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2019 
Reforma Do Sector Público 
 
Manual do Curso de Administração Pública 
ENSINO ONLINE. ENSINO COM FUTURO 
 
i 
 
Direitos de autor (copyright) 
Este manual é propriedade do Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED), 
e contém reservados todos os direitos. É proibida a duplicação ou reprodução parcial ou 
total deste manual, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (electrónicos, mecânico, 
gravação, fotocópia ou outros), sem permissão expressa de entidade editora (Instituto 
Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED). 
A não observância do acima estipulado infractor é passível a aplicação de processos judiciais 
em vigor no País. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED) 
Direcção Académica 
Rua Dr. Almeida Lacerda, No 212 Ponta - Gêa 
Beira - Moçambique 
Telefone: +258 23 323501 
Cel: +258 82 3055839 
Fax: 23323501 
E-mail:isced@isced.ac.mz 
Website:www.isced.ac.mz 
 
mailto:isced@isced.ac.mz
http://www.isced.ac.mz/
 
ii 
 
 
Agradecimentos 
O Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED) agradece a colaboração dos 
seguintes indivíduos e instituições na elaboração deste manual: 
Autor Joana Baico 
Coordenação 
Design 
Financiamento e Logística 
Revisão Científica 
Revisão Linguística 
Ano de Publicação 
Local de Publicação 
 
Direcção Académica do ISCED 
Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED) 
Instituto Africano de Promoção da Educação a Distancia 
(IAPED) 
XXXXX 
XXXXX 
ISCED – BEIRA 
XXXXX 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
iii 
 
Visão geral 1 
Bem-vindo à Disciplina/Módulo de Reforma do Sector Público ...................................... 1 
Objectivos do Módulo....................................................................................................... 1 
Quem deveria estudar este módulo ................................................................................. 1 
Como está estruturado este módulo ................................................................................ 2 
Ícones de actividade ......................................................................................................... 3 
Habilidades de estudo ...................................................................................................... 3 
Precisa de apoio? .............................................................................................................. 5 
Tarefas (avaliação e auto-avaliação) ................................................................................ 6 
Avaliação ........................................................................................................................... 7 
TEMA – I: INTRODUÇÃO, CONCEITO DE REFORMA, SECTOR PÚBLICO 9 
UNIDADE Temática 1.1. Considerações gerais sobre a disciplina. (Conceito de Reforma, 
Sector Público) .................................................................................................................. 9 
UNIDADE Temática 1.2. A evolução e o papel das reformas no Sector Público .............. 9 
Introdução ......................................................................................................................... 9 
Sumário ........................................................................................................................... 18 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO ..................................................................................... 19 
Exercícios de AVALIAÇÃO ................................................................................................ 22 
TEMA – II: A GESTÃO DO PROCESSO DE REFORMA NO SECTOR PÚBLICO 24 
UNIDADE Temática 2.1. Descentralização em Moçambique ......................................... 24 
UNIDADE Temática 2.2. O Sistema de Administração e Finanças do Estado (SISTAFE) . 24 
Introdução ....................................................................................................................... 24 
Sumário ........................................................................................................................... 37 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO ..................................................................................... 39 
Exercícios de AVALIAÇÃO ................................................................................................ 42 
TEMA –III: A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EM MOÇAMBIQUE E A REFORMA NO SECTOR 
PÚBLICO 43 
UNIDADE Temática 3.1. Introdução, Noção ................................................................... 43 
UNIDADE Temática 3.1. Fases da reforma do Sector Público ........................................ 43 
Introdução ....................................................................................................................... 43 
Sumário ........................................................................................................................... 53 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO ..................................................................................... 54 
Exercícios de AVALIAÇÃO ................................................................................................ 56 
TEMA –IV: MODELOS DE REFORMA NO SECTOR PÚBLICO 58 
UNIDADE Temática 4.1. Modelo Sistêmico .................................................................... 58 
UNIDADE Temática 4.2. Modelo Contingencial .............................................................. 58 
UNIDADE Temática 4.1. Modelo Patrimonialista ........................................................... 58 
Introdução ....................................................................................................................... 58 
Sumário ........................................................................................................................... 67 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO ..................................................................................... 68 
 
iv 
 
Exercícios de AVALIAÇÃO ................................................................................................ 71 
TEMA – V: REFORMAS DO SECTOR PÚBLICO NO MUNDO 72 
UNIDADE Temática 5.1. Inovação tecnológica na reforma do sector público: o sistema 
electrónico de aquisições públicas do Chile ................................................................... 72 
Introdução ....................................................................................................................... 72 
Sumário ........................................................................................................................... 79 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO ..................................................................................... 80 
Exercícios de AVALIAÇÃO ................................................................................................ 83 
TEMA – VI: AS NOVAS TENDÊNCIAS DA REFORMA NO SECTOR PÚBLICO EM MOÇAMBIQUE84 
UNIDADE Temática 6.1. As tendências da gestão pública e governança interativa em 
Moçambique. .................................................................................................................. 84 
UNIDADE Temática 6.1. Os novos rumos da gestão pública e a governança interativa 84 
Introdução ....................................................................................................................... 84 
Sumário ........................................................................................................................... 97 
Exercícios de Auto-Avaliação .......................................................................................... 98 
Exercícios de AVALIAÇÃO .............................................................................................. 103 
TEMA – VII: A MODERNIZAÇÃO DA GESTÃO E A GOVERNANÇA NO SECTOR PÚBLICO 104 
UNIDADE Temática 7.1. Modernização da Gestão e a Governança no Sector Público em 
Moçambique .................................................................................................................o poder de decidir se concentram 
no: 
a) Estado ou no topo da administração pública cabendo às restantes 
estruturas 
b) Estado ou no poder local da administração pública cabendo, 
c) Distritos e localidades de forma a fazer sentir a preencha do estado. 
d) Todas as alternativas estão correctas 
 
 
40 
 
Faça a correspondência de algumas Vantagens e desvantagens da 
Descentralização 
Vantagens Desvantagens 
I 
 Procedimentos 
homogêneos 
A 
 Maior dificuldade em avaliar 
gerentes 
II Facilidade de controle B Menor competição entre unidades 
II 
Eficiência na comunicação 
vertical 
C 
 Alta dependência da cúpula 
Respostas 
I - C 
II- B 
II- A 
 
8. A actividade administrativa pode ser prestada de duas formas: 
a) Uma é a concentrada, pela qual o serviço é prestado pela 
administração indirecta, e a outra é a centralizada, em que a 
prestação é deslocada para outras Pessoas Jurídicas; 
b) Uma é a centralizada, pela qual o serviço é prestado pela 
administração directa, e a outra é a descentralizada, em que a 
prestação é deslocada para outras Pessoas Jurídicas; 
c) Uma é a centralizada, pela qual o serviço é prestado pela 
administração directa, e a outra é a descentralizada, em que a 
prestação é deslocada para outras Pessoas Jurídicas. 
d) Uma é a descentralizada, pela qual o serviço é prestado pela 
administração directa, e a outra é a desconcentrada, em que a 
prestação é deslocada para outras Pessoas Jurídicas. 
9. Descentralização consiste basicamente: 
a) Na administração indirecta, ou seja, concentrar a prestação do 
serviço para a Administração a directa ou para o singular; 
b) Na administração concentrada, ou seja, deslocar, manter o poder 
na prestação do serviço para a 
 
41 
 
Administração a directa ou para o singular; 
c) Na administração directa, ou seja deslocar, distribuir ou transferir a 
prestação do serviço para a Administração a Indirecta ou para o 
particular; 
d) Todas as alternativas estão correctas. 
 
 
10. Segundo MENEGUIN (2013), Regulamento do SISTAFE no seu 
artigo 99 define, o e SISTAFE como, único sistema informático que 
suporta o SISTAFE, e para atender todos os procedimentos 
estabelecidos no seu Regulamento e nos seus instrumentos 
complementares está dividido em módulos. 
Constituem um dos módulos do e SISTAFE: 
a) Módulo de Elaboração Orçamental, que apoia a elaboração da 
Proposta do Orçamento do Estado; 
b) Módulo de Execução Orçamental, que apoia a execução do 
Orçamento do Estado; 
c) Módulo de Gestão de Informações, que apoia a geração de 
informações obtidas a partir dos demais Módulos do e SISTAFE, 
propiciando a acção do Controlo Interno e Externo e da administração 
pública; 
d) Todas as alternativas estão correctas. 
 
 
 
Resposta 
1 - A 
2 - A 
3 - A 
4 - A 
5 – C 
6 - B 
7 - A 
8 - C 
9 – C 
10 - D 
 
 
42 
 
Exercícios de AVALIAÇÃO 
 
GRUPO-2 Marque a alternativa certa em cada questão abaixo descrita: 
1. Constitui um dos principais objectivos do SISTAFE: 
Estabelecer e harmonizar regras e procedimentos de programação, 
gestão, execução, controlo e avaliação dos recursos públicos; 
 Desenvolver subsistemas que proporcionem informação oportuna e 
fiável sobre o comportamento orçamental e patrimonial dos órgãos e 
instituições do Estado; 
Estabelecer, implementar e manter um sistema contabilístico de 
controlo da execução orçamental e patrimonial, adequado às 
necessidades de registo, da organização da informação e da avaliação 
do desempenho das acções desenvolvidas no domínio da actividade 
financeira dos órgãos e instituições do Estado; 
d) Todas as alternativas estão correctas. 
 
2. Segundo a lei n˚09/2002 (lei que cria SISTAFE, o SISTAFE, contribui 
para a economia de recursos, na medida em que: 
a) A base de dados permite ampliar a mão-de-obra na recolha, 
armazenamento, processamento e difusão de dados; 
b) A base de dados permite reduzir mão-de-obra na recolha, 
armazenamento, processamento e difusão de dados; 
c) A base de dados não permite reduzir mão-de-obra na recolha, 
armazenamento, processamento e difusão de dados; 
d) A base de dados vai aumentar a mão-de-obra na recolha, 
armazenamento, processamento e difusão de dados. 
A descentralização em Moçambique emergiu num contexto de 
transição do regime socialista para a democracia multipartidária. 
a) Verdadeiro 
 
43 
 
b) Falso 
Estado e o funcionamento dos órgãos do Estado a nível local 
obedecem aos princípios de descentralização e desconcentração, 
sem prejuízo da unidade de acção e dos poderes de direcção do 
Governo”. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
Estado e o funcionamento dos órgãos do Estado em Moçambique, a 
nível local obedecem aos princípios de descentralização e 
desconcentração, com prejuízo da unidade de acção e dos poderes 
de direcção do Governo”. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
Resposta 
1 - D 
2 - B 
3 - A 
4 - A 
5 – B 
 
TEMA –III: A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EM MOÇAMBIQUE E A REFORMA NO SECTOR PÚBLICO 
UNIDADE Temática 3.1. Introdução, Noção 
UNIDADE Temática 3.1. Fases da reforma do Sector Público 
Introdução 
 
Introdução 
Falar de Reforma é falar de processos e mudanças contínuas em 
Moçambique, abordar esta questão há que destacar três fases de inflexão, 
particularmente relevantes para a própria edificação do Estado 
moçambicano, com diferentes 
 
44 
 
enfoques nas diferentes fases da história, sempre com a finalidade de 
melhorar dada situação, quer seja económica, social ou política na 
sociedade. 
 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 
Objectivos 
específicos 
 
 
 
• Conhecer as diversas fases da RSPM 
• Analisar a relação existente entre as acções 
de reforma realizadas a nível macro (de 
formulação de políticas) 
 
 
 
 
UNIDADE Temática 3.1. Introdução, Noção 
 
A qualidade da prestação nos serviços públicos é hoje entendida como 
uma necessidade intrínseca aos próprios serviços, uma vez que estes 
existem para servir os utentes. Em consequência, é fundamental ir de 
encontro às necessidades, expectativas e conseguir um elevado grau 
de satisfação desses mesmos utentes com os cuidados que lhes são 
prestados. No que se refere à realidade moçambicana, a definição pela 
Estratégia Global de Reforma do Sector Público (EGRSP, 2006 - 2011) 
da necessidade de se introduzir mudanças na administração pública 
possui um valor fundamental para a adoção das novas práticas de 
gestão pública, o que ressalta a importância de se examinar quais as 
 
45 
 
concepções que orientam o modelo de reforma administrativa em 
Moçambique e sobre que pressupostos ou bases que esta 
estabeleceu. 
No final dos anos 1980 e início de 1990 passou-se a associar 
centralização a práticas não democráticas de decisão, à ausência de 
transparência das decisões, à impossibilidade de controle sobre as 
ações de governo e à ineficácia das políticas públicas. As expectativas 
postas sobre a descentralização e a visão negativa das formas 
centralizadas de gestão implicariam, por essa via, a necessária redução 
do escopo de atuação das instâncias centrais de governo. 
Nesse contexto, como salienta Plank (1993:410), nasceram as ideias a 
favor da autonomização e da partilha de poder entre as esferas 
governamentais como uma forma de transformação do Estado 
monolítico norteado pelo modelo típico burocrático centralista 
constituído em 1975 e da institucionalização de um sistema político e 
administrativo alicerçado em princípios democráticos baseados na 
liberalização e no pluralismo político dentro da sociedade 
moçambicana. 
Contexto das Reformas do Sector Público em Moçambique 
Em Moçambique, o processo de reformas teve um marco importante 
com o abandono do sistema de economia centralmente planificada e 
adopção do sistema de economia de mercado em 1987. Com esta 
viragem, o Governo moçambicano almejava entre outros objectivos, a 
melhoria e desenvolvimentoda capacidade do Estado, para responder 
aos desafíos sócio-económicos impostos pelo contexto global 
MAZULA, A. (1998). O alcance deste objectivo passava 
necessariamente pela implementação de reformas a nível das 
instituições do Estado, adequando o seu funcionamento e suas acções 
às exigências impostas pelo sistema de economia de mercado. Para 
responder a este desafio, 
 
46 
 
Moçambique implementou várias acções de reforma, contudo, a 
coordenação nas acções a nível inter e intra-institucional eram ainda 
fracas. 
Esta situação não permitia o desenvolvimento de acções assentes 
numa visão única e partilhada sobre os objectivos da reforma. 
É neste contexto, que para melhor responder à necessidade da 
reforma, em 2001 o Governo Moçambicano apresentou a Estratégia 
Global para Reforma do Sector Público (EGRSP), um documento 
orientador, que além de apresentar uma visão comum, direcciona as 
acções de reforma a nível das Instituições Públicas. Entretanto, a 
existência da EGRSP, por sí só, não representa condição suficiente para 
que a reforma a nível das instituições seja efectiva. De acordo com a 
EGRSP “ é condição de viabilidade, que haja coerência entre os 
objectivos traçados para com a Reforma e a prática da actuação dos 
agentes dessas transformações, a um ritmo de implementação 
credível e baseado em condições concretas de viabilidade”(CIRESP 
2001:10). 
Neste sentido, por forma a salvaguardar a efectividade da 
implementação da reforma, que a CIRESP, através da Unidade Técnica 
da Reforma do Sector Público (UTRESP), orientou a criação de 
Unidades Técnicas de Reforma (UTR) nas Instituições Públicas com 
vista a criar Análise da Relevância da Unidade Técnica de Reforma. 
Fase I da reforma do Sector Público em Moçambique 
A Estratégia Global da Reforma do sector Público, consistiu de um 
plano de dez anos (2001-2011), dividido em duas fases: 
A primeira (2001-2005) cujo foco foi criar as condições básicas para a 
transformação do sector público, nomeadamente: A mobilização 
política e o apoio público a reforma; a capacitação das instituições 
públicas a nível nacional e local para gerir a implementação da 
 
47 
 
reforma; a criação da base legal, metodológica e das ferramentas e 
instrumentos necessários a orientação da reforma; e mobilização de 
fundos. 
A Estratégia Global da Reforma do Sector Público, estabelece seis 
componentes para as quais foram definidas acções estratégicas, 
lançadas durante a Fase I, tal como ilustrado na figura 1. 
 
 
Figura I. 
As componentes da Reforma do Sector Público e respectivas acções 
estratégicas 
Componentes 
 
Actividades Etratégicas 
✓ Racionalização e 
descentralização de 
estruturas, e processos de 
prestação de serviços 
Objectivos específicos: 
✓ Acções de Impacto 
Imediato. 
✓ Análise Funcional e 
Restruturação 
✓ Descentralização e 
Desconcentração · 
✓ Balcões de Atendimento 
Único. 
✓ Gestão da Mudança 
✓ Gestão de Políticas 
Públicas 
✓ Estudo da Macro-
Estrutura do Governo 
Central. 
✓ Governo Electrónico 
✓ Profissionalização dos 
Funcionários do Sector 
Público 
✓ Desenvolvimento do 
Sistema de Formação em 
Administração Pública; 
✓ Desenvolvimento da 
Gestão Estratégica dos 
Recursos Humanos da 
Função Pública; 
✓ Reforma Salarial; 
 
48 
 
✓ 4 - Melhoria da Gestão 
Financeira e da Prestação 
de Contas 
✓ Reforma do Sistema de 
Administração Financeira 
do Estado; 
✓ Reforma do Sistema de 
Aquisições do Estado; 
✓ 5 - Boa Governação e 
Combate a corrupção 
✓ Estratégia Anti-corrupção; 
✓ Implementação da 
Reforma do Sector Público 
✓ Pesquisa de base sobre 
boa governação e 
combate a corrupção · 
✓ Reforma do Judiciário 
✓ 6 - Gestão da Reforma ✓ Criação da CIRESP e 
UTRESP · 
✓ Criação das Unidades 
Técnicas de Apoio e 
Coordenação da reforma 
na província, distrito e 
posto administrativo 
Fonte: ERSP;2011. 
 
 
 
 
A primeira fase da RFSP, teve um marco importante na reintrodução 
geral no sector público, pelo menos até 2002, de livros de reclamações 
e sugestões; Serviços prestados por unidades da administração directa 
do governo central descentralizados para Institutos públicos ou 
autarquias locais, ou desconcentrados para órgãos da administração 
local do Estado ou ainda privatizados ou em parcerias; 
No ano de 2002, legislação sobre as formas de responsabilização dos 
serviços perante os cidadãos aprovada e em execução, em sectores 
chave de prestação de serviços essenciais aos cidadãos. As 
reclamações envolvendo corrupção investigadas e processadas para 
fins preventivos e ou punitivos, consoante os casos; ¨ Legislação 
aprovada sobre a institucionalização e 
 
49 
 
organização da função de análise de políticas públicas e requisitos do 
pessoal técnico respectivo, assim como sua implantação inicial na 
administração central do Estado; ¨ Aprovados e em aplicação, pelo 
menos em actividades prioritárias procedimentos simplificados de 
decisão em matéria de licenciamento e observância de direitos 
legalmente previstos. 
Resultados específicos ¨ Em funcionamento o Sistema Informatizado 
de Gestão Financeira (SIGF) na administração pública; 
 Em funcionamento em rede informática, as unidades de análise 
orçamental da administração pública; 
 Preparadas as bases legais e institucionais para a implantação de 
orçamentos programa, incluindo o plano de implementação de 
sistemas integrados de informação para a gestão financeira; 
Incluídos na contabilidade pública todos os fundos públicos em 
operação; 
Disponibilizados a tempo todos os fundos orçamentais atribuídos aos 
órgãos locais do Estado; 
 Ampliado o uso de contratos programa e/ou de contratos de gestão 
similares às organizações públicas dotadas de autonomia financeira 
seleccionadas para esse fim pela reforma; 
Adoptados e em implementação experimental, propostas de consulta, 
acompanhamento e informação sobre o uso de fundos públicos pelos 
cidadãos, em especial os que tenham uma relação de financiamento 
ou de beneficio com os mesmos; 
Realizado estudo de base sobre o grau de regularidade e abrangência 
das auditorias e exames financeiros e estabelecidas medidas de 
elevação desses níveis, existindo em decorrência uma base 
comparativa e projecção de melhorias; 
 
50 
 
 
Segunda Fase da Reforma do Sector Público 
A segunda fase (2006-2011), teve como objectivo aprofundar as 
reformas iniciadas durante a primeira fase, ajustando-as as prioridades 
actuais do Governo, com especial destaque para o desenvolvimento 
de instituições Públicas racionalizadas e integradas prestando serviços 
de qualidade ao cidadão. 
A Fase II, assenta em quatro prioridades, nomeadamente, a melhoria 
na prestação de serviços, fortalecimento dos órgãos locais com 
enfoque no distrito; a profissionalização da função pública e a boa 
governação e combate à corrupção. O plano é indicativo, cabendo as 
instituições implementadoras refinar, no âmbito operacional, as 
prioridades estabelecidas de acordo com a sua situação específica, e 
enriquecer a relevância da reforma através da implementação de 
iniciativas complementares. 
A segunda da Reforma do Sector Público (RSP), enquadra-se na 
estratégia mais ampla do Plano de Acção para a Redução da Pobreza 
Absoluta (PARPA). Um dos pilares deste plano é promover a boa 
governação. Com efeito, a pobreza no quadro deste instrumento é 
definida numa perspectiva ampla e inclui, para além das medidas 
econométricas, factores como o limitado acesso aos serviços, a 
exclusão no processo de tomada de decisões, exposição à corrupção, a 
falta de participação entre outros. 
Os desafios estabelecidos no pilar da boa Governação estão 
sumariados da seguinte forma: (a) Melhorar o modelo democrático, 
através do desenvolvimento de uma democracia participativa, abrindo 
o espaço para a participação e intervenção de grupos de interesse da 
sociedade civil; (b) Fortalecer o funcionamentodo Parlamento, órgãos 
locais do Estado e o Desenvolvimento Municipal; (c) Fortalecer a 
capacidade do Governo de formular e gerir políticas públicas, 
 
51 
 
promover a descentralização, a transparência e a prestação de contas; 
(d) Fortalecer as instituições públicas e o seu respectivo pessoal por 
forma a melhorar a prestação de serviços; (e) Fortalecer o Distrito 
como unidade de planificação; (f) Promover a legalidade, justiça e a 
sociedade civil; (g) Resolver as questões ligadas ao HIV-SIDA, género, 
segurança alimentar, meio ambiente e tecnologias de informação. O 
programa da Reforma Sector Público é uma estratégia que contribui 
de forma significativa para a materialização dos objectivos da política 
nacional de redução da pobreza absoluta. A RSP operacionaliza o 
PARPA, no sentido de orientar o conjunto das organizações públicas a 
prestar serviços de qualidade, cada vez mais próximos do cidadão; a 
promover uma cultura pública baseada na integridade, transparência e 
prestação de contas; a promover uma democracia participativa; e a 
combater a corrupção e garantir o fortalecimento do Estado de 
Direito. Para orientar política e metodologicamente a Reforma do 
Sector Público, o Governo criou, através do Decreto Presidencial 
5/2000 de 20 de Março, a Comissão InterMinisterial para a Reforma 
do Sector Público - CIRESP. A CIRESP é assistida pela Unidade Técnica 
da Reforma do Sector Público – UTRESP, criada pelo Decreto do 
Conselho de Ministros 6/2000 de 4 de Abril. A Estratégia Global da 
Reforma do Sector Publico é o documento político orientador da 
reforma no Pais, tendo a sua relevância e actualidade sido reafirmadas 
durante a avaliação da Fase I, levada a cabo em 2005. 
 
Abordagem da Reforma na Fase II 
A Fase II inspira-se nos mais legítimos anseios do cidadão e das 
comunidades no sentido de produzir melhorias visíveis na qualidade 
das respostas do Estado a sociedade. Neste sentido a Fase II, vai 
buscar resultados concretos, que tornem claro ao cidadão comum e ao 
empreendedor que a Reforma, realmente “ faz a diferença”. Para 
materializar este pressuposto a 
 
52 
 
abordagem da fase II assenta nas seguintes estratégias: ß Selecção de 
Prioridades ß Integração das diversas iniciativas da reforma, por forma 
a manter um alto grau de coerência entre as suas componentes ß 
Implementação descentralizada nos sectores, províncias, distritos e 
autarquias por forma a assegurar a responsabilização ß Reforço da 
coordenação e base interna e externa de apoio técnico e 
metodológico. 
 
