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SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO .............................................................................................. 2 
2 O QUE É TRABALHO SOCIAL COM A FAMÍLIA. ........................................ 3 
3 O TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIAS NO ÂMBITO DO SERVIÇO DE 
PROTEÇÃO E ATENDIMENTO INTEGRAL À FAMÍLIA – PAIF ................................... 6 
4 A DIFERENÇA ENTRE PAIF E CRAS.......................................................... 9 
5 SEGURANÇAS AFIANÇADAS PELA POLÍTICA NACIONAL DE 
ASSISTÊNCIA SOCIAL .............................................................................................. 11 
6 ASSISTÊNCIA SOCIAL: CONCEITO DE FAMÍLIA .................................... 17 
7 O QUE É FAMÍLIA PERANTE A SOCIEDADE ........................................... 18 
8 CONHEÇA O PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA ............................................. 32 
9 A TEORIA DO PLANEJAMENTO DO TRABALHO SOCIAL ...................... 36 
REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS ................................................................. 47 
SECRETARIA ESPECIAL DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL. Serviço de 
Proteção e Atendimento Integral à Família – PAIF. Ministério Da Saúde 03/08/2015. ............ 48 
BIBLIOGRAFIA ................................................................................................. 49 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1 INTRODUÇÃO 
Prezado aluno! 
 
O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é semelhante ao 
da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável - um 
aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma 
pergunta , para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O comum é 
que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão a 
resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as perguntas 
poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão respondidas em 
tempo hábil. 
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da nossa 
disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à execução das 
avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da semana e a hora que lhe 
convier para isso. 
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser seguida 
e prazos definidos para as atividades. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2 O QUE É TRABALHO SOCIAL COM A FAMÍLIA. 
 
Fonte: ssocialjunes.com 
Considerado como um conjunto de procedimentos efetuados com a finalidade 
de contribuir para com para a convivência familiar e comunitária, o reconhecimento de 
direitos e a possibilidade de intervenção na vida social de um grupo social tanto unido 
com vínculos consanguíneos ou de afinidade ou ainda de solidariedade. 
Entretanto, vale ressaltar que se faz necessário se tenha um planejamento 
especifico que siga os alguns tópicos que consideramos relevantes, como: 
 O reconhecimento do território; 
 Quais são as principais vulnerabilidades sociais e riscos sociais, nos quais 
as famílias que estão ali referenciadas pelo meu território social de 
abrangência, do qual somos responsáveis, estão vivenciando; 
 
4 
 
Assim, poderemos alcançar os nossos objetivos, que é a buscar da 
transformação social daquela família, da sua autonomia, do seu protagonismo frente a 
essas vulnerabilidades sociais e às vezes riscos sociais que as famílias do território em 
atuação, vêm enfrentando. 
Um ponto bem interessante quando se trabalha oficinas com as famílias, é que 
elas percebem que algumas vezes outras famílias também assistidas, estão vivendo os 
mesmos problemas ou semelhantes. Ainda que, para cada família será necessária uma 
tratativa diferente, de acordo com as individualidades e particularidade. 
Porém a troca de experiências entre as famílias é muito enriquecedora para que 
possam juntos traçar direcionamentos para seus atendimentos. 
O principal objetivo das oficinas com famílias é fomentar vivencias que 
questionem padrões estabelecidos e estruturas desiguais, estimulando o 
desenvolvimento da autoestima positiva, dos membros da família. Estimulando ainda a 
socialização de projetos de vida a partir de potencialidade coletivamente ali 
identificadas. Assim é possível incentivar uma discussão sobre várias situações 
vivenciadas pelas famílias e onde há uma troca de experiências e ideias de como cada 
família lida com determinada problemática. 
Importante ainda lembrarmos que o trabalho social com famílias é bastante 
antigo na nossa sociedade, no âmbito do serviço social, por exemplo, na história 
anterior da Assistência Social, antes dela ser uma Política Pública sempre houve a 
metodologia de trabalhos com famílias. 
Anteriormente a preocupação estava relacionada com a pobreza das famílias, 
que eram vistas como incapacitadas, sendo assim, o Estado e as organização que eram 
dirigidas pelas classes brasileiras dominantes, tinham que desenvolver um trabalho que 
ensinasse as famílias a serem famílias. 
Essa perspectiva muda ao longo do tempo, ganhando um outro status, inclusive 
no campo da Legislação Brasileira a partir de 1988, que é quando a Assistência Social 
é colocada como política pública, ou seja, uma política de proteção social. 
Desde então, as famílias passam a serem vistas como próprios cidadãos em 
suas capacidades. Esse olhar também sobre a pobreza material, passa a ganhar um 
outro entendimento, de que a pobreza não é fruto de incapacidade pessoal ou individual 
das famílias, mas decorrentes de um conjunto, de uma forma de sociedade, de um 
 
5 
 
sistema político ou econômico, que é por si de natureza excludente que pauperiza a 
população. 
 O trabalho social hoje com as famílias, na Política de Assistência Social ele 
perpassa por diversos Serviços Socioassistenciais, como CRAS, CREAS, os Serviços 
de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, os Serviços de Acolhimento, ou seja, 
todos esses serviços vão forcar no trabalho com a família, com a intencionalidade, que 
é de olhar não a fragilidade, mas a capacidade da família, as possibilidades que ela 
tem material, relacional, etc. Com a intenção de resinificar a condição de vida da família. 
 Podemos dizer então, que o trabalho social com famílias vai ter dois grandes 
lugares de atuação: 
 Um é o particularizado, que é a família em si, os membros da família; 
 O outro que é coletivizado, que é colocar a dimensão particular, nesse núcleo 
do território, no núcleo das relações que vão sendo estabelecidas entre a 
família. 
 
Fonte:buzzero.com 
Para Sposati (2004, apud TEIXEIRA, 2010, p.5), a assistência social definida na 
legislação é uma das ferramentas para ativar um novo contrato social na direção da 
inclusão dos excluídos, parte fundamental do sistema de proteção social brasileiro. 
“Não há dúvida que a assistência social opera na dinâmica da extensão da agenda 
 
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pública para os novos direitos sociais, inclusive, não contributivos” (SPOSATI, 2004, 
apud TEIXEIRA, 2010, p.5). Permite ampliar o alcance da cidadania, ainda que em uma 
sociedade de desigualdades, rompendo com a tendência de inclusão no sistema de 
proteção social via cidadania regulada. Santos (1987, apud TEIXEIRA, 2010, p.5) destaca 
que a cidadania regulada é a denominação do arranjo de proteção social que outorga 
o estatuto da cidadania apenas aos membros da comunidade nacional, localizados em 
ocupações reguladas pelos preceitos legais, como a legislação trabalhista sendo, 
portanto, estratificada por ocupação. Os usuários da assistência social eram 
considerados subcidadãos - por destinar-se aos sem trabalho - e todos aqueles cujo 
trabalho a lei desconhecia. 
3 O TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIAS NO ÂMBITO DO SERVIÇO DE 
PROTEÇÃO E ATENDIMENTO INTEGRAL À FAMÍLIA – PAIF 
 
Fonte: lh5.googleusercontent.com 
Segundo a Secretaria Especial do Desenvolvimentocursos de Serviço Social no Brasil, passou a contar 
com a gestão, como importante disciplina no conjunto da organização curricular que, 
também é entendida como instrumento de trabalho e de domínio do assistente social 
no exercício profissional. 
Este trabalho propõe um novo olhar sobre a gestão e suas implicações no 
trabalho do assistente social. Todavia este novo olhar deve perpassar pelo prisma de 
uma visão crítica-reflexiva e construtiva para o profissional, sobre as atribuições do 
assistente social, no desempenho de suas funções profissionais no campo de atuação. 
Propiciando, assim a construção de um perfil profissional, capaz de responder 
conscientemente as demandas emergentes no espaço sócio ocupacional, através do 
exercício profissional propositivo pautado em ações previamente planejada, fundada 
no conhecimento e domínio das dimensões teórico-prático da profissão. 
Contribuindo assim, para o desenvolvimento de habilidades e competências 
profissionais capazes de propiciar a superação de práticas assistencialista e 
conservadoras, ainda cultivadas na esfera da Assistência Social, especialmente na 
esfera municipal. 
 
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Na trajetória histórica da profissão, os assistentes sociais dedicaram-se à 
implementação das políticas pública sociais, mantendo assim, uma intrínseca relação 
com o Estado e suas demandas. 
Considerando que desde o surgimento da profissão, o Serviço Social esteve 
presente nas diversas áreas de intervenção estatal, como mediador e executor das 
políticas sociais, desenvolvidas e implementadas como estratégia de enfrentamento e 
principalmente de controle as desigualdades sociais. 
 
Fonte: slideplayer.com.br 
No âmbito governamental, o profissional sempre foi chamado a intervir junto às 
manifestações da questão social, nas áreas da saúde, educação, assistência, 
habitação entre outras políticas sociais. 
No enfrentamento as desigualdades sociais, o Estado atribui legitimidade á 
instituições, políticas sociais e profissionais, entre os quais o assistente social, que é 
requisitado e reconhecido, enquanto profissional que intervém diretamente nas 
relações sociais e atua na gestão das políticas sociais, tanto no âmbito municipal, 
estadual e federal. 
Dessa forma, o Estado se qualificou como maior empregador de assistentes 
social, isto é, se constituiu como campo privilegiado de contratação do trabalho do 
assistente. 
 
