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HISTÓRIA DA LOUCURA
 Em 1852, foi inaugurado o Hospital Psiquiátrico Pedro II, vinculado à Santa Casa de Misericórdia, com o objetivo de isolar os alienados, enfermos e criminosos.
 
Durante a época de proclamação da república o Hospital Psiquiátrico Pedro II se desvinculou da Santa Casa de Misericórdia e passou a ter maior ênfase na ciência e na medicina. O hospital passou a se chamar Hospício Nacional de Alienados.
 
Os pacientes sofriam maus-tratos, abandono, superlotação e alta taxa de mortalidade.
 
No final da década de 1970, surgiram as primeiras ações para Reforma Psiquiátrica no Brasil, lideradas pelo Movimento dos Trabalhadores de Saúde Mental. A Reforma Psiquiátrica Brasileira se baseia na ideia de desinstitucionalização, que visa desconstruir o modelo manicomial de tratamento e transformar as relações de poder, tornando os pacientes sujeitos ativos em seu próprio cuidado.
 
 Em vez de manter os pacientes em instituições isoladas, a desinstitucionalização busca reintegrá-los na sociedade, proporcionando-lhes suporte e tratamento em ambientes mais próximos de suas comunidades locais.
 
TRATAMENTOS:
 
· Eletrochoque
· Psicocirurgia - lobotomia, remoção de partes do cérebro, especialmente o córtex pré-frontal.
· Choque hipoglicêmico - aplicação de insulina
· Malaroterapia
 
REFORMA PSIQUIÁTRICA
 LEI N° 10.216, DE 6 DE ABRIL DE 2001 - Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.
 
 REGULAMENTAÇÕES DO CAPS
 
PORTARIA Nº 336, DE 19 DE FEVEREIRO DE 2002 - estabelece diretrizes para a organização da assistência integral a indivíduos com transtornos mentais no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
 
PORTARIA Nº 3.088, DE 23 DE DEZEMBRO DE 2011 - Institui a Rede de Atenção Psicossocial, cuja finalidade é a criação, ampliação e articulação de pontos de atenção para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
 Atenção Básica em Saúde:
 
· Unidade Básica de Saúde -> núcleo de apoio à saúde da família | profissionais generalistas x profissionais especializados
· Equipes de Atenção Básica para populações em situações específicas - consultórios na rua e equipe de apoio aos serviços do componente Atenção Residencial de Caráter Transitório
· Centro de convivência
 
· Atenção Psicossocial Especializada: escolha própria ou por meio de encaminhamento
 
· CAPS I - > 15 mil habitantes
· CAPS II - > 70 mil habitantes
· CAPS III - > 150 mil habitantes - funcionamento 24h
· CAPS AD - > 70 mil habitantes
· CAPS AD III - > 150 mil habitantes
· CAPS i - > 70 mil habitantes
 
· Atenção de Urgência e Emergência:
 
· Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU)
· Sala de estabilização
· UPA 24h
· Atenção Residencial de Caráter Transitório:
 
· UA adulto - maiores de 18
· UA infanto-juvenil - 12 a 18 anos
· Comunidades terapêuticas - oferecem acolhimento para pessoas com transtornos relacionados ao uso de substâncias psicoativas, visando sua recuperação e reintegração social
 
[As Unidades de Acolhimento fornecem acolhimento e proteção temporária para indivíduos e famílias que estão afastados de seus núcleos familiares e/ou comunidade devido a situações de abandono, ameaça ou violação de direitos, até que possam retornar à família ou alcançar sua autonomia]
 
· Atenção Hospitalar:
 
· Leitos de psiquiatria em Hospital Geral
· Enfermaria especializada em Hospital geral
· Serviço hospitalar de referência
 
[Situações de crise, abstinências e intoxicações severas -> internações de curta duração até a estabilização clínica -> encaminhamento para cuidados contínuos -> PTS]
· Estratégias de Desinstitucionalização: pessoas egressas de internações psiquiátricas de longa permanência em hospitais psiquiátricos e de custódia.
 
