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Ebook da Unidade- Sistema Educacional Brasileiro

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Nina Yoneda

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1
Sistema 
Educacional 
Brasileiro
2
3
Sumário
História do sistema educacional brasileiro 
 O sistema educacional brasileiro – histórico 
 O sistema educacional brasileiro — avanços e retrocessos 
Conceitos do sistema educacional brasileiro 
 O que é o sistema educacional brasileiro? 
 A organização do sistema educacional brasileiro 
Princípios do sistema educacional brasileiro 
 Princípios educacionais propostos para uma rede 
colaborativa de educadores 
 Princípios que fazem da educação da Finlândia um 
sucesso 
Características do sistema educacional brasileiro 
 Características gerais dos sistemas educativos 
 Características das escolas eficazes no Brasil 
Referências 
CLIQUE NO CAPÍTULO PARA SER REDIRECIONADO
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Objetivos Definição
Explicando Melhor Você Sabia?
Acesse Resumindo
Nota Importante
Saiba Mais Reflita
Atividades Testando
Para o início do 
desenvolvimento de uma 
nova competência;
Se houver necessidade 
de se apresentar um novo 
conceito;
Algo precisa ser melhor 
explicado ou detalhado;
Curiosidades indagações 
lúdicas sobre o tema em 
estudo, se forma necessárias;
Se for preciso acessar um 
ou mais sites para fazer 
download, assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
Quando for preciso se fazer 
um resumo acumulativo 
das últimas abordagens;
Quando forem necessárias 
observações ou 
complementações para o 
seu conhecimento;
As observações escritas 
tiveram que ser priorizadas 
para você;
Textos, referências 
bibliográficas e links para 
aprofundamento do seu 
conhecimento;
Se houver a necessidade 
de chamar a atenção 
sobre algo a ser refletido ou 
discutido sobre;
Quando alguma atividade 
de autoaprendizagem for 
aplicada;
Quando o desenvolvimento de 
uma competência for concluído 
e questões forem explicadas. 
5
@faculdadelibano_
1
História do 
sistema 
educacional 
brasileiro
6
Sistema Educacional Brasileiro Capitulo 1
História do sistema 
educacional brasileiro
Para melhor entendermos o conceito, as características e a estrutura do sistema 
educativo, torna-se necessário rever alguns conceitos básicos da teoria geral dos 
sistemas, o que fazemos de forma necessariamente sucinta e os aspectos indispensáveis.
O conceito de sistema faz parte da base conceitual de uma parte cibernética que 
se denomina Teoria geral de Sistemas, cujo objetivo é relacionar, entre si, a grande 
variedade de sistemas existentes, de maneira a descobrir suas próprias propriedades e 
desenvolver um referencial histórico que possa ser aplicável a todos eles. 
Entretanto, há certos grupos específicos de objetos ou fenômenos da realidade que, 
pelas características particulares, exigem abordagens específicas e não unicamente 
no quadro da teoria geral dos sistemas. Assim, pode-se falar de sistemas biológicos, 
sociais, organizativos, eletrônicos, etc., cujos estudos ficam a cargo específico da teoria 
de cada área.
O conceito de sistemas tem sido formulado de modo diferente pelos especialistas, entre 
os quais não há unanimidade sobre a sua definição. Alguns defendem que, por se tratar 
de um conceito intuitivo, não carece de definições. Todavia, é possível encontrar pontos 
comuns nas diferentes posições e, dessa forma, formular uma ideia básica acerca do 
que são os sistemas. Assim, de quase todas as definições resulta a ideia de que “sistema” 
é um conjunto organizado e integrado de elementos que concorrem para o mesmo fim.
Objetivos
Ao término deste capítulo você será capaz de entender como é o sistema 
educacional brasileiro, seu histórico, seus avanços e retrocessos. Isto 
será fundamental para o exercício de sua profissão. E então? Motivado 
para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante!
7
Sistema Educacional Brasileiro História do sistema educacional brasileiro Capitulo 1
Lalande apud Silva (2006) apresenta uma das definições mais didáticas e de fácil 
compreensão sobre o termo. Ele o define como “conjunto de elementos, materiais ou 
não, que dependem reciprocamente uns dos outros, de maneira a formar um todo 
organizado”. Essa definição apresenta o sistema como um todo formado de partes 
interdependentes e harmônicas, mas tem sua atenção voltada apenas para o interior 
do sistema, ignorando o que se passa à sua volta.
Já Drew apud Silva (2006) incorpora as relações com o meio externo à noção de sistema, 
ao defini-lo como
Conjunto de componentes ligados por fluxos de energia e funcionando como uma 
unidade [...]. Se o sistema recebe energia exterior e devolve energia, dizemos que é 
um sistema aberto. Se a energia é retida dentro do sistema, dizemos então, que se 
trata de um sistema fechado. (DREW apud SILVA, 2006)
Sendo assim, um sistema aberto apresenta uma fronteira permeável ao ambiente, ou 
seja, existe um movimento de entrada e saída de elementos através das fronteiras. Ele 
recebe do ambiente externo novos elementos e devolve ao ambiente os produtos do 
sistema.
Em geral, o sistema está contido dentro de um sistema mais amplo, que poderá ser 
chamado de “super sistema” e, em contrapartida, ele poderá estar contido de partes que 
são sistemas menores e podem ser chamados de “subsistemas”, ou seja, o “subsistema” 
convém estudá-lo como parte de um sistema maior. A estrutura sistêmica exige, para 
um bom funcionamento, um conjunto de regras orientadoras, normatizadoras da 
vida em sociedade. Isso significa dizer que a base de sustentação do “super sistema” 
ou “macrossistema” vem traduzida na Constituição Federal. Nessa mesma linha de 
compreensão, focamos a educação em sua composição formal (escola) e apresentamos 
com base de sustentação normativa a LDBEN.
Enfim, em uma abordagem mais elaborada, diremos que o sistema é um conjunto de 
elementos, que, possuindo propriedades ou atributos específicos, estabelecem relações 
entre si e com o meio ambiente, gerando sinergias e contribuindo para o mesmo fim. O 
sistema é assim, esses conjuntos de elementos, propriedades, relações que, pertencendo 
à realidade objetiva, representam para o investigador o objeto do seu trabalho.
 
8
Sistema Educacional Brasileiro História do sistema educacional brasileiro Capitulo 1
O aspecto mais importante consiste em que um sistema constitui um todo e, portanto, 
apresenta como resultado final ou integrado determinadas propriedades que não 
é possível localizar de forma isolada em nenhuma das suas componentes. Todavia, 
esse complexo de elementos, propriedades, relações e resultados finais tem lugar em 
determinadas condições de espaço e tempo e em contato com um meio ambiente.
Entendendo o sistema, ora, como um conjunto de elementos organizados para o 
prosseguimento do mesmo fim, o sistema educativo pode ser definido como um 
conjunto integrado de estruturas, meios e ações diversificadas que, por iniciativa e 
sob responsabilidade de diferentes instituições e entidades públicas, privadas e/ou 
cooperativas, pensam na realização do direito à educação em um dado contexto, 
ora, como um conjunto de estruturas e instituições educativas que, embora possuam 
características ou peculiaridades específicas, relacionam-se entre si e com o meio 
ambiente, envolvendo de forma integrada e dinâmica, combinando os meios e recursos 
disponíveis para a realização do seu objetivo comum, que é garantir a realização de um 
serviço educativo que corresponda às exigências e demandas de uma sociedade.
O sistema educacional brasileiro – histórico
Considerando os primórdios da educação no Brasil, iniciamos com a reflexão de que, 
na época da colonização do nosso país, Portugal passa aos jesuítas a responsabilidade 
da gestão da educação. Todavia, nesse período já existia uma forma administrativa de 
gerir uma escola, baseada em uma rigorosa hierarquia, e foi dessa forma que a direção 
das escolas foi caminhando no período que veio logo atrás. No Império, ainda havia a 
predominância de uma forma de construir a escola sob perspectivas de imposições 
intransigentes.
Ao longo do tempo, essescomunidade. (TORRES; KAWAHARA, s.d., p.16)
FIGURA 13
Relação de regime de colaboração 
com educação de qualidade
FONTE
Base em TORRES e KAWAHARA (s.d., 
p.16)
48
Sistema Educacional Brasileiro Características do sistema educacional brasileiro Capitulo 4
Características das escolas eficazes no Brasil
Vários estudos demonstram algumas características das escolas eficazes. Escolas eficazes 
são escolas que conseguem motivar (quase) a totalidade dos seus alunos a aprender, 
tanto habilidades básicas quanto habilidades socioemocionais/metacognitivas.
É importante que o aluno queira dedicar o maior tempo que lhe seja possível a atividades 
de aprendizagem, fazendo uso intensivo das oportunidades de ensino oferecidas. Isso 
evidencia que, no final das contas, o aluno é o fator determinante no processo. 
Como diz o provérbio americano, “You can bring the horse to the water, but you cannot 
make it drink” (É possível levar o cavalo à água, mas não se pode obrigá-lo a beber). 
Naturalmente, isso não altera o fato de que é necessário dar aos alunos a chance de 
despenderem tempo com os estudos. Um currículo sobrecarregado torna impossível a 
aprendizagem.
FIGURA 14
Escolas eficazes
FONTE
 Elaborado pela autora com base 
em Castro et al. (2009 p.23)
49
Sistema Educacional Brasileiro Características do sistema educacional brasileiro Capitulo 4
Outro fato importante é que é necessário fornecer aos alunos oportunidades concretas 
de aprenderem: materiais de estudo e livros atraentes e convidativos, por exemplo. 
O que nos leva automaticamente aos responsáveis por ofertar essas oportunidades 
de aprendizagem. Em primeiro lugar, os professores nas salas de aula. Importantes 
elementos do currículo são:
• Objetivos e conteúdos claros e explícitos e de relação social.
• Estrutura e transparência do conteúdo.
• O emprego de planos de aulas contextualizados.
• A avaliação sistemática dos resultados do aluno, oferecendofeedback positivo e 
instrução, além das autoavaliações.
