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Prova objetiva do processo seletivo de residência em saúde (Grupo 002 — Farmácia): caderno com 120 itens, instruções de aplicação e marcação de cartão óptico, e questões sobre legislação sanitária e assistência farmacêutica, incluindo caso sobre descentralização da dispensação de medicamentos.

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PROVA A
PLIC
ADA
 
 
Tipo “U” 
 
 
ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
EDITAL NORMATIVO N O 1 – RP/SES-DF/2017, DE 17 DE OUTUBRO DE 2016. 
 
PROCESSO SELETIVO PARA INGRESSO NOS PROGRAMAS DE RESIDÊNCIA EM ÁREA PROFISSIONAL 
DA SAÚDE DESENVOLVIDOS EM HOSPITAIS, ATENÇÃO PRIMÁRIA E DEMAIS CENÁRIOS DE PRÁTICA 
DA SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL 
 
Á R E A P R O G R A M A S 
Farmácia 
 
(Grupo 002) 
 
Multiprofissional em Atenção ao Câncer (212), Multiprofissional em Atenção 
Cardíaca (222), Multiprofissional em Saúde da Criança (232), Multiprofissional 
em Saúde Mental do Adulto (262) e Multiprofissional em Terapia Intensiva (282). 
 
Data e horário da prova: Domingo, 27/11/2016, às 14h 
 
I N S T R U Ç Õ E S 
 
• Você receberá do fiscal: 
o um caderno da prova objetiva contendo 120 (cento e vinte) itens; e, 
o um cartão de respostas ótico personalizado. 
• Verifique se a numeração dos itens, a paginação do caderno da prova objetiva e a codificação do cartão de respostas ótico estão corretas. 
• Verifique se o programa selecionado por você está explicitamente indicado nesta capa. 
• Quando autorizado pelo fiscal do IADES, no momento da identificação, escreva no espaço apropriado do cartão de respostas, 
com a sua caligrafia usual, a seguinte frase: 
 
A m i g o s d i s t a n t e s , a b r a c e - o s . 
 
• Você dispõe de 3 (três) horas e 30 (trinta) minutos para fazer a prova objetiva, devendo controlar o tempo, pois não haverá 
prorrogação desse prazo. Esse tempo inclui a marcação do cartão de respostas ótico. 
• Somente após decorrida 1 (uma) hora do início da prova, você poderá entregar seu cartão de respostas ótico e o caderno de provas e 
retirar-se da sala. 
• Somente será permitido levar o caderno de questões da prova objetiva após 3 (três) horas do início da prova. 
• Deixe sobre a carteira apenas o documento de identidade e a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada de material transparente. 
• Não é permitida a utilização de qualquer aparelho eletrônico de comunicação. 
• Não é permitida a consulta a livros, dicionários, apontamentos e apostilas. 
• Você somente poderá sair e retornar à sala de aplicação de provas na companhia de um fiscal do IADES. 
• Não será permitida a utilização de lápis em nenhuma etapa da prova. 
 
I NSTRUÇÕES PARA A PROVA OBJETI VA 
 
• Verifique se os seus dados estão corretos no cartão de respostas da prova objetiva. Caso haja algum dado incorreto, escreva apenas 
no(s) campo(s) a ser(em) corrigido(s), conforme instruções no cartão de respostas. 
• Leia atentamente cada item e assinale, no cartão de respostas ótico. 
• O cartão de respostas ótico não pode ser dobrado, amassado, rasurado ou manchado e nem pode conter nenhum registro fora dos 
locais destinados às respostas. 
• O candidato deverá transcrever, com caneta esferográfica de tinta preta, as respostas da prova objetiva para o cartão de respostas, 
para a respectiva folha de resposta. 
• A maneira correta de assinalar a alternativa no cartão de respostas é cobrir, fortemente, com caneta esferográfica de tinta preta, o 
espaço a ela correspondente. 
• Marque as respostas assim: 
 
 
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PROVA A
PLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – SES-DF GRUPO 002 – TIPO “U” PÁGINA 2/9 
Farmácia 
Itens de 1 a 120 
 
Em determinado município de aproximadamente 100.000 
habitantes, após denúncia ao Ministério Público de 
descontrole na distribuição de medicamentos aos pacientes, 
em unidades básicas de saúde, o gestor e o único 
farmacêutico da Secretaria Municipal de Saúde decidiram 
centralizar a dispensação de medicamentos ao almoxarifado 
central do município. Entretanto, o Conselho Municipal de 
Saúde e representantes de outras categorias de profissionais 
de saúde questionaram a decisão e solicitaram a 
descentralização adequada para as unidades básicas de saúde. 
 
Considerando a legislação sanitária e as normas para o 
exercício da profissão farmacêutica vigentes no Brasil, a 
Política Nacional de Atenção Básica e a Política Nacional de 
Assistência Farmacêutica, que determinam a execução de 
ações voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde, 
tendo o medicamento como insumo essencial e garantindo o 
seu acesso e uso racional, tanto no âmbito público quanto no 
privado, julgue os itens a seguir. 
 
1. A descentralização será possível mediante a contratação 
de farmacêuticos para as unidades básicas de saúde, 
pois o Decreto no 85.878/1981, que estabelece normas 
para execução da Lei no 3.820/1960, sobre o exercício 
da profissão de farmacêutico, define como atividades 
privativas do farmacêutico a dispensação e manipulação 
de fórmulas magistrais e farmacopeicas. 
2. Não há possibilidade de descentralização da dispensação 
de medicamentos, conforme Lei no 5.991/1973 e Lei 
no 13.021/2014, pois, para o funcionamento das farmácias 
de qualquer natureza, exigem-se a autorização e o 
licenciamento da autoridade competente, além da presença 
de farmacêutico durante todo o horário de funcionamento. 
3. Há possibilidade de descentralização da dispensação e 
da realização de fracionamento nas unidades básicas de 
saúde, desde que sejam cumpridas as normas de boas 
práticas para fracionamento de medicamentos, 
conforme estabelecido no art. 11 da Resolução da 
Diretoria Colegiada da Anvisa no 80/2006. 
4. Há possibilidade de descentralização de medicamentos, 
sujeitos ao controle especial, de acordo com a Portaria 
no 344/1998, em caráter emergencial, desde que ocorra 
a atualização da escrituração semanalmente, e os 
medicamentos sejam armazenados em mobiliário 
lacrado, sob a responsabilidade de profissional da 
enfermagem. 
5. Uma alternativa para a descentralização da dispensação 
de medicamentos seria a implantação de Equipes dos 
Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), 
conforme Portaria no 154/2008. Os farmacêuticos da 
equipe poderiam dispensar os medicamentos nas 
unidades básicas de saúde. 
 