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O setor público tem sido o maior empregador de assistentes sociais, sendo a 
administração direta a que mais emprega, especialmente na esfera estadual, seguida 
da municipal. Constata-se uma clara tendência à municipalização da demanda o que 
coloca a necessidade de maior atenção à questão regional e ao poder local. 
Nesse sentido, para a realização do trabalho do assistente social no âmbito da 
gestão pública, torna-se indispensável, que a ação profissional se fundamente e um 
planejamento organizado, baseado nas diretrizes das políticas públicas sociais e em 
conhecimento teórico-prático amplo e crítico sobre a gestão do trabalho profissional nas 
políticas sociais. 
Que oportunamente contribuirá para direcionar a ação profissional, para além 
das ações antes voltadas e limitadas à execução terminal de políticas sociais. Para 
tanto, a atuação dos profissionais que operam as políticas sociais, deve perpassar à 
apreensão das novas dinâmicas de trabalho e das possibilidades instrumentais da 
gestão, que devidamente apropriadas viabilize ao profissional a superação de práticas 
conservadoras e minimalistas. 
Contudo, esse processo de apropriação implica em conhecimento sobre os 
contextos de gestão e capacidade técnica do profissional em desenvolver funções 
gerenciais propositivas no campo de atuação, considerando sempre a realidade 
conjuntural que permeia o desenvolvimento do trabalho profissional. 
A função gerencial dos profissionais inseridos no âmbito das políticas sociais, 
especialmente na Política de Assistência Social, destaca-se como tendência, que 
precisa ser percebida com grande clareza pelos assistentes sociais, pois implica em 
novas formas de realizar o trabalho profissional sem se abstrair dos princípios e 
diretrizes que norteiam a profissão. 
A função do planejamento conceitua-se como processo que visa definir e 
estabelecer situações futuras desejadas, além de considerar os recursos e os meios 
necessários para alcançar essa situação. 
A organização constitui-se como processo de definir e detalhar o trabalho a ser 
realizado, as responsabilidades para a realização e distribuir os recursos disponíveis 
segundo critérios racionais. A função de direção compreende o processo de mobilizar 
e acionar os recursos, especialmente as pessoas, para concretização das atividades 
meio e fim. 
 
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A função do controle volta-se a garantir a realização dos objetivos, bem como, 
identificar e apontar necessidades de mudanças. Geralmente o controle origina 
avaliações continuadas o que influencia diretamente no desenvolvimento dos 
profissionais, das pessoas garantindo a qualidade dos resultados das ações 
planejadas. 
A administração é uma ciência organizada por uma série de teorias, possui um 
corpo sistematizado de conhecimentos, baseados em princípios e conceitos que tratam 
diretamente dos seres humanos. 
O processo de formulação e implementação das políticas sociais é uma 
dimensão privilegiada de atuação do assistente social e a instrumentação propositiva 
do profissional, fundamentada em princípios teóricos e práticos da gestão podem 
contribuir para o desenvolvimento técnico-operacional dos assistentes sociais inseridos 
no processo de formulação e implementação dos serviços públicos. 
Sob esta perspectiva, a apropriação dos instrumentos de gestão para a 
realização do trabalho profissional, no âmbito da Assistência Social, torna-se estratégia 
e recurso legal no enfrentamento das demandas apresentadas ao assistente social, 
tanto pela população usuária dos serviços públicos como pelo Estado, enquanto 
instituição empregadora. 
Fundamentando-se em recursos teóricos e práticos da profissão, o assistente 
social pode lançar mão dos princípios que orientam a gestão, como instrumento de 
trabalho e de domínio do profissional. Considerando que a capacidade de analisar, 
refletir, planejar e organizar a ação profissional se tornam instrumentos importantes na 
construção de uma prática propositiva, capaz de superar as contradições postas pelo 
sistema vigente e consolidar os valores e princípios fixados no projeto ético-político da 
profissão. 
O trabalho do assistente social na Política de Assistência Social, como em 
qualquer outra área, demanda competências e habilidades para construir planos de 
trabalho condizentes com as demandas emergentes no cotidiano profissional. Os 
instrumentos de gestão podem contribuir para o desenvolvimento de competências e 
habilidades profissionais, ponderando que estes instrumentos favorecem a construção 
de planos de trabalho nas diferentes etapas de operacionalização e implementação da 
Política de Assistência Social. 
 
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Entretanto, o profissional deve estar aberto a incorporar os princípios da gestão 
no cotidiano de trabalho. Visando assim, contribuir para a construção de um novo perfil 
profissional, capaz de responder conscientemente as demandas emergentes na 
sociedade, através do exercício profissional propositivo pautado em ações previamente 
planejada, fundada no conhecimento e domínio dos princípios de gestão, bem como 
sobre as dimensões teórico-prático postulados pelo Serviço Social e que fundamentam 
o exercício profissional. 
As metodologias participativas escolhidas pelo profissional social se mostraram 
adequadas o trabalho familiar. Porém, é necessário compreender como abordar, com 
quem fazer contato, de que maneira se dirigir aos usuários, etc. Diferenças de valores 
e práticas relativos às famílias em um universo culturalpróprio colocam desafios para 
a realização dos objetivos do serviço. 
Algumas metodologias mostram que é possível trabalhar com a promoção dos 
direitos e dos vínculos de maneira respeitosa com a cultura desde que haja a 
possibilidade dos próprios usuários problematizarem as suas questões e construírem 
formas de enfrentamento para as suas vulnerabilidades. 
 
 
Fonte: pt.slideshare.net 
 
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REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS 
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Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, v. 11, 2002. 
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Senado Federal, Centro Gráfico, 1988. 
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Básica e Suas Repercussões Nas Relações de Gênero: um estudo a partir dos CRAS 
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DIAS, Maria Berenice. A estatização do afeto. IBDFAM, Belo Horizonte, v. 4, 2002. 
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SCHAFF, Adam. A sociedade informática: as consequências sociais da segunda 
revolução industrial. Ed. UNESP, 1990. 
 
48 
 
SECRETARIA DE AVALIAÇÃO E GESTÃO DA INFORMAÇÃO. Estudo sobre 
metodologias de trabalho social com famílias no âmbito do Serviço de Proteção 
e Atendimento Integral à Família – PAIF. 2010. Secretaria de Avaliação e Gestão da 
Informação Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. 
SECRETARIA ESPECIAL DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL. SERVIÇO DE 
PROTEÇÃO E ATENDIMENTO INTEGRAL À FAMÍLIA – PAIF. Ministério Da Saúde 
03/08/2015. 
TEIXEIRA, Solange Maria. Trabalho social com famílias na Política de Assistência 
Social: elementos para sua reconstrução em bases críticas. Serviço Social em 
Revista, v. 13, n. 1, p. 4-23, 2010. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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BIBLIOGRAFIA 
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social. Rio de Janeiro: Manuad Editora Ltda, 2018. IBSN: 978.85.7478.9934. 
 
MINUCHIN, Patrícia ; COLAPINTO, Jorge; MINUCHIN, Salvador. O Desafio de 
Trabalhar com Famílias de Alto Risco Social: Uma Abordagem Sistêmica. [S. l.]: 
ROCA, 2011.IBS 987.85.724.800-3. 
 
TEIXEIRA , SOLANGE MARIA. TRABALHO COM FAMILIA NO AMBITO DAS 
POLITICAS PUBLI. [S. l.]: PAPEL SOCIAL, 2018, ISBN-13: 978-8565540445.Social (2015), consiste no 
trabalho Social com famílias, de caráter continuado, com a finalidade de fortalecer a 
função protetiva das famílias, prevenir a ruptura de vínculos, promover seu acesso e 
 
7 
 
usufruto de direitos e contribuir na melhoria de sua qualidade de vida. Papel central na 
consolidação da rede de proteção social básica e articula todos os serviços. 
Suas ações e atuações: 
1 - Ação preventiva 
2 - Atuação protetiva e proativa 
 
Como surgiu o PAIF? 
O PAIF foi concebido a partir do reconhecimento que as vulnerabilidades e riscos 
sociais, que atingem as famílias, extrapolam a dimensão econômica, exigindo 
intervenções que trabalhem aspectos objetivos e subjetivos relacionados á função 
protetiva da família e ao direito à convivência familiar. 
O PAIF teve como antecedentes o Programa Núcleo de Apoio à Família (NAF - 
2001), e o Plano Nacional de Atendimento Integrado à Família (PNAIF- 2003). Em 2004, 
o MDS, aprimorou essa proposta com a criação do Programa de Atenção Integral à 
Família (PAIF). 
Em 19 de maio de 2004, com o decreto 5.085 da Presidência da República, o 
PAIF tornou-se “ação continuada da Assistência Social”, passando a integrar a rede de 
serviços de ação continuada da Assistência Social financiada pelo Governo Federal. 
Em 2009, com a aprovação da Tipificação Nacional dos Serviços 
Socioassistenciais, o Programa de Atenção Integral à Família passou a ser denominado 
Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família, mas preservou a sigla PAIF. Esta 
mudança de nomenclatura enfatiza o conceito de ação continuada, estabelecida em 
2004, bem como corresponde ao previsto no Art. 23 da Lei Orgânica de Assistência 
Social – LOAS. 
Nessa direção, o PAIF concretiza a presença e responsabilidade do poder 
público e reafirma a perspectiva dos direitos sociais, constituindo-se em um dos 
principais serviços que compõem a rede de proteção social de assistência social, que 
vem consolidando no país de modo descentralizado e universalizado, permitindo o 
enfrentamento da pobreza, da fome e da desigualdade, assim como, a redução da 
incidência de riscos e vulnerabilidades sociais que afetam famílias e seus membros 
(Caderno de Orientações Técnicas do PAIF - vol. 1, apud SEDS, 2015). 
 
