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PROVA APLIC
ADA
 
Tipo “U” 
 
 
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL 
FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM CIÊNCIAS DA SAÚDE 
EDITAL NORMATIVO NO 1 – RM-2/SES-DF/2020, DE 28 DE JANEIRO DE 2020. 
 
 
P R O G R A M A S – G R U P O 0 0 5 Data e horário da prova: 
 
Endoscopia Geral (519) 
 
Domingo, 
1o/3/2020, às 14 h. 
 
I N S T R U Ç Õ E S 
 
 Você receberá do fiscal: 
o um caderno da prova objetiva contendo 120 (cento e vinte) itens – cada um deve ser julgado como CERTO ou ERRADO, 
de acordo com o(s) comando(s) a que se refere –; e 
o uma folha de respostas personalizada. 
 Verifique se a numeração dos itens, a paginação do caderno da prova objetiva e a codificação da folha de respostas estão corretas. 
 Verifique se o programa selecionado por você está explicitamente indicado nesta capa. 
 Quando autorizado pelo fiscal do IADES, no momento da identificação, escreva, no espaço apropriado da folha de respostas, 
com a sua caligrafia usual, a seguinte frase: 
 
O paciente é o mais forte. 
 
 Você dispõe de 3 (três) horas e 30 (trinta) minutos para fazer a prova objetiva, devendo controlar o tempo, pois não haverá 
prorrogação desse prazo. Esse tempo inclui a marcação da folha de respostas. 
 Somente 1 (uma) hora após o início da prova, você poderá entregar sua folha de respostas e o caderno da prova e retirar-se da sala. 
 Somente será permitido levar o caderno da prova objetiva 3 (três) horas após o início da prova. 
 Deixe sobre a carteira apenas o documento de identidade e a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material 
transparente. 
 Não é permitida a utilização de nenhum tipo de aparelho eletrônico ou de comunicação. 
 Não é permitida a consulta a livros, dicionários, apontamentos e (ou) apostilas. 
 Você somente poderá sair e retornar à sala de aplicação da prova na companhia de um fiscal do IADES. 
 Não será permitida a utilização de lápis em nenhuma etapa da prova. 
 
I N S T R U Ç Õ E S P A R A A P R O V A O B J E T I V A 
 
 Verifique se os seus dados estão corretos na folha de respostas da prova objetiva. Caso haja algum dado incorreto, comunique ao fiscal. 
 Leia atentamente cada item e assinale sua resposta na folha de respostas. 
 A folha de respostas não pode ser dobrada, amassada, rasurada ou manchada e nem pode conter registro fora dos locais 
destinados às respostas. 
 O candidato deverá transcrever, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, as respostas da 
prova objetiva para a folha de respostas. 
 A maneira correta de assinalar a alternativa na folha de respostas é cobrir, fortemente, com caneta esferográfica de tinta preta, 
fabricada com material transparente, o espaço a ela correspondente. 
 Marque as respostas assim: 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM‐2/SES – DF/2020  GRUPO 005 – TIPO “U”  PÁGINA 2/7 
 
CIRURGIA GERAL 
Itens de 1 a 60 
 
Uma paciente de 59 anos de idade, funcionária pública, 
proveniente do norte da Bahia, apresenta halitose e disfagia com 
episódios de vômito. Ela relata que sente um desconforto no 
tórax após as alimentações, principalmente sólidos, e que 
eventualmente vomita alimentos ingeridos alguns dias antes, o 
que alivia o desconforto. Apresentou perda de peso corporal de 
7 kg nos últimos três meses. Segue com cardiologista por 
bloqueio de ramo direito identificado em ECG. Raios X de tórax 
PA mostra alargamento do mediastino. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
1. Essa paciente tem história clínica compatível com o 
diagnóstico de megaesôfago. 
2. A doença de Chagas está implicada como uma das 
principais etiologias da doença apresentada pela paciente. 
3. A radiografia contrastada de esôfago é padrão-ouro no 
diagnóstico, auxiliando na diferenciação de outras 
etiologias da disfagia. 
4. Na endoscopia digestiva alta, o achado de mucosa com 
cor salmão deve levantar a suspeita de esôfago de 
Barrett e displasia. 
5. A realização de fundoplicatura à Nissen (360°) apresenta 
benefício comprovado no tratamento desses pacientes. 
6. Injeção de toxina botulínica no cárdia e uso de 
bloqueadores do canal de cálcio por via oral podem 
auxiliar no manejo clínico dessa paciente. 
7. A cirurgia de Heller tem aplicabilidade principalmente 
nos pacientes com megaesôfago avançado ou 
recidivado após uma miotomia. 
8. Em virtude da lesão irreversível dos plexos nervosos, 
a esofagectomia está indicada desde as fases iniciais 
da doença. 
 