 
Com o surgimento do perfil de farmacêutico 
generalista, desde 2002, houve o fortalecimento da farmácia 
clínica, que atualmente exige dos profissionais farmacêuticos 
atuação de forma sistemática para o acompanhamento e a 
avaliação da farmacoterapia. Há algumas ferramentas de 
trabalho para essa atuação: a farmacovigilância, ciência, ou o 
conjunto de atividades relativas à detecção, à avaliação, à 
compreensão e à prevenção dos efeitos adversos ou qualquer 
outro possível problema relacionado ao medicamento. A 
farmacoepidemiologia é definida como o estudo da utilização 
e dos efeitos de medicamentos em um grande número de 
pessoas. E a farmacoeconomia é considerada a aplicação de 
economia da saúde especificamente aos medicamentos, 
mediante análises econômicas; não pode ser considerada uma 
ciência individualizada, pois são utilizadas metodologias 
derivadas das áreas de economia, epidemiologia, farmácia, 
medicina e ciências sociais. 
 
BISSON, M. P. Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica. 
3. ed. Barueri: Manole, 2016, com adaptações. 
 
Considerando os conceitos apresentados, julgue os itens a 
seguir. 
 
6. Os gastos são reconhecidos como custos variáveis, 
quando aumentam conforme o crescimento do número 
de pacientes atendidos em uma clínica ambulatorial. 
7. A farmacovigilância é o estudo indicado para o período 
de pós-comercialização de medicamentos, uma vez que 
estabelece, entre outras questões, o valor terapêutico 
daqueles. 
8. O custo que não varia com quantidade ou volume o 
resultado gerado em curto prazo, por exemplo, um ano, 
é o custo fixo. 
9. A farmacoepidemiologia é um instrumento útil para 
direcionar a aquisição e a prescrição de medicamentos 
no ciclo da assistência farmacêutica no Sistema Único 
de Saúde. 
10. A notificação, de acordo com a Agência Nacional de 
Vigilância Sanitária do Brasil, é um ato adotado 
universalmente nafarmacoepidemiologia, pois revelaria 
as reações indesejadas manifestadas após o uso de 
medicamentos. 
11. A análise custo-efetividade é um estudo comparativo de 
custos, envolvendo dois ou mais tratamentos 
considerados efetivos em termos clínicos e com 
resultados de qualidade de vida, diferenciando-se 
apenas nos valores econômicos. 
12. A farmacovigilância é uma estratégia desenvolvida 
comumente em unidades hospitalares para auxiliar no 
planejamento e na execução de ações inerentes à 
farmácia hospitalar. 
13. A análise de minimização é uma técnica analítica que 
compara os custos monetários líquidos de um tratamento 
em saúde com uma medida de resultado clínico ou 
qualidade de vida, ou seja, quantifica resultados a partir de 
variáveis monetárias e quantitativas de saúde. 
 
 
Área livre 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PROCESSO SELETIVO – SES-DF GRUPO 002 – TIPO “U” PÁGINA 3/9 
Conforme Resolução CNS no 338/2004, a Política 
Nacional de Assistência Farmacêutica deve ser compreendida 
como política pública norteadora para a formulação de 
políticas setoriais, entre as quais se destacam as políticas de 
medicamentos, de ciência e tecnologia, de desenvolvimento 
industrial e de formação de recursos humanos, entre outras, 
garantindo a intersetorialidade inerente ao Sistema Único de 
Saúde (SUS) do País e cuja implantação envolve tanto o 
setor público quanto o privado de atenção à saúde. 
Diante disso, é importante entender que a assistência 
farmacêutica é um conjunto de ações voltadas à promoção, 
proteção e recuperação da saúde, tanto individual como 
coletiva, tendo o medicamento como insumo essencial e 
visando ao acesso e ao seu uso racional. 
As ações de assistência farmacêutica envolvem a 
pesquisa, o desenvolvimento e a produção de medicamentos 
e insumos, bem como a sua seleção, programação, aquisição, 
distribuição, dispensação, garantia da qualidade dos produtos 
e serviços, além de acompanhamento e avaliação de sua 
utilização, na perspectiva da obtenção de resultados 
concretos e melhoria da qualidade de vida da população. 
Neste último aspecto, enquadra-se a Atenção Farmacêutica, 
considerada como um modelo de prática farmacêutica, 
desenvolvida no contexto da assistência farmacêutica que 
compreende atitudes, valores éticos, comportamentos, 
habilidades, compromissos e corresponsabilidades na 
prevenção de doenças, promoção e recuperação da saúde, de 
forma integrada à equipe de saúde. 
 
RESOLUÇÃO CNS no 338, de 6 de maio de 2004, com adaptações. 
 
Com base na resolução apresentada, julgue os itens a seguir. 
 
14. Define-se como farmácia clínica toda atividade 
executada pelo farmacêutico, voltada para o paciente 
por meio do contato direto, exclusivamente. 
15. A atenção farmacêutica (pharmaceutical care) é 
caracterizada por um conjunto de ações privativas do 
farmacêutico, que buscam a provisão responsável da 
farmacoterapia, com o objetivo central de propiciar 
bem-estar aos pacientes. 
16. Os processos de seleção, programação e aquisição de 
medicamentos, no âmbito da assistência farmacêutica, 
nas várias esferas de gestão (União, estados e 
municípios), envolvem planejamento estratégico da 
área administrativa para sua execução. Apesar disso, 
essas ações são privativas do farmacêutico, pois o 
medicamento é insumo essencial dos processos de 
assistência farmacêutica. 
17. Uma das ferramentas para a promoção do uso racional 
de medicamentos é a adoção da Relação Nacional de 
Medicamentos Essenciais (RENAME), que limita, em 
todas as esferas de gestão (União, estados e 
municípios), a lista de medicamentos que poderá ser 
disponibilizada pelo SUS. 
18. As comissões de farmácia e terapêutica são instâncias 
de deliberação e avaliação de todos os aspectos do 
tratamento medicamentoso. Por isso, podem contribuir 
com a seleção e a padronização de medicamentos a 
serem disponibilizados a uma determinada população. 
As comissões são ferramentas para a promoção do uso 
racional de medicamentos. 
 
