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Coordenação de Educação a Distância RESPONSABILIDADE SOCIAL E DESENVOLVIMENTO LOCAL SERGIO HORTA MATTOS DANIELLE RABELO COSTA FICHA TÉCNICA Coordenação Editorial Antonio Neuton da Silva Júnior Revisão Textual Jarlene Gomes Alves Revisão Técnica Antonio Neuton da Silva Júnior Leonardo Rocha Moreira Rafael Rocha Moreira Projeto Gráfico e Diagramação Alison Lucas Bezerra Jândreson Gomes da Silva Ilustração Jândreson Gomes da Silva Capa Alison Lucas Bezerra Colaboração Antonio Reginaldo Candido da Silva Francisco Yago da Silva Ferreira Lorena Maria da Silva CENTRO UNIVERSITÁRIO CATÓLICA DE QUIXADÁ Chanceler Dom Ângelo Pignoli Reitor Manoel Messias de Sousa Vice-Reitor Renato Moreira de Abrantes Pró-Reitor de Graduação e Extensão Marcos Augusto Ferreira Nobre Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa Marcos James Chaves Bessa Diretora de Administração e Logística Idalete Deolide Fabiani COORDENAÇÃO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Coordenador Geral Leonardo Rocha Moreira Centro de Produção de Material Didático (CPMD) Designer Educacional Antonio Neuton da Silva Júnior Alison Lucas Bezerra Edmarques Batista dos Santos Filho Jândreson Gomes da Silva Coordenação de Tecnologias Digitais (CTD) Coordenador da CTD Rafael Rocha Moreira Antonio Reginaldo Cândido da Silva Francisco Yago da Silva Ferreira Lorena Maria da Silva Hebert Mota de Oliveira Copyright © 2019. Centro Universitário Católica de Quixadá. Todos os direitos reservados. Coordenação de Educação a Distância – Centro Universitário Católica de Quixadá Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida, armazenada ou transmitida, total ou parcialmente, de qualquer modo ou por quaisquer meios (eletrônico, mecânico, fotocópia, gravação, distribuição na Web e outros), sem a prévia autorização, por escrito, do Centro Universitário Católica de Quixadá. Algumas imagens utilizadas neste livro foram obtidos a partir dos sites FREEPIK.COM e WIKIMEDIA COMMONS Capítulo – Controle ambiental do ar • Explicar a estrutura e composição da atmosfera; • analisar os impactos causados pela poluição atmosférica; • conhecer a legislação brasileira relacionada ao controle ambiental do ar; • propor soluções para reduzir as ameaças à saúde e ao ecossistema. Introdução 1 Estrutura e composição da atmosfera 1.1 Abordagem histórica 2. Poluição atmosférica 2.1 Conceito e evolução histórica da poluição 2.2 Origens e tipos de poluentes atmosféricos 2.3 Prevenindo e reduzindo a poluição do ar Considerações finais Objetivos de Aprendizagem Temas CEAD Unicatólica - Todos os direitos reservados. C ap ítu lo – C on tr ol e am bi en ta l d o ar 03 INTRODUÇÃO Respire fundo. Você sabe que qualidade tem o ar que está respirando? E o impacto desse ar em nossa vida? E no planeta? Esses e outros assuntos relativos ao ar atmosférico serão tratados neste capítulo, como a estrutura e composição do ar e a poluição atmosférica, causada principalmente pelo desenvolvimento industrial, pelo aumento dos veículos automotores, mudanças no padrão de consumo, derrubada e queima das florestas. Por fim, verá a legislação brasileira e outras ações de gestão como formas de controle ambiental do ar visando ao desenvolvimento sustentável. Vamos lá! 1 ESTRUTURA E COMPOSIÇÃO DA ATMOSFERA 1.1 ABORDAGEM HISTÓRICA A atmosfera é dividida em diversas camadas esféricas de gases, cada qual caracterizada por alterações abruptas na temperatura, resultado de diferenças na absorção da energia solar. Vivemos na parte mais inferior da camada mais fina de gases que rodeiam nosso planeta, ela é chamada de troposfera e concentra cerca de 80% da massa de ar da Terra.1 Cerca de 