 
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Concepção de família na Política Nacional de Assistência Social (PNAS) 
 
A família para a PNAS é o grupo de pessoas que se acham unidas por laços 
consanguíneos, afetivos e, ou de solidariedade. A família, independente dos formatos 
ou modelos que assume, é mediadora das relações entre os sujeitos e a coletividade. 
Caracteriza-se como um espaço contraditório, cuja dinâmica cotidiana de convivência 
é marcada por conflitos e geralmente, também, por desigualdades, sendo a família a 
base fundamental no âmbito da proteção socia. 
O cofinanciamento do PAIF pelo MDS, acontece por meio do Piso Básico Fixo 
(PBF) com transferência do Fundo Nacional de Assistência Social para o Fundo 
Municipal de Assistência Social. (Portaria 116/2013). 
O valor do Piso Básico Fixo a ser repassado a municípios e DF, será calculado 
tendo como base um valor de referência, a ser pago por família referenciada, observada 
a classificação por porte dos municípios. (Portaria 116/2013). 
Importante ressaltar que, emm 19 de maio de 2004, o PAIF –Serviço de Proteção 
e Atendimento à Família passou a integrar a rede de serviços de ação continuada da 
Assistência Social financiada pelo Governo Federal, de acordo com o Decreto 
5.085/2004. 
A Portaria nº 116, que regulamenta o Piso Básico Fixo, estabelecido pela NOB/ 
SUAS, sua composição e as ações financiadas, define as ações a serem ofertadas 
exclusivamente pelos CRAS. 
Para obter o cofinanciamento federal para o serviço PAIF, necessário respeite 
os itens abaixo: 
1º) Estar de acordo com os critérios de elegibilidade pactuados na Comissão 
Intergestores Tripartite (CIT) e aprovados no Conselho Nacional de Assistência Social 
(CNAS), para as expansões dos serviços socioassistenciais. 
2º) Ter os requisitos mínimos, conforme prevê a nova NOB/SUAS, para que 
Estados, DF e Municípios, recebam os recursos referentes ao cofinanciamento federal, 
art. 30 da LOAS: 
• conselho de assistência social instituído e em funcionamento; 
• plano de assistência social elaborado e aprovado pelo conselho de 
assistência social; 
 
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• fundo de assistência social criado em lei e implantado; e 
• alocação de recursos próprios no fundo de assistência social. 
4 A DIFERENÇA ENTRE PAIF E CRAS 
PAIF e CRAS não são sinônimos. 
O PAIF é o principal serviço da proteção social básica que desenvolve o trabalho 
social com famílias. Foi reconhecido pelo governo federal como um serviço continuado 
de proteção básica (Decreto nº 5.085/2004), passando a integrar a rede de serviços 
socioassistenciais. 
O CRAS é a estrutura física onde o serviço PAIF é executado, sendo a unidade 
pública estatal de referência da rede de proteção social básica. 
O PAIF deve ser obrigatoriamente ofertado no CRAS. Não existe CRAS sem a 
oferta do PAIF. 
Os objetivos do PAIF são ofertar ações socioassistenciais de prestação 
continuada, por meio do trabalho social com famílias em situação de vulnerabilidade 
social e tem como objetivos: 
• Fortalecer a função protetiva da família, contribuindo na melhoria da sua 
qualidade de vida; 
• Prevenir a ruptura dos vínculos familiares e comunitários, possibilitando a 
superação de situações de fragilidade social vivenciadas; 
• Promover aquisições sociais e materiais às famílias, potencializando o 
protagonismo e a autonomia das famílias e comunidades; 
• Promover o acesso a benefícios, programas de transferência de renda e 
serviços socioassistenciais, contribuindo para a inserção das famílias na rede de 
proteção social de assistência social; 
• Promover acesso aos demais serviços setoriais, contribuindo para o usufruto 
de direitos; 
 • Apoiar famílias que possuem, dentre seus membros, indivíduos que 
necessitam de cuidados, por meio da promoção de espaços coletivos de escuta e troca 
de vivências familiares. 
 
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Constituem usuários do PAIF as famílias territorialmente referenciadas ao 
CRAS, em situação de vulnerabilidade social decorrente da pobreza, do precário ou 
nulo acesso aos serviços públicos, da fragilização de vínculos de pertencimento e 
sociabilidade e/ou qualquer outra situação de vulnerabilidade e risco social. 
São prioridades as seguintes situações consideradas de maior vulnerabilidade 
social: 
 Famílias vivendo em territórios com nulo ou frágil acesso à saúde, à educação 
aos demais direitos, em especial famílias monoparentais chefiadas por 
mulheres, com filhos ou dependentes; 
 Famílias provenientes de outras regiões, sem núcleo familiar e comunitário 
local, com restrita rede social e sem acesso a serviços e benefícios 
socioassistenciais; 
 Famílias recém-retiradas de seu território de origem, em função da 
implementação de empreendimentos com impactos ambientais e sociais; 
 Famílias com moradia precária (sem instalações elétricas ou rede de esgoto, 
com espaço muito reduzido, em áreas com risco de deslizamento, vivenciando 
situações declaradas de calamidade pública, dentre outras); 
 Famílias vivendo em territórios com conflitos fundiários (indígenas, quilombolas, 
extrativistas, dentre outros); 
 Famílias pertencentes aos povos e comunidades tradicionais (indígenas, 
quilombolas, ciganos e outros); 
 Famílias ou indivíduos com vivência de discriminação (étnico-raciais e culturais, 
etárias, de gênero, por orientação sexual, por deficiência e outras); 
 Famílias vivendo em contextos de extrema violência (áreas com forte presença 
do crime organizado, tráfico de drogas, dentre outros); 
 Famílias que enfrentam o desemprego, sem renda ou renda precária com 
dificuldades para prover o sustento dos seus membros; 
 Famílias com criança(s) e/ou adolescente(s) que fica(m)sozinho(s) em casa, ou 
sob o cuidado de outras crianças, ou passa(m) muito tempo na rua, na casa de 
vizinhos, devido à ausência de serviços socioassistenciais, de educação, cultura, 
lazer e de apoio à família; 
 
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 Família que entregou criança/adolescente em adoção;Família com integrante 
que apresenta problemas de saúde que demandam do grupo familiar proteção 
e/ou apoios e/ou cuidados especiais (transtornos mentais, doenças crônicas 
etc). 
Vale ressaltar que isso não significa que todas as famílias residentes nos 
territórios de abrangência dos CRAS e que vivenciam tais situações precisam ser 
obrigatoriamente inseridas no PAIF. O atendimento pelo Serviço deve ser de total 
interesse e concordância das famílias, precedido da análise da equipe técnica. 
5 SEGURANÇAS AFIANÇADAS PELA POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA 
SOCIAL 
a) segurança de acolhida - provida por meio de ofertas públicas de espaços e 
serviços localizados prioritariamente em territórios de maior vulnerabilidade, com 
condições de escuta profissional qualificada, informação, referência, concessão de 
benefícios, de aquisições materiais, sociais e socioeducativas; 
b) segurança social de renda - operada por meio de concessão de Benefícios de 
Prestação Continuada da Assistência Social – BPC nos termos da lei, para cidadãos 
não incluídos no sistema contributivo de proteção social que apresentem 
vulnerabilidades decorrentes do ciclo de vida e, ou, incapacidade para a vida 
independente e para o trabalho; e concessão de auxílios financeiros sob determinadas 
condicionalidades; 
c) segurança de convívio familiar e comunitário - oferta pública de rede de 
serviços continuados que garantam oportunidades e ação profissional para: 
construção, restauração e fortalecimento de laços de pertencimento (de natureza 
geracional, intergeracional, familiar, de vizinhança e interesses comuns e societários); 
exercício capacitador e qualificador de vínculos sociais e de projetos pessoais e sociais 
de vida em sociedade; 
d) segurança de desenvolvimento da autonomia individual, familiar e social - 
provisão estatal de ações profissionais para o desenvolvimento de capacidades e 
habilidades para o exercício do protagonismo, da cidadania; a conquista de maior grau 
de liberdade, respeito à dignidade humana, protagonismo e certezas de proteção social 
 
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para o cidadão, a família e a sociedade; a conquista de maior grau de independência 
pessoal e qualidade nos laços sociais para os cidadãos e cidadãs sob contingências e 
dificuldades; 
e) segurança de sobrevivência a riscos circunstanciais - provisão de acesso 
estatal, em caráter transitório, de auxílios em bens materiais e em dinheiro, 
denominados de benefícios eventuais para indivíduos e famílias em risco e 
vulnerabilidades circunstanciais e nos casos de calamidade pública. 
O trabalho social com famílias no âmbito do PAIF, é conjunto de procedimentos 
a partir de pressupostos éticos, conhecimento teórico metodológico e técnico-operativo, 
com a finalidade de contribuir para a convivência, reconhecimento de direitos e 
possibilidades de intervenção na vida social de um conjunto de pessoas, unidas por 
laços consanguíneos, afetivos e/ou de solidariedade. (Caderno de Orientações do PAIF 
– Vol. 2, apud SEDS 2015). Reconhecer que as famílias são protagonistas de suas 
histórias, mas que sofrem os impactos da realidade socioeconômica e cultural nas quais 
estão inseridas, em especial as contradições do território. 
As ações que compõem o PAIF, podem ser de caráter individual ou coletivo. 
• Acolhida; 
• Oficinas com famílias; 
• Ações comunitárias; 
• Ações particularizadas; 
• Encaminhamentos. 
(Caderno de Orientações do PAIF – Vol. 2, apud SEDS 2015). 
Obs. Não é permitido utilizar o Piso Básico Fixo para o financiamento de 
benefícios eventuais. (Portaria 116/2013). 
São quatro as formas de acesso ao PAIF descritas pela Tipificação. Destaca-se 
dentre tais formas de acesso à busca ativa, pois é por meio dela que o PAIF consegue 
operacionalizar de modo mais efetivo a sua função protetiva e preventiva nos territórios, 
visto que é capaz de antecipar a ocorrência de situações de vulnerabilidade e risco 
social e não somente reagir passivamente às demandas apresentadas pelas famílias. 
(Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais). 
• Por procura espontânea; 
• Por busca ativa; 
 
13 
 
• Por encaminhamento da rede socioassistencial; 
• Por encaminhamento das demais políticas públicas. 
Abaixo os elementos necessários para execução do serviço PAIF. 
• Ambiente físico; 
• Recursos materiais; 
• Recursos humanos; e 
• Trabalho social essencial ao serviço. 
É o processo de contato inicial do usuário com o PAIF, é conhecido como 
Acolhida e tem por objetivo instituir o vínculo necessário entre as famílias usuárias e o 
PAIF para a continuidade do atendimento sócio-assistencial iniciado. A Acolhida ocorre 
em grande parte na recepção do CRAS. Deve ser cuidadosamente organizada, para 
se constituir referência para as famílias. A acolhida é primordial na garantia de acesso 
da população ao SUAS e de compreensão daassistência social como direito de 
cidadania. 
As oficinas com famílias, consistem na realização de encontros previamente 
organizados, com objetivos de curto prazo a serem atingidos com um conjunto de 
famílias, por meio de seus responsáveis ou outros representantes, sob a condução de 
técnicos de nível superior do CRAS. 
As ações comunitárias,são ações de caráter coletivo, voltadas para a 
dinamização das relações no território. Possuem escopo maior que as oficinas com 
famílias, por mobilizar um número maior de participantes, e devem agregar diferentes 
grupos do território a partir do estabelecimento de um objetivo comum. 
Ações particularizadas, referem-se ao atendimento prestado pela equipe técnica 
do CRAS à família – algum (ns) membro(s) ou todo o grupo familiar, após a acolhida, 
de modo individualizado. As ações particularizadas devem ser realizadas por indicação 
do técnico responsável pela acolhida da família ou a pedido da família. 
 
