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Hanseníase G R U P O 2 : E D U A R D O J U N Q U E I R A , F E L I P E C H E L A L A , G A B R I E L C R U Z , I G O R P A S S O N I , M A R I A L U I Z A L U C H E T T A , V I T O R R U F A T O Agente etiológico e reservatório Agente etiológico: Mycobacterium leprae, um bacilo álcool- ácido resistente (BAAR) com alta infectividade e que não cresce em cultura; Reservatório: o próprio ser humano, infectando, principalmente, pele e nervos periféricos, com ênfase às células de Schuwann. Transmissão - A transmissão ocorre por gotículas (tipo multibacilar: forma infectante) através de espirro, tosse ou fala; - Transmissão domiciliar: contato próximo e prolongado; -Pessoa com hanseníase na forma infectante, sem tratamento, elimina o bacilo para o meio exterior. OBS.: não se transmite hanseníase pelo abraço e compartilhamento de objetos, como talheres, roupas de cama, entre outros Período de incubação e transmissibilidade O período de incubação varia de 2 a 7 anos e sua transmissibilidade é baixa devido a alta variabilidade genética. Diagnóstico Clínico É realizado através de exames de pele, alterações dos nervos periféricos, histórico familiar, alterações de sensibilidade na pele e alterações motoras. Classificação operacional vigente para a rede pública Hanseníase tuberculoide (maior imunidade): lesões cutâneas com perda de sensibilidade e espessamento dos nervos; Hanseníase virchowiana (menor imunidade): lesões cutâneas sem perda de sensibilidade, espessamento dos nervos, madarose (queda dos cílios) e nódulos cutâneos; Formas Clínicas Hanseníase dimorfa (imunidade intermediária): lesões cutâneas variáveis e foveolares, espessamento dos nervos e deformidades na face, mãos e pés; Hanseníase indeterminada (fase inicial): lesões cutâneas do tipo manchas hipocrômicas com perda apenas de sensibilidade térmica e sem espessamento dos nervos; Hanseníase neural pura (neurítica primária): sem lesões cutâneas, mas com espessamento dos nervos. Diagnósticos diferenciais - Neuropatias periféricas; - Doenças dermatológicas como psoríase, dermatite atípica, entre outras. Diagnóstico Laboratorial - Exame baciloscópico: no caso positivo, forma Multibacilar (mais de cinco lesões cutâneas e mais de um acometimento nervoso); no caso negativo, não exclui o diagnóstico de Hanseníase, pois o paciente pode apresentar a forma Paucibacilar (uma a cinco lesões cutâneas e um acometimento nervoso). Além disso, pode-se realizar outros exames, como a histopatologia de lesões cutâneas e nervos, ultrassom de nervos periféricos, eletroneuromiograma, teste rápido imunocromatográfico, teste de biologia molecular em biópsia de pele ou nervo (qPCR) e investigação laboratorial de resistência à antimicrobianos. Diagnóstico de acometimento neural - Realização de três testes: Palpação de nervos periféricos (ulnar, mediano, radial, fibular e tibial posterior); Teste de força muscular; Teste de sensibilidade no nervo acometido pela lesão (sensibilidade térmica, tátil e dolorosa). Reações Hansênicas - Reação tipo 1 (reação reversa): localizada (hipersensibilidade celular) e caracterizada pela piora das lesões presentes. É comum na Hanseníase Paucibacilar; - Reação tipo 2 (Eritema nodoso hansênico): sistêmica (acomete órgãos e sistemas), caracterizada por nódulos, febre, queda do estado