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Reações de Adição Nucleofílica a Carbonila Compostos Carbonilados (Carbonílicos) 2 Considerações Gerais a Reação de Adição Produto de Adição Com um BOM Nucleófilo: Ex: Z = H ou C Com um Nucleófilo FRACO: 3 Reatividade de Compostos Carbonílicos Aldeídos e Cetonas: Mais Reativo Menos Reativo Mais Reativo Menos Reativo Derivados de Ácido, Aldeídos e Cetonas: Fatores Estéricos!!! Haletos de ácido > Anidridos > Aldeídos > Cetonas > Ésteres ~ Ácidos Carboxílicos > Amidas Fatores Eletrônicos (indutivos) e Estéricos!!! 4 5 O ataque nucleofílico à carbonila: Ângulo ou Trajetória de Bürgi-Dunitz: 6 Adição de Carbono Nucleofílico Compostos Organometálicos: Reagentes de Grignard reage como se fosse: Carbânion Cátion metálico 7 Como preparar os reagentes de Grignard: A partir da reação de Magnésio (elementar) com haletos de alquila ou arila, em solventes étereos, para formação de haletos de alquil/aril magnésio. Mecanismo ainda não totalmente compreendido X = I, Br ou Cl R não pode conter grupos funcionais que possam reagir com os reagentes de Grignard 8 Diversidade estrutural dos reagentes de Grignard: Alguns cuidados ao preparar os reagentes de Grignard • Magnésio não deve estar oxidado na superfície (I2 ou ultrassom); • Reação sob atmosfera inerte; • Solvente étereo (álcoois e clorados podem reagir) éteres únicos que solubilizam reagentes de Grignard, mais usuais: THF e éter etílico. 9 Adição de Reagentes de Grignard Adição do ácido só ao final da reação...por que? NOVA LIGAÇÃO C-C !!! Ampla diversidade estrutural dos compostos formados, pode-se variar os compostos carbonilados e os reagentes de Grignard!!! Álcool 2º Complexo do oxiânion com íon magnésio 10 IMPORTÂNCIA: aumento da cadeia carbônica (novas ligações C-C) !!!!, além disso: 11 Exemplos: Estratégias sintéticas diferentes para a formação do mesmo produto: 12 Adição de Reagentes de Grignard Reações com Cetonas levam a álcoois 3º 13 Adição de Reagentes de Grignard Reações com o Formaldeído leva a formação de álcoois 1º Geralmente in situ 14 Adição de Reagentes de Grignard Reações com o CO2 leva a formação de Ácidos Carboxílicos 15 Adição de Reagentes de Grignard Reações com compostos carbonílicos que apresentam um bom Grupo de Saída: 16 “Em 1900, na Universidade de Nancy, o químico francês François Auguste Victor Grignard publicou a respeito da sua mais nova descoberta: os reagentes de Grignard, capazes de adicionar quaisquer grupos alquila, arila ou vinila, por intermédio de um magnésio, à carbonilas, expandindo-se as possibilidades no estabelecimento de ligações carbono-carbono. Hoje, mais de cem anos depois, na Universidade Federal Fluminense, nós aqui do Laboratório Supraselen aplicamos essa reação na síntese dos nossos queridos disselenetos, moléculas chave para obtenção de inúmeros compostos de grande importância biológica.” 17 1) Mg em um balão sob N2 ou Ar 2) I2 + THF 3) Adição lenta do haleto + aquecimento 4) Grignard pronto, resfria-se a adiciona o compostos carbonílico 18 Adição de Carbono Nucleofílico Compostos Organometálicos: Compostos OrganoLítio R-Li Polarização da ligação C-Metal, deixa o átomo de carbono nucleofílico para atacar o carbono da carbonila (E+). Nova Ligação C-C!!! 19 Adição de Compostos Organolítio “work-up” ou solução de ácido ou NH4Cl Reagentes organolítio reagem com solventes próticos, portanto, as reações devem ser realizadas em solventes apróticos (de preferência etéreos = THF ou éter). Compostos organolítio também reage com oxigênio, dessa maneira, além de utilizar solventes “secos”, as reações devem ser realizadas em atmosfera inerte (N2 ou Ar). 20 Adição de Compostos Organolítio Álcool 2º Álcool 3º 21 Compostos Organolítio e Reagentes de Grignard Os reagentes organolítio, de maneira geral, participam nas mesmas reações que os reagentes de Grignard. Em razão do seu custo, relativamente elevado em comparação aos reagentes haleto de organomagnésio, os compostos organolítio são empregados com menor freqüência. Contudo, por serem mais reativos, são especialmente empregados nas reações em que os reagentes de Grignard não obtêm sucesso 22 Como preparar os Compostos Organolítio: Inserção oxidativa de Li elementar: Variedade estrutural significativa de compostos com carbono nucleofílico: R = Alquil ou aril X = I, Br ou Cl 23 Como preparar os Compostos Organolítio: Ortolitiação: Método excelente para gerar um composto aromático nucleofílico (sem utilizar haletos), porém limitado... 