Qual a diferença entre atendimento e acompanhamento familiar no âmbito do 
PAIF? 
O trabalho social com famílias do PAIF pode ocorrer por meio dos dois processos 
distintos, porém complementares. O atendimento refere-se a uma ação imediata de 
prestação ou oferta de atenção, com vistas a uma resposta qualificada de uma 
 
14 
 
demanda da família ou do território, ou seja, a inserção em alguma das ações do 
serviço. O acompanhamento familiar consiste em um conjunto de intervenções, 
desenvolvidas de forma continuada, a partir do estabelecimento de compromissos entre 
famílias e profissionais, que pressupõem a construção de um Plano de 
Acompanhamento Familiar - com objetivos a serem alcançados, a realização de 
mediações periódicas, a inserção em ações do PAIF, buscando a superação gradativa 
das vulnerabilidades vivenciadas. (Caderno de Orientações do PAIF – Vol. 2, apud 
SEDS, 2015). 
O acompanhamento familiar não é um processo que visa avaliar a(s) família(s), 
sua organização interna, seu modo de vida, sua dinâmica de funcionamento. Ao 
contrário, é uma atuação do serviço socioassistencial, com foco na garantia das 
seguranças afiançadas pela política de assistência social. São acompanhadas as 
famílias que aceitam participar do processo de acompanhamento. O acompanhamento 
familiar constitui um direito, portanto, sua participação não deve ser algo imposto pelos 
profissionais. (Caderno de Orientações do PAIF – Vol. 2, apud SEDS, 2015). 
As diretrizes metodológicas para o trabalho social com famílias do PAIF tem por 
objetivos: 
• Fortalecer a assistência social como direito social de cidadania; 
• Respeitar a heterogeneidade dos arranjos familiares e sua diversidade cultural; 
• Rejeitar concepções preconceituosas, que reforçam desigualdades no âmbito 
familiar; 
• Respeitare preservar a confidencialidade das informações repassadas pelas 
famílias no decorrer do trabalho social; 
• Utilizar e potencializar os recursos disponíveis das famílias no desenvolvimento 
do trabalho social; 
• Utilizar ferramentas que contribuam para a inserção efetiva de todos os 
membros da família no acompanhamento familiar. 
É importante que as ações do PAIF sejam adequadas às experiências, 
situações, contextos vividos pelas famílias. Portanto, ao implementá-las cabe refletir 
sobre o tipo de família a que a ação se destina e se ela terá algum significado. 
Faz-se de tamanha importância ressaltar também que não há um período 
máximo de permanência das famílias no serviço. No entanto, é necessário avaliar os 
 
15 
 
casos em que as equipes têm dificuldades para desligar as famílias, partindo do critério 
do cumprimento dos objetivos das ações propostas no CRAS ou em sua rede 
socioassistencial. O desligamento deve ser planejado e realizado de maneira 
progressiva, com acompanhamento familiar por período determinado para verificar a 
permanência dos efeitos positivos das ações, tendo como referência os resultados 
esperados. 
As atividades de geração de renda podem ser executadas dentro do CRAS 
desde que essas não venham a modificar substancialmente a natureza e as funções 
do CRAS e a oferta do serviço PAIF, tal qual orientações definidas pelo Caderno de 
Orientações Técnicas do CRAS. O CRAS deverá ter disponibilidade de espaços físicos 
e profissionais específicos e qualificados para desenvolver a atividade, ou seja, a 
equipe de referência que executa o serviço PAIF não poderá ser direcionada para a 
execução das atividades de geração de renda ou do cadastro único. 
As funções do CRAS não devem ser confundidas com as funções do órgão 
gestor da política de assistência social municipal ou do DF: os CRAS são unidades 
locais que têm por atribuições a organização da rede socioassistencial e oferta de 
serviços da proteção social básica em determinado território, enquanto o órgão gestor 
municipal ou do DF tem por funções a organização e gestão do SUAS em todo o 
município. (Cadernos de Orientações Técnicas do CRAS e PAIF, apud SEDS). 
Um questionamento muito comum é se a equipe responsável pelo PAIF pode 
fazer seu trabalho fora do CRAS, levando o serviço pelo território? 
Sim. Nada impede que a equipe de referência do serviço execute uma atividade 
do PAIF fora da estrutura física do CRAS. Entretanto, as ações devem ser planejadas 
e estruturadas para que atendam as demandas apresentadas. 
Vamos pautar quais situações em que haverá a suspensão ou bloqueio do 
repasse do Piso Básico Fixo: 
• A não observância das normativas do SUAS; 
• A não oferta do PAIF de forma regular e continuada; 
• Ao funcionamento irregular do CRAS; 
• O não preenchimento do formulário do CENSO CRAS. (Portaria 116/2013) 
É permitido utilizar os recursos do Piso Básico Fixo para pagamento de 
profissionais. A Resolução CNAS nº 32/2011 estabelece que Estados, DF e Municípios 
 
16 
 
poderão utilizar até 60% (sessenta por cento) dos recursos oriundos do Fundo Nacional 
de Assistência Social, destinados a execução das ações continuadas de assistência 
social, ao pagamento dos profissionais queintegrem a equipe de referência do SUAS, 
conforme art. 6º E a Lei 8.742/1993. 
Porém, não é possível comprar medicamentos, vacinas ou similares, próteses, 
materiais escolar, com o recurso do Piso Básico Fixo. A política de assistência social 
não financia gastos de outras políticas como saúde e educação. E a título de 
informação, seguem as seguranças afiançadas pela assistência social. 
 
O serviço PAIF pode ser executado por entidade privada por meio de convênio 
ou não com a prefeitura? 
Não. Conforme previsto em nossas normativas, PNAS, NOB, LOAS, NOB/RH, 
Tipificação, Cadernos de Orientações Técnicas do CRAS e PAIF, e demais normativas, 
o CRAS é uma unidade pública estatal de base territorial e responsável pela oferta do 
serviço de Proteção e Atendimento Integral a Família (PAIF). Não é permitida a 
terceirização do serviço PAIF, ou seja, a execução do serviço deve ser da gestão 
municipal. Ressaltamos a importância do caráter público da prestação dos serviços 
socioassistenciais, fazendo-se necessária a existência de servidores públicos 
responsáveis por sua execução. Para suprir as necessidades dos serviços deve ocorrer 
a nomeação de aprovados em concurso público. A Portaria nº 116 de 22 de outubro de 
2013, dispõe sobre o serviço PAIF e o seu cofinanciamento federal. O previsto no art. 
6º C da LOAS, refere-se aos demais serviços de proteção social básica, como o Serviço 
de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. 
 
 
17 
 
6 ASSISTÊNCIA SOCIAL: CONCEITO DE FAMÍLIA 
 
Fonte: ebah.com.br 
O conceito mais adequado é aquele que contempla toda a diversidade de 
relações presentes na sociedade, pois a família não é uma totalidade homogênea, é 
uma instituição complexa produzida na diversidade das relações e construída dentro 
da multiplicidade de contextos, num processo dialético. 
Nas normativas e legislações da Política de Assistência Social, o conceito de 
família é ampliado, aberto e uma concepção moderna de família, que a considera não 
apenas restrita a laços consanguíneos, mas também laços afetivos duradouros. 
A definição de família é dada pelo critério da convivência e pela autoajuda, não 
necessariamente no mesmo domicílio, mas por uma ideia de rede que inclui parentes, 
amigos e compadres. O que Sarti (2007, apud CARDOSO, 2016, p.99) denomina de 
família rede, ou seja, a família ultrapassa os limites da casa, envolvendo uma rede de 
parentesco mais ampla, com ramificações, em um sentido duplo, ao dificultar sua 
individualização, ao mesmo tempo, viabiliza sua existência como apoio e sustentação 
básicos. 
 
18 
 
Para Saraceno (1999, apud CARDOSO, 2016, p.99), o domicílio se configura um 
indicador insuficiente para definir família, pois nem todas as pessoas que vivem juntas 
se auto definem como família, mas, por outro lado, há outras que não convivem no 
mesmo domicílio e são consideradas famílias. 
Ainda para Cardoso(2016), definição presa a domicílio pode ter influência da 
definição de programas específicos, de normativas, e até nos parâmetros para o 
Cadastro único, ou seja, de inclusão nos programas de transferência de renda, em que 
o domicílio é um fator determinante, e isso vai de encontro ao Plano de Promoção, 
Proteção e Defesa do Direito das crianças à convivência familiar e comunitária, que 
coloca o domicílio como limitante na operacionalização dos programas e serviços 
sociais de acesso a direitos, além disso, a família sendo definida como rede de vínculo 
facilitaria a operacionalização dos programas, projetos e serviços da política de 
assistência social. 
7 O QUE É FAMÍLIA PERANTE A SOCIEDADE 
Designa-se por família o conjunto de pessoas que possuem grau de parentesco 
entre si e vivem na mesma casa formando um lar. 
Uma família tradicional é normalmente formada pelo pai e mãe, unidos por 
matrimônio ou união de fato, e por um ou mais filhos, compondo uma família nuclear 
ou elementar. 
A família é considerada uma instituição responsável por promover a educação 
dos filhos e influenciar o comportamento dos mesmos no meio social. O papel da família 
no desenvolvimento de cada indivíduo é de fundamental importância. São no seio 
familiar que são transmitidos os valores morais e sociais que servirão de base para o 
processo de socialização da criança, bem como as tradições e os costumes 
perpetuados através de gerações. 
O ambiente familiar é um local onde deve existir harmonia, afetos, proteção e 
todo o tipo de apoio necessário na resolução de conflitos ou problemas de algum dos 
membros. As relações de confiança, segurança, conforto e bem-estar proporcionam a 
unidade familiar. 
 
