Prévia do material em texto
PROVA A PLIC ADA Tipo “U” ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE EDITAL NORMATIVO N O 1 – RP/SES-DF/2017, DE 17 DE OUTUBRO DE 2016. PROCESSO SELETIVO PARA INGRESSO NOS PROGRAMAS DE RESIDÊNCIA EM ÁREA PROFISSIONAL DA SAÚDE DESENVOLVIDOS EM HOSPITAIS, ATENÇÃO PRIMÁRIA E DEMAIS CENÁRIOS DE PRÁTICA DA SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL Á R E A P R O G R A M A S Farmácia (Grupo 002) Multiprofissional em Atenção ao Câncer (212), Multiprofissional em Atenção Cardíaca (222), Multiprofissional em Saúde da Criança (232), Multiprofissional em Saúde Mental do Adulto (262) e Multiprofissional em Terapia Intensiva (282). Data e horário da prova: Domingo, 27/11/2016, às 14h I N S T R U Ç Õ E S • Você receberá do fiscal: o um caderno da prova objetiva contendo 120 (cento e vinte) itens; e, o um cartão de respostas ótico personalizado. • Verifique se a numeração dos itens, a paginação do caderno da prova objetiva e a codificação do cartão de respostas ótico estão corretas. • Verifique se o programa selecionado por você está explicitamente indicado nesta capa. • Quando autorizado pelo fiscal do IADES, no momento da identificação, escreva no espaço apropriado do cartão de respostas, com a sua caligrafia usual, a seguinte frase: A m i g o s d i s t a n t e s , a b r a c e - o s . • Você dispõe de 3 (três) horas e 30 (trinta) minutos para fazer a prova objetiva, devendo controlar o tempo, pois não haverá prorrogação desse prazo. Esse tempo inclui a marcação do cartão de respostas ótico. • Somente após decorrida 1 (uma) hora do início da prova, você poderá entregar seu cartão de respostas ótico e o caderno de provas e retirar-se da sala. • Somente será permitido levar o caderno de questões da prova objetiva após 3 (três) horas do início da prova. • Deixe sobre a carteira apenas o documento de identidade e a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada de material transparente. • Não é permitida a utilização de qualquer aparelho eletrônico de comunicação. • Não é permitida a consulta a livros, dicionários, apontamentos e apostilas. • Você somente poderá sair e retornar à sala de aplicação de provas na companhia de um fiscal do IADES. • Não será permitida a utilização de lápis em nenhuma etapa da prova. I NSTRUÇÕES PARA A PROVA OBJETI VA • Verifique se os seus dados estão corretos no cartão de respostas da prova objetiva. Caso haja algum dado incorreto, escreva apenas no(s) campo(s) a ser(em) corrigido(s), conforme instruções no cartão de respostas. • Leia atentamente cada item e assinale, no cartão de respostas ótico. • O cartão de respostas ótico não pode ser dobrado, amassado, rasurado ou manchado e nem pode conter nenhum registro fora dos locais destinados às respostas. • O candidato deverá transcrever, com caneta esferográfica de tinta preta, as respostas da prova objetiva para o cartão de respostas, para a respectiva folha de resposta. • A maneira correta de assinalar a alternativa no cartão de respostas é cobrir, fortemente, com caneta esferográfica de tinta preta, o espaço a ela correspondente. • Marque as respostas assim: www.pciconcursos.com.br PROVA A PLIC ADA PROCESSO SELETIVO – SES-DF GRUPO 002 – TIPO “U” PÁGINA 2/9 Farmácia Itens de 1 a 120 Em determinado município de aproximadamente 100.000 habitantes, após denúncia ao Ministério Público de descontrole na distribuição de medicamentos aos pacientes, em unidades básicas de saúde, o gestor e o único farmacêutico da Secretaria Municipal de Saúde decidiram centralizar a dispensação de medicamentos ao almoxarifado central do município. Entretanto, o Conselho Municipal de Saúde e representantes de outras categorias de profissionais de saúde questionaram a decisão e solicitaram a descentralização adequada para as unidades básicas de saúde. Considerando a legislação sanitária e as normas para o exercício da profissão farmacêutica vigentes no Brasil, a Política Nacional de Atenção Básica e a Política Nacional de Assistência Farmacêutica, que determinam a execução de ações voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde, tendo o medicamento como insumo essencial e garantindo o seu acesso e uso racional, tanto no âmbito público quanto no privado, julgue os itens a seguir. 1. A descentralização será possível mediante a contratação de farmacêuticos para as unidades básicas de saúde, pois o Decreto no 85.878/1981, que estabelece normas para execução da Lei no 3.820/1960, sobre o exercício da profissão de farmacêutico, define como atividades privativas do farmacêutico a dispensação e manipulação de fórmulas magistrais e farmacopeicas. 2. Não há possibilidade de descentralização da dispensação de medicamentos, conforme Lei no 5.991/1973 e Lei no 13.021/2014, pois, para o funcionamento das farmácias de qualquer natureza, exigem-se a autorização e o licenciamento da autoridade competente, além da presença de farmacêutico durante todo o horário de funcionamento. 3. Há possibilidade de descentralização da dispensação e da realização de fracionamento nas unidades básicas de saúde, desde que sejam cumpridas as normas de boas práticas para fracionamento de medicamentos, conforme estabelecido no art. 11 da Resolução da Diretoria Colegiada da Anvisa no 80/2006. 4. Há possibilidade de descentralização de medicamentos, sujeitos ao controle especial, de acordo com a Portaria no 344/1998, em caráter emergencial, desde que ocorra a atualização da escrituração semanalmente, e os medicamentos sejam armazenados em mobiliário lacrado, sob a responsabilidade de profissional da enfermagem. 