prática formal 
são necessários treinos mais intensos para a atenção, acontecendo por meio da me-
ditação, que permite a observação dos conteúdos relacionados ao corpo e mente. 
PSICOLOGIA DO ESPORTE 48
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Na prática do exercício físico, o mindfulness tem papel importante para 
auxiliar no alcance de metas e objetivos, além disso, estimula a satisfação 
com essa prática, visto que está apoiado em comportamentos de aceitação 
e atenção. Dessa forma, aqueles que buscam o mindfulness tendem a subs-
tituir ou inibir tendências habituais indesejadas, consequentemente promo-
vendo o autocontrole.
Os treinamentos e intervenções que são baseados nessa abordagem pro-
porcionam consequências benéficas aos praticantes, pois estimulam a regula-
ção do exercício e o controle de reações psicológicas negativas (ansiedade), por 
outro lado as pessoas que não vivenciam essa experiência têm probabilidades 
de desistir das atividades por apresentar exaustão e estresse relacionados 
com outros aspectos de suas vidas (por exemplo, trabalho ou família).
O papel do mindfulness tem recebido atenção devido ao seu potencial para 
promover a atividade física, contudo as pesquisas sobre o termo vêm sendo 
ambivalentes sobre as contribuições relativas das formas de traços e estado 
do mindfulness. O traço e o estado são compreendidos como construtos dife-
rentes, teoricamente e operacionalmente (ver Quadro 8). Dessa maneira, eles 
podem fornecer implicações diferentes para o planejamento de intervenções 
da promoção da atividade física, bem como da satisfação da prática. 
QUADRO 8. OS TIPOS DE MINDFULNESS
Tipos de 
mindfulness Exemplos
Traço
1. Determinado como uma diferença individual confiável. 
2. Pressupõe que os participantes tenham uma capacidade disposicional de 
atenção plena em qualquer contexto.
Estado
1. Definida como uma experiência momentânea que varia para cada pessoa, 
contexto e tempo.
2. Entende que os níveis momentâneos de atenção plena variam ao decorrer 
do tempo durante as atividades, como também em situações específicas, 
independentemente do nível da atenção plena em traços.
Diante dessas conceitualizações, espera-se que as pessoas com alto nível 
de atenção plena experimentem os estados do mindfulness mais frequente-
mente do que aquelas com baixa atenção aos traços. Assim, o mindfulness 
pode ser interpretado como modificável para aplicação nas intervenções. Es-
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sas intervenções geralmente são avaliadas com base na capacidade do atleta 
em aumentar o traço, pois pouco se sabe como as mudanças causadas pelo 
estado podem infl uenciar nas atividades físicas e desempenho. Adicional-
mente, as intervenções têm como objetivo treinar a regulação da atenção 
e adoção de uma orientação para abertura e aceitação, o que auxilia o de-
senvolvimento da atenção momentânea e da consciência, assim apoiando a 
autorregulação da atividade.
Os benefícios da autorregulação são fundamentais para as atividades físi-
cas, pois uma série de fatores podem surgir com o tempo, como o estresse e 
a fadiga, que podem prejudicar as intenções de uma pessoa ser ativa. Para a 
pessoa com consciência elevada, os sentimentos e pensamentos fi cam mais 
claros, sendo recebidos sem julgamento, ou seja, em vez de ser oprimida por 
fatores desmotivacionais, ela consegue enfrentar e gerenciar essas situações 
com mais efi cácia. No Quadro 9 é possível observar algumas infl uências/conse-
quências de cada tipo de mindfulness sobre a atividade física. 
QUADRO 9. ASSOCIAÇÃO DO MINDFULNESS COM ATIVIDADE FÍSICA
Tipos de 
mindfulness Infl uências
Traço
Estudos têm demonstrado amplamente uma associação positiva entre o traço 
de mindfulness e a atividade física. O traço também demonstrou ter relação 
com a manutenção, cumprimento de metas, prazer e satisfação pela prática 
esportiva. Além disso, também demonstrou ter papel como moderador nas 
relações entre motivação e ação, por exemplo: pessoas com níveis mais altos 
de atenção nas características apresentam mais motivação intrínseca para 
iniciar e continuar no esporte.
Estado
A literatura demonstra que o aumento da atenção plena no estado em 
ambientes esportivos tem relação com a satisfação pela atividade. Ademais, 
foi possível verifi car que os esportistas que apresentaram níveis elevados do 
estado também apresentavam crenças mais fortes, o que permite atingir com 
mais facilidade os objetivos estabelecidos.
Compulsão e perdas
Atualmente, o esporte profi ssional pode ser interpretado como uma prá-
tica que exige muito das pessoas que estão envolvidas, como atletas e técni-
cos, recebendo pressões de todas as formas, isto é, de patrocinadores, mídia, 
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torcida, familiares ou até mesmo de si mesmo. Além de toda cobrança, o nível 
dos atletas e das equipes precisam ser elevados, precisando estar em con-
dições iguais em questões técnicas, táticas e físicas. Nessa direção, é preci-
so que os atletas, juntamente com seu treinador, busquem estratégias para 
conseguir lidar com esses fatores sem afetar o desempenho, rendimento e 
estabilidade emocional.
O treinamento físico nas diversas modalidades esportivas, principalmente 
nas femininas, proporcionam o físico e o atlético harmonioso, mas ao mesmo 
tempoimplica em problemas específicos da categoria de atletas. Sendo um 
desses problemas o Transtorno do Comportamento Alimentar (TCA), denomi-
nado como uma perturbação persistente do comportamento com a alimenta-
ção. Tal transtorno gera efeitos negativos nos hábitos alimentares, prejudican-
do a saúde física e psicológica. 
O meio competitivo proporciona muitas vezes um ambiente de pressões 
socioculturais pelo corpo ideal, uma vez que é relacionado a uma imagem cor-
poral com o desempenho físico. Adicionalmente, os atletas também são sub-
metidos a cobranças de manutenção da massa corporal de acordo com a sua 
modalidade esportiva. Diante disso, compulsões relacionadas a treinos e ali-
mentação aparecem cada vez mais.
Além da questão física, relacionada à imagem corporal e transtornos ali-
mentares, as pressões e os treinos intensos também provocam alguns efeitos 
somáticos (respiração profunda e rápida, pressão arterial elevada, diminuição 
da secreção salivar, entre outros), causadas pelo estado emocional do atleta, 
mais especificamente pelo estresse. Weinberg e Gould (2016) afirmam que há 
quatro estágios para o estresse: 1) demanda ambiental (física e psicológica); 2) 
percepção da demanda ambiental (ameaça física ou psicológica percebida); 3) 
resposta o estresse (ansiedade, tensão muscular, ativação); e 4) consequências 
comportamentais (desempenho e resultado).
A partir disso, entende-se que a tensão, a preocupação, a ansiedade e o medo 
podem ser subprodutos do estresse. Dentre os fatores psicológicos que estão 
presentes no ambiente esportivo competitivo, o estresse pode ser considerado 
um dos principais aspectos na determinação do desempenho, ou seja, as mu-
danças fisiológicas que são estimuladas pelo estresse diminuem a energia, cau-
sando interferências negativas na realização das atividades de longa duração.
PSICOLOGIA DO ESPORTE 51
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O medo é considerado um subproduto do estresse. Em situações de estres-
se, o medo pode surgir e provocar alterações fi siológicas (frequência cardíaca, 
pressão arterial e frequência respiratória). Ter medo em situações neutras não 
infl uencia tanto no rendimento quando comparado à uma competição, isso 
porque o atleta vivencia uma situação neutra, com poucas pressões e sem es-
tímulos que infl uenciariam uma fuga. Nesse sentido, o estresse e as suas im-
plicações estão associados à má performance e provoca lesões, uma vez que 
as pressões e medos têm relação direta com a autoconfi ança. No entanto, é 
importante destacar que o bom atleta consegue identifi car seus medos, bus-
cando meios de enfrentá-los ou neutralizá-los; essa habilidade de reconhecer 
e controlar as emoções negativas é entendida como uma estratégia de enfren-
tamento – coping. 
Síndrome de burnout no esporte
Devido ao processo complexo e árduo que os atletas vivenciam durante a 
sua trajetória no esporte por causa da busca por competências físicas, técni-
cas e táticas, os fatores psicológicos tornam-se estratégias para melhorar o 
desempenho, infl uenciar na longevidade dos atletas, como também afetar os 
resultados. A síndrome de Burnout, de caráter psicofi siológico, costuma ser 
evidente em ambientes organizacionais, como escritórios e hospitais, sendo 
pouco discutida no ambiente esportivo.
Trata-se de um conjunto de sintomas de ordem física e psicológica, sen-
do defi nida como uma síndrome que causa exaustão emocional, reduzindo a 
energia profi ssional, como também a despersonalização, podendo acontecer 
com qualquer pessoa que precise utilizar alguma capacidade. No esporte, mui-
tas vezes o quadro de Burnout não é identifi cado em curto prazo em técnicos, 
atletas, árbitros ou até mesmo em outros membros desse contexto – o que na 
maioria das vezes gera uma consequência mais grave, que é o abandono espor-
tivo, levando à aposentadoria precoce.
Com base nessa defi nição, a Burnout é um conjunto de sintomas que são 
fundamentados em três dimensões: 
• Exaustão emocional: é caracterizada por sentimentos de extrema fadiga, 
provocado pelo esforço excessivo;
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• Despersonalização: está associado aos sentimentos negativos, com com-
portamentos impessoais, desligados e de descuido em relação ao outro;
• Redução da satisfação profissional: provocadas por avaliações negati-
vas sobre si, principalmente em relação à habilidade de obter sucesso.
No esporte, com a preocupação de proporcionar melhores condições e in-
vestimentos para a prática da atividade física, os profissionais têm buscado a 
excelência física, técnica, tática e psicológica, ao mesmo também apresenta 
uma preocupação sobre como evitar ou lidar com problemas relacionados à 
interrupção da vida profissional do atleta, como o desgaste emocional, frus-
tração e o estresse. Este está associado à competição esportiva como um fator 
relevante, pois está diretamente ligado com o desempenho dos atletas profis-
sionais, que sempre são submetidos a treinos rigorosos.
O estresse é definido como uma reação psicofisiológica complexa, poden-
do ser um estímulo ou evento ambiental que provoca a tensão e afeta a rea-
ção ou o processo individual. Quando algo é interpretado como estressan-
te pode desencadear emoções negativas que prejudicam a performance do 
atleta. Contudo, há estudos que indicam que o estresse pode proporcionar o 
desenvolvimento positivo das habilidades, pois, quando controlado e enfren-
tado de maneira correta, o atleta pode utilizar do evento estressor como uma 
ferramenta para alcançar o sucesso. Dessa forma, quando o estresse está 
moderado, o rendimento melhora, pois há estímulos para manter o indivíduo 
em ativação, mas não há excessos para distraí-lo. Portanto, usar estratégias 
de enfrentamento é um método possível para auxiliar atletas que apresen-
tam sintomas relacionados ao Burnout. 
Para atletas, a exaustão profissional, em geral, acontece devido às deman-
das do treinamento e das competições, estando associada à sua percepção 
sobre suas habilidades e rendimentos, que são baixas. A exaustão apresenta 
três importantes aspectos: 
• Relato de experiência emocional e física: são provocadas por demandas 
excessivas que são forçadas em treinos e competições;
• Redução de senso de autorrealização: as percepções sobre os objetivos 
e metas são interpretadas como inatingíveis;
• Desvalorização e desinteresse pelo esporte: quando as motivações vão 
desaparecendo e o atleta perde o prazer pela prática.
PSICOLOGIA DO ESPORTE 53
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CURIOSIDADE
Os pesquisadores Daniel Alvarez Pires, Maria Regina Ferreira Bran-
dão e Cláudia Borim da Silva buscaram estimar as evidências de 
validade para o Questionário de Burnout em atleta, assim disponibi-
lizando para o contexto esportivo um instrumento capaz de avaliar o 
estado emocional, possibilitando a prevenção dos sintomas causados 
por estresse e pressões. 
O coping
Estratégias de enfrentamento vêm sendo utilizadas, cada vez mais, por atle-
tas que querem aprender a lidar com o estresse, e pode ser classifi cado como 
uma ferramenta que tem como foco as emoções e os problemas. As estratégias 
que têm como foco as emoções são empregadas quando os atletas acreditam 
que algo ou nada pode ser feitos para modifi car um determinado momento. 
Nesse processo, o atleta pode incluir algumas opções, tais como distanciamen-
to, evitação ou reavaliação positiva da situação. Quando a estratégia é focada 
no problema, os atletas tendem a encarar a situação estressante diretamente, 
seja para diminuir as demandas estressoras ou para aumentar sua capacidade 
em lidar com o estresse.
Na literatura é possível observar alguns métodos de enfrentamento que 
auxiliam a controlar o estresse e reduzir esse sofrimento, estando relaciona-
dos a melhores resultados. Em geral, esses métodos utilizam de recursosque 
abrangem a autoestima, o suporte social, o otimismo e o autocontrole. Dentre 
esses métodos, o coping é defi nido como um conjunto de esforços, cognitivos 
e comportamentais, que são utilizadas por atletas e até mesmo outras pessoas 
encontradas em outros contextos para se adaptarem a situações adversas. 
Adicionalmente, as características de dominação, somatização e competência 
são consideradas como resultados do coping. Esse método envolve quatro con-
ceitos principais: 
• O coping é um processo ou uma interação do atleta com o seu ambiente;
• Tem como função administrar situações estressoras em vez de apenas 
obter controle e domínio sobre elas;
• Os processos de coping são baseados na ideia de que a percepção e inter-
pretação das habilidades são representados na mente do atleta;
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• O coping exige esforços, cognitivos e comportamentais para administrar 
as demandas internas e externas.
As estratégias de coping refletem comportamentos, pensamentos, senti-
mentos e ações que são utilizadas como ferramentas para lidar com um estí-
mulo estressor. Essas estratégias podem ser classificadas em dois tipos depen-
dendo do seu objetivo, que são apresentadas no Quadro 10.
QUADRO 10. ESTRATÉGIAS DE COPING
Tipo Definição
Coping 
focado na 
emoção
É entendido como o esforço para controlar o estado emocional, que está 
relacionado ao estresse ou a situações estressoras. Geralmente, são focados 
a nível somático ou de sentimentos, que têm como intuito auxiliar a melhorar 
o estado emocional do indivíduo. Dessa forma, essa estratégia tem como 
objetivo principal minimizar sensações físicas desagradáveis provocadas pelo 
estado de estresse. 
Coping 
focado no 
problema
O coping, neste caso, tem como objetivo atuar sobre a situação que deu 
origem ao estresse, tentando modificar ou aprender a enfrentar. Diante disso, 
a partir dessa estratégia é possível auxiliar o atleta a alterar o problema que 
existe entre o ambiente e ele. Essa ação pode ser direcionada internamente 
ou externamente quando está focado em uma fonte externa de estresse, por 
exemplo: as estratégias podem estar associadas a negociar um conflito ou 
solicitar ajuda. 
O uso dessas estratégias vai depender da percepção avaliativa do atleta 
frente à situação estressora, que pode usá-la de duas formas: avaliação primá-
ria e avaliação secundária. Na avaliação primária o processo é cognitivo, po-
dendo interpretar o risco envolvido, enquanto na segunda é possível analisar 
os recursos disponíveis e outras opções que auxiliam a enfrentar o problema.
CONTEXTUALIZANDO
A ampliação do conceito de coping, mesmo sendo recente no esporte, 
vem sendo defendida e usada cada vez mais por profissionais e pesqui-
sadores da área. Pois pode ser utilizada como uma ferramenta auxiliar 
no rendimento do atleta, por consequência fazendo com que ganhe mais 
competições e traga visibilidade para o esporte no Brasil. 
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Sintetizando
É possível observar que mais pessoas estão entrando para o esporte de alto 
rendimento, buscando participar de competições. Para isso, buscam constan-
temente melhorar o desempenho, identificando suas fraquezas e potenciali-
dades. O treinador, durante esse processo, é fundamental para compreender 
as falhas que precisam ser corrigidas. A partir dos feedbacks vistos por outro 
ângulo, os atletas conseguem trabalhar para corrigir seus erros. Isso acontece 
porque o atleta, ao decorrer da prática esportiva, desenvolve capacidades de 
atenção e percepção que o auxiliam a entender suas habilidades, caracterís-
ticas, atributos e outros fatores que fazem parte do ser atleta. Aqueles que 
demonstram tais habilidades cognitivas, como também a autoeficácia e o min-
dfulness, tendem a apresentar melhores resultados, pois conseguem visualizar 
toda a situação, com abertura e atenção plena, conseguindo estabelecer estra-
tégias que possibilitam a promoção do seu rendimento; além disso, o atributo 
confiança auxilia muito nesses resultados, uma vez que não há dúvidas sobre a 
sua atuação, realizando os movimentos sem medo. 
No entanto, apesar de alguns esportistas conseguirem manter o equilíbrio 
emocional, adquirir confiança e acreditar no seu potencial, muitos atletas vi-
venciam cobranças excessivas, que podem partir de si ou de fatores externos, 
por exemplo, da família e da mídia, que provocam emoções e comportamentos 
negativos, levando ao desgaste ou até mesmo à desistência da prática, que é o 
caso das pessoas que desenvolvem a Burnout. 
Pensando nessas circunstâncias negativas que afetam o desenvolvimento do 
atleta, prejudicam a sua saúde e que muitas vezes podem levar à aposentadoria 
precoce, estratégias de enfrentamento às situações estressantes foram pensa-
das. O Coping é uma estratégia essencial para os atletas, uma vez que possibilita 
se adaptarem a situações adversas, amenizando a exaustão e o estresse. 
PSICOLOGIA DO ESPORTE 56
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Referências bibliográficas
PÉREZ, L. M.; BAÑUELOS, F. S. Rendimiento deportivo: claves para la optimiza-
ción de los aprendizajes. Madrid: Gymnos, 1997.
SCHMIDT, R. A. Aprendizagem e performance motora: dos princípios à práti-
ca. São Paulo: Movimento, 1993. 
SCHMIDT, R. A.; WRISBERG, C. A. Aprendizagem e performance motora: ini-
ciando. Porto Alegre: Artmed, 2010.
WEINBERG, R. S.; GOULD, D. Fundamentos da psicologia do esporte e do 
exercício. Porto Alegre: Artmed, 2016.
PSICOLOGIA DO ESPORTE 57
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PROCESSO 
GRUPAL
3
UNIDADE
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Objetivos da unidade
Tópicos de estudo
 Apresentar as questões do processo grupal, o que denomina um grupo e 
suas características;
 Abordar as informações importantes para manter a equipe esportiva, bem 
como as habilidades que podem ser desenvolvidas por meio delas;
 Descrever a importância da competição para o desenvolvimento de 
habilidades e o fortalecimento do grupo quando se trata de modalidades 
coletivas;
 Expor a importância do esporte para diferentes grupos, visto que pode 
proporcionar uma vida saudável, de inclusão e habilidades socioemocionais.
 O processo grupal e a 
competição 
 Coesão grupal e cooperação
 A competição no contexto 
esportivo
 Questões psicossociais, 
socioculturais e a prática de 
atividade física em grupos 
populacionais
 A importância do esporte 
para a formação de crianças e 
adolescentes
 A prática esportiva e o 
envelhecimento saudável 
 O desenvolvimento psicossocial 
do atleta com deficiência
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O processo grupal e a competição
A dinâmica de grupo é fundamental para o contexto esportivo, dado que, 
ao promover e manter o envolvimen-
to dos membros da equipe, possibili-
ta o desenvolvimento de habilidades 
socioemocionais. O termo “dinâmica 
de grupo” é usado para descrever os 
processos, ações e qualquer mudan-
ça que aconteça dentro de um grupo. 
Diante disso, pesquisadores da área 
esportiva começaram a estudar sobre 
as questões relacionadas ao grupo, 
tais como os relacionamentos dos atletas com os treinadores e outros atle-
tas de equipe, coesão grupal e clima motivacional. Adicionalmente, estudaram 
também sobre as experiências individuais associadas ao grupo, por exemplo 
identidade social, motivação e liderança de pares.
Em suma, a importância do processo grupal pode ser compreendida por 
duas razões amplas: 1) os grupos são onipresentes nos exercícios, ou seja, as 
modalidades esportivas são as principais situações evocadas quando se con-
sidera cenários de grupo que envolvam atividade física. Além disso, as prefe-
rências por essas modalidades variam com base na identidade e pelos vínculos 
que formam a estrutura social. 2) os gruposacontecem por meio da necessida-
de de pertencer, por consequência, essa necessidade infl uencia a experiência 
da atividade física, visto que o atleta percebe o seu papel, o seu valor e os tra-
ços em comum com os outros, benefícios mútuos são compartilhados. 
O processo grupal tem sido amplamente usado para melhorar a atuação do 
atleta e da equipe, a partir de intervenções que têm como foco a comunicação, 
treinamento de inteligência, desenvolvimento de identidade social e o trabalho 
em equipe. Em um estudo realizado por McEwan e Beauchamp (2020), os auto-
res investigaram a efi cácia de programas esportivos que tinham o objetivo de 
avaliar o funcionamento das equipes. Tais programas usavam como estratégias 
feedback, defi nição de metas individuais e para equipe, como também simula-
ções de competições. 
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Os resultados demonstraram que as equipes que recebiam intervenções 
com o grupo apresentavam rendimentos superiores comparados àqueles que 
recebiam individualmente, além disso, foi possível observar o comportamento 
de trabalho em equipe. Nessa direção, os atletas, quando adquirem relação 
afetiva e de confiança, apresentam maior probabilidade para traba-
lhar com determinação, visto que conseguem perceber o propósito 
do grupo e acreditar no sucesso, consequentemente a sua 
relação com o esporte se torna mais positiva e saudável, 
pois ficam mais engajados, satisfeitos e reconhecem o 
seu valor. O processo grupal pode ser compreendido 
ainda por vários fatores apresentados no Quadro 1. 
Fator Definição
Seleção da estratégia
As escolhas de estratégias são importantes, pois dependem delas 
para o sucesso das equipes esportivas. No contexto esportivo, 
as regras dos jogos e das competições podem restringir tanto o 
treinador quanto o atleta do seu propósito geral, relacionado ao 
esporte ou dos objetivos a serem alcançados. 
Uma escolha específica influencia a seleção dos atletas para o grupo, 
quais os papéis a desempenhar e a natureza dos treinadores. Em 
geral, as estratégias de um treinador são consideradas as principais 
temáticas das discussões por especialistas ou fãs do esporte.
Mobilização
Diz respeito à medida em que os atletas que são considerados 
talentosos são recrutados como parte da equipe. Essa escolha pode 
variar de algo menos complexo, por exemplo, em casos de selecionar 
uma equipe após um teste do ensino médio ou mais elaborado, por 
exemplo, escalar jogadores para a Copa do Mundo. 
Em ambos os casos, a mobilização refere-se ao recrutamento e/ou 
seleção de indivíduos talentosos, em que suas habilidades e 
capacidades contribuem para as estratégias selecionadas. 
A partir da perspectiva das estratégias, os atletas selecionados 
deverão possuir diferentes habilidades e capacidades para se 
complementarem. 
Apesar dos atletas ficarem felizes por serem selecionados, alguns 
deles podem ficar insatisfeitos com as outras escolhas, dessa forma, 
é importante avaliar a satisfação do atleta.
Desenvolvimento
O desenvolvimento acontece por meio da eficácia do treinador em 
usar o talento disponível de maneira organizada para alcançar o 
sucesso nas competições. Os atletas podem avaliar de forma positiva 
ou negativa de acordo com as combinações realizadas pelo treinador, 
usando as habilidades e capacidades. 
Um exemplo disso é quando um jogador sente que essa combinação, 
de habilidades ou de jogadores, seria um influenciador para melhorar 
o desempenho. 
QUADRO 1. FATORES ASSOCIADOS AO PROCESSO GRUPAL
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Prática
Os atletas gastam longas horas de energia, com treinamentos 
em relação a competições. O processo empregado durante os 
treinamentos é fundamental para o desempenho em competições; na 
medida em que vão percebendo que são ineficazes, as probabilidades 
de ficarem insatisfeitos aumentam.
Táticas de competição
O sucesso da equipe é determinado pelas táticas que são adotadas 
pelo treinador durante as competições. Tais táticas podem ser 
proativas (ações tomadas independentemente do que os oponentes 
fazem) ou reativas (táticas empreendidas para combater as iniciativas 
dos adversários), o grau dessas medidas vai depender das situações 
específicas, podendo ser adotadas táticas distintas ou até mesmo 
contraditórias.
Considerando que a estratégia diz respeito à abordagem geral 
do jogo em todo o campeonato, as táticas referem-se a escolhas 
específicas em resposta a uma situação durante a competição.
Tratamento igual
Em geral, os atletas: a) fazem comparações sobre a proporção de 
contribuições percebidas dos resultados com os outros membros da 
equipe; b) percebem quando há desigualdade presentes no ambiente. 
Um exemplo disso é um membro da equipe de futebol perceber que 
as contribuições trazidas pelo atacante (esforço, dedicação) são mais 
importantes do que as contribuições do centroavante. Percebendo 
a situação como desigual, o atleta pode ter seu nível de satisfação 
afetado devido ao nível de justiça do treinador com a equipe. 
Ética
O uso de medicamentos para melhorar o rendimento ou para 
avaliar a dor, pode ser considerado doping. A adoção de táticas 
antidesportivas e violência excessiva são algumas das questões 
relacionadas à ética. Os atletas podem ter reações diferentes frente 
a essas questões quando se relacionam com sua própria equipe. 
É importante avaliar sua satisfação ou insatisfação em relação à 
conduta ética do treinador ou dos membros da equipe. 
Esforço do grupo
Este aspecto tem relação direta com a percepção do atleta sobre 
seus colegas, que estão se empenhando, mostrando determinação e 
esforço para melhorar os resultados da equipe. Esses esforços podem 
ser durante os treinamentos ou durante os campeonatos.
O esforço de grupo também aborda a medida em que os outros 
membros se envolvem nas atividades sociais, ou seja, se um membro 
do grupo contribuiu ou não para a tarefa do grupo. 
Coordenação
O sucesso e as experiências positivas dependem da organização e 
gestão em fornecer suporte para a equipe. Essa situação é possível 
de observar em instalações e equipamentos fornecidos à equipe. Ao 
mesmo tempo em que os atletas podem estar satisfeitos ou não com 
o orçamento atribuído à equipe.
Apoio de auxiliares O apoio de auxiliares pode ser oferecido pela equipe médica, 
comissão técnica e outros profissionais que gerenciam os jogos. 
Suporte comunitário
Apesar da comunidade, geralmente, não estar diretamente envolvida 
nos assuntos da equipe, ela tem um efeito significativo sobre 
como as equipes podem ser eficazes, por meio do apoio implícito e 
explícito. Esse significado pode ser observado pelas vantagens em 
competições.
Fidelidade do suporte
Esse fator está diretamente relacionado à satisfação de um atleta, 
demonstrando sua lealdade com o treinador, com membros da 
equipe ou comissão técnica. 
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Participação decisiva
A participação decisiva refere-se ao comprometimento do atleta em 
tomar decisões relevantes com a equipe e sobre seu desempenho, 
uma vez que o treinador o envolve neste processo. 