A Abordagem Selectiva: eleger prioridades na intervenção A segunda 
Fase da Reforma é da Responsabilidade de todos os sectores como 
entidades que promovem e desenvolvem serviços públicos para o 
cidadão e o sector privado, caracterizando-se como um processo de 
abordagem selectiva pela definição de áreas prioritárias e sua 
respectiva hierarquização. Neste sentido, as quatro prioridades para a 
Fase II são: (1) a melhoria da prestação de serviços ao cidadão e ao 
sector privado; (2) fortalecimento da capacidade dos órgãos locais 
com enfoque no Distrito; (3) a profissionalização da função pública e; 
(4) fortalecimento dos sistemas de Boa Governação e Combate a 
Corrupção. A implementação da Fase II requer, por um lado, o 
fortalecimento das instituições do Estado que intervêm na 
coordenação da Reforma, nomeadamente a Autoridade Nacional da 
Função Pública, o Ministério da Administração Estatal, o Ministério de 
Planificação e Desenvolvimento, o Ministério das Finanças, Ministério 
da Justiça, Ministério do Trabalho, o Ministério para a Coordenação da 
Acção Ambiental e o Ministério da Ciência e Tecnologia. E, por outro, o 
fortalecimento das instituições do Estado chaves no combate a 
pobreza no âmbito do PARPA, tais como Ministério da Educação e 
Cultura, Ministério da Saúde, Ministério da Industria e Comércio, 
Ministério da Agricultura, Ministério do Turismo, Ministério do 
Interior, Ministério das Obras Públicas e Habitação, Ministério dos 
Transportes e Comunicação e, Ministério da Mulher e Acção Social. O 
 
53 
 
fortalecimento das instituições acima, constitui condição indispensável 
à implementação efectiva da Reforma. O Governo encoraja ainda e 
apoia esforços complementares tendentes a melhoria da qualidade de 
serviços ao cidadão em geral e ao sector privado a nível sectorial 
(Ministérios), Local (Províncias, Distritos e autarquias) Esta 
abordagem, já integrada na filosofia dos Programas de Impacto 
Imediato e Fundo para a Melhoria do Desempenho vai ser reforçada e 
acelerada 
Sumário 
De forma sucinta, discutimos sobre o processo das reformas em 
Moçambique, onde chegamos a ficou visivel que as reforma em 
Moçambique teve um marco importante com o abandono do sistema 
de economia centralmente planificada e adopção do sistema de 
economia de mercado em 1987. Com esta viragem, o Governo 
moçambicano almejava entre outros objectivos, a melhoria e 
desenvolvimento da capacidade do Estado, para responder aos 
desafios sócio-económicos impostos pelo contexto global MAZULA, A. 
(1998). O alcance deste objectivo passava necessariamente pela 
implementação de reformas a nível das instituições do Estado, 
adequando o seu funcionamento e suas acções às exigências impostas 
pelo sistema de economia de mercado. Para responder a este desafio, 
Moçambique implementou várias acções de reforma, 
A primeira Fase I da reforma do Sector Público em Moçambique 
decorreu entre (2001-2005) cujo foco foi criar as condições básicas 
para a transformação do sector público, nomeadamente: A 
mobilização política e o apoio público a reforma; a capacitação das 
instituições públicas a nível nacional e local para gerir a 
implementação da reforma; a criação da base legal, metodológica e 
das ferramentas e instrumentos necessários a orientação da reforma; 
e mobilização de fundos; A segunda fase (2006-2011), teve como 
objectivo aprofundar as reformas iniciadas durante a primeira fase, 
ajustando-as as prioridades actuais do Governo, com especial 
destaque para o desenvolvimento de instituições Públicas 
 
54 
 
racionalizadas e integradas prestando serviços de qualidade ao 
cidadão. 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
GRUPO-1: Perguntas Fechadas 
1. A Estratégia Global da Reforma do sector Público, consistiu de um 
plano de dez anos (2001-2011), dividido em duas fases 
nomeadamente: 
a) A primeira (2003-2005) e a segunda fase (2006-2017); 
b) A primeira (2001-2005) e a segunda fase (2008-2011); 
c) A primeira (2000-2005) e a segunda fase (2006-2014); 
d) A primeira (2001-2005) e a segunda fase (2006-2011). 
 
2. Em Moçambique, o processo de reformas teve um marco 
importante com o abandono do sistema de economia centralmente 
planificada e adopção do sistema de economia de mercado em 2000. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
3. A Estratégia Global da Reforma do sector Público, consistiu de um 
plano de dez anos (2001-2011), dividido em duas fases. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
Componentes 
 
Actividades Etratégicas 
 
1 
Racionalização e 
descentralização de 
estruturas, e 
processos de 
prestação de 
serviços Objectivos 
específicos: 
 
A 
✓ Desenvolvimento do Sistema 
de Formação em 
Administração Pública; 
✓ Desenvolvimento da Gestão 
Estratégica dos Recursos 
Humanos da Função Pública; 
Reforma Salarial; 
 
55 
 
 
4. O foco da primeiro (2001-2005) foi criar as condições básicas para 
a transformação do sector público, nomeadamente: 
a) A mobilização política e o apoio público a reforma; 
b) Capacitação das instituições públicas a nível nacional e local para 
gerir a implementação da reforma; 
c) Criação da base legal, metodológica e das ferramentas e 
instrumentos necessários a orientação da reforma; e mobilização de 
fundos; 
d) Todas as alternativas estão correctas. 
Faça a correspondências dos componentes da Reforma do Sector 
2 Gestão de Políticas 
PúblicasB ✓ Reforma do Sistema de 
Administração Financeira do 
Estado; 
✓ Reforma do Sistema de 
Aquisições do Estado; 
3 
Profissionalização 
dos Funcionários do 
Sector Público 
 
C 
✓ Acções de Impacto Imediato. 
✓ Análise Funcional e 
Restruturação 
✓ Descentralização e 
Desconcentração · 
✓ Balcões de Atendimento 
Único. 
Gestão da Mudança 
4 Melhoria da Gestão 
Financeira e da 
Prestação de Contas 
 
D 
✓ Estudo da Macro-Estrutura do 
Governo Central. 
✓ Governo Electrónico 
5 
Boa Governação e 
Combate a 
corrupção 
 
E 
✓ Criação da CIRESP e UTRESP · 
✓ Criação das Unidades Técnicas 
de Apoio e Coordenação da 
reforma na província, distrito 
e posto administrativo 
6 Gestão da Reforma F ✓ Estratégia Anti-corrupção; 
✓ Implementação da Reforma 
do Sector Público 
✓ Pesquisa de base sobre boa 
governação e combate a 
corrupção · 
Reforma do Judiciário 
 
56 
 
Público e respectivas acções estratégicas 
Resposta 
1 - d 
2 - b 
3 - a 
4 - d 
Resposta/Corespondencia 
1 - C 
2 - D 
3 - A 
4 - B 
5 - F 
6 - E 
Exercícios de AVALIAÇÃO 
GRUPO-2 Marque a alternativa certa em cada questão abaixa descrita: 
1. A segunda fase (2006-2011), teve como objectivo: 
a) A mobilização política e o apoio público a reforma; 
b) Capacitação das instituições públicas a nível nacional e local para 
gerir a implementação da reforma; 
c) Criação da base legal, metodológica e das ferramentas e 
instrumentos necessários a orientação da reforma; e mobilização de 
fundos; 
d) Aprofundar as reformas iniciadas durante a primeira fase, 
ajustando-as as prioridades actuais do Governo, com especial 
destaque para o desenvolvimento de instituições Públicas 
racionalizadas e integradas prestando serviços de qualidade ao 
cidadão. 
2. Um dos desafios estabelecidos no pilar da boa Governação está 
sumariado da seguinte forma: 
a) Melhorar o modelo democrático, através do desenvolvimento de 
uma democracia participativa, abrindo o espaço para a participação e 
 
57 
 
intervenção de grupos de interesse da sociedade civil; 
b) Fortalecer o funcionamento do Parlamento, órgãos locais do Estado 
e o Desenvolvimento Municipal; 
c) Fortalecer a capacidade do Governo de formular e gerir políticas 
públicas, promover a descentralização, a transparência e a prestação 
de contas; 
d) Todas as alternativas estão correctas. 
3. O Governo criou, através do Decreto Presidencial 5/2000 de 20 de 
Março, a Comissão InterMinisterial para a Reforma do Sector Público 
- CIRESP. A CIRESP é assistida pela Unidade Técnica da Reforma do 
Sector Público – UTRESP, criada pelo Decreto do Conselho de 
Ministros 6/2000 de 4 de Abril. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
4. A Estratégia Global da Reforma do Sector Publico é o documento 
político orientador da reforma no Pais, tendo a sua relevância e 
actualidade sido reafirmadas durante a avaliação da Fase I, levada a 
cabo em 2015. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
5. A primeira fase da RFSP, teve um marco importante na 
reintrodução geral no sector público, pelo menos até 2002 de 
seguintes serviços: 
a) Serviços prestados por unidades da administração directa do 
governo central descentralizados para Institutos públicos ou 
autarquias locais, ou desconcentrados para órgãos da administração 
local do Estado ou ainda privatizados ou em parcerias; 
b) Caixa eletrotónica de filas de espera; 
c) Linha verde de reclamação e sugestão; 
 
58 
 
d) Serviços de atendimento a domicílio. 
Resposta 
1 - D 
2 - D 
3 - A 
4 - B 
5 - A 
 
 
 
 
TEMA –IV: MODELOS DE REFORMA NO SECTOR PÚBLICO 
UNIDADE Temática 4.1. Modelo Sistêmico 
UNIDADE Temática 4.2. Modelo Contingencial 
UNIDADE Temática 4.1. Modelo Patrimonialista 
Introdução 
O contexto em que se insere a RSP em Moçambique, a implementação 
da EGRSP, o enquadramento da URESS, bem como a sua 
implementação tinha como foco central a modernização da 
Administração, periodizando prestação de serviços com qualidades 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 
Objectivos 
específicos 
 
 
 
• Identificar os modelos da RSP 
• Descrever os modelos da RSP 
 
59 
 
 
Existem várias teorias ou abordagens de análise que podem ser 
aplicadas à análise sobre os processos de reforma institucional, 
contudo, os pressupostos apresentados pela abordagem sistêmica e 
abordagem contingencial da Teoria Organizacional contém elementos 
que possibilitam melhor articulação e análise sobre a relevância da 
URESS no processo da reforma do SS. Assim, as abordagens sistêmica 
e contingencial da teoria organizacional serão as perspectivas de 
análise usadas no presente trabalho. 
 
Unidade: 4.1 Modelo Sistêmico 
 
 
A teoria de sistemas foi proposta em meados de 1950 pelo biólogo 
Ludwig Von Bertalanffy. O desenvolvimento da abordagem sistémica 
nos estudos organizacionais abriu novas possibilidades de análise para 
o espaço das organizações ao considerá-las não mais como um sistema 
fechado e demonstrando seu contínuo intercâmbio com o ambiente e 
a influência deste na sua estruturação. A teoria de sistemas parte do 
princípio que assim como os organismos, as organizações estão 
abertas ao ambiente no qual estão inseridas e precisam manter uma 
relação adequada com este caso queiram sobreviver (Bertalanffy, 
1975). 
Chiavenato (2002) enfatiza que as oganizações para sobreviverem 
devem ajustar-se constantemente às condições do meio, e para isso, 
elas são adaptivas. A sua adaptabilidade é um contínuo processo de 
aprendizagem e de auto-organização. Análise da Relevância da 
Unidade Técnica de Reforma no Sector Saúde: 2006 - 2008 17 De 
acordo com Bertalanffy (1975) e 
 
60 
 
Chiavenato (2002), as organizações não são organismos isolados, 
interagem com o ambiente externo e nessa interação devem procurar 
responder às exigências do mesmo adaptando para o efeito a sua 
estrutura e funcionamento. Ao fundamentar a necessidade de as 
organizações responderem às exigências do ambiente externo, a 
Teoria Sistémica forneceu bases para a abrdagem contingencial. 
 
A Abordagem Sistêmica da Administração trata de três escolas 
principais: 
1. Cibernética: é a teoria dos sistemas de controle baseada na 
comunicação (transferência de informação) entre o sistema e o meio e 
dentro do sistema, e do controle (retroação) da função dos sistemas 
com respeito ao ambiente. 
Os sistemas cibernéticos apresentam três propriedades principais: 
a) São excessivamente complexos, portanto devem ser focalizados 
através da caixa negra. 
O sistema recebe entradas ou insumos para poder operar, 
processando ou transformando essas entradas em saídas (outputs). 
Através da saída, o sistema exporta o resultado de suas operações 
para o meio ambiente. O conceito de caixa negra refere-se a um 
sistema onde seu interior não pode ser desvendado, e são conhecidos 
através de manipulações ou de observação externa. São sistemas 
impenetráveis ou inacessíveis e/ou sistemas é excessivamente 
complexos. 
b) São probabilísticos, portanto, devem ser focalizados através da 
estatística e da teoria da informação. 
A retroação (feedback) serve para comparar a maneira como um 
sistema funciona em relação ao padrão estabelecido para ele 
funcionar: quando ocorre alguma diferença (desvio ou discrepância) 
entre ambos, a retroação incumbe-se de regular a entrada para que 
sua saída se aproxime do padrão estabelecido, o que é fundamental 
 
61 
 
para o equilíbrio do sistema. 
c) São auto-regulados, portanto, devem ser focalizados através da 
retroação que garante a homeostase. 
A homeostasia é um equilíbrio dinâmico obtido através do feedback. É 
a capacidade que tem o sistema de manter certas variáveis dentro de 
limites, mesmo quando os estímulos do meio externo forçam essas 
variáveis a assumir valores que ultrapassam os limites da normalidade. 
Um dos grandes problemas da Cibernética é a representação de 
sistemas originais através de outros sistemascomparáveis, que são 
denominados modelos. 
Principais Conseqüências da Cibernética na Administração 
“Se a primeira Revolução Industrial desvalorizou o esforço muscular 
humano, a segunda Revolução Industrial (provocada pela Cibernética) 
está levando a uma desvalorização do cérebro humano”. 
• Automação: engenhos com dispositivos que tratam informações e 
produzem ações/respostas. 
• Informática: ferramenta tecnológica à disposição do homem para 
promover seu desenvolvimento. 
2. Teoria Matemática da Administração: Teoria Matemática põe 
ênfase no processo decisório e procura tratá-lo de modo lógico e 
racional. Permite novas técnicas de planejamento e controle no 
emprego de recursos materiais, financeiros e humanos e diminui os 
riscos envolvidos nos planos que afetam o futuro a curto ou longo 
prazo. Segundo a Teoria da Decisão, todo o problemas administrativo 
equivale a um processo de decisão. . 
Necessidade de Modelos Matemáticos em Administração: A Teoria 
Matemática preocupa-se em construir modelos matemáticos capazes 
de simular situações reais na empresa, normalmente futuras, que 
visam a avaliação da probabilidade de ocorrência e a resolução de 
problemas de tomada de decisão. 
3. Teoria de Sistemas: A Teoria Geral de Sistemas não busca solucionar 
 
62 
 
problemas ou tentar soluções práticas, mas sim produzir teorias e 
formulações conceituais que possam criar condições de aplicações na 
realidade empírica. A importância da TGS é significativa tendo em vista 
a necessidade de se avaliar a organização como um todo e não 
somente em departamentos ou setores. 
Parâmetros dos Sistemas 
• Entrada ou insumo ou impulso: (input). 
• Saída ou produto ou resultado: (output. 
• Processamento ou processador ou transformador: (throughput. 
• retroação, retroalimentação ou retroinformação (feedback). 
• Ambiente (meio que envolve externamente o sistema). 
Tipos de Sistemas 
Quanto à sua constituição, os sistemas podem ser físicos ou abstratos: 
• Sistemas físicos ou concretos (hardware). 
• Sistemas abstratos (software). 
Quanto à sua natureza, os sistemas podem ser abertos ou fechados. 
• Sistemas fechados: sistemas que não apresentam intercâmbio com o 
meio ambiente externo, 
• Sistemas abertos: sistemas que apresentam relações de intercâmbio, 
através de entradas e saídas. 
O Sistema Aberto: O Sistema Aberto mantém um intercâmbio de 
transações e conserva-se constantemente no mesmo estado (auto-
regulação), apesar da matéria e energia que o integram se renovarem 
constantemente (equilíbrio dinâmico ou homeostase). O sistema 
aberto é influenciado pelo meio ambiente e influi sobre ele, 
alcançando um estado de equilíbrio dinâmico nesse meio. 
A Organização como um Sistema Aberto: A descrição de sistema 
aberto é exatamente aplicável a uma organização empresarial. Uma 
empresa é um sistema criado pelo homem e mantém uma dinâmica 
interação com seu meio ambiente. 
 
63 
 
Influi sobre o meio ambiente e recebe influências dele. É um sistema 
integrado por diversas partes relacionadas entre si, que trabalham em 
harmonia umas com as outras, com a finalidade de alcançar uma série 
de objetivos, tanto da organização como de seus participantes. 
O Homem Funcional: A Teoria de Sistemas baseia-se no conceito do “homem 
funcional”, que comporta-se em um papel dentro das organizações, inter-
relacionado-se com os demais indivíduos como um sistema aberto. A 
perspectiva sistêmica trouxe uma nova maneira de ver as coisas, não 
somente em termos de abrangência, mas principalmente quanto ao 
enfoque, o enfoque do todo e das partes, do dentro e do fora, do total e da 
especialização, da integração interna e da adaptação externa, da eficiência e 
da eficácia. 
Uniddade: 4.2. Modelo Contingencial 
 
Contingência é definida por Campos (1996:168) como "toda variável 
externa, característica ambiental ou factor circundante, que afecta o 
desenho ou estrutura de uma organização numa relação de causa 
efeito”. Neste caso a variável externa que demanda a Reforma do SP 
são as mudanças das políticas do país que geraram a necessidade de 
implementação de Reforma a nivel das instituições públicas, para que 
elas respondam aos seus objectivos. 
As contingências são parte integrante do ambiente. Segundo Campos 
(1996), ambiente é o conjunto de condições comuns, sejam elas 
políticas, económicas, demográficas, ecológicas, tecnológicas ou 
culturais que afectam directa ou indirectamente toda e qualquer 
organização. 
A teoria da contingência enfatiza que não há nada de absoluto nas 
organizações ou na teoria administrativa, tudo é relativo, tudo 
depende. Em vez de uma relação de causa e efeito existe uma relação 
funcional entre elas do tipo “se-então”. A teoria da contingência 
 
64 
 
nasceu a partir de uma série de pesquisas feitas para verificar os 
modelos de estruturas organizacionais mais eficazes em determinados 
tipos de indústrias em diferentes condições. Os resultados das 
pesquisas, resumem que não há uma única e melhor forma de 
organizar. 
1. Chandler (1967) – pesquisou empresas americanas e conclui 
que elas foram gradativamente determinadas pela sua 
estratégia mercado lógica e por um grande processo histórico. 
2. Burns e Stalker (1969) – pesquisaram indústrias inglesas para 
verificar a relação existente entre as práticas administrativas e 
o ambiente externo dessas indústrias. 
Do ponto de vista da administração, a tecnologia pode ser abordada e 
analisada sob vários ângulos e perspectivas, tal a sua complexidade. 
Assim a necessidade de classificações e tipologias de tecnologia para 
facilitar sua administração. 
5. Tipologia de Thompson (Thompson) – Classificou a tecnologia em 6, 
entre elas definindo como em linha de produção em massa, em 
tecnologia intensiva, flexível, fixa e de produto abstrato. 
O arranjo organizacional: As organizações são, de um lado, sistemas 
abertos, sua eficácia reside na tomada de decisões capazes de permitir 
que a organização se antecipe as oportunidades, se defendam das 
coações e se ajuste as contingências do ambiente. 
Por outro lado, as organizações são sistemas fechados, tendo em vista 
que o nível operacional funciona em termos de certeza e de 
previsibilidade, operando a tecnologia de acordo com eficiência reside 
nas operações executadas dentro de programas, rotinas e 
procedimentos cíclicos, repetitivos, e moldes da melhor maneira. 
Organizações por equipe: A mais recente tendência tem sido o esforço 
das organizações em implementar os conceitos de equipe. A cadeia 
vertical de comando constitui um poderoso meio de controle, mas seu 
ponto frágil é jogar a responsabilidade 
 
65 
 
para o topo. A abordagem de equipes torna as organizações mais 
flexíveis e ágeis ao ambiente global e competitivo. Existem dois tipos 
de equipes: a funcional (vários departamentos) e a permanente 
(departamentos formais). 
O Homem Complexo: “Homem Complexo”: o homem como um 
sistema complexo de valores, percepções, características pessoais e 
necessidade, porém variável, tem muitas motivações, que se 
encontram dispostas em uma certa hierarquia e sujeita a mudanças de 
situação à situação e de momento à momento. 
 A visão contingencial requer habilidades de diagnóstico situacional 
não somente habilidades de aplicar ferramentas ou esquemas de 
trabalho. Administração não é somente indicar o que fazer, mas 
principalmente analisar por que fazer as coisas.Consenso dos autores 
quanto ao relativismo em administração 
A Teoria Contingencial põe forte ênfase no ambiente, focalizando a 
organização de fora para dentro, na tecnologia, meios de se utilizar 
adequadamente da tecnologia que proporciona os produtos/serviços 
da organização e integra e compatibiliza as abordagens de sistemas 
fechado e de sistema aberto, mostrando que as abordagens 
mecanísticas se preocuparam com os aspectos internos da 
organização, e as orgânicas voltaram-separa os aspectos da periferia e 
dos níveis . 
 
Pressuposto da abordagem contingencial 
A abordagem contingencial parte do pressuposto que não existe uma 
estrutura funcional que efetiva para todas as organizações, pois a 
melhor optimização da estrutura dependerá de alguns fatores 
contingenciais, tais como estratégia, tamanho, incerteza da tarefa e 
tecnologia, que por sua vez refletem a influência do ambiente externo 
numa dada organização. 
 
66 
 
 (Donaldson, 1999). Assim, tendo em vista os fatores contingências 
que constituem factores do ambiente externo e que podem criar 
impacto nas organizações, a teoria contingencial procura tratar da 
influência dos factores ou variáveis contingenciais na formatação das 
estruturas das organizações, que ao adotarem distintas formas de se 
configurarem, procuram se adaptar criando mudanças no ambiente 
interno e na sua estrutura, em resposta às exigências do ambiente 
externo. Do ponto de vista da Teoria Contingencial, existe uma relação 
funcional entre as condições do ambiente e as técnicas administrativas 
que se adoptam de forma a organizar a estrutura funcional das 
organizações. Nesta relação funcional, os factores ambientais 
constituem variáveis independentes, enquanto que as técnicas 
administrativas são variáveis dependentes. Todavia, esta relação 
funcional entre variáveis independentes e dependentes não implica 
uma relação de causaefeito, pois segundo Donaldson (1999), a gestão 
é activa. O cerne do debate da abordagem contingencial reside na 
forma em que a estrutura organizacional é formatada, para responder 
às exigências do ambiente, partindo do pressuposto que não há 
planos, estruturas ou sistemas de controle adequados para todas as 
organizações, ainda que inseridas no mesmo ambiente (Donaldson, 
1999). As organizações precisam identificar formas próprias de se 
estruturar e organizar para de acordo com as suas especificidades e 
necessidades, se ajustarem e responderem adequadamente às 
demandas ambientais, e, consequentemente, responderem 
adequadamente aos seus objectivos (Hampton, 1990; Donaldson, 
1999). 
À luz das teorias Sistémica e Contingencial, as mudanças na política 
económica do país constituem o ambiente externo às instituições 
públicas. A implementação de reformas e criação das UTR constituem 
resposta às exigências criadas com a mudança na política económica. 
A criaçã das UTR reflecte-se na estrutura interna das instituições 
públicas, incluindo do MISAU. 
 
67 
 
Contudo, estas mudanças ocorrem com vista ao alcance dos objectivos 
das instituições e do Estado em geral. Fazendo ligação da abordagem 
contingencial ao trabalho, esta sugere que a criação de uma Unidade 
Técnica para Reforma pode não representar estratégia adequada para 
todas as instituições do SP se se tiver em conta que, cada uma das 
instituições tem as suas especificidades na estrutura funcional, que 
podem contribuir sobremaneira na forma destas se organizarem por 
forma a responder às exigências do ambiente e aos objectivos 
institucionais. 
 