5. Uma alternativa para a descentralização da dispensação de medicamentos seria a implantação de Equipes dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), conforme Portaria no 154/2008. Os farmacêuticos da equipe poderiam dispensar os medicamentos nas unidades básicas de saúde. Com o surgimento do perfil de farmacêutico generalista, desde 2002, houve o fortalecimento da farmácia clínica, que atualmente exige dos profissionais farmacêuticos atuação de forma sistemática para o acompanhamento e a avaliação da farmacoterapia. Há algumas ferramentas de trabalho para essa atuação: a farmacovigilância, ciência, ou o conjunto de atividades relativas à detecção, à avaliação, à compreensão e à prevenção dos efeitos adversos ou qualquer outro possível problema relacionado ao medicamento. A farmacoepidemiologia é definida como o estudo da utilização e dos efeitos de medicamentos em um grande número de pessoas. E a farmacoeconomia é considerada a aplicação de economia da saúde especificamente aos medicamentos, mediante análises econômicas; não pode ser considerada uma ciência individualizada, pois são utilizadas metodologias derivadas das áreas de economia, epidemiologia, farmácia, medicina e ciências sociais. BISSON, M. P. Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica. 3. ed. Barueri: Manole, 2016, com adaptações. Considerando os conceitos apresentados, julgue os itens a seguir. 6. Os gastos são reconhecidos como custos variáveis, quando aumentam conforme o crescimento do número de pacientes atendidos em uma clínica ambulatorial. 7. A farmacovigilância é o estudo indicado para o período de pós-comercialização de medicamentos, uma vez que estabelece, entre outras questões, o valor terapêutico daqueles. 8. O custo que não varia com quantidade ou volume o resultado gerado em curto prazo, por exemplo, um ano, é o custo fixo. 9. A farmacoepidemiologia é um instrumento útil para direcionar a aquisição e a prescrição de medicamentos no ciclo da assistência farmacêutica no Sistema Único de Saúde. 10. A notificação, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil, é um ato adotado universalmente nafarmacoepidemiologia, pois revelaria as reações indesejadas manifestadas após o uso de medicamentos. 11. A análise custo-efetividade é um estudo comparativo de custos, envolvendo dois ou mais tratamentos considerados efetivos em termos clínicos e com resultados de qualidade de vida, diferenciando-se apenas nos valores econômicos. 12. A farmacovigilância é uma estratégia desenvolvida comumente em unidades hospitalares para auxiliar no planejamento e na execução de ações inerentes à farmácia hospitalar. 13. A análise de minimização é uma técnica analítica que compara os custos monetários líquidos de um tratamento em saúde com uma medida de resultado clínico ou qualidade de vida, ou seja, quantifica resultados a partir de variáveis monetárias e quantitativas de saúde. Área livre www.pciconcursos.com.br PROVA A PLIC ADA PROCESSO SELETIVO – SES-DF GRUPO 002 – TIPO “U” PÁGINA 3/9 Conforme Resolução CNS no 338/2004, a Política Nacional de Assistência Farmacêutica deve ser compreendida como política pública norteadora para a formulação de políticas setoriais, entre as quais se destacam as políticas de medicamentos, de ciência e tecnologia, de desenvolvimento industrial e de formação de recursos humanos, entre outras, garantindo a intersetorialidade inerente ao Sistema Único de Saúde (SUS) do País e cuja implantação envolve tanto o setor público quanto o privado de atenção à saúde. Diante disso, é importante entender que a assistência farmacêutica é um conjunto de ações voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde, tanto individual como coletiva, tendo o medicamento como insumo essencial e visando ao acesso e ao seu uso racional. As ações de assistência farmacêutica envolvem a pesquisa, o desenvolvimento e a produção de medicamentos e insumos, bem como a sua seleção, programação, aquisição, distribuição, dispensação, garantia da qualidade dos produtos e serviços, além de acompanhamento e avaliação de sua utilização, na perspectiva da obtenção de resultados concretos e melhoria da qualidade de vida da população. Neste último aspecto, enquadra-se a Atenção Farmacêutica, considerada como um modelo de prática farmacêutica, desenvolvida no contexto da assistência farmacêutica que compreende atitudes, valores éticos, comportamentos, habilidades, compromissos e corresponsabilidades na prevenção de doenças, promoção e recuperação da saúde, de forma integrada à equipe de saúde. RESOLUÇÃO CNS no 338, de 6 de maio de 2004, com adaptações. Com base na resolução apresentada, julgue os itens a seguir. 14. Define-se como farmácia clínica toda atividade executada pelo farmacêutico, voltada para o paciente por meio do contato direto, exclusivamente. 15. A atenção farmacêutica (pharmaceutical care) é caracterizada por um conjunto de ações privativas do farmacêutico, que buscam a provisão responsável da farmacoterapia, com o objetivo central de propiciar bem-estar aos pacientes. 16. Os processos de seleção, programação e aquisição de medicamentos, no âmbito da assistência farmacêutica, nas várias esferas de gestão (União, estados e municípios), envolvem planejamento estratégico da área administrativa para sua execução. Apesar disso, essas ações são privativas do farmacêutico, pois o medicamento é insumo essencial dos processos de assistência farmacêutica. 17. Uma das ferramentas para a promoção do uso racional de medicamentos é a adoção da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME), que limita, em todas as esferas de gestão (União, estados e municípios), a lista de medicamentos que poderá ser disponibilizada pelo SUS. 18. As comissões de farmácia e terapêutica são instâncias de deliberação e avaliação de todos os aspectos do tratamento medicamentoso. Por isso, podem contribuir com a seleção e a padronização de medicamentos a serem disponibilizados a uma determinada população. As comissões são ferramentas para a promoção do uso racional de medicamentos. 