Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Coordenação de Educação a Distância
RESPONSABILIDADE SOCIAL E
DESENVOLVIMENTO LOCAL
SERGIO HORTA MATTOS
DANIELLE RABELO COSTA
FICHA TÉCNICA
Coordenação Editorial
Antonio Neuton da Silva Júnior
Revisão Textual
Jarlene Gomes Alves
Revisão Técnica
Antonio Neuton da Silva Júnior
Leonardo Rocha Moreira 
Rafael Rocha Moreira 
Projeto Gráfico e Diagramação
Alison Lucas Bezerra
Jândreson Gomes da Silva
Ilustração
Jândreson Gomes da Silva
Capa
Alison Lucas Bezerra
Colaboração
Antonio Reginaldo Candido da Silva
Francisco Yago da Silva Ferreira 
Lorena Maria da Silva
CENTRO UNIVERSITÁRIO CATÓLICA DE QUIXADÁ
Chanceler
Dom Ângelo Pignoli
Reitor
Manoel Messias de Sousa
Vice-Reitor
Renato Moreira de Abrantes
Pró-Reitor de Graduação e Extensão
Marcos Augusto Ferreira Nobre
Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa
Marcos James Chaves Bessa
Diretora de Administração e Logística
Idalete Deolide Fabiani
COORDENAÇÃO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Coordenador Geral 
Leonardo Rocha Moreira 
Centro de Produção de Material Didático (CPMD)
Designer Educacional
Antonio Neuton da Silva Júnior 
Alison Lucas Bezerra
Edmarques Batista dos Santos Filho
Jândreson Gomes da Silva 
Coordenação de Tecnologias Digitais (CTD)
Coordenador da CTD
Rafael Rocha Moreira 
Antonio Reginaldo Cândido da Silva
Francisco Yago da Silva Ferreira 
Lorena Maria da Silva
Hebert Mota de Oliveira 
Copyright © 2019. Centro Universitário Católica de 
Quixadá. 
Todos os direitos reservados.
Coordenação de Educação a Distância – Centro 
Universitário Católica de Quixadá
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta 
publicação poderá ser reproduzida, armazenada ou 
transmitida, total ou parcialmente, de qualquer modo 
ou por quaisquer meios (eletrônico, mecânico, 
fotocópia, gravação, distribuição na Web e outros), 
sem a prévia autorização, por escrito, do Centro 
Universitário Católica de Quixadá.
Algumas imagens utilizadas neste
livro foram obtidos a partir dos sites
FREEPIK.COM e WIKIMEDIA COMMONS
Capítulo – Controle ambiental do ar
• Explicar a estrutura e composição da atmosfera;
• analisar os impactos causados pela poluição atmosférica;
• conhecer a legislação brasileira relacionada ao controle ambiental 
do ar;
• propor soluções para reduzir as ameaças à saúde e ao ecossistema.
Introdução
1 Estrutura e composição da atmosfera
1.1 Abordagem histórica
2. Poluição atmosférica
2.1 Conceito e evolução histórica da poluição 
2.2 Origens e tipos de poluentes atmosféricos
2.3 Prevenindo e reduzindo a poluição do ar
Considerações finais
Objetivos de Aprendizagem
Temas
CEAD Unicatólica - Todos os direitos reservados.
C
ap
ítu
lo
 –
 C
on
tr
ol
e 
am
bi
en
ta
l d
o 
ar
03
INTRODUÇÃO
Respire fundo. Você sabe que qualidade tem o ar que está respirando? E o 
impacto desse ar em nossa vida? E no planeta? Esses e outros assuntos relativos ao 
ar atmosférico serão tratados neste capítulo, como a estrutura e composição do ar e 
a poluição atmosférica, causada principalmente pelo desenvolvimento industrial, pelo 
aumento dos veículos automotores, mudanças no padrão de consumo, derrubada e 
queima das florestas. Por fim, verá a legislação brasileira e outras ações de gestão 
como formas de controle ambiental do ar visando ao desenvolvimento sustentável.
Vamos lá!
