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IntroduçãoIntrodução Ação do parasito no hospedeiro MECÂNICA: presença do parasito em um órgão, podendo ter ação obstrutiva ou destrutiva ESPOLIATIVA: parasito retira nutrientes do hospedeiro TRAUMÁTICA: parasito promove traumas no hospedeiro TÓXICA: produtos do metabolismo do parasito são tóxicos pro hospedeiro IMUNOGÊNICA: partículas antigênicas de parasitos sensibilizam tecidos do hospedeiro, aumentando resposta imunitária IRRITATIVA: presença do parasito irrita local parasitado INFLAMATÓRIA: estimulam células inflamatórias, reação granulomatosa ENZIMÁTICA: penetração na pele ANÓXIA: consumo de oxigênio nas hemácias CICLO BIOLÓGICO Monoxênico (direto): só tem participação de um hospedeiro Heteroxênico (indireto): precisa de um hospedeiro intermediário VETOR Biológico: parasito se reproduz ou desenvolve no molusco ou artrópode Mecânico: serve apenas como transporte, não reproduz ou desenvolve Fômite: contaminação por objetos (iatrogênicos) Ciclo de Loss: ciclo hepato traqueal (causam sinais respiratórios e alterações hepáticas): ingere ovo -> larva -> tgi -> fígado -> pulmão -> traqueia -> faringe -> expectoração ou deglutição -> tgi Técnica de Baermann: exame parasitológico de fezes que ocorre por hidrotropismo ou termotropismo Estágio: fases do parasito durante o ciclo Estádio: fases de um estágio (fases de uma larva) Helmintos menos complexos Simetria bilateral Ausência de exoesqueleto ou endoesqueleto Achatados dorsoventralmente Acelomáticos (não tem celoma) Com ou sem tubo digestivo Órgãos embebidos em tecido conjuntivo Sem ânus e aparelho respiratório Sistema excretor protonefrídico (com células flama) Ovo: digenético, operculado, luminosidade e pH dependente, pode desenvolver no útero ou no meio externo depois da liberação Miracídio: penetra o hospedeiro intermediário, larva ciliada Esporocisto: no hospedeiro intermediário Rédia: estrutura alongada, possui boca anterior, faringe, intestino sacular, colar nervoso Cercária: possui ventosas, boca, cavidade oral, faringe, esôfago, intestino, órgãos reprodutores, migra do TGI pro saco pulmonar do molusco, vai pra água e penetra o hospedeiro definitivo ou intermediário 2 Metacercária: quando a cercária perde a cauda e glândulas de penetração, também pode ser ingerido Filo PlatyhelminthesFilo Platyhelminthes Introdução Tegumento coverto por espinhos ou escamas, microvilosidades e vesículas pinocíticas, isso permite a resistência à ação da tripsina e pepsina Abertura oral com ventosas que fazem fixação no hospedeiro Presença de tubo digestivo São hermafroditas (menos Schistosoma mansoni) Cápsula do ovo contém esclerotina que dá resistência Ciclo de vida heteroxênico Classe Trematoda Classe Cestoda Achatados em forma de fita Escólex: ventosas e rostelo, fazem fixação do cestoide no ID Colo: zona de crescimento ou de formação das proglotes Estróbilo: conjunto de imatura, madura e grávida Desprovido de epiderme, sistema circulatório e sistema digestivo (tem absorção pela membrana) Ovos expelidos pelo gonoporo Apólise: destacamento de proglotes do escólex com liberação pro meio ambiente Ovos com embrião hexacanto (oncosfera), que é infectante Subclasse Eucestoda tem Ordens: Cyclophylidea (tênias verdadeiras) e Pseudophylidea (tênias falsas) CARACTERÍSTICAS Zoonose Fígado de ruminantes, suínos, equinos, mamíferos e silvestres CICLO BIOLÓGICO Ovos nas fezes -> encontra com a água -> dá origem ao miracídio na água -> Lymnaea columella (molusco) ingere o miracídio -> esporocisto-mãe -> rédia -> cercária -> cercária sai do caramujo -> perde a cauda no ambiente -> encista na vegetação -> vira metacercária -> infecta hospedeiro definitivo com ingestão de água ou comida/grama contaminada -> desencista no ID -> quando a larva jovem vai pro parênquima hepático, é a fase aguda da doença -> quando atinge o ducto biliar, larva vira adulta, caracterizando a fase crônica PERÍODO PRÉ-PATENTE 70 a 80 dias Classe TrematodaClasse Trematoda Fasciola hepatica PATOGENIA Larva perfura intestino e faz migração larval Fasciolose aguda: migração da larva pelo parênquima hepático causa reação inflamatória Quando se alimenta eles liberam metabólitos e antígenos Fibrose hepática (fase crônica): presença constante dos parasitos adultos nos ductos biliares, causa fibrose, calcificação, que pode levar a cirrose e insuficiência hepática DIAGNÓSTICO Clínico inespecífico Parasitológico coleta retal Post mortem - presenta de parasito nos ductos biliares ELISA PCR TRATAMENTO Triclabendazole Closantel Albendazol (não eficaz em todos os estágios) CONTROLE Maior índice de infecção é em período chuvoso e início do seco Pastoreio rotacionado, drenagem da água, gado em áreas altas, etc Classe TrematodaClasse Trematoda CARACTERÍSTICAS Eurytrema pancreatium (zoonose) e Eurytrema coelomaticum Parasitos do pâncreas e ductos pancreáticos CICLO BIOLÓGICO Hospedeiro intermediário 1: moluscos terrestres gênero Bradybaena Hospedeiro intermediário 2: esperanças da família Tettigoniidae Hospedeiro definitivo: ruminantes, suínos e homens Ovos com miracídio nas fezes -> ingerido pelo HI1 (Bradybaena similaris) -> vira esporocisto -> cercária -> cercária liberado no ambiente -> HI2 ingere cercária -> forma metacercária -> HD ingere inseto com metacercária -> chega no pâncreas -> torna adulto PERÍODO PRÉ-PATENTE 90 a 100 dias Eurytrema spp. PATOGENIA Pancreatite intersticial fibrosante: lesão no parênquima do pâncreas onde ocorre substituição por tecido fibroso, consequência da euritrematose Euritrematose: presença de parasito nos ductos biliares Causa transtorno nas funções secretoras do pâncreas (menor influxo de tripsina e amilase, hiperglicemia, queda na assimilação de nutrientes) Propenso a ter infecção bacteriana secundária DIAGNÓSTICO Coproparasitológico Parasitológico Post mortem ELISA PCR TRATAMENTO Praziquantel?? CONTROLE Pastoreio rotacionado, manutenção dos pastos, evitar hábitos entomofagia CARACTERÍSTICAS Hospedeiro intermediário: bovídeos Escólex quadrangular Sem acúleos (ganchos) Ramificação uterina dicotômica Proglote retangular Larva :Cysticercus bovis Viabilidade do cisticerco: 10 semanas CICLO BIOLÓGICO Ovos ou proglotes grávidas nas fezes -> HI (bovídeos) ingere os ovos -> embrióforo (casca do ovo) sobre ação da pepsina no estômago -> oncosfera é liberado e ativado pelos sais biliares no ID -> migra pro músculo esquelético -> oncosfera transforma em cisticerco -> HD ingere carne infectada crua ou mal cozida -> escólex fixa no ID -> cisticerco vira tênia adulta PERÍODO PRÉ-PATENTE 70 dias CONTROLE Inspeção correta das carcaças, condenação total ou condicional na linha de abate, manejo ambiental não ingerir carne crua e verduras mal higienizadas Classe CestodaClasse Cestoda Taenia saginata PATOGENIA Teníase: ocorre pela ingestão de cisticerco na carne crua ou mal cozida Competem pelo alimento do hospedeiro (CO2, carboidratos e lipídeos) Liberação de metabólitos que podem ser tóxicos pro hospedeiro Pode ocorrer prurido anal pela liberação ativa de proglotes e migração errática das proglotes para o apêndice