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Periodontia 1 
 
 
@STUDYLOIRAODONTO 
 
2 
 
@studyloiraodonto 
 
Periodonto Normal parte I ...........................................................03 
Periodonto Normal parte II...........................................................07 
Microbiologia na periodontia......................................................08 
Etiopatogênese do periodonto...................................................11 
Exames e Diagnosticos.................................................................13 
Instrumentos Periodontais.............................................................15 
Doenças Periodontais I ................................................................17 
Periodontites...................................................................................20 
Fatores de risco das doenças periodontais ..............................25 
Lesões Agudas ..............................................................................27 
 
 
 
 
Índice 
3 
 
@studyloiraodonto 
 
Visão macroscópica 
Periodonto: 
É dividido em Periodonto de 
PROTEÇÃO e Periodonto de 
SUSTENTAÇÃO. 
A principal função do Periodonto é 
inserir o dente no tecido ósseo e 
manter a integridade da superfície 
da mucosa mastigatória na 
cavidade oral. 
Mucosa Oral 
1. Mucosa mastigatória: 
Compreende a gengiva e o 
revestimento do palato. 
2. Mucosa especializada: Recobre 
o dorso da língua. 
3. Mucosa de revestimento: Inclui o 
restante da cavidade oral. 
 
GENGIVA 
É a parte da mucosa mastigatória 
que recobre o processo alveolar e 
circunda a porção cervical dos 
dentes. 
Para estar saudável, a gengiva 
precisa ter as seguintes 
características: 
- Cor rósea: 
- Superfície opaca; 
- Consistência firme. 
- Entrada de apenas 3 milímetros da 
sonda periodontal na gengiva 
(profundidade da gengiva livre). 
A gengiva é classificada em 
gengiva LIVRE e a gengiva 
INSERIDA. 
Gengiva Livre 
Compreende o sulco gengival. O 
sulco gengival é um sulco superficial 
que demarca a gengiva livre da 
gengiva inserida. 
 
Gengiva Inserida 
A gengiva inserida vai da ranhura 
gengival livre (GG) ou do plano 
horizontal a nível da CEJ, ate a linha 
mucogengival onde ela se junta 
com a mucosa alveolar. 
Periodonto normal – parte I 
4 
 
@studyloiraodonto 
 
 
A linha mucogengival divide a 
gengiva inserida da mucosa 
alveolar. 
A ranhura gengival livre divide a 
gengiva livre da gengiva inserida. 
 
A gengiva inserida varia também 
de acordo com o individuo. A 
largura da gengiva inserida varia de 
acordo com a região da boca. 
Normalmente temos essa faixa de 
tecido queratinizado maior nos 
incisivos superiores e mais reduzidas 
na faixa dos pré – molares inferiores. 
A linha da ranhura gengival livre 
normalmente ela vai passar 3 
milímetros acima da margem 
gengival. 
Normalmente ela coincide com a 
junção cemento esmalte. 
A linha mucogengival não esta no 
palato. É dessa região que se tira o 
enxerto. 
Área de Col: 
Cavidade no formato da papila 
interdental formada pela área de 
contato na região de molares e 
pré-molares. 
As papilas dessa área tem porção 
vestibular e outra palatina\lingual 
separadas pela região de contato. 
Área não queratinizada que gera 
ponto de contato é exatamente a 
região onde inserimos o fio dental. 
 
Visão Microscópica 
Gengiva 
O epitélio que recobre a gengiva 
livre pode ser diferenciado da 
seguinte forma: j 
1. Epitélio Oral (OE) – fica voltado 
para a cavidade oral; 
2. Epitélio do Sulco (OSE) - fica 
voltado para o dente, sem ficar em 
contato com a superfície dentária; 
5 
 
@studyloiraodonto 
3. Epitélio Juncional (JE) - que 
promove o contato da gengiva 
com o dente. 
Quando o paciente esta doente, 
esse epitélio vai abrindo, e é nesse 
local que se usa a sonda, que 
indica patologia ao entra mais que 
3 milímetros. 
Epitélio do Sulco 
O epitélio do sulco não é 
queratinizado; 
 Fluido do sulco gengival: 
- Tem aparência de liquido seroso; 
- A ocorrência é pequena ou não 
existe em um sulco normal; 
- Aumenta com a inflamação; 
- Faz parte do mecanismo de 
defesa; 
 
O aspecto ‘’casca de laranja’’ não 
é um indicador de saúde, apenas 
uma variação da anatomia, porém, 
se um individuo tem e por acaso ele 
sumir, pode indicar presença de 
inflamação. 
Epitélio oral 
É um epitélio pavimentoso 
estratificado ceratinizado. 
 Pode ser dividido nas seguintes 
camadas celulares: 
– Camada basal 
– Camada espinhosa 
– Camada granulosa 
– Camada ceratinizada 
Quando as células da camada 
externa não contêm núcleo o 
epitélio denomina-se 
ortoqueratnizado. 
Quando as células do epitélio 
mastigatório contêm 
remanescentes do núcleo o epitélio 
denomina-se paraqueratnizado. 
Após o processo de mitose a célula 
basal velha - queratnócito - 
começa a atravessar o epitélio até 
a camada córnea. O paciente 
deve ser reavaliado no período de 
1 mês. 
Além das células produtoras de 
queratina (90% do total) o epitélio 
oral contém “células claras”: 
-melanócitos, 
-células de Langerhans 
-células não específicas 
Tecido conjuntivo 
O tecido conjuntivo é o tecido 
predominante da gengiva e do 
ligamento periodontal. Seus 
componentes são: fibras colágenas 
(60%), fibroblastos (5%), vasos, 
nervos e matriz (35%). 
As células presentes no tecido 
conjuntivo são: fibroblastos, 
6 
 