19. O seguimento farmacoterapêutico se configura como um processo no qual o farmacêutico, de forma documentada, contínua e sistemática, se responsabiliza pelas necessidades do paciente em relação ao medicamento. Nesse ínterim, é de suma importância a execução de intervenções farmacêuticas, de maneira planejada e documentada, diretamente com o paciente e conjuntamente a outros profissionais de saúde que o acompanham. 20. O uso racional de medicamentos é um processo pelo qual os pacientes recebem medicamentos em doses apropriadas às respectivas características individuais, pelo tempo adequado, em concordância com as próprias necessidades clínicas, independentemente do custo necessário para a instalação do referido processo. Paciente, gênero feminino, 49 anos de idade, casada, bancária, IMC 31 Kg/m2, asmática, mas em tratamento, foi atendida no serviço de cardiologia do Hospital Universitário de sua cidade, queixando-se de fortes cefaleias de localização occipital associadas a escotomas cintilantes. A paciente mencionou que, há uma semana, procurou uma farmácia e aferiu a pressão arterial por três dias consecutivos, e os resultados revelaram aumento significativo na pressão arterial. Após a anamnese e aliado aos exames complementares, chegou-se ao diagnóstico de hipertensão arterial. Considerando o caso clínico apresentado e com base nos fármacos utilizados no tratamento da hipertensão arterial, julgue os itens a seguir. 21. Os antagonistas beta-adrenérgicos não seletivos, como o propranolol, são empregados com segurança em pacientes hipertensos e asmáticos, visto que o mecanismo de redução da pressão arterial correlaciona-se ao bloqueio dos receptores beta-1 adrenérgicos cardíacos e beta-2 adrenérgicos vasculares. 22. O captopril, inibidor da enzima conversora de angiotensina, reduz a conversão de angiotensina I em angiotensina II e isto, por sua vez, resulta em vasodilatação arteriolar e redução da resistência vascular periférica; logo, observa-se queda na pressão arterial de pacientes hipertensos. 23. A hidroclorotiazida atua no túbulo contorcido proximal, local responsável pela maior parte da absorção renal de sódio e água, no entanto, apesar da eficácia diurética clinicamente comprovada, a hipopotassemia, hipocalcemia e hiperuricemia configuram os principais efeitos adversos associados ao respectivo uso. 24. Enquanto a redução das correntes de cálcio nas artérias correlaciona-se ao mecanismo vasodilatador e anti- hipertensivo dos bloqueadores de canais de cálcio do tipo L, por exemplo, a nifedipina, a taquicardia reflexa, o edema maleolar e o rubor facial configuram as principais reações adversas associadas ao uso desse fármaco. www.pciconcursos.com.br PROVA A PLIC ADA PROCESSO SELETIVO – SES-DF GRUPO 002 – TIPO “U” PÁGINA 4/9 Um dos grandes desafios dos farmacêuticos clínicos no ambiente hospitalar consiste na sugestão, padronização e atualização dos antibacterianos a serem empregados no tratamento das enfermidades. A respeito dos antibacterianos, julgue os itens a seguir. 25. A piperacilina, entre as penicilinas de uso hospitalar, compreende o representante da classe com maior espectro de ação contra infecções causadas por Pseudomonas aeruginosa. Além disso, essa penicilina é comercializada em associação com o tazobactam, um inibidor de betalactamase, capaz de ampliar ainda mais o espectro de ação da piperacilina. 26. A gentamicina pertence à classe dos aminoglicosídeos, cuja ação bactericida está associada à inibição da síntese proteica bacteriana, no entanto, pode produzir ototoxicidade com emprego de doses fracionadase elevadas. 27. A associação de amoxicilina e claritromicina constitui uma manobra farmacológica efetiva no tratamento de gastrites e úlceras associadas à infecção pelo Helicobacter pylori, uma vez que a amoxicilina atua na inibição da síntese de parede celular bacteriana e a claritromicina na redução da síntese de proteínas. Considere que o setor de farmácia clínica de certo hospital recebeu a prescrição de um medicamento em forma farmacêutica líquida para atendimento pediátrico. A farmacoterapia prescrita pelo pediatra foi de 60 mg/kg/dia a ser administrada de seis em seis horas durante 10 dias consecutivos. A criança pesa 14 kg, e o frasco possui 150 mg a cada 5 mL (150 mg / 5 mL), com um volume de 60 mL em cada frasco. De acordo com o caso clínico apresentado, julgue os itens a seguir. 28. A criança deverá tomar, a cada seis horas, 6 mL do medicamento prescrito pelo pediatra, totalizando 24 mL ao dia. Durante todo o tratamento, o farmacêutico deverá monitorar se a criança está tomando 240 mL do medicamento. 29. Ao término do tratamento proposto pelo pediatra, o farmacêutico deverá monitorar se a criança tomou 720 mg do princípio ativo do medicamento prescrito, quatro vezes por dia, totalizando 280 mL. 30. O farmacêutico deverá monitorar se a criança tomou 210 mg do princípio ativo do medicamento, quatro vezes por dia, totalizando 280 mL ao completar a farmacoterapia prescrita pelo pediatra do hospital. Determinado farmacêutico do setor de farmacotécnica de um hospital público pretende manipular as seguintes prescrições médicas indicadas para artrite reumatoide e osteoartrite: 45 cápsulas de meloxicam 7,5 mg e 45 cápsulas de naproxeno 250 mg. Sabe-se que a dose máxima do meloxicam para adolescentes é de 0,25 mg/kg. A posologia para crianças ainda não foi verificada, devendo ser realizado o tratamento com meloxicam comprimido apenas em adultos e adolescentes. De maneira geral, a dose máxima diária não deve ser superior a 15 mg. A dose usual terapêutica inicial de naproxeno é de 500 mg-1.000 mg ao dia, em duas tomadas a intervalos de 12 horas (250 mg duas vezes ao dia ou 500 mg duas vezes ao dia). Acerca desse caso clínico, julgue os itens a seguir. 