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6º MÓDULO – O ASSISTENTE SOCIAL NO AMBIENTE HOSPITALAR 
 
Nos hospitais, com frequência surgem circunstâncias sociais adversas que, em 
opinião de médicos e enfermeiras, justificam a intervenção do assistente social. 
 
Ao visitar o sites da Med Imagem, deparei-me com esta situação e acredito que 
vocês, entenderam o que comentaram. Não me interprete mal, em minha opinião, 
mais já que é aberto para todo Brasil. Sou assistente social, vou demonstrar o que é 
um assistente social em um hospital. 
A sociedade conta com um sistema de bem-estar cujo objetivo é satisfazer as 
necessidades educacionais, sanitárias e de serviços sociais dos cidadãos, sendo que o 
Serviço Social hospitalar faz parte de tal sistema. Conquanto o âmbito de ação seja o 
sanitário, para executar seu trabalho, deve-se contar com serviços sociais e vice-versa. 
No trabalho, encontra-se com diferentes circunstâncias que surgem a partir de 
problemas sanitários, mas não se deve esquecer que as internações hospitalares são 
temporárias, ainda que em ocasiões suas consequências sejam definitivas. É preciso 
ter em conta que a OMS, em sua definição de saúde, indica que é necessário entender 
o termo em seu sentido mais amplo, incluindo a saúde física, mental e social. 
Normalmente, a atuação do assistente social na instituição hospitalar depende 
da iniciativa de um profissional que esteja diretamente ligado ao atendimento ao 
paciente. Cabe destacar que em algumas ocasiões são os próprios pacientes ou seus 
familiares os que buscam o serviço do assistente social. 
 
 
 
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Depois de receber tal notificação, o profissional se reúne com o médico ou o 
enfermeiro correspondente e se solicita informação sobre quem é o paciente, qual é 
seu diagnóstico e seu prognóstico e quanto tempo deverá permanecer internado no 
hospital. Esses dados resultam imprescindíveis e marcarão o tempo que o assistente 
social possui para trabalhar com um paciente determinado, já que seu labor finaliza 
quando recebe a alta médica. Como se pode observar, o trabalho social hospitalar está 
muito vinculado à alta médica, já que esta marca o prazo em que se deve esgotar 
todos os trâmites e recursos possíveis. 
Nos hospitais, com frequência surgem "circunstâncias sociais adversas" que, em 
opinião de médicos e enfermeiras, justificam a intervenção do assistente social. Em 
cada caso, realizam-se uma valoração e um diagnóstico sociais baseados na análise das 
carências e as necessidades existentes, para depois passar à definição das ações que 
devem ser realizadas. 
Normalmente, depois deste processo se sabe que precisa um paciente 
determinado, que precisa sua família e daí se pode fazer a respeito. As circunstâncias 
que podem ser encontradas nos hospitais são muito variadas. Às vezes surgem 
situações novas como consequência de uma doença determinada. 
Nesses casos, a proposta é saber que fazer face ao futuro, como enfrentar a 
essa nova situação, com que meios e com que mediadores. 
Na maior parte das vezes, é preciso modificar o modelo de funcionamento 
anterior para adaptar-se às novas circunstâncias. Em outras ocasiões, no entanto, as 
circunstâncias não são novas: até então resultaram úteis e se adaptaram à vida do 
paciente, mas a falta de saúde acentua as carências preexistentes e se exige uma 
reorganização das mesmas. O trabalho dos assistentes sociais resulta imprescindível 
para levar adiante essa reorganização. Depois de realizar uma valoração e um 
diagnóstico social, remete-se o paciente a outros serviços e recursos. Atualmente, os 
recursos do sistema sanitário e dos serviços sociais podem dividir-se em três tipos: 
. De âmbito sanitário: hospitais, centros de estadias intermediárias e centros 
sanitários de primeiro nível. 
. Recursos dos serviços sociais: serviço de assistência a domicílio, estadias 
temporárias e residenciais. 
Portanto, o serviço social hospitalar tem muito a ver com a organização de tais 
recursos e resulta muito importante à hora de coordenar-se com o restante dos 
assistentes sociais. 
 