geral e espessamento dos nervos. Comum na Multibacilar; - Surtos frequentes de inflamação. Tratamento Consiste na associação de três fármacos antibacterianos (PTQ-U): Rifampicina (RFM); Clofazimina (CFZ); Dapsona (DDS). Paucibacilar: PQT-U por 6 meses; Multibacilar: PTQ-U por 12 meses. OBS.: a Poliquimioterapia (PQT-U) pode ser realizada por doses diárias autoadministradas somente com Dapsona e Clofazimina ou por doses mensais supervisionadas com a associação dos três antibacterianos. Ademais, grávidas devem associar ao uso de Rifampicina o uso de vitamina K. Prevenção e Tratamento de incapacidades físicas - Avaliação neurológica, a qual verifica força motora, olhos, mãos e pés; -Classificação de incapacidades: Grau 0 (Sem incapacidades); Grau 1 (Avaliações periódicas e autocuidado); Grau 2 (Cuidados intensivos, prática de atividade física, administração de medicamentos e intervenção cirúrgica). A VACINA BCG É A PRINCIPAL FORMA DE PREVENÇÃO. Aspectos epidemiológicos - Cenário Mundial: mais comum em países com alta endemicidade como a Índia, Brasil e Indonésia; - Brasil: patologia endêmica na região Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com maior prevalência no Norte do país, em indivíduos pardos e do sexo masculino. Além disso, o Brasil ocupa a segunda posição mundial entre os países que registram novos casos. - Ribeirão Preto: Em 2020, o município apresentou uma taxa de detecção de novos casos que se alinha com as médias estaduais, mas ainda é considerada elevada em comparação com outras regiões do Brasil. Papel da Vigilância Epidemiológica - Detecção precoce e impedimento da evolução, focando em casos iniciais para evitar a propagação e disseminação da doença; -Caso confirmado (notificação), recidiva, roteiro de investigação (identificação do paciente, coleta de dados clínicos e epidemiológicos, acompanhamento do caso, indicadores de monitoramento e encerramento do caso) e vigilância para contatos. - Principal doença de notificação compulsória; -Casos confirmados devem ser obrigatoriamente notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) na semana epidemiológica (em até 7 dias) pela Vigilância Epidemiológica; - Ficha específica (de Notificação/Informação ou de Recidiva) que deve ser preenchida por profissionais de saúde no local da suspeita. Notificação REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL MINISTÉRIO DA SAÚDE ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE Nº | | | | | 6 8 1 2 10 15 28 | 31 Nome 4 UF 22 Número (ou) Idade 14 Escolaridade 25Geo campo 2 Observações adicionais: 40 Baciloscopia (DDD) Telefone Agravo/doença 38Modo de Entrada Nome do Paciente Nº do Prontuário Tipo de Notificação Município/Unidade de Saúde Número do Cartão SUS 41Data do Início do Tratamento 17UF 18Município de Residência | 20 Bairro 5 Município de Notificação 39Modo de Detecção do Caso Novo 11 Sexo | | | | | | | 43Número de Contatos Registrados | | | | | | | | | Nº de Lesões 33 34Forma Clínica Cutâneas 23Complemento (apto., casa, ...) Unidade de Saúde (ou outra fonte notificadora) 29 Zona 32 Ocupação 37Avaliação do Grau de Incapacidade Física no Diagnóstico Função 16Nome da mãe 12 Gestante 42Esquema Terapêutico Inicial 26Ponto de Referência 21Logradouro (rua, avenida,...) 