Além disso, a forma de agrupamentos dos alunos é importante. É preciso lembrar que a 
eficácia dos grupos de trabalho depende, em muito, dos materiais diversificados de que 
os professores dispõem, da maneira como é feita a avaliação e do modo como é dado 
o feedback e da forma como as informações suplementares são oferecidas. Porém, o 
currículo e as formas de agrupamentos, em si mesmos, representam apenas condições. 
O fator mais importante é o próprio professor, o ser humano à frente da classe.
Em primeiro lugar ele (ou ela) pode influenciar o currículo e as formas de agrupamentos, 
embora essa possibilidade dependa do sistema de ensino, do país e da escola em 
questão. Nem todos os currículos realmente envolvem desde o início os seus professores 
em mudanças educacionais concretas. E, em muitos casos, o grande número de alunos 
por sala limita as variações nas formas de agrupamento.
 
FIGURA 15
Os efeitos de um curriculum 
sobrecarregado
FONTE
Elaborado pela autora com base 
em Castro et al. (2009 p.23)
50
Sistema Educacional Brasileiro Características do sistema educacional brasileiro Capitulo 4
No entanto, só o professor pode proporcionar:
• Uma organização calma e ordenada da classe.
• Uma forma bem planejada de acoplar o trabalho da classe às lições de casa.
• Formulação precisa de objetivos, com ênfase em número limitado de metas, com 
muita atenção para as habilidades básicas e para a aprendizagem cognitiva.
• Estruturação dos conteúdos curriculares, baseando-se nos conhecimentos que 
o aluno já possui e contextualizar.
• Apresentações breves e compreensíveis, capazes de cativar a atenção do aluno.
• Ênfase nos conhecimentos prévios dos alunos.
• Após a apresentação de novo conteúdo, introduzir logo exercícios para que a matéria 
passe a ser praticada e integrada.
• Muita atenção para a avaliação, feedback positivo, e instrução sobre os erros dos 
alunos e as reflexões sobre isso.
• Utilizar novas tecnologias educacionais, como a aula invertida.
O papel do professor é essencial em qualquer forma de ensino em que se pretende 
que mais alunos aprendam mais. Porém, todas as pesquisas demonstram que, sozinho, 
o professor não conseguirá esse objetivo. 
Ele precisa da escola, na verdade, de um trabalho em equipe, contando com a direção 
escolar, com a comunidade e estar atento aos recursos financeiros para apoiá-los.
Na escola, são criadas as condições didáticas e organizacionais que permitem um 
bom desempenho do professor em sala de aula, com seus alunos, porém, o papel de 
mediador do professor é de real importância. São requisitos educacionais importantes:
• O consenso entre os membros do corpo docente e a direção da escola, em especial, 
em termos de métodos didáticos, de material de ensino, de formas de agrupamentos 
e de atitudes dos professores.
• Um sistema de avaliação dos resultados do aluno que facilite o acompanhamento 
dele durante todo o curso, evitando problemas ou corrigindo-os em uma fase inicial. 
Uma avaliação formativa que visa fazer um levantamento sobre o PROCESSO de 
aprendizagem e redirecionar o trabalho, se necessário.
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Sistema Educacional Brasileiro Características do sistema educacional brasileiro Capitulo 4
São requisitos organizacionais importantes:
• Uma cultura e uma filosofia da escola que estejam voltadas à melhoria da eficácia 
do ensino, com um trabalho de equipe através de coordenação, direção e supervisão 
que vise a liderança e o profissionalismo.
• Um planejamento sistemático e bem concebido das atividades de aprendizagem, 
combatendo as faltas de alunos e dos professores.
• Muita atenção para estimular um ambiente calmo e ordenado na escola.
• Consenso entre a direção, coordenação e professores no tocante à “missão” (função) 
da escola.
• Existência, na escola, de um plano de trabalho bem definido e ser revisitado com 
frequência.
• Um acordo acerca da progressão do aluno através do currículo, das avaliações, 
analisando as dificuldades que eles estão enfrentando e buscar soluções para saná-
las.
É preciso prestar muita atenção à coerência entre os vários componentes da equipe 
escolar. Todo o pessoal (tanto a direção, a coordenação e os docentes) deve estar 
disposto a assumir a responsabilidade pela coerência da escola. Cada um analisando, 
dentro das funções, o que está ou não dando certo. Isso significa que a filosofia da escola 
não deve ser modificada muito frequentemente. Os professores e a direção devem 
ter tempo para se familiarizar com a mudança. Essa realidade colide às vezes com as 
ideias e os interesses de determinadas partes interessadas no contexto da escola: as 
FIGURA 16
Desempenho do professor
FONTE
Elaborado pela autora com base em Brasil 
(2014)
52
Sistema Educacional Brasileiro Características do sistema educacional brasileiro Capitulo 4
autoridades, os conselhos de educação, os pais e os empregadores. Outra consequência 
é que os diretores das escolas desempenham um papel muito importante no processo 
de inovação educacional.
A escola também pode adotar algumas políticas que viabilizam esse ensino eficaz. 
Podemos citar entre elas:
• Um método sistemático de avaliar e de testar.
• Formação e apoio aos docentes, visando a eficácia.
Uma escola (e com certeza uma escola pública) nunca se encontra isolada no bairro, 
na cidade ou na região. A escola tem laços com os conselhos de educação, com as 
autoridades, com outras escolas, com empresas e instituições. Esse contexto em que a 
escola está inserida é de extrema importância para os alunos se sentirem envolvidos.
FIGURA 17
Escola e sociedade
FONTE
Elaborado pela autora com base em 
Brasil (2014)
O contexto da escola pode contribuirpara sua eficácia, principalmente com as conhecidas 
“parcerias”. A família, a sociedade e os comércios em torno da escola podem ajudar a 
escola para concretizar seus projetos e também ser beneficiada com eles. Além disso, 
é o contexto que deve dar as diretrizes para lidar com o tempo necessário ao ensino.E, 
por fim, o contexto pode promover a eficácia, proporcionando um currículo nacional e 
recursos a ele associados.
53
Sistema Educacional Brasileiro Características do sistema educacional brasileiro Capitulo 4
Saiba Mais
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos o acesso à ao livro 
Reflexões sobre Políticas Educacionais no Brasil: consensos e dissensos 
sobre a educação pública. São Luís: EDUFMA, 2009, p. 88-108.
Resumindo
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? 
Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema 
de estudo desta unidade, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve 
ter aprendido que os professores dispõem de muitas possibilidades 
para estimular os alunos para que aprendam mais, desde que a escola 
crie, de forma consistente, as condições didáticas e organizacionais 
necessárias. Além disso, o contexto pode contribuir, formulando requisitos 
e recursos, inclusive financeiros necessários. Aumentar a eficácia das 
escolas naturalmente, todos querem que as escolas sejam eficazes. Não 
existe coisa mais triste do que constatar que alunos, depois de anos de 
escolaridade, ou não aprenderam nada, ou aprenderam coisas erradas. 
E, em sua maioria, os docentes ficam muito aborrecidos quando, de 
repente, o aluno nunca mais volta à escola; para o professor, cada 
desistência é uma decepção. A prática mostra que não é nada fácil 
concretizar, efetivamente, uma educação eficaz em grande número 
de escolas. Aperfeiçoar escolas é um processo complexo, que envolve 
muitos agentes que, em diferentes níveis (aula, escola, conselhos, 
autoridades) devem colaborar uns com os outros. Estratégias em 
grande escala, nas quais as escolas e os professores são considerados 
exclusivamente como agentes executores de uma política com a qual 
não se identificam, têm acabado em fracasso. Podemos afirmar como 
conclusão que os projetos em grande escala em nível nacional podem 
contribuir para a inovação educacional, desde que criem um ambiente 
favorável para os projetos ligados a certo tipo de escola. 
54
Sistema Educacional Brasileiro
Referências
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 
Brasília, DF: Presidência da República, [2016]. Disponível em: https://bit.ly/2EBWWYJ. Acesso 
em: 19 jan. 2021.
BRASIL. LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996. Estabelece as diretrizes e bases da 
educação nacional. Brasília, DF, 1996. Disponível em: http://bit.ly/37R0D6i. Acesso em: 19 
jan. 2021.
BRASIL. LEI N° 13.005/2014. Aprova o Plano Nacional de Educação – PNE e dá outras 
providências. Brasília, DF: Presidência da República. Disponível em: https://bit.ly/3oHhpRd. 
Acesso em 28 de set. de 2021.
BRASIL. Diretrizes Nacionais para a Educação Escolar Quilombola. Ministério da educação 
conselho nacional de educação câmara de educação básica. Define Diretrizes 
Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola na Educação Básica. 
Resolução nº 8, 20 de novembro de 2012 Disponível em: https://bit.ly/3mBAuRW. Acesso 
em 28 de set. de 2021.
BASTOS, M. de J. Organização do Sistema Educacional Brasileiro. Revista Científica 
Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Edição 05. Ano 02, Vol. 01. pp 277-286, Julho de 
2017. ISSN:2448-0959. Disponível em: de acesso: https://bit.ly/3axhGOp. Acesso em: 19 jan. 
2021. DOI: 10.32749/ nucleodoconhecimento.com.br/educacao/organizacao-sistema- 
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Castro A. A. et al. Edição da Carta de Princípios da Rede RC 12. Núcleo RC-SP. May 2009. 
Disponível em: https://bit.ly/3ljrhy9. Acesso em: 19 jan. 2021.
DEMO, P. Educação e qualidade. 6. ed. São Paulo: Papirus, 2001.
MENEZES, E. T. de. Verbete sistema educacional brasileiro. Dicionário Interativo 
da Educação Brasileira - EducaBrasil. São Paulo: Midiamix Editora, 2001. Disponível em 
https://bit.ly/3oBSYEG. Acesso em: 20 set. 2021.
55
Sistema Educacional Brasileiro Referências
SANTOS, S. Q.; MACHADO, V. L. C. Políticas Públicas educacionais: antigas reivindicações, 
conquistas (Lei 10.639) e novos desafios. Disponível em: http://bit.ly/34oOkMh. Acesso em 
20 set. 2021.
