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Prof. Me. Janpson Allan Ribeiro Gurgel
Fundamentos de 
Farmacotécnica
SUSPENSÕES
SISTEMAS DISPERSOS
• Preparações líquidas contendo fármacos não dissolvidos ou imiscíveis
(fase dispersa) que se encontram uniformemente distribuídos em veículo
(fase contínua ou dispersante).
Soluções – Até 1 nm
Dispersões coloidais – 1 a 1000 nm
Supensões – Acima de 1000 nm
SUSPENSÕES
DUAS FASES
DISPERSA DISPERSANTE
substância que se encontra 
distribuída
veículo é denominado fase 
dispersante ou meio 
dispersante
SUSPENSÃO
 É uma forma farmacêutica líquida em que o fármaco não está dissolvido,
mas, sim, disperso em um veículo.
 As partículas tendem a se depositar no fundo do recipiente.
 Dose uniforme: agitação moderada do recipiente, e essa informação
deve estar no rótulo do medicamento.
SUSPENSÕES
 São preparações farmacêuticas obtidas pela dispersão de uma fase
sólida insolúvel ou praticamente insolúvel em uma fase líquida.
 Quando se destinam a uso injetável, as suspensões devem satisfazer às
exigências de esterilidade e não apresentar partículas maiores que 100
µm.
CARACTERÍSTICAS
Veículo
Partículas
 São sistemas heterogêneos constituídos por duas fases;
SUSPENSÃO
As suspensões podem ser classificadas conforme a via de administração, em:
• Suspensão oral;
• Suspensão auricular;
• Suspensão nasal;
• Suspensão retal;
• Suspensão oftálmica;
• Suspensão tópica;
• Suspensão injetável.
Suspensão Oral
Suspensão Tópica Suspensão Ocular
Suspensão Parenteral
SUSPENSÕES
SUSPENSÕES
CONSTITUIÇÃO DAS SUSPENSÕES
SÓLIDO LÍQUIDO
SUSPENSÃO
SUSPENSÕES
Para se manipular corretamente uma suspensão devemos conhecer bem 
as características da fase dispersa e da fase dispersante.
Em alguns casos, a fase dispersa tem afinidade e é rapidamente 
“embebida” pelo veículo quando ambos são reunidos.
Outros componentes não são facilmente embebidos pelo veículo e 
tendem a flutuar ou a fazer grumos.
Neste caso o pó deve ser molhado com um ‘agente molhante” para 
torná-lo mais aceito pelo veículo.
• Ingrediente ativo sólido a ser disperso;
• Agente suspensor (CMC, betonita, natrosol);
• Agente floculante (lauril sulfato de sódio e Polissorbatos);
• Agente molhante (água, glicerina e propilenoglicol);
• Veículo.
SUSPENSÕES
COMPOSIÇÃO DAS SUSPENSÕES
CARACTERÍSTICAS NECESSÁRIAS
 Uma boa suspensão deve apresentar sedimentação lenta e ser
redispersada com facilidade após agitação suave do recipiente;
 O tamanho da partícula do suspensóide deve permanecer constante por
longos períodos;
 A suspensão deve escoar rápida e uniformemente do recipiente.
SUSPENSÕES
A fase interna das suspensões tendem à sedimentação
As propriedades de uma suspensão são dependentes de:
SUSPENSÕES
TAMANHO DE PARTÍCULAS
 Objetiva assegurar que as partículas
suspensas tenham baixa velocidade de
sedimentação.
SUSPENSÕES
A viscosidade do veículo é inversamente 
proporcional à velocidade de sedimentação
da partícula, ou seja, quanto mais viscoso o 
líquido, menor a sedimentação. 
O ideal para uma suspensão é que a
sedimentação seja lenta; assim, devem-se
acrescentar agentes suspensores à
formulação, com a finalidade de aumentar a
viscosidade do líquido.
 As suspensões são formas farmacêuticas heterogêneas onde, geralmente, a fase
externa ou dispersante é líquida e a fase interna ou dispersa é constituída de
substâncias sólidas insolúveis no meio utilizado.
 Do ponto de vista galênico, interessa obter suspensões que não depositem
rapidamente e que se possam reconstituir com facilidade por agitação.
 Interessa ainda que a redispersão operada por agitação origine um produto de
aspecto homogêneo, em que não se observe a presença de quaisquer
aglomerados de partículas
SUSPENSÕES
TÉCNICA DE PREPARO
• Realizar o cálculo referente à quantidade total de componentes para a formulação.
• Selecionar e reduzir o tamanho das partículas do sólido com o auxílio do gral e do 
pistilo.
• Molhar os pós com uma pequena quantidade do veículo líquido até obter uma pasta 
uniforme.
• Adicionar alíquotas do veículo até obter uma preparação uniforme.
SUSPENSÕES
TÉCNICA DE PREPARO
Componente Conc.
CMC 1 %
Hidróxido de alumínio 8%
Metilparabeno 0,1%
Sacarina 0,2%
Sorbitol 8%
Essência de Hortelã Qs
Água destilada QSP
a) Calcular, pesar e medir todos os componentes da
formulação;
b) Pesar a CMC com auxílio do vidro relógio e verter
sobre 30 mL de água em aquecimento até formação de
um gel.
c) Pesar o metilparabeno e, dissolvê-lo em qs de
água e verter sobre o béquer com o gel;
d) Pesar o hidróxido de alumínio e o misturar ao
sorbitol aos poucos , homogeneizando em seguida.
e) Verter sobre a mistura do béquer
f) Adicionar a essência
SUSPENSÃO PARA DIABÉTICOS
“ O heroísmo do trabalho está em “acabar” 
cada tarefa.”
São Josemaria Escrivá
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