 
19. O seguimento farmacoterapêutico se configura como 
um processo no qual o farmacêutico, de forma 
documentada, contínua e sistemática, se responsabiliza 
pelas necessidades do paciente em relação ao 
medicamento. Nesse ínterim, é de suma importância a 
execução de intervenções farmacêuticas, de maneira 
planejada e documentada, diretamente com o paciente e 
conjuntamente a outros profissionais de saúde que o 
acompanham. 
20. O uso racional de medicamentos é um processo pelo 
qual os pacientes recebem medicamentos em doses 
apropriadas às respectivas características individuais, 
pelo tempo adequado, em concordância com as próprias 
necessidades clínicas, independentemente do custo 
necessário para a instalação do referido processo. 
 
 
Paciente, gênero feminino, 49 anos de idade, casada, 
bancária, IMC 31 Kg/m2, asmática, mas em tratamento, foi 
atendida no serviço de cardiologia do Hospital Universitário 
de sua cidade, queixando-se de fortes cefaleias de localização 
occipital associadas a escotomas cintilantes. A paciente 
mencionou que, há uma semana, procurou uma farmácia e 
aferiu a pressão arterial por três dias consecutivos, e os 
resultados revelaram aumento significativo na pressão 
arterial. Após a anamnese e aliado aos exames 
complementares, chegou-se ao diagnóstico de hipertensão 
arterial. 
 
Considerando o caso clínico apresentado e com base nos 
fármacos utilizados no tratamento da hipertensão arterial, 
julgue os itens a seguir. 
 
21. Os antagonistas beta-adrenérgicos não seletivos, como o 
propranolol, são empregados com segurança em 
pacientes hipertensos e asmáticos, visto que o 
mecanismo de redução da pressão arterial correlaciona-se 
ao bloqueio dos receptores beta-1 adrenérgicos cardíacos 
e beta-2 adrenérgicos vasculares. 
22. O captopril, inibidor da enzima conversora de 
angiotensina, reduz a conversão de angiotensina I em 
angiotensina II e isto, por sua vez, resulta em 
vasodilatação arteriolar e redução da resistência 
vascular periférica; logo, observa-se queda na pressão 
arterial de pacientes hipertensos. 
23. A hidroclorotiazida atua no túbulo contorcido proximal, 
local responsável pela maior parte da absorção renal de 
sódio e água, no entanto, apesar da eficácia diurética 
clinicamente comprovada, a hipopotassemia, 
hipocalcemia e hiperuricemia configuram os principais 
efeitos adversos associados ao respectivo uso. 
24. Enquanto a redução das correntes de cálcio nas artérias 
correlaciona-se ao mecanismo vasodilatador e anti-
hipertensivo dos bloqueadores de canais de cálcio do 
tipo L, por exemplo, a nifedipina, a taquicardia reflexa, 
o edema maleolar e o rubor facial configuram as 
principais reações adversas associadas ao uso desse 
fármaco. 
 
 
 
 
 
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PROCESSO SELETIVO – SES-DF GRUPO 002 – TIPO “U” PÁGINA 4/9 
Um dos grandes desafios dos farmacêuticos clínicos no 
ambiente hospitalar consiste na sugestão, padronização e 
atualização dos antibacterianos a serem empregados no 
tratamento das enfermidades. A respeito dos antibacterianos, 
julgue os itens a seguir. 
 
25. A piperacilina, entre as penicilinas de uso hospitalar, 
compreende o representante da classe com maior 
espectro de ação contra infecções causadas por 
Pseudomonas aeruginosa. Além disso, essa penicilina é 
comercializada em associação com o tazobactam, um 
inibidor de betalactamase, capaz de ampliar ainda mais 
o espectro de ação da piperacilina. 
26. A gentamicina pertence à classe dos aminoglicosídeos, cuja 
ação bactericida está associada à inibição da síntese proteica 
bacteriana, no entanto, pode produzir ototoxicidade com 
emprego de doses fracionadase elevadas. 
27. A associação de amoxicilina e claritromicina constitui 
uma manobra farmacológica efetiva no tratamento de 
gastrites e úlceras associadas à infecção pelo 
Helicobacter pylori, uma vez que a amoxicilina atua na 
inibição da síntese de parede celular bacteriana e a 
claritromicina na redução da síntese de proteínas. 
 
 
Considere que o setor de farmácia clínica de certo hospital 
recebeu a prescrição de um medicamento em forma 
farmacêutica líquida para atendimento pediátrico. A 
farmacoterapia prescrita pelo pediatra foi de 60 mg/kg/dia a ser 
administrada de seis em seis horas durante 10 dias consecutivos. 
A criança pesa 14 kg, e o frasco possui 150 mg a cada 5 mL 
(150 mg / 5 mL), com um volume de 60 mL em cada frasco. 
 
De acordo com o caso clínico apresentado, julgue os itens a 
seguir. 
 
28. A criança deverá tomar, a cada seis horas, 6 mL do 
medicamento prescrito pelo pediatra, totalizando 24 mL 
ao dia. Durante todo o tratamento, o farmacêutico 
deverá monitorar se a criança está tomando 240 mL do 
medicamento. 
29. Ao término do tratamento proposto pelo pediatra, o 
farmacêutico deverá monitorar se a criança tomou 
720 mg do princípio ativo do medicamento prescrito, 
quatro vezes por dia, totalizando 280 mL. 
30. O farmacêutico deverá monitorar se a criança tomou 
210 mg do princípio ativo do medicamento, quatro 
vezes por dia, totalizando 280 mL ao completar a 
farmacoterapia prescrita pelo pediatra do hospital. 
 
 
Determinado farmacêutico do setor de farmacotécnica de um 
hospital público pretende manipular as seguintes prescrições 
médicas indicadas para artrite reumatoide e osteoartrite: 45 
cápsulas de meloxicam 7,5 mg e 45 cápsulas de naproxeno 
250 mg. Sabe-se que a dose máxima do meloxicam para 
adolescentes é de 0,25 mg/kg. A posologia para crianças 
ainda não foi verificada, devendo ser realizado o tratamento 
com meloxicam comprimido apenas em adultos e 
adolescentes. De maneira geral, a dose máxima diária não 
deve ser superior a 15 mg. A dose usual terapêutica inicial de 
naproxeno é de 500 mg-1.000 mg ao dia, em duas tomadas a 
intervalos de 12 horas (250 mg duas vezes ao dia ou 500 mg 
duas vezes ao dia). 
Acerca desse caso clínico, julgue os itens a seguir. 
 