Fonte: CHELLADURAI; RIEMER, 1997. (Adaptado)
Fonte: EVANGELISTA, 2017, p.19.
Coesão grupal e cooperação
O esporte pode ser classifi cado em quatro categorias, sendo elas: modalida-
de individual com interação com o adversário, modalidade coletiva com intera-
ção com o adversário, modalidade individual sem interação com o adversário 
e modalidade coletiva sem interação com adversário. Essas categorias estão 
defi nidas no Quadro 2.
Modalidade Com interação com o adversário Sem interação com o adversário
Coletiva
São esportes em que os 
atletas trabalham com outros 
companheiros de equipe, de 
maneira combinada, enfrentando 
diretamente outra equipe, 
considerada adversária. Esses 
esportes podem ser basquete, 
voleibol, futebol, handebol etc.
São esportesque precisam de dois 
ou mais atletas para atuação, mas 
que não interferem na atuação 
do adversário, por exemplo remo, 
nado sincronizado etc.
Individual
São os esportes em que atletas 
enfrentam diretamente outro 
atleta, tentando alcançar seus 
objetivos durante a partida para 
ganhar pontos e vencer, e, por 
consequência fazer com que o 
adversário perca. Alguns exemplos 
dessa modalidade são judô, boxe, 
taekwondo etc. 
São esportes que não exigem 
colaboração de outros atletas 
e nem confronto direto com o 
adversário, por exemplo, ginástica 
artística, natação etc.
QUADRO 2. CATEGORIAS ESPORTIVAS. 
Tais defi nições consideram as características das modalidades e as intera-
ções, reforçando que a interação é um fator importante a ser considerado para 
a identifi cação das modalidades. Além dessas categorias apresentadas no Qua-
dro 2, ainda há uma subdivisão:
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• Sem interação com o adversário, dando destaque ao desempenho;
• Com interação com o adversário, dando destaque aos princípios básicos 
do jogo.
Os esportes da primeira subdi-
visão são associados ao esporte de 
“marca”, “estéticos” e de precisão. 
As diferenças entre os três tipos é 
que o resultado da ação motora em 
esportes de “marca” é um registro 
quantitativo de tempo, da distân-
cia ou do peso. No esporte estético, 
os resultados da ação motora estão 
relacionados na qualidade do movi-
mento conforme os padrões técnico- 
-combinatórios. E nos esportes de 
precisão, os resultados dizem respei-
to à eficiência e à eficácia de aproximar um objeto ou atingir um alvo. Essa 
subdivisão tem como foco as ações dos atletas para atingir os resultados, ou 
seja, tem o objetivo de compreender o desempenho e a capacidade em exe-
cutar movimentos ou tarefas relacionados ao esporte praticado. 
Enquanto os esportes da segunda subdivisão estão direcionados para as 
modalidades que exigem combate ou luta, campo e taco, rede ou quadra e os 
em que há invasão de territórios entre as equipes:
• Esporte de combate ou luta: as disputas em que os atletas devem usar 
técnicas, táticas e outras estratégias para conter os seus adversários, podendo 
ser por meio de uma imobilização, exclusão de espaço ou limitando que ele use 
ações de ataque e defesa.
• Esporte de campo e taco: tem como finalidade colocar a bola longe 
do alcance dos outros jogadores, pensando em construir vantagens sobre 
o adversário.
• Esporte de rede ou quadra: são modalidades esportivas em que o atleta 
arremessa ou lança uma bola em espaços que o adversário não seja capaz de 
alcançar, isto é, defender ou atacar, forçando a cometer um erro, sendo consi-
derado apenas o tempo que o objeto está em movimento. 
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• Esporte de invasão ou territorial: são as modalidades que têm como 
intuito invadir a área que é defendida pelo adversário para marcar um ponto, 
ao mesmo tempo que a sua área precisa ser protegida. 
As equipes esportivas, dessa forma, são compreendidas como uma ques-
tão importante em várias modalidades. A equipe esportiva pode ser definida 
pelo agrupamento de atletas que demandam cooperação, interação, comuni-
cação e outras características que fortalecem o trabalho em equipe. Além dis-
so, o grupo é compreendido pelas suas atividades e da sua dinâmica, sendo 
baseada em dois requisitos:
• A separação dos papéis e responsabilidades de cada atleta;
• Coordenar as funções para que os atletas trabalhem como um todo, man-
tendo o grupo organizado e unido.
Uma equipe é caracterizada por sete aspectos, sendo eles apresentados no 
Quadro 3.
Existência de uma identidade coletiva: diz respeito à união dos atletas, tornando-os 
diferentes de outras equipes. 
Estabelecimento de objetivos e metas comuns: está associado às metas de interesses que 
os atletas estabelecem, por exemplo, marcar um ponto ou ganhar uma partida. 
Enfrentamento de vivências comuns: refere-se aos números de experiências coletivas 
vividas, que, por consequência, aumenta a interdependência da equipe.
Demonstração de padrões estruturados de interação: diz respeito ao comportamento do 
líder, do estilo da comunicação. 
Interdependência pessoal e na tarefa: refere-se às motivações e razões para manter as 
relações e interação pessoal. 
Atração interpessoal recíproca: quando há uma colaboração e cooperação entre os 
membros da equipe para atingir um objetivo. 
Pertencimento: quando eles próprios se consideram um grupo.
QUADRO 3. CARACTERÍSTICAS DE UMA EQUIPE ESPORTIVA
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Atualmente, as modalidades esportivas estão cada vez mais exigentes, 
querendo resultados positivos e bom desempenho. As teorias relacionadas ao 
grupo esportivo ao longo dos anos ganharam espaço, diante disso, muitos pes-
quisadores chegaram à conclusão de que um grupo com alta coesão tem mais 
chance de ser unido e comprometido.
A coesão de grupo pode ser entendida como as forças que existem entre os 
membros, o sentimento de pertencer, como também os níveis de esforços em 
que os membros concentram para alcançar uma meta ou objetivo. Nesse sen-
tido, a coesão de grupo pode ser definida como um processo dinâmico, que se 
refere pela vontade de se manter unido e permanecer em grupo, com objetivo 
de buscar satisfação para as necessidades afetivas dos membros. 
Ter uma alta coesão grupal é fundamental, pois auxilia no processo de de-
senvolvimento do rendimento, melho-
rando o desempenho. Em alguns estu-
dos, foi possível concluir que a coesão 
de grupo e o desempenho são cone-
xões recíprocas, ou seja, a alta coesão 
aumenta o desempenho, da mesma 
forma que o desempenho de sucesso 
promove a coesão. 
A coesão de grupo, portanto, existe onde os jogadores criam vínculos e 
têm interesses em comum, os membros compartilham esses interesses e 
outras informações que são consideradas relevantes, sendo caracterizada 
como uma boa coesão social. Além desta também há coesão de tarefas que 
é sobre a conexão de um grupo para realizar uma determinada tarefa. Essas 
duas definições concentram-se em dois conceitos que são importantes da 
coesão social e da tarefa. Nessa direção, a equipe é organizada e formada 
para conseguir atingir um propósito, usando da coesão da tarefa para facili-
tar e destacar a importância do papel de cada um dentro do grupo. A coesão 
social é desenvolvida ao decorrer do tempo, na medida em que a confiança e 
os afetos são construídos.
Sobre as modalidades coletivas que possibilitam essa coesão grupal, po-
dem ser agrupadas em uma categoria, visto que todas essas modalidades pos-
suem seis invariantes:
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DIAGRAMA 1. AS SEIS INVARIANTES DAS MODALIDADES COLETIVAS
Uma bola ou
equipamento
similar 
Adversários
Regras
específicas
Alvo para
atacar e
defender 
Espaço
de jogo 
Companheiros
de equipe 
A partir dessas invariantes se constroem as equipes esportivas, possibili-
tando que as modalidades sejam consideradas e visualizadas em 
sua estrutura. Com o crescimento de pesquisas sobre as equipes 
esportivas, foi possível identificar alguns dos resul-
tados influenciados pela coesão grupal, tais como, 
desempenho, alcance de metas coletivas, melho-
ra do desempenho, maturidade da equipe, inte-
gração do grupo e cooperação. A definição desses 
resultados é apresentada no Quadro 4. 
PSICOLOGIA DO ESPORTE 67
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Resultado Definição
Desempenho
O desempenho é o resultado mais desejado pelos atletas e pela 
equipe. Sendo definida pelas situações em que os atletas investem 
seus tempos para realizar algum movimento ou ação.
A única forma de identificar o desempenho dos atletas é por meio 
das vitórias, em campeonatos, jogos ou treinos. Essa avaliação segue 
a lógicade que o atleta busca a excelência por meio das vitórias 
contra os adversários, dessa forma, vencer é compreendido como um 
resultado significativo. 
Alcance de metas 
coletivas
Os treinadores, juntamente com seus atletas, podem estabelecer 
metas pensando em competições futuras, como ganhar uma 
porcentagem de jogos durante essa temporada. 
Uma vez alcançadas as metas, é possível avaliar os indicadores de 
desempenho e, por consequência, a satisfação do atleta. 
Melhora do 
desempenho
A melhoria do desempenho está associada à satisfação dos atletas 
e da equipe, ao perceber o seu rendimento durante a temporada 
anteriores ou a atual. 
Essas melhorias podem influenciar nos pontos ganhados durante os 
jogos, consequentemente, a posição no ranking. 
Maturidade da equipe
A maturidade de uma equipe acontece quando há o crescimento e 
o desenvolvimento dos membros sobre várias questões, tais como 
aptidão física, domínios das habilidades, estratégias e táticas.
Integração de grupo
Diz respeito ao estado direcionado para a solidariedade, envolvendo 
orientações e processos grupais, compreensão e aceitação das 
estratégias e táticas, reconhecimento e respeito. Essa solidariedade 
é promovida a partir das relações e vínculos prolongados, como 
também contribuições sobre as tarefas. Adicionalmente, a integração 
grupal é associada aos aspectos psicológicos da coordenação e do 
trabalho em equipe. 
A cooperação
É caracterizada pelo processo social, em que todos os membros 
dos grupos têm o mesmo objetivo, a partir disso as recompensas 
e benefícios são iguais, os papéis são divididos de modo que todos 
tenham uma responsabilidade dentro do grupo. 
Em jogos cooperativos características como aceitação, envolvimento, 
diversão, respeito são evidenciados, enquanto a exclusão, 
agressividade, seletividade são minimizadas. Dentre os princípios da 
cooperação, está incentivar a criatividade, flexibilidade nas regras e 
evitar confronto. 
QUADRO 4. RESULTADOS DA COESÃO GRUPAL
CURIOSIDADE
Na literatura ainda há poucos instrumentos que possam avaliar o trabalho 
em equipes esportivas de jovens, as escalas que são disponibilizadas 
têm como foco a avaliação do trabalho em equipe com profissionais em 
empresas ou indústrias. No entanto, alguns pesquisadores, sendo um 
deles a autora deste conteúdo, adaptou a Teamwork Scale for Youth para 
o contexto esportivo. 
PSICOLOGIA DO ESPORTE 68
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A competição no contexto esportivo
A natureza de uma competição esportiva tem duas dimensões: competi-
tiva e cooperativa. Em esportes coletivos, os atletas buscam coordenar seus 
movimentos e ações com os outros membros da equipe, na busca pelo ob-
jetivo competitivo comum, havendo, dessa forma, uma cooperação entre os 
atletas em vários momentos dos jogos. A competição esportiva é como um 
sistema auto-organizado, caracterizado por um ritmo de jogo que assume 
duas formas: 
1) Competições que tendem a exibir uma atividade de impulso e defesa, 
com possessão alternadas iguais, como tênis e badminton;
2) Competições que trocam posse de maneira desigual, exibindo atitudes e 
comportamentos de vai e vem, como basquete, futebol e hóquei.
Em competições, um dos estados emocionais mais recorrentes é a ansie-
dade, sendo caracterizada como um estado emocional negativo que está as-
sociado aos pensamentos de estresse e preocupação que podem infl uenciar 
nas sensações físicas. A teoria multidimensional da ansiedade competitiva é 
formada por três componentes, apresentados no Quadro 5. 
Cognitivo: diz respeito aos pensamentos e questionamentos que a pessoa tem sobre si, em 
relação ao desempenho e sobre o momento da competição. 
Perturbação somática: refere-se às sensações fi siológicas, como aumento da sudorese, 
aumento ou diminuição de batimentos cardíacos e da frequência respiratória, excitação e frio 
no estômago. 
Autoconfi ança: a crença que o atleta tem em reconhecer suas capacidades e saber que vai 
obter um desempenho positivo. 
QUADRO 5. COMPONENTES DA ANSIEDADE COMPETITIVA
Em crianças e adolescentes, a competição se torna importante, visto que 
pode infl uenciar no processo de formação esportiva, contribuindo para ou-
tros aspectos da vida (escola, família e comunidade), desde que aconteça 
PSICOLOGIA DO ESPORTE 69
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de maneira saudável, ou seja, conforme as necessidades, motivações e in-
teresses de quem pratica o esporte. Nesse sentido, a competição assume 
diferentes formas, com base na transição de carreira, passando pelas com-
petições não formais, progredindo de maneira gradual até participar das 
competições formais.
A partir disso, é pensado em uma estrutura teórica, denominada enge-
nharia competitiva, que tem o objetivo de propor mudanças em competições, 
promovendo experiências positivas, buscando estimular o atleta a ficar mais 
engajado com o esporte, facilitando a motivação intrínseca. Para 
isso, são empregadas algumas alterações pensando em alcan-
çar algumas metas para estimular esse envolvimento, sendo 
elas estruturais, materiais, instalações espor-
tivas e das regras dos jogos, possibilitando a 
maior participação, dado que o ambiente 
se ajusta ao nível de desenvolvimento 
das crianças e adolescentes. Essa situa-
ção é chamada de engajamento do atle-
ta, dividida em quatro pontos apresenta-
dos no Quadro 6.  
Aumentar a ação e pontuação: é caracterizada pela procura do atleta em se manter ativo 
durante os jogos, aumentando a pontuação da equipe. Estratégias recomendadas são diminuir 
o tamanho do espaço ou alterar o tamanho/peso dos equipamentos. 
Criar alto envolvimento pessoal: diz respeito a estimular o engajamento e a autonomia 
nas atividades, usando como estratégias as contribuições dos atletas para fortalecer o grupo 
e alcançar o sucesso, além de promover as sensações de pertencimento e outras emoções 
positivas. 
Manter pontuações próximas: é sobre evitar as vantagens dos adversários nos resultados 
para que não estimule sensações negativas, como perda de motivação e do prazer. Nesses 
casos, recomenda-se que a organização do evento equalize os níveis dos participantes, além de 
criar regras para que os resultados não sejam tão discrepantes. 
Promover relações sociais positivas: é denominada a partir da elaboração das práticas que 
envolvam diferentes equipes e regras de socialização, com objetivo de fornecer um ambiente de 
suporte e social, promovendo emoções positivas e compartilhamento de experiências fora do 
ambiente de competição. 
QUADRO 6. METAS DE ENGAJAMENTO DO ATLETA
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Questões psicossociais, socioculturais e a prática de 
atividade física em grupos populacionais
A prática esportiva não faz parte apenas das vidas dos atletas de alto rendi-
mento e competitivos, visto que o conceito de esporte vem sendo modifi cado 
nos últimos anos, sendo reconhecido como um fenômeno social e contemporâ-
neo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), indivíduos que praticam 
e mantêm o hábito de realizar exercícios físicos promovem a sua saúde física, 
por consequência, minimizando doenças durante todo o curso da vida. Essas 
promoções da saúde envolvem os comportamentos individuais e familiares, 
enquanto as ações de prevenção estão associadas a três níveis hierárquicos: 
• Primária: tem objetivo de evitar que a exposição a riscos provoque doen-
ças ou traumas.
• Secundária: diz respeito sobre a detecção, como também a intervenção 
precoce sobre as doenças, antes que elas se desenvolvam. 
• Terciária: tem como foco prevenir complicações que são avançadas e ou-
tras lesões que permanecem devido à doença, além de promover reabilitação. 
Além da questão da promoção da saúde física, a prática regular da ativida-
de física, em geral, pode proporcionar vários benefícios à vida, tais como:
DIAGRAMA 2. BENEFÍCIOS À VIDA DECORRENTES DA ATIVIDADEFÍSICA REGULAR
Sentimento de realização relacionado
ao desenvolvimento pessoal e ao 
reconhecimento social.
Benefícios psicológicos, associados
ao aumento da confi ança, da
autoefi cácia e do humor.
Socialização e estímulos das relações
interpessoais, promovendo emoções
positivas (alegrias e satisfação).
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Nesse sentido, entende-se que as atividades físicas podem promover quali-
dade de vida, independente da pessoa que a pratica. Além disso, o suporte social 
durante a prática é considerado uma variável importante, pois exerce uma fonte 
de magnitude que infl uencia na permanência e satisfação com a atividade física, 
facilitando resultados positivos em relação a emoções, comportamentos e atitu-
des dos indivíduos. O suporte pode exercer diferentes funções, como pode ser 
observado no Quadro 7. 
Integração social ou companhia: as atividades físicas são realizadas em conjunto.
Suporte emocional: todo apoio moral e psicológico que alguém possa receber.
Suporte informacional: serve como uma orientação.
Suporte instrumental: caracterizado pelos recursos que estão disponíveis e são necessários 
para a prática.
QUADRO 7. FUNÇÕES DO SUPORTE SOCIAL
Com o avanço do esporte ao longo dos anos, o fenômeno, além de ser re-
conhecido socialmente, transformou-se em um fenômeno plural, polissêmico e 
de realidade polimorfa, ou seja, sendo interpretado como um modelo caracte-
rizado pelas relações humanas, que está associada a um conjunto de fatores, 
sendo eles: vitória, derrota, esforço, desejo, interesses e deter-
minação. Dentre as pessoas que realizam essas atividades: 
crianças, adolescentes, adultos, idosos e pessoas com defi -
ciência, o objetivo da prática e o signifi cado são individuais, 
podendo ser diferente em cada um desses grupos. 
A importância do esporte para a formação de crianças 
e adolescentes
O esporte na vida de crianças e adolescentes, na maioria das vezes, encontra-
-se no contexto escolar, sendo considerada uma atividade complexa, pois está 
relacionado a diversas limitações, uma delas a formação de educadores físicos. 
Contudo, é preciso pensar nessa área como um componente educativo que não 
PSICOLOGIA DO ESPORTE 72
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agrupa apenas a aprendizagem de técnicas e táticas, além dos seus benefícios fí-
sicos, mas que pode fornecer também condições para que os esportivos se com-
prometam com suas capacidades, fazendo com que vivenciem uma experiência 
que permita configurar sua identidade, ou seja, sua singularidade e atingir sua 
autoestruturação. Nesse sentido, entende-se que, mesmo com limitações e difi-
culdades que precisam ser trabalhadas e discutidas, o contexto escolar possibi-
lita a prática esportiva auxiliando o desenvolvimento dos alunos em relação às 
suas habilidades e capacidades de ordem psicossocial. 
Ao longo do seu crescimento e valorização, o esporte vem sendo conside-
rado uma parte positiva na vida das pessoas que o realizam. A partir disso, as 
crianças e adolescentes que praticam esporte de maneira regular, com o hábito 
de desenvolvimento, recebem estímulos para aprimorar suas habilidades e qua-
lidades mentais, sociais e sentimentais. No entanto, é importante destacar que 
esse desenvolvimento acontece dependendo da modalidade esportiva e da lo-
calização, isto é, se o jovem realiza a atividade com outra pessoa, se compartilha 
experiências, se o treinamento acontece em um lugar de fácil acesso e popular. 
Para esse grupo, para que a prática da atividade física seja iniciada e mantida, 
é preciso pensar em algumas questões. Por exemplo, para crianças a motivação 
para começar um esporte está relacionada a três fatores:
DIAGRAMA 3. FATORES QUE INFLUENCIAM AS CRIANÇAS A COMEÇAREM 
UMA PRÁTICA ESPORTIVA
Influência dos
familiares e
professores.
Pertencimento
ao grupo.
Oportunidade de 
se envolver
e demonstrar suas 
habilidades.
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Enquanto as razões dos adolescentes estão apenas voltas para ser bom em 
alguma coisa e ter reconhecimento do grupo em que pertence, as razões vol-
tadas para o pertencer e ser reconhecido são semelhantes com as razões das 
crianças, sugerindo a relevância dos papéis e das relações sociais para o desen-
volvimento emocional ao longo da vida nos diferentes contextos que a pessoa 
está inserida, por exemplo, no próprio esporte ou escolar. 
Nessa direção, pode-se concluir que a participação em esportes, para as 
crianças e adolescentes, sejam eles individuais ou coletivos, proporciona a faci-
litação para o desenvolvimento e aprimoramento das habilidades sociais, possi-
bilitando maior interação no âmbito social, consequentemente aumento na au-
toestima, autocontrole, independência, autonomia e diminuição da frustração.
Sobre o desenvolvimento dessas habilidades, conceituam-se as socioemocio-
nais, definidas como habilidades que 
os jovens podem aprender, praticar 
e ensinar. Durante o processo da for-
mação esportiva, os jovens aprendem 
a se inserir nos esportes, promover 
respeito, autocontrole, empatia, como 
também alcançar objetivos, manter 
as relações sociais positivas e tomar 
decisões coerentes. Enquanto as com-
petências emocionais são a base para 
que esse desenvolvimento aconteça, 
visto que é a forma como o indivíduo 
se expressa e gerencia seus sentimentos, tais como, raiva, frustração, alegria, 
ansiedade e estresse.
Dentre as diversas teorias que visam discutir e divulgar sobre o desenvolvi-
mento das habilidades e competências socioemocionais do ser huma-
no, está a teoria cujo foco é analisar a personalidade humana atra-
vés de cinco dimensões, sendo popularmente conhecida 
como Big Five: abertura a novas experiências, extrover-
são, amabilidade, consciência e estabilidade emocio-
nal (ou neuroticismo), tais dimensões são definidas no 
Quadro 8.
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Dimensão Defi nição
Abertura a novas 
experiências
Caracterizado pela tendência do indivíduo para ser aberto a novas 
experiências, sejam elas culturais, intelectuais ou estéticas.
Consciência
Diz respeito à organização, esforço e responsabilidade. Aquele que 
é consciente apresenta características de efi ciência, organização, 
autonomia, disciplina, além de ser racional e focado em seus 
objetivos. 
Extroversão
Refere-se à orientação de interesses e energia sobre o mundo 
exterior, pessoas e outros objetos que não estão integrados no 
mundo subjetivo. Aquele que é extrovertido é caracterizado como 
alguém sociável, com facilidade em fazer amizades, aventureiro e 
entusiasmado.
Amabilidade É sobre agir sem egoísmo, ou seja, de forma cooperativa e 
colaborativa, sendo amável, tolerante, altruísta, simpático e objetivo. 
Estabilidade 
emocional
É caracterizado pela previsibilidade e consistência das reações 
emocionais, ou seja, não há mudanças signifi cativas do humor. 
Contudo, quando acontece o contrário, o indivíduo apresenta 
sentimentos como preocupação, impulsividade, falta de confi ança e 
irritação. 
QUADRO 8. AS DIMENSÕES DO BIG FIVE
ASSISTA
A formação esportiva é muito importante para os jovens 
brasileiros, visto que possibilita o desenvolvimento de habi-
lidades, como também oferece oportunidades de acesso a 
treinamentos, local e ida em competições. No vídeo “Qual 
a importância da formação esportiva de jovens no Brasil?” 
é possível observar com mais clareza como o esporte pode 
infl uenciar na vida dos jovens. 
A prática esportiva e o envelhecimento saudável
A iniciação esportiva pode ser compreendida como o primeiro contato que 
a pessoa tem com alguma atividade física ou uma prática esportiva organizada 
e orientada. Em teoria, a prática esportiva pode ser realizada em qualquer faixa 
etária da vida, contudo, geralmente, o processo da atividade é concentrado em 
crianças eadolescentes. 
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Essa situação foi sendo modificada gradualmente, visto que a partir da legisla-
ção de 1988 a constituição passou a garantir o direito de todos para o acesso ao 
esporte, dessa forma tentando acabar com a limitação de que idosos não poderiam 
realizar uma atividade. Uma das perspectivas que contribui para essa limitação é 
compreender o esporte como sendo exclusivamente de alto rendimento, de que 
todas as pessoas que praticam alguma modalidade fazem de maneira semelhante 
a um atleta profissional, portanto, contribuindo para a carência de locais que ofere-
cem a iniciação tardia no esporte.
Em relação ao idoso, ao praticar o esporte o objetivo está associado ao espor-
te de participação, ou seja, faz o exercício de forma voluntária, em um momento 
de lazer, buscando promover a saúde e a integração da sua vida social. De acordo 
com o Ministério do Esporte, a principal razão para os idosos realizarem uma 
atividade física é porque promovem qualidade de vida e bem-estar. Adicional-
mente, o exercício físico como prática regular e crônica tem potencial para de-
senvolver as funções cognitivas dos idosos, de maneira geral, a literatura aponta 
alguns mecanismos que podem ser responsáveis pela relação entre o exercício 
físico na cognição, como:
• Estrutura cerebral: a estrutura cerebral, à medida que o indivíduo envelhece, 
sofre declínios (redução do volume e atrofia dos neurônios), alguns estudos indicam 
que o exercício aeróbico possa ter relação com o enfraquecimento dessas perdas. 
• Função cerebral: o processo de envelhecimento está associado com os declí-
nios da função cerebral, contudo, há evidências que o exercício aeróbico provoca 
efeitos positivos sobre essa função. 
• Perfusão cerebral: com o passar dos anos os idosos podem sofrer com a re-
dução do fluxo sanguíneo em algumas regiões do cérebro, alguns estudos demons-
traram que o idoso ativo apresentou manutenção e prevenção da perfusão cerebral 
quando comparados a idosos sedentários.
• Aptidão cardiovascular: a prática regular do exercício físico apresenta efeitos 
positivos na aptidão, por consequência, exercendo uma influência benéfica na fun-
ção cognitiva. 
A literatura ainda demonstra que o esporte, seja de modalidade coletiva ou in-
dividual, mas que permite o contato com o outro por meio da rivalidade, é capaz 
de influenciar positivamente a função cognitiva, pois isso demanda que o indivíduo 
realize habilidades motoras e cognitivas na mesma atividade. 
PSICOLOGIA DO ESPORTE 76
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É importante destacar que a atividade física é um direito de todos, inclu-
sive para os idosos que só recebem benefícios por meio da prática, visto que 
há uma melhora na saúde física (por exemplo, controle da pressão arterial), 
desenvolvimento da função cognitiva, aumento da velocidade, coordenação 
motora e interação social, diminuindo a ansiedade e depressão. 
O desenvolvimento psicossocial do atleta com deficiência
Defi nir o termo defi ciência pode parecer complexo, uma vez que há uma sé-
rie de fatores sociais, econômicos e culturais que impactam e infl uenciam direta-
mente. A Organização Mundial de Saúde, especifi camente, faz a distinção entre 
três conceitos: 
• Impedimento: caracterizado por alguma perda ou anormalidade das fun-
ções da estrutura anatômica, fi siológica ou psicológica; 
• Defi ciência: diz respeito ao próprio conceito, quando apresenta alguma 
restrição ou perda, causando limitações para desenvolver habilidades conside-
radas normais para o ser humano;
• Incapacidade: refere-se a uma desvantagem individual, causado pelo im-
pedimento ou pela defi ciência, que restringe o desempenho ou o cumprimento.
