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Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por
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Fonte: http:// http://www.ludgeroadvocacia.adv.br 
Quarta Geração de Direitos:? 
 
Fonte: https://za.pinterest.com 
 
b) Universalidade: não é possível fazer restrições baseadas em discriminações negativas. Todos 
podem ser titulares de direitos fundamentais. 
c) Inalienabilidade: não têm conteúdo econômico-patrimonial. São bens fora do comércio. 
d) Indisponibilidade ou irrenunciabilidade: é impossível renunciar a titularidade do direito (aptidão 
para ser titular). No entanto, é perfeitamente possível a renúncia momentânea (exercício do direito). 
e) Imprescritibilidade: como regra, o decurso de tempo não prejudica o exercício dos direitos 
fundamentais. Contudo, há exemplos na jurisprudência admitindo a prescrição ou decadência (Ex: prazo 
de 120 dias para o mandado de segurança repressivo). 
f) Limitabilidade ou relatividade: não são absolutos, de modo que podem ser limitados tanto pela 
própria Constituição, pela lei ou então em virtude de ponderação. Este é o entendimento do STF e da 
doutrina majoritária. 
g) Indivisibilidade: não há hierarquia entre os direitos fundamentais e não é possível restringir a 
aplicação para um ou outro grupo a partir de premissas odiosas. 
 
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Fonte: http://ajudajuridica.com 
Questão Resolvida: 
1. Edson, no afã de conhecer o alcance dos direitos fundamentais consagrados na Constituição da 
República Federativa do Brasil, perguntou ao seu amigo Antônio se a denominada “inviolabilidade do 
domicílio” teria alguma exceção que permitisse a policiais ingressarem, contra a sua vontade, em sua 
casa. Em resposta, Antônio apresentou diversas proposições, mas apenas uma delas está em harmonia 
com a ordem constitucional. A proposição correta é: 
a) os policiais somente podem ingressar na casa de Edson se tiverem uma ordem judicial; 
ERRADO: não delimitou o período temporal "de dia" em que poderia entrar com ordem judicial, além de 
usar o "somente", que dá a entender que essa seria aúnica alternativa possível, o que nao é verdade. 
b) a inviolabilidade do domicílio é absoluta, não comportando exceções; 
ERRADO: A inviolabilidade domiciliar pelo Estado é relativa, têm exceções. 
c) os policiais, por serem agentes públicos, estão autorizados a ingressar na casa de Edson 
sempre que necessário; 
ERRADO: O art 5 XI prevê 4 hipóteses no qual políciais podem adentrar do domicílio independente de 
consentimento do morador 
d) os policiais podem ingressar na casa de Edson a qualquer momento, desde que tenham uma 
ordem judicial; 
ERRADO: De acordo com o art. 5 XI, entrar no domicílio sem o consentimento do morador portanto a 
ordem judicial, só pode ser feita durante o DIA. 
e) os policiais podem ingressar na casa de Edson caso um crime esteja sendo praticado. 
CERTO: Essa é a previsão do flagrante delito. 
 
Titularidade: 
a) Apesar de a Constituição ter ressalvado no artigo 5°, , que os direitos fundamentais são para os caput
brasileiros e para os estrangeiros residentes no país, o STJ já decidiu que os mesmos aplicam-se, em 
regra, também aos estrangeiros não residentes ou em trânsito. Apesar disso, nos limites constitucionais 
é absolutamente possível a restrição de direitos fundamentais aos estrangeiros (Ex: direitos políticos, 
nacionalidade originária, etc.). 
b) também as pessoas jurídicas de direito público ou de direito privado têm direitos fundamentais, e isso 
fica claro na Súmula 227 do STJ: “a pessoa jurídica pode sofrer dano moral”. Contudo, a titularidade para 
estes é limitada as condições fáticas inerentes a personalidade jurídica. 
 
Sujeito passivo: 
a) Eficácia vertical: o Estado. É a teoria clássica. 
b) Eficácia horizontal: os demais indivíduos. Junto com a primeira, é adotada pelo Brasil conforme 
precedentes do STF (RE 158.215-4/RS, STF, 2ª Turma, DJ 7.6.97, Relator Ministro Marco Aurélio) onde 
se reconheceu como violado o princípio do devido processo legal e ampla defesa na hipótese de 
exclusão de associado de cooperativa sem direito à defesa. 
 