24 Extraída de uma bactéria do solo e sintetizada em laboratório pela primeira vez em 1988. Poderoso agente antibiótico e antitumoral . 25 Como preparar os Compostos Organolítio: Troca Halogênio-Metal (Lítio): Mecanismo ainda não compreendido, mas a “chave” para entender a troca é a basicidade (estabilidade) dos compostos organolítio envolvidos... Composto organolítio “simples” Composto organolítio mais “útil” pKaH = 50 pKaH = 43 Li° 100 g ~ R$ 2.500,00 BuLi (2,5 M) 1 L ~ R$ = 1.800,00 26 Exemplos: 27 Reações com o CO2 leva a formação de Ácidos Carboxílicos Adição de Compostos Organolítio A meticilina é um antibiótico betalactâmico pertencente ao grupo das penicilinas. 28 Adição de Acetiletos Metálicos pKa ~ 25 + NH3 pKa ~ 35 Adição de Carbono Nucleofílico: Ácido Fraco!!! Organometálicos por desprotonação de alcinos: Ácido mais forte Ácido mais fraco Base mais forte Base mais fraca 29 Reações com o Formaldeído leva a formação de álcoois 1º Acetiletos de Lítio Produto Final Exemplo importante, uma das etapas da síntese de um hormônio: 30 Adição de Cianetos Adição de Carbono Nucleofílico: Adição de cianeto a aldeídos e cetonas: síntese de Cianohidrinas Cianohidrinas Equilíbrio pKa HCN = 9,14! Devido a toxicidade do gás cianeto, reação deve ser realizada em meio ácido (gerar HCN “dentro da reação!!!!!) sp sp 31 Aplicações, curiosidades e exercícios inseticida “Mandioca brava” Uso sintético: Reduz náusea em pacientes em quimioterapia 1) Explain why aldehydes and ketones react with a weak acid such as hydrogen cyanide in the presence of CN- but do not react with strong acids such as HCl or H2SO4 in the presence of Cl- or HSO4 -. 2)How can the following compounds be prepared, starting with a carbonyl compound with one fewer carbon atoms than the desired product? 32 Adição de “Hidreto (H-)’ Reações de REDUÇÃO de carbonila Interação ruim H- com LUMO π* (C=O) Atua preferencialmente como BASE: REDUÇÃO: “+2” “0” 33 Redução com NaBH4 (Borohidreto de sódio): Adição de Hidreto (H-) Cuidado, a carga negativa no Boro não significa que há um par de elétrons livre sobre o átomo de boro!!! Agente Redutor 34 Redução de Aldeídos e Cetonas com NaBH4 Adição de Hidreto (H-) Mecanismo da reação uma pouco mais complexo: 35 Redução de Aldeídos e Cetonas com NaBH4 Mais Exemplos: NaBH4 não reduz éteres e ácido carboxílicos, é um dos mais fracos doadores de hidreto disponíveis! 36 Redução com LiAlH4 (Hidreto de Alumínio e Lítio): reduz aldeídos, cetonas, ésteres, ácidos carboxílicos e amidas! Adição de Hidreto (H-) Reduz Reduz 37 Redução de Ésteres com LiAlH4: Adição de Hidreto (H-) 38 Adição de Hidreto (H-) Redução de ésteres com DIBAL ou DIBAH (Hidreto de diisobutilalumínio): seletivo para síntese de Aldeídos!! 39 Redução de Ácidos carboxílicos com LiAlH4: Adição de Hidreto (H-) 40 Redução de Cloretos de ácido com LiAlH4: Redução de Amidas com LiAlH4: 41 Exercício: Dê o produto das reações: 42 Adição de Água (Oxigênio Nucleofílico) Aldeído ou Cetona DIOL GEMINAL ou HIDRATO Catálise ácida para formação do HIDRATO 43 44 Adição de Água (Oxigênio Nucleofílico) Equilíbrio aldeído/cetona e HIDRATO depende do substrato: 45 Adiçãode Água (Oxigênio Nucleofílico) Maior repulsão dos grupos substituintes, efeito estérico. Hidratos de aldeídos e cetonas muito instáveis para serem isolados, geralmente, só existem em solução aquosa...equilíbrio!! 46 47 Adição de Álcool (Oxigênio Nucleofílico) ALDEÍDO HEMIACETAL ACETAL CETONA HEMICETAL CETAL 48 Adição de Álcool (Oxigênio Nucleofílico) MECANISMO, em meio ÁCIDO (catálise): 49 Adição de Álcool (Oxigênio Nucleofílico) MECANISMO, em meio BÁSICO (catálise): seletivo para Hemi(a)cetais 50 Adição de Álcool GRUPOS PROTETORES Essenciais para diversas aplicações sintéticas!!!C 1,2- ou 1,3-diol 51 Adição de Álcool GRUPOS PROTETORES ? ? ? Mecanismo? 