 
 
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Assim mesmo, este profissional deve ser um referente para pacientes e 
familiares durante os atendimentos hospitalares, já que a doença pode modificar a 
perspectiva e a capacidade de enfrentar as dificuldades por parte do doente e seus 
familiares. Por essa razão, a tarefa consiste em contribuir um enfoque ativador e 
objetivo tanto aos profissionais sanitários como aos pacientes e a suas famílias, sem 
esquecer o papel do assistente social como vínculo entre o âmbito sanitário e o social. 
Como indicado anteriormente, deve-se lembrar sempre que a situação das 
pessoas que enfrentam problemas de saúde não é habitual para elas nem para seus 
familiares. A notícia de que se sofre de uma doença costuma afetar a maioria das vezes 
aos indivíduos, que se encontram desprevenidos contra tal situação e costuma ter 
consequências em seu meio, em sua família, no trabalho, etc. 
Na prática hospitalar, infere-se que em muitos casos os doentes perdem de 
alguma maneira sua função na sociedade porque tanto a sociedade como o sistema 
sanitário os situam em outro nível e lhes adjudicam outro status: o de enfermos. 
Parece, portanto, que ser pessoa e ser enfermo não são coisas que se encontrem ao 
mesmo nível. Se o indivíduo é o eixo e o objetivo principal dos sistemas de bem-estar, 
quem trabalha neste âmbito deve aliar esforços para avançar tanto no setor sanitário 
como no social. 
Deve-se unir esforços para satisfazer as necessidades do indivíduo em seu 
conjunto e, ao mesmo tempo, fomentar a gestão eficaz que a sociedade está 
demandando. Para isso, é necessário elaborar políticas baseadas no consenso e gerar 
espaços comuns entre as diferentes instituições, sistemas e âmbitos. Tudo isso resulta 
imprescindível para dar uma resposta adequada aos desafios enfrentados atualmente 
e para oferecer o melhor sistema possível a quem hoje necessite. 
 
Enviada por J.C. - edição: A.N. - 03/12/2012 
Fonte: https://www.humanasaude.com.br/artigos/a-importancia-da-assistente-social-no-ambiente-
hospitalar,23289 
 
 
ASSISTENTE SOCIAL HUMANIZA O ATENDIMENTO AOS USUÁRIOS DO 
SUS 
 
Os usuários dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) têm direito a um 
atendimento completo e humanizado. Eles podem procurar assistência fora da cidade 
 
 
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onde moram, receberem vale-transporte para se deslocar até o local de atendimento e 
acesso a medicamentos para tratar doenças raras. E em casos de acidentes de trânsito, 
por exemplo, podem recorrer a seguros como o DPVAT, uma indenização para garantir 
o tratamento das lesões. 
Parte dos usuários desconhecem esses benefícios e que também contam com 
um profissional capaz de ajudá-los. É o assistente social, que atua nos setores de 
serviço social dos hospitais e unidades de saúde. Por meio de entrevistas, o 
especialista apura as condições socioeconômicas do paciente e seus familiares, a 
necessidade de terapias especializadas e de deslocamentos. “Com esses dados 
podemos orientar a equipe médica, que dependendo do caso, poderá indicar ou não 
um tratamento multidisciplinar”, afirma a assistente social Viviane Fonseca. Ela atua 
no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), hospital do Rio de Janeiro, 
vinculado ao Ministério da Saúde, e responsável pelo tratamento de doenças e 
traumas graves. 
As pessoas que procuram o Into geralmente têm dificuldades de locomoção. “A 
assistência é prestada aos pacientes e familiares/rede de apoio em âmbito 
ambulatorial e durante a internação. A Avaliação Social, realizada no primeiro 
atendimento ao usuário, é o instrumento usado para conhecer a situação de vida e 
trabalho do paciente e sua rede de apoio”, afirma Viviane. 
O assistente social também realiza um trabalho de relevância social: o pós-
atendimento de crianças, mulheres e mulheres vítimas de violência. Com o aval da 
equipe médica, o profissional cuida da notificaçãocompulsória. Essa é uma medida 
inicial para um atendimento de proteção às vítimas e de apoio a suas famílias. A partir 
da notificação, os órgãos de defesa de direitos são acionados e passam a ter 
conhecimento da violência e podem acionar os serviços e instituições de apoio. 
Dedicação integral - Um exemplo deste trabalho contínuo é a assistente social 
Ângela Queiroz, que há 30 anos acolhe e orienta os pacientes no Hospital Federal dos 
Servidores do Estado, hospital fluminense vinculado aoMinistério da Saúde. 
Contratada pela antiga Campanha Nacional do Câncer, Ângela passou a acompanhar os 
pacientes do Serviço de Medicina Nuclear, ainda na década de 1980. Com o término da 
campanha, a assistente social foi transferida para o Serviço de Doenças Infecto 
Parasitárias (DIP), setor em que deve atuar até a sua aposentadoria (prevista para este 
semestre). 
A trajetória de Ângela reflete as conquistas do Serviço Social na unidade. Ela 
implantou, no DIP, ações de humanização com os pacientes com HIV, em parceria com 
a colega Cláudia Lisboa. “Observamos que os pacientes tinham necessidades sociais, 
como exames mais rápidos e remédios, que em 1996 não eram oferecidos pelo 
 