 
Determinada paciente de 47 anos de idade, diabética, 
tabagista, com queixa recorrente de dor epigástrica em 
queimação, dá entrada no pronto-socorro após episódio de 
hematêmese. Refere náuseas e vômitos nos últimos dias após 
ingerir alimento de procedência desconhecida, e relata 
também automedicação com diclofenaco para dor nos 
joelhos nos últimos dias. Nega episódios anteriores. Na sala 
de emergência, apresentava-se descorada e taquipneica. 
FR = 46 irpm; FC = 126 bpm; PA = 88 mmHg x 65 mmHg; 
SpO2 = 93%, sem dor ou distensão abdominal. 
 
No que se refere a esse caso clínico e aos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
9. A etiologia mais provável do sangramento digestivo 
nessa paciente são lacerações de Mallory-Weiss. 
10. A solicitação de endoscopia digestiva alta é o primeiro 
passo do tratamento dessa paciente. 
11. A descrição endoscópica de úlcera gástrica Forrest IIa 
corresponde à presença de um vaso visível não sangrante. 
12. Considerando a etiologia mais provável no caso atual, o 
uso de propranolol pode prevenir novos sangramentos. 
13. Caso seja identificada a presença de Helicobacter pylori, 
sua erradicação pode reduzir o risco de ressangramento. 
14. As vagotomias têm por objetivo reduzir a secreção 
ácida gástrica e ainda podem ser usadas como 
tratamento cirúrgico para doença ulcerosa péptica de 
difícil controle com terapia medicamentosa e 
endoscópica. 
 
Um paciente de 56 anos de idade apresenta hematoquezia há 
três meses e afilamento das fezes. Colonoscopia identificou 
lesão vegetante de 4 cm no reto médio, cuja biópsia revelou 
tratar-se de adenocarcinoma. O paciente realizava 
ambulatorialmente os exames para estadiamento da lesão, 
mas apresentou episódio de distensão abdominal, vômitos 
fecaloides e parada da eliminação de fezes, sendo levado ao 
pronto-socorro. Deu entrada em regular estado geral. 
FC = 118 bpm; PA = 98 mmHg x 70 mmHg; FR = 36 irpm; 
SpO2 = 95%. Encontrava-se com abdome distendido, 
timpânico, doloroso difusamente, sem sinais de peritonite. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
15. A tomografia de tórax, abdome e pelve é útil ao 
estadiamento e à definição do melhor tratamento a ser 
oferecido ao paciente. 
16. A dosagem do antígeno carcinoembrionário (CEA) tem 
valor diagnóstico e prognóstico. 
17. O achado de lesão hepática periférica de 2 cm 
contraindica a abordagem cirúrgica curativa da lesão 
principal. 
18. O tratamento neoadjuvante, pelo potencial de reduzir o 
tamanho da lesão, pode ser indicado na fase aguda para 
alívio dos sintomas obstrutivos. 
19. Diante da situação descrita, está justificada a confecção 
de colostomia como procedimento de urgência. 
20. Considerando a altura da lesão desse paciente, pode-se 
realizar abordagem curativa com o procedimento de 
ressecção anterior baixa com excisão total do mesorreto 
e preservação do esfíncter anal. 
 
