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Módulo síncrono 2 
Introdução à comunicação clínica e a 
prática do médico de família e 
comunidade no âmbito do SUS 
 
Guia Complementar para Atividade de Retenção 
Adelson Guaraci Jantsch 
Médico de Família 
Assessor técnico da Secretaria Executiva da UNA-SUS 
 
 
Olá, facilitador e facilitadora! 
 
Estamos chegando ao final do segundo módulo de atividades síncronas da nossa 
Especialização em Medicina da Família e Comunidade. Este módulo foi dedicado a 
trabalhar habilidades de Comunicação Clínica. 
Nesta altura, você já está acostumado à dinâmica das atividades, com videoaulas, 
discussão de casos, exercícios, dramatizações e discussão de consultas videogravadas, por 
meio da metodologia Problem-based Interviewing (PBI). 
Para o final deste segundo módulo reservamos alguns encontros para recuperação de 
atividades que precisaram ser retomadas em outro momento devido a atrasos no 
calendário ou intercorrências, que chamamos de Encontros de Retenção. Estes encontros 
podem ser usados para apresentação de uma consulta videogravada que algum 
profissional estudante não tenha realizado, recuperação de alguma aula teórica que tenha 
ficado em aberto ou mesmo para rever algum tema que o grupo tenha interesse. 
Alguns grupos, contudo, estão com o calendário de atividades em dia, sem nenhuma 
intercorrência. Para que os encontros de retenção não fiquem ociosos, apresentamos 
aqui alguns casos fictícios que podem ser usados por você e seu grupo para dramatização 
e discussão mais aprofundada das habilidades de comunicação. 
 
 
 
 
Para usar este guia, siga os seguintes passos: 
 
1. Apresente ao grupo de profissionais estudantes a proposta da atividade e 
convide-os para que aqueles que quiserem participar das dramatizações o 
façam de maneira voluntária. 
2. Quatro histórias estão aqui disponíveis e podem ser usadas em uma ou mais 
atividades de retenção. 
3. Reforce os combinados para as dramatizações – não seja caricato, não faça 
gracejos ou piadas, não tente representar o paciente “mais difícil do 
mundo”, não dificulte a situação para o médico inventando novos sintomas 
ou complicando os problemas relatados. 
4. Reforce os combinados propostos no guia sobre como dar e receber 
feedback durante as sessões de discussão de consulta videogravada. 
5. Escolha dois voluntários por vez – para cada caso. 
6. Defina qual dos dois fará o papel de médico e qual fará o papel do paciente. 
7. Envie o guia do médico para o médico-ator e o do paciente para o paciente-
ator. 
8. Não compartilhe as informações com todos os participantes, principalmente 
as informações do paciente. Estas devem ser partilhadas somente com o 
paciente-ator. 
9. Durante as dramatizações, os demais participantes devem observá-las em 
silêncio, usando o guia com o instrumento Calgary-Cambridge. 
10. Ao final da dramatização, sempre o médico-ator deve falar primeiro. Em 
seguida, o paciente-ator. Depois, os demais participantes podem se 
expressar. 
11. Ao longo da discussão, sugestões para melhorar a comunicação podem ser 
feitas e, de preferência, colocadas em prática também na forma de 
dramatização. Isso pode ser feito quantas vezes desejarem. 
12. Ao finalizar uma dramatização, retornem ao ponto 5, escolha mais dois 
profissionais estudantes para atuarem como médico-ator e como paciente-
ator. 
 
 
Ao final de cada caso há algumas sugestões de leitura sobre dimensões da comunicação 
clínica trabalhados e também sobre aspectos clínicos, para ampliar e aprofundar os 
conhecimentos. Além dos livros já apresentados nas web-aulas. Boa atividade! 
 
