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AULA 3 ANÁLISE ESTRATÉGICA DO CICLO DE VIDA DO PRODUTO Profª Demétrio de Mendonça Júnior 2 CONVERSA INICIAL Conhecida a fase e as estratégias de desenvolvimento e introdução do produto no mercado, é a hora de conhecer quais as ações necessárias para que esse produto seja conhecido por mais pessoas. Algumas empresas acreditam que podem diminuir seus esforços de marketing durante a fase de crescimento, uma vez que já consegue ter retornos sobre o volume de vendas do produto. No entanto, parece ser ela a fase mais importante para que o produto alcance a maturidade. Deve-se ter cuidado, portanto, com as estratégias desenvolvidas para o mix de marketing no estágio de crescimento, pois são elas que levarão o produto para o mercado de acordo com os objetivos estratégicos da empresa. Logo, é a hora de conhecer as estratégias de marketing necessárias para ampliar a participação desse produto no mercado. Vamos lá? Diferente do estágio de desenvolvimento e introdução do produto no mercado, o estágio de crescimento tem por objetivo ampliar o mercado, uma vez que o produto já tem aceitação. Visando sempre a liderança, os esforços devem se concentrar na ampliação da participação de mercado (market share), expandindo a proposta de valor do produto. No entanto, o produto no estágio de crescimento já não está mais sozinho no mercado, já que novos players entram na competição pela preferência do consumidor, atraídos pelos lucros cada vez mais crescentes. Portanto, ser pioneiro nesse mercado é indispensável para que o produto seja o primeiro a ser lembrado pelo consumidor. Com o aumento do volume de vendas, a empresa deve aprimorar as estratégias do composto de marketing na fase de crescimento com a padronização da produção, preços competitivos, distribuição intensiva e ações promocionais amplas, que sejam capazes de destacar a imagem na mente do consumidor. Como o produto já tem aceitação considerável, são as estratégias do composto de marketing que fazem com que o mercado seja ampliado, possibilitando um aumento considerável nos lucros. Nesta aula, portanto, serão exploradas as estratégias necessárias para que a empresa consiga ampliar seus horizontes em busca da maturidade. Bons estudos! 3 TEMA 1 – PREMISSAS DA FASE DE CRESCIMENTO A fase mais sensível e desafiadora de desenvolvimento e introdução da nova oferta no mercado passou. Os consumidores reconhecem a necessidade de adquirir o determinado produto e passam a consumi-lo de forma reincidente. No entanto, apesar do produto ganhar reconhecimento e estabilidade no mercado durante o estágio de crescimento, os esforços de marketing necessários para esse ciclo ainda merecem atenção, uma vez que muitos competidores passam a existir no mesmo mercado, com produtos muitas vezes com custos inferiores e, possivelmente, mais atributos que ofereçam valor superior. Dessa forma, é o momento da empresa concentrar seus esforços no aumento das vendas e trabalhar em favor do crescimento da participação de mercado e market share, em busca da liderança no mercado em que atua. Esses esforços são decorrentes do comportamento do mercado após o desenvolvimento e lançamento desse novo produto, já que concorrentes (ou “novos players”, novos competidores) passam a surgir (Las Casas, 1989), fazendo com que o produto não esteja mais sozinho naquele mercado. Eles surgem a fim de disputar a preferência do consumidor pelo produto em questão, reproduzindo ofertas com características e atributos similares. A Figura 1 mostra como é o comportamento do produto no estágio de crescimento. Como pode ser observado, os concorrentes são crescentes durante esse estágio. Figura 1 – Ciclo de vida do produto CICLO DE VIDA DO PRODUTO Volume de vendas/Lucros Introdução Crescimento Vendas Baixa Alta Preço Baixo/Negativo Crescente 4 Preço Alto Decrescente Consumidores Inovadores Adotantes pioneiros Concorrentes Poucos/Nenhum Número crescente Fonte: Mauad e Martinelli, 2005. Portanto, é hora de desenvolver a preferência do mercado pela marca do produto que está sendo lançado, com ações de marketing voltadas a incentivar o crescimento da imagem de marca no mercado e, consequentemente, na mente do consumidor atual e potencial (adotantes pioneiros). O intuito é fazer com que o mercado reconheça o produto como pioneiro que, na disputa com os demais players, é o primeiro a ser lembrado pelo consumidor. Logo, as ações de marketing durante o crescimento não se limitam a incentivar a compra, mas também a manter o produto vivo na mente dos