TORRES, G. V. S. T., KAWAHARA, L. S. I. Sistema educacional brasileiro: espaços de 
tensões e luta pelo reconhecimento das diferenças e das múltiplas identidades. [s.d.] 
Disponível em: https://bit.ly/3FulePm. Acesso em 28 set. 2021.
VIEIRA, S. L. Estrutura e Funcionamento da Educação Básica. Fortaleza: Edições 
Demócrito Rocha, 2001, 144 p.
56
	História do sistema educacional brasileiro
	O sistema educacional brasileiro – histórico
	O sistema educacional brasileiro — avanços e retrocessos
	Conceitos	do sistema	educacional brasileiro
	O que é o sistema educacional brasileiro?
	A organização do sistema educacional brasileiro
	Princípios	do sistema	educacional brasileiro
	Princípios educacionais propostos para uma rede colaborativa de educadores
	Princípios que fazem da educação da Finlândia um sucesso
	Características do sistema educacional brasileiro
	Características gerais dos sistemas educativos
	Características das escolas eficazes no Brasil
	Referênciasmodelos foram evoluindo. Então, o primeiro período vai de 
1500 a 1930, e engloba o período do sistema educacional brasileiro que abrange o Brasil 
Colônia, Império e a Primeira República, prevalecendo uma concepção tradicional de 
educação.
Em 1548, dá-se o período inicial do Brasil Colônia, que regulamenta a conversão dos 
indígenas à fé católica pela catequese e instrução, trabalho este realizado pelos Jesuítas. 
Embora tenham sido expulsos em 1759, os Jesuítas implantaram as bases, a estrutura 
9
Sistema Educacional Brasileiro História do sistema educacional brasileiro Capitulo 1
e o funcionamento da escola brasileira, diferentemente do que estava previsto no 
regimento, instalando-se como direito de todos e não apenas da população indígena.
Cabe ressaltar que a sociedade nessa época era organizada para garantir o modelo 
agroexportador e a monocultura latifundiária não dependia de mão de obra qualificada 
ou diversificada, pois o tráfico de negros supria a necessidade da mão de obra. 
Diante dessa realidade, surge na colônia dois tipos de escolas, uma para as populações 
indígenas (catequese) e outra para os mamelucos, órfãos e filhos dos principais caciques 
da terra (a instrução através dos internatos — recolhimentos). Posteriormente, foram 
criados colégios e seminários destinados aos filhos dos colonos brancos.
Os Jesuítas sendo os responsáveis pela educação na colônia, tornam a Igreja participante 
privilegiada da sociedade civil e política da época e a escola um instrumento de grande 
FIGURA 1
Jesuítas
FONTE
Wikimedia Commons.
Você Sabia?
Você sabia que mesmo depois de mais de 500 anos, o Brasil ainda possui 
tribos indígenas? E que agora essa clientela está amparada pela LDB 
com a Educação Indígena?
10
Sistema Educacional Brasileiro História do sistema educacional brasileiro Capitulo 1
alcance na reprodução dos valores de uma cultura externa, embasada na visão liberal, 
já consolidada na Europa.
No último século desse período, a Escola Função deixa de ser a característica da 
educação na Colônia, e a Escola Estrutura passa a ser organizada e regulamentada 
nacionalmente. 
Desde então, o aumento numérico de escolas de instrução básica é acompanhado da 
criação de colégios e cursos cuja finalidade era formar profissionais. Dessa maneira, 
nascem os primeiros cursos de Medicina e Direito, os primeiros cursos técnicos de artes 
e ofícios e os colégios militares.
No fim do Império e início da República, são traçadas as primeiras concepções de uma 
política educacional estatal, resultado do fortalecimento do Estado, sob a forma de 
sociedade política. Em 1824, é promulgada a primeira Constituição, e assim, acontece a 
substituição da proposta de uma política nacional de ensino por uma regulamentação 
da instrução primária gratuita a todos os cidadãos e pela criação de colégios e 
universidades onde seriam ensinados os elementos das Ciências, Belas Artes e Artes. Em 
relação à escola primária, a Lei de 15 de outubro de 1827 foi à única lei geral sobre esse 
nível de ensino, até 1946.
O governo republicano, segundo alguns autores, foi quem proporcionou o maior 
crescimento de oportunidades escolares, porém, essas escolas eram elitistas, e com o 
tempo tornaram-se insuficientes. Com o início do ensino secundário, o pobre não podia 
frequentá-lo, visto que o ginásio e o colégio custavam caro. Então, cerca de 90% eram 
os pobres, que iriam para fábricas, lavouras e para mão de obra. E os 10% restantes eram 
os ricos, fariam exames e seriam médicos, engenheiros, políticos, jornalistas, bacharéis e 
constituiriam a elite nacional dominadora.
Na Constituição de 1891, a escola organiza-se em “graus de ensino”, em que o 1º grau 
seria para crianças de 7 a 13 anos e o 2º grau para crianças a partir de 13 anos. Uma das 
intenções dessa nova estrutura na organização escolar era que os diversos níveis de 
ensino se tornassem formadores e não apenas preparadores para o grau seguinte. O 
ingresso nos cursos superiores seria precedido de exames (no final do curso secundário), 
objetivando medir a capacidade intelectual dos formandos.
11
Sistema Educacional Brasileiro História do sistema educacional brasileiro Capitulo 1
Outra intenção era assegurar que a formação no 2º grau ocorresse tendo como base 
a Ciência, substituindo, assim, o que chamavam “academismo literário”, criticado como 
resultado do predomínio da escola tradicional. Porém, ocorreram os paradoxos:
• Formação humana versus preparação para o ensino superior.
• Formação humana baseada na ciência versus formação humana baseada na 
literatura.
O resultado desse impasse é que ambos os ensinos (1º e 2º) tornaram-se enciclopédicos. 
Na prática, a escola se manteve como preparadora daqueles que iriam ingressar no 
grau de ensino subsequente.
Em 1930, no governo de Getúlio Vargas, foi criado o Ministério da Educação e Saúde, mas 
apenas 30% da população em idade escolar estava nas escolas. 
A ideia mais geral e abrangente de escola pública no Brasil surgiu com o Movimento dos 
Pioneiros da Escola Nova, que lançaram o Manifesto dos Pioneiros.
Os pioneiros da educação apresentam um projeto de sistema educacional, baseado 
no pressuposto de que medidas educacionais deveriam ser tomadas e apoiadas a 
partir de um programa educacional amplo, com unidade de propósitos e sequência 
determinada.
Propunham a organização de cursos acadêmicos e profissionais em um mesmo 
estabelecimento; combatiam o dualismo entre o ensino profissional e cultural, sendo 
contrários ao centralismo que confundia unidade com uniformidade.
O “movimento dos pioneiros” marcou o tipo de escola e o sistema escolar da época, 
mas não impossibilitou o crescimento da escola tecnicista, sendo a escola laica 
com gratuidade, obrigatoriedade e coeducação alguns dos tantos princípios que 
esse Manifesto assenta a escola unificada. O Manifesto prescrevia a inovação para o 
progresso da educação.
No período de 1946 até 1964, houve um grande avanço na política educacional brasileira, 
que abarca o ensino na zona rural e a classe trabalhadora, desencadeando amplas 
defensorias da escola pública, no entanto, os resultados alcançados não correspondiam 
12
Sistema Educacional Brasileiro História do sistema educacional brasileiro Capitulo 1
às expectativas da sociedade. No período de 1965 até 1970, de cada mil alunos 
matriculados no Ensino Fundamental, apenas 101 alcançavam a 8ª série.
Na década de 1960, surge uma nova organização educacional, pela Lei nº 4.024/61 (Lei 
de Diretrizes e Bases da Educação - LDB), tornando o sistema de ensino um ponto de 
conflito entre os segmentos e grupos sociais. Essa primeira LDB foi considerada uma lei 
completa, pois estabelecia diretrizes e bases para toda a educação nacional, ou seja, 
para todos os níveis de ensino, desde a pré-escola até o nível superior.
Estabeleceu a seguinte estrutura para o ensino:
Cursos
1. Primário — obrigatório e gratuito com duração de quatro anos (1ª a 4ª série).
2. Ginásio — não obrigatório e gratuito nas escolas públicas com duração de quatro 
anos (5ª a 8ª série).
3. Colegial — subdividido em “clássico” e “científico”, não era obrigatório, mas 
era gratuito nas escolas públicas, com duração de três anos.
4. Superior — não obrigatório e gratuito nas escolas públicas.
Apesar das prescrições, os dados do MEC/SEEC demonstram que, em 1964, apenas dois 
terços das crianças estavam matriculadas. Diante dessa circunstância de exclusão 
social, o princípio de direito e o dever da educação para todos os cidadãos passa a 
descrédito. A partir do golpe de 1964, o país passou por uma centralização administrativa, 
o que mudou o direcionamento e a condução do trabalho pedagógico e discente nos 
diferentes níveis de ensino do sistema público.
A melhor forma de educação era a instrução programada, que tinha objetivos de 
conteúdo e de comportamento para os estudantes, em especial no Ensino Médio, em 
que só se podia trabalhar com questões fechadas, as quais o aluno não podiatranscender. O aluno tinha uma pergunta com uma série de respostas estabelecidas 
das quais não poderia escapar: uma delas era correta e não se cabia questionamentos 
da realidade.
A resistência à ditadura gerou movimentos de luta democrática. A década de 1980 reflete 
essas ações, o que resulta no retorno ao estado democrático, e em seguida, a instalação 
13
Sistema Educacional Brasileiro História do sistema educacional brasileiro Capitulo 1
da constituinte. Os diferentes setores da sociedade se organizam para garantir o direito 
de influenciar no processo de mudanças que ficam mais fortes no país.
Temos a segunda LDB, nº 5.692, de 11 de agosto de 1971. Com ela, surge a unificação do 
ensino primário com o ginásio, constituindo o “1º grau” tornando os oito primeiros anos 
obrigatórios e gratuitos em escolas públicas. Essa lei estabeleceu a seguinte estrutura:
• Ensino do 1º grau – obrigatório e gratuito nas escolas públicas, com duração de oito 
anos.