31. A quantidade necessária do princípio ativo a ser utilizada 
para a manipulação do meloxicam é de 0,3375 g, e, para o 
naproxeno, é de 11,25 g. 
32. Caso o paciente precise tomar uma dose de 15 mg de 
meloxicam por dia, durante 90 dias, serão necessários 
180 comprimidos de meloxicam de 7,5 mg para realizar 
o tratamento adequado. Para a manipulação das 
cápsulas do meloxicam, serão necessários 0,675 g. 
33. Caso o paciente precise tomar uma dose de 750 mg de 
naproxeno por dia, durante 45 dias, serão necessários 
135 comprimidos de naproxeno de 250 mg para realizar 
o tratamento adequado. Para a manipulação das 
cápsulas do naproxeno, serão necessários 33,75 g. 
 
 
Em um serviço de emergência de certo hospital da rede 
pública, um paciente, gênero masculino, de 22 anos de idade, 
residente em região carente de saneamento básico, 
soropositivo para o HIV, apresentou-se com tosse produtiva 
e relatando febre intermitente nos últimos sete dias. Após 
anamnese, a equipe observou que o paciente estava 
debilitado, com desidratação e desnutrição. A análise dos 
exames laboratoriais mostrou resultado positivo para 
tuberculose. Ao confirmar o diagnóstico, a farmacoterapia 
foi iniciada pelo esquema básico e, em algumas semanas, 
houve melhora considerável do quadro clínico. Todavia, com 
o desaparecimento dos sintomas, o paciente abandonou o 
tratamento e acabou tendo uma recaída, que o levou de volta 
ao serviço. 
 
Considerando esse caso clínico e os conhecimentos a ele 
relacionados, julgue os itens a seguir. 
 
34. A infecção pelo vírus do HIV e as condições sociais são 
fatores importantes que podem contribuir para o 
aumento dos casos de tuberculose no País. 
35. A interrupção da farmacoterapia, no caso de 
tuberculose, foi a única causa para o retorno do 
paciente. 
36. Para o diagnóstico da tuberculose, são necessários ao 
menos dois métodos laboratoriais, como o exame 
radiológico e o teste de escarro ou de baciloscopia. 
37. Para evitar o abandono ao tratamento, os profissionais 
de saúde e os pacientes podem recorrer a estratégias 
como: orientações quanto aos medicamentos, como 
adequar horários, reforçando a importância de não 
abandonar a farmacoterapia; e diminuição entre os 
intervalos de consultas. 
38. Uma das formas de transmissão da tuberculose é por 
meio da partilha de utensílios domésticos, copos ou 
pratos. 
39. Pacientes portadores de HIV devem ser investigados 
quanto à tuberculose latente, visto que esta tende a 
progredir para tuberculose ativa em pacientes com HIV 
positivo. 
 
 
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PROCESSO SELETIVO – SES-DF GRUPO 002 – TIPO “U” PÁGINA 5/9 
De acordo com Pepe et al. (2010), a judicialização da saúde é 
a garantia de acesso a bens e serviços por intermédio do 
recurso a ações judiciais. É um fenômeno social e jurídico e 
se expressa principalmente em demandas judiciais por 
medicamentos. Com relação ao exposto, julgue os itens a 
seguir. 
 
40. A não seleção e incorporação de determinados 
medicamentos pelos gestores públicos podem ser 
justificadas, por exemplo, em razão do recente registro 
de alguns medicamentos pleiteados, ou por não possuir 
registro na Anvisa para uso no País, ou ainda por se 
tratar de indicação terapêutica não autorizada no 
registro e (ou) no protocolo terapêutico estabelecido 
pelo Sistema Unificado de Saúde (SUS). 
41. De acordo com a Recomendação no 31/2010 (CNJ), os 
Tribunais de Justiça Estaduais e Regionais Federais 
devem celebrar convênios que objetivem disponibilizar 
apoio técnico composto por médicos e farmacêuticos, 
para auxiliar os magistrados na formação de um juízo 
de valor quanto à apreciação das questões clínicas 
apresentadas pelas partes das ações relativas à saúde, 
observadas as peculiaridades regionais. 
42. A maior parte dos medicamentos solicitados judicialmente 
encontra-se nos elencos de listas oficiais (RENAME, 
REMUNE, RESME, por exemplo), e a prescrição 
medicamentosa se origina sempre do próprio SUS. 
43. As ações judiciais têm sido um importante caminho 
para o acesso a medicamentos de última geração, sendo 
importante verificar as evidências que fundamentam a 
respectiva prescrição e utilização. 
44. A análise das demandas judiciais na tomada de decisão 
quanto ao fornecimento de medicamentos considera que 
devem ser fornecidos os medicamentos que possuam as 
melhores evidências disponíveis a respeito de 
efetividade e segurança. 
45. Medicamentos que não possuem registro sanitário no 
País podem ser disponibilizados no mercado e, se 
necessário, incorporados ao sistema público, pois 
diversos estudos apontam pedidos judiciais de 
medicamentos sem registro no país. 
 
 
Em determinada unidade básica do Sistema Único de Saúde, 
uma mulher de 32 anos de idade procurou o médico com 
queixa de sono, fadiga excessiva e ganho de peso. Foram 
solicitados diversos exames laboratoriais, e a principal 
suspeita do médico era de hipotireoidismo. 
 
Considerando esse caso clínico, a respeito da glândula 
tireoide e das doenças relacionadas ao respectivo 
metabolismo, julgue os itens a seguir. 
 
46. A glândula tireoide sintetiza os hormônios tireoidianos 
(HT), tiroxina (T4) e o triiodotironina (T3), únicos 
compostos biologicamente ativos que contêm molécula 
de iodo nas respectivas estruturas. 
47. A deficiência crônica na ingestão de iodo ocasiona 
bócio endêmico com hipotireoidismo severo. 
48. O hormônio tireotrófico (TSH) hipofisário é o principal 
modulador da função tireoidiana. 
49. O hipotireoidismo refere-se a uma elevação nos níveis 
da produção do hormônioda tireoide, o que provoca um 
aumento nos níveis de TSH. 
50. A forma moderada denominada hipotireoidismo 
subclínico obrigatoriamente apresenta sinais e sintomas e é 
definida pela concentração de TSH bioquimicamente 
acima do limite superior do intervalo de referência. 
51. Os fármacos disponíveis para o tratamento do 
hipotireoidismo são a levotiroxina sódica (L-T4) e a 
triiodotironina (T3). 
 
