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UROANÁLISE E FLUIDOS 
EXPERT 2.0
Produzido por Biomedicina Expert
Shirlei Morais Queiroz Morais - shirlei.morais@yahoo.com.br - IP: 45.235.197.70
SISTEMA URINÁRIO
FORMAÇÃO DA URINA
COLETA
TIPOS DE AMOSTRAS 
ANÁLISE FÍSICA 
ANÁLISE QUÍMICA
SEDIMENTOSCOPIA
LÍQUIDOS CORPORAIS
BIBLIOGRAFIA
SUMÁRIO
3
5
6
8
11
14
19
29
44
ATENÇÃO!!!
Este conteúdo é destinado apenas para o uso privado da pessoa que o obteve. Por
conseguinte, é estritamente proibido compartilhá-lo e/ou comercializá-lo, pois tal
ato constitui uma violação do artigo 184 do Código Penal Brasileiro. Essa
transgressão pode resultar em uma pena de prisão de 3 meses a 4 anos, além da
imposição de uma multa.
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SISTEMA URINÁRIO
O sistema urinário é responsável por filtrar
o sangue, eliminar resíduos e regular o
equilíbrio de líquidos e eletrólitos no corpo.
Os rins desempenham um papel crucial na
remoção de toxinas e na produção de urina,
ajudando a manter a hidratação adequada e
os níveis corretos de líquidos e eletrólitos.
Além disso, o sistema urinário regula a
pressão arterial, produz hormônios
importantes e contribui para o equilíbrio
ácido-base do organismo. É um sistema
vital para a saúde e o equilíbrio interno do
corpo humano.
RINS
Os rins são órgãos localizados acima da
cintura, um em cada lado da coluna
vertebral. Eles desempenham várias
funções essenciais no organismo. 
Filtrar o sangue, removendo resíduos e
substâncias indesejadas, 
Regular o equilíbrio de eletrólitos no
corpo.
Regulação da pressão sanguínea 
Produção de hormônios como a
eritropoietina, que estimula a produção
de glóbulos vermelhos, e a renina, que
ajuda a controlar a pressão arterial. 
Manutenção da homeostase e no
funcionamento saudável do organismo.
supra-renal
rim
ureter
URETERES
Os ureteres são dois tubos com cerca de 20
cm de comprimento cada. Eles têm a
função de conduzir a urina dos rins para a
bexiga. Os ureteres são responsáveis por
realizar movimentos de contração rítmica,
chamados ondas peristálticas, por meio
dos músculos lisos de suas paredes.
BEXIGA
A bexiga urinária é um órgão essencial do
sistema urinário, responsável por
armazenar a urina temporariamente.
Localizada na região inferior do abdômen, a
bexiga possui um esfíncter que controla a
micção ao fechar a uretra. Ela pode se
expandir e contrair, permitindo o
enchimento e esvaziamento adequados
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URETRA
A uretra é um canal muscular responsável
por conduzir a urina da bexiga para fora do
corpo durante a micção. Nas mulheres, a
uretra é mais curta, com aproximadamente
5 cm de comprimento, abrindo-se na região
anterior da vulva. Nos homens, a uretra é
mais longa, com cerca de 20 cm,
atravessando a próstata e o pênis antes de
se abrir na glande. Além de sua função
urinária, a uretra masculina também
desempenha um papel na ejaculação de
esperma durante a atividade sexual.
REGULAÇÃO DA
PRESSÃO ARTERIAL
O sistema renina-angiotensina-aldosterona
é um conjunto de reações complexas
destinado a regular a pressão arterial.
Quando a pressão arterial diminui,
particularmente quando a pressão sistólica
cai para 100 mm Hg ou menos, os rins
liberam a enzima renina na corrente
sanguínea.
A renina divide uma grande proteína
chamada angiotensinogênio, presente na
corrente sanguínea, em partes, sendo uma
delas a angiotensina I.
A angiotensina I, embora relativamente
inativa, é fragmentada pela enzima de
conversão da angiotensina (ECA) em
diferentes segmentos, resultando na
formação da angiotensina II, um hormônio
altamente ativo.
A angiotensina II induz a contração das
paredes musculares das arteríolas, as
pequenas artérias, promovendo assim o
aumento da pressão arterial. Além disso,
ela desencadeia a liberação do hormônio
aldosterona pelas glândulas adrenais e da
vasopressina (hormônio antidiurético) pela
hipófise.
Aldosterona e vasopressina levam os rins a
reter sódio (sal), enquanto a aldosterona
também incentiva a excreção de potássio.
A acumulação de sódio resulta na retenção
de água, aumentando consequentemente o
volume sanguíneo e, por conseguinte,
elevando a pressão arterial.
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FORMAÇÃO DA URINA
FILTRAÇÃO GLOMERULAR
REABSORÇÃO
O primeiro passo ocorre nos glomérulos,
que são uma rede de capilares dentro dos
néfrons, as unidades funcionais dos rins. O
sangue é filtrado através das paredes dos
capilares glomerulares, permitindo que
água, íons, nutrientes e resíduos solúveis
em água passem para os espaços dos
túbulos renais, formando o filtrado
glomerular. Grandes moléculas, como
proteínas, normalmente não passam
através dessa filtragem. cerca de 3 litros de
plasma são filtrados 60 vezes por dia, sendo
assim são filtrados 180L diariamente
O filtrado glomerular, que agora contém
uma mistura de substâncias úteis e
resíduos, passa através dos túbulos renais.
Durante esse processo, muitas das
substâncias essenciais, como glicose, íons
e água, são reabsorvidas do filtrado de volta
para a corrente sanguínea, ocorrendo
principalmente nos túbulos proximais. Isso
ajuda a manter o equilíbrio de líquidos e
eletrólitos no corpo.
SECREÇÃO TUBULAR
Neste estágio, o sangue nos capilares
peritubulares e vasa reta entrega resíduos
adicionais e substâncias indesejadas, como
íons hidrogênio e certos medicamentos,
para os túbulos renais. Essas substâncias
são secretadas ativamente dos capilares
para os túbulos, ajudando a eliminar mais
resíduos do corpo
COMPOSIÇÃO
A urina humana contém principalmente
água (95%), com 3% de ureia, ácido úrico,
sais e outras substâncias. Hormonas como
a antidiurética e aldosterona regulam o seu
volume, acidez e concentração de sais.
Metade dos sólidos na urina é ureia,
resultante da quebra de proteínas, e o
restante inclui nitrogênio, cloretos, fósforo,
amônio, creatinina e ácido úrico. Detectar
substâncias anormais na urina indica
doenças. A urina é estéril quando
eliminada, mas bactérias podem causar o
cheiro desagradável da deterioração,
liberando amoníaco.