 
CASO 1 – a primeira consulta do Adailto 
GUIA DO PACIENTE – ADAILTO, motorista de ônibus 
Você se chama Adailto, tem 56 anos, é casado com Matilde, 51. São pais de 3 filhos, 
Júnior, de 30, Mônica, de 29, e o caçula Mateus, de 24, que ainda vive na casa dos pais. 
Tem um neto, Antônio, 2 anos, filho de Mônica. Você trabalhou sua vida inteira como 
motorista. Já foi caminhoneiro e viajou muito, mas agora está trabalhando como 
motorista de ônibus de linha municipal. Faz o trajeto entre o bairro e o centro da cidade 
várias vezes ao dia. Não tem do que reclamar do seu trabalho, apesar de ser muito 
cansativo. É feliz com o ambiente do trabalho, tem muitos amigos e gosta da sua rotina, 
mesmo tendo que acordar muito cedo. Gostaria de ser mais bem remunerado, “mas a 
gente se vira com uns bicos de final de semana” para complementar a renda. Sua esposa 
é professora de escola primária, são casados há 30 anos, desde que ela engravidou do 
filho mais velho, Júnior. São felizes no casamento. 
Você nunca consultou no posto de saúde. Sua esposa Matilde se consulta com 
frequência, pois é muito preocupada com a sua saúde. Fez “check-ups” e sempre diz que 
está “tudo bem” com a sua saúde. Ela realmente é muito cuidadosa com a própria saúde, 
controla o peso, pratica atividade física. “Se bebe álcool, é só um copo”. Nunca fumou. 
Você, por outro lado, está bastante acima do peso. Apesar de ter diminuído, continua 
fumando 10 cigarros ao dia, mas diz para a esposa que fuma só de vez em quando – “se 
não ela dá bronca, briga comigo”. Sabe que tem pressão alta, já lhe prescreveram 
remédios, mas usa só de vez em quando por um motivo bem importante: quando usou, 
achou que seu desempenho sexual “não era mais o mesmo”. Recentemente isso vem 
acontecendo com maior frequência e chegou a cogitar a ideia de “usar aquele remédio 
azulzinho pra melhorar o desempenho”. Tentou conseguir o remédio em uma consulta 
na UPA, mas o médico disse que deveria consultar no posto de saúde e falar com o seu 
médico. Tentou também uma consulta no plano de saúde vinculado à empresa de 
ônibus em que trabalha, mas lhe encaminharam novamente ao cardiologista, com quem 
não teve uma boa experiência – foi o mesmo médico que lhe prescreveu 
hidroclorotiazida ano passado. “Só mediu minha pressão, falou que tava alta, que tinha 
que tomar esse remédio – hidroclorotiazida 25 mg pela manhã – mas não tem 
condições, doutor, esse remédio me faz urinar o tempo todo. Como que eu vou dirigir o 
ônibus tendo que parar pra mijar a cada 15 minutos???”. 
 
Você agendou a consulta com a agente comunitária de saúde dizendo que estava com 
um “probleminha para urinar”, mas na verdade sua queixa principal é “conseguir um 
remédio para melhorar a potência sexual”. 
 
 
Caso o médico pergunte – sua PA hoje está 180/100 mmHg, aferida pela técnica de 
enfermagem, sua altura é 175 cm e seu peso está em 92 kg. Seu IMC é 30 kg/m2. Não 
tem nenhuma outra queixa. Se o médico perguntar sobre alguma outra coisa, como 
diabetes, por exemplo, diga que não sabe. Fora o cigarro e algumas cervejinhas no final 
de semana (sem exageros), não usa nenhuma droga ilícita. Não pratica atividade física 
há muito tempo, pois acha sua rotina muito cansativa. 
 
GUIA DO MÉDICO – ADAILTO, motorista de ônibus 
Esta é a primeira consulta do Adailto, 56 anos. Ele é casado com Matilde, 51, que é sua 
paciente já conhecida de várias consultas. Ela participa de atividades na unidade de 
saúde e dos grupos de caminhada. Já falou do seu esposo em consultas – “meu marido 
não se cuida, doutor!!”. Agendou uma consulta para hoje para falar de um “problema 
para urinar”. 
 
GUIA PARA O FACILITADOR E A FACILITADORA 
Este caso tem por objetivo abordar um tema sensível para muitos médicos, que é falar 
sobre a vida sexual dos pacientes, evitando constrangimentos. O médico-ator deve 
identificar o problema, falar sobre o problema com o paciente, perguntar como está 
sua vida sexual dentro do casamento, se há vida sexual fora do casamento. Perguntar 
sobre outros hábitos de vida, sobre o tratamento da hipertensão, sobre o excesso de 
peso e sobre o uso de tabaco. 
 
