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ASSISTÊNCIA DE 
ENFERMAGEM NA 
SAÚDE DO IDOSO
GRUPO
MULTIVIX
A Faculdade Multivix está presente de norte 
a sul do Estado do Espírito Santo, com 
unidades em Cachoeiro de Itapemirim, 
Cariacica, Castelo, Nova Venécia, São 
Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória. Desde 
1999 atua no mercado capixaba, destacan-
do-se pela oferta de cursos de graduação, 
técnico, pós-graduação e extensão, com 
qualidade nas quatro áreas do conheci-
mento: Agrárias, Exatas, Humanas e Saúde, 
sempre primando pela qualidade de seu 
ensino e pela formação de profissionais 
com consciência cidadã para o mercado 
de trabalho. Atualmente, a Multivix está 
entre o seleto grupo de Instituições de 
Ensino Superior que possuem conceito de 
excelência junto ao Ministério da Educação 
(MEC). Das 2109 instituições avaliadas no 
Brasil, apenas 15% conquis - taram notas 
4 e 5, que são consideradas conceitos de 
excelência em ensino. Estes resultados 
acadêmicos colocam todas as unidades da 
Multivix entre as melhores do Estado do 
Espírito Santo e entre as 50 melhores do 
país. 
MISSÃO 
Formar profissionais com consciência 
cidadã para o mercado de trabalho, com 
elevado padrão de qualidade, sempre 
mantendo a credibilidade, segurança e 
modernidade, visando à satisfação dos 
clientes e colaboradores. 
VISÃO 
Ser uma Instituição de Ensino Superior 
reconhecida nacionalmente como refe-
rência em qualidade educacional.
2
APRESENTAÇÃO 
DA DIREÇÃO 
EXECUTIVA
Aluno (a) Multivix,
Estamos muito felizes por você agora fazer parte 
do maior grupo educacional de Ensino Superior 
do Espírito Santo e principalmente por ter esco-
lhido a Multivix para fazer parte da sua trajetória 
profissional.
A Faculdade Multivix possui unidades em Cacho-
eiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Nova 
Venécia, São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória. 
Desde 1999, no mercado capixaba, destaca-se 
pela oferta de cursos de graduação, pós-gradu-
ação e extensão de qualidade nas quatro áreas 
do conhecimento: Agrárias, Exatas, Humanas e 
Saúde, tanto na modalidade presencial quanto 
a distância.
Além da qualidade de ensino já comprovada 
pelo MEC, que coloca todas as unidades do 
Grupo Multivix como parte do seleto grupo das 
Instituições de Ensino Superior de excelência no 
Brasil, contando com sete unidades do Grupo 
entre as 100 melhores do País, a Multivix preo-
cupa-se bastante com o contexto da realidade 
local e com o desenvolvimento do país. E para 
isso, procura fazer a sua parte, investindo em 
projetos sociais, ambientais e na promoção de 
oportunidades para os que sonham em fazer 
uma faculdade de qualidade mas que precisam 
superar alguns obstáculos. 
Buscamos a cada dia cumprir nossa missão que 
é: “Formar profissionais com consciência cidadã 
para o mercado de trabalho, com elevado padrão 
de qualidade, sempre mantendo a credibilidade, 
segurança e modernidade, visando à satisfação 
dos clientes e colaboradores.”
Entendemos que a educação de qualidade 
sempre foi a melhor resposta para um país 
crescer. Para a Multivix, educar é mais que 
ensinar. É transformar o mundo à sua volta.
Seja bem-vindo!
-
R E I T O R
APRESENTAÇÃO
DA DIREÇÃO
EXECUTIVA
Aluno(a) Multivix,
Estamos muito felizes por você agora fazer parte do 
maior grupo educacional de Ensino Superior do Espírito 
Santo e principalmente por você ter escolhido a Multi-
vix para fazer parte da sua trajetória profissional.
A Faculdade Multivix possui unidades em Cachoeiro 
de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Nova Venécia, São 
Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória. Desde 1999, no 
mercado capixaba, destaca-se pela oferta de cursos 
de graduação, pós-graduação e extensão de quali-
dade nas quatro áreas do conhecimento: 
Agrárias, Exatas, Humanas e Saúde, tanto na 
modalidade presencial quanto a distância.
Além da qualidade de ensino já comprovada 
pelo MEC, que coloca todas as unidades do 
Grupo Multivix como parte do seleto grupo das 
Instituições de Ensino Superior de excelência no 
Brasil, contando com sete unidades do Grupo 
entre as 100 melhores do País, a Multivix 
preocupa-se bastante com o contexto da 
realidade local e com o desenvolvimento do 
país. E para isso, procura fazer a sua parte, 
investindo em projetos sociais, ambientais e na 
promoção de oportunidades para os que 
sonham em fazer uma faculdade de qualidade 
mas que precisam superar alguns obstáculos. 
Buscamos a cada dia cumprir com nossa missão que 
é: “Formar profissionais com consciência cidadã para 
o mercado de trabalho, com elevado padrão de quali-
dade, sempre mantendo a credibilidade, segurança e 
modernidade, visando à satisfação dos clientes e
colaboradores.”
Entendemos que a educação de qualidade sempre foi 
a melhor resposta para um país crescer. Para a Multi-
vix, educar é mais que ensinar. É transformar o 
mundo à sua volta.
Seja bem-vindo!
Prof. Tadeu Antônio de Oliveira Penina
Diretor Executivo do Grupo Multivix
Prof. Tadeu Antônio de Oliveira Penina 
Diretor Executivo do Grupo Multivix
3
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
4
BIBLIOTECA MULTIVIX (Dados de publicação na fonte)
 Janaína Ferreira de Lima, Assistência de Enfermagem na Saúde 
do Idoso / Ferreira de Lima, Janaína - Multivix, 2024.
Catalogação: Biblioteca Central Multivix 2024 • Proibida a reprodução total ou parcial. Os infratores serão 
processados na forma da lei.
5
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Lista de Quadros
UNIDADE 1:
Quadro 1: Políticas Públicas na Saúde do Idoso 28
UNIDADE 2:
Quadro 1: Florence Nightingale e a lâmpada tradicional 48
Quadro 2: Teorias biológicas 49
Quadro 3: Teorias psicossociais 50
UNIDADE 3:
Quadro 1: Domínios funcionais 61
Quadro 2: Síndromes Geriátricas 62
Quadro 3: Tipos de incontinência urinária 66
UNIDADE 4:
Quadro 1: Etapas do Processo de Enfermagem 83
Quadro 2: Guia para Consulta de Enfermagem 86
Quadro 3: Exame Físico no Idoso 88
Quadro 4: Principais teorias da Enfermagem 91
6
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
UNIDADE 5:
Quadro 1: Cuidados de enfermagem ao idoso hipertenso 103
Quadro 2: Cuidados de enfermagem ao idoso hipertenso 105
Quadro 3: Indicadores objetivos e subjetivos da saúde renal 111
UNIDADE 6:
Quadro 1: Padrões da Associação Americana de Enfermeiros para a prática 
da Enfermagem Gerontológica 124
Quadro 2: Diretrizes no cuidado ao idoso hospitalizado 129
Quadro 3: Imunização 138
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
7
Lista de Figuras
UNIDADE 1:
Figura 1: População residente no Brasil 19
Figura 2: O envelhecimento e suas diversidades 23
Figura 3: Década do Envelhecimento Saudável 26
UNIDADE 2:
Figura 1: Admirando a vida 42
Figura 2: Marcas do envelhecimento 46
Figura 3: Funcionalidade no envelhecimento 52
Figura 4: O namoro na terceira idade 55
UNIDADE 3:
Figura 1: Título da Imagem: Polifarmácia 64
Figura 2: Incontinência urinária em idosos 66
Figura 3: Alteração no sono 69
Figura 4: Depressão na terceira idade 72
Figura 5: Alzheimer 76
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
8
UNIDADE 4:
Figura 1: Atendimento ao idoso 82
Figura 2: Anotação de enfermagem 85
Figura 3: Exame Físico no Idoso 87
Figura 4: Assistência de Enfermagem 90
Figura 5: Manual de Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa 93
UNIDADE 5:
Figura 1: Idoso fragilizado 101
Figura 2: Idoso com Diabetes Mellitus 109
Figura 3: Tosse em idoso 115
Figura 4: Vacinação de idosos 119
UNIDADE 6:
Figura 1: Felicidade 125
Figura 2: Idoso Hospitalizado 128
Figura 3: Idoso Institucionalizado 131
Figura 4: Atendimento Domiciliar 134
9
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Sumário
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA 15
UNIDADE 1
1 A POPULAÇÃO IDOSA BRASILEIRA 18
1.1 TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA E EPIDEMIOLÓGICA: O ENVELHECIMENTO DA 
POPULAÇÃO BRASILEIRA 18
1.1.2 O ENVELHECIMENTO POPULACIONAL BRASILEIRO E AS NECESSIDADES DE 
ASSISTÊNCIA À SAÚDE 21
1.1.3 ENVELHECIMENTO ATIVO E ATIVIDADES DE PROMOÇÃO À SAÚDE 24
1.2pacientes mais velhos. 
Por meio de avaliações de risco de quedas, intervenções personalizadas e 
educação do paciente e da família, os enfermeiros podem ajudar a reduzir 
significativamente o risco de quedas e suas consequências adversas. Isso 
inclui a identificação de fatores de risco individuais, como fraqueza muscular, 
problemas de equilíbrio, uso de certos medicamentos e deficiências senso-
riais, e a implementação de estratégias para mitigar esses riscos (Santos et 
al., 2021). 
Além disso, os enfermeiros desempenham um papel fundamental na 
promoção de ambientes seguros para os idosos, tanto em ambientes hospi-
talares quanto em configurações comunitárias.
54
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
 Isso envolve a organização de espaços físicos para reduzir obstáculos e 
perigos, bem como a implementação de protocolos de segurança, como o 
uso de barras de apoio, tapetes antiderrapantes e iluminação adequada. Ao 
colaborar com uma equipe multidisciplinar e adotar uma abordagem holís-
tica no cuidado do idoso, os enfermeiros desempenham um papel essen-
cial na prevenção de quedas e na promoção da segurança e bem-estar dos 
idosos (Santos et al., 2021).
2.2.3 SEXUALIDADE NA VELHICE
A sexualidade na terceira idade é alvo de mitos e tabus, sendo que a socie-
dade acredita que idosos são pessoas assexuadas. Um olhar voltado para a 
sexualidade após os 60 anos, de forma geral, é negado por nossa cultura. 
Os idosos são capazes de ter experiências sexuais prazerosas, mas, para que 
isso ocorra, é preciso que eles tenham consciência e conhecimento das 
mudanças que acontecem no seu corpo e do seu parceiro, para que a sexu-
alidade possa ser vivenciada de forma positiva (Koopamans et al., 2013). As 
mudanças fisiológicas no envelhecimento podem influenciar na resposta 
sexual dos idosos. 
As alterações na fisiologia sexual masculina não ocorrem igualmente para 
todos os homens e se caracterizam quanto aos aspectos: ereção mais flácida, 
sendo ne cessário mais tempo para alcançar o orgasmo; as ere ções involuntá-
rias noturnas diminuem; ejaculação retardada e redução do líquido pré-eja-
culatório. Já na fisiologia feminina, as alterações se ini ciam na fase da meno-
pausa, com a diminuição dos hormônios ovarianos; a pele tende a ficar mais 
fina e seca; a lubrificação vaginal diminui, podendo ocorrer a dispaurenia; o 
orgasmo dura menos, devido às contrações vagi nais estarem mais fracas e 
em menor número (Araujo; Freiras; Timoteo, 2022). 
A sexualidade, vivida com paixão e intensidade durante a juventude, não tem 
porque não ser vivida da mesma maneira quando nos tornamos idosos. Ela 
é muito mais do que sexo, corresponde a uma função humana de dimensão 
psicossocial, que não é regida, exclusivamente, por instinto. A sexualidade 
envolve sentimentos, carícias, palavras, comportamentos que vão desde o 
nascimento até a morte, o que evidencia o desejo sexual, que permanece 
55
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
intacto, e a persistência da vontade de intimidade e afetividade, tão repri-
mida na velhice (Braga; Galleguillos, 2014). 
Eliopoulos (2010) diz em seu livro que com boa saúde e disponibilidade de 
um parceiro, a atividade sexual pode continuar até a sétima década de vida 
ou mais. Essa faixa etária pode encontrar e realmente encontra satisfação 
nos prazeres das preliminares e do ato sexual.
Figura 4: O namoro na terceira idade
Fonte: Kristo-Gothard Hunor, Shutterstock, 2024.
#PraTodosVerem: Na imagem temos um casal de idosos heterossexuais se beijando.
A Enfermagem está diretamente envolvida com a sexualidade dos idosos, 
pois as práticas do cuidado remetem ao contato com os corpos, com a inti-
midade e com o erótico. 
O enfermeiro deve ter a mente aberta e responder questões diretamente, 
sem rodeios ou embaraços, mostrando que quer discutir a respeito do 
assunto, que há interesse por isso, além de mostrar provas científicas sobre 
56
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
alguns assuntos, quando os idosos desejarem. Deve estar preparado para 
ouvir atentamente, mostrando interesse pelo que eles vão falar e enxergar 
os idosos como indivíduos que têm necessidades sexuais (Araujo; Freiras; 
Timoteo, 2022).
57
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
CONCLUSÃO
À medida que a população mundial envelhece, compreender as alterações 
fisiológicas associadas ao processo de envelhecimento se torna fundamental 
para oferecer cuidados de enfermagem adequados. 
Essas mudanças fisiológicas podem predispor os idosos a uma variedade de 
condições de saúde, tornando essencial uma abordagem holística na prática 
de enfermagem para lidar com os desafios decorrentes dessas alterações. 
Esses desafios podem incluir a gestão de condições crônicas, a diminuição 
da funcionalidade e as questões psicossociais associadas ao envelhecimento, 
como solidão e isolamento social. 
Entender as alterações fisiológicas e as teorias do envelhecimento é essen-
cial para os enfermeiros proporcionarem cuidados de qualidade aos idosos.
Ao integrar esses elementos em sua prática, os enfermeiros podem desem-
penhar um papel significativo na melhoria da qualidade de vida e no cuidado 
holístico da população idosa.
58
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
MATERIAL COMPLEMENTAR
Para saber mais sobre este tema, veja as indicações a seguir.
1. PARANÁ. Secretaria de Estado da Saúde do Paraná. Superintendência de 
Atenção à Saúde. P223a Avaliação multidimensional do idoso. Curitiba: 
SESA, 2017, p. 6 -26. Disponível em: https://www.saude.pr.gov.br/sites/
default/arquivos_restritos/files/documento/2020-04/avaliacaomultiddoi-
doso_2018_atualiz.pdf. Acesso em: 28 mar. 2024.
2. ALÉM do Aposento. Envelhescência: Documentário Completo. [S. l.]. 
19 set. 2018. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=i4cLyL-
dK5EA. Acesso em: 28 mar. 2024. 
3. CHAIMOWICZ, Flávio et al. Saúde do idoso. 2. ed. Belo Horizonte: NESCON 
UFMG, 2013. Disponível em: https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblio-
teca/imagem/3836.pdf. Acesso em: 28 mar. 2024.
4. BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim temático da biblioteca do Minis-
tério da Saúde. v. 1, n. 1, mar. 2021. Brasília: Ministério da Saúde, 2021, p. 
6 a 11. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/boletim_tematico/
saude_idoso_outubro_2022-1.pdf. Acesso em 28 mar. 2024.
5. MOLETA, Anna Carla. Enfermagem na saúde do idoso. Londrina: Educa-
cional, 2017, p. 9 a 22. Disponível em: https://cm-kls-content.s3.amazo-
naws.com/201702/INTERATIVAS_2_0/ENFERMAGEM_NA_SAUDE_DO_
IDOSO/U1/LIVRO_UNICO.pdf. Acesso em: 28 mar. 2024.
https://www.saude.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2020-04/avaliacaomultiddoidoso_2018_atualiz.pdf
https://www.saude.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2020-04/avaliacaomultiddoidoso_2018_atualiz.pdf
https://www.saude.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2020-04/avaliacaomultiddoidoso_2018_atualiz.pdf
https://www.youtube.com/watch?v=i4cLyLdK5EA
https://www.youtube.com/watch?v=i4cLyLdK5EA
https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/3836.pdf
https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/3836.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/boletim_tematico/saude_idoso_outubro_2022-1.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/boletim_tematico/saude_idoso_outubro_2022-1.pdf
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/201702/INTERATIVAS_2_0/ENFERMAGEM_NA_SAUDE_DO_IDOSO/U1/LIVRO_UNICO.pdf
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/201702/INTERATIVAS_2_0/ENFERMAGEM_NA_SAUDE_DO_IDOSO/U1/LIVRO_UNICO.pdf
https://cm-kls-content.s3.amazonaws.com/201702/INTERATIVAS_2_0/ENFERMAGEM_NA_SAUDE_DO_IDOSO/U1/LIVRO_UNICO.pdf
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
59
OBJETIVOS
Ao final desta unidade, esperamos que possa:
Descrever os principais problemas clínicos 
de idosos.
Analisar as alterações na saúde mental 
dos idosos.
UNIDADE 3
60
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
3 PRINCIPAIS ALTERAÇÕES CLÍNICAS NOS 
IDOSOS
O aumento da longevidade e ocrescente interesse na melhoria da qualidade 
de vida dos idosos têm impulsionado iniciativas para prolongar o período 
de atividade, prevenir perdas funcionais e restaurar habilidades (Gonçalves; 
Tourinho, 2012). 
O processo de envelhecimento traz consigo uma série de mudanças bioló-
gicas, psicológicas e culturais, que afetam tanto o indivíduo quanto seu 
ambiente familiar e social. É fundamental encarar esse processo como 
uma etapa natural da vida, não apenas focalizando aspectos relacionados 
à doença, mas também abrangendo uma perspectiva ampla de saúde 
(Fechine; Trompieri, 2012).
No contexto da prática de enfermagem com idosos, é essencial basear-se 
em evidências científicas, adotando uma abordagem fundamentada nesta 
prática, enquanto se cultivam habilidades interpessoais e se promove a 
inclusão da família. É crucial considerar as expectativas e necessidades 
dos idosos dentro de seu contexto, visando à promoção da saúde de forma 
holística e de alta qualidade (Gonçalves; Tourinho, 2012; Kawamoto; Fortes, 
2011).
3.1 ABORDAGEM DOS PROBLEMAS CLÍNICOS DE 
IDOSOS
Para iniciarmos esta temática, faz-se necessário compreender o significado 
de senilidade e senescência.
Senilidade engloba as doenças vinculadas ao envelhecimento, ou seja, 
aquelas condições mais prevalentes em idades avançadas, as quais, se não 
controladas ou monitoradas adequadamente, podem comprometer signifi-
cativamente a capacidade funcional (Brasil, 2023). 
Já senescência é o processo de envelhecimento “normal”. É marcado por 
alterações físicas, funcionais e psicológicas que ocorrem de maneira gradual 
61
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
 
e quase imperceptível ao longo da vida de um indivíduo (Brasil, 2023). 
Essas doenças podem ser resultado de predisposições genéticas, bem como 
estar ligadas a fatores ambientais e escolhas de estilo de vida. Além disso, 
podem afetar tanto a capacidade física quanto a intelectual, influenciando 
aspectos como atenção, memória, raciocínio, fala e reflexos. Essas mudanças 
podem impactar diversos aspectos da vida do idoso e de seus familiares 
(Cançado; Alanis; Horta, 2017). 
Mesmo enfrentando condições de saúde adversas, os idosos podem conti-
nuar desempenhando seus papéis na sociedade. Para isso, é crucial intro-
duzir um novo indicador de saúde: a capacidade funcional. Este conceito se 
concentra na habilidade global de um indivíduo para administrar sua vida e 
cuidar de si próprio (Gonçalves; Tourinho, 2012).
Conforme a Classificação Internacional da Funcionalidade, Incapacidade e 
Saúde (CIF) da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2003, o declínio 
funcional é caracterizado pela perda de autonomia e/ou independência, 
limitando a participação social do indivíduo (Brasil, 2007). 
 Por sua vez, a independência e a autonomia estão diretamente ligadas ao 
funcionamento integrado e equilibrado dos seguintes domínios funcionais.
Cognição É a capacidade mental de compreender e resolver adequadamente 
os problemas do cotidiano.
Humor/ 
Comportamento
É a motivação necessária para a realização das atividades e/ 
ou participação social. Inclui também o comportamento do 
indivíduo, que é afetado pelas outras funções mentais, como 
senso-percepção, pensamento e consciência.
Mobilidade
É a capacidade individual de deslocamento e de manipulação do 
meio. Por sua vez, a mobilidade depende de quatro subsistemas 
funcionais: a capacidade aeróbica e muscular (massa e função), 
o alcance/preensão/pinça (membros superiores) e a marcha/ 
postura/transferência. A continência esfi-ncteriana é também 
considerada um subdomínio da mobilidade, pois a sua ausência 
(incontinência esfi¬ncteriana) é capaz de interferir na mobilidade 
e restringir a participação social do indivíduo.
Comunicação
É a capacidade de estabelecer um relacionamento produtivo 
com o meio, trocar informações, manifestar desejos, ideias e 
sentimentos. Depende de três subsistemas funcionais: visão, 
audição e produção/motricidade orofacial. Esta é representada 
pela voz, fala e mastigação/deglutição. 
Quadro 1: Domínios funcionais
62
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Fonte: Paraná, 2018.
#PraTodosVerem: Quadro com os domínios funcionais Cognição, Humor/ 
Comportamento, Mobilidade e Comunicação e suas respectivas explicações.
Assim, quando um idoso que costumava ser independente começa a perder 
uma função, não devemos simplesmente atribuir isso à idade avançada. Em 
vez disso, pode haver um sinal precoce de doença ou de um conjunto de 
condições não tratadas, que muitas vezes não apresentam sinais típicos. Se 
o idoso passa a depender de assistência para realizar atividades devido a 
limitações físicas ou cognitivas, é importante iniciar uma investigação clínica 
abrangente (Chaimowicz, 2013). 
O principal desafio enfrentado pela Geriatria é lidar com os problemas mais 
comuns que afetam os idosos. Isso inclui a identificação e o tratamento das 
chamadas “Síndromes Geriátricas”, conhecidas como “IS”. Essas síndromes 
incluem a Imobilidade, a Instabilidade Postural, a Incontinência, a Insufici-
ência Cerebral, a Iatrogenia, a Insuficiência Familiar e a Incapacidade Comu-
nicativa (Morais; Marino; Santos, 2010).
Quadro 2: Síndromes Geriátricas
63
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Fonte: Morais; Marino; Santos; 2010.
#PraTodosVerem: A imagem mostra um organograma com as síndromes geriátricas.
Elas são caracterizadas por complexidade terapêutica, múltiplas causas, 
falta de risco de vida iminente e impacto severo na qualidade de vida dos 
pacientes, muitas vezes afetando também seus familiares. Essas síndromes 
podem ocorrer isoladamente ou em combinação, resultando em danos 
funcionais significativos que limitam a capacidade do indivíduo de realizar 
atividades cotidianas (Cançado; Alanis; Horta, 2017). 
3.1.1 IATROGENIA E PROBLEMAS COM MEDICAMENTOS
A iatrogenia em idosos é um aspecto crítico da prática médica e do cuidado 
geriátrico. O termo “iatrogenia” refere-se aos danos causados aos pacientes 
como resultado de intervenções médicas, sejam elas diagnósticas, terapêu-
ticas ou preventivas (Braga; Galleguillos, 2014). 
Nos idosos, a iatrogenia pode ser especialmente preocupante devido a uma 
série de fatores. Primeiramente, os idosos geralmente apresentam múltiplas 
condições clínicas e fazem uso de diversos medicamentos prescritos. Isso 
aumenta o risco de interações medicamentosas e efeitos colaterais adversos, 
especialmente porque o metabolismo e a eliminação de medicamentos 
podem ser mais lentos nessa faixa etária (Braga; Galleguillos, 2014). 
Além disso, o risco de iatrogenia nos idosos também pode ocorrer devido ao 
fato de eles terem taxas mais elevadas de analfabetismo, o que pode preju-
dicar a compreensão e a utilização correta das prescrições médicas (Brasil, 
2023). 
Os idosos podem ser mais vulneráveis a complicações de procedimentos 
médicos invasivos devido a fragilidades físicas, como diminuição da reserva 
fisiológica, fragilidade óssea e redução da capacidade de cicatrização 
(Contreira-Júnior et al., 2020). 
Outro fator importante é que a iatrogenia também pode surgir devido 
a falhas na comunicação entre profissionais de saúde, falta de coor-
denação nos cuidados, erros de medicação, procedimentos cirúrgicos 
64
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
desnecessários ou inapropriados, entre outros (Contreira-Júnior et al., 2020; 
Brunner; Suddarth, 2015). 
A iatrogenia medicamentosa é um importante capítulo da geriatria. Idosos 
em geral acumulam doenças crônicas que requerem tratamento farmaco-
lógico contínuo com número cada vez mais alto de medicamentos (“polifar-
mácia”) (Paraná, 2017). 
Portanto, é fundamental que os profissionais de saúde, incluindo a enfer-
magem, estejam atentos aos riscos de iatrogenia em idosos e adotem abor-
dagens cuidadosas e individualizadas ao planejar e administrar cuidados 
médicos.
Reflita
Qual é a razão de os idosos tomarem tantos medica-
mentos? Há formas de reduzir o número dessas drogas?Que problemas podem estar envolvidos na utilização de 
tantas medicações?
Figura 1: Título da Imagem: Polifarmácia
65
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Fonte: GPESEG. Escola de Enfermagem Anna Nery/ UFRJ, 2015.
#PraTodosVerem: Na imagem temos uma mão de um idoso segurando 
muitos medicamentos.
Isso inclui uma revisão regular da lista de medicamentos, comunicação 
eficaz entre os membros da equipe de saúde, envolvimento do paciente e 
seus familiares nas decisões de tratamento e uma abordagem centrada no 
paciente que leve em consideração as preferências, metas e os valores do 
idoso. Ao reduzir os riscos de iatrogenia, podemos melhorar a segurança e a 
qualidade dos cuidados prestados aos idosos (Sales et al., 2023).
3.1.2 INCONTINÊNCIA URINÁRIA E FECAL
A incontinência é caracterizada pela perda do controle esfincteriano e é uma 
síndrome geriátrica que pode se manifestar como incontinência urinária, 
fecal ou ambas. A capacidade de manter a continência depende da inte-
gridade anatômica do trato, dos mecanismos fisiológicos de enchimento e 
esvaziamento da bexiga e do intestino, da capacidade cognitiva, da mobili-
dade, da destreza manual e da motivação para usar o banheiro (Sales et al., 
2023, 2019; Brasil, 2006). 
Embora a incontinência urinária seja mais comum que a fecal, ambas podem 
ter impactos significativos na mobilidade, limitando a participação social 
dos idosos.
A incontinência fecal é uma condição anorretal caracterizada pela evacu-
ação involuntária de fezes, que pode incluir tanto a perda de fezes líquidas 
quanto sólidas, bem como a liberação involuntária de gases (Hospital Israe-
lita Albert Einstein, 2020). 
• Incontinência Urinária (IU)
A incontinência urinária (IU) é categorizada como transitória ou estabele-
cida. A IU transitória é caracterizada por um período curto de evolução, com 
início repentino, frequentemente associado a uma condição clínica aguda 
ou ao uso de medicamentos, e tende a ser resolvida após o tratamento da 
causa subjacente (Brasil, 2023).
66
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Figura 2: Incontinência urinária em idosos
Fonte: Toa55, Shutterstock, 2024.
#PraTodosVerem: Na foto há uma senhora sentada no sofá, mostrando somente 
suas pernas e a barro do vestido, sem mostrar seu rosto. À frente dessa senhora, há uma 
pessoa agachada no chão, vestindo uma fralda geriátrica na senhora que está sentada.
Os tipos de IU são:
INCONTINÊNCIA DE ESFORÇO: ocorre quando há uma fraqueza dos músculos pélvicos 
que dão suporte à bexiga ou quando há fraqueza ou lesão do esfíncter uretral. Nesse tipo 
de incontinência urinária, pode acontecer o vazamento de urina quando há qualquer 
atividade que force o abdome, como tossir, espirrar, dar risada, carregar peso ou até 
mesmo andar.
URGEINCONTINÊNCIA: é o tipo de incontinência que acontece quando a bexiga se 
contrai de forma involuntária. É possível ter a sensação de que é preciso correr para o 
banheiro, mas muitas vezes não é possível chegar a tempo de evitar o escape de urina. 