· Serviço Residencial Terapêutico (SRT) - moradias para pessoas com transtornos mentais graves
· Programa de Volta para Casa (PVC) - o principal objetivo do benefício é promover a autonomia, auxiliar na construção de projetos de vida e ampliar a participação social e cidadania dos beneficiários.
 
· Reabilitação Psicossocial:
 
· Cooperativas Sociais
· Empreendimentos Solidários e Iniciativas de Trabalho e Renda
 
Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) - vinculado à unidade básica de saúde é constituído por profissionais de saúde de diferentes áreas de conhecimento, com o objetivo de aumentar a resolutividade e capacidade de resposta das equipes de saúde da família aos problemas da população.
Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) - trata-se da unidade pública responsável por prestar serviços socioassistenciais básicos às famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade social. Atua na prevenção e na promoção do bem-estar de famílias em situação de vulnerabilidade.
· Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF);
· Convivência e Fortalecimento de Vínculos;
· Proteção Social Básica no domicílio para pessoas com deficiência e idosas.
Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) - desempenha um papel fundamental no atendimento especializado para casos que envolvem famílias e indivíduos em situação de violência ou que tenham seus direitos violados. Lida com situações mais complexas, oferecendo assistência especializada a pessoas e famílias que já enfrentam situações de risco social mais intensas, como vítimas de violência física, psíquica e sexual, negligência, abandono, ameaça, maus tratos e discriminações sociais.
· Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI);
· Serviço Especializado em Abordagem Social;
· Proteção Social a Adolescentes em Cumprimento de Medida Socioeducativa de Liberdade Assistida (LA), e de Prestação de Serviços à Comunidade (PSC);
· Proteção Social Especial para Pessoas com Deficiência, Idosas e suas Famílias;
· Serviço Especializado para Pessoas em Situação de Rua.
PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR (PTS) - elaborado de forma colaborativa pela equipe de saúde, pelo usuário e pela família, e é coordenado pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou pela Atenção Básica.
 
ESTRATÉGIA DE REDUÇÃO DE DANOS - é um conjunto de estratégias que visa minimizar os danos causados pelo uso de diferentes drogas, sem necessariamente ter de se abster do seu uso.
FAMÍLIA E SAÚDE MENTAL
 A família é entendida como um grupo de pessoas unido por um laço afetivo.
	TIPOS DE FAMÍLIA
	CARACTERÍSTICAS
	MEMBROS
	EXEMPLOS
	Tradicional nuclear
	Tipo mais comum de família formado pelos pais e seus filhos.
	· Pai(s)
· Mãe(s)
· Filho(s)
	Formação básica da família composta por pai, mãe e filhos.
	Matrimonial
	A família matrimonial é legitimada pelo casamento civil.
	
	· Pai(s)
· Mãe(s)
· Filho(s)
	Famílias em que os responsáveis são casados legalmente (casamento civil).
	Informal
	A legitimidade se dá pela convivência, sem que a união do casal tenha sido oficializada.	
	· Pai(s)
· Mãe(s)
· Filho(s)
	Famílias em que os pais possuem uma união estável, não oficializada.
	Monoparental
	Composta por apenas um dos responsáveis, pai ou mãe.	
	· Mãe ou pai
· Filhos
	Famílias em que a responsabilidade com os filhos é de apenas um dos pais.
	Anaparental
	Composta sem a presença de nenhum dos pais.	
	· Filhos
	Famílias sem a presença dos pais, como no caso de irmãos em que os mais velhos cuidam dos mais novos.
	Reconstituída
	Composta pela união de um casal com filho(s) de uma união anterior.
	· Mãe ou pai
· Madrasta ou padrasto
· Filhos
	Famílias onde pelo menos um dos cônjuges possui filho(s) de uma união anterior.
	Unipessoal
	Composta por apenas uma pessoa.
	· Uma única pessoa
	É o caso de pessoas viúvas ou solteiras que vivem sozinhas em uma casa.
	Eudemonista
	União afetiva entre pessoas tendo como princípio a busca pela felicidade.	
	· Múltiplas pessoas
	Famílias poliamorosas, onde adultos compartilham o afeto e o cuidado das crianças entre si.
 