@studyloiraodonto 
mastócitos, macrófagos, 
granulócitos neutroflicos, linfócitos e 
células plasmáticas. 
A sua célula mais numerosa é o 
fibroblasto que possui muita 
importância para a periodontia, 
pois são responsáveis por produzir 
as fibras. 
 Fibras do tecido conjuntivo 
As seguintes fibras são produzidas 
por fibroblastos: 
As fibras da gengiva recebem 
nome de acordo com o seu trajeto. 
1. fibras colágenas; 
.CF- fibras circulares: 
São feixes de fibras dispostos na 
gengiva livre e que circundam o 
dente em forma de um anel 
DGF - fibras dento gengivais 
projetam a partir do cemento em 
forma de leque em direção ao 
tecido gengival livre. 
DPF - fibras dento periósteas 
Fazem a trajetória em sentido 
apical para terminarem no tecido 
da gengiva inserida. 
TF - fibras transeptais 
Sai de um dente para o outro. 
2. fibras reticulares; 
Estão presentes nas interfaces 
epitélio- tecido conjuntivo e 
endotélio- tecido conjuntivo. 
3.fibras oxitalânicas; 
As fibras oxitalânicas estão 
presentes na gengiva e no 
ligamento periodontal. Sua função 
ainda é desconhecida. 
4.fibras elásticas. 
As fibras elásticas do tecido 
conjuntivo da gengiva e do 
ligamento periodontal somente 
estão presentes em associação 
com vasos sanguíneos. Trazendo os 
mecanismos de vasodilatação e 
vasoconstrição. 
 Matriz do tecido conjuntivo 
 A matriz do tecido conjuntivo é 
produzida por fibroblastos, 
mastócitos e outros componentes 
derivados do sangue. Ela é o meio 
no qual as células estão inseridas e 
é essencial para a manutenção da 
função normal do tecido 
conjuntivo. Seus componentes 
principais são proteoglicanos e 
glicoproteínas. 
Devido à sua estrutura e hidratação 
as macromoléculas exercem 
resistência à deformação, 
regulando a consistência do tecido 
conjuntivo, dando resiliência ao 
mesmo. 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
@studyloiraodonto 
Ligamento Periodontal: 
Tecido conjuntivo frouxo altamente 
vascularizado que une cemento ao 
Osso Alveolar. 
Seu principal componente são as 
fibras colágenas. 
Funções: 
- Nutrição 
-Ancoragem das fibras 
(cemento/osso) 
- Sensorial 
- Dissipar forças mastigatórias 
- Regenerativa 
Células: 
- Fibroblastos 
- Osteoblastos 
- Cementoblastos 
- Osteoclastos 
- Céls. Mesenquimais Indef. 
- Céls. Epiteliais (restos de Malassez) 
Fibras: 
- Fibras da crista alveolar 
- fibras horizontais 
- fibras oblíquas (2/3 das fibras) 
- fibras apicais 
- fibras interradiculares 
Na radiografia o ligamentoperiodontal não fica radiopaco, já 
que ele é um tecido mole. 
 
 
 No implante: 
Na extração do dente, o ligamento 
periodontal é perdido, então no 
implante NÃO HÁ LIGAMENTO 
PERIODONTAL, e gengiva passa a 
ser chamada de mucosa. 
Cemento Radicular 
Tecido conjuntivo calcificado e 
especializado que recobre as raízes 
dos dentes, eventualmente, 
pequenas porções da coroa dos 
dentes. 
Funções: 
- Ancoragem das fibras do 
ligamento periodontal (fibras de 
Sharpey) e fibras gengivais supra-
alveolares. 
- O cemento é depositado ao 
longo da vida, ou seja, ele nunca 
para de ser reposto. 
Componentes celulares: 
- Cementoblastos; 
- Cementocitos; 
O cemento radicular não possui 
estabilidade fisiológica. 
 
Periodonto Normal – parte II 
8 
 
@studyloiraodonto 
Classificação; 
 
Fisiologia 
A sua nutrição por difusão de 
substancias que transnudam dos 
vasos sanguíneos do ligamento, é 
por tanto avascular. Não possui 
enervação, não sofre reabsorção 
fisiológica apenas aposição. 
O cemento radicular pode 
apresentar algumas variações 
anatômicas como, por exemplo, a 
perola de esmalte. 
Osso alveolar 
Pode ser definido como parte da 
maxila ou mandíbula que forma e 
da suporte ao alvéolo dos dentes. 
É dente dependente e se funde 
com o osso da maxila e da 
mandíbula, não existindo limite 
definido entre esses e o ossos 
alveolar. 
Função: 
- Juntamente com o ligamento 
periodontal e o cemento radicular, 
forma o periodonto de sustentação. 
- Absorve e distribui forças geradas 
pela mastigação e outros contatos 
dentários 
Fisiologia: 
- É uma estrutura vascularizada e 
por isso gera nutrição. 
É possível haver perda óssea por 
fenestração, um defeito 
circundado como uma janela, e 
por deiscência quando o osso 
desce. Esses processos configuram 
a recessão gengival. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
@studyloiraodonto 
BIOFILME\PLACA BACTERIANA 
Comunidade microbiana 
relativamente indefinida associada 
à superfície do dente ou a qualquer 
outro material duro não – 
descamativo. 
 O biofilme é o principal 
problema da periodontia, pois ele 
desencadeia a gengivite e a 
periodontite, sendo o agente 
etiológico dos dois. Devido a isso, o 
controle da placa bacteriana é o 
principal fator de controle das 
doenças periodontais. 
Hipótese da placa específica: 
Defende que apenas 1 
microrganismo é responsável pela 
formação do biofilme. É pouco 
aceita. 
Hipótese da placa inespecífica: É a 
que sustenta o acontecimento da 
doença periodontal, afirmando que 
ela seja causada por diversos 
microrganismos e não apenas um 
especifico. 
 
Fatores que modificam o 
biofilme: 
HIV; Tabagismo; Diabetes. 
Esses fatores NÃO CAUSAM 
periodontite ou gengivite e sim 
PIORAM o quadro, pois as doenças 
periodontais serão causadas pelo 
biofilme. 
Formação do Biofilme 
1)Aderência: 
Película Adquirida – É natural, 
biológica. Funciona como um 
adesivo para aderir bactérias. É 
formada por glicoproteínas e 
transforma a carga do esmalte em 
carga negativa (prolina e adesina). 
2)Colonização: 
A colonização primitiva é feita por 
bactérias gram positivas (bactérias 
boas) que possuem receptores com 
a função de facilitar a adesão de 
bactérias gram negativas que não 
tem grande capacidade de se 
aderir diretamente na película. 
3)Crescimento: 
As bactérias gram negativas 
começam a se aderir no biofilme 
devido a mudanças etiológicas e 
ele vai crescendo. 
Posição do Biofilme: 
1)Placa supragengival: É o „‟trem‟‟, 
é o biofilme que conseguimos ver, 
localizado acima da gengiva. 
- Possui coloração amarela 
esbranquiçada; 
- Mais comum nas proximais e 
cervicais dos dentes; 
- Torna – se um biofilme maduro em 
2 semanas; 
- Possui fácil remoção. 
2)Placa subgengival: É o „‟metro‟‟ é 
formado por bactérias gram 
positivas e bactérias gram 
Microbiologia na Periodontia 
10 
 