Algumas vezes pode se perder urina sem que haja nenhum sinal antes. Em alguns 
casos, os pacientes vão ao banheiro com intervalos muito curtos e acordam várias vezes 
durante o sono para esvaziar a bexiga.
Quadro 3: Tipos de incontinência urinária
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Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Fonte: Brasil, 2023.
#PraTodosVerem: O quadro apresenta quatro tipos de incontinência 
urinária e suas explicações.
INCONTINÊNCIA POR TRANSBORDAMENTO: nessa situação, a bexiga fica tão cheia que 
chega a transbordar. A causa desse tipo de incontinência se dá pelo enfraquecimento 
do músculo da bexiga ou pela obstrução da saída de urina. O aumento da próstata pode 
resultar nessa obstrução, sendo esse tipo de incontinência mais frequente em homens. 
O enfraquecimento do músculo da bexiga pode ocorrer tanto em homens como em 
mulheres, mas ocorre principalmente em pacientes com diabetes, etilismo crônico e 
alguns tipos de distúrbios neurológicos.
INCONTINÊNCIA AMBIENTAL OU FUNCIONAL: acontece quando a pessoa não consegue 
chegar ao banheiro ou não tem acesso a um urinol quando precisa.
Nesses casos, embora o sistema urinário funcione bem, limitações físicas, mentais ou 
outras circunstâncias impedem que a pessoa utilize normalmente o banheiro. Um 
exemplo é o caso de pacientes com demências, que, em algumas situações, esquecem 
que precisam ir ao banheiro.
A IU pode estar associada aos seguintes aspectos.
Delirium: um estado confusional agudo causado por diversos fatores, porém 
sempre passível de reversão e associado a causas clínicas, como pneumonia, 
infecção urinária, impactação fecal, entre outras.
Infecção urinária: caracterizada pela irritação do trato urinário devido à 
infecção, comum em idosos e nem sempre manifestada por sintomas uriná-
rios.
Uretrite e vaginite atrófica: a deficiência estrogênica na menopausa afeta 
a fisiologia dos tecidos do trato geniturinário, resultando em incontinência 
urinária, urgência urinária e disúria.
Restrição da mobilidade: limita o acesso ao banheiro, contribuindo para 
problemas urinários.
Aumento do débito urinário: causado por ingestão excessiva de líquidos, 
hiperglicemia, distúrbios metabólicos, como hipercalciúria e insuficiência 
cardíaca (que pode resultar em nictúria patológica).
Medicamentos: são uma das causas mais comuns de incontinência urinária, 
agindo por vários mecanismos. Diuréticos (especialmente furosemida), halo-
peridol, diazepam, amitriptilina e betabloqueadores estão entre os fármacos 
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Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
mais comumente associados. Além disso, o álcool e a cafeína também 
podem contribuir para a incontinência urinária.
Impactação fecal: a impactação fecal pode causar irritação na bexiga e 
obstrução na uretra, dificultando a passagem da urina e levando à inconti-
nência urinária.
Distúrbios psicológicos: a depressão pode levar à apatia geral, incluindo a 
falta de interesse em urinar (Brasil, 2023; Brunner; Suddarth, 2015).
Curiosidade
Um fato interessante sobre incontinência urinária em 
idosos é que, apesar de ser mais comum entre as mulheres, 
especialmente após a menopausa, os homens também 
podem desenvolver esse problema à medida que enve-
lhecem. A incontinência urinária masculina muitas vezes 
está associada a condições médicas como hiperplasia 
prostática benigna (aumento da próstata), cirurgias uroló-
gicas ou lesões na região pélvica. A conscientização sobre 
esse aspecto é importante para garantir que homens 
idosos também recebam a devida atenção e o tratamento 
adequado para essa questão de saúde (Braga; Galleguillos, 
2014).
Trata-se de uma questão de saúde significativa, cujos efeitos negativos 
afetam as atividades diárias e a qualidade de vida, podendo levar a condi-
ções como depressão, ansiedade, redução da produtividade no trabalho e 
isolamento social (Fundação Oswaldo Cruz, 2018). 
3.1.3 ALTERAÇÕES NO PADRÃO DE SONO
O sono, ocupando cerca de um terço da vida humana, é uma função fisioló-
gica essencial para o bem-estar. Disrupções no sono podem levar a sintomas 
69
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
como sonolência diurna, fadiga, dificuldade de memória e concentração, 
além de aumentar o risco de erros e acidentes (Forlenza, 2023). 
Os transtornos do sono estão ligados a vários problemas de saúde e, se 
não tratados adequadamente, podem contribuir para a refratariedade de 
diversos quadros médicos e neuropsiquiátricos (Chaimowicz, 2013). 
Com o avanço da idade, a vulnerabilidade a distúrbios do sono aumenta, 
devido a alterações físicas e fisiológicas, maior prevalência de comorbi-
dades, polifarmácia e fatores psicossociais, como rotinas irregulares de sono 
(Forlenza, 2023).
Figura 3: Alteração no sono
Fonte: Instituto de Especialidade e Sono, 2015.
#PraTodosVerem: Na imagem, observamos uma senhora vestindo pijama listrado, 
sentada na cama e segurando uma xícara. Seu olhar é direcionado para a janela, que está 
fechada. O quarto está inundadode luz, criando uma atmosfera luminosa e serena.
Pacientes com insônia enfrentam dificuldades para iniciar ou manter o 
sono. Esses sintomas afetam até 50% dos adultos acima de 65 anos, com 12 
a 40% atendendo aos critérios de transtorno de insônia. A insônia crônica 
está associada a riscos aumentados de morbidade e mortalidade, além de 
piorar desfechos em condições como depressão, quedas, acidente vascular 
cerebral, declínio cognitivo e funcional (Forlenza, 2023). 
70
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
As abordagens não farmacológicas são preferenciais no tratamento da 
insônia em idosos, devido aos significativos efeitos adversos das medicações 
hipnóticas, que incluem sedação excessiva, comprometimento cognitivo e 
risco de quedas (Forlenza, 2023; Brunner; Suddarth, 2015).
Os hábitos de higiene do sono são práticos e devem ser oferecidos a todos, 
enquanto a terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-i) é o trata-
mento não farmacológico mais respaldado pela evidência, com eficácia 
comparável ao tratamento medicamentoso, além de oferecer resultados 
mais duradouros (Paraná, 2018). 
A comorbidade com transtornos do sono é comum em idosos, resultando 
de diversos fatores, como condições médicas e psiquiátricas, polifarmácia e 
características do envelhecimento. A identificação desses distúrbios pode 
ser desafiadora devido à complexidade envolvida, mas é crucial devido à 
associação com maior morbidade e mortalidade. Os profissionais de saúde 
devem estar atentos e avaliar regularmente o sono como parte dos cuidados 
de saúde global, encaminhando os pacientes para especialistas, quando 
necessário (Forlenza, 2023). 
3.2 SAÚDE MENTAL 
À medida que a população mundial envelhece, a atenção à saúde mental 
dos idosos se torna cada vez mais crucial. O avanço da idade frequentemente 
traz consigo uma série de desafios psicológicos e emocionais que podem 
impactar significativamente a qualidade de vida dos idosos (Forlenza, 2023).
Saiba Mais
Pesquisa do IBGE aponta que idosos são os mais afetados 
pela depressão. Confira a matéria completa acessando 
o link disponível em: https://jornal.usp.br/atualidades/
pesquisa-do-ibge-aponta-que-idosos-sao-os-mais-afeta-
dos-pela-depressao/. Acesso em: 15 abr. 2024.
https://jornal.usp.br/atualidades/pesquisa-do-ibge-aponta-que-idosos-sao-os-mais-afetados-pela-depressao/
https://jornal.usp.br/atualidades/pesquisa-do-ibge-aponta-que-idosos-sao-os-mais-afetados-pela-depressao/
https://jornal.usp.br/atualidades/pesquisa-do-ibge-aponta-que-idosos-sao-os-mais-afetados-pela-depressao/
71
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
A saúde mental na terceira idade não só afeta o bem-estar individual, mas 
também tem implicações sociais e econômicas, destacando a importância 
de abordagens holísticas e sensíveis às necessidades específicas desse grupo 
demográfico (Brasil, 2023).
3.2.1 DEPRESSÃO E ANSIEDADE EM IDOSOS
Os idosos enfrentam uma gama diversa de fatores de risco para problemas 
de saúde mental, como doenças crônicas, luto pela perda de entes queridos, 
isolamento social, questões financeiras e declínio cognitivo (IBGE, 2020). 
Estigmas culturais e falta de acesso a serviços de saúde mental podem 
agravar ainda mais esses desafios. Portanto, compreender e atender às 
necessidades psicológicas dos idosos é essencial para promover um enve-
lhecimento saudável e garantir que desfrutem de uma vida plena e signifi-
cativa em suas últimas décadas (IBGE, 2020).
• Depressão
A prevalência da depressão entre os idosos é um desafio significativo, frequen-
temente subestimado e subdiagnosticado. Estudos sugerem que cerca de 
metade dos casos permanecem sem detecção, destacando a urgência de 
maior atenção a essa questão (Forlenza, 2023).
Além de impactar diretamente a qualidade de vida dos idosos afetados, 
o transtorno depressivo também reverbera nas vidas de seus familiares, 
criando um fardo emocional adicional (IBGE, 2020)
Para os idosos, a depressão pode representar não apenas uma diminuição 
na qualidade de vida, mas também uma deterioração da independência 
e capacidade de realizar tarefas cotidianas sem assistência, o que destaca 
ainda mais a importância de intervenções eficazes nessa população vulne-
rável (Forlenza, 2023). 
Diversos fatores estão correlacionados com um aumento do risco de desen-
volver depressão em idosos. Estes incluem, entre outros, o sexo feminino, 
idade avançada, status civil solteiro ou divorciado, níveis educacionais mais 
baixos, desemprego ou baixa renda, autoestima diminuída, experiências 
72
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
traumáticas na infância, sentimentos de solidão e isolamento social, luto 
recente, comprometimento cognitivo, uso de substâncias e histórico prévio 
de depressão (Kitamura et al., 2022). 
Esses fatores, muitas vezes interligados, podem contribuir para um cenário 
propício ao desenvolvimento e à persistência da depressão em idosos, 
exigindo uma abordagem multifacetada e sensível para a prevenção e o 
tratamento dessa condição (Kitamura et al., 2022).
A depressão frequentemente segue um curso insidioso, dificultando 
sua detecção não apenas pelo paciente, mas também pelos familiares e 
até mesmo pelos profissionais de saúde envolvidos no cuidado do idoso 
(Gonçalves; Tourinho, 2012). 
Os idosos podem manifestar sintomas depressivos de maneira atípica, não 
necessariamente expressando tristeza, mas sim retraimento, apatia e falta 
de energia. Em alguns casos, concentram-se mais em queixas somáticas do 
que emocionais (Brasil, 2023).
Figura 4: Depressão na terceira idade
Fonte: Lourenço, 2021.
#PraTodosVerem: Na imagem, vemos uma senhora de perfil, em um cenário em 
tons de preto e branco, destacando seus cabelos grisalhos. Sua mão repousa 
delicadamente na testa, enquanto seu olhar parece estar voltado para baixo, 
sugerindo uma expressão de tristeza.
73
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Embora o comprometimento cognitivo não faça parte dos critérios diag-
nósticos da depressão, essa é uma associação frequente, o que torna ainda 
mais desafiador o reconhecimento e manejo dessa condição em idosos 
(Gonçalves; Tourinho, 2012).
• Ansiedade
É frequente que os idosos experimentem sintomas ansiosos, que nem 
sempre indicam um distúrbio psicológico subjacente. No entanto, quando 
esses sintomas persistem e afetam a funcionalidade, podem sinalizar a 
presença de transtornos de ansiedade, condições que exigem atenção espe-
cífica (Guimarães; Silva; Carvalho, 2020).
Diferentemente da depressão, os transtornos de ansiedade são muito preva-
lentes na população idosa, ainda que em menor grau, se comparada à popu-
lação adulta jovem (Guimarães; Silva; Carvalho, 2020). O transtorno de ansie-
dade generalizada (TAG) é comum em idosos, afetando entre 1,2% e 11,2% 
da população nesta faixa etária (Forlenza, 2023).
Caracteriza-se por preocupações excessivas sobre vários aspectos da vida, 
acompanhadas por ansiedade persistente e dificuldade em controlar esses 
sentimentos (Gonçalves; Tourinho, 2012). Os sintomas incluem medo, apre-
ensão e inquietação, que ocorrem na maioria dos dias, afetando tanto o 
bem-estar físico quanto o emocional. Esse transtorno muitas vezes passa 
despercebido, especialmente devido à sobreposição a sintomas físicos do 
envelhecimento normal, complicando o diagnóstico em um contexto de 
polifarmácia e comorbidades clínicas (Kitamura et al., 2022).
Fatores como gênero feminino, eventos de vida estressantes e presença de 
outras condições médicas crônicas contribuem para o desenvolvimento do 
TAG, uma condição crônica que pode persistir por décadas (Kitamura et al., 
2022).
74
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
3.2.2 DEMÊNCIA, CONFUSÃO MENTAL E DOENÇA DE 
ALZHEIMER
A demência, incluindo o Alzheimer, e a confusão mental representam desa-
fios significativos na saúde dos idosos, afetando não apenas os indivíduos, 
mas também suas famílias e seus cuidadores (Barbosa; Mota, 2023). 
 A demência é uma síndromecaracterizada pela perda progressiva da função 
cognitiva, interferindo nas atividades diárias e na qualidade de vida. Entre 
as diversas formas de demência, a doença de Alzheimer é a mais comum, 
marcada por deterioração cognitiva gradual e perda de memória (Leite et 
al., 2020). 
Paralelamente, a confusão mental, muitas vezes associada a distúrbios 
agudos e reversíveis, apresenta sintomas como desorientação, alterações no 
comportamento e no estado de consciência, podendo ser desencadeada 
por fatores como infecções, desequilíbrios metabólicos ou uso de medica-
mentos. 
Uma compreensão abrangente dessas condições é essencial para o diag-
nóstico precoce, tratamento adequado e implementação de medidas de 
suporte eficazes para os idosos e seus cuidadores (Silva et al., 2023). 
A enfermagem desempenha um papel fundamental no cuidado de pacientes 
com demência, Alzheimer e confusão mental no idoso, oferecendo uma 
variedade de intervenções para promover o bem-estar e a qualidade de vida 
(Leite et al., 2020). 
Primeiramente, os enfermeiros estão envolvidos na avaliação e no moni-
toramento contínuo dos sintomas, identificando mudanças no estado de 
saúde do paciente e adaptando o plano de cuidados conforme necessário. 
Eles também desempenham um papel crucial na educação dos pacientes, 
familiares e cuidadores sobre as condições, fornecendo informações sobre o 
curso da doença, estratégias de gerenciamento de sintomas e promoção de 
um ambiente seguro em casa (Silva et al., 2023). 
Além disso, os enfermeiros ajudam na administração de medicamentos 
prescritos, garantindo a adesão ao tratamento e monitorando os possíveis 
efeitos colaterais.
75
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Eles também podem colaborar com outros profissionais de saúde, como 
médicos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais, para fornecer uma 
abordagem interdisciplinar e abrangente ao cuidado do paciente (Barbosa; 
Mota, 2023).
Outras intervenções incluem o apoio emocional ao paciente e à família, o 
incentivo à participação em atividades de estimulação cognitiva e física e a 
implementação de medidas para garantir a segurança do ambiente, preve-
nindo quedas e lesões (Leite et al., 2020). 
Em resumo, a enfermagem desempenha um papel multifacetado e holís-
tico no cuidado de pacientes com demência, Alzheimer e confusão mental, 
visando melhorar sua qualidade de vida e proporcionar suporte tanto ao 
paciente quanto à família.
Muitos idosos que sofrem de Doença de Alzheimer (DA) não são diagnos-
ticados, uma vez que os sintomas são frequentemente confundidos com 
lapsos de memória acometidos pelo envelhecimento (Forlenza, 2012). 
A progressão dessa condição é dividida em diferentes fases, começando pela 
fase pré-sintomática, caracterizada por mudanças no humor, seguida pela 
fase sintomática, na qual percebe-se a deterioração cognitiva, a perda de 
independência funcional e mudanças comportamentais (Leite et al., 2020).
Na fase avançada da DA, ocorre o comprometimento da memória de longo 
prazo, que abrange as memórias adquiridas ao longo de toda a trajetória de 
vida do paciente. Nesse estágio, a supervisão desse indivíduo torna-se neces-
sária para as atividades básicas, e é comum o aparecimento de alterações 
comportamentais, como agressividade, irritabilidade e até mesmo alucina-
ções (Forlenza, 2012).
Na fase final da doença, o idoso perde completamente a capacidade de 
se comunicar, deixando de reconhecer familiares e amigos. Nesse estágio, 
ele se torna completamente dependente de cuidados em tempo integral, 
necessitando de assistência constante para todas as atividades da vida diária 
(Kitamura et al., 2022).
76
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Atenção
Um tópico crucial para a doença de Alzheimer é a 
promoção da segurança do paciente. Isso abrange 
medidas para prevenir quedas, administrar corretamente 
medicamentos, minimizar agitação e comportamentos de 
risco e prevenir o desaparecimento do paciente. A segu-
rança é fundamental para garantir um ambiente seguro e 
protegido para os pacientes, reduzindo o risco de lesões e 
promovendo seu bem-estar geral (Brasil, 2006).
À medida que a Doença de Alzheimer progride, é comum o esquecimento 
de atividades de autocuidado, como tomar banho, usar o banheiro e trocar 
de roupa. Com isso, torna-se indispensável a presença constante de um 
cuidador para fornecer assistência nas atividades diárias (Braga; Galleguillo, 
2014). 
O cuidador de idosos portadores de DA desempenha um papel crucial, assu-
mindo a responsabilidade direta por esses indivíduos, consequentemente, 
alterando sua rotina diária e influenciando em sua qualidade de vida, aumen-
tando a probabilidade de enfrentar complicações físicas e mentais devido à 
sobrecarga de trabalho.
Figura 5: Alzheimer
77
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Fonte: Uol, 2023.
#PraTodosVerem: Na imagem, um idoso é retratado com as mãos sobre a cabeça, 
apresentando uma expressão facial de confusão e desorientação. Seu olhar triste e o 
sorriso contido sugerem uma sensação de estar perdido ou sobrecarregado. A postura 
das mãos sobre a cabeça pode indicar frustração ou tentativa de compreensão 
de algo difícil.
A importância de um diagnóstico precoce foi enfatizada, pois isso permite 
intervenções e tratamentos mais eficazes para retardar a progressão da 
doença. Ressaltamos também a importância de um plano de cuidados 
abrangente, que inclui apoio emocional e social tanto para os pacientes 
quanto para os cuidadores, que desempenham um papel crucial no manejo 
da doença. A estigmatização e a falta de compreensão podem tornar ainda 
mais difícil para os pacientes e suas famílias lidarem com a doença (Leite et 
al., 2020).
78
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
CONCLUSÃO
À medida que a população mundial envelhece, torna-se cada vez mais 
crucial compreender e abordar as alterações no domínio funcional do idoso 
e as síndromes geriátricas que frequentemente acompanham o processo de 
envelhecimento. 
Além das síndromes geriátricas, as incontinências e a iatrogenia emergem 
como questões de destaque no cuidado do idoso. A incontinência, seja 
urinária ou fecal, pode impactar significativamente a autonomia e a autoes-
tima do idoso, exigindo estratégias de manejo personalizadas e sensíveis. Da 
mesma forma, a iatrogenia, resultado de intervenções médicas inadequadas 
ou excessivas, pode gerar complicações adicionais e comprometer a quali-
dade de vida do paciente.
As alterações do sono, a depressão e a ansiedade são problemas comuns 
entre os idosos, muitas vezes interconectados e exacerbados por fatores 
como doenças crônicas e perda de entes queridos. O sono fragmentado ou 
irregular pode contribuir para o surgimento ou agravamento da depressão 
e da ansiedade, criando um ciclo complexo que requer uma abordagem 
multidisciplinar para intervenção e manejo eficazes.
Além disso, as demências, incluindo o Alzheimer, representam um desafio 
significativo para os idosos e suas famílias. Essas condições neurodegenera-
tivas afetam não apenas a cognição, mas também a funcionalidade e a inde-
pendência do indivíduo, exigindo cuidados especializados e apoio contínuo 
para enfrentar os desafios que surgem ao longo da progressão da doença.
Diante desses desafios complexos, a enfermagem desempenha um papel 
crucial no cuidado e na promoção do bem-estar dos idosos. Com uma abor-
dagem centrada no paciente, os enfermeiros são fundamentais para iden-
tificar e gerenciar as síndromes geriátricas, oferecer suporte emocional e 
prático para lidar com a incontinência e outras questões de saúde, e cola-
borar com uma equipe multidisciplinar para garantir um cuidado abran-
gente e coordenado. Ao adotar uma abordagem holística e compassiva, 
os enfermeiros desempenham um papel vital na promoção da saúde e na 
melhoria da qualidade de vida dos idosos em todas as etapas do envelheci-
mento.
79
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
MATERIAL COMPLEMENTAR
Para sabermais sobre este tema, veja as indicações a seguir.
1. DIAS, S. Projeto de lei institui Dia Nacional da Incontinência Urinária. 
Agência Senado, 28 mar. 2022. Disponível em: https://www12.senado.leg.
br/noticias/audios/2022/03/projeto-de-lei-institui-dia-nacional-da-incon-
tinencia-urinaria. Acesso em: 15 abr. 2024.
2. FORLENZA, Orestes V.; LOUREIRO, Júlia C.; PAIS, Marcos V. Trans-
tornos mentais no idoso: guia prático. Barueri: Editora Manole, 2023. 
E-book. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/
books/9786555768244/. Acesso em: 24 mar. 2024. (Ler páginas 25 a 42). 
3. VARELLA, D. Um Outro Olhar #2 | Alzheimer. YouTube, 13 maio 2019. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ZXnYHcVmxqk. Acesso 
em: 15 abr. 2024.
4. CALDAS, C. P. O idoso em processo de demência: o impacto na família. In: 
MINAYO, M. C. S.; COIMBRA JUNIOR, C. E. A. (Orgs). Antropologia, saúde e 
envelhecimento [online]. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2002. Dispo-
nível em: https://books.scielo.org/id/d2frp/pdf/minayo-9788575413043-05.
pdf. Acesso em: 15 abr. 2024.
5. PODPEOPLE – Ana Beatriz Barbosa. MENTES EM PAUTA - DEPRESSÃO NA 
3ª IDADE. YouTube, 14 jul. 2018. Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=tCrOW2-kc5Y. Acesso em: 15 abr. 2024.
https://www12.senado.leg.br/noticias/audios/2022/03/projeto-de-lei-institui-dia-nacional-da-incontinencia-urinaria
https://www12.senado.leg.br/noticias/audios/2022/03/projeto-de-lei-institui-dia-nacional-da-incontinencia-urinaria
https://www12.senado.leg.br/noticias/audios/2022/03/projeto-de-lei-institui-dia-nacional-da-incontinencia-urinaria
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555768244/
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555768244/
https://www.youtube.com/watch?v=ZXnYHcVmxqk
https://books.scielo.org/id/d2frp/pdf/minayo-9788575413043-05.pdf
https://books.scielo.org/id/d2frp/pdf/minayo-9788575413043-05.pdf
https://www.youtube.com/watch?v=tCrOW2-kc5Y
https://www.youtube.com/watch?v=tCrOW2-kc5Y
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
80
OBJETIVOS
Ao final desta unidade, esperamos que possa:
Avaliar os cuidados de enfermagem espe-
cíficos no atendimento geriátrico nas 
diversas patologias.
Descrever as metodologias da assistência 
de enfermagem gerontogeriátrica.
UNIDADE 4
81
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
4 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO 
PACIENTE IDOSO I
A Avaliação Gerontogeriátrica é essencial para desenvolver um plano de trata-
mento adequado, levando em consideração as particularidades do envelhe-
cimento. Isso ajuda a reduzir a exposição a fatores de risco e a preservar a 
saúde funcional e cognitiva (Braga; Galleguillos, 2014). 
Durante o atendimento, é crucial comunicar-se efetivamente com a pessoa 
idosa para obter informações importantes para o tratamento. Aqui estão 
algumas diretrizes importantes a serem seguidas:
• use frases curtas e claras;
• chame a pessoa pelo nome que ela preferir;
• evite tratá-la de maneira infantilizada, usando termos inapropriados 
como “vovô” ou termos diminutivos desnecessários;
• certifique-se de que a pessoa entendeu as explicações e pergunte se há 
alguma dúvida;
• se a informação for mal interpretada, repita-a usando outras palavras e 
adapte-a para uma linguagem mais compreensível;
• fale de frente para a pessoa, sem cobrir a boca, e mantenha-se próximo 
enquanto conversa;
• dê tempo suficiente para a pessoa responder às perguntas, evitando 
elaborar uma nova pergunta antes que ela tenha respondido à anterior;
• não interrompa a pessoa idosa enquanto ela estiver falando, demonstre 
paciência e permita que ela conclua seus pensamentos (São Paulo, 2016).
82
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Figura 1: Atendimento ao idoso
Fonte: Ground Picture, Shutterstock, 2024.
#PraTodosVerem: Na foto, vemos uma enfermeira sorrindo, com um estetoscópio ao 
redor do pescoço, levemente inclinada sobre um homem idoso que está sentado em 
uma cadeira de rodas. A expressão da enfermeira transmite felicidade e cuidado 
enquanto ela se inclina para cobrir o idoso.
Esse atendimento deve ser subsidiado pelo Processo de Enfermagem, 
conforme descrito na Resolução COFEN 736/2024 (Cofen, 2024). 
4.1 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO IDOSO
Agora, estudaremos mais a fundo o Processo de Enfermagem no cuidado ao 
idoso. Acompanhe!
4.1.1 PROCESSO DE ENFERMAGEM NO CUIDADO À PESSOA 
IDOSA
Em janeiro de 2024, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) publicou a 
Resolução 736/24, que determina a implementação do Processo de Enfer-
magem (PE) em todo o contexto socioambiental no qual ocorram cuidados 
prestados por enfermeiros, técnicos e auxiliares. A normativa atualiza a Reso-
83
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
lução 358/2009, se adequando às novas perspectivas da profissão e delimi-
tando seu escopo de aplicação na prática (Cofen, 2024).
Saiba Mais
A Resolução 736/24 estabelece uma diferenciação concei-
tual entre a Sistematização da Assistência de Enfermagem 
(SAE) e o Processo de Enfermagem (PE).
Saiba mais em: https://www.cofen.gov.br/cofen-atualiza-
-resolucao-sobre-implementacao-do-processo-de-enfer-
magem/. Acesso em: 15 abr. 2024.
Além disso, o PE deve estar fundamentado em suporte teórico, que pode 
estar associado entre si, como Teorias e Modelos de Cuidado, Sistemas 
de Linguagens Padronizadas, instrumentos de avaliação de predição de 
risco validados, protocolos baseados em evidências e outros conheci-
mentos correlatos, como estruturas teóricas conceituais e operacionais que 
fornecem propriedades descritivas, explicativas, preditivas e prescritivas que 
lhe servem de base.
O PE organiza-se em cinco etapas inter-relacionadas, interdependentes, 
recorrentes e cíclicas, descritas a seguir.
Quadro 1: Etapas do Processo de Enfermagem
1º Avaliação de Enfermagem – compreende a coleta de dados subjetivos 
(entrevista) e objetivos (exame físico) inicial e contínua pertinentes à saúde da 
pessoa, da família, da coletividade e de grupos especiais, realizada mediante 
auxílio de técnicas (laboratorial e de imagem, testes clínicos, escalas de avaliação 
validadas, protocolos institucionais e outros) para a obtenção de informações 
sobre as necessidades do cuidado de enfermagem e saúde relevantes para a 
prática.
2º Diagnóstico de Enfermagem – compreende a identificação de problemas 
existentes, condições de vulnerabilidades ou disposições para melhorar 
comportamentos de saúde. Estes representam o julgamento clínico das 
informações obtidas sobre as necessidades do cuidado de enfermagem e saúde 
da pessoa, da família, da coletividade ou de grupos especiais.
https://www.cofen.gov.br/cofen-atualiza-resolucao-sobre-implementacao-do-processo-de-enfermagem/
https://www.cofen.gov.br/cofen-atualiza-resolucao-sobre-implementacao-do-processo-de-enfermagem/
https://www.cofen.gov.br/cofen-atualiza-resolucao-sobre-implementacao-do-processo-de-enfermagem/
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Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Fonte: Cofen, 2024.