31. A quantidade necessária do princípio ativo a ser utilizada para a manipulação do meloxicam é de 0,3375 g, e, para o naproxeno, é de 11,25 g. 32. Caso o paciente precise tomar uma dose de 15 mg de meloxicam por dia, durante 90 dias, serão necessários 180 comprimidos de meloxicam de 7,5 mg para realizar o tratamento adequado. Para a manipulação das cápsulas do meloxicam, serão necessários 0,675 g. 33. Caso o paciente precise tomar uma dose de 750 mg de naproxeno por dia, durante 45 dias, serão necessários 135 comprimidos de naproxeno de 250 mg para realizar o tratamento adequado. Para a manipulação das cápsulas do naproxeno, serão necessários 33,75 g. Em um serviço de emergência de certo hospital da rede pública, um paciente, gênero masculino, de 22 anos de idade, residente em região carente de saneamento básico, soropositivo para o HIV, apresentou-se com tosse produtiva e relatando febre intermitente nos últimos sete dias. Após anamnese, a equipe observou que o paciente estava debilitado, com desidratação e desnutrição. A análise dos exames laboratoriais mostrou resultado positivo para tuberculose. Ao confirmar o diagnóstico, a farmacoterapia foi iniciada pelo esquema básico e, em algumas semanas, houve melhora considerável do quadro clínico. Todavia, com o desaparecimento dos sintomas, o paciente abandonou o tratamento e acabou tendo uma recaída, que o levou de volta ao serviço. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos a ele relacionados, julgue os itens a seguir. 34. A infecção pelo vírus do HIV e as condições sociais são fatores importantes que podem contribuir para o aumento dos casos de tuberculose no País. 35. A interrupção da farmacoterapia, no caso de tuberculose, foi a única causa para o retorno do paciente. 36. Para o diagnóstico da tuberculose, são necessários ao menos dois métodos laboratoriais, como o exame radiológico e o teste de escarro ou de baciloscopia. 37. Para evitar o abandono ao tratamento, os profissionais de saúde e os pacientes podem recorrer a estratégias como: orientações quanto aos medicamentos, como adequar horários, reforçando a importância de não abandonar a farmacoterapia; e diminuição entre os intervalos de consultas. 38. Uma das formas de transmissão da tuberculose é por meio da partilha de utensílios domésticos, copos ou pratos. 39. Pacientes portadores de HIV devem ser investigados quanto à tuberculose latente, visto que esta tende a progredir para tuberculose ativa em pacientes com HIV positivo. Área livre www.pciconcursos.com.br PROVA A PLIC ADA PROCESSO SELETIVO – SES-DF GRUPO 002 – TIPO “U” PÁGINA 5/9 De acordo com Pepe et al. (2010), a judicialização da saúde é a garantia de acesso a bens e serviços por intermédio do recurso a ações judiciais. É um fenômeno social e jurídico e se expressa principalmente em demandas judiciais por medicamentos. Com relação ao exposto, julgue os itens a seguir. 40. A não seleção e incorporação de determinados medicamentos pelos gestores públicos podem ser justificadas, por exemplo, em razão do recente registro de alguns medicamentos pleiteados, ou por não possuir registro na Anvisa para uso no País, ou ainda por se tratar de indicação terapêutica não autorizada no registro e (ou) no protocolo terapêutico estabelecido pelo Sistema Unificado de Saúde (SUS). 41. De acordo com a Recomendação no 31/2010 (CNJ), os Tribunais de Justiça Estaduais e Regionais Federais devem celebrar convênios que objetivem disponibilizar apoio técnico composto por médicos e farmacêuticos, para auxiliar os magistrados na formação de um juízo de valor quanto à apreciação das questões clínicas apresentadas pelas partes das ações relativas à saúde, observadas as peculiaridades regionais. 42. A maior parte dos medicamentos solicitados judicialmente encontra-se nos elencos de listas oficiais (RENAME, REMUNE, RESME, por exemplo), e a prescrição medicamentosa se origina sempre do próprio SUS. 43. As ações judiciais têm sido um importante caminho para o acesso a medicamentos de última geração, sendo importante verificar as evidências que fundamentam a respectiva prescrição e utilização. 44. A análise das demandas judiciais na tomada de decisão quanto ao fornecimento de medicamentos considera que devem ser fornecidos os medicamentos que possuam as melhores evidências disponíveis a respeito de efetividade e segurança. 45. Medicamentos que não possuem registro sanitário no País podem ser disponibilizados no mercado e, se necessário, incorporados ao sistema público, pois diversos estudos apontam pedidos judiciais de medicamentos sem registro no país. Em determinada unidade básica do Sistema Único de Saúde, uma mulher de 32 anos de idade procurou o médico com queixa de sono, fadiga excessiva e ganho de peso. Foram solicitados diversos exames laboratoriais, e a principal suspeita do médico era de hipotireoidismo. Considerando esse caso clínico, a respeito da glândula tireoide e das doenças relacionadas ao respectivo metabolismo, julgue os itens a seguir. 46. A glândula tireoide sintetiza os hormônios tireoidianos (HT), tiroxina (T4) e o triiodotironina (T3), únicos compostos biologicamente ativos que contêm molécula de iodo nas respectivas estruturas. 47. A deficiência crônica na ingestão de iodo ocasiona bócio endêmico com hipotireoidismo severo. 48. O hormônio tireotrófico (TSH) hipofisário é o principal modulador da função tireoidiana. 49. O hipotireoidismo refere-se a uma elevação nos níveis da produção do hormônioda tireoide, o que provoca um aumento nos níveis de TSH. 50. A forma moderada denominada hipotireoidismo subclínico obrigatoriamente apresenta sinais e sintomas e é definida pela concentração de TSH bioquimicamente acima do limite superior do intervalo de referência. 51. Os fármacos disponíveis para o tratamento do hipotireoidismo são a levotiroxina sódica (L-T4) e a triiodotironina (T3). O ginseng (Panax ginseng) pode ser encontrado naturalmente no nordeste da China, no leste da Rússia e na Coreia do Norte, embora hoje também seja cultivado na Rússia. As raízes secundárias podem lembrar a forma das pernas de uma silhueta humana, e a base do caule, a cabeça. Essa semelhança conferiu à planta o nome ginseng (imagem do homem). Entre muitos compostos isolados das partes subterrâneas, foram isolados os compostos seguintes. Com base nessas informações, julgue os itens a seguir. 