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PROVA APLIC ADA Tipo “U” SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM CIÊNCIAS DA SAÚDE EDITAL NORMATIVO NO 1 – RM-2/SES-DF/2020, DE 28 DE JANEIRO DE 2020. P R O G R A M A S – G R U P O 0 0 5 Data e horário da prova: Endoscopia Geral (519) Domingo, 1o/3/2020, às 14 h. I N S T R U Ç Õ E S Você receberá do fiscal: o um caderno da prova objetiva contendo 120 (cento e vinte) itens – cada um deve ser julgado como CERTO ou ERRADO, de acordo com o(s) comando(s) a que se refere –; e o uma folha de respostas personalizada. Verifique se a numeração dos itens, a paginação do caderno da prova objetiva e a codificação da folha de respostas estão corretas. Verifique se o programa selecionado por você está explicitamente indicado nesta capa. Quando autorizado pelo fiscal do IADES, no momento da identificação, escreva, no espaço apropriado da folha de respostas, com a sua caligrafia usual, a seguinte frase: O paciente é o mais forte. Você dispõe de 3 (três) horas e 30 (trinta) minutos para fazer a prova objetiva, devendo controlar o tempo, pois não haverá prorrogação desse prazo. Esse tempo inclui a marcação da folha de respostas. Somente 1 (uma) hora após o início da prova, você poderá entregar sua folha de respostas e o caderno da prova e retirar-se da sala. Somente será permitido levar o caderno da prova objetiva 3 (três) horas após o início da prova. Deixe sobre a carteira apenas o documento de identidade e a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente. Não é permitida a utilização de nenhum tipo de aparelho eletrônico ou de comunicação. Não é permitida a consulta a livros, dicionários, apontamentos e (ou) apostilas. Você somente poderá sair e retornar à sala de aplicação da prova na companhia de um fiscal do IADES. Não será permitida a utilização de lápis em nenhuma etapa da prova. I N S T R U Ç Õ E S P A R A A P R O V A O B J E T I V A Verifique se os seus dados estão corretos na folha de respostas da prova objetiva. Caso haja algum dado incorreto, comunique ao fiscal. Leia atentamente cada item e assinale sua resposta na folha de respostas. A folha de respostas não pode ser dobrada, amassada, rasurada ou manchada e nem pode conter registro fora dos locais destinados às respostas. O candidato deverá transcrever, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, as respostas da prova objetiva para a folha de respostas. A maneira correta de assinalar a alternativa na folha de respostas é cobrir, fortemente, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente, o espaço a ela correspondente. Marque as respostas assim: PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM‐2/SES – DF/2020 GRUPO 005 – TIPO “U” PÁGINA 2/7 CIRURGIA GERAL Itens de 1 a 60 Uma paciente de 59 anos de idade, funcionária pública, proveniente do norte da Bahia, apresenta halitose e disfagia com episódios de vômito. Ela relata que sente um desconforto no tórax após as alimentações, principalmente sólidos, e que eventualmente vomita alimentos ingeridos alguns dias antes, o que alivia o desconforto. Apresentou perda de peso corporal de 7 kg nos últimos três meses. Segue com cardiologista por bloqueio de ramo direito identificado em ECG. Raios X de tórax PA mostra alargamento do mediastino. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 1. Essa paciente tem história clínica compatível com o diagnóstico de megaesôfago. 2. A doença de Chagas está implicada como uma das principais etiologias da doença apresentada pela paciente. 3. A radiografia contrastada de esôfago é padrão-ouro no diagnóstico, auxiliando na diferenciação de outras etiologias da disfagia. 4. Na endoscopia digestiva alta, o achado de mucosa com cor salmão deve levantar a suspeita de esôfago de Barrett e displasia. 5. A realização de fundoplicatura à Nissen (360°) apresenta benefício comprovado no tratamento desses pacientes. 6. Injeção de toxina botulínica no cárdia e uso de bloqueadores do canal de cálcio por via oral podem auxiliar no manejo clínico dessa paciente. 