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FRATURAS FACIAIS: COMO IDENTIFICAR E COMO TRATAR Trauma facial Qualquer lesão física que compromete a integridade dos ossos, tecidos moles e estruturas associadas do rosto. O trauma facial pode afetar tanto a função quanto a estética, resultando em uma ampla gama de implicações clínicas que requerem uma abordagem multidisciplinar para diagnóstico, tratamento e reabilitação. O tratamento eficaz do trauma facial envolve a restauração da função mastigatória, respiratória e estética, muitas vezes necessitando de intervenções cirúrgicas complexas para realinhar e estabilizar fraturas, reparar tecidos moles e tratar lesões associadas. FONSECA, Raymond J. Oral and Maxillofacial Surgery, 2017 Prevalência MARZOLA, TOLEDO-FILHO e SOUZA-SILVA, 2005 Epidemiologia Epidemiologia Total = 723 Etiologia Faixa Etária Sítio da Fratura Tipo de Tratamento Estatística Enfermaria CTBMF/HR – Março 16 / Janeiro 17 Vendas Masculino Feminino 610 113 Colunas1 0-10 11-20a 21-30 31-40 41-50 51-60 > 60 45 121 232 153 94 50 27 Avaliação Primária (médico) Medidas para conter exsanguinação: ataduras, curativos compressivos, pinçamento de vasos. Estabilidade cardiopulmonar Sinais vitais: frequência respiratória – 15x/min; pulso (carotídeos, radiais) – 60 a 80 bpm; pressão arterial – 120/80 mmHg. Avaliação neurológica Estabilização da coluna cervical Anamnese Informações sobre o acidente: - Como aconteceu o acidente? - Quando aconteceu o acidente? - Quais as características da lesão (objeto, direção, etc.?) - Houve perda da consciência? - Sintomas? Revisão dos sistemas: alergias, medicamentos, imunização antitetânica, condições clínicas, etc. Exame físico Avaliação física das estruturas faciais: lacerações; abrasões; contusões; edema; hematoma; possíveis alterações de contorno; equimose periorbitária, sinal de Battle, assoalho bucal. Avaliação dos nervos cranianos. Avaliação da visão, movimentos extraoculares e reação da pupila à luz. Palpação externa: terços inferior, médio e superior. Avaliação da ATM e da oclusão Diagnóstico LACERAÇÕES; EDEMA; EQUIMOSES; CONTORNOS FACIAIS. Furnas - instabilidade do canto medial nas fraturas do complexo nasorbitoetmoidal. 9 Inspeção intraoral Avaliação das áreas de laceração mucosa e equimose; Exame da oclusão e de área de dentes com mobilidade ou ausentes; Contato prematuro bilateral com mordida aberta anterior Rev. cir. traumatol. buco-maxilo-fac. vol.13 no.3 Camaragibe Jul./Set. 2013 Avaliação por Imagem Towne de boca aberta; (Região Condilar) Póstero-anterior; (Corpo da Mandíbula) Lateral oblíqua; (Área de ângulo) Radiografia panorâmica; Tomografia computadorizada; Periapical e oclusal. Avaliação por Imagem: Terço médio Waters; (fraturas complexas do zigomático) Lateral e póstero-anterior de crânio; (análises cefalométricas) Hirtz; (arcos zigomáticos) Tomografia computadorizada. Tratamento das Fraturas Faciais Redução da fratura; Fixação dos segmentos ósseos; Restauração da oclusão original. Reparação óssea; Retorno das funções ocular, mastigatória e nasal normais; Recuperação da fala; Resultado estético facial e dental aceitável. Estabilização Óssea/Dentária Odontossíntese Apenas os dentes como meio de fixação Osteossíntese Fixação diretamente aos cotos ósseo Fio de ação Micro-placas e malhas de aço Placa de Champy Le Fort Le Fort Le Fort I Má oclusão; Terço médio alargado; Maxila móvel; Edema; Equimose facial. Le Fort II Má oclusão; Nariz e arco dental se movem juntos; Epistaxe; Edema facial e peri-orbital; Equimose; Hemorragia subconjuntival; Parestesia infraorbitária; Rinorreia liquórica. Le Fort III Má oclusão; Mobilidade dentária; Face alongada e achatada; Sangramento; Perda da consciência; Rinorreia liquórica; Epistaxe; Edema facial e periorbital; Parestesia infraorbitária. Fraturas de terço médio da face Le Fort I Má oclusão; Terço médio alargado; Maxila móvel; Edema; Equimose facial. abertura piriforme, através da parede anterior do seio maxilar até o processo pterigóide do osso esfenóide 17 Fraturas de terço médio da face Le Fort II Má oclusão; Nariz e arco dental se movem juntos; Epistaxe; Edema facial e peri-orbital; Equimose; Hemorragia subconjuntival; Parestesia infraorbitária; Rinorreia liquórica. Inicia na região dos ossos nasais, descendo pelo processo frontal do osso maxilar, e estendendo-se lateralmente através dos ossos lacrimais ao assoalho da órbita, rebordo infraorbitário e sutura zigomático-maxilar. A linha atinge então a parede lateral da maxila e estende-se ate o processo pterigóde do osso esfenoide, no qual causa a fratura ptérigo-maxilar.” 