 
Certo paciente de 42 anos de idade, com antecedente de 
constipação crônica, sem uso de laxativos, refere 
sangramento em moderada quantidade ao evacuar, e que 
sente uma “bola” no ânus quando faz força. Na inspeção 
anal, há plicomas e, quando o paciente faz manobra de 
Valsalva, há protrusão de dois abaulamentos indolores (às 3 
horas e às 8 horas), que se reduzem espontaneamente. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
21.As hemorroidas têm diagnóstico predominantemente 
clínico, e elas podem ser diferenciadas entre internas ou 
externas de acordo com a posição em relação à linha 
pectínea. 
22. Pelos achados descritos, o paciente apresentado tem 
hemorroidas internas grau III. 
23. A trombose hemorroidária geralmente se manifesta com 
dor aguda e é mais comum nas hemorroidas externas. 
24. A ligadura elástica é procedimento indicado para esse 
paciente, bem como orientação de manter dieta laxativa 
e aumentar a ingestão de água. 
25. No caso mencionado, o diagnóstico de hemorroidas é 
suficiente para esclarecer a causa do sangramento 
digestivo, não havendo necessidade de complementar a 
investigação. 
 
Área livre 
 
 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM‐2/SES – DF/2020  GRUPO 005 – TIPO “U”  PÁGINA 3/7 
 
Certa adolescente de 16 anos de idade é admitida no Serviço 
de Queimados após acidente domiciliar com escaldadura. A 
jovem apresenta queimaduras de segundo e terceiro graus na 
face anterior do abdome, no períneo e nas faces anteriores de 
ambos os membros inferiores. Não manifestou instabilidade 
clínica, mas mantém taquicardia (FC = 132 bpm). 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
26. A reposição volêmica com solução cristaloide é 
fundamental na abordagem inicial dessa paciente. 
27. A superfície corporal queimada é estimada em 28%. 
28. Queimaduras de segundo grau superficiais geralmente 
requerem enxertos cutâneos para melhor cicatrização. 
29. Observam-se hiperglicemia e resistência insulínica em 
pacientes com lesões térmicas graves, como a paciente 
em questão, decorrentes do aumento na liberação de 
catecolaminas e cortisol. 
30. A presença de queimadura de terceiro grau indica a 
realização de escarotomia para evitar hipoperfusão dos 
membros. 
 
 
Um paciente de 67 anos de idade, hipertenso, tabagista, 
diabético, dislipidêmico, apresenta aneurisma de aorta 
infrarrenal com 4,2 cm de extensão e 6,0 cm de maior 
diâmetro. O paciente é assintomático e a doença foi 
identificada por meio de USG de abdome, realizada para 
avaliação de esteatose hepática. 
 
No que se refere a esse caso clínico e aos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
31. Esse paciente apresenta indicação para pesquisa ativa 
de aneurisma de aorta. 
32. Não há indicação para correção cirúrgica do aneurisma 
do mencionado paciente nesse momento. 
33. A correção endovascular depende das características 
anatômicas do aneurisma e pode ser opção nesse caso. 
34. A isquemia do cólon é uma possível complicação grave 
da correção cirúrgica desses aneurismas. 
35. A abordagem cirúrgica de urgência em casos de ruptura 
do aneurisma deve ser pela via aberta. 
36. Os endoleaks correspondem ao vazamento de sangue ao 
redor das endopróteses, decorrente de falha estrutural 
do material empregado. 
 
 
Uma paciente de 42 anos de idade, dona de casa, vai ao 
clínico da unidade básica de saúde após ter notado aumento 
do volume cervical enquanto colocava um colar. Ela não 
sabe exatamente há quanto tempo tem essa alteração, mas, 
quando questionada, refere cansaço e ganho de peso nos 
últimos seis meses. Ao exame físico, apresenta-se em bom 
estado geral, FC de 62 bpm, PA de 100 mmHg x 62 mmHg, 
eupneica, com tireoide aumentada e consistência 
fibroelástica e nódulo no lobo esquerdo com cerca de 1,5 cm 
de diâmetro, sem linfonodomegalias palpáveis. Foi realizado 
USG de tireoide, que identificou nódulo predominantemente 
sólido no lobo esquerdo da glândula, de 1,7 cm em seu maior 
diâmetro, hipoecogênico em relação ao parênquima habitual, 
irregular e com microcalcificações. 
 
