Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS ENGENHARIA DE ALIMENTOS ELOIZA GUEDES NEVES GABRIELLE PAES LANDIM LUANA CRISTINA DE OLIVEIRA SILVA RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA (REAÇÃO DE CINÉTICA DE PRIMEIRA ORDEM) GOIÂNIA-GO 2024 1 1. INTRODUÇÃO: As reações químicas são processos fundamentais que ocorrem em diversas áreas da ciência, incluindo química, biologia e engenharia. A cinética química é o ramo da química que estuda a velocidade das reações e os fatores que a influenciam. Dentre as diferentes ordens de reações, as reações de primeira ordem são particularmente importantes devido à sua ampla ocorrência em sistemas químicos e biológicos. Uma reação de primeira ordem é caracterizada por uma taxa que é diretamente proporcional à concentração de um único reagente. Este tipo de reação pode ser descrito pela equação cinética: v=k[A] onde v é a velocidade da reação, k é a constante de velocidade e [A] é a concentração do reagente. A solução dessa equação resulta em uma relação logarítmica entre a concentração do reagente e o tempo, permitindo a construção de gráficos que facilitam a análise dos dados. Uma característica importante das reações de primeira ordem é que a meia-vida é constante e não depende da concentração inicial do reagente. Este conceito é relevante em diversas aplicações na engenharia de alimentos, pois o controle da velocidade das reações químicas pode impactar a qualidade e a segurança dos produtos alimentícios. 2. OBJETIVO: O objetivo é investigar as características das reações de cinética de primeira ordem, determinando a constante de velocidade k e analisando como a concentração do reagente afeta a taxa da reação. Além disso, este estudo busca compreender os princípios teóricos que regem essas reações e suas aplicações práticas em diferentes contextos. O experimento estuda a cinética da reação entre o peróxido de hidrogênio (H.01) e o permanganato de potássio (KMnO) com a ajuda de um catalisador (cloreto férrico), para entender a constante de velocidade da reação, sua ordem e a meia-vida. usando os conceitos de reações de primeira ordem. Essa análise faz parte do estudo de cinética química dentro da área de Engenharia de Alimentos. 2 3. MATERIAIS: ● Bureta; ● Pipeta de 5 c ;𝑚3 ● Pipeta graduada de 10 c ;𝑚3 ● Provetas de 5 e 100 c ;𝑚3 ● Erlenmeyer de 250 c ;𝑚3 ● Erlenmeyers de 125 c ;𝑚3 ● Cronômetro; ● Peróxido de hidrogênio 0,16 mol ;𝐿−1 ● Permanganato de potássio mol ;8𝑥10−3 𝐿−1 ● - Solução aquosa de cloreto férrico a 6% em massa; ● Ácido sulfúrico diluído a 1:5. 3.1 MÉTODOS: Inicialmente, colocou-se 5 c de solução de ácido sulfúrico em sete erlenmeyers de 𝑚3 125 c numerados𝑚3 . Colocou-se 100 c da solução de peróxido de hidrogênio em um erlenmeyer de 250𝑚3 c .𝑚3 Em seguida, transferiu-se para o erlenmeyer de 250 c , 10 c da solução de cloreto 𝑚3 𝑚3 férrico, utilizando uma pipeta graduada. Então, acionou-se o cronômetro quando 5 c da 𝑚3 solução do catalisador (cloreto férrico) foram adicionados. Agitou-se a mistura durante 8 minutos. Colocou-se 5 c da mistura reativa no erlenmeyer de número 1 e titulou-se𝑚3 rapidamente com permanganato de potássio. Por fim, seguiu-se o progresso da reação, titulando, sucessivamente, 5 c de amostras da 𝑚3 mistura reativa com intervalos aproximados de 2 minutos, até Wii completar as sete titulações. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO: ● Tabela 1 Soluções Volumes de (mL)𝐾𝑚𝑛𝑂 4 Tempo em segundos (s) 3 1 33,00 91,8 2 40,05 30,0 3 38,15 61,2 4 17,00 39,0 5 22,65 44,0 6 37,80 29,0 7 44,70 70,4 Tempo total= 1.452 segundos ou 24:20 min ● Tabela 2 Frasco Tempo em segundos Volume de 𝐾𝑚𝑛𝑂 4 /𝑐𝑚3 In C 1 91,80 33,00 -2.4705 2 30,00 40,05 -2,7082 3 61,20 38,15 -2,2190 4 39,00 17,00 -2.0342 5 44,00 22,65 -2.1583 6 29,00 37,80 -1.9187 7 70,00 44,70 -2.3060 ➢ Tabela 3 com dados Obtidos: Tempo (s) Volume 𝐾𝑚𝑛𝑂 4 (𝑚𝐿) In [𝐾𝑚𝑛𝑂 4 ] 91.8 33.00 3.4965 30.0 40.05 3.6905 61.2 38.15 3.6420 390 17.00 2.8332 44.0 22.65 3.1213 4 29.0 37,80 3.6314 70.4 44.70 3.8002 ➢ Constante de Velocidade (k): A constante foi calculada a partir da inclinação da reta do gráfico In [H202] versus tempo: ● 𝑘 = 0, 00826 𝑠−1 ➢ Tempo de Meia-Vida: Utilizando a fórmula 𝑡 1/2 = 𝐼𝑛(2) 𝑘 ● 𝑡 1/2 = 213 𝑠 GRÁFICO VS T𝐼𝑛 𝐶𝐻202 5 temos que: • Concentração inicial de : 0,16 mol/L𝐻 2 𝑂 2 • Volume inicial de : 100 c ou 0,1 L𝐻 2 𝑂 2 𝑚3 • Quantidade inicial de ,: = 0,16 mol/L x 0,1 L - 0,016 mol𝐻 2 𝑂 2 𝑁 𝐻2𝑂2 • Concentração de : 1,6 x mol/L𝐾𝑚𝑛𝑂 4 10−2 Dessa forma,, foi feito a estequiometria da reação entre ,e :𝐾𝑚𝑛𝑂 4 𝐻 2 𝑂 2 2 𝐾𝑀𝑛𝑂 4 + 5𝐻 2 𝑂 2 → 2𝑀𝑛2+ + 5𝑂 2 + 8𝐻 2 𝑂 + 2𝐾+ De acordo com a estequiometria, 2 mols de KMnO4 reagem com 5 mols de H2O2. Portanto, para cada mol de KMnO4, consome-se 2,5 mols de H2O2. Foi feito o cálculo do número de mols de consumido: Para cada volume de𝐾𝑀𝑛𝑜 4 utilizado, calculamos a quantidade de mols de consumido𝐾𝑀𝑛𝑜 4 𝐾𝑀𝑛𝑜 4 = Volume de / 1000 x Concentração de 𝑛 𝐾𝑀𝑛𝑜4 𝐾𝑀𝑛𝑜 4 𝐾𝑀𝑛𝑜 4 Cálculo do número de mols de consumido:𝐻 2 𝑂 2 Sabendo que 1 mol de consome 2,5 mols de , a quantidade de 𝐻 2 𝑂 2 𝐻 2 𝑂 2 consumida é: consumido = x 5/2𝑛 𝐻2𝑂2 𝑛 𝐾𝑀𝑛𝑂4 Quantidade de restante:𝐻 2 𝑂 2 A cada ponto no tempo, subtraímos a quantidade acumulada de 𝐻 2 𝑂 2 consumido da quantidade inicial para obter o restante:𝐻 2 𝑂 2 soma acumulada de 𝑛 𝐻2𝑂2 𝑖𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 𝑛 𝐻2𝑂2 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑖𝑑𝑜 cálculo da concentração de :𝐻 2 𝑂 2 A concentração de restante em cada tempo é dada por: Concentração de = restante / 0,1 L𝐻 2 𝑂 2 𝐻 2 𝑂 2 6 O cálculo de ln [ ]:𝐻 2 𝑂 2 Foi aplicado o logaritmo natural na concentração de para cada ponto 𝐻 2 𝑂 2 de tempo: ln [ ] = ln (Concentração de )𝐻 2 𝑂 2 𝐻 2 𝑂 2 Soluções Tempo em segundos (s) 𝐻 2 𝑂 2[ ](𝑚𝑜𝑙/𝐿) 𝐼𝑛 𝐻 2 𝑂 2[ ] 1 91,8 0,08454 -2,4705 2 30,0 0,06666 -2,7082 3 61,2 0,10872 -2,2190 4 39,0 0,13078 -2,0342 5 44,0 0,11552 -2,1583 6 29,0 0,1468 -1,9187 7 70,4 0,09966 -2,3060 Assim, obteve-se o gráfico e o mesmo com o ajuste linear: 7 ➢ Como seriam as variações nas medidas e nos resultados desta experiência se o cronômetro fosse acionado no início ou no fim da adição do catalisador ao peróxido de hidrogênio? Acionar o cronômetro no início tende a fornecer uma visão mais completa da reação, mas pode introduzir erros de tempo se houver um atraso na reação. Acionar o cronômetro no fim pode resultar em uma medição mais limpa da reação, mas pode perder informações sobre a fase inicial da reação que são importantes para a análise cinética. Como poderia ser determinada a concentração do peróxido de hidrogênio no "tempo zero, isto é, no instante antes de ser adicionado o catalisador? Primeiramente, foi fornecido a concentração do 0,16 mol/l e o volume 𝐻 2 𝑂 2[ ] inicial como 100 mL ou 0,1L. O número de mols de pode ser calculado pela 𝐻 2 𝑂 2[ ] equação; 𝑛 𝐻 2 𝑂 2 = 𝐻 2 𝑂 2[ ]. 𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒= 0,16 𝑚𝑜𝑙/𝑙 . 0,1 𝐿=0,016 𝑚𝑜𝑙 8 4.1 Discussão: Os resultados confirmam que a reação segue o modelo de primeira ordem, com meia-vida constante. O uso do catalisador acelera a reação, enquanto o início do cronômetro influenciou os tempos iniciais, destacando a importância de precisão na medição. 5. CONCLUSÃO: O estudo permitiu determinar os parâmetros cinéticos da reação e evidenciou a relevância de conceitos de cinética química na engenharia de alimentos. Foi possível verificar a influência do catalisador e a importância de medições precisas para a confiabilidade dos resultados. Esse conhecimento foi essencial para desenvolver soluções industriais mais eficientes e garantir a qualidade de produtos alimentícios. 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ● CASTELLAN, G.W. Físico-Química, Rio de Janeiro, Ao Livro Técnico S. A ., 1973. ● MOORE, W. J., Físico-Química,São Paulo, Editoras Edgard Bliicher, Ltda., (Ed. USP), 1976. 9