99% do ar inalado na troposfera é composto por dois gases: 78% de nitrogênio (N) e 21% de oxigênio (O). O remanescente é formado de vapor de água (varia de 0,01% a 4%), argônio – Ar – (1%), dióxido de carbono – CO2 – (0,038%) e quantidades mínimas de outros gases.2 A atmosfera é constituída de cinco camadas: troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera e exosfera. O ar se torna mais rarefeito quanto mais distante da superfície terrestre, e é por isso que os alpinistas normalmente levam oxigênio com eles quando escalam altas montanhas. A troposfera é a única camada em que os seres vivos podem respirar normalmente. Vejamos as características de cada camada3: 1 Miller Jr. (2011). 2 Philippi Jr., Roméro e Bruna (2004). 3 IAG (2012). C ap ítu lo – C on tr ol e am bi en ta l d o ar CEAD UNICATÓLICA - Todos os direitos reservados. 04 • Troposfera: As condições climáticas acontecem na camada inferior da aplicar o recuo dos marcadores a partir da 2ª linha. Idem para os demais marcadores. • Estratosfera: A estratosfera chega a 50 km do solo. A temperatura vai de -60°C na base ao ponto de congelamento na parte de cima. A estratosfera contém ozônio, um gás que absorve os prejudiciais raios ultravioleta do Sol. Hoje, a poluição está ocasionando “buracos” na camada de ozônio. • Mesosfera: O topo da mesosfera fica a 80 km do solo. É muito fria, com temperaturas abaixo de -100°C. A parte inferior é mais quente porque absorve calor da estratosfera. • Termosfera: O topo da termosfera fica a cerca de 450 km acima da Terra. É a camada mais quente, uma vez que as raras moléculas de ar absorvem a radiação do Sol. As temperaturas no topo chegam a 2.000°C. • Exosfera: A camada superior da atmosfera fica a mais ou menos 900 km acima da Terra. O ar é muito rarefeito e as moléculas de gás “escapam” constantemente para o espaço, por isso é chamada de exosfera (parte externa da atmosfera). Figura 4.1 – Estrutura da atmosfera Fonte: Autores4 4 Adaptado de IAG (2012). -80 -60 -40 -20 20 40 60 80 ºC 0 450 Exosfera Termosfera Mesosfera Estratosfera Camada de Ozônio 120 110 100 90 80 km (50 ml) 70 60 50 40 km (25 ml) 30 20 10 Troposfera CEAD Unicatólica - Todos os direitos reservados. C ap ítu lo – C on tr ol e am bi en ta l d o ar 05 QUESTÃO 1 As camadas encontradas na atmosfera são: a) estratosfera, mesosfera, termosfera e exosfera. b) exosfera, ionosfera, mesosfera e estratosfera. c) estratosfera, mesosfera, biosfera e exosfera. d) iconosfera, termosfera, exosfera e mesosfera. 2 POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA 2.1 CONCEITO E EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA POLUIÇÃO A poluição atmosférica pode ser definida como qualquer forma de matéria ou energia com intensidade, concentração, tempo ou características que possam tornar o ar impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde, inconveniente ao bem-estar público, danoso aos materiais, à fauna e à flora ou prejudicial à segurança, ao uso e gozo da propriedade e à qualidade de vida da comunidade.5 Apesar da poluição atmosférica ser reconhecida como um dos dilemas ambientais mais importantes e controversos dos tempos modernos, é uma questão muito antiga.6 O problema da poluição do ar no século XIX era atribuído, principalmente, à fumaça e às cinzas das fornalhas das caldeiras, movidas a carvão ou óleo, para produzir energia elétrica, mover locomotivas e navios, além do aquecimento e da cocção em ambientes domésticos. No século XX a explosão demográfica no planeta teve efeitos significativos no aumento da poluição, haja vista que no início desse século a população era de 1,5 bilhão de pessoas e saltou para 6 bilhões no seu final. Além desse acréscimo, houve aumento do padrão de vida e do consumismo, colaborando ainda mais para o aumento de emissões nocivas na atmosfera.7 5 Lima, Farias e Lima (2012). 