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Centro Universitário Internacional Uninter Aluna: Juliana Gonçalves Costa Disciplina: Física Moderna Ru: 4109114 Rio de Janeiro Centro Universitário Internacional Uninter RADIAÇÃO DE CORPO NEGRO Rio de Janeiro 1. INTRODUÇÃO.......................................................................................... 2. DESENVOLVIMENTO .......................................................................... 3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL .......................................................... 3.1 LAMPADA INCANDESCENTE .............................................................. 3.1.1 DISCUSSÃO ..................................................................................... 4. CONCLUSÃO .............................................................................................. 1. INTRODUÇÃO O fenômeno de radiação térmica desempenhou um papel de destaque na história da Física. O fenômeno da radiação térmica é observado quando ondas eletromagnéticas são emitidas a partir do aquecimento de um material. fato de existir uma correlação entre temperatura e emissão de radiação não é em si surpreendente. Afinal, de acordo com a visão corpuscular da matéria, temperatura é uma medida da agitação das partículas. Com o as partículas que constituem a matéria possuem cargas e cargas em movimento a celerado emitem radiação, o fenômeno de radiação térmica é qualitativamente entendível na luz da teoria clássica. Porém, como veremos, esta teoria revela -se incapaz de fornecer uma descrição quantitativa aceitável. O Objetivo deste trabalho é verificar experimentalmente a Lei de Stefan-Boltzmann através do uso de um circuito montado com uma lâmpada incandescente. 2. DESENVOLVIMENTO Corpos a qualquer temperatura emitem radiação, sendo que para temperaturas abaixo de 6 00ºC tall radiação situa -se na região infravermelho do espectro eletromagnético. Com o aumento da temperatura dos corpos, a intensidade e a frequência da radiação térmica aumentam fazendo com que o corpo passe a emitir na parte visível do espectro uma quantidade de radiação suficiente para observação. A vibração dos átomos é considerada a causa da radiação térmica. Os átomos presentes num corpo a dada temperatura têm certa agitação térmica, podendo compará-los a osciladores harmônicos que oscilam em torno de uma posição de equilíbrio. Essa oscilação é responsável pela emissão da radiação eletromagnética. Para estudar-se a radiação térmica, foi proposta a utilização de corpos negros, que são corpos cujas superfícies a absorvem e emitem toda a radiação térmica que neles incidem. Um dos pioneiros a estudar o problema da emissão térmica de corpos quentes foi o Físico Gustav K irchhoff. Descobriu a propriedade de que o poder de emissão e absorção de um corpo quente são iguais. Por exemplo, uma fonte de radiação incide 100% sobre um corpo. O corpo absorve 50% e reflete 50% da radiação emitida pela fonte. Os 50% absorvido são novamente emitidos de acordo com a propriedade descrita. Kirchhoff imaginou então, a existência de um corpo ideal que absorvesse e emitisse 100% da radiação incidente. Tal corpo foi nomeado de corpo negro, que consiste de uma cavidade com pequeno orifício por onde a radiação entra e fica aprisionada pois sofre reflexões e absorções internas. Em 1859 Kirchhoff descobriu que todos os corpos negros numa temperatura T, emitem radiação térmica de mesma distribuição espectral, independente de outras características como a massa, volume e forma. A distribuição espectral da radiação de corpo negro é especificada pela quantidade RT(ν) chamada radiância espectral, que é definida de forma que RT(ν)dv seja igual à energia emitida por unidade de tempo em radiação de frequência compreendida no intervalo de v a v+dv por unidade de área de uma superfície à temperatura absoluta T. A dependência observada experimentalmente. Figura 01 – Radiação sofrendo reflexões e absorções internas no corpo negro. Em 1859 kirchhof descobriu que todos os corpos negros numa temperatura T, emitem radiação térmica da mesma distribuição espectral, independente de outras características como a massa, volume e forma. A