19 
 
Em Biologia, a família é uma categoria da classificaçãosistemática que fica entre 
o gênero e a ordem. 
A opção de estudar adolescentes oriundos de famílias rurais e urbanas vem de 
encontro à necessidade de procurar compreender, de forma mais ampla, como uma 
parcela dos jovens de hoje, de diferentes realidades culturais, geográficas, sociais e 
econômicas, percebe e conceitua os arranjos familiares. 
A família representa o espaço de socialização, de busca coletiva de estratégias 
de sobrevivência, local para o exercício da cidadania, possibilidade para o 
desenvolvimento individual e grupal de seus membros, independentemente dos 
arranjos apresentados ou das novas estruturas que vêm se formando. Sua dinâmica é 
própria, afetada tanto pelo desenvolvimento de seu ciclo vital, como pelas políticas 
econômicas e sociais. 
Ela é um dos principais contextos de socialização dos indivíduos e, portanto, 
possui um papel fundamental para a compreensão do desenvolvimento humano, que 
por sua vez é um processo em constante transformação, sendo multideterminado por 
fatores do próprio indivíduo e por aspectos mais amplos do contexto social no qual 
estão inseridos. 
A família é um complexo sistema de organização, com crenças, valores e 
práticas desenvolvidas ligadas diretamente às transformações da sociedade, em busca 
da melhor adaptação possível para a sobrevivência de seus membros e da instituição 
como um todo. O sistema familiar muda à medida que a sociedade muda, e todos os 
seus membros podem ser afetados por pressões interna e externa, fazendo que ela se 
modifique com a finalidade de assegurar a continuidade e o crescimento psicossocial 
de seus membros. 
 
20 
 
 
Fonte: presentepravoce.wordpress.com 
Com as mudanças econômicas, políticas, sociais e culturais ocorridas ao longo 
dos tempos, a sociedade está sendo obrigada a reorganizar regras básicas para 
amparar a nova ordem familiar. No código de 1916, “família legítima” era definida 
apenas pelo casamento oficial. Em janeiro de 2003, começou a vigorar o Novo Código 
Civil, que incorporou uma série de novidades, sendo que a definição de família passou 
a abranger as unidades formadas por casamento, união estável ou comunidade de 
qualquer genitor e descendentes. 
O casamento passou a ser “comunhão plena de vida, com base na igualdade de 
direitos e deveres dos cônjuges”, os filhos adotados ou concebidos fora do casamento 
passaram a ter direitos idênticos aos dos nascidos dentro do matrimônio; a palavra 
“pessoa” substituiu “homem” e o “pátrio poder” que o pai exercia sobre os filhos passou 
a ser “poder familiar” e atribuído também à mãe. 
A Lei do Divórcio, de 1977, atribuía a guarda dos filhos ao cônjuge que não 
tivesse provocado a separação ou, não havendo acordo, à mãe. Hoje, é concedida a 
“quem revela melhores condições para exercê-la”. 
 
21 
 
O IBGE é a principal fonte de pesquisa para se ter um panorama geral das 
famílias no País, explicitando a situação domiciliar e tipo de composição das famílias 
rurais e urbanas. O arranjo familiar nuclear é o que possui maior percentual, embora 
ocorra mais em famílias da área rural (57%) do que da urbana (48%). Um tipo de arranjo 
familiar que vem crescendo na cidade (13%) é a de famílias onde há a mãe e os filhos, 
ocorrendo em cerca de 7,5% na zona rural. Quando há outros parentes morando junto, 
essa diferença praticamente se mantém (3,5% e 1,8%, respectivamente). 
Com base na amplitude das modificações sociais, econômicas, políticas e 
culturais, propõe um conceito de família definida como um grupo social especial, 
caracterizado por intimidade, conceito que consegue explorar inúmeras variáveis. 
Isto significa que o modelo nuclear de família composto por pai, mãe e seus filhos 
biológicos não é suficiente para a compreensão da nova realidade familiar que 
incorpora, também, outras pessoas ligadas pela afinidade e pela rede de relações. 
Também acreditam que para definir o que é família, é necessário estudar o que 
as pessoas pensam a esse respeito, pois os limites da família são definidos pelos laços 
de afetividade e intimidade e não somente pelo parentesco por consanguinidade e pelo 
sistema legal que rege as relações familiares. 
A concepção subjetiva que as pessoas têm de seus próprios arranjos familiares 
é uma definição individual, baseada nos sentimentos, crenças e valores de cada um e 
permite teorizar e aprender os eventos da vida cotidiana a partir das informações que 
circulam através dela. 
As famílias são constituídas basicamente em cima do modelo nuclear (pai, mãe 
e filhos), sendo o conceito subjetivo dos adolescentes, baseado na família extensiva. 
Apesar de inicialmente demonstrarem aceitação em relação aos novos arranjos 
familiares, suas falas foram contraditórias, indicando uma visão mais conservadora e 
tradicional de família. No em tanto, vale ressaltar que apesar de os adolescentes das 
cidades relatarem um ambiente familiar conflitivo, o grau de satisfação em relação às 
próprias famílias, nas duas localidades, foi bastante elevado, demonstrando a 
importância dessa rede social de apoio na vida desses indivíduos. 
Com este trabalho, espera-se estar contribuindo para preencher, embora 
minimamente, parte da lacuna de pesquisas nessa área, uma vez que as famílias têm 
passado por muitas modificações, e as pesquisas não as acompanham no mesmo 
 
22 
 
ritmo. Também se tem a pretensão de despertar o interesse de outros pesquisadores 
a investir na obtenção de dados semelhantes em diferentes regiões do País, 
contribuindo para se ter uma ideia de como o conceito de família é percebido em 
diferentes regiões, faixas etárias e nível socioeconômico-cultural. 
 
Fonte: familiaemmovimento2015.blogspot.com.br 
A construção da família contemporânea através das mudanças sociais e da 
evolução legislativa, possibilitando a inclusão das uniões afetivas como entidades 
familiares. 
Visando demonstrar as mudanças no modelo familiar tradicional enfocando o 
afeto como pilar de sustentação destas novas entidades familiares. Evidencia que no 
Brasil, a sociedade abrigou a família com o matrimonio no início do século passado 
tutelada pelo código civil de 1916 onde havia inúmeras discriminações em função do 
contexto social que o Código havia sido constituído. Porém, a evolução social trouxe 
também alterações legislativas diretamente voltadas para a família. Estas mudanças 
trouxeram à tona um novo conceito de família, que valorizava o afeto entre os 
integrantes da família. 
 
23 
 
A evolução constitucional também alcançou a sociedade e a família. A 
constitucionalidade conduziu o país do Estado Liberal para o Social e esta realidade 
surgiu com a Constituição Federal de 1988. O sistema jurídico estabeleceu 
regramentos segundo a realidade social e esta alcançou diretamente o núcleo familiar, 
regulamentando a possibilidade de novas concepções de família, instaurando a 
igualdade entre homem e mulher, ampliando o conceito de família e protegendo todos 
os seus integrantes. 
A Carta Magna representou, ainda, um marco na evolução do conceito de família 
abrindo a possibilidade de reconhecimento das uniões afetivas como uniões estáveis, 
reconhecendo-as como entidade familiar constituída entre pessoas do mesmo sexo e 
ainda possibilitando a redução de discriminação e injustiças, sobretudo, àqueles que 
vivem em união consensual, mas com seus direitos cerceados, impedindo o livre 
exercício de sua cidadania. 
Sob este enfoque, hoje as famílias afetivas buscam a proteção legal, para um 
posicionamento, que tem sido aceito pela sociedade e para o qual o mundo jurídico 
ainda não se pronunciou de forma definitiva. No desenvolvimento do trabalho tem-se 
como objetivo demonstrar estas mudanças, abordando seu histórico, conceitos e 
mecanismos. 
A dissolução do casamento era vetada, havia distinção entre seus membros, a 
discriminação, às pessoas unidas sem os laços matrimoniais e aos filhos nascidos 
destasuniões, era positivada. 
A chefia destas famílias era do marido e a esposa e os filhos possuíam posição 
inferior a dele. Desta forma a vontade da família se traduzia na vontade do homem que 
se transformava na vontade da entidade familiar. 
Nas últimas décadas, as transformações sociais atingiram diretamente o núcleo 
familiar e originaram novas concepções de família, que não são mais equiparadas à 
tradicional família patriarcal. 
Entretanto, somente a partir da Constituição Federal de 1988, é que esta visão 
passou a ter novos horizontes. A partir de sua entrada em vigor instaurou-se a 
igualdade entre homem e mulher, o conceito de família foi protegendo, agora todos os 
seus integrantes e ainda tutela expressamente além do casamento a união estável e a 
família parentesco. 
 