consumidores, promovendo os atributos que oferecem valor superior em detrimento de produtos substitutos. Logo, devido ao crescimento das vendas e aos esforços da empresa para manter o produto na mente do consumidor, o volume de vendas aumenta expressivamente (McCarthy; Perreault, 1997; Boone; Kurtz, 1998), com melhorias significativas nos lucros (Kotler, 1998) já que, na fase anterior, os gastos para desenvolver, introduzir e promover o produto superam o volume de vendas. Em suma, no estágio de crescimento, há um movimento em direção à segmentação estratégica e à construção de eficiências na produção e no marketing. O desempenho do produto em relação às necessidades do cliente é crucial, e modificações no produto podem ser necessárias em detrimento da necessidade de ser líder de mercado. A distribuição intensa também é enfatizada para fazer com que o produto esteja sempre acessível para o consumidor (Anderson; Zeithaml, 1984). Os preços podem ser baixos, uma vez que o grande volume de vendas contribui para os lucros da empresa. Os temas seguintes explorarão as estratégias de marketing para a fase de crescimento, ligadas a cada item do composto de marketing, começando pelas estratégias relacionadas ao produto. 5 TEMA 2 – ESTRATÉGIA DE PRODUTO Caso a fase de introdução ocorra dentro da normalidade imposta para o CVP, a nova oferta alcança a aceitação do mercado e chega ao estágio de crescimento. As estratégias de produto dessa fase estão voltadas para promover a alta qualidade com serviços e/ou atributos que sejam capazes de proporcionar um valor superior quando comparado aos produtos concorrentes no mercado. Esses serviços e/ou atributos vinculados ao novo produto devem ser constantemente desenvolvidos e aprimorados, mas também protegidos da cópia, por meio do registro de patentes e segredos industriais. Esses investimentos são necessários, uma vez que a fase de crescimento é caracterizada pela inovação tecnológica de processos e de marketing, capazes de diminuir os custos e as incertezas, além de aumentar as margens relativas ao aumento do volume de venda (Oliveira, 2000). Portanto, apesar das estratégias de proteção do produto e dos processos também fazerem parte da fase de introdução, elas devem ser reforçadas para as adaptações/inovações que mantêm a nova oferta na liderança de mercado. Conforme Irigaray et al. (2006) confirma, para manter a participação de mercado, a empresa deve lançar novas características ligadas à utilização do produto, ou seja, com o desenvolvimento de inovações incrementais. No entanto, essa alta participação de mercado leva ao aumento das vendas e, consequentemente, o aumento da produção. É o que leva a observar que nem tudo são flores na fase de crescimento, já que as vendas disparam e, junto, aparecem dificuldades nos processos. A grande dificuldade é conseguir lidar com o excesso de demanda, já que o produto passa a ser necessário para o mercado em que foi introduzido. O volume de compradores cresce devido à constante aceitação do produto e de seus atributos, que agradam cada vez mais com o desenvolvimento de inovações incrementais. Portanto, para que a empresa consiga atender à alta demanda do mercado sobre o produto, algumas estratégias podemser desenvolvidas. Martins e Laugeni (2002) afirmam que, devido ao aumento de demanda, na fase de crescimento, a empresa passa a se preocupar com a produção, adaptando alguns processos. Os autores afirmam que a empresa passa a trabalhar com a padronização de 6 componentes, a automatização dos processos produtivos e o investimento expressivos na fabricação para manter o produto sempre em estoque (Martins; Laugeni, 2002). É importante destacar que, apesar de adaptar seus processos produtivos desenvolvendo inovações tecnológicas e de automatização para manter o produto ativo no mercado, a empresa deve se esforçar para manter o nível de qualidade da nova oferta. Isso posto, passa-se agora para as estratégias de preço a serem desenvolvidas na fase de crescimento. TEMA 3 – ESTRATÉGIA DE PREÇO As estratégias de preço para o estágio de crescimento são determinantes para a empresa manter a sua participação de mercado e o market share. Por meio delas, a empresa pode manter seu diferencial competitivo, com liderança de custos. Em um primeiro momento, quando o produto alcança a fase de crescimento, pode haver um movimento de redução dos preços, já que o aumento das vendas consegue cobrir os custos de introdução e manutenção do produto no mercado. Dessa forma, atraídos por esse crescimento e aumento do volume de