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VOLUME URINÁRIO
ANÚRIA
Anúria é a condição médica caracterizada
pela produção quase nula de urina pelo
organismo.
Volume urinário se refere à quantidade de
urina produzida e eliminada pelo corpo em
um determinado período de tempo. Esse
termo é comumente utilizado no contexto
da saúde e da medicina para avaliar o
funcionamento dos rins e do sistema
urinário. O volume urinário pode variar
conforme a hidratação, a dieta, condições
médicas e outros fatores. O volume normal
de produção médio: 1500 ml/dia, mas 600 a
2000 ml podem ser considerados normais,
dependendo da situação.
OLIGÚRIA:
Oligúria é a diminuição anormal da produção
de urina, resultando em volumes urinários
menores do que o normal.
 2,5 L/dia em adultos
> 3 ml/kg/hr em crianças
COLETA
Material biológico requer cuidados de
biossegurança durante o manuseio e deve
ser coletado em recipientes limpos, secos,
à prova de vazamentos e em frascos
descartáveis. A coleta varia entre
procedimentos infantis e adultos.
COLETA ADULTO
Coletar a 1 ° urina da manhã e
deve ser levada ao laboratório
em até 2 horas para que seja
analisada
deve ser feita uma higienização
prévia da região genital
Urinar no coletor, desprezando o
1° jato urinário
Coletar cerca de 50 mL de urina
e armazenar de 2 - 8°C;
COLETA INFANTIL 
O coletor auto-aderente deve ser
trocado de 30 em 30 minutos;
Colocar o coletor aderente
fechado dentro do coletor
universal;
Volume superior a 1 mL
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COLETA URINA 24 HORAS
Os coletores de urina de 24
horas devem possuir aberturaampla.
Coletar todas as urinas das
próximas 24 horas no recipiente
Obter o recipiente adequado no
laboratório (e conservante, se
necessário)
Amostras devem estar
identificadas com nome,
número de identificação, data e
hora da coleta, além de sexo e
idade.
Refrigerar a amostra após cada
coleta
CRITÉRIO DE REJEIÇÃO DE AMOSTRA
Identificação imprópria da amostra
Informações discrepantes entre
etiqueta e formulário
Contaminação da amostra com fezes
ou papel higiênico
Frascos sujos, mesmo exteriormente
Volume insuficiente
Recipientes inapropriados
Transporte inapropriado
CONSERVAÇÃO DA AMOSTRA
A conservação adequada de amostras
de urina é crucial para garantir
resultados precisos em testes
médicos. Isso envolve:
Armazenamento em refrigeração, a
menos que instruído de outra forma.
Evitar congelamento, pois pode afetar
a composição da amostra.
Proteger de luz direta, pois alguns
componentes podem ser sensíveis à
luz.
Para o transporte de amostras de
urina em situações de longas
distâncias (acima de 24 horas) ou
quando a refrigeração não é viável, a
opção é usar conservantes químicos.
O conservante adequado precisa ser
capaz de eliminar bactérias, inibir a
atividade da urease e manter os
elementos presentes no sedimento,
sem prejudicar os resultados dos
testes químicos.
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TIPOS DE AMOSTRAS
AMOSTRA ALEATÓRIA
A amostra de urina aleatória, também
conhecida como amostra isolada de urina,
é coletada em qualquer momento do dia,
e é usada para analisar várias substâncias
na urina sem um horário específico. 
Embora seja uma abordagem comum,
essa amostra pode requerer manipulação
especial. 
Ela é obtida após os primeiros segundos
de micção e é frequentemente usada para
triagem de anormalidades óbvias. 
No entanto, os resultados podem ser
afetados por fatores como alimentação e
exercícios físicos, por isso é importante
registrar o horário da coleta no frasco.
URINA DE PRIMEIRA MANHÃ
 amostra de urina ideal para triagens é a
primeira urina da manhã, que permanece
mais tempo na bexiga. 
Isso evita falsos negativos em testes de
gravidez e permite avaliar condições
como proteinúria ortostática. 
Essa amostra está concentrada, o que
facilita a detecção de elementos que
seriam imperceptíveis em urina diluída.
Para coletá-la adequadamente:
Realize higiene prévia da genitália
com água e sabão e seque bem.
Homens devem retrair a pele do
pênis; mulheres devem separar os
grandes lábios da vagina.
Inicie a micção no vaso sanitário e,
após alguns segundos, colete a
porção média do jato (2º jato)
diretamente no frasco.
Use o frasco fornecido pelo
laboratório.
A entrega da urina no laboratório deve
ocorrer dentro de 2 horas após a
coleta.
Por que devemos desprezar o primeiro
jato de urina quando vamos fazer o
exame? 
O primeiro jato de urina pode conter células e
secreções da uretra, o que pode contaminar a
amostra. Para evitar isso, é essencial descartar
o primeiro jato e coletar o jato médio de urina,
que melhor representa o conteúdo da bexiga
sem contaminações.
SEGUNDA DA MANHÃ
A amostra da segunda urina da manhã,
coletada após o jejum, é valiosa porque
não contém os metabólitos provenientes
da última refeição. 
Isso a torna ideal para o monitoramento
da glicosúria, permitindo avaliar de
maneira mais precisa os níveis de glicose
na urina sem a interferência dos
alimentos recentemente ingeridos.
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URINA DE 24H
Avalia com Precisão Componentes
Urinários
O exame de urina de 24 horas quantifica
substâncias na urina, sendo útil para
entender o funcionamento renal. 
Alguns elementos, como eletrólitos,
variam durante o dia. É vital que o
paciente esteja hidratado e siga as
orientações para coleta.
Diferente do exame padrão, a coleta de
24 horas fornece detalhes sobre
proteínas, eletrólitos e outras
substâncias na urina. 
Ajuda a identificar problemas renais,
cálculos e até pré-eclâmpsia em grávidas,
através da presença de proteínas na
urina.
2H PÓS PRANDIAL
Avaliando a Eficácia da Terapia de Insulina
em Indivíduos com Diabetes Mellitus ,
para uma avaliação mais precisa do
estado metabólico, é comparado o
resultado da medição de glicose
sanguínea duas horas após a refeição da
manhã com as medições de glicose
anteriores. 
Isso ajuda no monitoramento e ajuste da
terapia de insulina em pacientes com
diabetes.
Ao chegar no laboratório, o primeiro
passo é garantir a homogeneização da
amostra colhida. 
Posteriormente, é importante medir o
volume dessa amostra. Para a realização
dos testes necessários, apenas uma
parte da amostra é requerida, evitando
desperdícios. 
No caso de ter sido coletada em dois
recipientes distintos, é essencial misturar
e homogeneizar as amostras antes de
proceder à retirada da porção adequada
para análise.