Obstrução intestinal Sinais clínicos: desconforto abdominal, aumento de apetite, apatia, desnutrição, náusea, flatulência DIAGNÓSTICO Parasitológico Post mortem - inspeção de carcaças em tecidos mais oxigenados (cérebro, masséter, língua, coração e diafragma) ELISA - indireto Em homens faz raio-x TRATAMENTO Homem: praziquantel ou niclosamida (imobilização da tênia) Animais: não praticado Classe CestodaClasse Cestoda CARACTERÍSTICAS Hospedeiro intermediário: suínos Escólex globoso Com acúleos (ganchos) Ramificação uterina dendrítica Proglote quadrangular Larva: Cysticercus cellulosae Viabilidade do cisticerco: 8 semanas CICLO BIOLÓGICO Ovos ou proglotes grávidas nas fezes -> HI (suíno) ingere os ovos -> embrióforo (casca do ovo) sobre ação da pepsina no estômago -> oncosfera é liberado e ativado pelos sais biliares no ID -> migra pro músculo esquelético ou SNC -> oncosfera transforma em cisticerco - > HD ingere carne infectadacrua ou mal cozida -> escólex fixa no ID -> cisticerco vira tênia adulta PERÍODO PRÉ-PATENTE 60 a 70 dias Taenia solium PATOGENIA Teníase: ocorre pela ingestão de cisticerco na carne crua ou mal cozida Cisticercose: ocorre no hospedeiro acidental (humanos) pela ingestão de ovos, que vão pro ID depois pro fígado, podendo ir pro pulmão, coração, olhos, cérebros, músculos. Pode ocorrer neurocisticercose ou cisticercose ocular Competem pelo alimento do hospedeiro Liberação de metabólitos que podem ser tóxicos pro hospedeiro Espoliação da mucosa pela ação das ventosas ou ganchos, que pode causar hemorragia focal, hipersecreção de muco Autoinfecção interna (retroperistaltismo e vômitos) Obstrução intestinal Sinais clínicos: desconforto abdominal, aumento de apetite, apatia, desnutrição, náusea, flatulência; Na cisticercose cerebral tem cefaleia, convulsão, alucinação, crise epiléptica, pode ter cegueira, retinopatica, catarata Diagnóstico, tratamento e controle é o mesmo de Taenia saginata Classe CestodaClasse Cestoda CARACTERÍSTICAS Hidatidose (humanos) Equinococose (cães) Acomete ovinos, bovinos e humanos Estádio larval: cisto hidático, hidátide ou metacestóide Membrana adventícia envolve o cisto, tecido fibroso, mas não faz parte do cisto Membrana anista ou hialina formada por mucopolissacarídeos e proteinas Membrana prolígera ou germinativa forma todos os componentes do cisto Vesiculas prolígeras e protoescólex Líquido hidático tem nutrientes Areia hidática CICLO BIOLÓGICO Ovos liberados nas fezes -> HI ingere o ovo -> embrióforo (casca do ovo) sobre ação do suco gástrico do estômago -> oncosfera é liberado e ativado pelos sais biliares no ID -> migra pro fígado e pulmão -> depois de 6 meses o cisto hidático fica maduro -> HD ingere visceras do HI contendo protoescólices -> cisto hidático vira parasito adulto PERÍODO PRÉ-PATENTE 35 a 45 dias Echinococcus granulosus PATOGENIA Hospedeiro acidental: humanos, zoonose, transmitido quando ingere ovo na pele do cachorro ou alimento contaminado Hospedeiro definitivo: assintomático Hospedeiro intermediário e hospedeiros acidentais: Hidatidose Hepática: reação inflamatória nos capilares sinusais, prefere o lobo direito, distúrbios gástricos, ascite, ictericia, congestão hepatica, hipoalbuminemia Hidatidose Pulmonar: parênquima tem pouca resistencia (maior crescimento do cisto), dispneia, tosse, cansaço Hidatidose Cerebral: rara, invasão e destruição tecidual Hidatidose Óssea: longa duração, fratura óssea DIAGNÓSTICO Clínico - devido ao crescimento do cisto as massas podem ser palpáveis Sorológico, exames de imagem, laparoscopia