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Drogas que atuam no aparelho respiratório Sandra Y. Fukada Alves Asma Definição “Asma é uma doença inflamatória crônica caracterizada por hiper-responssividade das vias aéreas inferiores e por limitação variável ao fluxo aéreo, reversível espontaneamente ou com tratamento”. III Consenso Brasileiro no Manejo da Asma (2002) Fisiopatologia da asma • Hiper-reatividade brônquica refere-se a sensibilidade anormal a: – Exercício físico – Estímulos químicos – Estímulos alérgicos – Estímulos farmacológicos – Estímulos infecciosos • Manifestações – Clínicas • Tosse • Dispnéia • Sibilos – Funcionais • Estreitamento generalizado das vias aéreas – Contractura do músculo liso brônquico – Edema da parede brônquica – Hiper-secreção brônquica Asma Tosse Sibilos Falta de ar Inflamação Aguda Processo Inflamatório na Asma CRISES AGUDAS REMODELAMENTO Inflamação Crônica Modificações Estruturais Proliferação de células do músculo liso Asma ✔ Componente obstrutivo: Broncoconstrição ✔ Componente inflamatório: Edema, hiperplasia, secreção de muco e infiltrado inflamatório com liberação de citocinas. Asma • Caracterizada por: • Inflamação das vias aéreas; • Hiper-reatividade brônquica; • Obstrução “reversível” das vias aéreas. Esquema representativo de bronquíolo de um paciente Inflamação crônica: Alteração estrutural NORMAL ASMA BRÔNQUICA Patogênese da asma • Fase imediata – Mastócitos • Mediadores espasmogênicos (histamina, leucotrienos e prostaglandinas, fatores quimiotáticos) • Outros mediadores (IL-4, IL-5, IL-13, MIP-1 α,TNF-α) • Broncoconstrição, inflamação da parede e alterações da produção de muco. • Fase tardia (geralmente noturno) – Linfócito Th2 • Reação inflamatória tardia (eosinófilos) • Produção de IL-5, IL-8, IL-13. * Hiperplasia das células caliciformes, fibrose subepitelial, aumento da produção de muco e hiper-responsividade do mm liso. Teoria: Desequílibrio Th1 e Th2 Histamina, enzimas proteolítica e A.A (LT e PG) Patogênese da asma Teoria: Desequílibrio Th1 e Th2 Histamina, enzimas proteolítica e A.A (LT e PG) LT Remodelagem das vias respiratórias Patogênese da asma Produção de leucotrienos Etapas no Tratamento da Asma GRAVE MODERADA LEVE Broncodilatador (BD) de ação curta para alívio Corticosteróide inalatório (CI, dose baixa) ou antileucotrieno ou cromona CI dose alta ou CI dose média + BD ação longa CI dose alta + BD ação longa Igual 4 + CO I P Classes e agentes farmacológicos indicados para o tratamento da asma Inervação brônquica ✔ Tonus simpático adrenérgico: • Vasos sanguíneos • Glândulas submucosas • Musc. Liso brônquico (broncodilatação) • Musc. Liso brônquico (broncoconstrição) ✔ Tonus parassimpático Colinérgico (vago): Agentes farmacológicos ✔ Agentes de alívio: ✔ Agentes de controle: BRONCODILATADO RES • Agonistas β2–adrenérgicos • Anti-colinérgicos AGENTES ANTI-INFLAMATÓRI OS • Corticosteróides • Cromoglicatos • Modificadores da via do LTs Agentes farmacológicos ✔ Agentes de alívio: BRONCODILATADO RES • Agonistas β2–adrenérgicos • Anti-colinérgicos BRONCODILATADORES Agonistas beta-adrenérgicos Mecanismo molecular dos broncodilatadores Peter J. Barnes NATURE REVIEWS DRUG DISCOVERY 2004 Receptores β2-adrenérgico Músculo liso Brônquios Agonistas adrenérgicos • Primeiro a ser utilizado: Epinefrina (agonista adrenérgico não-seletivo); • Seguido pelo Isoproterenol (agonista seletivo para receptores β); Broncodilatação e estimulação cardíaca. • Por fim Salbutamol, terbutalina, pirbuterol (agonista seletivo para receptores β2). Taquicardia, arritmia, vasoconstrição periférica (hipertensão). AGONISTAS SELETIVOS β2-ADRENÉRGICO Efeitos indesejáveis: •Tremor (estimulação de receptores β2 no músculo esquelético; •Taquicardia e arritmia cardíaca; BRONCODILATADORES Antagonistas muscarínicos ANTICOLINÉRGIC OS Tônus do músculo liso brônquico e as glândulas são controlados pela inervação vagal M 3 Agonista