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- Títulos de Crédito
Letra de câmbio
Nota promissória
Cheque
Duplicata
1. Teoria Geral dos Títulos de Crédito
A importancia do crédito na antiguidade comercial
Surgiu nas feiras comerciais
Letra de câmbio: carta de troca de moeda
Nota promissória: crédito documentado para receber dinheiro do banco
- Princípio da autonomia das obrigações
*Os Títulos de crédito nasceram para facilitara circulação e auxiliar na
riqueza
2. Endosso
Ato de transferencia do título
Endossante
Endossatário
Como se faz o endosso
Consequências
Diferença entre endosse e sessão de crédito
3. Aval
Garantia pessoal de título de crédito
Avalista garante a obrigação do avalisado
Comparação entre aval e fiança
4. Letra de Câmbio
Origem
Disciplina legal
Definição
Requisitos legais
Situações Jurídicas
Vencimento
Protesto
Regras
Ação cambial
Prescrição
5. Nota Promissória
Descrição
Definição
Requisitos Legais
6. Cheque
Origem Inglesa
Definição
Situações Jurídicas
Requisitos Legais
Cheque Pós datado
Execução e Prescrição
7. Duplicata
Origem brasileira
Disciplina legal
Definição
Situações Jurídicas
Vencimento e Pagamento
Prescrição
I. Teoria Geral dos TC
1. A importância do crédito
- Crédito é o direito a uma prestação futura baseado na confiança e no prazo
- Para explorar a atividade comercial é mais importante ter crédito do que
patrimônio
2. Surgimento dos TC na idade média
- Letra de câmbio e nota promissória foram os primeiros TC e surgiram nas
feiras comerciais medieváis
3. Definição de TC
"TC é o documento necessário para o exercício do direito literal e autônomo
nele mencionado" - Cesare Vivante
*O mesmo TC pode ter mais de uma obrigação, todas independentes
4. Princípios gerais dos TC
4.1. Pr da Cartularidade (documentabilidade):
- É aquele que exige apresentação do título de crédito original para o credor
obter o seu pagamento
- É necessário utilizar o título original
4.2. Pr da Literalidade:
- Somente produzem efeitos jurídicos cambiais os atos lançados no próprio
título de crédito, ou seja, o título vale pelo o que ele contêm
4.3. Pr da Autonomia das obrigações:
- As obrigações existentes no título são autônomas e independentes entre si,
de forma que o vício ou problema em uma obrigação não se estende às
demais obrigações
a) Subprincípio da abstração:
- É a absoluta desvinculação do título de crédito em relação ao negócio
jurídico que lhe deu causa ("Causa debendi"), tendo como pressuposto a
circulação do título por meio do endosso
b) Subprincípio da inoponibilidade das exceções pessoais perante terceiros
de boa-fé:
- Com a circulação do título pelo endosso, os problemas decorrentes da causa
debendi não podem ser alegados para o emitente do título se desvincular da
obrigação de pagá-lo perante terceiros de boa-fé
5. Classificação
5.1. Quanto ao modelo
- Livre: não existe um padrão pré estabelecido em lei, desde que todos os
requisitos estejam ali é considerado TC. Ex: letra de câmbio e nota
promissória
- Vinculado: existe um padrão. Ex: cheque e duplicata
5.2. Quanto à estrutura
- Ordem de pgto: emitente da uma ordem para que alguém pague o
beneficiário. Ex: letra de câmbio, cheque e duplicata
- Promessa de pgto: o emitente se compromete a pagar o título perante o
beneficiário. Ex: nota promissória
5.3. Quanto às hipóteses de emissão
- Causal: aquele que só pode ser emitido na hipótese prevista em lei. Ex:
duplicata
- Não causal: aqueles que podem ser emitidos em qualquer hipótese. Ex:
cheque e nota promissória
- Limitado: aquele que não pode ser emitido em determinada hipótese
previsat em lei. Ex: letra de câmbio
5.4. Quanto à circulação
- Ao portador: o beneficiário não é identificado e o título circula pela mera
tradição (entrega)
- Nominativo à ordem: aquele que identifica o beneficiário e circula por meio
do endosso
- Nominativo não à ordem: aquele que identifica o beneficiário e a
transferência ocorre por meio de sessão de crédito
II. Endosso
1. Origem
Nas feiras medievais
2. Definição
Endosso é o ato cambial pelo qual o credor de um título de crédito com a