7. A cirurgia de Heller tem aplicabilidade principalmente nos pacientes com megaesôfago avançado ou recidivado após uma miotomia. 8. Em virtude da lesão irreversível dos plexos nervosos, a esofagectomia está indicada desde as fases iniciais da doença. Determinada paciente de 47 anos de idade, diabética, tabagista, com queixa recorrente de dor epigástrica em queimação, dá entrada no pronto-socorro após episódio de hematêmese. Refere náuseas e vômitos nos últimos dias após ingerir alimento de procedência desconhecida, e relata também automedicação com diclofenaco para dor nos joelhos nos últimos dias. Nega episódios anteriores. Na sala de emergência, apresentava-se descorada e taquipneica. FR = 46 irpm; FC = 126 bpm; PA = 88 mmHg x 65 mmHg; SpO2 = 93%, sem dor ou distensão abdominal. No que se refere a esse caso clínico e aos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 9. A etiologia mais provável do sangramento digestivo nessa paciente são lacerações de Mallory-Weiss. 10. A solicitação de endoscopia digestiva alta é o primeiro passo do tratamento dessa paciente. 11. A descrição endoscópica de úlcera gástrica Forrest IIa corresponde à presença de um vaso visível não sangrante. 12. Considerando a etiologia mais provável no caso atual, o uso de propranolol pode prevenir novos sangramentos. 13. Caso seja identificada a presença de Helicobacter pylori, sua erradicação pode reduzir o risco de ressangramento. 14. As vagotomias têm por objetivo reduzir a secreção ácida gástrica e ainda podem ser usadas como tratamento cirúrgico para doença ulcerosa péptica de difícil controle com terapia medicamentosa e endoscópica. Um paciente de 56 anos de idade apresenta hematoquezia há três meses e afilamento das fezes. Colonoscopia identificou lesão vegetante de 4 cm no reto médio, cuja biópsia revelou tratar-se de adenocarcinoma. O paciente realizava ambulatorialmente os exames para estadiamento da lesão, mas apresentou episódio de distensão abdominal, vômitos fecaloides e parada da eliminação de fezes, sendo levado ao pronto-socorro. Deu entrada em regular estado geral. FC = 118 bpm; PA = 98 mmHg x 70 mmHg; FR = 36 irpm; SpO2 = 95%. Encontrava-se com abdome distendido, timpânico, doloroso difusamente, sem sinais de peritonite. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 15. A tomografia de tórax, abdome e pelve é útil ao estadiamento e à definição do melhor tratamento a ser oferecido ao paciente. 16. A dosagem do antígeno carcinoembrionário (CEA) tem valor diagnóstico e prognóstico. 17. O achado de lesão hepática periférica de 2 cm contraindica a abordagem cirúrgica curativa da lesão principal. 18. O tratamento neoadjuvante, pelo potencial de reduzir o tamanho da lesão, pode ser indicado na fase aguda para alívio dos sintomas obstrutivos. 19. Diante da situação descrita, está justificada a confecção de colostomia como procedimento de urgência. 20. Considerando a altura da lesão desse paciente, pode-se realizar abordagem curativa com o procedimento de ressecção anterior baixa com excisão total do mesorreto e preservação do esfíncter anal. Certo paciente de 42 anos de idade, com antecedente de constipação crônica, sem uso de laxativos, refere sangramento em moderada quantidade ao evacuar, e que sente uma “bola” no ânus quando faz força. Na inspeção anal, há plicomas e, quando o paciente faz manobra de Valsalva, há protrusão de dois abaulamentos indolores (às 3 horas e às 8 horas), que se reduzem espontaneamente. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 21.As hemorroidas têm diagnóstico predominantemente clínico, e elas podem ser diferenciadas entre internas ou externas de acordo com a posição em relação à linha pectínea. 22. Pelos achados descritos, o paciente apresentado tem hemorroidas internas grau III. 23. A trombose hemorroidária geralmente se manifesta com dor aguda e é mais comum nas hemorroidas externas. 24. A ligadura elástica é procedimento indicado para esse paciente, bem como orientação de manter dieta laxativa e aumentar a ingestão de água. 25. No caso mencionado, o diagnóstico de hemorroidas é suficiente para esclarecer a causa do sangramento digestivo, não havendo necessidade de complementar a investigação. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM‐2/SES – DF/2020 GRUPO 005 – TIPO “U” PÁGINA 3/7 Certa adolescente de 16 anos de idade é admitida no Serviço de Queimados após acidente domiciliar com escaldadura. A jovem apresenta queimaduras de segundo e terceiro graus na face anterior do abdome, no períneo e nas faces anteriores de ambos os membros inferiores. Não manifestou instabilidade clínica, mas mantém taquicardia (FC = 132 bpm). Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 26. A reposição volêmica com solução cristaloide é fundamental na abordagem inicial dessa paciente. 27. A superfície corporal queimada é estimada em 28%. 28. Queimaduras de segundo grau superficiais geralmente requerem enxertos cutâneos para melhor cicatrização. 29. Observam-se hiperglicemia e resistência insulínica em pacientes com lesões térmicas graves, como a paciente em questão, decorrentes do aumento na liberação de catecolaminas e cortisol. 30. A presença de queimadura de terceiro grau indica a realização de escarotomia para evitar hipoperfusão dos membros. Um paciente de 67 anos de idade, hipertenso, tabagista, diabético, dislipidêmico, apresenta aneurisma de aorta infrarrenal com 4,2 cm de extensão e 6,0 cm de maior diâmetro. O paciente é assintomático e a doença foi identificada por meio de USG de abdome, realizada para avaliação de esteatose hepática. No que se refere a esse caso clínico e aos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 31. Esse paciente apresenta indicação para pesquisa ativa de aneurisma de aorta. 32. Não há indicação para correção cirúrgica do aneurisma do mencionado paciente nesse momento. 33. A correção endovascular depende das características anatômicas do aneurisma e pode ser opção nesse caso. 34. A isquemia do cólon é uma possível complicação grave da correção cirúrgica desses aneurismas. 35. A abordagem cirúrgica de urgência em casos de ruptura do aneurisma deve ser pela via aberta. 36. Os endoleaks correspondem ao vazamento de sangue ao redor das endopróteses, decorrente de falha estrutural do material empregado. Uma paciente de 42 anos de idade, dona de casa, vai ao clínico da unidade básica de saúde após ter notado aumento do volume cervical enquanto colocava um colar. Ela não sabe exatamente há quanto tempo tem essa alteração, mas, quando questionada, refere cansaço e ganho de peso nos últimos seis meses. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, FC de 62 bpm, PA de 100 mmHg x 62 mmHg, eupneica, com tireoide aumentada e consistência fibroelástica e nódulo no lobo esquerdo com cerca de 1,5 cm de diâmetro, sem linfonodomegalias palpáveis. Foi realizado USG de tireoide, que identificou nódulo predominantemente sólido no lobo esquerdo da glândula, de 1,7 cm em seu maior diâmetro, hipoecogênico em relação ao parênquima habitual, irregular e com microcalcificações. A seguir, são expostas as imagens de dois exames ultrassonográficos de tireoide. Disponível em: . Com base nesse caso clínico e nas imagens apresentadas e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 37. A imagem que mais se assemelha ao nódulo descrito no laudo da paciente é a identificada como letra B. 38. A maior parte dos nódulos tireoidianos tem caráter maligno, o que implica na importância de sua abordagem. 39. Sintomas como mudança da voz e dificuldade de deglutição são típicos de doença benigna da tireoide. 40. Além da ultrassonografia para avaliar as características do nódulo, recomenda-se também complementar a investigação clínica com dosagem de TSH e T4L dessa paciente. 41. A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) não tem indicação para valor diagnóstico nesse caso. 42. A classificação de Bethesda, por meio de critérios citopatológicos, estima risco de malignidade dos nódulos avaliados por PAAF e ajuda a guiar a conduta cirúrgica. 43. Para pacientes com nódulo Bethesda IV, pode-se indicar tireoidectomia parcial com finalidade diagnóstica. 