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ATIVIDADE DA UNIDADE 2 - INTERPRETAÇÃO DE EXAMES 
 
 
1- Qual é a sua opinião sobre a utilização de testes rápidos? 
 Nos últimos anos, os testes rápidos revolucionaram o setor da saúde ao oferecer 
diagnósticos ágeis e acessíveis, permitindo decisões médicas mais eficazes e oportunas. 
Com a crescente necessidade de diagnósticos rápidos e precisos, esses dispositivos 
ganharam destaque em diferentes contextos clínicos, desde emergências hospitalares 
até triagens comunitárias e atendimento domiciliar. A validação destes testes passa pelo 
processo envolve alta tecnologia, rigorosos protocolos científicos e aprovação de 
órgãos reguladores. Os testes rápidos trouxeram avanços significativos para a medicina 
diagnóstica, proporcionando benefícios como: 
– Diagnóstico precoce e tratamento imediato – reduzindo complicações e 
hospitalizações. 
– Descentralização dos exames laboratoriais – permitindo testes em locais remotos. 
– Otimização dos custos de saúde – reduzindo despesas hospitalares e laboratoriais. 
Além disso, os testes rápidos desempenham um papel essencial no 
monitoramento epidemiológico e na prevenção de surtos de doenças infecciosas. 
Os testes rápidos representam um marco na evolução do diagnóstico clínico, 
combinando avanços em biotecnologia e engenharia para oferecer soluções ágeis e 
precisas. O processo de desenvolvimento desses dispositivos envolve rigorosa pesquisa 
científica, validação laboratorial e certificação regulatória, garantindo sua 
confiabilidade para uso clínico. Com a crescente necessidade de diagnósticos rápidos e 
eficientes, a tecnologia dos testes rápidos continuará a desempenhar um papel crucial 
na medicina moderna. 
 Concluindo, os testes salvam vidas pela rapidez e eficiência, tornando o 
diagnóstico ágil e acessível" sendo uma ferramenta essencial que agiliza o cuidado e traz 
tranquilidade com resultados imediatos ,trazem um conforto inestimável ao paciente, que 
obtém respostas imediatas e assertivas em 99% dos casos para a detecção precoce e melhor 
gestão dos casos. 
 
Qual é o papel do farmacêutico nessa abordagem? 
O marco histórico dos testes rápidos em farmácia aconteceu nos meados de 2020, 
quando na pandemia foi necessário agregar serviços para a saúde pública dar respostas 
clínicas rápidas e efetivas para a melhor qualidade de vida das pessoas acometidas pelo 
Covid-19. Os farmacêuticos foram grandes aliados nesta luta pandêmica. Estes 
profissionais ganharam espaços para realizar os testes rápidos e vários estudos 
concluiram que foi de excelência o trabalho prestado eles. 
Entretanto a ANVISA em sua NOTA TÉCNICA Nº 27/2022/SEI/GGTES/DIRE3/ANVISA, 
define os critérios para a realização deste serviço em farmácias. 
“Para definição dos tipos de EAC que poderiam ser realizados nas farmácias e 
consultórios (Serviço Tipo I) sem supervisão de um Laboratório Clínico, no âmbito da 
assistência à saúde realizada nesses estabelecimentos, com o objetivo de apoio ao 
diagnóstico sem fins confirmatórios, a equipe técnica buscou identificar os aspectos 
que caracterizariam os chamados "testes rápidos" (não existe definição dessa 
terminologia nas legislações da Anvisa), a exemplo dos "testes rápidos" (ensaios 
imunocromatográficos) para a COVID-19 permitidos, em caráter temporário e 
excepcional, pela RDC nº 377, de 28 de abril de 2020.Nessa linha, foram identificadas 
como condições que limitariam outros tipos de EAC: 
a) Amostra: o Art. 8º da minuta estabelece que o EAC a ser realizado no Serviço Tipo 
I deve requerer material biológico primário, ou seja, sem processamento, como 
centrifugação; 
b) Leitura: a leitura deve ser visual sem uso de instrumentos; 
c) Local de todas as fases do EAC: a coleta, análise e resultado devem ser realizados 
no local; 
d) Proibição de metodologia própria (in house): todos os produtos para diagnóstico in 
vitro utilizados devem estar regularizados na Anvisa 
e) Proibição de uso de instrumentos que requeiram leitura, interpretação e 
visualização remota dos resultados. 
Além disso, o Art. 9º proíbe ao Serviço Tipo I de guardar, mesmo temporariamente, 
transportar, receber ou enviar material biológico para outros serviços. Logo, tanto a 
execução e o resultado do EAC devem ocorrer logo após a coleta. Ainda, fica proibida 
a coleta de material biológico por punção venosa ao Serviço Tipo I, enquanto é 
permitida ao Serviço Tipo II (Posto de coleta) e Serviço Tipo III (Laboratório Clínico). 
Adicionalmente, restam proibidos ao Serviço Tipo I, a execução de EAC que utilizem 
urina como matriz biológica, uma vez que a infraestrutura definida para a Sala de 
Execução de EAC para esse Serviço não prevê sanitário e que o artigo mencionado 
proíbe o recebimento de amostra. Dessa forma, entende-se como sufi cientemente 
delimitada a execução de EAC como complemento da assistência à saúde em farmácia 
ou do consultório”. 
Concluindo, observa-se que o farmacêutico tem a responsabilidade técnica de realizar 
os testes rápidos desde que respeitem as normas técnicas em relação ao ambiente 
adequado, tipo de exame, validade, referências laboratoriais, armazenamento, 
condução dos resultados e registro de cada exame realizado. 
 
3- Como você vê a aplicação de testes rápidos, como o de troponina cardíaca, em 
farmácias? 
O teste rápido de troponina (I ou T) é uma ferramenta eficiente e rápida para 
o diagnóstico de infarto agudo do miocárdio (IAM) em emergências, liberando 
resultados em poucos minutos. Ele oferece alta sensibilidade e especificidade para 
detectar danos cardíacos precoces (1 a 3 horas após o início dos sintomas), ajudando a 
reduzir a sobrecarga hospitalar. 
Segundo estudos realizados, as doenças cardiovasculares (DCV) são a principal causa 
de mortalidade mundial. O diagnóstico precoce e o início rápido de medidas 
terapêuticas apresentam impacto direto na morbimortalidade de pacientes com SCA. 
Desde o início dos anos 90, existem ensaios quantitativos para a dosagem 
da troponina sérica, e os protocolos atuais para o diagnóstico do infarto os consideram 
como teste de escolha. Atualmente, recomenda-se uma dosagem de troponina na 
admissão do paciente e ao menos mais uma dosagem deve ser realizada após 6-12 hora. 
É importante que o resultado seja liberado o mais rápido possível, pois a reperfusão 
coronariana precoce pode melhorar o prognóstico do paciente. Todavia, nem todos os 
laboratórios do país possuem equipamentos automatizados para realizar esse teste. 
Testes rápidos podem resolver os problemas de falta do equipamento automatizado e 
tempo de realização do ensaio, uma vez que dispensam o uso de equipamentos, são de 
leitura visual e fornecem resultado em poucos minutos. O diagnóstico precoce e o início 
rápido de medidas terapêuticas apresentam impacto direto na morbimortalidade de 
pacientes com SCA. 
Observa-se, diante dos estudos, que os testes rápidos para detecção de 
troponina I são adequados para avaliar indivíduos com sintomas sugestivos de SCA em 
serviços de emergência, sendo uma alternativa para reduzir tempo e custos de 
internações desnecessárias, além de permitir a tomada de decisão imediata pelo médico 
assistente.

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