52 Adição de Aminas (Nitrogênio Nucleofílico) Adição de Aminas Primárias: formação de IMINAS ALDEÍDO ou CETONA AMINA PRIMÁRIA IMINA ou BASE DE SCHIFF 53 “A base recebeu esse nome por meio de Hugo Schiff, nascido em 26 de abril de 1834, um Italiano naturalizado, mas nascido na Alemanha, que descobriu essas bases e as iminas, além de ser responsável por pesquisas dos aldeídos. O cientista nasceu em Frankfurt e foi estudante de Friedrich Wöhler em Göttingen. Sua disseração foi completada também sobre orientação e supervisão de Wöler no ano de 1857 e, ainda nesse ano, Schiff teve de deixar a Alemanha devido à problemas políticos. Foi então para a Suíça na Universidade de Berna. Mudou-se, posteriormente, para a Itália, no ano de 1863, quando ocupou cargos em Pisa e Florença. No ano de 1870 foi um dos fundadores da Gazzetta Chimica Italiana junto com Stanislao Cannizzaro e apenas sete anos depois tornou-se professor de Química Geral em Turin. Dois anos depois retornou à Florença atuando no mesmo cargo na instituição que depois se tornou a Universidade de Florença. Lá fundou o Instituto de Química da Universidade de Florença.” “Defensor do socialismo, foi um dos fundadores do jornal Italiano L’Avanti, com conteúdo socialista, no ano de 1894. Faleceu no dia 8 de setembro de 1915 aos 81 anos em Florença, na Itália, e atualmente existe na Universidade de Florença, onde atuou como professor e fundador do Instituto, o “Hugo Schiff Internacional Store House”. 54 Adição de Aminas Mecanismo: Adição-Eliminação Nucleofílica! A formação de Iminas é reversível: em solução ácida, iminas são hidrolisadas e retornam ao composto carbonílico 55 Adição de Aminas Mecanismo: pH entre 4-6! Variação de velocidade de formação da Imina em função do pH 56 Adição de Aminas Outras espécies de Nitrogênio nucleofílico: formação de derivados de IMINAS: Hidroxilam ina Oxima Hidrazina Hidrazona Semicarbazida Semicarbazona 57 Adição de Aminas Secundárias: Formação de Enaminas Adição de Aminas Uma Enamina Uma Enamina 58 Mecanismo: Adição-Eliminação Nucleofílica! Adição de Aminas 59 Aplicação: Íon imínio pode reagir como um eletrófilo intermediário! Aminação Redutiva: Aminas a partir de Iminas! Outros Nucleófilos: 60 Estereoquímica das Adições Nucleofílicas Adição Nucleofílica á um carbono carbonílico pró-quiral leva a formação de uma mistura de enantiômeros: Um carbono pró-quiral Enantiômeros Face Re ou Si, determina-se a prioridade dos grupos de forma similar a R e S (sistema Cahn – Ingold – Prelog ). Se a face da “frente” do grupo carbonílico tem uma ordem de prioridade no sentido horário, ela é Re e o outro plano da carbonila será Si e, vice-versa. 61 Estereoquímica das Adições Nucleofílicas O ataque de um nucleófilo na face Re forma um enantiômero, enquanto o ataque à face Si forma o outro enantiômero. Face Re 62 63 64 Reação de Wittig A reação de Wittig é método útil de preparacao de alcenos: há uma grande diversidade de materiais de partida MECANISMO: Oxafosfetana 65 As ilidas de fósforo são facilmente preparadas pela quaternização de trifenilfosfina, seguido por reação com base PhP3 + Mel sal de fosfônio n-BuLi Ph3P+ _ CH2 - Ph3P = CH2 ylide(Ph3P+-CH3) I - Preferível formar o Ilídeo de Fósforo menos blindado: 66 A reação é regioespecífica: 67 68 “Remoção” de grupo carbonila: “Remoção” de grupo hidroxila: 1- NH2NH2,NaOH (Wolff-Kishner reduction); 2- Zn / HCl (Clemmensen reduction); 3- From thioketal, then reduce with Raney Nickel (Mozingo Reduction); O Reações de Redução 69 Name Reactions Wolff-Kishner reduction: Clemmensen reduction: Mozingo Reduction: liga de níquel-alumínio (catalisador alternativo para hidrogenação) 70 Reações de Oxidação Álcoois primários: Álcoois secundários: Até aqui, as FGIs não causaram mudança no estado de oxidação... 71 Na presença de água, aldeídos (intermediários na oxidação de álcoois primários) podem formar hidratos. Esses serão oxidados a ácidos carboxílicos. (-H2O) Reações de Oxidação: Mecanismo Reagente de Jones: CrO3/H2SO4 Reagente de Collins