A seguir, são expostas as imagens de dois exames 
ultrassonográficos de tireoide. 
 
 
 
Disponível em: . 
 
Com base nesse caso clínico e nas imagens apresentadas e nos 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
37. A imagem que mais se assemelha ao nódulo descrito no 
laudo da paciente é a identificada como letra B. 
38. A maior parte dos nódulos tireoidianos tem caráter 
maligno, o que implica na importância de sua 
abordagem. 
39. Sintomas como mudança da voz e dificuldade de 
deglutição são típicos de doença benigna da tireoide. 
40. Além da ultrassonografia para avaliar as características do 
nódulo, recomenda-se também complementar a investigação 
clínica com dosagem de TSH e T4L dessa paciente. 
41. A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) não tem 
indicação para valor diagnóstico nesse caso. 
42. A classificação de Bethesda, por meio de critérios 
citopatológicos, estima risco de malignidade dos 
nódulos avaliados por PAAF e ajuda a guiar a conduta 
cirúrgica. 
43. Para pacientes com nódulo Bethesda IV, pode-se indicar 
tireoidectomia parcial com finalidade diagnóstica. 
44. A iodoterapia e a supressão de TSH são estratégias 
indicadas no tratamento do carcinoma medular de tireoide. 
 
 
Determinada paciente de 36 anos de idade, com sobrepeso, 
apresentava queixa de cólica abdominal em hipocôndrio 
direito, associada a alimentação gordurosa, cuja investigação 
com USG abdominal identificou colelitíase. Negava 
episódios de icterícia ou febre associados à dor abdominal. 
Optou-se então pela realização de colecistectomia 
videolaparoscópica eletiva, que transcorreu sem relato de 
intercorrências, e a paciente recebeu alta no dia seguinte à 
cirurgia. Não foi realizada colangiografia intraoperatória. Na 
consulta de retorno, duas semanas após a alta, a paciente 
refere prurido, urina escura e fezes mais claras. Ao exame 
físico, apresenta-se ictérica, subfebril, com abdome pouco 
distendido e doloroso à palpação do hipocôndrio direito. 
FC = 98 bpm; PA = 118 mmHg x 80 mmHg; FR = 28 irpm; 
e SpO2 = 98% em ar ambiente. 
 
Com relação a esse caso clínico e aos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
45. A paciente não apresentava indicação de 
colecistectomia quando esta foi realizada. 
46. Coledocolitíase e lesão de via biliar são possíveis 
diagnósticos para os sintomas referidos pela paciente na 
consulta de retorno. 
47. A realização de colangiografia retrógrada endoscópica 
(CPRE) pode ter valor diagnóstico e (ou) terapêutico 
nesse caso. 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM‐2/SES – DF/2020  GRUPO 005 – TIPO “U”  PÁGINA 4/7 
 
48. O não preenchimento das vias biliares intra-hepáticas 
por contraste, durante a CPRE, favorece a hipótese de 
coledocolitíase residual. 
49. Caso existam sinais suspeitos de colangite, deve-se 
indicar drenagem das vias biliares por laparotomia, não 
havendo espaço para drenagem percutânea em razão do 
risco aumentado de complicação. 
50. A hepaticojejunostomia em Y de Roux é opção 
terapêutica viável para lesões de via biliar principal, 
como as dos tipos 1 e 2 de Bismuth. 
 