clausula a ordem trnsfere para outra pessoa assumindo em regra a
responsabilidade pelo pagamento do título de crédito
3. Cláusula à ordem
Assegura a possibilidade de transferência do título pelo endosso
Implicita (mesmo que não esteja expressa o título circula por endosso, para
proibir a circulação por endosso é necessário a inserção da cláusula não a
ordem devidamente expressa) (continua circulando por cessão de crédito)
4. Endossante e endossatário
Endossante é aquele que realiza o endosso e trasfere o título. Endossatário é
aquele que recebe o título polo endosso (passa a ser o novo credor do título)
5. Realização do endosso
Pode ser realizado pela simples assinatura no verso do título
Pode ser assinado na parte da frente desde que o ato seja devidamente
identificado
Endosso em branco é aquele que só tem a assinatura sem o nome do
endossatário
Endosso em preto é aquele que identifica o nome do endossatário
O endosso tem que ser puro e simples, não pode estabelecer condição nem
endosso parcial
6. Endosso parcial e endosso condicional: Vedado
O endosso parcial é nulo
Qualquer condição colocada no endosso é considerada não escrita
7. Efeitos do Endosso *art. 914, CC
Transferência do título
Responsabilidade do endossante pelo pagamento do título salvo cláusula
8. Espécies de endosso
a) Próprio ou translativo
Transfere o título e com esse carrega junto o crédito
b) Impróprio
Transfere o título sem transferir o crédito nele previsto
- Mandato ou procuração (endosso para fulano para procuração)
(tem que ser sempre em preto)
- Penhor (que institui uma garantia real no título de crédito)
9. Endosso póstumo ou tardio
Endosso realizado no título de crédito após o seu vencimento
10. Endosso e cessão de crédito
Endosso:
Direito empresarial
Ato cambial
Cláusula a ordem
Sujeito aos princípios dos títulos de crédito
O título se desvincula da causa debendi
As exceções pessoais não podem ser opostas perante terceiros de boa fé
Cessão de crédito:
Direito civíl
Ato não cambial (civíl contratual)
Cláusula não a ordem
Não se sujeita a aplicação de todos os princípios dos títulos de crédito
O título permanece vinculado a causa debendi
As exceções pessoais podem ser apresentadas perante terceiros de boa fé
III. Aval
1. Origem
Nas feiras medievais. "Aval" vem de "avali" que significa abaixo
2. Definição
É o ato cambial pelo qual o avalista assume a obrigação de garantir o
pagamento do título de crédito no seu vencimento
É um ato de favor
3. Finalidade
Reforçar o cumprimento da obrigação avalizada
4. Autonomia do aval
O aval é uma obrigação autonoma e independente da obrigação avalizada
(qualquer problema, defeito ou nulidade na obrigação avalizada não afeta o
aval)
5. Avalista e avalizado
Quando um título de crédito apresenta um aval existem duas pessoas:
Avalista: Aquele que realiza o aval (dador do aval)
Avalizado: Um devedor do título que tem a obrigação garantida pelo avalista
6. Realização do aval
Precisa ser realizado no título de crédito (pr. da literalidade)
No anverso do título (frente). Pode ser realizado no verso desde que seja
identificado
Folha de alongamento caso não caiba no próprio título
7. Aval antecipado e aval póstumo
Antecipado: É o aval realizado no título antes do surgimento da obrigação
avalizada, e somente produzirá efeito após a confirmação da obrigação
avalizada
Póstumo: É o aval realizado no título após o seu vencimento. Não há
desdobramento prático
8. Aval parcial
Aquele em que o avalista garante apenas uma parte do valor do título
9. Espécies de aval
Aval em branco: Aquele que não identifica o avalizado(a lei diz quem é o
avalizado)
Aval em preto: Aquele que identifica o avalizado
10. Pluralidade de avais
a) Avais simultâneos: Aqueles realizados para o mesmo avalizado
b) Avais secessivos: Caracterizam-se pela realização de um aval sobre outro
aval (pelo menos um deles tem que ser em preto)
11. Aval e fiança
Aval:
Direito Empresarial
Garantia é título de crédito
Obrigação autonoma
Não há o benefício de ordem
Exige autorização do conjuge
Fiança:
Direito Civil
Garantia é contrato
Obrigação acessória
Há em regra o benefício de ordem