distribuição espectral da radiação do corpo negro é especificada pela quantidade RT(v) chamada radiância espectral, que é definida de forma que RT(v)dv seja igual a energia emitida por unidade de tempo em radiação de frequência compreendida no intervalo de v a v+dv por unidade de área de uma superfície a temperatura absoluta T. A dependência observada experimentalmente RT(v) em v e T é mostrada na figura 2. Figura 02 – Distribuição espectral da radiação de corpo negro em função do comprimento de onda. Como observamos na figura 2, RT cresce rapidamente com o aumento da temperatura. Em 1884, Josef Stefan, usando argumentos empíricos, demonstrados teoricamente mais tarde por Ludwig Edward, propôs que a radiância total de um corpo negro fosse proporcional a quarta potência de temperatura T, cujo resultado ficou conhecido como lei Stefan-Boltzmann. Deve-se observar na figura 2 que os comprimentos de onda correspondentes aos valores máximos de radiâncias RT, diminuem com o aumento da temperatura T. Em 1893 Wien propôs um modelo para a função que descrevia bem os resultados experimentais. Para o comprimento de onda em que a radiância espectral é máxima e para qualquer que seja a temperatura tem-se a relação: Estudos realizados por lorde Rayleigh e Jeans resultaram para radiância espectral de radiação no interior de uma cavidade com paredes metálicas, na seguinte expressão matemática: O resultado obtido a partir do eletromagnetismo clássico e da termodinâmica apontava para um verdadeiro absurdo. A densidade de energia no interior da cavidade tendia ao infinito para o regime de altas frequências. Este resultado ficou conhecido como catástrofe do ultravioleta. Figura 03 - Gráfico da densidade de energia tendo tendendo ao infinito. Buscando adequar a curva experimental a curva teórica. Planck modificou a equação de Rayleigh-Jeans, de modo, que para tal, introduziu a ideia da quantização da energia, a qual se baseia na ideia de que absorção e emissão energética ocorre somente em quantidades específicas. A equação modificada assumiu a seguinte forma: 3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL - Materiais utilizados: Lâmpada Incandescente, multímetro, fios banana, fonte e termômetro. Inicialmente foram medidos: A resistência do filamento (RO) da lâmpada desligada e a temperatura ambiente (TO=14ºC). Após isso, aumentou-se a diferença de potencial (ddp) da fonte a cada 0,5v anotando os valores da intensidade de corrente correspondente. Foram realizadas medidas até 5,0 v. Calculou-se as resistências correspondente para cada valor de tensão e corrente com os dados obtidos construiu-se a tabela a seguir. Para calcular a temperatura da lâmpada, utilizamos a seguinte equação: Onde α = coeficiente de variação térmica da resistência. α = 4,5 x 10 –3 c-1 A resistência elétrica é proporcional a temperatura, de modo que conforme aumentamos a temperatura desta dependerá da resistência inicial e do coeficiente de variação térmica. Obtemos o gráfico da potência W em função da temperatura T^4 – To ^4 (k). 3.1 DISCUSSÃO A relação T^4 - To^4 foi utilizada aqui para demonstrar a dependência da temperatura com a potência, no entanto, poderíamos utilizar simplesmente o termo T^4 , pois a diferença desta em relação a To^4 é insignificante. A equação que representa o ajuste da curva é dada por : y = 3E-12x + 0,1258.Com esses valores podemos determinar o coeficiente e emissividade do filamento, dado por: Para linearizar, aplicamos logaritmo a potência (w) e a temperatura (k): A equação que representa o ajuste da curva é dada por: y= 4,1233x – 11,81 Onde o coeficiente angular: 4,12 que é a dependência com a qual a temperatura varia na potência. Determinando o erro em relação ao expoente 4 na temperatura, na relação Stefan Boltzmann, obtemos: 4. CONCLUSÃO Com a experiência realizada com a lâmpada incandescente foi possível verificar que a lei de Stefan Boltzman é válida, pois a potência irradiada é proporcional ao quarto da temperatura. No experimento obtivemos um erro de 3,07% , o que era de se esperar, pois a lâmpada incandescente não é um corpo negro ideal. Além de que fizemos a aproximação que a potência irradiada é puramente a sua potência elétrica.