URINA CATETERIZADA
A amostragem de urina cateterizada
envolve a introdução de um cateter pela
uretra até a bexiga para coletar urina.
Essas amostras podem ser usadas para
culturas bacterianas e avaliação da
função renal. 
Além disso, a coleta de urina dos rins
individualmente ou por meio de aspiração
suprapúbica também pode ser realizada
para fins diagnósticos.
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AMOSTRA PROSTÁTICA
A amostra prostática é coletada em
três recipientes distintos: a primeira
urina, a segunda urina e a terceira
urina após a massagem prostática. 
Essas amostras são utilizadas para
realizar uma cultura quantitativa. Em
casos de infecções da próstata, a
terceira amostra geralmente
apresentará níveis mais elevados de
leucócitos e bactérias em comparação
com a primeira amostra, devido ao
efeito da massagem prostática. 
Esse processo ajuda a diagnosticar e
avaliar infecções na próstata.
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ANÁLISE FÍSICA
ASPECTO DA URINA
A urina normalmente é límpida, esse
aspecto pode mudar devido a
presença de elementos na urina, como
cristais, leucócitos, bactérias,
hemácias, células epiteliais, presença
de precipitados: cristais de urato e
cristais de fosfatos; e outros. 
Podem causar turbidez não
patológica: sêmen, talco, cremes
vaginais, contaminação fecal
Outro fator que pode deixar a urina
turva é a desidratação
Turbidez diz muito sobre a
transparência da urina, seja ela mais
opaca ou não
Aqui nesta imagem vemos respectivamente urina
límpida, semi-turva e turva
ODOR
O odor da urina geralmente não é
clinicamente relevante, exceto quando
atípico. 
Não é uma parte rotineira do exame
físico. O odor característico, muitas
vezes único, deriva de ácidos voláteis
na urina. 
Odores diferentes podem surgir devido
a problemas como crescimento
bacteriano por má preservação da
amostra, produção de amônia,
acúmulo de cetonas em diabéticos
(odor doce) e condições metabólicas
como a fenilcetonúria (cheiro de urina
de rato), embora esse método esteja
desatualizado. 
Alterações patológicas, como
infecções urinárias, diabetes e câncer
na bexiga, também podem afetar o
odor.
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Diabetes insipidus
Pielonefrite
Glomerulonefrite
bacteriúria
Hiper-hidratação
Insuficiência da adrenal,
doença hepática
Diabetes mellitus
Desidratação
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DENSIDADE
A densidade da urina está diretamente
relacionada à concentração de
substâncias dissolvidas nela, como
cristais, leucócitos e tecidos. 
A quantidade e o peso dessas partículas
influenciam a densidade urinária. 
O intervalo normal de densidade urinária
varia entre 1.005 e 1.028, podendo ser
afetado pelo nível de hidratação e pelo
volume de urina. 
Ela é uma avaliação da capacidade de
reabsorção e concentração dos rins, além
de ajudar a identificar desidratação e
problemas no hormônio antidiurético
(ADH).
Comparando com a densidade da água
destilada, a densidade urinária resulta da
mistura de água e solutos. 
Isso permite avaliar a concentração dos
solutos dissolvidosna urina, incluindo o
número e o tamanho das partículas. 
É importante observar que a ureia
contribui mais para o aumento da
densidade urinária do que partículas
menores, como sódio e cloretos.
COR
A cor da urina normal varia desde um
amarelo claro até o amarelo escuro, essa
coloração é devido a eliminação de alguns
pigmentos que são eliminados na urina,
pigmentos esses que são provenientes do
metabolismo
Urocromo (amarelo palha); este
presente em maior concentração
Uroeritrina (amarelo citrino);
Urobilina (amarelo âmbar);
Amarelo
Claro
Amarelo
Citrino
Amarelo
Escuro
Ambar
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A urina pode apresentar outras
colorações, seja por doenças, uso de
medicamentos vamos ver essas
colorações e as possíveis causas
Branca: Presença de leucócitos, Fosfatos:
Presença de partículas em suspensão
Amarelo escuro: Desidratação (aumenta a
concentração de pigmentos), aspargo,
bilirrubinas e medicamentos como:
Metronidazol
Essa alteração ocorre devido a
concentração desses pigmentos, por isso
a desidratação tende a deixar a urina mais
escura, já que a concentração irá
aumentar, por consequência, quanto mais
hidratada, a urina tende a ser mais clara
Alaranjado: Desidratação, bilirrubinas,
urobilinogênio, Urato Amorfo - suspensão,
sangue, medicamentos como:
fenazopiridina, Rifampicina,,
polivitamínicos, vitaminas B12
Vermelha: Sangue, metahemoglobinemia,
medicamentos como: Rifampicina, 
Pyridium, Vitamina B12, ingestão de
beterraba e amoras
Roxa: Ocorre em pacientes com cateter
vesical (raro), corantes, ingestão de
alimentos como beterrabas e amoras
Esverdeada: Infecção por Pseudomonas,
por medicamentos como: Timol, Fenil e
Salicilato e também por corantes
Azul: Infecções, corantes e medicamentos
como Triantereno
Escura: Alcaptonúria (raro)
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ANÁLISE QUÍMICA
Só para relembrar essa parte é feita
usando fitas reativas e ela tem alguns
valores de referência
Proteínas
Glicose
Cetonas
Pigmentos biliares
Sangue
Urobilinogênio
Nitrito
Hemoglobina
Leucócitos
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Negativo
Normal
Negativo
Negativo
Negativo
As tiras reativas são amplamente usadas
na detecção de substâncias químicas na
urina, com uma única tira contendo até 10
testes. 
Elas consistem em quadrados de papel
absorvente com substâncias químicas,
fixados em uma tira de plástico,
acompanhadas por uma escala de cores
para comparação. 
Para garantir o desempenho, as tiras são
testadas diariamente com soluções de
controle.
O procedimento de teste envolve a rápida
imersão das tiras em urina
homogeneizada, com remoção do
excesso em papel absorvente. 
A reação química com a urina resulta em
mudanças de cor nas almofadinhas de
reagentes. 
A observação das áreas de teste em
intervalos específicos e a comparação
visual com a escala de cores são
essenciais para a interpretação dos
resultados.
E agora vamos ver como realizar a análise
química
Mergulhe a tira e retire-a,
dispensando o excesso pela borda do
frasco.
1.
Seque a parte posterior em um papel
absorvente.
2.
Após 1 minuto compare as cores de
reação das áreas de teste
3.