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Fonte: http://www.catiapipoca.com.br 
 
Direitos fundamentais em espécie: 
 
 
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; 
 
A Lei n.12.288, de 20 de julho de 2010, institui o Estatuto da Igualdade Racial. 
Vide arts. 143, § 2º, e 226, § 5º da Constituição Federal 
Os arts. 372 e segs. Da Consolidação das Leis do Trabalho dispõem sobre a duração, condições do 
trabalho e da discriminação contra a mulher. 
A Lei n. 9.029 de 13 de abril de 1995, proíbe a exigência de atestados de gravidez e esterilização, e 
outras praticas discriminatórias, para efeitos admissionais ou de permanência da relação jurídica de 
trabalho. 
Convenção sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher: Decreto n. 4.377, 
de 13 de setembro de 2002. 
 
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; 
III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante; 
 
Convenção contra a tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes: Decreto 
n. 40, de 15 de fevereiro de 1991. 
A Lei n. 9.455, de 7 de abril de 1997, define os crimes de tortura. 
A Resolução n.1.805, de 9 de novembro de 2006, do Conselho Federal de Medicina, estabelece que na 
fase terminal de enfermidades graves e incuráveis é permitido ao médico limitar ou suspender 
procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do doente, garantindo-lhe os cuidados necessários 
para aliviar os sintomas que levam ao sofrimento, na perspectiva de uma assistência integral, respeitada 
a vontade do paciente ou de seu representante legal. 
 
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; 
 
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Vide arts. 220 e segs. da Constituição Federal. 
 
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, 
moral ou à imagem; 
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos 
religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; 
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares 
de internação coletiva; 
 
A Lei n. 6.923, de 29 de junho de 1981, dispõe sobre o serviço de Assistência Religiosa nas Forças 
Armadas. 
A Lei n. 9.982, de julho de 2000, dispõe sobre a prestação de assistência religiosa nas entidades 
hospitalares publicas e privadas, bem como nos estabelecimentos prisionais civis e militares. 
A Resolução n. 8, de 9 de novembro de 2011, do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciaria, 
estabelece diretrizes para a assistência religiosa nos estabelecimento prisionais. 
 
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou 
política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir 
prestação alternativa, fixada em lei; 
 
Vide art. 143 da Constituição Federal. 
 
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científicae de comunicação, 
independentemente de censura ou licença; 
Lei de Direitos Autorais: Lei n. 5.998, de 14 de dezembro de 1973, e Lei n. 9.610, de 19 de fevereiro de 
1998. 
Lei de Proteção de Cultivares: Lei n. 9.456, de 25 de abril de 1997, e Decreto n. 2.366, de 5 de novembro 
de 1997. 
Lei de Proteção da Propriedade Intelectual de Programa de Computador e sua Comercialização no País: 
Lei n.9.609, de 19 de fevereiro de 1998, e Decreto n. 2.556, de 20 de abril de 1998. 
 
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a 
indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; 
A Súmula 403 do STJ determina que independente de prova do prejuízo a indenização pela publicação 
não autorizada de imagem de pessoa com fins comerciais ou econômicos. 
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do 
morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por 
determinação judicial; 
 
Violação de domicilio no Código Penal: art. 150, §§ 1º a 5º 
Inviolabilidade do domicilio no Código de Processo Penal: art.283. 
Do tempo e do lugar dos atos processuais no Código de Processo Civil: arts. 172 a 176 
 
XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das 
comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei 
estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal; 
 
Vide arts. 136, § 1º, b e c, e 139, III, da Constituição Federal. 
A Lei n. 9.296, de 24 de julho de 1996, regulamenta este inciso no tocante as comunicações telefônicas 
(Lei da Escuta Telefônica) 
Violação de correspondência no Código Penal: arts. 151 e 152 
Serviços postais: Lei n. 6.538, de 22 de junho de 1978. 
 
XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais 
que a lei estabelecer; 
 
Vide art. 170 da Constituição Federal. 
 
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XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao 
exercício profissional; 
 
O art. 154 do Código Penal dispõe sobre violação do segredo profissional. 
 
XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos 
da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens; 
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, 
independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para 
o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente; 
XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar; 
XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo 
vedada a interferência estatal em seu funcionamento; 
 
A Lei n. 5.764 de 16 de dezembro de 1971, dispõe sobre o regime jurídico das cooperativas. 
 
XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por 
decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado; 
XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado; 
XXI - as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar 
seus filiados judicial ou extrajudicialmente; 
XXII - é garantido o direito de propriedade; 
 
Função social da propriedade para fins de incidência do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU): vide 
art. 156, § 1º, da Constituição Federal. 
Função social da propriedade como principio da ordem econômica e financeira: vide art. 170, III, da 
Constituição Federal. 
Função social da propriedade urbana: vide art. 182, § 2º. 
Função social da propriedade rural: vide art. 186. 
A Lei n. 4504, de 30 de novembro de 1964, estabelece o Estatuto da Terra. 
 
XXIII - a propriedade atenderá a sua função social; 
XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou 
por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos 
nesta Constituição; 
XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade 
particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano; 
XXVI - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, não será 
objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei 
sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento; 
XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, 
transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar; 
XXVIII - são assegurados, nos termos da lei: 
a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas, 
inclusive nas atividades desportivas; 
b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem 
aos criadores, aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas; 
XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem 
como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros 
signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do 
País; 
XXX - é garantido o direito de herança; 
XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em 
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do 
"de cujus"; 
XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor; 
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de 
interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, 
ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; 
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XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: 
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de 
poder; 
Vide Súmula Vinculante 21 do STF. 
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de 
situações de interesse pessoal; 
 
A Lei n. 9.051, de 18 de maio de 1995, dispõe sobre a expedição de certidões para a defesa de direitos 
esclarecimentos da situação. 
 
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; 
XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada; 
 
Lei da Introdução as Normas do Direito Brasileiro (Decreto-lei n. 4.657, de 4-9-1942): art. 6º 
Vide Súmula Vinculante 1 do STF. 
 
XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção; 
XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados: 
a) a plenitude de defesa; 
b) o sigilo das votações; 
c) a soberania dos veredictos; 
d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida; 
Do processo dos crimes da competência do júri: arts. 406 e segs. do Código de Processo Penal. 
XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal; 
XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu; 
XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitose liberdades fundamentais; 
 
Crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor: Lei n. 7.716, de 5 de janeiro de 1989, e Lei n. 
9.459, de 13 de maio de 1997. 
A Lei n. 8.081, de 21 de setembro de 1990, estabelece os crimes e as penas aplicáveis aos atos 
discriminatórios ou de preconceito de raça, cor, religião, etnia ou procedência nacional, praticados pelos 
meios de comunicação ou por publicação de qualquer natureza. 
Convenção Interamericana para Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra as Pessoas 
Portadoras de Deficiência. Decreto n. 3.956, de 8 de outubro de 2001. 
Convenção sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher. Decreto n. 4.377, 
de 13 de setembro de 2002. 
O Decreto n. 4.886, de 20 de novembro de 2003, institui a Política Nacional de Promoção da Igualdade 
Racial PNPIR. –
Estatuto da Igualdade Racial: Lei n. 12.288, de 20 de julho de 2010. 
Conselho Nacional de Combate a Discriminação D: Decreto n.7.388, de 9 de dezembro de 2010. – CNC
 
XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos 
termos da lei; 
XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura , o 
tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por 
eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem; 
 
A Lei n. 8.072, de 25 de julho de 1990, dispõe sobre os crimes hediondos, nos termos deste inciso. 
A Lei n. 9.455, de 7 de abril de 1997, define os crimes de tortura. 
O Decreto n. 5.639, de 26 de dezembro de 2005, promulga a Convenção Interamericana contra o 
Terrorismo. 
Lei de Drogas: Lei n. 11.343, de 23 de agosto de 2006, regulamentada pelo Decreto n. 5.912, de 27 de 
setembro de 2006 
 
XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a 
ordem constitucional e o Estado Democrático; 
 
Organizações criminosas: Lei n. 9.034, de 3 de maio de 1995 
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O Decreto n. 5.015, de 12 de março de 2004, promulga a Convenção das Nações Unidas contra o Crime 
Organizado Transnacional. 
 
XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a 
decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles 
executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido; 
XLVI - a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes: 
a) privação ou restrição da liberdade; 
b) perda de bens; 
c) multa; 
d) prestação social alternativa; 
e) suspensão ou interdição de direitos; 
XLVII - não haverá penas: 
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX; 
b) de caráter perpétuo; 
c) de trabalhos forçados; 
d) de banimento; 
e) cruéis; 
XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a 
idade e o sexo do apenado; 
XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral; 
 
Vide Súmula Vinculante 11 do STF 
 
L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o 
período de amamentação; 
 
Da penitenciaria de mulheres: Lei n. 7.210, de 11 de julho de 1984, art. 89. 
A Lei n. 11.942, de 28 de maio de 2009, altera a Lei de Execução Penal (Lei n. 7.210, de 11-7-1984), 
para assegurar as mães presas e aos recém-nascidos condições mínimas de assistência. 
 
LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes 
da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na 
forma da lei; 
LII - não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião; 
LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente; 
LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; 
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o 
contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; 
 
Vide Súmulas Vinculantes 3, 5, 14, 21, e 28 do STF. 
 
LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos; 
LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória; 
LVIII - o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas 
em lei; (Regulamento). 
LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal; 
LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o 
interesse social o exigirem; 
 
Do sigilo no inquérito policial: Código do Processo Penal, art. 20. 
Segredo de Justiça: Código de Processo Civil, arts. 155 e 444. 
Sistema de transmissão de dados para a prática de atos processuais: Lei n. 9.800, de 26 de maio de 
1999. 
 
LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade 
judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos 
em lei; 
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LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz 
competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada; 
LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe 
assegurada a assistência da família e de advogado; 
 
Vide art. 136, § 3º, IV, da Constituição Federal. 
Vide Súmula Vinculante 14 do STF. 
 
LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório 
policial; 
LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária; 
LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou 
sem fiança; 
LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e 
inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel; 
 
O Decreto n. 592, de 6 de julho de 1992 (Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos), dispõe em 
seu art. 11 que “ninguém poderá ser preso apenas por não poder cumprir com uma obrigação 
contratual”. 
O Decreto n. 678, de 6 de novembro de 1992 (Pacto de São José da Costa Rica), dispõe em seu art. 7º, 
item 7, que ninguém deve ser detido por dívida, exceto no caso de inadimplemento de obrigação 
alimentar. 
Pensão alimentícia: art. 19 da Lei n. 5.478, de 25 de julho de 1968. 
Vide Súmula Vinculante 25 do STF. 
A Súmula n. 419 do STJ dispõe que descabe a prisão civil do depositário judicial infiel. 
Alienação fiduciária: Decreto lei n. 911, de 1º de outubro de 1969, e Lei n. 9.514, de 20 de novembro de –
1997. 
Depositário infiel: Lei n. 8.866, de 11 de abril de 1994. 
 
LXVIII - conceder-se-á "habeas-corpus" sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer 
violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder; 
 
Vide art. 142, § 2º, da Constituição Federal. 
 