6 Moreira (2004); Mosley (2001). 7 Assunção e Hasegawa (2001). Exercício de Aprendizagem C ap ítu lo – C on tr ol e am bi en ta l d o ar CEAD UNICATÓLICA - Todos os direitos reservados. 06 Atualmente a poluição do ar é um problema mundial, com reflexos em todo o planeta, como o efeito estufa e a redução da camada de ozônio (O3) estratosférico.8 HISTÓRICOS DOS GRANDES PROBLEMAS DE POLUIÇÃO DOAR ENTRE 1925 E 1950 O período compreendido entre 1925 e 1950 foi marcado por emergirem grandes problemas de poluição do ar: • 1930: Meuse Valley, na Bélgica - essa região, altamente industrializada, contava com siderúrgicas, metalúrgicas, centrais de geração de energia elétrica, indústrias de cerâmica, vidro, cimento, entre outras. Durante os cinco primeiros dias do mês de dezembro, uma forte inversão térmica, que perdurou por quase uma semana, impediu a dispersão dos poluentes, causando um aumento nos casos de doenças respiratórias e a morte de 60 pessoas, em geral idosos. • 1948: Donora, Pensilvânia – ocorreu uma forte inversão térmica, que teve como consequência a morte de 18 pessoas e o adoecimento de cerca de 5.000, representando mais de 40% da população. • 1950: Poza Rica, México – o lançamento de gás sulfídrico (H2S) de uma refinaria de petróleo, durante cerca de 25 minutos, mediante condições meteorológicas adversas, ocasionou a morte de 22 pessoas e a internação de outras 320. • 1952: Londres – o mais grave dos episódios de poluição que se tem conhecimento ocorreu durante cinco dias do inverno daquele ano, quando uma inversão térmica, aliada à calmaria e a uma forte neblina, dificultou a dispersão dos poluentes, que, basicamente, eram gerados por indústrias e por aquecedores domiciliares que utilizavam carvão como 8 Philippi Jr., Roméro e Bruna (2004). Saiba Mais CEAD Unicatólica - Todos os direitos reservados. C ap ítu lo – C on tr ol e am bi en ta l d o ar 07 combustível. Como resultado da presença de altas concentrações de material particulado e dióxido de enxofre na atmosfera, foram registradas 4.000 mortes. Outros 13 episódios semelhantes registrados na capital britânica, em 1957 e 1962, ocasionaram, respectivamente, 800 e 700 fatalidades. Fonte: Reis Jr. (2005b). A partir dos anos 60, emergiu na sociedade a consciência ambiental, ocasionando, nos vários países do mundo, articulações no sentido de criar regulamentos e organismos institucionais dedicados exclusivamente à causa ambiental. Nos EUA, em 1955, surgiu a primeira regulamentação federal que fornecia suporte para a pesquisa em poluição do ar, treinamento e assistência técnica. A legislação inicial foi alterada e ampliada várias vezes ao longo dos últimos anos. Foi somente após a Conferência de Estocolmo (1972) que o Brasil mostrou interesse em adotar uma política ambiental. Assim, em 1973 foi criada a Secretaria Especial do Meio Ambiente (SEMA), vinculada ao Ministério do Interior. O marco inicial da regulamentação da poluição do ar no Brasil ocorreu com a Portaria MINTER 0231, de 27/04/1976, que estabeleceu padrões de qualidade do ar para alguns poluentes. 2.2 ORIGENS E TIPOS DE POLUENTES ATMOSFÉRICOS Os poluentes do ar têm tanto origem humana como natural. Os de origem natural incluem o pó removido por ventos da superfície da Terra, incêndios florestais, erupções vulcânicas, substâncias químicas orgânicas voláteis liberadas por algumas plantas e por decomposição de vegetais e rajadas provenientes do mar. A poluição do ar por atividades humanas não é algo novo, teve início desde a descoberta do fogo, que adiciona à troposfera vários tipos de poluentes, que podem atingir níveis nocivos, sobretudo em áreas onde há concentração de pessoas, carros e atividades industriais.9 As pessoas passam cada vez mais tempo em interiores de edifícios, onde também ocorre a emissão de poluentes, e permanecem mais tempo em meios de transporte, o que torna importante considerar a dose de poluentes respirados nesses ambientes e não só ao ar livre.10 9 Miller Jr. (2011). 