• Ensino do 2º grau – não obrigatório, mas gratuito nas escolas públicas, com duração 
de três ou quatro anos obrigatórios e profissionalizante.
A obrigatoriedade da profissionalização do ensino de 2º grau foi abolida em 1982, já que 
tinha sido um completo fracasso, devido à falta de condições e de recursos necessários 
por parte da maioria das escolas públicas. A democratização das escolas necessita 
de uma autonomia destas, mas vinculadas à política geral do Estado para que as 
instituições de ensino não percam seu sentido de público, de atendimento a todos, o 
que não pode acontecer devido a uma privatização interna das escolas. Se estas são 
públicas, são de todos e todos devem participar.
Escola autônoma é aquela que estabelece suas regras e normas para sua existência e 
funcionamento, podendo levar em conta sua realidade. Com essa conquista, as unidades 
escolares estabelecem diretrizes para canalizar as forças vindas de diversos setores: 
governo, administração escolar, alunos e pais. Essa foi uma bandeira levantada no 
fórum nacional em defesa da escola pública, em 1987. Esse fórum continuou mobilizado 
em função da LDB.
Em 1996, com a Lei nº 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), levou-
se em consideração a realidade educacional, normatizando o sistema educacional 
para garantir o acesso à educação de igual para todos. Essa lei traria um conjunto 
de definições políticas que orientariam o sistema educacional brasileiro, introduzindo 
mudanças significativas na educação básica no Brasil.
Considerando, em especial, além da educação básica (Educação Infantil, Ensino 
Fundamental I e II e Ensino Médio), suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, 
Educação Profissional e Técnica, Educação Especial e Educação a distância (EAD). A LDB é 
14
Sistema Educacional Brasileiro História do sistema educacional brasileiro Capitulo 1
o diploma legal que define as regras gerais a serem seguidas nas políticas educacionais 
no país.
A elaboração dessa nova LDB surgiu da necessidade de a educação atender e adequar-
se à realidade brasileira e às exigências de um mundo cada vez mais globalizado. Do 
mesmo modo, era necessário elaborar uma lei que fosse mais adequada aos assuntos 
constitucionais que tratavam da educação.
O sistema educacional brasileiro — avanços e retrocessos
Nas últimas décadas, a educação no Brasil tem transposto períodos reflexivos que 
culminam em uma ideia: a educação precisa mudar. 
O tema, mesmo recorrente, continua atual. Não é mais uma questão de opção ou de 
postura dos profissionais da educação, mas trata-se de uma exigência da sociedade, 
que cada vez mais prega a mudança da educação para que esta seja de qualidade e 
igualitária. 
Em todo o mundo estão sendo implantadas reformas educacionais para adequar o 
sistema de ensino às mudanças econômicas e sociais.
Importante
Após a LBD, ainda em vigor, surgiram várias emendas, melhorando 
ainda mais os direitos à educação, como o Ensino Infantil (pré-escola 
obrigatório), que agora é obrigatório a partir dos 4 anos, tornando a pré-
escola, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio obrigatórios e gratuitos 
nas escolas públicas. Além do Ensino Fundamental de nove anos, entre 
outros benefícios. Após a LDB, temos a Base Nacional Comum Curricular 
(BNCC) prevista na LDB e prescrita para o Ensino Fundamental e a 
Educação Infantil, norteando nacionalmente a construção dos currículos.
15
Sistema Educacional Brasileiro História do sistema educacional brasileiro Capitulo 1
As instituições escolares vêm sendo pressionadas a repensar o seu papel diante das 
transformações aceleradas que caracterizam o processo de integração e reestruturação 
capitalista mundial e inovações tecnológicas. 
Os avanços tecnológicos e científicos, as mudanças no mundo do conhecimento afetam 
diretamente a sociedade em suas necessidades, e é claro, atingem também a escola, 
que é cobrada pela formação desse “novo cidadão” para o século XXI.
Em resposta a essa exigência, as instituições de ensino têm a todo tempo o 
questionamento do papel e da função da escola, em relação ao que a sociedade 
espera que ela desenvolva na formação integral do aluno e exerça verdadeiramente 
sua cidadania. 
Para o educador hoje, não basta ser um profissional eficiente em sala de aula, mas 
possuir uma cultura geral que inclui conhecimentos legais, jurídicos, cognitivos e 
pedagógicos e saber direcionar a busca do conhecimento dos seus alunos, visto que o 
ensino autodidata vem crescendo.
O que observamos é que, no Brasil, na maioria das escolas públicas, podemos observar: 
instituições do século XXI estruturalmente falando, professores do século XX, que nem 
sempre se atualizam com as novas tendências educacionais, e os alunos do século XXI. 
Por isso, há um abismo entre a versão escolar e a versão social, e, em consequência 
disso, o fracasso de algumas escolas públicas no Brasil.
16
Sistema Educacional Brasileiro História do sistema educacional brasileiro Capitulo 1
Resumindo
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? 
Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o 
tema de estudo deste capítulo, vamos revisar o que vimos. Você deve 
ter aprendido que nos primórdios da educação no Brasil, Portugal 
passa aos jesuítas a responsabilidade da gestão da educação e esses 
implantaram as bases, a estrutura e o funcionamento da escola brasileira. 
Posteriormente, foram criados colégios e seminários destinados aos 
filhos dos colonos brancos. No fim do Império e início da República, são 
traçadas as primeiras concepções de uma política educacional estatal, 
resultado do fortalecimento do Estado, sob a forma de sociedade política. 
O governo republicano foi quem proporcionou o maior crescimento 
de oportunidades escolares elitistas. Na Constituição de 1891, a escola 
organiza-se em “graus de ensino”, em que o 1º grau seria para crianças 
de 7 a 13 anos, e o 2º grau para crianças a partir de 13 anos. Na década 
de 60, surge uma nova organização educacional, pela Lei nº 4.024/61 
(Lei de Diretrizes e Bases da Educação [LDB]), estabelecendo a seguinte 
estrutura para o ensino:
Primário — obrigatório e gratuito com duração de quatro anos (1ª a 4ª 
série).
Ginásio — não obrigatório e gratuito nas escolas públicas com duração 
de quatro anos (5ª a 8ª série).
Colegial — subdividido em “clássico” e “científico”, não era obrigatório, 
mas era gratuito nas escolas públicas, com duração de três anos.
Superior — não obrigatório e gratuito nas escolas públicas.
Estudamos que foi criada a segunda LDB, nº 5.692, de 11 de agosto de 
1971. Com ela, surge a unificação do ensino primário com o ginásio, 
constituindo o “1º grau” e tornando os oito primeiros anos obrigatórios e 
gratuitos em escolas públicas.
17
@faculdadelibano_
2
Conceitos 
do sistema 
educacional 
brasileiro
18
Sistema Educacional Brasileiro Capitulo 2
Conceitos do sistema 
educacional brasileiro
O que é o sistema educacional brasileiro?
De acordo com o que estabelece Menezes(2021), o sistema educacional é a maneira 
como se organiza a educação regular no processo político brasileiro.
É a forma de como se organiza a educação regular no Brasil. Essa organização 
se dá em sistemas de ensino da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios. 
A Constituição Federal de 1988, com a Emenda Constitucional n.º 14, de 1996 e a 
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), instituída pela lei nº 9394, de 
1996, são as leis maiores que regulamentam o atual sistema educacional brasileiro. 
(MENEZES, 2021)
Objetivos
O sistema educacional brasileiro está cada vez mais sendo lembrado e 
falado por redes sociais, mídias, nas campanhas eleitorais, em congressos, 
entre outros. Fato este importante, visto que a educação é a principal 
ferramenta para formar profissionais e cidadãos mais conscientes dos 
seus direitos e deveres e como a sociedade funciona. Neste tópico, você 
entenderá mais sobre o conceito do sistema educacional brasileiro.
19
Sistema Educacional Brasileiro Conceitos do sistema educacional brasileiro Capitulo 2
No que se refere ao processo estabelecido pela LDB (Lei de diretrizes e bases), destaca-
se ser uma norma responsável por definir os objetivos centrais da educação do Brasil 
e isso inclui a maneira como ela se organiza, quais são os órgãos que irão gerenciar 
as atividades educacionais e ainda, os níveis educacionais que o sistema brasileiro 
oferecerá. Destaca-se, portanto, que os elementos previstos da LDB devem estar em 
consonância com o estabelecido no sistema princípio lógico identificado na Constituição 
Federal.
FIGURA 2
Sistema educacional brasileiro
FONTE
Elaborado pela autora com base 
em Menezes (2021 online)
FIGURA 3
Os pressupostos da Lei de Diretrizes 
e Base
FONTE
Elaborado pela autora com base 
em Brasil (1996)
20
Sistema Educacional Brasileiro Conceitos do sistema educacional brasileiro Capitulo 2
Ainda sobre a LDB, destaca-se que exerceu uma grande influência na BNCC Um 
conjunto de orientações de aprendizagem dos alunos para atingir metas educacionais. 
Ela busca garantir que todos os alunos tenham acesso aos conhecimentos básicos e 
indispensáveis, independentemente de onde e em quais condições estudam, conforme 
estabelecido em Brasil (2017)
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter normativo 
que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos 
os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação 
Básica, de modo a que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e 
desenvolvimento, em conformidade com o que preceitua o Plano Nacional de 
Educação (PNE). Este documento normativo aplica-se exclusivamente à educação 
escolar, tal como a define o § 1º do Artigo 1º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação 
Nacional (LDB, Lei nº 9.394/1996) e está orientado pelos princípios éticos, políticos 
e estéticos que visam a formação humana integral e a construção de uma 
sociedade justa, democrática e inclusiva, como fundamentado nas Diretrizes 
Curriculares Nacionais da Educação Básica (DCN). Cabe à União, aos estados, ao 
Distrito Federal e aos municípios planejar, financiar, manter e executar as políticas 
de ensino que estejam de acordo com a BNCC, LDB e as diretrizes constitucionais. 