Unidade 4.3 Modelo Patrimonialista 
 
Neste modelo, os governantes consideram o Estado seu patrimônio, 
dispondo dos bens públicos como sendo de sua propriedade. O 
aparelho do Estado funciona como uma extensão do poder do 
soberano. A característica principal é a indistinção entre a res publica 
(coisa pública, patrimônio do povo) e a res principis (patrimônio do 
príncipe ou do soberano). Essa indistinção colabora para que haja uma 
grande confusão entre o patrimônio público e o privado e essa 
confusão proporciona aos Soberanos um cenário propício para a 
apropriação indevida dos bens públicos. A corrupção e o nepotismo 
são inerentes a esse tipo de administração (Pereira, L. C. B. (2003), 
mesmo de forma desorganizada, o patrimonialismo foi o primeiro 
modelo de administração do Estado. Neste modelo administrativo não 
havia distinção entre a administração de bens públicos e bens 
particulares: “tudo que existia nos limites territoriais de seu “reinado” 
era tido como domínio do soberano, que podia utilizar livremente os 
bens sem qualquer prestação de contas à sociedade” 
Sumário 
 
68 
 
 Estudamos e discutimos fundamentalmente sobre os modelos de 
reforma no sector público, nomeadamente Modelo Sistêmico, Modelo 
Contingencial, Modelo Patrimonialista onde ficou retido que o modelo 
sistemas parte do princípio que assim como os organismos, as 
organizações estão abertas ao ambiente no qual estão inseridas e 
precisam manter uma relação adequada com este caso queiram 
sobreviver, o modelo contingência enfatiza que não há nada de absoluto 
nas organizações ou na teoria administrativa, tudo é relativo, tudo depende. 
Em vez de uma relação de causa e efeito existe uma relação funcional entre 
elas do tipo “se-então”. A teoria da contingência nasceu a partir de uma 
série de pesquisas feitas para verificar os modelos de estruturas 
organizacionais mais eficazes em determinados tipos de indústrias em 
diferentes condições. Os resultados das pesquisas, resumem que não há uma 
única e melhor forma de organizar deste modo ao modelo contingencial 
advoga que as mudanças na política económica do país constituem o 
ambiente externo às instituições públicas. A implementação de 
reformas e criação das UTR constituem resposta às exigências criadas 
com a mudança na política económica, no modelo patrimonialista, os 
governantes consideram o Estado seu patrimônio, dispondo dos bens 
públicos como sendo de sua propriedade. O aparelho do Estado 
funciona como uma extensão do poder do soberano. 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
GRUPO-1: Perguntas Fechadas 
1. A teoria de sistemas foi proposta em meados de 1950 pelo biólogo 
Ludwig Von Bertalanffy. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
 
2. Chiavenato (2002) enfatiza que as oganizações para sobreviverem 
devem ajustar-se constantemente às condições do meio, e para isso, 
elas são adaptivas. 
a) Verdadeiro 
 
69 
 
b) Falso 
 
3. A Abordagem Sistêmica da Administração trata de três escolas 
principais nomeadamente: 
a) Cibernética, Teoria Matemática da Administração e o Homem 
Funcional; 
b) Classica, Neoclassica e o Homem Funcional; 
c) Cibernética, Teoria Geometrica e O Homem tradicional; 
d) Classica, Neoclassica e o Contemporânea. 
 
4. A teoria dos sistemas de controle baseada fundamentalmente na: 
a) Tolerância (Paciencia) entre as partes do sistema e o meio e dentro 
do sistema, e do Valor (retroação) da função dos sistemas com 
respeito ao ambiente. 
b) comunicação (transferência de informação) entre o sistema e o 
meio e dentro do sistema, e do controle (retroação) da função dos 
sistemas com respeito ao ambiente. 
c) Concordia (Resignação) entre as partes do sistema e o meio e 
dentro do sistema, e do princípios(retroação) da função dos sistemas 
com respeito ao ambiente. 
d) Todas as Alternativas estão correctas. 
 
5. Os sistemas cibernéticos apresentam três propriedades principais: 
a) São excessivamente complexos, portanto devem ser focalizados 
através da caixa negra; 
b) São probabilísticos, portanto, devem ser focalizados através da 
estatística e da teoria da informação; 
c) São auto-regulados, portanto, devem ser focalizados através da 
retroação que garante a homeostase; 
d) Todas as Alternativas estão correctas. 
6. Teoria Matemática põe ênfase no processo decisório e procura 
tratá-lo de modo lógico e racional. 
a) Verdadeiro 
 
70 
 
b) Falso 
 
7. A Teoria Matemática preocupa-se em construir modelos 
matemáticos capazes de simular situações reais na empresa, 
normalmente futuras, que visam a avaliação da probabilidade de 
ocorrência e a resolução de problemas de tomada de decisão. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
 
8. A Teoria Geral de Sistemas não busca solucionar problemas ou 
tentar soluções práticas, mas sim produzir teorias e formulações 
conceituais que possam criar condições de aplicaçõesna realidade 
empírica. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
 
9. O sistema aberto é influenciado pelo meio ambiente e influi sobre 
ele, alcançando um estado de equilíbrio dinâmico nesse meio. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
 
10. Chandler (1967) – pesquisou empresas americanas e conclui que: 
a) Elas foram gradativamente determinadas pela sua estratégia 
mercadológica e por um grande processo histórico; 
b) Elas foram positivamente determinadas pela sua estratégia Interna 
e por um grande processo histórico; 
c) Elas foram gradativamente determinadas pela sua ousadia no 
processo de adaptação e por um grande processo histórico; 
d) Nenhuma das alternativas está correcta. 
Resposta 
1 - A 
2 - A 
3 - A 
4 - B 
5 – D 
6 - A 
7 - A 
8 - A 
9 – A 
10 - A 
 
71 
 
 
 
Exercícios de AVALIAÇÃO 
GRUPO-2 Marque a alternativa certa em cada questão abaixa descrita: 
1. Contingência é definida por Campos (1996:168) como "toda 
variável externa, característica ambiental ou factor circundante, que 
afecta o desenho ou estrutura de uma organização numa relação de 
causa efeito”. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
2. A Teoria Contingencial enfatiza fortemente: 
a) Ambiente, focalizando a organização de fora para dentro; 
b) NA tecnologia, meios de se utilizar adequadamente os mesmo; 
c) Compatibiliza as abordagens de sistemas fechado e de sistema 
aberto, mostrando que as abordagens mecanísticas se preocuparam 
com os aspectos internos da organização, e as orgânicas voltaram-se 
para os aspectos da periferia e dos níveis; 
d) Todas as Alternativas estão correctas. 
 
3. O modelo Patrimonialista os governantes consideram o Estado 
como: 
a) seu patrimônio, dispondo dos bens públicos como sendo de sua 
propriedade; 
b) A consolidação da vontade de viver em colectividade; 
c) A mafestação da construção de uma sociedade sã; 
d) Todas as Alternativas estão correctas. 
 
 Resposta 
1 - A 
2 - D 
3 - A 
 
72 
 
 
 
 
 
 
TEMA – V: REFORMAS DO SECTOR PÚBLICO NO MUNDO 
UNIDADE Temática 5.1. Inovação tecnológica na reforma do sector público: o sistema 
electrónico de aquisições públicas do Chile 
Introdução 
 
O sistema chileno de aquisições públicas, recentemente reformado, 
mostra como a tecnologia da informação pode tornar o governo mais 
eficiente, transparente e responsável - beneficiando os cidadãos, as 
empresas e as agências públicas. 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 
Objectivos 
específicos 
 
 
 
• Conhecer as diversas reformas efectivadas no mundo; 
• Conhecer as diversas reformas efectivadas em África; 
• Conhecer a contribuição das reformas 
 
UNIDADE Temática 5.1. Inovação tecnológica na reforma do sector público: o sistema 
electrónico de aquisições públicas do Chile 
 
 
A tecnologia da informação está mudando a maneira das pessoas 
pensarem e perceberem o mundo, impulsionando as inovações e 
contribuindo para o bem-estar 
 
73 
 
económico e social. Quando utilizada no sector público, a tecnologia 
da informação pode dar apoio à democratização, tornar o governo 
mais responsável em termos de prestação de contas e aumentar a 
igualdade social através do fornecimento de acesso à informação e à 
tecnologia. O governo chileno utilizou a tecnologia da informação 
para oferecer um serviço público voltado para os cidadãos que seja 
mais transparente, eficiente e responsável. O Chile queria colocar o 
governo a serviço da população e, para isso, implementou inovações 
que permitiram ao governo atender as necessidades dos cidadãos de 
maneira simples, rápida e eficiente. Para realizar esse objectivo, o 
governo desenvolveu um plano estratégico para o período de 1998-
2000. 
Tecnologia da informação e reforma do sector público. 
 A tecnologia da informação realiza muito mais do que apenas 
afectar as expectativas e a satisfação do público em relação ao 
desempenho do sector público. Ela também oferece um meio de 
tornar o sector público mais voltado para os serviços, além de 
aumentar sua capacidade em atender a essas expectativas. A 
tecnologia de informação pode facilitar o desenvolvimento e a 
implementação da modernização do sector público - aumentando a a 
eficiência e a qualidade dos serviços públicos, dando poder de 
actuação ao público e colocando o governo a serviço dos cidadãos. 
 A eficiência e a efectividade dos serviços podem ser aumentadas 
através do governo electrónico. A condução electrónica das 
transacções públicas possibilita a eliminação da presença física - 
aguardar em uma fila, ir a vários departamentos - necessária, com 
frequência, ao apresentar documentos em papel. As transacções 
electrónicas criam um único veículo para acessar os serviços de 
muitas agências, reduzindo o tempo gasto para efectuar essas 
transacções e as despesas resultantes das várias etapas de 
procedimentos burocráticos. Essas economias permitem que o 
governo obtenha dividendos de seu dinheiro, porque o que ele 
economiza pode ser utilizado no fornecimento de melhores serviços. 
A transparência e a probidade aumentam através da publicação 
online das transacções do governo e do fornecimento de acesso às 
 
74 
 
mesmas. Esse procedimento reduz as oportunidades de uso arbitrário 
dos fundos públicos, aumentando a imparcialidade e a integridade 
dessas operações. Além disso, a possibilidade de dispor de um registo 
electrónico das transacções, que pode ser rastreado, reduz as 
oportunidades de corrupção e aumenta a credibilidade do sector 
público. • 
 O governo electrónico dá poderes aos cidadãos, permitindo sua 
maior participação. As informações na Internet estão disponíveis a 
qualquer pessoa, em qualquer lugar e a qualquer momento. Os 
portais abertos ao público fornecem acesso fácil às agências 
governamentais. Esse recurso pode auxiliar na obtenção de feedback, 
incentivar a participação nas atividades de licitações para contratos 
e aumentar o acesso às informações - de modo que o público esteja 
sempre actualizado. 
 O governo electrónico pode ser utilizado como uma ferramenta de 
gestão no setor público. Ele serve também para harmonizar as 
normas e os regulamentos das diferentes agências, integrar melhor os 
serviços públicos e reunir as informações enviadas por todas as 
agências governamentais. Além disso, a possibilidade de desenvolver 
intranets cria a oportunidade de aperfeiçoar a coordenação interna e 
entre agências, assim como aumenta a supervisão ministerial dos 
serviços públicos. 
 
 O problema e a solução no Chile 
Então, como a tecnologia da informação afectou o sistema de 
aquisições públicas do Chile? Antes da implantação do Sistema 
Electrónico de Informação sobre Aquisições Públicas, a Dirección de 
Aprovisionamento del Estado (DAE) era a principal compradora no 
setor público. A DAE perdeu a sua legitimidade entre as agências 
públicas, que começaram a desenvolver os seus próprios sistemas e 
procedimentos de aquisição. Seus controles eram fracos, não havia 
uma estrutura jurídica uniforme e era sobrecarregada pelas 
frequentes regulamentações conflituantes, vinculadas às várias 
agências. Este cenário tornava quase impossível às empresas privadas 
 
75 
 
saber e, às vezes, atender aos requisitos das diferentes agências. 
Dois estudos concluíram categoricamente que a DAE deveria ser 
extinta. Mas essa mudança implicava em riscos políticos e sociais - 
incluindo o conflito potencial entre o governo e os sindicatos. Em 
1997, o Comité Interministerial para a Modernização da Gestão 
Pública apresentou um plano estratégico trienal para orientar o 
processo de modernização do sector público. O comité criou a 
Unidade de Tecnologia da Informação e de Comunicações para 
coordenar, promover e dar consultoria ao governo chileno sobre o 
desenvolvimento da tecnologia de informação para emprego, 
informação e comunicações. Uma área na qual a unidade foi 
particularmente bem-sucedida consistiu em impulsionar a reformaampla do sistema de aquisições públicas. Em um período bastante 
curto, a reforma gerou uma economia visível, criou uma melhor troca 
de informações e aumentou a transparência e a confiabilidade 
referente às aquisições do governo. 
Elementos do sistema electrónico 
O Comité Interministerial para a Modernização da Gestão Pública 
elaborou diversas etapas importantes para reformar o sistema de 
aquisições públicas do Chile. Formação das bases de apoio O primeiro 
desafio do comité foi enfrentar o ambiente e criar apoio para o novo 
sistema. O comité se deparou com diversas perguntas: Como seria 
possível desenvolver um sistema que acomodasse as várias agências 
públicas? Como lidar com a resistência às mudanças e com a crença 
de que informatização significa privatização ou terciarização? Como 
obter os recursos necessários ao desenvolvimento do sistema, uma 
vez que não constava da agenda orçamentária? O que fazer com a 
DAE? Como seria possível obter e manter um forte apoio político para 
uma iniciativa considerada como uma solução tecnocrática sem quase 
nenhum benefício político? O comité apresentou a sua estratégia em 
termos de eficiência e mostrou a economia potencial gerada pelo 
programa de reforma das aquisições do governo. Essa economia iria 
assegurar o desenvolvimento geral desse programa e obteria o apoio 
do setor orçamentário. A estimativa de poupança seria de 
aproximadamente US$200 milhões por ano, o equivalente a 1,4% dos 
gastos do governo central em 1997, a 26,2% dos gastos com habitação 
 
76 
 
popular ou em torno de 12 vezes os gastos com programas de criação 
de postos de trabalho. Para garantir o sucesso dessa proposta, o 
comité procurou apoio público e político. Ao longo do 
desenvolvimento do sistema electrónico, fez-se um grande esforço de 
divulgação na imprensa a fim de mostrar os benefícios da iniciativa 
em termos de transparência, eficiência e desenvolvimento do 
potencial do comércio electrónico chileno. Foi explicado como o 
sistema aumentaria a transparência e a credibilidade, uma vez que 
as informações sobre as operações de aquisição estariam disponíveis 
online para qualquer pessoa, a qualquer momento e em qualquer 
lugar, sem censura, podendo as transacções ser rastreadas até chegar 
aos funcionários públicos responsáveis por elas. O apoio também foi 
obtido através de lobbies junto a partidos políticos, grupos de 
interesse, defensores do sector privado e empresas de tecnologia da 
informação. Além disso, o comité ganhou o apoio do Ministério das 
Relações Exteriores pela ênfase dada à importância das aquisições do 
governo nas negociações de livre comércio e às vantagens potenciais 
do comércio electrónico no Chile. Para manter o apoio político, o 
comité criou um conselho que incluiu o director da DAE e 
representantes de cada ministério e agência envolvidos no programa 
de reforma. Planeamento e desenvolvimento Após obter apoio para o 
sistema electrónico, a próxima etapa foi estabelecer uma parceria 
com a Corporación de Fomento (CORFO), a agência responsável pelo 
incentivo à competição e ao investimento no Chile através de 
esforços de modernização e desenvolvimento tecnológico. O comitê e 
o Fundo de Inovação da CORFO concordaram em fazer uma licitação 
para o planeamento do sistema electrónico. O contrato foi ganho por 
um consórcio formado pela maior empresa de telecomunicações 
chilena, por um grupo de consultoria bem conhecido e pela empresa 
chilena líder em aplicativos para Internet. Foram escolhidas doze 
agências públicas para participar do planeamento, desenvolvimento e 
dos testes. As agências foram seleccionadas para representar as 
diversas tecnologias utilizadas e a capacidade administrativa 
disponível, a diversidade das quantidades e tipos de operações de 
aquisição, assim como os diferentes estágios do processo de 
modernização. Do ponto de vista dos funcionários públicos, a maior 
mudança ocorreu na passagem de uma perspectiva baseada em 
 
77 
 
procedimentos e regulamentações para outra mais orientada para a 
transparência, a confiabilidade e os resultados. As normas e os 
procedimentos antigos haviam perdido sua legitimidade porque não 
garantiam que o governo estivesse adquirindo bens e serviços da 
maneira melhor e mais imparcial com o sistema electrónico, esse 
poder seria dado aos cidadãos, políticos e a todas as pessoas 
envolvidas nas aquisições. O planeamento e desenvolvimento do 
sistema electrónico produziram resultados muito positivos. Os 
funcionários públicos contribuíram com comentários sobre o sistema 
e passaram a se sentir confortáveis com a sua utilização. Ao longo do 
tempo, mais mudanças e melhorias foram implementadas. 
Finalmente, em Agosto de 1999, foi lançado um plano piloto e 
colocado inteiramente online o sistema com base na Internet, no 
endereço www.compraschile.cl. Embora o desenvolvimento do 
sistema electrónico tenha sido dinâmico, ocorreram problemas com o 
consórcio encarregado do panejamento. A maioria dos problemas 
estava relacionada a questões sobre o modo de conciliar as 
possibilidades da Internet e as novas tecnologias com as realidades 
administrativas e políticas de diferentes organizações públicas e do 
governo chileno como um todo. Em Outubro de 1999, o Presidente 
Eduardo Frei assinou a Lei de Aquisições do Governo, que deu 
coerência ao sistema, permitiu as transacções de comércio 
electrónico, criou uma nova estrutura legislativa comum e substituiu 
a DAE por uma agência menor, que não está encarrega de adquirir 
bens e serviços. A sua função é supervisionar o sistema, fornecer 
assistência técnica e negociar contratos para compra de algumas 
commodities. Funções e recursos com o sistema electrónico, as 
empresas que quiserem fazer negócios com o sector público não 
precisam procurar informações sobre licitações nos jornais ou na 
World Wide Web. É necessário apenas registrar-se nas áreas de 
consultoria de tecnologia da informação, móveis para escritório ou 
serviços de construção, por exemplo, com as quais lidarem. Quando 
uma agência pública precisa adquirir um bem ou contratar um 
serviço, ela preenche uma solicitação no sistema electrónico, 
especificando o tipo de operação e incluindo toda a documentação e 
as informações associadas ao pedido. O sistema envia 
automaticamente uma mensagem electrónica a todas as empresas 
 
78 
 
registadas na respectiva área, minimizando o tempo de resposta e 
oferecendo oportunidades iguais a todas as firmas. O sistema 
eletrônico também fornece, online, todas as informações 
relacionadas às operações de aquisição, incluindo o perfil da agência, 
o nome, cargo, endereço, números de telefone e fax, e correio 
electrónico do funcionário público encarregado da operação. 
Finalmente, o sistema informa os resultados da licitação: quais foram 
os participantes, seus desempenhos técnicos e económicos, seus 
objectivos económicos, quem ganhou a licitação e o histórico dos 
contratos e das aquisições da agência. A Lei de Aquisições do 
Governo torna obrigatória a participação de todas as agências 
públicas no sistema electrónico a médio prazo. Contudo a 
incorporação do sistema será gradual, permitindo que sejam feitas 
modificações resultantes das conclusões obtidas pela prática do 
plano piloto. Uma empresa privada irá administrar o sistema 
electrónico de modo a obter o máximo desempenho e dinamismo, 
gerar economia nos custos da administração pública e promover o 
crescimento e o desenvolvimento do comércio electrónico no Chile. 
Primeiros resultados e próximas etapas Entre outubro de 1999 e 
fevereiro de 2000, o sistema dispunha, como parte do plano piloto, 
de 454 fornecedores em 75 áreas e 16 agências públicas registradas. 
O aumento das solicitações de licitação enviadas nos primeiros cinco 
meses demonstrou a confiança no sistema. Ao reconhecer o sucesso 
inicial do novo sistema de aquisições, em Janeirode 2000, o comité 
necessitou de mais desenvolvimento para expandir os seus recursos 
de comércio electrónico. 
Como melhorar o serviço público com a tecnologia da informação 
 Os governos são os maiores compradores em todas as economias. 
Eles adquirem bens e contratam serviços para atender às 
necessidades dos cidadãos, havendo razões éticas e políticas para 
que isso seja feito da melhor maneira possível: um dólar a mais pago 
acima do preço mais baixo disponível representa um dólar a menos 
para assistência de saúde, segurança social ou habitação popular. A 
experiência chilena do sistema electrónico de informação sobre 
aquisições mostra a importância do papel da Internet e da tecnologia 
de informação nas reformas do sector público. A tecnologia da 
 
79 
 
informação e a Internet podem oferecer soluções interessantes para 
o combate à corrupção nos países em desenvolvimento ou 
industrializados, e quando houver demanda dos cidadãos de maior e 
melhor controle do governo. Esses recursos permitem maior controle 
por parte dos cidadãos, aumentam a transparência e a credibilidade 
do governo, bem como possibilitam boas aquisições públicas em 
outras áreas, levando-se em conta o enorme potencial de economia 
nos gastos. A tecnologia também cria novas formas de aperfeiçoar a 
gestão do serviço público através da melhor fiscalização e 
coordenação entre as agências. Finalmente, a tecnologia da 
informação faz com que o sector público atenda, de modo mais 
eficaz e eficiente, às necessidades dos cidadãos. O sistema 
eletrônico de aquisições também promoveu a transparência nas 
oportunidades de negócio junto ao governo do Chile. Além de cortar 
os custos operacionais das empresas, aumentar a possibilidade de 
receber comentários e incentivar a cooperação entre as firmas e as 
agências públicas, melhorou a troca de informações, eliminando o 
incentivo à prática da corrupção. Esta nota foi escrita por Claudio 
Orrego (Ministro da Habitação, Urbanismo e Terras Públicas do 
Chile), Carlos Osorio (Assistente de Pesquisa, Grupo de Tecnologias 
da Informação, Centro de Desenvolvimento Internacional, 
Universidade de Harvard) e Rodrigo Mardones (Conferencista, 
Departamento de Engenharia Industrial, Universidade do Chile). Se 
você tiver interesse em artigos semelhantes, considere a 
possibilidade de participar do Grupo Temático sobre Gestão de 
Gastos Públicos. Entre em contato com Vinaya Swaroop (x 37688) ou 
clique em Thematic Groups, na Rede PREM. 
 
 
Sumário 
 De forma sintetizada estudamos e discutimos Sobre Reformas do 
sector público no mundo, Inovação tecnológica na reforma do sector 
público: o sistema electrónico de aquisições públicas, onde chegamos 
a conclusão de que as tecnologias de 
 
80 
 
informação podem facilitar o desenvolvimento e a implementação da 
modernização do sector público, aumentando a eficiência e a 
qualidade dos serviços públicos, dando poder de actuação ao público 
e colocando o governo a serviço dos cidadãos, por outro lado, vimos 
que o governo electrónico dá poderes aos cidadãos, permitindo sua 
maior participação. As informações na Internet estão disponíveis a 
qualquer pessoa, em qualquer lugar e a qualquer momento. Os 
portais abertos ao público fornecem acesso fácil às agências 
governamentais. Esse recurso pode auxiliar na obtenção de feedback, 
incentivar a participação nas atividades de licitações para contratos 
e aumentar o acesso às informações - de modo que o público esteja 
sempre actualizado, assim, a eficiência e a efectividade dos serviços 
podem ser aumentadas através do governo electrónico. 
O governo electrónico pode ser utilizado como uma ferramenta de 
gestão no setor público. Ele serve também para harmonizar as 
normas e os regulamentos das diferentes agências, integrar melhor os 
serviços públicos e reunir as informações enviadas por todas as 
agências governamentais. Além disso, a possibilidade de desenvolver 
intranets cria a oportunidade de aperfeiçoar a coordenação interna e 
entre agências, assim como aumenta a supervisão ministerial dos 
serviços públicos. 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
GRUPO-1: Perguntas Abertas 
1. A condução electrónica das transacções públicas possibilita: 
a) A eliminação da presença física; 
b) Aguardar em uma fila, ir a vários departamentos; 
c) Criam um único veículo para acessar os serviços de muitas agências; 
d) Todas as alternativas estao correctas. 
2. A tecnologia da informação não está mudando a maneira das pessoas 
pensarem e perceberem o mundo, impulsionando as inovações e 
contribuindo para o bem-estar económico e social. 
 
