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Periodontia 1 @STUDYLOIRAODONTO 2 @studyloiraodonto Periodonto Normal parte I ...........................................................03 Periodonto Normal parte II...........................................................07 Microbiologia na periodontia......................................................08 Etiopatogênese do periodonto...................................................11 Exames e Diagnosticos.................................................................13 Instrumentos Periodontais.............................................................15 Doenças Periodontais I ................................................................17 Periodontites...................................................................................20 Fatores de risco das doenças periodontais ..............................25 Lesões Agudas ..............................................................................27 Índice 3 @studyloiraodonto Visão macroscópica Periodonto: É dividido em Periodonto de PROTEÇÃO e Periodonto de SUSTENTAÇÃO. A principal função do Periodonto é inserir o dente no tecido ósseo e manter a integridade da superfície da mucosa mastigatória na cavidade oral. Mucosa Oral 1. Mucosa mastigatória: Compreende a gengiva e o revestimento do palato. 2. Mucosa especializada: Recobre o dorso da língua. 3. Mucosa de revestimento: Inclui o restante da cavidade oral. GENGIVA É a parte da mucosa mastigatória que recobre o processo alveolar e circunda a porção cervical dos dentes. Para estar saudável, a gengiva precisa ter as seguintes características: - Cor rósea: - Superfície opaca; - Consistência firme. - Entrada de apenas 3 milímetros da sonda periodontal na gengiva (profundidade da gengiva livre). A gengiva é classificada em gengiva LIVRE e a gengiva INSERIDA. Gengiva Livre Compreende o sulco gengival. O sulco gengival é um sulco superficial que demarca a gengiva livre da gengiva inserida. Gengiva Inserida A gengiva inserida vai da ranhura gengival livre (GG) ou do plano horizontal a nível da CEJ, ate a linha mucogengival onde ela se junta com a mucosa alveolar. Periodonto normal – parte I 4 @studyloiraodonto A linha mucogengival divide a gengiva inserida da mucosa alveolar. A ranhura gengival livre divide a gengiva livre da gengiva inserida. A gengiva inserida varia também de acordo com o individuo. A largura da gengiva inserida varia de acordo com a região da boca. Normalmente temos essa faixa de tecido queratinizado maior nos incisivos superiores e mais reduzidas na faixa dos pré – molares inferiores. A linha da ranhura gengival livre normalmente ela vai passar 3 milímetros acima da margem gengival. Normalmente ela coincide com a junção cemento esmalte. A linha mucogengival não esta no palato. É dessa região que se tira o enxerto. Área de Col: Cavidade no formato da papila interdental formada pela área de contato na região de molares e pré-molares. As papilas dessa área tem porção vestibular e outra palatina\lingual separadas pela região de contato. Área não queratinizada que gera ponto de contato é exatamente a região onde inserimos o fio dental. Visão Microscópica Gengiva O epitélio que recobre a gengiva livre pode ser diferenciado da seguinte forma: j 1. Epitélio Oral (OE) – fica voltado para a cavidade oral; 2. Epitélio do Sulco (OSE) - fica voltado para o dente, sem ficar em contato com a superfície dentária; 5 @studyloiraodonto 3. Epitélio Juncional (JE) - que promove o contato da gengiva com o dente. Quando o paciente esta doente, esse epitélio vai abrindo, e é nesse local que se usa a sonda, que indica patologia ao entra mais que 3 milímetros. Epitélio do Sulco O epitélio do sulco não é queratinizado; Fluido do sulco gengival: - Tem aparência de liquido seroso; - A ocorrência é pequena ou não existe em um sulco normal; - Aumenta com a inflamação; - Faz parte do mecanismo de defesa; O aspecto ‘’casca de laranja’’ não é um indicador de saúde, apenas uma variação da anatomia, porém, se um individuo tem e por acaso ele sumir, pode indicar presença de inflamação. Epitélio oral É um epitélio pavimentoso estratificado ceratinizado. Pode ser dividido nas seguintes camadas celulares: – Camada basal – Camada espinhosa – Camada granulosa – Camada ceratinizada Quando as células da camada externa não contêm núcleo o epitélio denomina-se ortoqueratnizado. Quando as células do epitélio mastigatório contêm remanescentes do núcleo o epitélio denomina-se paraqueratnizado. Após o processo de mitose a célula basal velha - queratnócito - começa a atravessar o epitélio até a camada córnea. O paciente deve ser reavaliado no período de 1 mês. Além das células produtoras de queratina (90% do total) o epitélio oral contém “células claras”: -melanócitos, -células de Langerhans -células não específicas Tecido conjuntivo O tecido conjuntivo é o tecido predominante da gengiva e do ligamento periodontal. Seus componentes são: fibras colágenas (60%), fibroblastos (5%), vasos, nervos e matriz (35%). As células presentes no tecido conjuntivo são: fibroblastos, 6 @studyloiraodonto mastócitos, macrófagos, granulócitos neutroflicos, linfócitos e células plasmáticas. A sua célula mais numerosa é o fibroblasto que possui muita importância para a periodontia, pois são responsáveis por produzir as fibras. Fibras do tecido conjuntivo As seguintes fibras são produzidas por fibroblastos: As fibras da gengiva recebem nome de acordo com o seu trajeto. 