Prévia do material em texto
HELMINTOSES EM CÃES E GATOSRabdiforme: É o estágio larval inicial de desenvolvimento Filariforme: É a forma infecciosa Estrongiloidíase (Strongyloides) · S. stercoralis: humanos, cães e gatos · Parasitas fêmeas partenogenéticas (fazem reprodução assexuada) vivem no intestino delgado · Larva L3 infectante, não tem dupla membrana, o que as deixa frágeis no meio ambiente · Autoinfecção: No intestino, a larva rabdiforme pode se transformar em filariforme que invadem a mucosa intestinal ou a região perianal, repetindo o ciclo pulmonar Ciclo biológico Strongyloides ransomi (suínos) Infecção transmamária: Devido as condições de manejo, os ovos aderidos às mamas podem ser ingeridos pelos leitões no aleitamento. Além disso, as larvas de Strongyloides ransomi podem ser ingeridas no colostro · Sinais clínicos · Intestino: erosão das vilosidades intestinais, diarreia, má absorção, desidratação; · Pulmão: inflamação local, bronquite e pneumonia · Diagnóstico · Exame parasitológico: flutuação dos ovos- Técnica de Baermann · Controle · Limpeza e higiene das instalações em intervalos inferiores a 24 h, já que as larvas infectantes podem se desenvolver em 24 a 36 h · Exames de fezes mensais para pesquisa de larvas devem ser realizados por pelo menos 6 meses para confirmar a eliminação do parasito, já que muitas larvas ficam inibidas nos tecidos. Tricuríase (Trichuris) “Verme do chicote”? · T. vulpis: cães e raposas; T. campanula: gatos · Ovos bioperculados · Ovos eclodem no intestino delgado; larvas migram para o intestino grosso · Localização: cecos Ciclo biológico · Sinais clínicos · Lesão de mucosa cecal, enterite, diarreia sanguinolenta (sangue vivo), infecções secundárias · Diagnóstico · Exame parasitológico: procura dos ovos bioperculados nas fezes · Controle · Tratamento: Ivermectinas e os benzimidazóis · Instalações arejadas e secas Capilariose (Capillaria) · C. hepatica: cães, gatos, humanos e roedores; C. aerophila: cães, gatos e raposas · Ciclo biológico: Ingestão de L1 (alimento ou água contaminada); Ingestão do fígado parasitado ou decomposição do hospedeiro · Ovo similar ao Trichuris (bioperculado) · Particularidade das espécies: C. hepática: presentes no parênquima hepático, realizando a postura. C. aerophila: L1: intestino delgado; migra pela circulação e tropismo pelos pulmões Adultos e ovos no fígado Ovos não embrionados podem ser liberados no ambiente após a morte e decomposição da carcaça hospedeira Predação ou canibalismo Ovos não embrionados liberados nas fezes após o consumo do hospedeiro infectado Ovos embrionados no ambiente Ovos ingeridos pelo hospedeiro definitivo Infecção humana por ingestão de ovos Ciclo biológico · Sinais clínicos · C. hepatica: cirrose hepática · C. aerophila: rinite com descarga nasal, bronquite e pneumonia; Sibilos na auscultação e dispneia · Diagnóstico · Exame parasitológico: ovos em fezes (flutuação ou sedimentação) • C. hepática: cortes histológicos • C. aerophila: ovo em lavado nasal ou traqueal · Controle · Tratamento: Ivermectinas e os benzimidazóis · Comedouros, bebedouros e ambiente limpos Dioctofimose (Dioctophyme) · Dioctophyme renale · Apresenta coloração avermelhada · Apresenta ciclo indireto Definitivos: humanos, carnívoros (preferencialmente cães, lobos-guará) Intermediários: anelídeos, rãs e peixes dulcícolas. · Localização: rins (rim direito), cavidade abdominal (+ comuns) Ciclo biológico · Patogenia · Podem ocasionar hepatite crônica · Total destruição do parênquima renal, com atrofia e fibrose dos túbulos renais e fibrose periglomerular · Peritonite (inflamação no peritônio- membrana serosa que recobre as paredes do abdômen e a superfície dos órgãos digestivos) · Enzimas proteolíticas e