 
Uma paciente de 8 anos de idade, previamente hígida, inicia dor 
abdominal periumbilical, náuseas e hiporexia. Recebeu dipirona 
em casa, com alívio parcial dos sintomas, mas amanheceu, no 
dia seguinte, com dor mais intensa e localizada em fossa ilíaca 
direita, além de vômitos e um pico febril de 38,2 °C. Nega 
sintomas urinários, dor de garganta ou sintomas respiratórios. 
Ao exame físico, encontra-se em regular estado geral, deitada no 
leito com membros inferiores levemente fletidos, com dor 
abdominal à palpação de fossa ilíaca direita e sinal de Blumberg 
positivo. Foram realizados exames laboratoriais que 
evidenciaram leucocitose (17.300 leucócitos/mm³, com 8% 
bastões) e aumento de PCR (154 mg/L; referênciapodem ser causa de dor 
abdominal em crianças. 
53. O sinal de Rovsing é pesquisado com a palpação da 
fossa ilíaca esquerda. 
54. Para pacientes com apendicite em fase inicial, deve-se 
recomendar período mínimo de cinco dias de 
antibioticoterapia parenteral. 
55. Apesar do uso de antibióticos e da técnica cirúrgica 
adequada, mais de 30% dos pacientes evoluem com 
infecção de ferida operatória após apendicectomia. 
 
 
 
 
Uma paciente de 73 anos de idade, hipertensa, diabética e 
dislipidêmica, sofreu infarto agudo do miocárdio há um ano. 
Desde então, faz uso de enalapril, hidroclorotiazida, AAS, 
metformina e rosuvastatina regularmente. Há dois dias, 
manifestou quadro de palpitação e dispneia, mas que 
melhoraram espontaneamente, de modo que não buscou 
atendimento médico. Hoje, sentiu novamente os sintomas, 
além de dor abdominal difusa de forte intensidade, náuseas e 
vômitos. Ao exame físico, encontrava-se com 
FC = 122 bpm, PA = 152 mmHg x 104 mmHg, 
FR = 38 irpm, SpO2 = 93% em ar ambiente. Demonstrava 
abdome pouco distendido, pouco doloroso à palpação (apesar 
da queixa espontânea de dor intensa), sem sinais evidentes de 
peritonite. Na investigação, foi realizado o eletrocardiograma 
apresentado, raios X de tórax e abdome sem alterações e os 
seguintes exames laboratoriais: Hb = 12,8g/dL; leucócitos 
16.800/mm³ (1% bastões); plaquetas 358.000; PCR 69 mg/L 
(referência76. Não há indicação nenhuma de se solicitar exames 
laboratoriais na tentativa de elucidação da etiologia. 
77. Um exame muito útil na avaliação desse caso é a 
urocultura, e ele ajudará principalmente para diferenciar 
entre hematúria glomerular e extraglomerular. 
78. A preocupação do filho é justificável porque hematúria 
é um sinal clínico importante, pois, independentemente 
da intensidade, muitas vezes é a única evidência de 
doença do trato urinário. 
79. Para esse caso, uma ótima opção de exame de imagem é 
a urografia excretora. 
80. O médico (clínico geral) pode tranquilizar o paciente 
com relação à possibilidade de câncer de bexiga, pois 
trata-se de um paciente assintomático e a hematúria não 
é preocupante nesse caso. 
 
 
Uma paciente de 63 anos de idade procura atendimento em 
uma unidade básica de saúde para acompanhamento de 
diabetes mellitus tipo 2. A paciente informa que faz uso 
regular de metformina XR 500 mg, 2 cápsulas após o café da 
manhã e 2 cápsulas após o jantar. Faz uso também de 
insulina NPH 40 ui antes do café e 20 ui no jantar. A 
paciente apresentou resultados laboratoriais mais recentes, 
que são glicemia de jejum de 154 mg/dL e hemoglobina 
glicada (HbA1c) de 10,7%. Segundo a paciente, ela segue 
corretamente a dieta que lhe foi prescrita e não tem feito 
atividade física por causa de dores na coluna. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
81. Essa paciente se encontra com o diabetes compensado, 
ou seja, com glicemia de jejum e hemoglobina glicada 
dentro da meta (alvo) terapêutica para essa faixa etária. 
82. Se a paciente estiver apresentando hiperglicemia após 
as refeições, uma boa opção para esse caso seria 
associar insulina regular às refeições, visto que a 
insulina regular não é reservada apenas para aqueles 
pacientes com DM1. 
83. É contraindicado o uso de insulina regular e NPH na 
mesma seringa. 
84. No caso dessa paciente de 63 anos de idade, sedentária 
e provavelmente com alterações osteomusculares, a 
recomendação de atividade física associada à orientação 
nutricional não teria impacto nos valores de HbA1c. 
85. O uso de açúcar comum e de adoçantes artificiais é 
contraindicado para essa paciente. Ela pode usar mel, 
mas com moderação. 
 