muscarínico Ach 2. Secreções Brônquicas 1. Broncoconstriçã o Brônquios (inervação colinérgica) Ex: Brometo de ipratrópio ANTICOLINÉRGICOS ✔ Combinação de um anticolinérgico e um agonista β2, como ipratrópio/salbutamol são populares, especialmente entre os pacientes com DPOC. ✔ Antagonista muscarínico deve ser considerado quando há problemas com teofilina ou quando agonistas β2 inalados causam um tremor incômodo em pacientes idosos. ANTI-INFLAMATÓRI OS Corticosteróides 27 Anti-inflamatórios: glicocorticóides Mecanismo de ação: • Supressão de genes de citocinas, moléculas de adesão, • Inibe a sintese de COX-2 (inibe geração de vasodilatadores: PGE2 e PGI2), • Supra regulam os receptores β2 adrenérgicos, • Inibe ativação de mastócitos e eosinófilos (IL-4 e IL-5). 28 Anti-inflamatórios: glicocorticóides Mecanismo de ação: • Não afeta a função contrátil do mm liso; • Diminui a hiper-responsividade com o tempo; • Reversão de sintomas agudos da inflamação; • Não cura a asma 29 30 Lipocortina X Glicocorticóides Síntese de Prostaglandinas Anti-inflamatórios: glicocorticóides Inalatório s: • Via preferencial : aerossol em nebulímetros dosificados ou em pó seco; Ex: Dipropionato de beclometasona, flunisolida, budesonida, triancinolona, fluticasona. * Administração local: rouquidão, irritação da garganta ou candidíase orofaríngea. Sistêmico s:•Ex: Hidrocortisona e metilprednisolona, prednisolona (crises aguda da asma), por terem pico de ação rápida; 31 ANTI-INFLAMATÓRIOS Anti-leucotrienos 32 33 Síntese de Prostaglandinas Síntese de Leucotrienos Fosfolipídio ácido araquidônico Ácido araquidônico 5-hidroperóxido LA4 LTC4 LTD4 LTE4 fosfolipase A2 5-lipoxigenase; fosfolipase LTA4 sintase gama glutamil transpeptidase dipeptidase Mecanismos de ações dos anti-leucotrienos Leucotrienos (C4, D4, E4): •provocam aumento da permeabilidade vascular, •quimiotaxia (eosinófilos), •hipersecreção de muco, • broncoconstrição (100x mais potente que a histamina); Leucotrienos B4: •recrutamento de neutrófilos; Mecanismos de ações dos anti-leucotrienos Leucotrienos (C4, D4, E4): •provocam aumento da permeabilidade vascular, •quimiotaxia (eosinófilos), •hipersecreção de muco, • broncoconstrição (100x mais potente que a histamina); Leucotrienos B4: •recrutamento de neutrófilos; Mecanismos de ações dos antileucotrienos • Inibidor da 5-lipoxigenase Inibe diretamente a produção LTA4 e seus derivados ativos, resultando em supressão das ações do LTs e CysLTs. Ex: Zileuton * Efeito anti-inflamatório muito menor que os corticosteróides Mecanismos de ações dos antileucotrienos • Inibição dos receptores CysLTs, assim diminuem as reações broncoconstritoras anormais imediatas e tardias. • Indicados para tratamento da asma induzida por antígenos, exercício físico, exposição ao frio ou ácido acetilsalicílico. • Melhoram o tônus brônquico e função pulmonar. Ex: Montelucaste e zafirlucaste. Antagonistas dos receptores de CysLT * Efeito anti-inflamatório muito menor que os corticosteróides Farmacocinética e uso clínico • Administração por via oral; • Maior adesão ao tratamento; • Ambos apresentam metabolismo hepático; • Tratamento de outras doenças alérgica coexistentes (rinite); • Indicados como opção em monoterapia de asma leve/ para asma moderada ou grave sugere-se associação com agonistas beta-adrenérgicos. Efeitos colaterais: • Hepatotoxicidade (zileuton). Anticorpo Anti IgE Terapia anti-IgE Ames et al. 2004 Anticorpo Anti IgE Mecanismo de ação: • Anticorpo monoclonal murino humanizado (95% da seq de aa foi substituido por humano); • Se liga com alta afinidade ao domínio de ligação de IgE no receptor FCεRI; •Também reduz os níveis circulantes de IgE. Farmacocinética: • Administração subcutâneaa cada 2 a 4 semanas; • Biodisponibilidade de 60%; • Meia-vida de 26 dias. • Alto custo; • Associação com corticóide em dose baixa. Efeitos colaterais: • Resposta imune (monitoração após administração)