Sugestões de leitura sobre como abordar questões envolvendo sexualidade na 
consulta: 
Sexual Health History: Techniques and Tips, 
https://www.aafp.org/pubs/afp/issues/2020/0301/p286.pdfser abordado de duas maneiras, com dois objetivos em separado: (1) 
abordar o quadro de depressão da paciente identificando sintomas, sua história clínica, 
 
 
bem como a experiência do adoecimento – exercício que já fizemos anteriormente; (2) 
abordar risco de suicídio. Dado o quadro clínico de depressão maior desta paciente é 
necessário avaliar risco de suicídio nesta consulta. As informações necessárias para tal 
estão listadas abaixo e não são muitas, porém, como perguntá-las é uma tarefa nova 
para nós. Além disso, é um tema difícil para muitos médicos. 
Perguntas que devem ser feitas para avaliação do risco de suicídio: 
• Há pensamentos de morte ou suicídio? 
• Já pensou em tirar sua própria vida? 
• Já fez algo para se machucar ou tentou se matar? 
• Tem um plano ou ideia de como faria isso? 
• Há algo que a impeça de fazer isso (familiares, crenças, etc.)? 
Mesmo com respostas negativas, o médico deve avaliar suporte social, ambiente de 
trabalho, fatores estressores e discutir tratamento para depressão, incluindo 
acompanhamento psicológico e uso de antidepressivos, se necessário. 
 
Para ler mais sobre o assunto: 
Depression: Screening and Diagnosis, 
https://www.aafp.org/pubs/afp/issues/2018/1015/p508.html 
The Suicidal Patient: Evaluation and Management, 
https://www.aafp.org/pubs/afp/issues/2021/0401/p417.html 
 
 
 
https://www.aafp.org/pubs/afp/issues/2018/1015/p508.html
https://www.aafp.org/pubs/afp/issues/2021/0401/p417.htmla experiência da doença (ideias, 
preocupações, expectativas e capacidade funcional), você tem agora ao menos duas 
patologias identificadas (dois diagnósticos) – a diabetes e a insuficiência cardíaca com 
fração de ejeção preservada (ICFEp). 
Como você comunicaria esses dois diagnósticos para Dona Lourdes? Que habilidades 
você aprendeu durante este semestre que podem ser aplicadas aqui neste momento? 
 
GUIA PARA O FACILITADOR E A FACILITADORA 
Neste caso podemos aplicar algumas habilidades que aprendemos neste semestre: 
1. Como explorar a experiência do paciente frente ao seu problema. 
2. Como explorar autocuidado, uma vez que Lourdes teve muita dificuldade em 
aderir ao tratamento proposto para hipertensão. 
3. Como apresentar o diagnóstico de duas condições graves, uma mais prevalente 
e conhecida pelos pacientes, a diabetes, e outra menos comum e que afeta o 
coração, órgão sempre associado pelos pacientes como muito sensível e que, 
qualquer problema nele, pode ser grave. 
 
Para ler mais sobre o assunto: 
Patient Communication: Practical Strategies for Better Interactions, 
https://www.aafp.org/pubs/fpm/issues/2022/0300/p12.html 
Para entender mais sobre literacia em saúde – Health Literacy in Primary Care Practice, 
https://www.aafp.org/pubs/afp/issues/2015/0715/p118.html 
Motivational interviewing techniques facilitating behaviour change in the general 
https://www.aafp.org/pubs/fpm/issues/2022/0300/p12.html
https://www.aafp.org/pubs/afp/issues/2015/0715/p118.html
 
 
practice setting, https://www.racgp.org.au/afp/2012/september/motivational-
interviewing-techniques 
Motivational interviewing: four steps to get started, 
https://www.aafp.org/pubs/fpm/blogs/inpractice/entry/motivational_interviewing.ht
ml 
Artigo da Nova Zelândia – Motivational interviewing in primary care, 
https://bpac.org.nz/2019/motivational.aspx - apresenta uma tabela muito 
interessante: 
 