1. fibras colágenas; .CF- fibras circulares: São feixes de fibras dispostos na gengiva livre e que circundam o dente em forma de um anel DGF - fibras dento gengivais projetam a partir do cemento em forma de leque em direção ao tecido gengival livre. DPF - fibras dento periósteas Fazem a trajetória em sentido apical para terminarem no tecido da gengiva inserida. TF - fibras transeptais Sai de um dente para o outro. 2. fibras reticulares; Estão presentes nas interfaces epitélio- tecido conjuntivo e endotélio- tecido conjuntivo. 3.fibras oxitalânicas; As fibras oxitalânicas estão presentes na gengiva e no ligamento periodontal. Sua função ainda é desconhecida. 4.fibras elásticas. As fibras elásticas do tecido conjuntivo da gengiva e do ligamento periodontal somente estão presentes em associação com vasos sanguíneos. Trazendo os mecanismos de vasodilatação e vasoconstrição. Matriz do tecido conjuntivo A matriz do tecido conjuntivo é produzida por fibroblastos, mastócitos e outros componentes derivados do sangue. Ela é o meio no qual as células estão inseridas e é essencial para a manutenção da função normal do tecido conjuntivo. Seus componentes principais são proteoglicanos e glicoproteínas. Devido à sua estrutura e hidratação as macromoléculas exercem resistência à deformação, regulando a consistência do tecido conjuntivo, dando resiliência ao mesmo. 7 @studyloiraodonto Ligamento Periodontal: Tecido conjuntivo frouxo altamente vascularizado que une cemento ao Osso Alveolar. Seu principal componente são as fibras colágenas. Funções: - Nutrição -Ancoragem das fibras (cemento/osso) - Sensorial - Dissipar forças mastigatórias - Regenerativa Células: - Fibroblastos - Osteoblastos - Cementoblastos - Osteoclastos - Céls. Mesenquimais Indef. - Céls. Epiteliais (restos de Malassez) Fibras: - Fibras da crista alveolar - fibras horizontais - fibras oblíquas (2/3 das fibras) - fibras apicais - fibras interradiculares Na radiografia o ligamentoperiodontal não fica radiopaco, já que ele é um tecido mole. No implante: Na extração do dente, o ligamento periodontal é perdido, então no implante NÃO HÁ LIGAMENTO PERIODONTAL, e gengiva passa a ser chamada de mucosa. Cemento Radicular Tecido conjuntivo calcificado e especializado que recobre as raízes dos dentes, eventualmente, pequenas porções da coroa dos dentes. Funções: - Ancoragem das fibras do ligamento periodontal (fibras de Sharpey) e fibras gengivais supra- alveolares. - O cemento é depositado ao longo da vida, ou seja, ele nunca para de ser reposto. Componentes celulares: - Cementoblastos; - Cementocitos; O cemento radicular não possui estabilidade fisiológica. Periodonto Normal – parte II 8 @studyloiraodonto Classificação; Fisiologia A sua nutrição por difusão de substancias que transnudam dos vasos sanguíneos do ligamento, é por tanto avascular. Não possui enervação, não sofre reabsorção fisiológica apenas aposição. O cemento radicular pode apresentar algumas variações anatômicas como, por exemplo, a perola de esmalte. Osso alveolar Pode ser definido como parte da maxila ou mandíbula que forma e da suporte ao alvéolo dos dentes. É dente dependente e se funde com o osso da maxila e da mandíbula, não existindo limite definido entre esses e o ossos alveolar. Função: - Juntamente com o ligamento periodontal e o cemento radicular, forma o periodonto de sustentação. - Absorve e distribui forças geradas pela mastigação e outros contatos dentários Fisiologia: - É uma estrutura vascularizada e por isso gera nutrição. É possível haver perda óssea por fenestração, um defeito circundado como uma janela, e por deiscência quando o osso desce. Esses processos configuram a recessão gengival. 9 @studyloiraodonto BIOFILME\PLACA BACTERIANA Comunidade microbiana relativamente indefinida associada à superfície do dente ou a qualquer outro material duro não – descamativo. O biofilme é o principal problema da periodontia, pois ele desencadeia a gengivite e a periodontite, sendo o agente etiológico dos dois. Devido a isso, o controle da placa bacteriana é o principal fator de controle das doenças periodontais. Hipótese da placa específica: Defende que apenas 1 microrganismo é responsável pela formação do biofilme. É pouco aceita. Hipótese da placa inespecífica: É a que sustenta o acontecimento da doença periodontal, afirmando que ela seja causada por diversos microrganismos e não apenas um especifico. Fatores que modificam o biofilme: HIV; Tabagismo; Diabetes. Esses fatores NÃO CAUSAM periodontite ou gengivite e sim PIORAM o quadro, pois as doenças periodontais serão causadas pelo biofilme. Formação do Biofilme 1)Aderência: Película Adquirida – É natural, biológica. Funciona como um adesivo para aderir bactérias. É formada por glicoproteínas e transforma a carga do esmalte em carga negativa (prolina e adesina). 