 
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governo. Junto à equipe multiprofissional, pacientes e pessoas com vínculos externos 
conseguimos disponibilizar essas pendências por meio de pedidos judiciais”, explica. 
Em 1996, nasceu nas salas de espera do DIP um grupo para troca de 
experiências entre portadores do HIV. Com demandas espontâneas, o grupo foi 
crescendo e, em 1997, a equipe multidisciplinar fundou, no ambulatório do Serviço, o 
projeto “Viva a Vida”. O grupo tem o objetivo de orientar pacientes a manterem o 
tratamento e trocarem experiências de vida. 
Dezesseis anos depois, o grupo Viva a Vida oferta atendimento a pacientes de 
todas as faixas etárias. Profissionais e estagiárias estão juntas para fornecer uma 
assistência humanizada aos pacientes da unidade. Certa de sua contribuição para o 
crescimento da humanização hospitalar, a assistente se aposentará satisfeita com suas 
inúmeras conquistas. Toda a experiência tornou objetiva a visão de Ângela sobre sua 
profissão: “Os profissionais do Serviço Social existem para ouvir o paciente, entender 
suas necessidades e traduzir o seu sentimento para a equipe médica multidisciplinar”, 
finaliza Ângela. 
 
Fonte: Nicole Graniço e Pâmela Pinto / Ascom-HFSE 
Fonte: http://www.blog.saude.gov.br/servicos/32337-assistente-social-humaniza-o-atendimento-aos-
usuarios-do-sus 
 
 
HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL NA MATERNIDADE ESCOLA ASSIS 
CHATEAUBRIAND 
 
O Serviço Social dos Hospitais Universitários-UFC/EBSERH tem por missão 
desenvolver ações sócio-educativas em saúde, numa perspectiva interdisciplinar, 
visando o fortalecimento da cidadania e contribuindo para o ensino, pesquisa e 
assistência segura. 
A inserção do Serviço Social na Maternidade Escola Assis Chateaubriand-MEAC 
se deu em junho de 1985, quando o então Diretor da MEAC, Prof. Dr. Francisco da 
Chagas Oliveira, com a finalidade de criar o Setor de Serviço Social, convidou as 
assistentes sociais do Hospital Universitário Walter Cantídio-HUWC, Conceição 
Nogueira e Fernanda Porto, que deram início às primeiras ações do Serviço Social na 
MEAC. Nesse período, sob a chefia da Assistente Social Conceição Nogueira, foi 
contratada a primeira assistente social do Serviço, Ana Maria Figueiredo de Lima, que, 
 
