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RESUMO EPI 
A Economia Política Internacional (EPI) é um campo de estudo que busca entender como a economia e a 
política se influenciam mutuamente no cenário global. Diferente da economia tradicional, que foca 
principalmente em leis de mercado, e da ciência política, que analisa o poder e o Estado, a EPI combina 
esses elementos para explicar fenômenos do sistema internacional. 
De acordo com Gonçalves (2016), a EPI não deve ser vista como uma teoria fechada com leis universais, 
mas sim como um método analítico que usa conceitos da economia, da política e de outras ciências sociais 
para compreender a realidade. 
Ela parte de algumas premissas básicas: 
 ✅ O Estado e o mercado estão interligados: Nenhum deles funciona isoladamente. Enquanto o Estado 
impõe regras e regula a economia, o mercado cria riqueza e influencia decisões políticas. 
 ✅ O mundo não pode ser analisado apenas pela economia ou pela política: É preciso considerar 
aspectos sociais, culturais e históricos. 
 ✅ Diferentes atores influenciam o sistema global: Não são apenas os Estados que atuam na economia 
mundial, mas também empresas multinacionais, organizações internacionais, grupos de interesse e até 
movimentos sociais. 
ESTADO E MERCADO 
Dentro da EPI, um dos debates mais importantes é sobre a relação entre o Estado e o mercado. De forma 
geral: 
● O Estado é associado ao poder e à política. Ele define regras, regula a economia e busca manter a 
estabilidade dentro das fronteiras nacionais. 
 
● O mercado é associado à moeda e à riqueza. Ele funciona através da lógica da oferta e da demanda, 
buscando eficiência econômica e crescimento. 
 
De acordo com Gilpin (1987), a EPI se preocupa com o impacto da economia global nas relações entre os 
Estados e a forma como os governos tentam influenciar a economia para obter vantagens. Ou seja, o 
grande foco é entender como riqueza e poder são distribuídos no mundo. 
Porém, Gonçalves (2016) critica essa visão porque ela é muito restrita. Segundo ele, essa abordagem 
tradicional da EPI deixa de fora alguns elementos importantes, como: 
 ❌ Outros atores além dos Estados e das empresas – Como máfias, grupos terroristas, lobbies 
empresariais, ONGs e movimentos sociais. Esses grupos também influenciam a economia global e as 
políticas governamentais. 
 ❌ Os conflitos de classe social – A divisão entre ricos e pobres dentro e entre os países afeta diretamente 
as relações internacionais, mas essa questão costuma ser deixada de lado. 
 ❌ A subjetividade humana – A economia e a política não são guiadas apenas por lógica racional. 
Tradições, valores culturais, crenças e até emoções influenciam as decisões dos governos e dos indivíduos. 
Gilpin argumenta que o Estado e o mercado possuem interesses conflitantes: 
 🔹 O Estado precisa de fronteiras para garantir sua autonomia política e proteger seus cidadãos. 
 🔹 O mercado quer eliminar barreiras para permitir a livre circulação de bens, serviços e capitais. 
Esse conflito se reflete em diversas questões da política internacional. Por exemplo: 
 ✔ Globalização: O mercado pressiona para que haja menos restrições ao comércio e aos investimentos, 
mas os Estados frequentemente impõem barreiras para proteger suas economias. 
 ✔ Crises financeiras: Quando há instabilidade econômica global, os governos muitas vezes intervêm para 
controlar os mercados, criando novas regulações ou resgatando bancos. 
 ✔ Disputas comerciais: Alguns países adotam medidas protecionistas para favorecer suas indústrias 
nacionais, enquanto outros defendem a abertura dos mercados. 
Além disso, o mercado pode ser uma ferramenta de poder. Empresas multinacionais, bancos e grandes 
investidores podem influenciar governos, enquanto Estados podem usar sua força econômica para pressionar 
outros países. Exemplos disso incluem: 
 ✔ Sanções econômicas – Quando países como os EUA impõem restrições comerciais para enfraquecer 
um adversário político. 
 ✔ Acordos comerciais – Tratados que garantem vantagens para alguns países em detrimento de outros. 
 ✔ Guerra cambial – Quando governos manipulam suas moedas para ganhar competitividade no comércio 
internacional. 
A EPI busca responder algumas perguntas fundamentais: 
 ✅ Como o mercado influencia a distribuição de poder entre os países? – Por exemplo, o crescimento 
econômico da China aumentou sua influência política global. 
 ✅ Como a economia globalizada afeta as economias nacionais? – Nem todos os países se beneficiam 
igualmente da globalização. Alguns prosperam, enquanto outros enfrentam crises e desemprego. 
 ✅ Como as mudanças econômicas transformam a política? – A crise de 2008, por exemplo, gerou 
protestos e mudanças políticas em diversos países. 
Esses temas se desdobram em três grandes debates dentro da EPI: 
 1⃣ As causas e os efeitos do surgimento da economia global – Como chegamos ao sistema econômico 
atual e quais foram as consequências dessa evolução? 
 2⃣ A relação entre mudanças econômicas e políticas – Como as transformações na economia impactam 
governos e vice-versa? 
 3⃣ Os impactos da economia global sobre os países – Quem se beneficia e quem perde dentro do sistema 
globalizado? 
A Economia Política Internacional é um campo essencial para entender as relações internacionais 
contemporâneas, pois analisa como economia e política estão interligadas no cenário global. 
● O Estado e o mercado interagem constantemente, influenciando a distribuição de poder e riqueza 
no mundo. 
 