vendas, consequentemente dos lucros, começam a surgir os concorrentes (Las Casas, 1989), que fazem com que a empresa leve preços praticados para baixo (Cobra, 1992). Com os preços baixos, a empresa consegue desenvolver uma barreira para os novos entrantes (os “novos players”), já que terão que cobrar o mesmo nível de preços pelos produtos semelhantes ou substitutos. No entanto, esses novos competidores entrarão no mercado no estágio anterior, de desenvolvimento e introdução do produto, o que exige taxas de preços superiores, capazes de cobrir os custos relativos a esse estágio. A empresa pode optar também por manter os preços praticados na fase de introdução. Como os preços praticados para introduzir e promover o produto no mercado ganharam aceitação, fazendo com que a empresa alcançasse a fase de crescimento, manter os preços no mesmo nível pode fazer com que os lucros sejam ainda maiores. O nível de concorrência também auxilia na decisão de manter os preços, já que uma competição menos acirrada pode fazer com que movimentos nas estratégias de preços não sejam necessários. 7 Ainda assim, a empresa pode optar pela elevação dos preços do produto em decorrência dos custos de produção. Como consequência da demanda elevada, uma expansão nos processos de produção é necessária para que a empresa consiga atender às necessidades do mercado. Logo, novos colaboradores, maquinários novos, mais modernos e maiores, demandam custos significativos, que podem ser atrelados às estratégias de preço praticada. Da mesma forma, para que o produto consiga se manter no estágio de crescimento por mais tempo, em busca da maturidade, a empresa pode optar por desenvolver inovações incrementais nesse produto, incrementando novas características e atributos que aumentem o valor para o consumidor (Kotler, 1998). Entretanto, é mais comum que a empresa opte por manter o preço da fase de introdução ou pela prática de preços menores durante a fase de crescimento. O intuito é manter as barreiras para os novos entrantes, como mencionado anteriormente, desenvolvendo a estratégia de preços competitivos, que é favorável para a manutenção da liderança de mercado. Além do mais, a demanda elevada proporciona a rentabilidade, já que, por meio da curva de aprendizagem, os custos unitários do produto diminuem, possibilitando a prática de preços baixos. TEMA 4 – ESTRATÉGIA DE PRAÇA Como visto anteriormente, a fase de crescimento é marcada por uma rápida expansão das vendas. Atrelado ao aumento das vendas, vem também a ampliação dos canais de distribuição necessária para atender ao aumento da demanda. A empresa deve então desenvolver estratégias de praça/distribuição para manter a participação de mercado. Como os concorrentes estão surgindo no mercado de forma crescente, são necessários desenvolvimento e implementação de estratégias de distribuição eficazes, capazes de promover o diferencial para a empresa. Sem uma escolha eficiente dos canais de distribuição, a empresa não consegue manter a demanda elevada do estágio de crescimento. Portanto, para a fase de crescimento, a empresa deve ser capaz de ampliar os canais de distribuição em sintonia com o aumento dos níveis de demanda e aceitação do produto por parte do consumidor. O desenvolvimento do estoque é uma boa alternativa para a fase de crescimento, que faz com que a empresa se destaque da concorrência. O aumento da demanda dificulta a manutenção da 8 estratégia de estoque, mas a empresa deve ser capaz de gerenciá-la a fim de manter o produto sempre disponível para o mercado consumidor. Tornar o processo de distribuição eficiente e eficaz é determinante para que o consumidor desenvolva confiança na empresa, já que o processo é dinâmico e veloz. As estratégias de distribuição na fase de crescimento precisam estar estabelecidas (Gracioso, 1930), e é o momento de a empresa investir no ajuste das informações e da experiência do consumidor com o produto em questão (Enis, 1983). A escolha dos canais necessários para levar o produto até o consumidor já foi feita, e é hora de gerenciá-los da melhor forma para que essa experiência seja positiva. O conceito de omnichannel retorna mais uma vez aqui, já que é a estratégia capaz de oferecer a mesma experiência de compra para o cliente em qualquer um dos canais, seja on-line ou off-line. Com o omnichannel, a empresa deve ser capaz de iniciar a experiência do cliente em um canal (seja ele on-line ou off-line) e terminar em um outro qualquer, dentro do leque de alternativas de canais que a empresa possui. A melhor experiência