FUNCIONAMENTO DA FAMÍLIA
 
Comunicação– processo importante para o relacionamento familiar, podendo ser verbal e não-verbal. Devem ser claras, diretas e congruentes entre o transmissor e receptor. São componentes que interferem na comunicação: suposições, não valorização dos sentimentos, não ouvir ou ouvir seletivamente, comunicar-se indiretamente e apresentar comunicação de duplo vínculo.
 
Reforço no conceito de si – reforçar e fortalecer o conceito de si mesmo é um resultado positivo pois valoriza o sujeito e lapida sua autoestima. São comportamentos que interferem no reforço de si: expressar observações de menosprezo, suprimir mensagens de apoio e assumir o controle.
 
GENOGRAMA OU FAMILIOGRAMA
 
 
 
 
ENTREVISTA E SEMIOLOGIA PSIQUIÁTRICA
APRESENTAÇÃO: Corresponde à descrição física do paciente, a forma como ele se apresenta na consulta. Deve-se descrever com detalhes a roupa, presença ou não de adornos, cabelos, higiene e autocuidado do paciente.
PSICOMOTRICIDADE: Integração das funções motrizes e mentais sob o efeito da educação e do desenvolvimento do sistema nervoso.
· Velocidade e intensidade - mobilidade geral na marcha, quando sentado e na gesticulação;
· Agitação ou retardo, respectivamente hiperatividade e hipoatividade;
· Ecopraxia - imitação patológica de movimentos de outra pessoa;
· Catatonia - alterações motoras em distúrbios não orgânicos;
· Estereotipia - padrão receptivo fixo de ação física ou fala;
· Maneirismos - movimentos involuntários estereotipados;
· Automatismo - comportamentos despropositados e repetidos;
· Agitação psicomotora - atividade motora excessiva, geralmente improdutiva e decorrente de tensões internas;
· Negativismo - resistência imotivada a todas as tentativas de movimentação ou a todas as instruções dadas.
· Compulsão - impulso incontrolável para realizar um ato;
· Tiques - movimentos involuntários e espasmódicos, atos coordenados, repetitivos, resultante de contrações súbitas, breves e intermitentes.
CONSCIÊNCIA: estado de lucidez em que a pessoa se encontra. Inclui o reconhecimento da realidade externa ou de si mesmo em determinado momento e a capacidade de responder a estímulos.
· Vigil - apresenta abertura ocular espontânea, estado alerta e responsivo;
· Sonolência - lentificação dos processos ideacionais, com predisposição para dormir, na ausência de estimulação;
· Obnubilação - diminuição do nível de vigília, acompanhado de dificuldade em focalizar a atenção e manter um pensamento ou comportamento objetivo;
· Torpor - está dormindo, exceto quando estimulado;
· Coma - não responde à estimulação em diferentes graus;
· Delirium - quadro agudo caracterizado por diminuição do nível de vigília, acompanhado de alterações cognitivas ou perceptuais.
ATENÇÃO: capacidade para centrar-se em uma atividade.
· Vigilância - compreende a manutenção de um foco de atenção para estímulos externos;
· Hipovigilante;
· Hipervigilante;
· Tenacidade - capacidade de manter-se em uma tarefa específica;
· Hipotenaz;
· Hipertenaz;
· Concentração - capacidade de manter a atenção voluntária, em processos internos de pensamento ou em alguma atividade mental;
· Distração - incapacidade de concentrar a atenção.
Exemplo (TDAH): paciente hipotenaz e hipervigil.
ORIENTAÇÃO: avaliar se o paciente consegue reconhecer dados da realidade e de si mesmo.
· Orientação autopsíquica - em relação à própria pessoa: perguntar a respeito de seus dados pessoais e investigar se reconhece familiares;