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Alcalose metabólica 
Alcalose respiratória
Infecções bacterianas
Dieta vegetariana
Urina vespertina e
urina pós-prandial
Acidose
respiratória;
Intoxicação por
salicilato
Urina matinal
Acidose metabólica
Diarreias graves
Desnutrição
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PH URINÁRIO
Quanto mais baixo é o PH, mais ácida é a
substância, e quanto mais alto o PH, mais
alcalina é a substância, sendo 7 um PH
neutro. pH de urina recém eliminada não
atinge 9 em condições normais, nem em
patológicas
O pH médio da urina é em torno de 6,0,
mas isso pode variar por alguns motivos,
patológicos e não patológicos como
acidose metabólica que tende a deixar o
PH baixo, e alcalose metabólica que tende
a deixar o PH alto. A urina matinal tende a
ter um PH mais baixo do que urina pós-
prandial e urina vespertina
UROBILINOGÊNIO
O urobilinogênio é uma substância
derivada do metabolismo da bilirrubina, a
bilirrubina no fígado sofre ação de
enzimas bacterianas transformando-a em
urobilinogênio, que posteriormente será
excretado pela urina
Portanto, a presença de urobilinogênio
em excesso na urina, também tem
significado de dano hepático ou intestinal;
PROTEÍNAS
A determinação mais indicativa de doença
renal ou doença renal incipiente é a
presença de proteínas na urina.
Normalmente, a urina contém
quantidades muito pequenas de
proteínas, cerca de 10 mg/dL ou 150 mg
em um período de 24 horas. 
Essas proteínas são geralmente de baixo
peso molecular, incluindo as produzidas
pelo epitélio urinário e as proteínas
séricas.
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A albumina, que tem baixo peso
molecular, é a principal proteína
encontrada na urina. Além disso, outras
proteínas como microglobulinas, proteína
de Tamm-Horsfall e secreções
prostáticas, seminais e vaginais também
podem estar presentes. 
Embora a presença elevada de proteína
na urina seja um sinal de doenças renais,
é possível encontrar proteínas na urina
em situações não relacionadas a
doenças, como exercícios físicos
intensos, febre, pressão arterial elevada
e, principalmente, durante a gravidez.
A detecção de níveis elevados de proteína
na urina, além do valor normal dea permeabilidade e a
pressão dentro das unidades de filtração
dos rins, chamadas glomérulos. 
Essas mudanças favorecem a passagem
de albumina para a urina, resultando na
sua detecção.
BILIRRUBINAS
A bilirrubina é formada a partir da
degradação da hemoglobina e em união
com a albumina é transportada até o
fígado, lá ela é conjugada com ácido
glicurônico e se transforma em bilirrubina
conjugada, nessa forma ela é e excretada
na urina por ser hidrossolúvel
Existe um teste qualitativo no qual a
agitação da urina resulta na formação de
uma espuma com tonalidade amarelada
ou amarelo-esverdeada, indicando
positividade para bilirrubina. 
Esse teste é realizado com uma amostra
recente, utilizando o Reativo de Fouchet.
Pode ser indicador de problemas
hepáticos ou distúrbios hemolíticos. e
normalmente esses pacientes ficam
ictéricos (pele e mucosas amarelados).
GLICOSE
A presença de glicose na urina é
chamada de glicosúria, normalmente é
encontrada em baixíssimas quantidades
pois toda a glicose é filtrada pelos
glomérulos é reabsorvida pelo túbulo
proximal
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LEUCÓCITOS 
Os leucócitos são células de defesa, ou
seja, se tiver leucócitos também tem
algo de errado, provavelmente infecções
bacterianas, porém pode aparecer
negativo em casos de infecções
bacterianas intensas, indício de
contaminação
Porém quando a taxa de glicose está alta
essa glicose pode ir para a urina, sendo
indicativo que o paciente é diabético
SANGUE
O sangue na urina pode se apresentar de
duas formas, a hematúria e a
Hemoglobinúria
Presença de hemácias na urina que pode
ser indicativo de doenças como 
Nefrite
Infecção renal aguda
Tumor renal
Cálculos renais
HEMATÚRIA
HEMOGLOBINÚRIA
A hemoglobina é uma proteína presente
nas hemácias, então a presença dessa
proteína significa que houve lise de
hemácias, quando a proteína é liberada
ela se une a outra proteína chamada de
haptoglobina, cuja função é impedir a
excreção glomerular de hemoglobina.
Quando a haptoglobina é eliminada em
um ritmo maior que a produção, ocorre
uma falta dessa proteína que deixa as
hemoglobinas livres para serem
excretadas. e pode ser causada por 
Anemias Hemolíticas;
Malária;
Transfusões incompatíveis;
Envenenamento 
NITRITO
Bactérias como Escherichia coli,
Enterobacter, Citrobacter, Klebsiella e
espécies de Proteus contêm enzimas
que reduzem o nitrato da urina a nitrito, a
presença de nitrito é um indicativo de
infecção urinária, porém o resultado
negativo não afasta um diagnóstico de
infecção bacteriana, pois outras
bactérias podem causar infecções e não
reduzir o nitrato a nitrito, como bactérias
gram-positivas
CORPOS CETÔNICOS
A presença de corpos cetônicos é
chamada de cetonúria, são formados
durante o catabolismo de ácidos-
graxos, a aparece normalmente na urina
em pacientes com
:
 Pacientes em Jejum prolongado
 Pacientes Diabéticos
 Pacientes com Diarréia
 Pacientes com Vômitos
 Pacientes com febre
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ANÁLISE MICROSCÓPICA
PREPARAÇÃO DAS AMOSTRAS
Centrifugar 10 ml da amostra por 5
minutos a uma rotação de 1500 rpm
1.
Eliminar cerca de 9 mL da urina
centrifugada ficando apenas o
sedimento
2.
Agite adequadamente 1 ml restante3.
Tirar um pouco de amostra (~20 ul)
colocamos em uma lâmina e coloca-
se uma lamínula por cima
4.
Avaliamos 10 campos, fazendo a
primeira análise usando a objetiva de
10x e mudamos para 40 x para
observarmos melhor as estruturas
5.
CÉLULA EPITELIAL
Essas células epiteliais encontradas no
sedimento urinário podem aparecer
devido a descamação normal das células
velhas. 
Mas as células tubulares renais aparecem
em processos inflamatórios ou doenças
renais representando lesões epiteliais.
Podemos encontrar três tipos de células
epiteliais: escamosa, transicional e
tubular renal.
ESCAMOSA
Essas células não possuem significado
patológico, exceto em grandes
quantidades.
Elas são grandes, achatadas e formato
irregular e são provenientes da
descamação normal da uretra e da vagina
TRANSICIONAL
Podem apresentar projeções caudais,
formato esférico ou poliédrico, algumas
podem apresentar com núcleo
centralizados e outras binucleadas. 