18 Le Fort III Fraturas de terço médio da face Sinal de Battle Le Fort III Má oclusão; Mobilidade dentária; Face alongada e achatada; Sangramento; Perda da consciência; Rinorreia liquórica; Epistaxe; Edema facial e periorbital; Parestesia infraorbitária. Trauma na região da sutura fronto-nasal, desce pelo assoalho da órbita, osso lacrimal, correndo pela sutura fronto- zigomática, passando pela parede posterior da maxila alcançando a fossa pterigóide. 19 Fraturas de Maxila Fratura Tipo Lannelangue Disjunção ao nível da região mediana da maxila, entre os processos horizontais do osso palatino. Diastema traumático entre incisivos centrais Laceração da mucosa recobrimento da rafe palatina Diástase da sutura palatina mediana Graziani, M. Traumatologia Maxilofacial, 1982 Fratura Tipo Richet Associação entre uma fratura transversa baixa unilateral e uma fratura mediana da maxila – Movimento posterior causado pelo impacto ântero-lateral; Mal oclusão do tipo mordida cruzada unilateral. Graziani, M. Traumatologia Maxilofacial, 1982 Fratura Tipo Walther Associação 1 fratura horizontal transversa completa 1 fratura mediana da maxila Descrita também como fratura em quatro fragmentos Fraturas Complexas do Terço Médio Graziani, M. Traumatologia Maxilofacial, 1982 Fratura de Bessareau Apresenta duas linhas de fraturas verticais, unidas por uma fratura horizontal, incluindo toda a estrutura do nariz até o osso etmoide Fratura de Huet Um tipo de fratura lateral em profundidade que apresenta duas linhas de fratura verticais, unidas por uma horizontal Fraturas de Bessareau e Huet são fraturas com as mesmas características, diferenciando-se pela localização Fraturas do complexo zigomático Fraturas de complexo Zigomático orbitário Arco Zigomático Sutura Fronto-zigomática Parede Látero-inferior da órbita Sutura Zigomático-maxilar Fraturas de complexo Zigomático orbitário Diagnóstico Exame Clínico Tratamento Redução Fixação em três pontos Edema/equimose; Diplopia; Distopia; EnoftalmoAlterações do contorno Mobilidade do 1/3 médio Má olcusão; Parestesia dentária ou em mucosas; Queixas à abertura bucal. Classificação das Fraturas do Zigomático (Knight e North – 1961) Grupo I Tratamento não é necessário Sem deslocamento significante Grupo II Sem envolver as paredes do seio maxilar ou da órbita Trismo, mas não diplopia Fraturas do arco Zigomático ocasionam, geralmente: Dificuldade de abertura de boca; Lesão as fibras do m. temporal Fraturas de Arco Zigomático Fraturas de Arco Zigomático Tratamento Técnica de Keen Acesso de Gillies Técnica de Keen Acesso de Gillies - temporal 33 Grupo III Fraturas do corpo SEM rotação Com deslocamento para dentro do antro Achatamento da bochecha, com degrau palpável na margem infraorbitária Grupo Grupo IV Tipo A : deslocamento para FORA da proeminência zigoma Tipo B : deslocamento para DENTRO da sutura frontozigoma Fraturas do corpo COM rotação MEDIAL 11% dos casos Grupo V Fraturas do corpo com rotação lateral Tipo A: deslocamento para CIMA da margem infraorbitária Tipo B: deslocamento para FORA da sutura frontozigoma Grupo VI Fraturas complexas Estão incluídos todos os casos que apresentaremlinhas adicionais de fratura no segmento principal Fraturas naso-órbito-etmoidais Fraturas naso-órbito-etmoidais Hematomas, sangramentos, rinoliquorréia Deformações e formações em desnível Enoftalmia Telecanto Distúrbio da visão Diplopia Lacerações do ducto lacrimal 28 a 35 mm 39 Fraturas naso-órbito-etmoidal (NOE) - classificação de Markowitz Tipo I: único fragmento central com o lig. cantal Tipo II: cominutiva uni ou bilaterais sem avulsão do lig. cantal