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HISTÓRIA DA LOUCURA Em 1852, foi inaugurado o Hospital Psiquiátrico Pedro II, vinculado à Santa Casa de Misericórdia, com o objetivo de isolar os alienados, enfermos e criminosos. Durante a época de proclamação da república o Hospital Psiquiátrico Pedro II se desvinculou da Santa Casa de Misericórdia e passou a ter maior ênfase na ciência e na medicina. O hospital passou a se chamar Hospício Nacional de Alienados. Os pacientes sofriam maus-tratos, abandono, superlotação e alta taxa de mortalidade. No final da década de 1970, surgiram as primeiras ações para Reforma Psiquiátrica no Brasil, lideradas pelo Movimento dos Trabalhadores de Saúde Mental. A Reforma Psiquiátrica Brasileira se baseia na ideia de desinstitucionalização, que visa desconstruir o modelo manicomial de tratamento e transformar as relações de poder, tornando os pacientes sujeitos ativos em seu próprio cuidado. Em vez de manter os pacientes em instituições isoladas, a desinstitucionalização busca reintegrá-los na sociedade, proporcionando-lhes suporte e tratamento em ambientes mais próximos de suas comunidades locais. TRATAMENTOS: · Eletrochoque · Psicocirurgia - lobotomia, remoção de partes do cérebro, especialmente o córtex pré-frontal. · Choque hipoglicêmico - aplicação de insulina · Malaroterapia REFORMA PSIQUIÁTRICA LEI N° 10.216, DE 6 DE ABRIL DE 2001 - Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. REGULAMENTAÇÕES DO CAPS PORTARIA Nº 336, DE 19 DE FEVEREIRO DE 2002 - estabelece diretrizes para a organização da assistência integral a indivíduos com transtornos mentais no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). PORTARIA Nº 3.088, DE 23 DE DEZEMBRO DE 2011 - Institui a Rede de Atenção Psicossocial, cuja finalidade é a criação, ampliação e articulação de pontos de atenção para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL Atenção Básica em Saúde: · Unidade Básica de Saúde -> núcleo de apoio à saúde da família | profissionais generalistas x profissionais especializados · Equipes de Atenção Básica para populações em situações específicas - consultórios na rua e equipe de apoio aos serviços do componente Atenção Residencial de Caráter Transitório · Centro de convivência · Atenção Psicossocial Especializada: escolha própria ou por meio de encaminhamento · CAPS I - > 15 mil habitantes · CAPS II - > 70 mil habitantes · CAPS III - > 150 mil habitantes - funcionamento 24h · CAPS AD - > 70 mil habitantes · CAPS AD III - > 150 mil habitantes · CAPS i - > 70 mil habitantes · Atenção de Urgência e Emergência: · Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) · Sala de estabilização · UPA 24h · Atenção Residencial de Caráter Transitório: · UA adulto - maiores de 18 · UA infanto-juvenil - 12 a 18 anos · Comunidades terapêuticas - oferecem acolhimento para pessoas com transtornos relacionados ao uso de substâncias psicoativas, visando sua recuperação e reintegração social [As Unidades de Acolhimento fornecem acolhimento e proteção temporária para indivíduos e famílias que estão afastados de seus núcleos familiares e/ou comunidade devido a situações de abandono, ameaça ou violação de direitos, até que possam retornar à família ou alcançar sua autonomia] · Atenção Hospitalar: · Leitos de psiquiatria em Hospital Geral · Enfermaria especializada em Hospital geral · Serviço hospitalar de referência [Situações de crise, abstinências e intoxicações severas -> internações de curta duração até a estabilização clínica -> encaminhamento para cuidados contínuos -> PTS] · Estratégias de Desinstitucionalização: pessoas egressas de internações psiquiátricas de longa permanência em hospitais psiquiátricos e de custódia. · Serviço Residencial Terapêutico (SRT) - moradias para pessoas com transtornos mentais graves · Programa de Volta para Casa (PVC) - o principal objetivo do benefício é promover a autonomia, auxiliar na construção de projetos de vida e ampliar a participação social e cidadania dos beneficiários. · Reabilitação Psicossocial: · Cooperativas Sociais · Empreendimentos Solidários e Iniciativas de Trabalho e Renda Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) - vinculado à unidade básica de saúde é constituído por profissionais de saúde de diferentes áreas de conhecimento, com o objetivo de aumentar a resolutividade e capacidade de resposta das equipes de saúde da família aos problemas da população. Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) - trata-se da unidade pública responsável por prestar serviços socioassistenciais básicos às famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade social. Atua na prevenção e na promoção do bem-estar de famílias em situação de vulnerabilidade. · Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF); · Convivência e Fortalecimento de Vínculos; · Proteção Social Básica no domicílio para pessoas com deficiência e idosas. Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) - desempenha um papel fundamental no atendimento especializado para casos que envolvem famílias e indivíduos em situação de violência ou que tenham seus direitos violados. Lida com situações mais complexas, oferecendo assistência especializada a pessoas e famílias que já enfrentam situações de risco social mais intensas, como vítimas de violência física, psíquica e sexual, negligência, abandono, ameaça, maus tratos e discriminações sociais. · Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI); · Serviço Especializado em Abordagem Social; · Proteção Social a Adolescentes em Cumprimento de Medida Socioeducativa de Liberdade Assistida (LA), e de Prestação de Serviços à Comunidade (PSC); · Proteção Social Especial para Pessoas com Deficiência, Idosas e suas Famílias; · Serviço Especializado para Pessoas em Situação de Rua. PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR (PTS) - elaborado de forma colaborativa pela equipe de saúde, pelo usuário e pela família, e é coordenado pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou pela Atenção Básica. ESTRATÉGIA DE REDUÇÃO DE DANOS - é um conjunto de estratégias que visa minimizar os danos causados pelo uso de diferentes drogas, sem necessariamente ter de se abster do seu uso. FAMÍLIA E SAÚDE MENTAL A família é entendida como um grupo de pessoas unido por um laço afetivo. TIPOS DE FAMÍLIA CARACTERÍSTICAS MEMBROS EXEMPLOS Tradicional nuclear Tipo mais comum de família formado pelos pais e seus filhos. · Pai(s) · Mãe(s) · Filho(s) Formação básica da família composta por pai, mãe e filhos. Matrimonial A família matrimonial é legitimada pelo casamento civil. · Pai(s) · Mãe(s) · Filho(s) Famílias em que os responsáveis são casados legalmente (casamento civil). Informal A legitimidade se dá pela convivência, sem que a união do casal tenha sido oficializada. · Pai(s) · Mãe(s) · Filho(s) Famílias em que os pais possuem uma união estável, não oficializada. Monoparental Composta por apenas um dos responsáveis, pai ou mãe. · Mãe ou pai · Filhos Famílias em que a responsabilidade com os filhos é de apenas um dos pais. Anaparental Composta sem a presença de nenhum dos pais. · Filhos Famílias sem a presença dos pais, como no caso de irmãos em que os mais velhos cuidam dos mais novos. Reconstituída Composta pela união de um casal com filho(s) de uma união anterior. · Mãe ou pai · Madrasta ou padrasto · Filhos Famílias onde pelo menos um dos cônjuges possui filho(s) de uma união anterior. Unipessoal Composta por apenas uma pessoa. · Uma única pessoa É o caso de pessoas viúvas ou solteiras que vivem sozinhas em uma casa. Eudemonista União afetiva entre pessoas tendo como princípio a busca pela felicidade. · Múltiplas pessoas Famílias poliamorosas, onde adultos compartilham o afeto e o cuidado das crianças entre si. FUNCIONAMENTO DA FAMÍLIA Comunicação– processo importante para o relacionamento familiar, podendo ser verbal e não-verbal. Devem ser claras, diretas e congruentes entre o transmissor e receptor. São componentes que interferem na comunicação: suposições, não valorização dos sentimentos, não ouvir ou ouvir seletivamente, comunicar-se indiretamente e apresentar comunicação de duplo vínculo. Reforço no conceito de si – reforçar e fortalecer o conceito de si mesmo é um resultado positivo pois valoriza o sujeito e lapida sua