44. A iodoterapia e a supressão de TSH são estratégias indicadas no tratamento do carcinoma medular de tireoide. Determinada paciente de 36 anos de idade, com sobrepeso, apresentava queixa de cólica abdominal em hipocôndrio direito, associada a alimentação gordurosa, cuja investigação com USG abdominal identificou colelitíase. Negava episódios de icterícia ou febre associados à dor abdominal. Optou-se então pela realização de colecistectomia videolaparoscópica eletiva, que transcorreu sem relato de intercorrências, e a paciente recebeu alta no dia seguinte à cirurgia. Não foi realizada colangiografia intraoperatória. Na consulta de retorno, duas semanas após a alta, a paciente refere prurido, urina escura e fezes mais claras. Ao exame físico, apresenta-se ictérica, subfebril, com abdome pouco distendido e doloroso à palpação do hipocôndrio direito. FC = 98 bpm; PA = 118 mmHg x 80 mmHg; FR = 28 irpm; e SpO2 = 98% em ar ambiente. Com relação a esse caso clínico e aos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 45. A paciente não apresentava indicação de colecistectomia quando esta foi realizada. 46. Coledocolitíase e lesão de via biliar são possíveis diagnósticos para os sintomas referidos pela paciente na consulta de retorno. 47. A realização de colangiografia retrógrada endoscópica (CPRE) pode ter valor diagnóstico e (ou) terapêutico nesse caso. PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM‐2/SES – DF/2020 GRUPO 005 – TIPO “U” PÁGINA 4/7 48. O não preenchimento das vias biliares intra-hepáticas por contraste, durante a CPRE, favorece a hipótese de coledocolitíase residual. 49. Caso existam sinais suspeitos de colangite, deve-se indicar drenagem das vias biliares por laparotomia, não havendo espaço para drenagem percutânea em razão do risco aumentado de complicação. 50. A hepaticojejunostomia em Y de Roux é opção terapêutica viável para lesões de via biliar principal, como as dos tipos 1 e 2 de Bismuth. Uma paciente de 8 anos de idade, previamente hígida, inicia dor abdominal periumbilical, náuseas e hiporexia. Recebeu dipirona em casa, com alívio parcial dos sintomas, mas amanheceu, no dia seguinte, com dor mais intensa e localizada em fossa ilíaca direita, além de vômitos e um pico febril de 38,2 °C. Nega sintomas urinários, dor de garganta ou sintomas respiratórios. Ao exame físico, encontra-se em regular estado geral, deitada no leito com membros inferiores levemente fletidos, com dor abdominal à palpação de fossa ilíaca direita e sinal de Blumberg positivo. Foram realizados exames laboratoriais que evidenciaram leucocitose (17.300 leucócitos/mm³, com 8% bastões) e aumento de PCR (154 mg/L; referênciapodem ser causa de dor abdominal em crianças. 53. O sinal de Rovsing é pesquisado com a palpação da fossa ilíaca esquerda. 54. Para pacientes com apendicite em fase inicial, deve-se recomendar período mínimo de cinco dias de antibioticoterapia parenteral. 55. Apesar do uso de antibióticos e da técnica cirúrgica adequada, mais de 30% dos pacientes evoluem com infecção de ferida operatória após apendicectomia. Uma paciente de 73 anos de idade, hipertensa, diabética e dislipidêmica, sofreu infarto agudo do miocárdio há um ano. Desde então, faz uso de enalapril, hidroclorotiazida, AAS, metformina e rosuvastatina regularmente. Há dois dias, manifestou quadro de palpitação e dispneia, mas que melhoraram espontaneamente, de modo que não buscou atendimento médico. Hoje, sentiu novamente os sintomas, além de dor abdominal difusa de forte intensidade, náuseas e vômitos. Ao exame físico, encontrava-se com FC = 122 bpm, PA = 152 mmHg x 104 mmHg, FR = 38 irpm, SpO2 = 93% em ar ambiente. Demonstrava abdome pouco distendido, pouco doloroso à palpação (apesar da queixa espontânea de dor intensa), sem sinais evidentes de peritonite. Na investigação, foi realizado o eletrocardiograma apresentado, raios X de tórax e abdome sem alterações e os seguintes exames laboratoriais: Hb = 12,8g/dL; leucócitos 16.800/mm³ (1% bastões); plaquetas 358.000; PCR 69 mg/L (referência76. Não há indicação nenhuma de se solicitar exames laboratoriais na tentativa de elucidação da etiologia. 77. Um exame muito útil na avaliação desse caso é a urocultura, e ele ajudará principalmente para diferenciar entre hematúria glomerular e extraglomerular. 