2)Colonização: A colonização primitiva é feita por bactérias gram positivas (bactérias boas) que possuem receptores com a função de facilitar a adesão de bactérias gram negativas que não tem grande capacidade de se aderir diretamente na película. 3)Crescimento: As bactérias gram negativas começam a se aderir no biofilme devido a mudanças etiológicas e ele vai crescendo. Posição do Biofilme: 1)Placa supragengival: É o „‟trem‟‟, é o biofilme que conseguimos ver, localizado acima da gengiva. - Possui coloração amarela esbranquiçada; - Mais comum nas proximais e cervicais dos dentes; - Torna – se um biofilme maduro em 2 semanas; - Possui fácil remoção. 2)Placa subgengival: É o „‟metro‟‟ é formado por bactérias gram positivas e bactérias gram Microbiologia na Periodontia 10 @studyloiraodonto negativas. É o calculo que fica por baixo da gengiva. - É removido através de da raspagem subgengival; 3)Placa perimplantar: Biofilme a cerca do implante, pode causar ate mesmo a perda do procedimento. CÁLCULO É o biofilme mineralizado. ! A periodontite é IRREVERSSÍVEL. A consequência de um paciente com periodontite severa é o alongamento dos dentes. Posição do Cálculo: 1)Cálculo Supragengival: Possui coloração branco – amarelada, amarelo – acastanhado ou marrom. - Sua dureza é moderada; - As saídas das glândulas normalmente são os locais de mais acúmulo; - Possui fácil remoção. 2)Cálculo Subgengival: - Possui coloração amarronzada ou preta; - É de difícil remoção pois esta em contato com o tecido; ! A bolsa periodontal é o sulco aprofundado. O normal é ter 3 milímetros. - Possui superfície rugosa e dura. - Pode ser formado em 2 semanas e 80% do material é inorgânico. - Pode ser identificado na radiografia. Evolução DAS DOEÇAS PERIODONTAIS As doenças periodontais possuem suscetibilidade. Não é por que o paciente possui muito biofilme que ele vai desenvolver periodontite, por exemplo. Principais Patógenos: - Tomnarella Fonsythia; -Teponema Denticola; - Porphyoma Gengivalis; - AA. Essas são as principais bactérias relacionadas as doenças periodontais. No geral, as bactérias são organizadas em complexos microbianos, que possuem cores (amarelo, verde, roxo, laranja e vermelho). Complexos amarelo, verde e roxo: São associados a saúde. Contem bactérias gram positivas. Complexo laranja e vermelho: São os microrganismos mais encontrados nas doenças periodontais. 11 @studyloiraodonto ! A bactéria AA não faz parte de nenhum complexo microbiano. Tratamento: Raspagem e instrução da higiene oral. A doença periodontal é termo utilizado para se referir a todas as doenças que envolvem o periodonto (gengivite, periodontite). - Essas doenças são um processo inflamatório causado por um agente etiológico, que nesse caso é o biofilme. GENGIVITE X PERIODONTITE A gengivite acontece apenas a nível de gengiva, uma inflamação na gengiva; já a periodontite gera perda óssea e perda de outras estruturas. Na formação de uma bolsa periodontal, o epitélio Juncional (que fica grudado no dente) se desloca devido a inflamação. A interação entre as bactérias e a resposta do hospedeiro é o que vai determinar se o paciente vai desenvolver gengivite ou periodontite, tudo depende da suscetibilidade que as doenças periodontais instalam em cada organismo. Lesões histológicas Lesão Inicial: Gengivite - Aumento da permeabilidade vascular durante a inflamação, deixando a gengiva edemaciada. - O aumento do exsudato é condizente com o aumento da inflamação presente; Lesão Precoce: Gengivite - Acontece 7 dias após o acumulo de placa; - Há destruição de colágeno, e a gengiva fica frouxa. Lesão Estabelecida: Periodontite - De 7 a 14 dias depois do aparecimento da placa; - Continua a destruir colágeno e gerar o afastamento do epitélio juncional. Epitélio Juncional É poroso, com largos espaços intercelulares. Suas células são dinâmicas, constantemente foliadas. - Possui fraca adesão epitelial através de hemidesmossomas; - Há uma vasta quantidade de espécies microbianas (bact. Gram positivas\ negativas). ! O próprio organismo reabsorve tecido como forma de defesa diante do processo inflamatório e ainda ativar os Osteoclastos que iniciam a reabsorção de tecidos duros (ossos). Etiopatogênese da Doença Periodontal 12 @studyloiraodonto Bolsa Periodontal Migração apical de epitélio Juncional. É uma característica especifica da doença periodontal que resulta no aprofundamento do sulco. „‟Nem toda gengivite será um periodontite, mas toda periodontite já foi uma gengivite‟‟.13 @studyloiraodonto Os casos de periodontite crônica são mais comuns em pacientes mais velhos e os casos de periodontite agressiva em pacientes mais jovens. Porem isso não é regra e pode