Em geral, as defi nições sobre a defi ciência são diferenciadas em dois tipos: 
primária e secundária. A primária diz respeito aos conceitos de defi ciência e da 
incapacidade, defi nida por aspectos biológicos, enquanto a secundária é ca-
racterizada pelo impedimento associada aos aspectos ambientais. O esporte 
pode confi gurar-se como uma estratégia, desempenhando um papel impor-
tante no desenvolvimento dessas pessoas, em vários aspectos, tais como físi-
cos, culturais, sociais e emocionais. O esporte pode ser defi nido como um dos 
principais fenômenos sociais que possibilita a construção de valores morais 
e éticos, como também o desenvolvimento integral da pessoa em sua esfera 
biopsicossocial. 
Para pessoas com defi ciência o esporte está relacionado dire-
tamente com a sociabilização, pois facilita a comunicação, 
autoimagem, realização pessoal, independência e o au-
toconhecimento, além disso, auxilia na diminuição das 
limitações e valoriza as capacidades.
PSICOLOGIA DO ESPORTE 77
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A trajetória em direção a uma sociedade mais inclusiva para pessoas com 
deficiência deve ser pautada, principalmente, em uma compreensão cultural 
e de vivência, através de políticas públicas efetivas, com objetivo de realizar 
intervenções sobre as diferenças favorecendo o desenvolvimento psicossocial 
de cada praticante. No Quadro 9 é possível observar algumas medidas ou es-
tratégias para pensar em aplicar nesse contexto.
Buscar reconhecer, aceitar e valorizar as diferenças nas culturas esportivas, pensando não 
apenas em um público de pessoas com deficiência, mas em todos os participantes, visto que 
cada esportista desenvolve sua capacidade e habilidade de maneira individual, podendo estar 
em níveis diferentes. A partir disso, são impulsionados, naturalmente, novos esportes e atos 
esportivos associados com a compreensão. Nessa direção, as práticas esportivas criam um 
movimento de interação entre os participantes. 
Educar criticamente a sociedade sobre o valor da diferença e do pluralismo, promovendo a 
participação positiva de qualquer pessoa neste campo, chamando a atenção ainda para que 
todos percebam a falta de acesso à oportunidade para algumas pessoas por seu gênero, classe, 
raça, sexualidade e  religião.
Promover uma compreensão fortalecedora no que diz respeito às diferenças focadas nas 
deficiências, exigindo maior participação, visibilidade e representatividade, em vez de dar a 
função de meros receptores de serviços.
QUADRO 9. RECOMENDAÇÕES PARA PROFISSIONAIS DO ESPORTE
CONTEXTUALIZANDO
A ampliação dos esportes para pessoas com deficiência acontece a cada 
olimpíada, fornecendo visibilidade e representatividade para aqueles que 
não realizam algum esporte por achar que tem alguma limitação. Na olim-
píada de 2016, no Rio, as paraolimpíadas conseguiram um maior número 
de medalhas do que nos jogos olímpicos, e espera-se que nas próximas 
edições esse número seja ainda superior. 
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Sintetizando
As pessoas vivem em um mundo em que depender do outro pode parecer, 
em alguns momentos, um defeito, em outros uma qualidade necessária, mas 
é importante ressaltar que o ser humano é um ser que precisa das relações 
sociais para diversos fatores. No esporte, essa dependência não é diferente, 
se é que pode ser chamado de dependência, visto que a participação em uma 
equipe ou a interação com o outro permite o desenvolvimento de habilidades 
que fazem do atleta alguém melhor. 
No esporte existem as modalidades coletivas e individuais, contudo, mes-
mo o atleta que pratica seu esporte sozinho pode vivenciar experiências com 
os outros por meio dos seus treinamentos, com seu treinador e seu adversá-
rio, o que permite o desenvolvimento da comunicação, a troca de experiência, 
amadurecimento e sentimentos de autonomia. 
Essa relação de grupo com as habilidades tem um ciclo sem fim que causa 
resultados positivos de quem participa, ou seja, dado que o atleta sente-se 
integrante de um grupo, de uma equipe, desenvolve emoções positivas e habi-
lidades. Ao desenvolvê-las,o atleta sente que o grupo é importante para a sua 
prática esportiva, para o permanecer e ficar satisfeito com o esporte, fazendo 
com que os atletas estabeleçam um vínculo e queiram manter o grupo unido 
em busca de alcançar metas e objetivos. 
O esporte, em geral, proporciona diferentes satisfações e prazeres, além de 
promover saúde física, autocontrole e outras habilidades socioemocionais. Por 
isso, a cada ano que passa, o esporte deixa de ser compreendido apenas como 
aquele de competições, que exige recompensas financeiras e patrocínios, para 
abranger pessoas que buscam a qualidade de vida. O esporte é direito de to-
dos, sendo uma ferramenta importante para qualquer pessoa que a pratique 
(jovens, adultos, idosos), visto que pode proporcionar uma formação, vida sau-
dável e inclusão. 
PSICOLOGIA DO ESPORTE 79
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Referências bibliográficas
CHELLADURAI, P.; RIEMER, Harold A. A classification of facets of athlete satis-
faction. Journal of sport management, n. 2, 1997, v. 11.
EVANGELISTA, S. T. S. Satisfação e coesão: um estudo correlacional com 
atletas do esporte coletivo. 2017. (Dissertação de Mestrado). Universidade 
Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2017.
MCEWAN, D.; BEAUCHAMP, M. R. Teamwork in youth sport. In: BRUNER, M. W.; 
EYS, M. A.; MARTIN, L. J. (Eds.). The power of groups in youth sport. Academic 
Press. 2020.
QUAL A importância da formação esportiva de jovens no Brasil? Postado 
pelo Canal Futura. (57mi.57s.). son. col. port. Disponível em: . Acesso em: 19 ago. 2021.
PSICOLOGIA DO ESPORTE 80
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INTERVENÇÃO 
PSICOLÓGICA
4
UNIDADE
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Objetivos da unidade
Tópicos de estudo
 Apresentar as questões relacionadas à importância de intervenções no esporte;
 Abordar as intervenções cognitivas e psicológicas em esportes e e-sports 
competitivos;
 Descrever as influências do esporte nas lesões e apresentar possíveis 
processos de reabilitação;
 Expor a importância do esporte para diferentes setores e seu auxílio na 
transição da carreira esportiva.
 Técnicas para intervenção no 
âmbito do esporte
 Intervenções cognitivas e 
psicológicas em esportes e 
e-sports competitivos
 Intervenção psicológica nas 
lesões esportivas
 A Psicologia do Esporte e a 
intersetorialidade 
 Políticas públicas no esporte 
educacional
 Transição de carreira no 
esporte
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Técnicas para intervenção no âmbito do esporte
Cada vez mais o esporte tem ganhado espaço e visibilidade, uma vez que 
proporciona desenvolvimento físico, social e emocional, principalmente por va-
lorizar os esforços de atletas de alto rendimento que promovem conquistas, 
medalhas e investimentos. Devido à pressão causada para atingir esses objeti-
vos e ganhar competições, esses atletas frequentemente enfrentam estresse e 
ansiedade quando envolvidos com sua modalidade esportiva. 
A partir disso, busca-se compreender melhor os fenômenos psicossociais 
acerca das contingências comportamentais e metacontingências, identifi cando 
o pré e o pós-comportamento com o objetivo de analisar as relações funcionais 
e seu contexto. Contudo, há poucos profi ssionais e pesquisas relacionadas a 
esse campo; diante disso, competições com grande reconhecimento ao redor 
do mundo, como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, tornaram-se essen-
ciais para chamar a atenção para as questões relativas a estresse, ansiedade, 
concentração, planejamento de estratégia, leitura de jogo, coesão de grupo, 
entre outros aspectos que fazem parte da prática esportiva competitiva. 
É importante afi rmar que a ansiedade não está associada apenas a des-
vantagens: quando em níveis considerados adequados, ela pode auxiliar no 
desempenho, visto que é capaz de aumentar a concentração. Isto permite que 
o atleta volte seu foco para funções específi cas do esporte, consequentemente 
minimizando distrações e outros efeitos negativos. No entanto, ela precisa ser 
trabalhada conforme as funções que a prática exige, pois cada uma das tarefas 
requer um nível de ansiedade para que seu funcionamento seja positivo e pro-
picie um rendimento adequado.
CURIOSIDADE
Uma das possibilidades de avaliação da ansiedade foi adaptada por Karen 
Cristine Teixeira, Joana Bender Remus e Carlos Henrique Sancineto da 
Silva Nunes e é denominada de Escala Tridimensional de Ansiedade para 
o Esporte. Esta ferramenta permite identifi car o quanto a ansiedade in-
fl uencia positiva ou negativamente o desempenho nas competições. 
O estresse pode ser defi nido como qualquer situação que crie uma ten-
são aguda ou crônica, a qual produz uma mudança nos estados físico e emo-
PSICOLOGIA DO ESPORTE 83
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cional. Essas reações são geradas por meio de um ambiente interpretado 
como exigente e que solicita recursos de enfrentamento, o que pode amea-
çar o bem-estar do indivíduo. No ambiente esportivo, o estresse é infl uen-
ciado por diversos fatores que geram fadiga, dores, frustrações, ansiedade, 
depressão e alterações do estado de alerta. 
Diante disso, o psicólogo possui um papel importante, vis-
to que sua função envolve trabalhar os aspectos citados (e que 
prejudicam o rendimento e o desenvolvimento esportivo) 
a partir de intervenções que trabalham o emocional, o 
cognitivo e outras áreas da vida do atleta. Com isso, o 
profi ssional concebe planejamentos e estratégias que 
visam aprimorar elementos como equilíbrio emocional, 
concentração, desempenho sob pressão, motivação, habi-
lidades táticas, autoconfi ança, entre outros. 
Intervenções cognitivas e psicológicas em esportes e 
e-sports competitivos
Os processos cognitivos associados à prática esportiva estão relacio-
nados a uma reestruturação cognitiva como forma de estimular o desen-
volvimento desta área. A reestruturação cognitiva, por sua vez, refere-se 
à terapia cognitiva, cujo foco é trabalhar os pensamentos distorcidos, re-
formulando-os para que sejam mais adaptativos e permitindo que o lado 
emocional forneça respostas mais funcionais.
Nessa perspectiva, as intervenções buscam a aceitação e o compromisso 
estimulando a consciência e, a partir dessa possibilidade, o atleta se torna 
capaz de realizar escolhas baseando-se em valores e visando evitar a repe-
tição de erros. Em outras palavras, quando se trabalha esses dois fatores, 
pensamentos negativos podem ser modifi cados a partir de reforços positivos 
que minimizam os sintomas de ansiedade e estresse que podem prejudicar o 
rendimento do atleta.
Isso permite que o indivíduo desenvolva habilidades cognitivas para lidar 
com diversas situações. Essas intervenções são utilizadas em diferentes luga-
res no mundo, inclusive no Brasil e, além desse processo, o mindfulness tam-
PSICOLOGIA DO ESPORTE 84
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bém é uma forma de intervenção cognitiva, visto que permite que os atletas 
desenvolvam sua consciência e tenham uma mente aberta sobre o esporte. 
A intervenção psicológica pode ser realizada de diferentes maneiras, 
sendo a mais comum a avaliação psicológica, que pode ser compreendida 
como uma área específica da Psicologia. Este campo tem como intuito ope-
racionalizar as teorias psicológicas em situações observáveis, possibilitando 
que o profissional alinhe a teoria com a prática. No âmbito esportivo, essa 
intervenção é conhecida como psicodiagnóstico esportivo e seu foco é conhe-
cer e compreender fenômenos e outros aspectos do atleta ou da interação 
com sua modalidade. 
ASSISTA
Como a pressão é frequente em esportes de alto 
rendimento, intervenções são utilizadas com o intuito 
de auxiliar no desenvolvimento saudável do atleta. No 
vídeo disponibilizado é possível observar a importân-
cia102
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A Psicologia do Esporte aborda questões relacionadas aos fenômenos psico-
lógicos que afetam a prática esportiva, focando não somente a pessoa que pra-
tica a atividade física, mas todos os agentes envolvidos no processo, como pais, 
árbitros e treinadores. Apesar de não ter sido tão reconhecida no início, essa 
subárea interdisciplinar tem ganhado espaço no universo científi co e prático, vis-
to que contribui para entender como o esporte pode infl uenciar a saúde física e 
mental, além de possibilitar a verifi cação das potencialidades ou limitações dos 
atletas. Por isso, pesquisadores investigam cada vez mais sobre o tema.
Diante disso, nesta disciplina, pretende-se discutir e refl etir sobre a constru-
ção da Psicologia do Esporte, bem como seus benefícios para o bem-estar e suas 
consequências para a saúde. Para tal, busca-se focar nos aspectos comporta-
mentais e cognitivos frente à atividade física, tais como motivação, autoconceito, 
crenças, percepção, atenção e compulsões. Adicionalmente, visa-se analisar o 
alto rendimento, a importância da coesão grupal (processo, grupo e questões 
psicossociais) e as intervenções psicológicas aplicadas ao meio esportivo. 
Bons estudos!
PSICOLOGIA DO ESPORTE 9
Apresentação
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Dedico este trabalho a todos que valorizam o conhecimento e a 
aprendizagem; e aos meus professores e alunos, que me incentivam e são o 
motivo para eu permanecer no mundo acadêmico.
A professora Maynara Priscila Pereira 
da Silva é Mestre em Psicologia pela 
Universidade São Francisco (2021) e 
graduada em Psicologia pela Universi-
dade Paulista (2018). Trabalha na linha 
de pesquisa de construção, validação e 
padronização de instrumentos de me-
dida. É membro do Núcleo de Estudos e 
Pesquisa em Psicologia do Esporte e do 
Exercício (NuEPPEE). Possui experiên-
cia nas áreas de Avaliação Psicológica, 
Psicometria e Psicologia do Esporte.
Currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/2101004737875827
PSICOLOGIA DO ESPORTE 10
A autora
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INTRODUÇÃO À 
PSICOLOGIA DO 
ESPORTE
1
UNIDADE
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Objetivos da unidade
Tópicos de estudo
 Apresentar o conceito de Psicologia do Esporte, sua trajetória e sua relação 
com o bem-estar e a saúde mental;
 Mostrar os possíveis efeitos da atividade física sobre os praticantes de 
atividades físicas;
 Abordar os conceitos da Psicologia do Esporte de alto rendimento, com 
efeitos, consequências e estratégias.
 Fundamentos teóricos da Psico-
logia do Esporte 
 História da Psicologia do Es-
porte
 Áreas de atuação da Psicologia 
do Esporte
 A relação mente/corpo e fato-
res de bem-estar e saúde mental
 Principais teorias em Psicologia 
do Esporte de alto rendimento
 Desenvolvimento positivo de 
jovens no esporte
 Mulheres olímpicas
PSICOLOGIA DO ESPORTE 12
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Fundamentos teóricos da Psicologia do Esporte 
O esporte pode ser considerado 
um dos maiores fenômenos sociais, 
visto que proporciona o desenvolvi-
mento de habilidades socioemocio-
nais, como respeito, responsabilidade, 
empatia e relação interpessoal. Além 
disso, é uma maneira de entreteni-
mento, devido ao fato de que várias 
pessoas gostam de acompanhá-lo 
por lazer. Por isso, a temática espor-
tiva vem crescendo cada vez mais nas 
áreas de pesquisas, podendo ser de-
nominada como Ciência do Esporte 
e incluindo diversas disciplinas, tais 
como Medicina, Fisiologia e Psicologia. 
Nessa direção, o esporte demonstra uma tendência para a interdisciplina-
ridade, sendo representada por subáreas. A Psicologia do Esporte (PE) é uma 
delas, sendo defi nida por processos e fundamentos psicológicos, como tam-
bém pelas consequências causadas pela regulação psicológica e associadas à 
prática esportiva individual ou em grupo. Tem por objetivo verifi car os compor-
tamentos em diferentes dimensões (afetivas, motivacionais e cognitivas). 
Entende-se que a PE busca analisar as consequências psíquicas causadas 
pelas ações esportivas a partir de duas perspectivas. A primeira se baseia em 
processos psicológicos básicos (cognição, motivação e emoção), enquanto a se-
gunda está associada à realização de tarefas, focando em diagnóstico e plane-
jamento/uso de intervenções. Portanto, é uma ciência do comportamento que 
busca auxiliar atletas e treinadores, entre outros agentes esportivos, por meio 
de métodos que visam à preparação psicológica associados ao desenvolvimento 
e à potencialidade das habilidades físicas ou sociais. Foca-se em aplicação duran-
te a prática, na pré-competição e em outros momentos em que são provocados 
o sentimento de estresse, fazendo com que os esportistas e os agentes consi-
gam enfrentar desafi os com o objetivo de melhorar a performance.
PSICOLOGIA DO ESPORTE 13
SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 13 27/09/2021 14:48:05
Apesar de ser mais reconhecida atualmente, a PE não é uma área recente. 
Além de englobar outros campos de estudo, como a cinesiologia, refl ete as 
infl uências de mudanças socioculturais, como o crescimento das Olimpíadas, a 
liberação das mulheres para a prática esportista e a popularidade do esporte 
profi ssional, passando por diferentes etapas históricas até conseguir valoriza-
ção no campo da pesquisa (GOULD; VOELKER, 2014). Ainda ganha destaque 
devido à sua perspectiva competitiva e por estar presente em projetos sociais e 
de reabilitação, na medicina preventiva e em programas de qualidade de vida. 
História da Psicologia do Esporte
A PE, um campo valorizado e de futuro promissor, é uma ciência do treina-
mento esportivo, cujo objetivo é a potencialização da performance de equipes 
e agentes envolvidos no processo. Os primeiros estudos da área datam cerca 
de um século atrás, entre os séculos XIX e XX. O foco, então, era compreen-
der conceitos como personalidade, agressão, motivação, liderança, dinâmica 
de grupo e bem-estar na prática esportiva e na atividade física. Tais conceitos 
eram considerados como necessidade ou preocupação por profi ssionais e pes-
quisadores (WEINBERG; GOULD, 2017). O Quadro 1 apresenta o desenvolvi-
mento da PE de acordo com períodos fundamentais para o estudo.
QUADRO 1. ETAPAS DA HISTÓRIA DA PE
Etapa Período
Primeiros anos 1893-1920
Desenvolvimento de laboratórios e de testes psicológicos 1921-1938
Preparação para o futuro 1939-1965
Estabelecimento da PE como disciplina acadêmica 1966-1977
Ciência e prática multidisciplinares na Psicologia do Esporte e do 
exercício 1978-2000
Psicologia contemporânea do esporte e do exercício 2001-Até o presente
Fonte: WEINBERG; GOULD, 2017, p. 7-11. (Adaptado).
PSICOLOGIA DO ESPORTE 14
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A PE surgiu na América do Norte, com o psicólogo Norman Triplett (1861-1931), 
que queria compreender a velocidade dos ciclistas, fazendo uma comparação entre 
aqueles que pedalavam sozinhos e aqueles que pedalavam em grupos. Ele realizou 
também experimentos com crianças, a fim de entender o desempenho da prática 
individual e em grupo, chegando à conclusão de que a atividade física apresentava 
mais desempenho na companhia de outras pessoas (WEINBERG; GOULD, 2017).
O segundo período aconteceu em laboratórios localizados na Alemanha, 
no Japão, na Rússia e nos Estados Unidos. Havia como objetivo construir e de-
senvolver testes psicológicos em atletas para levantar informações referentes 
ao tempo de reação, concentração, personalidade e agressão. Dessa forma, 
prepararam bases para o futuro ao elaborar técnicas e disciplinas de psicologia 
do esporte e do exercício.
Em meados da década de 1960, a PE passou a se tornar uma produção aca-
dêmica, voltada à aprendizagem motora e a fatores psicológicos (ansiedade, 
motivação,dos psicólogos neste processo, os quais sempre 
buscam aplicar estratégias que aprimorem o desem-
penho dos atletas.
O psicólogo tem como responsabilidade a utilização de referências teó-
ricas para selecionar os métodos adequados para determinado contexto e 
avaliação, sempre considerando todos os fatores do ambiente (indivíduo, 
modalidade, relações). Portanto, seu objetivo é coletar o maior número de 
dados comportamentais para favorecer o desempenho esportivo. Em caso 
de modalidades individuais, o profissional pode empregar uma série de téc-
nicas, como entrevistas, observação e testes psicológicos. 
Já em modalidades coletivas, o profissional pode lançar mão 
de inventários adicionais, como, por exemplo, instrumentos 
sociométricos, além da observação dos comportamentos 
de grupo em treinos ou jogos com o objetivo de 
analisar habilidades de colaboração, liderança e 
conexão interpessoal. A avaliação no contexto 
esportivo é baseada em determinados proce-
dimentos, os quais são agrupados em cinco ca-
tegorias (Quadro 1). 
PSICOLOGIA DO ESPORTE 85
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Procedimento Processo
Observação
Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade 
por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza-
do em treinos e jogos.
Entrevista
Permite compreender as questões psicológicas e de personali-
dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre-
vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da 
personalidade no comportamento do atleta, além de observar a 
infl uência do ambiente sobre este comportamento.
Experimento em 
laboratório
Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa-
da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. 
Experimento 
pedagógico
A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com 
clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse-
quências sobre o comportamento do atleta.
Teste
O teste permite levantar informações específi cas de caracte-
rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que 
possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das 
habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção 
de resultados futuros positivos.
Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade 
por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza-
Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade 
por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza-
Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade 
por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza-
Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade 
por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza-
Permite compreender as questões psicológicas e de personali-
dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre-
Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade 
por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza-
Permite compreender as questões psicológicas e de personali-
dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre-
vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da 
Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade 
por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza-
Permite compreender as questões psicológicas e de personali-
dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre-
vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da 
personalidade no comportamento do atleta, além de observar a 
Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade 
por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza-
Permite compreender as questões psicológicas e de personali-
dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre-
vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da 
personalidade no comportamento do atleta, além de observar a 
Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade 
por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza-
do em treinos e jogos.
Permite compreender as questões psicológicas e de personali-
dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre-
vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da 
personalidade no comportamento do atleta, além de observar a 
infl uência do ambiente sobre este comportamento.
Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa-
Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade 
por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza-
do em treinos e jogos.
Permite compreender as questões psicológicas e de personali-
dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre-
vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da 
personalidade no comportamento do atleta, além de observar a 
infl uência do ambiente sobre este comportamento.
Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa-
da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. 
Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade 
por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza-
do em treinos e jogos.
Permite compreender as questões psicológicas e de personali-
dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre-
vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da 
personalidade no comportamento do atleta, além de observar a 
infl uência do ambiente sobre este comportamento.
Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa-
da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. 
A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com 
Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade 
por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza-
do em treinos e jogos.
Permite compreender as questões psicológicas e de personali-
dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre-
vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da 
personalidade no comportamento do atleta, além de observar a 
infl uência do ambiente sobre este comportamento.
Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa-
da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. 
A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com 
clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse-
Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade 
por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza-
do em treinos e jogos.
Permite compreender as questões psicológicas e de personali-
dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre-
vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da 
personalidade no comportamento do atleta, além de observar a 
infl uência do ambiente sobre este comportamento.
Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa-
da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. 
A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com 
clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse-
Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade 
por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza-
do em treinos e jogos.
Permite compreender as questões psicológicas e de personali-
dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre-
vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da 
personalidade no comportamento do atleta, além de observar a 
infl uência do ambiente sobre este comportamento.
Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa-
da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. 
A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com 
clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse-
O teste permite levantar informações específi cas de caracte-
Tem como intuito avaliaros dados relacionados à personalidade 
por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza-
Permite compreender as questões psicológicas e de personali-
dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre-
vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da 
personalidade no comportamento do atleta, além de observar a 
infl uência do ambiente sobre este comportamento.
Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa-
da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. 
A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com 
clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse-
quências sobre o comportamento do atleta.
O teste permite levantar informações específi cas de caracte-
rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que 
Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade 
por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza-
Permite compreender as questões psicológicas e de personali-
dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre-
vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da 
personalidade no comportamento do atleta, além de observar a 
infl uência do ambiente sobre este comportamento.
Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa-
da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. 
A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com 
clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse-
quências sobre o comportamento do atleta.
O teste permite levantar informações específi cas de caracte-
rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que 
possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das 
habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção 
Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade 
por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza-
Permite compreender as questões psicológicas e de personali-
dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre-
vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da 
personalidade no comportamento do atleta, além de observar a 
infl uência do ambiente sobre este comportamento.
Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa-
da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. 
A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com 
clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse-
quências sobre o comportamento do atleta.
O teste permite levantar informações específi cas de caracte-
rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que 
possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das 
habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção 
Tem como intuito avaliar os dados relacionados à personalidade 
por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza-
Permite compreender as questões psicológicas e de personali-
dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre-
vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da 
personalidade no comportamento do atleta, além de observar a 
infl uência do ambiente sobre este comportamento.
Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa-
da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. 
A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com 
clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse-
quências sobre o comportamento do atleta.
O teste permite levantar informações específi cas de caracte-
rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que 
possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das 
habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção 
por meio de uma explicação subjetiva do atleta. Pode ser realiza-
Permite compreender as questões psicológicas e de personali-
dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre-
vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da 
personalidade no comportamento do atleta, além de observar a 
infl uência do ambiente sobre este comportamento.
Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa-
da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. 
A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com 
clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse-
quências sobre o comportamento do atleta.
O teste permite levantar informações específi cas de caracte-
rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que 
possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das 
habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção 
Permite compreender as questões psicológicas e de personali-
dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre-
vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da 
personalidade no comportamento do atleta, além de observar a 
infl uência do ambiente sobre este comportamento.
Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa-
da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. 
A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com 
clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse-
quências sobre o comportamento do atleta.
O teste permite levantar informações específi cas de caracte-
rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que 
possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das 
habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção 
Permite compreender as questões psicológicas e de personali-
dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre-
vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da 
personalidade no comportamento do atleta, além de observar a 
infl uência do ambiente sobre este comportamento.
Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa-
da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. 
A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com 
clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse-
quências sobre o comportamento do atleta.
O teste permite levantar informações específi cas de caracte-
rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que 
possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das 
habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção 
de resultados futuros positivos.
dade que podem surgir durante as práticas esportivas. A entre-
vista possibilita que o profi ssional identifi que as infl uências da 
personalidade no comportamento do atleta, além de observar a 
infl uência do ambiente sobre este comportamento.
Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa-
da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. 
A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com 
clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse-
quências sobre o comportamento do atleta.
O teste permite levantar informações específi cas de caracte-
rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que 
possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das 
habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção 
de resultados futuros positivos.
personalidade no comportamento do atleta, além de observar a 
Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa-
da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. 
A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com 
clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse-
quências sobre o comportamento do atleta.
O teste permite levantar informações específi cas de caracte-
rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que 
possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das 
habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção 
de resultados futuros positivos.
Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa-
da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido.A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com 
clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse-
quências sobre o comportamento do atleta.