Exige autorização do conjuge
*O bem do fiador não é protegido pelo direito de família
IV. Letra de Câmbio
1. Origem
Nas feiras medieváis da Itália, por uma necessidade dos comerciantes
2. Disciplina legal
Dec n° 2044/1908
Dec n° 57663/1966 (LUG)
3. Definição de LC
É o título de crédito próprio ou típico pelo qual o sacador (emitente) da uma
ordem de pagamento ao sacado para que este, caso aceite (aceitante),
realize o pagamento do título ao beneficiário
4. Situações jurídicas
- Sacador: Quem emite uma ordem de pagamento e fica responsável pelo
pagamento da LC (emitente)
- Sacado: Para quem a ordem de pagamento é dirigida e caso aceite
transforma-se no aceitante (devedor principal do título)
- Beneficiário: Para quem ou à ordem de quem o título deve ser pago
*Sacador pode ser beneficiário e também pode ser sacado. LC pode ser
endossada. Sacador pode ser avalizado. No aval em branco o sacador é
considerado avalizado.
*Sacador pode emitir LC a favor dele (beneficiário) e contra ele (sacado),
pode assumir duas funções diferentes.
5. Requisitos legais: arts 1° e 2°, LUG
Título de crédito próprio de modelo livre (não existe padrão)
1° - Expressão "Letra de Cambio" inserida no texto do TC
2° - Ordem incondicional de pagar uma quantia determinada
3° - Nome do sacado
4° - Nome do beneficiário
5° - Assinatura do sacador
6° - Data de emissão (requisito imprecindível)
7° - Local de emissão ou a indicação de um local junto ao nome do emitente
(sacador)
8° - Local de pagamento ou a indicação de um local junto ao nome do sacado
* A data de vencimento não é obrigatória, ela vai vencer na apresentação (se
não tiver data de vencimento)
Aos 17 dias do mês de setembro de 2024, pagará vossa senhoria (nome do
sacado, RG e CPF) por essa única via de letra de câmbio ao senhor (nome do
beneficiário, RG e CPF) ou a sua ordem a importância de R$..... (valor em
reais por extenso) na cidade de São José do Rio Preto/SP.
São José do Rio Preto, São Paulo 17 de setembro de 2024
Assinatura do sacador
Nome do sacador, RG e CPF
6. Aceite na Letra de Câmbio
6.1. Definição
Ato cambial pelo qual o sacado acata a ordem de pagamento do sacador
transformando-se no aceitante (devedor principal do título)
6.2. Facultatividade
Em nenhuma circunstância o sacado é obrigado a aceitar
6.3. Prazo de respiro
É o prazo que o sacado possui de até o dia seguinte da apresentação do título
para decidir sobre a realização do aceite (24h)
6.4. Realização do aceite
No título mediante assinatura do aceitante
6.5. Recusa do aceite
1° - Vencimento antecipado do título
2° - Sacador passa a ser o devedor principal do título
3° - Sacado não tem consequências
6.6. Recusa parcial
- Aceite limitativo: Aquele onde o aceitante limita o valor a ser pago pelo
título
- Aceite modificativo: Aquele onde o aceitante altera a ordem de pagamento
do sacador, modificando data de vencimento ou local de pagamento
6.7. Cláusula não aceitável
É a cláusula inserida na LC pelo sacador que impede a sua apresentação ao
sacado antes do vencimento
7. Vencimento
Fato que torna exigido o pagamento do título
7.1. Vencto ordinário
Vencimento normal que resulta do decurso do prazo
7.2. Vencto extraordinário
Vencimento antecipado (gerado pela recusa do aceite e pela falência do
aceitante)
7.3. Modalidades legais
a) dia certo: Corresponde a indicação de uma data futura para o vencimento
b) à vista: Quando o título vence na apresentação ao sacado, que deve
ocorrer no prazo máximo de um ano da data de emissão, salvo se constar no
título, prazo superior ou inferior (pode-se escrever no título "à vista" ou não
colocar data de vencimento)
c) a certo termo da data: O vencimento é definido a partir de um prazo
contado da data de emissão
d) a certo termo da vista: O vencimento é definido a partir de um prazo
contado da realização do aceite ou do protesto por falta de aceite
8. Pagamento
8.1. Apresentação
No Direito Empresarial, a apresentação do pagamento de uma letra à vista
deve ser feita dentro de um ano a partir da data de emissão. O sacador pode,
no entanto, reduzir ou aumentar este prazo.