24 
 
Do ponto de vista legislativo, o advento da Constituição de 1988 inaugurou uma 
diferenciada análise jurídica das famílias brasileiras. Uma outra concepção de família 
tomou corpo no ordenamento. 
O casamento não é mais a base única desta entidade, questionando-se a ideia 
da família restritamente matrimonial. Isto se constata por não mais dever a formalidade 
ser o foco predominante, mas sim o afeto recíproco entre os membros que a compõem 
redimensionando-se a valorização jurídica das famílias extramatrimoniais. 
No modelo de família patriarcal, tinha sua existência presumida e condicionada 
à existência de uma situação juridicamente reconhecida. Desta forma, o casamento já 
trazia consigo o conceito de afetividade conjugal, justificando previamente a 
necessidade de continuidade da relação. 
Não se questionava tal elemento, uma vez que ele fazia parte da estrutura do 
matrimônio. O compromisso de manter a vida em comum não revela necessariamente, 
a existência de afeto. 
A continuidade da relação podia ser motivada por outros elementos como, por 
exemplo, a impossibilidade de dissolução de vínculo. A noção de afeto representa uma 
forma de se dar visibilidade às relações de família, uma vez que é em sua função que 
elas se formam e se desfazem. 
Resta claro que “a possibilidade de buscar formas de realização pessoal e 
gratificação pessoal é a maneira que as pessoas encontram de viver, convertendo-se 
em seres socialmente úteis, pois ninguém mais deseja e ninguém mais pode ficar 
confinado a mesa familiar. A família identifica-se pela comunhão de vida, de amor e de 
afeto no pão de igualdade, de liberdade, de solidariedade e de responsabilidade 
recíproca”, conforme ensina DIAS (2002). 
Portanto a conclusão que se chega é que a família contemporânea está pautada, 
principalmente, no afeto entre seus entes. 
Levando em consideração o que foi dito, se faz necessário lançar o olhar a 
respeito do que diz a Constituição da República do Brasil, que tem como fundamento a 
dignidade da pessoa humana, explicitada no art. 1º, inc. III, e constitui-se em princípio 
jurídico fundamental integrado no direito positivo vigente. 
Por tanto o princípio da dignidade da pessoa humana quanto o princípio da 
solidariedade são princípios fundamentais e estruturantes, enquanto que outros direitos 
 
25 
 
como igualdade, liberdade e afetividade, melhor interesse da criança e convivência 
familiar são princípios gerais. 
Assim sendo, dignidade, é um termo que se vincula à autodeterminação do 
indivíduo, que busca orientar-se segundo seu próprio entendimento, a respeito da 
própria existência. Confere ao indivíduo o direito de decidir sobre seus projetos 
existenciais de felicidade. 
Como preceito, a dignidade humana foi lançada em 1948, na Declaração 
Universal da ONU, em seu art. 1º, segundo o qual: “todos os seres humanos nascem 
livres e iguais em dignidade e direitos. Dotados de razão e consciência, devem agir uns 
para com os outros em espírito e fraternidade”. 
Não reconhecer na pessoa os direitos fundamentais que lhe são inerentes é 
negar a própria dignidade. A dignidade, como qualidade intrínseca do ser humano, é 
irrenunciável e inalienável. Ela existe em cada indivíduo, como algo que lhe é inerente, 
porquanto não lhe é concedida, ou retirada. Como qualidade integrante do ser humano, 
deve ser reconhecida, respeitada, promovida e protegida. A dignidade existe antes do 
direito, e, nesse sentido, o Direito exerce papel crucial. 
Assim sendo, quando a Constituição de 1988 consagrou este direito, como 
princípio fundamental do Estado Democrático de Direito e da ordem jurídica, tinha o 
intuito de tutelar o desenvolvimento da dignidade das pessoas humanas que integram 
a entidade familiar. 
Neste sentido não se pode olvidar que, nas palavras de Paulo LÔBO, (2008) “o 
princípio da dignidade da pessoa humana está intrinsecamente ligado ao princípio da 
solidariedade. Tal princípio advém da superação do individualismo jurídico, que é a 
superação do modo de pensar e de viver da própria sociedade a partir do predomínio 
dos interesses individuais que marcaram a modernidade e imprimem reflexos até hoje”. 
 
26 
 
 
Fonte: slideplayer.com.br 
No mundo contemporâneo, a busca pelo equilíbrio e a necessidade de interação 
do ser humano faz com que surja a solidariedade. A regra utilizada para este princípio 
revela-se no inciso I do artigo 3° da Constituição. O princípio surge quando é imposto 
um dever à sociedade, ao Estado e à família de proteção ao grupo familiar, à criança e 
ao adolescente e à pessoa idosa. 
Tendo em mente a importância de tais princípios para o direito de família devem-
se voltar os olhares, a outro princípio que provocou imensa transformação na 
sociedade, doutrina, jurisprudência e no ordenamento jurídico. Ao longo do tempo, 
doutrina e jurisprudência, se encarregam de identificar uma série de posições que 
integram a noção de dignidade da pessoa humana, que reclamam a proteção da ordem 
jurídica. 
Neste sentido, o art. 5º, caput, da Constituição da República de 1988, consagra 
expressamente o princípio jurídico da igualdade de todos perante a lei, sem distinção 
de qualquer natureza. No direito brasileiro o princípio da igualdade se apresenta 
adotando critérios que proíbem a diferenciação. 
Esse texto constitucional estabelece como um dos objetivos fundamentais da 
República Federativa do Brasil a promoção do bem de todos, sem preconceitos de 
 
27 
 
origem, raça, sexo, cor, idade nem quaisquer outras formas de discriminação. Dentro 
destes parâmetros, entende-se ainda inclusos o homossexualismo e a união dos 
homossexuais, pois, para Capeletti: “O princípio da dignidade da pessoa humana 
abarca todos aqueles direitos fundamentais como os individuais, os de cunho 
econômico, social e moral, impondo-se ao Estado assegurar condições para que as 
pessoas se tornem dignas, reconhecendo-se a liberdade de orientação sexual”. 
Contudo, pensar em família ainda traz a mente o modelo convencional, um 
homem e uma mulher unidos pelo casamento e cercados de filhos. Neste sentido, deve 
ficar claro que esta realidade mudou. 
A família transforma-se no sentido de que se acentuam as relações de 
sentimentos entre os membros do grupo: valorizam-se as funções afetivas da família, 
que se torna o refúgio privilegiado das pessoas contra a agitação da vida nas grandes 
cidades e das pressões econômicas e sociais. É o fenômeno social da família conjugal, 
ou nuclear ou de procriação, onde o que mais conta, portanto, é a intensidade das 
relações pessoais de seus membros. 
A ideia de sociedade é relativamente recente, quando do advento do conceito de 
cidadania e de cidadão posterior às revoluções francesa, inglesa e americana. Não há 
que se falar em sociedade dissociada da ideia de cidadão. O pertencimento autônomo 
com demandas coletivas e preservação de uma identidade individual só foi possível 
com o advento da emergência da burguesia como uma nova classe revolucionária e 
que estabeleceu um outro paradigma de atuação através de valores como a liberdade, 
igualdade e fraternidade. 
Oconceito de cidadão se opunha ao conceito de súdito, este era na verdade 
uma parte da soberania do Rei, como se fosse uma extensão de sua propriedade, 
amparada por valores exteriores ao indivíduo de uma moral mais elevada e 
inquestionável de caráter divino. 
Nesse sentido, os feudos não poderiam ser considerados como uma sociedade, 
mas um espaço físico do qual a soberania era exercida plenamente pela vontade do 
seu titular e sem qualquer limite. Do ponto de vista político, este sistema se 
convencionou chamar de absolutismo. 
 
28 
 
 
Fonte: www.guamareemdia.com 
A ideia de sociedade só é possível quando se admite não só uma tripartição de 
poderes como em Montesquieu no Espírito das Leis, mas também uma separação entre 
o conjunto de indivíduos que estão sob o domínio do Estado, mas que tem autonomia 
em relação a este, e fazem do exercício do poder a emanação de sua vontade. 
Podemos dizer, genericamente, que este conceito de sociedade foi traduzido pela 
ciência política como Sociedade Civil, e dela faziam parte os cidadãos, sejam eles 
produtores ou consumidores, mas eles tinham uma clara independência com relação 
ao Estado e faziam o exercício do poder estar sob seu controle. 
Foi com Marx que este conceito genérico deu lugar a uma Sociedade de Classes, 
com a identificação jurídica do cidadão que possuía igualdade formal perante a lei, mas 
 
29 
 
se via explorado pelo capital, mascarando a profunda desigualdade econômica 
presente nesta sociedade, a qual se pretendia senão homogênea ao menos igualitária 
em termos de direito. 
Contudo, as conquistas dos trabalhadores se deram muitas vezes sem a 
derrubada ou a extinção da burguesia. Os avanços sociais e jurídicos dos cidadãos 
fizeram amenizar a exploração do homem pelo homem e muitas vezes colocaram o 
trabalhador numa condição material que se imaginava possível apenas dentro de um 
processo revolucionário. Desta dinâmica surgiu o que tradicionalmente se 
convencionou chamar de Estado de Bem-Estar Social. 
A luta de classes não deixou de existir, mas os direitos dos trabalhadores tanto 
enquanto classe, como enquanto indivíduos foram conquistados dentro dos marcos do 
capitalismo e principalmente nas lutas democráticas, sendo que capitalismo e 
democracia nem sempre estiveram no mesmo diapasão, mas havia uma estreita 
relação entre ambos. 
A capacidade de produção aliada aos avanços científicos e tecnológicos trouxe 
problemas de outra ordem para além das questões de classe. As questões de gênero 
e de raça, por exemplo, não foram superadas nas sociedades em que promoveram a 
revolução socialista, nem o capitalismo deu a atenção devida a estas especificidades, 
como se fossem demandas menores a serem superadas pela condição da produção 
material. 
Porém, as contradições do sistema da sociedade industrial (seja ela capitalista 
ou socialista) viriam a se evidenciar quando da sua constante capacidade de aumentar 
a produção a partir de avanços da ciência e da tecnologia, onde a natureza não tinha 
valor em si, mas só depois de virar mercadoria processada pela indústria. 
Ora, a capacidade de reprodução ou mesmo de preservação da natureza, como 
matéria prima para a saga do crescente e desgovernado industrial ismo, trouxe um 
problema que ultrapassava a concentração ou distribuição de riquezas, questionando 
então o modo de vida e a sobrevivência humana diante do crescimento populacional e 
do consumo. 
Podem-se encontrar diversas denominações dadas à sociedade contemporânea 
quanto à suas características, sendo frequentemente chamada de sociedade pós-
industrial ou pós-moderna. 
 