é alcançada quando a empresa consegue gerenciar todos esses canais de forma eficiente, promovendo a comodidade para o consumidor. Portanto, a empresa deve investir em multicanais com gerenciamento omnichannel durante o estágio de crescimento, fazendo com que o produto permaneça disponível em todos os canais, com a otimização necessária para que a experiência do cliente seja bem-sucedida. Em suma, as estratégias de distribuição durante a fase de crescimento envolvem o gerenciamento do estoque e dos canais, com a proposta do omnichannel para fazer com que o produto esteja disponível para o mercado em todos os multicanais disponíveis. Dessa forma, busca-se a qualidade dos processos, com a fabricação de produtos de qualidade, com a eficiência da distribuição. Aproveita-se, portanto, da elevada aceitação do produto por parte do consumidor, em busca da otimização da sua experiência (Cundiff; Still; Govoni, 1979). Por fim, são exploradas as estratégias promocionais para a fase de crescimento. TEMA 5 – ESTRATÉGIA DE PROMOÇÃO Como a concorrência aumenta significativamente no estágio de crescimento, devido à alta aceitação do produto, as estratégias promocionais 9 devem ser capazes de minimizar as ações desses competidores a fim de manter a liderança do mercado. O objetivo da empresa é chegar ao estágio de maturidade antes dos concorrentes, o que exige investimentos significativos nas estratégias promocionais para reforçar a marca e alcançar o domínio de mercado. A marca precisa ser a primeira a ser lembrada pelo consumidor no momento da compra. As estratégias, portanto, devem ser amplas e capazes de alcançar todo o mercado, a fim de colocar a marca em evidência no mercado e na mente do consumidor. Como o produto já está consolidado e com o aparecimento cada vez mais reincidente de competidores, as estratégias de comunicação devem enfatizar o diferencial competitivoda nova oferta, ressaltando os benefícios da marca para fazer com que a escolha do cliente seja pelo produto em questão. Portanto, apesar do volume de vendas ser crescente, a empresa ainda precisa investir em estratégias de comunicação e publicidade a fim de alcançar uma maior visibilidade para marca. Além disso, também é necessário investir em esforços para promover a identidade e a credibilidade da marca. Segundo Aaker e Joachimsthaler (2007) e Scharf (2012), desenvolver o sistema de identidade da marca faz com que se desenvolva um sentido e finalidade ao relacionamento marca-cliente, por meio da credibilidade da marca e da proposta de valor da marca. Aaker e Joachimsthaler (2007) desenvolveram um sistema de identidade de marca que foi atualizado por Scharf (2012). Esse sistema propõe uma análise estratégica da marca, que deve ser motivada por três elementos principais: análise dos clientes (avaliação de tendências, motivação, necessidades e potencialidades dos consumidores-alvo); análise da concorrência (avaliação da identidade da marca, estratégias, potencialidades e vulnerabilidades dos demais competidores); e autoanálise da organização (avaliação da imagem e tradição da marca, capacidades e valores da organização). 10 Figura 2 – Análise estratégica da marca Fonte: Scharf (2012) elaborado com base em Aaker, 2007. Seguindo essa estrutura, a empresa consegue desenvolver sua proposta de valor para a marca, a credibilidade da marca e a forma de se relacionar com os clientes. Já a implementação da identidade de marca precisa da definição de três questões, que é a especificação do posicionamento da marca, execução do programa de comunicação e acompanhamento dos resultados. Portanto, percebe- se que a definição da identidade de marca caminha junto com as estratégias de comunicação, que deve ser desenvolvida e promovida durante o estágio de crescimento. 11 Ainda assim, é importante destacar que como a empresa está em crescente expansão, ela passa a ser mais conhecida e, sendo mais conhecida, ela também tem que aprender a lidar com um maior número de consumidores, e conseguindo gerenciar a experiência do cliente é possível que a credibilidade da identidade da marca seja alcançada pelo interesse reincidente desse mercado. Logo, as estratégias que envolvem os objetivos da marca também precisam ser desenvolvidas no momento de planejar as estratégias promocionais do estágio de crescimento, uma vez que o feedback positivo, o suporte e o gerenciamento apropriado das estratégias promocionais podem fazer com que o produto alcance a maturidade de forma rápida e bem-sucedida. Da mesma forma, acompanhar as ações promocionais dos