8.2. Consequência pela inobservância
Ao perder a data de vencimento perde-se o direito de cobrar os devedores,
porém se estiver no prazo de protesto ainda pode-se recorrer
8.3. Cadeia de anterioridade e posterioridade
Todo título possui
A LC possui a mais complexa
Cadeia simples:
Aceitante -> sacador -> beneficiário
Cadeia com endosso:
Aceitante -> sacador -> endossante -> endossatário
Cadeia com aval:
Aceitante -> avalista do aceitante -> sacador -> avalista do sacador ->
endossante -> avalista do endossante -> endossatário
Antônio emite uma letra de câmbio contra Bento e a favor de Carlos. Bento
realiza o aceite do título. Carlos endossa o título para Duarte. Eduardo
realiza o aval em branco e Fernanda avaliza o endossante.
Aceitante (Bento) -> Sacador (Antônio) -> Avalista (Eduardo) -> Endossante
(Carlos) -> Avalista (Fernanda) -> Endossatário (Duarte)
1. Quantas obrigações existem nesse TC?
Existem cinco obrigações (só contar as setas).
Bento deve pagar para que ocorra extinção de todas as obrigações.
3. Se Eduardo pagar o título de crédito, quantas obrigações são extintas, e
contra quem poderá exercer o direito de regresso?
Serão extintas três obrigações. Ele poderá exercer o direito de regresso
contra Antônio e Bento.
Antônio é sacador, Bento é aceitante, Carlos é endossante, Duarte é
endossatário, Eduardo é avalista do sacador e Fernanda é avalista do
endossante.
Aceitante (Bento) -> sacador (Antônio) -> avalista (Eduardo) -> endossante
(Carlos) -> avalista (Fernanda) -> Endossatário (Duarte)
Lei 9492/97
9.1. Definição de protesto
É o ato oficial e público que comprova a exigência do cumprimento de uma
obrigação cambial, introduzindo no título a prova de fato relevante para as
relações jurídicas cambiais
9. Protesto na Letra de Câmbio
O protesto de uma letra de câmbio é um ato formal que comprova a
inadimplência do devedor, ou seja, a falta de pagamento, recusa ou falta de
aceite do título
9.2. Espécies
a) Falta de Aceite
LC à vista não pode ser protestada por falta de aceite
b) Falta de pagamento
Houve o aceite e no dia do pagamento não paga
9.3. Local
Por falta de aceite tem que ser protestado no endereço do sacado
Por falta de pagamento tem que ser protestado no local de pagamento
9.4. Prazo
Por falta de aceite deve ser protestado até a data do vencimento, caso seja
apresentado no dia do vencimento pode ser protestado até o próximo dia
útil do mês seguinte
Por falta de pagamento deve ser protestado no dia útil subsequente
9.5. Importância
O protesto é importante para assegurar o direito de cobrar os codevedores
(sacador, avalistas do sacador, endossante, avalistas dos endossante)
9.6. Cláusula sem protesto
Cláusula inserida no título que dispensa a necessidade do protesto para fins
cambiais
10. Ação cambial: art 784, CPC
11. Prescrição
a) Aceitante e seus avalistas
Prazo de 3 anos contados dovencimento
b) Codevedores
Prazo de 1 ano do protesto, se tiver clausula sem protesto é no vencimento
c) Regresso
Prazo de 6 meses contados do pagamento
Ação Ordinária de Cobrança (não cambial): Prazo de 5 anos e não pode-se
cobrar avalista
V. Nota Promissória
1. Origem
Nas feiras medievais
2. Disciplina Legal
- Dec. n° 2044/1908 - arts 54 e 55
- Dec. n° 57663/1966 (LUG) - arts 75 a 78
3. Definição
Nota Promissória é o TC próprio pelo qual o emitente faz a promessa de
pagar uma quantia determinada ao beneficiário
4. Situações Jurídicas
- Emitente (promitente, sacador)
Comparado ao aceitante da LC
Aquele que faz a promessa de pagar o título de crédito, correspondendo ao
seu devedor principal
Pode ser avalizado
- Beneficiário (comador)