 
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quando do retorno das assistentes sociais Conceição e Fernanda para o HUWC, 
assumiu a coordenação do serviço até o ano de 1987. 
Ainda em 1986, foram admitidas mais 05 (cinco) profissionais, o que veio a 
ampliar a atuação nos diversos setores da instituição, tais como unidades de 
internamento, emergência, plantão de sala e ambulatórios. Por volta do ano de 1988, 
com o advento da Reforma Sanitária e a institucionalização do SUS, os serviços passam 
a dar respostas a essa nova configuração de gestão e de assistência na prestação dos 
serviços em saúde. Nessa perspectiva, ainda na gestão do Dr. Chagas Oliveira, as ações 
do Serviço Social foram ampliadas, sendo então, criado o plantão noturno, o qual 
concentrava a maioria dos atendimentos no Serviço de Emergência. 
Em 1998, na gestão do Dr. Francisco Manuelito de Almeida, devido a uma 
política de redução de pessoal, o serviço sofreu uma perda significativa no número de 
profissionais, sendo então, desativado o plantão noturno, passando o serviço a contar 
com apenas com 11(onze) assistentes sociais. 
Mesmo com o reduzido número de profissionais, o Serviço Social, ao longo 
desses anos, esteve inserido nos diversos serviços oferecidos pela instituição, 
compondo comitês, comissões e colegiados institucionais, bem como fomentando 
espaços de formação profissional através do Estágio Supervisionado e Residência 
Multiprofissional. 
A partir de 2003, na gestão da Profa. Dra. Zenilda Vieira Bruno deu-se um 
fortalecimento na atuação do Serviço Social na instituição, quando foi reativado o 
Serviço de Adolescente, sendo reinserida a assistente social no referido serviço. Nesse 
período, foi criado o primeiro Grupo de Trabalho em Humanização(GTH) formado por 
assistentes sociais, psicólogas, socióloga, fisioterapeutas, terapeuta ocupacional e 
nutricionistas, para implantação das primeiras ações da Política Nacional de 
Humanização na MEAC. Em 2010, com o apoio institucional do Ministério da Saúde-
MS, foi iniciado o Programa de Qualificação das Maternidades-PQM, fase que 
antecedeu a implantação das ações do Programa Rede Cegonha. 
Em 2011, na gestão do Dr. Carlos Augusto de Alencar Júnior, observa-se a 
ampliação das ações do Programa Rede Cegonha, onde se registra uma forte atuação 
do Serviço Social nesse processo. Nesse mesmo período, ocorreu a fusão da MEAC 
com o HUWC, ficando a assistente social Cristina Ferreira na coordenação com a 
responsabilidade de administrar os dois setores de Serviço Social dos dois hospitais. 
 
Em 2014, a partir do Gerenciamento dos Hospitais Universitários pela Empresa 
Brasileira de Serviços Hospitalares – EBSERH, ocorre um novo reordenamento 
 
 
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institucional, onde cada setor de Serviço Social passa a contar com sua coordenação. E, 
através de concurso, o serviço começa a ter seus quadros ampliados com o ingresso de 
novos profissionais. 
Com a EBSERH, instala-se uma nova forma de trabalho e de organograma, onde 
a assistência passa a ser prestada através de linhas de cuidado. Por conseguinte, o 
Serviço Social dos HUs compõe a Unidade de Atenção Psicossocial, juntamente com os 
serviços de Psicologia e Psiquiatria. Atualmente, o Serviço Social da MEAC tem 
assistente social Ana Karla Batista Bezerra Zanella, como Responsável Técnica, 
enquanto que a assistente social Tereza Cristina Alves Ferreira responde pela Unidade 
de Atenção Psicossocial/MEAC. 
Ao longo desses 30 anos, o Serviço Social teve como coordenadoras as 
assistentes sociais Ana Maria Figueiredo de Lima, Katharina Stela Paula Santos, Julieta 
Vila Nova Maia, Rivânia Rúbia Leitão Medeiros, Ezilma Lucas de Moraes Nunes, Tereza 
Cristina Alves Ferreira e Ana Karla Batista Bezerra Zanella(atual). 
O Serviço Social Brasileiro, ao longo de sua trajetória, supera o viés tradicional 
de cunho tecnicista, avançando a partir da década de 1970 na construção do seu 
Projeto Ético-político, chegando na década de 1990 com um estatuto profissional e 
intelectual comprometido com a construção de um país democrático e socialmente 
justo. 
Nessa perspectiva, o Serviço Social da MEAC redefine e aprimora seus 
processos de trabalho nas dimensões teórico-metodológica, técnico-operativo e ético-
político, em consonância com as demandas institucionais, mas, sobretudo, voltado 
para a consolidação do acesso e da ampliação de políticas públicas que, efetivamente, 
garantam os direitos de cidadania da população usuária. 
 
Por Teresa Cristina Alves Ferreira - Assistente Social da MaternidadeEscola Assis Chateaubriand e Chefe 
da Unidade de Atenção Psicossocial/MEAC 
Fonte: http://cress-ce.org.br/noticias/historia-do-servico-social-na-maternidade-escola-assis-
chateaubriand/

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