#PraTodosVerem: Quadro com cinco etapas do Processo de Enfermagem.
3º Planejamento de Enfermagem – compreende o desenvolvimento de um plano 
assistencial direcionado para a pessoa, família, coletividade, grupos especiais, e é 
compartilhado com os sujeitos do cuidado e a equipe de enfermagem e saúde. 
Deverá envolver:
I – priorização de diagnósticos de enfermagem;
II – determinação de resultados (quantitativos e/ou qualitativos) esperados e 
exequíveis de enfermagem e de saúde;
III – tomada de decisão terapêutica, declarada pela prescrição de enfermagem 
das intervenções, ações/atividades e protocolos assistenciais.
4º Implementação de Enfermagem – compreende a realização das intervenções, 
ações e atividades previstas no planejamento assistencial, pela equipe de 
enfermagem, respeitando as resoluções/os pareceres do Conselho Federal e 
Conselhos Regionais de Enfermagem quanto à competência técnica de cada 
profissional, por meio da colaboração e comunicação contínua, inclusive com 
a checagem quanto à execução da prescriçãode enfermagem, e apoiados nos 
seguintes padrões:
I – padrões de cuidados de enfermagem: cuidados autônomos do enfermeiro, 
ou seja, prescritos pelo enfermeiro de forma independente e realizados pelo 
enfermeiro, por técnico de enfermagem ou por auxiliar de enfermagem, 
observadas as competências técnicas de cada profissional e os preceitos legais 
da profissão;
II – padrões de cuidados interprofissionais: cuidados colaborativos com as demais 
profissões de saúde;
III – padrões de cuidados em programas de saúde: cuidados advindos de 
protocolos assistenciais, tais como prescrição de medicamentos padronizados 
nos programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição, bem 
como a solicitação de exames de rotina e complementares.
5º Evolução de Enfermagem – compreende a avaliação dos resultados 
alcançados de enfermagem e saúde da pessoa, da família, da coletividade e de 
grupos especiais. Esta etapa permite a análise e a revisão de todo o Processo de 
Enfermagem. 
É importante ressaltar que a consulta de Enfermagem deve ser organizada 
e registrada conforme as etapas do Processo de Enfermagem.
85
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Figura 2: Anotação de enfermagem
Fonte: lenetstan, Shutterstock, 2024.
#PraTodosVerem: Na foto, vemos uma enfermeira, cujo rosto não está visível, 
apenas do pescoço para baixo. Ela está usando um estetoscópio em volta do pescoço 
e segurando uma prancheta enquanto faz anotações com uma caneta.
Ao ENFERMEIRO, observadas as disposições da Lei nº 7.498, de 25 de junho 
de 1986, e do Decreto nº 94.406, de 08 de junho de 1987, no processo de 
enfermagem cabe-lhe privativamente o Diagnóstico de Enfermagem e a 
Prescrição de Enfermagem (Cofen, 2024).
Aos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem, em conformidade com o disposto 
na Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, e do Decreto 94.406, de 8 de junho 
de 1987, que a regulamenta, participam do Processo de Enfermagem, com 
Anotações de Enfermagem, bem como na implementação dos cuidados 
prescritos e sua checagem, sob a supervisão e orientação do Enfermeiro 
(Cofen, 2024).
86
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
4.1.2 CONSULTA DE ENFERMAGEM AO IDOSO
A consulta de enfermagem ao paciente idoso deve abordar a procura por 
alteração das funções biológicas e psicológicas, como: Instabilidade Cogni-
tiva (demência, depressão e delírio), Instabilidade postural e quedas, Imobili-
dade, Incontinência e Iatrogenia; Incapacidade Comunicativa e Insuficiência 
familiar a partir da Avaliação Multidimensional do Idoso (Coren MS, 2020; 
Gonçalves; Tourinho, 2012). 
É importante destacar que, para garantir a eficácia da consulta de enfer-
magem, é recomendado observar certas informações relevantes durante 
o histórico do paciente, conforme a avaliação proposta pela Caderneta do 
Idoso (Brasil, 2018).
Quadro 2: Guia para Consulta de Enfermagem
IDENTIFICAÇÃO: sexo, idade, estado civil (tempo), ocupação atual (tempo); 
profissão; escolaridade; conhecimento sobre sua saúde e os fatores de risco 
relacionados a agravos à saúde.
HISTÓRIA ATUAL E PREGRESSA: queixa principal, doenças, tratamentos, cirurgias, 
internações, vícios, quedas, sintomatologia.
USO DE MEDICAMENTOS: medicamentos prescritos, auto administrados, 
conhecimentos, dificuldades (econômica, deglutição, visual, memória, 
manipulação, outras); imunização.
PERFIL FISIOLÓGICO: aspectos cardiovasculares e metabólicos; nível pressórico, 
colesterol, triglicérides, glicemia de jejum.
PERFIL NUTRICIONAL: alimentação: composição, número de refeições, quem 
prepara a comida, conservação; deglutição, mastigação.
ASPECTOS SENSORIAIS: acuidade auditiva, acuidade visual, paladar, olfato, tato.
PERFIL PSICOLÓGICO: dependências: álcool, drogas, tabaco. Cognição/memória. 
Sono e repouso. Sinais de violência psicológica no nível do convívio familiar.
PERFIL FAMILIAR: riscos familiares: obesidade, hipertensão, infarto, artrose, 
diabetes, câncer. História familiar. Situação familiar: composição, necessidade/ 
disponibilidade de cuidador.
PERFIL SÓCIO-CULTURAL: lazer, atividades laborais, ocupação do tempo livre 
(frequência, tipo, satisfação). Espiritualidade: crenças, atividades, frequência. 
Ansiedade, estresse, depressão. 
AUTOCUIDADO: Atividades de vida diária. Hábitos de higiene corporal e bucal 
(frequência, dificuldades). Vestuários (adequação/temperatura ambiente, 
elásticos, autonomia).
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Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
PERFIL DE AMBIENTE: tipo de moradia, utilização de tapetes, corrimão, banheira, 
iluminação, animais domésticos, condições de higiene e segurança.
SEXUALIDADE: parceiro, dificuldades/queixas, sexo seguro, etc. 
HÁBITO INTESTINAL E URINÁRIO: frequência, queixas, perdas urinárias e/ou 
dificuldade de urinar e aspecto das eliminações.
Fonte: São Paulo, 2016; Brasil, 2018.
#PraTodosVerem: Quadro com dados a serem analisados na enfermagem.
O enfermeiro deve se apropriar de conhecimentos técnicos-científicos para 
abordagem à pessoa idosa, e também de capacitações voltadas ao atendi-
mento para esse público. 
4.1.3 EXAME FÍSICO NO IDOSO
Compreende-se por exame físico o uso de instrumentos e técnicas prope-
dêuticas com a intenção de realizar o levantamento das condições globais 
do paciente, tanto físicas como psicológicas, a fim de buscar informações 
significativas para a enfermagem, capazes de subsidiar a assistência a ser 
prestada ao paciente. Em conjunto com a entrevista, o exame físico compõe 
a avaliação de enfermagem, parte fundamental do PE (Paula; Rocha, 2019; 
Barros, 2021). O exame físico é composto da inspeção, percussão, ausculta 
e palpação.
Figura 3: Exame Físico no Idoso
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Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Fonte: fizkes, Shutterstock, 2024.
#PraTodosVerem: Na imagem, uma jovem enfermeira está realizando um exame 
físico, especificamente a ausculta cardíaca, em uma senhora idosa. Ambas estão sentadas 
confortavelmente em um sofá, com a enfermeira concentrada em ouvir os batimentos 
cardíacos da paciente.
Avaliar o idoso de forma multidimensional implica investigar todas as áreas 
da vida – biológica, funcional, psíquica, social e espiritual – para identificar 
precocemente problemas de saúde, capacidade de autogestão e compre-
ensão das orientações recebidas. Isso garante o apoio necessário para manter 
sua autonomia e independência (Ralph; Taylor, 2009).
Quadro 3: Exame Físico no Idoso
AVALIAR SINAIS VITAIS
MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS: peso, altura, estabelecer índice de massa 
corpórea e circunferência abdominal.
SINAIS SUGESTIVAS DE VIOLÊNCIA FÍSICA: o enfermeiro deve atentar para 
possíveis sinais que sugerem que o idoso esteja sofrendo violência física:
• CABEÇA: 1 - Fácies: simétricas, cicatrizes, erupções da pele, lesões etc. 2 
- Couro cabeludo: lesões, assimetrias, condições de higiene etc. 3 -Olhos: 
acuidade visual, uso de óculos, sensibilidade à luz, edema, congestão, 
lacrimejamento, secura, catarata, queda palpebral, coloração da esclera. 4 - 
Ouvido: acuidade auditiva, cerúmen, secreções, dor, prurido, cuidados com o 
ouvido. 5 - Nariz/narina: desvios, secreções, lesões, olfato, sangramento nasal, 
sensação de obstrução, dor e outros sintomas. 6 - Cavidade oral: condições 
de dentição e/ou próteses, mucosa, odor à respiração, higiene, lesões, 
umidade, cor, infecções etc. 
• PESCOÇO: Presença de nódulos, palpação da glândula tireoide, veias 
jugulares. 
• PELE E ANEXOS: 1 - Coloração, cicatrizes, icterícia, lesões. 2 -Hidratação: 
turgor, xerodermia. 3 - Unhas: onicomicose, deformidades.
• TÓRAX: 1 - Forma, expansão simétrica a respiração, cicatrizes, anormalidades 
estruturais etc. 2 - Ausculta cardíaca: frequência, ritmo, pulso apical, 
arritmias, sopros. 3 - Ausculta pulmonar: frequência respiratória, ritmo, 
expansividade e ressonância. Qualidade dos sons respiratórios (estertores, 
roncos e sibilos). Mamas/mamilos: simetria, presença de massas/ nódulos e 
secreções.
• ABDOME: 1 - Inspeção: simetria, hérnias, cicatrizes, veias dilatadas, 
saliências,distensões, contrações fortes. 2 - Ausculta: ruídos hidroaéreos e 
sons vasculares. 3 - Palpação: massas, pulsações e órgãos (fígado, baço). 4 - 
Percussão: timpânico e/ou maciço. 
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Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
• APARELHO GENITOURINÁRIO: 1 - Avaliação da região escrotal: simetria dos 
testículos, dor e massas. Avaliação da próstata: urgência miccional, disúria. 
2 - Avaliação da região vulvar e vaginal: inflamações, presença de secreções, 
lesões e prolapso. 3 - Avaliação perianal: fissuras, hemorroidas. 
• APARELHO MÚSCULO-ESQUELÉTICO (MMSS E MMII): Postura, força 
muscular, claudicação, hemiparesias, deformidades, dor articular; uso de 
órtese e prótese. 
• VASCULAR PERIFÉRICO: Dilatação venosa, circulação colateral, 
engurgitamento jugular, varizes. Pulso pedioso e perfusão periférica: 
enchimento capilar, cor e temperatura das extremidades. Dor, claudicação 
intermitente, edema, cor, alterações cutâneas (pele fina, atrófica, lustrosa, 
queda de pelos, coloração acastanhada no terço inferior das pernas, 
dermatite, fibrose, úlcera.
Fonte: São Paulo, 2016; Brasil, 2018.
#PraTodosVerem: Quadro com o passo a passo da avaliação do idoso.
Essa avaliação demanda mais tempo devido a fatores como multimorbi-
dades, capacidade de autocuidado, uso de vários medicamentos e deficiên-
cias cognitivas e sensoriais, podendo até exigir criatividade do enfermeiro 
para priorizar as necessidades do idoso durante a consulta inicial (Paula; 
Rocha, 2019).
Reflita
Ao realizar o exame físico em idosos, é essencial considerar 
suas particularidades decorrentes do envelhecimento. 
Adaptar as técnicas e abordagens é fundamental para 
garantir uma avaliação precisa. 
É importante adotar uma abordagem empática e cuida-
dosa, proporcionando conforto e respeito aos pacientes 
idosos, cuja fragilidade física e emocional pode tornar o 
exame desconfortável.
No Brasil, é importante ressaltar que a Caderneta do Idoso representa um 
instrumento valioso para orientar o cuidado da saúde da pessoa idosa, ofere-
cendo diretrizes e informações úteis aos profissionais de saúde (Brasil, 2018).
90
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
4.2 AS TEORIAS DE ENFERMAGEM NA SAÚDE DO 
IDOSO
A aplicação das teorias de enfermagem na prática assistencial promove a 
construção de um conhecimento mais sólido, crítico e reflexivo, proporcio-
nando uma base científica para a profissão. Além de valorizar tanto a teoria 
quanto as habilidades práticas, essa aplicação contribui significativamente 
para a melhoria do cuidado (Souza et al., 2021) 
As teorias de enfermagem desempenham um papel crucial no processo de 
reflexão crítica, auxiliando os enfermeiros ao fornecer referências teóricas 
que podem ser conectadas à realidade da população-alvo (Nettina, 2021).
Figura 4: Assistência de Enfermagem
Fonte: Gorodenkoff, Shutterstock, 2024.
#PraTodosVerem: Na imagem, uma enfermeira utilizando máscara facial 
está verificando a infusão de soro em um paciente.
Desde que Florence Nightingale desenvolveu o primeiro modelo educacional 
para enfermagem, em 1873, as atribuições do enfermeiro e a abrangência 
do campo de atuação têm evoluído (Souza et al., 2021).
91
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
TEORIA DE 
FLORENCE 
NIGHTINGALE
A Teoria de Florence Nightingale é conhecida como Teoria 
Ambientalista. Florence Nightingale estruturou essa teoria 
demonstrando que a enfermidade do indivíduo e/ou sua não 
reabilitação pode estar relacionada com o ambiente em que o 
mesmo está inserido, o qual possa estar insalubre. Nightingale 
acreditava que o ambiente influenciava diretamente na 
recuperação do doente, dessa forma, procurou estabelecer 
o conhecimento sanitário do dia a dia ao conhecimento de 
enfermagem considerando a doença como um processo reparador.
TEORIA DE 
DOROTHEA 
OREM
A teoria de Orem envolve três aspectos: (1) autocuidado: consiste 
na ideia de que os indivíduos são capazes de executar atividades 
para a manutenção de sua vida e bem-estar; (2) atividade de 
autocuidado: reflete na habilidade de aplicar o autocuidado; (3) 
exigência terapêutica de autocuidado: corresponde à totalidade 
das ações de autocuidado.
TEORIA DE 
VIRGINIA 
HENDERSON
A teoria de Virginia Henderson, conhecida também como a 
teoria das necessidades fundamentais, insere-se na linha das 
necessidades humanas básicas, cujo foco principal é o cuidado 
com o indivíduo. Enfoca no papel do enfermeiro em ajudar os 
pacientes a manter a saúde, se recuperar de ferimentos ou 
alcançar uma morte pacífica.
TEORIA DE 
WANDA HORTA
A Teoria das Necessidades Humanas Básicas de Wanda Horta é 
uma abordagem na enfermagem que enfatiza a importância de 
compreender e atender às necessidades fundamentais dos seres 
humanos. Horta argumenta que os enfermeiros devem considerar 
não apenas as necessidades físicas, mas também as emocionais, 
sociais e espirituais dos pacientes.
TEORIA DE 
MYRA LEVINE
A teoria holística de Myra Levine orienta o cuidar como uma 
prática acessível, humanizada e predominante no contexto da 
saúde, na qual o ser humano deve ser visto holisticamente, o 
que pressupõe sua compreensão como um ser complexo. Isto é 
a realidade como uma totalidade de integração entre o todo e 
as partes, mas compreendendo diferentemente a dinâmica e os 
processos dessa integração.
Quadro 4: Principais teorias da Enfermagem
Fonte: Souza et al., 2021.
#PraTodosVerem: Quadro com as principais teorias utilizadas na área de enfermagem.
92
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
A ênfase agora está em cuidados de enfermagem baseados em evidências 
e práticas preventivas de saúde. A compreensão de conceitos básicos na 
prática de enfermagem, como suas atribuições, teorias de enfermagem, 
licenciamento e questões legais, ajudam a melhorar o desempenho profis-
sional (Nettina, 2021). A ênfase agora está em cuidados de enfermagem 
baseados em evidências e práticas preventivas de saúde. A compreensão de 
conceitos básicos na prática de enfermagem, como suas atribuições, teorias 
de enfermagem, licenciamento e questões legais, ajudam a melhorar o 
desempenho profissional (Nettina, 2021).
Atenção
As teorias de enfermagem são essenciais para os enfer-
meiros, pois oferecem referências teóricas que ajudam na 
reflexão crítica e na conexão com a realidade dos pacientes. 
A Resolução 736/24 aborda que o PE deve estar fundamen-
tado em suportes teóricos, que podem estar associados 
entre si, como Teorias e Modelos de Cuidado.
Ao integrar essas teorias à prática profissional, os enfermeiros são capa-
citados a fornecer cuidados de alta qualidade, promover a segurança do 
paciente e contribuir para o avanço contínuo da profissão de enfermagem.
4.2.1 AVALIAÇÃO MULTIDIMENSIONAL DA PESSOA IDOSA
O Manual de Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa para a Atenção 
Primária à Saúde foi desenvolvido em parceria entre diversas instituições, 
como o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Conselho 
Nacional de Secretarias municipais de Saúde (Conasems), a Sociedade 
Brasileira de Medicina e a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia 
(SBGG), com apoio da Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa na Atenção 
Primária à Saúde do Ministério da Saúde (Conass, 2023; Kawamoto; Fortes, 
2011).
93
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Seu objetivo é fortalecer a Atenção Primária à Saúde ao considerar as parti-
cularidades da pessoa idosa, com destaque para a estratificação de risco por 
meio de ferramentas específicas, como o Índice de Vulnerabilidade Clínico 
Funcional-20 (IVCF-20) e o Programa de Atenção Integrada para a Pessoa 
Idosa (ICOPE – OMS) (Conass, 2023).
Figura 5: Manual de Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa
Fonte: Conass, 2023.
#PraTodosVerem: Na imagem, temos a capa do Manual de Avaliação Multidimensional da 
Pessoa Idosa para a Atenção Primária à Saúde, que é composta de quatro idosas 
caminhando e o título centralizado.
94
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
O manual tambémpropõe estratégias para a Linha de Cuidado da Pessoa 
Idosa, tanto para a organização da Rede de Atenção à Saúde quanto para o 
manejo clínico (Conass, 2023; Siqueira, 2023). 
Além disso, aborda questões como fragilidade e multimorbidade, que repre-
sentam desafios crescentes para as Redes de Atenção à Saúde devido ao 
envelhecimento populacional no Brasil (Siqueira, 2023).
Curiosidade
O Índice de Vulnerabilidade Clínico Funcional (IVCF-20) foi 
desenvolvido e validado no Brasil a partir de outros instru-
mentos de triagem rápida amplamente citados na litera-
tura. É um instrumento simples e de rápida aplicação (5 a 
10 minutos), que avalia as principais dimensões conside-
radas preditoras de declínio funcional e/óbito em idosos: 
a idade, a autopercepção da saúde, as atividades de vida 
diária, a cognição, o humor, a mobilidade, a comunicação 
e a presença de comorbidades múltiplas. Pode ser utili-
zado por qualquer profissional de saúde ou até mesmo 
pelo próprio idoso e seus familiares. (Conass, 2023).
O manual conta com a colaboração de diversos profissionais da saúde, 
gestores, especialistas em áreas relacionadas à geriatria, gerontologia, entre 
outros. Foi lançado durante eventos importantes na área da saúde, como a II 
Conferência Nacional da Planificação da Atenção à Saúde, a I Mostra Saúde 
Mental na Atenção Primária à Saúde (APS) e a I Mostra de Cuidados Palia-
tivos e Segurança do Paciente (Siqueira, 2023).
4.2.2 ESCALAS PARA AVALIAÇÃO DA SAÚDE DO IDOSO
O envelhecimento populacional é uma realidade global que traz consigo 
desafios significativos para a saúde pública, demandando uma abordagem 
95
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
cada vez mais abrangente e eficaz para a promoção do bem-estar e da quali-
dade de vida dos idosos (São Paulo, 2016). 
Nesse contexto, o uso de escalas e instrumentos de avaliação específicos para 
essa faixa etária desempenha um papel crucial na identificação precoce de 
problemas de saúde, no monitoramento do estado funcional e cognitivo, e 
na promoção de intervenções personalizadas e eficazes (Braga; Galleguillos, 
2014). 
Este texto abordará a importância e o uso de escalas de avaliação da saúde 
do idoso, destacando algumas das principais ferramentas disponíveis e seus 
respectivos domínios de aplicação.
Avaliação Funcional
As escalas de avaliação funcional, como o Índice de Katz e o Índice de 
Lawton e Brody, são amplamente utilizadas para avaliar a independência e 
autonomia dos idosos em realizar atividades básicas e instrumentais da vida 
diária. 
Essas escalas permitem uma avaliação rápida e objetiva do estado funcional 
do idoso, fornecendo informações essenciais para o planejamento de 
cuidados e intervenções adequadas (Brasil, 2018). 
Avaliação da Depressão
Escalas de avaliação da depressão, como a Escala de Depressão Geriátrica 
(GDS) e a Escala de Depressão do Centro de Estudos Epidemiológicos (CES-
D), são ferramentas úteis para identificar sintomas depressivos e monitorar a 
resposta ao tratamento ao longo do tempo. 
Essas escalas permitem uma avaliação sistemática dos sintomas depressivos, 
possibilitando uma intervenção precoce e adequada (Forleza et al., 2021). 
Avaliação da Demência
A demência é outra condição comum em idosos, caracterizada por declínio 
cognitivo progressivo que afeta a memória, o raciocínio e o comportamento. 
Escalas de avaliação da demência, como o Mini Exame do Estado Mental 
(MEEM) e a Escala de Avaliação de Demência de Montreal (MoCA), são utili-
96
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
zadas para avaliar o estado cognitivo dos idosos e identificar possíveis sinais 
de comprometimento cognitivo. 
Essas escalas permitem uma avaliação abrangente das funções cogni-
tivas, auxiliando no diagnóstico precoce e no planejamento de cuidados 
adequados para os pacientes (Forleza et al., 2021). 
• Outras escalas
Escala de Comorbidade de Charlson: é utilizada para avaliar a presença e a 
gravidade de comorbidades em pacientes idosos. Ela considera uma varie-
dade de condições médicas crônicas, como insuficiência cardíaca, diabetes, 
câncer, entre outras, e atribui uma pontuação com base na gravidade e no 
impacto dessas condições na saúde geral do paciente. Essa escala é útil para 
ajudar os profissionais de saúde a compreender melhor o estado de saúde 
global do idoso e a planejar intervenções específicas para suas necessidades 
(Jesus et al., 2022). 
Escala de Risco de Quedas de Morse: é utilizada para avaliar o risco de 
quedas em idosos, considerando fatores como história prévia de quedas, 
uso de dispositivos de assistência para caminhar, diagnósticos médicos e 
estado mental do paciente. A pontuação na escala de risco de quedas de 
Morse pode ajudar os profissionais de saúde a identificar idosos com maior 
probabilidade de cair e implementar medidas preventivas para reduzir esse 
risco, como modificação do ambiente, exercícios de equilíbrio e revisão da 
medicação (Coren SC, 2019). 
Índice de Qualidade de Vida do Idoso (WHOQOL-OLD): esta escala foi 
desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e é projetada espe-
cificamente para avaliar a qualidade de vida relacionada à saúde em idosos. 
Ela aborda diversos domínios, como saúde física, saúde mental, autonomia, 
relações sociais, ambiente e espiritualidade/religiosidade. O WHOQOL-OLD 
permite uma avaliação abrangente da qualidade de vida dos idosos, forne-
cendo insights importantes sobre aspectos que podem influenciar seu 
bem-estar geral.
Escala de Qualidade de Vida de Flanagan (QVFI): avalia a qualidade de vida 
do idoso em termos de satisfação com diferentes aspectos da vida, como 
saúde, relacionamentos interpessoais, finanças, trabalho e lazer. Ela utiliza 
97
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
uma abordagem multidimensional para capturar a percepção subjetiva do 
idoso sobre sua própria qualidade de vida. A QVFI é útil para identificar áreas 
específicas que podem precisar de intervenção para melhorar o bem-estar 
do idoso (Forleza et al., 2021). 
Escala de Avaliação da Satisfação com a Vida (SWLS): avalia a satisfação 
global com a vida do idoso, considerando aspectos como realização pessoal, 
relacionamentos interpessoais, saúde, lazer e autoestima. Ela permite 
uma avaliação rápida e objetiva da satisfação geral do idoso com sua vida, 
fornecendo informações valiosas sobre seu bem-estar subjetivo. A SWLS é 
frequentemente utilizada em estudos de pesquisa e na prática clínica para 
avaliar o impacto de intervenções e tratamentos na qualidade de vida dos 
idosos (Forleza et al., 2021). 
O uso de escalas de avaliação da saúde do idoso desempenha um papel 
crucial na identificação precoce de problemas de saúde, no monitoramento 
do estado funcional e cognitivo e na promoção de intervenções personali-
zadas e eficazes.
Essas ferramentas permitem uma avaliação sistemática e objetiva dos 
idosos, contribuindo para uma abordagem mais abrangente e centrada no 
paciente na prestação de cuidados de saúde.
98
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
CONCLUSÃO
O cuidado à pessoa idosa envolve um processo complexo, no qual a enfer-
magem desempenha um papel crucial. 
Desde a consulta inicial até a avaliação multidimensional, passando pelo 
uso de teorias e escalas específicas, os enfermeiros estão capacitados para 
oferecer cuidados abrangentes e personalizados. 
Essas ferramentas não apenas auxiliam na identificação das necessidades 
dos idosos, mas também na promoção de um envelhecimento saudável e 
com qualidade de vida. 
Assim, ao integrar o processo de enfermagem com as escalas de avaliação, 
os profissionais podem garantir que cada idoso receba cuidados individua-
lizados e voltados para sua saúde e bem-estar específicos.
O enfermeiro desempenha um papel essencial na promoção da saúde e 
no cuidado integral à pessoa idosa, garantindo que cada paciente receba 
a atenção e os recursos necessários para desfrutar de uma vida plena e 
saudável.
99
Assistência de Enfermagem na Saúdedo Idoso
MATERIAL COMPLEMENTAR
Para saber mais sobre este tema, veja as indicações a seguir.
1. COREN SP. Teoria da Enfermagem e sua aplicação no processo de enfer-
magem. YouTube, 27 jan. 2022. Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=OW1N2DfckPU. Acesso em: 15 mar. 2024.
2. COREN SP. Discutindo a nova resolução do processo de enfermagem 
nº 736/2024. YouTube, 30 jan. 2024. Disponível em: https://www.youtube.
com/watch?v=0QnWbdy2Qng. Acesso em: 15 mar. 2024.
3. SÃO PAULO. Secretaria Municipal de Saúde. Manual de atenção à pessoa 
idosa. São Paulo: SMS, 2016. Disponível em: https://biblioteca.cofen.gov.
br/wp-content/uploads/2020/09/ManualEnfermagemPessoaIdosa.pdf. 
Acesso em: 15 mar. 2024. (Ler capítulo 2). 
4. BARROS, Alba L. B L. Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica 
de enfermagem no adulto. Porto Alegre: Grupo A, 2021. (Ler capítulo 15- 
Avaliação do Idoso (p. 276-290)).
5. SÃO PAULO. Secretaria Estadual da Saúde. Instituto Paulista de Geriatria 
e Gerontologia José Ermírio de Moraes. Avaliação Funcional do Idoso. 
2. ed. São Paulo: SES, 2015. Disponível em: https://www.saude.sp.gov.br/
resources/ipgg/guias-e-manuais/ipgg_-_livreto_de_apresentacao.pdf. 
Acesso em: 15 mar. 2024.
https://www.youtube.com/watch?v=OW1N2DfckPU
https://www.youtube.com/watch?v=OW1N2DfckPU
https://www.youtube.com/watch?v=0QnWbdy2Qng
https://www.youtube.com/watch?v=0QnWbdy2Qng
https://biblioteca.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/ManualEnfermagemPessoaIdosa.pdf
https://biblioteca.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/ManualEnfermagemPessoaIdosa.pdf
https://www.saude.sp.gov.br/resources/ipgg/guias-e-manuais/ipgg_-_livreto_de_apresentacao.pdf
https://www.saude.sp.gov.br/resources/ipgg/guias-e-manuais/ipgg_-_livreto_de_apresentacao.pdf
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
100
OBJETIVOS
Ao final desta unidade, esperamos que possa:
Realizar os cuidados de enfermagem 
específicos no atendimento geriátrico.