autoestima. São comportamentos que interferem no reforço de si: expressar observações de menosprezo, suprimir mensagens de apoio e assumir o controle. GENOGRAMA OU FAMILIOGRAMA ENTREVISTA E SEMIOLOGIA PSIQUIÁTRICA APRESENTAÇÃO: Corresponde à descrição física do paciente, a forma como ele se apresenta na consulta. Deve-se descrever com detalhes a roupa, presença ou não de adornos, cabelos, higiene e autocuidado do paciente. PSICOMOTRICIDADE: Integração das funções motrizes e mentais sob o efeito da educação e do desenvolvimento do sistema nervoso. · Velocidade e intensidade - mobilidade geral na marcha, quando sentado e na gesticulação; · Agitação ou retardo, respectivamente hiperatividade e hipoatividade; · Ecopraxia - imitação patológica de movimentos de outra pessoa; · Catatonia - alterações motoras em distúrbios não orgânicos; · Estereotipia - padrão receptivo fixo de ação física ou fala; · Maneirismos - movimentos involuntários estereotipados; · Automatismo - comportamentos despropositados e repetidos; · Agitação psicomotora - atividade motora excessiva, geralmente improdutiva e decorrente de tensões internas; · Negativismo - resistência imotivada a todas as tentativas de movimentação ou a todas as instruções dadas. · Compulsão - impulso incontrolável para realizar um ato; · Tiques - movimentos involuntários e espasmódicos, atos coordenados, repetitivos, resultante de contrações súbitas, breves e intermitentes. CONSCIÊNCIA: estado de lucidez em que a pessoa se encontra. Inclui o reconhecimento da realidade externa ou de si mesmo em determinado momento e a capacidade de responder a estímulos. · Vigil - apresenta abertura ocular espontânea, estado alerta e responsivo; · Sonolência - lentificação dos processos ideacionais, com predisposição para dormir, na ausência de estimulação; · Obnubilação - diminuição do nível de vigília, acompanhado de dificuldade em focalizar a atenção e manter um pensamento ou comportamento objetivo; · Torpor - está dormindo, exceto quando estimulado; · Coma - não responde à estimulação em diferentes graus; · Delirium - quadro agudo caracterizado por diminuição do nível de vigília, acompanhado de alterações cognitivas ou perceptuais. ATENÇÃO: capacidade para centrar-se em uma atividade. · Vigilância - compreende a manutenção de um foco de atenção para estímulos externos; · Hipovigilante; · Hipervigilante; · Tenacidade - capacidade de manter-se em uma tarefa específica; · Hipotenaz; · Hipertenaz; · Concentração - capacidade de manter a atenção voluntária, em processos internos de pensamento ou em alguma atividade mental; · Distração - incapacidade de concentrar a atenção. Exemplo (TDAH): paciente hipotenaz e hipervigil. ORIENTAÇÃO: avaliar se o paciente consegue reconhecer dados da realidade e de si mesmo. · Orientação autopsíquica - em relação à própria pessoa: perguntar a respeito de seus dados pessoais e investigar se reconhece familiares; · Orientação alopsíquica - orientação quanto ao tempo e espaço: perguntar o dia, mês e o ano e onde está, em que cidade. MEMÓRIA: capacidade de armazenar informações e recuperá-las. · Memória imediata - que cobre os últimos 5 minutos; · Memória recente - engloba os últimos dias e horas; · Memória remota - ocorrido em meses ou anos; · Amnésia - incapacidade de recordar experiências passadas. INTELIGÊNCIA: conjunto de habilidades cognitivas resultante dos diferentes processos intelectivos. Inclui raciocínio, planejamento, resolução de problemas, pensamento abstrato, compreensão de ideias complexas, aprendizagem rápida e aprendizagem a partir da experiência. · Raciocínio lógico - refere-se a um complexo processo de estruturação que permite ao indivíduo chegar a uma determinada conclusão ou resolver um determinado problema, seguindo uma interpretação lógica por meio de proposições; · Capacidade de fazer contas; · Dificuldades em estudar; · Capacidade de abstração - capacidade de formular conceitos e ideias, compará-los, relacioná-los. · Capacidade de generalização - perguntar sobre grupos de coisas, animais. · Juízo crítico - capacidade de perceber e avaliar adequadamente a realidade externa e separá-la dos