81 
 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
3. A transparência e a probidade aumentam através da publicação online 
das transacções. Porquê? 
a) Esse procedimento reduz as oportunidades de uso arbitrário dos fundos 
públicos, aumentando a imparcialidade e a integridade dessas operações; 
b) Possibilidade de dispor de um registo electrónico das transacções, que 
pode ser rastreado, reduz as oportunidades de corrupção e aumenta a 
credibilidade do sector público; 
c) Alternativas “a” e “b” estão correctas 
d) Nenhuma das alternativas está correctas. 
4. O governo electrónico dá poderes aos cidadãos, permitindo sua maior 
participação. Porquê? 
a) As informações na Internet não estão disponíveis a qualquer pessoa, em 
qualquer lugar e a qualquer momento cabe aos cidadãos buscar a mesmas 
usandoos seus recursos; 
b) As informações na Internet estão disponíveis a qualquer pessoa, em 
qualquer lugar e a qualquer momento; 
c) Nenhuma informação na Internet está disponível, o que significa que os 
cidadãos podem aproximar as instituições por forma a acessar as mesmas; 
d) Nenhuma informação na Internet está disponível, o que significa que os 
cidadãos tem maior legitimidade para cobrar as instituições o acesso a 
informação. 
5. De que forma o governo electrónico pode ser utilizado como uma 
ferramenta de gestão no setor público? 
a) harmonizar as normas e os regulamentos das diferentes agências, integrar 
melhor os serviços públicos e reunir as informações enviadas por todas as 
agências governamentais; 
b) Além disso, a possibilidade de desenvolver intranets cria a oportunidade 
de aperfeiçoar a coordenação interna e entre agências, assim como aumenta 
a supervisão ministerial dos serviços públicos; 
c) Alternativas “a” e “b” estão correctas 
 
82 
 
d) Nenhuma das alternativas está correctas. 
6. A Dirección de Aprovisionamento del Estado (DAE) era a principal 
compradora no setor público. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
 
7. O Comité Interministerial para a Modernização da Gestão Pública 
elaborou diversas etapas importantes para reformar o sistema de 
aquisições públicas do Chile. Como: 
a) Formação das bases de apoio, ou seja, o comité teve que enfrentar o 
ambiente e criar apoio para o novo sistema; 
b) Criação de instituições fortes, ou seja, melhorar a relação entre as 
instituições por forma a adequar para o novo sistema; 
c) Criação de novos sistemas, ou seja, criar bases para controle do sistema; 
d) Nenhuma das alternativas está correctas. 
8. A tecnologia da informação e a Internet podem oferecer soluções 
interessantes para o combate à corrupção nos países em desenvolvimento 
ou industrializados, e quando houver demanda dos cidadãos de maior e 
melhor controle do governo. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
9. Embora o desenvolvimento do sistema electrónico tenha sido dinâmico, 
ocorreram problemas com o consórcio encarregado do panejamento no 
chile. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
10. Em Outubro de 1999, o Presidente Eduardo Frei assinou a Lei de 
Aquisições do Governo, que deu coerência ao sistema, permitiu as 
transacções de comércio electrónico, criou uma nova estrutura legislativa 
comum e substituiu a DAE por uma agência menor, que não está encarrega 
de adquirir bens e serviços. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
Resposta 
 
83 
 
1 - D 
2- B 
3 - C 
4 - B 
5 – C 
6 - A 
7 - A 
8 - A 
9 – A 
10 - A 
 
Exercícios de AVALIAÇÃO 
GRUPO-2 Marque a alternativa certa em cada questão abaixa descrita: 
1. Entre outubro de 1999 e fevereiro de 2000, o sistema dispunha, 
como parte do plano piloto, de 454 fornecedores em 75 áreas e 16 
agências públicas registradas. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
 
2. Ao longo do desenvolvimento do sistema electrónico, fez-se um 
grande esforço de divulgação na imprensa a fim de mostrar os 
benefícios da iniciativa em termos de transparência, eficiência e 
desenvolvimento do potencial do comércio electrónico chileno. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
 
3. Os funcionários públicos contribuíram com comentários sobre o 
sistema e passaram a se sentir confortáveis com a sua utilização. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
Resposta 
1 - A 
2 - A 
3 - A 
 
84 
 
 
 
TEMA – VI: AS NOVAS TENDÊNCIAS DA REFORMA NO SECTOR PÚBLICO EM MOÇAMBIQUE 
UNIDADE Temática 6.1. As tendências da gestão pública e governança interativa 
em Moçambique. 
UNIDADE Temática 6.1. Os novos rumos da gestão pública e 
a governança interativa 
Introdução 
 
Embora sejam extremamente confiáveis como ferramentas de apoio à 
decisão, os gráficos de controlo por variável apresentam alguns 
inconvenientes de ordem prática, alguns dos quais listados a seguir: 
Cada gráfico, ou carta, pode ser usado para apenas uma variável. 
Supondo que um produto tenha cinco característicos a serem 
controlados. Neste caso serão necessários cinco gráficos. 
Em algumas etapas da produção o interesse resume-se à simples 
verificação de conformidade em relação a algum parâmetro. Uma 
situação típica deste caso é a inspecção efectuada com o objectivo de 
verificar se o diâmetro de um eixo está dentro dos limites de 
tolerância. Aqui não há interesse em determinar o diâmetro, o que 
dispensa a colecta de amostra e os cálculos das medidas já estudadas. 
Alguns componentes são inspeccionados apenas com o objectivo de 
verificar a presença de algum defeito. Nas indústrias automobilísticas 
as partes da carroceira de um veículo são inspeccionadas com a 
finalidade de verificar se apresentam riscos. A simples ocorrência de 
um risco na pintura é suficiente para que a peça seja rejeitada, não 
importando a dimensão ou a quantidade de riscos. 
 
 
 
85 
 
 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 
Objectivos 
específicos 
 
• Compreender a evolução das novas tendências da 
gestão pública e governança interativa em 
Moçambique; e 
• Descrever as novas tendências da gestão pública e 
governança interativa. 
 
UNIDADE Temática 6.1. As tendências da gestão pública e governança interativa em 
Moçambique. 
 
Ao falar em “nova administração pública”, segundo De Paula (2005), 
identificam-se dois projetos políticos em desenvolvimento e em 
disputa na gestão pública. O primeiro, inspirado na vertente gerencial, 
que se constituiu no Brasil durante os anos 1990, a Administração 
Gerencial. O segundo, inspirado na vertente societal que, 16 
Territórios, Redes e Desenvolvimento Regional: Perspectivas e 
Desafios Santa Cruz do Sul, RS, Brasil, 13 a 15 de setembro de 2017 
manifesta-se nas experiências alternativas de gestão pública, como os 
Conselhos Gestores e o Orçamento Participativo, e possui suas raízes 
no “ideário dos herdeiros políticos das mobilizações populares contra 
a ditadura e pela redemocratização do país, com destaque para os 
movimentos sociais, os partidos políticos de esquerda e centro-
esquerda, e as organizações não-governamentais”. (DE PAULA, 2005, 
p.37). Para a autora a origem da vertente da qual deriva a 
administração pública societal está ligada à tradição mobilizatória 
brasileira, que “alcançou o seu auge na década de 1960, quando a 
sociedade se organizou pelas reformas 
 
86 
 
no país” (DE PAULA, 2005, p.39). Ao se estimular a participação 
popular no debate das dificuldades cotidianas, através das 
Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), esses espaços se 
transformaram como locais alternativos para mobilização políticas e 
inserção da participação popular na gestão da coisa pública. Nesse 
contexto uma concepção começa a se tornar predominante no âmbito 
da Administração: “a implementação de um projeto político que 
procura ampliar a participação dos atores sociais na definição da 
agenda política, criando instrumentos para possibilitar um maior 
controle social sobre as ações estatais” (DE PAULA, 2005, p. 37). A 
vertente societal enfatiza principalmente a participação social e 
procura estruturar um projeto político que repense o modelo de 
desenvolvimento brasileiro e a estrutura do aparelho de Estado, 
viabilizando a participação popular por meio da institucionalização de 
canais apropriados de acesso da população (DE PAULA, 2005). Nesse 
sentido, prioriza a dimensão sociopolítica da ação estatal como 
alternativa às dimensões econômicofinanceiras. Junquilho (2010, p. 
165), entende que, mesmo existindo o mercado, a vertente societal 
apóia a sociedade democrática, em que as pessoas possam "[...] ter 
atitudes proativas, críticas e independentes em busca de uma ordem 
social mais equilibrada e menos injusta”. Para De Paula (2005, p. 47), 
“a nova administração pública está sempre sendo reinventada, e 
enquanto houver vitalidade democrática permanecerá como um 
projeto inacabado” 
 
 
As mudanças introduzidas no quadro da implementação da Estratégia 
Global da Reforma do Setor Público (EGRSP, 2001-11) a partir do ano 
de 2001 possuem diferenças significativas quando comparadas às 
reformas administrativas realizadas anteriormente. No bojo da EGRSP 
 
87 
 
estão as concepções que apregoam medidas reformistas na 
componente de administração do Estado e nos processos de gestão 
pública, de modo a responder aos desafios impostos pela necessidade 
de modernização administrativa e criação de processos e estruturas 
organizativas adaptadas à gestão pública contemporânea. 
Aliás, a análise dos pressupostos e princípios dessa reforma (Ciresp, 
2001) mostra que estão embasados nas doutrinas da Nova Gestão 
Pública (NGP), que alegam, por um lado, a necessidade de 
modernização dos processos de gestão por meio da implementação de 
novas concepções acerca do funcionamento da administração pública 
de modo a promover maior eficiência e eficácia das acções 
governativas e elevação do desempenho das instituições do Estado. 
Por outro, fundamentam-se nas concepções da Governança Interativa 
(GI), pois assinalam a importância da adoção de novas práticas de 
gestão tais como accountability, transparência, participação e 
responsabilização na atuação dos organismos estatais. 
Algumas medidas reformistas, comprovam essa tendência de replicar 
doutrinas, princípios e práticas da NGP do NSP e da GI no contexto 
moçambicano. A partir de 2001 foram criados mecanismos 
administrativos para garantir a disciplina fiscal, casos da Unidade 
Técnica de Reforma da Administração Financeira do Estado (Utrafe) e 
do Sistema de Administração Financeira do Estado (Sistafe). Estes se 
constituíram nas grandes inovações relativamente à forma de 
organização e gestão de recursos financeiros públicos e visam a 
elevação da eficiência administrativa. Na mesma vertente, de forma 
mais intensa, a partir de 2006 as instituições públicas em todos os 
níveis (central, provincial, distrital e dos municípios) passaram a ser 
gerenciadas e avaliadas através de indicadores de desempenho que 
privilegiam o alinhamento entre os principais instrumentos de 
governança no setor público, o Plano Econômico e Social (PES) e o 
 
88 
 
Orçamento do Estado (OE). 
O PES e o OE incorporam uma nova lógica e visão de planejamento e 
execução, mas também de prestação de serviços à sociedade dado 
que privilegiam a gestão por resultados, a imposição de uma cultura 
de responsabilização dentro da administração pública, bem como a 
entrada de novos atores104 
. Introdução ................................................................................................................... 104 
Sumário ......................................................................................................................... 112 
Exercícios de AVALIAÇÃO .............................................................................................. 113 
Exercícios de AVALIAÇÃO .............................................................................................. 115 
Referência Bibliográficas............................................................................................... 117 
 
 
1 
 
Visão geral 
Bem-vindo à Disciplina/Módulo de Reforma do Sector 
Público 
Objectivos do Módulo 
Ao terminar o estudo deste módulo de Reforma do Sector Público, 
o estudante deverá ser capaz de: Apresentar conceitos 
fundamentais relacionados a disciplina. 
 
Objectivos 
Específicos 
▪ Compreender a desenvolvimento das Reformas no Sector 
Público em a Moambique 
▪ Conhecer as principais estratégias introduzidos no âmbito da 
gestão pública e a governança interativa; 
▪ Conhecer os impulsionadores do do processo das reformas do 
sector público 
▪ Saber os conceitos fundamentais que norteiam o estudo das 
reformas do sector público; 
▪ Desenvolver competências sobre reformas do sector público 
Moçambicano. 
 
 
Quem deveria estudar este módulo 
Este Módulo foi concebido para estudantes do 4º ano do curso de 
Licenciatura em Administração Pública e outros como Gestão de 
Rcursos Humanos e Contabilidade e Auditoria do ISCED. Poderá 
ocorrer, contudo, que hajam leitores que queiram se actualizar e 
consolidar seus conhecimentos nessa disciplina, esses serão bem-
vindos, não sendo necessário para tal se inscrever. Mas poderá 
adquirir o manual. 
 
2 
 
Como está estruturado este módulo 
Este módulo de Reforma do Sector Público, foi concebido para 
estudantes do 3º ano do curso de licenciatura em Administração 
Pública, à semelhança dos restantes do ISCED, está estruturado 
como se segue: 
Páginas introdutórias 
▪ Um índice completo. 
▪ Uma visão geral detalhada dos conteúdos do módulo, 
resumindo os aspectos-chave que você precisa conhecer para 
melhor estudar. Recomendamos vivamente que leia esta 
secção com atenção antes de começar o seu estudo, como 
componente de habilidades de estudos. 
Conteúdo desta Disciplina / módulo 
Este módulo está estruturado em Temas. Cada tema, comporta 
certo número de unidades temáticas ou simplesmente unidades e, 
cada unidade temática se caracteriza por conter uma introdução, 
objectivos e conteúdos. 
No final de cada unidade temática ou do próprio tema, são 
incorporados antes o sumário, exercícios de auto-avaliação, e só 
depois é que aparecem os exercícios de avaliação. 
Os exercícios de avaliação têm as seguintes características: Puros 
exercícios teóricos/Práticos, Problemas não resolvidos e 
actividades práticas algumas incluído estudo de caso. 
 
Outros recursos 
A equipa dos académicos e pedagogos do ISCED, pensando em si, 
apresenta uma lista de recursos didácticos adicionais ao seu 
módulo para você explorar. Para tal, o ISCED disponibiliza na 
biblioteca do seu centro de recursos mais material de estudos 
relacionado com o seu curso como: Livros e/ou módulos, CD, CD-
ROOM, DVD. Para além deste material físico e electrónico 
disponível na biblioteca, pode ter acesso a Plataforma digital 
moodle para alargar mais ainda as possibilidades dos seus 
estudos. 
 
 
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Auto-avaliação e Tarefas de avaliação 
Tarefas de auto-avaliação para este módulo encontram-se no final 
de cada unidade temática e de cada tema. As tarefas dos 
exercícios de auto-avaliação apresentam duas características: 
primeiro apresentam exercícios resolvidos com detalhes; Segundo, 
exercícios que mostram apenas respostas. 
Tarefas de avaliação devem ser semelhantes às de auto-avaliação 
mas sem mostrar os passos e devem obedecer o grau crescente de 
dificuldades do processo de aprendizagem, umas a seguir a outras. 
Parte das tarefas de avaliação será objecto dos trabalhos de 
campo a serem entregues aos tutores/docentes para efeitos de 
correcção e subsequentemente nota. Também constará do exame 
do fim do módulo. Pelo que, caro estudante, realizar todos os 
exercícios de avaliação é uma grande vantagem. 
 
Comentários e sugestões 
Use este espaço para dar sugestões valiosas, sobre determinados 
aspectos, quer de natureza científica, quer de natureza diadáctico-
Pedagógica, etc, sobre como deveriam ser ou estar apresentadas. 
Pode ser que graças as suas observações que, em gosto de 
confiança, classificamo-las de úteis, o próximo módulo venha a ser 
melhorado. 
 
Ícones de actividade 
Ao longo deste manual irá encontrar uma série de ícones nas 
margens das folhas. Estes ícones servem para identificar 
diferentes partes do processo de aprendizagem. Podem indicar 
uma parcela específica de texto, uma nova actividade ou tarefa, 
uma mudança de actividade, etc. 
Habilidades de estudo 
O principal objectivo deste campo é o de ensinar, aprender a 
aprender. Aprender aprende-se. 
Durante a formação e desenvolvimento de competências, para 
facilitar a aprendizagem e alcançar melhores resultados, implicará 
empenho, dedicação e disciplina no estudo. Isto é, os bons 
resultados apenas se conseguem com estratégias eficientes e 
 
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eficazes. Por isso é importante saber como, onde e quando 
estudar. Apresentamos algumas sugestões com as quais esperamos 
que caro estudante possa rentabilizar o tempo dedicado aos 
estudos, procedendo como se segue: 
1º Praticar a leitura. Aprender a Distância exige alto domínio de 
leitura. 
2º Fazer leitura diagonal aos conteúdos (leitura corrida). 
3º Voltar a fazer leitura, desta vez para a compreensão e 
assimilação crítica dos conteúdos (ESTUDAR). 
4º Fazer seminário (debate em grupos), para comprovar se a sua 
aprendizagem confere ou não com a dos colegas e com o padrão. 
5º Fazer TC (Trabalho de Campo), algumas actividades práticas ou 
as de estudo de caso se existir. 
6º Realizar os testes de Auto avaliação e os de avaliação 
dispon,iveis nos manuais, assim como na plataforma Moodle por 
forma a avaliar o grau de percepção dos conteúdos. 
 
IMPORTANTE: Em observância ao triângulo modo-espaço-tempo, 
respectivamente como, onde e quando estudar como foi referido 
no início deste item, antes de organizar os seus momentos de 
estudo reflicta sobre o ambiente de estudo que seria ideal para si: 
Estudo melhor em casa/biblioteca/café/outro lugar? Estudo 
melhor à noite/pela manhã/de tarde/fins-de-semana/ao longo da 
semana? Estudo melhor com música/num lugar sossegado/num 
lugar barulhento!? Preciso de intervalo em cada 30 minutos?/ em 
cada hora, etc. 
É impossível estudar numa noite tudo o que devia ter sido 
estudado durante um determinado período de tempo; Deve 
estudar cada ponto da matéria em profundidade e passar só ao 
seguinte quando achar que já domina bem o anterior. 
Privilegia-se saber bem (com profundidade) o pouco que puder ler 
e estudar, que saber tudo superficialmente! Mas, a melhor opção é 
juntar o útil ao agradável: Saber com profundidade todos 
conteúdos de cada tema, no módulo. 
 
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Dica importante: não recomendamos estudar seguidamente por 
tempo superior a uma hora. Estudar por tempo de uma hora 
intercalado por 10 (dez) a 15 (quinze) minutos de descanso 
(chama-se descanso à mudança de actividades). Ou seja que 
durante o intervalo não se continuar a tratar dos mesmos assuntos 
das actividades obrigatórias. 
Uma longa exposição aos estudos ou ao trabalho intelectual 
obrigatório, pode conduzir ao efeito contrário: baixar o rendimento 
da aprendizagem. Porque o estudante acumula um elevado volume 
de trabalho, em termos de estudos, em pouco tempo, criando 
interferência entre o conhecimento, perde sequência lógica, por 
fim ao perceber que estuda tantono processo de gestão das políticas públicas 
mediante a criação de parcerias público-privadas. Nessa perspectiva, a 
tônica da agenda recente de reforma assemelha-se às concepções da 
GI, visto que coloca seu foco para as questões relacionadas com as 
reformas institucionais e administrativas propondo que se dê maior 
atenção ao modo como se efetivam as interações entre o Estado e as 
demais organizações da sociedade civil. 
Como é assinalado pelo Novo Serviço Público (NSP), na EGRSP 
defende-se maior acesso dos grupos de interesse ao processo da 
governança no setor público, encarada, nessa perspectiva, como um 
mecanismo que permite a atuação da administração pública de forma 
mais participativa e coordenada. Formula-se que novos agentes 
provenientes do setor privado assim como da sociedade civil são vistos 
como atores que devem interagir com maior frequência com o Estado 
e suas instituições, reduzindo as fronteiras existentes de modo a 
elevar a participação pública no processo de formação e tomada de 
decisão das políticas públicas. 
Note-se que o caráter das medidas administrativas descritas aproxima-
se das concepções propostas pela GI em que, por um lado, a questão 
de fundo é a modernização da gestão sustentada pela criação das 
bases para a construção de um serviço público que atende as 
demandas e expectativas da sociedade e, por outro, trata-se de um 
serviço voltado à elevação da capacidade da ação governativa do 
Estado para a implementação de políticas públicas. Essa tendência é 
atestada pelas mudanças que se pretende induzir nos valores e 
 
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comportamentos dos funcionários, na cultura administrativa, nas 
competências e responsabilidades dos organismos públicos, na 
coordenação institucional e na fiscalização das formas de atuação da 
administração pública. 
Desse modo, pode-se afirmar que a nova abordagem da reforma da 
administração pública sugere a introdução de um sistema 
administrativo caracterizado por um novo paradigma pós-burocrático, 
segundo a perspectiva de O'flynn (2007), dentro da gestão pública em 
Moçambique, no qual são construídos novos valores e uma nova 
consciência. Porém, apesar de os apontamentos apresentados 
indicarem uma tendência positiva na introdução de novas práticas e 
princípios de gestão no contexto nacional, importa realçar que as 
mudanças originadas pela reforma administrativa também vieram, na 
prática, colocar novos problemas relacionados com os objetivos de 
eficiência e da participação efetiva da sociedade na gestão das 
políticas públicas. 
A questão que pode ser colocada é: como garantir uma gestão pública 
eficiente e baseada em processos de participação e avaliação efetiva 
por parte da sociedade? Argumenta-se que, na adoção dos princípios 
do NGP e da GI, devem ser consideradas as limitações impostas pelos 
próprios modelos, uma vez que, por exemplo, a complexidade e a 
dinâmica da gestão por objetivos encerram dois tipos de limitações: o 
primeiro tem a ver com a complexidade das atividades e a definição 
das políticas públicas no nível local e o segundo está relacionado com 
as limitações que as pessoas têm para lidar com informação e sistemas 
formais de avaliação de resultados. 
Como referem King, Feltey e Susel (1998), a participação autêntica ou 
efetiva implica mais que simplesmente encontrar as ferramentas e 
técnicas para aumentar o envolvimento da sociedade nas decisões do 
setor público. A participação autêntica, asseveram esses autores, é a 
 
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que funciona para todas as partes e estimula o interesse e 
investimento em ambos os atores públicos e os cidadãos, e exige que 
sejam repensados os papéis subjacentes e as relações entre os entes 
públicos e os cidadãos. Verifica-se, portanto, que a nova configuração 
das estruturas organizacionais da administração pública dá lugar a 
uma nova lógica diferente de ação. No nível das províncias, distritos e 
municípios em Moçambique, o novo modelo e a nova lógica 
administrativa conferem à gestão dos serviços e interesses públicos 
uma determinada liberdade para decidir sobre como obter elevados 
níveis de desempenho. 
A implementação da EGRSP tem estado a decorrer com base na 
inspiração do que o NSP explicitado por Denhardt e Denhardt 
(2000:555) considera ser uma gestão construída coletivamente, isto é, 
em que são partilhados interesses e responsabilidades baseados na 
deliberação conjunta, onde o Estado promove a articulação e o 
interesse público, justiça e a equidade. Portanto, as políticas públicas 
têm estado a ser vistas como um complexo resultado dos interesses 
de vários grupos, opiniões e interesses. Nesse novo contexto de 
relações, o papel do governo tem estado a transformar-se, tornando-
se um ator não exclusivo que controla a sociedade e oferece serviços, 
mas que agrega, negocia e facilita, busca soluções com outros atores 
privados e a sociedade civil. 
Na realidade, as mudanças que se verificam estão sendo 
acompanhadas de alterações significativas, nomeadamente, as 
mudanças nos valores e comportamentos dos funcionários, na cultura 
administrativa, nas competências e responsabilidades dos organismos 
públicos, na forma de atuação, relacionamento e de coordenação 
institucional entre as esferas governamentais (por exemplo, a 
aprovação da Lei no 8/2003, de 19 de maio, possibilitou a atribuição de 
competências exclusivas para os órgãos locais, eliminando de certa 
forma os problemas da dupla subordinação). Este último aspecto 
 