78. A preocupação do filho é justificável porque hematúria é um sinal clínico importante, pois, independentemente da intensidade, muitas vezes é a única evidência de doença do trato urinário. 79. Para esse caso, uma ótima opção de exame de imagem é a urografia excretora. 80. O médico (clínico geral) pode tranquilizar o paciente com relação à possibilidade de câncer de bexiga, pois trata-se de um paciente assintomático e a hematúria não é preocupante nesse caso. Uma paciente de 63 anos de idade procura atendimento em uma unidade básica de saúde para acompanhamento de diabetes mellitus tipo 2. A paciente informa que faz uso regular de metformina XR 500 mg, 2 cápsulas após o café da manhã e 2 cápsulas após o jantar. Faz uso também de insulina NPH 40 ui antes do café e 20 ui no jantar. A paciente apresentou resultados laboratoriais mais recentes, que são glicemia de jejum de 154 mg/dL e hemoglobina glicada (HbA1c) de 10,7%. Segundo a paciente, ela segue corretamente a dieta que lhe foi prescrita e não tem feito atividade física por causa de dores na coluna. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 81. Essa paciente se encontra com o diabetes compensado, ou seja, com glicemia de jejum e hemoglobina glicada dentro da meta (alvo) terapêutica para essa faixa etária. 82. Se a paciente estiver apresentando hiperglicemia após as refeições, uma boa opção para esse caso seria associar insulina regular às refeições, visto que a insulina regular não é reservada apenas para aqueles pacientes com DM1. 83. É contraindicado o uso de insulina regular e NPH na mesma seringa. 84. No caso dessa paciente de 63 anos de idade, sedentária e provavelmente com alterações osteomusculares, a recomendação de atividade física associada à orientação nutricional não teria impacto nos valores de HbA1c. 85. O uso de açúcar comum e de adoçantes artificiais é contraindicado para essa paciente. Ela pode usar mel, mas com moderação. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM‐2/SES – DF/2020 GRUPO 005 – TIPO “U” PÁGINA 6/7 Pai leva o filho de 13 anos de idade para consulta médica informando que, há algumas semanas, os dois passaram o final de semana em uma fazenda. Depois que retornaram, notou que seu filho começou a se queixar de prurido em região plantar do pé direito, mas não se preocupou porque ele dizia que era um prurido agradável. Ontem, quando o pai foi olhar o que estava acontecendo, viu que, no local, tinha um ponto preto e resolveu levá-lo ao médico. O médico, ao examinar o local, observou uma pápula amarelada com um ponto negro ao centro. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 86. O caso clínico é típico de uma doença chamada tungíase. 87. O agente causador dessa doença é uma pulga chamada Tunga penetrans. 88. A Tunga penetrans é conhecida popularmente como pulga-da-areia, e a doença, como bicho-de-pé. 89. O tratamento de escolha da tungíase consiste no tratamento farmacológico, e a melhor opção terapêutica é a ivermectina ou o tiabendazol. 90. O médico deve orientar o pai para realizar curativo diário domiciliar, associando a limpeza do local (água e sabão) com antibiótico tópico (neomicina) duas vezes ao dia. Certo paciente idoso, que mora sozinho, procura atendimento médico em virtude de quadro de falta de ar que o tem impossibilitado à realização de suas atividades diárias, como varrer o quintal e colocar as roupas no varal. Relata tosse associada à falta de ar. No exame físico do paciente, o que mais chamou a atenção do médico foi que, na ausculta pulmonar, ele percebeu estertores em velcro, bilaterais, profusos e finos. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 91. O tipo de estertor auscultado pelo médico leva-o a pensar primeiramente em uma doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). 92. Os estertores auscultados pelo médico são achados tardios na fibrose pulmonar idiopática. 