1 ESTRUTURA E COMPOSIÇÃO DA ATMOSFERA
1.1 ABORDAGEM HISTÓRICA
A atmosfera é dividida em diversas camadas esféricas de gases, cada qual 
caracterizada por alterações abruptas na temperatura, resultado de diferenças na 
absorção da energia solar. Vivemos na parte mais inferior da camada mais fina de 
gases que rodeiam nosso planeta, ela é chamada de troposfera e concentra cerca de 
80% da massa de ar da Terra.1
Cerca de 99% do ar inalado na troposfera é composto por dois gases: 78% de 
nitrogênio (N) e 21% de oxigênio (O). O remanescente é formado de vapor de água 
(varia de 0,01% a 4%), argônio – Ar – (1%), dióxido de carbono – CO2 – (0,038%) e 
quantidades mínimas de outros gases.2
A atmosfera é constituída de cinco camadas: troposfera, estratosfera, mesosfera, 
termosfera e exosfera. O ar se torna mais rarefeito quanto mais distante da superfície 
terrestre, e é por isso que os alpinistas normalmente levam oxigênio com eles quando 
escalam altas montanhas. A troposfera é a única camada em que os seres vivos 
podem respirar normalmente. Vejamos as características de cada camada3:
1 Miller Jr. (2011).
2 Philippi Jr., Roméro e Bruna (2004).
3 IAG (2012).
C
ap
ítu
lo
 –
 C
on
tr
ol
e 
am
bi
en
ta
l d
o 
ar
CEAD UNICATÓLICA - Todos os direitos reservados.
04
• Troposfera: As condições climáticas acontecem na camada inferior da aplicar 
o recuo dos marcadores a partir da 2ª linha. Idem para os demais marcadores.
• Estratosfera: A estratosfera chega a 50 km do solo. A temperatura vai de 
-60°C na base ao ponto de congelamento na parte de cima. A estratosfera 
contém ozônio, um gás que absorve os prejudiciais raios ultravioleta do Sol. 
Hoje, a poluição está ocasionando “buracos” na camada de ozônio.
• Mesosfera: O topo da mesosfera fica a 80 km do solo. É muito fria, com 
temperaturas abaixo de -100°C. A parte inferior é mais quente porque absorve 
calor da estratosfera.
• Termosfera: O topo da termosfera fica a cerca de 450 km acima da Terra. 
É a camada mais quente, uma vez que as raras moléculas de ar absorvem a 
radiação do Sol. As temperaturas no topo chegam a 2.000°C.
• Exosfera: A camada superior da atmosfera fica a mais ou menos 900 km 
acima da Terra. O ar é muito rarefeito e as moléculas de gás “escapam” 
constantemente para o espaço, por isso é chamada de exosfera (parte externa 
da atmosfera).
Figura 4.1 – Estrutura da atmosfera
Fonte: Autores4
4 Adaptado de IAG (2012).
-80 -60 -40 -20 20 40 60 80
ºC
0
450
Exosfera
Termosfera
Mesosfera
Estratosfera
Camada de 
Ozônio
120
110
100
90
80 km (50 ml)
70
60
50
40 km (25 ml)
30
20
10
Troposfera
CEAD Unicatólica - Todos os direitos reservados.
C
ap
ítu
lo
 –
 C
on
tr
ol
e 
am
bi
en
ta
l d
o 
ar
05
QUESTÃO 1
As camadas encontradas na atmosfera são:
a) estratosfera, mesosfera, termosfera e exosfera.
b) exosfera, ionosfera, mesosfera e estratosfera.
c) estratosfera, mesosfera, biosfera e exosfera.
d) iconosfera, termosfera, exosfera e mesosfera.
2 POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA
2.1 CONCEITO E EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA POLUIÇÃO 
A poluição atmosférica pode ser definida como qualquer forma de matéria ou 
energia com intensidade, concentração, tempo ou características que possam tornar 
o ar impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde, inconveniente ao bem-estar público, 
danoso aos materiais, à fauna e à flora ou prejudicial à segurança, ao uso e gozo da 
propriedade e à qualidade de vida da comunidade.5
Apesar da poluição atmosférica ser reconhecida como um dos dilemas 
ambientais mais importantes e controversos dos tempos modernos, é uma questão 
muito antiga.6
 O problema da poluição do ar no século XIX era atribuído, principalmente, 
à fumaça e às cinzas das fornalhas das caldeiras, movidas a carvão ou óleo, para 
produzir energia elétrica, mover locomotivas e navios, além do aquecimento e da 
cocção em ambientes domésticos.