variar. ! Nunca devemos fechar um diagnostico sem consultar exames e considerar APENAS a idade do paciente. - Um paciente com gengivite não terá calculo subgengival, ele terá no máximo calculo supragengival pois a gengivite não causa perda de inserção. - Um paciente com periodontite terá os dois tipos de calculo há perda de inserção. Por que tratar periodontia: - Resolução de gengivite; - Redução da profundidade da bolsa; - Eliminação da abertura furca; - Resolução funcional e estética. Diagnóstico: - Anamnese; - Exame radiográfico; - Exame cínico periodontal. Exames: Índice de placa visível: - Presença ou ausência de placa. Avalia – se para constatar melhora ou piora na higienização no fim do tratamento. Índice de sangramento gengival: - Presença ou ausência de sangramento marginal. Quando há sangramento, há doença ativa. !Normalmente pacientes fumantes não sangram, mas pode estar com doença ativa. O fumo mascara a inflamação. Fatores Retentivos da placa: - Carie; - Cálculos; - Restos radiculares; - Restaurações radiculares; - Próteses\ Aparelhos ortodônticos. Profundidade da bolsa a sondagem: - É à distância da margem gengival ao fundo da bolsa. Faz detecção da doença periodontal ativa. ! Acima de 3 mm já indica patologia. Deve – se sondar todas as faces do dente e dividi – las em 3 pontos e considerar o numero da maior profundidade. Essa técnica é chamada técnicas dos 3 pontos. Recessão ou Retração gengival: - Deslocamento apical da margem gengival; Exames e Diagnósticos 14 @studyloiraodonto - Ela é medida da junção cemento – esmalte ate a margem da bolsa. Nível de inserção clinica: - Detecta o tamanho da perda de inserção \ suporte; - Medida da junção cemento – esmalte (amelo cementaria) ate o fundo da bolsa. Pseudobolsa: „‟Falsa bolsa‟‟, muito comum em que usa aparelho. „‟Um edema inflamatório pode gerar deslocamento coronal da margem gengival sem uma migração concomitante do epitélio – dento gengival. ‟‟ Envolvimento de furca Seu envolvimento é dividido: Grau 1: Perda horizontal do tecido de suporte que não excede 1\3 da largura do dente. Grau 2: Perda horizontal do tecido de suporte que excede 1\3 mas não atinge toda área de furca. Grau 3: Destruição horizontal lado a lado dos tecidos de suporte na furca. ! Exame de furca é realizado somente nos dentes que possuem furca. Mobilidade Dentaria Aspectos que influenciam a mobilidade: - Numero e forma das raízes; - Quantidade de inserção; - Qualidade do ligamento periodontal; ! Nunca fazer esse exame com o dedo. O exame é feito com um instrumental na face lingual e na face vestibular ao mesmo tempo. Exames Complementares: Exames Radiográficos: Na odontologia a mais utilizada é a periapical, pois a panorâmica da uma visão geral da cavidade. Mas para o diagnostico periodontal a radiografia periapical é essencial. Gengivite X Periodontite Gengivite: Sangramento a sondagem (profundidade do sulco de 1 a 3 mm) e não há perda óssea. Periodontite: Sangramento a sondagem com profundidade de bolsa maior que 3 mm 15 @studyloiraodonto Classificação dos Instrumentos: - Sondas Periodontais; - Instrumentos de raspagem e alisamento; - Instrumentos de polimento coronário. Sondas Periodontais - Possuem vários tipos; CARACTERISTICAS: Circular em secção transversal; Extremidade de ponto ativa em mim; Ponta arredondada; INDICAÇAO; Sondagem; Medir profundidade; Inserção paralela; Movimento Suave O QUE INFLUENCIA: Pressão; Diâmetro da sonda; Posição inadequada; Presença de calculo; Dor; Presença de muito sangue; Grau de inflamação !O correto é sondar e NÃO sangrar. A sonda deve entrar ate 3 mm. RASPAGEM: Remoção de calculo. MOVIMENTOS: Devem ser firmes, curtos e de tração; Rotação; Pressão. Curetas Mcall: Raspagem supragengival 13 – 14: Todas as faces as faces dos dentes anteriores; 17 – 18: Todas as faces dos dentes posteriores; ! Possui 2 bordas cortantes. Gracey: Raspagem subgengival 1 – 2: Todas as faces dos dentes anteriores; 7 – 8: V ou L (faces livres) dos dentes posteriores 11 – 12: Face mesial de dentes posteriores; 13 -14: Face distal de dentes posteriores. AFIAÇAO: A cureta Mcall é afiada mais em pé e a cureta Gracey é afiada mais deitada. Raspador ULTRASSONICO: - Rápida remoção de calculo; - Reduz fadiga para o operador; Instrumentos Periodontais 16 @studyloiraodonto - Vibrações na ponta; - Contraindicação: Marca passo cirúrgico. ! É necessário dar polimento após a raspagem, pois áreas ásperas e retentivas acumulam mais bactérias. O QUE USAR; - Taça de borracha: Superfícies lisas; - Escova de Robinson: Faces oclusais. 