@studyloiraodonto 
negativas. É o calculo que fica por 
baixo da gengiva. 
- É removido através de da 
raspagem subgengival; 
3)Placa perimplantar: Biofilme a 
cerca do implante, pode causar 
ate mesmo a perda do 
procedimento. 
CÁLCULO 
É o biofilme mineralizado. 
! A periodontite é IRREVERSSÍVEL. A 
consequência de um paciente 
com periodontite severa é o 
alongamento dos dentes. 
Posição do Cálculo: 
1)Cálculo Supragengival: Possui 
coloração branco – amarelada, 
amarelo – acastanhado ou 
marrom. 
- Sua dureza é moderada; 
- As saídas das glândulas 
normalmente são os locais de mais 
acúmulo; 
- Possui fácil remoção. 
2)Cálculo Subgengival: 
- Possui coloração amarronzada ou 
preta; 
- É de difícil remoção pois esta em 
contato com o tecido; 
! A bolsa periodontal é o sulco 
aprofundado. O normal é ter 3 
milímetros. 
- Possui superfície rugosa e dura. 
- Pode ser formado em 2 semanas e 
80% do material é inorgânico. 
- Pode ser identificado na 
radiografia. 
Evolução DAS DOEÇAS 
PERIODONTAIS 
As doenças periodontais possuem 
suscetibilidade. Não é por que o 
paciente possui muito biofilme que 
ele vai desenvolver periodontite, 
por exemplo. 
Principais Patógenos: 
- Tomnarella Fonsythia; 
-Teponema Denticola; 
- Porphyoma Gengivalis; 
- AA. 
Essas são as principais bactérias 
relacionadas as doenças 
periodontais. 
No geral, as bactérias são 
organizadas em complexos 
microbianos, que possuem cores 
(amarelo, verde, roxo, laranja e 
vermelho). 
Complexos amarelo, verde e 
roxo: 
São associados a saúde. Contem 
bactérias gram positivas. 
Complexo laranja e vermelho: 
São os microrganismos mais 
encontrados nas doenças 
periodontais. 
11 
 
@studyloiraodonto 
! A bactéria AA não faz parte de 
nenhum complexo microbiano. 
Tratamento: 
Raspagem e instrução da higiene 
oral. 
A doença periodontal é termo 
utilizado para se referir a todas as 
doenças que envolvem o 
periodonto (gengivite, 
periodontite). 
- Essas doenças são um processo 
inflamatório causado por um 
agente etiológico, que nesse caso 
é o biofilme. 
GENGIVITE X PERIODONTITE 
A gengivite acontece apenas a 
nível de gengiva, uma inflamação 
na gengiva; já a periodontite gera 
perda óssea e perda de outras 
estruturas. 
Na formação de uma bolsa 
periodontal, o epitélio Juncional 
(que fica grudado no dente) se 
desloca devido a inflamação. 
A interação entre as bactérias e a 
resposta do hospedeiro é o que vai 
determinar se o paciente vai 
desenvolver gengivite ou 
periodontite, tudo depende da 
suscetibilidade que as doenças 
periodontais instalam em cada 
organismo. 
Lesões histológicas 
Lesão Inicial: Gengivite 
- Aumento da permeabilidade 
vascular durante a inflamação, 
deixando a gengiva edemaciada. 
- O aumento do exsudato é 
condizente com o aumento da 
inflamação presente; 
Lesão Precoce: Gengivite 
- Acontece 7 dias após o acumulo 
de placa; 
- Há destruição de colágeno, e a 
gengiva fica frouxa. 
Lesão Estabelecida: 
Periodontite 
- De 7 a 14 dias depois do 
aparecimento da placa; 
- Continua a destruir colágeno e 
gerar o afastamento do epitélio 
juncional. 
Epitélio Juncional 
É poroso, com largos espaços 
intercelulares. Suas células são 
dinâmicas, constantemente 
foliadas. 
- Possui fraca adesão epitelial 
através de hemidesmossomas; 
- Há uma vasta quantidade de 
espécies microbianas (bact. Gram 
positivas\ negativas). 
! O próprio organismo reabsorve 
tecido como forma de defesa 
diante do processo inflamatório e 
ainda ativar os Osteoclastos que 
iniciam a reabsorção de tecidos 
duros (ossos). 
Etiopatogênese da Doença Periodontal 
12 
 
@studyloiraodonto 
 
Bolsa Periodontal 
Migração apical de epitélio 
Juncional. É uma característica 
especifica da doença periodontal 
que resulta no aprofundamento do 
sulco. 
„‟Nem toda gengivite será um 
periodontite, mas toda periodontite 
já foi uma gengivite‟‟.13 
 
@studyloiraodonto 
Os casos de periodontite crônica 
são mais comuns em pacientes 
mais velhos e os casos de 
periodontite agressiva em 
pacientes mais jovens. Porem isso 
não é regra e pode variar. 
! Nunca devemos fechar um 
diagnostico sem consultar exames e 
considerar APENAS a idade do 
paciente. 
- Um paciente com gengivite não 
terá calculo subgengival, ele terá 
no máximo calculo supragengival 
pois a gengivite não causa perda 
de inserção. 
- Um paciente com periodontite 
terá os dois tipos de calculo há 
perda de inserção. 
Por que tratar periodontia: 
- Resolução de gengivite; 
- Redução da profundidade da 
bolsa; 
- Eliminação da abertura furca; 
- Resolução funcional e estética. 
Diagnóstico: 
- Anamnese; 
- Exame radiográfico; 
- Exame cínico periodontal. 
Exames: 
Índice de placa visível: 
- Presença ou ausência de placa. 
Avalia – se para constatar melhora 
ou piora na higienização no fim do 
tratamento. 
Índice de sangramento 
gengival: 
- Presença ou ausência de 
sangramento marginal. Quando há 
sangramento, há doença ativa. 
!Normalmente pacientes fumantes 
não sangram, mas pode estar com 
doença ativa. O fumo mascara a 
inflamação. 
Fatores Retentivos da placa: 
- Carie; 
- Cálculos; 
- Restos radiculares; 
- Restaurações radiculares; 
- Próteses\ Aparelhos ortodônticos. 
Profundidade da bolsa a 
sondagem: 
- É à distância da margem gengival 
ao fundo da bolsa. Faz detecção 
da doença periodontal ativa. 
! Acima de 3 mm já indica 
patologia. 
Deve – se sondar todas as faces do 
dente e dividi – las em 3 pontos e 
considerar o numero da maior 
profundidade. 
Essa técnica é chamada técnicas 
dos 3 pontos. 
Recessão ou Retração 
gengival: 
- Deslocamento apical da margem 
gengival; 
Exames e Diagnósticos 
14 
 