 
O ginseng (Panax ginseng) pode ser encontrado 
naturalmente no nordeste da China, no leste da Rússia e na 
Coreia do Norte, embora hoje também seja cultivado na 
Rússia. As raízes secundárias podem lembrar a forma das 
pernas de uma silhueta humana, e a base do caule, a cabeça. 
Essa semelhança conferiu à planta o nome ginseng (imagem 
do homem). Entre muitos compostos isolados das partes 
subterrâneas, foram isolados os compostos seguintes. 
 
 
 
 
 
Com base nessas informações, julgue os itens a seguir. 
 
52. Esses dois compostos são saponinas triterpênicas 
tetracíclicas do grupo damarano. 
53. Indica-se 200 mg a 600 mg do extrato de ginseng para 
aumentar a resistência natural do organismo ao estresse e 
para reduzir a fadiga. Com base nisso, essa planta tem sido 
classificada como adaptógeno ou agente antiestresse. 
54. Como glicosídeos, as saponinas são substâncias 
apolares, geralmente insolúveis em água e muito 
solúveis em solventes apolares. 
55. Por serem utilizadas as partes subterrâneas da planta, para 
a identificação dos caracteres botânicos microscópicos do 
pó, é imprescindível verificar a existência de estômatos 
tectores, que deverão estar presentes para garantir o 
controle de qualidade da matéria-prima. 
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56. Por ser um produto de origem natural e ser utilizado há 
mais de 3.000 anos, não foi observado nenhum efeito 
colateral, adverso ou de toxicidade. 
57. Ensaios farmacológicos têm mostrado que extratos 
padronizados em ginsenósidos aumentam a capacidade 
de resistência a doenças, à fadiga e ao stress por ação 
sobre o eixo hipotálamo-hipófise-córtex suprarrenal. 
 
 
As informações contidas em um rótulo proporcionam ao 
consumidor o primeiro contato com um produto alimentício. 
Elas podem definir a escolha de um produto alimentício em 
detrimento de outro, assim como a expectativa de determinadas 
consequências. Não se pode permitir que existam ilusões e 
falsas imagens construídas em função das informações 
oferecidas. A esse respeito, julgue os itens a seguir. 
 
58. Em 200 mL de leite de vaca, há aproximadamente 
280 mg de cálcio, por isso, é permitido que as embalagens 
de leite apresentem a afirmativa “previne a osteoporose”. 
59. Os alimentos que apresentarem, nos respectivos dizeres 
de rotulagem e (ou) no respectivo material publicitário, 
as alegações aprovadas pela Anvisa devem ser 
registrados nas categorias de Alimentos com Alegações 
de Propriedade Funcional e (ou) de Saúde ou de 
Substâncias Bioativas e Probióticos Isolados com 
Alegação de Propriedades Funcional e (ou) de Saúde. 
Assim, devem ter registro prévio à comercialização, 
conforme o anexo II da Resolução RDC no 278/2005. 
60. Segundo a Resolução RDC no 360/2003, todos os 
alimentos e as bebidas embalados devem conter a 
informação nutricional obrigatória, com exceção de 
bebidas alcoólicas; especiarias (como orégano, canela e 
outros); águas minerais naturais e demais águas envasadas 
para consumo humano; vinagres; sal, café, erva mate, chá 
e outras ervas sem adição de outros ingredientes (como 
leite ou açúcar); alimentos preparados e embalados em 
restaurantes e estabelecimentos comerciais, prontos para o 
consumo, como sobremesas, musse, pudim, salada de 
frutas; produtos fracionados nos pontos de venda a varejo, 
comercializados como pré-medidos, como queijos, salame, 
presunto; frutas, vegetais e carnes in natura, refrigerados e 
congelados. 
61. Os termos light, lite ou low podem ser utilizados tanto 
para o conteúdo absoluto quanto para o conteúdo 
comparativo, apenas para o valor energético, e essa 
informação deve ser claramente disponibilizada para o 
consumidor no rótulo do alimento. 
62. Aditivos alimentares devem ser declarados na lista de 
ingredientes; entre esses aditivos, existem os sais de 
nitrito de sódio ou de potássio, que são conservadores 
usados em produtos cárneos, estando relacionados com 
a obtenção de cor e com a atividade antioxidante e 
antimicrobiana em carnes frescas e congeladas. 
63. Há muitas técnicas para a determinação quantitativa de 
nitritos; todavia, a espectrofotométrica é a mais 
utilizada, em razão da respectiva simplicidade, do baixo 
custo e da precisão. 
 
 
O controle de medicamentos e de insumos farmacêuticos é 
de responsabilidade do farmacêutico na farmácia de 
manipulação, devendo obedecer a critérios mínimos exigidos 
para o exercício da atividade de manipulação das preparações 
magistrais. Tais farmácias devem garantir, inclusive, a 
qualidade físico-química e microbiológica da própria água 
potável. Logo, todos os procedimentos de trabalho 
necessitam da atenção do farmacêutico e de condições 
especiais à respectiva manipulação e dispensação, com o 
objetivo de garantir a qualidade dos produtos manipulados. A 
partir desse tema, julgue os itens a seguir. 
 
64. Quando a prescrição apresentar concentração superior 
aos limites farmacológicos, incompatibilidade ou 
interações potencialmente perigosas, o farmacêutico 
deve solicitar a confirmação, por escrito, do profissional 
prescritor e, na ausência ou negativa de confirmação, a 
receita somente poderá ser aviada mediante autorização 
do paciente. 
65. Em preparações farmacêuticas, é necessário remover os 
contaminantes críticos que podem causar problemas e 
distorções nos resultados dos procedimentos, 
como pirógenos, matéria orgânica, íons, gases, metais 
pesados etc. 
66. A água purificada para uso farmacêutico é considerada 
matéria-prima produzida na própria farmácia de 
manipulação a partir da água potável. 
 
 
As mudanças que ocorrem em substâncias materiais, 
especialmente nas medicinais, por meio da trituração com pó 
não medicinal, ou quando dissolvidas, mediante agitação com 
um fluido não medicinal, são tão incríveis, que se aproximam de 
miraculosas, e é motivo de alegria que a descoberta dessas 
mudanças pertença à homeopatia. 
 
HAHNEMANN, S. Doenças crônicas: sua natureza peculiar e sua cura 
homeopática (trad.). 6 ed. brasileira. São Paulo: G. E. H. 
Benoit Mure, 2007, com adaptações. 
 