Aquele para quem a NP deve ser paga, é o credor do título
Pode ser endossante
5. Requisitos Legais: arts 75 e 76, LUG
1. Expressão Nota Promissória inserida no texto (cláusula cambial)
2. Promessa incondicional de pagar uma quantia determinada
3. Nome do beneficiário (título nominativo)
4. Assinatura do emitente
5. Data de emissão
6. Local de emissão ou indicação de um local junto ao nome do emitente
7. Local de pagamento ou a indicação de um local junto ao nome do emitente
* Título de Crédito de modelo livre
Aos 17 dias do mês de novembro de 2024, pagarei por essa única via de Nota
Promissória ao senhor (nome do beneficiário, RG e CPF) ou a sua ordem a
importancia de R$..... (valor em reais por extenso) na cidade de São José do
Rio Preto, São Paulo.
São José do Rio Preto, São Paulo, 8 de outubro de 2024
Assinatura do emitente
Nome do emitente, RG e CPF
6. Vencimento do NP
- dia certo
- à vista
- a certo termo da data
- a certo termo da vista
7. Pagamento
Tem que ser apresentada no dia do vencimento, se perder o prazo perde o
direito de cobrar os co-devedores
Cadeia de anterioridade e posterioridade
emitente -> avalista -> endossante -> avalista -> endossatário
8. Protesto
É o ato oficial e público que comprova a exigência do cumprimento de uma
obrigação cambial, introduzindo no título a prova de fato relevante para as
relações jurídicas cambiais
Tem que ser feito no local de pagamento
à vista: primerio dia útil subsequente
dia certo: dois dias úteis contados da data de vencimento
Preciso do protesto para poder cobrar os co-devedores
Não preciso de protesto para cobrar o emitente nem o avalista do emitente
9. Ação Cambial
Ação de execução, NP é um título executivo extra judicial
O credor pode cobrar quem quiser sem uma ordem específica
10. Prescrição
Contra o emitente e seu avalista o prazo é de 3 anos contados do vencimento
Contra os co-devedores o prazo é de 1 ano contado do protesto ou do
vencimento caso haja cláusula
Regresso o prazo é de 6 meses contados do pagamento
VI. Cheque
1. Origem
Na Inglaterra, no séc XVII
2. Disciplina legal: Lei n° 7357/85
Disciplinado na lei federal mas principalmente no ambito administrativo
(Banco Central, etc)
Terá sempre um padrão, independente do banco (Título de modelo
vínculado)
3. Definição
Cheque é uma ordem de pagamento à vista, emitida contra um banco ou
instituição financeira assemelhada, para que esse pague uma quantia
determinada ao beneficiário ou à pessoa por ele indicada no título com base
na existência de fundos disponíveis na conta do emitente em razão de
depósito ou de abertura de crédito
4. Situações jurídicas
- Emitente: Devedor do título
- Sacado: Banco ou instituição financeira assemelhada (não tem nenhuma
responsabilidade sobre o pagamento)
- Beneficiário: Para quem o cheque deve ser pago (credor do título)
5. Requisitos legais: art 1°, LC
1. Palavra "cheque" escrita
2. Ordem incondicional de pagar uma quantia determinada
3. Identificação do sacado
4. Assinatura do emitente
5. Data de emissão
6. Local de emissão
7. Local de pagamento
*Não exige que seja nominativo até 100 reais, acima disso precisa ser
6. Circulação
- ao portador: até 100 reais, vai circular pela mera tradição
- nominativo à ordem: acima de 100 reais, faz identificação do beneficiário e
circula por meio do endosso
- nominativo não à ordem: acima de 100 reais, faz identificação do
beneficiário e circula por sessão de crédito
* A diferença dos dois último é a seguinte: o que circula pelo endosso está
sujeito a todos os princípios cambiais
VII. Duplicata
1. Origem
Brasil, código comercial de 1850