No século XX a explosão demográfica no planeta teve efeitos significativos 
no aumento da poluição, haja vista que no início desse século a população era de 
1,5 bilhão de pessoas e saltou para 6 bilhões no seu final. Além desse acréscimo, 
houve aumento do padrão de vida e do consumismo, colaborando ainda mais para o 
aumento de emissões nocivas na atmosfera.7
5 Lima, Farias e Lima (2012).
6 Moreira (2004); Mosley (2001).
7 Assunção e Hasegawa (2001).
Exercício de Aprendizagem
C
ap
ítu
lo
 –
 C
on
tr
ol
e 
am
bi
en
ta
l d
o 
ar
CEAD UNICATÓLICA - Todos os direitos reservados.
06
Atualmente a poluição do ar é um problema mundial, com reflexos em todo o 
planeta, como o efeito estufa e a redução da camada de ozônio (O3) estratosférico.8
HISTÓRICOS DOS GRANDES PROBLEMAS DE POLUIÇÃO DOAR 
ENTRE 1925 E 1950
O período compreendido entre 1925 e 1950 foi marcado por emergirem 
grandes problemas de poluição do ar:
 • 1930: Meuse Valley, na Bélgica - essa região, altamente industrializada, 
contava com siderúrgicas, metalúrgicas, centrais de geração de energia 
elétrica, indústrias de cerâmica, vidro, cimento, entre outras. Durante os 
cinco primeiros dias do mês de dezembro, uma forte inversão térmica, 
que perdurou por quase uma semana, impediu a dispersão dos poluentes, 
causando um aumento nos casos de doenças respiratórias e a morte de 
60 pessoas, em geral idosos.
 
• 1948: Donora, Pensilvânia – ocorreu uma forte inversão térmica, que teve 
como consequência a morte de 18 pessoas e o adoecimento de cerca de 
5.000, representando mais de 40% da população.
 • 1950: Poza Rica, México – o lançamento de gás sulfídrico (H2S) de uma 
refinaria de petróleo, durante cerca de 25 minutos, mediante condições 
meteorológicas adversas, ocasionou a morte de 22 pessoas e a internação 
de outras 320. 
• 1952: Londres – o mais grave dos episódios de poluição que se tem 
conhecimento ocorreu durante cinco dias do inverno daquele ano, 
quando uma inversão térmica, aliada à calmaria e a uma forte neblina, 
dificultou a dispersão dos poluentes, que, basicamente, eram gerados por 
indústrias e por aquecedores domiciliares que utilizavam carvão como 
8 Philippi Jr., Roméro e Bruna (2004).
Saiba Mais
CEAD Unicatólica - Todos os direitos reservados.
C
ap
ítu
lo
 –
 C
on
tr
ol
e 
am
bi
en
ta
l d
o 
ar
07
combustível. Como resultado da presença de altas concentrações de 
material particulado e dióxido de enxofre na atmosfera, foram registradas 
4.000 mortes. Outros 13 episódios semelhantes registrados na capital 
britânica, em 1957 e 1962, ocasionaram, respectivamente, 800 e 700 
fatalidades.
 Fonte: Reis Jr. (2005b).
A partir dos anos 60, emergiu na sociedade a consciência ambiental, 
ocasionando, nos vários países do mundo, articulações no sentido de criar 
regulamentos e organismos institucionais dedicados exclusivamente à causa 
ambiental.
Nos EUA, em 1955, surgiu a primeira regulamentação federal que fornecia 
suporte para a pesquisa em poluição do ar, treinamento e assistência técnica. A 
legislação inicial foi alterada e ampliada várias vezes ao longo dos últimos anos. 
Foi somente após a Conferência de Estocolmo (1972) que o Brasil mostrou 
interesse em adotar uma política ambiental. Assim, em 1973 foi criada a Secretaria 
Especial do Meio Ambiente (SEMA), vinculada ao Ministério do Interior. O marco inicial 
da regulamentação da poluição do ar no Brasil ocorreu com a Portaria MINTER 0231, 
de 27/04/1976, que estabeleceu padrões de qualidade do ar para alguns poluentes.