(BRASIL, 2017)
O Art. 2º da LDB afirma que a educação é inspirada nos princípios de liberdade e nos 
ideais de solidariedade humana, cuja finalidade é desenvolver pessoas para exercerem 
a cidadania e qualificá-las para o trabalho. Além disso, a LDB define que existem duas 
categorias de ensino: a educação básica e a educação superior.
Reflita
A LDB trata especificamente de educação, como já vimos. Porém, ela 
divide a educação em ampla e estrita, sendo que a primeira é de 
responsabilidade da família e a segunda do Estado. A educação no 
sentido amplo, é tudo aquilo que acontece nos diversos ambientes 
formativos, ou seja, é o que se aprende em qualquer lugar ou espaço. 
21
Sistema Educacional Brasileiro Conceitos do sistema educacional brasileiro Capitulo 2
Sendo assim, de acordo com o que as referidas normas estabelecem, vários órgãos são 
responsáveis pelo funcionamento do nosso sistema educacional e, como será possível 
compreender abaixo, o funcionamento se dará de acordo com o estabelecido em níveis, 
que são, federal, estadual e municipal. No que se refere ao nível federal, encontram-se 
os seguintes órgãos:
• Ministério da Educação (MEC).
• Conselho Nacional de Educação (CNE).
Já no âmbito estadual, assim como no Distrito Federal, decisões sobre o sistema 
educacional ficam a cargo das seguintes entidades:
• Secretarias Estaduais de Educação (SEE).
• Conselhos Estaduais de Educação (CEE).
• Diretorias de Ensino de Educação (DE).
E, por fim, no nível municipal, quem coordena a educação são:
• Secretarias Municipais de Educação (SME).
• Conselhos Municipais de Educação (CME).
Saiba Mais
No intuito de compreender melhor as informações que contextualizam 
a construção da BNCC, sugere-se a leitura do texto que pode ser 
acessado aqui. Através dessa leitura, será possível perceber as etapas 
cronológicas no processo de construção do documento que entrou em 
vigor no ano de 2017. Em seguida, torna-se essencial a leitura do texto 
final do documento BNCC que pode ser acessado aqui.
A organização do sistema educacional brasileiro
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/historico
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf
22
Sistema Educacional Brasileiro Conceitos do sistema educacional brasileiro Capitulo 2
Como foi possível observar anteriormente, o sistema educacional brasileiro é estruturado 
em níveis de ensino, no sentido de adequar as necessidades do estudante de acordo 
com a sua faixa etária e realidade. Portanto, de acordo com a LDB 9.394/96 estabelece, o 
sistema educacional brasileiro está organizado em educação básica e ensino superior. 
Art. 21. A educação escolar compõe-se de:
I – Educação básica, formada pela educação infantil, ensino fundamental e ensino 
médio; 
II – Educação superior. (BRASIL, 1996)
 
No que se refere ao processo de compreensão da educação básica, convém destacar 
que se diz respeito a um processo eminentemente obrigatório, ou seja, é dever dos pais 
e/ou responsáveis que as crianças e adolescentes concluam a educação básica, assim 
como é dever do Estado oferecer essa educação. Ela é constituída pelas seguintes 
modalidades:
• Educação infantil – Com duração de cinco anos – Creche com alunos de 0 a 3 anos 
e pré-escola com alunos de 4 e 5 anos. Sendo obrigatória a matrícula a partir de 4 
anos.
• Ensino fundamental – Duração de nove anos, com alunos de 6 a 14 anos.
• Ensino médio – Duração de três anos, com alunos de 15 a 17 anos.
• Ensino médio técnico – As escolas podem oferecer cursos técnicos em turnos 
inversos. A duração é variável, podendo ser de um a três anos.
Ainda no que se refere ao processo estabelecido pela educação básica, destacam-se 
outras modalidades, que são:
• Educação de jovens e adultos (EJA)
Essa é uma das modalidades mais conhecidas na educação brasileira. Sua origem 
advém da necessidade de escolarização de pessoas excluídas do processo, mas ficou 
inicialmente conhecida como uma educação de segunda classe para as pessoas 
adultas e, em geral, de classes populares. A necessidade de mão de obra minimamente 
qualificada para atuar na indústria e a diminuição dos números vergonhosos de 
analfabetismo foram os iniciadores do processo para que o Estado oferecesse tal 
modalidade. 
23
Sistema Educacional Brasileiro Conceitos do sistema educacional brasileiro Capitulo 2
Anteriormente conhecida como supletivo, a atual EJA traz consigo a concepção de 
inclusão social e oferta para aqueles que não tiveram oportunidades na idade própria. 
A EJA está disciplinada na LDB, em especial nos artigos 37 e 38, e possui DCN própria 
para sua oferta.
• Educação especial
Seu conceito estádisposto no artigo 58 da LDB — a modalidade de educação escolar 
oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, 
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.
Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade 
de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, 
para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas 
habilidades ou superdotação. (BRASIL, 1996)
Como é possível observar, a LDB teve o cuidado de especificar o que seria educação 
especial e, ainda, como deve ser aplicada, como é o caso da definição dos locais e da 
maneira como deve ser aplicada. Destacando a necessidade da instituição de ensino se 
adequar às peculiaridades de cada indivíduo que busca o serviço especial de educação.
No que se refere ao processo de caracterização, destaca-se que ela é encontrada nos 
artigos 59, 59-A e 60, bem como nas inúmeras legislações que foram necessárias para 
que o processo de inclusão pudesse acontecer.
Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com deficiência, 
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação:
I. - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, 
para atender às suas necessidades;
II. - terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para 
a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências e aceleração 
para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados;
III. - professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para 
atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados 
para a integração desses educandos nas classes comuns;
24
Sistema Educacional Brasileiro Conceitos do sistema educacional brasileiro Capitulo 2
IV. - educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida 
em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não revelarem 
capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante articulação com os 
órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam uma habilidade 
superior nas áreas artística, intelectual ou psicomotora;
V. - acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares 
disponíveis para o respectivo nível do ensino regular.
Art. 59-A. O poder público deverá instituir cadastro nacional de alunos com altas 
habilidades ou superdotação matriculados na educação básica e na educação 
superior, a fim de fomentar a execução de políticas públicas destinadas ao 
desenvolvimento pleno das potencialidades desse alunado. (Incluído pela Lei 
nº 13.234, de 2015) Parágrafo único. A identificação precoce de alunos com 
altas habilidades ou superdotação, os critérios e procedimentos para inclusão 
no cadastro referido no caput deste artigo, as entidades responsáveis pelo 
cadastramento, os mecanismos de acesso aos dados do cadastro e as políticas 
de desenvolvimento das potencialidades do alunado de que trata o caput serão 
definidos em regulamento. (BRASIL, 1996)
FIGURA 4
LDB e aspectos da educação 
especial
FONTE
Elaborado pela autora com base em 
Brasil (1996)
Compreende-se que a LDB se apresenta como um sistema normativo voltado para 
o processo de inclusão de todos os indivíduos, independentemente, de sua condição 
neurológica. Por isso, compreende- se como um processo de responsabilidade da 
escola, visto que cabe à instituição possuir estrutura física adequada para a construção 
25
Sistema Educacional Brasileiro Conceitos do sistema educacional brasileiro Capitulo 2
da igualdade de oportunidades. Destaca-se, portanto, que a criança ou adulto que 
possui algum tipo de condição neuroatípica possui os mesmos direitos sobre o acesso 
à educação de qualquer outra criança ou indivíduo que é neuroatípica.
Os sistemas de ensino devem matricular os estudantes com deficiência, transtornos 
globais do desenvolvimento e altas habilidades/ superdotação nas classes comuns do 
ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), complementar 
ou suplementar à escolarização, ofertado em salas de recursos multifuncionais ou 
em centros de AEE da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou 
filantrópicas sem fins lucrativos.
• Educação profissional e tecnológica
A educação profissional e tecnológica, no cumprimento dos objetivos da educação 
nacional, integra-se aos diferentes níveis e modalidades de educação e às dimensões 
do trabalho, da ciência e da tecnologia, e articula-se com o ensino regular e com outras 
modalidades educacionais: EJA, educação especial e educação a distância (EAD). 
Como modalidade da educação básica, a educação profissional e tecnológica ocorre 
na oferta de cursos de formação inicial e continuada ou qualificação profissional e nos 
de educação profissional técnica de nível médio. No que se refere à previsão legal da 
educação profissional e tecnológica, indica-se o estabelecido no artigo 39º, que se 
encontra disposto da seguinte maneira:
Art. 39. A educação profissional e tecnológica, no cumprimento dos objetivos da 
educação nacional, integra- se aos diferentes níveis e modalidades de educação 
e às dimensões do trabalho, da ciência e da tecnologia. (Redação dada pela Lei 
nº 11.741, de 2008)
§ 1º Os cursos de educação profissional e tecnológica poderão ser organizados por 
eixos tecnológicos, possibilitando a construção de diferentes itinerários formativos, 
observadas as normas do respectivo sistema e nível de ensino. (Incluído pela Lei nº 
11.741, de 2008)
§ 2º A educação profissional e tecnológica abrangerá os seguintes cursos: (Incluído 
pela Lei nº 11.741, de 2008)
26
Sistema Educacional Brasileiro Conceitos do sistema educacional brasileiro Capitulo 2
I. – de formação inicial e continuada ou qualificação profissional; (Incluído pela Lei 
nº 11.741, de 2008)
II. – de educação profissional técnica de nível médio; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 
2008)
III. – de educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação. (Incluído 
pela Lei nº 11.741, de 2008)
§ 3º Os cursos de educação profissional tecnológica de graduação e pós-
graduação organizar-se-ão, no que concerne a objetivos, características e 
duração, de acordo com as diretrizes curriculares nacionais estabelecidas pelo 
Conselho Nacional de Educação. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008). (BRASIL, 1996)
 
Ao analisar o texto apresentado do dispositivo normativo acima, destaca-se que se 
trata de uma iniciativa do poder público para ampliar o processo de aperfeiçoamento 
e, ainda, de inclusão da população. A educação profissional e o ensino tecnólogo, acima 
de qualquer coisa, ampliam as oportunidades dos jovens e adultos que desejam entrar 
no mercado de trabalho, mas que por várias questões não tiveram oportunidades.