● A economia não pode ser analisada isoladamente da política, pois decisões econômicas são 
motivadas por interesses políticos e vice-versa. 
 
● Outros atores além dos Estados e empresas também participam do jogo global, como 
movimentos sociais, ONGs, lobbies e organizações criminosas. 
 
● A globalização não beneficia todos os países da mesma forma, e a luta pelo controle da economia 
global gera conflitos e disputas internacionais. 
 
 
 
Teorias Clássicas 
Liberalismo 
O liberalismo é uma doutrina econômica e política que defende o funcionamento do mercado livre, sem 
interferências significativas do Estado. Segundo essa perspectiva, a economia se autorregula através da lei 
da oferta e da demanda, garantindo eficiência, crescimento econômico e bem-estar individual. 
Princípios fundamentais: 
● O mercado deve funcionar livre das interferências políticas. 
 
● A sociedade econômica é baseada na ação racional de consumidores, empresas e famílias. 
 
● O bem-estar social é resultado da soma do bem-estar individual. 
 
● O comércio internacional proporciona benefícios recíprocos e tende a fomentar relações pacíficas 
entre os países. 
As vertentes liberais diferem entre si quanto ao grau de intervenção estatal. Algumas enfatizam a igualdade 
social e o intervencionismo estatal, enquanto outras priorizam a liberdade de mercado, mesmo à custa 
da desigualdade social. 
Nacionalismo 
O nacionalismo econômico argumenta que as atividades econômicas devem estar subordinadas aos 
interesses do Estado. A riqueza é vista como um instrumento de poder e deve ser utilizada para fortalecer a 
nação. 
Princípios fundamentais: 
● Predominância dos fatores políticos sobre os econômicos. 
 
● O mercado deve servir aos interesses do Estado. 
 
● A riqueza e o poder são objetivos últimos da política nacional. 
 
● É necessário, em alguns casos, fazer sacrifícios econômicos de curto prazo para obter 
prosperidade no longo prazo. 
O nacionalismo econômico pode assumir diferentes formas. Algumas abordagens enfatizam a proteção da 
economia nacional como essencial para a sobrevivência do Estado, enquanto outras veem a economia 
internacional como um campo para expansão imperialista. 
Marxismo 
O marxismo parte da premissa de que os fatores econômicos são determinantes para as relações sociais e 
políticas. Segundo Karl Marx, a história da sociedade é marcada pela luta de classes, e a distribuição de 
renda e riqueza reflete o conflito entre a burguesia (donos dos meios de produção) e o proletariado 
(trabalhadoresassalariados). 
Princípios fundamentais: 
● A economia determina a política e a sociedade. 
 
● O capitalismo gera desigualdade através da exploração da força de trabalho. 
 
● A luta de classes é o motor da história. 
 