Em 1923 era obrigatória a emissão da duplicata e era relacionada ao controle
tributário
Hoje é de emissão facultativa e não tem relação com o controle tributário
2. Disciplina legal: Lei n° 5474/68
3. Duplicata mercantil (DM)
Compra e venda mercantís
3.1. Definição
É o título de crédito causal e de modelo vinculado emitido em caráter
facultativo pelo vendedor de mercadorias com base em uma fatura ou nota
fiscal representativa de uma compra e venda mercantil
3.2. Situações jurídicas
- Sacador: quem vende as mercadorias e emite a duplicata
- Sacado: comprador das mercadorias, corresponde ao devedor principal do
título
* Pode ter endosso e avalista
3.3. A causalidade da DM
Único TC que só pode ser emitido em hipótese prevista em lei, ou seja, em
razão de uma compra e venda mercantil
3.4. A facultatividade da emissão da DM e o art 2°, LD
* Art 2° prevê que o vendedor não pode emitir outro título que não seja a
duplicata
* A emissão não é obrigatória, porém não é permitida a emissão de outro
título pelo vendedor
* O art 2° não afeta o comprador, este pode emitir outros títulos (ex: cheque,
etc)
3.5 Remessa e devolução da DM
O vendedor ou seus representantes podem remeter a duplicata diretamente
ao comprador, ou por meio de instituições financeiras, procuradores ou
correspondentes.
O prazo para remessa da duplicata é de 30 dias a partir da data de emissão.
Se a remessa for feita por intermédio de terceiros, eles devem apresentar o
título ao comprador em até 10 dias a partir do recebimento na praça de
pagamento.
Os intermediários podem devolver a duplicata depois de assinada, ou
guardá-la até o resgate, conforme as instruções do remetente.
3.6. Aceite
a) Aceite obrigatório
Não significa aceite irrecusável
b) Razões legais para a recusa: art 8°
1° Avaria ou não recebimento das mercadorias quando transportadas por
outer risco do vendedor
2° Problemas na qualidade ou na quantidade das mercadorias
3° Divergências nos preços ou prazos combinados
c) Espécies de aceite
- Ordinário
Aceite lançado no TC físico
- Por presunção
Aquele que se verifica quando o sacado não apresenta nenhuma razão legal
para recusa do aceite no prazo legal
- Por comunicação
Aquele que o sacado emite uma declaração por escrito, com a descrição
completa da duplicata contendo o aceite
3.7. Protesto: art 13
a) Espécies
- Falta de aceite
O título é apresentado no cartório antes do prazo de vencimento
- Falta de devolução
O TC é apresentado antes do vencimento, e os dados são apresentados
- Falta de pagamento
O TC é apresentado após o vencimento
b) Local
O que está no TC
c) Prazo
30 dias contados do vencimento
d) Importância
Para cobrar os codevedores (endossante e seus avalistas), em caso de aceite
por presunção ou falta de aceite, é necessário até para cobrar o sacado
e) Protesto por indicações: art 13 § 1°
Exceção ao princípio da cartualidade, ou seja, o apresentante pode indicar os
dados da duplicata
Quando não houver devolução da duplicata
Permitiu o surgimento da duplicata virtual no Brasil
3.8. Triplicata
É a segunda via de uma duplicata que foi perdida ou extraviada
3.9. Ação cambial: art 15
Ação de execução
Tem que ter instrumento de processo, nota fiscal e comprovante de entrega
e recebimentocaso não tenha protesto
3.10. Prescrição: art 18
Contra o sacado e seu avalista - 3 anos contados do vencimento
Contra os codevedores - 1 ano contado do protesto
Direito de regresso - 1 ano contado do pagamento
* Prova: Letra de cambio, Nota promissória, cadeias de anterioridade e
posterioridade, cheque (modalidades legais, importancia do protesto em
relação à nota promissória, duplicata