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transformou uma vez mais a tradicional função pública de extrema 
dependência hierárquica e falta de autonomia das unidades 
administrativas locais, para uma gestão pública coordenada e 
interdependente. 
A implementação, por exemplo, do Decreto no 5/2006, de 12 de abril, 
sobre a desconcentração de competências para o governador 
provincial e administrador distrital promoveu novas práticas de 
contratação para os quadros de pessoal em nível local concretizando, 
assim, a ideia da profissionalização dentro de um sistema de carreiras 
que obedece a tabelas salariais e a esquemas de promoção próprios. 
Por sua vez, a implementação do Estatuto Geral dos Funcionários e 
Agentes do Estado (Egfae) em 2009 pela Lei no 14/2009, de 17 de 
março, permitiu proceder a uma gestão de recursos humanos a partir 
de mecanismos modernos e de técnicas de avaliação de desempenho. 
O Sistema de Gestão de Desempenho na Administração Pública 
Moçambicana (Sigedap) foi aprovado em 2009 pelo Decreto 
no 55/2009, de 12 de outubro, com vista a aperfeiçoar a gestão 
determinada por objetivos, orientada para resultados e dotada de 
instrumentos de gestão necessários para atuar e responsabilizar, 
motivando as lideranças, os funcionários e agentes do Estado para um 
desempenho de qualidade e reconhecendo o mérito e a excelência. 
Contudo, as metas de eficiência e do alcance de resultados se 
apresentam como uma questão crítica no processo da reforma 
administrativa em Moçambique, por um lado, porque a pressão por 
resultados pode degenerar numa situação instrumental comparável à 
administração científica tayloriana, uma vez que transforma o espírito 
e a cultura de trabalho dos funcionários e agentes do Estado, 
relacionando o seu desempenho às recompensas, desintegrando os 
valores fundamentais do setor público como a integridade e o 
comprometimento com o interesse público. Por outro, a análise dos 
 
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objetivos da avaliação do desempenho estabelecidos no modelo do 
Sigedap mostra que a fixação de objetivos, a rigidez para o seu 
cumprimento, bem como a necessidade de responder aos indicadores 
fixados podem arrastar o sistema administrativo à inflexibilidade típica 
do modelo de administração burocrática. 
O contexto atual do funcionamento da administração pública em 
Moçambique faz ressaltar uma nova visão do serviço público como 
resultado das pressões impostas pelo novo paradigma da GI. A 
observaçãoda realidade mostra, por exemplo, o novo processo de 
contratação e oferecimento de bens e serviços implantado pelo 
Decreto no 15/2010, de 25 de maio, em que a racionalidade na gestão 
dos recursos e a flexibilidade organizacional exigem que o papel e as 
qualidades do gestor público estejam alinhados com a perspectiva de 
um administrador operativo mais voltado para a definição de 
estratégias. 
A perspectiva é a de que essas estratégias de gestão pública devem 
vincular suas tarefas com os princípios de monitoria e avaliação do 
cumprimento, por exemplo, dos contratos e programas estabelecidos, 
o que mostra que não será suficiente no novo contexto da 
administração pública uma atuação baseada na padronização e regras 
do modelo burocrático para conseguir o cumprimento dos objetivos 
organizacionais pretendidos na gestão. Para o efeito, o setor público 
deve abrir-se para as influências positivas do seu exterior, interagindo 
com os cidadãos de forma singular ou coletiva no intuito da 
construção de processos de tomada de decisão mais participativos. 
Compreende-se que se deve tomar os cidadãos como o fundamento e 
a razão da administração pública. 
Na afirmação de Hughes (2010), o setor público deve-se mover na 
esteira de uma administração pública moderna em que são 
estabelecidas a todo o momento ligações horizontais e verticais que 
 
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melhoram a participação tanto de organizações públicas, privadas 
lucrativas e sem fins lucrativos e voluntários, ao mesmo tempo que 
criam novas formas de organização e de estruturação das suas 
instituições para a resolução dos problemas das comunidades. 
 
UNIDADE 6.2. Os novos rumos da gestão pública e a governança interativa 
 
O processo de implementação ou de operacionalização das práticas 
suscitadas pelo modelo da Nova Gestão Pública (NGP) suscitou várias 
críticas, sobretudo por ter dedicado atenção especial à especialização, 
fragmentação e mercantilização como formas de funcionamento dos 
serviços da administração pública. A fragmentação, conforme 
argumenta Christensen (2012), provoca uma redução drástica do 
centro de atenção dos problemas. A fixação de objetivos, a avaliação 
do desempenho e a responsabilidade vertical prejudicam a integração 
horizontal. Esse modelo torna a coordenação mais complexa, pois 
requer muitas vezes a reconciliação de conflitos entre agências com 
posições discordantes, ofusca a responsabilidade para determinadas 
questões e enfatiza a necessidade do governo em reforçar o controlo 
central (Christensen, 2012:2-3). 
Para Lodge e Gill, ao adotar uma postura gerencialista, a NGP muitas 
vezes considerou os cidadãos e utentes como "consumidores dos 
serviços públicos" (Lodge e Gill, 2011:143). Fundamentando-se na 
visão de gestão voltada para a satisfação dos "consumidores" em lugar 
de cidadãos participantes e envolvidos, contrariou o fundamento 
básico da administração pública. Essas críticas formuladas ao modelo 
da NGP podem ser compreendidas como um fracasso desta em 
perceber que os arranjos administrativos e de gestão nela propostos 
não estão apenas destinados ao oferecimento de serviços públicos, 
mas também institucionalizam valores 
 
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administrativos profundos e que são, portanto, em alguns aspectos 
inseparáveis da própria essência do funcionamento do Estado e das 
suas respectivas instituições. 
Os argumentos da Governança Interativa (GI) formaram-se no entorno 
dessas críticas. Para autores como Kooiman e colaboradores (2008) e 
Frederickson (2005), a governança interativa envolve uma mudança na 
administração pública para incorporar novas formas de interação que 
reduzem as fronteiras entre o Estado e a sociedade, promovendo 
maior participação e envolvimento de novos atores no processo de 
gestão pública. De acordo com Denhardt e Denhardt (2000), essa 
abordagem considera que a administração pública é influenciada 
contemporaneamente por um conjunto expressivo de ideias e práticas 
que mostram uma evolução e mudanças nas formas de gestão pública, 
muito além das que são apresentadas na perspectiva da NGP. 
A nova concepção teórica da crítica aos conceitos da NGP 
fundamenta-se nas proposições do Novo Serviço Público (NSP), que 
consiste na aplicação de conceitos renovados da teoria da cidadania e 
sociedade civil, do humanismo organizacional e da administração 
pública pós-modernista. Na vertente do NSP, o Estado é encarado 
como uma entidade que existe para assegurar as escolhas dos 
cidadãos e os seus interesses. Enfatiza-se nessa visão que no setor 
público serve-se aos cidadãos e não a clientes, como consideram os 
teóricos do movimento da NPM, cujo enfoque central está direcionado 
à adaptação e transferência de técnicas e mecanismos gerenciais 
desenvolvidos no setor empresarial. 
Conforme explicam Denhardt e Denhardt (2000:552), a GI ganha uma 
importância maior no novo contexto do setor público que se pretende 
mais interativo e participativo. Argumenta-se que os gestores públicos 
devem se sujeitar à confiança dos cidadãos mediante três princípios 
importantes: (a) a responsabilidade; (b) o engajamento social com 
 
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vistas ao fortalecimento dos interesses coletivos; e (c) a dependência 
mútua alinhada na elevação do diálogo comum. Especificamente, a 
NPS defende que as políticas são um complexo resultado dos 
interesses de vários grupos, opiniões e interesses. No novo contexto 
de relações, o papel do governo se transforma, tornando-se um ator 
não exclusivo que controla a sociedade e oferece serviços, mas que 
agrega, negocia, facilita e busca soluções com outros atores privados e 
a sociedade civil (Denhardt e Denhardt, 2000:555). 
Para Kooiman e colaboradores (2008), a governança representa a 
forma modernizada do estabelecimento das relações democráticas 
entre o Estado e a sociedade civil. Esse autor contextualiza que, com a 
modernização defendida pelo movimento da governança, pretende-se 
que a administração se volte para o seu exterior passando assim a 
prestar também atenção às forças exteriores com as quais interage, 
criando-se mecanismos que favorecem uma maior participação no 
processo de gestão dos interesses coletivos. 
Nesse sentido, o conteúdo principal do conceito de governança 
interativa, de acordo com Kooiman (2010:73-74), representa um 
conjunto de interações assumidas para resolver problemas dentro da 
sociedade e criar oportunidades sociais, incluindo a formulação e 
aplicação dos princípios orientadores dessas interações de modo a 
viabilizar os arranjos institucionais estabelecidos entre o Estado e os 
atores sociais. A ênfase na interação constitui a principal inovação 
dessa abordagem acerca das mudanças na administração pública. 
 
8. Considerações finais 
A introdução dos considerados renovados modelos de gestão a partir 
da década de 1980, designadamente da Nova Gestão Pública (NGP), 
do Novo Serviço Público (NSP) e a aplicação de práticas de Governança 
 
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Interactiva (GI), abalou de forma profunda as estruturas da 
administração pública tradicional e tem confrontado os vários 
governos a procederem reformas administrativas que fazem emergir 
novas configurações institucionais, cujo propósito é responder de 
forma mais adequada às demandas do processo de prestação de 
serviços públicos e das solicitações das comunidades. 
Da revisão da literatura efetuada algumas conclusões sobre a dinâmica 
das transformações que têm sido efetuadas podem ser destacadas. 
Existem diferenças no enfoque e intensidade das reformas 
administrativas realizadas em diferentes contextos nacionais sob a 
influência das concepções associadas à NGP. Apesar de a NGP se 
preocupar com o desempenho, a elevação dos resultados e a melhoria 
na qualidade de serviços públicos, as ações desenvolvidas nas 
reformas dos diferentes países não são unívocas uma vez que as 
reformas administrativas dependeram ou dependem de prioridades,circunstâncias e pontos de partida particulares de cada país. 
Particularmente, com seu enfoque inspirado nas técnicas gerenciais do 
setor privado, a NGP não priorizou os aspectos democráticos e 
de accountability ao limitar a participação dos "cidadãos considerados 
clientes" ao controle dos serviços, sem constituir mecanismos de 
integração da sociedade nas políticas públicas. Mas, embora possam 
ser feitas essas críticas, sobretudo pelo designado NSP, compreende-
se que alguns princípios e práticas de gestão trazidos pela NGP 
permanecem atualmente, tais como a preocupação com os resultados, 
a garantia de eficiência e efetividade das políticas públicas. 
Quanto ao contexto moçambicano, as novas práticas de gestão pública 
orientadas para a elevação da GI ganharam maior centralidade no 
início da década de 2000, com o surgimento da reforma administrativa 
traduzida pela Estratégia Global de Reforma do Setor Público (EGRSP), 
que visa a modernização do setor público. Essas reformas focalizam a 
 
97 
 
implementação de novas práticas de gestão para melhorar a 
eficiência, a efetividade, o controle, a participação pública e boa 
governança no setor público em todos os níveis, central, provincial, 
distrital e dos municípios. 
Contudo, a apreciação dos pressupostos e práticas que têm estado a 
ser adotadas indica que a implementação dessa reforma tem sido 
marcada por algumas limitações de natureza estrutural e funcional 
que são, na prática, impostas pelo próprio modelo adotado. Os 
grandes dilemas se colocam em relação às metas de eficiência e ao 
alcance de resultados e processos participativos. 
Finalmente, para que os objetivos da criação de um novo serviço 
público modernizado e interativo sejam alcançados de forma efetiva, 
torna-se fundamental que a administração pública nacional encare 
esse desafio sob o prisma da aplicação de padrões de gestão que 
sugerem maior transparência, participação pública, prestação de 
contas e com uma preocupação constante em atender aos anseios e 
às necessidades da sociedade com maior qualidade. 
 
Sumário 
 De forma resumida, estudamos e discutimos as tendências da gestão 
pública e governança interativa em Moçambique, os novos rumos da 
gestão pública e a governança interativa, onde ficou retido que as 
mudanças introduzidas no quadro da implementação da Estratégia 
Global da Reforma do Setor Público (EGRSP, 2001-11) a partir do ano 
de 2001 possuem diferenças significativas quando comparadas às 
reformas administrativas realizadas anteriormente. No bojo da EGRSP 
estão as concepções que apregoam medidas reformistas na 
componente de administração do Estado e nos processos de gestão 
pública, de modo a responder aos desafios impostos pela necessidade 
de modernização administrativa e 
 
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criação de processos e estruturas organizativas adaptadas à gestão 
pública contemporânea, mas tabem ficou registado que o PES e o OE 
incorporam uma nova lógica e visão de planejamento e execução, mas 
também de prestação de serviços à sociedade dado que privilegiam a 
gestão por resultados, a imposição de uma cultura de 
responsabilização dentro da administração pública, bem como a 
entrada de novos atores no processo de gestão das políticas públicas 
mediante a criação de parcerias público-privadas. Nessa perspectiva, a 
tônica da agenda recente de reforma assemelha-se às concepções da 
GI, visto que coloca seu foco para as questões relacionadas com as 
reformas institucionais e administrativas propondo que se dê maior 
atenção ao modo como se efetivam as interações entre o Estado e as 
demais organizações da sociedade civil, por outro lado afirmámos que 
o processo de implementação ou de operacionalização das práticas 
suscitadas pelo modelo da Nova Gestão Pública (NGP) suscitou várias 
críticas, sobretudo por ter dedicado atenção especial à especialização, 
fragmentação e mercantilização como formas de funcionamento dos 
serviços da administração pública. A fragmentação, conforme 
argumenta Christensen (2012), provoca uma redução drástica do 
centro de atenção dos problemas. A fixação de objetivos, a avaliação 
do desempenho e a responsabilidade vertical prejudicam a integração 
horizontal. Esse modelo torna a coordenação mais complexa, pois 
requer muitas vezes a reconciliação de conflitos entre agências com 
posições discordantes, ofusca a responsabilidade para determinadas 
questões e enfatiza a necessidade do governo em reforçar o controlo 
central (Christensen, 2012:2-3). 
Exercícios de Auto-Avaliação 
GRUPO-1: Perguntas Fechadas 
 
1. Como é assinalado pelo Novo Serviço Público (NSP), na EGRSP 
defende-se: 
 
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a) Maior acesso dos grupos de interesse ao processo da governança no 
setor público, encarada, nessa perspectiva, como um mecanismo que 
permite a atuação da administração pública de forma mais 
participativa e coordenada; 
b) Formula-se que novos agentes provenientes do setor privado assim 
como da sociedade civil são vistos como atores que devem interagir 
com maior frequência com o Estado e suas instituições, reduzindo as 
fronteiras existentes de modo a elevar a participação pública no 
processo de formação e tomada de decisão das políticas públicas; 
c) Alternativas “a” e “b” estão correctas 
d) Nenhuma das alternativas está correctas. 
 
2. Desse modo, pode-se afirmar que a nova abordagem da reforma 
da administração pública sugere a introdução de um sistema 
administrativo caracterizado por um novo paradigma pós-
burocrático, segundo a perspectiva de O'flynn (2007). 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
 
3. A complexidade e a dinâmica da gestão por objetivos encerram 
dois tipos de limitações: 
a) o primeiro tem a ver com a complexidade das atividades e a 
definição das políticas públicas no nível local e o segundo está 
relacionado com as limitações que as pessoas têm para lidar com 
informação e sistemas formais de avaliação de resultados; 
b) o primeiro tem a ver com a complexidade das atividades e a 
definição dos cargos políticos no nível local e o segundo está 
relacionado com as limitações que as pessoas têm para lidar com 
informação e sistemas formais de avaliação de resultados; 
c) o primeiro tem a ver com a complexidade das atividades e a 
definição das melhores instituicaoes no nível local e o segundo está 
relacionado com as limitações que as pessoas têm para lidar com 
informação e sistemas formais de avaliação de resultados; 
 
100 
 
d) Nenhuma das alternativas está correctas. 
 
4. Como referem King, Feltey e Susel (1998), a participação autêntica 
ou efetiva implica mais que simplesmente encontrar as ferramentas 
e técnicas para aumentar o envolvimento da sociedade nas decisões 
do setor público. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
 
5. A implementação, por exemplo, do Decreto no 5/2006, de 12 de 
abril, sobre a desconcentração de competências para o governador 
provincial e administrador distrital que promoveu: 
a) Novas práticas de elaboração das politicas concretizando, assim, a 
ideia da profissionalização dentro de um sistema de carreiras que 
obedece a tabelas salariais e a esquemas de promoção próprios. 
b) Novas forma de ser e estar dos administradores e o quadros de 
pessoal em nível local concretizando, assim, a ideia da 
profissionalização dentro de um sistema de carreiras que obedece a 
tabelas salariais e a esquemas de promoção próprios. 
c) Novas práticas de contratação para os quadros de pessoal em nível 
local concretizando, assim, a ideia da profissionalização dentro de um 
sistema de carreiras que obedece a tabelas salariais e a esquemas de 
promoção próprios. 
d) Nenhuma das alternativas está correcta. 
 
6. O Sistema de Gestão de Desempenho na Administração Pública 
Moçambicana (Sigedap) foi aprovado em 2009 pelo: 
a) Decreto no 55/2009, de 12 de outubro; 
b) Decreto no 15/2007, de 12 de outubro; 
C) Decreto no 50/2011, de 12 de outubro, 
d) Decreto no 27/20011,de 12 de outubro, 
 
101 
 
 
7. O Sistema de Gestão de Desempenho na Administração Pública 
Moçambicana (Sigedap) foi aprovado em 2009 pelo Decreto 
no 55/2009, de 12 de outubro, com vista a: 
a) Aperfeiçoar a gestão determinada por objetivos, orientada para 
resultados e dotada de instrumentos de gestão necessários para atuar 
e responsabilizar, motivando as lideranças, os funcionários e agentes 
do Estado para um desempenho de qualidade e reconhecendo o 
mérito e a excelência; 
b) Aperfeiçoar a consolidação das finanças públicas, orientada para 
melhoria das condições de trabalho financeiro, motivando as 
lideranças, os funcionários e agentes do Estado para um desempenho 
de qualidade e reconhecendo o mérito e a excelência; 
c) Alternativas “a” e “b” estão correctas 
d) Nenhuma das alternativas está correctas. 
 
8. Para autores como Kooiman e colaboradores (2008) e Frederickson 
(2005), a governança interativa envolve uma mudança na 
administração pública por forma: 
a) A incorporar novas formas de interação que reduzem as fronteiras 
entre o Estado e a sociedade, promovendo maior participação e 
envolvimento de novos atores no processo de gestão pública; 
b) A incorporar novas formas de administração das instituições 
politicas, promovendo manor participação e envolvimento de novos 
atores no processo de gestão pública; 
c) Alternativas “a” e “b” estão correctas 
d) Nenhuma das alternativas está correctas. 
 
9. Conforme explicam Denhardt e Denhardt (2000:552), a GI ganha 
uma importância maior no novo 
 
102 
 
contexto do setor público que se pretende mais interativo e 
participativo. Argumenta-se que os gestores públicos devem se 
sujeitar à confiança dos cidadãos mediante três princípios 
importantes: 
a) a responsabilidade; 
b) o engajamento social com vistas ao fortalecimento dos interesses 
coletivos; 
c) a dependência mútua alinhada na elevação do diálogo comum; 
d) Todas as alternativas estão correctas. 
 
10. A implementação da EGRSP tem estado a decorrer com base na 
inspiração do que o NSP explicitado por Denhardt e Denhardt 
(2000:555) considera ser uma gestão construída coletivamente, isto 
é, em que são partilhados interesses e responsabilidades baseados 
na deliberação conjunta, onde o Estado promove a articulação e o 
interesse público, justiça e a equidade. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
 
Resposta 
1 - C 
2 - A 
3 - A 
4 - A 
5 – C 
6 - A 
7 - C 
8 - C 
9 – D 
10 - A 
 
 
 
 
 
 
 
 
103 
 
 
Exercícios de AVALIAÇÃO 
 
GRUPO-1: Perguntas Fechadas 
1. Ao falar em “nova administração pública”, segundo De Paula (2005), 
identificam-se dois projetos políticos em desenvolvimento e em 
disputa na gestão pública nomeadamente: 
a) O primeiro, inspirado na vertente Comercial, que se constituiu no 
Brasil durante os anos 1990, a Administração comercial e o segundo, 
inspirado na vertente politica que, 16 Territórios, Redes e 
Desenvolvimento Regional; 
b) O primeiro, inspirado na vertente administrativa, que se constituiu no 
Brasil durante os anos 1990, a Administração politica e o segundo, 
inspirado na vertente politica que, 16 Territórios, Redes e 
Desenvolvimento Regional; 
c) O primeiro, inspirado na vertente pelítica, que se constituiu no Brasil 
durante os anos 1990, a Administração Gerêncial e o segundo, inspirado 
na vertente psicological que, 16 Territórios, Redes e Desenvolvimento 
Regional; 
d) O primeiro, inspirado na vertente gerencial, que se constituiu no Brasil 
durante os anos 1990, a Administração Gerencial e o segundo, inspirado 
na vertente societal que, 16 Territórios, Redes e Desenvolvimento 
Regional; 
 
2. Ao se estimular a participação popular no debate das dificuldades 
cotidianas, através das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), esses 
espaços se transformaram como locais alternativos para mobilização 
políticas e inserção da participação popular na gestão da coisa pública. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
 
3. A partir de 2001 foram criados mecanismos administrativos para 
garantir a disciplina fiscal, casos da Unidade Técnica de Reforma da 
Administração Financeira do Estado (Utrafe) e do Sistema de 
Administração Financeira do Estado (Sistafe). 
a) Verdadeiro 
 
104 
 
b) Falso 
4. A partir de 2006 as instituições públicas em todos os níveis (central, 
provincial, distrital e dos municípios) passaram a ser gerenciadas e 
avaliadas através de indicadores de desempenho que privilegiam o 
alinhamento entre os principais instrumentos de governança no setor 
público, o Plano Econômico e Social (PES) e o Orçamento do Estado 
(OE). 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
5. O PES e o OE incorporam uma nova lógica e visão de planejamento e 
execução, mas também de prestação de serviços à sociedade dado que 
privilegiam a gestão por resultados, a imposição de uma cultura de 
responsabilização dentro da administração pública, bem como a 
entrada de novos atores no processo de gestão das políticas públicas 
mediante a criação de parcerias público-privadas 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
1. Resposta 
2. 1 - D 
3. 2 - A 
4. 3 - A 
5. 4 - A 
6. 5 – A 
 
 
 
 
 
TEMA – VII: A MODERNIZAÇÃO DA GESTÃO E A GOVERNANÇA NO SECTOR PÚBLICO 
UNIDADE Temática 7.1. Modernização da Gestão e a Governança no 
Sector Público 
. Introdução 
 
105 
 
 
As transformações da administração pública no Estado moçambicano, 
implementadas a partir da reforma administrativa, ocorrida em 2001. 
Mostra a existência de uma tendência positiva para a criação de novas 
práticas voltadas à eficiência, interacção e participação pública no 
processo de formulação e implementação de políticas públicas. 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 
Objectivos 
específicos 
 
 
• Comprender as mudanças introduzidas no Sector 
Publico no âmbito da Reforma 
• Descrever e compreender as mudanças no Sector 
Publico no âmbito da Reforma em Moçambique. 
 