@studyloiraodonto 
- Ela é medida da junção cemento 
– esmalte ate a margem da bolsa. 
Nível de inserção clinica: 
- Detecta o tamanho da perda de 
inserção \ suporte; 
- Medida da junção cemento – 
esmalte (amelo cementaria) ate o 
fundo da bolsa. 
Pseudobolsa: 
„‟Falsa bolsa‟‟, muito comum em 
que usa aparelho. 
„‟Um edema inflamatório pode 
gerar deslocamento coronal da 
margem gengival sem uma 
migração concomitante do epitélio 
– dento gengival. ‟‟ 
Envolvimento de furca 
Seu envolvimento é dividido: 
Grau 1: Perda horizontal do 
tecido de suporte que não excede 
1\3 da largura do dente. 
Grau 2: Perda horizontal do 
tecido de suporte que excede 1\3 
mas não atinge toda área de furca. 
Grau 3: Destruição horizontal 
lado a lado dos tecidos de suporte 
na furca. 
! Exame de furca é realizado 
somente nos dentes que possuem 
furca. 
 
 
Mobilidade Dentaria 
Aspectos que influenciam a 
mobilidade: 
- Numero e forma das raízes; 
- Quantidade de inserção; 
- Qualidade do ligamento 
periodontal; 
! Nunca fazer esse exame com o 
dedo. O exame é feito com um 
instrumental na face lingual e na 
face vestibular ao mesmo tempo. 
Exames Complementares: 
Exames Radiográficos: 
Na odontologia a mais utilizada é a 
periapical, pois a panorâmica da 
uma visão geral da cavidade. Mas 
para o diagnostico periodontal a 
radiografia periapical é essencial. 
Gengivite X Periodontite 
Gengivite: Sangramento a 
sondagem (profundidade do sulco 
de 1 a 3 mm) e não há perda 
óssea. 
Periodontite: Sangramento a 
sondagem com profundidade de 
bolsa maior que 3 mm 
 
 
 
 
 
15 
 
@studyloiraodonto 
 
 Classificação dos Instrumentos: 
- Sondas Periodontais; 
- Instrumentos de raspagem e 
alisamento; 
- Instrumentos de polimento 
coronário. 
Sondas Periodontais 
- Possuem vários tipos; 
CARACTERISTICAS: 
 Circular em secção transversal; 
 Extremidade de ponto ativa em 
mim; 
 Ponta arredondada; 
INDICAÇAO; 
 Sondagem; 
 Medir profundidade; 
 Inserção paralela; 
 Movimento Suave 
O QUE INFLUENCIA: 
 Pressão; 
 Diâmetro da sonda; 
 Posição inadequada; 
 Presença de calculo; 
 Dor; 
 Presença de muito sangue; 
 Grau de inflamação 
!O correto é sondar e NÃO sangrar. 
A sonda deve entrar ate 3 mm. 
RASPAGEM: Remoção de calculo. 
MOVIMENTOS: 
 Devem ser firmes, curtos e de 
tração; 
 Rotação; 
 Pressão. 
Curetas 
Mcall: Raspagem supragengival 
 13 – 14: Todas as faces as faces dos 
dentes anteriores; 
17 – 18: Todas as faces dos dentes 
posteriores; 
! Possui 2 bordas cortantes. 
Gracey: Raspagem subgengival 
1 – 2: Todas as faces dos dentes 
anteriores; 
7 – 8: V ou L (faces livres) dos dentes 
posteriores 
11 – 12: Face mesial de dentes 
posteriores; 
13 -14: Face distal de dentes 
posteriores. 
AFIAÇAO: 
A cureta Mcall é afiada mais em pé 
e a cureta Gracey é afiada mais 
deitada. 
Raspador ULTRASSONICO: 
- Rápida remoção de calculo; 
- Reduz fadiga para o operador; 
Instrumentos Periodontais 
16 
 
@studyloiraodonto 
- Vibrações na ponta; 
- Contraindicação: Marca passo 
cirúrgico. 
! É necessário dar polimento após a 
raspagem, pois áreas ásperas e 
retentivas acumulam mais 
bactérias. 
O QUE USAR; 
- Taça de borracha: Superfícies lisas; 
- Escova de Robinson: Faces 
oclusais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
17 
 
@studyloiraodonto 
Doenças periodontais: Tudo que 
envolve destruição do periodonto. 
Uma das principais características é 
a mordida em leque. 
HISTÓRICO: 
- 1989 á 1993: Class. Americana 
Europeia 
Gengivite: Era classificada em 
1)bacteriana 
2)não bacteriana 
3)gengivite ulcerativa necrosante 
aguda (GUNA) 
Periodontite: Era dividida em 
1)Acometimento precoce: 
•Periodontite pré pubertal; 
•Periodontite juvenil; 
•Periodontite de progressão rápida 
2)Progressão lenta (periodontite 
adulta, leve moderada e severa) 
•Periodontite refratária: Quando o 
paciente tem periodontite + de 1 
vez. 
•Periodontite necrosante. 
- 1999: Class. Europeia 
•Doenças gengivais 
•Periodontite 
•Periodontite agressiva 
•Periodontite como manifestações 
de doenças sistêmicas (ajuda ate 
no diagnóstico) 
•Doenças periodontais 
necrosantes; 
•Abcessos do periodonto; 
•Periodontite associada a lesão 
endodôntica (endoperio): 
Combinação de lesões 
endodônticas e periodontais. 
•Deformidade e condições 
adquiridas. 
- 2018: 
 