Com base nessa afirmação de Hahnemann, julgue os itens a 
seguir. 
 
67. O processo de trituração, em farmacotécnica homeopática, 
deve ser empregado para todas as substâncias antes da 
utilização da diluição seguida de sucussão. 
68. O texto apresentado está diretamente relacionado com o 
método Hahnemanniano empregado para obtenção dos 
medicamentos homeopáticos. Além das escalas decimal e 
centesimal, eles podem ser produzidos em escala 
denominada cinquenta milesimal. Para a preparação de 
medicamentos atendendo aos critérios desse método e 
dessa escala, são utilizados os seguintes insumos inertes: 
microglóbulos, lactose, água destilada e etanol em 
diferentes diluições. O processo de preparo é constituído 
por uma fase sólida, na qual se emprega a trituração; uma 
fase líquida, em que são adotadas a diluição e a sucussão, 
manuais ou mecânicas. Na primeira etapa, trituração, a 
droga deve ser triturada até a 3CH. 
69. Conforme a Farmacopeia homeopática, 3a edição 
(2011), medicamento homeopático é definido como 
toda forma farmacêutica de dispensação ministrada 
segundo o princípio da semelhança e (ou) da identidade, 
com finalidade curativa, preventiva e de diagnóstico. É 
obtido pela técnica de dinamização e utilizado para uso 
interno ou externo. 
 
 
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O direito à saúde tem, na Constituição Federal, a dimensão 
da respectiva importância para a sociedade e para o Estado 
brasileiro. A atuação política capaz de garantir a efetividade 
desse direito está estabelecida na Lei Maior, com início no 
art. 1o, inciso III (dignidade da pessoa humana), passando 
pela previsão da saúde como direito individual inviolável 
(art. 5o) e social (art. 6o), até o tratamento específico da saúde 
como integrante da ordem social nos artigos 196 e seguintes. 
Em relação à seção que trata da saúde estabelecida na 
Constituição Federal, julgue os itens a seguir. 
 
70. Ao Sistema Único de Saúde (SUS) compete, nos termos 
da lei, além de outras atribuições, controlar e fiscalizar 
procedimentos, produtos e substâncias de interesse para 
a saúde e participar da produção de medicamentos, 
equipamentos, imunobiológicos, hemoderivados e 
outros insumos. 
71. As ações e os serviços públicos de saúde integram uma 
rede regionalizada e hierarquizada e constituem um 
sistema único, organizado de acordo com as seguintes 
diretrizes: descentralização, atendimento integral e 
ausência da participação da comunidade. 
72. O art. 197 estabelece que os serviços de saúde são de 
relevância pública, cabendo ao poder público dispor, 
nos termos da lei, acerca da sua regulamentação, 
fiscalização e controle, devendo a respectiva execução 
ser feita diretamente ou por meio de terceiros e também 
por pessoa física ou jurídica de direito privado. Nesse 
caso, a Constituição reparte a responsabilidade da 
execução da atuação do poder público nos serviços de 
saúde com a sociedade. 
73. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. Nesse 
caso, as instituições privadas poderão participar, de 
forma complementar, do SUS, segundo diretrizes deste, 
mediante contrato de direito público ou convênio, não 
sendo vedada a destinação de recursos públicos para 
auxílios ou subvenções às instituições privadas com fins 
lucrativos. 
 
 
A epidemiologia pode ser definida como o estudo da 
distribuição e dos determinantes de estados ou eventos 
relacionados à saúde em populações específicas, e a 
respectiva aplicação na prevenção e no controle dos 
problemas de saúde. 
 
LAST, J. M. Um dicionário de epidemiologia. 2. ed. Lisboa: Departamento 
de Estudos e Planejamento da Saúde, 1995, com adaptações. 
 
A epidemiologia atual utiliza métodos quantitativos para 
estudar a ocorrência de doenças nas populações humanas e 
define estratégias de prevenção e controle. Em relação aos 
conceitos e princípios básicos do estudo epidemiológico, 
julgue os itens a seguir. 
 
74. Os primeiros estudos epidemiológicos tinham por 
objetivo investigar a causa (etiologia) das doenças 
transmissíveis. Tais estudos continuam sendo essenciais 
porque possibilitam a identificação de métodos 
preventivos. Nesse sentido, a epidemiologia é uma 
ciência médica básica que tem por objetivo melhorar a 
saúde das populações, especialmente aquela dos menos 
favorecidos. 
 
75. A epidemiologia é frequentemente utilizada para 
descrever o estado de saúde de grupos populacionais. O 
conhecimento da carga de doenças que subsiste na 
população é essencial para as autoridades em saúde. 
Esse conhecimento permite a melhor utilização de 
recursos por meio da identificação de programas 
curativos e preventivos prioritários à população. 
76. Fatores de risco são aspectos de hábitos pessoais ou de 
exposição ambiental que estão associados ao aumento 
da probabilidade de ocorrência de alguma doença, e que 
não podem ser modificados. Esses fatores não podem 
ser utilizados para predizer a ocorrência de doenças, 
pois a respectiva mensuração no nível populacional não 
é significante. 
 
 
A promoção do uso racional de medicamentos necessita da 
participação da sociedade, com a finalidade de construir uma 
nova cultura. O farmacêutico exerce o importante papel de 
fomentar esse debate com a equipe de saúde e a comunidade, 
produzindo e disponibilizando informações técnicas e de 
gestão relativas aos serviços desenvolvidos. Com relação à 
educação em saúde, julgue os itens a seguir. 
 
77. As ações direcionadas à equipe têm como finalidade 
desenvolver conhecimentos e habilidades para a 
promoção do uso racional de medicamentos, bem como 
a melhora contínua do monitoramento dos resultados de 
saúde obtidos com a farmacoterapia nos serviços. 
78. As atividades técnico-pedagógicas não devem ser vistas 
como ações de caráter clínico e educacional, pois não se 
direcionam a públicos-alvo (a equipe de saúde e a 
comunidade). 
79. As ações de educação em saúde direcionadas à 
comunidade podem incluir a criação de espaços de 
trocas de experiências, para problematização das 
dificuldades de familiares e de cuidadores na orientação 
do tratamento medicamentoso e não medicamentoso 
dos pacientes. 
 