93. Após a ausculta desses estertores, o primeiro exame que deve ser solicitado é a espirometria, com o objetivo de diagnosticar precocemente a provável doença relacionada a esse caso. 94. Duas medicações antifibróticas (nintedanibe e pirfenidona) podem reduzir o declínio da função pulmonar, em média à metade, potencialmente elevando a sobrevida em casos dessa provável hipótese diagnóstica. 95. Opacidades em vidro fosco são esperadas no exame de imagem desse paciente, o que corresponde a um padrão típico e específico para o diagnóstico provável desse caso clínico. Área livre Um paciente de 24 anos de idade procura atendimento médico por causa de corrimento uretral e ardência para urinar há dois meses. Relata que o aspecto do corrimento é purulento. Tem parceira sexual fixa e informa que os exames ginecológicos dela estão normais. Com relação aos hábitos de vida, informa etilismo social. No que se refere a esse caso clínico e aos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 96. Os sintomas informados pelo paciente são típicos de uretrite não gonocócica. 97. Esse paciente necessita de realizar urgentemente um exame de cultura da secreção uretral, pois, se não tratar de forma correta, está sujeito a complicações muito graves. 98. No caso descrito, é preconizado o tratamento da parceira sexual. 99. Nesse caso clínico, o contato sexual é um fator determinante para o contágio, e ele pode ser um simples contato com a secreção vaginal. 100. O paciente e a parceira dele não devem ter relações sexuais desprotegidas até o retorno com o resultado do exame de cultura da secreção uretral. Uma paciente de 40 anos de idade, que trabalha com faxina e manipula produtos de limpeza, comparece à unidade básica de saúde com dermatite eczematosa das mãos. A queixa principal é de prurido nas mãos. Nega outros sinais ou sintomas. O peso atual da paciente é de 80 kg. O médico (clínico geral) solicitou testes epicutâneos e tratou a paciente com corticoides tópicos e emolientes. Considerando esse caso clínico e aos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 101. Entre as dermatoses ocupacionais, as dermatites de contato representam a maior parcela, sendo a dermatite de contato por irritação a maior causa etiológica de dermatoses ocupacionais e possivelmente a causa da dermatite relatada nesse caso clínico. 102. No caso descrito, quando o agente é identificado, o afastamento da causa é o tratamento eficaz e efetivo; portanto, não há nenhuma necessidade de afastar a paciente das respectivas atividades laborais. 103. Os testes de contato ou epicutâneos são um método de investigação com regras e fundamentos estabelecidos. Por meio desse teste de contato, pode-se diferenciar entre a dermatite irritativa de contato e a dermatite alérgica de contato. 104. O médico clínico geral não deverá abordar o assunto acerca do o uso de equipamento de proteção individual, e a melhor conduta será referenciar a paciente a um médico do trabalho. 105. Como a paciente do caso clínico apresenta, além das alterações dermatológicas, também o sintoma de prurido, o melhor tratamento seria prednisona (20 mg/cp), dois comprimidos pela manhã por 14 dias. Área livre PROVA APLIC ADA PROCESSO SELETIVO – RM‐2/SES – DF/2020 GRUPO 005 – TIPO “U” PÁGINA 7/7 Uma paciente de 70 anos de idade procura atendimento médico em virtude de tosse produtiva, com escarro hialino e falta de ar há mais de 20 anos. Segundo ela, já fez uso de inúmeros xaropes sem melhora do quadroque, às vezes, alivia, mas é recorrente ao longo desses anos. Informa que a falta de ar piorou bastante nos últimos três meses e que agora tem dispneia, mesmo em repouso. Nega febre ou alteração do tipo de tosse. Informa que é tabagista, de 20 cigarros por dia, desde que tinha 12 anos de idade. Já teve pneumonia por duas ocasiões, sendo a última vez tratada em casa há 15 dias. Nega comorbidades e nega uso de medicamentos de forma contínua. Mostrou uma radiografia de tórax que apresentava sinais de hiperinsuflação pulmonar, sem sinais de radiopacidade em campos pulmonares, além de imagens arredondadas em hilo pulmonar, de radiopacidade heterogênea e tamanhos variados, associado a um aumento de trama vascular. Acerca desse caso clínico e com base nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 106. Existe grande chance de essa paciente apresentar comorbidades, como, por exemplo, a osteoporose; portanto, a paciente deve ser bem examinada (exame físico) e realizar exames complementares com o objetivo de diagnosticar e tratar essas possíveis comorbidades. 