CLASSIFICAÇÃO DAS DOENÇAS 
GENGIVAIS: 
1)Doenças Gengivais modificadas 
por fatores sistêmicos: 
Sempre tem biofilme associado. 
Associada com sistema endócrino: 
•Gengivite associada a 
puberdade, ao ciclo menstrual, a 
gravidez (granuloma piogênico). 
Esses fatores são uma pré 
disposição, as doenças gengivais 
estarão sempre relacionadas a 
deficiência da escovação e 
consequentemente ao biofilme. 
Associada com discrasias 
sanguíneas: 
Doenças Periodontais I 
18 
 
@studyloiraodonto 
•Gengivite associada a leucemias 
e outros. 
2)Induzidas por placa: 
Doenças gengivais modificadas por 
medicações: (nifedpina, 
ciclosporina, fenitoína) 
Associadas com uso de drogas: 
•hiperplasia gengival; 
•gengivite associada com uso de 
anticoncepcionais; 
Outra questão não sistêmica mas 
que está associada ao biofilme é a 
doença gengival associada a 
aparelho ortodôntico. 
Doenças gengivais modificadas por 
má alimentação: 
•Escorbuto (deficiência de vitamina 
C) pouco comum em ambiente de 
clínica. 
4)Não induzidas por placas: 
Doenças gengivais introduzidas por 
bactérias especificas 
•troponnema palidum; 
•neisseria gonorrhea; 
Doenças gengivais de origem 
virótica: 
Mais comum em crianças, quando 
detectada em adultos desconfia - 
se de uma imunidade muito baixa. 
•Doenças herpéticas recorrentes; 
•Infecção por cândida; 
•Histoplasmose. 
Manifestação gengival de 
condições sistêmicas: 
•Altercações muco- cutâneas: 
líquen plano (comum na mucosa 
jugau, carct. por estrias) pênfigo 
vulgar, penfigóide, eritema 
multiforme, lúpuseritematoso. 
•Reações alérgicas: materiais 
restauradores (mercúrio, níquel 
,acrílico.) 
•Reações relacionadas a: 
Dentifrícios, goma de mascar, 
alimentação. 
•Lesões traumáticas: Química, 
físicas e térmicas. 
CLASSIFICAÇÃO DAS 
PERIODONTITES: 
1993 
- perio adulto 
- perio juvenil 
1999 
- perio crônica 
- perio agressiva 
2018 
- periodontite 
 Periodontite Crônica: 
•Mais prevalente em adultos 
•Destruição proporcional ais fatores 
locais 
•Presença frequente de calculo 
subgengival 
19 
 
@studyloiraodonto 
•Padrão microbiano variável 
•Progressão lenta moderada 
Possui padrão de perda óssea 
horizontal na radiografia. 
 Periodontite Agressiva 
•Exceto pela presente de 
periodontite, são pacientes 
saudáveis; 
•Rápida perda de inserção e 
destruição óssea; 
Agregação familiar (não é regra, 
pode ser mais suscetível mas só 
acontecerá com a presença do 
biofilme) 
•A quantidade de microrganismos 
não são consistentes com a 
severidade da destruição do 
tecido; 
•Alta proporção de Aa e Pg; 
•Pode ser localizada ou 
generalizada. 
Localizada: 
Usualmente ocorre na fase da 
puberdade e possui um índice de 
progressão rápida (períodos 
episódicos de progressão); 
A quantidade de deposito 
microbiano desproporcional ao 
grau de destruição, possuindo 
maior suscetibilidade na região de 
incisivos e primeiros molares 
permanentes. 
 Doença Periodontal Necrosante: 
“Boca de trincheira” 
 
Difícil de ser vista, depende de 
baixa imunidade, estresse e 
biofilme. 
•Gengivite ulcerativa necrosante: 
GUNA 
- Tem como característica inversão 
de papila. 
•Periodontite ulcerativa necrosante: 
PUNA 
- Comuns em pacientes 
soropositivos, pacientes com 
imunossupressão. 
•Estomatite necrosante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
 
@studyloiraodonto 
Doença infeciosa que gera uma 
inflamação das estruturas de 
suporte dos dentes com perda 
progressiva de inserção e perda. 
Quando temos perda de óssea , 
não significa que teremos perda de 
inserção, mas sempre que temos 
perda de inserção, temos perda 
óssea. 
Perda óssea: perda de osso 
alveolar; 
Perda de inserção: perda de 
ligamento, cemento, osso e 
consequentemente gengiva (que 
acompanha o osso). 
Classificação das Doenças 
Periodontais: 
- 1989: 
Periodontite adulta e juvenil; 
- 1999 
Periodontite crônica e agressiva; 
A classificação mudou pois a idade 
não é um fator para fechar 
diagnóstico e sim que AJUDA no 
diagnóstico. 
! NÃO EXISTE GENGIVITE CRÔNICA; 
! NAO EXISTE PERIODONTITE AGUDA; 
Susceptibilidade: Relação entre 
organismo e hospedeiro. É o que 
determina o acontecimento da 
periodontite no indivíduo. 
A questão da susceptibilidade esta 
relacionada à mudança de 
gengivite para periodontite. A 
gengivite é aparente em toda 
gengiva com biofilme acumulado, 
já a periodontite PODE OU NAO 
surgir. 
A cicatrização da bolsa periodontal 
apos a remoção de cálculo sub 
pode acontece por reparo (células 
diferentes fazem a cicatrização) 
! Regeneração: células antigas, 
iguais voltam. 
Após o reparo, o epitélio juncional 
passa a se chamar epitélio 
juncional longo, e raramente a 
bolsa é zerada, normalmente existe 
a presença de uma bolsa residual. 
O objetivo do tratamento 
periodontal é redução de bolsa, se 
um paciente tem 10mm de 
profundidade de bolsa, após o 
tratamento dificilmente voltará a 
3mm, mas pode chegar a 5,6mm. O 
que vai determinar a saúde ou 
doença posteriormente dessa bolsa 
é o sangramento. 
Características Clínicas da 
Periodontite: 
>Acúmulo de placa; 
>Bolsa periodontal; 
>Perda de inserção clínica; 
>Perda óssea vertical e horizontal; 
>Inflamação gengival; 
>Sangramento a sondagem e/ou 
espontâneo; 
>Mobilidade dental (em casos 
avançados). 
O que determina a periodontite é a 
profundidade E o sangramento, 
Periodontites 
21 
 