● O capitalismo tende à concentração de riqueza e ao declínio da taxa de lucro. 
 
Segundo Lenin, o capitalismo moderno é monopolista e imperialista, uma vez que os Estados capitalistas 
buscam expandir seu domínio econômico sobre outras regiões. 
Críticas 
Cada uma dessas abordagens apresenta vantagens e limitações, sendo alvo de diversas críticas. 
 Liberalismo: 
● Assume que os indivíduos são racionais, o que nem sempre é comprovável empiricamente. 
 
● É uma análise estática que não considera mudanças históricas e desigualdades sociais. 
 
● Ignora as limitações de acesso à informação e ao capital, que criam barreiras à competição justa. 
Nacionalismo: 
● Parte da ideia de que relações econômicas são um jogo de soma zero (o ganho de um país é a perda 
de outro). 
 
● Prioriza o poder político e militar, muitas vezes em detrimento da eficiência econômica. 
 
● Subestima a diversidade de interesses dentro do próprio Estado. 
Marxismo: 
● Coloca fatores políticos e estratégicos em segundo plano. 
 
● Trata o imperialismo apenas como uma necessidade econômica, ignorando conflitos políticos e 
estratégicos entre Estados. 
 
● Nem sempre considera a evolução do capitalismo e sua capacidade de se adaptar. 
 
Três Desafios a uma Economia Mundial de Mercado 
Gilpin destaca três grandes desafios que afetam a economia global: 
1. Desenvolvimento desigual: O crescimento econômico é assimétrico e pode gerar conflitos 
internacionais. 
 
2. Relação entre economia de mercado e política externa: O comércio pode tanto pacificar quanto 
gerar tensões entre Estados. 
 
3. Bem-estar social no capitalismo global: A globalização reduz a capacidade dos Estados de manter 
políticas sociais. 
 
Teorias Contemporâneas da Economia Política Internacional 
Teoria da Economia Dual 
A teoria da economia dual propõe que qualquer economia, seja nacional ou internacional, é composta por 
dois setores distintos: 
● Um setor moderno e desenvolvido, caracterizado por alta eficiência produtiva, avanço tecnológico e 
integração econômica. 
 
● Um setor tradicional e atrasado, com baixa eficiência, atraso tecnológico e uma estrutura 
autossuficiente local. 
 
Segundo essa teoria, o crescimento econômico ocorre como resultado das forças de mercado, impulsionado 
pela busca racional dos indivíduos pelo bem-estar individual. Assim, a interdependência econômica, ou 
globalização, emerge da tendência humana à troca e à inovação. 
Teoria do Sistema Mundial Moderno 
Essa teoria baseia-se em elementos da análise marxista, enfatizando a estrutura econômica e a luta de 
classes como determinantes da política e da sociedade. Seus principais pontos incluem: 
● O sistema mundial é unificado, composto por grandes potências econômicas que atuam em benefício 
de grupos capitalistas, perpetuando a dependência e o subdesenvolvimento dos países periféricos. 
 
● A economia mundial passa por crises periódicas e inevitáveis devido às contradições do capitalismo. 
 
● O crescimento dos países centrais depende da exploração da periferia, tornando desenvolvimento e 
subdesenvolvimento fenômenos interligados. 
 
Nessa perspectiva, o subdesenvolvimento é fruto de relações externas de dependência econômica, e não 
apenas de fatores internos de cada nação. 
Teoria da Estabilidade Hegemônica 
Essa teoria argumenta que uma economia mundial liberal requer a presença de uma potência hegemônica 
para estabelecer e manter uma ordem econômica liberal. Seus principais pontos são: 
● A hegemonia é necessária para garantir regras e estabilidade na economia internacional. 
 
● Exemplos históricos incluem a Grã-Bretanha (até a Primeira Guerra Mundial) e os Estados Unidos 
(após a Segunda Guerra Mundial). 
 
● A potência hegemônica deve ter comprometimento com o liberalismo e considerar interesses 
coletivos, e não apenas os seus próprios. 
 
● O poder hegemônico é mantido através do controle sobre capital financeiro, tecnologia e recursos 
naturais. 
 