107. Para confirmar a hipótese diagnóstica desse caso clínico, um exame complementar fundamental é a gasometria. 108. O tabagismo é considerado o fator de risco mais importante para o desenvolvimento da hipótese diagnóstica dessa paciente. 109. Nesse caso, uma medicação que pode ser usada é a N-acetilcisteína (na dose de 600 mg, duas vezes ao dia) por se tratar de um agente mucolítico e que poderá trazer o benefício na prevenção do número de exacerbações da doença da paciente. 110. O uso de corticoide inalatório por essa paciente trará o benefício de reduzir o risco de pneumonia bacteriana. Um paciente de 45 anos de idade procura atendimento médico em razão de dor em região suprapúbica e dor durante a ejaculação. Ele informa que esse sintoma surgiu há quatro meses e que tem interferido muito na sua vida sexual, causando, inclusive, disfunção sexual e também hesitação para urinar. Ele nega comorbidades, mas relata que está em tratamento para um leve quadro depressivo há um ano. O paciente nega histórico de infecções do trato urinário (ITUs) de repetição. Na história familiar, nega câncer de próstata. Nega etilismo e tabagismo. Pratica atividade física regularmente e não é obeso. O médico que o atende solicita exame de urina simples e urocultura + PSA. O exame físico do paciente estava normal. O médico não realizou o toque retal e informou ao paciente que não havia necessidade, pois isso não contribuiria com o diagnóstico. O paciente foi orientado a fazer uso de analgésico quando sentisse o incômodo e a retornar com o resultado dos exames. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 111. Certamente que esse caso se trata de uma prostatite crônica bacteriana. 112. Exames gerais, como hemograma, cultura de urina e sangue, e provas inflamatórias, como PCR ou VHS, podem ser muito úteis nesse caso. 113. Considerando a principal hipótese diagnóstica para esse caso, o PSA é um exame que não é recomendado. 114. O médico, ao dispensar a realização do toque retal, executou uma boa prática baseada em evidências. 115. Massagem prostática, uso de relaxantes musculares, terapia hormonal com uso de antiandrogênicos, como os inibidores da 5-alfarredutase, e até mesmo neuromoduladores são considerados medidas alternativas para essa abordagem terapêutica. Um paciente de 35 anos de idade comparece à consulta médica relatando dor no estômago e sensação de empachamento durante todo o dia, como se estivesse cheio. Nega emagrecimento; pelo contrário, diz que ganhou peso após parar de fumar há cinco meses. Informa que é a primeira vez que procura atendimento por esse motivo. Nega outras queixas. Não tem sangramento nas fezes e nem vômitos com sangue. Com relação à história familiar, informa que o avô paterno faleceu de câncer no estômago e que o pai tem gastrite. Ao exame físico, não apresenta nenhuma alteração significativa. Encontra-se acianótico, anictérico, afebril, corado, hidratado e eupneico. O exame físico do abdome mostra-se normal. A respeito desse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 116. Pelas queixas relatadas de dor epigástrica, trata-se de uma úlcera gástrica. 117. Considerando o caso clínico apresentado, o fato de o avô ter falecido em decorrência de um câncer gástrico considera-se uma informação importante. 118. O paciente em questão tem indicação clara para realização de endoscopia digestiva alta (EDA). 119. O médico orientou o paciente quanto à importância de erradicar o Helicobacter pylori em razão da sua história familiar e, para isso, solicitou a sorologia para H. pylori para identificar se a infecção aguda por essa bactéria seria a responsável pelos sintomas desse paciente. 120. Nesse caso, uma estratégia inicial de conduta poderá ser o uso de IBP por cerca de um mês, sem a utilização inicial de antibioticoterapia. Área livre