2.2 ORIGENS E TIPOS DE POLUENTES ATMOSFÉRICOS
Os poluentes do ar têm tanto origem humana como natural. Os de origem 
natural incluem o pó removido por ventos da superfície da Terra, incêndios florestais, 
erupções vulcânicas, substâncias químicas orgânicas voláteis liberadas por algumas 
plantas e por decomposição de vegetais e rajadas provenientes do mar. A poluição 
do ar por atividades humanas não é algo novo, teve início desde a descoberta do 
fogo, que adiciona à troposfera vários tipos de poluentes, que podem atingir níveis 
nocivos, sobretudo em áreas onde há concentração de pessoas, carros e atividades 
industriais.9 As pessoas passam cada vez mais tempo em interiores de edifícios, onde 
também ocorre a emissão de poluentes, e permanecem mais tempo em meios de 
transporte, o que torna importante considerar a dose de poluentes respirados nesses 
ambientes e não só ao ar livre.10
9 Miller Jr. (2011).
10 Smith (1993).
C
ap
ítu
lo
 –
 C
on
tr
ol
e 
am
bi
en
ta
l d
o 
ar
CEAD UNICATÓLICA - Todos os direitos reservados.
08
Os poluentes provenientes de atividades humanas (antrópicas) ou naturais 
podem ser divididos em primários e secundários:
• Poluentes primários são aqueles lançados diretamente pelas fontes de 
emissão, como por exemplo: o dióxido de enxofre (SO2), o ácido sulfídrico 
(H2S), os óxidos de nitrogênio (NOx), a amônia (NH3), o monóxido de carbono 
(CO), o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4), fuligem e aldeídos.
• Poluentes secundários são aqueles formados na atmosfera através de 
reações químicas entre os poluentes primários, com destaque para o peróxido 
de hidrogênio (H2O2), o ácido sulfúrico (H2SO4), o ácido nítrico (HNO3), o 
trióxido de enxofre (SO3), os nitratos (NO3-), os sulfatos (SO42-) e o ozônio (O3).
Para saber mais sobre os tipos e efeitos dos principais poluentes 
atmosféricos, clique aqui.
Com as altas concentrações de carros e indústrias, os centros urbanos costumam 
apresentar níveis de poluição do ar mais elevados do que as áreas rurais. No entanto, 
ventos predominantes podem levar poluentes primários e secundários das áreas dos 
centros urbanos e industriais para o campo e para outros centros urbanos.
QUESTÃO 2
Sobre a poluição atmosférica, a alternativa INCORRETA é:
a) A primeira regulamentação federal que forneceu suporte para a pesquisa 
em poluição do ar surgiu em 1955, nos Estados Unidos. Todavia, foi somente 
após a Conferência de Estocolmo, realizada em 1972, que o Brasil mostrou 
interesse em adotar uma política ambiental.
b) Os poluentes provenientes de atividades humanas (antrópicas) ou 
naturais podem ser divididos em duas categorias: os primários são aqueles 
lançados diretamente pelas fontes de emissão; e secundários são formados 
Saiba Mais
Exercício de Aprendizagem
http://www.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/qualidade-do-ar/poluentes-atmosf%C3%A9ricos
CEAD Unicatólica - Todos os direitos reservados.
C
ap
ítu
lo
 –
 C
on
tr
ol
e 
am
bi
en
ta
l d
o 
ar
09
na atmosfera através de reações químicas entre os poluentes primários.
c) A atmosfera é constituída de cinco camadas. Quanto mais distante da 
superfície terrestre, mais rarefeito o ar se torna. A termosfera é a única 
camada em que os seres vivos podem respirar normalmente.
d) O mais grave dos episódios de poluição do ar ocorreu em Londres, 
em 1952, quando uma inversão térmica, somada à calmaria e a uma forte 
neblina, dificultou a dispersão dos poluentes, que, basicamente, eram 
gerados por indústrias e por aquecedores domiciliares.
Será que estamos cuidando de algo tão importante como o Ar? Assista ao 
vídeo: Dica Ambiental - Poluição do Ar. 
2.3 PREVENINDO E REDUZINDO A POLUIÇÃO DO AR
 O ar atmosférico é considerado insuscetível de apropriação, sendo classificado 
como bem indisponível. Esse tem sido um dos maiores focos de preocupação da 
legislação ambiental. 