O teste permite levantar informações específi cas de caracte-
rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que 
possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das 
habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção 
de resultados futuros positivos.
Neste procedimento os dados são estudados de maneira separa-
da, ou seja, de acordo com o método de análise escolhido. 
A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com 
clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse-
quências sobre o comportamento do atleta.
O teste permite levantar informações específi cas de caracte-
rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que 
possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das 
habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção 
de resultados futuros positivos.
A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com 
clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse-
quências sobre o comportamento do atleta.
O teste permite levantar informações específi cas de caracte-
rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que 
possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das 
habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção 
de resultados futuros positivos.
A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com 
clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse-
O teste permite levantar informações específi cas de caracte-
rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que 
possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das 
habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção 
de resultados futuros positivos.
A partir desse método, os profi ssionais conseguem perceber com 
clareza as infl uências causadas pelos treinamentos e suas conse-
O teste permite levantar informações específi cas de caracte-
rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que 
possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das 
habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção 
de resultados futuros positivos.
O teste permite levantar informações específi cas de caracte-
rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que 
possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das 
habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção 
de resultados futuros positivos.
O teste permite levantar informações específi cas de caracte-
rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que 
possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das 
habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção 
rísticas que são solicitadas na modalidade praticada, o que 
possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das 
habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção 
possibilita a compreensão dos níveis de desenvolvimento das 
habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção habilidades. Isso, consequentemente, pode auxiliar na obtenção 
QUADRO 1. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO NA ÁREA DA PSICOLOGIA DO ESPORTE
Fonte: VIEIRA; VISSOCI; OLIVEIRA, 2010. (Adaptado).
Atualmente, os jogos eletrônicos estão cada vez mais presentes na vida da 
maior parte da população mundial. Com esse crescimento, surgem também os 
campeonatos do que fi cou conhecido como e-sports (esporte eletrônico), os 
quais ocorrem em ambientes virtuais. Dessa forma, esse campo angariou diver-
sos investimentos, gerando lucros para múltiplas áreas. A partir disso, os atletas 
começaram a passar por pressões análogas às dos atletas de modalidades pre-
senciais, deparando-se com treinamentos intensos, exigências e autocobrança 
que estimulam sentimentos de depressão, estresse e frustração. 
Com isso em mente, torna-se necessário refl etir sobre a possi-
bilidade da atuação de um psicólogo dentro desse ambiente com 
o objetivo de manter a saúde e o bem-estar dos jogadores e, 
consequentemente, da equipe. Assim sendo, a presença de 
um profi ssional nesse cenário conduz para alguns questio-
namentos fundamentais na busca por qualidade de vida para 
os atletas (Quadro 2). 
PSICOLOGIA DO ESPORTE 86
SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 86 27/09/2021 16:24:33
QUADRO 2. ASPECTOS RELACIONADOS A UM BOM DESEMPENHO DE ATLETAS
Suporte emocional: é essencial em momentos de grande pressão, 
como em fi nais de campeonato, por exemplo. 
Comunicação: diz respeito à integração dos participantes da equipe 
e à resolução dos confl itos entre os membros. 
Confl itos intrapessoais: têm relação com a escuta de problemas 
relativos à vida particular do atleta. 
Lidar com fracassos: relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do
rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. 
Suporte emocionalSuporte emocional
Comunicação
Suporte emocional
Comunicação
Suporte emocional
Comunicação
Suporte emocional
como em fi nais de campeonato, por exemplo. 
Comunicação
Confl itos intrapessoais
Lidar com fracassos
Suporte emocional
como em fi nais de campeonato, por exemplo. 
Comunicação: diz respeito à integração dos participantes da equipe 
e à resolução dos confl itos entre os membros. 
Confl itos intrapessoais
Lidar com fracassos
: é essencial em momentos de grande pressão, 
como em fi nais de campeonato, por exemplo. 
: diz respeito à integração dos participantes da equipe 
e à resolução dos confl itos entre os membros. 
Confl itos intrapessoais
Lidar com fracassos
rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. 
: é essencial em momentos de grande pressão, 
como em fi nais de campeonato, por exemplo. 
: diz respeito à integração dos participantes da equipe 
e à resolução dos confl itos entre os membros. 
Confl itos intrapessoais
Lidar com fracassos
rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. 
: é essencial em momentos de grande pressão, 
como em fi nais de campeonato, por exemplo. 
: diz respeito à integração dos participantes da equipe 
e à resolução dos confl itos entre os membros. 
Confl itos intrapessoais
Lidar com fracassos
rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. 
: é essencial em momentos de grande pressão, 
como em fi nais de campeonato, por exemplo. 
: diz respeito à integração dos participantes da equipe 
e à resolução dos confl itos entre os membros. 
Confl itos intrapessoais
relativos à vida particular do atleta. 
Lidar com fracassos
rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. 
: é essencial em momentos de grande pressão, 
como em fi nais de campeonato, por exemplo. 
: diz respeito à integração dos participantes da equipe 
e à resolução dos confl itos entre os membros. 
Confl itos intrapessoais
relativos à vida particular do atleta. 
Lidar com fracassos
rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. 
: é essencial em momentos de grande pressão, 
como em fi nais de campeonato, por exemplo. 
: diz respeito à integração dos participantes da equipe 
e à resolução dos confl itos entre os membros. 
: têm relação com a escuta de problemas 
relativos à vida particular do atleta. 
: relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do
rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. 
: é essencial em momentos de grande pressão, 
como em fi nais de campeonato, por exemplo. 
: diz respeito à integração dos participantes da equipe 
e à resolução dos confl itos entre os membros. 
: têm relação com a escuta de problemas 
relativos à vida particular do atleta. 
: relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do
rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. 
: é essencial em momentos de grande pressão, 
como em fi nais de campeonato, por exemplo. 
: diz respeito à integração dos participantesda equipe 
e à resolução dos confl itos entre os membros. 
: têm relação com a escuta de problemas 
relativos à vida particular do atleta. 
: relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do
rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. 
: é essencial em momentos de grande pressão, 
como em fi nais de campeonato, por exemplo. 
: diz respeito à integração dos participantes da equipe 
e à resolução dos confl itos entre os membros. 
: têm relação com a escuta de problemas 
relativos à vida particular do atleta. 
: relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do
rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. 
: é essencial em momentos de grande pressão, 
como em fi nais de campeonato, por exemplo. 
: diz respeito à integração dos participantes da equipe 
e à resolução dos confl itos entre os membros. 
: têm relação com a escuta de problemas 
relativos à vida particular do atleta. 
: relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do
rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. 
: é essencial em momentos de grande pressão, 
como em fi nais de campeonato, por exemplo. 
: diz respeito à integração dos participantes da equipe 
e à resolução dos confl itos entre os membros. 
: têm relação com a escuta de problemas 
relativos à vida particular do atleta. 
: relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do
rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. 
: é essencial em momentos de grande pressão, 
: diz respeito à integração dos participantes da equipe 
e à resolução dos confl itos entre os membros. 
: têm relação com a escuta de problemas 
relativos à vida particular do atleta. 
: relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do
rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. 
: é essencial em momentos de grande pressão, 
: diz respeito à integração dos participantes da equipe 
e à resolução dos confl itos entre os membros. 
: têm relação com a escuta de problemas 
relativos à vida particular do atleta. 
: relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do
rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. 
: diz respeito à integração dos participantes da equipe 
: têm relação com a escuta de problemas 
relativos à vida particular do atleta. 
: relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do
rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. 
: diz respeito à integração dos participantes da equipe 
: têm relação com a escuta de problemas 
: relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do
rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. 
: diz respeito à integração dos participantes da equipe 
: têm relação com a escuta de problemas 
: relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do
rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. 
: têm relação com a escuta de problemas 
: relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do
rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. 
: relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do
rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. 
: relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do
rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. 
: relaciona-se a aprender a lutar contra a evitação do
rebaixamento ou minimizar a pressão causada pela torcida do clube. 
É possível encontrar diversas semelhanças ao comparar os esportes tra-
dicionais com os e-sports, o que facilita a coleta de informações no campo 
da Psicologia do Esporte. No entanto, devido ao desenvolvimento científi co e 
tecnológico contínuo nos e-sports, especialmente com o advento dos video-
games e computadores, surge um novo componente: os jogos virtuais, que 
permitem a prática competitiva. 
A partir da literatura, foi possível observar que as alterações psicológi-
cas causadas pelos esportes tradicionais são modifi cadas de acordo com os 
avanços tecnológicos mencionados anteriormente. Segundo Pereira (2014), 
muitos jogadores de videogame o fazem por diversão, mas a maioria dos jo-
gadores profi ssionais treina por mais de 8 horas por dia, sendo que alguns 
chegam a 12 horas em 5 a 7 dias por semana. 
Quando um atleta virtual percebe que está perdendo para outra equipe ou 
quando se depara com ansiedade, medo ou fracasso, isto pode reduzir signi-
fi cativamente seu desempenho normal. Ademais, a dinâmica descontínua do 
ambiente esportivo pode distrair os atletas, levando a um mau desempenho 
e à incapacidade de focar nos estímulos mais adequados. Nos momentos de 
estresse, o uso da conversa interna é uma alternativa para identifi car outros 
estímulos discriminatórios necessários e fundamentalmente importantes 
para o pleno desenvolvimento das habilidades atléticas, como a precaução 
para vencer rodadas, por exemplo. 
A função de voz automatizada é uma regra pré-estabelecida para focar 
nas principais prioridades do momento competitivo vigente. A ideia de re-
pertório individual, neste caso com a fala interior como técnica utilizada para 
refi nar o repertório esportivo, pode auxiliar o atleta a compreender regras 
PSICOLOGIA DO ESPORTE 87
SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 87 27/09/2021 16:24:34
que podem ser empregadas para o autofortalecimento. Já como ouvintes, 
eles são capazes de gerar maior sensibilidade a estímulos discriminatórios 
valiosos e importantes no momento do problema. 
As possíveis intervenções em grupos de atletas foram inspiradas nas ideias 
de Pichon-Rivière (2005), que discorre sobre comportamentos que modifi cam 
o mundo ao mesmo tempo em que transformam e estabelecem uma relação 
dialética entre o indivíduo e o meio no qual ele está inserido. Ademais, na ges-
tão de grupos, é necessária a presença de uma equipe de coordenação res-
ponsável pela interação durante a tarefa ou pré-tarefa (objetivo da tarefa) e a 
posterior avaliação do processo. 
Este grupo possui observadores que tomam notas sobre as falas dos par-
ticipantes e, após discutir os movimentos do grupo em questão, constroem 
uma espécie de linha do tempo em que os vetores estão claramente dispos-
tos. Esses vetores existem em todos os processos grupais e devem ser obser-
vados na comunicação entre os membros, na TV (ambiente de visão dominan-
te), no sistema grupal e na aprendizagem. 
É possível pensar formas de melhorar a prática da terapia de grupo em um 
esporte que foca em uma tarefa específi ca e na coordenação dos membros da 
equipe para um campeonato específi co; assim, a sessão e sua cronologia são 
executadas. Isso posto, Fernandes, Svartman e Fernandes (2003) classifi cam 
alguns grupos de maneira didática (Quadro 3):
Classifi cação do 
trabalho grupal
Intervenções possíveis
Grupos temáticos Grupo de terapia psicanalítica: possui foco em compreender 
temas específi cos acerca do esporte.
Grupos de orientações Grupo diagnóstico: seu objetivo é analisar erros e buscar 
estratégias para desenvolver o rendimento.
Grupos comunitários Grupo de acolhimento: possibilita que os indivíduos tenham 
as mesmas possibilidades e acesso no esporte.
Grupo de terapia psicanalíticaGrupo de terapia psicanalíticaGrupo de terapia psicanalíticaGrupo de terapia psicanalíticaGrupo de terapia psicanalítica
temas específi cos acerca do esporte.
Grupo diagnóstico
Grupo de terapia psicanalítica
temas específi cos acerca do esporte.
Grupo diagnóstico
Grupo de terapia psicanalítica
temas específi cos acerca do esporte.
Grupo diagnóstico
estratégias para desenvolver o rendimento.
Grupo de acolhimento
Grupo de terapia psicanalítica
temas específi cos acerca do esporte.
Grupo diagnóstico
estratégias para desenvolver o rendimento.
Grupo de acolhimento
Grupo de terapia psicanalítica
temas específi cos acerca do esporte.
Grupo diagnóstico
estratégias para desenvolver o rendimento.
Grupo de acolhimento
: possui foco em compreender 
temas específi cos acerca do esporte.
Grupo diagnóstico:seu objetivo é analisar erros e buscar 
estratégias para desenvolver o rendimento.
Grupo de acolhimento
as mesmas possibilidades e acesso no esporte.
: possui foco em compreender 
temas específi cos acerca do esporte.
: seu objetivo é analisar erros e buscar 
estratégias para desenvolver o rendimento.
Grupo de acolhimento
as mesmas possibilidades e acesso no esporte.
: possui foco em compreender 
temas específi cos acerca do esporte.
: seu objetivo é analisar erros e buscar 
estratégias para desenvolver o rendimento.
Grupo de acolhimento
as mesmas possibilidades e acesso no esporte.
: possui foco em compreender 
temas específi cos acerca do esporte.
: seu objetivo é analisar erros e buscar 
estratégias para desenvolver o rendimento.
Grupo de acolhimento
as mesmas possibilidades e acesso no esporte.
: possui foco em compreender 
temas específi cos acerca do esporte.
: seu objetivo é analisar erros e buscar 
estratégias para desenvolver o rendimento.
: possibilita que os indivíduos tenham 
as mesmas possibilidades e acesso no esporte.
: possui foco em compreender 
temas específi cos acerca do esporte.
: seu objetivo é analisar erros e buscar 
estratégias para desenvolver o rendimento.
: possibilita que os indivíduos tenham 
as mesmas possibilidades e acesso no esporte.
: possui foco em compreender 
: seu objetivo é analisar erros e buscar 
estratégias para desenvolver o rendimento.
: possibilita que os indivíduos tenham 
as mesmas possibilidades e acesso no esporte.
: possui foco em compreender 
: seu objetivo é analisar erros e buscar 
estratégias para desenvolver o rendimento.
: possibilita que os indivíduos tenham 
as mesmas possibilidades e acesso no esporte.
: seu objetivo é analisar erros e buscar 
estratégias para desenvolver o rendimento.
: possibilita que os indivíduos tenham 
as mesmas possibilidades e acesso no esporte.
: seu objetivo é analisar erros e buscar 
estratégias para desenvolver o rendimento.
: possibilita que os indivíduos tenham 
as mesmas possibilidades e acesso no esporte.
: seu objetivo é analisar erros e buscar 
: possibilita que os indivíduos tenham 
as mesmas possibilidades e acesso no esporte.
: possibilita que os indivíduos tenham 
as mesmas possibilidades e acesso no esporte.
: possibilita que os indivíduos tenham 
as mesmas possibilidades e acesso no esporte.
: possibilita que os indivíduos tenham 
QUADRO 3. CLASSIFICAÇÃO DO TRABALHO GRUPAL E INTERVENÇÕES POSSÍVEIS
Fonte: FERNANDES; SVARTMAN; FERNANDES, 2003. (Adaptado).
PSICOLOGIA DO ESPORTE 88
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Intervenção psicológica nas lesões esportivas
A Psicologia do Esporte atua em diversos âmbitos e um dos mais importan-
tes diz respeito ao processo de prevenção e reabilitação de doenças. Essa área 
foi desenvolvida devido à alta demanda de treinamento e desempenho por 
parte dos atletas, o que pode deteriorar sua saúde. Assim, a Psicologia do Es-
porte desempenha um papel essencial para a recuperação destes indivíduos, 
especialmente psicologicamente. 
Um passo importante é compreender a ocorrência do evento, o mecanismo 
da lesão, os tipos de intervenção e o tratamento a ser realizado. Além disso, é 
preciso analisar as responsabilidades, os medos e as ansiedades dos praticantes, 
assim como o trauma, o tratamento e a reabilitação. Realizar um diagnóstico 
com as informações coletadas e registradas no dia a dia para determinar a me-
lhor forma de trabalhar com esse atleta é responsabilidade de toda a equipe.
Nesse processo, é importante que os treinadores tenham o máximo de in-
formações possíveis para avaliar a adaptação psicológica dos atletas após uma 
lesão (Quadro 4). 
QUADRO 4. AVALIAÇÃO EM ATLETAS LESIONADOS
Primeira parte: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap-
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
excessivo; e indiferença às lesões e à dor.
Segunda parte: aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní-
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas.
Primeira partePrimeira parte
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
Primeira parte
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
Primeira parte
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
Primeira parte: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap-
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
Segunda parte
: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap-
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
Segunda parte
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap-
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
Segunda parte
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap-
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
Segunda parte
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap-
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
Segunda parte
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdadede adap-
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
: aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní-
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap-
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
excessivo; e indiferença às lesões e à dor.
: aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní-
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap-
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
excessivo; e indiferença às lesões e à dor.
: aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní-
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap-
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
excessivo; e indiferença às lesões e à dor.
: aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní-
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap-
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
excessivo; e indiferença às lesões e à dor.
: aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní-
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas.
: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap-
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
excessivo; e indiferença às lesões e à dor.
: aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní-
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas.
: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap-
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
excessivo; e indiferença às lesões e à dor.
: aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní-
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas.
: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap-
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
excessivo; e indiferença às lesões e à dor.
: aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní-
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas.
: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap-
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
excessivo; e indiferença às lesões e à dor.
: aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní-
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas.
: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap-
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
excessivo; e indiferença às lesões e à dor.
: aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní-
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas.
: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap-
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
excessivo; e indiferença às lesões e à dor.
: aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní-
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas.
: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap-
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
excessivo; e indiferença às lesões e à dor.
: aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní-
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas.
: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap-
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
excessivo; e indiferença às lesões e à dor.
: aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní-
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas.
: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap-
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
excessivo; e indiferença às lesões e à dor.
: aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní-
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas.
: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap-
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
: aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní-
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas.
: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap-
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
: aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní-
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas.
: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap-
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
: aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní-
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas.
: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap-
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
: aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní-
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas.
: observação dos fatores pessoais e contextuais associados à difi culdade de adap-
tação ao trauma, como possíveis motivos do não envolvimento na função de reabilitação, por 
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
: aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní-
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
perda de tempo; e respostas de técnicos e colegas.
exemplo. Há diminuição da força mental após o retorno à atividade física; recorrência de reabilita-
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
: aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní-
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
ção; incapacidade de melhorar a aptidão física; tristeza e indiferença; ansiedade frequente; medo 
: aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní-
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
: aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní-
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
: aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní-
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
: aqui, os treinadores devem prestar atenção às informações desprezadas no iní-
cio do processo e que podem interferir na recuperação, como as questões pessoais, por exem-
plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a plo. Há dor de cabeça; sono; estômago embrulhado; metas de desempenho; preocupação com a 
Durante a prática de esporte, os atletas convivem com fatores cognitivos 
e fi siológicos, além de experimentarem diferentes reações quando vivencian-
do situações estressantes. Essas reações podem ter efeitos positivos diante 
de emoções difíceis, como ansiedade e irritabilidade. Essas sensações podem 
ampliar o foco de atenção e causar alterações fi siológicas como aumento do 
estresse e da ativação do sistema nervoso simpático.
PSICOLOGIA DO ESPORTE 89
SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 89 27/09/2021 16:24:34
Com todas as mudanças geradas, os atletas geralmente são mais suscetí-
veis à tensão muscular, perda de visão e distrações. Esses eventos podem ser 
preditores de lesões e aumentar o risco de entorses, fraturas e distensões de-
vido à redução da flexibilidade, da coordenação e da eficiência muscular, bem 
como do desempenho atlético devido à falta de concentração. 
Além disso, outros fatores, como histórico de lesão induzidapor treinamen-
to, traços de personalidade e mudanças nos níveis de estresse, podem con-
tribuir para um aumento do risco de lesão. Isso posto, quando há uma lesão, 
a Psicologia do Esporte busca estudar e compreender a reação do atleta em 
recuperação para que medidas eficazes possam ser tomadas. 
Após uma lesão, os atletas tendem a entrar em uma fase que envolve a ne-
gação da ocorrência do evento. Assim, compreender a gravidade do problema 
permite entrar na fase de negociação consigo mesmo, o que acelera o processo 
de recuperação (WEINBERG; GOULD, 2016).
Esportes de alto rendimento geralmente envolvem a realização de movimen-
tos rápidos e repetitivos, e a criação de eventos de alto impacto expõe os atletas 
a condições propícias a lesões, como hematomas, fraturas, distensões e luxa-
ções. Nesse contexto, a lesão é uma causa frequente de afastamento temporário 
ou permanente de atletas das mais variadas disciplinas e níveis de habilidade. 
Há muito tempo as lesões são tratadas apenas do ponto de vista biomédico; 
todavia, com as mudanças recentes no âmbito do esporte, o trauma se tornou 
um foco de estudo em outras áreas do conhecimento. Essa mudança se deve 
principalmente às características políticas e econômicas do esporte, que pos-
sui ênfase no alto desempenho atlético.
Há fatores psicológicos intimamente relacionados à predisposição a le-
sões, ao tempo necessário para recuperação e retomada do esporte e ao 
grau de reabilitação bem-sucedida. A habilidade do atleta em evitar lesões 
e gerenciá-las de maneira adequada é fundamental para sua longevidade e 
para o desenvolvimento de seu desempenho atlético. Além disso, o apoio 
social, o controle real sobre o desenvolvimento e a recuperação de lesões 
e experiências de vida não esportivas significativas são fatores que podem 
influenciar o risco de desenvolvimento e reabilitação de lesões. 
Em outras palavras, a taxa de lesões por esforço repetitivo é um fator que 
sugere a necessidade de intervenção psicológica em atletas. Da mesma forma, 
PSICOLOGIA DO ESPORTE 90
SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 90 27/09/2021 16:24:34
praticantes e não praticantes de atividade física enfatizam que os fatores psico-
lógicos e a intervenção de um profissional são excelentes facilitadores das capa-
cidades de reabilitação. Em resumo, monitorar atletas lesionados é uma ativida-
de de psicólogos do esporte que visa reduzir o estresse emocional, aperfeiçoar a 
cognição relacionada ao gerenciamento de problemas e estabelecer ou reforçar 
hábitos, incluindo intervenções direcionadas (WEINBERG; GOLD, 2016).
Entre os fatores psicológicos que interferem na reabilitação, estão presen-
tes traços de personalidade do atleta, nível de motivação para manter a par-
ticipação no esporte, presença de depressão e ansiedade anteriores, gênero, 
nível de estresse atual e humor, entre outros. Os atletas podem desenvolver a 
percepção de que seu valor social está diretamente relacionado ao seu desem-
penho atlético e espera-se que esses sejam mais afetados psicologicamente do 
que aqueles sem essa percepção. 
Esses atletas, por outro lado, são mais propensos a adotar uma estratégia 
de reabilitação mais competente do que outros que não parecem compreen-
der que os esportes de performance, por si só, podem causar lesões. Ademais, 
o aumento de eventos de vida negativos que causam frustração, tristeza e de-
cepção parece estar associado à ocorrência mais frequente de traumas.
A maneira e a qualidade do confronto de um atleta durante os treinamentos 
e competições depende de características individuais, da gravidade da lesão, 
da importância da competição futura e da importância da posição do jogador. 
Isso posto, os atletas devem conviver com os sintomas das lesões diariamente 
durante a fase de tratamento. 
O processo de reabilitação pode 
ser demorado e a disciplina aplicada 
às operações clínicas, cirúrgicas, fisio-
terapêuticas e psicoterapêuticas re-
tardará a recuperação das condições 
técnicas e físicas. Essa sequência de 
situações pode desencorajar os atle-
tas a manterem os procedimentos de 
tratamento ou o desempenho atléti-
co, principalmente se ocorrerem por 
um período relativamente longo.
PSICOLOGIA DO ESPORTE 91
SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 91 27/09/2021 16:24:38
Em resumo, eventos estressores podem levar à diminuição da autoconfian-
ça e causar efeitos psicológicos significativos no desempenho atlético. Movi-
mentos associados ao desenvolvimento de traumas ou que induzem a uma 
sensação de autocontrole derivada de estruturas recém-criadas podem estar 
relacionados ao medo de uma nova lesão e à necessidade de reaplicar o tra-
tamento e as restrições de reabilitação. A gravidade da lesão parece ter uma 
forte influência nas respostas emocionais e cognitivas do atleta lesionado. 
O trauma mais grave costuma ser acompanhado por emoções mais inten-
sas e consequências comportamentais mais óbvias. Por outro lado, à medida 
que a recuperação avança, ela geralmente tende a melhorar as respostas emo-
cionais e está ligada a emoções como esperança e otimismo.
Manter a motivação do atleta em um nível ideal de participação é uma meta 
constante e uma reabilitação bem-sucedida deverá contar com a participação 
de especialistas e diversas tarefas realizadas durante o atendimento médico. 
Isso posto, ressalta-se que a avaliação psicológica das intervenções de reabili-
tação deve ser baseada em uma série de fatores: 
• Estado mental do atleta antes da lesão;
• Tipo e gravidade da lesão;
• Prognóstico da possibilidade de recuperação; 
• Consequências de possíveis lesões na vida do atleta;
• Compreensão do conhecimento apresentado sobre lesões e reabilita-
ção pelos atletas; 
• Reações emocionais expressas pela experiência traumática; 
• Determinação de como os atletas organizam suas ações em resposta 
ao processo de reabilitação.
Há algumas evidências de que o estresse agudo está associado a um 
aumento da probabilidade de lesão e vem daí a importância 
de determinar o estado mental do atleta (WEINBERG; GOULD, 
2016). Há duas hipóteses alternativas e não mu-
tuamente exclusivas para este fenômeno: os 
atletas podem ser feridos por uma combina-
ção de (a) demandas físicas do treinamento e 
(b) ansiedade/sofrimento de contrações mus-
culares involuntárias. 
PSICOLOGIA DO ESPORTE 92
SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 92 27/09/2021 16:24:38
Adicionalmente, ou alternativamente, a necessidade de pres-
tar atenção à experiência estressante acaba competindo com a 
atenção às atividades esportivas, reduzindo a precisão dos mo-
vimentos do atleta e aumentando o risco muscular. O tipo 
de lesão, sua gravidade, o prognóstico de recuperação 
e as possíveis consequências da lesão são parâmetros 
objetivos para determinar possíveis distorções cogniti-
vas. Ou seja: um erro na compreensão do processo e das 
consequências do trauma e da reabilitação pode levar ao 
enfoque nas respostas emocionais e fatores disfuncionais.
O princípio básico é que, se contando com informações confiáveis, os atle-
tas têm menos probabilidade de exibir tendências cognitivas e delírios prejudi-
ciais ao processo e mais chances de se comportarem de acordo com as carac-
terísticas da lesão. A percepção de que seu comportamento pode influenciar a 
recuperação por meio da participação consciente cria expectativas positivas e 
realistas, o que a torna benéfica para o tratamento. 