UNIDADE Temática 7.1. Modernização da Gestão e a Governança no Sector 
Público 
 
Os conceitos de Governabilidade e Governança na Administração 
Pública Esses conceitos estão diretamente vinculados com o ato de 
"governar", cujo significado é “deter uma posição de força a partir da 
qual seja possível desempenhar uma função imediatamente associada 
ao poder de decidir e implementar decisões ou, ainda, de 17 
Territórios, Redes e Desenvolvimento Regional: Perspectivas e 
Desafios Santa Cruz do Sul, RS, Brasil, 13 a 15 de setembro de 2017 
comandar e mandar nas pessoas” (NOGUEIRA, 2001, p. 99). Nessa 
perspectiva os conceitos governabilidade e governança se colocam 
indissociáveis, pois “mantêm entre si uma relação muito forte, sendo 
complementares, em seu vínculo instável, dinâmico e indissolúvel” 
(ARAÚJO, 2002, p. 6). Contudo, apresentam particularidades na função 
 
106 
 
administrativa, com aproximação ao modelo de Administração 
Gerencial. A Governabilidade se refere à capacidade política de 
governar, que deriva da relação de legitimidade do Estado e do seu 
governo com a sociedade. Está presente quando a população legitima 
o exercício do poder pelo Estado. A legitimidade, nesse contexto, deve 
ser entendida como a aceitação do poder do Governo ou do Estado 
pela sociedade. Araújo (2002, p. 6) comenta que: a fonte ou origem 
principal da governabilidade são os cidadãos e a cidadania organizada, 
ou seja, “é a partir deles (e da sua capacidade de articulação em 
partidos, associações e demais instituições representativas) que 
surgem e se desenvolvem as condições citadas acima como 
imperativas para a governabilidade plena. Vinculada à dimensão 
estatal, diz respeito as “condições sistêmicas e institucionais sob as 
quais se dá o exercício do poder, tais como as características do 
sistema politico, a forma de governo, as relações entre os Poderes, o 
sistema de intermediação de interesses” (SANTOS, 1997, p. 342). Para 
Diniz (1995) a governabilidade, representa umconjunto de atributos 
essenciais ao exercício do governo, sem os quais nenhum poder pode 
ser exercido. O autor apresenta três dimensões inerentes ao conceito 
de Governabilidade, nesse âmbito: 
(1) Capacidade do governo para identificar problemas críticos e 
formular políticas adequadas ao seu enfrentamento; 
(2) Capacidade governamental de mobilizar os meios e recursos 
necessários à execução dessas políticas, bem como a sua 
implementação; 
(3) Capacidade liderança do Estado sem a qual as decisões tornam-se 
ineficientes. Paludo (2012, p. 134) adverte que “a fonte ou origem da 
governabilidade são os cidadãos e a cidadania organizada, os partidos 
políticos, as associações e demais agrupamentos representativos da 
sociedade.” Reforça que governabilidade se relaciona com 
legitimidade, ou seja, se os governos 
 
107 
 
não forem legitimados não haverá condições necessárias para 
governar. 
A governabilidade significa também que o governo deve tomar 
decisões amparadas num processo que inclua a participação dos 
diversos setores da sociedade, dos poderes constituídos, das 
instituições públicas e privadas e segmentos representativos da 
sociedade, para garantir que as escolhas efetivamente atendam aos 
anseios da sociedade, e contem com seu apoio na implementação dos 
programas/projetos e na fiscalização dos serviços públicos. (PALUDO, 
2012, p. 134). Nesse sentido, significa a participação dos diversos 
setores da sociedade nos processos decisórios que dizem respeito às 
ações do poder público, uma vez que "[...] incorpora a articulação do 
aparelho estatal ao sistema político de uma sociedade, ampliando o 
leque possível e indispensável à legitimidade e suporte das ações 
governamentais em busca de sua eficácia” (JUNQUILHO, 2010, p. 32). 
Reforçando, Bento (2003, p. 85) descreve que “governabilidade se 
refere às condições do ambiente político em que se efetivam ou 
devem efetivar-se as ações da administração, à base de legitimidade 
dos governos, à credibilidade e imagem públicas da burocracia”. Desse 
modo o desafio da governabilidade [...] consiste em conciliar os muitos 
interesses desses atores (na maioria divergentes) e reuni-los num 
objetivo comum a ser perseguido por todos (ou vários objetivos 
comuns). Assim, a capacidade de articular-se em alianças políticas e 
pactos sociais constitui-se em fator crítico para a viabilização dos 
objetivos do Estado. Essa tentativa de articulação que a 
governabilidade procura é uma forma de intermediação de interesses. 
(PALUDO, 2012, p. 135). A governança por sua vez, refere-se à 
capacidade administrativa e financeira do Estado, ganhando 
aplicabilidade por parte dos agentes públicos que possibilitam a 
formulação e implementação das políticas públicas determinadas, 
dando vida às ações do Estado na relação com a sociedade civil e os 
mercados. Na iniciativa privada a 
 
108 
 
governança corporativa representa o modo como as organizações são 
administradas e controladas, e como interagem com as partes 
interessadas. “Inclui políticas, regulamentos/instruções, processos, 
estratégia e cultura, e orienta-se pelos princípios da transparência, 
equidade, responsabilidade por resultados, cumprimento das normas 
e accountability” (PALUDO, 2012, p. 138). 
Territórios, Redes e Desenvolvimento Regional: Perspectivas e 
Desafios Santa Cruz do Sul, RS, Brasil, 13 a 15 de setembro de 2017 
Bento (2003, p. 85), argumenta que a governança diz respeito "[...] aos 
pré-requisitos institucionais para a otimização do desempenho 
administrativo, isto é, o conjunto dos instrumentos técnicos de gestão 
que assegure a eficiência e a democratização das políticas públicas”. 
Nesse sentido, é o braço operacional da governabilidade e deve ser 
entendida como um instrumento de governabilidade (ARAÚJO, 2002). 
Segundo Paludo (2012), em situações de crises que afetem a 
governabilidade, a governança estará comprometida, por ser esta um 
instrumento para a realização dos fins do Estado. Por isso, pressupõe 
condições mínimas de governabilidade. Ou seja, uma boa governança 
fortalece a legitimidade dos governos, aumentando sua 
governabilidade. Daí, que nesse contexto de semelhança entre 
governança e governabilidade, um novo termo surge: a "nova 
governança pública" (PALUDO, 2012). Segundo Junquilho (2010), 
governança pública, pode ser compreendida como a capacidade de 
governar, capacidade de decidir e implementar políticas públicas que 
atendam às necessidades da população. A governança pode ser 
considerada um elo entre os interesses do mercado e da sociedade 
civil, ao passo que a governabilidade inclui a participação do mercado 
e da sociedade civil nas decisões, o que dificulta ainda mais a distinção 
dos termos governança versus governabilidade (PALUDO, 2012). Para 
Secchi (2009), a participação dos cidadãos é um objetivo a ser 
alcançado, sendo que o cidadão se torna um parceiro da "nova 
governança pública", uma vez que a 
 
109 
 
sociedade passa a colaborar com o Estado no alcance de objetivos 
coletivos que visem o bem comum de determinada comunidade. O 
desenvolvimento participativo e a boa governança relacionam-se da 
forma seguinte: o desenvolvimento participativo, com seu foco central 
na melhoria da qualidade da participação pelas sociedades locais, 
facilitando o atingimento do desenvolvimento sustentável e auto-
suficiente e da justiça social, é uma forma importante de 
desenvolvimento orientado para as pessoas. (BANDEIRA, 1999, p. 16). 
Para Junquilho (2010, p. 34), a “boa governança pressupõe, na 
Administração Pública, acompanhamento e controle, por parte dos 
cidadãos, no exercício pleno de sua cidadania em uma sociedade 
democrática, de todas as ações governamentais”. 
 
 
As reformas que a administração pública tem conhecido desde os anos 
1980 e as mudanças nos modelos de gestão pública adoptados em 
vários países do mundo inteiro repercutem em análises teóricas e 
práticas administrativas consideradas inovadoras para as formas de 
organização e funcionamento da administração pública. A necessidade 
de se constituir uma administração pública cada vez mais capacitada 
para responder às solicitações da sociedade e a prestação de serviços 
públicos com maior qualidade, assim como a elevação do desempenho 
das instituições do Estado se tornaram de forma rápida e intensa 
numa "bandeira" fundamental da teoria e da prática da gestão pública 
na contemporaneidade. 
As concepções da New Public Management (Nova Gestão Pública) 
surgidas no contexto internacional durante a década de 1980 que, por 
um lado, estiveram voltadas às críticas ao modelo do estado de bem-
estar e à administração pública baseada nos princípios da 
racionalidade burocrática, sugeriram novas formas de gestão, como 
 
110 
 
mencionam Hughes (2010) e Jones e Kettl (2003), promovendo dessa 
forma novos valores resultantes de um conjunto de técnicas e padrões 
de gestão pública. 
Por outro, esses padrões de gestão eram justificados pela necessidade 
de tornar a organização e o funcionamento do setor público mais 
flexíveis e efetivos. No prosseguimento dessa "onda" de novas 
propostas para a melhoria da gestão pública, há também que realçar o 
enfoque nos aspectos relacionados com o empowerment da sociedade 
e a reformulação dos processos de tomada de decisão e de 
implementação de políticas públicas da década de 1990 que 
trouxeram novos desafios institucionais para o setor público 
influenciado pelas concepções que defendem, de acordo com 
Denhardt e Denhardt (2000, 2003), a formação de sociedades 
democráticas e participativas. 
O tema da reforma administrativa em Moçambique adquiriu 
centralidade crescente no debate sobre as condições para o 
enfrentamento dos problemas estruturais e das fragilidades 
institucionais da gestão pública, caracterizada por uma burocracia 
excessiva e inoperante, pouco flexível e dinâmica, e, sobretudo,pela 
necessidade de ampliação da presença e representação do Estado ao 
nível das comunidades locais. Portanto, a conjuntura socioeconômica 
e política vivida no país no decurso dos anos 1980, o quadro de 
degradação das condições sociais, os desequilíbrios macroeconômicos 
e a deterioração do modelo de Estado socialista vigente (Hanlon 1991) 
tornaram imprescindível a realização de reformas dentro do Estado e 
na administração pública nacional. 
Entretanto, o sentido das mudanças efetuadas recentemente com a 
implementação da Estratégia Global de Reforma do Setor Público 
(EGRSP, 2001-11) pode ser encarado em duas vertentes importantes. 
Uma primeira que considera a aplicação de um conjunto de práticas e 
 
111 
 
de princípios de gestão pública, como discorre Barrett (2002:2), por 
exemplo, com a promoção de práticas voltadas à responsabilização 
ou accountability, a gestão por objetivos e a avaliação por resultados. 
Uma segunda que encara a reforma como um mecanismo para 
melhorar a satisfação dos interesses coletivos das comunidades em 
que, de acordo com Kooiman e colaboradores (2008), a cooperação 
entre atores públicos e privados e a participação da sociedade se 
estabelecem como os caminhos mais adequados para a condução de 
processos de gestão de políticas públicas mais inclusivas e interativas 
segundo uma nova lógica voltada para as concepções da governança 
interativa no setor público. 
As transformações ocorridas primeiramente nos países ocidentais 
como Reino Unido e Estados Unidos, assim como compreender o 
contexto em que mudanças similares, pelo menos, do ponto de vista 
teórico e doutrinário têm sido desencadeadas em países em 
desenvolvimento como Moçambique. Nisso, buscou-se o 
aprofundamento do entendimento sobre os pressupostos teóricos que 
orientam a aplicação das concepções e alguns princípios da Nova 
Gestão Pública (NGP), do Novo Serviço Público (NSP) e da Governança 
Interativa (GI) como novas tendências que influenciam o processo de 
organização e estruturação da administração pública no país. 
Para o efeito, o artigo está organizado, além desta seção introdutória, 
em outras cinco seções. Na primeira aborda a metodologia utilizada 
para a sua constituição. Na segunda expõe as concepções teóricas que 
nortearam a emergência de novos modelos de gestão surgidos com a 
implementação das reformas de Estado e administrativas nas décadas 
de 1980 e 1990. Na sequência, apresentam-se as suas críticas e as 
tendências recentes, como forma de salientar as renovadas 
abordagens acerca do novo serviço público conjeturado no nível 
internacional. 
 
112 
 
Na terceira seção, dicorre-se sobre as características das mudanças 
que foram sendo introduzidas na administração pública moçambicana 
no período de 1975 a 2000, a partir de uma perspectiva histórica das 
reformas. Na quarta seção são explorados os processos recentes da 
reforma administrativa no período de 2001 a 2011, enquadrados na 
perspectiva que sugere a modernização do aparelho administrativo do 
Estado e de seus serviços. Finalmente, na última seção apresentam-se 
as considerações finais relativas à análise ora apresentada. 
O pressuposto de que a lógica da EGRSP encontra seu fundamento nas 
formulações e nos padrões instituídos pela Nova Gestão Pública, como 
afirma Barzelay (2000), nos argumentos do Novo Serviço Público 
contextualizado por Denhardt e Denhardt (2000, 2003), portanto, 
como fenômenos ideológicos e doutrinários cruciais não apenas para a 
teoria, mas também para a prática de administração pública que tem 
na Governança Interativa o seu objetivo principal, como defende 
Kooiman e colaboradores (2008). 
 
Sumário 
De forma resumidq, estudamos e discutimos, conceito de modernização, 
gestão e governança por outro lado aprendemos sobre a gestão da 
governança no sector público em Moçambique, onde chegamos a 
conclusão de que existem três dimensões inerentes ao conceito de 
Governabilidade, nesse âmbito: 
(1) Capacidade do governo para identificar problemas críticos e 
formular políticas adequadas ao seu enfrentamento; 
(2) Capacidade governamental de mobilizar os meios e recursos 
necessários à execução dessas políticas, bem como a sua 
implementação; 
(3) Capacidade liderança do Estado sem a qual as decisões tornam-se 
ineficientes. Paludo (2012, p. 134) 
 
113 
 
adverte que “a fonte ou origem da governabilidade são os cidadãos e a 
cidadania organizada, os partidos políticos, as associações e demais 
agrupamentos representativos da sociedade.” Reforça que 
governabilidade se relaciona com legitimidade, ou seja, se os governos 
não forem legitimados não haverá condições necessárias para 
governar. 
A governabilidade significa também que o governo deve tomar 
decisões amparadas num processo que inclua a participação dos 
diversos setores da sociedade, dos poderes constituídos, das 
instituições públicas e privadas e segmentos representativos da 
sociedade, para garantir que as escolhas efetivamente atendam aos 
anseios da sociedade, e contem com seu apoio na implementação dos 
programas/projetos e na fiscalização dos serviços públicos. 
A reforma administrativa em Moçambique adquiriu centralidade crescente 
no debate sobre as condições para o enfrentamento dos problemas 
estruturais e das fragilidades institucionais da gestão pública, caracterizada 
por uma burocracia excessiva e inoperante, pouco flexível e dinâmica, e, 
sobretudo, pela necessidade de ampliação da presença e representação do 
Estado ao nível das comunidades locais. Portanto, a conjuntura 
socioeconômica e política vivida no país no decurso dos anos 1980, o quadro 
de degradação das condições sociais, os desequilíbrios macroeconômicos e a 
deterioração do modelo de Estado socialista vigente (Hanlon 1991) tornaram 
imprescindível a realização de reformas dentro do Estado e na administração 
pública nacional. 
 
 
Exercícios de AVALIAÇÃO 
GRUPO-1: Perguntas fechadas 
A Governabilidade se refere à capacidade política de governar, que 
deriva da relação de legitimidade do Estado e do seu governo com a 
sociedade. 
 
114 
 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
 
A legitimidade, nesse contexto, deve ser entendida como a aceitação 
do poder do Governo ou do Estado pela sociedade. Araújo (2002, p. 
6) 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
 
Araújo (2002, p. 6) comenta que: a fonte ou origem principal da 
governabilidade são: 
a) Os políticos constroem a cidadania, ou seja, “é a partir deles (e da 
sua capacidade de articulação em partidos, associações e demais 
instituições representativas) que surgem e se desenvolvem as 
condições citadas acima como imperativas para a governabilidade 
plena. 
b) Os cidadãos e a cidadania organizada, ou seja, “é a partir deles (e da 
sua capacidade de articulação em partidos, associações e demais 
instituições representativas) que surgem e se desenvolvem as 
condições citadas acima como imperativas para a governabilidade 
plena. 
c) Os administradores constroem a cidadania, ou seja, “é a partir deles 
(e da sua capacidade de articulação em partidos, associações e demais 
instituições representativas) que surgem e se desenvolvem as 
condições citadas acima como imperativas para a governabilidade 
plena. 
d) Nenhuma das alternativas está correctas. 
 
De acordo com PALUDO (2012, p. 135) a governança por sua vez, 
refere-se: 
a) A capacidade administrativa e financeira do Estado, ganhando 
aplicabilidade por parte dos agentes públicos que possibilitam a 
formulação e implementação das políticas públicas determinadas, 
dando vida às ações do Estado na 
 
115 
 
relação com a sociedade civil e o mercado; 
b) As condições do ambiente político em que se efetivam ou devem 
efetivar-se as ações da administração, à base de legitimidade dos 
governos, à credibilidade e imagem públicas da burocracia; 
c) Conjunto de atributos essenciais ao exercício do governo, sem os 
quais nenhumpoder pode ser exercido; 
d) Nenhuma das alternativas está correcta. 
 
O tema da reforma administrativa em Moçambique adquiriu 
centralidade crescente no debate sobre as condições para o 
enfrentamento dos problemas estruturais e das fragilidades 
institucionais da gestão pública, caracterizada por: 
a) Uma burocracia excessiva e inoperante, pouco flexível e dinâmica; 
b) A necessidade de ampliação da presença e representação do Estado 
ao nível das comunidades locais; 
c) Alternativas “a” e “b” estão correctas 
d) Nenhuma das alternativas está correctas. 
 
Resposta 
1 - A 
2 - A 
3 - B 
4 - A 
5 – C 
 
 
 
 
Exercícios de AVALIAÇÃO 
GRUPO-2 Marque a alternativa certa em cada questão abaixa descrita: 
existem três dimensões inerentes ao conceito de Governabilidade, 
nomeadamente: 
a) Capacidade do governo para identificar problemas críticos e 
formular políticas adequadas ao seu enfrentamento; 
 
116 
 
b) Capacidade governamental de mobilizar os meios e recursos 
necessários à execução dessas políticas, bem como a sua 
implementação; 
c) Capacidade liderança do Estado sem a qual as decisões tornam-se 
ineficientes; 
d) Todas as alternativas estão correctas. 
 
o sentido das mudanças efetuadas recentemente com a 
implementação da Estratégia Global de Reforma do Setor Público 
(EGRSP, 2001-11) pode ser encarado em duas vertentes importantes. 
Uma primeira que considera a aplicação de um conjunto de práticas e 
de princípios de gestão pública e a segunda que encara a reforma 
como um mecanismo para melhorar a satisfação dos interesses 
coletivos das comunidades 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
 
Resposta 
1 - D 
2 - A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
117 
 
 
 
 
 
 
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CIRESP (2001). Estratégia Global da Reforma do Sector Público. Maputo. 
Segundo a lei n˚09/2002 (lei que cria SISTAFEmas não aprende, cai em 
insegurança, depressão e desespero, por se achar injustamente 
incapaz! 
Não estude na última da hora; quando se trata de fazer alguma 
avaliação. Aprenda a ser estudante de facto (aquele que estuda 
sistematicamente), não estudar apenas para responder a questões 
de alguma avaliação, mas sim estude para a vida, sobretudo, 
estude pensando na sua utilidade como futuro profissional, na área 
em que está a se formar. 
Organize na sua agenda um horário onde define a que horas e que 
matérias deve estudar durante a semana; Face ao tempo livre que 
resta, deve decidir como o utilizar produtivamente, decidindo 
quanto tempo será dedicado ao estudo e a outras actividades. 
É importante identificar as ideias principais de um texto, pois será 
uma necessidade para o estudo das diversas matérias que 
compõem o curso: A colocação de notas nas margens pode ajudar 
a estruturar a matéria de modo que seja mais fácil identificar as 
partes que está a estudar e Pode escrever conclusões, exemplos, 
vantagens, definições, datas, nomes, pode também utilizar a 
margem para colocar comentários seus relacionados com o que 
está a ler; a melhor altura para sublinhar é imediatamente a seguir 
à compreensão do texto e não depois de uma primeira leitura; 
Utilizar o dicionário sempre que surja um conceito cujo significado 
não conhece ou não lhe é familiar; 
Precisa de apoio? 
Caro estudante, temos a certeza que por uma ou por outra razão, o 
material de estudos impresso, lhe pode suscitar algumas dúvidas 
 
6 
 
como falta de clareza, alguns erros de concordância, prováveis 
erros ortográficos, fraca visibilidade, páginas trocadas ou 
invertidas, etc). Nestes casos, contacte os serviços de atendimento 
e apoio ao estudante do seu Centro de Recursos (CR), via telefone, 
sms, correio electrónico, e, se tiver tempo, escreva mesmo uma 
carta participando a preocupação. 
Uma das atribuições dos Gestores dos CR e seus assistentes 
(Pedagógico e Administrativo), é a de monitorar e garantir a sua 
aprendizagem com qualidade e sucesso. Daí a relevância da 
comunicação no Ensino a Distância (EAD), onde o recurso as TIC se 
torna incontornável: entre estudantes, estudante – Tutor, 
estudante – CR, etc. 
As sessões presenciais são um momento em que você caro 
estudante, tem a oportunidade de interagir fisicamente com staff 
do seu CR, com tutores ou com parte da equipa central do ISCED 
indigetada para acompanhar as sua sessões presenciais. Neste 
período pode apresentar dúvidas, tratar assuntos de natureza 
pedagógica e/ou administrativa. 
O estudo em grupo, que está estimado para ocupar cerca de 30% 
do tempo de estudos a distância, é muita importância, na medida 
em que permite-lhe situar, em termos do grau de aprendizagem 
com relação aos outros colegas. Desta maneira ficara a saber se 
precisa de apoio ou precisa de apoiar aos colegas. Desenvolver 
hábito de debater assuntos relacionados com os conteúdos 
programáticos, constantes nos diferentes temas e unidade 
temática, no módulo. 
Tarefas (avaliação e auto-avaliação) 
O estudante deve realizar todas as tarefas (exercícios, actividades e 
auto−avaliação), contudo nem todas deverão ser entregues, mas é 
importante que sejam realizadas. As tarefas devem ser entregues 
duas semanas antes das sessões presenciais seguintes. 
Para cada tarefa serão estabelecidos prazos de entrega, e o não 
cumprimento dos prazos de entrega, implica a não classificação do 
estudante. Tenha sempre presente que a nota dos trabalhos de 
campo conta e é decisiva para ser admitido ao exame final da 
disciplina/módulo. 
Os trabalhos devem ser entregues ao Centro de Recursos (CR) e os 
mesmos devem ser dirigidos ao tutor/docente. 
Podem ser utilizadas diferentes fontes e materiais de pesquisa, 
contudo os mesmos devem ser devidamente referenciados, 
respeitando os direitos do autor. 
 
7 
 
O plágio1é uma violação do direito intelectual do(s) autor(es). Uma 
transcrição à letra de mais de 8 (oito) palavras do testo de um 
autor, sem o citar é considerada plágio. A honestidade, humildade 
científica e o respeito pelos direitos autorias devem caracterizar a 
realização dos trabalhos e seu autor (estudante do ISCED). 
Avaliação 
Muitos perguntam: Com é possível avaliar estudantes à distância, 
estando eles fisicamente separados e muito distantes do 
docente/tutor. Nós dissemos: Sim é muito possível, talvez seja uma 
avaliação mais fiável e consistente. 
Você será avaliado durante os estudos à distância que contam com 
um mínimo de 90% do total de tempo que precisa de estudar os 
conteúdos do seu módulo. Quando o tempo de contacto presencial 
conta com um máximo de 10%) do total de tempo do módulo. A 
avaliação do estudante consta detalhada do regulamentado de 
avaliação. 
Os trabalhos de campo por si realizados, durante estudos e 
aprendizagem no campo, pesam 25% e servem para a nota de 
frequência para ir aos exames. 
Os exames são realizados no final da cadeira disciplina ou modulo e 
decorrem durante as sessões presenciais. Os exames pesam no 
mínimo 75%, o que adicionado aos 25% da média de frequência, 
determinam a nota final com a qual o estudante conclui a cadeira. 
A nota de 10 (dez) valores é a nota mínima de conclusão da 
cadeira. 
Nesta cadeira o estudante deverá realizar pelo menos 3 (três) 
avaliações escrtitas na plataforma moodle e 1 (um) exame. 
Algumas actividades práticas, relatórios e reflexões nos fóruns e 
chats, serão utilizados como ferramentas de avaliação formativa. 
Durante a realização das avaliações, os estudantes devem ter em 
consideração a apresentação, a coerência textual, o grau de 
cientificidade, a forma de conclusão dos assuntos, as 
recomendações, a identificação das referências bibliográficas 
utilizadas, o respeito pelos direitos do autor, entre outros. 
Os objectivos e critérios de avaliação constam do Regulamento de 
Avaliação. 
 