52. Esses dois compostos são saponinas triterpênicas tetracíclicas do grupo damarano. 53. Indica-se 200 mg a 600 mg do extrato de ginseng para aumentar a resistência natural do organismo ao estresse e para reduzir a fadiga. Com base nisso, essa planta tem sido classificada como adaptógeno ou agente antiestresse. 54. Como glicosídeos, as saponinas são substâncias apolares, geralmente insolúveis em água e muito solúveis em solventes apolares. 55. Por serem utilizadas as partes subterrâneas da planta, para a identificação dos caracteres botânicos microscópicos do pó, é imprescindível verificar a existência de estômatos tectores, que deverão estar presentes para garantir o controle de qualidade da matéria-prima. www.pciconcursos.com.br PROVA A PLIC ADA PROCESSO SELETIVO – SES-DF GRUPO 002 – TIPO “U” PÁGINA 6/9 56. Por ser um produto de origem natural e ser utilizado há mais de 3.000 anos, não foi observado nenhum efeito colateral, adverso ou de toxicidade. 57. Ensaios farmacológicos têm mostrado que extratos padronizados em ginsenósidos aumentam a capacidade de resistência a doenças, à fadiga e ao stress por ação sobre o eixo hipotálamo-hipófise-córtex suprarrenal. As informações contidas em um rótulo proporcionam ao consumidor o primeiro contato com um produto alimentício. Elas podem definir a escolha de um produto alimentício em detrimento de outro, assim como a expectativa de determinadas consequências. Não se pode permitir que existam ilusões e falsas imagens construídas em função das informações oferecidas. A esse respeito, julgue os itens a seguir. 58. Em 200 mL de leite de vaca, há aproximadamente 280 mg de cálcio, por isso, é permitido que as embalagens de leite apresentem a afirmativa “previne a osteoporose”. 59. Os alimentos que apresentarem, nos respectivos dizeres de rotulagem e (ou) no respectivo material publicitário, as alegações aprovadas pela Anvisa devem ser registrados nas categorias de Alimentos com Alegações de Propriedade Funcional e (ou) de Saúde ou de Substâncias Bioativas e Probióticos Isolados com Alegação de Propriedades Funcional e (ou) de Saúde. Assim, devem ter registro prévio à comercialização, conforme o anexo II da Resolução RDC no 278/2005. 60. Segundo a Resolução RDC no 360/2003, todos os alimentos e as bebidas embalados devem conter a informação nutricional obrigatória, com exceção de bebidas alcoólicas; especiarias (como orégano, canela e outros); águas minerais naturais e demais águas envasadas para consumo humano; vinagres; sal, café, erva mate, chá e outras ervas sem adição de outros ingredientes (como leite ou açúcar); alimentos preparados e embalados em restaurantes e estabelecimentos comerciais, prontos para o consumo, como sobremesas, musse, pudim, salada de frutas; produtos fracionados nos pontos de venda a varejo, comercializados como pré-medidos, como queijos, salame, presunto; frutas, vegetais e carnes in natura, refrigerados e congelados. 61. Os termos light, lite ou low podem ser utilizados tanto para o conteúdo absoluto quanto para o conteúdo comparativo, apenas para o valor energético, e essa informação deve ser claramente disponibilizada para o consumidor no rótulo do alimento. 62. Aditivos alimentares devem ser declarados na lista de ingredientes; entre esses aditivos, existem os sais de nitrito de sódio ou de potássio, que são conservadores usados em produtos cárneos, estando relacionados com a obtenção de cor e com a atividade antioxidante e antimicrobiana em carnes frescas e congeladas. 63. Há muitas técnicas para a determinação quantitativa de nitritos; todavia, a espectrofotométrica é a mais utilizada, em razão da respectiva simplicidade, do baixo custo e da precisão. O controle de medicamentos e de insumos farmacêuticos é de responsabilidade do farmacêutico na farmácia de manipulação, devendo obedecer a critérios mínimos exigidos para o exercício da atividade de manipulação das preparações magistrais. Tais farmácias devem garantir, inclusive, a qualidade físico-química e microbiológica da própria água potável. Logo, todos os procedimentos de trabalho necessitam da atenção do farmacêutico e de condições especiais à respectiva manipulação e dispensação, com o objetivo de garantir a qualidade dos produtos manipulados. A partir desse tema, julgue os itens a seguir. 64. Quando a prescrição apresentar concentração superior aos limites farmacológicos, incompatibilidade ou interações potencialmente perigosas, o farmacêutico deve solicitar a confirmação, por escrito, do profissional prescritor e, na ausência ou negativa de confirmação, a receita somente poderá ser aviada mediante autorização do paciente. 65. Em preparações farmacêuticas, é necessário remover os contaminantes críticos que podem causar problemas e distorções nos resultados dos procedimentos, como pirógenos, matéria orgânica, íons, gases, metais pesados etc. 66. A água purificada para uso farmacêutico é considerada matéria-prima produzida na própria farmácia de manipulação a partir da água potável. As mudanças que ocorrem em substâncias materiais, especialmente nas medicinais, por meio da trituração com pó não medicinal, ou quando dissolvidas, mediante agitação com um fluido não medicinal, são tão incríveis, que se aproximam de miraculosas, e é motivo de alegria que a descoberta dessas mudanças pertença à homeopatia. HAHNEMANN, S. Doenças crônicas: sua natureza peculiar e sua cura homeopática (trad.). 6 ed. brasileira. São Paulo: G. E. H. Benoit Mure, 2007, com adaptações. Com base nessa afirmação de Hahnemann, julgue os itens a seguir. 67. O processo de trituração, em farmacotécnica homeopática, deve ser empregado para todas as substâncias antes da utilização da diluição seguida de sucussão. 