@studyloiraodonto 
apenas profundidade não quer 
dizer nada, pois a bolsa pode ja ter 
sido tratada e reduzida. 
Um paciente que possui bolsa e 
não sangra a sondagem NÃO TEM 
PERIODONTITE e sim HISTÓRICO DE 
PERIODONTITE. Ele precisar ser 
tratado como paciente mais 
suscetível, pois já tem histórico e 
sulcos mais profundos. 
Periodonto Reduzido: Paciente que 
já perdeu o periodonto. 
Um paciente com periodonto 
reduzido e TRATADO pode fazer uso 
do aparelho ortodôntico, porém a 
movimentação deve ser LENTA 
(para não gerar mobilidade) e a 
higienização muito rigorosa (pois o 
aparelho é um fator retentivo de 
placa e o paciente já tem histórico 
de doença por acúmulo de 
biofilme). 
Características Radiográficas de 
Periodontite: 
>Perda óssea horizontal e vertical; 
>Defeitos em forma de cratera; 
>Defeitos ósseos verticais; 
>Envolvimentos de furcas. 
Perda Horizontal: Perda reta, 
como se um plano todo tivesse 
perdido osso. 
 Perda Vertical: Perda 
angulada. 
A periodontite pode ser ASSOCIADA 
a fatores locais (aparelho 
restaurações, mal adaptadas) e 
ASSOCIADA OU MODIFICADA por 
fatores sistêmicos (diabetes, 
tabagismo).Nenhum desses 
CAUSAM biofilme. 
Periodontite Crônica: 
Doença lenta. Tem como 
característica perda óssea 
horizontal. 
Classificação: 
>Localizada: Menos de 30% dos 
sítios afetados; 
Sítios: Cada face dos dentes. Temos 
4 sítios em cada dente e 8 pontos 
de sondagem. 
Exemplo: Um paciente com 28 
dentes, quantos sítios o ele tem? 
28x 4 = 112 sítios 
Ao preencher o periograma, foi 
visto que o paciente tem 12 sítios 
doentes: 
112 - 100% 
12 - x 
x = 10% 
>Generalizada: Mais de 30% dos 
sítios afetados. 
Grau de severidade: 
Leve: 1 a 2 mm de perdão de 
inserção clínica. 
Moderada: 3 a 4 mm de perda de 
inserção clínica. 
Severa: Mais de 5 mm de perda de 
inserção clínica. 
Epidemiologia: 
22 
 
@studyloiraodonto 
Pode ocorrer em qualquer idade, 
mas é mais comum em pacientes 
mais velhos. 
Embora a prevalência da doença 
periodontal aumente com a idade, 
é improvável que o 
envelhecimento aumente a 
suscetibilidade para a doença 
periodontal. 
É mais provável que os efeitos 
cumulativos da doença durante 
toda a vida (depósito de placa e 
cálculo, o aumento do número de 
sítios, a perda óssea e de inserção), 
expliquem o aumento da 
prevalência da doença em pessoas 
mais idosas. 
Tratamento: 
>Exame clínico (periodontal + 
Radiografias) 
>Motivação do paciente + 
Instrução de higiene Oral 
>Instrumentação Radicular 
(Raspagem Supra, Subgengival) 
>Reavaliação (30 a 45 dias) 
>Cirurgia Periodontal 
Período de revisão para paciente 
com gengivite: 7 á 10 dias. Não 
precisa de raspagem sub, pois não 
tem bolsa. 
Periodontite Agressiva 
>Rápida perda de inserção e 
destruição óssea; 
>Agregação familiar; 
>Quantidade de depósitos 
microbianos não são proporcionais 
a severidade de destruição 
periodontal; 
>Presença de elevadas proporções 
de Aa; 
>A progressão da perda de 
inserção pode ser auto- 
interrompida. 
Classificação: 
>Localizada: 
-Aparecimento no período 
circumpuberal 
-Acomete primeiros molares e 
incisivos (pois são os primeiros 
dentes a irromper) 
-Envolvimento ao menos de dois 
dentes permanentes (um deles o 
primeiro molar) e não mais de dois 
outros dentes além de incisivos e 
primeiros molares. 
>Generalizada: 
-Quando acomete além dos 
incisivos e molares. 
-Geralmente afeta indivíduos com 
menos de 30 anos 
-;Repetidos episódios de surtos de 
atividade 
-Afeta ao menos três dentes 
permanentes além de primeiros 
molares e incisivos. 
Tratamento: 
>Exame clínico (periodontal + 
Radiografias) 
>Motivação do paciente + 
Instrução de higiene Oral 
23 
 
@studyloiraodonto 
>Instrumentação Radicular 
(Raspagem Supra, Subgengival) 
>Antibioticoterapia 
(Amoxicilina+Met ronidazol)* 
>Reavaliação (30 a 45 dias) 
>Cirurgia Periodontal 
 
 
 
 
Terapia NÃO CIRURGICA: 
 
Raspagem Aberta 
 
A manutenção das periodontitesdepende da terapia de suporte e a 
manutenção feita de 4 a 6 meses. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
24 
 