· Orientação alopsíquica - orientação quanto ao tempo e espaço: perguntar o dia, mês e o ano e onde está, em que cidade.
MEMÓRIA: capacidade de armazenar informações e recuperá-las.
· Memória imediata - que cobre os últimos 5 minutos;
· Memória recente - engloba os últimos dias e horas;
· Memória remota - ocorrido em meses ou anos;
· Amnésia - incapacidade de recordar experiências passadas.
INTELIGÊNCIA: conjunto de habilidades cognitivas resultante dos diferentes processos intelectivos. Inclui raciocínio, planejamento, resolução de problemas, pensamento abstrato, compreensão de ideias complexas, aprendizagem rápida e aprendizagem a partir da experiência.
· Raciocínio lógico - refere-se a um complexo processo de estruturação que permite ao indivíduo chegar a uma determinada conclusão ou resolver um determinado problema, seguindo uma interpretação lógica por meio de proposições;
· Capacidade de fazer contas;
· Dificuldades em estudar;
· Capacidade de abstração - capacidade de formular conceitos e ideias, compará-los, relacioná-los.
· Capacidade de generalização - perguntar sobre grupos de coisas, animais.
· Juízo crítico - capacidade de perceber e avaliar adequadamente a realidade externa e separá-la dos aspectos do mundo interno ou subjetivo.
PENSAMENTO: conjunto de funções integrativas capazes de associar conhecimentos novos e antigos, integrar estímulos externos e internos, analisar, abstrair, julgar, concluir, sintetizar e criar.
· Forma - relação e nexo das ideias entre si.
· Coerência: construção das frases em relação à sintaxe;
· Logicidade: pensamento fundado na realidade;
· Circunstancialidade: o objetivo final de uma determinada fala é longamente adiado, pela incorporação de detalhes irrelevantes;
· Tangencialidade: o objetivo nunca é alcançado, ou não é claramente definido, embora o usuário fique sempre próximo ao que seria sua meta;
· Fuga de ideias: associações tênues ou livres.
· Fluxo - velocidade com que as ideias passam pelo pensamento.
· Acelerado (taquipsiquia); 
· Lentificado (bradipsiquia); 
· Adequado; 
· Bloqueado.
· Conteúdo - conceitos emitidos pelo usuário e sua relação com a realidade;
· Tema predominante:
· Ansiosos - preocupações exageradas consigo mesmo, com os outros ou com o futuro;
· Depressivos - desamparo, desesperança, ideação suicida, entre outros;
· Fóbico - medo exagerado ou patológico diante de algum tipo de estímulo ou situação. 
· Obsessivos - pensamentos recorrentes, invasivos e sem sentido, que a pessoa reconhece como produtos de sua própria mente e tenta afastá-los da consciência.
· Logicidade do pensamento:
· Delírios - falsas crenças, não são compartilhadas por outros membros do grupo sócio-cultural do usuário e das quais não pode ser dissuadido, através de argumentação contrária, lógica e irrefutável.
· Primários: inserção de pensamento e irradiação de pensamento;
· Secundários: derivados de uma alucinação, associados à depressão ou mania;
· Sistematizados e não sistematizados;
· Referência, persecutórios, grandiosidade, somáticos, culpa, ciúmes, controle.
LINGUAGEM: modo de se comunicar. Envolve linguagem verbal, gestos, olhar, expressão facial e escrita.
· Quantidade - pode demonstrar um indivíduo em mutismo, monossilábico, prolixo (o usuário fala muito, porém ainda dentro dos limites de uma conversação normal), não espontâneo, entre outros;