A Constituição da República de 1988, em seu art. 23, VI, estabelece que a 
proteção ao meio ambiente e o combate à poluição em qualquer de suas formas –
inclusive a atmosférica – é de competência comum da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios. E, no art. 24, VI, prevê a competência concorrente da União, 
dos Estados e do Distrito Federal para legislar sobre a proteção do meio ambiente e 
controle da poluição. Aos Municípios, nessa matéria, cabe suplementar a legislação 
federal e a estadual no que couber, conforme dispõe o art. 30, II.11
Mais adiante, o art. 225, caput, prevê que todos têm direito ao meio ambiente 
ecologicamente equilibrado – incluindo aqui o ar como suporte físico-químico - bem 
de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder 
Público e à coletividade o dever de defendê-lo. Além disso, a Constituição conferiu 
ampla proteção ao ar atmosférico e poder de controle sobre as atividades capazes de 
11 Silva, V. (2002).
Multimídia
https://www.youtube.com/watch?v=gR353dD3pyg
C
ap
ítu
lo
 –
 C
on
tr
ol
e 
am
bi
en
ta
l d
o 
ar
CEAD UNICATÓLICA - Todos os direitos reservados.
10
poluí-lo.12
Existem dois programas nacionais para a qualidade do ar lançados por 
resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). 
Figura 4.2 – Programas nacionais para a qualidade do ar lançadospelo CONAMA
Fonte: Autores13
QUALIDADE DO AR: LIMITE PARA O AR QUE RESPIRAMOS
Padrões de Qualidade do Ar
Para conhecer, avaliar, controlar e buscar uma boa qualidade do ar, tendo 
em vista a saúde da população, os governos estabeleceram limites de 
quantidade para alguns poluentes que estão na atmosfera. São os 
chamados padrões de qualidade. No Brasil, existem as leis que fixam 
padrões de qualidade para algumas substâncias. Veja o quadro abaixo:
Quadro 4.1 – Padrões nacionais de qualidade do ar (Resolução CONAMA nº 003 de 
28/06/1990) 
 (continua)
12 Sirvinskas (2015).
13 Com base em Amaral e Piubeli (2003).
PROCONVE PRONAR
(Resolução 018/86 do CONAMA, de 
06.05.1986): Programa Nacional de 
Controle da Poluição do Ar por 
Veículos Automotores, objetivando a 
redução de emissões.
(Resolução 005/89 do CONAMA, de 
15.07.1989) - Programa Nacional de 
Controle da Qualidade do Ar, cujo 
objetivo é contribuir para a gestão 
ambiental e o desenvolvimento 
socioeconômico do país, 
estabelecendo padrões de qualidade 
do ar e padrões de emissão. 
Saiba Mais
Poluente
Partículas Totais
em Suspensão
Amostrador de grandes 
volumes
Pararosanilina ou 
Equivalente
Infravermelho não 
dispersivo
Quimiluminescência ou
Equivalente
Separação inercial/
Filtração
Quimiluminescência ou
Equivalente
Cromatografia 
gasosa/
ionização de 
chamas
24 horas¹ 
MGA²
240
80
150
60
100
40
38,2
15,3
150
50
190
100
101
53,2
365
80
139
30,5
35.000
9.000
35.000
10.000
81,6 81,6
170
53,2
0,24 
ppmC
40.000
10.000
40.000
10.000
160 160
150
50
320
100
160
24 horas¹ 
MAA²
1 hora¹ 
8 horas
1 hora¹
24 horas¹ 
MAA³
1 hora¹ 
MAA³
3 horas 4
(6 h às 9 h)
Dióxido de
Enxofre
Monóxido de
Carbono
Ozônio
Partículas
Inaláveis
Dióxido de
Nitrogênio
Hidrocarbonetos
N metano
Método de 
Medição
Tempo de
Amostragem
Padrão 
microg/m³ ppb microg/m³ ppb
Padrão 
CEAD Unicatólica - Todos os direitos reservados.