São oriundas da descamação normal da
bexiga, da pelve renal e dos ureteres
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20
TÚBULO RENAL
Possuem forma achatada, colunar ou
cubóide, com núcleos grandes e são
provenientes dos túbulos renais e podem
indicar grave lesão tubular
LEUCÓCITOS
Os leucócitos podem chegar na urina
através de secreções genitais ou
qualquer ponto ao longo do trato urinário.
Quando temos aumento de leucócitos na
urina, denominamos de piúria e podem
ser indicativos de infecções bacterianas
ou a um processo inflamatório no trato
urinário
Os leucócitos têm tamanhos poucos
maiores que as hemácias, e um pouco
menor que as células epiteliais renais. 
Podem aparentar cor cinza pálida ou
amarelo-esverdeada e formato esférico
Quando aparecem em aglomerados é um
forte indicativo de infecção aguda
Aglomerado de piócitos
(leucócitos)
Piócitos (leucócitos)
LEVEDURAS 
As leveduras são fungos e a Candida
albicans é a levedura mais
constantemente encontrada na urina. 
As leveduras são incolores, lisas, e
normalmente ovais, podem parecer
hemácias, mas é possível diferenciar pela
morfologia, que as hemácias são
arredondadas e as leveduras ovais
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ESPERMATOZÓIDES
MUCO
Os espermatozoides são encontrados em
seu formato normal e não tem relevância
clínica, exceto em caso de ejaculação
retrógrada na qual o esperma é expulso
para a bexiga em vez de ser para a uretra
se for homem, normalmente em amostra
feminina podem indicar relação sexual
antes da coleta, por isso não é relatado
no laudo
Os filamentos mucosos são estruturas
semelhantes a fitas, longas, delgadas e
ondulantes, com estrias longitudinais
distintas e um baixo índice
refratométrico.
Alguns dos filamentos mais amplos
podem ser confundidos com cilindros
hialinos. Embora normalmente presentes
em quantidades reduzidas na urina
normal, esses filamentos podem ocorrer
em níveis elevados quando há irritação
ou inflamação do trato urinário.
Além disso, é mais comum encontrá-los
em amostras de urina do sexo feminino.
BACTÉRIAS
A ocorrência de bactéria na amostra
pode indicar contaminação, pois
normalmente quando está no rim e na
bexiga não apresenta bactérias, e essa
contaminação pode ser devido a
presença de bactérias uretra, na vagina,
na genitália externa ou no frasco
Quando estas bactérias estão
acompanhada por leucócitos podem
indicar presença de Enterobacteriaceae
(bacilos gram-negativos),
Staphylococcus e Enterococcus
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HEMÁCIAS
As condições que resultam em hematúria
incluem várias doenças renais, doenças
glomerulares, carcinoma do trato
urinário e a presença de cálculos renais.
Elas podem apresentar várias formas a
depender do ambiente da urina, em
urinas frescas apresentam um aspecto
normal. células fantasma em urinas
(hemácias lisadas) hipotônicas, e em
ambientes hipertônicos hemácias
encolhidas, crenadas ou de modo
irregular
É encontrada em danos à integridade
vascular do trato urinário, seja por
infecções ou inflamação aguda, em
amostras de pacientes do sexo feminino
podem ser levado em consideração um a
possível contaminação menstrual
CRISTAIS URINÁRIOS
URINA ÁCIDA
ÁCIDO ÚRICO
Esses cristais são comuns em urinas
ácidas e podem apresentar várias
formas, mas é mais frequentes em
formatos de rosetas ou cristais
agrupados e possuem coloração
amarela ou castanho-avermelhada
Esses cristais podem aparecer na urina
normalmente, por isso não tem
importância clínica, exceto quando há
elevação metabolismo de purina
Podem está associados a gota, dieta
rica em purina, síndrome de Lesch-
Nyhan, nefrite crônica, hiperuricosúria,
hiperuricemia,e hiperacidez urinária
(pHou entre a quarta e quinta vértebras, com
cuidados específicos, como medição da
pressão intracraniana (PIC) e emprego de
técnicas para prevenir infecções ou
danos no tecido neural. 
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Durante o procedimento, é essencial
coletar amostras em três tubos estéreis,
designando-os para análises bioquímicas
e sorológicas, microbiologia e contagem
celular, respectivamente.
É aconselhável coletar um quarto tubo,
sempre que possível, para análises
adicionais, especialmente para exames
bioquímicos e sorológicos mais
específicos que requerem
congelamento, como no caso da
dosagem do VDRL para diagnosticar
Sífilis. 
Durante a coleta da amostra, é possível a
formação de fibrina dentro do tubo em
algum momento após a coleta, o que
pode levar suspeitas de meningite
tuberculosa.
ANÁLISE
 A taxa de proteína é ligeiramente maior
em homens e mais elevada em idosos. A
aparência normal é límpida e incolor,
semelhante a "água de rocha", podendo
ser descrita como cristalina, opaca ou
turva, leitosa, xantocrômica ou
sanguinolenta.
Em casos de meningite bacteriana por
Pseudomonas, as amostras podem
apresentar tonalidades esverdeadas ou
azuladas. 
Em situações inflamatórias, busca-se
identificar o agente etiológico.
30
O exame do Líquido Cefalorraquidiano
(LCR) envolve análises físicas,
citológicas, bioquímicas e imunológicas.
Em condições normais, o LCR é límpido,
incolor, levemente alcalino, com
densidade entre 1.006 e 1.009 e até 4
células por mm³.
O exame citológico do Líquido
Cefalorraquidiano (LCR) envolve a
contagem global e específica de células
por mm³, incluindo neutrófilos, linfócitos,
monócitos, plasmócitos, células
histioides e outras, realizada em um
esfregaço corado. 
A análise bioquímica comum inclui a
dosagem proteica, glicose, lactato,
glutamina e desidrogenase lática (DHL)
no LCR. 
Para a detecção e identificação de
antígenos bacterianos, utiliza-se a
técnica de Contra-Imunoeletroforese
(CIE), um método sorológico empregado
nos setores de microbiologia.
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Bacteriana
Contagem elevada de
leucócitos
Presença de
neutrófilos
Grande elevação nos
níveis de proteínas
Acentuada diminuição do
nível de glicose
Níveis elevados de
lactato
Níveis elevados de DHL
(LD4 e LD5)
Organismos gram- positivos; e CIE
A turvação do Líquido Cefalorraquidiano
(LCR) pode ser resultado de uma alta
concentração de proteínas ou lipídios,
mas também pode indicar infecção, onde
a opacidade é causada pela presença de
leucócitos. 
O LCR xantocrômico pode estar
associado à turvação em algumas
meningites bacterianas, enquanto a
xantocromia relacionada à hemorragia
ocorre em hemorragias intracranianas. 
O exame microscópico, que revela
macrófagos com hemácias fagocitadas
Para o exame microbiológico, é
necessário que a contagem global
apresente mais de 4 células por mm³.