@studyloiraodonto 
Fator de risco: 
Fatores que tornam mais provável a 
prevalência de doenças. 
Um aspecto do comportamento 
pessoal ou estilo de vida, uma 
exposição ambiental, ou uma 
característica nata ou herdada, 
que baseada em evidência 
epidemiológica reconhecidamente 
associada com uma condição 
relacionada à saúde. Determinados 
por estudos longitudinais (estudos 
de acompanhamento ao longo 
prazo).Podem ser: 
Modificáveis: 
-Fumo 
-Bactérias 
-Algumas condições de saúde 
- Diabetes 
Não - modificáveis: 
-Sexo 
-Idade 
-Genética 
Diabetes 
•É uma doença sistêmica resultante 
de distúrbios endócrinos e 
metabólicos, caracterizado pela 
falta relativa ou absoluta de 
insulina, que resulta em um defeito 
na utilização de carboidratos e 
alteração no metabolismo dos 
lipídeos e proteínas. 
•Estima-se que em 2025, 5,4% da 
população mundial terá diabetes. 
 Tipo 1 - Diabetes Juvenil. 
Normalmente o indivíduo ja nasce 
com diabete s ou começa a 
apresentar muito cedo. 
Compreende 10% dos casos e 
possui deficiência absoluta de 
insulina. 
 Tipo 2 - Diabetes do Adulto. 
90% de total de casos. Possui uma 
deficiência relativa de insulina. 
.Dificilmente devem repor insulina, 
pois conseguem regular a glicose. 
 Gestacional - Diagnosticada na 
gravidez. 
Geralmente regride no pós parto, 
mas existem casos que o quadro 
permanece. 
Deficiência de cicatrização: As 
moléculas de glicose possuem AGEs 
associadas a ela, e as moléculas de 
defesa possuem os REAGs . Em um 
processo inflamatório, os AGEs e 
REAGs se unem (juntando também 
a glicose e as células de defesa) 
que possuem muita afinidade, 
fazendo com que as células de 
defesa parem de funcionar e 
dificultem a cicatrização devido á 
diminuição da função celular. 
Seppala e Col - 1993: 
Demonstraram que pacientes com 
bom controle metabólico 
apresentavam menor perda de 
inserção longitudinal e óssea do 
que os pacientes com controle 
inadequado, apesar de mostrarem 
níveis semelhantes de controle de 
placa. 
 Fatores de risco das doenças periodontais 
25 
 
@studyloiraodonto 
Normalmente a gengiva de 
diabéticos apresenta uma 
coloração arroxeada; 
Fumo 
Os fumantes apresentam: 
-Progressão da D.P. mais rápida; 
-Maior perda de inserção clínica e 
óssea alveolar; 
-Maior número de sítios com bolsas 
profundas; 
-Maior formação de cálculo; 
-Probabilidade de desenvolvimento 
de periodontite 2,7 vezes maior 
comparado a não-fumantes. 
Ao entrar em contato com a 
corrente sanguínea, a nicotina 
estimula a produção. de epinefrina 
e norepnefrina (vasos 
constritores).Essa vasoconstricção 
diminui a circulação sanguínea 
periférica causando prejuízo no 
processo cicatricial. 
O fumo mascara a doença 
periodontal pois pacientes 
fumantes dificilmente sangram. 
Hipótese de áreas mais afetadas do 
paciente fumante: 
•Perda de inserção periodontal 
maior na região lingual dos dentes 
da maxila e nos dentes anteriores 
inferiores. 
•Sugere um efeito local pelo 
contato da fumaça com os tecidos 
periodontais. 
 
AIDS 
Retrovírus - RNA 
HIV - 1 e HIV - 2 
 Exames: 
-Linfócitos T4: células de defesa 
(deve estar alto) 
-Contagem TCD4 e carga viral: O 
quanto de HIV o paciente tem 
(deve estar baixo). 
Os linfócitos de TCD4 não podem 
estar abaixo de 350. Se for um 
procedimento de emergência, o 
indicado é de 350 á 500 sendo o 
IDEAL estar acima de 500. 
 Contágio: 
- Relações Sexuais 
- Sangue 
-Gestantes 
HIV positivo: Paciente que porta o 
vírus sem necessariamente ter os 
sinais e sintomas. Eles podem 
transmiti - los. Paciente que TEM o 
vírus mas NÃO desenvolveu a 
síndrome (pois não passou por 
situação oportunistas); 
Portador de HIV: Indivíduos com 
imunossupressão, que apresentam 
sinais e sintomas. 
Lamster e Cols (1997): Concluíram 
que a periodontite na presença de 
infecção por HIV é dependente da 
competência do sistema 
imunológico do hospedeiro, assim 
como 
26 
 
@studyloiraodonto 
da resposta inflamatória local à 
microbiota subgengival típica e 
atípica. 
Era comum encontrar gengivite em 
pacientes que faziam uso de 
retovirais, claro que associada ao 
biofilme. 
Bactérias Específicas 
Espécies específicas de bactérias 
predominantemente Gram-
negativas, anaeróbias, estão 
envolvidas na etiologia da 
periodontite 
-A.actinomycetemcomitans 
-P.intermedia 
-P.gengivalis 
5 Fatores de risco da periodontite 
-Diabetes 
-Tabagismo 
-HIV 
-Bactérias Específicas 
-Higiene Bucal 
Fator etiológico: Fatores que 
CAUSAM a doença. As bactérias 
específicas são fatores etiológicos 
(pois causam a periodontite) e de 
risco (pois a pioram). 
Indicador de risco: 
São potenciais fatores de risco, que 
tem a possibilidade de ser um risco 
para tal doença mas ainda não é 
comprovado. 
São potenciais fatores de risco, que 
ainda não foram confirmados 
através de estudos 
longitudinais.Estuda casos controle 
ou corte transversal. 
Indicadores de risco da periodontite 
-Gestação; 
-Doenças pulmonares; 
-Artrite Reumatóide; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
27 
 
@studyloiraodonto 
Infecção Aguda: 
Tem destruição rápida e precisa de 
um ótimo diagnóstico diferencial. 
São provocadas por bactérias, vírus 
e fungos. São relacionadas à 
questão emocional. 
•Doenças periodontais 
necrosantes: 
-Gengivite Necrosante Aguda 
-Periodontite Necrosante Aguda 
-Estomatite Necrosantes 
• Abscesso gengival 
• Abscesso periodontal 
• Abscesso pericoronal 
! Gengivoestomatite herpética: É 
um diagnóstico diferencial da 
gengivite necrosante, pois são 
parecidas. Essa gengivoestomatite 
é causada pelo vírus da herpes que 
causa uma inflamação na gengiva, 
dessa forma ela tem uma origem 
diferente e o tratamento consiste 
em fazer o tratamento da herpes. 
São condições clínicas de 
esbelecimento rápido que envolve 
o periodonto ou estruturas 
associadas e pode ser 
caracterizada por dor ou 
desconforto e infecção. Pode ou 
não estar relacionada com 
gengivite ou periodontite e pode 
ser localizada ou generalizada, 
com possíveis manifestações 
sistêmicas. 
Doenças Periodontais 
Necrosantes: 
Gengivite ulcerativa necrosante: 
-Aguda: GUNA (gengivite ulcerativa 
necrosante aguda); 
Necrose limitada a tecido mole, a 
gegiva. 
Recebe outros nomes de acordo 
com a literatura: 
-Boca de trincheira: Era caract. de 
soldados na guerra, pelo constante 
acumulo de biofilme pela 
deficiência da escovação. 
-Estomatite de Plaut-Vincent 
-Gengivite ulcerosa 
-Gengivite fuso-espiralar 
-Angina pseudomembranosa 
-Estomatite fétida 
 Características\ aspectos 
clínicos da GUNA: 
-Inversão papilar; 
-Formação de pseudomembrana; 
-Ligada ao estresse; 
-Halitose e dor; 
-Sangramento espontâneo e leve. 
 Sintomas locais: 
-Sensação de cunha entre os 
dentes; 
-Sialorreia: Acúmulo de saliva; 
-Gosto metálico. 
Lesões Agudas 
28 
 