17 @studyloiraodonto Doenças periodontais: Tudo que envolve destruição do periodonto. Uma das principais características é a mordida em leque. HISTÓRICO: - 1989 á 1993: Class. Americana Europeia Gengivite: Era classificada em 1)bacteriana 2)não bacteriana 3)gengivite ulcerativa necrosante aguda (GUNA) Periodontite: Era dividida em 1)Acometimento precoce: •Periodontite pré pubertal; •Periodontite juvenil; •Periodontite de progressão rápida 2)Progressão lenta (periodontite adulta, leve moderada e severa) •Periodontite refratária: Quando o paciente tem periodontite + de 1 vez. •Periodontite necrosante. - 1999: Class. Europeia •Doenças gengivais •Periodontite •Periodontite agressiva •Periodontite como manifestações de doenças sistêmicas (ajuda ate no diagnóstico) •Doenças periodontais necrosantes; •Abcessos do periodonto; •Periodontite associada a lesão endodôntica (endoperio): Combinação de lesões endodônticas e periodontais. •Deformidade e condições adquiridas. - 2018: CLASSIFICAÇÃO DAS DOENÇAS GENGIVAIS: 1)Doenças Gengivais modificadas por fatores sistêmicos: Sempre tem biofilme associado. Associada com sistema endócrino: •Gengivite associada a puberdade, ao ciclo menstrual, a gravidez (granuloma piogênico). Esses fatores são uma pré disposição, as doenças gengivais estarão sempre relacionadas a deficiência da escovação e consequentemente ao biofilme. Associada com discrasias sanguíneas: Doenças Periodontais I 18 @studyloiraodonto •Gengivite associada a leucemias e outros. 2)Induzidas por placa: Doenças gengivais modificadas por medicações: (nifedpina, ciclosporina, fenitoína) Associadas com uso de drogas: •hiperplasia gengival; •gengivite associada com uso de anticoncepcionais; Outra questão não sistêmica mas que está associada ao biofilme é a doença gengival associada a aparelho ortodôntico. Doenças gengivais modificadas por má alimentação: •Escorbuto (deficiência de vitamina C) pouco comum em ambiente de clínica. 4)Não induzidas por placas: Doenças gengivais introduzidas por bactérias especificas •troponnema palidum; •neisseria gonorrhea; Doenças gengivais de origem virótica: Mais comum em crianças, quando detectada em adultos desconfia - se de uma imunidade muito baixa. •Doenças herpéticas recorrentes; •Infecção por cândida; •Histoplasmose. Manifestação gengival de condições sistêmicas: •Altercações muco- cutâneas: líquen plano (comum na mucosa jugau, carct. por estrias) pênfigo vulgar, penfigóide, eritema multiforme, lúpuseritematoso. •Reações alérgicas: materiais restauradores (mercúrio, níquel ,acrílico.) •Reações relacionadas a: Dentifrícios, goma de mascar, alimentação. •Lesões traumáticas: Química, físicas e térmicas. CLASSIFICAÇÃO DAS PERIODONTITES: 1993 - perio adulto - perio juvenil 1999 - perio crônica - perio agressiva 2018 - periodontite Periodontite Crônica: •Mais prevalente em adultos •Destruição proporcional ais fatores locais •Presença frequente de calculo subgengival 19 @studyloiraodonto •Padrão microbiano variável •Progressão lenta moderada Possui padrão de perda óssea horizontal na radiografia. Periodontite Agressiva •Exceto pela presente de periodontite, são pacientes saudáveis; •Rápida perda de inserção e destruição óssea; Agregação familiar (não é regra, pode ser mais suscetível mas só acontecerá com a presença do biofilme) •A quantidade de microrganismos não são consistentes com a severidade da destruição do tecido; •Alta proporção de Aa e Pg; •Pode ser localizada ou generalizada. Localizada: Usualmente ocorre na fase da puberdade e possui um índice de progressão rápida (períodos episódicos de progressão); A quantidade de deposito microbiano desproporcional ao grau de destruição, possuindo maior suscetibilidade na região de incisivos e primeiros molares permanentes. Doença Periodontal Necrosante: “Boca de trincheira” Difícil de ser vista, depende de baixa imunidade, estresse e biofilme. •Gengivite ulcerativa necrosante: GUNA - Tem como característica inversão de papila. •Periodontite ulcerativa necrosante: PUNA - Comuns em pacientes soropositivos, pacientes com imunossupressão. •Estomatite necrosante. 20 @studyloiraodonto Doença infeciosa que gera uma inflamação das estruturas de suporte dos dentes com perda progressiva de inserção e perda. Quando temos perda de óssea , não significa que teremos perda de inserção, mas sempre que temos perda de inserção, temos perda óssea. Perda óssea: perda de osso alveolar; Perda de inserção: perda de ligamento, cemento, osso e consequentemente gengiva (que acompanha o osso). Classificação das Doenças Periodontais: - 1989: Periodontite adulta e juvenil; - 1999 Periodontite crônica e agressiva; A classificação mudou pois a idade não é um fator para fechar diagnóstico e sim que AJUDA no diagnóstico. ! NÃO EXISTE GENGIVITE CRÔNICA; ! NAO EXISTE PERIODONTITE AGUDA; Susceptibilidade: Relação entre organismo e hospedeiro. É o que determina o acontecimento da periodontite no indivíduo. A questão da susceptibilidade esta relacionada à mudança de gengivite para periodontite. A gengivite é aparente em toda gengiva com biofilme acumulado, já a periodontite PODE OU NAO surgir. A cicatrização da bolsa periodontal apos a remoção de cálculo sub pode acontece por reparo (células diferentes fazem a cicatrização) ! Regeneração: células antigas, iguais voltam. Após o reparo, o epitélio juncional passa a se chamar epitélio juncional longo, e raramente a bolsa é zerada, normalmente existe a presença