lipolíticas, liberadas pelas glândulas esofágicas do parasito, determinam necrose de coagulação nos locais atingidos · Sinais clínicos Fraqueza, dores abdominais, disúria, ascite (inchaço abdominal causado pelo acúmulo de líquidos), peritonite, uremia (acúmulo de ureia, e outros íons, no sangue), insuficiência renal e hematúria · Diagnóstico Exame parasitológico: Sedimento urinário: ovos · Controle · Evitar o consume de peixes, rãs e sapos crus (carnívoros piscívoros) · Cirúrgico: nefrectomia Ancilostomíase (Ancylostoma) “Bicho geográfico”? · Ancylostoma caninum; A. braziliense · Coloração cinza-avermelhada, 3 pares de dentes marginais · Hematófago voraz (duodeno) · Ovos no meio ambiente: Se estiver em ambiente ideal, os ovos se tornam embrionários e as larvas se desenvolvem até L3 (forma infectante) · Infecção: penetração cutânea, ingestão da L3; passam pela circulação sanguínea até os pulmões onde se desenvolvem até L4. Passam pela traqueia e pela faringe, onde são deglutidas – intestino delgado (forma adulta) · Também pode ocorrer infecção via transmamária ou lactogênica (cadelas) Ovos nas fezes do hospedeiro definitivo Larva rabdiforme eclodida se desenvolve no ambiente A larva rabdiforme se desenvolve em larva filariforme infecciosa Penetração na pele Migração de larvas através da pele Adultos no intestino delgado Hospedeiros definitivos Ciclo biológico · Sinais clínicos · Diarreia (muco e sangue), anemia grave, dificuldade respiratória, formação de úlceras no intestino delgado e deficiência de ferro em cães mais velhos · Diagnóstico · Exame parasitológico: ovos elipsoides de casca fina e transparente · Controle · Higienização regular instalações (pisos, canis, gaiolas), remoção diária das fezes antes de usar mangueira ou desinfetantes - hipoclorito de sódio 1% (destroem larvas, larva infectante é bastante resistente no meio ambiente) · Higienização regular dos animais, controle de roedores (hospedeiros paratênicos) · Utilização periódica de antihelmintos Toxocaríase · Toxascaris leonina (cães e gatos) · Ovos com casca espessa, diferindo do Toxocara por serem mais claros, arredondados e casca lisa. · Localização: Intestino delgado · Patogenia: Infecções intensas em filhotes de canídeos e felídeos podem resultar em abaulamento do abdômen, déficit nutricional, perda de peso, podendo, em alguns casos, levar à morte, principalmente nos casos de obstrução dos ductos biliares e pancreáticos pelas larvas · Toxocara canis (cães); Toxocara cati (gato) · Boca com 3 lábios carnudos (alguns com asas cervicais laterais forma de seta) Ovos de casca espessa irregular, de coloração castanho-escuro e formato globular ou subglobular · Zoonose: Larvas migrans visceral em humanos: circulação sanguínea- fígado (lesões) e olhos Ciclo biológico · Infecção: Circulação Porta: Fígado, coração e para alvéolos pulmonares: L4: chegam para a glote, são deglutidas e migram para o intestino · Via transplacentária (apenas em cães?) · Via transmamária · Hospedeiro paratênico: ingestão de roedores e avesFigura 1. Extremidade anterior de Toxocara canis adulto, destacando a boca rodeada pelos três lábios · Sinais clínicos · Os sinais clínicos incluem vómito (por vezes com parasitas), diarreia, abdómen distendido, atrasos no crescimento e má condição da pelagem · A migração das larvas pode ainda causar sinais respiratórios como tosse, taquipneia, corrimento nasal e até pneumonia · Diagnóstico · Exame Parasitológico nas fezes; PCR; Exame Sorológico · Controle · Benzimidazóis ou piperazina · Cadelas que receberam fembendazol 3 semanas antes do parto e 2 dias após o parto eliminaram a infecção pré-natal e transmamária. Filhotes devem ser tratados com 2 semanas de vida, e o tratamento deve ser repetido após 14 dias