 
A atividade não é sobre insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada 
(anteriormente chamada de insuficiência cardíaca diastólica). Contudo, se alguém 
quiser se aprofundar no assunto, aqui vão algumas sugestões de leitura sobre este 
tema clínico: 
Heart Failure with Preserved Ejection Fraction: Diagnosis and Management, 
https://www.aafp.org/pubs/afp/issues/2017/1101/p582.html 
Medication Management for Chronic Heart Failure with Preserved Ejection Fraction, 
https://www.aafp.org/pubs/afp/issues/2019/0701/p17.html 
 
https://www.racgp.org.au/afp/2012/september/motivational-interviewing-techniques
https://www.racgp.org.au/afp/2012/september/motivational-interviewing-techniques
https://www.aafp.org/pubs/fpm/blogs/inpractice/entry/motivational_interviewing.html
https://www.aafp.org/pubs/fpm/blogs/inpractice/entry/motivational_interviewing.html
https://bpac.org.nz/2019/motivational.aspx
https://www.aafp.org/pubs/afp/issues/2017/1101/p582.html
https://www.aafp.org/pubs/afp/issues/2019/0701/p17.html
 
 
Heart failure with preserved ejection fraction: A growing global epidemic, 
https://www1.racgp.org.au/ajgp/2019/july/heart-failure-with-preserved-ejection-
fraction 
Insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada no BMJ Best Practice, 
https://bestpractice.bmj.com/topics/pt-br/953 
Echocardiography in heart failure, 
https://www.racgp.org.au/getattachment/c32a264e-49de-496b-b2df-
60a409a9dafe/Echocardiography-in-heart-failure.aspx 
 
https://www1.racgp.org.au/ajgp/2019/july/heart-failure-with-preserved-ejection-fraction
https://www1.racgp.org.au/ajgp/2019/july/heart-failure-with-preserved-ejection-fraction
https://bestpractice.bmj.com/topics/pt-br/953
https://www.racgp.org.au/getattachment/c32a264e-49de-496b-b2df-60a409a9dafe/Echocardiography-in-heart-failure.aspx
https://www.racgp.org.au/getattachment/c32a264e-49de-496b-b2df-60a409a9dafe/Echocardiography-in-heart-failure.aspx
 
 
CASO 4 – A crise de Patrícia 
GUIA DO PACIENTE – PATRÍCIA, 42 anos, caixa de supermercado 
Você se chama Patrícia, tem 42 anos, trabalha como caixa de supermercado há 5 anos. 
Mora sozinha, não tem filhos e tem pouco contato com familiares. Veio do interior há 
muitos anos para a cidade grande, nunca se casou – “nenhum homem presta!” – e sente 
falta da sua família no interior, principalmente da sua mãe. 
Nos últimos três meses tem se sentido constantemente (1) triste, (2) cansada e sem 
energia e (3) sem interesse por coisas que antes gostava. (4) Dorme mal e acorda 
cansada durante a noite, sem conseguir pegar no sono novamente. (5) Perdeu peso 
neste período. Sabe disso pois sua amiga e colega de trabalho comenta. (6) Vem se 
sentindo inútil e sem propósito na vida, muito diferente de quando veio do interior, 
cheia de sonhos e desejo de uma vida feliz. Sente-se culpada por não estar perto da sua 
mãe, sente-se fracassada por não ter conseguido melhorar sua condição de vida e sem 
esperança de que consiga isso em breve. Vive em um quarto alugado, sozinha. Hoje, no 
trabalho, após uma discussão com um cliente, teve uma crise de choro incontrolável. 
Foi levada aos fundos e, enquanto chorava, começou a gritar e se agredir (arranhões nos 
braços). Seus colegas ficaram assustados e chamaram seu supervisor. 
Seu supervisor, que frequentemente a critica e humilha, disse que ela não deveria ter 
arrumado confusão com a cliente, que ali não era lugar para este tipo de atitude. Em 
outros momentos já havia chamado a sua atenção dizendo que você não levava jeito 
para lidar com o público e sugeriu que talvez fosse melhor trabalhar com outra coisa. 
Márcia, sua colega de trabalho e amiga, a trouxe para uma consulta de urgência na 
unidade de saúde – fica no mesmo quarteirão do supermercado. 
Você sente que está no limite, mas, se o médico te perguntar, nega que tem 
pensamentos suicidas. Mas fale sobre isso somente se o médico perguntar – esta é a 
tarefa do médico nesta dramatização. 
Caso o médico pergunte sobre o trabalho, conte que seu supervisor faz comentários 
depreciativos, grita e diz que você é incompetente. Sente-se assediada e inferiorizada. 
Se o médico perguntar sobre suicídio, não fale prontamente e responda 
negativamente a perguntas como: 
• Tem pensado em morte ou suicídio? 
• Já pensou em tirar sua própria vida? 
 