de uma bolsa residual. O objetivo do tratamento periodontal é redução de bolsa, se um paciente tem 10mm de profundidade de bolsa, após o tratamento dificilmente voltará a 3mm, mas pode chegar a 5,6mm. O que vai determinar a saúde ou doença posteriormente dessa bolsa é o sangramento. Características Clínicas da Periodontite: >Acúmulo de placa; >Bolsa periodontal; >Perda de inserção clínica; >Perda óssea vertical e horizontal; >Inflamação gengival; >Sangramento a sondagem e/ou espontâneo; >Mobilidade dental (em casos avançados). O que determina a periodontite é a profundidade E o sangramento, Periodontites 21 @studyloiraodonto apenas profundidade não quer dizer nada, pois a bolsa pode ja ter sido tratada e reduzida. Um paciente que possui bolsa e não sangra a sondagem NÃO TEM PERIODONTITE e sim HISTÓRICO DE PERIODONTITE. Ele precisar ser tratado como paciente mais suscetível, pois já tem histórico e sulcos mais profundos. Periodonto Reduzido: Paciente que já perdeu o periodonto. Um paciente com periodonto reduzido e TRATADO pode fazer uso do aparelho ortodôntico, porém a movimentação deve ser LENTA (para não gerar mobilidade) e a higienização muito rigorosa (pois o aparelho é um fator retentivo de placa e o paciente já tem histórico de doença por acúmulo de biofilme). Características Radiográficas de Periodontite: >Perda óssea horizontal e vertical; >Defeitos em forma de cratera; >Defeitos ósseos verticais; >Envolvimentos de furcas. Perda Horizontal: Perda reta, como se um plano todo tivesse perdido osso. Perda Vertical: Perda angulada. A periodontite pode ser ASSOCIADA a fatores locais (aparelho restaurações, mal adaptadas) e ASSOCIADA OU MODIFICADA por fatores sistêmicos (diabetes, tabagismo).Nenhum desses CAUSAM biofilme. Periodontite Crônica: Doença lenta. Tem como característica perda óssea horizontal. Classificação: >Localizada: Menos de 30% dos sítios afetados; Sítios: Cada face dos dentes. Temos 4 sítios em cada dente e 8 pontos de sondagem. Exemplo: Um paciente com 28 dentes, quantos sítios o ele tem? 28x 4 = 112 sítios Ao preencher o periograma, foi visto que o paciente tem 12 sítios doentes: 112 - 100% 12 - x x = 10% >Generalizada: Mais de 30% dos sítios afetados. Grau de severidade: Leve: 1 a 2 mm de perdão de inserção clínica. Moderada: 3 a 4 mm de perda de inserção clínica. Severa: Mais de 5 mm de perda de inserção clínica. Epidemiologia: 22 @studyloiraodonto Pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum em pacientes mais velhos. Embora a prevalência da doença periodontal aumente com a idade, é improvável que o envelhecimento aumente a suscetibilidade para a doença periodontal. É mais provável que os efeitos cumulativos da doença durante toda a vida (depósito de placa e cálculo, o aumento do número de sítios, a perda óssea e de inserção), expliquem o aumento da prevalência da doença em pessoas mais idosas. Tratamento: >Exame clínico (periodontal + Radiografias) >Motivação do paciente + Instrução de higiene Oral >Instrumentação Radicular (Raspagem Supra, Subgengival) >Reavaliação (30 a 45 dias) >Cirurgia Periodontal Período de revisão para paciente com gengivite: 7 á 10 dias. Não precisa de raspagem sub, pois não tem bolsa. Periodontite Agressiva >Rápida perda de inserção e destruição óssea; >Agregação familiar; >Quantidade de depósitos microbianos não são proporcionais a severidade de destruição periodontal; >Presença de elevadas proporções de Aa; >A progressão da perda de inserção pode ser auto- interrompida. Classificação: >Localizada: -Aparecimento no período circumpuberal -Acomete primeiros molares e incisivos (pois são os primeiros dentes a irromper) -Envolvimento ao menos de dois dentes permanentes (um deles o primeiro molar) e não mais de dois outros dentes além de incisivos e primeiros molares. >Generalizada: -Quando acomete além dos incisivos e molares. -Geralmente afeta indivíduos com menos de 30 anos -;Repetidos episódios de surtos de atividade -Afeta ao menos três dentes permanentes além de primeiros molares e incisivos. Tratamento: >Exame clínico (periodontal + Radiografias) >Motivação do paciente + Instrução de higiene Oral 23 @studyloiraodonto >Instrumentação Radicular (Raspagem Supra, Subgengival) >Antibioticoterapia (Amoxicilina+Met ronidazol)* >Reavaliação (30 a 45 dias) >Cirurgia Periodontal Terapia NÃO CIRURGICA: Raspagem Aberta A manutenção das periodontitesdepende da terapia de suporte e a manutenção feita de 4 a 6 meses. 24 @studyloiraodonto Fator de risco: Fatores que tornam mais provável a prevalência de doenças. Um aspecto do comportamento pessoal ou estilo de vida, uma exposição ambiental, ou uma característica nata ou herdada, que baseada em evidência epidemiológica reconhecidamente associada com uma condição relacionada à saúde. Determinados por estudos longitudinais (estudos de acompanhamento ao longo prazo).Podem ser: Modificáveis: -Fumo -Bactérias -Algumas condições de saúde - Diabetes Não - modificáveis: -Sexo -Idade -Genética Diabetes •É uma doença sistêmica resultante de distúrbios endócrinos e metabólicos, caracterizado pela falta relativa ou absoluta de insulina, que resulta em um defeito na utilização de carboidratos e alteração no metabolismo dos lipídeos e proteínas. •Estima-se que em 2025, 5,4% da população mundial terá diabetes. Tipo 1 - Diabetes Juvenil. Normalmente o indivíduo ja nasce com diabete s ou começa a apresentar muito cedo. Compreende 10% dos casos e possui deficiência absoluta de insulina. Tipo 2 - Diabetes do Adulto. 