Após a centrifugação do tubo, o
sobrenadante é separado para análises
imunológicas. 
Utilizando o sedimento, realiza-se o
exame a fresco do LCR entre lâmina e
lamínula para a pesquisa de fungos. 
Diversos esfregaços são confeccionados
para análise.
1. Corado pelo método de Gram para
detecção de organismos bacterianos e
fúngicos.
2. Corado pelo método de Ziehl-Neelsen
para bacterioscopia, especialmente na
pesquisa de Bacilos Álcool-Ácido-
Resistentes (BAAR) em casos suspeitos
de meningite tuberculosa.
31
RESUMO DOS PRINCIPAIS RESULTADOS
NO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DA
MENINGITE
Viral
Contagem elevada de
leucócitos
Presença de
linfócitos
Elevação moderada nos
níveis de proteínas
Níveis normais de glicose
Níveis normais de lactato
(LD2 e LD3)
Níveis elevados de DHL
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Tuberculosa
Contagem elevada de
leucócitos
Presença de linfocitos
e monócitos
Elevação moderada ou acentuada nos
níveis de proteínas
Níveis baixos de
glicose
Níveis elevados de
lactato
Formação de
película
32
Viral
Fúngica
Presença de linfocitos e monócitos
Elevação moderada nos níveis de
proteínas
Elevação moderada ou acentuada
nosníveis de proteínas
Prova de tinta da China positiva para
Cryptococcus neoformans
Prova com látex positiva
FLUIDOS SEROSOS
O Líquido Seroso (LS), presente em
cavidades fechadas como a pleural,
pericárdica e peritoneal, tem a função de
lubrificar essas cavidades durante o
movimento, quando as superfícies
entram em contato. 
As membranas serosas, parietal e
visceral, revestem as paredes e os
órgãos das cavidades, respectivamente. 
Esses líquidos são formados pelo
ultrafiltrado do plasma, com uma
pequena quantidade de proteína que é
retirada pelo sistema linfático.
Localizado entre as membranas, o LS
serve para lubrificá-las. 
Os capilares que irrigam as cavidades
influenciam a produção e reabsorção dos
líquidos devido às pressões hidrostáticas
e coloidais exercidas.
Transudatos são originados por um
desequilíbrio sistêmico mecânico
que afeta a filtração e reabsorção do
líquido
Exsudatos surgem de processos
inflamatórios, envolvendo
comprometimento das membranas,
incluindo casos de infecções e
neoplasias
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3
COLETA
Os líquidos serosos são obtidos por
aspiração com agulha nas cavidades
correspondentes, em procedimentos
conhecidos como toracocentese (líquido
pleural), pericardiocentese (líquido
pericárdico) e paracentese (líquido
peritoneal). 
A quantidade coletada de cada líquido é
geralmente substancial para permitir a
disponibilidade em diferentes seções do
laboratório. 
Para análises de contagem celular, é
necessária uma amostra com
anticoagulante; para cultura, um tubo
estéril; e para análises bioquímicas, uma
amostra heparinizada. 
Além disso, é importante colher uma
amostra não heparinizada para a
observação de coagulação espontânea.
ANÁLISES
O líquido pleural é um fluido que reveste
os pulmões e a cavidade torácica. 
Ele é essencial para lubrificar os pulmões
e permitir que eles se movam livremente
durante a respiração. O volume normal de
líquido pleural é de cerca de 10 ml.
A cor, a turbidez, a presença de sangue, a
contagem de leucócitos e os níveis de
glicose, amilase e pH do líquido pleural
podem fornecer informações sobre a
causa do derrame pleural.
O líquido é transparente e amarelo-claro.
A turvação geralmente está associada à
presença de leucócitos, indicando
possíveis infecções bacterianas,
tuberculose ou distúrbios imunológicos,
como artrite reumatoide.
A detecção de sangue em determinado
contexto pode indicar lesão traumática,
como no caso de hemotórax, lesão na
membrana (associada a neoplasias) ou
resultar de aspiração traumática. 
A presença de neutrófilos aponta para
uma possível infecção bacteriana,
enquanto a observação de linfócitos
sugere a possibilidade de tuberculose ou
neoplasia.
LÍQUIDO PLEURAL
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A baixa concentração de glicose no
líquido pleural está associada a
condições como tuberculose, inflamação
reumatoide e neoplasia. 
Níveis elevados de amilase indicam a
presença de pancreatite. 
Um pH reduzido está relacionado a
tuberculose, neoplasia e ruptura
esofágica. 
O acúmulo de líquido pleural ocorre na
pneumonia e carcinomas, caracterizando
derrames exsudativos, e também na
insuficiência cardíaca, onde se observa a
produção de transudatos como um
distúrbio sistêmico.
LÍQUIDO PERICÁRDICO
O líquido pericárdico, encontrado entre
as membranas pericárdicas, geralmente
está em pequena quantidade (10 a 50
mL), com coloração transparente e
amarelo-claro. 
Em casos de infecções e neoplasias, o
líquido pode tornar-se turvo. Nos
distúrbios metabólicos, o líquido
aspirado costuma ser transparente. 
Derrames pericárdicos podem ocorrer
devido a infecções (pericardite),
neoplasias ou comprometimento
metabólico. Elevados níveis de
leucócitos indicam infecção,
especialmente endocardite bacteriana,enquanto baixos níveis de glicose
sugerem infecção bacteriana e
neoplasia.
LÍQUIDO PERITONEAL
O acúmulo de líquido na cavidade
peritoneal é conhecido como ascite,
sendo o líquido frequentemente referido
como ascítico em vez de peritoneal. 
Similar aos líquidos pleural e pericárdico,
o ascítico é tipicamente transparente e
de coloração amarelo-claro. 
A turvação desse líquido pode ser um
indicativo de peritonite ou mesmo
cirrose.
Líquidos turvos sinalizam possíveis
infecções, enquanto líquidos
esverdeados podem estar presentes em
casos de derrame biliar
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Valores elevados de hemácias podem
apontar para traumatismo hemorrágico,
enquanto níveis elevados de leucócitos
podem sugerir cirrose ou peritonite
bacteriana.
Glicose baixa está associada a condições
como peritonite tuberculosa e neoplasia.
Amilase elevada pode indicar quadros de
pancreatite ou perfuração
gastrointestinal. 
Elevadas concentrações de ureia ou
creatinina podem ser indicativas de
ruptura da bexiga, enquanto a fosfatase
alcalina elevada pode se relacionar com
perfuração intestinal.
FLUIDO SINOVIAL
O Fluido Sinovial, derivado do plasma
sanguíneo, protege, nutre e lubrifica as
cartilagens não vascularizadas nas
articulações. 