68. O texto apresentado está diretamente relacionado com o método Hahnemanniano empregado para obtenção dos medicamentos homeopáticos. Além das escalas decimal e centesimal, eles podem ser produzidos em escala denominada cinquenta milesimal. Para a preparação de medicamentos atendendo aos critérios desse método e dessa escala, são utilizados os seguintes insumos inertes: microglóbulos, lactose, água destilada e etanol em diferentes diluições. O processo de preparo é constituído por uma fase sólida, na qual se emprega a trituração; uma fase líquida, em que são adotadas a diluição e a sucussão, manuais ou mecânicas. Na primeira etapa, trituração, a droga deve ser triturada até a 3CH. 69. Conforme a Farmacopeia homeopática, 3a edição (2011), medicamento homeopático é definido como toda forma farmacêutica de dispensação ministrada segundo o princípio da semelhança e (ou) da identidade, com finalidade curativa, preventiva e de diagnóstico. É obtido pela técnica de dinamização e utilizado para uso interno ou externo. www.pciconcursos.com.br PROVA A PLICADA PROCESSO SELETIVO – SES-DF GRUPO 002 – TIPO “U” PÁGINA 7/9 O direito à saúde tem, na Constituição Federal, a dimensão da respectiva importância para a sociedade e para o Estado brasileiro. A atuação política capaz de garantir a efetividade desse direito está estabelecida na Lei Maior, com início no art. 1o, inciso III (dignidade da pessoa humana), passando pela previsão da saúde como direito individual inviolável (art. 5o) e social (art. 6o), até o tratamento específico da saúde como integrante da ordem social nos artigos 196 e seguintes. Em relação à seção que trata da saúde estabelecida na Constituição Federal, julgue os itens a seguir. 70. Ao Sistema Único de Saúde (SUS) compete, nos termos da lei, além de outras atribuições, controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da produção de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos, hemoderivados e outros insumos. 71. As ações e os serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: descentralização, atendimento integral e ausência da participação da comunidade. 72. O art. 197 estabelece que os serviços de saúde são de relevância pública, cabendo ao poder público dispor, nos termos da lei, acerca da sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo a respectiva execução ser feita diretamente ou por meio de terceiros e também por pessoa física ou jurídica de direito privado. Nesse caso, a Constituição reparte a responsabilidade da execução da atuação do poder público nos serviços de saúde com a sociedade. 73. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. Nesse caso, as instituições privadas poderão participar, de forma complementar, do SUS, segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou convênio, não sendo vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições privadas com fins lucrativos. A epidemiologia pode ser definida como o estudo da distribuição e dos determinantes de estados ou eventos relacionados à saúde em populações específicas, e a respectiva aplicação na prevenção e no controle dos problemas de saúde. LAST, J. M. Um dicionário de epidemiologia. 2. ed. Lisboa: Departamento de Estudos e Planejamento da Saúde, 1995, com adaptações. A epidemiologia atual utiliza métodos quantitativos para estudar a ocorrência de doenças nas populações humanas e define estratégias de prevenção e controle. Em relação aos conceitos e princípios básicos do estudo epidemiológico, julgue os itens a seguir. 74. Os primeiros estudos epidemiológicos tinham por objetivo investigar a causa (etiologia) das doenças transmissíveis. Tais estudos continuam sendo essenciais porque possibilitam a identificação de métodos preventivos. Nesse sentido, a epidemiologia é uma ciência médica básica que tem por objetivo melhorar a saúde das populações, especialmente aquela dos menos favorecidos. 75. A epidemiologia é frequentemente utilizada para descrever o estado de saúde de grupos populacionais. O conhecimento da carga de doenças que subsiste na população é essencial para as autoridades em saúde. Esse conhecimento permite a melhor utilização de recursos por meio da identificação de programas curativos e preventivos prioritários à população. 76. Fatores de risco são aspectos de hábitos pessoais ou de exposição ambiental que estão associados ao aumento da probabilidade de ocorrência de alguma doença, e que não podem ser modificados. Esses fatores não podem ser utilizados para predizer a ocorrência de doenças, pois a respectiva mensuração no nível populacional não é significante. A promoção do uso racional de medicamentos necessita da participação da sociedade, com a finalidade de construir uma nova cultura. O farmacêutico exerce o importante papel de fomentar esse debate com a equipe de saúde e a comunidade, produzindo e disponibilizando informações técnicas e de gestão relativas aos serviços desenvolvidos. Com relação à educação em saúde, julgue os itens a seguir. 77. As ações direcionadas à equipe têm como finalidade desenvolver conhecimentos e habilidades para a promoção do uso racional de medicamentos, bem como a melhora contínua do monitoramento dos resultados de saúde obtidos com a farmacoterapia nos serviços. 78. As atividades técnico-pedagógicas não devem ser vistas como ações de caráter clínico e educacional, pois não se direcionam a públicos-alvo (a equipe de saúde e a comunidade). 79. As ações de educação em saúde direcionadas à comunidade podem incluir a criação de espaços de trocas de experiências, para problematização das dificuldades de familiares e de cuidadores na orientação do tratamento medicamentoso e não medicamentoso dos pacientes. O custo da saúde sempre se remete a algum pagador: o poder público, a operadora de plano de saúde, o segurado, o cidadão com a respectiva carga de impostos e, muitas vezes, algumas pessoas que acabam pagando o tributo da má assistência. Desse modo, gerir custos de matérias e medicamentos é, antes de tudo, uma obrigação e uma finalidade do profissional de saúde e do gestor hospitalar. Acerca da gestão farmacêutica, julgue os itens a seguir. 