• Educação básica do campo
A educação para a população rural está prevista com adequações necessárias às 
peculiaridades da vida no campo e de cada região, definindo-se orientações para 
três aspectos essenciais à organização da ação pedagógica: conteúdos curriculares 
e metodologias apropriadas às reais necessidades e aos interesses dos estudantes da 
zona rural, organização escolar própria, incluindo adequação do calendário escolar às 
fases do ciclo agrícola e às condições climáticas e, ainda, adequação à natureza do 
trabalho na zona rural.
Nesse sentido, observa-se o disposto no artigo 28º da LDB que estabelece o seguinte:
Art. 28. Na oferta de educação básica para a população rural, os sistemas de ensino 
promoverão as adaptações necessárias à sua adequação às peculiaridades da 
vida rural e de cada região, especialmente:
I. - conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e 
interesses dos alunos da zona rural; 
27
Sistema Educacional Brasileiro Conceitos do sistema educacional brasileiro Capitulo 2
II. - organizaçãoescolar própria, incluindo adequação do calendário escolar às 
fases do ciclo agrícola e às condições climáticas;
III. - adequação à natureza do trabalho na zona rural. Parágrafo único. O fechamento 
de escolas do campo, indígenas e quilombolas será precedido de manifestação do 
órgão normativo do respectivo sistema de ensino, que considerará a justificativa 
apresentada pela Secretaria de Educação, a análise do diagnóstico do impacto 
da ação e a manifestação da comunidade escolar. (BRASIL, 1996)
Portanto, a identidade da escola do campo é definida pela vinculação com as questões 
inerentes à sua realidade, com propostas pedagógicas que contemplam sua diversidade 
em todos os aspectos, como sociais, culturais, políticos, econômicos, de gênero, geração 
e etnia.
Além do mais, as formas de organização e metodologias pertinentes à realidade do 
campo devem ser acolhidas, como a pedagogia da terra, pela qual se busca um 
trabalho pedagógico fundamentado no princípio da sustentabilidade, para assegurar 
a preservação da vida das futuras gerações, e a pedagogia da alternância, na qual o 
estudante participa, concomitante e alternadamente, de dois ambientes/situações de 
aprendizagem: o escolar e o laboral, supondo parceria educativa, em que ambas as 
partes são corresponsáveis pelo aprendizado e pela formação do estudante.
• Educação escolar indígena
Previsto no artigo 78º da LDB, a educação escolar indígena dispõe que as unidades 
educacionais inscritas em terras indígenas e suas culturas, as quais têm uma realidade 
singular, requerem uma pedagogia própria em respeito à especificidade étnico-
cultural de cada povo ou comunidade e formação específica de seu quadro docente, 
observados os princípios constitucionais, a base nacional comum e os princípios que 
orientam a educação básica brasileira.
Art. 78. O Sistema de Ensino da União, com a colaboração das agências federais de 
fomento à cultura e de assistência aos índios, desenvolverá programas integrados 
de ensino e pesquisa, para oferta de educação escolar bilíngue e intercultural 
aos povos indígenas, com os seguintes objetivos:
28
Sistema Educacional Brasileiro Conceitos do sistema educacional brasileiro Capitulo 2
I. - proporcionar aos índios, suas comunidades e povos, a recuperação de suas 
memórias históricas; a reafirmação de suas identidades étnicas; a valorização de 
suas línguas e ciências;
II. - garantir aos índios, suas comunidades e povos, o acesso às informações, 
conhecimentos técnicos e científicos da sociedade nacional e demais sociedades 
indígenas e não- índias. (BRASIL, 1996)
Na estruturação e no funcionamento das escolas indígenas, é reconhecida a sua 
condição de possuidores de normas e ordenamento jurídico próprios, com ensino 
intercultural e bilíngue, visando a valorização plena das culturas dos povos indígenas e 
a afirmação e manutenção de sua diversidade étnica.
FIGURA 5
Educação escolar indígena
FONTE
Elaborado pela autora com base 
em Brasil (1996)
• Educação escolar quilombola
A educação escolar quilombola é desenvolvida em unidades educacionais inscritas 
em suas terras e cultura, requerendo pedagogia própria em respeito à especificidade 
étnico-cultural de cada comunidade e formação específica de seu quadro docente, 
observados os princípios constitucionais, a base nacional comum e os princípios que 
orientam a educação básica brasileira. Nesse sentido, de acordo com o que estabelecem 
as diretrizes nacionais para a educação escolar quilombola (2012), observa-se que:
29
Sistema Educacional Brasileiro Conceitos do sistema educacional brasileiro Capitulo 2
A Educação Escolar Quilombola é desenvolvida em unidades educacionais 
inscritas em suas terras e cultura, requerendo pedagogia própria em respeito à 
especificidade étnico- cultural de cada comunidade e formação específica de seu 
quadro docente, observados os princípios constitucionais, a base nacional comum 
e os princípios que orientam a Educação Básica brasileira. Na estruturação e no 
funcionamento das escolas quilombolas, deve ser reconhecida e valorizada sua 
diversidade cultural. (BRASIL, 2012 p. 42)
Dessa maneira, convém destacar que no âmbito da estruturação e do funcionamento 
das escolas quilombolas, bem como nas demais, deve ser reconhecida e valorizada a 
diversidade cultural.
• EAD
É a modalidade educacional na qual os alunos e professores estão separados, física 
ou temporalmente e, por isso, faz-se necessária a utilização de meios e tecnologias de 
informação e comunicação (TICs). 
Essa modalidade é regulada por uma legislação específica e pode ser implantada na 
educação básica (EJA, educação profissional técnica de nível médio) e na educação 
superior. A modalidade EAD caracteriza-se pela mediação didático–pedagógica nos 
processos de ensino e aprendizagem que ocorre com a utilização de TICs, com estudantes 
e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares e/ou tempos diversos.
Você Sabia?
Você sabia que com os avanços no sistema educacional brasileiro, 
os cursos EAD foram bem-sucedidos e cresceram muito nesta última 
década?
30
Sistema Educacional Brasileiro Conceitos do sistema educacional brasileiro Capitulo 2
Resumindo
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? 
Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o 
tema de estudo deste capítulo, vamos revisar o que vimos. Você deve 
ter aprendido que a educação básica tem caráter obrigatório, ou seja, 
é dever dos pais e/ou responsáveis que as crianças e adolescentes 
concluam a educação básica, assim como é dever do Estado oferecer 
essa educação. Ela é constituída pelas seguintes modalidades:
Educação infantil. Ensino fundamental.
Ensino médio. Ensino médio técnico Outras modalidades da educação 
básica: Educação de jovens e adultos (EJA).
Educação especial.
Educação profissional e tecnológica. 
Educação básica do campo Educação escolar indígena.
Educação escolar quilombola. EAD.
31
@faculdadelibano_
3
Princípios 
do sistema 
educacional 
brasileiro
32
Sistema Educacional Brasileiro Capitulo 3
Princípios do sistema 
educacional brasileiro
A Constituição Federal estabelece um complexo sistema de proteção do indivíduo que 
pode ser identificada durante todo o texto constitucional. Por isso, observa-se a grande 
influência que o presente texto constitucional possui no processo de construção do texto 
constitucional. A referida questão pode ser encontrada nos artigos 205 da Constituição 
Federal, como é possível identificar na transcrição dos dispositivos apresentados abaixo.
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida 
e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento 
da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o 
trabalho.
Art. 208. O dever do Estado com a Educação será efetivado mediante a garantia 
de: III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, 
preferencialmente na rede regular de ensino; IV - atendimento em creche e pré-
escola às crianças de 0 a 6 anos de idade.
Art. 213. Os recursos públicos serão destinados às escolas, podendo ser dirigidos 
a escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas, definidas em lei, que: I – 
comprovem finalidade não lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros em 
educação. (BRASIL, 1988)
Objetivos
Ao término deste capítulo você será capaz de entender os princípios do 
sistema educacional brasileiro e que estes vêm da constituição. Você 
verá também os educacionais propostos para uma rede colaborativa 
além dos princípios que fazem da educação Finlandesa um sucesso. Isto 
será fundamental para o exercício de sua profissão. E então? Motivado 
para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante!
33
Sistema Educacional Brasileiro Princípios do sistema educacional brasileiro Capitulo 3
Ao analisar os dispositivos acima, convém destacar o cuidado que a Constituição Federal 
teveao afirmar que estudar é um direito de todas as pessoas, independentemente de 
sua condição financeira, política ou étnica. Além do mais, o próprio texto constitucional 
destaca que é dever do Estado garantir este acesso à educação, mas que deve haver 
a parcela de responsabilidade da família no que se refere ao cumprimento do direito 
educacional. Inclusive se torna essencial destacar que a família que não favorece a 
inclusão dos filhos no processo educacional, deve ser responsabilizada.
Ainda no artigo 205 é possível observar que a educação amplia os horizontes da criança, 
pois favorece o seu desenvolvimento completo como ser humano, visto que oferece a 
construção de aspectos essenciais para o exercício de sua cidadania, ou seja, para 
a sua participação integral como membro de uma sociedade e, ainda, ser capaz de 
modificar o cenário em que se encontra inserido. 
Como será visto no tópico a seguir, o sistema educacional será fundamentado nos 
aspectos principiológicos, ou seja, independentemente de sua condição, o indivíduo 
FIGURA 6
Constituição Federal
FONTE
Freepik
34
Sistema Educacional Brasileiro Princípios do sistema educacional brasileiro Capitulo 3
possuirá o direito de acesso à educação. No que se refere ao sujeito responsável para 
garantir o funcionamento dos preceitos educacionais, observa-se que no artigo 208 
está disposto que:
O dever do Estado com a Educação será efetivado mediante a garantia de: 
III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, 
preferencialmente na rede regular de ensino; IV - atendimento em creche e pré- 
escola às crianças de 0 a 6 anos de idade. (BRASIL, 1988)
O referido dispositivo destaca que compete ao poder público garantir o acesso à 
educação para todas as pessoas, indistintamente, ou seja, mesmo que o sujeito 
apresente alguma condição neuroatípica, conforme encontra-se destacado no inciso 
III. Além do mais, das informações apreendidas no presente dispositivo, torna-se possível 
compreender que o sistema educacional é obrigatório, ou seja, as famílias e o poder 
público não têm a opção de não oferecer educação às suas crianças e adolescentes.