Desenvolver a assistência de enfermagem 
junto aos idosos com ênfase na promoção 
do envelhecimento ativo e saudável.
UNIDADE 5
101
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
5 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO 
PACIENTE IDOSO II
No estudo sobre assistência de enfermagem ao paciente idoso é essencial 
ressaltar a importância de compreendermos as particularidades desse grupo 
populacional (Gonçalves; Tourinho, 2012). 
Os idosos frequentemente apresentam condições de saúde complexas, que 
demandam uma abordagem cuidadosa e individualizada, sendo neces-
sário explorar os desafios e as considerações específicas ao fornecer assis-
tência a essa parcela da população, incluindo a avaliação multidimensional, 
a promoção da autonomia e a prevenção de complicações decorrentes do 
envelhecimento (Paula; Rocha, 2019). 
5.1 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM ESPECIALIZADA AO 
IDOSO I
A assistência de enfermagem ao paciente idoso com comorbidades requer 
uma abordagem cuidadosa e integrada, considerando as múltiplas condi-
ções de saúde que podem coexistir nesse grupo populacional (Braga; Galle-
guillos, 2014).
Figura 1: Idoso fragilizado
102
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Fonte: evrymmnt, Shutterstock, 2024.
#PraTodosVerem: Na imagem, observamos uma idosa sentada, cujo rosto não está 
visível, enfatizando apenas o seu tórax. Uma pessoa está posicionada atrás dela, em pé, com 
as mãos gentilmente colocadas sobre o peito da idosa, enquanto esta coloca sua 
mão sobre a da outra pessoa, recebendo o afeto e carinho oferecidos.
Cuidar de um idoso com múltiplas comorbidades é desafiador devido à inte-
ração entre diferentes condições de saúde, exigindo uma abordagem inte-
grada e coordenada. A presença de várias condições médicas aumenta a 
complexidade do quadro clínico, pois cada uma pode influenciar e complicar 
o manejo das outras. Isso pode resultar em uma maior necessidade de inter-
venções terapêuticas, exames médicos frequentes e medicamentos adicio-
nais, aumentando o risco de eventos adversos e afetando a qualidade de 
vida do paciente (Paula; Rocha, 2019).
5.1.1 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO IDOSO COM 
ALTERAÇÕES CARDIOVASCULARES, CEREBROVASCULARES 
E METABÓLICAS: HIPERTENSÃO ARTERIAL, SÍNDROME 
CORONARIANA AGUDA, INSUFICIÊNCIA CARDÍACA, ACIDENTE 
VASCULAR ENCEFÁLICO, TROMBOSE VENOSA PROFUNDA E 
DIABETES MELLITUS
Cuidar de idosos com alterações cardiovasculares, cerebrovasculares e meta-
bólicas demanda compreensão profunda das características específicas 
dessas condições e de suas interações mútuas (Gonçalves; Tourinho, 2012).
Uma abordagem centrada no paciente é fundamental, considerando não 
apenas as necessidades físicas, mas também as emocionais e sociais do idoso. 
A colaboração com outros profissionais de saúde e a educação do paciente e 
de seus familiares são elementos essenciais para garantir uma assistência de 
enfermagem eficaz e abrangente para idosos com essas condições de saúde 
(Gonçalves; Tourinho, 2012).
103
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
• Hipertensão Arterial (HAS)
O processo natural do envelhecimento traz consigo alterações orgânicas 
que podem tornar os indivíduos mais vulneráveis ao desenvolvimento de 
doenças crônicas, como a HAS (Maia et al., 2023). 
Essa condição crônica é amplamente prevalente entre os idosos no Brasil, 
representando um desafio significativo de saúde pública devido à sua alta 
incidência e às dificuldades frequentemente encontradas para controlá-la 
(Lopes et al., 2023). 
Os cuidados de enfermagem incluem o descrito a seguir.
Estabelecimento da meta de pressão arterial: Determinar a meta de pressão arterial em 
idosos é crucial para o manejo eficaz da hipertensão. Essa meta pode variar de acordo com 
as condições clínicas individuais do paciente, mas geralmente visa alcançar valores que 
reduzam o risco de complicações cardiovasculares, como infarto do miocárdio, acidente 
vascular cerebral e insuficiência cardíaca. 
Avaliação dos sinais e sintomas: Além da monitorização da pressão arterial, os enfermeiros 
devem estar atentos aos sinais e sintomas que possam indicar complicações associadas à 
hipertensão. Isso inclui sintomas como dor torácica, dispneia, visão turva, tonturas e edema. 
Identificar e relatar prontamente esses sinais é essencial para prevenir eventos adversos e 
complicações agudas.
Avaliação abrangente: Uma avaliação completa do paciente idoso com hipertensão arterial 
deve incluir a verificação dos pulsos, a avaliação do estado nutricional, a medição do índice 
de massa corporal (IMC) e a avaliação da função renal. Essa abordagem holística permite 
uma compreensão mais completa do estado de saúde do paciente e auxilia na identificação 
de fatores de risco adicionais que possam influenciar o manejo da hipertensão.
Educação para o autocuidado: Os enfermeiros desempenham um papel fundamental na 
educação dos pacientes sobre estratégias de autocuidado para o manejo da hipertensão 
arterial. Isso inclui orientações sobre modificações no estilo de vida, como dieta saudável, 
controle do peso, prática de exercícios físicos regulares e limitação do consumo de álcool e 
tabaco. Além disso, a adesão à terapia medicamentosa e a importância do acompanhamento 
regular são aspectos essenciais abordados durante a educação do paciente.
Monitorização das complicações potenciais: A hipertensão arterial não controlada pode 
levar a uma série de complicações graves, incluindo doença cardíaca, acidente vascular 
cerebral, insuficiência renal e danos oculares. Portanto, é fundamental realizar uma 
monitorização regular para identificar precocemente qualquer sinal de deterioração da 
saúde cardiovascular e tomar medidas preventivas adequadas.
Quadro 1: Cuidados de enfermagem ao idoso hipertenso
Fonte: Paula; Rocha, 2019.
#PraTodosVerem: Quadro com passos para avaliação de idoso hipertenso.
104
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
A HAS contribui de forma substancial para as taxas de morbidade e morta-
lidade cardiovascular, sublinhando a importância crucial de abordagens 
eficazesPOLÍTICAS PÚBLICAS E SOCIAIS À POPULAÇÃO IDOSA 27
1.2.1 POLÍTICA NACIONAL DA PESSOA IDOSA 29
1.2.2 PACTO PELA SAÚDE: PRIORIDADES NA SAÚDE DO IDOSO 32
1.2.3 CADERNETA DE SAÚDE DA PESSOA IDOSA E ESTATUTO DO IDOSO 35
CONCLUSÃO 37
MATERIAL COMPLEMENTAR 38
2 ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DO ENVELHECIMENTO 40
2.1 ANATOMIA E FISIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO 40
2.1.1 CONHECENDO O PROCESSO DE ENVELHECIMENTO HUMANO 41
UNIDADE 2
10
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
UNIDADE 3
2.1.2 ALTERAÇÕES ANTROPOMÉTRICAS NO PROCESSO DO ENVELHECIMENTO 46
2.2 TEORIA DO ENVELHECIMENTO 47
2.2.1 OS DESAFIOS DO ENVELHECIMENTO 51
2.2.2 INSTABILIDADE POSTURAL E QUEDAS 53
2.2.3 SEXUALIDADE NA VELHICE 54
CONCLUSÃO 57
MATERIAL COMPLEMENTAR 58
3 PRINCIPAIS ALTERAÇÕES CLÍNICAS NOS IDOSOS 60
3.1 ABORDAGEM DOS PROBLEMAS CLÍNICOS DE IDOSOS 60
3.1.1 IATROGENIA E PROBLEMAS COM MEDICAMENTOS 63
3.1.2 INCONTINÊNCIA URINÁRIA E FECAL 65
3.1.3 ALTERAÇÕES NO PADRÃO DE SONO 68
3.2 SAÚDE MENTAL 70
3.2.1 DEPRESSÃO E ANSIEDADE EM IDOSOS 71
3.2.2 DEMÊNCIA, CONFUSÃO MENTAL E DOENÇA DE ALZHEIMER 74
CONCLUSÃO 78
MATERIAL COMPLEMENTAR 79
11
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
UNIDADE 4
4 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE IDOSO I 81
4.1 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO IDOSO 82
4.1.1 PROCESSO DE ENFERMAGEM NO CUIDADO À PESSOA IDOSA 82
4.1.2 CONSULTA DE ENFERMAGEM AO IDOSO 86
4.1.3 EXAME FÍSICO NO IDOSO 87
4.2 AS TEORIAS DE ENFERMAGEM NA SAÚDE DO IDOSO 90
4.2.1 AVALIAÇÃO MULTIDIMENSIONAL DA PESSOA IDOSA 92
4.2.2 ESCALAS PARA AVALIAÇÃO DA SAÚDE DO IDOSO 94
CONCLUSÃO 98
MATERIAL COMPLEMENTAR 99
UNIDADE 5
5 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE IDOSO II 101
5.1 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM ESPECIALIZADA AO IDOSO I 101
5.1.1 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO IDOSO COM ALTERAÇÕES CARDIOVASCULA-
RES, CEREBROVASCULARES E METABÓLICAS: HIPERTENSÃO ARTERIAL, SÍNDROME 
CORONARIANA AGUDA, INSUFICIÊNCIA CARDÍACA, ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO, 
TROMBOSE VENOSA PROFUNDA E DIABETES MELLITUS 102
5.1.2 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO IDOSO COM ALTERAÇÕES RENAIS: DOENÇA 
RENAL CRÔNICA, LESÃO RENAL AGUDA, TERAPIAS DE SUBSTITUIÇÃO RENAL 110
12
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
5.1.3 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO IDOSO COM ALTERAÇÕES RESPIRATÓRIAS: 
TUBERCULOSE, PNEUMONIA E DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA (DPOC). 113
5.2 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM ESPECIALIZADA AO IDOSO II 116
5.2.1 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO IDOSO COM ALTERAÇÃO GASTROINTESTINAL: 
ESTOMAS, HEPATITES E CIRROSES 116
5.2.2 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO IDOSO COM ALTERAÇÕES 
HEMATOLÓGICAS 118
5.2.3 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO IDOSO COM ALTERAÇÕES IMUNOLÓGICAS 119
CONCLUSÃO 121
MATERIAL COMPLEMENTAR 122
UNIDADE 6
6 AS ESPECIFICIDADES DA ENFERMAGEM 
GERONTOLÓGICA 124
6.1 ESPECIFICIDADES DO IDOSO I 125
6.1.1 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO IDOSO HOSPITALIZADO 126
6.1.2 IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS (INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA PARA 
IDOSOS) 131
6.1.3 ATENÇÃO DOMICILIAR À PESSOA IDOSA 134
6.2 ESPECIFICIDADES DO IDOSO II 136
6. 2. 1 CALENDÁRIO VACINAL DO IDOSO 136
6.2.2 IDOSO, FAMÍLIA E COMUNIDADE 139
CONCLUSÃO 141
MATERIAL COMPLEMENTAR 142
13
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
 REFERÊNCIAS 143
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
14
Iconografia
Atenção 
Para Saber
Saiba Mais 
Dicas 
Onde Pesquisar 
Leitura Complementar
Glossário
Midias Integradas
Anotações
Exemplo
Reflita
Atividades de 
Aprendizagem
Curiosidades
Questões
Áudios
Citações
Download
15
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
Seja bem-vindo(a) a disciplina Assistência de Enfermagem na Saúde do 
Idoso!
Esta disciplina aborda a enfermagem voltada para a saúde do idoso, contem-
plando os aspectos biológicos, sociais, espirituais e éticos. O conteúdo inclui 
tanto as situações clínicas e cirúrgicas quanto as psicológicas ou psiquiá-
tricas, abrangendo desde o atendimento primário até o secundário. Explo-
ra-se a legislação pertinente à saúde do idoso, além do conhecimento das 
principais patologias prevalentes nessa faixa etária. O desenvolvimento de 
habilidades de cuidado ao idoso, tanto em situações domiciliares quanto 
institucionais, é uma parte crucial da formação. A disciplina também enfoca 
aspectos nutricionais importantes, ações da clínica e do cuidado nos prin-
cipais agravos da saúde do idoso, promovendo autonomia, independência 
e longevidade. São abordados ainda aspectos psicológicos, promoção da 
saúde, prevenção de doenças, fatores de risco e avaliação de enfermagem 
ao idoso. Além disso, discute-se noções de atenção primária e caracteri-
zação das morbidades prevalentes, acidentes, ensino e reabilitação, visando 
à qualidade de vida do idoso.
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
16
OBJETIVOS DA DISCIPLINA 
• Cultivar competências essenciais para a prestação de cuidados de enfer-
magem voltados aos idosos, destacando a promoção do envelhecimento 
ativo e saudável dentro do contexto familiar e comunitário.
• Aprofundar a compreensão do processo de envelhecimento popula-
cional, fundamentado nos dados da transição epidemiológica brasileira, 
e sua correlação com as necessidades refletidas nas políticas e programas 
sociais e de saúde destinados aos idosos. 
• Compreender os determinantes do envelhecimento humano, suas impli-
cações e as demandas por apoio social e assistência à saúde enfrentadas 
pela população idosa.
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
17
OBJETIVOS
Ao final desta unidade, esperamos que possa:
Compreender o processo de envelheci-
mento da população brasileira.
Descrever a legislação vigente referente à 
saúde do idoso e às políticas públicas de 
saúde.
UNIDADE 1
18
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
1 A POPULAÇÃO IDOSA BRASILEIRA
O Brasil está passando por um processo de envelhecimento acelerado de 
sua população, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Esta-
tística (IBGE), no qual se destaca o crescimento exponencial do segmento 
populacional composto de idosos (IBGE, 2022). 
À medida que a expectativa de vida aumenta, compreender as necessidades 
específicas dessa parcela da sociedade torna-se crucial para a formulação de 
políticas públicas para a população idosa (Silva et al., 2022). 
O fenômeno do envelhecimento populacional desencadeia alterações signi-
ficativas nas capacidades e necessidades da sociedade, exercendo impacto 
abrangente em diversos aspectos da vida social e econômica. Essa mudança 
demográfica, por exemplo, repercute na participação na força de trabalho 
e nos custos com a saúde, intensificando a pressão sobre os sistemas de 
previdência e saúde, que desempenham um papel crucial na garantia de 
proteção social à população (Escorsim, 2021). 
1.1 TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA E EPIDEMIOLÓGICA: O 
ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA
Nas últimas décadas, o mundo está sendo marcado por profundas trans-
formações na estrutura populacional de diversos países, entre eles o Brasil. 
Essas mudanças resultam não apenas de conquistas sociais e políticas, mas 
também da incorporação acelerada de novas tecnologias, destacando-se o 
envelhecimento populacional como um dos fenômenos mais proeminentes 
deste século (Braga; Galleguillos, 2014).
O crescimento na proporção de idosos constitui um fenômeno global. Esse 
aumento não se revela de forma abrupta ou surpreendente; ao contrário, 
é uma consequência das transições demográficas ocorridas nas décadas 
passadas, razão pela qual se torna um processo praticamente inevitável. 
Além disso, não é um fenômeno isolado; está intrinsecamente ligado a 
19
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
alterações no perfil epidemiológico e nas características sociais e econô-
micas das populações (Oliveira, 2019). 
Conforme o IBGE (2022), o cálculo do índice de envelhecimento se baseia 
na proporção entre o grupo de indivíduos com 65 anos ou mais em relação 
à população de 0 a 14 anos. Dessa maneira, quanto mais elevado é o valor 
do indicador,na assistência ao paciente idoso com essa condição (Nettina, 2007). 
• Síndrome Coronariana Aguda (SCA) e Insuficiência Cardíaca
A síndrome coronariana aguda (SCA) é uma condição médica caracteri-
zada por um conjunto de manifestações clínicas e laboratoriais de isquemia 
miocárdica aguda (Nettina, 2007). 
É importante que os enfermeiros coletem detalhadamente as queixas dos 
pacientes com sintomas cardíacos graves até que a causa seja identificada. 
Devido à alta incidência de doença arterial coronariana (DAC), é crucial que 
todos os pacientes que relatem novos sintomas cardíacos ou agravamento 
dos sintomas, especialmente aqueles com fatores de risco ou histórico de 
DAC, sejam inicialmente avaliados quanto à possibilidade de estarem apre-
sentando síndrome coronariana aguda (SCA) (Nettina, 2007).
Muitos pacientes com síndrome coronariana aguda (SCA) apresentam 
sintomas prodrômicos um mês ou mais antes do evento agudo. Esses 
sintomas podem incluir fadiga incomum, falta de ar, distúrbios do sono, 
ansiedade ou desconforto torácico intermitente. Por serem menos intensos 
do que os sintomas típicos da SCA, os pacientes muitas vezes os atribuem a 
problemas benignos, como estresse, e não buscam ajuda médica. Portanto, 
é importante que os enfermeiros questionem sobre sintomas prodrômicos 
ao avaliar pacientes com sintomas cardíacos (Brunner; Suddarth, 2019). 
Cerca de metade dos homens e mulheres com SCA relatam dor torácica, 
enquanto outros podem apresentar sintomas como dor nas costas, ombros, 
braços ou pescoço, queimação no epigástrio ou falta de ar. Homens e 
mulheres muitas vezes têm concepções equivocadas sobre seus fatores de 
risco e os sinais e sintomas de doença cardíaca (Brunner; Suddarth, 2019).
Durante um episódio de SCA, o indivíduo apresenta pelo menos quatro 
sintomas, como desconforto ou dor no peito, dor nas costas, ombro, braço ou 
pescoço, queimação no epigástrio ou indigestão, falta de ar, fadiga incomum 
e sudorese. A combinação de sintomas varia de pessoa para pessoa e é 
frequentemente referida como um conjunto de sintomas de SCA (Brunner; 
Suddarth, 2019).
105
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Em idosos e pacientes diabéticos, a neuropatia pode resultar na ausência de 
sensação de dor ou desconforto associados à isquemia miocárdica. Como 
resultado, eles podem relatar sintomas como fadiga incomum ou falta de 
ar. Em algumas situações, a síndrome coronariana aguda (SCA) pode ocorrer 
sem sintomas perceptíveis, sendo chamada de isquemia silenciosa (Brunner; 
Suddarth, 2019).
Um eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações e a análise de biomarca-
dores cardíacos séricos são necessários para determinar se um cliente com 
sintomas de SCA está desenvolvendo angina instável ou um infarto agudo 
do miocárdio (IAM) (Brunner; Suddarth, 2019).
• Acidente Vascular Encefálico
O acidente vascular encefálico (AVE), mais conhecido como derrame cere-
bral, é uma condição complexa que se manifesta por um ou mais déficits 
neurológicos localizados. Esses déficits são específicos da área do cérebro 
afetada e são causados pela redução do fluxo sanguíneo cerebral, levando à 
morte das células cerebrais e resultando em limitações funcionais (Nettina, 
2007).
Os sintomas mais comuns de um AVE estão listados a seguir.
Avaliação inicial direcionada
AVE dos hemisférios esquerdo e direito
Fique alerta aos seguintes sinais e sintomas:
AVE do hemisfério esquerdo
- Paralisia ou fraqueza do lado direito do corpo
- Déficit do campo visual direito
- Afasia (expressiva, receptiva ou global)
- Alteração das funções intelectuais
- Comportamento lento e cauteloso
AVE do hemisfério direito
- Paralisia ou fraqueza do lado esquerdo do corpo
- Déficit do campo visual esquerdo
- Déficits de percepção espacial
- Dificuldade de concentração
- Comportamento impulsivo e raciocínio prejudicado
- Incapacidade de perceber os próprios déficits
Quadro 2: Cuidados de enfermagem ao idoso hipertenso
106
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Fonte: Pellico, 2014.
#PraTodosVerem: Na imagem há um guia de orientações de avaliação 
inicial direcionada ao AVE.
As síndromes de AVE causam grande variedade de déficits neurológicos, 
conforme localização da lesão, vasos obstruídos, dimensão e área de tecidos 
cerebrais pouco perfundidos e extensão da circulação colateral (secundária 
ou acessória) na área acometida (Nettina, 2007).
Curiosidade
É essencial que toda a população saiba identificar os 
principais sinais e sintomas de um AVE. Existem diversos 
conteúdos lúdicos que ensinam as crianças e adultos na 
identificação precoce, como o vídeo disponível em: https://
www.youtube.com/watch?v=7GeJY7A6Wdw. Acesso em: 
23 abr. 2024.
A American Heart Association/American Stroke Association recomenda que 
a população leiga seja instruída quanto aos sinais e sintomas de um AVE e 
ligue para 192 imediatamente, caso precise de ajuda (WHO, 2005). 
• Trombose Venosa Profunda
Os termos trombose venosa, trombose venosa profunda (TVP), trombofle-
bite e flebotrombose são utilizados para descrever diferentes condições 
relacionadas aos vasos sanguíneos, mas não representam necessariamente 
os mesmos processos patológicos. Eles são agrupados de maneira a faci-
litar sua descrição clínica, considerando suas características distintas (Paula; 
Rocha, 2019). 
A TVP está associada ao edema do membro em consequência do bloqueio 
da drenagem venosa. O edema pode ser avaliado medindo-se a circunfe-
rência do membro afetado e comparando-se um membro com o outro no 
https://www.youtube.com/watch?v=7GeJY7A6Wdw
https://www.youtube.com/watch?v=7GeJY7A6Wdw
107
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
mesmo nível. Ao toque, o membro afetado pode parecer mais quente do 
que o outro (Paula; Rocha, 2019). 
A hipersensibilidade geralmente é um sinal tardio causado pela inflamação 
da parede vascular. Com uma palpação suave do membro afetado, é possível 
detectar um cordão ao longo das veias acometidas. Anteriormente, o sinal 
de Homans (dor na panturrilha durante a flexão do pé para cima) era consi-
derado um sinal de TVP, mas não é confiável e não é mais utilizado (Paula; 
Rocha, 2019). 
A trombose venosa superficial causa dor ou hipersensibilidade, eritema e 
aumento da temperatura na área afetada. Alguns casos de trombose super-
ficial regridem espontaneamente. Essa condição pode ser tratada ambula-
torialmente com repouso ao leito, elevação do membro, analgésicos e anti-
-inflamatórios. É importante destacar que, embora os anti-inflamatórios não 
esteroides (AINE) produzam analgesia, também podem obscurecer os sinais 
clínicos de propagação dos trombos (Brunner; Suddarth, 2019).
A enfermagem deve avaliar possíveis diferenças nas circunferências dos 
membros, desde a coxa até o tornozelo, bem como o aumento da tempe-
ratura superficial da perna, principalmente na região da panturrilha ou do 
tornozelo, e a presença de áreas de hipersensibilidade ou trombose super-
ficial. A presença de assimetria nos membros, caracterizada por edema na 
panturrilha com pelo menos 3 cm a mais do que no membro contralateral 
assintomático, medido 10 cm abaixo da tuberosidade tibial, deve alertar 
o profissional de enfermagem para a possibilidade de TVP. Além disso, é 
importante verificar se o paciente apresenta febre baixa (Brunner; Suddarth, 
2019).
• Diabetes Mellitus (DM)
O Diabetes Mellitus é um grupo de doenças metabólicas caracterizadas por 
hiperglicemia resultante de defeitos na secreção e/ou ação da insulina. O 
DM pode ser classificado em tipo I e tipo II (Brunner; Suddarth, 2019).
O DM tipo I é uma doença crônica, podendo acometer diferentes faixas 
etárias, sendo mais comumente diagnosticada em crianças, adolescentes e 
adultos jovens (Gonçalves; Tourinho, 2012).
108
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
O DM tipo II representa a grande maioria dos casos de diabetes, correspon-
dendo de 90% a 95% dos diagnósticos. Embora possa afetar pessoas de 
qualquer idade, é mais frequentemente diagnosticadoapós os 40 anos. Essa 
forma de diabetes é causada por um defeito na secreção e na ação da insu-
lina, o que resulta em resistência à insulina, podendo haver predomínio de 
um componente sobre o outro (Gonçalves; Tourinho, 2012).
O DM é um problema de saúde pública atual. Nessa perspectiva, o enfermeiro, 
enquanto profissional de saúde com compromisso de prestar cuidados às 
pessoas portadoras dessas afecções em todos os níveis de atenção, desde 
a atenção básica até a alta complexidade, desempenha papel primordial, 
evitando complicações sérias por meio de um cuidado sistematizado e 
coerente, com um olhar holístico para cada indivíduo (Gonçalves; Tourinho, 
2012).
Tais aspectos são inerentes à enfermagem, enquanto prática social, que 
promove a saúde por meio do desenvolvimento de ações essenciais, desde 
as mais simples, como orientações sobre o uso da insulina, até as mais 
complexas, como prevenção de agravos e amputações, sempre voltadas 
para o bem-estar do paciente (Gonçalves; Tourinho, 2012).
Saiba Mais
O diagnóstico de diabetes mellitus (DM) muitas vezes 
chega de surpresa e pode trazer preocupações, angústia, 
medo do desconhecido. Mas atualmente a diabetes, apesar 
de ser uma doença crônica, tem tratamentos eficazes, e 
por meio de uma dieta saudável, exercícios físicos, antidia-
béticos orais e/ou insulina o paciente pode ter uma exce-
lente qualidade de vida, além de poder continuar a buscar 
a realização de seus sonhos. 
Saiba mais em: https://www.saudedireta.com.br/docsu-
pload/13403686111118_1324_manual_enfermagem.pdf. 
Acesso em: 23 abr. 2024.
https://www.saudedireta.com.br/docsupload/13403686111118_1324_manual_enfermagem.pdf
https://www.saudedireta.com.br/docsupload/13403686111118_1324_manual_enfermagem.pdf
109
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
O uso de insulina é fundamental no tratamento adequado do diabetes 
mellitus. Portanto, os profissionais de enfermagem devem orientar os 
pacientes sobre a técnica correta de aplicação, o uso de instrumentos 
adequados, o rodízio do local de aplicação e a importância de dominar essa 
técnica. É essencial que tanto os pacientes quanto os profissionais estejam 
sempre atentos a sinais como calor, rubor e edema nos locais de aplicação 
(Gonçalves; Tourinho, 2012).
Figura 2: Idoso com Diabetes Mellitus
Fonte: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 2020.
#PraTodosVerem: Na imagem, um idoso está realizando um auto teste de 
glicemia capilar, mas seu rosto não está visível.
A avaliação podológica consiste em um instrumento fundamental utili-
zado pela enfermagem, identificando fatores de risco por meio da inspeção 
dermatológica, estrutural, circulatória e da sensibilidade tátil pressórica, 
além das condições higiênicas e características dos calçados (Braga; Galle-
guillos, 2014).
110
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
No caso de pacientes com pé diabético, a equipe de enfermagem deve 
realizar uma anamnese completa, incluindo informações sobre história 
clínica, familiar e social. Além disso, é necessário realizar um exame físico 
detalhado e um acompanhamento rigoroso das lesões nos membros infe-
riores. As intervenções devem ser realizadas de acordo com as necessidades 
básicas do paciente, como curativos, monitoramento da glicemia e verifi-
cação dos sinais vitais. Também é importante viabilizar o acompanhamento 
nutricional e médico (Braga; Galleguillos, 2014).
5.1.2 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO IDOSO COM 
ALTERAÇÕES RENAIS: DOENÇA RENAL CRÔNICA, LESÃO RENAL 
AGUDA, TERAPIAS DE SUBSTITUIÇÃO RENAL
As doenças renais afetam diversas populações em todo o mundo, indepen-
dentemente da faixa etária. Sua origem é multifatorial, sendo que o enve-
lhecimento populacional e o aumento das doenças crônicas não transmis-
síveis (DCNT) têm contribuído para o crescimento do número de casos. O 
impacto dessas doenças na saúde humana varia de acordo com diversos 
fatores, incluindo características individuais, acesso aos serviços de saúde, 
diagnóstico e as causas subjacentes do desenvolvimento da doença renal 
(Braga; Galleguillos, 2014).
Essa doença pode ser classificada em insuficiência renal aguda (IRA) e insu-
ficiência renal crônica (IRC), de acordo com o tempo e do acometimento do 
sistema renal (Brunner; Suddarth, 2019). 
A avaliação da saúde renal deve incluir dados objetivos e subjetivos, no intuito 
de identificar e tratar possíveis alterações. Alguns sinais e sintomas uriná-
rios podem ser monitorados durante as nossas ações assistenciais (Brunner; 
Suddarth, 2019).
111
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Quadro 3: Indicadores objetivos e subjetivos da saúde renal
Fonte: Santos, 2021.