80. A curva ABC pode auxiliar na avaliação dos medicamentos padronizados, podendo, inclusive, sugerir a exclusão de itens com pouca ou nenhuma saída. 81. O prazo de abastecimento é definido como o tempo compreendido entre a solicitação e a chegada do pedido. 82. Os custos indiretos são aqueles considerados comuns a diversos procedimentos ou serviços, podendo ser vinculados diretamente a um serviço ou um procedimento, e tendem a apresentar maior complexidade de cálculo, impondo uma série de processamentos paralelos. www.pciconcursos.com.br PROVA A PLIC ADA PROCESSO SELETIVO – SES-DF GRUPO 002 – TIPO “U” PÁGINA 8/9 83. Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto. 84. Chama-se Convite a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao respectivo objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de dois pela unidade administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório. 85. O subsistema de controle deve responder à pergunta “o quê?” (comprar, armazenar e distribuir). Ele é composto das funções de normatização, que vão selecionar, padronizar e especificar os materiais. Embora muito se possa aprender da indústria que há mais tempo adotou a abordagem de sistemas, a assistência à saúde é muito mais complexa e específica que pilotar um Airbus: às 3 horas da madrugada, o paciente criticamente doente precisa de médicos e enfermeiros maravilhosos e dedicados, mais do que precisa de um checklist. Assumimos seriamente os grandes privilégios e responsabilidades que a sociedade nos confia, e não acreditamos nem por um segundo que a excelência individual e a paixão profissional tornem-se dispensáveis. Finalizando, erros na assistência à saúde são “nozes duras de quebrar”, que fazem com que precisemos de excelentes médicos e de sistemas mais seguros. WACHETER, Robert. Compreendendo a segurança do paciente. Porto Alegre: Artmed, 2010. 320 p., com adaptações. Com base no texto, julgue os itens a seguir. 86. O modelo do queijo suíço enfatiza que, em organizações complexas, os erros devem perpassar múltiplas camadas de proteção para causar umresultado devastador. 87. Mesmo quando as duplas checagens são exigidas pela política da instituição, é fundamental assegurar que elas sejam realmente independentes. 88. Os planejadores de segurança devem realizar discussões de grupo, além de observação do trabalho dos profissionais durante as respectivas atividades diárias, para evitar a criação de um processo paralelo com práticas inseguras. 89. Erros nem sempre acontecem em qualquer ponto da cadeia do uso de medicamentos. Para medicamentos administrados ambulatorialmente, erros relacionados aos próprios pacientes e ao monitoramento inadequado também são comuns. 90. A categoria de “notificações anônimas” são aquelas em que se solicita a identificação do notificador. Essa categoria tem a desvantagem de não permitir que perguntas de investigação sejam respondidas. A Portaria MS no 198/2004, que instituiu a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde no Brasil, incluiu a saúde ambiental como um dos temas prioritários na preparação do profissional de saúde que vai atuar no Sistema Único de Saúde. STORPIRTIS, Silvia et. al. Farmácia clínica e atenção farmacêutica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008, com adaptações. Quanto às informações apresentadas e à gestão ambiental, de resíduos e, consequentemente, com relação a resíduos de serviços de saúde, julgue os itens a seguir. 91. O Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde é um documento que aponta e descreve as ações relativas ao manejo dos resíduos sólidos no âmbito dos estabelecimentos, observadas as respectivas características e riscos. 92. O grupo A dos resíduos dos serviços de saúde abrange os resíduos que podem apresentar risco de infecção em razão da possível presença de agentes biológicos com características de menor virulência ou concentração. 93. Os materiais perfurocortantes devem ser descartados separadamente, no local da respectiva geração, imediatamente após o uso de coletores especiais. 94. Os resíduos químicos que não apresentam risco à saúde ou ao meio ambiente necessitam de tratamento, podendo ser submetidos a processo de reutilização, recuperação ou reciclagem. Determinado usuário, gênero masculino, 46 anos de idade, 1,60 m de altura e 89,6 kg, foi atendido por um médico endocrinologista em uma unidade básica do Sistema Único de Saúde. Durante a consulta médica, o profissional analisou e interpretou os exames laboratoriais, fornecendo o diagnóstico de diabetes mellitus (DM) tipo 2 ao paciente. Nesse momento, o médico solicitou a presença do farmacêutico para discutirem os resultados laboratoriais encontrados nesse usuário. • Glicemia de jejum: 199 mg/dL (valor de referência – até 100 mg/dL). • Hemoglobina glicosilada: 12% (valor de referência – até 7%). • Insulina: 45 µUI/mL (valor de referência – até 26 µUI/mL). Considerando os dados laboratoriais apresentados, julgue os itens a seguir. 95. Para escolha da farmacoterapia mais apropriada, é fundamental realizar o cálculo do valor de resistência à insulina e do índice de massa corporal (IMC). 96. O IMC do paciente deve ser calculado por meio da razão do peso (kg) sobre a altura. 97. Pacientes com IMC acima de 30 kg/m2 devem receber o diagnóstico de obesidade. 98. Para a realização do teste oral de tolerância à glicose, devem ser considerados aspectos como: jejum entre 10 e 16 horas, ingestão de pelo menos 150 g de glicídios nos três dias anteriores à realização do teste, atividade física normal e comunicação da presença de infecções, de ingestão de medicamentos ou de inatividade. 