· Velocidade - pode ser rápida, lenta, hesitante, o indivíduo pode demonstrar latência para iniciar respostas;
· Qualidade - conteúdo do discurso pobre ou elaborado, alterações na articulação das palavras, como:
· Neologismo - criação de novas palavras; 
· Ecolalia - repetição da última ou das últimas palavras dirigidas ao usuário;
· Volume - alto ou baixo.
SENSOPERCEPÇÃO: capacidade de perceber e interpretar os estímulos que se apresentam aos órgãos dos cinco sentidos.
· Despersonalização - refere-se à sensação de estranheza, como se seu corpo, ou partes dele não lhe pertencessem, ou fossem irreais;
· Desrealização - o ambiente ao redor parece estranho e irreal, como se “as pessoas ao seu redor estivessem desempenhando papéis”;
· Ilusão - ocorrem quando os estímulos sensoriais reais são confundidos ou interpretados erroneamente;
· Alucinação - ocorre quando há percepção sensorial na ausência de estímulo externo.
HUMOR: estado emocional de longa duração, interno, que não depende de estímulos externos e que o usuário percebe em si mesmo. É a tonalidade de sentimento predominante. Pode influenciar a percepção de si e do mundo ao seu redor.
· Mania;
· Hipomania;
· Eutimia - variação normal do humor;
· Hipotimia - triste ou deprimido;
· Lábil- oscilação do humor;
· Exaltado - mais animado que o habitual;
· Euforia - morbidamente exagerada e desproporcional às circunstâncias;
· Anedonia - perda do interesse e retraimento de todas as atividades regulares e prazerosas;
· Alexitimia - incapacidade ou dificuldade para descrever ou conscientizar-se das próprias emoções.
Exemplos: pacientes com TAB podem apresentar mania ou hipomania, enquanto um paciente depressivo geralmente se apresenta hipotímico.
AFETO: experiência imediata e subjetiva das emoções sentidas em relação à situação. Inclui a manifestação externa da resposta emocional do paciente a eventos. Avalia-se o afeto pela expressão facial, gestos, tonalidade afetiva da voz, conteúdo do discurso e psicomotricidade, choro fácil, risos imotivados, entre outros.
· Qualidade do afeto - tristeza, culpa, alegria, vergonha, etc;
· Modulação do afeto - é a variação do afeto e pode adequar-se ou não à situação existencial;
· Hipomodulação;
· Hipermodulação;
· Embotamento - redução grave na intensidade do tom sentimental externo;
· Rigidez.
· Tonalidade afetiva - avalia-se a tonalidade emocional predominante durante a entrevista, observando-se a presença e a intensidade de manifestações;
· Hipotimia - sintomas depressivos;
· Hipertimia - euforia; 
· Disforia - tonalidade afetiva desagradável, mal-humorada.
· Equivalentes orgânicos - devem ser avaliadas as alterações do apetite, peso, sono e libido
.Exemplo: imagine um paciente dramático, que vive intensamente suas emoções e as demonstra com exuberância. Podemos considerar que esse paciente apresenta afeto hipermodulado.
VONTADE: determina a passagem de uma intenção a uma ação.
· Hipobulia;
· Hiperbulia;
· Abulia.
Quando o sujeito desenvolve definimos como pragmatismo: 
· Hipopragmático - falta de iniciativa para alguma atividade, mesmo que prevista ou obrigatória ao paciente;
· Normopragmático;
· Hiperpragmático.
ESQUIZOFRENIA
A esquizofrenia caracteriza-se por psicose (perda do contato com a realidade), alucinações (percepções falsas), delírios (crenças falsas), discurso e comportamento desorganizados, embotamento afetivo (variação emocional restrita), déficits cognitivos (comprometimento do raciocínio e da solução de problemas) e disfunção ocupacional e social.