#PraTodosVerem: Na imagem, temos um organograma sobre os indicadores 
objetivos e subjetivos da saúde renal.
O enfermeiro deve compreender a importância do monitoramento do débito 
urinário para identificar precocemente disfunções renais, bem como altera-
ções em outros órgãos, como o coração. A diurese é um reflexo da taxa de 
filtração glomerular, da hidratação e da perfusão tissular, sendo parâmetros 
essenciais para avaliar o estado hemodinâmico. Portanto, o acompanha-
mento regular do débito urinário é fundamental na prática clínica (Brunner; 
Suddarth, 2019).
O exame físico e a solicitação de exames laboratoriais (ureia e creatinina) 
e de imagem são uma rotina durante a hospitalização. Os exames labora-
toriais são simples e de baixo custo, disponíveis na maioria das instituições 
(Brunner; Suddarth, 2019).
Os idosos são mais propensos a desenvolver hipernatremia e déficit de 
volume de líquidos devido à diminuição do estímulo osmótico da sede asso-
ciada ao envelhecimento. A sede é uma sensação subjetiva definida pela 
percepção do desejo de ingerir líquidos. A sensação de sede é tão eficaz na 
proteção contra a hipernatremia que raramente ocorre em adultos jovens 
com menos de 60 anos (Brunner; Suddarth, 2019).
As anormalidades estruturais ou funcionais que ocorrem com o envelheci-
mento também podem dificultar o esvaziamento completo da bexiga. Isso 
112
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
pode ser atribuído à redução da contratilidade da parede vesical; pode ser 
secundário a fatores miogênicos ou neurogênicos; ou pode estar relacionado 
com a obstrução do trato de saída da bexiga. As mucosas vaginais e uretrais 
atrofiam (tornam-se mais delgadas) nas mulheres idosas em consequência 
dos níveis baixos de estrogênio, resultando em redução do fluxo sanguíneo 
aos tecidos urogenitais com irritação uretrovaginal subsequente e, possivel-
mente, incontinência urinária (Brunner; Suddarth, 2019).
As intervenções de enfermagem se concentram na orientação do cliente 
sobre o processo patológico, nas explicações dos exames laboratoriais e 
diagnósticos e na preparação para o autocuidado seguro e eficaz em domi-
cílio (Nettina, 2007). 
A orientação ao cliente visa ao manejo dos sintomas e à monitorização 
das complicações. É importante rever a restrição alimentar e hídrica com 
o cliente para evitar agravamento do edema e da hipertensão. O cliente 
deve ser orientado a comunicar imediatamente o médico ao primeiro sinal 
de infecção e caso apresente sintomas de insuficiência renal, como fadiga, 
náuseas, vômitos e redução do débito urinário. As informações são forne-
cidas de forma verbal e por escrito (Nettina, 2007).
Com o objetivo de avaliar a progressão da doença no cliente, o profissional 
de enfermagem o orienta acerca da importância das avaliações de acompa-
nhamento da pressão arterial, urinálise para detecção de proteína e níveis 
séricos de ureia e creatinina (Nettina, 2007).
O encaminhamento para o cuidado domiciliar pode ser indicado, carac-
terizando uma oportunidade de pesquisar e detectar os sinais e sintomas 
precoces de insuficiência renal. Se corticosteroides, agentes imunossupres-
sores ou medicamentos antibióticos forem prescritos, o profissional deverá 
revisar a dosagem, as ações desejadas, os efeitos adversos dos medicamentos 
e as precauções a seremimplementadas (Nettina, 2007).
113
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
5.1.3 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO IDOSO COM 
ALTERAÇÕES RESPIRATÓRIAS: TUBERCULOSE, PNEUMONIA E 
DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA (DPOC). 
O declínio progressivo da função respiratória começa nos adultos jovens e 
de meia-idade e afeta a estrutura e a função do sistema respiratório. Com o 
envelhecimento (≥ 40 anos), ocorrem alterações nos alvéolos que reduzem 
a superfície disponível para a troca de oxigênio por dióxido de carbono 
(Fontaine; Morton, 2014).
Reflita
O tabagismo é a grande causa da DPOC, principalmente 
em pessoas acima de 40 anos e fumantes de um ou mais 
maços de cigarro por dia, por 10 ou mais anos. Além disso, 
pacientes podem ter uma mistura de bronquite crônica 
e enfisema com exposição à fumaça de fogão, lenha 
ou carvão, assim como vapores industriais ou poluição 
ambiental (Associação Brasileira de Asmáticos, 2022).
Por volta dos 50 anos, os alvéolos pulmonares começam a perder elastici-
dade, o que reduz a capacidade vital devido à perda de mobilidade torá-
cica e à limitação do fluxo de ar. Além disso, o espaço morto respiratório 
aumenta com a idade (Fontaine; Morton, 2014).
Essas mudanças resultam em uma capacidade reduzida de difusão de 
oxigênio à medida que o indivíduo envelhece, levando a níveis mais baixos 
de oxigênio na circulação arterial (Fontaine; Morton, 2014).
Os sintomas comuns de doenças respiratórias incluem dispneia (falta de ar), 
tosse, produção de escarro, dor torácica, sibilos, baqueteamento dos dedos 
das mãos, hemoptise (expectoração de sangue) e cianose (Fontaine; Morton, 
2014).
114
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Essas manifestações clínicas estão relacionadas à duração e à gravidade da 
doença. Além de determinar a razão principal que levou o cliente a buscar 
atendimento clínico, o profissional tenta identificar quando o problema de 
saúde ou o sintoma começou, há quanto tempo está presente, se houve 
melhora em alguma época e como o sintoma foi aliviado. O profissional 
também deve obter informações sobre fatores desencadeantes, duração, 
gravidade e fatores ou sintomas associados (Fontaine; Morton, 2014).
A condição que provoca dispneia deve ser determinada. Portanto, é impor-
tante fazer as seguintes perguntas ao cliente:
• Que intensidade de esforço desencadeia falta de ar?
• Também há tosse?
• A falta de ar está relacionada a outros sinais e sintomas?
• O início da falta de ar foi súbito ou progressivo?
• Em que hora do dia ou da noite a falta de ar ocorre?
• A falta de ar piora quando o cliente está deitado no leito?
• A falta de ar ocorre em repouso? Quando faz esforço? Quando corre ou 
sobe escadas?
• A falta de ar piora quando o cliente anda? Em caso afirmativo, qual é a 
distância percorrida? E a velocidade da marcha? (Fontaine; Morton, 2014).
Para avaliar a dispneia, é importante considerar a intensidade da falta de 
ar relatada pelo cliente, o esforço necessário para respirar e a frequência da 
dispneia. Os clientes usam uma variedade de termos e frases para descrever 
a falta de ar, como “não consigo respirar o suficiente”, “é difícil respirar” e 
“sinto aperto no peito” (Nettina, 2005).
O profissional de enfermagem deve esclarecer quais termos são mais fami-
liares ao cliente e o que eles significam. Além disso, clientes que tossem por 
longos períodos geralmente produzem escarro, uma resposta dos pulmões 
a irritantes persistentes ou à secreção nasal (Nettina, 2005).
115
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Figura 3: Tosse em idoso
Fonte: Senra, 2020.
#PraTodosVerem: Na imagem, há um casal de idosos sentados em um sofá. O homem 
está tossindo, segurando a mão na frente da boca. A mulher está ao lado dele, dando tapi-
nhas suaves em suas costas. O homem parece estar um pouco vermelho e 
com uma expressão facial que sugere dificuldade para respirar.
O tipo de escarro sugere a causa subjacente. Grandes quantidades de escarro 
purulento (espesso e amarelo ou esverdeado) são comuns em infecções 
bacterianas, abscessos pulmonares, bronquiectasias ou fístulas broncopleu-
rais comunicando-se com empiemas (pus no espaço pleural). Quantidades 
menores de escarro purulento podem indicar bronquite aguda, fase de reso-
lução da pneumonia, cavidades tuberculosas pequenas ou abscessos pulmo-
nares. O escarro semelhante à geleia de groselha está associado à infecção 
por Klebsiella pneumoniae ou Streptococcus pneumoniae. O escarro ferru-
ginoso purulento sugere pneumonia pneumocócica. O escarro mucoide fino 
é comumente causado por bronquite viral. O aumento gradual na produção 
de escarro ao longo do tempo pode indicar bronquite crônica ou bron-
quiectasia, que pode produzir volumes diários entre 200 e 500 ml. O escarro 
mucoide tingido de rosa sugere tumor pulmonar. Secreções profusas, espu-
mosas, brancas ou rosadas, geralmente acumuladas na garganta, podem 
116
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
indicar edema pulmonar. Escarro com odor fétido e mau hálito indicam 
abscesso pulmonar, bronquiectasia ou infecção por bactérias anaeróbicas. O 
odor bolorento pode sugerir infecção por Pseudomonas (Fontaine; Morton, 
2014).
5.2 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM ESPECIALIZADA AO 
IDOSO II
Manter a saúde e o equilíbrio integral é fundamental nos cuidados geriá-
tricos, visto que o envelhecimento e as condições crônicas podem impactar 
negativamente o bem-estar físico, mental e espiritual. A enfermagem desem-
penha um papel crucial na redução desses impactos, focando não apenas 
na cura, mas também na restauração da saúde. Além disso, é essencial 
fornecer suporte aos idosos para que possam encontrar significado, conexão 
e compreensão em sua jornada final (Paula; Rocha, 2019). 
5.2.1 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO IDOSO COM 
ALTERAÇÃO GASTROINTESTINAL: ESTOMAS, HEPATITES E 
CIRROSES
Com o avançar da idade, o sistema digestivo enfrenta desafios significativos, 
resultando em mudanças que afetam a ingestão, digestão e absorção de 
alimentos. Essas alterações podem levar a problemas como dificuldade na 
absorção de nutrientes, sensação de saciedade precoce, baixa produção de 
ácido clorídrico, e constipação (Paula; Rocha, 2019).
Além disso, outras questões, como a redução da capacidade de mastigação, 
alterações nos sentidos, fluxo salivar e na saúde bucal também contribuem 
para influenciar a alimentação dos idosos. Esses fatores, segundo alguns 
estudos, podem levar a uma ingestão inadequada de vitaminas e minerais, 
resultando em deficiências nutricionais e, em casos crônicos, desnutrição 
(Paula; Rocha, 2019).
117
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Ostoma, ostomia, estoma ou estomia são palavras com o mesmo signifi-
cado, derivado do grego, em que osto é “boca” e tomia, “abertura”, ou seja, 
uma cirurgia realizada com objetivo de construir um caminho alternativo de 
comunicação com o meio exterior, para eliminar a urina ou as fezes, assim 
como auxiliar na respiração ou na alimentação. Sendo assim, a estomia 
pode ser de respiração (traqueostomia), eliminação (cistostomia, colonos-
tomia e ileostomia) ou alimentação (gastrostomia e jejunostomia) (Paula; 
Rocha, 2019).
Assim, o portador de estomia precisa adotar uma série de medidas para 
cuidar de si mesmo e manter uma boa qualidade de vida. Essa situação 
é bastante complexa, pois envolve a integração de várias relações que 
sustentam a existência entre os seres no universo (Paula; Rocha, 2019).
Observa-se que os idosos com estomia costumam enfrentar mais dificul-
dades do que os mais jovens para realizar esses cuidados. Após a cirurgia, 
é comum que esses pacientes tenham muitas dúvidas sobre sua saúde e 
sintam medo da situação em que se encontram, o que pode levá-los a resistir 
às orientações para o autocuidado. Eles podem acreditar que suas fragili-
dades os impedem de alcançar uma nova forma de vida saudável (Brunner; 
Suddarth, 2015). 
O enfermeiro, atuando como educador em saúde, deve orientar o paciente e 
seus familiaressobre os cuidados necessários com o estoma em casa. Nesse 
sentido, a tecnologia educacional surge como uma ferramenta disponível 
que facilita o processo de ensino-aprendizagem, auxiliando no desenvol-
vimento de habilidades e mediando o conhecimento necessário para o 
cuidado. Neste estudo, adotamos a compreensão da tecnologia como o 
resultado de processos derivados da experiência diária e da pesquisa, visando 
desenvolver um conjunto de conhecimentos científicos com o propósito de 
intervir em situações práticas (Brunner; Suddarth, 2015).
• Doenças Hepáticas
A cirrose é o resultado final de uma lesão hepática progressiva. Ela pode 
se desenvolver em casos de hepatite crônica que não regrediram esponta-
neamente ou após episódios repetidos de lesão aguda do fígado, como no 
alcoolismo crônico (Fontaine; Morton, 2014).
118
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Na cirrose, o fígado se torna endurecido, atrofiado e nodular, com função 
deficiente e reserva reduzida devido à diminuição do tecido hepático 
funcional. Além disso, a dinâmica do fluxo sanguíneo é alterada, elevando a 
pressão na veia porta. Isso faz com que o sangue seja desviado ao redor do 
fígado, em vez de ser filtrado por ele. Esse fenômeno, conhecido como deri-
vação (shunt) portal para sistêmica (ou portossistêmica), tem efeitos signifi-
cativos sobre a função de vários sistemas orgânicos e prepara o terreno para 
complicações graves da doença hepática, conforme descrito posteriormente 
(Fontaine; Morton, 2014).
As consequências de doença do fígado podem ser reversíveis ou irreversíveis 
(Brunner; Suddarth, 2015).
Os cuidados específicos de enfermagem ao paciente portador de IHA devem 
incluir, em sua admissão: avaliar e anotar características da pele; avaliar 
estado mental; manter leito a 45°; administrar medicamentos prescritos; 
restringir paciente ao leito em caso de agitação e confusão mental; realizar 
a passagem de SNG e medir e anotar características do volume drenado; 
realizar passagem de SVD e monitorar fluxo urinário; ficar atento para sinais 
de edema cerebral; medir circunferência abdominal pelo menos uma vez 
por dia; manter jejum VO absoluto; avaliar coagulograma diariamente; evitar 
múltiplas punções venosas periféricas; monitorar criteriosamente os níveis de 
glicemia capilar; ficar atento a sinais de acidose metabólica; suspender anti-
coagulantes, em caso de alteração significativa no coagulograma (Brunner; 
Suddarth, 2015).
5.2.2 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO IDOSO COM 
ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS
As doenças hematológicas podem variar em gravidade, sendo algumas 
menos preocupantes e outras mais sérias. Elas têm o potencial de afetar 
diversos sistemas do corpo humano. O cuidado de enfermagem para 
pessoas com esses distúrbios exige conhecimento detalhado da anatomia 
e fisiologia do processo de formação das células sanguíneas e do sistema 
imunológico, além de habilidade para realizar avaliações clínicas precisas 
(Fontaine; Morton, 2014). 
119
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Os cuidados de enfermagem podem envolver auxiliar o paciente a iden-
tificar atividades prioritárias e estabelecer um equilíbrio adequado entre 
atividade e descanso, considerando as necessidades individuais. Pacientes 
com anemia crônica devem manter um nível de atividade física para evitar 
perda de condicionamento decorrente da inatividade. Exercícios breves 
realizados diariamente também podem ajudar a reduzir a intensidade da 
fadiga (Fontaine; Morton, 2014).
Além disso, deve-se estimular a ingestão de alimentos que contenham vita-
minas e minerais em todas as refeições do dia; criar um ambiente propício 
para que o paciente possa se alimentar melhor; explicar ao paciente a rele-
vância da alimentação para sua recuperação e incluir a família na elaboração 
de um plano alimentar para o período após a alta (Brunner; Suddarth, 2015).
5.2.3 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO IDOSO COM 
ALTERAÇÕES IMUNOLÓGICAS
O sistema imunológico é fundamental para proteger o corpo contra doenças, 
respondendo de forma específica a agentes invasores. Fatores como sistema 
nervoso, estado emocional e medicamentos afetam sua função. Disfunções 
podem levar a distúrbios, como autoimunidade, causados por respostas 
inadequadas do sistema imunológico (Brunner; Suddarth, 2015).
Figura 4: Vacinação de idosos
120
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Fonte: G1 Santos, 2021.
#PraTodosVerem: Na imagem, temos uma profissional da enfermagem 
administrando uma vacina em uma idosa que está com o rosto virado.
À medida que envelhecemos, o sistema imunológico passa por mudanças 
significativas, tornando-se menos eficiente e aumentando a suscetibilidade 
a infecções e doenças. Esse fenômeno, conhecido como imunossenescência, 
resulta em parte da diminuição da produção de células imunes e da capaci-
dade de resposta a estímulos externos. Além disso, ocorrem alterações nas 
respostas inflamatórias do corpo, aumentando o risco de inflamação crônica, 
o que pode contribuir para o desenvolvimento de doenças como diabetes, 
doenças cardiovasculares e câncer (Brunner, Suddarth, 2015).
Atenção
Anualmente, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) 
divulga o calendário vacinal dos idosos. Para acessar o 
calendário 2024-2025, basta clicar no link disponível em: 
https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-idoso.
pdf. Acesso em: 23 abr. 2024.
Essas mudanças no sistema imunológico dos idosos também podem afetar 
a eficácia das vacinas, levando a uma resposta imune reduzida. Portanto, 
é essencial que os idosos recebam vacinas recomendadas para protegê-los 
contra doenças infecciosas, além de adotarem medidas para manter um 
estilo de vida saudável, incluindo uma dieta equilibrada, exercícios físicos 
regulares e controle de doenças crônicas, a fim de fortalecer seu sistema 
imunológico e reduzir o risco de complicações relacionadas à imunossenes-
cência (Brunner; Suddarth, 2015).
https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-idoso.pdf
https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-idoso.pdf
121
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
CONCLUSÃO
Ao cuidar de idosos com condições cardiovasculares, cerebrovasculares, 
metabólicas, respiratórias, gastrointestinais e imunológicas, a enfermagem 
desempenha um papel crucial na promoção da saúde e no manejo dessas 
enfermidades.
É essencial adotar abordagens abrangentes e personalizadas, considerando 
as necessidades únicas de cada paciente. 
Isso envolve não apenas a administração de tratamentos e cuidados diretos, 
mas também a educação dos pacientes e suas famílias sobre a importância 
da adesão ao tratamento, mudanças no estilo de vida e prevenção de compli-
cações.
O cuidado centrado no paciente e baseado em evidências é fundamental 
para garantir a eficácia dos tratamentos e melhorar a qualidade de vida dos 
idosos com essas condições. 
Além disso, a enfermagem desempenha um papel fundamental na promoção 
da autonomia e da independência dos idosos, incentivando a participação 
ativa no autocuidado e na tomada de decisões relacionadas à saúde.
122
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
MATERIAL COMPLEMENTAR
Para saber mais sobre este tema, veja as indicações a seguir.
1. DIABETES tipo 2 e sedentarismo | Dicas de Saúde. [S. l.: s. n.], 2015. 1 vídeo, 
1 min. 2015. Publicado pelo canal Drauzio Varella. Disponível em: https://
www.youtube.com/watch?v=bH1itLcmxWQ. Acesso em: 23 abr. 2024.
2. PINELLI, Natasha. Calendário vacinal do idoso: vacinas impulsionam a 
longevidade e o bem-estar da população acima de 60 anos. Portal do 
Butantan, 2 out. 2023. Disponível em: https://butantan.gov.br/noticias/
calendario-vacinal-do-idoso-vacinas-impulsionam-a-longevidade-e-o-
-bem-estar-da-populacao-acima-de-60-anos. Acesso em: 23 abr. 2024.
3. PELLICO, Linda H. Enfermagem Médico-Cirúrgica. Rio de Janeiro: Grupo 
GEN, 2014. (Ler capítulo 19).
4. BACCHIN, Amanda S. F.; ZEPPINI, Victor A. Hipertensão Arterial em Idosos. 
Sociedade Brasileira de Geriatriae Gerontologia, [s. d.]. Disponível em: 
https://www.sbgg-sp.com.br/hipertensao-arterial-em-idosos/. Acesso em: 
23 abr. 2024.
https://www.youtube.com/watch?v=bH1itLcmxWQ
https://www.youtube.com/watch?v=bH1itLcmxWQ
https://butantan.gov.br/noticias/calendario-vacinal-do-idoso-vacinas-impulsionam-a-longevidade-e-o-bem-estar-da-populacao-acima-de-60-anos
https://butantan.gov.br/noticias/calendario-vacinal-do-idoso-vacinas-impulsionam-a-longevidade-e-o-bem-estar-da-populacao-acima-de-60-anos
https://butantan.gov.br/noticias/calendario-vacinal-do-idoso-vacinas-impulsionam-a-longevidade-e-o-bem-estar-da-populacao-acima-de-60-anos
https://www.sbgg-sp.com.br/hipertensao-arterial-em-idosos/
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
123
OBJETIVOS
Ao final desta unidade, esperamos que possa:
Compreender as especificidades no aten-
dimento ao idoso hospitalizado, insti-
tucionalizado, e a atenção domiciliar à 
pessoa idosa.
Descrever o atendimento ao idoso na 
Atenção Primária à Saúde.
UNIDADE 6
124
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
6 AS ESPECIFICIDADES DA ENFERMAGEM 
GERONTOLÓGICA
A enfermagem gerontológica, como especialidade, nem sempre foi ampla-
mente reconhecida ou valorizada. No entanto, nas últimas décadas, expe-
rimentou um significativo avanço, acompanhando o crescente reconhe-
cimento da importância dos idosos na sociedade. Os enfermeiros têm 
atualmente diversas oportunidades para desempenhar papéis cruciais nos 
cuidados aos idosos e na definição do futuro da gerontologia (Eliopoulos, 
2019).
Quadro 1: Padrões da Associação Americana de Enfermeiros 
para a prática da Enfermagem Gerontológica
PADRÃO 1. COLETA DE DADOS: O enfermeiro gerontólogo coleta dados abrangentes, 
pertinentes à saúde ou à situação física e mental do idoso.
PADRÃO 2. DIAGNÓSTICO: O enfermeiro gerontólogo analisa os dados coletados para 
determinar diagnósticos ou tópicos.
PADRÃO 3. IDENTIFICAÇÃO DE RESULTADOS: O enfermeiro gerontólogo identifica os 
resultados esperados para um plano individualizado ao adulto idoso ou à situação.
PADRÃO 4. PLANEJAMENTO: O enfermeiro gerontólogo elabora um plano de cuidados 
para o alcance dos resultados esperados.
PADRÃO 5. IMPLEMENTAÇÃO: O enfermeiro gerontólogo implementa o plano identificado.
PADRÃO 5A. Coordenação dos cuidados: O enfermeiro gerontólogo coordena os cuidados 
prestados ao idoso.
PADRÃO 5B. Ensino de saúde e promoção da saúde: O enfermeiro gerontólogo com registro 
profissional emprega estratégias para promover a saúde e um ambiente de segurança.
PADRÃO 5C. Consulta: O enfermeiro gerontólogo de prática avançada proporciona consulta 
para influenciar o plano identificado, fortalecer as capacidades dos outros e realizar mudanças.
PADRÃO 5D. Autoridade prescritiva e tratamento: O enfermeiro gerontólogo de prática 
avançada usa a autoridade para prescrever procedimentos, encaminhamentos e tratamentos, 
além de terapias, de acordo com legislação e regulamentação estadual e federal.
PADRÃO 6. AVALIAÇÃO: O enfermeiro gerontólogo avalia o progresso do adulto idoso na 
direção do alcance dos resultados esperados.
Fonte: Eliopoulos, 2019.
#PraTodosVerem: Quadro com 6 padrões para a avaliação da enfermagem gerontológica.
125
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Durante a década de 1970, os enfermeiros começaram a perceber cada 
vez mais a importância de promover um envelhecimento saudável para os 
adultos mais velhos, garantindo seu bem-estar. Como resultado, houve um 
interesse em mudar o nome da especialidade de enfermagem geriátrica 
para gerontológica, para abranger não apenas o cuidado de idosos doentes, 
mas também o enfoque em uma gama mais ampla de questões relacio-
nadas ao envelhecimento (Eliopoulos, 2019). 
6.1 ESPECIFICIDADES DO IDOSO I 
A diversidade crescente da população idosa apresenta desafios à enfer-
magem gerontológica, exigindo competência cultural no cuidado (Elio-
poulos, 2019). 
É crucial para esse tipo de atendimento compreender experiências, crenças, 
valores, tradições e práticas de diversos grupos étnicos e raciais, bem como 
as necessidades específicas de saúde, experiências e riscos relacionados à 
orientação sexual (Eliopoulos, 2019). 
Além disso, é importante considerar as próprias atitudes e crenças em 
relação a diferentes grupos étnicos, raciais e orientações sexuais, assim como 
as atitudes dos colegas de trabalho (Eliopoulos, 2019).
Figura 1: Felicidade
126
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Fonte: fizkes, Shutterstock, 2024.
#PraTodosVerem: Na imagem, temos um idoso sorrindo, dando 
as mãos para uma profissional de saúde.
As barreiras linguísticas também devem ser consideradas, pois podem afetar 
a capacidade dos pacientes de se comunicar sobre questões de saúde, 
entender instruções, dar consentimento informado e participar plenamente 
de seus cuidados (Eliopoulos, 2019). 
Compreender essas diversas orientações étnicas, culturais e sexuais é 
essencial para evitar estereótipos e preconceitos que possam interferir nos 
cuidados eficazes, demonstrando assim a valorização das características 
individuais de cada pessoa (Eliopoulos, 2019). 
6.1.1 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO IDOSO HOSPITALIZADO
O envelhecimento é um processo que traz consigo uma variedade de 
mudanças biológicas, psicológicas e culturais, que afetam tanto o indi-
víduo quanto o seu contexto familiar e social. Deve ser compreendido como 
um ciclo natural da vida, não apenas focado em questões relacionadas a 
doenças, mas também considerando a saúde em seu sentido mais abran-
gente (Gonçalves; Tourinho, 2012). 
A enfermagem com idosos hospitalizados deve ser fundamentada em 
evidências científicas. Além disso, é essencial empregar conhecimentos 
e habilidades em relações interpessoais, envolvendo a família e conside-
rando as expectativas e necessidades dos idosos em seu contexto, visando 
à promoção da saúde de forma abrangente e de qualidade (Gonçalves; 
Tourinho, 2012). 
A enfermagem deve guiar o processo assistencial em direção à integralidade, 
enfatizando uma abordagem abrangente no trabalho em saúde, visando ao 
cuidado integral, que inclui a promoção da saúde, a cura e a reabilitação.
As enfermeiras que cuidam de idosos hospitalizados desempenham um 
papel crucial ao atender suas necessidades básicas de forma integral e indis-
pensável (Gonçalves; Tourinho, 2012). 
127
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
A abordagem da enfermagem na prestação de cuidados ao idoso hospi-
talizado é conduzida de forma sistemática, utilizando o processo de enfer-
magem baseado na teoria das necessidades humanas (Gonçalves; Tourinho, 
2012). 
Essa abordagem possibilita a identificação das necessidades específicas 
do paciente idoso, levando à formulação de diagnósticos de enfermagem, 
planejamento de intervenções e sua implementação (Gonçalves; Tourinho, 
2012). 
A prática resulta em uma avaliação contínua da assistência prestada. Ao 
aplicar seus conhecimentos técnico-científicos, as enfermeiras desenvolvem 
habilidades críticas e competências para oferecer um cuidado holístico e 
integral ao paciente, o que também contribui para o reconhecimento profis-
sional (Gonçalves; Tourinho, 2012). 
O cuidado de enfermagem para o idoso internado em hospital abrange 
diversas áreas, incluindo higiene, alimentação e hidratação (Braga; Galle-
guillos, 2014).
O banho do paciente idoso deve ser realizado de forma cuidadosa, respei-
tando sua autonomia e privacidade, além de considerar suas condições de 
saúde, como a fragilidade da pele e a presença de dispositivos médicos 
(Braga; Galleguillos, 2014).
Quanto à alimentação, é fundamental garantir uma dieta balanceada e 
adequada às necessidades nutricionais do idoso, levando em conta suas 
preferências e restrições alimentares (Braga; Galleguillos, 2014).
A hidratação também é essencial, pois muitos idosos têm maior propensão 
à desidratação devido a fatores como diminuição da sensação de sede e 
alterações renais. Portanto, é importante que a equipe de enfermagemesteja atenta e promova cuidados específicos para garantir o bem-estar e 
a recuperação do paciente idoso durante sua internação hospitalar (Braga; 
Galleguillos, 2014).
A integridade da pele é uma preocupação primordial no cuidado do 
paciente idoso hospitalizado, devido à maior vulnerabilidade a lesões, 
como úlceras por pressão. É essencial realizar avaliações frequentes da pele, 
128
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
especialmente em áreas de maior risco, como regiões ósseas proeminentes. 