C
ap
ítu
lo
 –
 C
on
tr
ol
e 
am
bi
en
ta
l d
o 
ar
11
 (conclusão)
Poluente
Partículas Totais
em Suspensão
Amostrador de grandes 
volumes
Pararosanilina ou 
Equivalente
Infravermelho não 
dispersivo
Quimiluminescência ou
Equivalente
Separação inercial/
Filtração
Quimiluminescência ou
Equivalente
Cromatografia 
gasosa/
ionização de 
chamas
24 horas¹ 
MGA²
240
80
150
60
100
40
38,2
15,3
150
50
190
100
101
53,2
365
80
139
30,5
35.000
9.000
35.000
10.000
81,6 81,6
170
53,2
0,24 
ppmC
40.000
10.000
40.000
10.000
160 160
150
50
320
100
160
24 horas¹ 
MAA²
1 hora¹ 
8 horas
1 hora¹
24 horas¹ 
MAA³
1 hora¹ 
MAA³
3 horas 4
(6 h às 9 h)
Dióxido de
Enxofre
Monóxido de
Carbono
Ozônio
Partículas
Inaláveis
Dióxido de
Nitrogênio
Hidrocarbonetos
N metano
Método de 
Medição
Tempo de
Amostragem
Padrão 
microg/m³ ppb microg/m³ ppb
Padrão 
(1) Não deve ser excedido mais que uma vez ao ano.
(2) Média Geométrica Anual
(3) Média Aritmética Anual
(4) EPA (Enviromental Protection Agency)- USA
 Fonte: Reis Jr. (2005a) 
Poluente
Partículas Totais
em Suspensão
Amostrador de grandes 
volumes
Pararosanilina ou 
Equivalente
Infravermelho não 
dispersivo
Quimiluminescência ou
Equivalente
Separação inercial/
Filtração
Quimiluminescência ou
Equivalente
Cromatografia 
gasosa/
ionização de 
chamas
24 horas¹ 
MGA²
240
80
150
60
100
40
38,2
15,3
150
50
190
100
101
53,2
365
80
139
30,5
35.000
9.000
35.000
10.000
81,6 81,6
170
53,2
0,24 
ppmC
40.000
10.000
40.000
10.000
160 160
150
50
320
100
160
24 horas¹ 
MAA²
1 hora¹ 
8 horas
1 hora¹
24 horas¹ 
MAA³
1 hora¹ 
MAA³
3 horas 4
(6 h às 9 h)
Dióxido de
Enxofre
Monóxido de
Carbono
Ozônio
Partículas
Inaláveis
Dióxido de
Nitrogênio
Hidrocarbonetos
N metano
Método de 
Medição
Tempo de
Amostragem
Padrão 
microg/m³ ppb microg/m³ ppb
Padrão 
MONITORAMENTO DA QUALIDADE DO AR
Para que serve?
Quais poluentes são comumente 
monitorados?
Avaliar os níveis de exposição aos 
poluentes atmosféricos a que a
população está exposta.
Realizar o automonitoramento de 
empresas para avaliação de fontes
de emissão de poluentes.
Fazer estudos epidemiológicos.
Proceder à caracterização físico-química 
para determinação da contribuição das
fontes nos resultados de monitoramento 
de Material Particulado.
Material Particulado (PTS)
Partículas Inaláveis com diâmetros 
menores que 10 (dez) mícrons (PM10).
Dióxido de Enxofre (SO2).
Óxidos de Nitrogênio (NOx).
Hidrocarboneto (HC).
Ozônio (O3).
C
ap
ítu
lo
 –
 C
on
tr
ol
e 
am
bi
en
ta
l d
o 
ar
CEAD UNICATÓLICA - Todos os direitos reservados.
12
QUESTÃO 3
A poluição atmosférica está diretamente relacionada com o surgimento de 
doenças respiratórias em uma população. Irritações nas mucosas e casos 
de câncer são apenas alguns dos problemas causados por esse tipo de 
poluição, que devem ser rapidamente combatidos. Analise as alternativas 
a seguir e marque aquela que NÃO representa uma forma de diminuir a 
poluição atmosférica.
a) Monitorar áreas que correm risco de incêndio.
b) Diminuir o uso de veículos automotores.
c) Promover o reflorestamento.
d) Reduzir o transporte coletivo.
QUESTÃO 4
Observe os itens a seguir:
I- Hidróxido de cálcio (Ca(OH)2).
II- Material Particulado (PTS).
III- Óxidos de Nitrogênio (NOx).