LXIX - conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por 
"habeas-corpus" ou "habeas-data", quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for 
autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público; 
LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: 
a) partido político com representação no Congresso Nacional; 
b) organização sindical, entidade declasse ou associação legalmente constituída e em funcionamento há 
pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados; 
LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável 
o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à 
soberania e à cidadania; 
LXXII - conceder-se-á "habeas-data": 
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de 
registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; 
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou 
administrativo; 
LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao 
patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio 
ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas 
judiciais e do ônus da sucumbência; 
LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de 
recursos; 
LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso além do tempo 
fixado na sentença; 
LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei: 
a) o registro civil de nascimento; 
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b) a certidão de óbito; 
 
Inciso regulamentado pela Lei n. 9.265, de 12 de fevereiro de 1996. 
Gratuidade dos atos necessários do exercício da cidadania: Lei n. 9.534, de 10 de dezembro de 1997 
LXXVII - são gratuitas as ações de "habeas-corpus" e "habeas-data", e, na forma da lei, os atos 
necessários ao exercício da cidadania. 
LXXVIII a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e 
os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 
2004) 
 
Fonte: https://www.entendeudireito.com.br 
Cláusula de abertura: 
De acordo com o artigo 5°, parágrafo 2°, “os direitos e garantias expressos nesta Constituição não 
excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais 
em que a República Federativa do Brasil seja parte”. Isso significa que o rol do artigo 5° não é taxativo, 
havendo outros direitos fundamentais no próprio texto da Constituição (decorrentes do regime e dos 
princípios por ela adotados) ou em tratados internacionais. 
 
Incorporação dos tratados internacionais de direitos humanos 
O artigo 5°, § 3°, da Constituição, estabelece que “os tratados e convenções internacionais sobre direitos 
humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos 
dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais”. 
Antes do dia 8 de dezembro de 2004, havia somente uma fórmula para a incorporação dos tratados e 
convenções internacionais sobre direitos humanos no Brasil. Era a fórmula simplificada que envolvia 
quatro etapas: Celebração do tratado pelo Presidente da República: art. 84, inciso VIII. Referendo (i) (ii) 
do Congresso Nacional por meio de decreto legislativo: art. 49, I. Ratificação do tratado: depósito ou (iii) 
troca. Promulgação e publicação do tratado por meio de decreto do Presidente da República: art. 84, (iv)
IV. 
No dia 8 de dezembro de 2004 foi promulgada a Emenda Constitucional n. 45, também chamada de 
Emenda da Reforma do Poder Judiciário. Além de instituir a súmula vinculante, a repercussão geral, o 
Conselho Nacional de Justiça e a celeridade processual como direito fundamental, dentre outras 
mudanças, a Emenda em questão disciplinou a incorporação dos tratados e convenções internacionais 
de direitos humanos ao ordenamento jurídico brasileiro. 
Impresso por Giovana Moraes, E-mail giovanamooraes@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por
direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 27/03/2025, 11:39:33
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De acordo com o artigo 5º, § 3º, da Constituição, os tratados e convenções internacionais sobre direitos 
humanos ratificados em ambas as Casas do Congresso Nacional, em dois turnos de votação, são 
equivalentes as emendas constitucionais. Natural, já que a fórmula 3/5 + 2 turnos de votação em cada 
Casa do Congresso Nacional é a fórmula adotada para a elaboração de uma Emenda Constitucional. Em 
regra, não tem caído mais do que isso. Contudo, temos que hoje os tratados e convenções internacionais 
de direitos humanos podem assumir dois status: 
a) status de emenda constitucional: direitos humanos + Procedimento das EC (3/5 e 2 turnos de 
votação). 
b) status supralegal: direitos humanos + procedimento simplificado. 
O único tratado internacional com status de emenda constitucional no Brasil é a Convenção sobre os 
Direitos das Pessoas com Deficiências (Decreto 6949/2009). 
 
 
 
 
 
Fonte: http://www.dizerodireito.com.br 
Brasileiros Natos: 
De acordo com o artigo 12, inciso I, da Constituição, são considerados brasileiros natos: 
a) Os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não 
estejam a serviço de seu país; 
b) Os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a 
serviço da República Federativa do Brasil; 
c) Os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em 
repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em 
qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira; 
 
Brasileiros Naturalizados: 
De acordo com o artigo 12, inciso II, da Constituição, são considerados brasileiros naturalizados: 
a) Os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira (Lei 6.815/1980), exigidas aos originários 
de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral; 
b) Os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais de 
quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira. 
NACIONALIDADE

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