Medidas preventivas, como o reposicionamento regular do paciente e o uso 
de superfícies de apoio adequadas, são fundamentais para evitar lesões 
por pressão. Além disso, a manutenção da higiene e da hidratação da pele 
também contribui para a prevenção de infecções (Eliopoulos, 2019).
Figura 2: Idoso Hospitalizado
Fonte: Ground Picture, Shutterstock, 2024.
#PraTodosVerem: Na foto, temos uma enfermeira ajudando um idoso 
a se levantar do leito hospitalar.
O risco de infecções é aumentado em pacientes idosos devido a alterações 
no sistema imunológico e a condições crônicas de saúde. A equipe de enfer-
magem deve adotar medidas de prevenção, como a lavagem das mãos, o uso 
correto de equipamentos de proteção individual e a higienização adequada 
dos materiais e do ambiente hospitalar (Eliopoulos, 2019).
A seguir estão algumas das diretrizes para o cuidado ao idoso hospitalizado.
129
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Quadro 2: Diretrizes no cuidado ao idoso hospitalizado
Fonte: Paula; Rocha, 2019.
#PraTodosVerem: Quadro com as diretrizes comunicação empática, avaliação abrangente, 
prevenção de complicações, mobilização precoce, alimentação e hidratação adequadas, 
cuidados com a pele, controle da dor, promoção da autonimia, apoio emocional e 
educação e orientação.
Comunicação empática: Estabeleça uma comunicação clara e empática, considerando as 
necessidades individuais do idoso.
Avaliação abrangente: Realize uma avaliação abrangente da saúde do idoso, levando em 
consideração suas condições médicas prévias, medicações em uso e necessidades específicas.
Prevenção de complicações: Previna complicações comuns em idosos, como úlceras por 
pressão, infecções e quedas, por meio de medidas preventivas adequadas.
Mobilização precoce: Incentive a mobilização precoce do idoso, sempre que possível, para 
prevenir complicações relacionadas à imobilidade, como trombose venosa profunda e 
atrofia muscular.
Alimentação e hidratação adequadas: Garanta uma alimentação balanceada e adequada 
às necessidades nutricionais do idoso, além de manter uma boa hidratação.
Cuidados com a pele: Realize cuidados específicos para prevenir lesões na pele, como 
úlceras por pressão, incluindo a avaliação regular da pele e o uso de medidas preventivas.
Controle da dor: Realize o controle adequado da dor do idoso, levando em consideração 
suas condições médicas e preferências pessoais.
Promoção da autonomia: Incentive a autonomia do idoso sempre que possível, respeitando 
suas escolhas e limitações.
Apoio emocional: Ofereça apoio emocional ao idoso e a seus familiares, considerando o 
impacto emocional da hospitalização.
Educação e orientação: Forneça educação e orientação ao idoso e a seus familiares sobre 
sua condição de saúde, tratamentos e cuidados necessários após a alta hospitalar.
A locomoção e a segurança do paciente idoso também são aspectos cruciais 
a serem considerados. A mobilização precoce, sempre que possível, ajuda a 
prevenir complicações como tromboembolismo venoso e atrofia muscular. 
Além disso, é importante garantir um ambiente seguro, livre de obstáculos, e 
utilizar recursos como barras de apoio e dispositivos de auxílio à locomoção, 
quando necessário, para evitar quedas e lesões (Eliopoulos, 2019).
130
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Curiosidade
A Escala de Braden (EB) é a escala mais utilizada no Brasil 
para medir o risco que o usuário dos serviços de saúde 
tem de apresentar uma lesão por pressão. É constituída de 
seis variáveis para avaliação em seis subescalas: Percepção 
Sensorial, Umidade, Atividade, Mobilidade, Nutrição, 
Fricção e força de Cisalhamento. (Coren SP, 2017).
Em resumo, o cuidado com a integridade da pele, a prevenção de infecções, 
a mobilidade e a segurança do paciente idoso no hospital exigem uma abor-
dagem abrangente e integrada por parte da equipe de enfermagem, visando 
sempre a promover o conforto, a segurança e a recuperação do paciente 
(Fontaine; Morton, 2014). 
A confusão mental, ou delirium, é uma condição comum entre os idosos 
internados em hospitais e instituições de cuidados de saúde. O delirium 
é caracterizado por uma alteração aguda e flutuante da consciência, que 
pode incluir desorientação, dificuldade de concentração, agitação e alucina-
ções. Essa condição pode ser desencadeada por diversos fatores, como infec-
ções, desidratação, uso de medicamentos, entre outros, e é mais comum em 
idosos devido a uma série de fatores, incluindo fragilidade física e condições 
médicas subjacentes (Eliopoulos, 2019).
Durante a internação, os idosos podem ficar mais vulneráveis ao delirium 
devido ao ambiente desconhecido, à mudança de rotina, à dor, à ansiedade 
e ao uso de medicamentos. Além disso, a falta de sono adequado e a desi-
dratação podem contribuir para o desenvolvimento do delirium. Esse estado 
não apenas causa desconforto e sofrimento para os idosos, mas também 
está associado a piores resultados de saúde, como aumento do tempo de 
internação, maior risco de complicações e até mesmo maior mortalidade 
(Paula; Rocha, 2019).
Para prevenir a confusão mental nos idosos internados, é importante que a 
equipe de saúde esteja atenta aos fatores de risco e adote medidas preven-
tivas. Isso inclui a manutenção de um ambiente calmo e familiar, a garantia 
131
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
de uma boa hidratação e nutrição, o estímulo à mobilidade e atividade física, 
a manutenção de uma rotina regular de sono e a minimização do uso de 
medicamentos que possam contribuir para o delirium. Além disso, a comu-
nicação clara e o apoio emocional também são fundamentais para reduzir o 
estresse e a ansiedade dos idosos durante a internação (Braga; Galleguillos, 
2014).
É essencial que os profissionais de saúde estejam capacitados para reco-
nhecer os sinais dessa condição e intervir precocemente, a fim de minimizar 
os impactos negativos dessa condição nos idosos internados. A educação 
dos familiares e cuidadores também é importante para que possam apoiar 
os idosos durante a internação e contribuir para a prevenção desse estado 
(Braga; Galleguillos, 2014).
6.1.2 IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS (INSTITUIÇÃO DE LONGA 
PERMANÊNCIA PARA IDOSOS) 
À medida que envelhecemos, várias mudanças ocorrem em nosso corpo, 
tanto fisiológicas quanto relacionadas a doenças. Essas mudanças podem 
tornar os idosos mais frágeis e vulneráveis, afetando sua autonomia e inde-
pendência. Em casos de doenças crônicas incapacitantes, a dependência 
resultante pode representar um desafio adicional para a família, tornando o 
cuidado do idoso mais complexo (Braga; Galleguillos, 2014).
Figura 3: Idoso Institucionalizado
132
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Fonte: Shutterstock, 2024.
#PraTodosVerem: Na foto, temos três idosas residentes em uma instituição de longa 
permanência, sentadas à mesa durante uma refeição. Uma enfermeira está auxiliando uma 
das idosas na alimentação, demonstrando cuidado e atenção. Um homem mais jovem 
observa o cuidado sendo prestado.
A institucionalização de idosos tornou-se um desafio global devido ao 
envelhecimento da população em todo o mundo. As Instituições de Longa 
Permanência (ILPs) são concebidas como locais que oferecem estrutura 
física adequada e pessoal qualificado para cuidar dos idosos, funcionando 
como um lar especializado. Elas têm a dupla função de fornecer assistência 
gerontogeriátrica de acordo com o nível de dependência do residente e criar 
um ambienteacolhedor que preserve a identidade desses indivíduos (Braga; 
Galleguillos, 2014).
A crescente demanda por cuidados especiais para a população idosa tem 
destacado a importância das instituições dedicadas a prestar assistência a 
esse grupo. É fundamental incentivar a busca por novos modelos institucio-
nais que proporcionem um ambiente adequado para esses cuidados, respei-
tando e promovendo os direitos fundamentais do idoso (Braga; Galleguillos, 
2014).
Saiba Mais
As normas de funcionamento das ILPS estão estabelecidas 
na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 502, de 27 de 
maio de 2021.
Saiba mais em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/
servicosdesaude/saloes-tatuagens-creches/instituicoes-
-de-longa-permanencia-para-idosos. Acesso em: 9 maio 
2024.
Os idosos que vivem nessas instituições muitas vezes enfrentam desa-
fios como o sedentarismo, a falta de afeto, a perda de autonomia devido 
a limitações físicas e mentais, a ausência de familiares para auxiliar no 
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/servicosdesaude/saloes-tatuagens-creches/instituicoes-de-longa-permanencia-para-idosos
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/servicosdesaude/saloes-tatuagens-creches/instituicoes-de-longa-permanencia-para-idosos
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/servicosdesaude/saloes-tatuagens-creches/instituicoes-de-longa-permanencia-para-idosos
133
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
autocuidado e a falta de suporte financeiro. Esses aspectos têm levado a 
uma maior atenção da sociedade em relação às condições desses idosos nas 
instituições de longa permanência (Braga; Galleguillos, 2014).
A institucionalização do idoso se tornou um problema universal em decor-
rência do processo de envelhecimento mundial. As ILPS teoricamente são 
um ambiente dotado de estrutura física adequada e pessoal qualificado 
para o atendimento ao idoso, ou seja, um lar especializado, com dupla 
função: propiciar assistência gerontogeriátrica, de acordo com o grau de 
dependência do interno e um ambiente de aconchego que possa preservar 
a identidade desse indivíduo (Eliopoulos, 2019). O idoso institucionalizado e 
a entidade que o abriga geralmente não conseguem arcar sozinhos com a 
complexidade e as dificuldades da senescência e/ou senilidade. 
As instituições de longa permanência para idosos (ILPI) recebem várias 
denominações, como casa de repouso, asilo, clinica geriátrica (Eliopoulos, 
2019). De acordo com o Estatuto do Idoso, somente possui o consentimento 
para o funcionamento de instituições asilares aqueles que estão inscritos 
junto ao órgão competente da vigilância sanitária e aos conselhos de idosos. 
Em caso do descumprimento das determinações da lei, tais entidades são 
sujeitas a penas, desde advertências até o fechamento delas, se não gover-
namentais; e advertência à proibição de atendimento, passando por multa e 
suspensão parcial ou total do repasse de verbas públicas, se governamentais 
(Boas, 2015). 
Os idosos que vivem em instituições necessitam de cuidados especiais e 
apoio adicional, especialmente porque muitos deles enfrentam problemas 
de saúde física e mental. O tempo de permanência nessas instituições pode 
aumentar a fragilidade desses idosos, pois acredita-se que a instituciona-
lização possa acelerar e agravar a perda de funcionalidade, levando a um 
declínio nas habilidades físicas e cognitivas (Eliopoulos, 2019)
Esses idosos institucionalizados apresentam características comuns, como 
a idade (maiores de 75 anos), o sexo feminino, solteiros ou viúvos, baixa 
escolaridade, polifarmácia, presença de uma ou mais síndromes geriátricas, 
presença de doenças cronicodegenerativas, presença de depressão severa e 
dependência na realização de atividades de vida diária (Eliopoulos, 2019).
134
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
6.1.3 ATENÇÃO DOMICILIAR À PESSOA IDOSA
A assistência domiciliar é um tipo de cuidado à saúde prestado na residência 
do paciente, envolvendo diversas ações para promover a saúde, prevenir e 
tratar doenças, reabilitar e garantir a continuidade do cuidado, integran-
do-se à Rede de Atenção à Saúde. Esse serviço, disponível no Sistema Único 
de Saúde (SUS), é adaptado às necessidades individuais de cada paciente e 
é fornecido por equipes especializadas (Brasil, 2024). 
Com diferentes abordagens, a assistência domiciliar está disponível no 
Sistema Único de Saúde (SUS). Dependendo das necessidades do paciente, 
esse tipo de cuidado em casa pode ser realizado por equipes variadas. Por 
exemplo, pacientes que precisam de visitas menos frequentes, como uma 
vez por mês, e já estão mais estáveis, podem ser atendidos pela equipe de 
Saúde da Família/Atenção Básica de sua referência. Por outro lado, casos 
mais complexos são acompanhados pelas Equipes Multiprofissionais de 
Atenção Domiciliar (EMAD) e de Apoio (EMAP) do Serviço de Atenção Domi-
ciliar (SAD) - Melhor em Casa (Brasil, 2024).
Figura 4: Atendimento Domiciliar
Fonte: shisu_ka, Shutterstock, 2024.
#PraTodosVerem: A imagem retrata um idoso sentado em sua cama, sendo 
auxiliado por uma enfermeira para se levantar. O idoso está segurando um 
andador, para tentar ficar em pé.
135
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
A seguir, serão discutidos conceitos/ferramentas/dispositivos bastante úteis 
para a gestão do cuidado no processo de trabalho das equipes de AD.
Acolhimento: na assistência domiciliar, o acolhimento pela equipe é essen-
cial, pois envolve compreender a dor e o sofrimento dos pacientes e seus 
familiares. Isso é feito ao conhecer melhor a vida do paciente. Esse tipo de 
cuidado é mais humano quando focado nas necessidades das pessoas. O 
acolhimento também envolve reorganizar o trabalho da equipe para atender 
às necessidades de saúde, considerando tanto o paciente quanto o cuidador. 
Embora seja mais associado à atenção primária, o acolhimento também 
é importante na assistência domiciliar, garantindo o acesso aos cuidados 
necessários e criando conexões na Rede de Atenção à Saúde.
Clínica Ampliada: na clínica ampliada da assistência domiciliar, o profissional 
de saúde foca na qualidade de vida do paciente, que depende da partici-
pação ativa do paciente e de sua adaptação à doença. A escuta qualificada 
ajuda o paciente e a família a compreenderem a doença, incentivando uma 
abordagem proativa ao tratamento. O método clínico centrado na pessoa é 
utilizado, considerando suas ideias, emoções e objetivos, e compartilhando 
decisões e responsabilidades com o profissional de saúde.
Apoio Matricial: o apoio matricial na atenção domiciliar envolve uma equipe 
de saúde especializada que apoia as equipes de atenção básica no cuidado 
ao paciente em casa. Essa equipe especializada oferece suporte técnico, 
compartilha conhecimento e orienta as decisões clínicas, garantindo uma 
abordagem mais integrada e eficaz ao paciente em domicílio.
Projeto Terapêutico Singular (PTS): na assistência domiciliar, é um plano de 
cuidado individualizado elaborado pela equipe de saúde em conjunto com 
o paciente e sua família. Ele considera as necessidades específicas de cada 
pessoa, levando em conta suas condições de vida, preferências e valores. O 
PTS inclui a definição de metas terapêuticas, a indicação de intervenções e 
a organização dos cuidados, visando a promover a saúde e melhorar a quali-
dade de vida do paciente no ambiente domiciliar (Brasil, 2013). 
A Atenção Domiciliar proporciona ao paciente um cuidado ligado direta-
mente aos aspectos referentes à estrutura familiar, à infraestrutura do domi-
cílio e à estrutura oferecida pelos serviços para esse tipo de assistência. Dessa 
forma, evita-se hospitalizações desnecessárias e diminui o risco de infecções. 
136
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Além disso, melhora a gestão dos leitos hospitalares e o uso dos recursos, 
bem como diminui a superlotação de serviços de urgência e emergência 
(Brasil, 2024). 
Os cuidados de enfermagem domiciliar são: identificação do paciente; histó-
rico clínico:diagnóstico médico, cirurgias, internação anteriores, vacinas, aler-
gias, medicamentos atuais; atividades diárias; sono e repouso; locomoção e 
imobilidade; higiene; alimentação e hidratação; eliminações; comunicações 
e orientação; desenvolver ações para capacitação dos Agentes Comunitários 
de Saúde – ASC e auxiliares de enfermagem; supervisionar o desempenho 
dessas funções com o serviço de saúde e comunidade; executar consultas 
de enfermagem dentro dos programas de saúde, como HAS, DM, atendi-
mento à mulher e outros; participar do diagnóstico de saúde com a equipe 
e elaborar estratégias de ação com a sua equipe; mapear territórios segundo 
riscos e agravos à saúde local; realizar visitas domiciliares, reuniões, com a 
equipe multidisciplinar e estudos de casos; manter educação continuada 
na equipe e na comunidade; elaborar e coordenar programas de saúde na 
comunidade; realizar procedimentos de enfermagem em geral; participar 
das avaliações de resultados (Brasil, 2024).
6.2 ESPECIFICIDADES DO IDOSO II 
As especificidades do idoso envolvem uma série de características físicas, 
psicológicas e sociais que tornam essa fase da vida única e que devem ser 
consideradas ao abordar questões de saúde, como a vacinação e o idoso na 
família e comunidade.
6. 2. 1 CALENDÁRIO VACINAL DO IDOSO
A vacinação é uma estratégia eficaz para proteger a saúde da população e 
reduzir a disseminação de doenças infecciosas na comunidade. O Programa 
Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, é responsável por 
coordenar a política de vacinação no Brasil, oferecendo gratuitamente no 
SUS 48 imunobiológicos, incluindo vacinas, soros e imunoglobulinas (Brasil, 
2024). 
137
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
O calendário nacional de vacinação contempla 20 vacinas que protegem 
em todos os ciclos de vida, desde o nascimento, contra doenças como 
poliomielite, sarampo, rubéola, tétano e coqueluche. O PNI também coor-
dena campanhas anuais para alcançar altas coberturas vacinais, garantindo 
a proteção individual e coletiva contra diversas doenças, em parceria com 
estados, municípios e o Distrito Federal (Brasil, 2024).
Reflita
As fake news sobre vacinas representam uma grave ameaça 
à saúde pública, podendo prejudicar significativamente os 
esforços de erradicação de doenças. A enfermagem tem 
o dever e a responsabilidade de trazer informações verda-
deiras e éticas sobre as vacinas!
As fake news relacionadas às vacinas para idosos são especialmente preocu-
pantes, pois essa população geralmente enfrenta maior risco de complica-
ções graves decorrentes de doenças evitáveis por vacinação. Notícias falsas 
que questionam a segurança ou a eficácia das vacinas podem levar a uma 
diminuição da adesão vacinal entre os idosos, aumentando assim o risco 
de surtos de doenças como a gripe, pneumonia e outras infecções evitáveis 
(Brasil, 2023)
É importante combater ativamente essas informações falsas, fornecendo 
informações precisas e confiáveis sobre a importância da vacinação para a 
saúde e o bem-estar dos idosos. A educação e a conscientização sobre os 
benefícios das vacinas são fundamentais para garantir que essa população 
esteja protegida contra doenças potencialmente graves (Brasil, 2023).
138
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Quadro 3: Imunização
Fonte: Brasil, 2024.
#PraTodosVerem: Na imagem, temos um quadro com as vacinas 
disponibilizadas para os idosos no SUS.
IDADE VACINA DOSE 
(ESQUEMA)
DOENÇAS 
EVITADAS
60 anos e mais Vacina Hepatite B 
(HM – recombinante)
3 doses, de acordo 
com histórico vacinal
Proteção contra 
Hepatite B
Vacina Difteria e 
Tétano (dT)
3 doses, de acordo 
com histórico vacinal 
Reforço a cada 10 
anos ou a cada 5 
anos em caso de 
ferimentos graves
Proteção contra 
Difteria e Tétano
Vacina Febre 
Amarela (VFA – 
atenuada)
Uma dose Proteção contra 
Febre Amarela
Vacina Difteria, 
Tétano, Pertussis 
(dTpa – acelular)
Uma dose 
Reforço a cada 10 
anos ou 5 anos em 
caso de ferimentos 
graves
Proteção contra 
Difteria, Tetano e 
Coqueluche
A imunização é uma das formas de melhorar a qualidade de vida da popu-
lação, por meio de prevenção de doenças, o que leva à promoção da saúde. 
O objetivo de imunizar é contribuir para o controle ou a erradicação das 
doenças imunopreviníveis, causar impacto nos índices de morbidade e 
mortalidade das doenças imunopreviníveis e quebrar a cadeia epidemioló-
gica das doenças imunopreviníveis (Braga; Galleguillos, 2014). 
Além das vacinas do quadro apresentado, ressaltamos que o PNI também 
disponibiliza doses de vacina contra a influenza e contra a covid-19 anual-
mente (Brasil, 2024). 
139
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
6.2.2 IDOSO, FAMÍLIA E COMUNIDADE 
No contexto do envelhecimento, o idoso enfrenta uma série de desafios 
físicos, emocionais e sociais. O processo natural de envelhecimento pode 
trazer consigo limitações físicas e cognitivas, além de questões emocionais 
como solidão e perda de autonomia. É importante que a sociedade reco-
nheça e valorize a contribuição e a experiência dos idosos, proporcionando 
um ambiente inclusivo e acolhedor (Paula; Rocha, 2019).
A família desempenha um papel fundamental no apoio aos idosos durante 
o processo de envelhecimento. Além de fornecer cuidados físicos e emocio-
nais, a família também pode ser uma fonte importante de apoio e compa-
nhia. É essencial que a família esteja atenta às necessidades específicas dos 
idosos, proporcionando um ambiente seguro e acolhedor que promova o 
seu bem-estar e qualidade de vida (Brasil, 2023).
Nesse contexto, a família também desempenha um papel importante na 
promoção do envelhecimento ativo e saudável dos idosos. Estimular a parti-
cipação em atividades sociais, culturais e de lazer pode contribuir para a 
saúde física e mental dos idosos, além de fortalecer os laços familiares e 
comunitários (Brasil, 2023). 
A sociedade e a comunidade também têm um papel crucial no apoio aos 
idosos. É fundamental que a comunidade esteja preparada para acolher e 
integrar os idosos, proporcionando oportunidades para que se sintam úteis 
e participativos. Programas de voluntariado, atividades recreativas e cultu-
rais adaptadas às necessidades dos idosos são exemplos de iniciativas que 
podem contribuir para um envelhecimento mais saudável e satisfatório 
(Brasil, 2023). 
A comunidade pode desempenhar um papel significativo ao reconhecer e 
valorizar a experiência e a contribuição dos idosos. Ao acolher os idosos de 
forma inclusiva e respeitosa, a comunidade pode proporcionar um ambiente 
que promova o bem-estar e a qualidade de vida dos idosos. O envolvimento 
dos idosos na comunidade, valorizando suas habilidades e conhecimentos, 
é essencial para promover um envelhecimento ativo e saudável (Brasil, 2023)
140
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Em suma, o apoio da família, da sociedade e da comunidade é fundamental 
para garantir o bem-estar e a qualidade de vida dos idosos. É importante que 
a sociedade reconheça e valorize a contribuição dos idosos, proporcionando 
um ambiente inclusivo e acolhedor que promova um envelhecimento ativo 
e saudável (Brasil, 2023).
141
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
CONCLUSÃO
Durante a hospitalização, é essencial que os profissionais de enfermagem 
estejam atentos às necessidades físicas, emocionais e sociais dos idosos, 
garantindo um ambiente seguro, confortável e acolhedor.
Além disso, é de suma importância que as Instituições de Longa Perma-
nência, prestem um cuidado humanizado e individualizado, oferecendo um 
ambiente que promova o bem-estar e a qualidade de vida dos idosos, garan-
tindo sua integridade física e emocional.
No que diz respeito ao calendário vacinal do idoso, enfatizamos a impor-
tância da vacinação na prevenção de doenças e na promoção da saúde. É 
fundamental que os idosos estejam com suas vacinas em dia, protegendo-se 
de doenças como a gripe, pneumonia e outras infecções.
Por fim, a relação entre oidoso, a família e a comunidade, ressaltando a 
importância do apoio e da integração social para o bem-estar dos idosos. É 
essencial que a família e a comunidade estejam engajadas em proporcionar 
um ambiente acolhedor e inclusivo, valorizando a experiência e a sabedoria 
dos idosos.
O cuidado e a atenção voltados aos idosos devem ser pautados na promoção 
da saúde, na prevenção de doenças e no respeito à sua dignidade e auto-
nomia. É fundamental que os profissionais de saúde, as famílias e a comu-
nidade trabalhem juntos em prol do bem-estar e da qualidade de vida dos 
idosos, garantindo que essa fase da vida seja vivida com dignidade e pleni-
tude.
142
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
MATERIAL COMPLEMENTAR
Para saber mais sobre este tema, veja as indicações a seguir.
1. A ROTINA de um profissional de enfermagem em uma instituição de 
longa permanência. [S. l.: s. n.], 2019. 1 vídeo, 2 min. Publicado pelo canal 
Centro Geriátrico Cristo Rei. Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=cVcgfJEIejU. Acesso em: 9 maio 2024.
2. Webinário Atenção Domiciliar/Jan 24. [S. l.: s. n.], 2024. 1 vídeo, 1 h 54 min. 
Publicado pelo canal DATASUS. Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=zwmXafptdxo. Acesso em 9 maio 2024.
3. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES (SBIm). Calendário de vaci-
nação SBIm Idoso 2024/2025. Disponível em: https://sbim.org.br/images/
calendarios/calend-sbim-idoso.pdf. Acesso em: 9 maio 2024.
4. MINISTÉRIO DA SAÚDE. “Saúde com Ciência”: Governo Federal lança 
programa em defesa das vacinas e de combate à desinformação. Biblio-
teca Virtual em Saúde, [s. d.]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/
saude-com-ciencia-governo-federal-lanca-programa-em-defesa-das-
-vacinas-e-de-combate-a-desinformacao/. Acesso em: 9 maio 2024.
5. LOPES, R. G. C.; CALDERONI, S. Z. O Idoso na Família: Expansão de Possibili-
dades ou Retração? Gerontologia, [s. d.]. Disponível em: https://www.prefei-
tura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/assistencia_social/Aula%202%20
Lopes%20Calderoni%20Idoso%20na%20fami_lia.pdf. Acesso em: 9 maio 
2024.
https://www.youtube.com/watch?v=cVcgfJEIejU
https://www.youtube.com/watch?v=cVcgfJEIejU
https://www.youtube.com/watch?v=zwmXafptdxo
https://www.youtube.com/watch?v=zwmXafptdxo
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enfermagem.pdf. Acesso em: 23 abr.mais envelhecida é a composição demográfica. No Brasil, seu 
índice atingiu 55,2% em 2022. Isso significa que temos 55,2 pessoas com 65 
anos ou mais para cada 100 crianças de 0 a 14 anos. Em 2010, o índice de 
envelhecimento era inferior, marcado em 30,7%.
Figura 1: População residente no Brasil
Fonte: IBGE, 2022.
#PraTodosVerem: Na imagem, há um gráfico composto dos dados da população 
residente no Brasil ao longo dos anos de 2010 a 2022, separados por idade e sexo.
20
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Tal fato associa-se ao progresso socioeconômico e ao declínio da fecundi-
dade a partir da década de 1960, como resultado das mudanças sociocul-
turais associadas ao crescimento da população urbana e à disponibilidade 
generalizada de métodos contraceptivos. O declínio da fertilidade começou 
a se manifestar de maneira notável inicialmente nas áreas urbanas das 
regiões Sul e Sudeste do Brasil, progredindo para as demais regiões a partir 
de 1970. De acordo com o IBGE, a taxa de fecundidade experimentou uma 
redução significativa, caindo 60% entre 1970 a 2000, atingindo cerca de 2,2 
filhos por mulheres, e no ano de 2020, uma média de 1,65 filhos (IBGE, 2022).
A transição demográfica é a passagem de altas a baixas taxas de mortalidade 
e natalidade, ocorrendo em sincronia com o desenvolvimento econômico. 
À medida que avanços se materializam na urbanização, industrialização, 
expansão e diversificação do consumo, bem como no acesso aos direitos 
fundamentais, como educação, trabalho e proteção social, observa-se uma 
redução consistente nas taxas de mortalidade. Em uma segunda fase desse 
processo, as taxas de fecundidade, ou seja, o número médio de filhos por 
mulher, também experimentam uma diminuição (Braga; Galleguillos, 2014). 
A entrada das mulheres no mercado de trabalho evidencia que aquelas com 
maior tempo de estudo e avanço profissional tendem a ter menos filhos, 
às vezes, menos do que o número desejado. Isso ocorre, principalmente, 
devido às dificuldades em conciliar as demandas do trabalho e as responsa-
bilidades familiares (Lebrão, 2007). 
Atualmente, o Brasil superou as antigas taxas elevadas de mortalidade e 
natalidade, abandonando uma estrutura etária predominantemente jovem, 
passando por um notável declínio do crescimento populacional. O cenário 
demográfico atual revela índices reduzidos tanto de mortalidade quanto 
de natalidade, uma estrutura etária em processo de envelhecimento e uma 
tendência demográfica em direção ao declínio populacional (IBGE, 2022). 