30 
 
Podemos destacar alguns pontos importantes das transformações sociais do 
último século, como a revolução tecnológica e suas consequências no modo de vida da 
maioria da população mundial, juntamente com o fenômeno da globalização. 
Na Sociedade Global desapareceram as antigas fronteiras entre a cultura e a 
economia dos países, as questões políticas fundamentais foram mundanizadas, e a 
inovação dos meios de produção fez surgir novos foros de poder ligados à tecnologia. 
A partir deste e de outros conceitos é que vamos apresentar um esboço teórico do que 
chamamos de Direito Planetário, que tem o mesmo objeto do Direito Internacional e do 
Direito Internacional Ambiental, mas não se confunde com este em função de seu 
estatuto epistemológico partir de outro paradigma, que por falta de uma expressão 
melhor vamos chamar de sustentabilidade. 
Para Schaff (1990), os conhecimentos científicos e suas aplicações trazem ao 
mesmo tempo o bem-estar social e situações conflituosas, de um lado a libertação e do 
outro a preocupação. 
Na década de setenta, Howe (1971) chamava de Sociedade de Massa aquela 
em que, através da cultura de massa homogênea, a população se torna alienada 
politicamente. A passividade política vinculada aos confortos da vida moderna se 
justifica em uma na confiança cega da maioria das pessoas nos bons usos do 
conhecimento científico. 
Percebe-se então que a sociedade tem considerado a ciência como um instituto 
fornecedor de recursos teóricos, desprovido de valores morais e éticos em relação aos 
seus meios e fins. Contudo, Lerner (1971) também já alertava para esta suposta 
neutralidade de que se reveste a ciência, podendo ser utilizada na realidade como uma 
ferramenta político-econômica. Haberer (1979) acrescenta que após o lançamento das 
bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, ficou clara uma nova preocupação política 
em relação aos usos do conhecimento científico, devendo-se admitir que a ciência 
consista em mais uma atividade humana multilateral, a qual possui uma grande 
capacidade de fazer dominar e modificar o meio ambiente natural e social. 
Através do fenômeno da Modernidade Tardia, verifica-se que não é possível 
aceitar uma relação simplista entre capacidade cognitiva e potencial político. Mais 
conhecimento científico nem sempre significa melhoria, podendo muitas vezes 
significar degradação. 
 
31 
 
A difusão do conhecimento na sociedade contemporânea não é democrática. 
Outro fator marcante na sociedade contemporânea, é que os conflitos que envolvem 
mudanças no modelo de vida e consumo humano, ultrapassam a esfera do indivíduo e 
da família, tornando-se coletivos e difusos. Sabe-se que há ainda uma grande 
dificuldade dos mecanismos tradicionais de tutela dos direitos da coletividade, uma vez 
que praticamente todo sistema de controle social, inclusive a própria estrutura do 
Estado, desenvolveu-se para tratar das relações e dos interesses privados. 
Na Conferência de Estocolmo, em 1972, foi elaborada a concepção de 
desenvolvimento sustentável, aquele capaz de atender as necessidades humanas do 
presente sem comprometer as necessidades das futuras gerações, com base em três 
pilares: economia, sociedade e meio ambiente. 
No Brasil, a fragmentação das instancias de decisão da política ambiental 
demonstram que o meio ambiente e a sustentabilidade não têm sido uma questão de 
Estado: A articulação das frentes de luta na busca da construção de um novo modelo 
de desenvolvimento tende a compreender dois movimentos: de um lado, a construção 
imaginaria de um futuro desejável e, de outro, o esforço de entendimento das condições 
de sua viabilização. 
A insustentabilidade ecológica é uma consequência histórica e epistemológica 
da ruptura do ser humano com o seu entorno natural, da dicotomia entre a sociedade 
e a natureza. Por isso, muitos autores falam no colapso do modelo atual de 
desenvolvimento e no surgimento de um novo modelo, mais adequado. As revoluções 
científicas, que implicam revoluções culturais, ocorrem pela mudança dos fundamentos 
da ciência vigente. 
Conclui-se que, assim como a economia e a cultura foram e continuam se 
tornando globalizadas, o direito deve guardar sua semente fundadora da cidadania e 
ampliar seu horizonte para além da sua definição limitadaao Estado-Nação. Não é uma 
questão de abandonar o direito e sua produção, mas pensá-lo de acordo com o próprio 
fluxo das mudanças da sociedade. Para tanto, vem surgindo o marco teórico de um 
Direito Planetário, onde os indivíduos voltem a serem cidadãos e os seus direitos 
estejam à altura dos deveres para com as atuais e futuras gerações, incluindo todas as 
raças, classes e gêneros. A partir desta nova cidadania, o direito terá que dialogar com 
 
32 
 
as questões além da fronteira e se tornar de fato mais do que Global, verdadeiramente 
Planetário. 
 
8 CONHEÇA O PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA 
 
Fonte: meubolsafamilia.com 
O Bolsa Família é um programa federal, mas, para que ele funcione 
efetivamente, a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios precisam conjugar 
esforços, trabalhando de forma compartilhada. Assim, todos são corresponsáveis pela 
implementação do programa, criando bases de cooperação para o combate à pobreza 
e à exclusão social. 
A gestão do Bolsa Família — bem como a do Cadastro Único — é 
descentralizada, com competências específicas para cada ente da Federação, mas 
sempre articuladas. O Ministério da Cidadania tem um instrumento que mede a 
qualidade da gestão em âmbito estadual e municipal. Trata-se do Índice de Gestão 
Descentralizada (IGD) e, com base nele, o governo federal repassa recursos para 
apoiar as ações em cada local. 
 
 
33 
 
Esta seção apresenta as atribuições dos três níveis de governo, outras 
informações sobre o IGD e também os assuntos mais pertinentes para quem atua nas 
gestões municipais e coordenações estaduais do programa. 
É um programa que contribui para o combate à pobreza e à desigualdade no 
Brasil. Ele foi criado em outubro de 2003 e possui três eixos principais: 
 
Complemento da renda — todos os meses, as famílias atendidas pelo Programa 
recebem um benefício em dinheiro, que é transferido diretamente pelo governo federal. 
Esse eixo garante o alívio mais imediato da pobreza. 
 
Acesso a direitos — as famílias devem cumprir alguns compromissos 
(condicionalidades), que têm como objetivo reforçar o acesso à educação, à saúde e à 
assistência social. Esse eixo oferece condições para as futuras gerações quebrarem o 
ciclo da pobreza, graças a melhores oportunidades de inclusão social. 
 
Importante — as condicionalidades não têm uma lógica de punição; e, sim, de 
garantia de que direitos sociais básicos cheguem à população em situação de pobreza 
e extrema pobreza. Por isso, o poder público, em todos os níveis, também tem um 
compromisso: assegurar a oferta de tais serviços. 
 
Articulação com outras ações — o Bolsa Família tem capacidade de integrar e 
articular várias políticas sociais a fim de estimular o desenvolvimento das famílias, 
contribuindo para elas superarem a situação de vulnerabilidade e de pobreza. 
 
A gestão do Bolsa Família é descentralizada, ou seja, tanto a União, quanto os 
estados, o Distrito Federal e os municípios têm atribuições em sua execução. Em nível 
federal, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) é o responsável pelo Programa, 
e a Caixa Econômica Federal é o agente que executa os pagamentos. 
 
O Programa Bolsa Família está previsto em lei — Lei Federal nº 10.836, de 9 de 
janeiro de 2004 — e é regulamentado pelo Decreto nº 5.209, de 17 de setembro de 
2004, e outras normas. 
 
34 
 
 
Quem pode participar 
 
Deve-se possuir uma determinada renda mínima, além de algumas outras 
características. É necessário se cadastrar no setor municipal responsável, ao qual 
deve ser fornecido um documento de identificação. Após isso a família deve esperar 
ser selecionada. 
É um processo que é realizado mensalmente levando em conta a renda per 
capita familiar, dando preferência aos mais necessitados. Existem quatro 
possibilidades de benefício, chamados Benefício Básico, Benefícios variáveis, 
Benefício Variável de 0 a 15 anos, Benefício Variável à Gestante, Benefício Variável 
Nutriz – BVN, Benefício para Superação da Extrema Pobreza – BSP e Benefício 
Variável Vinculado ao Adolescente – BVJ. 
Os valores do Bolsa Família para o ano de 2019 seguem as seguintes regras: 
 
 O benefício Básico é apenas para famílias em situação de extrema pobreza, 
seu valor é de R$ 89,00 e independe do número de membros na família. 
 O Variável é para famílias pobres ou extremamente pobres, que possuam 
gestantes, lactantes, crianças e adolescentes de até 15 anos. É de R$ 41,00 
por pessoa nesta condição, até no máximo cinco. Este benefício pode ser 
acumulado com o Básico. 
 O Variável Jovem atende a mesma faixa acima, mas mira em grupos com 
adolescentes de 16 e 17 anos matriculados na escola. Cada jovem resulta 
no benefício de R$ 46,00, atendendo até no máximo duas pessoas por 
núcleo, podendo chegar a R$92. Pago às famílias com renda mensal de até 
R$ 178,00 por pessoa, que tenham adolescentes entre 16 e 17 anos em sua 
composição. 
 Benefício Variável Nutriz – BVN: R$ 41,00 
 Pago às famílias com renda mensal de até R$ 178,00 por pessoa, que 
tenham crianças com idade entre 0 e 6 meses, para reforçar a alimentação do bebê, 
mesmo nos casos em que o bebê não more com a mãe. 
 