media Tipo III: cominutiva com vulsão do lig. cantal medial Diagnóstico de deslocamento do ligamento cantal medial distância intercantal for maior + 40 mm, Fratura de Orbita Fraturas de Órbita Quadro Clínico Edema/equimose Diplopia Enoftalmia Encurtamento palpebral Mecanismo Blow-out Blow-in Anatomia 07 ossos Blow out e Blow in Blow-out - fratura cominutiva do assoalho da órbita (herniação) Blow in - fratura cominutiva do assoalho da órbita para o interior (não herniação) Blow out e Blow in Complicações oftálmicas Diplopia Enoftalmia Oftalmoplegia Blow-in causa ptose Osteossíntese Rígida Semi-rígida Restauração do assoalho Enxertos ósseos Cartilagem Aloplástico Metálicos Fraturas de Órbita Complicações após Tratamento Teste de ducção forçada Negativo – ausência de resistência pode indicar um déficit neurológico Positivo – Aprisionamento do músculo Meio Aberta Fechada Fraturas de Mandíbula Mecanismo Direta Indireta Anatômica Estabilidade Favorável Desfavorável Estabilidade Galho verde Simples Composta Cominutiva 47 Tratamento de Fraturas de Mandíbula Fixação maxilo-mandibular (desfavorável ao deslocamento) Osteosíntese com fio de açõ Osteossítese com placa de Champy Parafusos bi-corticais Fios de Kirshner Fixações extrabucais Método de Champy Método de Champy - fraturas do ângulo da mandíbula e seu uso como banda de tensão. Princípio de fixação funcionalmente estável, descrito por Champy 01 placa 2.0mm de 04 furos na linha obliqua externa Fratura do Côndilo Fratura Unilateral do Côndilo Encurtamento do ramo da mandíbula do lado fraturado Mordida cruzada posterior Ao abrir a boca desvia para o lado fraturado Otorragia Fratura de côndilo mandibular esquerdo Mordida aberta posterior à direita Tratamento Conservadora, com redução fechada, mobilização e fisioterapia precoces Bloqueio com elásticos Fraturas Bilateral do Côndilo A mordida aberta anterior é característica clínica da seguinte fratura facial: Fratura do côndilo mandibular bilateral Redução e Fixação Redução Fechada Indicações Em fratura favoráveis Onde se possa manter a FIM por seis a sete semanas Fratura condilares Antes de realizar uma redução aberta Quando não se pode lançar mão de placas e parafusos Redução Fechada Fraturas condilares Adultos: 2 a 3 semanas Crianças: 10 a 14 dias Fraturas de corpo e ramo 6 a 7 semanas Cirurgia Aberta Indicação Se após a FIM não houver correta redução da fratura Deslocamento ósseo continuo Fratura desfavoráveis Vantagens da Fixação rígida Maior conforto Diminuição do período de FIM Melhor condição de higiene e nutrição Melhores condições para tratamento de pacientes politraumatizados Referências abertura piriforme, através da parede anterior do seio maxilar até o processo pterigóide do osso esfenóide 58 image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png Microsoft_Excel_Worksheet.xlsx Plan1 Vendas Masculino 610 Feminino 113 Feminino Feminino 38 Para redimensionar o intervalo de dados do gráfico, arraste o canto inferior direito do intervalo. Microsoft_Excel_Worksheet1.xlsx Plan1 Colunas1 Série 2 Série 3 0-10 45 2.4 2 11-20a 121 4.4 2 21-30 232 1.8 3 31-40 153 2.8 5 41-50 94 51-60 50 >60 27 Para redimensionar o intervalo de dados do gráfico, arraste o canto inferior direito do intervalo. image8.png image9.png image10.jpeg image11.jpeg image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image22.png image23.png image24.png image25.png image26.png image27.png image28.png image29.png image30.png image31.png image32.png image33.png image34.png image35.png image36.png image37.png image38.png image39.png image40.png image41.png image42.png image43.png image44.png image45.png image46.png image47.png image48.png image49.png image50.png image51.png image52.png image53.png image54.png image55.png image56.png image57.png image58.png image59.png image60.png image61.png image62.png image63.png image64.png image65.png image66.png image70.png image71.png image72.png image67.png image68.png image69.png image73.png image74.jpeg image75.png image76.png image77.png image78.png image83.png image84.jpeg image79.png image80.png image81.jpeg image82.jpeg