99. Os testes de hemoglobina glicada (HbA1c) devem ser realizados pelo menos uma vez ao ano por todos os pacientes diabéticos, e duas vezes ao ano (a cada três meses) por aqueles que se submeteram a alterações do esquema terapêutico. 100. O diagnóstico do DM deve sempre ser confirmado pela repetição do teste em outro dia, a menos que haja hiperglicemia inequívoca com descompensação metabólica aguda ou sintomas óbvios de DM. www.pciconcursos.com.br PROVA A PLIC ADA PROCESSO SELETIVO – SES-DF GRUPO 002 – TIPO “U” PÁGINA 9/9 101. Pacientes diabéticos e familiares têm de ser orientados quanto aos diferentes tipos de insulina, as técnicas de aplicação, os sintomas de hipoglicemia, as causas, a prevenção e o tratamento. 102. A insulinoterapia deve ser também indicada quando não se conseguir atingir e manter o controle glicêmico adequado com a associação de dois ou três medicamentos orais nas respectivas dosagens máximas. O desenvolvimento de técnicas de triagem virtual representa um dos maiores avanços na atual era de planejamento de fármacos. A triagem virtual, por meio de estratégias distintas, é capaz de direcionar a seleção de moléculas com as características químicas desejadas para modular a atividade biológica dos mais diversos e atrativos alvos moleculares (receptor) conhecidos na atualidade. Desde as técnicas mais simples, como a busca por similaridade ou docagem molecular, até as estratégias mais complexas, que envolvem métodos estatísticos e de aprendizagem de máquinas, o objetivo principal da triagem virtual é aprimorar o processo de busca de novos candidatos a fármacos e acelerar o processo contínuo do respectivo planejamento. RODRIGUES, R. P.; MANTOANI, S. P.; DE ALMEIDA, J. R.; PINSETTA, F. R.; SEMIGHINI, E. P.; DA SILVA, V. B.; DA SILVA, C. H. P. Estratégias de triagem virtual no planejamento de fármacos. Revista Virtual de Química, n. 4, v. 6, 2012, com adaptações. Com base nas informações do texto, julgue os itens a seguir. 103. As técnicas de triagem virtual, por meio da utilização de métodos computacionais, também conhecidos pelo termo in silico, auxiliam na seleção de compostos orgânicos promissores, como ligantes de alvos terapêuticos de interesse, sejam eles agonistas ou antagonistas de receptores, ou ainda inibidores enzimáticos. 104. As estratégias de triagem virtual compreendem, basicamente, duas abordagens principais: a triagem com base na estrutura do alvo molecular e a triagem com base em ligantes (compostos agonistas ou antagonistas). 105. A estratégia de triagem virtual com base na estrutura do alvo molecular está associada à busca de novos receptores por métodos computacionais que consideram a estrutura 3D de um alvo terapêutico. 106. A triagem virtual com base em ligantes é uma estratégia que utiliza compostos com atividade biológica já conhecida como fonte de informação inicial. 107. Uma abordagem pertencente ao grupo de técnicas de triagem virtual com base em ligantes é a busca por meio da determinação do padrão farmacofórico, uma vez que o farmacóforo inclui todas as principais características envolvidas na interação do ligante com o sítio receptor. 108. A docagem molecular consiste em procedimentos computacionais que preveem o modo de ligação e a afinidade de um ligante com um alvo molecular. Quanto às recomendações do Formulário Nacional da Farmacopeia Brasileira acerca de formulações de formas farmacêuticas sólidas orais, para obtenção de misturas homogêneas, julgue os itens a seguir. 109. Deve-se sempre misturar pós de tenuidades semelhantes e, se for preciso, realizar operação de trituração e tamisação para homogeneizar o tamanho de partícula. 110. É preciso iniciar uma mistura com o pó presente na fórmula em maior quantidade e ir adicionando os demais conforme a ordem decrescente de quantidade. 111. Deve-se usar indicador de mistura (corante permitido) quando for necessário misturar uma pequena quantidade de substância ativa a uma grande massa de excipiente. 112. No caso da mistura de uma quantidade de substância ativa a uma grande massa de excipiente, não se deve adotar o princípio da diluição geométrica. 113. Após a misturados pós, passar por tamis. 114. Podem ser formas farmacêuticas sólidas orais em dose unitária: comprimidos não revestidos ou revestidos com filme; comprimidos com revestimento açucarados (drágeas); pastilhas; cápsulas duras; cápsulas moles; supositórios; e, óvulos. Em um hospital, foi discutida a padronização de medicamentos, considerando alguns critérios relativos a estudos de equivalência farmacêutica e de bioequivalência, além das normas sanitárias. Considerando essa situação hipotética e os conhecimentos a ela relacionados, julgue os itens a seguir. 115. Equivalentes farmacêuticos são medicamentos que contém o mesmo fármaco, isto é, o mesmo sal ou éster da mesma molécula terapeuticamente ativa, na mesma quantidade e forma farmacêutica, podendo ou não conter excipientes idênticos. 116. Medicamentos bioequivalentes são equivalentes farmacêuticos que, ao serem administrados na mesma dose molar, nas mesmas condições experimentais, não apresentam diferenças estatisticamente significativas em relação à biodisponibilidade. 117. A biodisponibilidade indica a velocidade e a extensão de absorção de um princípio ativo em uma forma de dosagem, com base na respectiva curva concentração/tempo na circulação sistêmica ou na respectiva excreção na urina. 118. O estudo de biodisponibilidade é realizado por meio da quantificação do fármaco, não sendo permitido o doseamento de metabólito ativo ou inativo na circulação (frequentemente em plasma ou soro). 119. A Denominação Comum Brasileira (DCB) é a denominação do fármaco ou princípio farmacologicamente ativo aprovada pelo órgão federal responsável pela vigilância sanitária. 120. Por razões legais, a equivalência farmacêutica e a bioequivalência são critérios que não se aplicam a medicamentos genéricos e similares. Área livre www.pciconcursos.com.br