1Plágio - copiar ou assinar parcial ou totalmente uma obra literária, propriedade 
intelectual de outras pessoas, sem prévia autorização. 
 
9 
 
TEMA – I: INTRODUÇÃO, CONCEITO DE REFORMA, SECTOR PÚBLICO 
UNIDADE Temática 1.1. Considerações gerais sobre a disciplina. (Conceito de 
Reforma, Sector Público) 
UNIDADE Temática 1.2. A evolução e o papel das reformas no Sector 
Público 
Introdução 
 
O mundo moderno vem sendo objecto de profundas e aceleradas 
transformações económicas, políticas e sociais que têm levado aos 
governos a adoptarem estratégias que possam responder as 
mudanças sociais, assim sendo, pretende-se na presente unidade 
temática elucidar ao estimado estudante sobre os conceitos de 
Reforma do Sector Público, nas suas diversas vertentes do campo do 
saber científico, e prático. 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 
Objectivos 
específicos 
 
 
• Enunciar as perspectivas dos conceitos de Reforma do Sector 
Público 
• Entender a função administração do Estado; 
• Identificar e explicar as funções do Estado. 
 
 
 
 
 
10 
 
UNIDADE Temática 1.2. Considerações gerais sobre a disciplina. (Conceito 
de Reforma, Sector Público) 
 
A Reforma, no sentido amplo, é entendida como mudanças (intra e 
inter-institucionais) realizadas com a finalidade de aumentar a 
capacidade de actuação das instituições SALOOJEE, et al (2010), define 
Sector Público como conjunto de instituições e agências directa e 
indirectamente financiadas pelo Estado, que têm como objectivo final 
a provisão de bens e serviços públicos. 
Em Moçambique este objectivo é prosseguido pelo Governo Central, 
Ministérios, Governos Provinciais, Direcções Provinciais, 
Administrações de Distrito, Direcções Distritais, Postos 
Administrativos, Autarquias, Empresas Públicas, Instituições e 
Agências do Estado (CIRESP, 2001:47). Para Amaral (2003), Reforma do 
Sector Público é entendida como conjunto de providências a serem 
tomadas para melhorar o funcionamento daAdministração Pública no 
sentido de coloca-la em maior coerência com os seus princípios e em 
maior eficiência nos seus fins. 
1.1.1. Funções do Estado. 
O Estado é uma comunidade política independente, organizada de 
forma permanente sobre um determinado território, criador exclusivo 
do Direito (só o Estado pode ser legislador), administração pública da 
imposição da lei e da ordem (só o Estado é polícia e juiz) e da 
promoção da defesa armada (só o Estado pode fazer a guerra e a paz), 
com vista à realização do bem-estar social dos seus cidadãos. 
 Estado como uma organização não existe em si ou por si: Existe para 
resolver os problemas da sociedade, quotidianamente; existe para 
garantir a segurança, fazer justiça, promover a comunicação entre os 
homens, dar-lhes a paz e bem-estar e progresso. É um poder de 
decisão no momento presente, de 
 
11 
 
escolher entre opções diversas, de praticar os actos pelos quais 
satisfazem pretensões generalizadas ou individualizadas das pessoas e 
dos grupos; 
O tal Serviço Geral do Estado é «Administração Pública». Função 
administrativa é uma das funções básicas do Estado (ou dos seus 
delegados). A função administrativa é activa, pois em regra é 
independente de provocação do cidadão para ser a função 
administrativa e activa, pois em regra é independente de provocação 
do cidadão para ser exercitada; é subordinada à lei, portanto, é uma 
actividade infra-legal; 
A função administrativa é actividade infra-legal, activa, hierarquizada, 
de realização do interesse público; a função administrativa é o modo 
ordinário de realização dos fins públicos do Estado, em termos 
concretos, mais próximo ao cidadão. 
Em termos práticos a função administrativa do Estado consiste no 
desenvolvimento de actividades de forma permanente e homogénea, 
para prossecução dos objectivos que lhe são constitucionalmente 
cometidos. 
É comum no seio dos especialistas em Administração Pública designar 
as actividades desenvolvidas pelo Estado no quadro da sua função 
administrativa de Funções do Estado. 
As Funções de carácter jurídico são as que estão ligadas a criação de 
Direito: 
Função constituinte, (por vezes chamada Poder 
Constituinte) - faculdade de criar regras de Direito que representam a 
própria definição suprema e a organização do Estado-Colectividade, 
ou seja, faculdade de criar a Constituição. 
Através do passar dos anos as relações de comando, ou seja, 
governantes e governados, ou de uma forma mais objectiva, os 
 
12 
 
controladores e os controlados, sofreram diversas modificações que 
influenciaram no surgimento da Teoria da Separação dos Poderes. 
O professor MAZULA, A. (1998), enaltece que, a ideia de conter o 
Poder do Estado através da divisão de funções, e dar competência a 
diferentes órgãos, foi desenvolvida por Montesquieu, Artitoles, e não 
se pode confundir função com objectivos estatais, as finalidades vão 
desde a natureza económica e militar até a cultural. As funções 
básicas na antiguidade eram: a consultiva, a administrativa e a 
judiciária. 
Com o passar dos anos foi havendo modificações que consolidaram os 
três poderes actuais: o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. 
1) O Legislativo: estabelece normas que regem a sociedade. Cabe a 
ele criar leis em cada uma das três esferas e fiscalizar e controlar os 
actos do Poder Executivo. O presidente da República também pode 
legislar, seu principal instrumento é a medida provisória. 
Esse Poder é exercido pela Assembleia da República, que actua 
através dos o Parlamento composto por Deputados, 
2) O Executivo; é responsável pela administração dos interesses 
públicos, sempre de acordo com nossa carta magna e as ordenações 
legais. O executivo é distribuído no âmbito nacional, regional e 
municipal. é exercido pelo Presidente da República, que é escolhido 
pelo povo, em eleições. 
3) O Judiciário, possui duas tarefas principais, a primeira é a de 
controle de constitucionalidade, ou seja, é a averiguação da 
compatibilidade das normas com a Constituição da República, pois só 
assim serão válidas. A segunda obrigação é justamente solucionar as 
controvérsias que podem surgir com a aplicação da lei. 
Para o professor Macuane, J. J. (2006), a divisão desses Poderes é 
crucial para a formação de uma 
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
 
13 
 
sociedade preocupada com as relações de comando, pois sem esse 
desligamento podem ocorrer situações de arbitrariedade. “Quando, 
na mesma pessoa ou no mesmo corpo de magistratura, o Poder 
legislativo é reunido com o Poder Executivo não existe liberdade (...) 
tão pouco existe liberdade se o poder de julgar não fosse separado do 
Executivo e do Legislativo (...) tudo estaria perdido se o mesmo 
homem (...) exercesse os três poderes.” Montesquieu conclui que “só 
o poder freia o poder”, no chamado “Sistema de Freios e 
Contrapesos”, por essa razão cada poder deve manter-se autónomo e 
constituído por pessoas e grupos diferentes. 
MACAMO, E. e NEUBERT, D. (2003.), Chama atenção de não se 
esquecer que o Poder do Estado é uno e indivisível. Cada um desses 
órgãos, no exercício de suas funções, exercem suas actividades de 
formas diferenciadas, o que não quer dizer que são independentes, 
mas também não são subordinados entre si, ou seja, existe a 
independência orgânica, eles devem trabalhar de forma harmónica, 
mas autónoma. O importante é destacar que cada um desses Poderes 
necessita de liberdade, dentro dos limites, para agir. 
Eles são, na realidade, controladores do Poder Público, que visam à 
protecção dos cidadãos, coíbem certos abusos dos agentes 
administrativos e buscam o aumento da eficiência do Estado, uma vez 
que cada órgão torna-se especialista em determinada função. 
Essa especialidade não separa os poderes absolutamente, pois todos 
legislam, administram e julgam. O pensamento de que os órgãos 
possuem somente uma função específica é errado, claro que a tarefa 
maior de cada um deles é directamente determinada, mas existem 
responsabilidades que se entrelaçam 
Os três Poderes são responsáveis pela implantação do Estado em si, 
uma vez que eles receberam finalidades específicas, que contribuíram 
para a formação de uma força coletiva organizada, pois estavam 
 
14 
 
designados a atender os anseios da sociedade. Tais órgãos fazem 
parte da função social jurídica do Estado, mas não pode esquecer-se 
das não jurídicas. Essas são separadas em técnicas e políticas. A 
primeira está relacionada com a prestação de serviços e a produção 
de bens. A segunda diz respeito ao interesse geral e a conservação da 
sociedade política. BRITO, L. et al. (2010). 
 
Ferlie, E. et al (1999), finaliza argumentado que para que possamos ter 
uma sociedade realmente organizada, tanto o poder político, quanto 
o judiciário devem caminhar lado a lado, pois os dois residem na 
busca pelo progresso social, que não está só relacionado ao bem-
estar de poucos, mas sim da evolução da colectividade através da 
correcta aplicação dos poderes inerentes do Estado. O objectivo 
principal deve ser a formação de uma sociedade equilibrada, em que 
os princípios constitucionais realmente são seguidos. 
UNIDADE Temática 1.2. A evolução e o papel das reformas no Sector Público 
 
As transformações das relações Estado-sociedade-economia 
impulsionadas pela globalização económica têm demandado uma 
reestruturação da organização política e económica dos países, com 
reflexos sobre o papel do Estado e consequentemente sobre o sector 
público. 
 
Reforma do Sector Publico 
A reforma do serviço público é uma parte cada vez mais importante na 
profissionalização da administração Pública.No entanto, essa reforma 
não gera, com frequência, melhorias sustentáveis no desempenho do 
governo. Repensar a maneira de actuação do da administração pública 
 
15 
 
poderia levar a intervenções mais amplas e mais adequadas às 
demandas e condições dos países. 
Ao reconhecer a importância da capacidade do governo de atingir os 
objectivos económicos e sociais, a administração pública investiu 
significativamente na reforma do funcionalismo nos últimos 20 anos. 
Poucos observadores duvidam da importância do desempenho da 
administração pública para a agenda de desenvolvimento, mas alguns 
questionam a eficácia dos programas anteriores quanto ao 
fortalecimento do serviço público nos países africanos. 
Função Pública 
Não se pode falar da função pública sem antes trazer o conceito de 
servidor público, servidor público, toda via o termo servidor público é 
polissémico - seus vários significados, por vezes contraditórios entre si, 
comportam aplicação a um mesmo tempo, e não tão ocasionalmente 
como se poderia esperar, para uma mesma situação fáctico - jurídica. 
Disto resulta favorecimento à insegurança jurídica; tratamento e 
sancionamento diversos para situações objectivamente idênticas e 
bens jurídicos lesados idem; e maior incompreensão sobre o servidor 
público já no seu início, ou seja, sobre quem deverá ser como tal 
considerado. Não é só. 
A polissemia conceitual, não raro contraditória, existente dentro da 
órbita da estrutura administrativa do Estado, pode contaminar as 
relações privadas que já começam a formar-se fora daquela estrutura, 
com o incentivo estatal, de acordo com políticas de descentralização 
administrativa que já estão a se desenvolver. Esta a preocupação que 
motivou a realização deste trabalho. Dados os limites desta exposição, 
serão feitas" pequenas incursões" nos âmbitos doutrinário, normativo 
e jurisprudencial, comparativamente e a título ilustrativo. 
SERVIDOR PÚBLICO - É todo aquele que, investido de qualquer cargo, 
 
16 
 
ofício ou função pública em o quadro dos funcionários públicos, é 
remunerado pelos cofres públicos. O mesmo que funcionário público. 
" Recusando esta identificação entre o pessoal da Administração 
Directa e da Administração Indirecta. 
 
Uma estratégia essencial ao se reformar o aparelho do Estado é 
reforçar o núcleo estratégico e fazer com que seja ocupado por 
servidores públicos altamente competentes. bem treinados e bem 
pagos; com servidores que entendam o ethos do serviço público como 
o dever de servir ao cidadão. Nessa área. a carreira e a estabilidade 
del'em ser asseguradas por lei. embora os termos "carreira" e 
"estabilidade" devam ser entendidos de modo mais flexível. se 
comparados com os seus correspondentes na tradicional 
administração burocrática. Nas atÍl'idades exclusivas. a administração 
del'e ser descentralizada; nos serviços não exclusivos. a administração 
deve ser mais que descentralizada - deve ser autônoma; a sociedade 
civil dil'idirâ, com o governo, as tarefas de cOlllrole." 
A evolução e o papel das reformas no Sector Público 
As transformações da relação Estado-sociedade-economia têm 
demandado uma reestruturação da organização política e económica 
dos países, com reflexos sobre o papel do Estado e, 
consequentemente, sobre o sector público. 
No mundo, nos anos 90, o processo de reforma do Estado baseia-se 
em um tríplice diagnóstico: uma crise profunda nas diversas vertentes 
das políticas públicas tendente ao desenvolvimento sócio económico. 
Uma exaustão das formas proteccionistas de intervenção na economia 
e uma administração pública considerada excessivamente burocrática 
e ineficiente. 
A construção da capacidade de Estado, assentada principalmente no 
 
17 
 
conceito de eficiência, é assumida como objectivo central da reforma 
do Estado no mundo e de seus aparelhos. 
A globalização, segundo SALOOJEE, et al (2010), é hoje em dia mais do 
que um conceito científico, é um fetiche. Isto é, a palavra é utilizada 
com frequência sem ser entendida no detalhe, significando muitas 
vezes o oposto, porém tendo um significado em comum: descreve 
algo como um poder oculto que agita o mundo, que determina nossa 
vida e que nos domina cada vez mais. 
Para autor acima, a globalização seria a decisiva estratégia do capital 
como solução à crise do fordismo, ou seja, a liberação radical do 
trânsito de mercadorias, serviços, dinheiro e capital deve ser a 
condição prévia da renovada racionalização sistemática do processo 
de trabalho na produção capitalista, e isto, por sua vez, está vinculado 
com a destruição do compromisso fordista de classes e de suas bases 
institucionais. 
O Estado nacional de competência representa, assim, uma nova forma 
histórica de Estado autoritário, onde a política democrática deve ser 
praticada essencialmente fora e independente do Estado e das 
instituições políticas estabelecidas na democracia liberal (SALOOJEE, et 
al (2010). 
 Dentro desta perspectiva, DENHARDT, R. e DENHARDT, J. (2003), 
considera que a fraqueza do Estado não foi o efeito secundário ou 
perverso da globalização da economia. Foi um processo político muito 
preciso destinado a constituir um outro Estado forte, cuja força 
estivesse mais finamente sincronizada com as exigências do 
capitalismo global. Não se trata, pois, da crise do Estado em geral, mas 
de um certo tipo de Estado. 
A força do Estado, que no período do reformismo constitui a 
capacidade de o Estado promover interdependências não-mercantis, 
passou a consistir na capacidade de o Estado submeter todas as 
 
18 
 
interdependências à lógica mercantil. Não se trata do regresso do 
princípio do mercado, mas de uma nova articulação, mais direta e 
mais íntima, entre o princípio do Estado e o princípio do mercado. 
Para Ferlie, E. et al (1999), a implicação mais evidente parece ser a da 
redefinição do papel do Estado e da reestruturação de seu aparelho. 
Na medida em que o Estado deixa de ser "o demiurgo do 
desenvolvimento nacional" e que são crescentes as demandas da 
sociedade e as necessidades de atendê-las, tanto o raio de acção 
quanto o conteúdo das políticas públicas tendem a se deslocar. Isso 
exige, por sua vez, a reestruturação do aparelho burocrático para 
tomar-se instrumental a ambas. 
Do Estado de tradição patrimonialista e intervencionista na economia 
será cada vez mais exigida sua conversão VALÁ, S. (2008), enaltece que 
as tensões geradas pelo descompasso entre os custos sócio-
econômicos dos ajustes e os benefícios por eles propugnados 
requerem um "forte grau de concentração de poder" no Executivo e 
uma exclusão dos sectores populares na formulação e implementação 
de políticas. 
Sumário 
De forma sucinta, estudamos e discutimos os o conceito de Reforma 
do Sector Publico, conceito de Função Pública e evolução e o papel das 
reformas no Sector Público, onde chegamos a conclusão de que não se 
pode abordar sobre a função pública sem antes trazer o conceito de 
servidor público, toda via o termo servidor público é polissémico, seus 
vários significados, por vezes contraditórios entre si, comportam 
aplicação a um mesmo tempo, e não tão ocasionalmente como se 
poderia esperar, para uma mesma situação fáctico-jurídica, por outro 
lado, vimos a capacidade de estado, assenta-se principalmente no 
conceito de eficiência, e é assumida como objectivo central da 
reforma do Estado no mundo e de seus aparelhos e que a força do 
estado no período do reformismo 
 
19 
 
constitui a capacidade de o Estado promover interdependências não-
mercantis e passou a consistir na capacidade de o Estado submeter 
todas as interdependências à lógica mercantil. 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
GRUPO-1: Perguntas Fechadas 
1. Estado como uma organização não existe em si ou por si: 
a) Existe para resolver os problemas da sociedade, quotidianamente; 
b) Existe para garantir a segurança, fazer justiça,promover a 
comunicação entre os homens; 
c) Dar-lhes a paz e bem-estar e progresso 
d) Todas as alternativas estão Correcta. 
 
 
2. O poder Legislativo, estabelece normas que regem a sociedade. 
cabe a ele criar leis em cada uma das três esferas nomeadamente: 
a) legislar, 
b) Fiscalizar; 
c) Controlar os actos do Poder Executivo 
d) Todas as alternativas estão Correcta. 
 
3. O Judiciário, possui duas tarefas principais nomeadamente: 
a) Controle de constitucionalidade e solucionar as controvérsias que 
podem surgir com a aplicação da lei; 
b) Controle de constitucionalidade e garantir a segurança, fazer 
justiça, promover a comunicação entre os homens; 
c) Solucionar as controvérsias que podem surgir com a aplicação da 
lei e. Fiscalizar e controlar os actos do Poder Executivo; 
 
20 
 
d) Todas as alternativas estão Correcta. 
 
 
 
4. MACAMO, E. e NEUBERT, D. (2003.), Chama atenção de não se 
esquecer que o Poder do Estado é uno e indivisível. Porquê? 
a) Cada um desses órgãos, no exercício de suas funções, não exercem 
suas actividades de formas diferenciadas, o que não quer dizer que 
não são independentes, mas também não são subordinados entre si; 
b) Cada um desses órgãos, no exercício de suas funções, exercem suas 
actividades de formas diferenciadas, o que não quer dizer que são 
independentes, mas também não são subordinados entre si; 
c) Cada um desses órgãos, no exercício de suas funções, exercem suas 
actividades de formas diferenciadas, o que não quer dizer que não 
são independentes, mas também são subordinados entre si; 
d) Cada um desses órgãos, no exercício de suas funções, exercem suas 
actividades de formas diferenciadas, o que não quer dizer que são 
independentes, mas também não são subordinados entre si. 
 
 
5. No mundo, nos anos 90, o processo de reforma do Estado baseia-
se em um tríplice diagnóstico nomeadamente: 
a) Na crise profunda nas diversas vertentes das políticas públicas 
tendente ao desenvolvimento sócio económico; 
b) Na exaustão das formas proteccionistas de intervenção na 
economia; 
c) Na administração pública considerada excessivamente burocrática e 
ineficiente. 
d) Todas as alternativas estão Correcta. 
 
 
21 
 
 
 
7. Dentro desta perspectiva, DENHARDT, R. e DENHARDT, J. (2003), 
considera que a fraqueza do Estado não foi o efeito secundário ou 
perverso da globalização da economia mas sim: 
 a) Foi um processo político muito preciso destinado a constituir um 
outro Estado forte, cuja força estivesse mais finamente sincronizada 
com as exigências do capitalismo global. 
. b) Foi um processo académico muito preciso destinado a constituir 
um outro Estado fragil, cuja fragilidade estivesse mais finamente 
sincronizada com as exigências do capitalismo local. 
c) Foi um processo económico muito preciso destinado a constituir um 
outro mundo, cuja força estivesse mais finamente sincronizada com as 
exigências do capitalismo local. 
d) Foi um processo financeiro muito preciso destinado a constituir um 
outro Estado forte, cuja força estivesse mais finamente sincronizada 
com as exigências do capitalismo local. 
 
8. SALOOJEE, et al (2010), define Sector Público como conjunto de 
instituições e agências directa e indirectamente financiadas pelo 
Estado, que têm como objectivo final a provisão de bens e serviços 
públicos. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
9. A função administrativa é actividade infra-legal, activa, 
hierarquizada, de realização do interesse privado. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
10. O Executivo; é responsável pela administração dos interesses 
 
22 
 
públicos, sempre de acordo com nossa carta magna e as ordenações 
legais. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
Respostas: 
1 - D 
 2 - D 
3 - D 
4 - D 
 5 - D 
 6 - D 
 7 - B 
8 - A 
9 - B 
 10 - A 
 
Exercícios de AVALIAÇÃO 
GRUPO-2 Marque a alternativa certa em cada questão abaixo descrita: 
1. SALOOJEE, et al (2010), entendem globalização como: 
a) O exercício que os governantes tem de agitar o mundo, que 
determina nossa vida e que nos domina cada vez mais; 
b) A capacidade que os políticos tem de agitar o mundo, que 
determina nossa vida e que nos domina cada vez mais; 
c) Um poder oculto que agita o mundo, que determina nossa vida e 
que nos domina cada vez mais; 
d) O poder que as organizações internacionais têm que agita o mundo, 
que determina nossa vida e que nos domina cada vez mais. 
 
2. Ferlie, E. et al (1999), argumenta que para que possamos ter uma 
sociedade realmente organizada, tanto o poder político, quanto o 
judiciário devem caminhar lado a lado, pois: 
a) Os dois residem na busca pelo progresso político; 
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
 
23 
 
b) Os dois residem na busca pelo progresso social; 
c) Os dois residem na busca pelo progresso regional, 
d) Os dois residem na busca pelo progresso administrativo. 
 