Os fatores subjacentes a esse declínio não se limitam apenas aos indica-
dores de desenvolvimento econômico, mas também estão intrinsicamente 
associados a mudanças institucionais e culturais. Estas viabilizam a dissemi-
nação de novos comportamentos reprodutivos, além de influenciar aspectos 
ligados à vida das mulheres e às dinâmicas de gênero na família e na socie-
dade. Em particular, os determinantes associados à regulação da fecundi-
21
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
dade, notadamente ao acesso a métodos contraceptivos, desempenham 
um papel crucial na realização plena do desejo de prole dentro desse novo 
contexto demográfico (Chaimowicz; Chaimowicz, 2022). 
A ampliação do grupo dos idosos na população do Brasil ocorre de maneira 
intensa, constante e em uma trajetória sem volta. As próximas gerações de 
brasileiros serão compostas de um número menor de pessoas, com fecundi-
dade extremamente baixa; os nascimentos não serão suficientes para frear 
o envelhecimento (Oliveira, 2019). 
As projeções futuras são de que os grupos dos jovens perderão mais espaço, 
enquanto os grupos dos idosos aumentarão suas participações no total da 
população, o que fará emergir uma nova realidade demográfica, jamais 
vivenciada no país, com milhões de idosos que demandarão novos serviços 
(Oliveira, 2019). 
1.1.2 O ENVELHECIMENTO POPULACIONAL BRASILEIRO E AS 
NECESSIDADES DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE
Como descrito anteriormente, a transição epidemiológica refere-se às 
mudanças ocorridas nos padrões de morbidade e mortalidade da popu-
lação, determinadas pelas transformações econômicas, sociais e demográ-
ficas. 
Esse processo caracteriza-se pela maior ocorrência de doenças não transmis-
síveis e causas externas em substituição das doenças transmissíveis; ocorre 
um deslocamento da carga de morbidade e de mortalidade da população 
mais jovem para a população mais idosa, ou seja, como as pessoas vivem 
mais e ficam mais idosas, tendem, com o tempo, a apresentar mais doenças 
crônicas, mudando a situação em que predominava a mortalidade para 
outra, em que há predomínio da morbidade (Braga; Galleguillos, 2014, p. 36)
Isso significa que existe uma relação direta entre as mudanças demográficas 
e a transição epidemiológica: enquanto a expectativa de vida aumenta, as 
pessoas vivem mais, e o número de idosos aumenta, o que determina maior 
número de pessoas com doenças crônicas não transmissíveis (Torres et al., 
2020). 
22
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Essas mudanças geram alterações significativas de utilização dos serviços 
de saúde, portanto, entre os serviços que precisam ser oferecidos, gera-se 
aumento dos gastos, principalmente porque indivíduos portadores de 
doenças crônicas utilizam mais os serviços de saúde, já que essas doenças 
que não têm cura e, depois de instaladas, permanecerão presentes no sujeito 
pelo resto da vida. O envelhecimento da população brasileira leva a novas 
demandas de serviços de saúde e sociais, além de levar à reintrodução de 
algumas doenças, como dengue, febre amarela, hanseníase, tuberculose etc. 
(OPS, 2012; Paula, Rocha, 2019). 
Atualmente, o Brasil apresenta um perfil epidemiológico bastante hetero-
gêneo. Podemos dizer que chega a se dividir em dois – apresenta doenças 
de país em desenvolvimento, assim como também de países desenvolvidos. 
Se, por um, lado busca controlar as doenças transmissíveis e a mortalidade 
infantil, por outro, precisa desenvolver e aplicar estratégias para a efetiva 
prevenção e para o tratamento de doenças crônico-degenerativas e suas 
complicações, como as doenças cardiovasculares e diabetes, além de estabe-
lecer políticas públicas para diminuir os agravos, como violência e acidentes 
(Freitas, 2021). 
São exemplos de doenças em países em desenvolvimento as infecciosas, 
parasitárias, maternas, perinatais e nutricionais: essas causas estão relacio-
nadas às condições de vida e de acesso a serviços e bens essenciais. A falta 
de saneamento básico é determinante no caso de doenças parasitárias; as 
doenças maternas e perinatais estão relacionadas ao parto e ao nascimento 
– a falta de acesso ao pré-natal e a serviços adequados, que atendam na hora 
do parto, determina essa causa. As causas nutricionais estão relacionadas à 
pobreza, à falta de acesso aos alimentos adequados e, muitas vezes, à fome 
(Brasil, 2010). 
Já as doenças consideradas de países desenvolvidos são aquelas não trans-
missíveis: doenças cardiovasculares, neoplasias, doenças do aparelho respi-
ratório, doenças congênitas, diabetes mellitus, doenças endócrinas, entre 
outras. Essas doenças estão relacionadas à organização social e ao modo 
de vida da população, o que inclui a própria exploração do meio ambiente. 
Com a urbanização e o desenvolvimento industrial, as formas de viver foram 
se modificando. Atualmente, as pessoas trabalham muito, gastam muito 
tempo no deslocamento de casa para o trabalho, tendo em vista as grandes 
23
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
cidades, a alimentação ocorre fora de casa e, muitas vezes, com alimentos 
pouco saudáveis – fast foods, por exemplo –, as pessoas não encontram tempo 
para realizar atividades físicas e são bastante influenciadas pela tecnologia, 
que contribui para o sedentarismo, os espaços para lazer são poucos e o 
consumo passou a ser atividade de diversão (Brasil, 2011).
Figura 2: O envelhecimento e suas diversidades
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153
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
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	1 A população idosa brasileira
	1.1 Transição demográfica e epidemiológica: o envelhecimento da população brasileira
	1.1.2 O Envelhecimento Populacional Brasileiro e as Necessidades de Assistência à Saúde
	1.1.3 Envelhecimento Ativo e Atividades de Promoção à Saúde
	1.2 Políticas públicas e sociais à população idosa
	1.2.1 Política Nacional da Pessoa Idosa
	1.2.2 Pacto pela Saúde: Prioridades na Saúde do Idoso
	1.2.3 Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa e Estatuto do Idoso
	Conclusão
	Material Complementar
	2 Alterações fisiológicas do 
envelhecimento
	2.1 Anatomia e fisiologia do envelhecimento
	2.1.1 Conhecendo o processo de envelhecimento humano
	2.1.2 Alterações antropométricas no processo do envelhecimento
	2.2 Teoria do envelhecimento
	2.2.1 Os desafios do envelhecimento
	2.2.2 Instabilidade postural e quedas
	2.2.3 Sexualidade na velhice
	Conclusão
	Material Complementar
	3 Principais Alterações Clínicas nos Idosos
	3.1 Abordagem dos problemas clínicos de idosos
	3.1.1 Iatrogenia e problemas com medicamentos
	3.1.2 Incontinência urinária e fecal
	3.1.3 Alterações no padrão de sono
	3.2 Saúde mental 
	3.2.1 Depressão e ansiedade em idosos
	3.2.2 Demência, confusão mental e doença de Alzheimer
	Conclusão
	Material Complementar
	4 Assistência de Enfermagem ao Paciente Idoso I
	4.1 Assistência de enfermagem ao idoso
	4.1.1 Processo de Enfermagem no cuidado à pessoa idosa
	4.1.2 Consulta de enfermagem ao idoso
	4.1.3 Exame físico no idoso
	4.2 As teorias de Enfermagem na Saúde do Idoso
	4.2.1 Avaliação multidimensional da pessoa idosa
	4.2.2 Escalas para avaliação da saúde do idoso
	Conclusão
	Material Complementar
	5 Assistência de Enfermagem ao Paciente Idoso II
	5.1 Assistência de enfermagem especializada ao idoso I
	5.1.1 Assistência de enfermagem ao idoso com 
alterações cardiovasculares, cerebrovasculares 
e metabólicas: Hipertensão Arterial, Síndrome 
Coronariana Aguda, Insuficiência Cardíaca, Acidente Vascular Encefálico, Trombose Venosa Profunda e Diabetes Melli
	5.1.2 Assistência de enfermagem ao idoso com 
alterações renais: Doença Renal Crônica, Lesão Renal Aguda, Terapias de Substituição Renal
	5.1.3 Assistência de enfermagem ao idoso com 
alterações respiratórias: Tuberculose, Pneumonia e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). 
	5.2 Assistência de enfermagem especializada ao idoso II
	5.2.1 Assistência de enfermagem ao idoso com 
alteração gastrointestinal: Estomas, Hepatites e Cirroses
	5.2.2 Assistência de enfermagem ao idoso com 
alterações hematológicas
	5.2.3 Assistência de enfermagem ao idoso com 
alteraçõesimunológicas
	Conclusão
	Material Complementar
	6 As especificidades da Enfermagem 
Gerontológica
	6.1 Especificidades do idoso I 
	6.1.1 Assistência de enfermagem ao idoso hospitalizado
	6.1.2 Idosos institucionalizados (Instituição de Longa Permanência para Idosos) 
	6.1.3 Atenção domiciliar à pessoa idosa
	6.2 Especificidades do Idoso II 
	6. 2. 1 Calendário vacinal do idoso
	6.2.2 Idoso, família e comunidade 
	Conclusão
	Material Complementar
	ReferênciasA imagem apresenta dez idosos, cinco do sexo feminino e cinco 
do sexo masculino, cada um com suas particularidades, sendo: um idoso na cadeira 
de rodas, uma idosa com andador e um idoso com uso de muleta. Os demais idosos 
aparentam ser saudáveis e sem dificuldade de locomoção.
O papel do enfermeiro é de suma importância nesse cenário, devido ao seu 
envolvimento na identificação das necessidades de cuidados da comuni-
dade e capacitação das pessoas em relação aos processos de saúde e doença 
(Freitas, 2021).
Reflita
As modificações demográficas, epidemiológicas e sociais 
que o Brasil vem sofrendo nas últimas décadas são 
inter-relacionadas. O que esperar nos próximos anos?
O enfermeiro desempenha um papel central no cuidado de indivíduos com 
Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). O aumento da incidência 
dessas condições requer uma abordagem renovada para promover a saúde, 
24
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
visando prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida dos afetados 
por tais doenças (Freitas, 2021).
1.1.3 ENVELHECIMENTO ATIVO E ATIVIDADES DE PROMOÇÃO À 
SAÚDE
O início do envelhecimento é marcado por mudanças biológicas, sociais, 
culturais e físicas. O declínio nas atividades de cada um pode iniciar ou dar 
sinais em diferentes idades, levando em conta o estilo de vida, doenças 
pré-existentes, como diabetes, hipertensão, artrite, e fatores sociais: amor, 
amizade, família. É benéfico adotar um estilo de vida saudável, considerando 
que atividade física, dieta balanceada, ótimas noites de sono, contribuindo 
para o aumento da energia, autoconfiança e disposição refletem na quali-
dade de vida (Carvalho; Duque, 2021).
Senescência é um processo fisiológico, natural e dinâmico, que atinge os 
dois gêneros de forma irreversível, marcado por alterações sociais, bioló-
gicas e psicológicas. Essas alterações biológicas do envelhecimento acon-
tecem independentemente dos atos de vida adotados. O envelhecimento, 
portanto, é considerado um processo normal, universal e com diferenças 
individuais (Cochar-Soares; Delinocente; Dati, 2021). 
A forma de envelhecer depende das escolhas feitas ao longo da vida, ou seja, 
depende dos hábitos do dia a dia adquiridos e do ambiente em que se vive. 
É possível adotar hábitos saudáveis em qualquer idade, e quanto mais cedo, 
maiores as chances de envelhecer com saúde. Viver cada momento e ter um 
objetivo na vida é fundamental. Além disso, cultivar bons relacionamentos e 
estar conectado socialmente é importante para uma vida ativa (Brasil, 2006; 
WHO, 2005). 
A Promoção em Saúde implica garantir a autonomia dos idosos. A auto-
nomia é um processo gradual que envolve a capacidade de tomar decisões 
e ter responsabilidade por um longo período da vida do idoso; os processos 
educativos ajudam a promover um desempenho melhor e devem respeitar 
a liberdade do indivíduo (Stobaus; Lira; Ribeiro, 2018). 
25
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Ter autonomia é criar oportunidades que permitam às pessoas fazerem 
o que valorizam ao longo de suas vidas. Senilidade saudável consiste em 
desenvolver e manter a habilidade funcional, que permite o bem-estar na 
idade avançada. Essa habilidade funcional reflete as capacidades físicas e 
mentais do idoso, além dos ambientes em que ele habita e as maneiras 
como ele interage nesses lugares. É importante criar ambientes facilitadores 
e promover atividades físicas e mentais para, então, manter uma habilidade 
funcional e, consequentemente, alcançar um envelhecimento saudável 
(OPS, 2020). 
Com a independência, o idoso poderá praticar atividades que lhe agradem 
naturalmente. Ter competência para andar sozinho pode resultar na inte-
ração entre as capacidades físicas e mentais do idoso. Promover e manter 
habilidade funcional é essencial para um envelhecimento saudável e deve 
ser uma meta prioritária da saúde pública (Rodrigues, 2019). 
A melhor idade está associada à vida ativa ou produtiva, que proporciona 
novas experiências. É preciso ter uma participação ativa na sociedade, 
respeitando a política nacional do idoso. Nesse sentido, a Política Nacional 
do Idoso e o Estatuto do Idoso proporcionam uma transição saudável para 
a aposentadoria, incluindo programas de preparação para esse período, 
pois muitas pessoas nessa faixa etária se sentem despreparadas para essa 
etapa da vida, após a aposentadoria, devido à perda de relações sociais e 
problemas de saúde. O suporte familiar é essencial para que essa transição 
seja tranquila, bem como a presença de uma rede de apoio na comunidade 
em que o idoso está inserido (Brasil, 2007).
26
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Figura 3: Década do Envelhecimento Saudável
Fonte: Sociedade Brasileira de Gerontologia e Geriatria, 2020.
#PraTodosVerem: Na imagem, temos seis idosos, sendo três do sexo feminino 
e três do sexo feminino, todos sorrindo, felizes, e fazendo sinal de “joia”, indicativo 
de vida saudável e feliz.
Os cuidados específicos do enfermeiro são prestados durante a consulta de 
enfermagem, cujo foco principal reside em oferecer orientações para o enve-
lhecimento saudável e a prevenção de DCNTs. Essas condutas abrangem 
uma variedade de aspectos, incluindo a adoção de uma dieta balanceada, 
a redução do consumo de sódio e álcool, a gestão do estresse, a cessação 
do tabagismo e a promoção de atividades físicas. Tais orientações desem-
penham um papel fundamental no controle dos fatores de risco de adoeci-
mento (Rabelo et al., 2019).
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Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Saiba Mais
Você sabia que a Organização Pan-Americana de Saúde 
laçou a campanha “Década do Envelhecimento Saudável 
(2020-2030)”? Saiba mais na página a seguir: 
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DE SAÚDE (OPS). 
Década do Envelhecimento Saudável (2021-2030). Dispo-
nível em: https://www.paho.org/pt/decada-do-envelheci-
mento-saudavel-nas-americas-2021-2030. Acesso em: 19 
mar. 2024.
É essencial compreender a condição de saúde dos idosos, juntamente com 
as medidas preventivas e de tratamento, visando diminuir a mortalidade e, 
consequentemente, melhorar a qualidade de vida dessa população. Nesse 
sentido, o papel do profissional de enfermagem é essencial.
1.2 POLÍTICAS PÚBLICAS E SOCIAIS À POPULAÇÃO 
IDOSA
Como explicado anteriormente, a transição demográfica é um fenômeno 
irreversível. O século XXI apresentará um cenário demográfico com baixas 
taxas de mortalidade e de natalidade, alta esperança de vida ao nascer, 
poucos filhos por mulher e uma estrutura etária envelhecida, tendo uma 
população com grande proporção de idosos (Escorsim, 2021).
Como resultado, revelam-se três questões principais, que podem ser vistas a 
seguir (Mrejen; Nunes; Giacomin, 2023). 
1. A população brasileira está envelhecendo rapidamente, o que traz 
inúmeros desafios na área da saúde. A composição da carga de doenças 
varia com a idade: entre idosos, ganham relevância doenças respiratórias 
(crônicas e infecciosas), doenças neurológicas e doenças cardiovasculares. 
2. As condições de saúde da população pioram com a idade: aumentam as 
limitações funcionais e o diagnóstico de Doenças Crônicas Não Transmis-
síveis (DCNTs), piora o estado de saúde reportado e diminui a frequência 
https://www.paho.org/pt/decada-do-envelhecimento-saudavel-nas-americas-2021-2030
https://www.paho.org/pt/decada-do-envelhecimento-saudavel-nas-americas-2021-2030
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Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
de atividade física. Ao mesmo tempo, aumenta a utilização de serviços 
de saúde de forma marcada ao redor dos 75 anos de idade, quando há 
um salto nas probabilidades de uma pessoa idosa ser hospitalizada ou de 
precisar de cuidados emergenciais no domicílio. As desigualdades socio-
econômicas nas condições de saúde e na utilização de serviços da popu-
lação idosas são muito relevantes: para quase todas as dimensões anali-
sadas, existe um gradiente persistente indicando que idosos das faixas 
de menor renda apresentam pior saúde do que os dasfaixas de maior 
renda, e idosos do quintil de menor renda apresentam maiores probabili-
dades de requererem cuidados emergenciais no domicílio. Essa situação 
reforça a necessidade de uma atuação intersetorial com as políticas de 
assistência social, que não devem estar restritas à transferência de renda.
3. O envelhecimento populacional se espelha em mudanças nos arranjos 
familiares brasileiros e isso pode ter consequências para membros da 
família que estão em idade ativa, principalmente mulheres. Entre 1998 
e 2019, aumentou o percentual de domicílios no Brasil em que residem 
idosos, assim como o percentual de idosos residindo em domicílios exclu-
sivamente de idosos. E, como as limitações funcionais aumentam com o 
envelhecimento, aumenta também a proporção de idosos necessitando 
de ajuda para realizar atividades da vida diária. 
A legislação brasileira assegura determinados direitos para a população de 
60 anos ou mais. Para comprovar a idade, basta apresentar um documento 
que contenha foto, como Carteira de Identidade ou Carteira de Habilitação 
(Brasil, 2005).
Política Nacional do Idoso
Lei nº 8.842, de 4 de janeiro de 1994
Estatuto do Idoso
Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003
(A Lei nº 13.466, de 12 de julho de 2017, altera os arts. 3º, 15 e 71 do Estatuto do Idoso, 
assegurando, entre os idosos, prioridade especial aos maiores de 80 anos)
Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa
Portaria de Consolidação GM/MS nº 2, anexo I do anexo XI, de 28 de setembro de 2017
Quadro 1: Políticas Públicas na Saúde do Idoso
29
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Fonte: Brasil, 2018.
#PraTodosVerem: A imagem apresenta um quadro com as 
Políticas Públicas na Saúde do Idoso vigentes no Brasil.
Nesse contexto, a atuação do Estado por meio de políticas públicas torna-se 
crucial para assegurar os direitos da população idosa, especialmente ao 
prover as condições necessárias para preservar a qualidade de vida dessas 
pessoas.
Atenção
A fim de fomentar o envelhecimento ativo em longo prazo, 
é necessário que haja um planejamento estruturado, com 
passos do que deve ser feito. Pensando nisso, foi criado o 
plano para a “Década do Envelhecimento Saudável 2020-
2030”, pela Estratégia Global da Organização Mundial da 
Saúde (OMS) sobre envelhecimento saudável.
Tais políticas devem também orientar as ações dos profissionais da saúde, 
promovendo medidas específicas de proteção e cuidado voltadas para a 
terceira idade.
1.2.1 POLÍTICA NACIONAL DA PESSOA IDOSA
Em 1994, sob a Lei n. 8.842, de 4 de janeiro de 1994, foi criada a Política 
Nacional da Pessoa Idosa. Em 2010, foi reimpressa, e dispõe sobre a política 
nacional do idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e dá outras providên-
cias.
Artigo 1º - A política nacional do idoso tem por objetivo assegurar 
os direitos sociais do idoso, criando condições para promover sua 
autonomia, integração e participação efetiva na sociedade.
Artigo 2º - Considera-se idoso, para os efeitos desta Lei, a pessoa 
maior de sessenta anos de idade (Brasil, 2010). 
30
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Sua principal contribuição foi estabelecer prioridades na garantia dos direitos 
dos idosos, enumerando uma série de benefícios. 
Essas prioridades incluem: acesso preferencial em relação a outras faixas 
etárias; prioridade legal na implementação de ações sociais direcionadas 
aos idosos; alocação privilegiada de recursos públicos; oportunidades de 
participação e convívio; preferência pelo cuidado dentro do núcleo familiar, 
exceto em casos em que a família não tenha condições adequadas de prover 
esse cuidado, seja por falta de recursos ou outros motivos; oferta de serviços 
especializados em geriatria e gerontologia; orientação sobre o processo de 
envelhecimento, abordando os aspectos biológicos, psicológicos e sociais; 
e facilitação do acesso aos serviços de saúde e assistência social, de prefe-
rência dentro da comunidade onde o idoso reside (Boas, 2015). 
Veja os princípios dessa política: 
Artigo 3° - A política nacional do idoso reger-se-á pelos seguintes 
princípios:
I - a família, a sociedade e o estado têm o dever de assegurar ao 
idoso todos os direitos da cidadania, garantindo sua participação 
na comunidade, defendendo sua dignidade, bem-estar e o direito 
à vida;
II - o processo de envelhecimento diz respeito à sociedade em geral, 
devendo ser objeto de conhecimento e informação para todos;
III - o idoso não deve sofrer discriminação de qualquer natureza;
IV - o idoso deve ser o principal agente e o destinatário das transfor-
mações a serem efetivadas através desta política;
V - as diferenças econômicas, sociais, regionais e, particularmente, 
as contradições entre o meio rural e o urbano do Brasil deverão ser 
observadas pelos poderes públicos e pela sociedade em geral, na 
aplicação desta Lei (Brasil, 2010).
Já as diretrizes da lei são: 
 Art. 4º Constituem diretrizes da política nacional do idoso:
31
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
 I - viabilização de formas alternativas de participação, ocupação 
e convívio do idoso, que proporcionem sua integração às demais 
gerações;
 II - participação do idoso, através de suas organizações represen-
tativas, na formulação, implementação e avaliação das políticas, 
planos, programas e projetos a serem desenvolvidos;
 III - priorização do atendimento ao idoso através de suas próprias 
famílias, em detrimento do atendimento asilar, à exceção dos idosos 
que não possuam condições que garantam sua própria sobrevi-
vência;
 IV - descentralização político-administrativa;
 V - capacitação e reciclagem dos recursos humanos nas áreas de 
geriatria e gerontologia e na prestação de serviços;
 VI - implementação de sistema de informações que permita a divul-
gação da política, dos serviços oferecidos, dos planos, programas e 
projetos em cada nível de governo;
 VII - estabelecimento de mecanismos que favoreçam a divulgação 
de informações de caráter educativo sobre os aspectos biopsicosso-
ciais do envelhecimento;
 VIII - priorização do atendimento ao idoso em órgãos públicos 
e privados prestadores de serviços, quando desabrigados e sem 
família;
 IX - apoio a estudos e pesquisas sobre as questões relativas ao enve-
lhecimento (Brasil, 2010). 
O direito ao envelhecimento é intrinsecamente pessoal e sua proteção é 
um direito social fundamental. Cabe ao Estado assegurar à pessoa idosa a 
proteção à vida e à saúde, por meio da implementação de políticas públicas 
que promovam um envelhecimento saudável e digno.
32
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
1.2.2 PACTO PELA SAÚDE: PRIORIDADES NA SAÚDE DO IDOSO
O pacto pela vida é o compromisso entre os gestores do Sistema Único de 
Saúde (SUS) em torno de prioridades que apresentam impacto sobre a situ-
ação de saúde da população brasileira (Brasil, 2006). 
A definição de prioridades deve ser estabelecida por meio de metas nacio-
nais, estaduais, regionais ou municipais. Prioridades estaduais ou regionais 
podem ser agregadas às prioridades nacionais, conforme pactuação local. 
Os estados, a região ou o município devem pactuar as ações necessárias 
para o alcance das metas e dos objetivos propostos (Brasil, 2006). 
São seis as prioridades pactuadas:
• saúde do idoso;
• controle do câncer de colo de útero e de mama;
• redução da mortalidade infantil e materna;
• fortalecimento da capacidade de respostas às doenças emergentes e 
endemias, com ênfase em dengue, hanseníase, tuberculose, malária e 
influenza;
• promoção da saúde;
• fortalecimento da atenção básica.
Saúde do Idoso
Para efeitos desse pacto, será considerada idosa a pessoa com 60 anos ou 
mais. O trabalho na área deve seguir as seguintes diretrizes (Brasil, 2006):
Diretrizes:
• Prom oção do envelhecimento ativo e saudável.
• Atenção integral e integrada à saúde da pessoa idosa.
• Estímulo às ações intersetoriais, visando à integralidade da atenção.
• Implantação de serviços de atenção domiciliar.
33
Assistência deEnfermagem na Saúde do Idoso
• Acolhimento preferencial em unidades de saúde, respeitado o critério de 
risco.
• Provimento de recursos capazes de assegurar qualidade da atenção à 
saúde da pessoa idosa.
• Fortalecimento da participação social.
• Formação e educação permanente dos profissionais de saúde do SUS na 
área de saúde da pessoa idosa.
• Divulgação e informação sobre a Política Nacional de Saúde da Pessoa 
Idosa para profissionais de saúde, gestores e usuários do SUS.
• Promoção de cooperação nacional e internacional das experiências na 
atenção à saúde da pessoa idosa.
• Apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas.
Ações estratégicas
• Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa – Instrumento de cidadania com 
informações relevantes sobre a saúde da pessoa idosa, possibilitando um 
melhor acompanhamento por parte dos profissionais de saúde.
• Manual de Atenção Básica e Saúde para a Pessoa Idosa – Para indução 
de ações de saúde, tendo por referência as diretrizes contidas na Política 
Nacional de Saúde da Pessoa Idosa.
• Programa de Educação Permanente à Distância – Implementação de 
programa de educação permanente na área do envelhecimento e saúde 
do idoso, voltado para profissionais que trabalham na rede de atenção 
básica em saúde, contemplando os conteúdos específicos das repercus-
sões do processo de envelhecimento populacional para a saúde indivi-
dual e para a gestão dos serviços de saúde.
• Acolhimento – Reorganizar o processo de acolhimento à pessoa idosa 
nas unidades de saúde, como uma das estratégias de enfrentamento das 
dificuldades atuais de acesso.
34
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
• Assistência Farmacêutica – Desenvolver ações que visem a qualificar a 
dispensação e o acesso da população idosa.
• Atenção Diferenciada na Internação – Instituir avaliação geriátrica global 
realizada por equipe multidisciplinar, a toda pessoa idosa internada em 
hospital que tenha aderido ao Programa de Atenção Domiciliar.
• Atenção Domiciliar – Instituir esta modalidade de prestação de serviços 
ao idoso, valorizando o efeito favorável do ambiente familiar no processo 
de recuperação de pacientes e os benefícios adicionais para o cidadão e 
o sistema de saúde.
O novo paradigma sobre o envelhecimento enfatiza uma perspectiva posi-
tiva, na qual a velhice é vista não apenas como um período de declínio, mas 
também como uma fase de crescimento (Escorsim, 2021).
Curiosidade
A fim de fomentar o envelhecimento ativo a longo prazo, 
é necessário que haja um planejamento estruturado com 
passos do que deve ser feito. Pensando nisso, foi criado o 
plano para a Década do Envelhecimento Saudável 2020-
2030, pela Estratégia Global da OMS sobre envelhecimento 
e saúde.
Durante essa etapa da vida, existem chances de vivenciar experiências signi-
ficativas, desfrutar de estabilidade e aproveitar oportunidades que possam 
contribuir de forma construtiva para o processo de envelhecimento. Essa 
abordagem valoriza o desenvolvimento psicológico ao longo do enve-
lhecimento, reconhecendo seu potencial transformador e enriquecedor 
(Escorsim, 2021).
35
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
1.2.3 CADERNETA DE SAÚDE DA PESSOA IDOSA E ESTATUTO DO 
IDOSO
O Ministério da Saúde compreende o envelhecimento populacional como 
uma conquista e um triunfo da humanidade no século XX, mas reconhece 
que existem muitos desafios para que o envelhecimento aconteça com quali-
dade de vida. No campo das políticas e dos programas dirigidos à população 
idosa, o desafio é contemplar seus direitos, preferências e necessidades, para 
a manutenção e melhoria de sua capacidade funcional, garantindo atenção 
integral à sua saúde (Brasil, 2018; Boas, 2015). 
A Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa integra um conjunto de iniciativas 
que tem por objetivo qualificar a atenção ofertada às pessoas idosas no 
Sistema Único de Saúde. É um instrumento proposto para auxiliar no bom 
manejo da saúde da pessoa idosa, sendo usado tanto pelas equipes de 
saúde quanto pelos idosos, por seus familiares e cuidadores. É muito impor-
tante que seu preenchimento se dê por meio de informações cedidas pela 
pessoa idosa, por seus familiares e/ou cuidadores, a fim de compor o Plano 
de Cuidado, a ser construído em conjunto com os profissionais de saúde 
(Barsano et al., 2014). 
A Caderneta permitirá o registro e o acompanhamento, pelo período de 
cinco anos, de informações sobre dados pessoais, sociais e familiares da 
pessoa idosa, sobre suas condições de saúde e seus hábitos de vida, identi-
ficando suas vulnerabilidades, além de ofertar orientações para seu autocui-
dado (Brasil, 2018). 
Veja, a seguir, o que diz o Estatuto do Idoso.
LEI N. 10.741, DE 1º DE OUTUBRO DE 2003- Dispõe sobre o Esta-
tuto do Idoso e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚ-
BLICA. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono 
a seguinte Lei: (Boas, 2015, p. 1)
TÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
36
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Art. 1.º É instituído o Estatuto do Idoso, destinado a regular os 
direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 
(sessenta) anos.
 Art. 2.º O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes 
à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata 
esta Lei, assegurando-se-lhe, por lei ou por outros meios, todas as 
oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde física e 
mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, 
em condições de liberdade e dignidade.
 Art. 3.º É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do 
Poder Público
assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a
efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à 
cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à 
dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária (Brasil, 
2003).
37
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
CONCLUSÃO
É crucial compreender que o mundo está atualmente atravessando uma 
transição demográfica e epidemiológica, e o Brasil está inserido nesse 
contexto dinâmico. 
Devido à diversidade populacional brasileira, enfrentamos não apenas desa-
fios de saúde típicos de países desenvolvidos, mas também lidamos com 
questões características de nações em desenvolvimento.
 Ao longo das últimas décadas, observamos um envelhecimento contínuo 
da população, e essa tendência não apenas persistirá, mas também se inten-
sificará nos próximos anos. 
Diante desse panorama, é inevitável que a composição demográfica do 
país seja majoritariamente de pessoas idosas. Portanto, é imperativo que 
essa complexa questão seja minuciosamente estudada e analisada, visando 
explorar novas abordagens para o envelhecimento. 
A reformulação das Políticas Públicas se mostra indispensável para assegurar 
integralmente os direitos das pessoas idosas em todas as suas dimensões.
38
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
MATERIAL COMPLEMENTAR
Para saber mais sobre este tema, leia os artigos a seguir.
1. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DE SAÚDE (OPAS). Série A. Década do 
Envelhecimento Saudável nas Américas: Situação e Desafios. 17 abr. 
2023. Disponível em: https://www.paho.org/pt/serie-decada-do-envelhe-
cimento-saudavel-nas-americas-situacao-e-desafios. Acesso em: 19 
mar. 2024.
2. ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE (OPAS). Década do Enve-
lhecimento Saudável 2020-2030. 2020. Disponível em: https://iris.paho.
org/handle/10665.2/52902. Acesso em: 19 mar. 2024.
3. FUNDO DE POPULAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (UNFPA). Fecundidade 
e Dinâmica da População Brasileira. Brasília, dez. 2018. Disponível em: 
https://brazil.unfpa.org/sites/default/files/pub-pdf/swop_brasil_web.pdf. 
Acesso em: 19 mar. 2024.
4. MREJEN, M.; NUNES, L.; GIACOMIN, K. Envelhecimento populacional 
e saúde dos idosos: o Brasil está preparado? Estudo Institucional n. 10. 
Instituto de Estudos para Políticas de Saúde, São Paulo, 2023. Dispo-
nível em: https://ieps.org.br/wp-content/uploads/2023/01/Estudo_Institu-cional_IEPS_10.pdf. Acesso em: 19 mar. 2024.
5. IBGE registra queda da taxa de natalidade no Brasil. Jornal da USP, São 
Paulo, 22 mar. 2023. Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/ibge-
-registra-queda-da-taxa-de-natalidade-no-brasil/. Acesso em: 19 mar. 
2024.
https://www.paho.org/pt/serie-decada-do-envelhecimento-saudavel-nas-americas-situacao-e-desafios
https://www.paho.org/pt/serie-decada-do-envelhecimento-saudavel-nas-americas-situacao-e-desafios
https://iris.paho.org/handle/10665.2/52902
https://iris.paho.org/handle/10665.2/52902
https://brazil.unfpa.org/sites/default/files/pub-pdf/swop_brasil_web.pdf
https://ieps.org.br/wp-content/uploads/2023/01/Estudo_Institucional_IEPS_10.pdf
https://ieps.org.br/wp-content/uploads/2023/01/Estudo_Institucional_IEPS_10.pdf
https://jornal.usp.br/radio-usp/ibge-registra-queda-da-taxa-de-natalidade-no-brasil/
https://jornal.usp.br/radio-usp/ibge-registra-queda-da-taxa-de-natalidade-no-brasil/
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
39
OBJETIVOS
Ao final desta unidade, esperamos que possa:
Descrever as principais alterações anatô-
micas e fisiológicas do processo de enve-
lhecimento.
Compreender o processo fisiológico do 
envelhecimento.
UNIDADE 2
40
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
2 ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DO 
ENVELHECIMENTO
Todos os seres humanos, como parte do ciclo da vida, passam por diversas 
fases desde o nascimento até a morte. Durante esse percurso, experiências 
tanto positivas quanto negativas são vivenciadas, contribuindo para a cons-
trução da história de cada indivíduo (Barsano et al., 2024). 
O envelhecimento é um fenômeno que afeta todas as pessoas. Trata-se 
de um processo dinâmico, progressivo e irreversível, intimamente ligado a 
fatores biológicos, psicológicos e sociais (Fechine; Trompieri, 2012). 
 Além disso, o envelhecimento é entendido como um processo natural 
de gradual diminuição da reserva funcional dos indivíduos, conhecido como 
senescência. Em condições normais, esse processo não costuma acarretar 
problemas significativos (Brasil, 2006). 
 No entanto, deve-se compreender que o envelhecimento humano 
pode levar a uma série de alterações no organismo, as quais podem compro-
meter diversas capacidades dos idosos. 
Os déficits cognitivos, por exemplo, exercem um impacto significativo em 
todos os aspectos da vida, podendo dificultar o desempenho em atividades 
básicas e instrumentais do cotidiano, bem como nas áreas de lazer e trabalho 
(WHO, 2005). 
2.1 ANATOMIA E FISIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
O envelhecimento biológico é um processo gradual que traz consigo 
mudanças nas funções do organismo, tornando o indivíduo menos adap-
tável ao ambiente e mais suscetível a doenças. É importante destacar que 
envelhecer não é necessariamente associado a doenças, podendo ocorrer 
naturalmente (Barsano et al., 2014; Berlezi, 2019). 
41
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Envelhecer de maneira natural significa aceitar e lidar com as limitações 
que surgem com o passar dos anos, mantendo-se ativo e saudável ao longo 
do tempo. Esse tipo de envelhecimento é o que chamamos de senescência 
(Barsano et al., 2014). 
O processo de envelhecimento pode variar consideravelmente de uma 
pessoa para outra, sendo mais gradual em alguns e mais acelerado em 
outros. Essa diversidade de ritmo está diretamente ligada a uma série de 
fatores, incluindo estilo de vida, condições socioeconômicas e presença de 
doenças crônicas (Fechine; Trompieri, 2012). 
2.1.1 CONHECENDO O PROCESSO DE ENVELHECIMENTO 
HUMANO
O envelhecimento pode ser compreendido em diferentes dimensões: bioló-
gica, relacionada aos aspectos moleculares, celulares, teciduais e orgânicos 
do indivíduo; e psíquica, que engloba os aspectos cognitivos e psicoafetivos, 
influenciando na personalidade e no bem-estar emocional da pessoa (Brasil, 
2006). 
Abordar o envelhecimento é abrir espaço para uma ampla gama de interpre-
tações, que se entrelaçam com o cotidiano e perspectivas culturais variadas.
• Composição corporal
À medida que envelhecemos, ocorrem diversas mudanças no corpo humano. 
A quantidade total de água diminui, enquanto a gordura, especialmente na 
região abdominal, aumenta. Os órgãos internos tendem a perder peso, exceto 
o coração que, devido ao processo natural de envelhecimento, aumenta de 
tamanho (Miranda, 2023).
Além disso, a altura do indivíduo tende a diminuir, influenciada pela redução 
do arco dos pés, o afinamento das cartilagens, a curvatura da coluna e as 
alterações nos discos intervertebrais (Miranda, 2023). 
A cavidade torácica expande-se devido ao esforço respiratório aumentado e 
à perda de elasticidade pulmonar. Ademais, algumas características faciais 
42
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
típicas do idoso, como o aumento do nariz, do crânio e das orelhas, tornam-se 
mais evidentes (Miranda, 2023).
• Pele
O envelhecimento normal da pele acarreta atrofia, perda de elasticidade e 
comprometimento das funções metabólicas e de reparação. Esse processo 
resulta em pele mais fina, com menor vascularização e capacidade biossin-
tética dos fibroblastos, tornando-a mais suscetível a lesões e cicatrizações 
mais lentas (Miranda, 2023; Mesa-Arango; Muñoz; Sanclemente, 2016). 
A xerose, ou pele seca, ocorre devido à perda de ondulações na junção 
dermoepidérmica, diminuindo a eficiência da função de barreira cutânea. 
As mudanças na composição celular epidérmica levam a uma redução de 
50% no crescimento das unhas, além da diminuição na atividade das glân-
dulas sudoríparas e sebáceas. Ademais, o colágeno pode diminuir em até 
75% com o avançar da idade (Miranda, 2023; Mesa-Arango; Muñoz; Sancle-
mente, 2016).
Figura 1: Admirando a vida
Fonte: Bonsales, Shutterstock, 2024.
#PraTodosVerem: Na imagem, há um idoso do sexo masculino se olhando no 
espelho, com a mão no queixo, observando suas mudanças na face.
43
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
• Alterações sensoriais 
• Olhos
À medida que envelhecemos, os olhos passam por transformações signifi-
cativas. Os tecidos ao redor da órbita diminuem, afetando a aparência e a 
funcionalidade dos olhos. Além disso, as glândulas lacrimais têm sua função 
reduzida, levando a uma diminuição na produção de lágrimas. A íris se torna 
menos flexível, resultando em uma pupila menor e com uma resposta mais 
lenta a estímulos visuais. A retina também sofre alterações, tornando-se mais 
fina e afetando a percepção visual. A elasticidade da lente diminui, exigindo 
uma maior distância focal para focar objetos próximos (Brasil, 2023). 
Adicionalmente, os olhos mais velhos têm uma capacidade de adaptação 
mais lenta às mudanças na iluminação, experimentando uma redução na 
sensibilidade ao contraste e uma maior dispersão da luz, o que pode tornar 
o idoso mais sensível ao brilho (Garcia et al., 2021). 
• Audição
Mudanças decorrentes do envelhecimento afetam o sistema auditivo, resul-
tando em uma redução na capacidade de ouvir sons de alta frequência e 
dificuldade no reconhecimento da fala, especialmente em ambientes baru-
lhentos. O canal auditivo externo também sofre alterações, com as paredes 
tornando-se mais finas e o cerume mais seco e persistente. Essas transforma-
ções podem levar ao isolamento social e aumentar o risco de delírio durante 
internações hospitalares (Miranda, 2023).
• Paladar e olfato
À medida que envelhecemos, a quantidade de papilas gustativas diminui, 
o que pode ter um efeito sutil na nossa percepção do sabor. Entretanto, a 
perda do paladar em pessoas idosas está principalmente associada à dimi-
nuição do olfato. Essa redução tanto no paladar quanto no olfato pode levar 
a uma diminuição do prazer ao comer e à dificuldade em distinguir dife-
rentes sabores dos alimentos (Garcia et al., 2021).
44
Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Reflita
Você já considerou a profundidade do envelhecimento e 
suas implicações? Pense sobre isso.
• Alterações musculoesqueléticas (músculos e ossos)
Com o avançar daidade, ocorre uma redução na quantidade de ossos 
saudáveis, resultando em uma diminuição gradual e progressiva da massa 
óssea. Isso leva a uma fragilidade óssea, tornando os ossos mais suscetíveis 
a fraturas (Duran-Badillo et al., 2020). 
À medida que envelhecemos, observamos mudanças significativas na 
postura, com uma tendência a curvar-se devido à diminuição da altura das 
vértebras da coluna. Além disso, o padrão de caminhada também se altera, 
com o equilíbrio tornando-se mais difícil, e os passos, mais curtos (Barsano 
et al., 2014). 
Os músculos, por sua vez, sofrem com a perda de massa muscular, o que os 
torna mais frágeis e atrofiados, resultando em uma redução da flexibilidade 
e resistência mesmo diante de esforços físicos mínimos. Adicionalmente, há 
uma deterioração progressiva da cartilagem das articulações, contribuindo 
para a dificuldade de movimentação e aumento do desconforto físico 
(Duran-Badillo et al., 2020). 
• Alterações respiratórias
Conforme envelhecemos, a capacidade respiratória é afetada pela perda de 
elasticidade na caixa torácica. As costelas e os músculos tornam-se mais 
rígidos, e os músculos respiratórios podem atrofiar, resultando em uma 
tosse menos eficaz e com mais demanda dos músculos do diafragma e 
abdominais. Isso, por sua vez, leva a uma redução na capacidade respira-
tória e na força dos músculos respiratórios, além do aumento do espaço 
morto e anatômico no pulmão dentro da cavidade torácica. A diminuição 
na capacidade de ventilação (tanto na inspiração quanto na expiração) e a 
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Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
redução do débito cardíaco tornam a prática de exercícios e algumas ativi-
dades do dia a dia mais desafiadoras (Neder; Berton; O’Donnell, 2022). 
• Alterações digestivas
Com o avançar da idade, ocorrem diversas mudanças no corpo. O pâncreas 
produz menos insulina, resultando em níveis elevados de glicose no sangue. A 
mucosa do estômago diminui, afetando a digestão e a absorção de algumas 
vitaminas. Além disso, há uma redução na produção de substâncias como 
prostaglandina, pepsina, fator intrínseco (B12), muco e bicarbonato de 
sódio, aumentando o risco de infecções bacterianas e fúngicas. A motilidade 
intestinal diminui, levando à constipação, e a capacidade de absorção de 
cálcio e vitaminas B6 e B12 é prejudicada. O fluxo sanguíneo para o fígado 
também diminui, afetando o metabolismo de diversos medicamentos. Por 
fim, há uma diminuição na secreção de albumina, glicoproteínas, colesterol 
e ácidos biliares (Miranda, 2023).
• Alterações geniturinárias 
Com o avançar da idade, a função dos rins é afetada pela diminuição da 
massa renal, resultando em uma menor capacidade de filtragem sanguínea 
e eliminação de certos medicamentos pela urina. Isso pode levar a uma 
redução na produção de urina e afetar o tônus muscular nos ureteres, bexiga 
e músculo perineal (assoalho pélvico) (Barsano et al., 2014). 
• Alterações cardíacas
Observam-se mudanças discretas no lado direito do coração durante o 
envelhecimento. Embora o volume do átrio direito aumente levemente, o 
fluxo sanguíneo sistólico médio e máximo nas veias cavas superior e infe-
rior diminuem com a idade. Por outro lado, o ventrículo esquerdo torna-se 
mais rígido e hipertrofiado. No caso de idosos, a hipertensão arterial pode 
se manifestar como uma elevação isolada ou predominantemente sistólica 
(Mikael et al., 2017).
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Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Figura 2: Marcas do envelhecimento
Fonte: fizkes, Shutterstock, 2024.
#PraTodosVerem: A imagem mostra uma senhora de cabelos brancos 
olhando para o horizonte, com a cabeça levemente lateralizada, e com suas 
mãos apoiadas em sua bengala.
O reconhecimento das alterações fisiológicas do envelhecimento é crucial 
para que o enfermeiro possa oferecer cuidados personalizados e preventivos 
aos idosos. Essa compreensão permite a identificação precoce de problemas 
de saúde, a promoção da autonomia e qualidade de vida, além de garantir 
intervenções adequadas e uma abordagem holística no cuidado ao paciente 
idoso.
2.1.2 ALTERAÇÕES ANTROPOMÉTRICAS NO PROCESSO DO 
ENVELHECIMENTO
A senescência está ligada a alterações na composição corporal, como a dimi-
nuição do tecido muscular e ósseo e o aumento do tecido adiposo, além 
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Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
de sua redistribuição. A perda de massa muscular resulta em uma redução 
na taxa metabólica basal, aumentando a propensão ao ganho de peso e 
ao desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, independen-
temente de idade, sexo ou composição corporal (Brasil, 2023; Brunner; 
Suddarth, 2015). 
A diminuição da massa muscular e o aumento da gordura corporal aumentam 
significativamente o risco de mortalidade e têm efeitos adversos na saúde e 
na qualidade de vida. Essas mudanças estão associadas ao declínio na velo-
cidade de locomoção e na capacidade funcional, bem como a uma maior 
incidência de quedas, fragilidade e doenças crônicas não transmissíveis 
(Assumpção et al., 2022). 
Durante o envelhecimento, a ativação do sistema imunológico inato desen-
cadeia um processo inflamatório crônico de baixo grau, conhecido como 
“inflammaging”. Esse processo acelera o desenvolvimento de doenças 
crônicas e contribui para a perda de massa muscular (Assumpção et al., 
2022).
Saiba Mais
Como é envelhecer? Assista ao vídeo a seguir e descubra! 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=hJ8M-
B05jOOs. Acesso em: 28 mar. 2024.
Para a avaliação antropométrica, existem vários indicadores amplamente 
utilizados, práticos, de baixo custo e com boa confiabilidade. Entre eles, 
estão o Índice de Massa Corporal (IMC), a Circunferência da Cintura (CC) e a 
Razão Cintura-Quadril (RCQ). (Conceição; Andrade; Menezes, 2022). 
2.2 TEORIA DO ENVELHECIMENTO
Ao longo do tempo, têm surgido diversas tentativas de explicar o processo 
de envelhecimento por meio da formulação de várias hipóteses, que deram 
https://www.youtube.com/watch?v=hJ8MB05jOOs
https://www.youtube.com/watch?v=hJ8MB05jOOs
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Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
origem a várias teorias, divididas em categorias biológicas, sociais e psicoló-
gicas. Essas teorias buscam lançar luz sobre os mecanismos subjacentes ao 
envelhecimento humano (Braga; Galleguillos, 2014).
Quadro 1: Florence Nightingale e a lâmpada tradicional
Fonte: Nascimento, 2020.
#PraTodosVerem: Na imagem, há um organograma com a divisão das quatro 
teorias do envelhecimento no topo, e abaixo de cada divisão, os nomes das teorias 
que se aplicam a cada uma delas.
• Teorias biológicas
Nessas teorias, a estrutura complexa das células pode ser comprometida por 
diversos estresses, como aqueles originados por vírus, radicais livres, hidrólise 
espontânea, traumas, radiações ou variações de temperatura. Esses fatores, 
provenientes do ambiente ou de processos metabólicos internos, resultam 
em instabilidade molecular, afetando a integridade da informação contida 
em moléculas cruciais (Braga; Galleguillos, 2014).
O quadro a seguir apresenta as teorias biológicas. 
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Assistência de Enfermagem na Saúde do Idoso
Teoria da 
Exaustão ou 
Teoria dos 
Radicais Livres
A Teoria da Exaustão ou Teoria dos Radicais Livres propõe que 
o envelhecimento é causado pelo acúmulo de danos celulares 
provocados pela ação dos radicais livres, moléculas altamente 
reativas que podem danificar o DNA, as proteínas e os lipídios das 
células. Com o passar do tempo, esse dano acumulado contribui 
para o declínio da função celular e, consequentemente, para o 
processo de envelhecimento. Essa teoria enfatiza a importância 
da redução do estresse oxidativo e do reforço dos mecanismos 
de defesa antioxidante para desacelerar o envelhecimento e 
promover uma vida saudável e prolongada.
Teoria 
Imunológica
A Teoria Imunológica do envelhecimento sugere que o declínio 
gradual do sistema imunológico ao longo do tempo contribui 
para o envelhecimento. À medida que envelhecemos, o sistema 
imunológicose torna menos eficiente na identificação e na 
eliminação de células danificadas ou patógenos, o que aumenta 
a suscetibilidade a doenças e reduz a capacidade de resposta a 
novos desafios. Esse declínio na função imunológica pode levar a 
um estado de inflamação crônica, que por sua vez está associado a 
várias doenças relacionadas à idade.
Teoria do Erro
Baseada nas alterações que ocorrem na estrutura do ácido 
desoxirribonucleico (DNA) na senescência, as quais acarretam erros 
que serão transmitidos para o ácido ribonucleico (RNA) mensageiro, 
levando ao desenvolvimento de enzimas de defesa que podem 
ocasionar a morte de células do organismo. Na Teoria do Relógio do 
envelhecimento, acredita-se que o relógio se situa no hipotálamo e 
que as alterações da idade sobre ele exercem papel importante nas 
perdas dos mecanismos homeostáticos do corpo. 
Teoria do Uso e 
Desgaste
Afirma que o envelhecimento ocorre como resultado do uso normal 
do corpo e dos sistemas corporais. Com a idade, esses sistemas se 
desgastam e não agem plenamente com sua capacidade. Essa 
teoria descarta a idade cronológica como fator de mensuração de 
envelhecimento. A lesão cumulativa por causa do uso e do abuso 
contínuo leva à morte dos tecidos e das células, causando a morte 
do organismo. 
Teoria Genética
O indivíduo herda o programa genético que determina a 
expectativa de vida. Um relógio biológico determina a senilidade, 
pois as células estão preparadas por certo tempo. Quanto maior a 
expectativa de vida, maior o número de divisões celulares. O que 
sustenta essa teoria é a predisposição genética de algumas famílias 
à longevidade. 
Teoria da 
Ligação 
Cruzada
Descreve que o envelhecimento é o resultado de uma redução 
na divisão celular causada por um agente de ligação cruzada 
que se prende ao filamento do DNA, evitando que ele funcione 
corretamente. Quando acontece a ligação cruzada, ocorrem 
alterações no tecido colagenoso do corpo. O colágeno é um 
conglomerado de proteínas que forma a estrutura do corpo e dá 
sustentação ao tecido. Um erro na ligação cruzada resulta em 
alterações degenerativas em órgãos, como o coração, a pele, os 
vasos sanguíneos, os pulmões, os músculos, entre outros. 
Quadro 2: Teorias biológicas
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Fonte: Braga; Galleguillos, 2014.
#PraTodosVerem: Quadro com as explicações relativas às Teorias da Exaustão 
ou dos Radicais Livres, Imunológica, do Erro, do Uso e Desgaste, Genética 
e da Ligação Cruzada.
• Teorias psicossociais
Essas teorias buscam compreender o envelhecimento em relação às habili-
dades mentais da pessoa, incluindo inteligência, memória, emoções, capaci-
dade de enfrentamento e mudanças sociais (Nascimento, 2020).
Quadro 3: Teorias psicossociais
Teoria do 
Desengajamento
Considera o envelhecimento como um processo de afastamento 
da vida. Ocorre o afastamento social do idoso, no qual ele se isola 
da sociedade. Esse afastamento é aceitável para a pessoa e para 
a sociedade, pois há um comportamento social de proibição 
da frustração do idoso quando este se defronta com mudanças 
nos papéis decorrentes do envelhecimento. À medida que a 
pessoa idosa se afasta da vida social, as mais jovens assumem 
maiores responsabilidades e exercem seus papéis de liderança. 
Teoria da 
Atividade
Afirma que a sociedade deve ter, em relação, ao idoso as mesmas 
expectativas que tem para com os adultos. O envelhecimento 
deve ser negado até quando for possível. Na ocorrência de 
perdas, elas devem ser substituídas por novos e diferentes papéis, 
interesses ou pessoas.
Teoria da 
Continuidade
O sucesso do envelhecimento depende da capacidade de cada 
um de manter e continuar com os padrões de comportamento 
anteriores. A perseverança do estilo de vida, bem como dos 
padrões de comportamento, dão um prognóstico da resposta do 
envelhecimento de cada indivíduo.
Fonte: Braga, Galleguillos, 2014.
#PraTodosVerem: Quadro com as explicações relativas às Teorias do 
Desengajamento, da Atividade e da Continuidade.
A teoria da atividade argumenta que os idosos devem se manter engajados 
em atividades para alcançar maior satisfação na vida, autoestima e saúde. 
A velhice bem-sucedida é associada à teoria da atividade, que incentiva a 
descoberta de novos papéis e atividades a serem realizados (Nascimento, 
2020).
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Atenção
Até o momento, ainda não surgiu uma teoria abrangente 
que possa explicar todos os aspectos do envelhecimento 
de forma completa.
Ao término desta discussão, podemos observar que as diversas teorias do 
envelhecimento oferecem perspectivas valiosas para compreendermos esse 
processo complexo. Desde as explicações centradas nos aspectos biológicos, 
como a Teoria dos Radicais Livres, até aquelas que consideram os aspectos 
psicossociais, como a Teoria da Atividade, cada abordagem contribui para 
uma compreensão mais completa do envelhecimento humano. 
Ao integrar essas diferentes perspectivas, podemos desenvolver estratégias 
mais eficazes para promover um envelhecimento saudável e uma qualidade 
de vida otimizada para as pessoas em todas as fases da vida.
2.2.1 OS DESAFIOS DO ENVELHECIMENTO
Um dos maiores obstáculos na promoção da saúde para os idosos é a neces-
sidade de aceitação do envelhecimento e da cronicidade de certas doenças. 
Outro fator comum na população idosa são as queixas de dependência nas 
atividades de vida diária (AVD), no declínio da cognição e de habilidades 
funcionais. 
As AVDs incluem, por exemplo, tomar banho, comer, usar o banheiro e 
andar pelos cômodos da casa. Já as Atividades Instrumentais da Vida Diária 
(AIVDs) incluem a realização de trabalhos domésticos, o preparo de refei-
ções, o cuidado com as finanças, a utilização de meios de transporte etc. 
(WHO, 2005).
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Curiosidade
A Escala de Katz foi planejada para medir a habilidade da 
pessoa idosa em desempenhar suas atividades cotidianas 
de forma independente e, assim, determinar as necessá-
rias intervenções de reabilitação (Brasil, 2006).
Quando se avalia a funcionalidade da pessoa idosa, é necessário diferenciar 
seu desempenho e sua capacidade funcional. Desempenho avalia o que o 
idoso realmente faz no seu dia a dia, enquanto a capacidade funcional avalia 
o potencial que a pessoa idosa tem para realizar a atividade, ou seja, sua 
capacidade remanescente, que pode ou não ser utilizada (Brasil, 2006).
Figura 3: Funcionalidade no envelhecimento
Fonte: Prostock-studio, Shutterstock, 2024.
#PraTodosVerem: Na imagem, há uma senhora de cabelo branco, usando 
avental e luvas. Ela está na cozinha, lavando louça.
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Compreender o envelhecimento em sua complexidade – que abrange 
aspectos biopsicossocioeconômicos, espirituais e culturais – e reconhecer 
suas implicações na variedade de problemas associados a ele demanda uma 
abordagem que promova a aceitação, o restauro da autonomia e o incentivo 
à participação e à responsabilidade no tratamento (Brasil, 2006). 
2.2.2 INSTABILIDADE POSTURAL E QUEDAS
A instabilidade postural e as quedas representam a principal causa de inca-
pacidade entre os idosos. 
Considerada uma das síndromes geriátricas, a instabilidade postural é carac-
terizada pela dificuldade em processar informações sensoriais e controlar as 
oscilações do corpo enquanto se mantém na posição vertical, equilibrada 
(Morais et al., 2019). 
A queda não pode ser vista de forma independente ou isolada, mas sim 
como um sintoma que deve ser sempre investigado. Ela significa a total 
perda do equilíbrio postural, decorrente de fatores isolados próprios da 
pessoa (aspectos próprios do envelhecimento, associados ou não com pato-
lógicos) e/ou de fatores da incapacidade de superar a instabilidade provo-
cada por fatores ambientais (Brasil, 2000). 
A enfermagem desempenha um papel crucial na prevenção de quedas em 
idosos, dada a sua posição central no cuidado de

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