● O declínio da hegemonia ocorre quando a potência dominante enfrenta dificuldades para se adaptar a 
transformações econômicas globais. 
 
● A estabilidade pode ser restaurada por uma nova potência hegemônica, um conjunto de regras aceitas 
globalmente ou uma coordenação entre as principais potências econômicas. 
 
A Economia Política da Transformação Estrutural 
A transformação estrutural refere-se às mudanças nas instituições, direitos de propriedade, divisão do 
trabalho e localização das atividades econômicas. As principais teorias oferecem diferentes explicações: 
● A teoria da economia dual enfatiza o papel do auto-interesse e da inovação no crescimento 
econômico. 
 
● A teoria do sistema mundial moderno destaca os limites impostos pela estrutura histórica da economia 
política global, mas é criticada pelo determinismo econômico. 
 
● A teoria da estabilidade hegemônica explica a dinâmica econômica com base nas relações entre 
Estados Nacionais e a competição internacional. 
 
Os Mecanismos da Transformação Estrutural 
A transformação estrutural da economia mundial ocorre através de diferentes mecanismos: 
1. Desenvolvimento desigual das transformações estruturais: A economia mundial não cresce de 
maneira homogênea, havendo disparidades entre regiões e setores econômicos. 
 
2. Crescimento e declínio dos setores mais importantes: Setores econômicos passam por ciclos de 
ascensão e declínio, influenciando o dinamismo da economia global. 
 
3. Variações do crescimento econômico no longo prazo: O crescimento econômico é marcado por 
oscilações, crises e transformações estruturais que redefinem as dinâmicas internacionais. 
 
Transformação Estrutural e Conflito Econômico 
As mudanças na economia mundial geram conflitos entre Estados e grupos econômicos. A disputa por 
recursos, mercados e influência política molda a interação entre países e a configuração da economia global. 
Dessa forma, as teorias contemporâneas fornecem perspectivas distintas sobre o funcionamento da 
economia mundial, abordando desde a estruturação dualista das economias até a dinâmica de hegemonia e 
dependência internacional. 
O que é o Welfare State? 
O Welfare State é um modelo de organização política e econômica no qual o Estado assume um papel ativo 
na garantia de direitos sociais, como: 
● Educação pública, Saúde universal, Previdência social, Seguro-desemprego, Salário mínimo e 
proteção trabalhista 
 
Esse modelo se consolidou no século XX, especialmente no pós-Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de 
equilibrar os efeitos negativos do capitalismo, garantindo proteção social e estabilidade econômica. 
Como o Welfare State se relaciona com a Economia Política Internacional? 
Teoria da Economia Dual: 
● O Welfare State pode ser visto como uma tentativa de reduzir as desigualdades dentro do setor 
tradicional e atrasado, fornecendo serviços como saúde, educação e seguridade social. 
 
● No entanto, essa teoria enfatiza a força do mercado e a busca individual pelo bem-estar, então 
políticas de bem-estar social podem ser vistas como secundárias ou até distorcivas. 
Teoria da Estabilidade Hegemônica 
● O Welfare State se expandiu fortemente no pós-guerra sob a influência dos EUA, que eram a 
potência hegemônica e sustentavam um sistema econômico global baseado no livre mercado, mas 
permitindo políticas sociais nos países aliados. 
 
● O Estado de Bem-Estar Social ajudou a manter a estabilidade interna nos países desenvolvidos, 
evitando crises e conflitos sociais que poderiam ameaçar a ordem liberal. 
 
● Essa estabilidade econômica facilitada pela hegemonia americana permitiu o crescimento dos 
sistemas de bem-estar social nos países ocidentais, mas, com a crise da hegemonia dos EUA nos 
anos 1970, muitas dessas políticas começaram a ser desmontadas.Teoria do Sistema Mundial Moderno 
● Essa teoria vê o Welfare State como uma característica dos países centrais (ricos), que conseguem 
sustentar políticas sociais com base na exploração econômica dos países periféricos. 
 
● Ou seja, enquanto países ricos podem investir em bem-estar social, países periféricos enfrentam 
dificuldades porque são dependentes e explorados no sistema global. 
● Como uma resposta dos países centrais às contradições do capitalismo, buscando amortecer conflitos 
de classe. 
 