3. Os três Poderes são responsáveis pela implantação do Estado em 
si, uma vez que eles receberam finalidades específicas, que 
contribuíram para a formação de uma força coletiva organizada, 
pois estavam designados a atender os anseios da sociedade. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
4. SERVIDOR PÚBLICO - É todo aquele que, investido de qualquer 
cargo, ofício ou função pública em o quadro dos funcionários 
públicos, é remunerado pelos cofres públicos. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
5. Para o (SALOOJEE, et al (2010). O Estado nacional de competência 
representa, uma nova forma histórica de Estado autoritário, onde a 
política democrática deve ser praticada essencialmente fora e 
independente do Estado e das instituições políticas estabelecidas na 
democracia liberal 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
6. A força do Estado, que no período do reformismo constitui a 
capacidade de o Estado promover interdependências não-mercantis, 
passou a consistir na capacidade de o Estado submeter todas as 
interdependências à lógica mercantil. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
Resposta 
1 - C 
2 - B 
3 - A 
 
24 
 
4 - A 
5 - A 
6 - A 
TEMA – II: A GESTÃO DO PROCESSO DE REFORMA NO SECTOR PÚBLICO 
UNIDADE Temática 2.1. Descentralização em Moçambique 
UNIDADE Temática 2.2. O Sistema de Administração e Finanças do 
Estado (SISTAFE) 
Introdução 
 
A reforma do sector público em Moçambique foi destacada como uma 
estratégia crucial para a melhoria na provisão dos serviços públicos, 
em que a descentralização constituiria um mecanismo para que este 
objectivo fosse alcançado (CIRESP, 2001). Os resultados mostraram 
que, embora em pequena escala, os cidadãos passaram a ter um 
acesso fácil aos serviços públicos devido à descentralização e, mesmo 
assim, destacou-se que persistiam desafios institucionais e processuais 
(CEEI/ISRI, 2010). Este processo de descentralização, que passa 
necessariamente pela transferência de competências para os níveis 
inferiores e periféricos do Governo foi destacado, teoricamente, como 
uma condição necessária para que os Estados fortificassem a sua 
capacidade de resposta aos anseios da sua população. 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 
Objectivos 
específicos 
 
 
 
• Compreender a gestão do Processo de reforma no sector público 
• Descrever Sistema de Administração e Finanças do Estado 
(SISTAFE) 
 
25 
 
 
UNIDADE Temática 2.1. Descentralização em Moçambique 
 
As dinâmicas sociais e políticas que se vivem em Moçambique no 
âmbito das reformas políticas iniciadas na década de 1990, 
concretamente os processos de descentralização e desconcentração 
do Estado central, a partir de uma dimensão local de perspetiva 
bottom-up, procura igualmente analisar os mecanismos de 
accountability pública implantados como meios de participação 
popular nos processos decisórios dos governos locais, tendo particular 
atenção ao orçamento participativoe os conselhos consultivos locais. 
Nestes termos, das leituras das dimensões da descentralização e 
desconcentração que articulam os distintos poderes locais. Constata-
se porém, que em Moçambique coexistem no mesmo espaço-tempo, 
pressupostos e poderes políticos de origens e actuações diferentes e, 
por vezes, conflituantes na sua lógica da procura pela democracia 
local. Sendo assim, o processo de participação das comunidades locais 
na governação local, dilui-se nos conselhos consultivos locais e no 
orçamento participativo. 
O contexto no qual se desenrola o processo de democratização 
articulada das concepções do Estado (VALÁ, S. (2008).) deixa em 
aberto a possibilidade e a responsabilidade de criação de mecanismos 
e instituições nacionais e locais que possam garantir a 
operacionalização dos ideais do projecto democrático através do 
processo de delegação do poder legitimado pelo sufrágio universal 
que igualmente encarrega-se da deslocação do poder do centro para a 
periferia. 
 A descentralização em Moçambique emergiu num contexto de 
transição do regime socialista para a democracia multipartidária, ela 
estava ligada ao reforço da 
 
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democracia e um maior envolvimento de novos actores, como a 
sociedade civil em práticas de governação participativa, retirando o 
domínio do espaço público pelo Estado centralizador na provisão dos 
serviços públicos. 
 
Estado e o funcionamento dos órgãos do Estado a nível local 
obedecem aos princípios de descentralização e desconcentração, sem 
prejuízo da unidade de acção e dos poderes de direcção do Governo”. 
No caso da descentralização do Estado, o Governo central de 
Moçambique atribui aos órgãos locais (Vilas e Cidades) a autoridade 
para administrar o território sob a sua jurisdição. Entretanto, deve 
existir, de acordo com a lei , uma partilha de responsabilidades e 
autoridades entre o governo central e os órgãos locais de governação 
por forma a responder da melhor maneira às necessidades dos 
cidadãos e cidadãs. Apesar deste suporte legal, SOIRI, L. (1999), 
sublinha que a operacionalização da descentralização democrática 
depende, (no caso moçambicano), das iniciativas políticas nacionais e 
de projetos políticos externos. Sendo assim, a intensidade e 
aplicabilidade de projectos democráticos varia de país para país e 
depende das especificidades locais, cabendo ao Estado a definição dos 
limites dentro dos quais ocorrem as formas democráticas de 
participação política e de prestação de contas. Neste sentido, e para 
uma visão apropriada das diversas possibilidades de concretização da 
descentralização do Estado contemporâneo e da participação pública 
nos processos de tomada de decisão e governação local, importa que, 
segundo a proposta de Polidano, C. (2001), a descentralização deve ser 
vista e encarada em função das obrigações políticas e administrativas 
do Estado à dois níveis (descentralização e desconcentração). 
As políticas públicas são procedimentos diversos que expressam 
relações de poder ou seja, visam a influenciar o comportamento das 
 
27 
 
pessoas e se destinam a alcançar ou produzir uma solução pacífica de 
conflitos relacionados com as decisões públicas (RUA ANTÓNIO, 2009). 
Segundo GRISA (2010), esclarece que a análise de políticas públicas 
começou a receber o status de área do conhecimento e disciplina 
académica nos Estados Unidos da América (EUA), a partir da segunda 
metade do século XX, sob o rótulo de policy science. 
 
Segundo ALLISON (1960), as políticas públicas são os conjuntos de 
acções tomadas por políticos e administradores públicos, na tentativa 
de proporcionar a colectividade todos os seus direitos garantidos na 
constituição de 1988. São inúmeros os programas, que são 
correspondentes a esse conjunto de acções do governo, que buscam 
atender as necessidades de moradia, saúde, educação e segurança, 
por exemplo, da população em geral. 
 
A Administração Pública no mundo, em particular em Moçambique 
vem se transformando em função dos objectivos dos administradores 
e principalmente das necessidades apresentadas pelos administrados, 
que cada vez mais clamam pelos seus direitos e se conscientizam da 
importância que possuem no controle das acções públicas. Essa 
consciência de seus direitos impõe à Administração Pública a 
necessidade de profissionalização, primando pela qualidade e 
transparência na execução de suas acções. 
Descentralização 
Ao analisar as questões relacionadas com a descentralização importa 
clarificar os conceitos de centralização, desconcentração e 
descentralização, tendo em conta que todos se referem ao modo 
como é distribuído o poder entre a administração central e local, 
diferindo no grau e no modo de 
 
28 
 
concentração ou de distribuição dos poderes e responsabilidades. 
De modo muito breve, e segundo PECI, A. e tal (2008), o conceito de 
centralização “significa que a responsabilidade e o poder de decidir se 
concentram no estado ou no topo da administração pública cabendo 
às restantes estruturas da administração (…) apenas a função de 
executar as directivas e ordens emanadas do poder central” (p. 54). 
No que diz respeito à desconcentração, esta é uma modalidade 
atenuada da centralização, ou seja, as principais características da 
centralização mantêm-se mas algumas decisões são tomadas por 
agentes em posições intermédias ou numa posição inferior da 
hierarquia. No caso português, as Direcções Regionais de Educação 
(DRE`s) são um exemplo de uma instituição que resultou da 
desconcentração da administração da educação, sendo identificadas 
como serviços regionais do Ministério da Educação. 
 
Na descentralização as decisões são confiadas a agentes que não 
dependem do governo mas de órgãos colegiais que representam uma 
parte da população. De referir que têm sido apontadas várias 
modalidades de descentralização que assentam em critérios políticos, 
administrativos e científico-pedagógicos, assim, podemos falar de 
descentralização política, administrativa, territorial e funcional. 
Mazula (1998) distingue ainda três modalidades de descentralização: o 
federalismo, o liberalismo e o localismo; no caso desta última, o poder 
político e administrativo situa-se nos municípios ou entidades 
estruturadas a partir destes, tendo como fundamento a 
subsidiariedade, segundo a qual “é preferível que o que pode ser feito 
por uma entidade menor não seja feito por uma entidade maior”. 
A descentralização pode ser entendida como um processo planificado 
que tem por objectivo, produzir mudanças na geografia e na sociologia 
de um dado poder central, a favor de "níveis de poder" mais baixos da 
 
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administração do Estado, sem pôr em causa as forças políticas que a 
constituem e que controlam a distribuição da riqueza, dos recurso e 
do tal poder VALÁ, S. (2008), Entretanto, entende-se assim que esta 
perspectiva implica uma análise política e económica, na qual se 
estabelecem não somente as forças e os agentes, mas também os 
conflitos de interesses. Nestes termos, aprofundar as dimensões da 
descentralização remete-nos á uma reflexão sobre a relação entre o 
objecto a descentralizar, os atores envolvidos, o espaço-tempo e as 
várias agendas que entram em cena nos contextos políticos e sociais 
específicos. Isto é, como anteriormente referido, o processo de 
descentralização não somente é influenciado e condicionado por 
factores internos, mas também por toda uma conjuntura política e 
ideológica vigente, que desempenha um papel fundamental na 
estruturação das reformas políticas dos Estados. Assim, MAZULA, A. 
(1998), percepciona a descentralização como sendo um processo de 
criação de entidades autónomas distintas e paralelas ao Estado 
central. 
Vantagens e desvantagens da Descentralização 
Vantagens Desvantagens 
Procedimentos homogêneos Alta dependência da cúpula 
Facilidade de controle Menor competição entreunidades 
Eficiência na comunicação 
vertical 
Maior dificuldade em avaliar 
gerentes 
Melhor acesso à informação Desestimulo a criatividade 
 
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Menos redundância de tarefas Ineficiência no uso de recursos 
De uma estrutura descentralizada: 
Vantagens Desvantagens 
Maior autonomia para os 
gerentes 
Maior heterogeneidade das 
operações 
Facilidade de avaliar os gerentes 
Tendência ao desperdício e 
duplicação 
Competição positiva entre 
unidades 
Comunicação menos eficiente 
Criatividade na busca de 
soluções 
Dificuldade de localizar 
responsáveis 
Agilidade na tomada de decisões Dificuldade de controle e avaliação 
 
 
 
Desconcentração 
A desconcentração cuida-se de uma técnica de administração, 
destinada a desafogar o exercício da função administrativa, haja vista 
que, podendo uma determinada entidade pública exercer sua 
atividade por meio de um único órgão público, ou seja, 
 
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“concentradamente”, ela pode, para facilitar o desempenho dessa 
atividade, exercê-la por mais de um órgão, o que o faz 
“desconcentradamente”. Na desconcentração, reitere-se, há uma 
divisão interna de competências ou funções, no interior do próprio 
Estado ou das entidades de direito público que cria. 
A desconcentração - explica com propriedade Macuane, J. J. (2006), 
pode ocorrer tanto em razão da matéria ou do assunto (por exemplo, 
entre os Ministérios da Justiça, da Saúde, da Fazenda, da Educação), 
como em razão do grau de hierarquia (por exemplo, entre a 
Presidência da República e os Ministérios de Estado; a Directoria de 
Departamentos e a Diretoria de Divisões; Chefias de Secção e 
Encarregados de Sector). 
A actividade administrativa pode ser prestada de duas formas, uma é 
a centralizada, pela qual o serviço é prestado pela Administração 
Directa, e a outra é a descentralizada, em que a prestação é 
deslocada para outras Pessoas Jurídicas. 
Assim, descentralização consiste na Administração Directa deslocar, 
distribuir ou transferir a prestação do serviço para a Administração a 
Indirecta ou para o particular. Note-se que, a nova Pessoa Jurídica 
não ficará subordinada à Administração Directa, pois não há relação 
de hierarquia, mas esta manterá o controlo e fiscalização sobre o 
serviço descentralizado. 
Por outro lado, a desconcentração é a distribuição do serviço dentro 
da mesma Pessoa Jurídica, no mesmo núcleo, razão pela qual será 
uma transferência com hierarquia. 
 
 
 
UNIDADE Temática 2.2. O Sistema de Administração e Finanças do Estado (SISTAFE) 
 
32 
 
 
 
Introdução 
As reformas levadas a cabo através da Estratégia Global da Reforma 
do Sector Público, na área de Gestão de Finanças Públicas foram 
introduzidas a plataforma informática e-SISTAFE (Sistema Electrónica 
da Administração Financeira do Estado) com vista, entre outros, a 
melhoria dos processos de tramitação e pagamento de salários e 
outras despesas inerente ao funcionamento da administração pública. 
A EGRSP em si, se evidenciou como um ambicioso plano do governo 
para melhorar a administração pública e o ambiente das relações 
entre o Estado e o cidadão, o qual naturalmente mostrava-se de difícil 
alcance, países como Moçambique, demonstram na sua administração 
pública uma mistura entre o antigo modelo de administração 
burocrática e a nova gestão pública (NGP). Nessa simbiose, houve 
desafios como o da importação de políticas e indisponibilidade no 
governo de servidores públicos com a competência necessária para 
executar as responsabilidades muito críticas que as reformas 
pretendiam introduzir. Mesmo assim, a ideia central era tornar a 
máquina administrativa mais eficiente e dinâmica em função das 
demandas hodiernas. Assim, a EGRSP foi iniciada, incrementando a 
formação dos recursos humanos do setor público em todos os níveis, 
através das escolas do Estado especialmente criadas para esse fim, e, 
como avançou Macuane, J. J. (2006), o principal desafio do processo 
de reforma “referiu-se, sobretudo, à mudança da cultura, da atitude e 
do comportamento dos funcionários públicos perante o seu trabalho”. 
 Em paralelo, novos procedimentos tendentes a dinamizar a máquina 
administrativa foram introduzidos. Iniciou-se a partir de 2002, no 
âmbito da melhoria dos procedimentos administrativos, a reforma do 
Sistema de Administração Financeira do Estado, conhecida como 
reforma do SISTAFE, abrangendo todo o ciclo orçamentário desde a 
 
33 
 
sua elaboração até a execução final, incluindo todos os subsistemas 
que o compõe, nomeadamente: orçamento, tesouro público, 
contabilidade pública, patrimônio e controle interno (CEDSIF-a, S/D). 
Esta reforma visava, dentre outras metas, a institucionalização de um 
sistema de informação que permitisse maior dinâmica no processo de 
administração financeira e orçamentária, sendo nela prevista a 
implementação do subsistema de controle interno, que lidaria, 
especialmente, com processos de inspeção e auditoria interna do 
setor público. Por conta do Subsistema de Controle Interno (SCI) 
projetado para o SISTAFE virtual, conhecido como e-SISTAFE (CEDSIF-
b, S/D), acredita-se que as irregularidades inerentes aos processos 
operacionalizados pelos módulos de orçamento, contabilidade 
pública, patrimônio e tesouro sejam minoradas, uma vez que as 
entidades de controle interno no setor público poderão intervir, não 
apenas no final dos processos e de forma manual, mas também 
durante todos os processos e em tempo real, de acordo com o nível de 
intervenção de cada órgão de controle interno, garantindo melhorias 
em termos de monitorização. 
 
A implantação do SISTAFE em Moçambique. 
Segundo MENEGUIN (2013), Regulamento do SISTAFE no seu artigo 99 
define, o e SISTAFE como, único sistema informático que suporta o 
SISTAFE, e para atender todos os procedimentos estabelecidos no seu 
Regulamento e nos seus instrumentos complementares está dividido 
em módulos. Constituem módulos do e SISTAFE: 
❖ Módulo de Elaboração Orçamental, que apoia a elaboração da 
Proposta do Orçamento do Estado; 
❖ Módulo de Execução Orçamental, que apoia a execução do 
Orçamento do Estado; 
❖ Módulo de Gestão de Informações, que apoia a geração de 
 
34 
 
informações obtidas a partir dos demais Módulos do e 
SISTAFE, propiciando a acção do Controlo Interno e Externo e 
da administração pública; 
❖ Módulo de Gestão do Património do Estado, que apoia a 
administração do Património do Estado; 
❖ Módulo de Gestão de Salários e Pensões, que apoia a 
elaboração da folha de salários e pensões dos funcionários 
públicos e pensionistas; 
❖ Módulo de Gestão da Dívida Pública, que apoia a 
administração da Divida; 
❖ Módulo de Gestão da Rede de Cobrança que apoia a 
administração da Rede de Cobrança. 
 
“O QUE É O SISTAFE? É o Sistema de Administração Financeira do 
Estado” 
Entende-se por SISTAFE, como sendo uma política pública para as 
empresas públicas e o campo do conhecimento que busca, ao mesmo 
tempo, colocar o governo em acção ou analisar essa acção e, quando 
necessário, propor mudanças no rumo ou curso dessas acções. O 
conceito de políticas públicas não está isento de controvérsias que 
revelam visões de mundo diferenciadas e, em alguns casos, opostas. 
Objectivos da Reforma Melhorar a programação e execução, 
financeira harmonizar o sistema dos impostos indirectos e a pauta 
aduaneira com os países da região estabelecer circuitos de registos 
da contabilidade pública, para uma maior eficiência, eficácia e 
transparência. 
 
Objectivos do SISTAFE: 
Estabelecer e harmonizar regras e procedimentos de programação, 
 
35 
 
gestão, execução, controlo e avaliação dos recursos públicos; 
Desenvolver subsistemas que proporcionem informação oportuna e 
fiável sobre o comportamento orçamental e patrimonial dos órgãos e 
instituições do Estado; Estabelecer, implementar e manter um sistema 
contabilístico de controlo da execução orçamentale patrimonial, 
adequado às necessidades de registo, da organização da informação e 
da avaliação do desempenho das acções desenvolvidas no domínio da 
actividade financeira dos órgãos e instituições do Estado; Estabelecer, 
implementar e manter o sistema de controlo interno eficiente e 
eficaz e procedimentos de auditoria interna, internacionalmente 
aceites; Estabelecer, implementar e manter um sistema de 
procedimentos adequados a uma correcta, eficaz e eficiente 
condução económica das actividades resultantes dos programas, 
projectos e demais operações no âmbito da planificação programática 
delineada e dos objectivos pretendidos. 
 
 Vantagens do e-Sistafe 
E-SISTAFE é o sistema informático que suporta o SISTAFE, e atende a 
todos os procedimentos previstos no mesmo. 
E-SISTAFE garante cumprimento da Lei no processo de administração 
do Orçamento do Estado transparente Menos burocracia e papel 
Acesso mais rápido aos fundos do estado e gestão do Tesouro 
melhorado Aumenta produtividade, Apresenta informação 
atempada, precisa e adequada sobre a Execução Orçamental, 
Financeira e Patrimonial Incorpora “off-budgets” 
Estrutura Funcional Subsistemas do SISTAFE são as seguintes: 
• Subsistema do Orçamento do Estado - SOE 
• Subsistema do Tesouro Público – STP 
• Subsistema de Contabilidade Pública – SCP 
 
36 
 
• Subsistema do Património do Estado – SPE 
• Subsistema de Controlo Interno – SCI 
O Sistema de Administração Financeira vigente assenta em normas 
legais que remontam de mais de cem anos, sendo a destacar o 
Regulamento de Fazenda, de 1901, e o Regulamento de Contabilidade 
Pública, de 1881. 
A necessidade de reforma com vista a introduzir legislação e modelos 
de gestão mais adequados às necessidades actuais de administração 
do erário público, determinou a adopção e implementação pontuais 
de algumas medidas. 
Desde 1997 tem se vindo a desenvolver esforços de modernização nas 
áreas do Orçamento do Estado, impostos indirectos e alfândegas, 
entre outras. Estas Reformas procuravam melhorar o sistema de 
programação e execução orçamental, harmonizar o sistema dos 
impostos indirectos e a pauta aduaneira com os sistemas vigentes nos 
países da região em que Moçambique se insere, e, delinear circuitos 
de registo na área da contabilidade pública, visando torná-los mais 
eficientes, eficazes e transparentes. 
Com vista a estabelecer de forma global, abrangente e consistente os 
princípios básicos e normas gerais de um sistema integrado de 
administração financeira dos órgãos e instituições do Estado. 
 a Assembleia da República aprovou a Lei 9/2002, de 12 de Fevereiro, 
que cria o Sistema de Administração Financeira do Estado, doravante 
designado por SISTAFE. 
O SISTAFE foi criado pela Lei n.º 9/2002, de 12 de Fevereiro, tendo 
sido regulamentado pelo Decreto n.º 23/2004, de 20 de Agosto, onde 
estão contidas as principais normas de gestão orçamental, financeira, 
patrimonial, contabilística e de controlo interno do Estado. 
O SISTAFE estabelece e harmoniza regras e procedimentos de 
programação, gestão, execução e controle do erário público, de modo 
 
37 
 
a permitir o seu uso eficaz e eficiente, bem como produzir a 
informação de forma integrada e atempada, concernente à 
administração financeira dos órgãos e instituições do Estado. 
O SISTAFE aplica-se a todos os órgãos e instituições do Estado, tanto 
no regime geral (com autonomia administrativa) quanto excepcional 
(com autonomia administrativa e financeira). Aplica-se também às 
autarquias e às empresas do Estado, excepto no tocante à prestação 
de contas, por se reger por legislação específica. 
Segundo a lei n˚09/2002 (lei que cria SISTAFE, o SISTAFE, contribui 
para a economia de recursos, na medida em que a base de dados 
permite reduzir mão-de-obra na recolha, armazenamento, 
processamento e difusão de dados. Qualquer que seja a área de 
serviço da AP, os dados recolhidos em cada sistema de informação que 
interessa promover na AP são aqueles que contribuem para aumentar 
a eficiência dos processos, por um lado reduzindo custos, e por outro 
libertando tempo dos dirigentes e trabalhadores em geral, para que 
estes possam dedicar mais tempo a actividades produtivas que 
contribuam para melhorar o desempenho das organizações visa 
estabelecer, implementar e manter o sistema de controlo interno 
eficiente e eficaz e procedimentos de auditoria interna, 
internacionalmente aceites. Com a vinda desse sistema, tornou-se fácil 
desenvolver subsistemas que proporcionam informação oportuna e 
fiável sobre o comportamento orçamental e patrimonial dos órgãos e 
instituições estatais. 
 
 
Sumário 
De forma sucinta, aprendemos fundamentalmente sobre a 
descentralização em Moçambique e o Sistema de Administração e 
 
38 
 
Finanças do Estado (SISTAFE), onde ficou retido que descentralização 
em Moçambique emergiu num contexto de transição do regime 
socialista para a democracia multipartidária, ela estava ligada ao 
reforço da democracia e um maior envolvimento de novos actores, 
como a sociedade civil em práticas de governação participativa, 
retirando o domínio do espaço público pelo Estado centralizador na 
provisão dos serviços públicos, neste sentido a descentralização pode 
ser entendida como um processo planificado que tem por objectivo, 
produzir mudanças na geografia e na sociologia de um dado poder 
central, a favor de "níveis de poder" mais baixos da administração do 
Estado, sem pôr em causa as forças políticas que a constituem e que 
controlam a distribuição da riqueza, dos recurso e do tal poder 
Entende-se por SISTAFE, como sendo uma política pública para as 
empresas públicas e o campo do conhecimento que busca, ao mesmo 
tempo, colocar o governo em acção ou analisar essa acção e, quando 
necessário, propor mudanças no rumo ou curso dessas acções 
Objectivos da Reforma Melhorar a programação e execução, 
financeira harmonizar o sistema dos impostos indiretos e a pauta 
aduaneira com os países da região estabelecer circuitos de registos 
da contabilidade pública, para uma maior eficiência, eficácia e 
transparência, deste modo entende-se como principais objectivos do 
SISTAF, Estabelecer e harmonizar regras e procedimentos de 
programação, gestão, execução, controlo e avaliação dos recursos 
públicos; Desenvolver subsistemas que proporcionem informação 
oportuna e fiável sobre o comportamento orçamental e patrimonial 
dos órgãos e instituições do Estado; Estabelecer, implementar e 
manter um sistema contabilístico de controlo da execução orçamental 
e patrimonial, adequado às necessidades de registo, da organização da 
informação e da avaliação do desempenho das acções desenvolvidas 
no domínio da actividade financeira dos órgãos e instituições do 
Estado; Estabelecer, implementar e manter o sistema de controlo 
interno eficiente e eficaz e 
 
39 
 
procedimentos de auditoria interna, internacionalmente aceites; 
Estabelecer, implementar e manter um sistema de procedimentos 
adequados a uma correcta, eficaz e eficiente condução económica das 
actividades resultantes dos programas, projectos e demais operações 
no âmbito da planificação. 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
GRUPO-1: Perguntas fechadas 
1. Segundo a proposta de Polidano, C. (2001), a descentralização 
deve ser vista e encarada em função das obrigações políticas e 
administrativas do Estado à dois níveis (descentralização e 
desconcentração). 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
2. Mazula (1998) distingue ainda três modalidades de 
descentralização: o federalismo, o liberalismo e o localismo. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
 
3. Na descentralização as decisões são confiadas a agentes que não 
dependem do governo mas de órgãos colegiais que representam 
uma parte da população. 
a) Verdadeiro 
b) Falso 
 
4. De acordo com PECI, A. e tal (2008), o conceito de centralização 
“significa que a responsabilidade e

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