90% de total de casos. Possui uma deficiência relativa de insulina. .Dificilmente devem repor insulina, pois conseguem regular a glicose. Gestacional - Diagnosticada na gravidez. Geralmente regride no pós parto, mas existem casos que o quadro permanece. Deficiência de cicatrização: As moléculas de glicose possuem AGEs associadas a ela, e as moléculas de defesa possuem os REAGs . Em um processo inflamatório, os AGEs e REAGs se unem (juntando também a glicose e as células de defesa) que possuem muita afinidade, fazendo com que as células de defesa parem de funcionar e dificultem a cicatrização devido á diminuição da função celular. Seppala e Col - 1993: Demonstraram que pacientes com bom controle metabólico apresentavam menor perda de inserção longitudinal e óssea do que os pacientes com controle inadequado, apesar de mostrarem níveis semelhantes de controle de placa. Fatores de risco das doenças periodontais 25 @studyloiraodonto Normalmente a gengiva de diabéticos apresenta uma coloração arroxeada; Fumo Os fumantes apresentam: -Progressão da D.P. mais rápida; -Maior perda de inserção clínica e óssea alveolar; -Maior número de sítios com bolsas profundas; -Maior formação de cálculo; -Probabilidade de desenvolvimento de periodontite 2,7 vezes maior comparado a não-fumantes. Ao entrar em contato com a corrente sanguínea, a nicotina estimula a produção. de epinefrina e norepnefrina (vasos constritores).Essa vasoconstricção diminui a circulação sanguínea periférica causando prejuízo no processo cicatricial. O fumo mascara a doença periodontal pois pacientes fumantes dificilmente sangram. Hipótese de áreas mais afetadas do paciente fumante: •Perda de inserção periodontal maior na região lingual dos dentes da maxila e nos dentes anteriores inferiores. •Sugere um efeito local pelo contato da fumaça com os tecidos periodontais. AIDS Retrovírus - RNA HIV - 1 e HIV - 2 Exames: -Linfócitos T4: células de defesa (deve estar alto) -Contagem TCD4 e carga viral: O quanto de HIV o paciente tem (deve estar baixo). Os linfócitos de TCD4 não podem estar abaixo de 350. Se for um procedimento de emergência, o indicado é de 350 á 500 sendo o IDEAL estar acima de 500. Contágio: - Relações Sexuais - Sangue -Gestantes HIV positivo: Paciente que porta o vírus sem necessariamente ter os sinais e sintomas. Eles podem transmiti - los. Paciente que TEM o vírus mas NÃO desenvolveu a síndrome (pois não passou por situação oportunistas); Portador de HIV: Indivíduos com imunossupressão, que apresentam sinais e sintomas. Lamster e Cols (1997): Concluíram que a periodontite na presença de infecção por HIV é dependente da competência do sistema imunológico do hospedeiro, assim como 26 @studyloiraodonto da resposta inflamatória local à microbiota subgengival típica e atípica. Era comum encontrar gengivite em pacientes que faziam uso de retovirais, claro que associada ao biofilme. Bactérias Específicas Espécies específicas de bactérias predominantemente Gram- negativas, anaeróbias, estão envolvidas na etiologia da periodontite -A.actinomycetemcomitans -P.intermedia -P.gengivalis 5 Fatores de risco da periodontite -Diabetes -Tabagismo -HIV -Bactérias Específicas -Higiene Bucal Fator etiológico: Fatores que CAUSAM a doença. As bactérias específicas são fatores etiológicos (pois causam a periodontite) e de risco (pois a pioram). Indicador de risco: São potenciais fatores de risco, que tem a possibilidade de ser um risco para tal doença mas ainda não é comprovado. São potenciais fatores de risco, que ainda não foram confirmados através de estudos longitudinais.Estuda casos controle ou corte transversal. Indicadores de risco da periodontite -Gestação; -Doenças pulmonares; -Artrite Reumatóide; 27 @studyloiraodonto Infecção Aguda: Tem destruição rápida e precisa de um ótimo diagnóstico diferencial. São provocadas por bactérias, vírus e fungos. São relacionadas à questão emocional. •Doenças periodontais necrosantes: -Gengivite Necrosante Aguda -Periodontite Necrosante Aguda -Estomatite Necrosantes • Abscesso gengival • Abscesso periodontal • Abscesso pericoronal ! Gengivoestomatite herpética: É um diagnóstico diferencial da gengivite necrosante, pois são parecidas. Essa gengivoestomatite é causada pelo vírus da herpes que causa uma inflamação na gengiva, dessa forma ela tem uma origem diferente e o tratamento consiste em fazer o tratamento da herpes. São condições clínicas de esbelecimento rápido que envolve o periodonto ou estruturas associadas