● Ele também pode ser visto como um privilégio dos países do centro, enquanto os países periféricos 
permanecem dependentes e sem capacidade de oferecer o mesmo nível de proteção social. 
Economia Política da Transformação Estrutural 
● O crescimento econômico pós-guerra favoreceu a implementação do Welfare State, mas a 
globalização e a crise do modelo industrial nas décadas de 1970-80 levaram à redução de muitas 
dessas políticas (o chamado desmonte do Estado de Bem-Estar Social). 
 
Exemplos de Welfare State pelo mundo 
✅ Países nórdicos (Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia) → Modelos mais completos de Welfare 
State, com impostos altos e forte proteção social. 
 ✅ Reino Unido (pós-1945) → Criou o NHS (sistema de saúde pública) e expandiu direitos trabalhistas, mas 
passou por cortes nos anos 1980 com Margaret Thatcher. 
 ✅ Estados Unidos → Tem um modelo mais fraco de Welfare State, com algumas políticas sociais como o 
Medicare (saúde para idosos) e o Social Security (previdência), mas sem universalização de serviços como 
na Europa. 
 ✅ Brasil → Possui características de Welfare State, como o SUS (Sistema Único de Saúde) e previdência 
social, mas enfrenta desafios de financiamento e desigualdade social. 
O Welfare State surgiu como uma resposta às desigualdades do capitalismo e teve um papel importante 
dentro da ordem econômica internacional. Ele se relaciona com as teorias de estabilidade hegemônica 
(ajudando na estabilidade dos países centrais) e com a teoria do sistema mundial moderno (mostrando 
como os países periféricos têm mais dificuldades para implementar essas políticas). 
 
Questões 
Questão 1: Considerando as abordagens teóricas da Economia Política Internacional e a forma como são 
tratadas as noções de hegemonia, poder, estabilidade e interdependência, avalie as afirmações a seguir. 
I. Na teoria da interdependência complexa, de Robert Keohane e Joseph Nye, os temas da agenda 
internacional são múltiplos, não hierarquizados e não dominados por questões de segurança militar. 
II. A teoria da estabilidade hegemônica argumenta que a presença de uma potência dominante é necessária 
para a existência de uma ordem econômica internacional aberta e estável. 
A) Asserção I é verdadeira, e a II é falsa. 
 B) Asserção I é falsa, e a II é verdadeira. 
 C) Ambas as asserções são verdadeiras. 
 D) Ambas as asserções são falsas. 
Questão 2: A teoria das vantagens comparativas, desenvolvida por David Ricardo, explica a lógica dos 
ganhos do comércio internacional. Segundo essa teoria: 
A) Países devem se especializar na produção dos bens em que possuem maior eficiência absoluta. 
 B) Mesmo que um país seja menos eficiente na produção de todos os bens, ainda há benefícios no comércio 
internacional se ele se especializar nos bens em que é relativamente menos ineficiente. 
 C) O comércio internacional é benéfico apenas quando há equilíbrio na eficiência produtiva entre os países. 
 D) A especialização e o comércio são vantajosos somente para países com economias similares. 
Questão 3: Sobre as críticas às diferentes perspectivas da Economia Política Internacional, é correto afirmar 
que: 
A) O liberalismo econômico é criticado por sua análise estática e por não abordar adequadamente as 
desigualdades sociais e internacionais. 
 B) O nacionalismo econômico é elogiado por considerar que as relações econômicas são sempre um jogo de 
soma positiva, beneficiando todos os envolvidos. 
 C) A teoria marxista é isenta de críticas em relação à sua visão sobre os fatores políticos e estratégicos nas 
relações internacionais. 
 D) Todas as perspectivas são unanimemente aceitas sem ressalvas significativas. 
Questão 4: A teoria do sistema mundial moderno sugere que: 
A) O desenvolvimento econômico de um país é independente das relações internacionais. 
 B) O sistema mundial é composto por partes inter-relacionadas, onde o crescimento dos países centrais 
depende da exploração dos países periféricos. 
 C) A economia mundial é estática e não sofre crises periódicas. 
 D) O subdesenvolvimento é resultado exclusivo de fatores internos dos países periféricos. 
 