Normalmente límpido, transparente e
amarelado, com 2 g/dL de proteínas
isentas de fibrinogênio, não coagula
espontaneamente e não apresenta
cristais. 
A análise do líquido sinovial é usada na
classificação de distúrbios articulares,
sendo que em casos patológicos, o
volume pode aumentar devido à
permeabilidade capilar elevada, com
presença de hemácias e aumento de
leucócitos em traumatismos.
COLETA
A coleta do Fluidos Sinovial (LS) é
realizada por meio de Artrocentese,
aspirando-se a amostra do joelho em
condições de esterilidade estrita. 
A quantidade normal na cavidade
articular é inferior a 3,5 mL, aumentando
em distúrbios articulares. 
O LS é coletado em frascos estéreis, com
ou sem anticoagulante (heparina ou
EDTA líquido), para evitar artefatos. 
Amostras patológicas podem conter
fibrinogênio aumentado, sugerindo
diferentes coletas para análises
citológicas/bioquímicas (com
anticoagulante) e microbiológicas (sem
anticoagulante). 
O paciente deve estar em jejum de pelo
menos 6 horas, permitindo equilíbrio
glicêmico. 
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A análise do Fluidos Sinovial (LS) começa
com a determinação do volume total
colhido. 
A aparência e coloração são observadas
em um tubo transparente contra fundo
branco. 
A leucocitose, cristais, gotas de gordura
ou células degeneradas podem tornar a
amostra turva. 
A coloração avermelhada, indicativa de
sangue, requer diferenciação entre
coleta traumática e condições
patológicas, como fraturas, tumores,
artrite traumática, artropatia
neurogênica e artrite hemofílica.
ANÁLISE
O nível de glicose no fluidos sinovial (LS) é
geralmente de 0 a 10 mg/dL inferior ao do
sangue, sendo reduzido em artrites
bacterianas, incluindo a tuberculose.
O aumento das proteínas pode ocorrer
em casos de gota, artrite reumatoide e
artrite séptica, refletindo o aumento da
permeabilidade vascular e a síntese de
imunoglobulinas (anticorpos).
A análise imunológica para artrite
reumatoide pode incluir a determinação
do fator reumatoide, presente em cerca
de 60% dos pacientes, embora seja
inespecífico. 
A detecção elevada da enzima Adenosina
Deaminase (ADA) indica a presença de
tuberculose.
A avaliação da viscosidade do Fluidos
Sinovial(LS) é feita observando o fluxo a
partir da ponta de uma seringa, sendo um
fio ininterrupto de 4 a 6 cm considerado
normal. 
A viscosidade diminui em condições
inflamatórias e em efusões traumáticas
rápidas. Pelo Método de Ropes, a adição
de ácido acético induz a formação de
coágulos classificados como bom
(coágulo sólido), regular (coágulo mole),
pobre (coágulo friável) e ruim (coágulo
ausente).
As provas microbiológicas devem incluir
a coloração de Gram e, na suspeita de
tuberculose, a coloração de Ziehl-
Neelsen
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Na avaliação microscópica, a contagem
celular total e diferencial é realizada
usando a câmara de Neubauer, seguida
pela análise de distensão corada com
corantes como Leishman ou May-
Grünwald-Giemsa. 
O uso de um microscópio de luz
polarizada é essencial para identificar a
presença de cristais. 
A presença de qualquer cristal no líquido
sinovial é considerada anormal, sendo os
cristais de ácido úrico comumente
associados à Gota.
37
FLUIDO SEMINAL (SÊMEN)
O líquido seminal é a parte do sêmen que
não contém espermatozoides. 
Sua função é limpar o canal da uretra,
reduzindo o pH ácido da urina para evitar
a contaminação do esperma e a morte
dos espermatozoides. 
Isso facilita uma ejaculação robusta,
permitindo que o esperma alcance o
útero rapidamente. 
Composta principalmente por secreções
da vesícula seminal (80%), próstata,
glândula bulbouretral e uma significativa
contribuição do epidídimo e testículos.
ESPERMOGRAMA.
O exame utilizado para analisar o
líquido seminal é o espermograma.
Esse procedimento é realizado
principalmente para avaliar casos de
infertilidade e para verificar o estado
após uma vasectomia.
SÊMEN
O sêmen é formado por quatro partes
provenientes de diferentes glândulas:
as bulbouretrais, os testículos e
epidídimos, a próstata e as vesículas
seminais. 
Cada uma dessas partes tem uma
composição distinta, e é essencial
que ocorra a mistura adequada
durante a ejaculação para que o
líquido seminal seja considerado
normal. 
Dado que a composição das frações
do sêmen pode variar, a coleta precisa
é crucial para uma avaliação precisa
da fertilidade masculina.
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COLETA
A coleta para o exame é feita de manhã, e
o paciente deve iniciar lavando as mãos
com cuidado antes do procedimento. 
A amostra é obtida por meio da
masturbação e depositada em um frasco
estéril. 
É aconselhável que o paciente se
abstenha de atividade sexual por 3 a 5
dias antes da coleta, evitando também a
masturbação nesse período, pois a
quantidade e qualidade do esperma
podem ser influenciadas pela frequência
de ejaculação.
As amostras recentes coagulam
inicialmente e devem liquefazer nos 30
minutos após a coleta. 
Portanto, a hora da obtenção da amostra
é crucial para avaliar a liquefação. A
análise não pode ser iniciada até que a
liquefação tenha ocorrido.
A coleta da amostra geralmente ocorre
no laboratório, mas em situações
especiais, pode ser permitida a coleta em
casa, desde que o paciente mantenha o
frasco com o sêmen à temperatura
ambiente e o entregue ao laboratório em
até uma hora. 
É importante registrar a hora exata do
término da coleta como um dos
parâmetros.
ANÁLISE.
VOLUME
O volume normal do líquido seminal varia
entre 2,0 a 5,0 mL. 
A medição é realizada despejando o
conteúdo do frasco em um tubo cônico
graduado. 
Ao inverter a amostra, a viscosidade é
avaliada; se estiver normal, a alíquota
deve gotejar no recipiente sem formar
aglomerados ou filamentos. 
Valores abaixo de 2,0 mL podem indicar
obstruções, como agenesia de
diferentes, agenesia de vesículas
seminais, fibrose cística, obstrução pós-
cirurgias de próstata e obstruções pós-
infecções. 
Além disso, podem sugerir ejaculação
retrógrada (para a bexiga) em casos de
Diabetes, lesão medular ou doenças
neurológicas.
PH
O pH normal do líquido seminal é
ligeiramente alcalino, variando entre 7,3
e 8,3. 
Se a relação entre o líquido prostático e o
seminalestiver elevada, o pH pode se
tornar mais ácido. 