aspectos do mundo interno ou subjetivo. PENSAMENTO: conjunto de funções integrativas capazes de associar conhecimentos novos e antigos, integrar estímulos externos e internos, analisar, abstrair, julgar, concluir, sintetizar e criar. · Forma - relação e nexo das ideias entre si. · Coerência: construção das frases em relação à sintaxe; · Logicidade: pensamento fundado na realidade; · Circunstancialidade: o objetivo final de uma determinada fala é longamente adiado, pela incorporação de detalhes irrelevantes; · Tangencialidade: o objetivo nunca é alcançado, ou não é claramente definido, embora o usuário fique sempre próximo ao que seria sua meta; · Fuga de ideias: associações tênues ou livres. · Fluxo - velocidade com que as ideias passam pelo pensamento. · Acelerado (taquipsiquia); · Lentificado (bradipsiquia); · Adequado; · Bloqueado. · Conteúdo - conceitos emitidos pelo usuário e sua relação com a realidade; · Tema predominante: · Ansiosos - preocupações exageradas consigo mesmo, com os outros ou com o futuro; · Depressivos - desamparo, desesperança, ideação suicida, entre outros; · Fóbico - medo exagerado ou patológico diante de algum tipo de estímulo ou situação. · Obsessivos - pensamentos recorrentes, invasivos e sem sentido, que a pessoa reconhece como produtos de sua própria mente e tenta afastá-los da consciência. · Logicidade do pensamento: · Delírios - falsas crenças, não são compartilhadas por outros membros do grupo sócio-cultural do usuário e das quais não pode ser dissuadido, através de argumentação contrária, lógica e irrefutável. · Primários: inserção de pensamento e irradiação de pensamento; · Secundários: derivados de uma alucinação, associados à depressão ou mania; · Sistematizados e não sistematizados; · Referência, persecutórios, grandiosidade, somáticos, culpa, ciúmes, controle. LINGUAGEM: modo de se comunicar. Envolve linguagem verbal, gestos, olhar, expressão facial e escrita. · Quantidade - pode demonstrar um indivíduo em mutismo, monossilábico, prolixo (o usuário fala muito, porém ainda dentro dos limites de uma conversação normal), não espontâneo, entre outros; · Velocidade - pode ser rápida, lenta, hesitante, o indivíduo pode demonstrar latência para iniciar respostas; · Qualidade - conteúdo do discurso pobre ou elaborado, alterações na articulação das palavras, como: · Neologismo - criação de novas palavras; · Ecolalia - repetição da última ou das últimas palavras dirigidas ao usuário; · Volume - alto ou baixo. SENSOPERCEPÇÃO: capacidade de perceber e interpretar os estímulos que se apresentam aos órgãos dos cinco sentidos. · Despersonalização - refere-se à sensação de estranheza, como se seu corpo, ou partes dele não lhe pertencessem, ou fossem irreais; · Desrealização - o ambiente ao redor parece estranho e irreal, como se “as pessoas ao seu redor estivessem desempenhando papéis”; · Ilusão - ocorrem quando os estímulos sensoriais reais são confundidos ou interpretados erroneamente; · Alucinação - ocorre quando há percepção sensorial na ausência de estímulo externo. HUMOR: estado emocional de longa duração, interno, que não depende de estímulos externos e que o usuário percebe em si mesmo. É a tonalidade de sentimento predominante. Pode influenciar a percepção de si e do mundo ao seu redor. · Mania; · Hipomania; · Eutimia - variação normal do humor; · Hipotimia - triste ou deprimido; · Lábil- oscilação do humor; · Exaltado - mais animado que o habitual; · Euforia - morbidamente exagerada e desproporcional às circunstâncias; · Anedonia - perda do interesse e retraimento de todas as atividades regulares e prazerosas; · Alexitimia - incapacidade ou dificuldade para descrever ou conscientizar-se das próprias emoções. Exemplos: pacientes com TAB podem apresentar mania ou hipomania, enquanto um paciente depressivo geralmente se apresenta hipotímico. AFETO: experiência imediata e subjetiva das emoções sentidas em relação à situação. Inclui a manifestação externa da resposta emocional do paciente a eventos. Avalia-se o afeto pela expressão facial, gestos, tonalidade afetiva da voz, conteúdo do discurso e psicomotricidade, choro fácil, risos imotivados, entre