Questão 5: A teoria da estabilidade hegemônica argumenta que: 
A) Uma ordem econômica internacional aberta e estável independe da existência de uma potência dominante. 
 B) A presença de uma potência hegemônica é essencial para criar e manter regras que promovam a 
estabilidade econômica internacional. 
 C) A estabilidade econômica global é melhor alcançada por meio de uma liderança compartilhada entre 
várias potências de igual influência. 
 D) A hegemonia econômica leva inevitavelmente ao protecionismo e à instabilidade do mercado 
internacional. 
Gabarito: 
1. B) 2.B) 3.A) 4.B) 5.B) 
Questões 
1. A Economia Política Internacional (EPI) se diferencia da economia tradicional e da ciência política 
principalmente por: 
a) Focar exclusivamente nas leis de mercado em um contexto global. 
b) Analisar o poder e o Estado como os únicos atores relevantes no sistema internacional. 
c) Integrar elementos da economia e da política para entender a influência mútua no cenário global. 
d) Limitar-se ao estudo das relações interestatais no âmbito econômico. 
e) Desconsiderar a influência de atores não estatais na economia mundial. 
 
2. A relação entre Estado e mercado é uma das discussões centrais na EPI. Qual das seguintes 
afirmações melhor descreve essa interligação? 
a) O Estado atua como um agente passivo, apenas observando as dinâmicas do mercado. 
b) O mercado opera de forma totalmente autônoma, sem qualquer influência estatal. 
c) O Estado estabelece regras e regula a economia, enquanto o mercado influencia decisões políticas 
e gera riqueza. 
d) A principal função do Estado é garantir o livre funcionamento do mercado, abstendo-se de qualquer 
intervenção. 
e) O mercado é um mero instrumento do Estado para alcançar seus objetivos políticos. 
 
3. Gonçalves (2016) critica a visão tradicional da EPI por considerá-la restrita. Qual dos seguintes 
aspectos é apontado por ele como uma lacuna nessa abordagem tradicional? 
a) A supervalorização da influência do mercado nas decisões políticas. 
b) A ênfase excessiva no papel dos Estados como atores primários. 
c) A consideração abrangente dos aspectos sociais, culturais e históricos. 
d) A análise detalhada dos conflitos de interesse entre diferentes nações. 
e) A inclusão da subjetividade humana e dos conflitos de classe como elementos relevantes. 
 
4. O liberalismo, o nacionalismo econômico e o marxismo são apresentados como teorias clássicas da 
EPI. Qual a principal distinção entre o liberalismo e o nacionalismo econômico em relação ao papel do 
Estado na economia? 
a) Ambos defendem a mínima intervenção estatal para garantir a eficiência do mercado. 
b) O liberalismo prioriza os interesses do Estado sobre a lógica do mercado, enquanto o nacionalismo 
busca o livre comércio. 
c) O liberalismo defende a autonomia do mercado, enquanto o nacionalismo subordina a economia 
aos interesses do Estado. 
d) O nacionalismo econômico busca a cooperação internacional, enquanto o liberalismo enfatiza a 
competição entre nações. 
e) Ambas as teorias concordam que a riqueza é um instrumento de poder do Estado. 
 
5. A globalização é mencionada como um processo no qual o mercado pressiona por menos restrições, 
enquanto os Estados frequentemente impõem barreiras. Qual das seguintes situações exemplifica 
esse conflito? 
a) A redução das tarifas alfandegárias por meiode acordos bilaterais entre países. 
b) O aumento do fluxo de investimentos estrangeiros diretos em setores estratégicos. 
c) A implementação de cotas de importação por um país para proteger sua indústria nacional. 
d) A formação de blocos econômicos com livre circulação de bens e serviços. 
e) A atuação de empresas multinacionais em diversos países, buscando mercados consumidores. 
 