As estratégias de enfrentamento psicológico podem ser guias de interven-
ção importantes, uma vez que parecem estar associadas a períodos mais cur-
tos de tratamento e reabilitação. Atletas feridos que estabeleceram metas de 
tratamento de curto prazo demonstram uma autotransformação mais positiva. 
Weinberg e Gould (2016) propõem um conjunto de princípios que enfoca os 
fatores psicológicos envolvidos no processo de reabilitação. Assim, segundo os 
autores, a intervenção psicológica deve ter como foco: 
• A busca por intimidadee o desenvolvimento de empatia pelos atletas 
lesionados;
• Apreensão de mais informações sobre acidentes e reabilitação;
• Compreensão de habilidades específicas de controle psicológico do 
atleta;
• Aquisição de habilidades para lidar com contratempos;
• Incentivo do apoio social;
• Troca de experiência com outros atletas que tenham passado por uma 
experiência semelhante. 
Outra estratégia foi reduzir o custo e o tempo de tratamento em quatro 
etapas, as quais são divididas em três categorias (Quadro 5). 
PSICOLOGIA DO ESPORTE 93
SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 93 27/09/2021 16:24:39
Etapa Defi nição
Técnicas de 
relaxamento
Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res-
postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, 
cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, 
entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu-
almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade 
de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental.
Visualização
Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para 
testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura 
positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto-
confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei-
namento visual é empregado para promover a reforma das habili-
dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração 
associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança.
Reconstrução 
cognitiva
É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava-
liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun-
cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente 
e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in-
cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio 
e longo prazo e técnicas de defi nição de metas.
Diálogo interno
Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe-
nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen-
volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de 
autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver-
sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho-
rar sua participação no processo de reabilitação. 
Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res-
postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, 
Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res-
postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, 
cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, 
entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu-
Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res-
postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, 
cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, 
entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu-
almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade 
Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res-
postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, 
cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, 
entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu-
almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade 
de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental.
Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res-
postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, 
cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, 
entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu-
almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade 
de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental.
Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para 
testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura 
Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res-
postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, 
cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, 
entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu-
almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade 
de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental.
Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para 
testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura 
positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto-
confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei-
Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res-
postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, 
cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, 
entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu-
almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade 
de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental.
Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para 
testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura 
positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto-
confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei-
namento visual é empregado para promover a reforma das habili-
dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração 
Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res-
postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, 
cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, 
entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu-
almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade 
de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental.
Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para 
testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura 
positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto-
confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei-
namento visual é empregado para promover a reforma das habili-
dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração 
Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res-
postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, 
cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, 
entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu-
almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade 
de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental.
Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para 
testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura 
positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto-
confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei-
namento visual é empregado para promover a reforma das habili-
dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração 
associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança.
É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava-
Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res-
postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, 
cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, 
entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu-
almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade 
de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental.
Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para 
testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura 
positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto-
confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei-
namento visual é empregado para promover a reforma das habili-
dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração 
associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança.
É utilizada para organizar o processo de raciocíniodo atleta ao ava-
liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun-
cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente 
Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res-
postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, 
cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, 
entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu-
almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade 
de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental.
Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para 
testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura 
positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto-
confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei-
namento visual é empregado para promover a reforma das habili-
dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração 
associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança.
É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava-
liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun-
cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente 
e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in-
cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio 
Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res-
postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, 
cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, 
entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu-
almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade 
de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental.
Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para 
testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura 
positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto-
confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei-
namento visual é empregado para promover a reforma das habili-
dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração 
associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança.
É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava-
liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun-
cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente 
e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in-
cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio 
Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res-
postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, 
cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, 
entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu-
almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade 
de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental.
Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para 
testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura 
positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto-
confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei-
namento visual é empregado para promover a reforma das habili-
dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração 
associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança.
É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava-
liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun-
cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente 
e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in-
cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio 
Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe-
Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res-
postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, 
cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, 
entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu-
almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade 
de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental.
Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para 
testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura 
positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto-
confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei-
namento visual é empregado para promover a reforma das habili-
dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração 
associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança.
É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava-
liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun-
cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente 
e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in-
cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio 
e longo prazo e técnicas de defi nição de metas.
Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe-
nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen-
Utilizadas principalmente para reduzir a tensão muscular e as res-
postas emocionais inadequadas. Entre as técnicas de relaxamento, 
cita-se a meditação, o treinamento autógeno, a hipnose, a ioga, 
entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu-
almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade 
de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental.
Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para 
testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura 
positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto-
confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei-
namento visual é empregado para promover a reforma das habili-
dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração 
associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança.
É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava-
liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun-
cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente 
e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in-
cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio 
e longo prazo e técnicas de defi nição de metas.
Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe-
nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen-
volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de 
autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver-
sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho-
entre outros. Também podem ser empregadas para relaxar gradu-
almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade 
de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental.
Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para 
testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura 
positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto-
confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei-
namento visual é empregado para promover a reforma das habili-
dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração 
associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança.
É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava-
liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun-
cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente 
e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in-
cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio 
e longo prazo e técnicas de defi nição de metas.
Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe-
nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen-
volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de 
autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver-
sa interna também se aplica a atletaspersonalidade e autoestima), sendo separada da Educação Física e 
da Fisiologia, como uma área independente. Assim, consultores aplicavam ao 
esporte os esforços desenvolvidos nas disciplinas, trabalhando com equipe e 
atletas. Contudo, foi a partir da década de 1970 que a PE realmente começou a 
ser reconhecida e expandida para diferentes países, devido a novos estudos. 
Com mais integrantes, a área passou a ser aceita e respeitada, mas não sem 
passar por alguns conflitos, como questões da prática profissional, definição de 
qualificação, aspectos de padrões éticos, entre outros. 
No Brasil, a PE surgiu no final da década de 1970, relacionada à Psicologia 
clínica e educacional e ampliada com a participação de diferentes psicólogos, 
tendo como foco o futebol. Após esse período, ela ultrapassou limites, englo-
bando outras modalidades com a ajuda do psicólogo Mauro Lopes de Almeida. 
Assim, os profissionais passaram a ocupar espaços em centros olímpicos, além 
de treinamentos e pesquisa, sendo desenvolvido um trabalho de acompanha-
mento psicológico (MORETTI, 2004). No mesmo período, a Sociedade Brasileira 
de Psicologia do Esporte, da Atividade Física e da Recreação (Sobrape) foi fun-
dada, tendo como presidente o Professor Doutor Benno Becker Júnior. Já em 
2006, foi construída, por psicólogos e profissionais de Educação Física, a Asso-
ciação Brasileira de Psicologia do Esporte (Abrapesp), com o objetivo de refletir 
e estimular estudos e práticas da PE no país. 
PSICOLOGIA DO ESPORTE 15
SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 15 27/09/2021 14:48:05
O Brasil lidera o número de pesquisas e trabalhos publicados, de congres-
sos e de laboratórios da temática (localizados, sobretudo, na região Sul), quan-
do comparado aos países da América Latina. No entanto, em relação ao enfo-
que mundial, considera-se que o desenvolvimento foi mais rápido nos Estados 
Unidos e no continente europeu (Quadro 2). Nessa perspectiva, a PE pode ser 
encarada como um ramo emergente no cenário nacional.
QUADRO 2. ACONTECIMENTOS RELACIONADOS À PE NO MUNDO
Ano Acontecimento
1945-1957 A PE é integrada na grade curricular dos cursos de Educação Física na União 
Soviética.
1950 O Instituto de Cultura Física, localizado em Leipzig, é reorganizado com ajuda da 
União Soviética.
1951
O pesquisador J. Lawther escreve o livro Psychology of Coaching, nos Estados 
Unidos, explicando a relação entre investigação e aplicação do trabalho 
desenvolvido por treinadores.
1956 É realizado o primeiro congresso com psicólogos do esporte na União Soviética.
1960 É apresentado no livro Psicologia da Educação Física e Desporto, escrito por P. 
Rudick, uma estrutura dos conteúdos voltados para a área.
1960
É publicado o livro Science and medicine for exercise and sport, por W. Johnson, 
nos Estados Unidos, contendo as principais investigações sobre personalidade e 
esporte, exercício e saúde mental. 
1961 E. Geron. publica um manual de psicologia para estudantes de Educação Física.
1963 É publicado um livro de PE que resumia o conhecimento alemão em relação à 
área.
1962-1964 São publicados livros sobre PE na Checoslováquia e psicólogos começam a 
trabalhar com a equipe olímpica para os Jogos Olímpicos de Tóquio.
1964
B. Olgive e R. Tutko passam a trabalhar com atletas que estão a nível olímpico, 
com universitários e com diferentes profissionais da modalidade. Além disso, B. 
Cratty publica o Movement behavior and motor learning.
Fonte: ARAÚJO, 2002, p. 18. (Adaptado).
Estudos nacionais demonstram que a PE cresce em núcleos, isto é, só é 
possível identificar mudanças e impactos em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, 
Rio Grande do Sul e em alguns estados do Norte e Nordeste, havendo pouca 
comunicação entre esses polos, o que dificulta a compreensão da área e seu 
desenvolvimento no País. Nessa direção, considerando que a PE nacional pos-
PSICOLOGIA DO ESPORTE 16
SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 16 27/09/2021 14:48:05
sa estar dando ainda seus primeiros passos, profi ssionais da área 
acreditam e defendem seu potencial, uma vez que afi rmam es-
tar empenhados, publicando artigos internacionais, construin-
do testes específi cos e participando de congressos.
Áreas de atuação da Psicologia do Esporte
Por volta da década de 1980, havia três possibilidades de atuação com a PE: 
de forma clínica; com atletas e equipes esportivas em centros de treinamento; 
e no âmbito acadêmico. Contudo, com o desenvolvimento da teoria, deu-se im-
pulso ao campo prático, com aumento de profi ssionais e trabalhos científi cos, 
aumentando também o número de programas de pós-graduação lato sensu. 
CONTEXTUALIZANDO
A ampliação das atuações do psicólogo no esporte tem como premissa 
permitir explorar diferentes pessoas que buscam a atividade física. Des-
sa forma, não trabalha apenas com atletas profi ssionais, que buscam o 
esporte para competição, tornando a PE mais aberta e capaz de auxiliar 
outras pessoas e promovendo emoções positivas. 
Considerando os campos ensino, pesquisa e intervenção, o psicólogo 
esportivo tem como possibilidades trabalhar como professor, consultor e 
pesquisador.
• Professor: atua ensinando e compartilhando conhecimento com base em 
sua especialidade;
• Pesquisa: investiga, explora e avalia as diferentes atuações, buscando de-
senvolver o conhecimento de instrumentos, avaliações, intervenções e outras 
estratégias;
• Consultor: planeja e aplica intervenções com o objetivo de realizar psico-
diagnósticos e indicar pontos a serem desenvolvidos. 
No entanto, a formação do profi ssional ainda é tida como limitada, visto que 
a PE não está presente na maioria dos cursos de Psicologia ou está presente 
apenas como disciplina eletiva. Assim, apesar do crescimento e da ampliação 
das atuações, ainda é mantido o foco nos profi ssionais da Educação Física. As 
possibilidades de atuação estão descritas no Quadro 3.
PSICOLOGIA DO ESPORTE 17
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QUADRO 3. ÁREAS DE ATUAÇÃO
Área de atuação Defi nição
Esporte de 
rendimento
Trata-se de um campo com o objetivo de melhorar e otimizar 
a performance, de maneira formal e institucionalizada. Nessa 
direção, o psicólogo analisa e realiza intervenções com base nos 
determinantes psíquicos que podem interferir no rendimento do 
atleta ou da equipe esportiva.
Esporte escolar
Diz respeito à formação e aos princípios socioeducativos. Assim, 
tem o objetivo de desenvolver habilidades sociais em quem pratica 
esporte, auxiliando em sua vida e, por consequência, na sociedade 
em que está inserido. Diante disso, o psicólogo busca compreender 
e verifi car os processos voltados à educação e socialização 
inerentes à prática da atividade esportiva, bem como seu refl exo no 
processo de desenvolvimento.
Esporte recreativo
O psicólogo tem como fi nalidade observar e verifi car a análise de 
comportamento das diferentes faixas etárias, e também o ambiente 
e as classes socioeconômicas, pois a prática esportiva nessa área 
visa ao bem-estar de todos os participantes.
Esporte de 
reabilitação
Está direcionado ao trabalho de prevenção e à intervenção de 
pessoas que foram lesionadas durante a prática esporte, como 
também de pessoas com defi ciência.
Fonte: SAMULSKI, 1995, n.p. (Adaptado). 
É importante, dessa forma, ressaltar que as pesquisas de PE têm por ob-
jetivo abranger processos de avaliação, estratégias e aplicações de interven-
ções, bem como análises dos comportamentos e atitudes, compreendendo os 
efeitos do esporte em seu praticante e possibilitando melhores resultados de 
desempenho, bem-estar e saúde (física e mental). 
A relação mente/corpo e fatores de bem-estar e saúde 
mental
É notável que as pessoas têm cada vez mais procurado profi ssionais e méto-
dos para manterem a qualidade de vida, seja com relação à alimentação, situa-
ção fi nanceira ou prática regular de atividades físicas. Nesse âmbito, a PE busca 
trabalhar não apenas com os atletas, mas também com árbitros,lesionados e objetiva melho-
almente e respirar fundo. Essas técnicas estão ligadas à habilidade 
de o atleta realizar movimentos e ações de visualização mental.
Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para 
testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura 
positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto-
confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei-
namento visual é empregado para promover a reforma das habili-
dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração 
associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança.
É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava-
liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun-
cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente 
e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in-
cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio 
e longo prazo e técnicas de defi nição de metas.
Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe-
nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen-
volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de 
autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver-
sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho-
Atletas lesionados utilizam técnicas de visualização mental para 
testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura 
positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto-
confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei-
namento visual é empregado para promover a reforma das habili-
dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração 
associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança.
É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava-
liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun-
cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente 
e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in-
cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio 
e longo prazo e técnicas de defi nição de metas.
Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe-
nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen-
volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de 
autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver-
sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho-
rar sua participação no processo de reabilitação. 
testar e praticar exercícios de reabilitação, manter uma postura 
positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto-
confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei-
namento visual é empregado para promover a reforma das habili-
dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração 
associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança.
É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava-
liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun-
cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente 
e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in-
cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio 
e longo prazo e técnicas de defi nição de metas.
Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe-
nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen-
volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de 
autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver-
sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho-
rar sua participação no processo de reabilitação. 
positiva e aumentar seu nível de motivação, relaxamento e auto-
confi ança. Ademais, durante o retorno à atividade esportiva, o trei-
namento visual é empregado para promover a reforma das habili-
dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração 
associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança.
É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava-
liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun-
cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente 
e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in-
cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio 
e longo prazo e técnicas de defi nição de metas.
Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe-
nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen-
volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de 
autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver-
sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho-
rar sua participação no processo de reabilitação. 
namento visual é empregado para promover a reforma das habili-
dades motoras, controlar a ansiedade, reduzir o nível de frustração 
associado ao desempenho e aumentar a autoconfi ança.
É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava-
liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun-
cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente 
e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in-
cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio 
e longo prazo e técnicas de defi nição de metas.
Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe-
nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen-
volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de 
autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver-
sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho-
rar sua participação no processo de reabilitação. 
É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava-
liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun-
cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente 
e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in-
cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio 
e longo prazo e técnicas de defi nição de metas.
Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe-
nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen-
volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de 
autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver-
sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho-
rar sua participação no processo de reabilitação. 
É utilizada para organizar o processo de raciocínio do atleta ao ava-
liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun-
cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente 
e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in-
cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio 
e longo prazo e técnicas de defi nição de metas.
Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe-
nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen-
volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de 
autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver-
sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho-
rar sua participação no processo de reabilitação. 
liar a experiência traumática e reabilitá-lo de forma prática e fun-
cional, gerando padrões de resposta emocional espontaneamente 
e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in-
cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio 
e longo prazo e técnicas de defi nição de metas.
Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe-
nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen-
volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de 
autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver-
sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho-
rar sua participação no processo de reabilitação. 
e de maneira mais efi caz. Técnicas de reconstrução cognitiva in-cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio 
Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe-
nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen-
volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de 
autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver-
sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho-
rar sua participação no processo de reabilitação. 
cluem treinamento de estresse, defi nição de metas de curto, médio 
Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe-
nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen-
volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de 
autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver-
sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho-
rar sua participação no processo de reabilitação. 
Refere-se a focar a atenção em fatores relacionados ao desempe-
nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen-
volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de 
autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver-
sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho-
rar sua participação no processo de reabilitação. 
nho do atleta a fi m de obter maior controle sobre o próprio desen-
volvimento do desempenho esportivo e defi nir parâmetros de 
autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver-
sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho-
rar sua participação no processo de reabilitação. 
autorreforço. O desenvolvimento de métodos funcionais de conver-
sa interna também se aplica a atletas lesionados e objetiva melho-
QUADRO 5. ETAPAS PARA O PROCESSO DE REABILITAÇÃO
Fonte: WEINBERG; GOULD, 2016. (Adaptado).
QUADRO 6. ESTÁGIOS NO PROCESSO DE REABILITAÇÃO
Autoaperfeiçoamento: administrado na forma de recompensas quando o atleta 
atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação.
Apresentação de instruções de uso: inclui o máximo fornecimento possível 
de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial 
impacto dessas experiências na carreira esportiva.
AutoaperfeiçoamentoAutoaperfeiçoamentoAutoaperfeiçoamentoAutoaperfeiçoamentoAutoaperfeiçoamentoAutoaperfeiçoamento
atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação.
Apresentação de instruções de uso
Autoaperfeiçoamento
atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação.
Apresentação de instruções de uso
de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial 
Autoaperfeiçoamento: administrado na forma de recompensas quando o atleta 
atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação.
Apresentação de instruções de uso
de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial 
: administrado na forma de recompensas quando o atleta 
atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação.
Apresentação de instruções de uso
de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial 
: administrado na forma de recompensas quando o atleta 
atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação.
Apresentação de instruções de uso
de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial 
: administrado na forma de recompensas quando o atleta 
atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação.
Apresentação de instruções de uso
de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial 
impacto dessas experiências na carreira esportiva.
: administrado na forma de recompensas quando o atleta 
atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação.
Apresentação de instruções de uso
de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial 
impacto dessas experiências na carreira esportiva.
: administrado na forma de recompensas quando o atleta 
atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação.
Apresentação de instruções de uso
de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial 
impacto dessas experiências na carreira esportiva.
: administrado na forma de recompensas quando o atleta 
atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação.
Apresentação de instruções de uso
de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial 
impacto dessas experiências na carreira esportiva.
: administrado na forma de recompensas quando o atleta 
atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação.
Apresentação de instruções de uso
de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial 
impacto dessas experiências na carreira esportiva.
: administrado na forma de recompensas quando o atleta 
atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação.
Apresentação de instruções de uso
de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial 
impacto dessas experiências na carreira esportiva.
: administrado na forma de recompensas quando o atleta 
atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação.
: inclui o máximo fornecimento possível 
de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial 
impacto dessas experiências na carreira esportiva.
: administrado na forma de recompensas quando o atleta 
atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação.
: inclui o máximo fornecimento possível 
de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial 
impacto dessas experiências na carreira esportiva.
: administrado na forma de recompensas quando o atleta 
atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação.
: inclui o máximo fornecimento possível 
de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial 
impacto dessas experiências na carreira esportiva.
: administrado na forma de recompensas quando o atleta 
atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação.
: inclui o máximo fornecimento possível 
de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial 
impacto dessas experiências na carreira esportiva.
: administrado na forma de recompensas quando o atleta 
atinge as metas estabelecidas durante a reabilitação.
: inclui o máximo fornecimento possível 
de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial 
impacto dessas experiências na carreira esportiva.
: administrado na forma de recompensas quando o atleta 
: inclui o máximo fornecimento possível 
de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial 
impacto dessas experiências na carreira esportiva.
: administrado na forma de recompensas quando o atleta 
: inclui o máximo fornecimento possível 
de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial 
impacto dessas experiências na carreira esportiva.
: administrado na forma de recompensas quando o atleta 
: inclui o máximo fornecimento possível 
de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial 
impacto dessas experiências na carreira esportiva.
: inclui o máximo fornecimento possível 
de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial 
impacto dessas experiências na carreira esportiva.
: inclui o máximo fornecimento possível 
de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial 
: inclui o máximo fornecimento possível 
de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial 
: inclui o máximo fornecimento possível 
de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial de informações factuais sobre a lesão, o processo de reabilitação e o potencial 
Além das etapas descritas, o processo de reabilitação ainda possui dois ou-
tros estágios (Quadro 6).
PSICOLOGIA DO ESPORTE 94
SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 94 27/09/2021 16:24:39
A Psicologia do Esporte e a intersetorialidade 
O debate sobre a intersetorialidade cresceu no fi nal dos anos 1970 quando 
as sociedadescapitalistas enfrentaram uma nova crise do neoliberalismo. Nes-
te, a indústria focava na redução de custos operacionais e possuía diferentes 
formas de lidar com questões complexas. Nesse sentido, argumenta-se que 
a intersetorialidade é vista apenas como uma forma de otimizar recursos, ao 
passo que a descentralização é frequentemente utilizada para neutralizar re-
gulamentações nacionais redundantes, não a democratização. 
Isso posto, a descentralização possibilita a interdisciplinaridade em prol da 
promoção da inclusão social. Em relação ao conceito de intersecção, esta diz 
respeito à integração das diferentes disciplinas e da sociedade civil para resol-
ver os problemas sociais.
Essa integração pode ser alcançada por meio de comunicação, interação e 
compartilhamento de conhecimento sobre objetivos comuns. Ressalta-se que 
o potencial para o comportamento interdisciplinar está na efi cácia do compor-
tamento coordenado e nas sinergias entre os diferentes setores. 
De uma perspectiva interna e externa, ao vincular a intersetorialidade ao 
conceito de redes, esse modelo surge como uma nova forma de gestão, não 
fragmentação: integração, esclarecimento de conhecimento e serviço e/ou 
parcerias, propondo, dessa forma, a concepção de uma rede de necessária ao 
indivíduo que pratica atividades físicas.
A intersetorialidade é um modelo de gestão de políticas públicas que tem 
como objetivo compartilhar responsabilidades, objetivos e recursos de forma 
a respeitar a autonomia de cada setor e a interdependência mútua. Na imple-
mentação de políticas públicas, a intersecção é um processo político e, portanto, 
é necessário considerar as contradições, limitações e obstáculos 
no esclarecimento do campo, além de analisar o comportamen-
to entre as partes, considerando a possibilidade de 
confl itos e obstáculos em seu relacionamento. Os 
riscos identifi cados neste tipo de gestão incluem 
problemas relacionados a atrasos, altos custos 
de transação, complexidade de processos e res-
ponsabilidade pelas ações.
PSICOLOGIA DO ESPORTE 95
SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 95 27/09/2021 16:24:39
A divisão de especialidades tornou-se uma característica fundamental do 
processo de busca de conhecimento e, por isso, alguns pesquisadores têm 
enfatizado a importância da pesquisa interdisciplinar para a análise integral 
dos problemas e o desenvolvimento de estratégias de gestão intersetoriais, 
visando promover de forma mais efi caz as melhores práticas. Assim, o plano 
de ação conjunto proporciona o conhecimento para a resolução dos problemas 
identifi cados e condições para seu esclarecimento, bem como a integração das 
atividades práticas dos departamentos.
Uma ferramenta importante para a implementação da gestão transversal 
é a facilitação dos mecanismos que suportam os fl uxos de diálogo e comu-
nicação, aspectos que nos permitem comparar as diferenças entre os atores 
envolvidos a partir de três abordagens observadas no Quadro 7.
Abordagem Defi nição
Intersetorialidade 
como complementaridade 
de setores
Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi-
dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús-
tria para fazer negócios. 
A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam 
acessíveis de acordo com os problemas da população. Além 
disso, a interseção não nega a divisão existente, mas reco-
nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa 
abordagem, a intersetorialidade é uma nova modalidade de 
atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir 
de esclarecimento integrado de políticas públicas.
Intersetorialidade 
como prática
Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte-
gram novos espaços construídos por contribuições da indús-
tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma 
estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade 
da disciplina e permitindo o aprendizado contínuo. 
Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares 
possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação 
às questões populacionais, permitindo que cada setor contri-
bua claramente para sua própria perspectiva industrial.
Intersetorialidade 
como princípio de 
gestão de redes
Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção 
de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, 
a ligação e a associação dos comportamentos complementa-
res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul-
neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais.
Propõe a interdependência dos serviços a serem prestados, 
afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para 
participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar 
comportamentos e conhecimentos interseccionais.
Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi-
dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús-
Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi-
dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús-
A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam 
Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi-
dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús-
A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam 
acessíveis de acordo com os problemas da população. Além 
Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi-
dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús-
A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam 
acessíveis de acordo com os problemas da população. Além 
disso, a interseção não nega a divisão existente, mas reco-
nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa 
Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi-
dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús-
A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam 
acessíveis de acordo com os problemas da população. Além 
disso, a interseção não nega a divisão existente, mas reco-
nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa 
abordagem, a intersetorialidade é uma nova modalidade de 
atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir 
Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi-
dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús-
tria para fazer negócios. 
A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam 
acessíveis de acordo com os problemas da população. Além 
disso, a interseção não nega a divisão existente, mas reco-
nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa 
abordagem, a intersetorialidade é uma nova modalidade de 
atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir 
Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte-
Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi-
dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús-
tria para fazer negócios. 
A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam 
acessíveis de acordo com os problemas da população. Além 
disso, a interseção não nega a divisão existente, mas reco-
nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa 
abordagem, a intersetorialidade é uma nova modalidade de 
atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir 
de esclarecimento integrado de políticas públicas.
Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte-
gram novos espaços construídos por contribuições da indús-
Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi-
dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús-
tria para fazer negócios. 
A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam 
acessíveis de acordo com os problemas da população. Além 
disso, a interseção não nega a divisão existente, mas reco-
nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa 
abordagem, a intersetorialidade é uma nova modalidade de 
atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir 
de esclarecimentointegrado de políticas públicas.
Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte-
gram novos espaços construídos por contribuições da indús-
tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma 
estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade 
Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi-
dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús-
tria para fazer negócios. 
A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam 
acessíveis de acordo com os problemas da população. Além 
disso, a interseção não nega a divisão existente, mas reco-
nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa 
abordagem, a intersetorialidade é uma nova modalidade de 
atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir 
de esclarecimento integrado de políticas públicas.
Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte-
gram novos espaços construídos por contribuições da indús-
tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma 
estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade 
Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares 
Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi-
dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús-
tria para fazer negócios. 
A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam 
acessíveis de acordo com os problemas da população. Além 
disso, a interseção não nega a divisão existente, mas reco-
nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa 
abordagem, a intersetorialidade é uma nova modalidade de 
atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir 
de esclarecimento integrado de políticas públicas.
Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte-
gram novos espaços construídos por contribuições da indús-
tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma 
estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade 
da disciplina e permitindo o aprendizado contínuo. 
Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares 
possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação 
às questões populacionais, permitindo que cada setor contri-
Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi-
dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús-
A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam 
acessíveis de acordo com os problemas da população. Além 
disso, a interseção não nega a divisão existente, mas reco-
nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa 
abordagem, a intersetorialidade é uma nova modalidade de 
atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir 
de esclarecimento integrado de políticas públicas.
Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte-
gram novos espaços construídos por contribuições da indús-
tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma 
estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade 
da disciplina e permitindo o aprendizado contínuo. 
Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares 
possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação 
às questões populacionais, permitindo que cada setor contri-
bua claramente para sua própria perspectiva industrial.
Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi-
dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús-
A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam 
acessíveis de acordo com os problemas da população. Além 
disso, a interseção não nega a divisão existente, mas reco-
nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa 
abordagem, a intersetorialidade é uma nova modalidade de 
atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir 
de esclarecimento integrado de políticas públicas.
Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte-
gram novos espaços construídos por contribuições da indús-
tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma 
estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade 
da disciplina e permitindo o aprendizado contínuo. 
Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares 
possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação 
às questões populacionais, permitindo que cada setor contri-
bua claramente para sua própria perspectiva industrial.
Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção 
de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, 
Defi ne a possibilidade de novas formas de atender às necessi-
dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús-
A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam 
acessíveis de acordo com os problemas da população. Além 
disso, a interseção não nega a divisão existente, mas reco-
nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa 
abordagem, a intersetorialidade é uma nova modalidade de 
atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir 
de esclarecimento integrado de políticas públicas.
Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte-
gram novos espaços construídos por contribuições da indús-
tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma 
estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade 
da disciplina e permitindo o aprendizado contínuo. 
Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares 
possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação 
às questões populacionais, permitindo que cada setor contri-
bua claramente para sua própria perspectiva industrial.
Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção 
de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, 
a ligação e a associação dos comportamentos complementa-
res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul-
dades dos indivíduos a partir da complementaridade da indús-
A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam 
acessíveis de acordo com os problemas da população. Além 
disso, a interseção não nega a divisão existente, mas reco-
nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa 
abordagem, a intersetorialidade é uma nova modalidade de 
atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir 
de esclarecimento integrado de políticas públicas.
Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte-
gram novos espaços construídos por contribuições da indús-
tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma 
estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade 
da disciplina e permitindo o aprendizado contínuo. 
Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares 
possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação 
às questões populacionais, permitindo que cada setor contri-
bua claramente para sua própria perspectiva industrial.
Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção 
de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, 
a ligação e a associação dos comportamentos complementa-
res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul-
neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais.
Propõe a interdependência dos serviços a serem prestados, 
A ideia é que o conhecimento e as ações de cada política sejam 
acessíveis de acordo com os problemas da população. Além 
disso, a interseção não nega a divisão existente, mas reco-
nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa 
abordagem, a intersetorialidade é uma nova modalidade de 
atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir 
de esclarecimento integrado de políticas públicas.
Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte-
gram novos espaços construídos por contribuições da indús-
tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma 
estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade 
da disciplina e permitindo o aprendizado contínuo. 
Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares 
possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação 
àsquestões populacionais, permitindo que cada setor contri-
bua claramente para sua própria perspectiva industrial.
Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção 
de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, 
a ligação e a associação dos comportamentos complementa-
res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul-
neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais.
Propõe a interdependência dos serviços a serem prestados, 
afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para 
participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar 
nhece seu domínio para quaisquer conexões. Segundo essa 
abordagem, a intersetorialidade é uma nova modalidade de 
atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir 
de esclarecimento integrado de políticas públicas.
Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte-
gram novos espaços construídos por contribuições da indús-
tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma 
estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade 
da disciplina e permitindo o aprendizado contínuo. 
Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares 
possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação 
às questões populacionais, permitindo que cada setor contri-
bua claramente para sua própria perspectiva industrial.
Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção 
de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, 
a ligação e a associação dos comportamentos complementa-
res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul-
neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais.
Propõe a interdependência dos serviços a serem prestados, 
afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para 
participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar 
atuação que mobiliza sujeitos, campos e saberes para servir 
Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte-
gram novos espaços construídos por contribuições da indús-
tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma 
estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade 
da disciplina e permitindo o aprendizado contínuo. 
Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares 
possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação 
às questões populacionais, permitindo que cada setor contri-
bua claramente para sua própria perspectiva industrial.
Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção 
de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, 
a ligação e a associação dos comportamentos complementa-
res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul-
neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais.
Propõe a interdependência dos serviços a serem prestados, 
afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para 
participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar 
comportamentos e conhecimentos interseccionais.
Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte-
gram novos espaços construídos por contribuições da indús-
tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma 
estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade 
da disciplina e permitindo o aprendizado contínuo. 
Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares 
possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação 
às questões populacionais, permitindo que cada setor contri-
bua claramente para sua própria perspectiva industrial.
Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção 
de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, 
a ligação e a associação dos comportamentos complementa-
res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul-
neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais.
Propõe a interdependência dos serviços a serem prestados, 
afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para 
participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar 
comportamentos e conhecimentos interseccionais.
Aqui, as práticas são baseadas em questões específi cas e inte-
gram novos espaços construídos por contribuições da indús-
tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma 
estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade 
da disciplina e permitindo o aprendizado contínuo. 
Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares 
possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação 
às questões populacionais, permitindo que cada setor contri-
bua claramente para sua própria perspectiva industrial.
Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção 
de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, 
a ligação e a associação dos comportamentos complementa-
res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul-
neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais.
Propõe a interdependência dos serviços a serem prestados, 
afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para 
participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar 
comportamentos e conhecimentos interseccionais.
tria. Portanto, a intersetorialidade pode ser vista como uma 
estrutura helicoidal, satisfazendo o acúmulo e a variabilidade 
da disciplina e permitindo o aprendizado contínuo. 
Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares 
possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação 
às questões populacionais, permitindo que cada setor contri-
bua claramente para sua própria perspectiva industrial.
Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção 
de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, 
a ligação e a associação dos comportamentos complementa-
res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul-
neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais.
Propõe a interdependência dos serviços a serem prestados, 
afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para 
participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar 
comportamentos e conhecimentos interseccionais.
Esta abordagem permite que as atividades interdisciplinares 
possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação 
às questões populacionais, permitindo que cada setor contri-
bua claramente para sua própria perspectiva industrial.
Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção 
de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, 
a ligação e a associação dos comportamentos complementa-
res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul-
neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais.
Propõe a interdependência dos serviços a serem prestados, 
afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para 
participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar 
comportamentos e conhecimentos interseccionais.
possibilitem abordagens e preocupações comuns em relação 
às questões populacionais, permitindo que cada setor contri-
bua claramente para sua própria perspectiva industrial.
Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção 
de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, 
a ligação e a associação dos comportamentos complementa-
res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul-
neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais.
Propõe a interdependência dos serviços a serem prestados, 
afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para 
participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar 
comportamentos e conhecimentos interseccionais.
Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção 
de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, 
a ligação e a associação dos comportamentos complementa-
res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul-
neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais.
Propõe a interdependência dos serviços a seremprestados, 
afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para 
participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar 
comportamentos e conhecimentos interseccionais.
Considera a intersetorialidade como diretriz para a construção 
de redes entrelaçadas. O termo “rede” evidencia a articulação, 
a ligação e a associação dos comportamentos complementa-
res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul-
neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais.
Propõe a interdependência dos serviços a serem prestados, 
afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para 
participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar 
comportamentos e conhecimentos interseccionais.
a ligação e a associação dos comportamentos complementa-
res, as relações horizontais entre os sócios, os segmentos vul-
neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais.
Propõe a interdependência dos serviços a serem prestados, 
afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para 
participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar 
comportamentos e conhecimentos interseccionais.
neráveis da empresa e a gestão holística dos riscos sociais.
Propõe a interdependência dos serviços a serem prestados, 
afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para 
participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar 
comportamentos e conhecimentos interseccionais.
afi rmando que diversos sujeitos podem ser mobilizados para 
participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar 
comportamentos e conhecimentos interseccionais.
participar dos processos de gestão das políticas sociais e gerar 
QUADRO 7. ABORDAGENS DA INTERSETORIALIDADE
PSICOLOGIA DO ESPORTE 96
SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 96 27/09/2021 16:24:40
Políticas públicas no esporte educacional
Até o momento, diversas iniciativas e ações foram realizadas dentro do Progra-
ma Segundo Tempo (PST), o qual oferta práticas esportivas para jovens de áreas 
vulneráveis e que participam da rede pública de ensino. Algumas foram criadas 
e permanecem, ao passo que outras foram modifi cadas ou mesmo não existem 
mais. Nesse sentido, a coordenadora do Projeto Memória, que participa do PST 
desde 2009, concebeu o Projeto Especial no segundo semestre do programa 
(2013-2014), ampliando os métodos inclusivos por meio da educação esportiva. 
Dadas as inúmeras iniciativas que ocorrem diariamente nas diversas loca-
lidades do País, é difícil documentar todas as ações de todos os programas. 
Portanto, pretende-se abordar as principais iniciativas com características evi-
dentes na gestão interdisciplinar: 
• Diretrizes do PST (2003): não são detectados elementos da gestão in-
tersetorial. Têm como objetivo enfatizar a prática do esporte educacio-
nal dentro da escola; 
• Diretrizes do PST (2004): contêm estratégias para a construção de 
alianças e parcerias institucionais com governos estaduais, prefeituras 
e organizações não governamentais, entre outros, que tenham relação 
direta com o público-alvo e conheçam sua realidade.
Os programas são uma iniciativa do Ministério do Esporte como parte da 
parceria com o MEC e visam democratizar o acesso ao esporte de crianças e 
jovens matriculados em escolas públicas brasileiras. Para os princípios meto-
dológicos do programa, objetivos específi cos que ressaltam as ações de inter-
setorialidade devem ser estabelecidos, como: 
• Contribuir para a educação e a inclusão social; 
• Auxiliar o caráter da educação continuada e integrada 
pelo esporte, favorecendo o desenvolvimento das 
atividades educacionais; 
• Colaborar para a redução do tempo de exposi-
ção de crianças e adolescentes a situações so-
ciais de risco (violência, trabalho infantil e fome, 
entre outros); 
• Apoiar ações para erradicar o trabalho infantil; 
PSICOLOGIA DO ESPORTE 97
SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 97 27/09/2021 16:24:40
• Contribuir para a redução das taxas de evasão e de retenção de crian-
ças e jovens; 
• Apoiar a geração de emprego e renda por meio de campanhas para o 
mercado esportivo nacional.
Na explicação relativa ao programa, sugeriu-se que os centros esporti-
vos operem no espaço do campus, demonstrando integração entre as ins-
tituições em questões de infraestrutura. No que se refere à distribuição de 
roupa desportiva em escolas, merecem destaque as ações integradas no 
projeto Pintando a Liberdade. 
Além disso, são disponibilizados materiais técnico-educativos de apoio a 
ações do programa articuladas com a mídia em diversas áreas, como educação 
física e esportes escolares, cultura, entretenimento e jogos cooperativos, etnia, 
educação especial, gênero e nutrição. Essas áreas são consideradas temas re-
lacionados ao esporte aplicáveis a atividades educacionais. 
Transição de carreira no esporte
O prolongamento da carreira esportiva, que não é privilégio de nenhum 
esporte em particular, remete à ideia de que o ampliamento da expectativa 
de vida de uma pessoa leva à rejeição de algo que pertence ao processo vital. 
Isso ocorre porque, em geral, as mudanças de estado evidenciam a inexorável 
vulnerabilidade humana. As questões estruturais e de sustentabilidade estão 
mais ou menos presentes para a maioria dos profi ssionais, tanto no contexto 
esportivo quanto no empresarial. 
A carreira esportiva abrange uma gama de decisões e ações de um pratican-
te, desde consultar e selecionar o esporte até sua prática e a aposentadoria. 
Situações imprevistas obrigam os atletas a se adaptarem a diferen-
tes aspectos de sua vida e esses ajustes e adaptações diferem em 
alguns aspectos de outros tipos de profi ssões, posto 
que possuem algumas características únicas. 
Nas últimas décadas, examinar como todo 
esse processo funciona na vida de um atleta tem 
sido tema de pesquisas de vários grupos de psi-
cólogos do esporte em todo o mundo. A transição 
PSICOLOGIA DO ESPORTE 98
SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 98 27/09/2021 16:24:40
esportiva refere-se a eventos ou não eventos que determinam uma mudança 
nos pressupostos sobre si mesmo e sobre o mundo e, portanto, uma mudança 
correspondente nos relacionamentos e comportamento. Um tipo de transição 
que os psicólogos do esporte empenham-se para compreender é o fi m da carrei-
ra ou a transição para a aposentadoria dos esportes.
A transição esportiva é uma parte natural e inevitável do desenvolvimento 
de uma carreira esportiva, sendo caracterizada como um processo complexo 
(ao invés de um evento único) que abrange uma ampla gama de situações. Os 
profi ssionais precisam se adaptar a um novo campo que envolve fatores fi nan-
ceiros, psicológicos e sociais, entre outros. Assim, a transição do esporte pode 
ser defi nida como um evento que provoca uma mudança nos pressupostos 
sobre si mesmo e sobre o mundo. 
No Quadro 8 são apresentados os principais fatores relativos à transição 
de carreira.
Fator Defi nição
Lesão
Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas 
com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos 
sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem 
desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau-
ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade 
percebida e o enfrentamento. 
Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, 
uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência 
dela e com a melhoria do desempenho. 
Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei-
to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral-
mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e 
os recursos e mecanismos de enfrentamento.
Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas 
com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos 
sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem 
Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas 
comoutras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos 
sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem 
desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau-
ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade 
Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas 
com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos 
sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem 
desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau-
ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade 
Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas 
com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos 
sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem 
desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau-
ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade 
Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, 
uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência 
Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas 
com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos 
sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem 
desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau-
ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade 
Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, 
uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência 
Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei-
to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral-
Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas 
com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos 
sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem 
desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau-
ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade 
Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, 
uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência 
Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei-
to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral-
mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e 
Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas 
com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos 
sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem 
desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau-
ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade 
percebida e o enfrentamento. 
Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, 
uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência 
dela e com a melhoria do desempenho. 
Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei-
to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral-
mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e 
Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas 
com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos 
sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem 
desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau-
ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade 
percebida e o enfrentamento. 
Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, 
uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência 
dela e com a melhoria do desempenho. 
Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei-
to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral-
mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e 
Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas 
com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos 
sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem 
desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau-
ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade 
percebida e o enfrentamento. 
Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, 
uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência 
dela e com a melhoria do desempenho. 
Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei-
to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral-
mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e 
os recursos e mecanismos de enfrentamento.
Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas 
com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos 
sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem 
desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau-
ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade 
percebida e o enfrentamento. 
Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, 
uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência 
dela e com a melhoria do desempenho. 
Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei-
to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral-
mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e 
os recursos e mecanismos de enfrentamento.
Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas 
com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos 
sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem 
desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau-
ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade 
percebida e o enfrentamento. 
Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, 
uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência 
dela e com a melhoria do desempenho. 
Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei-
to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral-
mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e 
os recursos e mecanismos de enfrentamento.
Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas 
com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos 
sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem 
desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau-
ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade 
percebida e o enfrentamento. 
Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, 
uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência 
dela e com a melhoria do desempenho. 
Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei-
to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral-
mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e 
os recursos e mecanismos de enfrentamento.
Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas 
com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos 
sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem 
desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau-
ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade 
percebida e o enfrentamento. 
Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, 
uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência 
dela e com a melhoria do desempenho. 
Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei-
to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral-
mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e 
os recursos e mecanismos de enfrentamento.
Lesões causam mais problemas de coordenação se comparadas 
com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos 
sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem 
desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau-
ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade 
Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, 
uma vez que estão constantemente preocupadoscom a recorrência 
dela e com a melhoria do desempenho. 
Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei-
to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral-
mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e 
os recursos e mecanismos de enfrentamento.
com outras razões para aposentadoria. Além disso, alguns estudos 
sugerem que as variáveis da personalidade pré-traumática podem 
desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau-
ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade 
Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, 
uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência 
dela e com a melhoria do desempenho. 
Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei-
to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral-
mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e 
os recursos e mecanismos de enfrentamento.
desempenhar um papel importante na resposta psicológica ao trau-
ma e ao resultado, encontrando uma relação entre a vulnerabilidade 
Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, 
uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência 
Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei-
to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral-
mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e 
os recursos e mecanismos de enfrentamento.
Atletas que temem a lesão tendem a se sentir mais estressados, 
uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência 
Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei-
to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral-
mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e 
os recursos e mecanismos de enfrentamento.
uma vez que estão constantemente preocupados com a recorrência 
Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei-
to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral-
mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e 
os recursos e mecanismos de enfrentamento.
Embora não haja consenso entre os pesquisadores no que diz respei-
to aos estágios adaptativos associados a atletas lesionados, é geral-
mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e mente aceito que o trauma pode afetar as habilidades psicológicas e 
QUADRO 8. FATORES QUE LEVAM À TRANSIÇÃO DE CARREIRA
EXPLICANDO
A transição de carreira é um processo muito difícil para o atleta: na maio-
ria das vezes, os esportistas se aposentam em um tempo menor do que em 
outras profi ssões devido às limitações do próprio corpo. Além disso, no 
esporte não há muitas oportunidades para se realocar, o que faz com que 
esses atletas ponderem sobre outras profi ssões fora de sua área.
PSICOLOGIA DO ESPORTE 99
SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 99 27/09/2021 16:24:40
Desengajamento
Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em 
equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a 
saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. 
Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma 
equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. 
Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. 
As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns-
tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há 
situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez 
que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e 
de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em 
outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. 
Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta 
está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, 
os intervalos são uma experiência individual e em grupo. 
As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen-
volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões 
para sair; (d) divisões planejadas; (e) período de transição.
Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de-
sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo 
a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os 
aspectos da manutenção da equipe.
Tempo
O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira 
no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma 
ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de 
competir no nível mais alto. 
Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi -
siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos 
de um mau desempenho). 
Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de 
carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções.
Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten-
sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza 
limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a 
perda de desempenho.
Interesse por 
transição de 
carreira
O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres-
ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an-
tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. 
É importante lembrar que todas essas preocupações com o tema 
levam em consideração questões interculturais como raça, 
etnia e gênero na pesquisa.
Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo-
tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio 
de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas 
podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade 
durante a transição para a prática. 
Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici-
pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada 
pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão 
mais importante para as crianças acima dos 10 anos.
Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em 
equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a 
Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em 
equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a 
saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. 
Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma 
Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em 
equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a 
saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. 
Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma 
equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. 
Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. 
Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em 
equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a 
saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. 
Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma 
equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. 
Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. 
As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns-
tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há 
Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em 
equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a 
saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. 
Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma 
equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. 
Isso signifi ca que o motivo da retiradapode ser voluntário ou involuntário. 
As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns-
tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há 
situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez 
que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e 
Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em 
equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a 
saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. 
Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma 
equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. 
Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. 
As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns-
tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há 
situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez 
que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e 
de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em 
Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em 
equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a 
saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. 
Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma 
equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. 
Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. 
As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns-
tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há 
situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez 
que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e 
de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em 
outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. 
Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta 
está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, 
Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em 
equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a 
saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. 
Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma 
equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. 
Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. 
As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns-
tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há 
situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez 
que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e 
de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em 
outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. 
Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta 
está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, 
Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em 
equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a 
saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. 
Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma 
equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. 
Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. 
As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns-
tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há 
situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez 
que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e 
de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em 
outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. 
Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta 
está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, 
os intervalos são uma experiência individual e em grupo. 
As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen-
volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões 
Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em 
equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a 
saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. 
Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma 
equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. 
Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. 
As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns-
tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há 
situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez 
que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e 
de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em 
outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. 
Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta 
está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, 
os intervalos são uma experiência individual e em grupo. 
As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen-
volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões 
Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de-
sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo 
Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em 
equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a 
saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. 
Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma 
equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. 
Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. 
As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns-
tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há 
situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez 
que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e 
de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em 
outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. 
Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta 
está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, 
os intervalos são uma experiência individual e em grupo. 
As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen-
volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões 
para sair; (d) divisões planejadas; (e) período de transição.
Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de-
sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo 
a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os 
Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em 
equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a 
saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. 
Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma 
equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. 
Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. 
As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns-
tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há 
situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez 
que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e 
de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em 
outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. 
Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta 
está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, 
os intervalos são uma experiência individuale em grupo. 
As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen-
volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões 
para sair; (d) divisões planejadas; (e) período de transição.
Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de-
sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo 
a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os 
Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em 
equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a 
saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. 
Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma 
equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. 
Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. 
As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns-
tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há 
situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez 
que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e 
de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em 
outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. 
Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta 
está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, 
os intervalos são uma experiência individual e em grupo. 
As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen-
volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões 
para sair; (d) divisões planejadas; (e) período de transição.
Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de-
sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo 
a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os 
O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira 
no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma 
Os egressos podem ocorrer tanto em esportes individuais quanto em 
equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a 
saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. 
Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma 
equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. 
Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. 
As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns-
tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há 
situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez 
que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e 
de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em 
outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. 
Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta 
está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, 
os intervalos são uma experiência individual e em grupo. 
As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen-
volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões 
para sair; (d) divisões planejadas; (e) período de transição.
Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de-
sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo 
a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os 
O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira 
no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma 
ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de 
equipes e, no segundo caso, é importante reconhecer o impacto que a 
saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. 
Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma 
equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. 
Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. 
As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns-
tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há 
situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez 
que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e 
de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em 
outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. 
Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta 
está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, 
os intervalos são uma experiência individual e em grupo. 
As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen-
volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões 
para sair; (d) divisões planejadas; (e) período de transição.
Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de-
sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo 
a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os 
aspectos da manutenção da equipe.
O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira 
no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma 
ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de 
Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi -
siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos 
saída de um atleta tem no desempenho e na coesão de toda a equipe. 
Assim, o desengajamento é defi nido como a saída de um atleta de uma 
equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. 
Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. 
As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns-
tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há 
situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez 
que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e 
de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em 
outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. 
Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta 
está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, 
os intervalos são uma experiência individual e em grupo. 
As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen-
volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões 
para sair; (d) divisões planejadas; (e) período de transição.
Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de-
sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo 
a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os 
aspectos da manutenção da equipe.
O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira 
no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma 
ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de 
Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi -
siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos 
Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de 
equipe e/ou esporte que pode ser executada de forma planejada ou não. 
Isso signifi ca que o motivo da retirada pode ser voluntário ou involuntário. 
As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns-
tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há 
situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez 
que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e 
de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em 
outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. 
Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta 
está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, 
os intervalos são uma experiência individual e em grupo. 
As implicações em deixarfamiliares, 
dirigentes ou demais integrantes, avaliando comportamentos e atitudes decor-
rentes da atividade física e elaborando estratégias e intervenções. 
PSICOLOGIA DO ESPORTE 18
SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 18 27/09/2021 14:48:05
Entende-se que o treinador tem um papel muito importante, pois deter-
mina o caminho para o sucesso ou fracasso, e lidar com tais responsabilidades 
pode ser desgastante e estressante, podendo afetar o emocional e, por conse-
quência, os atletas. Em relação aos familiares, existem dois pontos: depositam 
muitas expectativas, até mesmo forçando um treinamento excessivo, com ob-
jetivo de fazer com que o indivíduo em questão melhore e ganhe campeonatos; 
ou encaram o esporte como perda de tempo, depositando raiva e frustação em 
cima da criança ou adolescente, por exemplo. Por fim, os árbitros vivenciam o 
estresse ao decorrer das partidas, tendo que lidar com valores e punições que 
muitas vezes não são aceitas.
Compreende-se, portanto, que é preciso se preocupar com contexto espor-
tivo, relacionamentos, conhecimentos adquiridos do ambiente e característi-
cas psicológicas. Fatores psicológicos são, então, verificados para se conhecer 
a maneira como eles afetam o desempenho e o rendimento esportivo.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os transtornos mais 
recorrentes na população são a ansiedade e a depressão, principalmente após a 
pandemia de COVID-19 (GAMEIRO, 2020). E, apesar dos tratamentos mais comuns 
para esses casos serem aconselhamento psicológico e uso de medicamentos psi-
cotrópicos, alguns indivíduos têm buscado promover bem-estar psicológico por 
meio do exercício físico. É importante destacar que os termos que abarcam bem-
-estar (psicológico, emocional e subjetivo) são comumente usados de maneiras 
distintas na literatura. Contudo, podem ser compreendidos com o mesmo signifi-
cado, uma vez que englobam seis dimensões descritas no Quadro 4.
QUADRO 4. DIMENSÕES DO BEM-ESTAR
Dimensão Definição
Autoaceitação Designa que uma pessoa tem perspectivas positivas em relação a si 
mesma.
Relação positiva Refere-se à relação entre pessoas que acontece baseada em 
confiança, respeito, empatia e atenção. 
Autonomia
Diz-se da pessoa que tem determinação e motivação intrínsecas, 
conseguindo realizar suas atividades de maneira independente e 
com padrões autorreferenciados. 
Domínio ambiental Refere-se ao controle sobre o ambiente para entendimento de 
valores pessoais. 
PSICOLOGIA DO ESPORTE 19
SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 19 27/09/2021 14:48:05
Crescimento pessoal Indica a pessoa que se sente autorrealizada, percebendo suas 
conquistas e seu desenvolvimento ao passar do tempo.
Propósito de vida Diz-se da pessoa que determina metas para serem atingidas com 
base em um propósito maior a ser realizado. 
Estudos sugerem que a relação positiva entre a prática da atividade física 
com o bem-estar produz benefícios como satisfação, autoeficácia, competên-
cia e motivação, além de outras características descritas na Figura 1. É possível 
ainda observar que o exercício físico auxilia na diminuição de alguns compor-
tamentos desadaptativos, podendo ser explicadas com hipóteses de caráter 
fisiológico ou psicológico.
O exercício aumenta O exercício diminui 
Bem-estar Fobias 
Autocontrole Raiva
Memória Ansiedade
Confiança Hostilidade
Estabilidade emocional Abuso de álcool 
Desempenho acadêmico Depressão
Explicação fisiológica
• Aumento no fluxo sanguíneo cerebral;
• Redução da tensão muscular;
• Alterações estruturais no cérebro;
• Aumento no consumo máximo e na liberação
de oxigênio para os tecidos cerebrais.
Explicação psicológica 
• Aumento da sensação de controle;
• Sentimento de competência e autoeficácia;
• Interações sociais positivas;
• Melhoria no autoconceito e na autoestima;
• Satisfação e prazer pela prática.
