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Aluno: Brendo Walacy Santos Felex Matricula :1240207550 Disciplina: Ética e Responsabilidade Social Tutor: Ana Amelia do Nascimento Amorim Rio De Janeiro- RJ 2024 Trabalho da disciplina: A agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável Apresentado como exigência para obtenção da Avaliação AVA 2 do grau de Superior de tecnólogo de logística, à Universidade Veiga de Almeida. Orientador ª: Ana Amelia do Nascimento Amorim A agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável 1. Apresentação do problema A Organização das Nações Unidas – ONU em sua Assembleia Geral de 2015, aprovou o documento Transformando Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável como um guia para as ações da comunidade internacional para os próximos anos. É considerado um plano de ação para todas as pessoas em todo o planeta, com objetivo de adotarmos as medidas certas para sermos um mundo mais sustentável até 2030. O documento pode ser encontrado na página .Também existem referências importantes à Agenda 2030 no site https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/ que deve rá ser consultado pelo grupo. Após a leitura dos documentos, o grupo deverá elaborar um texto para responder as seguintes questões: A. Quais os 5 (cinco) aspectos mais relevantes, na opinião do grupo, para a implantação de desenvolvimento sustentável no Brasil? B. Quais os aspectos mais difíceis, no Brasil, para a implantação de práticas de desenvolvimento sustentável e como o Direito pode contribuir objetivamente para isso.. Preâmbulo Esta Agenda é um plano de ação para as pessoas, o planeta e a prosperidade. Também busca fortalecer a paz universal com mais liberdade. Reconhecemos que a erradicação da pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a pobreza extrema, é o maior desafio global e um requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável. Todos os países e todos os grupos interessados, atuando em parceria colaborativa, implementarão este plano. Estamos decididos a libertar a raça humana da tirania da pobreza e da privação e a sanar e proteger o nosso Planeta. Estamos determinados a tomar medidas ousadas e transformadoras que se necessitam urgentemente para pôr o mundo em um caminho sustentável e resiliente. Ao embarcarmos nessa jornada coletiva, comprometemo-nos a não deixar ninguém para trás. Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e as 169 metas que estamos anunciando hoje demonstram a escala e a ambição desta nova Agenda universal. Levam em conta o legado dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e procuram obter avanços nas metas não alcançadas. Buscam assegurar os direitos humanos de todos e alcançar a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres e meninas. São integrados e indivisíveis, e mesclam, de forma equilibrada, as três dimensões do desenvolvimento sustentável: a econômica, a social e a ambiental. Os Objetivos e metas estimularão a ação em áreas de importância crucial para a humanidade e para o planeta nos próximos 15 anos: exploração de terras tem sido veemente fomentada pelo atual governo, que inclusive, se posiciona claramente contra a Agenda 2030 da ONU. Em dezembro de 2019, o atual presidente da República, Jair Bolsonaro, apresentou veto à Agenda 2030, referente ao artigo que incluía "a persecução das metas de desenvolvimento sustentável", veto fundado em eventual inconstitucionalidade ao incluir as recomendações no Plano Plurianual da União (PPA), pois deixaria de ser uma recomendação internacional e se tornaria uma obrigatoriedade jurídica. O Brasil sediaria a COP25 em 2019, mas o presidente abriu mão de sediar a Conferência Climática Mundial da ONU, entre outras decisões que, infelizmente, demonstram que o governo brasileiro tem tomado ações que vão na contramão do que a legislação e os órgãos responsáveis, pregam como primordiais. Não é possível ignorar o atual cenário mundial, no qual nos vemos como seres humanos frágeis e despreparados para o enfrentamento de uma pandemia denominada COVID19, que ocasiono colapso sistema de saúde e no setor econômica sem precedentes. Em meio a tantas necessidades e preocupações, tem sido cada vez mais comum notícias que envolvem o governo, em especial o Presidente da República, em manipulação do poder político para se colocar em nível de superioridade à legislação vigente, por exemplo, recentemente foi noticiado que chefes de fiscalização do IBAMA foram exonerados após atuação severa na região amazônica em uma operação de combate ao garimpo ilegal em terras indígenas que se intensificou consideravelmente durante o período de isolamento social e menor número de recursos para a fiscalização devido a COVID19. A atitude do presidente precede a pandemia, em março de 2019, o IBAMA exonerou um funcionário que havia multado o presidente em 2012 por pesca irregular, na Estação Ecológica de Tamoios em Angra, que é uma Unidade de Conservação Federal de proteção integral, a multa nunca foi paga. Fato preocupante é que a Amazônia é a uma das maiores riqueza naturais do Brasil, e apesar de termos uma autarquia federal, o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), que deveria agir no monitoramento e fiscalização dos recursos os índices de áreas devastadas, o órgão é visivelmente manipulado pelo Governo Federal, mais um dado que confirma a ação do governo em defesa de ações de desmatamento e garimpo ilegal na Amazônia, é pesquisa efetuada pelo INPE, que mostra recorde no desmatamento, com aumento de 51% no primeiro trimestre de 2020, quando comparado ao mesmo período de 2019. Temos assistido a uma série de atitudes que contrariam orientações de Organizações Mundiais, tais como a ONU e até mesmo orientações da OMS no período de pandemia, e que vão contra Tratados Internacionais de extrema importância para um país que tem enorme potencial ambiental e econômico como o Brasil. Houve também uma redução considerável de investimentos em educação, ciência e pesquisa e grandes dificuldades para impor tação de insumos e reagentes para serem aplicados nas pesquisas. Os investimentos federais em produção e pesquisa farmacêutica no setor privado caíram 63% em 2019, em contrapartida os investimentos públicos no setor, crescem os gastos com a importação de remédios, vacinas e insumos farmacêuticos o que resulta em alto grau de dependência externa, tanto de medicamentos, quanto de matéria prima para produção. O Brasil vive um momento bastante complicado, no qual há necessidade de desenvolvimento de pesquisas cientificas, investimento no Sistema de Saúde e importar máscaras, respiradores e os insumos para pesquisas e os remédios de que precisamos, justamente quando houve um corte nos recursos destinado a bolsas de estudo e pesquisas científicas nacionais e internacionais. O desenvolvimento tardio econômico e político do país ficou evidenciado na atual crise, onde o papel indutor do Estado é muito importante. Evidentemente que se conseguirmos combater a corrupção sobrará dinheiro para investimentos essenciais. É extremamente necessário o fortalecimento de instituições eficazes e transparentes no controle e atuação contra a corrupção, que garantam a preservação e manutenção da fauna e da flora brasileira, que promova e faça cumprir a lei, sem que haja intervenções políticas. Enfim, para mudarmos o rumo e n os inserirmos em um novo patamar civilizatório teremos que investir em educação de qualidade, desde a educação primária até a universidade, dar ênfase a implantação de práticas de desenvolvimento sustentável com foco em energia limpa, possibilitando ações contra a mudançaglobal do clima, tendo como ferramenta a paz, justiça e instituições eficazes. Nesse cenário o Direito pode contribuir na discussão de políticas públicas visando mudá-lo e defendendo as classes mais desfavorecidas, sugerindo leis, aprimorando e cobrando a aplicação das já existentes. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS https://brasil.un.org/pt-br/sdgs https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/