10 Smith (1993). C ap ítu lo – C on tr ol e am bi en ta l d o ar CEAD UNICATÓLICA - Todos os direitos reservados. 08 Os poluentes provenientes de atividades humanas (antrópicas) ou naturais podem ser divididos em primários e secundários: • Poluentes primários são aqueles lançados diretamente pelas fontes de emissão, como por exemplo: o dióxido de enxofre (SO2), o ácido sulfídrico (H2S), os óxidos de nitrogênio (NOx), a amônia (NH3), o monóxido de carbono (CO), o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4), fuligem e aldeídos. • Poluentes secundários são aqueles formados na atmosfera através de reações químicas entre os poluentes primários, com destaque para o peróxido de hidrogênio (H2O2), o ácido sulfúrico (H2SO4), o ácido nítrico (HNO3), o trióxido de enxofre (SO3), os nitratos (NO3-), os sulfatos (SO42-) e o ozônio (O3). Para saber mais sobre os tipos e efeitos dos principais poluentes atmosféricos, clique aqui. Com as altas concentrações de carros e indústrias, os centros urbanos costumam apresentar níveis de poluição do ar mais elevados do que as áreas rurais. No entanto, ventos predominantes podem levar poluentes primários e secundários das áreas dos centros urbanos e industriais para o campo e para outros centros urbanos. QUESTÃO 2 Sobre a poluição atmosférica, a alternativa INCORRETA é: a) A primeira regulamentação federal que forneceu suporte para a pesquisa em poluição do ar surgiu em 1955, nos Estados Unidos. Todavia, foi somente após a Conferência de Estocolmo, realizada em 1972, que o Brasil mostrou interesse em adotar uma política ambiental. b) Os poluentes provenientes de atividades humanas (antrópicas) ou naturais podem ser divididos em duas categorias: os primários são aqueles lançados diretamente pelas fontes de emissão; e secundários são formados Saiba Mais Exercício de Aprendizagem http://www.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/qualidade-do-ar/poluentes-atmosf%C3%A9ricos CEAD Unicatólica - Todos os direitos reservados. C ap ítu lo – C on tr ol e am bi en ta l d o ar 09 na atmosfera através de reações químicas entre os poluentes primários. c) A atmosfera é constituída de cinco camadas. Quanto mais distante da superfície terrestre, mais rarefeito o ar se torna. A termosfera é a única camada em que os seres vivos podem respirar normalmente. d) O mais grave dos episódios de poluição do ar ocorreu em Londres, em 1952, quando uma inversão térmica, somada à calmaria e a uma forte neblina, dificultou a dispersão dos poluentes, que, basicamente, eram gerados por indústrias e por aquecedores domiciliares. Será que estamos cuidando de algo tão importante como o Ar? Assista ao vídeo: Dica Ambiental - Poluição do Ar. 2.3 PREVENINDO E REDUZINDO A POLUIÇÃO DO AR O ar atmosférico é considerado insuscetível de apropriação, sendo classificado como bem indisponível. Esse tem sido um dos maiores focos de preocupação da legislação ambiental. A Constituição da República de 1988, em seu art. 23, VI, estabelece que a proteção ao meio ambiente e o combate à poluição em qualquer de suas formas – inclusive a atmosférica – é de competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. E, no art. 24, VI, prevê a competência concorrente da União, dos Estados e do Distrito Federal para legislar