outros. · Qualidade do afeto - tristeza, culpa, alegria, vergonha, etc; · Modulação do afeto - é a variação do afeto e pode adequar-se ou não à situação existencial; · Hipomodulação; · Hipermodulação; · Embotamento - redução grave na intensidade do tom sentimental externo; · Rigidez. · Tonalidade afetiva - avalia-se a tonalidade emocional predominante durante a entrevista, observando-se a presença e a intensidade de manifestações; · Hipotimia - sintomas depressivos; · Hipertimia - euforia; · Disforia - tonalidade afetiva desagradável, mal-humorada. · Equivalentes orgânicos - devem ser avaliadas as alterações do apetite, peso, sono e libido .Exemplo: imagine um paciente dramático, que vive intensamente suas emoções e as demonstra com exuberância. Podemos considerar que esse paciente apresenta afeto hipermodulado. VONTADE: determina a passagem de uma intenção a uma ação. · Hipobulia; · Hiperbulia; · Abulia. Quando o sujeito desenvolve definimos como pragmatismo: · Hipopragmático - falta de iniciativa para alguma atividade, mesmo que prevista ou obrigatória ao paciente; · Normopragmático; · Hiperpragmático. ESQUIZOFRENIA A esquizofrenia caracteriza-se por psicose (perda do contato com a realidade), alucinações (percepções falsas), delírios (crenças falsas), discurso e comportamento desorganizados, embotamento afetivo (variação emocional restrita), déficits cognitivos (comprometimento do raciocínio e da solução de problemas) e disfunção ocupacional e social. · Os sintomas geralmente começam na adolescência ou no início da vida adulta; · Pode acarretar consequências individuais, familiares e socioeconômicas; · Vulneráveis à morte por acidentes e causas naturais; · 50% dos acometidos por este distúrbio tentaram o suicídio pelo menos uma vez na vida. ETIOLOGIA · Teorias biológicas: fatores genéticos, neuroanatômicos e neuroquímicos (dopamina, serotonina, noradrenalina, acetilcolina e glutamato); · Estressores ambientais: farmacológicos ou sociais. FASES DA ESQUIZOFRENIA · FASE I - personalidade esquizóide: o sujeito apresenta-se indiferente às relações sociais e uma gama muito limitada de vivências e expressões emocionais. · Fase II - prodrômica: retraimento social, comportamento peculiar ou excêntrico, descuido do autocuidado, afeto embotado ou inadequado, distúrbio da comunicação, ideias bizarras. · Fase III - esquizofrenia: delírios, alucinações, fala desorganizada, comportamento catatônico ou muito desorganizado, sintomas negativos. · Fase IV - residual: os sintomas assemelham-se ao da fase prodrômica, com embotamento afetivo e distúrbios do funcionamento do papel, principalmente. SINTOMAS NA ESQUIZOFRENIA O paciente que apresenta esquizofrenia pode possuir sintomas positivos ou/e negativos. · Positivo: alucinações, delírios, pensamento e fala desorganizadas, comportamento desorganizado, comportamento sexual inadequado e comportamento inquieto; · Negativos: diminuição ou perda das funções psíquicas e pelo empobrecimento global da vida afetiva, cognitiva e social do indivíduo - embotamento afetivo, pobreza da fala, anedonia, isolamento social; MEDICAMENTOS Antipsicóticos convencionais (típicos): · Haloperidol; · Clorpromazina; · Flufenazina; · Tioridazina. Antipsicóticos atípicos: · Clozapina; · Risperidona; · Olanzapina; · Quetiapina; · Ziprasidona. EFEITOS COLATERAIS · Efeitos colaterais extrapiramidais - reações distônicas agudas, acatisia e parkinsonismo; · Discinesia tardia; · Convulsões; · Síndrome neuroléptica maligna. PAPEL DO ENFERMEIRO · História; · Avaliação da aparência, comportamento motor e fala; · Avaliação do humor e afeto; · Avaliação do pensamento e da sensopercepção; · Avaliação do autocuidado; · Promoção da segurança e conforto; · Estabelecimento da relação terapêutica; · Utilização da comunicação terapêutica; · Atenção a família. USO ABUSIVO DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma droga é qualquer substância que, ao ser introduzida no organismo, modifica o funcionamento orgânico e psicológico. SUBSTÂNCIAS LÍCITAS: produção, comercialização e consumo não constituem crime. · Álcool; · Tabaco; · Cafeína; SUBSTÂNCIAS ILÍCITAS: produção