 
• Já fez algo para se machucar ou tentou se matar? 
• Tem um plano ou ideia de como faria isso? 
• Há algo que a impeça de fazer isso (familiares, crenças, etc.)? 
 
GUIA DO MÉDICO – PATRÍCIA, 42 anos, caixa de supermercado 
Você está atendendo Patrícia, 42 anos, que trabalha de caixa no mercado que fica no 
mesmo quarteirão da unidade de saúde. Você a conhece de vista, do mercado. 
Ela veio acompanhada de Márcia, por conta de uma crise de choro incontrolável que 
teve hoje no trabalho, após uma briga com um cliente. Foi levada aos fundos do 
mercado e, enquanto chorava, começou a gritar e se agredir (arranhões nos braços). 
Seus colegas ficaram assustados. Seu supervisor, que não a tem em boa conta (tem 
histórico de antipatia por ela), disse que ela não deveria ter arrumado confusão com a 
cliente, que ali não era lugar para este tipo de atitude. Em outros momentos já havia 
chamado a sua atenção dizendo que ela não levava jeito para lidar com o público e 
sugeriu que talvez fosse melhor trabalhar com outra coisa. 
Você tem algumas tarefas aqui, que podem ser feitas em mais de uma dramatização, 
em várias rodadas. 
1. Atender a paciente e abordar seu problema. 
2. Avaliar o quadro clínico e buscar as informações que considerar necessárias. 
3. Abordar ideias, preocupações, expectativas e capacidade funcional da paciente. 
4. Abordar a gravidade do quadro clínico e possíveis riscos aos quais ela esteja 
exposta. 
Não se preocupe em abordar tratamentos, uso de medicamentos, etc. Não é este o foco 
da atividade. Há muitos aspectos clínicos que devem ser abordados também, é claro. 
Mas esses não são o foco da atividade. 
 
GUIA PARA O FACILITADOR OU FACILITADORA 
Este caso podeser abordado de duas maneiras, com dois objetivos em separado: (1) 
abordar o quadro de depressão da paciente identificando sintomas, sua história clínica, 
 
 
bem como a experiência do adoecimento – exercício que já fizemos anteriormente; (2) 
abordar risco de suicídio. Dado o quadro clínico de depressão maior desta paciente é 
necessário avaliar risco de suicídio nesta consulta. As informações necessárias para tal 
estão listadas abaixo e não são muitas, porém, como perguntá-las é uma tarefa nova 
para nós. Além disso, é um tema difícil para muitos médicos. 
Perguntas que devem ser feitas para avaliação do risco de suicídio: 
• Há pensamentos de morte ou suicídio? 
• Já pensou em tirar sua própria vida? 
• Já fez algo para se machucar ou tentou se matar? 
• Tem um plano ou ideia de como faria isso? 
• Há algo que a impeça de fazer isso (familiares, crenças, etc.)? 
Mesmo com respostas negativas, o médico deve avaliar suporte social, ambiente de 
trabalho, fatores estressores e discutir tratamento para depressão, incluindo 
acompanhamento psicológico e uso de antidepressivos, se necessário. 
 
Para ler mais sobre o assunto: 
Depression: Screening and Diagnosis, 
https://www.aafp.org/pubs/afp/issues/2018/1015/p508.html 
The Suicidal Patient: Evaluation and Management, 
https://www.aafp.org/pubs/afp/issues/2021/0401/p417.html 
 
 
 
https://www.aafp.org/pubs/afp/issues/2018/1015/p508.html
https://www.aafp.org/pubs/afp/issues/2021/0401/p417.html

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