 
O custo da saúde sempre se remete a algum pagador: o poder 
público, a operadora de plano de saúde, o segurado, o 
cidadão com a respectiva carga de impostos e, muitas vezes, 
algumas pessoas que acabam pagando o tributo da má 
assistência. Desse modo, gerir custos de matérias e 
medicamentos é, antes de tudo, uma obrigação e uma 
finalidade do profissional de saúde e do gestor hospitalar. 
Acerca da gestão farmacêutica, julgue os itens a seguir. 
 
80. A curva ABC pode auxiliar na avaliação dos 
medicamentos padronizados, podendo, inclusive, 
sugerir a exclusão de itens com pouca ou nenhuma 
saída. 
81. O prazo de abastecimento é definido como o tempo 
compreendido entre a solicitação e a chegada do 
pedido. 
82. Os custos indiretos são aqueles considerados comuns a 
diversos procedimentos ou serviços, podendo ser 
vinculados diretamente a um serviço ou um procedimento, 
e tendem a apresentar maior complexidade de cálculo, 
impondo uma série de processamentos paralelos. 
 
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83. Concorrência é a modalidade de licitação entre 
quaisquer interessados que, na fase inicial de 
habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos 
mínimos de qualificação exigidos no edital para 
execução de seu objeto. 
84. Chama-se Convite a modalidade de licitação entre 
interessados do ramo pertinente ao respectivo objeto, 
cadastrados ou não, escolhidos e convidados em 
número mínimo de dois pela unidade administrativa, a 
qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento 
convocatório. 
85. O subsistema de controle deve responder à pergunta “o 
quê?” (comprar, armazenar e distribuir). Ele é composto 
das funções de normatização, que vão selecionar, 
padronizar e especificar os materiais. 
 
 
Embora muito se possa aprender da indústria que há 
mais tempo adotou a abordagem de sistemas, a assistência à 
saúde é muito mais complexa e específica que pilotar um 
Airbus: às 3 horas da madrugada, o paciente criticamente doente 
precisa de médicos e enfermeiros maravilhosos e dedicados, 
mais do que precisa de um checklist. Assumimos seriamente os 
grandes privilégios e responsabilidades que a sociedade nos 
confia, e não acreditamos nem por um segundo que a excelência 
individual e a paixão profissional tornem-se dispensáveis. 
Finalizando, erros na assistência à saúde são “nozes duras de 
quebrar”, que fazem com que precisemos de excelentes médicos 
e de sistemas mais seguros. 
 
WACHETER, Robert. Compreendendo a segurança do paciente. Porto 
Alegre: Artmed, 2010. 320 p., com adaptações. 
 
Com base no texto, julgue os itens a seguir. 
 
86. O modelo do queijo suíço enfatiza que, em organizações 
complexas, os erros devem perpassar múltiplas camadas 
de proteção para causar umresultado devastador. 
87. Mesmo quando as duplas checagens são exigidas pela 
política da instituição, é fundamental assegurar que elas 
sejam realmente independentes. 
88. Os planejadores de segurança devem realizar discussões 
de grupo, além de observação do trabalho dos 
profissionais durante as respectivas atividades diárias, 
para evitar a criação de um processo paralelo com 
práticas inseguras. 
89. Erros nem sempre acontecem em qualquer ponto da 
cadeia do uso de medicamentos. Para medicamentos 
administrados ambulatorialmente, erros relacionados 
aos próprios pacientes e ao monitoramento inadequado 
também são comuns. 
90. A categoria de “notificações anônimas” são aquelas em 
que se solicita a identificação do notificador. Essa 
categoria tem a desvantagem de não permitir que 
perguntas de investigação sejam respondidas. 
 
 
A Portaria MS no 198/2004, que instituiu a Política 
Nacional de Educação Permanente em Saúde no Brasil, 
incluiu a saúde ambiental como um dos temas prioritários na 
preparação do profissional de saúde que vai atuar no Sistema 
Único de Saúde. 
 
STORPIRTIS, Silvia et. al. Farmácia clínica e atenção farmacêutica. Rio de 
Janeiro: Guanabara Koogan, 2008, com adaptações. 
Quanto às informações apresentadas e à gestão ambiental, de 
resíduos e, consequentemente, com relação a resíduos de 
serviços de saúde, julgue os itens a seguir. 
 
91. O Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de 
Saúde é um documento que aponta e descreve as ações 
relativas ao manejo dos resíduos sólidos no âmbito dos 
estabelecimentos, observadas as respectivas características 
e riscos. 
92. O grupo A dos resíduos dos serviços de saúde abrange 
os resíduos que podem apresentar risco de infecção em 
razão da possível presença de agentes biológicos com 
características de menor virulência ou concentração. 
93. Os materiais perfurocortantes devem ser descartados 
separadamente, no local da respectiva geração, 
imediatamente após o uso de coletores especiais. 
94. Os resíduos químicos que não apresentam risco à saúde 
ou ao meio ambiente necessitam de tratamento, 
podendo ser submetidos a processo de reutilização, 
recuperação ou reciclagem. 
 
 
Determinado usuário, gênero masculino, 46 anos de idade, 
1,60 m de altura e 89,6 kg, foi atendido por um médico 
endocrinologista em uma unidade básica do Sistema Único 
de Saúde. Durante a consulta médica, o profissional analisou 
e interpretou os exames laboratoriais, fornecendo o 
diagnóstico de diabetes mellitus (DM) tipo 2 ao paciente. 
Nesse momento, o médico solicitou a presença do 
farmacêutico para discutirem os resultados laboratoriais 
encontrados nesse usuário. 
 
• Glicemia de jejum: 199 mg/dL (valor de referência – até 
100 mg/dL). 
• Hemoglobina glicosilada: 12% (valor de referência – até 
7%). 
• Insulina: 45 µUI/mL (valor de referência – até 26 µUI/mL). 
 
Considerando os dados laboratoriais apresentados, julgue os 
itens a seguir. 
 