e comercialização constituem crime. · Maconha; · Crack; · Cocaína; · Lança-perfume; · LSD; POTENCIAL DE AÇÃO · Drogas depressoras do SNC: · Álcool, barbitúricos (tiopental e fenobarbital), benzodiazepínicos (diazepam, lorazepam, midazolam e clonazepam), opióides (morfina, meperidina, heroína e codeína), solventes ou inalantes (lança-perfume, loló, cola de sapateiro e éter). · Drogas estimulantes do SNC: · Anfetaminas (inibex, ecstasy, ice e ritalina), cocaína (crack, merla e oxi). · Drogas perturbadoras do SNC: · Maconha, alucinógenos, dietilamida do ácido lisérgico (LSD), ecstasy (MDMA), anticolinérgicos (trombeteira e zabumba) · Outras drogas: · Tabaco, cafeína, esteróides anabolizantes. PADRÕES DE CONSUMO · Uso de drogas - (auto) administração de qualquer quantidade de SPA; · Abuso - padrão de uso que aumenta o risco de consequências prejudiciais para o usuário; · Dependência - tolerância, abstinência, desejo persistente, muito tempo gasto, perda de atividades importantes, uso continua apesar da consciência do problema; · Tolerância - necessidade de um grande aumento na quantidade da droga para se obter o efeito desejado; · Abstinência - sintomas comportamentais, fisiológicos e cognitivos ocorrendo diminuição abrupta das concentrações sanguíneas ou teciduais da droga. Dependência física - adaptação do corpo à droga e sua ausência provoca um conjunto de sinais e sintomas - “síndrome de abstinência”. Dependência psíquica - sensação de satisfação aos efeitos da droga, que leva o indivíduo à droga para aliviar a sensação de desconforto causado pela sua ausência ÁLCOOL · O álcool induz a tolerância e a síndrome de abstinência; · Binge drink (beber excessivamente) até que os níveis de concentração de álcool no sangue possam atingir 0,08g/dL; · Blackout. O alcoolismo é uma doença crônica com fatores genéticos, psicossociais e ambientais. · Taxa de absorção elevada quando o estômago está vazio - orientar o paciente a comer antes de beber; · · Efeitos agudos: “black-out” (coma alcoólico), acidentes, violência, intoxicação grave, pancreatite aguda, hepatite alcoólica. · Efeitos crônicos: inflamações no esôfago, estômago, fígado, hepatite, cirrose hepática, pancreatite, deficiências vitaminas, demência e transtornos psiquiátricos e câncer. · Transtornos mentais: síndrome de wernicke – korsakoff, alucinose alcoólica e demência alcoólica. MEDICAMENTOS: · Tiamina IM - 300 mg/dia · Sedativo: depende do caso. · Diazepam - 20 a 40 mg/dia/oral OU · Clordiazepóxido - 100 a 200 mg/dia/oral OU · Lorazepam (hepatopatia associada) - 4 a 8 mg/dia/oral · Tiamina - 300 mg/dia/oral · Sedativos redução gradual MANEJO DAS COMPLICAÇÕES · CONVULSÕES: · Diazepam - 10 a 30 mg/dia/oral ou 10 mg/ev na crise. · DELIRIUM TREMENS: · Diazepam - 60 mg/dia/oral OU · Lorazepam - 12 mg/dia/oral · Associar, se necessário, haloperidol 5 mg/dia/oral OU clonidina 0,1 a 0,2 mg/dia/oral · ALUCINOSE ALCOÓLICA: · Haloperidol - 5 mg/dia. COCAÍNA · Efeitos no cérebro: sensação de euforia, aumento da autoestima, indiferença à dor e ao cansaço, sensaçãode estar alerta principalmente a estímulos, tontura, síndrome paranóide e danos psíquicos. · Efeitos no organismo: taquicardia, aumento dos níveis pressóricos, agitação psicomotora, midríase, aumento da temperatura, sudorese, tremor muscular e queimaduras. OVERDOSE - EMERGÊNCIA! Falência de um ou mais órgãos, com risco significativo de morte, decorrente do uso agudo de substância. · Influenciada por: tolerância, patologias de base, grau de pureza e outras substâncias misturadas. · Complicações comuns da overdose: agitação psicomotora, delirium, hipertensão arterial sistêmica, angina, IAM, arritmia cardíaca, convulsões, AVC, Hipertermia, rabdomiólise e acidose metabólica. BENZODIAZEPÍNICOS Hipnose: Triazolam; Ansiolítico e Relaxamento Muscular: Clonazepam e alprazolam; Sedação: Midazolam; Anticonvulsivante: Clonazepam e Nitrazepam; Hepatopatas: Lorazepam e Oxazepam; TTo Alcoolismo: Clordiazepóxido e Diazepam; Hipoproteinemia: Alprazolam. INTERVENÇÕES · Internação clínica; · CAPSad; · Desintoxicação; · Tratamento farmacológico; image4.png image3.png image1.png image2.png