@studyloiraodonto 
 Sintomas Gerais: 
-Adenopatia:Gânglios infartados 
devido a infecção; 
-Febre 
-Mal estar geral 
-Leucocitose: Aumento de 
leucócitos. 
Em casos mais graves essa 
gengivite pode causar meningite e 
infecções pulmonares. 
 Microorganismos: 
Sempre anaeróbicos e gram 
negativos. 
 Fatores predisponentes: 
-Stress:Elevação dos níveis séricos e 
minérios de corticosteréicles. 
Aumento da nutrição da prevetella 
intennnedia.Diminui função de 
neutréflos e linfécitos,o que 
facilitaria a invasão bacteriana e o 
dano tecidual. 
-Imunossupressão: Pacientes 
soropositivos tem as mesmas 
caracteristicas clínicas.Porém 
apresentara mais reciclives ou fraca 
resposta à terapia tradicional. 
Outras lesões podem estar presente 
junto as DPN como 
candidíase,leucoplasia pilosa, 
sarcoma de Kaposi. 
-Deficiências nutricionais:Diminuição de proteínas 
importantes que aceleram a nec se 
do tecido. 
-Tabagismo: Causa diminuição nas 
celulas de defesa que quimiotaxia 
(processo que avisa o problema. 
 
-Doença gengival pré-existente; 
 Terapia 
1° etapa: 
-Eliminação da fase aguda: 
-Limpeza e polimento 
-Antibioticoterapia 
2° etapa : 
-Raspagem e polimento 
-Instruções de higiene bucal 
3° etapa : 
-Gengivectomia/gengivoplastia 
 
Periodontite ulcerativa necrosante: 
-Aguda: PUNA (periodontite 
ulcerativa necrosante aduga); 
Necrose a cerca das estruturas de 
sustentação (ligamento, cemento e 
osso),Infecção caracterizada pela 
necrose do tecido 
gengival,ligamento periodontal e 
osso alveolar.Lesões mais 
comumente observadas em 
29 
 
@studyloiraodonto 
indivíduos com alteração sistêmica, 
mas não exclusiva da AIDS. 
 Aspectos clínicos: 
-Necrose do tecido ósseo 
-Sequestro ósseo 
-Formação de pseudomembrana 
-Episódios repetidos de GNA 
Estomatite necrosante 
Quando a necrose evolui e 
ultrapassa a linha mucogengival 
(que divide a gengiva inserida e a 
mucosa alveolar). 
Única diferença da PUNA é que 
atravessa a linha mucogengival. 
 Noma: Necrose que gera 
comunicação de parte externa 
e interna. 
-Flora predominante 
fusoespizoquetal; 
-Normalmente leva ao óbito; 
-Países subdesenvolvidos; 
-Crianças desnutridas; 
 
Abcessos no Periodonto: 
 
Abscesso gengival: 
Infecção purulenta localizada que 
envolve a gengiva marginal ou 
papila interdental.Pode ser 
causada pela presença de um 
corpo estranho no tecido gengival. 
A casquinha do milho de pipoca é 
o que mais causa. 
 Característica: 
-Lesão de expansão rápida 
-Exsudato purulento 
-Dolorosa 
-Pode acontecer em áreas livres de 
doença. 
 Tratamento: 
-Drenagem para liberar do sintoma 
agudo 
-Remoção do fator casual 
Abscesso periodontal: 
Abscesso causado pela presença 
de doença periodontal. 
 fatores associados: 
-Oclusão de bolsas profundas 
-Envolvimento de furca 
-Terapia antibiótica 
-Diabetes 
-Perfuração de canal radicular 
-Fratura radicular 
-Corpo estranho 
 Sinais e sintomas: 
-Dor pulsátil e irradiada 
30 
 
@studyloiraodonto 
-Dor a percussão 
-Exsudato purulento 
-Mobilidade dentária 
- Aumento de volume 
-Adenopatia 
-Pode ocorrer perda rápida de 
inserção 
-Pode ter febre. 
Quanto mais coronal o abscesso 
for, a tendência é que seja 
periodontal, quando mais for apical 
a tendência é que seja 
endodôntico. 
 Importante observar: 
-Polpa integra 
-Presença de bolsa periodontal 
-Fistula mais coronária 
-Tumefação da mucosa 
-Dor menos intensa 
-Dor leve a percussão e pressão 
-Mobilidade acentuada 
 Tratamento: 
-Drenagem para liberar do sintoma 
agudo (c/ou s/incisão) 
-Raspagem e remoção do fator 
casual 
-Administração de antimicrobianos 
-Quando necessário acesso 
cirúrgico 
 
 
 
Abscesso pericoronal: 
Infecção purulenta localizada 
dentro do tecido adiacente acoroa 
de um dente parcialmente 
erupcionado. Ocorre com maior 
frequência durante a erupção dos 
3° molares inferiores. 
 Sinais e sintomas 
-Lesão supurativa e edemaciada 
-Ulceração 
-Coloração vermelho-intensa 
-Dor 
-Dificuldade de abrir a boca 
-Halitose 
-Adenopatia 
l°sessão 
-suava raspasgem 
-Irrigação com soro fisiológico 
-Antibioticoterapia (quando 
indicado) 
-Instrução de higiene oral 
2° sessão 
-24/48 horas após: irrigação + 
limpeza 
3°sessão 
- 6 dias após a fase aguda 
-Remoção do capuz 
-Extração do dente ou/e 
antagonista