35 
 
 Pagamento de seis parcelas mensais. Para que o benefício seja 
concedido, a criança precisa ter seus dados incluídos no Cadastro Único até o sexto 
mês de vida. 
 Caso o bebê registrado no Cadastro faleça nos primeiros meses de vida, 
o benefício será recebido da mesma forma. 
 Benefício para Superação da Extrema Pobreza – BSP: A Superação 
da Extrema Pobreza pode dar direito a um benefício por família nesta condição. É 
calculado em razão da renda per capita da família e os benefícios já recebidos no 
programa, podendo chegar ao máximo de R$372 por mês. 
 Para as famílias do Bolsa Família que continuarem com renda mensal por 
pessoa de até R$ 89,00 mesmo após receberem os outros tipos de benefícios do 
Programa. 
 Benefício Variável à Gestante – BVG: R$ 41,00. 
 Pago às famílias do Bolsa Família com renda mensal de até R$ 178,00 
por pessoa, que tenham grávidas em sua composição; 
Pagamento de nove parcelas mensais. Esse benefício só é pago se a gravidez 
for identificada pela área de saúde de seu município, sendo a informação inserida no 
Sistema Bolsa Família na Saúde. 
Caso a gestante identificada tenha a gestação interrompida, ela receberá o 
benefício da mesma forma. 
O valor do Bolsa Família passa por um reajuste anual, o qual já aconteceu este 
ano. O valor foi de 10% e começou a ser válido a partir do dia 1º de junho. Os 
pagamentos são feitos de acordo com o calendário anual do programa social 
 
 
36 
 
9 A TEORIA DO PLANEJAMENTO DO TRABALHO SOCIAL 
 
Fonte: br.pinterest.com 
O planejamento é uma ferramenta da administração e como tal o seu uso é 
indispensável para o sucesso da gestão das empresas. 
Atualmente, a turbulência por que passam as organizações é tão acentuada e 
tão acelerada que o ambiente organizacional é descrito como inconstante e, nesse 
ambiente, a grande função da estratégia é promover o equilíbrio entre a visão de futuro 
da organização e sua posição no presente. No contexto organizacional, a estratégia 
corresponde à capacidade de trabalhar, contínua e sistematicamente, ajustando a 
organização às condições ambientais em mutação, tendo em mente a visão de futuro 
e a perpetuidade organizacional. 
O planejamento estratégico se refere à escolha de coisas para fazer, enquanto, 
a administração estratégica diz respeito à escolha das atividades e das pessoas que as 
farão, formulando e implantando as estratégias e suas potencialidades. Então, toma-se 
 
37 
 
fundamental conhecer, a trajetória e as tendências do planejamento organizacional, em 
seu devido uso dos recursos e pessoas em função do cumprimento dos objetivos 
empresariais. As organizações passaram por três etapas no decorrer do século XX: a 
era industrial clássica, a era industrialneoclássica e a era da informação. 
 
 
Fonte: www.gestaodesegurancaprivada.com.br 
O planejamento foi visto, como uma responsabilidade da gerência e não do 
trabalhador, que apenas executava as tarefas. No trabalho, houve a substituição do 
critério individual do operário, da improvisação e da atuação empírica por métodos 
baseados em procedimentos científicos. Garantiu-se assim, estabilidade e certeza, 
pois, tudo estava previsto dentro de uma ordem e regularidade, que eram fundamentais, 
para a empresa manter o controle organizacional. 
O planejamento foi substituído, para efeito nitidamente normativo e prescritivo, 
por novas teorias de cunho explicativo e descritivo, ou seja, ocorreu uma valorização 
das pessoas em detrimento de suas funções. A seguir, houve um processo de 
adaptação do estruturalismo, que buscou adaptar a formalidade da estrutura à 
informalidade das pessoas, dando origem à Teoria dos Sistemas. 
As organizações vistas como um sistema de grupos formais e informais 
permitem dois enfoques: o técnico, no qual são tratados aspectos formais, criados pela 
 
38 
 
administração para atender às necessidades de trabalho; e o comportamental, que 
permite enxergar e reconhecer a importância dos grupos informais. 
 
 
Fonte: www.portal-administracao.com 
O sistema aberto permite um ajustamento organizacional, através de mudanças 
tanto estrutural quanto dos processos de seus subsistemas, permitindo a inclusão ou 
complementação de ideias, adaptáveis aos aspectos diferenciados e particulares da 
organização. 
Com isso, ao elaborar o planejamento da situação ambiental obtém-se um 
aspecto individual não só para as empresas como também para as pessoas que 
compartilham de sua complementação e execução. Uma alteração numa das partes do 
sistema causa necessariamente uma mudança em todas as demais, significando que 
a otimização dos objetivos requer uma integração dos subsistemas. 
Considerando a complexidade existente no relacionamento entre as variáveis 
internas e externas do sistema, em razão do interligamento dos mesmos, os efeitos das 
mudanças incidem sobre o planejamento estratégico, o que leva à construção e 
validação de um modelo organizacional próprio. 
 
39 
 
No início do século XX, em resposta à crescente turbulência ambiental, tanto 
tecnológica, econômica ou social, as empresas, percebendo sua complexidade, 
começaram a estudar e elaborar planos. 
O planejamento em longo prazo tem como característica: a elaboração, com 
base na extrapolação do crescimento dos dados passados da empresa. O 
planejamento estratégico faz uso de previsões relacionadas a esse passado, com a 
devida avaliação dos fatores ambientais em favor de um exame de alternativas novas. 
Na década de 50, o planejamento em longo prazo foi, durante um razoável 
tempo, a resposta da empresa às pressões do crescimento rápido, do tamanho e da 
complexidade. Logo se mostrou útil, tendo sido aceito pela maioria das empresas de 
grande porte, bem como por um número significativo das de tamanho médio, que 
demonstravam crescimento, através de aquisições daquelas menores, uma vez que as 
empresas dessa época se destacavam pelo seu porte. 
O conceito de planejamento em longo prazo começou a evoluir em direção ao 
planejamento estratégico, estimulado pela saturação e o declínio de várias empresas. 
Não era mais possível planejar o futuro da empresa, verificando as tendências 
passadas, menosprezando a evolução do mercado e não projetando metas e as 
decisões empresariais. 
Dentre as muitas críticas ao planejamento estratégico, a fundamental era que se 
tratava de uma invenção inadequada e, mesmo que fosse instalado e usado pela 
empresa, não produziria qualquer melhoria em seu desempenho. Os processos 
administrativos necessitam passar por contínuas adaptações e inovações para se 
adequarem ao ambiente. As organizações precisam ser sistematicamente ajustadas às 
condições ambientais que afetam o seu relacionamento no mercado. 
 A mudança contingencial exige um processo de convencimento, introjeção e 
assimilação de novos objetivos, ou seja, determina um processo de negociação que, 
em última análise, requer participação de todos os níveis da organização. 
 
 
40 
 
 
Fonte: www.lofrano.com.br 
Qualquer atividade organizacional requer planos e controle, podendo estes ser 
formais ou informais. As características do planejamento podem ser representadas por 
complexidade ou simplicidade, qualidade ou quantidade, estratégica ou tática, 
confidencial ou público, formal ou informal, econômico ou caro. 
Efetivamente, o planejamento é a base na qual todos os planos da empresa 
estão montados, definindo as metas, princípios, procedimentos e métodos que 
determinam o futuro. Ele é efetivo, desde que envolva um compromisso por parte de 
todos que contribuem para sua evolução, do proprietário, diretor, presidente ao 
funcionário que mantém uma atividade operacional, braçal. 
O ideal é ter um estilo flexível de tomada de decisões conforme o sempre mutável 
ambiente empresarial. Na constituição de um planejamento, identificam-se as 
oportunidades mais promissoras do negócio para a empresa. Os princípios mostram 
como penetrar com sucesso, obter e manter as posições desejadas nos mercados 
identificados. Os objetivos da empresa, de acordo com sua ordem e importância, estão 
interligados entre si para o alcance empresarial. Mesmo com a dificuldade de separar 
e sequenciar as funções administrativas, pode-se considerar que, de maneira geral, o 
planejamento do que e como vai ser feito aparece no final do processo. 
 
41 
 
O planejamento estratégico depende da definição de uma missão clara para a 
empresa, de seus objetivos, de um bom portfólio de negócios e da coordenação de 
estratégias de suas áreas funcionais, como produção, marketing, financeiro, recursos 
humanos. 
Para as empresas dos dias atuais, o planejamento é visto como um processo 
contínuo de interação organizacional com o ambiente permitindo estabelecer objetivos 
e aumentar o desempenho da empresa, considerando que se torna uma ferramenta de 
orientação e aproveitamento de recursos utilizados pela organização, no entanto, nem 
todas as empresas obtêm um eficiente processo de planejamento, muitas vezes pela 
complexidade do sistema, considerando suas características de gestão como estrutura, 
comportamento e contexto. 
O conceito de estratégia nasceu da guerra, em que a realização de objetivos 
significa superar um concorrente, que fica impedido de realizar os seus. Cada um dos 
dois lados quer derrotar o outro. Vem daí a definição de Aristóteles, de que finalidade 
da estratégia é a vitória. Fora do contexto militar, a palavra estratégia é de uso corrente 
e indica uma forma de enfrentar um problema ou uma forma de realizar objetivos. 
 
Fonte: www.lofrano.com.br 
 
42 
 
A escrita de um planejamento operacional diário se trata de cronogramas, tarefas 
específicas e alvos mensuráveis e envolve gerentes em cada unidade que será 
responsável pela realização do plano. O processo de planejamento operacional começa 
com a divisão de um objetivo em objetivos menores, formando uma cadeia de meios e 
fins. 
A vida das pessoas de qualquer sociedade gira em torno e mantém profunda 
dependência das organizações. Por organização, entende-se que é o agrupamento de 
pessoas, que se reúnem de forma estruturada e deliberada e em associação, traçando 
metas para alcançarem objetivos planejados e comuns a todos os seus membros. Outra 
definição estabelece que as organizações sejam instituições sociais, e a ação 
desenvolvida por membros é dirigida por objetivos. São projetadas como sistemas de 
atividades e autoridade, deliberadamente estruturados e coordenados, e atuam de 
maneira interativa com o meio ambiente que as cerca. 
Contudo, a partir da revisão das Diretrizes Curriculares da formação acadêmica 
em 1996, o currículo mínimo dos

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