95. Para escolha da farmacoterapia mais apropriada, é 
fundamental realizar o cálculo do valor de resistência à 
insulina e do índice de massa corporal (IMC). 
96. O IMC do paciente deve ser calculado por meio da 
razão do peso (kg) sobre a altura. 
97. Pacientes com IMC acima de 30 kg/m2 devem receber o 
diagnóstico de obesidade. 
98. Para a realização do teste oral de tolerância à glicose, 
devem ser considerados aspectos como: jejum entre 
10 e 16 horas, ingestão de pelo menos 150 g de 
glicídios nos três dias anteriores à realização do teste, 
atividade física normal e comunicação da presença de 
infecções, de ingestão de medicamentos ou de 
inatividade. 
99. Os testes de hemoglobina glicada (HbA1c) devem ser 
realizados pelo menos uma vez ao ano por todos os 
pacientes diabéticos, e duas vezes ao ano (a cada três 
meses) por aqueles que se submeteram a alterações do 
esquema terapêutico. 
100. O diagnóstico do DM deve sempre ser confirmado pela 
repetição do teste em outro dia, a menos que haja 
hiperglicemia inequívoca com descompensação 
metabólica aguda ou sintomas óbvios de DM. 
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101. Pacientes diabéticos e familiares têm de ser orientados 
quanto aos diferentes tipos de insulina, as técnicas de 
aplicação, os sintomas de hipoglicemia, as causas, a 
prevenção e o tratamento. 
102. A insulinoterapia deve ser também indicada quando não 
se conseguir atingir e manter o controle glicêmico 
adequado com a associação de dois ou três 
medicamentos orais nas respectivas dosagens máximas. 
 
 
O desenvolvimento de técnicas de triagem virtual 
representa um dos maiores avanços na atual era de planejamento 
de fármacos. A triagem virtual, por meio de estratégias distintas, 
é capaz de direcionar a seleção de moléculas com as 
características químicas desejadas para modular a atividade 
biológica dos mais diversos e atrativos alvos moleculares 
(receptor) conhecidos na atualidade. Desde as técnicas mais 
simples, como a busca por similaridade ou docagem molecular, 
até as estratégias mais complexas, que envolvem métodos 
estatísticos e de aprendizagem de máquinas, o objetivo principal 
da triagem virtual é aprimorar o processo de busca de novos 
candidatos a fármacos e acelerar o processo contínuo do 
respectivo planejamento. 
 
RODRIGUES, R. P.; MANTOANI, S. P.; DE ALMEIDA, J. R.; 
PINSETTA, F. R.; SEMIGHINI, E. P.; DA SILVA, V. B.; DA SILVA, C. 
H. P. Estratégias de triagem virtual no planejamento de fármacos. Revista 
Virtual de Química, n. 4, v. 6, 2012, com adaptações. 
 
Com base nas informações do texto, julgue os itens a seguir. 
 
103. As técnicas de triagem virtual, por meio da utilização de 
métodos computacionais, também conhecidos pelo termo 
in silico, auxiliam na seleção de compostos orgânicos 
promissores, como ligantes de alvos terapêuticos de 
interesse, sejam eles agonistas ou antagonistas de 
receptores, ou ainda inibidores enzimáticos. 
104. As estratégias de triagem virtual compreendem, 
basicamente, duas abordagens principais: a triagem com 
base na estrutura do alvo molecular e a triagem com 
base em ligantes (compostos agonistas ou antagonistas). 
105. A estratégia de triagem virtual com base na estrutura do 
alvo molecular está associada à busca de novos 
receptores por métodos computacionais que consideram 
a estrutura 3D de um alvo terapêutico. 
106. A triagem virtual com base em ligantes é uma estratégia 
que utiliza compostos com atividade biológica já 
conhecida como fonte de informação inicial. 
107. Uma abordagem pertencente ao grupo de técnicas de 
triagem virtual com base em ligantes é a busca por meio 
da determinação do padrão farmacofórico, uma vez que 
o farmacóforo inclui todas as principais características 
envolvidas na interação do ligante com o sítio receptor. 
108. A docagem molecular consiste em procedimentos 
computacionais que preveem o modo de ligação e a 
afinidade de um ligante com um alvo molecular. 
 
 
Quanto às recomendações do Formulário Nacional da 
Farmacopeia Brasileira acerca de formulações de formas 
farmacêuticas sólidas orais, para obtenção de misturas 
homogêneas, julgue os itens a seguir. 
 
109. Deve-se sempre misturar pós de tenuidades semelhantes 
e, se for preciso, realizar operação de trituração e 
tamisação para homogeneizar o tamanho de partícula. 
110. É preciso iniciar uma mistura com o pó presente na 
fórmula em maior quantidade e ir adicionando os 
demais conforme a ordem decrescente de quantidade. 
111. Deve-se usar indicador de mistura (corante permitido) 
quando for necessário misturar uma pequena 
quantidade de substância ativa a uma grande massa de 
excipiente. 
112. No caso da mistura de uma quantidade de substância 
ativa a uma grande massa de excipiente, não se deve 
adotar o princípio da diluição geométrica. 
113. Após a misturados pós, passar por tamis. 
114. Podem ser formas farmacêuticas sólidas orais em dose 
unitária: comprimidos não revestidos ou revestidos com 
filme; comprimidos com revestimento açucarados 
(drágeas); pastilhas; cápsulas duras; cápsulas moles; 
supositórios; e, óvulos. 
 
 
Em um hospital, foi discutida a padronização de 
medicamentos, considerando alguns critérios relativos a 
estudos de equivalência farmacêutica e de bioequivalência, 
além das normas sanitárias. 
 
Considerando essa situação hipotética e os conhecimentos a 
ela relacionados, julgue os itens a seguir. 
 
115. Equivalentes farmacêuticos são medicamentos que 
contém o mesmo fármaco, isto é, o mesmo sal ou éster 
da mesma molécula terapeuticamente ativa, na mesma 
quantidade e forma farmacêutica, podendo ou não 
conter excipientes idênticos. 
116. Medicamentos bioequivalentes são equivalentes 
farmacêuticos que, ao serem administrados na mesma 
dose molar, nas mesmas condições experimentais, não 
apresentam diferenças estatisticamente significativas 
em relação à biodisponibilidade. 
117. A biodisponibilidade indica a velocidade e a extensão 
de absorção de um princípio ativo em uma forma de 
dosagem, com base na respectiva curva 
concentração/tempo na circulação sistêmica ou na 
respectiva excreção na urina. 
118. O estudo de biodisponibilidade é realizado por meio da 
quantificação do fármaco, não sendo permitido o 
doseamento de metabólito ativo ou inativo na 
circulação (frequentemente em plasma ou soro). 
119. A Denominação Comum Brasileira (DCB) é a denominação 
do fármaco ou princípio farmacologicamente ativo aprovada 
pelo órgão federal responsável pela vigilância sanitária. 
120. Por razões legais, a equivalência farmacêutica e a 
bioequivalência são critérios que não se aplicam a 
medicamentos genéricos e similares. 
 
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