Área livre 
 
 
 
 
 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM‐2/SES – DF/2020  GRUPO 005 – TIPO “U”  PÁGINA 6/7 
 
Pai leva o filho de 13 anos de idade para consulta médica 
informando que, há algumas semanas, os dois passaram o 
final de semana em uma fazenda. Depois que retornaram, 
notou que seu filho começou a se queixar de prurido em 
região plantar do pé direito, mas não se preocupou porque ele 
dizia que era um prurido agradável. Ontem, quando o pai foi 
olhar o que estava acontecendo, viu que, no local, tinha um 
ponto preto e resolveu levá-lo ao médico. O médico, ao 
examinar o local, observou uma pápula amarelada com um 
ponto negro ao centro. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
86. O caso clínico é típico de uma doença chamada 
tungíase. 
87. O agente causador dessa doença é uma pulga chamada 
Tunga penetrans. 
88. A Tunga penetrans é conhecida popularmente como 
pulga-da-areia, e a doença, como bicho-de-pé. 
89. O tratamento de escolha da tungíase consiste no 
tratamento farmacológico, e a melhor opção terapêutica 
é a ivermectina ou o tiabendazol. 
90. O médico deve orientar o pai para realizar curativo 
diário domiciliar, associando a limpeza do local (água e 
sabão) com antibiótico tópico (neomicina) duas vezes 
ao dia. 
 
 
Certo paciente idoso, que mora sozinho, procura atendimento 
médico em virtude de quadro de falta de ar que o tem 
impossibilitado à realização de suas atividades diárias, como 
varrer o quintal e colocar as roupas no varal. Relata tosse 
associada à falta de ar. No exame físico do paciente, o que 
mais chamou a atenção do médico foi que, na ausculta 
pulmonar, ele percebeu estertores em velcro, bilaterais, 
profusos e finos. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
91. O tipo de estertor auscultado pelo médico leva-o a 
pensar primeiramente em uma doença pulmonar 
obstrutiva crônica (DPOC). 
92. Os estertores auscultados pelo médico são achados 
tardios na fibrose pulmonar idiopática. 
93. Após a ausculta desses estertores, o primeiro exame que 
deve ser solicitado é a espirometria, com o objetivo de 
diagnosticar precocemente a provável doença 
relacionada a esse caso. 
94. Duas medicações antifibróticas (nintedanibe e 
pirfenidona) podem reduzir o declínio da função 
pulmonar, em média à metade, potencialmente elevando 
a sobrevida em casos dessa provável hipótese 
diagnóstica. 
95. Opacidades em vidro fosco são esperadas no exame de 
imagem desse paciente, o que corresponde a um padrão 
típico e específico para o diagnóstico provável desse 
caso clínico. 
 
Área livre 
 
 
 
Um paciente de 24 anos de idade procura atendimento 
médico por causa de corrimento uretral e ardência para urinar 
há dois meses. Relata que o aspecto do corrimento é 
purulento. Tem parceira sexual fixa e informa que os exames 
ginecológicos dela estão normais. Com relação aos hábitos 
de vida, informa etilismo social. 
 