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Os espermatozoides, após alcançarem o
colo do útero, devem mover-se pelas
tubas uterinas em direção ao óvulo. 
A avaliação da motilidade ativa é feita
microscópicamente em amostras não
diluídas, buscando uma motilidade
mínima de 50 a 60%. 
A classificaçãoinclui movimento rápido
linear (A), movimento linear lento (B),
movimentos não progressivos (C) e
espermatozoides imóveis (D). 
A soma de A+B deve ser superior a 50%.
Se menor, testes de vitalidade são
realizados para determinar a viabilidade
dos espermatozoides imóveis.
Varicocele pode influenciar
negativamente na motilidade.
39
MOTILIDADE
Isso é crucial durante a deposição do
sêmen na vagina durante a relação
sexual, pois o pH vaginal é naturalmente
muito ácido (cerca de 4,0). 
Nesse ambiente hostil, o líquido seminal,
que é básico, atua neutralizando a acidez
da vagina para garantir a sobrevivência
dos espermatozoides.
CONTAGEM DE ESPERMATOZOIDES
No que diz respeito à quantidade de
espermatozoides, os valores normais
geralmente variam de 20 a 160 milhões
por mililitro, sendo consideradas
quantidades limítrofes aquelas entre 10 e
20 milhões por mililitro. 
Para realizar o espermograma, a amostra
é diluída e as células são concentradas na
Câmara de Neubauer. 
Em um método comum, a diluição é feita
em 1:20, seguida pela contagem dos
espermatozoides em quadrantes
designados para eritrócitos e leucócitos. 
A quantidade de diluição e o número de
quadrantes a serem contados podem
variar entre laboratórios.
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40
A diluição do sêmen antes da contagem é
crucial para imobilizar os
espermatozoides. 
O diluente comum inclui bicarbonato de
sódio e formalina (formol). 
No entanto, é importante evitar a
contaminação da amostra com o diluente
antes de determinar a motilidade. 
A baixa contagem de espermatozoides
pode ser causada pela falta do meio de
nutrição produzido pelas vesículas
seminais, indicando ausência ou
deficiência de frutose na amostra.
MORFOLOGIA
A análise da morfologia espermática é
importante para detectar possíveis
alterações no sêmen, sendo realizada
periodicamente ou quando há suspeitas. 
Durante o exame, são identificadas e
registradas deformidades em cada parte
da célula espermática, podendo ocorrer
em vários segmentos simultaneamente. 
A infertilidade pode estar associada a
espermatozoides incapazes de fertilizar
devido a deformidades morfológicas. 
É possível distinguir espermatozoides
imaturos dos leucócitos pela sua forma
mais esférica em comparação aos
maduros e pela presença ou ausência de
cauda. 
Uma quantidade significativa de formas
imaturas indica anormalidade, já que os
espermatozoides geralmente
amadurecem no epidídimo antes da
liberação.
Diversas alterações podem ser
identificadas na morfologia dos
espermatozoides, incluindo formas
piriformes, com cabeça em formato de
gota; amorfos, que apresentam defeitos
estruturais irregulares na cabeça;
vacuolizados; bicefálicos; globócitos;
defeitos na peça intermediária; formas bi
e/ou policaudais; cauda curta, dobrada
ou enrolada; macrocefálicos;
microcefálicos; cabeça fusiforme; cauda
com ângulo superior a 90 graus; e peça
intermediária alongada, entre outras.
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41
O espermograma pós-vasectomia não
exige abstinência sexual, sendo
recomendada a coleta cerca de três
meses após a cirurgia. 
A análise consiste na visualização da
amostra pura para confirmar a
ausência de espermatozoides,
indicando a eficácia da cirurgia. 
A expectativa é que, em
aproximadamente seis meses, não
haja mais espermatozoides. 
Não é necessário realizar testes
adicionais, como lâmina de
vivo/morto, nem diluir a amostra para
a contagem. 
Se espermatozoides forem
encontrados, o exame deve ser
repetido após cerca de um mês.
VIABILIDADE
Na análise de viabilidade dos
espermatozoides, examina-se a
proporção de células vivas e mortas,
expressa em porcentagem. 
Para realizar o procedimento, uma
pequena quantidade da amostra é
misturada a um corante de eosina-
nigrosina e, em seguida, observada no
microscópio. 
Nesse processo, as células mortas são
coradas de vermelho em contraste com
um fundo azul escuro, enquanto as
células vivas permanecem branco-
azuladas, pois não absorvem a eosina. 
O parâmetro normal para essa análise é
de 70% ou mais de formas vivas.
AMOSTRA DE PÓS-VASECTOMIA: Essas alterações, quando presentes,
podem ter implicações na fertilidade e
são analisadas durante a avaliação da
morfologia espermática.
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FLUIDO AMNIÓTICO
O Líquido Amniótico, presente no saco
embrionário ao redor do feto, atua como
um amortecedor protetor. 
Originado pelo metabolismo das células
do feto, pela água que atravessa a
placenta e, nos estágios finais, pela urina
fetal, sua análise clínica é crucial para
avaliar o bem-estar e a maturidade do
feto. 
Os componentes do líquido fornecem
informações sobre os processos
metabólicos e o progresso na maturação
fetal. 
A análise citogenética, que detecta
defeitos congênitos, é cada vez mais
solicitada devido aos avanços no
mapeamento cromossômico e na terapia
genética.
COLETA
O Líquido Amniótico (LA) é coletado por
meio de uma técnica chamada
amniocentese, na qual uma agulha é
usada para aspirar o líquido do saco
amniótico. 
Esse procedimento, relativamente
seguro, pode ser realizado no próprio
laboratório. 
É essencial proteger as amostras da luz e
examiná-las imediatamente. 
Precauções especiais são necessárias
para amostras destinadas à análise
citogenética, pois as células devem
permanecer vivas para a cultura em
laboratório.
ANÁLISE
O exame de rotina mais antigo do líquido
amniótico visa avaliar a profundidade da
anemia hemolítica no feto. 
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A presença de anticorpos maternos
que destroem as hemácias do feto
resulta na liberação de bilirrubina no
líquido amniótico. 
A dosagem da bilirrubina permite
determinar o grau de hemólise e
avaliar o risco que a anemia
representa para o feto.
Em casos de ruptura prematura das
membranas amnióticas, há o risco de
infecção para a mãe e o feto. 
Nesses casos, a análise é realizada
para detectar a presença de
leucócitos, indicando possíveis
infecções.
A análise da alfa-fetoproteína é
empregada para identificar distúrbios
do tubo neural, como anencefalia e
espinha bífida, onde a pele não se
fecha e o tecido fica exposto. A alfa-
fetoproteína, produzida pelo fígado do
feto, é encontrada no líquido
amniótico devido à sua excreção na
urina fetal.
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