· Os sintomas geralmente começam na adolescência ou no início da vida adulta;
· Pode acarretar consequências individuais, familiares e socioeconômicas;
· Vulneráveis à morte por acidentes e causas naturais;
· 50% dos acometidos por este distúrbio tentaram o suicídio pelo menos uma vez na vida.
ETIOLOGIA
· Teorias biológicas: fatores genéticos, neuroanatômicos e neuroquímicos (dopamina, serotonina, noradrenalina, acetilcolina e glutamato);
· Estressores ambientais: farmacológicos ou sociais.
FASES DA ESQUIZOFRENIA
· FASE I - personalidade esquizóide: o sujeito apresenta-se indiferente às relações sociais e uma gama muito limitada de vivências e expressões emocionais.
· Fase II - prodrômica: retraimento social, comportamento peculiar ou excêntrico, descuido do autocuidado, afeto embotado ou inadequado, distúrbio da comunicação, ideias bizarras. 
· Fase III - esquizofrenia: delírios, alucinações, fala desorganizada, comportamento catatônico ou muito desorganizado, sintomas negativos.
· Fase IV - residual: os sintomas assemelham-se ao da fase prodrômica, com embotamento afetivo e distúrbios do funcionamento do papel, principalmente.
SINTOMAS NA ESQUIZOFRENIA
O paciente que apresenta esquizofrenia pode possuir sintomas positivos ou/e negativos.
· Positivo: alucinações, delírios, pensamento e fala desorganizadas, comportamento desorganizado, comportamento sexual inadequado e comportamento inquieto;
· Negativos: diminuição ou perda das funções psíquicas e pelo empobrecimento global da vida afetiva, cognitiva e social do indivíduo - embotamento afetivo, pobreza da fala, anedonia, isolamento social;
MEDICAMENTOS
Antipsicóticos convencionais (típicos):
· Haloperidol;
· Clorpromazina;
· Flufenazina;
· Tioridazina.
Antipsicóticos atípicos:
· Clozapina;
· Risperidona;
· Olanzapina;
· Quetiapina;
· Ziprasidona.
EFEITOS COLATERAIS
· Efeitos colaterais extrapiramidais - reações distônicas agudas, acatisia e parkinsonismo;
· Discinesia tardia;
· Convulsões;
· Síndrome neuroléptica maligna.
PAPEL DO ENFERMEIRO
· História;
· Avaliação da aparência, comportamento motor e fala;
· Avaliação do humor e afeto;
· Avaliação do pensamento e da sensopercepção;
· Avaliação do autocuidado;
· Promoção da segurança e conforto;
· Estabelecimento da relação terapêutica;
· Utilização da comunicação terapêutica;
· Atenção a família.
USO ABUSIVO DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma droga é qualquer substância que, ao ser introduzida no organismo, modifica o funcionamento orgânico e psicológico.
SUBSTÂNCIAS LÍCITAS: produção, comercialização e consumo não constituem crime.
· Álcool;
· Tabaco;
· Cafeína;
SUBSTÂNCIAS ILÍCITAS: produção e comercialização constituem crime.
· Maconha;
· Crack;
· Cocaína;
· Lança-perfume;
· LSD;
POTENCIAL DE AÇÃO
· Drogas depressoras do SNC:
· Álcool, barbitúricos (tiopental e fenobarbital), benzodiazepínicos (diazepam, lorazepam, midazolam e clonazepam), opióides (morfina, meperidina, heroína e codeína), solventes ou inalantes (lança-perfume, loló, cola de sapateiro e éter).
· Drogas estimulantes do SNC:
· Anfetaminas (inibex, ecstasy, ice e ritalina), cocaína (crack, merla e oxi).
· Drogas perturbadoras do SNC:
· Maconha, alucinógenos, dietilamida do ácido lisérgico (LSD), ecstasy (MDMA), anticolinérgicos (trombeteira e zabumba)
· Outras drogas:
· Tabaco, cafeína, esteróides anabolizantes.
PADRÕES DE CONSUMO