No que se refere a esse caso clínico e aos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
96. Os sintomas informados pelo paciente são típicos de 
uretrite não gonocócica. 
97. Esse paciente necessita de realizar urgentemente um 
exame de cultura da secreção uretral, pois, se não tratar 
de forma correta, está sujeito a complicações muito 
graves. 
98. No caso descrito, é preconizado o tratamento da 
parceira sexual. 
99. Nesse caso clínico, o contato sexual é um fator 
determinante para o contágio, e ele pode ser um simples 
contato com a secreção vaginal. 
100. O paciente e a parceira dele não devem ter relações 
sexuais desprotegidas até o retorno com o resultado do 
exame de cultura da secreção uretral. 
 
 
Uma paciente de 40 anos de idade, que trabalha com faxina e 
manipula produtos de limpeza, comparece à unidade básica 
de saúde com dermatite eczematosa das mãos. A queixa 
principal é de prurido nas mãos. Nega outros sinais ou 
sintomas. O peso atual da paciente é de 80 kg. O médico 
(clínico geral) solicitou testes epicutâneos e tratou a paciente 
com corticoides tópicos e emolientes. 
 
Considerando esse caso clínico e aos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
101. Entre as dermatoses ocupacionais, as dermatites de 
contato representam a maior parcela, sendo a dermatite 
de contato por irritação a maior causa etiológica de 
dermatoses ocupacionais e possivelmente a causa da 
dermatite relatada nesse caso clínico. 
102. No caso descrito, quando o agente é identificado, o 
afastamento da causa é o tratamento eficaz e efetivo; 
portanto, não há nenhuma necessidade de afastar a 
paciente das respectivas atividades laborais. 
103. Os testes de contato ou epicutâneos são um método de 
investigação com regras e fundamentos estabelecidos. 
Por meio desse teste de contato, pode-se diferenciar 
entre a dermatite irritativa de contato e a dermatite 
alérgica de contato. 
104. O médico clínico geral não deverá abordar o assunto 
acerca do o uso de equipamento de proteção individual, 
e a melhor conduta será referenciar a paciente a um 
médico do trabalho. 
105. Como a paciente do caso clínico apresenta, além das 
alterações dermatológicas, também o sintoma de 
prurido, o melhor tratamento seria prednisona 
(20 mg/cp), dois comprimidos pela manhã por 14 dias. 
 
Área livre 
 
 
 
PROVA APLIC
ADA
 
PROCESSO SELETIVO – RM‐2/SES – DF/2020  GRUPO 005 – TIPO “U”  PÁGINA 7/7 
 
Uma paciente de 70 anos de idade procura atendimento 
médico em virtude de tosse produtiva, com escarro hialino e 
falta de ar há mais de 20 anos. Segundo ela, já fez uso de 
inúmeros xaropes sem melhora do quadroque, às vezes, 
alivia, mas é recorrente ao longo desses anos. Informa que a 
falta de ar piorou bastante nos últimos três meses e que agora 
tem dispneia, mesmo em repouso. Nega febre ou alteração do 
tipo de tosse. Informa que é tabagista, de 20 cigarros por dia, 
desde que tinha 12 anos de idade. Já teve pneumonia por 
duas ocasiões, sendo a última vez tratada em casa há 15 dias. 
Nega comorbidades e nega uso de medicamentos de forma 
contínua. Mostrou uma radiografia de tórax que apresentava 
sinais de hiperinsuflação pulmonar, sem sinais de 
radiopacidade em campos pulmonares, além de imagens 
arredondadas em hilo pulmonar, de radiopacidade 
heterogênea e tamanhos variados, associado a um aumento 
de trama vascular. 
 
Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos 
médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
106. Existe grande chance de essa paciente apresentar 
comorbidades, como, por exemplo, a osteoporose; 
portanto, a paciente deve ser bem examinada (exame 
físico) e realizar exames complementares com o 
objetivo de diagnosticar e tratar essas possíveis 
comorbidades. 
107. Para confirmar a hipótese diagnóstica desse caso 
clínico, um exame complementar fundamental é a 
gasometria. 
108. O tabagismo é considerado o fator de risco mais 
importante para o desenvolvimento da hipótese 
diagnóstica dessa paciente. 
109. Nesse caso, uma medicação que pode ser usada é a 
N-acetilcisteína (na dose de 600 mg, duas vezes ao dia) 
por se tratar de um agente mucolítico e que poderá 
trazer o benefício na prevenção do número de 
exacerbações da doença da paciente. 
110. O uso de corticoide inalatório por essa paciente trará o 
benefício de reduzir o risco de pneumonia bacteriana. 
 
 
Um paciente de 45 anos de idade procura atendimento 
médico em razão de dor em região suprapúbica e dor durante 
a ejaculação. Ele informa que esse sintoma surgiu há quatro 
meses e que tem interferido muito na sua vida sexual, 
causando, inclusive, disfunção sexual e também hesitação 
para urinar. Ele nega comorbidades, mas relata que está em 
tratamento para um leve quadro depressivo há um ano. O 
paciente nega histórico de infecções do trato urinário (ITUs) 
de repetição. Na história familiar, nega câncer de próstata. 
Nega etilismo e tabagismo. Pratica atividade física 
regularmente e não é obeso. O médico que o atende solicita 
exame de urina simples e urocultura + PSA. O exame físico 
do paciente estava normal. O médico não realizou o toque 
retal e informou ao paciente que não havia necessidade, pois 
isso não contribuiria com o diagnóstico. O paciente foi 
orientado a fazer uso de analgésico quando sentisse o 
incômodo e a retornar com o resultado dos exames. 
 
Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos 
correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
111. Certamente que esse caso se trata de uma prostatite 
crônica bacteriana. 
112. Exames gerais, como hemograma, cultura de urina e 
sangue, e provas inflamatórias, como PCR ou VHS, 
podem ser muito úteis nesse caso. 
113. Considerando a principal hipótese diagnóstica para esse 
caso, o PSA é um exame que não é recomendado. 
114. O médico, ao dispensar a realização do toque retal, 
executou uma boa prática baseada em evidências. 
115. Massagem prostática, uso de relaxantes musculares, 
terapia hormonal com uso de antiandrogênicos, como 
os inibidores da 5-alfarredutase, e até mesmo 
neuromoduladores são considerados medidas 
alternativas para essa abordagem terapêutica. 
 
 
Um paciente de 35 anos de idade comparece à consulta 
médica relatando dor no estômago e sensação de 
empachamento durante todo o dia, como se estivesse cheio. 
Nega emagrecimento; pelo contrário, diz que ganhou peso 
após parar de fumar há cinco meses. Informa que é a 
primeira vez que procura atendimento por esse motivo. Nega 
outras queixas. Não tem sangramento nas fezes e nem 
vômitos com sangue. Com relação à história familiar, 
informa que o avô paterno faleceu de câncer no estômago e 
que o pai tem gastrite. Ao exame físico, não apresenta 
nenhuma alteração significativa. Encontra-se acianótico, 
anictérico, afebril, corado, hidratado e eupneico. O exame 
físico do abdome mostra-se normal. 
 
A respeito desse caso clínico e tendo em vista os 
conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
 
116. Pelas queixas relatadas de dor epigástrica, trata-se de 
uma úlcera gástrica. 
117. Considerando o caso clínico apresentado, o fato de o 
avô ter falecido em decorrência de um câncer gástrico 
considera-se uma informação importante. 
118. O paciente em questão tem indicação clara para 
realização de endoscopia digestiva alta (EDA). 
119. O médico orientou o paciente quanto à importância de 
erradicar o Helicobacter pylori em razão da sua história 
familiar e, para isso, solicitou a sorologia para H. pylori 
para identificar se a infecção aguda por essa bactéria 
seria a responsável pelos sintomas desse paciente. 
120. Nesse caso, uma estratégia inicial de conduta poderá ser 
o uso de IBP por cerca de um mês, sem a utilização 
inicial de antibioticoterapia. 
 
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