sobre a proteção do meio ambiente e controle da poluição. Aos Municípios, nessa matéria, cabe suplementar a legislação federal e a estadual no que couber, conforme dispõe o art. 30, II.11 Mais adiante, o art. 225, caput, prevê que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado – incluindo aqui o ar como suporte físico-químico - bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo. Além disso, a Constituição conferiu ampla proteção ao ar atmosférico e poder de controle sobre as atividades capazes de 11 Silva, V. (2002). Multimídia https://www.youtube.com/watch?v=gR353dD3pyg C ap ítu lo – C on tr ol e am bi en ta l d o ar CEAD UNICATÓLICA - Todos os direitos reservados. 10 poluí-lo.12 Existem dois programas nacionais para a qualidade do ar lançados por resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Figura 4.2 – Programas nacionais para a qualidade do ar lançadospelo CONAMA Fonte: Autores13 QUALIDADE DO AR: LIMITE PARA O AR QUE RESPIRAMOS Padrões de Qualidade do Ar Para conhecer, avaliar, controlar e buscar uma boa qualidade do ar, tendo em vista a saúde da população, os governos estabeleceram limites de quantidade para alguns poluentes que estão na atmosfera. São os chamados padrões de qualidade. No Brasil, existem as leis que fixam padrões de qualidade para algumas substâncias. Veja o quadro abaixo: Quadro 4.1 – Padrões nacionais de qualidade do ar (Resolução CONAMA nº 003 de 28/06/1990) (continua) 12 Sirvinskas (2015). 13 Com base em Amaral e Piubeli (2003). PROCONVE PRONAR (Resolução 018/86 do CONAMA, de 06.05.1986): Programa Nacional de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, objetivando a redução de emissões. (Resolução 005/89 do CONAMA, de 15.07.1989) - Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar, cujo objetivo é contribuir para a gestão ambiental e o desenvolvimento socioeconômico do país, estabelecendo padrões de qualidade do ar e padrões de emissão. Saiba Mais Poluente Partículas Totais em Suspensão Amostrador de grandes volumes Pararosanilina ou Equivalente Infravermelho não dispersivo Quimiluminescência ou Equivalente Separação inercial/ Filtração Quimiluminescência ou Equivalente Cromatografia gasosa/ ionização de chamas 24 horas¹ MGA² 240 80 150 60 100 40 38,2 15,3 150 50 190 100 101 53,2 365 80 139 30,5 35.000 9.000 35.000 10.000 81,6 81,6 170 53,2 0,24 ppmC 40.000 10.000 40.000 10.000 160 160 150 50 320 100 160 24 horas¹ MAA² 1 hora¹ 8 horas 1 hora¹ 24 horas¹ MAA³ 1 hora¹ MAA³ 3 horas 4 (6 h às 9 h) Dióxido de Enxofre Monóxido de Carbono Ozônio Partículas Inaláveis Dióxido de Nitrogênio Hidrocarbonetos N metano Método de Medição Tempo de Amostragem Padrão microg/m³ ppb microg/m³ ppb Padrão CEAD Unicatólica - Todos os direitos reservados. C ap ítu lo – C on tr ol e am bi en ta l d o ar 11 (conclusão) Poluente Partículas Totais em Suspensão Amostrador de grandes volumes Pararosanilina ou Equivalente Infravermelho não dispersivo Quimiluminescência ou Equivalente Separação inercial/ Filtração Quimiluminescência ou Equivalente Cromatografia gasosa/ ionização de chamas 24 horas¹ MGA² 240 80 150 60 100 40 38,2 15,3 150 50 190 100 101 53,2 365 80 139 30,5 35.000 9.000 35.000 10.000 81,6 81,6 170 53,2 0,24 ppmC 40.000 10.000 40.000 10.000 160 160 150 50 320 100 160 24 horas¹ MAA² 1 hora¹ 8 horas 1 hora¹ 24 horas¹ MAA³ 1 hora¹ MAA³ 3 horas 4 (6 h às 9 h) Dióxido de Enxofre Monóxido de Carbono Ozônio Partículas Inaláveis Dióxido de Nitrogênio Hidrocarbonetos N metano Método de Medição Tempo de Amostragem Padrão microg/m³ ppb microg/m³ ppb Padrão (1) Não deve ser excedido mais que uma vez ao ano. (2) Média Geométrica Anual (3) Média Aritmética Anual (4) EPA (Enviromental Protection Agency)- USA