6. De acordo com o resumo, a economia globalizada afeta as economias nacionais de maneira desigual. 
Qual das seguintes alternativas ilustra essa assimetria? 
a) Todos os países se beneficiam igualmente do aumento do comércio internacional. 
b) A globalização garante o pleno emprego e o crescimento econômico em todas as nações. 
c) Alguns países prosperam com a globalização, enquanto outros enfrentam crises e desemprego. 
d) As crises financeiras globais impactam todos os países da mesma forma e intensidade. 
e) A globalização leva à convergência das políticas econômicas em todos os países. 
 
7. A Teoria do Sistema Mundial Moderno, baseada em elementos marxistas, argumenta que: 
a) O crescimento econômico global ocorre de forma equilibrada, beneficiando todos os países. 
b) O sistema mundial é fragmentado em economias nacionais isoladas e independentes. 
c) As grandes potências econômicas atuam em benefício de grupos capitalistas, perpetuando a 
dependência dos países periféricos. 
d) O subdesenvolvimento é resultado de fatores internos isolados de cada nação. 
e) A interdependência econômica global leva à redução das desigualdades entre países. 
 
8. A Teoria da Estabilidade Hegemônica sugere que uma ordem econômica liberal global requer uma 
potência hegemônica. Qual dos seguintes exemplos históricos é utilizado para ilustrar essa teoria? 
a) A ascensão e queda do Império Romano. 
b) O período da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética. 
c) A atuação da Liga das Nações no período entre as guerras mundiais. 
d) A Grã-Bretanha até a Primeira Guerra Mundial e os Estados Unidos após a Segunda Guerra 
Mundial. 
e) O desenvolvimento econômico da China nas últimas décadas. 
 
9. Como a Teoria da Estabilidade Hegemônica se relaciona com o surgimento e a expansão do Welfare 
State em alguns países no pós-Segunda Guerra Mundial? 
a) A hegemonia americana incentivou a competição econômica desregulamentada, dificultando a 
implementação de políticas sociais. 
b) O Welfare State surgiu independentemente da ordem econômica internacional, sendo uma decisão 
puramente interna de cada país. 
c) A estabilidade econômica proporcionada pela hegemonia americana permitiu o crescimento dos 
sistemas de bem-estar social nos países ocidentais. 
d) A teoria da estabilidade hegemônica critica o Welfare State por considerá-lo um obstáculo ao livre 
mercado. 
e) O Welfare State foi um modelo imposto pelos Estados Unidos aos seus aliados como condição para 
a ajuda econômica. 
 
10. Ao comparar os modelos de Welfare State apresentados (países nórdicos, Reino Unido, Estados 
Unidos e Brasil), qual a principal diferença observada em relação à abrangência e universalidade dos 
direitos sociais garantidos? 
a) Todos os modelos apresentam o mesmo nível de investimento em saúde e educação públicas. 
b) Os Estados Unidos se destacam por oferecer o sistema de bem-estar social mais abrangente e 
universal. 
c) Os países nórdicos são caracterizados por modelos mais completos de Welfare State, com alta 
proteção social e universalização de serviços. 
d) O Reino Unido mantém o mesmo modelo de Welfare State desde sua criação no pós-guerra, sem 
passar por alterações significativas. 
e) O Brasil, apesar de ter políticas sociais como o SUS, não enfrenta desafios de financiamento e 
desigualdade no acesso aos serviços. 
Gabarito: 
1. c) 
2. c) 
3. e) 
4. c) 
5. c) 
6. c) 
7. c) 
8. d) 
9. c) 
10. c) 
 
 
	 
	 
	 
	Teorias Clássicas 
	Liberalismo 
	Princípios fundamentais: 
	Nacionalismo 
	Princípios fundamentais: 
	Marxismo 
	Princípios fundamentais: 
	Críticas 
	Nacionalismo: 
	Marxismo: 
	Três Desafios a uma Economia Mundial de Mercado 
	Teoria da Economia Dual 
	Teoria do Sistema Mundial Moderno 
	Teoria da Estabilidade Hegemônica 
	A Economia Política da Transformação Estrutural 
	Os Mecanismos da Transformação Estrutural 
	Transformação Estrutural e Conflito Econômico 
	O que é o Welfare State? 
	Como o Welfare State se relaciona com a Economia Política Internacional? 
	Exemplos de Welfare State pelo mundo

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