IV- Dióxido de Enxofre (SO2).
V- Óxido de Zinco (ZnO).
São poluentes comumente monitorados na qualidade do ar:
a) I e II, apenas.
b) II, IV e V, apenas.
c) II, III e IV, apenas.
d) I, II, III, IV e V.
Exercício de Aprendizagem
CEAD Unicatólica - Todos os direitos reservados.
C
ap
ítu
lo
 –
 C
on
tr
ol
e 
am
bi
en
ta
l d
o 
ar
13
Você contribui para diminuir a poluição do nosso planeta? Assista ao vídeo 
e aprenda 10 maneiras simples de poluir menos o nosso planeta! 
Esse capítulo abordou um dos mais preocupantes desafios 
socioambientais da atualidade, o controle ambiental do ar, um desafio 
global inter-relacionado com a responsabilidade socioambiental e a 
sustentabilidade do planeta. Vários aspectos relativos a esse desafio são 
descritos: os tipos, origens e efeitos de substâncias químicas e materiais 
que poluem o ar que é respirado, a legislação envolvida no tema e soluções 
para reduzir essas ameaças à saúde e ao ecossistema.
REFERÊNCIAS
AMARAL, Djanira M.; PIUBELI, Francine. A. A poluição atmosférica interferindo na 
qualidade de vida da sociedade. In: Simpósio de Engenharia de Produção, 10, 2003, 
Bauru. Anais... Bauru: Universidade Estadual Paulista, 2003.
Disponível em: http://www.simpep.feb.unesp.br/anais_simpep_aux.php?e=10.
Acesso em: 16 maio 2017.
ASSUNÇÃO, João V. de; HASEGAWA, P. T. Geração termelétrica com turbinas a 
gás natural e seu impacto na qualidade do ar. In: Workshop Geração Termelétrica a 
Gás Natural, 1, 2001, Porto Alegre. Anais... Porto Alegre: Instituto Brasileiro do Meio 
Ambiente, 2001.
IAG – INSTITUTO DE ASTRONOMIA, GEOFÍSICA E CIÊNCIAS ATMOSFÉRICAS. 
Estrutura da atmosfera. 2012. Disponível em: http://www.iag.usp.br/siae98/
atmosfera/estrutura.htm. Acesso em: 16 maio 2017.
LIMA, Yara da L.; FARIAS, Fabiano F.; LIMA, Antônia de M. da L. Poluição 
atmosférica e clima: refletindo sobre os padrões de qualidade do ar no Brasil. 
Revista Geonorte, Fortaleza, Edição Especial 2, v. 3, n. 9, p. 555-564, 2012. 
Disponível em: http://www.periodicos.ufam.edu.br/revista-geonorte/article/ view/2515. 
Multimídia
Considerações Finais
https://www.youtube.com/watch?v=4bcBifYGLgk
C
ap
ítu
lo
 –
 C
on
tr
ol
e 
am
bi
en
ta
l d
o 
ar
CEAD UNICATÓLICA - Todos os direitos reservados.
14
Acesso em: 16 maio 2017.
MILLER JR., G. Tyler. Ciência ambiental. Tradução de All Tasks. São Paulo: 
Cengage Learning, 2011.
MOREIRA, A. Curso de poluição atmosférica na indústria de petróleo. Rio de 
Janeiro: UniversidadeCorporativa da Petrobras, 2004.
MOSLEY, Stephen. The chimney of the world: a history of smoke pollution in 
Victorian and Edwardian Manchester. Cambridge: White Horse Press, 2001.
REIS JR., Neyval C. Poluição do ar. 2005(b). Disponível em: http://www.inf.ufes.
br/~neyval/Rec_Atm(moduloI).pdf. Acesso em: 16 maio 2017.
SILVA, Vicente G. da. Legislação ambiental comentada. Belo Horizonte: Fórum, 
2002.
SMITH, Kirk R. Fuel combustion, air pollution exposure, and health: the situation 
in the developing countries. Annual Review of Energy and the Environment, 
Berkeley, v. 18, p. 529-566, nov. 1993.
SIRVINSKAS, Luís P. Manual de direito ambiental. 13. ed. São Paulo: Saraiva, 
2015.

Mais conteúdos dessa disciplina