Figura 1. Benefícios da atividade física. Fonte: WEINBERG; GOULD, 2017, p. 381. (Adaptado).
À vista disso, alguns pesquisadores buscam compreender a relação dessas 
variáveis, afirmando que a atividade física é uma facilitadora de resultados po-
sitivos e da diminuição de ansiedade e depressão. Adicionalmente, descrevem 
que os efeitos do exercício físico atingem não apenas a saúde mental, mas tam-
bém a física, prevenindo doenças, como osteoporose, hipertensão e câncer, 
além de doenças cardíacas. 
PSICOLOGIA DO ESPORTE 20
SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 20 27/09/2021 14:48:05
A ansiedade pode ser determinada pela emoção que o indivíduo vivencia, 
causando agitação, estado desagradável, medo, apreensão, além de sintomas 
físicos, tais como coração acelerado, suor e vontade de urinar frequente. Está 
relacionada com diferentes transtornos, sendo eles: transtornos de ansiedade 
generalizada, síndrome do pânico, estresse pós-traumático e fobias.
A prática do exercício tende a ser mais eficaz em pessoas com níveis ele-
vados de ansiedade, fazendo com que sejam diminuídos. É ainda importante 
ressaltar que a prática de exercícios está associada à redução na tensão mus-
cular e que a diminuição de sintomas não tem necessariamente relação com 
os ganhos fisiológicos do exercício, pois a prevenção acontece independente-
mente da intensidade, duração ou do tipo do exercício. Dessa forma, conseguir 
manter uma rotina de atividades físicas faz com que consequências positivas 
sejam promovidas, havendo como resultados redução do estresse, aumento 
da autoestima e melhora no humor, devido à liberação de hormônios (endor-
fina, dopamina e serotonina) decorrentes da atividade física.
Em relação à depressão, há um transtorno psicológico que envolve tristeza 
frequente, baixa autoestima, pessimismo, pensamentos distorcidos e/ou negati-
vos, falta de energia e desesperança. Os sintomas podem ser diferentes depen-
dendo da pessoa, mas em geral estão associados à irritabilidade, ideação suicida 
e fadiga, resultando também em alta incapacidade e perda social. Na maior parte 
dos casos, os tratamentos acontecem por meio da terapia e medicamentos, mas 
estudos têm defendido que a prática da atividade física pode acarretar benefícios.
Os efeitos positivos do exercício físico sobre a ansiedade e depressão são 
classificados em dois níveis: agudos e crônicos. Os agudos acontecem ao longo 
da prática e imediatos, mas tendem a ser temporários. Já os crônicos são de-
terminados a longo prazo, sendo mais necessários na prevenção e redução dos 
transtornos. Dessa forma, entende-se que os treinamentos mais longos são 
mais eficientes do que os curtos para facilitar alterações positivas. 
Com relação aos tipos de exercícios, os considerados moderados tendem 
a estar relacionados com os índices de ansiedade, auxiliando na 
redução de sintomas; enquanto para a depressão, os exercícios 
mais eficazes são os que mantêm a pessoa mais ativa. Ressalta-
-se que os efeitos do exercício são notáveis em qualquer idade, 
etnia, sexo, condição de saúde ou situação econômica.
PSICOLOGIA DO ESPORTE 21
SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 21 27/09/2021 14:48:05
Principais teorias em Psicologia do Esporte de alto 
rendimento
Como uma ferramenta cultural, o esporte acompanha as mudanças da so-
ciedade e o aprimoramento do desempenho esportivo acontece desde o prin-
cípio dos Jogos Olímpicos. A prática esportiva com objetivo de alcançar me-
lhores resultados dentro de uma competição estabelece um espaço em que 
o atleta pode aplicar e confi rmar suas competências, sejam elas pessoais ou 
sociais. Assim, o desenvolvimento atlético vem sendo constituído e desenvolvi-
do por diferentes perspectivas, como a Biomecânica. 
O esporte considerado de alto rendimento está relacionado a um espetácu-
lo, ou seja, ele é protagonizado por uma atleta profi ssional em busca de cam-
peonatos, estando comprometimento e dedicação acima de uma prática por 
lazer ou por qualidade de vida. Dessa forma, o atleta está sempre em busca 
da perfeição, trabalhando de modo contínuo o corpo para que seja otimizadouma equipe incluem: (a) estágio de desen-
volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões 
para sair; (d) divisões planejadas; (e) período de transição.
Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de-
sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo 
a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os 
aspectos da manutenção da equipe.
O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira 
no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma 
ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de 
Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi -
siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos 
Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de 
carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções.
Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten-
As razões para a retirada involuntária são desencadeadas por circuns-
tâncias além do controle da equipe, esporte ou atleta. No entanto, há 
situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez 
que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e 
de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em 
outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. 
Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta 
está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, 
os intervalos são uma experiência individual e em grupo. 
As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen-
volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões 
para sair; (d) divisões planejadas; (e) período de transição.
Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de-
sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo 
a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os 
aspectos da manutenção da equipe.
O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira 
no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma 
ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de 
Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi -
siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos 
Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de 
carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções.
Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten-
sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza 
situações em que os atletas optam por sair voluntariamente, uma vez 
que eles têm a liberdade de estrear ou interagir com outras equipes e 
de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em 
outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. 
Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta 
está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, 
os intervalos são uma experiência individual e em grupo. 
As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen-
volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões 
para sair; (d) divisões planejadas; (e) período de transição.
Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de-
sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo 
a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os 
aspectos da manutenção da equipe.
O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira 
no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma 
ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de 
competir no nível mais alto. 
Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi -
siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos 
Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de 
carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções.
Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten-
sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza 
limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a 
de escolher diminuir seu nível de participação para se concentrar em 
outras atividades ou mesmo para trabalhar em outras habilidades. 
Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta 
está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, 
os intervalos são uma experiência individual e em grupo. 
As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen-
volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões 
para sair; (d) divisões planejadas; (e) período de transição.
Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de-
sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo 
a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os 
aspectos da manutenção da equipe.
O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira 
no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma 
ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de 
competir no nível mais alto. 
Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi -
siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos 
de um mau desempenho). 
Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de 
carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções.
Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten-
sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza 
limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a 
O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres-
ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an-
Há vários motivos para um hiato, dependendo do nível em que o atleta 
está competindo. Para os atletas que participam de esportes coletivos, 
As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen-
volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões 
para sair; (d) divisões planejadas; (e) período de transição.
Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de-
sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo 
a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os 
aspectos da manutenção da equipe.
O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira 
no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma 
ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de 
competir no nível mais alto. 
Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi -
siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos 
de um mau desempenho). 
Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de 
carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções.
Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten-
sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza 
limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a 
O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres-
ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an-
tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. 
As implicações em deixar uma equipe incluem: (a) estágio de desen-
volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões 
para sair; (d) divisões planejadas; (e) período de transição.
Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de-
sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo 
a saídas deatletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os 
aspectos da manutenção da equipe.
O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira 
no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma 
ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de 
competir no nível mais alto. 
Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi -
siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos 
de um mau desempenho). 
Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de 
carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções.
Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten-
sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza 
limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a 
O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres-
ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an-
tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. 
É importante lembrar que todas essas preocupações com o tema 
volvimento do grupo; (b) papel dos companheiros ausentes; (c) razões 
Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de-
sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo 
a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os 
O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira 
no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma 
ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de 
competir no nível mais alto. 
Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi -
siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos 
de um mau desempenho). 
Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de 
carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções.
Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten-
sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza 
limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a 
O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres-
ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an-
tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. 
É importante lembrar que todas essas preocupações com o tema 
levam em consideração questões interculturais como raça, 
Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo-
Embora acredite-se que a equipe continue a ter um bom nível de de-
sempenho, atualmente há poucas pesquisas sobre o impacto relativo 
a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os 
O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira 
no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma 
ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de 
competir no nível mais alto. 
Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi -
siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos 
de um mau desempenho). 
Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de 
carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções.
Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten-
sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza 
limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a 
perda de desempenho.
O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres-
ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an-
tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. 
É importante lembrar que todas essas preocupações com o tema 
levam em consideração questões interculturais como raça, 
Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo-
tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio 
de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas 
podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade 
a saídas de atletas. O que se sabe é que o absenteísmo afeta todos os 
O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira 
no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma 
ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de 
Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi -
siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos 
de um mau desempenho). 
Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de 
carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções.
Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten-
sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza 
limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a 
perda de desempenho.
O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres-
ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an-
tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. 
É importante lembrar que todas essas preocupações com o tema 
levam em consideração questões interculturais como raça, 
Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo-
tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio 
de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas 
podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade 
O momento certo é um fator decisivo para uma transição de carreira 
no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma 
ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de 
Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi -
siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos 
Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de 
carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções.
Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten-
sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza 
limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a 
perda de desempenho.
O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres-
ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an-
tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. 
É importante lembrar que todas essas preocupações com o tema 
levam em consideração questões interculturais como raça, 
Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo-
tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio 
de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas 
podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade 
Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici-
pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada 
no esporte. Atletas ou carreiras podem ser mensurados a partir de uma 
ordem cronológica e, para atletas de elite, a idade pode impedi-los de 
Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi -
siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos 
Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de 
carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções.
Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten-
sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza 
limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a 
perda de desempenho.
O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres-
ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an-
tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. 
Éimportante lembrar que todas essas preocupações com o tema 
levam em consideração questões interculturais como raça, 
etnia e gênero na pesquisa.
Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo-
tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio 
de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas 
podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade 
Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici-
pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada 
pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão 
Os efeitos da idade no fi nal da carreira de um atleta incluem fatores fi -
siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos 
Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de 
carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções.
Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten-
sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza 
limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a 
perda de desempenho.
O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres-
ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an-
tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. 
É importante lembrar que todas essas preocupações com o tema 
levam em consideração questões interculturais como raça, 
etnia e gênero na pesquisa.
Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo-
tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio 
de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas 
podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade 
durante a transição para a prática. 
Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici-
pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada 
pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão 
siológicos, psicológicos e sociais (como, por exemplo, os efeitos negativos 
Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de 
carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções.
Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten-
sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza 
limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a 
O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres-
ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an-
tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. 
É importante lembrar que todas essas preocupações com o tema 
levam em consideração questões interculturais como raça, 
etnia e gênero na pesquisa.
Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo-
tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio 
de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas 
podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade 
durante a transição para a prática. 
Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici-
pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada 
pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão 
mais importante para as crianças acima dos 10 anos.
Há muitas questões e reações diferentes no que se refere às transições de 
carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções.
Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten-
sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza 
limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a 
O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres-
ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an-
tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. 
É importante lembrar que todas essas preocupações com o tema 
levam em consideração questões interculturais como raça, 
etnia e gênero na pesquisa.
Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo-
tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio 
de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas 
podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade 
durante a transição para a prática. 
Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici-
pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada 
pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão 
mais importante para as crianças acima dos 10 anos.
carreira esportiva, e cada uma exige diferentes tratamentos e intervenções.
Frequentemente, essa transição desencadeia reações psicológicas inten-
sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza 
limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a 
O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres-
ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an-
tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. 
É importante lembrar que todas essas preocupações com o tema 
levam em consideração questões interculturais como raça, 
etnia e gênero na pesquisa.
Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo-
tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio 
de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas 
podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade 
durante a transição para a prática. 
Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici-
pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada 
pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão 
mais importante para as crianças acima dos 10 anos.
sas, uma vez que as transições do fi nal da carreira destacam a natureza 
limitada do tempo dos atletas, o envelhecimento natural do corpo e a 
O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres-
ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an-
tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. 
É importante lembrar que todas essas preocupações com o tema 
levam em consideração questões interculturais como raça, 
etnia e gênero na pesquisa.
Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo-
tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio 
de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas 
podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade 
durante a transição para a prática. 
Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici-
pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada 
pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão 
mais importante para as crianças acima dos 10 anos.
O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres-
ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an-
tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. 
É importante lembrar que todas essas preocupações com o tema 
levam em consideração questões interculturais como raça, 
Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo-
tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio 
de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas 
podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade 
durante a transição para a prática. 
Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici-
pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada 
pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão 
mais importante para as crianças acima dos 10 anos.
O interesse profi ssional e acadêmico nas transições de carreira cres-
ceu exponencialmente nas últimas décadas. Um exemplo é que, an-
tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. 
É importante lembrar que todas essaspreocupações com o tema 
levam em consideração questões interculturais como raça, 
Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo-
tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio 
de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas 
podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade 
durante a transição para a prática. 
Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici-
pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada 
pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão 
mais importante para as crianças acima dos 10 anos.
tes de 1980, cerca de 20 publicações sobre isto haviam sido escritas. 
É importante lembrar que todas essas preocupações com o tema 
levam em consideração questões interculturais como raça, 
Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo-
tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio 
de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas 
podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade 
durante a transição para a prática. 
Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici-
pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada 
pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão 
mais importante para as crianças acima dos 10 anos.
Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo-
tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio 
de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas 
podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade 
Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici-
pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada 
pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão 
mais importante para as crianças acima dos 10 anos.
Os indivíduos mais jovens, por exemplo, parecem estar mais mo-
tivados para aprimorar seu desenvolvimento físico, seja por meio 
de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas 
podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade 
Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici-
pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada 
pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão 
mais importante para as crianças acima dos 10 anos.
de habilidade, competição ou preparação física. Essas descobertas 
podem abrir novas perspectivas para o trabalho relacionado à idade 
Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici-
pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada 
pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão 
mais importante para as crianças acima dos 10 anos.
Também houve diferenças nas faixas etárias em relação à partici-
pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada 
pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão 
mais importante para as crianças acima dos 10 anos.
pação em esportes: a aprendizagem de esportes é muito valorizada 
pelas crianças pequenas (6 a 9 anos), mas o status social é a razão 
PSICOLOGIA DO ESPORTE 100
SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 100 27/09/2021 16:24:40
Sintetizando
Ao pensar sobre atletas de alto rendimento, é natural que surja a ideia de com-
petições e atletas de alto nível que buscam melhorar seu desempenho dia após 
dia com treinos intensos. Neste caso, a prática esportiva pode acarretar em conse-
quências negativas quando não planejada de maneira adequada. 
Diferentemente das outras pessoas que praticam atividade física, seja por 
saúde, lazer ou prazer, atletas de alto rendimento vivenciam pressões diárias, o 
que afeta sua saúde física e mental. Por exemplo: eles podem desenvolver sen-
timentos e emoções negativas que podem tanto desmotivar a prática esporti-
va como ocasionar lesões que, caso não sejam devidamente tratadas, podem 
levar à aposentadoria precoce.
Diante desse cenário, é necessário que haja intervenções preparadas por 
diversos profissionais, principalmente o psicólogo, uma vez que ele irá buscar 
técnicas para cada atleta com uma demanda específica para trabalhar essas 
dificuldades e limitações, aumentando sua potencialidade. 
É importante ressaltar que o papel do psicólogo neste campo não é clínico: 
seu foco encontra-se no desenvolvimento do rendimento ao mesmo tempo em 
que auxilia o atleta a compreender seu esporte de maneira mais harmônica, ou 
seja, sem pressões e autocobranças excessivas.
Além disso, o esporte ganha espaço a cada ano que passa, principalmente 
devido às competições mundiais transmitidas nas mais diversas mídias. Isto 
faz com que esse campo ganhe espaço em outras áreas, como a escola, por 
exemplo, tornando necessário pensar em novas diretrizes para além das que 
existem a fim de regulamentar a prática, valorizar profissionais da área e pro-
mover benefícios para quem a pratica. 
Por fim, é necessário pensar em recursos e projetos para atletas 
que priorizam o esporte, visto que algumas modalidades costu-
mam aposentar o atleta mais cedo do que ocorre em 
outras profissões. Dessa maneira, preparar os atle-
tas para esse fim é essencial, visando não prejudi-
car sua vida social, pessoal e profissional. 
PSICOLOGIA DO ESPORTE 101
SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 101 27/09/2021 16:24:41
Referências bibliográficas
FERNANDES, W. J.; SVARTMAN, B.; FERNANDES, B. S. Grupos e configurações vin-
culares. In: Grupos e configurações vinculares. Porto Alegre: Artmed, 2003. 
IMPORTÂNCIA da Psicologia no Desempenho Esportivo. Postado por Lais 
Yuri Psicóloga e Coach Esportiva. (05min. 43s.). son. color. port. Disponível em: 
. Acesso em: 30 ago. 2021.
PEREIRA, S. K. O videogame como esporte: uma comparação entre esportes ele-
trônicos e esportes tradicionais. 2014. 122 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Gra-
duação) – Faculdade de Comunicação, Universidade de Brasília, Brasília, DF, 2014.
PICHON-RIVIÈRE, E. O processo grupal. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
VIEIRA, L. F.; VISSOCI, J. R.; OLIVEIRA, L. P. Etapas do processo de intervenção 
psicológica em equipes de voleibol de alto rendimento. In: MACHADO, A. A.; 
BRANDÃO, M. R. F. (orgs.). Coleção Psicologia do Esporte e do Exercício: o 
voleibol e a psicologia do esporte. São Paulo: Atheneu, 2010.
WEINBERG, R. S.; GOULD, D. Fundamentos da Psicologia do Esporte e do 
Exercício. Porto Alegre: Artmed, 2016.
PSICOLOGIA DO ESPORTE 102
SER_PSI_PSIESP_UNID4.indd 102 27/09/2021 16:24:41e potencializado. 
Contudo, são questionados os valores da pessoa em relação à sociedade 
e seu corpo pertence de alguma forma à comissão técnica. Tal avanço compe-
titivo provoca uma mudança na pressão dos treinamentos, que fi cam mais 
evidentes e com cobranças excessivas, fazendo com que o atleta tenha pouco 
tempo para descansar, visto que não pode perder o condicionamento físico. 
Nessa perspectiva, o atleta tem que superar qualquer limite que seja imposto 
ao corpo ou à mente, superando sua efi ciência no esporte. 
É coerente dizer que a motivação intrínseca é que permite ao atleta viver 
nesse tipo de situação, abdicando momentos da vida pessoal. Muitas vezes, ela 
começa a ser trabalhada na infância ou na adolescência, podendo ser considerada 
parte do atleta e possibilitando que objetivos sejam alcançados, independente-
mente dos obstáculos e pontos fracos. A determinação também pode ser consi-
derada parte do atleta de nível olímpico, visto que, mesmo sofrendo lesões ao de-
correr dos treinamentos, por exemplo, ele persiste em realizar seu objetivo fi nal. 
Em suma, entende-se que o trabalho e os resultados obtidos no esporte 
dependem de um treinamento rigoroso e trabalho árduo, sendo consideradas 
como prioridade na vida do atleta características como coragem, determina-
ção, persistência e superação. No entanto, a sobrecarga dos treinamentos e 
PSICOLOGIA DO ESPORTE 22
SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 22 27/09/2021 14:48:05
das competições pode trazer algumas consequências, como frustração, uma 
vez que o atleta acredita ser invulnerável. 
Para um bom desempenho, sem traumas, frustrações ou outras emoções 
negativas, é preciso, então, pensar tanto na condição física quanto na psico-
lógica. Considera-se que um atleta de alto rendimento, capaz de controlar o 
corpo e ter inteligência emocional, pode alcançar melhores resultados e, nesse 
âmbito, está a PE. É importante ainda destacar que a PE não está associada 
apenas com as questões da prática esportiva, buscando também compreen-
der os fenômenos por meio da Psicologia Social. Dessa forma, se por um lado 
o esporte de alto rendimento cria uma perspectiva competitiva, com foco em 
obter resultados positivos, o esporte, a partir da visão social, norteia a prática 
pensando no bem-estar e na motivação. 
O psicólogo que atua nessa direção tem que ter clareza de alguns pontos. 
Uma estratégia é fazer com que os participantes compartilhem conhecimentos 
e experiências, permitindo o desenvolvimento da confi ança e das técnicas, pro-
movendo a cooperação e diminuindo a pressão criada por causa da competiti-
vidade. Adicionalmente, uma teoria em prática vê o atleta como alguém em po-
tencial e capaz de desenvolver habilidades, denominada de desenvolvimento 
positivo de jovens, que busca também manter a integridade do indivíduo em 
transição para a vida adulta.
Desenvolvimento positivo de jovens no esporte
O desenvolvimento positivo de jovens (DPJ) é uma abordagem teórica que 
surgiu na década de 1990 com o intuito de compreender a adolescência como 
um processo positivo. A abordagem dispõe que o jovem tem potencial para de-
senvolver habilidades e capacidades, consequentemente, prevenindo e ame-
nizando comportamentos desadaptativos. As características desenvolvidas 
ainda podem ser alinhadas aos domínios sociais (família, comunidade e esco-
la), uma vez que o jovem passa a contribuir com esses meios. Nessa direção, o 
DPJ pode ser compreendido a partir de uma plasticidade, pois acontece a partir 
de uma relação com trocas bidirecionais (jovem e contexto), que, quando são 
reciprocamente benéfi cas, podem auxiliar no desempenho individual e social 
de forma saudável e positiva (HOLT; DEAL; PANKOW, 2020). 
PSICOLOGIA DO ESPORTE 23
SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 23 27/09/2021 14:48:05
EXPLICANDO
Por comportamento desadaptativo, entende-se o uso de substâncias como 
drogas e álcool, depressão, ansiedade, transtornos alimentares, autoesti-
ma baixa e evasão escolar.
Posto que a prática esportiva permite promover características como em-
patia, liderança, trabalho em equipe, caráter e responsabilidade, o ambiente 
deve ser bem-estruturado e coordenado por treinadores, seguindo a premissa 
de proporcionar aprendizagem, cooperação e suporte. Isso contribui também 
para a relação do atleta com outros atletas, fundamental para que tais habili-
dades sejam estimuladas. 
Entende-se que níveis mais avançados de DPJ possibilitam comportamentos 
de risco menores, o que significa que as possibilidades para se engajarem com o 
contexto, colaborando consigo, colegas, esporte, família e comunidade são maio-
res. A abordagem teórica, portanto, recomenda que o desenvolvimento aconte-
ça por intermédio de intervenções, diminuindo os comportamentos de risco e 
promovendo comportamentos saudáveis, que englobam relacionamento social 
ou altruísmo, competências intelectuais ou físicas e melhora no rendimento.
Dentro das relações que o esporte proporciona, o relacionamento atleta 
-atleta é necessário, visto que o trabalho em equipe permite construir um am-
biente de formação e suporte, estando associado a maior prazer pela prática, 
atitudes e emoções positivas em relação às pessoas e maior compromisso. À 
vista disso, o atleta adquire benefícios maiores se comparados ao trabalho 
sozinho, uma vez que a equipe estimula sacrifícios pessoais, esforços e satis-
fação. Portanto, possibilita a promoção de um ambiente social, que permite 
aprimorar as habilidades. Ademais, o relacionamento atleta-treinador pode 
ser interpretado por meio de quatro elementos, dispostos no Quadro 5.
QUADRO 5. ESTRUTURA DA RELAÇÃO ATLETA-TREINADOR
Elemento Descrição
Complementaridade
Está associada ao nível de controle que um tem sobre o outro, como 
também a cooperação e colaboração de ambos para alcançar metas 
e objetivos, obtendo, consequentemente, sucesso no desempenho 
esportivo. Quando o atleta tem complementaridade com seu treinador 
e vice-versa, o ambiente saudável é estimulado, fazendo com que o 
atleta se sinta mais encorajado e seja engajado em sua prática.
PSICOLOGIA DO ESPORTE 24
SER_PSI_PSIESP_UNID1.indd 24 27/09/2021 14:48:05
Comprometimento
Refere-se ao quanto o atleta está motivado com o esporte e o 
treinador. Engloba também o quanto o treinador valoriza esforços e 
relações, considerando a contribuição desses pontos para o desfecho 
do relacionamento.
Proximidade
Diz respeito à confiança e respeito, ou seja, ao tom emocional ou 
ao estado da relação. Dependendo do nível da proximidade, os 
resultados pessoais e relacionais podem ser positivos.
Coorientação Refere-se a relacionamentos, elementos afetivos, cognitivos e 
comportamentais, agrupando todos os outros conceitos.
Diante disso, há modelos teóricos capazes de avaliar o DPJ com foco em 
compreender limitações e potencialidades para conseguir compreender o atle-
ta, planejar estratégias e aplicar intervenções, sem que prejudique qualquer 
outra área da vida e até mesmo a saúde física e mental do jovem. Entre esses 
modelos, está o 5 Cs, desenvolvido por Lerner (2005), com finalidade de avaliar 
o desenvolvimento do atleta por meio de cinco ativos internos: caráter, con-
fiança, competência, conexão e cuidado (Quadro 6).
QUADRO 6. MODELO TEÓRICO 5 CS
Ativo interno Definição
Caráter Respeito pelas regras sociais e desenvolvimento moral no esporte.
Competência Perspectiva sobre as próprias ações; habilidade que o atleta demonstra e 
desempenha em relação à sua prática esportiva.
Conexão Qualidade das relações no contexto esportivo, podendo ser com o treinador 
ou equipe esportiva.
Confiança Sentimento interiorizado, determinando o valor e a autoeficácia que o atleta 
possui sobre sua capacidade de ter sucesso no esporte.
Cuidado Sentimento de compreensão e empatia.
São diversas as medidas capazes de avaliar os cinco fatores como forma de 
buscar informações necessárias para verificar a eficácia dos programas espor-tivos. Diante disso, uma ferramenta proposta a isso facilita o planejamento de 
estratégias e aplicações de intervenções, com objetivo de alcançar resultados 
melhores com os atletas, englobando desempenho na prática, metas atingidas 
e outras emoções que promovam o desenvolvimento positivo sem qualquer 
prejuízo na vida do jovem, visando também seu futuro alto rendimento.
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Mulheres olímpicas
Outro personagem importante para o desenvolvimento do esporte de alto 
rendimento é a mulher. Durante muitos anos, as mulheres foram consideradas 
profanadoras de um espaço que era exclusivo aos homens. Assim, mesmo em 
uma prática não profi ssional e não competitiva, elas deveriam ser apenas ob-
servadoras, fi cando em arquibancadas, uma vez que o mundo olímpico exigia 
força, determinação e resistência.
Diante disso, o início da participação de mulheres no esporte profi ssional 
aconteceu de forma precária, no decorrer do século XX, a partir dos movimen-
tos feministas. A princípio, a maioria das atletas nos Jogos Olímpicos era da 
Europa e dos Estados Unidos, países que conseguiam aprovação do Comitê 
Olímpico Internacional. Na Tabela 1, é apresentado o ano de ingresso de ho-
mens e mulheres para cada esporte. Observa-se que no boxe, por exemplo, as 
mulheres conseguiram se inserir somente no século XXI, em 2012. 