exploratória Animais HD: fezes, sorologia, necropsia (HI só necropsia) TRATAMENTO Em humanos pode ser feito praziquantel e PAIR. Animais só com praziquantel CONTROLE Não alimentar cães com carne crua, vermifugação Filo NematodaFilo Nematoda Simetria bilateral Cilíndricos e alongados Ausência de células em flama Aparelho excretor com poro excretor Tubo digestivo completo Cápsula bucal pode ter lâminas ou dentes Corpo revestido por cutícula (onde tem ação anti-helmínticos) Pseudoceloma: responsável pelo equilíbrio hidrostático e envolvimento dos órgãos Ausência de sistema circulatório: mas tem oxi-hemoglobina no pseudoceloma Sistema nervoso com cérebro formado por gânglios nervosos Parede muscular robusta pra locomover e vencer movimentos peristálticos Introdução Especializados: tem hospedeiro específico e tropismo tecidual Dioicos: tem dimorfismo sexual, e o macho é MENOR que a fêmea Protandria: órgãos genitais do macho desenvolvem primeiro Partenogênese: embrião desenvolve sem fecundação Ecdise: ocorre troca de cutícula (menos em L3) Maioria tem ciclo monoxênico Se tiver ovos na periferia no bolo fecal, tem ressecamento Se tiver ovos no fundo do bolo fecal, tem baixa oxigênação O ideal é os ovos presentes no meio do bolo fecal Família AscarididaeFamília Ascarididae PARASITOS Classe: Secernenta; Ordem: Ascarididea; Família: Ascarididae Gênero e espécie: Ascaris lumbricoides (humanos) Ascaris summ (suínos) Parascaris equorum (equinos) Toxocara canis; Toxocara cati; Toxascaris leonina (canídeos e felídeos) CICLO BIOLÓGICO (ciclo de Loss - hepato-traqueal) Ovos eliminados nas fezes -> forma larva L1 dentro do ovo no meio ambiente -> forma L2 -> forma L3 infectante -> HD ingere através de alimentos ou mãos contaminadas -> no ID L3 eclode devido a presença de CO2 -> em 18-24 horas atinge o fígado -> em 2-3 dias chega no coração -> em 4-5 no pulmão -> em 8 dias sofre ecdise -> vira L4 -> alvéolos -> vira L5 - > traqueia -> faringe -> expectoração (tosse) ou deglutição -> intestino delgado -> 20-30 dias vira adulto -> 60 dias atinge maturidade sexual Parascaris equorum: infecção ocorre com L2; PPP = 10-15 semanas Ascaris lumbricoides: PPP = 8 semanas (humano como hospedeiro definitivo) Ascaris summ: PPP = 6-8 semanas PATOGENIA Alteração depende se foi larva ou verme adulto Larva (em infecções maciças): causa lesões hepáticas com focos hemorrágicos, necrose e fibrose; lesões pulmonares com focos hemorrágicos, edemaciação e infiltrado inflamatório (com neutrófilo e eosinófilo); Síndrome de Loeffler (pneumonia, tosse, febre, dispneia, bronquite, alergia, eosinofilia) Adultos (infecções médias ou maciças): Ação Espoliadora: consome nutrientes (causa desnutrição), debilidade física e do estado mental Ação Tóxica: causada pelos antígenos do parasito, causa edema, urticária, convulsão Ação Mecânica: irritação de mucosa e obstrução intestinal Localização ectópica: em habitats não usuais, podem causar apendicite (no apêndice), obstrução do ducto colédoco, pancreatite aguda (no ducto pancreático) e eliminação pela boca e narinas Predisposição a infecção bacteriana secundária Família AscarididaeFamília Ascarididae CICLO BIOLÓGICO (ciclo de Loss - hepato-traqueal) 1- Ovos eliminados nas fezes -> forma larva L1 dentro do ovo no meio ambiente -> forma L2 -> forma L3 infectante -> HD ingere através de alimentos ou mãos contaminadas -> no ID L3 eclode devido a presença de CO2 -> em 18-24 horas atinge o fígado -> em 2-3 dias chega no coração -> em 4-5 no pulmão -> em 8 dias sofre ecdise -> vira L4 -> alvéolos -> vira L5 - > traqueia -> faringe -> expectoração (tosse) ou deglutição -> intestino delgado -> 20-30 dias vira adulto -> 60 dias atinge maturidade sexual 2- Cadelas e gatos transmitem pra filhotes (transmissão vertical) -> fezes com ovos -> ciclo de novo 3- Hospedeiro paratênicos (ovinos, roedores, suínos e aves) ingere os ovos com L3 -> HD (cachorro, gato ou humano) ingere o hospedeiro paratênico com L3 -> ciclo de novo Hospedeiro paratênico: quem ingere a larva mas não ocorre reprodução dela nele 4- Humano infecta por ingestão de ovos ou de hospedeiros paratênicos PERÍODO PRÉ PATENTE 4 a 5 semanas PATOGENIA Depois de 2 meses, os cães e os gatos ficam resistentes e a migração hepatotraqueal cessa, então a L3 migra pra outros tecidos e ocorre quiescência (baixa atividade metabólica) em vários tecidos Obstrução intestinal, desconforto abdominal, diarreia, inapetência, distúrbios neurológicos Parasitismo errático no homem (hospedeiro acidental): Larva migrans visceral (LMV) e Larva migrans ocular (LMO), tambem chamada de toxocaríase Causada por A. suum, T. cati, T. canis, Angiostrongylus cantonensis Ingestão de alimento ou água contaminados, carne ou vísceras de hospedeiros paratênicos infectados Leucocitose por hipereosinofilia, hepatomegalia, linfadenite LMO tem resposta menos intensa que LMV, unilateral (coroide, retina, humor vítreo) DIAGNÓSTICO Parasitológico, clínico é inespecífico, parasito nas fezes, expectorado e vômito, sorologia, PCR TRATAMENTO Sais de piperazina, dietilcarbamazina CONTROLE Vermifugação e higienização Toxocara spp. Família AncylostomatidaeFamília Ancylostomatidae Classe: Secernentea; Ordem: Strongylida; Família: Ancylostomatidae; Subfamília: Ancylostomatinae Parasito hematófago (alimenta de sangue) Aparelho bucal com 3 pares de dentes Parasito do ID de cães e gatos (A. braziliense)Homens: A. duodenale (tem 2 pares de dentes) Geohelmintose: parte do ciclo no solo L1 e L2: esôfago rabditoide L3: esôfago filarióide (infectante) Infecção por via otal, percutânea, transplacentária e transmamária CICLO BIOLÓGICO Ovos eliminados nas fezes -> forma larva L1 (rabditoide) dentro do ovo no meio ambiente -> forma L2 -> forma L3 infectante -> HD infecta pela pele ou ingestão -> pulmão -> vira L4 -> ciclo de loss - intesino delgado -> L4 perde a cutícula -> vira L5 -> depois de 30 dias vira adulto PERÍODO PRÉ PATENTE 30 dias PATOGENIA Penetração percutânea: inflamação local e prurido, infecção bacteriana secundária Espoliação sanguínea: anemia microcítica normocrômica, anemia ferropriva, perfuração mucosa intestinal que extrasa sangue, causando diarreia sanguinolenta; hipoalbuminemia Migração larval: ciclo hepatotraqueal Homem: Larga migrans cutânea (LMC): bicho geográfico causado por Ancylostoma caninum e Ancylostoma braziliense DIAGNÓSTICO Parasitológico, clínico é inespecífico, necropsia, sorologia, PCR TRATAMENTO Benzimidazóis, pamoato de pirantel, suporte, LMC (tratamento tópico com pomada anti-helmíntica) CONTROLE Profilaxia anti-helmínticos, manejo do ambiente, vacina (ASP - Ancylostoma secreted protein), saneamento básico, evitar andar descalço Ancylostoma caninum Família TrichuridaeFamília Trichuridae Classe: Secernentea; Ordem: Trichurida; Família: Trichuridae; Subfamília: Trichurinae; Gênero: Trichuris Espécies: T. vulpis (canídeos); T. trichiura (humanos, porcos, macacos); T. campanula (felídeos); T. suis (suínos); T. discolor, T. ovis e T. globulosa (ruminantes) CARACTERÍSTICAS Intestino grosso de cães e canídeos selvagens Zoonose Forma infectante é ovos