· Uso de drogas - (auto) administração de qualquer quantidade de SPA;
· Abuso - padrão de uso que aumenta o risco de consequências prejudiciais para o usuário;
· Dependência - tolerância, abstinência, desejo persistente, muito tempo gasto, perda de atividades importantes, uso continua apesar da consciência do problema;
· Tolerância - necessidade de um grande aumento na quantidade da droga para se obter o efeito desejado;
· Abstinência - sintomas comportamentais, fisiológicos e cognitivos ocorrendo diminuição abrupta das concentrações sanguíneas ou teciduais da droga.
Dependência física - adaptação do corpo à droga e sua ausência provoca um conjunto de sinais e sintomas - “síndrome de abstinência”.
Dependência psíquica - sensação de satisfação aos efeitos da droga, que leva o indivíduo à droga para aliviar a sensação de desconforto causado pela sua ausência
ÁLCOOL
· O álcool induz a tolerância e a síndrome de abstinência;
· Binge drink (beber excessivamente) até que os níveis de concentração de álcool no sangue possam atingir 0,08g/dL;
· Blackout.
O alcoolismo é uma doença crônica com fatores genéticos, psicossociais e ambientais.
· Taxa de absorção elevada quando o estômago está vazio - orientar o paciente a comer antes de beber;
· 
· Efeitos agudos: “black-out” (coma alcoólico), acidentes, violência, intoxicação grave, pancreatite aguda, hepatite alcoólica.
· Efeitos crônicos: inflamações no esôfago, estômago, fígado, hepatite, cirrose hepática, pancreatite, deficiências vitaminas, demência e transtornos psiquiátricos e câncer.
· Transtornos mentais: síndrome de wernicke – korsakoff, alucinose alcoólica e demência alcoólica.
MEDICAMENTOS:
· Tiamina IM - 300 mg/dia
· Sedativo: depende do caso.
· Diazepam - 20 a 40 mg/dia/oral OU
· Clordiazepóxido - 100 a 200 mg/dia/oral OU
· Lorazepam (hepatopatia associada) - 4 a 8 mg/dia/oral
· Tiamina - 300 mg/dia/oral
· Sedativos redução gradual
MANEJO DAS COMPLICAÇÕES
· CONVULSÕES:
· Diazepam - 10 a 30 mg/dia/oral ou 10 mg/ev na crise.
· DELIRIUM TREMENS:
· Diazepam - 60 mg/dia/oral OU
· Lorazepam - 12 mg/dia/oral
· Associar, se necessário, haloperidol 5 mg/dia/oral OU clonidina 0,1 a 0,2 mg/dia/oral
· ALUCINOSE ALCOÓLICA:
· Haloperidol - 5 mg/dia.
COCAÍNA
· Efeitos no cérebro: sensação de euforia, aumento da autoestima, indiferença à dor e ao cansaço, sensaçãode estar alerta principalmente a estímulos, tontura, síndrome paranóide e danos psíquicos.
· Efeitos no organismo: taquicardia, aumento dos níveis pressóricos, agitação psicomotora, midríase, aumento da temperatura, sudorese, tremor muscular e queimaduras.
OVERDOSE - EMERGÊNCIA!
Falência de um ou mais órgãos, com risco significativo de morte, decorrente do uso agudo de substância.
· Influenciada por: tolerância, patologias de base, grau de pureza e outras substâncias misturadas.
· Complicações comuns da overdose: agitação psicomotora, delirium, hipertensão arterial sistêmica, angina, IAM, arritmia cardíaca, convulsões, AVC, Hipertermia, rabdomiólise e acidose metabólica.
BENZODIAZEPÍNICOS
Hipnose: Triazolam;
Ansiolítico e Relaxamento Muscular: Clonazepam e alprazolam;
Sedação: Midazolam;
Anticonvulsivante: Clonazepam e Nitrazepam;
Hepatopatas: Lorazepam e Oxazepam;
TTo Alcoolismo: Clordiazepóxido e Diazepam;
Hipoproteinemia: Alprazolam.
INTERVENÇÕES
· Internação clínica;
· CAPSad;
· Desintoxicação;
· Tratamento farmacológico;
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