concorrentes durante essa fase pode ser uma boa alternativa. Visualizando o que o concorrente está fazendo e como está agindo, a empresa consegue destacar os diferenciais competitivos do produto em busca de uma aceitação ainda maior, capaz de desenvolver a maturidade. Para muitos, o estágio de crescimento não exige esforços significativos para o mix de marketing, uma vez que uma parcela significativa de consumidores já tomou conhecimento do produto e enxergou nele algum valor. No entanto, é justamente nesse momento que a empresa deve se preocupar, já que muitos produtos podem não alcançar a maturidade e ir direto para o estágio de declínio devido a erros no desenvolvimento e implementação de estratégias durante o estágio de crescimento. Ainda assim, como muitos concorrentes aparecem no mercado, a competição fica ainda mais acirrada, o que exige o desenvolvimento de estratégias de marketing capazes de destacar o diferencial competitivo da empresa. Dessa forma, é o momento da empresa se dedicar e investir seus esforços no aumento do valor do produto e desenvolver a preferência pela marca. Isso pode ser alcançado por meio do desenvolvimento de estratégias que ampliem a proposta de valor do produto, com o desenvolvimento de diferenciais que agreguem na sua qualidade. Os preços praticados também são mais competitivos nesse estágio, fazendo com que barreiras sejam criadas para os novos entrantes que terão que introduzir seus produtos com preços similares. Da mesma forma, na distribuição, a empresa deve apostar no omnichannel, a fim de criar experiências atrativas para com o produto. As estratégias promocionais devem ser amplas para que o produto seja conhecido por todo o mercado, a fim de fazer com que ele seja lembrado pelo consumidor. 12 Em suma, a empresa deve investir pesado nos esforços de marketing durante o estágio de crescimento, pois é nele que o produto se tornará conhecido para o alcance da maturidade. Caso contrário, o produto chega à fase de declínio sem passar pela fase de maturidade, uma vez que não ganha a aceitação de todo o mercado. O Quadro 1 resume o estágio de crescimento, destacando os objetivos básicos, o foco estratégico, os objetivos da marca e as estratégias para cada dimensão do composto de marketing. Quadro 1 – Resumo CVP Dimensão da estratégia Introdução Crescimento Objetivos básicos Estabelecer um mercado para o novo produto. Persuadir o mercado-alvo de que o produto é atrativo. Aumentar as vendas e participação de mercado. Desenvolver a preferência do mercado pela marca. Foco estratégico Expansão de mercado. Penetração Objetivo de marca Conhecimento do produto e teste Preferência pela marca Produto Proporcionar alta qualidade. Selecionar uma boa marca para posicioná-la. Obter proteção por patente ou registro de marca e competências. Proporcionar alta qualidade e adicionar serviços e/ou atributos ao produto para criar valor. Preço Geralmente alto para recuperar os custos de desenvolvimento do produto e investimentos em marketing. Às vezes baixo para introduzir o produto de forma atrativa no mercado. Preço baixo para criar barreiras aos novos entrantes. Um pouco mais alto do que a fase de introdução, pois a demanda é maior. Praça Número limitado de canais ou gestão integrada de vários canais (omnichannel) Número maior de canais para atender o aumento da demanda. Promoção Estratégias de comunicação voltadas para adotantes iniciais. Mensagens voltadas para instruir e informar o mercado-alvo sobre os atributos e valor do novo produto. Incentivo com amostras e cupons promocionais/desconto para induzir a experimentação. Estratégias voltadas para público mais amplo (comunicar com todo o mercado). As mensagens concentram-se nos benefícios da marca. Para produtos de consumo, a ênfase deve ser voltada para a propaganda. Fonte: Mendonça Junior, 2021. 13 REFERÊNCIAS AAKER, D.; JOACHIMSTHALER, E. Como construir marcas líderes. Porto Alegre: Bookman, 2007. ANDERSON, C. R.; ZEITHAML, C. P. Stage of the product life cycle, business strategy, and business performance. Academy of Management Journal, v. 27, n. 1, p. 5-24, 1984. BOONE, L. E., KURTZ, D. L. Marketing contemporâneo. São Paulo: LTC - Livros Técnicos e Científicos, 1998. COBRA, M. Administração de marketing. São Paulo: Atlas, 1992. CUNDIFF, E.; STILL, R.; GOVONI, N. Marketing básico. São Paulo: Atlas, 1979. ENIS, B. Princípios de marketing. São Paulo: Atlas, 1983. GRACIOSO, F. Marketing: uma experiência brasileira. São Paulo: Cultrix, 1930. IRIGARAY H. 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