contendo L1 Ovos resistentes e bioperculados com casca tripla Infecções frequentemente assintomáticas Ausência de fase de migração larval CICLO BIOLÓGICO Forma infectante é ovo com L1 -> cachorro ingere o ovo com L1 -> vai pro íleo, ceco e cólon ascendente -> vira L2, L3, L4 -> adulto PERÍODO PRÉ PATENTE 60 a 90 dias PATOGENIA Parasito adulto se alimenta de células, linfa e sangue Diarreia sanguinolenta, colite, desconforto abdominal, vômitos, perda de peso Síndrome disentérica crônica (infecções maciças) Prolapso retal Movimentação e alimentação causa lesão tecidual, aumenta muco e reação inflamatória Infecção bacteriana secundária e por protozoários Em humanos, retarda o crescimento DIAGNÓSTICO Parasitológico, clínico é inespecífico, hematológico, sorologia, PCR, colonoscopia TRATAMENTO Benzimidazóis, pamoato de pirantel, suporte, milbemicina CONTROLE Profilaxia, manejo do ambiente, saneamento básico Trichuris vulpis Família TrichostrongylidaeFamília Trichostrongylidae Classe: Secernentea; Ordem: Strongylida; Família: Trichostrongylidae Gêneros e Especie: Ostertagia ostertagi; O. trifurcata; O. lyrata Haemonchus contortus; H. placei; H. similis Trichostrongylus axei; T. columbriformis Cooperia punctata; C. spatulata; C. pectinata Ostertagia spp. CARACTERÍSTICAS Ocorre em regiões mais frias Hematófago Parasito de abomaso de ruminantes O. ostertagi: bovino e ovinos; L3 infectante em 7-9 dias; PPP = 16-23 dias O. trifurcata: bovinos, ovinos, caprinos e bubalinos O. lyrata: ovinos Haemonchus spp. CARACTERÍSTICAS Hematófago Parasito de abomaso de ruminantes H. contortus: ovinos, bovinos, caprinos; PPP = 4 semanas H. placei: bovinos H. similis: bovinos e ovinos Trichostrongylus spp. CARACTERÍSTICAS Não é hematófago T. axei: parasito de abomaso de ruminantes, também tem no estômago de equídeos T. columbriformis: parasito de intestino delgado de ruminantes, é zoonose T. retortaeformis: parasito de intestino delgado de ruminantes L3 infectante: 7-9 dias PPP: 19-23 dias Cooperia spp. CARACTERÍSTICAS Não é hematófago Parasitos de intestino delgado de ruminantes C. punctata: bovinos e ovinos C. pectinata e C. spatulata: bovinos Família TrichostrongylidaeFamília Trichostrongylidae CICLO BIOLÓGICO Ovo nas fezes -> vira L3 -> hospedeiro definitivo ingere -> L3 perde cutícula no ID ou abomaso -> vira L4, L5, até adulto L1 e L2: esôfago rabditoide = alimentam-se de microorganismo, fungos, bactérias L3: esôfago filarióide = não se alimenta, mantém cutícula que funciona como forma de resistência no meio ambiente PATOGENIA Líquido de desencapsulamento é altamente antigênico e causa irritação e inflamação tecidual Larva penetra no abomaso e ID e causa necrose puntiforme, erosão tecidual, que causa gastrite e enterite Alimentação: destruição tecidual Espoliação sanguínea: anemia, hipoproteinemia Desnutrição pela diminuição da absorção de nutrientes: hipoalbuminemia Dispepsia e proliferação bacteriana Eimeriose é comum Gastroenterite catarral, diarreia, anemia, desidratação Ostertagia spp: penetra na mucosa e forma nódulos (reação inflamatória) No abate os antigenos deixam a carne com mais água DIAGNÓSTICO Clínico (inespecífico), histórico, parasitológico, necropsia, pepsinogênio plasmático, sorologia, marcadores genéticos TRATAMENTO Curativo: ivermectina, albendazol, suporte Preventivo: seleciona cepas resistentes Estratégico: início e final do período chuvoso Tático: situações atípicas CONTROLE Profilaxia, manejo do ambiente, saneamento básico, manejo nutricional, controle biológico, bezerros em locais altos