Saiba Mais
No que se refere à obrigatoriedade da criança estar na escola, destaca-
se o especificado na Emenda Constitucional 59/2009, que estabelece a 
necessidade das famílias matricularem seus filhos na escola e nos casos 
de inexistência de vaga, o poder público precisa acolher esta criança 
a partir da criação de novas vagas. Nesse sentido, para compreender 
um pouco melhor o funcionamento da obrigatoriedade de se conceder 
acesso à educação, indica-se a leitura do artigo de opinião escrito por 
Marcela Campos, cujo título é “pais terão que matricular filhos a partir 
dos 4 anos”. O artigo pode ser acessado aqui.
Por fim, não menos importante, o artigo 213 da Constituição Federal estabelece as 
especificações acerca do uso dos recursos públicos referentes ao processo educacional.
Art. 213. Os recursos públicos serão destinados às escolas, podendo ser dirigidos a 
escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas, definidas em lei, que: I – comprovem 
finalidade não lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros em educação.
https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/pais-terao-de-matricular-os-filhos-a-partir-de-4-anos-3s400hvpvagb7romy3aovu580/
35
Sistema Educacional Brasileiro Princípios do sistema educacional brasileiro Capitulo 3
Destaca-se, portanto, que os recursos públicos se destinarão para as escolas públicas 
ou ainda, para instituições filantrópicas que objetivam, essencial, o favorecimento da 
educação. 
A referida questão visa, tão somente, afastar o uso dos recursos públicos por instituições 
privadas e, portanto, evitar a possibilidade de ocorrência de atos de corrupção.
Princípios educacionais propostos para uma rede colaborativa de 
educadores
A atual Constituição da República Federativa do Brasil foi promulgada em 5 de outubro 
de 1988. No que se refere à educação, como foi destacado no tópico anterior, mais 
especificamente no capítulo III que versa sobre Educação, Cultura e Desporto e na Seção 
I que versa sobre Educação observa-se um amplo sistema de proteção ao sistema 
educacional, de maneira a garantir acesso irrestrito à educação.
No caso do artigo 206, a Constituição Federal estabelece quais são os princípios que irão 
nortear as atividades educacionais, como é possível identificar na figura 7, apresentada 
abaixo.
FIGURA 7
Princípios Constitucionais
FONTE
Elaborado pela autora com 
base em Brasil (1988)
36
Sistema Educacional Brasileiro Princípios do sistema educacional brasileiro Capitulo 3
Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I. - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II. - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o 
saber;
III. - pluralismo de ideais e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições 
públicas e privadas de ensino; 
IV. - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
V. - valorização dos profissionais do ensino, garantido, na forma da lei, plano de carreira 
para o magistério público, com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente 
por concurso público de provas e títulos, assegurado regime jurídico único para 
todas as instituições mantidas pela União;
VI. - valorização dos profissionais do ensino, garantidos, na forma da lei, planos 
de carreira para o magistério público, com piso salarial profissional e ingresso 
exclusivamente por concurso público de provas e títulos; (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
VII. - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, 
planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e 
títulos, aos das redes públicas; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, 
de 2006)
VIII. - gestão democrática do ensino público, na forma da lei;
IX. - garantia de padrão de qualidade.
X. - piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar 
pública, nos termos de lei federal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 53, de 
2006) 
Parágrafo único. A lei disporá sobre as categorias de trabalhadores considerados 
profissionais da educação básica e sobre a fixação de prazo para a elaboração ou 
adequação de seus planos de carreira, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios. (BRASIL, 1988)
Partindo desse pressuposto, a Constituição determina que a educação, direito de todos 
e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da 
sociedade, visando o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício 
da cidadania e sua qualificação para o trabalho conforme o art. 205.
37
Sistema Educacional Brasileiro Princípios do sistema educacional brasileiro Capitulo 3
Percebe-se, portanto, que a educação a ser estruturada no Estado democrático de 
Direito com fundamento na Constituição Federal, visa o amplo desenvolvimento do 
indivíduo, afastando, portanto, as possibilidades de violação dos Direitos Humanos.
Constitui dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, 
com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à 
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar 
e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, 
exploração, violência, crueldade e opressão, conforme estabelece o artigo 227º da 
Constituição Federal.
Art. 227 É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao 
adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à 
alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, 
ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-
los a salvo de toda forma de negligência, discriminação,exploração, violência, 
crueldade e opressão. (BRASIL, 1988)
E, nos casos de não se cumprir o estabelecido pela norma acima especificada, 
os sujeitos envolvidos no processo poderão ser responsabilizados diretamente pela 
omissão ou negligência no processo de cumprimento das determinações educacionais.
FIGURA 8
Os pressupostos da Educação
FONTE
 Elaborado pela autora com base 
em Brasil (1988)
38
Sistema Educacional Brasileiro Princípios do sistema educacional brasileiro Capitulo 3
No que se refere às possibilidades do exercício da prestação de serviço educacional, 
destaca-se que o ensino é livre à iniciativa privada, desde que sejam cumpridas as 
normas gerais da educação nacional e o seu funcionamento seja autorizado e avaliado 
pelo poder público (art. 209). Dessa maneira, destaca-se que tanto a iniciativa privada 
como a iniciativa pública podem oferecer atividades educacionais para a sociedade. 
Portanto, amplia as possibilidades de acesso à educação, conforme se observa nos 
preceitos estabelecidos na Constituição Federal.
Então, a partir desses princípios, foram necessários outros documentos, como, LDB 
9.394/96 e suas alterações, a BNCC, emendas constitucionais, para regulamentar vários 
desses princípios, inclusive em relação aos investimentos que os governos Federal, 
Estadual e Municipal poderiam ter e aplicar.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, publicada em 1996, além de anunciar 
os princípios constitucionais, ampliou-os, incorporando o respeito à liberdade e o apreço 
à tolerância, a coexistência das instituições públicas e privadas de ensino, a valorização 
da experiência extraescolar e a vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as 
práticas sociais. 
Segue abaixo um quadro das leis que regulamentam atualmente o sistema educacional 
brasileiro, visando os princípios que o norteiam.
FIGURA 9
Os pressupostos para o 
exercício da Educaçãoo
FONTE
Elaborado pela autora com 
base em Brasil (1988)
39
Sistema Educacional Brasileiro Princípios do sistema educacional brasileiro Capitulo 3
Esses princípios citados na Constituição são as BASES para a formação integral do 
ser humano e partir delas é que surgiram outros princípios que também norteariam a 
educação, para que ela tenha um papel crucial na transformação e desenvolvimento 
das formas de pensar e agir. 
Segundo o site Escolas de Redes, eles sugerem seis princípios a serem trabalhados, a 
fim de inserir uma rede colaborativa de educadores que poderão servir de pontos de 
partida para um multidiálogo.
Carta de Princípios da Rede RC – núcleo SP
FIGURA 10
Leis que regulamentam o sistema educacional 
brasileiro
FONTE
Elaborado pela autora (2021).
40
Sistema Educacional Brasileiro Princípios do sistema educacional brasileiro Capitulo 3
(...) [esta é] uma rede colaborativa formada por pessoas que militam pela 
transformação da Educação Pública (1). Nossa finalidade inicial é a de promover a 
comunicação e o apoio mútuo entre pessoas, organizações e projetos que tenham 
por objetivo contribuir para a superação dos arcaicos paradigmas educacionais 
vigentes. (...) os modelos educacionais e as práticas educativas possuem decisivas 
condicionantes socioculturais. Este fato exige que, para a transformação da 
Educação, tenhamos de ultrapassar seu âmbito restrito, englobando as dimensões 
sociais, políticas e culturais. (...) a Educação atualmente praticada não contribui 
para que as gerações futuras tenham condição de superar os cruciais desafios 
postos para e pela humanidade. Mais do que isso, essa educação acaba por 
incentivar a formação de pessoas que tendem a reproduzir o modo de pensar, 
sentir, agir e viver que produziram tais desafios. Para que os atuais paradigmas 
educacionais possam ser superados é necessário estabelecer novas concepções 
que apontem formas alternativas de pensar, estruturar e praticar a Educação. (...) 
São estes princípios que, a nosso ver, devem fundamentar a vital transformação 
da Educação, para que esta possa corresponder às necessidades das pessoas e 
das sociedades contemporâneas:
1. Educar [se] para a Integralidade.
2. Educar [se] em Solidariedade.
3. Educar [se] na Diversidade.
4. Educar [se] na Realidade.
5. Educar [se] na Democracia.
6. Educar [se] com Dignidade. (CASTRO, et al. 2009) p. 23
 
Observa-se que os princípios de integridade, solidariedade, diversidade, realidade, 
democracia e dignidade fomentam os princípios da Constituição. 
Porém, em uma ótica socioemocional mais do que cognitiva, a BNCC trouxe-os como 
“base” das competências gerais a serem trabalhados nos conteúdos mínimos a serem 
ministrados pela educação no Brasil.
41
Sistema Educacional Brasileiro Princípios do sistema educacional brasileiro Capitulo 3
Princípios que fazem da educação da Finlândia um sucesso
Uma reforma curricular adotada pela Agência Nacional Finlandesa para a educação 
de 2016 fez com que crescesse mais a participação dos alunos pela aprendizagem, e 
assim os alunos tornaram-se mais bem- sucedidos no seu aprendizado acadêmico e 
socioemocional.
Neste ensino, os alunos estabelecem metas, resolvem seus problemas e avaliam seu 
aprendizado com base nas suas metas estabelecidas. Os princípios que embasam a 
educação na Finlândia enfatizam a escola como uma “comunidade de aprendizagem”, 
visando:
• Habilidades transversais – Conhecidas como o “aprender a aprender”, enfatizando 
o “cuidar de si mesmo” e gerenciar sua vida cotidiana, bem como ênfase nas 
habilidades ativas que os alunos poderão utilizar para o resto de suas vidas, como 
empreendedorismo, participação, envolvimento e criação de um futuro sustentável.