Fonte: Reis Jr. (2005a) Poluente Partículas Totais em Suspensão Amostrador de grandes volumes Pararosanilina ou Equivalente Infravermelho não dispersivo Quimiluminescência ou Equivalente Separação inercial/ Filtração Quimiluminescência ou Equivalente Cromatografia gasosa/ ionização de chamas 24 horas¹ MGA² 240 80 150 60 100 40 38,2 15,3 150 50 190 100 101 53,2 365 80 139 30,5 35.000 9.000 35.000 10.000 81,6 81,6 170 53,2 0,24 ppmC 40.000 10.000 40.000 10.000 160 160 150 50 320 100 160 24 horas¹ MAA² 1 hora¹ 8 horas 1 hora¹ 24 horas¹ MAA³ 1 hora¹ MAA³ 3 horas 4 (6 h às 9 h) Dióxido de Enxofre Monóxido de Carbono Ozônio Partículas Inaláveis Dióxido de Nitrogênio Hidrocarbonetos N metano Método de Medição Tempo de Amostragem Padrão microg/m³ ppb microg/m³ ppb Padrão MONITORAMENTO DA QUALIDADE DO AR Para que serve? Quais poluentes são comumente monitorados? Avaliar os níveis de exposição aos poluentes atmosféricos a que a população está exposta. Realizar o automonitoramento de empresas para avaliação de fontes de emissão de poluentes. Fazer estudos epidemiológicos. Proceder à caracterização físico-química para determinação da contribuição das fontes nos resultados de monitoramento de Material Particulado. Material Particulado (PTS) Partículas Inaláveis com diâmetros menores que 10 (dez) mícrons (PM10). Dióxido de Enxofre (SO2). Óxidos de Nitrogênio (NOx). Hidrocarboneto (HC). Ozônio (O3). C ap ítu lo – C on tr ol e am bi en ta l d o ar CEAD UNICATÓLICA - Todos os direitos reservados. 12 QUESTÃO 3 A poluição atmosférica está diretamente relacionada com o surgimento de doenças respiratórias em uma população. Irritações nas mucosas e casos de câncer são apenas alguns dos problemas causados por esse tipo de poluição, que devem ser rapidamente combatidos. Analise as alternativas a seguir e marque aquela que NÃO representa uma forma de diminuir a poluição atmosférica. a) Monitorar áreas que correm risco de incêndio. b) Diminuir o uso de veículos automotores. c) Promover o reflorestamento. d) Reduzir o transporte coletivo. QUESTÃO 4 Observe os itens a seguir: I- Hidróxido de cálcio (Ca(OH)2). II- Material Particulado (PTS). III- Óxidos de Nitrogênio (NOx). IV- Dióxido de Enxofre (SO2). V- Óxido de Zinco (ZnO). São poluentes comumente monitorados na qualidade do ar: a) I e II, apenas. b) II, IV e V, apenas. c) II, III e IV, apenas. d) I, II, III, IV e V. Exercício de Aprendizagem CEAD Unicatólica - Todos os direitos reservados. C ap ítu lo – C on tr ol e am bi en ta l d o ar 13 Você contribui para diminuir a poluição do nosso planeta? Assista ao vídeo e aprenda 10 maneiras simples de poluir menos o nosso planeta! Esse capítulo abordou um dos mais preocupantes desafios socioambientais da atualidade, o controle ambiental do ar, um desafio global inter-relacionado com a responsabilidade socioambiental e a sustentabilidade do planeta. Vários aspectos relativos a esse desafio são descritos: os tipos, origens e efeitos de substâncias químicas e materiais que poluem o ar que é respirado, a legislação envolvida no tema e soluções para reduzir essas ameaças à saúde e ao ecossistema. REFERÊNCIAS AMARAL, Djanira M.; PIUBELI, Francine. A. A poluição atmosférica interferindo na qualidade de vida da sociedade. In: Simpósio de Engenharia de Produção, 10, 2003, Bauru. Anais... Bauru: Universidade Estadual Paulista, 2003. Disponível em: http://www.simpep.feb.unesp.br/anais_simpep_aux.php?e=10. Acesso em: 16 maio 2017. ASSUNÇÃO, João V. de; HASEGAWA, P. T. Geração termelétrica com turbinas a gás natural e seu impacto na qualidade do ar. In: Workshop Geração Termelétrica a Gás Natural, 1, 2001, Porto Alegre. 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