e pode ser caracterizada por dor ou desconforto e infecção. Pode ou não estar relacionada com gengivite ou periodontite e pode ser localizada ou generalizada, com possíveis manifestações sistêmicas. Doenças Periodontais Necrosantes: Gengivite ulcerativa necrosante: -Aguda: GUNA (gengivite ulcerativa necrosante aguda); Necrose limitada a tecido mole, a gegiva. Recebe outros nomes de acordo com a literatura: -Boca de trincheira: Era caract. de soldados na guerra, pelo constante acumulo de biofilme pela deficiência da escovação. -Estomatite de Plaut-Vincent -Gengivite ulcerosa -Gengivite fuso-espiralar -Angina pseudomembranosa -Estomatite fétida Características\ aspectos clínicos da GUNA: -Inversão papilar; -Formação de pseudomembrana; -Ligada ao estresse; -Halitose e dor; -Sangramento espontâneo e leve. Sintomas locais: -Sensação de cunha entre os dentes; -Sialorreia: Acúmulo de saliva; -Gosto metálico. Lesões Agudas 28 @studyloiraodonto Sintomas Gerais: -Adenopatia:Gânglios infartados devido a infecção; -Febre -Mal estar geral -Leucocitose: Aumento de leucócitos. Em casos mais graves essa gengivite pode causar meningite e infecções pulmonares. Microorganismos: Sempre anaeróbicos e gram negativos. Fatores predisponentes: -Stress:Elevação dos níveis séricos e minérios de corticosteréicles. Aumento da nutrição da prevetella intennnedia.Diminui função de neutréflos e linfécitos,o que facilitaria a invasão bacteriana e o dano tecidual. -Imunossupressão: Pacientes soropositivos tem as mesmas caracteristicas clínicas.Porém apresentara mais reciclives ou fraca resposta à terapia tradicional. Outras lesões podem estar presente junto as DPN como candidíase,leucoplasia pilosa, sarcoma de Kaposi. -Deficiências nutricionais:Diminuição de proteínas importantes que aceleram a nec se do tecido. -Tabagismo: Causa diminuição nas celulas de defesa que quimiotaxia (processo que avisa o problema. -Doença gengival pré-existente; Terapia 1° etapa: -Eliminação da fase aguda: -Limpeza e polimento -Antibioticoterapia 2° etapa : -Raspagem e polimento -Instruções de higiene bucal 3° etapa : -Gengivectomia/gengivoplastia Periodontite ulcerativa necrosante: -Aguda: PUNA (periodontite ulcerativa necrosante aduga); Necrose a cerca das estruturas de sustentação (ligamento, cemento e osso),Infecção caracterizada pela necrose do tecido gengival,ligamento periodontal e osso alveolar.Lesões mais comumente observadas em 29 @studyloiraodonto indivíduos com alteração sistêmica, mas não exclusiva da AIDS. Aspectos clínicos: -Necrose do tecido ósseo -Sequestro ósseo -Formação de pseudomembrana -Episódios repetidos de GNA Estomatite necrosante Quando a necrose evolui e ultrapassa a linha mucogengival (que divide a gengiva inserida e a mucosa alveolar). Única diferença da PUNA é que atravessa a linha mucogengival. Noma: Necrose que gera comunicação de parte externa e interna. -Flora predominante fusoespizoquetal; -Normalmente leva ao óbito; -Países subdesenvolvidos; -Crianças desnutridas; Abcessos no Periodonto: Abscesso gengival: Infecção purulenta localizada que envolve a gengiva marginal ou papila interdental.Pode ser causada pela presença de um corpo estranho no tecido gengival. A casquinha do milho de pipoca é o que mais causa. Característica: -Lesão de expansão rápida -Exsudato purulento -Dolorosa -Pode acontecer em áreas livres de doença. Tratamento: -Drenagem para liberar do sintoma agudo -Remoção do fator casual Abscesso periodontal: Abscesso causado pela presença de doença periodontal. fatores associados: -Oclusão de bolsas profundas -Envolvimento de furca -Terapia antibiótica -Diabetes -Perfuração de canal radicular -Fratura radicular -Corpo estranho Sinais e sintomas: -Dor pulsátil e irradiada 30 @studyloiraodonto -Dor a percussão -Exsudato purulento -Mobilidade dentária - Aumento de volume -Adenopatia -Pode ocorrer perda rápida de inserção -Pode ter febre. Quanto mais coronal o abscesso for, a tendência é que seja periodontal, quando mais for apical a tendência é que seja endodôntico. Importante observar: -Polpa integra -Presença de bolsa periodontal -Fistula mais coronária -Tumefação da mucosa -Dor menos intensa -Dor leve a percussão e pressão -Mobilidade acentuada Tratamento: -Drenagem para liberar do sintoma agudo (c/ou s/incisão) -Raspagem e remoção do fator casual -Administração de antimicrobianos -Quando necessário acesso cirúrgico Abscesso pericoronal: Infecção purulenta localizada dentro do tecido adiacente acoroa de um dente parcialmente erupcionado. Ocorre com maior frequência durante a erupção dos 3° molares inferiores. Sinais e sintomas -Lesão supurativa e edemaciada -Ulceração -Coloração vermelho-intensa -Dor -Dificuldade de abrir a boca -Halitose -Adenopatia l°sessão -suava raspasgem -Irrigação com soro fisiológico -Antibioticoterapia (quando indicado) -Instrução de higiene oral 2° sessão -24/48 horas após: irrigação + limpeza 3°sessão - 6 dias após a fase aguda -Remoção do capuz -Extração do dente ou/e antagonista