• Apoio governamental – Como o próprio nome diz, apoio do governo, ou seja, 
apoio do governo financeiro para custear esse ensino. Porém, para promover os 
currículos das escolas, a Agência Nacional de Educação na Finlândia e o governo 
buscam ferramentas que apoiem o ensino. Uma delas foi a venda do seu programa 
educacional antibullying para 17 países ao redor do mundo.
FIGURA 11
Princípios norteadores da educação
FONTE
Elabora pela autora com base em Castro et al. (2009 p.23)
42
Sistema Educacional Brasileiro Princípios do sistema educacional brasileiro Capitulo 3
• Aprendizagem multidisciplinar – Todo ano letivo, cada escola tem um tema ou 
projeto definido que culmine com o conteúdo em todas as disciplinas, chamados de 
“módulos de aprendizagem multidisciplinar”.
• Diferenciação – Há um respeito muito grande em relação à individualidade dos 
alunos, por isso, eles não ensinam todos da mesma maneira, considerando que cada 
aluno tem sua individualidade e seu modo de aprender. Os professores precisam 
diferenciar suas aulas, o que implica em, geralmente, pelo menos cinco tipos de 
tarefas diferentes na mesma classe e ao mesmo tempo.
• Diversidade na avaliação do aluno – Na Finlândia, a “AVALIAÇÃO” não é vista como 
um momento punitivo e classificatório, o novo currículo finlandês enfatiza a 
diversidade nos métodos de avaliação, bem como a avaliação que orienta e promove 
a aprendizagem. Informações sobre o progresso acadêmico de cada aluno devem 
ser dadas ao aluno e aos responsáveis com frequência. O retorno avaliativo também 
é fornecido de outras maneiras que não relatórios ou certificados. A autoavaliação 
e a avaliação entre pares desempenham um papel importante na avaliação e na 
habilidade de aprender a aprender.
• Um papel ativo para seus alunos – Neste princípio, os professores devem falar menos 
e deixar o aluno fazer mais, dando, assim, AUTONOMIA a eles. Os professores facilitam 
o ensino, enquanto os alunos estabelecem metas, refletem e resolvem problemas da 
vida real. Também estimulamos a curiosidade dos alunos estudando em ambientes 
fora da sala de aula, como o pátio da escola, a floresta, uma biblioteca ou até mesmo 
um shopping center.
Todos esses princípios são fundamentais para a boa educação, e a Finlândia leva à sério 
esses fatores, mas o maisimportante é que o sistema educacional deles é dedicado a 
ajudar todos os estudantes a crescer como seres humanos.
Resumindo
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? 
Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema 
de estudo deste capítulo, vamos revisar o que vimos. Você viu os princípios 
propostos para uma rede colaborativa de educadores e conheceu os 
princípios que tornam a educação da Finlândia um sucesso.
43
@faculdadelibano_
4
Características 
do sistema 
educacional 
brasileiro
44
Sistema Educacional Brasileiro Capitulo 4
Características do sistema 
educacional brasileiro
Características gerais dos sistemas educativos
Para que seja possível compreender as informações apresentadas no presente capítulo, 
convém destacar o que estabelece Torres e Kawahara (s.d., p.05) ao dispor que:
O sistema de ensino pode ser compreendido como um conjunto de partes que, 
coordenadas e integradas entre si, permitem estabelecer uma interligação lógica 
entre as esferas educacionais do nosso país, formando um todo autônomo e 
independente para atingir um objetivo comum. Como no Brasil os três entes 
federal, estadual e municipal são constitucionalmente responsáveis pela oferta da 
educação básica pública, a legislação preceitua que essa oferta deve se dar por 
meio do Regime de Colaboração. Trata-se, pois, de uma estratégia para evitar 
sobreposição e dispersão de ações. (TORRES; KAWAHARA, s.d., p.05)
Isso significa informar que o sistema de ensino é dever do poder do público e para 
que isso aconteça torna-se essencial a interligação de atividades desempenhadas, de 
maneira colaborativa, por todos os sujeitos que se encontram evolvidos no processo. 
E, para que isso seja possível, a emenda constitucional 59/209 apresenta elementos 
essenciais no sentido de favorecer o cumprimento das questões educacionais previstas 
na constituição, nomeadamente o Plano Nacional de Educação (PNE).
Objetivos
Ao término deste capítulo você será capaz de entender as características 
do sistema educacional brasileiro, as características gerais dos sistemas 
educativos, assim como, as características das escolas no Brasil. Isto 
será fundamental para o exercício de sua profissão. E então? Motivado 
para desenvolver esta competência? Então vamos lá. Avante!
45
Sistema Educacional Brasileiro Características do sistema educacional brasileiro Capitulo 4
Após a promulgação da Emenda Constitucional (EC) nº 59, de 12 de novembro 
de 2009, entre outras modificações introduzidas no texto constitucional, o artigo 
214 reconhece o Sistema Nacional de Educação. De acordo com os preceitos da 
EC nº 59, o Sistema Nacional de Educação deve ter como elemento articulador 
o Plano Nacional de Educação (PNE) e o regime de colaboração entre os entes 
federativos, definindo diretrizes, objetivos, metas e estratégias de implementação 
para assegurar a manutenção e o desenvolvimento do ensino em seus diversos 
níveis, etapas e modalidades por meio de ações integradas dos poderes públicos. 
(TORRES; KAWAHARA, s.d., p. 06)
Sendo assim, tendo em vista os critérios de classificação de “sistemas” dados no início 
desta unidade, podemos caracterizar o sistema educacional brasileiro da seguinte 
forma:
• Em relação ao meio – O sistema educativo brasileiro é um sistema ABERTO, pois está 
em plena relação com o meio.
• Em relação à sua estrutura – É um sistema composto, pois integra outros sistemas 
(subsistemas, por exemplo) que, por sua vez, podem ser decompostos em outros 
níveis.
• Quanto à sua previsibilidade – É um sistema probabilístico, na medida em que é afetado 
por fatores imprevisíveis ou limitadamente previsíveis, que impedem de estabelecer 
determinados inputs ao sistema, provocando efeitos certos e determinados.
• Por seu dinamismo, é um sistema dinâmico, visto que, para efeitos de seu estudo, 
são consideradas todas ou algumas de suas variações no tempo. Evolui consoante o 
contexto (espaço- temporal, sociocultural, etc.).
• Por sua estabilidade, é um sistema relativamente estável, visto que tem uma 
capacidade média de resistência aos fatores de perturbação.
• Por sua capacidade de regulação, é um sistema eclético (um misto de sistema 
“autorregulado” e de sistema “não autorregulado”), ou seja, tem certa capacidade 
própria de governar/regulação, porém, não deixa de depender grandemente do 
meio para sua gestão ou regulação.
• Quanto à sua origem, é um sistema artificial, visto ser criado pelo homem.
• Por suas componentes, é um sistema social, visto que está constituído por 
pessoas.
• Por sua forma de regulação, é um sistema conceitual (está formado por ideais e 
raciocínios) e de procedimentos (está formado por regras, normas ou instruções).
46
Sistema Educacional Brasileiro Características do sistema educacional brasileiro Capitulo 4
Tendo compreendido as características dos sistemas de ensino convém destacar que 
as diretrizes do plano nacional de educação, mais especificamente em seu artigo 2º, se 
fundamentam em algumas questões especificas, que são:
Erradicação do analfabetismo; II- universalização do atendimento escolar; III- 
superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da 
igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual. IV- melhoria da 
qualidade da educação; V- formação para o trabalho e para a cidadania; 
VI- promoção do princípio da gestão democrática da educação; promoção 
humanística, científica, cultural e tecnológica do País. VII- estabelecimento de 
meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do 
produto interno bruto, que assegure atendimento às necessidades de expansão, 
com padrão de qualidade e equidade; VIII- valorização dos (as) profissionais 
da educação; VIX- promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à 
diversidade e à sustentabilidade socioambiental. X - difusão dos princípios 
da equidade, do respeito à diversidade e a gestão democrática da educação. 
(BRASIL, 2014)
Dessa maneira, não se pode pensar em desenvolvimento de atividades no âmbito 
da educação nacional, sem que haja um fundamento essencial e, nesse caso, como 
observou-se acima, são os pressupostos estabelecidos no PNE.
FIGURA 12
A importância do PNE
FONTE
Autora (2021) baseado em (TORRES, 
KAWAHARA, s.d., p.16)
Além do mais, analisando de maneira primária as questões da referida diretriz, observa-se 
que se trata de um sistema inclusivo, pois propõe a melhoria na qualidade da educação, 
47
Sistema Educacional Brasileiro Características do sistema educacional brasileiro Capitulo 4
a ampliação do acesso à educação, a construção de cidadãos que se preocupem com 
o desenvolvimento da sociedade através de uma consciência crítica e inclusiva.
Destacamos que a execução do plano, considerando a natureza política do 
processo de planejamento, ocorrerá a partir do apoio dos atores comprometidos 
com o monitoramento contínuo e de avaliações periódicas das metas. Assim, 
destacamos a importância do acompanhamento e avaliação dos índices 
educacionais de quatro instâncias: Ministério da Educação (MEC); Comissões de 
Educação da Câmara dos Deputados e Comissão de Educação, Cultura e Esporte 
do Senado Federal; Conselho Nacional de Educação (CNE); Fórum Nacional de 
Educação (FNE). (TORRES; KAWAHARA, s.d., p. 16)
Por isso, pensar em um sistema mais integrativo, onde se é capaz de pensar no 
desenvolvimento integral do ensino e de seus partícipes, se torna essencial no processo 
educacional. Sendo assim, conforme destaca Torres e Kawahara (s.d., p.16) a solução é 
pensar em:
Um regime de colaboração específico para a implementação de modalidades 
de educação escolar que necessitem considerar territórios étnico-educacionais 
e a utilização de estratégias que levem em conta as identidades e especificidades 
socioculturais e linguísticas de cada comunidade envolvida, assegurada a consulta 
prévia e informada a essa

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