TABELA 1. RELAÇÃO DE INGRESSO NO ESPORTE
Esporte Ano de ingresso dos 
homens Ano de ingresso das mulheres
Atletismo 1826 1928
Badminton 1992 1992
Basquete 1936 1976
Beisebol 1992 Não há
Boxe 1904 2012
Canoagem 1936 1948
Ciclismo 1896 1984
Esgrima 1896 1924
Futebol 1908 1996
Ginástica 1986 1928
Golfe 1900 1900
Handebol 1936 1976
Hipismo 1900 1952
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Hóquei sobre grama 1908 1980
Iatismo 1900 1988
Judô 1964 1992
Levantamento de peso 1920 2000
Luta 1904 2004
Natação 1896 1912
Nado sincronizado Não há 1984
Pentatlo moderno 1912 2000
Polo aquático 1900 2000
Remo 1900 1976
Rúgbi 1900 2016
Saltos ornamentais 1904 1912
Softbol Não há 1996
Taekwondo 2000 2000
Tênis 1900 1988
Tênis de mesa 1988 1988
Tiro 1900 1984
Triatlo 2000 2000
Vôlei 1964 1964
Vôlei de praia 1996 1996
No Brasil, a participação demorou um pouco mais, devido a alguns impedi-
mentos legais relacionados à prática esportiva de mulheres. A primeira brasi-
leira a representar o país nos Jogos Olímpicos foi a nadadora Maria Emma Lenk 
(1915-2007), em Los Angeles, no ano de 1932, sendo a única mulher em uma 
equipe masculina de 57 atletas. Ela voltou às Olimpíadas de Berlim, em 1936, 
acompanhada de 72 atletas masculinos.
Fonte: CARDOSO, 2000 apud NASCIMENTO, 2012, p. 26.
ASSISTA
A trajetória das atletas brasileiras não foi fácil, mas mostra 
muito a força dessas mulheres. Para saber mais, assista ao 
documentário Mulheres Olímpicas (2013), dirigido por Laís 
Bodanzky, que retrata histórias sob a perspectiva das atletas.
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A edição da competição em Londres, em 1948, ocorreu após o cancela-
mento dos Jogos devido à Segunda Guerra Mundial, e mesmo assim o número 
de atletas eram desiguais entre os sexos. A delegação brasileira mandou 72 
homens e 11 mulheres, uma desigualdade que não era específica do Brasil e 
acontecia com outras delegações também, o que durou até a década de 1980.
Os Jogos Olímpicos de 1984 foram marcados pela participação de 1.620 
atletas mulheres, em modalidades de tiro e ciclismo – o que ocorreu pela pri-
meira vez. Além disso, foram criadas duas modalidades exclusivamente para 
elas: a ginástica rítmica e o nado sincronizado. A partir daí, as mulheres fo-
ram ganhando cada vez mais espaço: em 1992 conseguiram disputar lutas de 
judô; em 1996, passaram a competir no futebol e no vôlei de praia (modalidade 
acrescentada para ambos os sexos); e em 2000, quando completava 100 anos 
da primeira participação das mulheres em Olimpíadas, as atletas conseguiram 
ocupar espaço na modalidade de salto com vara.
Algumas atletas que fizeram história nos Jogos Olímpicos, em âmbito inter-
nacional ou nacional, foram:
• Larissa Latynina (1934): a ucraniana começou a carreira como bailarina 
e, aos 19 anos, competiu no Campeonato Mundial de Ginástica Artística. Em 
1956, estreou nos Jogos Olímpicos, em Melbourne, conquistando quatro meda-
lhas de ouro, uma de prata e uma de bronze. Ao todo, conquistou 18 medalhas 
olímpicas de três Olimpíadas: Melbourne (1956), Roma (1960) e Tóquio (1964);
• Birgit Fischer (1962): a alemã é considerada até hoje o maior nome da 
canoagem de velocidade. Aos 18 anos, estreou nos Jogos Olímpicos de Moscou, 
em 1980, ganhando um ouro. Até o final da carreira, conquistou 12 medalhas e 
participou de sete olimpíadas: Moscou (1980), Los Angeles (1984), Seul (1988), 
Barcelona (1992), Atlanta (1996), Sydney (2000) e Atenas (2004);
• Jenny Thompson (1973): a norte-americana é a sétima maior medalhis-
ta da história dos Jogos, participando da modalidade natação. Conquistou 12 
medalhas, participando de campeonatos internacionais e Jogos Olímpicos. Es-
treou em Barcelona (1992), participando também das Olimpíadas de Atlanta 
(1996) e Sydney (2000);
• Jacqueline Silva (1962) e Sandra Pires (1973): foram as primeiras brasilei-
ras a ganharem medalhas nos Jogos Olímpicos, com o ouro na modalidade vôlei 
de praia nas Olimpíadas de Atlanta (1996);
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• Maurren Maggi (1976): foi uma das primeiras brasileiras a conquistarem 
medalhas olímpicas em esportes individuais. Superou a atleta da Rússia no sal-
to em distância, com um salto de 7,04 m, conquistando o ouro e tornando-se a 
primeira brasileira a subir no pódio dessa modalidade em Pequim (2008);
• Ketleyn Quadros (1987): junto com Maurren, marcou seu nome na história 
dos Jogos Olímpicos ganhando a primeira medalha individual do judô feminino na-
cional em Pequim (2008). Conquistou sua medalha de ouro com apenas 20 anos;
• Hélia Souza (1970): mais conhecida como Fofão, a jogadora de vôlei é a 
atleta brasileira com mais medalhas olímpicas, uma de ouro e duas de bronze. 
Participou de cinco Olimpíadas: Barcelona (1992), Atlanta (1996), Sydney (2000), 
Atenas (2004) e Pequim (2008).
Apesar desse processo acontecer aos poucos, com pouca valorização das 
atletas, não houve muito desempenho e determinação, fazendo com que le-
vassem medalhas cada uma a seu país (RÚBIO, 2011). Contudo, ainda não se 
pode dizer que há igualdade no esporte.
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Sintetizando
O crescimento da Psicologia do Esporte (PE), nos âmbitos teórico e prá-
tico, passou por diferentes obstáculos até seu reconhecimento no campo 
científico. Considerada uma subárea, aborda conceitos que compõem ou-
tras disciplinas, sendo compreendida como uma área multiprofissional que 
trabalha com aprendizagem motora, treinamento esportivo, saúde física e 
fenômenos psicológicos. 
Com seu desenvolvimento, foi possível também dar abertura ao trabalho 
com outras pessoas que praticam atividade física, não se limitando apenas 
a atletas de alto nível. Além disso, passou-se a compreender como todo 
o sistema esportivo pode afetar outras pessoas que não necessariamente 
praticam a atividade, incluindo o treinador, o árbitro e os familiares. Diante 
disso, conclui-se que a PE não é desenvolvida para um, mas para todos que 
dependem do esporte. 
Ao entender o valor da subárea, passa a compreender o significado da prá-
tica da atividade física, a qual visa saúde e também resultados positivos. Ade-
mais, o estudo teórico permite identificar que o exercício físico auxilia na redu-
ção da ansiedade e da depressão, consequentemente, melhorando os níveis de 
humor, autoestima e sensação de bem-estar. 
No entanto, nem semprea prática pode ser considerada positiva quando 
comparada a atletas de alto rendimento que podem vivenciar momentos ex-
tremos. Os treinamentos que visam melhor desempenho e conquistas podem 
fazer com que ele se torne mais rígido e controlador, além de deixar de vi-
venciar momentos que também são importantes, como o processo da ado-
lescência. Além de afetar sua saúde mental, os treinamentos árduos podem 
acarretar lesões. Dessa forma, é necessário pensar em formas de lidar com a 
promoção de habilidades sem afetar negativamente outros aspectos da vida, 
aplicando, por exemplo, a abordagem do desenvolvimento positivo de jovens 
(DPJ). Esta teoria busca melhorar o desempenho dos atletas com equilíbrio, 
isto é, ao mesmo tempo em que está aplicando intervenções para melhorar 
suas competências, também busca trabalhar suas emoções, comportamentos 
e atitudes positivas.
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Ainda sobre o esporte de alto rendimento, este foi por muito tempo focado 
apenas nos homens, dado que mulheres eram vistas apenas como espectado-
ras. Assim, durante o século XX, atletas femininas precisaram conquistar seu 
direito e espaço, pois não era possível imaginar mulheres realizando atividades 
que envolviam força e resistência. Ao longo do tempo, elas foram construin-
do sua história em competições ao mostrarem determinação e desempenho, 
conquistando medalhas e incentivando outras mulheres, tornando-se também 
uma temática importante para os estudos da PE.
PSICOLOGIA DO ESPORTE 31
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RÚBIO, K. As mulheres e o esporte olímpico brasileiro. São Paulo: Casa do 
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PSICOLOGIA DO ESPORTE 33
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ASPECTOS 
COMPORTAMENTAIS 
E COGNITIVOS 
NA PRÁTICA 
DE ATIVIDADES 
ESPECÍFICAS
2
UNIDADE
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Objetivos da unidade
Tópicos de estudo
 Apresentar fatores que são importantes para o desenvolvimento e 
permanência para a prática esportiva, tais como feedback e motivação;
 Abordar questões que se referem à percepção do atleta, seu conhecimento 
sobre suas capacidades, habilidades, como também da sua atenção frente 
ao esporte, como a autoeficácia na prática e os benefícios da atenção plena 
(mindfulness);
 Expor as possíveis consequências da prática esportiva à saúde quando há 
fatores causando pressão, bem como a estratégia para lidar com essas situações.
 Feedback, reforçamento e 
motivação 
 Feedback intrínseco e 
extrínseco
 Motivação intrínseca e 
extrínseca 
 Percepção e atenção nas 
práticas esportivas
 Autoconceito e crenças
 Autoeficácia no esporte e a 
performance esportiva
 O papel do mindfulness no 
esporte
 Compulsão e perdas
 Síndrome de burnout no 
esporte
 O coping
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Feedback, reforçamento e motivação
Entre as questões que são mais relevantes na área esportiva, está a inves-
tigação dos fatores relacionados ao processo de ensino-aprendizagem. Esse 
processo tem como objetivo desenvolver e aprimorar habilidades motoras, 
pois, para que as atividades físicas sejam bem executadas, é preciso trabalhar 
tais habilidades. Além disso, também trabalha com o conhecimento, aplicação 
e os resultados obtidos dos jogos. Dessa forma, essa aprendizagem motora 
pode ser compreendida como um conjunto de experiência acerca da prática, 
que é capaz de estimular mudanças na performance.
Nessa direção, a atuação do treinador/técnico se torna essencial, visto que 
este tem o papel de entender a proximidade com o grupo de trabalho, assim 
como intervir, planejar, estruturar e aplicar conteúdos a fi m de alcançar objetivos 
em relação ao exercício ou de uma competição, a partir de diversas possibilidades 
que são capazes de auxiliar o seu trabalho. Dentre as possibilidades, o feedback 
pode ser compreendido como um dos fatores importantes ao processo. 
O feedback é uma variável que envolve níveis diferentes de informações, 
sendo reconhecida e necessária no contexto da aprendizagem das habilidades, 
podendo ainda ser defi nido como uma ferramenta que proporciona a obtenção 
de resultados e respostas para as diversas circunstâncias que aparecem no am-
biente de ensino. Em geral, o feedback pode ser compreendido como um meca-
nismo que compartilha informações com intuito de corrigir os erros, portanto, 
quando o feedback é fornecido com interação pedagógica, pode ter três tipos de 
infl uências fundamentais, que são apresentadas no Quadro 1. 
QUADRO 1. INFLUÊNCIAS DO FEEDBACK NA APRENDIZAGEM
Motivação
Diz respeito ao estímulo de novas tentativas, auxiliando para que o atleta tenha 
equilíbrio mental e físico, consequentemente fazendo com que aumente seu 
esforço, produza efeitos positivos na prática e tenha satisfação com ela. 
Reforço Está associado a reforços que os atletas recebem por suas ações, sendo elas 
corretas ou incorretas, portanto, podendo ser reforços positivos ou negativos.
Informação
É sobre dar informações sobre os comportamentos e atitudes que podem 
ser melhorados, proporcionando que o atleta corrija e faça ajustes dos seus 
movimentos, por exemplo. A informação transmitida deve considerar a 
capacidade do atleta de processar e assimilar a informação. 
Fonte: PÉREZ e BAÑUELOS (1997); SCHMIDT (1993). (Adaptado).
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Na prática esportiva, o feedback pode ser fornecido por diferentes motivos, 
sendo eles, segundo o Quadro 2.
QUADRO 2. MOTIVOS PARA A REALIZAÇÃO DE UM FEEDBACK NA PRÁTICA ESPORTIVAErros constantes na realização da atividade e pela falta
de interpretação dessas informações.
Falta de atenção aos estímulos que podem facilitar o
seu desempenho e autocontrole na execução da tarefa.
Escassez de conhecimento sobre a realização da atividade.
Feedback intrínseco e extrínseco
Em suma, o feedback diz respeito à informação que é compartilhada com 
objetivo de auxiliar atletas a corrigirem erros na sua prática, por consequência, 
desenvolver sua performance, que é dividido em duas maneiras, sendo elas o 
feedback intrínseco e o feedback extrínseco. O primeiro está relacionado a 
uma informação sensorial decorrente de uma produção de movimentos, po-
dendo ter relação com fontes externas do corpo (exterocepção) ou de dentro 
do corpo (propriocepção), no qual os atletas percebem os movimentos pelos 
órgãos sensoriais enquanto e após realizar a atividade. 
Enquanto o feedback extrínseco, que também é denominado de feedback 
aprimorado ou aumento, é sobre as informações que o atleta recebe por meio 
de fontes externas, tais como, técnico, vídeo, cronômetro, entre outros. Nesse 
tipo de processo, o atleta recebe instruções que complementam aquela rece-
bida pelo feedback intrínseco, assim possibilitando sua melhora na execução e 
nos resultados dos seus movimentos. 
Os pesquisadores Schmidt e Wrisberg (2010) descreveram que o feedback 
extrínseco pode ser separado em dois tipos: aquele relacionado com a própria 
realização (Conhecimento de Performance – CP) e o relacionado com o resulta-
do obtido (Conhecimento de Resultado – CR).
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QUADRO 3. COMPREENDENDO OS TIPOS DE FEEDBACK EXTRÍNSECO
Tipo Definição
Conhecimento 
de Performance
Diz respeito ao padrão de motivos realizados pelo atleta, ou seja, 
suas características e vícios que podem ser responsáveis por um bom 
desempenho ou não. Nesse processo, os técnicos informam para os atletas 
sobre a qualidade dessas ações, com intuito de auxiliar no desenvolvimento 
dos padrões de movimentos e atingirem melhores resultados.
Um exemplo para esse processo é quando o atleta está treinando faltas e o 
seu técnico orienta que ele deve colocar o pé de apoio mais próximo à bola 
na hora que for chutar. 
Conhecimento 
de Resultado
Tem como finalidade fornecer informações acerca do desempenho de 
uma habilidade específica e dos resultados de movimentos. Os dados são 
transmitidos, geralmente, de forma verbal. 
Um exemplo desse processo é quando o atleta acerta 10 finalizações de 
gol no primeiro tempo e o treinador passa essa informação para que o 
atleta esteja consciente do seu desempenho. 
Fonte: SCHMIDT; WRISBERG, 2010.
Enquanto o feedback intrínseco é percebido por canais sensoriais do atle-
ta, o feedback extrínseco acontece a partir de treinadores, professores ou 
instrutores. As duas formas de receber informações são complementares e 
essenciais, uma vez que auxiliam para que o atleta consiga atingir resultados 
melhores na sua prática esportiva. Independentemente do tipo de feedback 
recebido, este pode ser transmitido em diferentes estratégias, como símbolos, 
vozes e gestos. No Quadro 4 é possível observar alguns métodos que são utili-
zados para facilitar a troca de informações.
QUADRO 4. TRANSMISSÃO DO FEEDBACK
Feedback 
verbal
As instruções verbais são bem presentes em qualquer situação, mesmo fora 
do contexto esportivo, sendo apresentadas por meio de mensagens e falas que 
auxiliam os atletas a perceber seus pontos fracos, consequentemente orientando 
para que as habilidades motoras sejam aprimoradas. Contudo, é importante 
ressaltar que a sobrecarga de informações pode comprometer a evolução e 
resultados positivos, portanto, é recomendado que o feedback seja pensado para 
transmitir o máximo de informações, mas com poucas palavras ou frases chaves.
Feedback 
Visual
A parte visual dos indivíduos é bastante complexa, diante disso alguns pesquisadores 
buscaram compreender a relação da visão com a prática esportiva. A partir disso, 
foi possível compreender que a percepção visual de qualidade possibilita que os 
atletas sejam mais rápidos e consigam ter mais acertos nas suas jogadas. Dessa 
forma, entende-se que o feedback visual é uma ferramenta essencial, que tem como 
finalidade facilitar a compreensão do atleta com o seu esporte. Este pode acontecer 
por meio de modelos, ou seja, vendo alguém realizar um movimento, podendo ser 
seu professor, treinador ou instrutor, como também por imagens, sejam elas fotos ou 
vídeos, possibilitando a aprendizagem por meio da observação.
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O feedback só pode ser considerado fi nalizado quando o aluno entende 
este como um reforço, sendo defi nido como aquilo que possibilita o atleta 
repetir ou não uma ação. Quando o reforço é positivo, o atleta entenderá 
como uma questão motivacional, fazendo com continue realizando seus mo-
vimentos. Por outro lado, quando é negativo, pode bloquear qualquer apren-
dizagem e processo de tentativa. Nesse sentido, o treinador, ao proporcionar 
o feedback, precisa considerar diferentes fatores, como, a faixa etária, a ex-
periência motora, como também a natureza do erro.
Motivação intrínseca e extrínseca
A motivação surge em conjunto com o feedback, a partir do papel que o 
treinador decide desempenhar com o atleta e com a equipe esportiva. A mo-
tivação é considerada um dos elementos centrais para concentrar as informa-
ções percebidas na direção do comportamento. A forma como os treinadores 
lidam com os desafi os acerca do processo de ensino e as estratégias utilizadas 
para fortalecer os atletas é um dos fatores que determina a satisfação, engaja-
mento e permanência na prática. 
O ato de praticar esportes requer especifi cidades do atleta por causa do alto 
desenvolvimento das funções, mas também da qualidade da prática e dos estados 
psíquicos, dessa forma entende-se que o esporte está direcionado para alcançar 
metas que vão além do esforço e determinação. Essa ação pode ser denominada 
como uma causa, um motivo ou justifi cativa para permanência na prática. 
Quando o motivo pela permanência é inerente ao objeto de aprendizagem, 
não dependendo de fatores externos, este é chamado de motivação intrínse-
ca. No entanto, quando a determinação e engajamento pelo esporte são cau-
sados por fatores externos, tais como saúde física, ganho de medalhas e outras 
recompensas, este é determinado como motivação extrínseca. 
A realização de pesquisas sobre fatores motivais podem auxiliar na prática de 
esportes de crianças e adolescentes, uma vez que permite identifi car e elaborar 
treinamentos estratégicos que facilitam o ensino. Dessa forma, o conhecimento 
sobre esses elementos proporciona resultados positivos futuros, a partir de pla-
nejamentos mais direcionados, aumentando o interesse dos envolvidos, além 
de se sentirem motivados a permanecer e buscar o sucesso através do esporte. 
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Quando se trata da Psicologia do Esporte, a área busca compreender os as-
pectos socioemocionais que afetam o desempenho dos atletas, principalmente 
os de alto rendimento, bem como entender os efeitos da prática esportiva sobre 
o desenvolvimento psicológico. A partir disso, a literatura vem defendendo que 
a motivação é um dos principais fatores que afetam o rendimento dos atletas, 
como também a autoestima, autoconfiança, agressividade, concentração, entre 
outros. A motivação pode ser considerada como determinante para a intensida-
de e a direção dos esforços, uma vez que a direção está associada ao quanto o 
atleta se aproxima ou se afasta de algumas circunstâncias, e a intensidade diz 
respeito ao quanto de determinação é colocado em uma determinada situação. 
É possível compreender as características de cada tipo de motivação na Figura 1.
• Divertimento
• Humor
•Sensações e sentimentos da prática
• Mindfulness
• Sensações físicas
• Tensão muscular
• Postura corporal
• Controle cardiorrespiratório
• Controle de peso
Motivação intrínseca
Motivação extrínseca
Figura 1. Razões intrínsecas e extrínsecas para permanência na atividade física. 
As razões internas para permanecer no esporte são aquelas que não são 
afetadas por fatores externos, acontecendo de forma voluntária, dependendo 
do estado emocional e psicológico dos atletas, enquanto as razões externas 
têm relação com os resultados que são passíveis de observação, como ganho 
de massa, relação com o treinador e diminuição da gordura corporal. A par-
tir da literatura foi possível identificar que as motivações intrínsecas são mais 
presentes para iniciação e manutenção das atividades, como os relacionamen-
tos que eram criados nesse ambiente e o suporte familiar. Adicionalmente, o 
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encorajamento dos treinadores, a estrutura do clube ou centro de treinamento 
e o bom desempenho em competições também aparecem como razões para a 
prática esportiva.
A partir dessas informações, a Teoria de Autodeterminação (TAD) sur-
giu, fazendo com que a motivação deixasse de ser compreendida isoladamen-
te, sendo o resultado de uma característica. A TAD defende que as pessoas 
quando estão ativas e curiosas tendem a demonstrar interesse para aprender 
e explorar novas atividades. Nessa direção, a teoria descreve que os atletas 
possuem diversas formas de classificar as motivações, as quais afetam o fun-
cionamento e as personalidades. 
A fim de organizar e investigar os efeitos do comportamento em relação 
à motivação, a TAD inclui mais uma forma de motivação além da intrínseca e 
extrínseca, sendo esta denominada desmotivação. 
QUADRO 5. A MOTIVAÇÃO SOB A PERSPECTIVA DA TAD
Motivação Subtipos Definição
Intrínseca
Para saber Acontece quando o atleta realiza a atividade com intuito 
de aprender sobre essa prática. 
Para realizar É determinada pelo prazer que o atleta tem em realizar 
a atividade.
Para 
experienciar
Diz respeito ao atleta que participa das atividades para 
experienciar as situações estimulantes inerentes à tarefa.
Extrínseca
Regulação 
Externa
O comportamento é regulado a partir de recompensas 
ou de medo das consequências negativas (e.g. críticas). 
Esse tipo de motivação está associado a quando o 
treinador impõe castigos aos atletas que não cumpriram 
com as tarefas propostas. 
Regulação 
Interiorizada
Acontece quando a motivação externa é internalizada, 
por exemplo, comportamentos reforçados por pressões 
internas (culpa). Tal comportamento pode ser observado 
quando alguém pratica a ação por “desencargo de 
consciência”.
Regulação 
Identificada
Quando o atleta realiza um movimento ou 
comportamento que não optou por fazer, mas que 
é considerado importante. O atleta reconhece o 
valor disso e mesmo que não se interesse por ela, 
consegue fazer o que é proposto com objetivo de se 
esquivar de eventos aversivos, como uma bronca do 
treinador. 
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Desmotivação -
A desmotivação é o estado motivacional que indica que 
os atletas não identifi caram razões para realizar alguma 
atividade. Nessa perspectiva, os atletas acreditam que a 
atividade não trará benefícios ou que não conseguirão 
realizar de forma satisfatória.
É importante destacar que, ao se basear na TAD para entender as moti-
vações dos atletas, a motivação não pode ser interpretada como dicotomia 
simplista de divisão entre o intrínseco e o extrínseco. O conjunto de razões é 
composto por fatores externos até os mais autodeterminados, além disso as 
motivações extrínsecas não devem ser associadas a comportamentos negati-
vos, uma vez que possuem um nível de autonomia, enquanto as razões intrín-
secas são de caráter autodeterminável.
ASSISTA
A relação com o treinador e familiares é uma das fontes 
de motivação extrínseca, consideradas fundamentais 
para a permanência da prática esportiva e do bom 
desempenho. No vídeo Crianças, esporte e competi-
ção: comportamento de pais e treinadores é possível 
observar como essas duas fontes podem infl uenciar na 
motivação dos atletas. 
Percepção e atenção nas práticas esportivas
A partir das atividades esportivas, as pessoas não desenvolvem apenas o 
físico, mas também conseguem aprimorar habilidades cogni-
tivas, dessa forma a prática regular pode estimular a per-
cepção e atenção dos participantes. A literatura defende 
a importância dessas habilidades dentro do processo de 
ensino-aprendizagem para que os atletas consigam alcançar 
resultados e exigências frente aos jogos esportivos 
competitivos. São consideradas habilidades cogni-
tivas: percepção, atenção, memória, inteligên-
cia e tomada de decisão, que na maioria das 
vezes são características fundamentais para a 
liderança esportiva. No Quadro 6 é possível ob-
servar as defi nições desses processos. 
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QUADRO 6. DEFINIÇÕES DOS PROCESSOS COGNITIVOS
Processo Definição
Percepção
A percepção pode ser definida como o processo de extrair as informações 
presentes no meio ambiente, a partir dela é possível dar significado a 
objetos e coisas. Em suma, a percepção está diretamente relacionada ao 
conhecimento. 
Atenção
A atenção pode ser compreendida como um estado intenso e seletivo da 
percepção. Durante o processo da percepção, a atenção se torna essencial, 
uma vez que é ela que possibilita a seleção de estímulos necessários a 
partir de uma interpretação e assimilação.
Memória
A memória é a capacidade do atleta em adquirir, guardar e restituir as 
informações que são recebidas. Nesse sentido, a memória trabalha para 
amenizar e recuperar experiências vividas durante a prática. Contudo, não 
deve ser considerada como uma fonte de armazenamento de informações, 
mas sim como uma fonte rica de operações e acontecimentos. 
Inteligência
A inteligência é a capacidade mental, possibilitando que o atleta raciocine, 
planeje, resolva problemas, compreenda ideias complexas, além de 
adquirir aprendizagem sobre a sua prática. 
Tomada de 
decisão
A tomada de decisão diz respeito ao processo de selecionar uma resposta 
em um ambiente que proporciona múltiplas opções de respostas. 
Contudo, não é só sobre chegar a uma decisão, mas conseguir perceber 
quais são as possibilidades de sucesso. 
Em modalidades esportivas que exigem altos níveis de estratégias, como vo-
leibol, basquetebol, futebol e handebol, o processo de cognição é muito neces-
sário, pois permite que o atleta realize 
a “leitura do jogo”, uma vez que pos-
sibilita lidar com a imprevisibilidade, 
variabilidade e jogadas aleatórias. No 
vôlei, por exemplo, os jogadores de-
vem analisar as qualidades do passe, a 
necessidade do bloqueio, se é preciso 
fazer o levantamento, se a bola do ata-
que tem possibilidade de sair da qua-
dra, além de planejar durante a jogada 
qual a melhor maneira para defender 
e atacar o time adversário.
Figura 2. Exemplo de uma estratégia tática a ser cumpri-
da pelos jogadores de vôlei. Fonte: Shutterstock. Acesso 
em: 03/08/2021. (Adaptado).
Tática de voleibol
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Dessa forma, a percepção, a atenção e a tomada de decisão formam uma 
matriz importante para os jogos, pois durante as partidas os atletas precisam 
entender todos os estímulos proporcionados pelo ambiente e decidir qual o 
melhor movimento para conseguir os pontos necessários.
Autoconceito e crenças
O autoconceito é denominado pela percepção que o indivíduo tem sobre 
si, sendo tanto uma construção cognitiva e social que é desenvolvida ao decor-
rer da vida, como também moldado por um conjunto de questões assumidas 
pela pessoa. A percepção, no entanto, não se limita apenas à pessoa, mas ao 
seu comportamento

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