2 - Individual Código Código (IBGE) 35Classificação Operacional Código (CID10) SINAN SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE AGRAVOS DE NOTIFICAÇÃO FICHA DE NOTIFICAÇÃO/ INVESTIGAÇÃO HANSENÍASE 19 Distrito 24Geo campo 1 30País (se residente fora do Brasil) 27 CEP HANSENÍASE Sinan NET Código 36Nº de Nervos afetados 3 Data da Notificação | | | | | 7Data do Diagnóstico | | | | | 9 Data de Nascimento | | | | | 13 Raça/Cor Código (IBGE) | | | | | Código da Unid. de Saúde | | Assinatura | | | | SVS 30/10/2007 Dados Complementares do Caso Caso confirmado de Hanseníase: pessoa que apresenta uma ou mais das seguintes características e que requer poliquimioterapia:- lesão (ões) de pele com alteração de sensibilidade; acometimento de nervo (s) com espessamento neural; baciloscopia positiva. D ad os O cu pa - Cl ín ic os çã o In ve st ig ad or Da do s d e Re si dê nc ia No tif ic aç ão In di vi du al Da do s G er ai s At en di m en to M ed . Co nt r. T ra ta - D ad os m en to 1 - Hora 2 - Dia 3 - Mês 4 - Ano Hanseniase 03/01/2008 COREL MR 2008 M - Masculino F - Feminino I - Ignorado 1 - I 2 - T 3 - D 4 - V 5 - Não classificado 1 - Urbana 2 - Rural 3 - Periurbana 9 - Ignorado 1. Positiva 2. Negativa 3. Não realizada9. Ignorado 1 - PB 2 - MB 1 - Caso Novo 4 - Transferência de Outro Estado 2 - Transferência do mesmo município (outra unidade) 3 - Transferência de Outro Município ( mesma UF ) 5 - Transferência de Outro País 6 - Recidiva 7 -Outros Reingressos 9 - Ignorado 1 - PQT/PB/ 6 doses 2 - PQT/MB/ 12 doses 3 - Outros Esquemas Substitutos 1-1ºTrimestre 2-2ºTrimestre 3-3ºTrimestre 4- Idade gestacional Ignorada 9-Ignorado 5-Não 6- Não se aplica 1 - Encaminhamento 2 - Demanda Espontânea 3 - Exame de Coletividade 4 - Exame de Contatos 5 - Outros Modos 9 - Ignorado 0 - Grau Zero 1 - Grau I 2 - Grau II 3 - Não Avaliado 0-Analfabeto 3-5ª à 8ª série incompleta do EF (antigo ginásio ou 1º grau) 6-Ensino médio completo (antigo colegial ou 2º grau ) 7-Educação superior incompleta 1-1ª a 4ª série incompleta do EF (antigo primário ou 1º grau) 2-4ª série completa do EF (antigo primário ou 1º grau) 4-Ensino fundamental completo (antigo ginásio ou 1º grau) 5-Ensino médio incompleto (antigo colegial ou 2º grau ) 8-Educação superior completa 9-Ignorado 10- Não se aplica 1-Branca 4-Parda 2-Preta 3-Amarela 5-Indígena 9- Ignorado | | | HANSENÍASE A 3 0. 9 | | | | | | | | | | | | | | | - | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | | || Nº 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 MITSUDA - garras HISTOPATOLOGIA - mão caída - reabsorção NÃO AVALIADA - não-avaliada PROBLEMAS OCULARES Irite D E 1- I AVALIAÇÃO DE INCAPACIDADE NOME GRAU MÁXIMO DE MÃO 2- T HISTÓRICO / EXAME DERMATOLÓGICO Sinais e ou Sintomas Nenhum problema nas mãos devido à hanseníase Presença de anestesia sem deformidade ou lesão visível DADOS LABORATORIAIS COMPLEMENTARES 3- D D Ceratite D E RELAÇÃO DOS CONTATOS INTRADOMICILIARES E 1- POSITIVA _____2- NEGATIVA_____ RESIDÊNCIA 1. LOCAL DE RESIDÊNCIA NO INÍCIO PROVÁVEL DA DOENÇA MUNICÍPIO - garras ÍNDICE BACILOSCÓPIO: __________ (escala logarítmica de Ridley) - reabsorção IDADE 3- ULCERADA GRAU MÁXIMO DE PÉ - pé caído - contratura do tornozelo Presença de anestesia sem deformidade ou lesão visível Sinais e ou Sintomas Nenhum problema nos pés devido à hanseníase SEXO 2. LOCAL DE RESIDÊNCIA DE 3 A 5 ANOS ANTES DO INÍCIO PROVÁVEL DA DOENÇA MUNICÍPIO ESTADO/PAÍS ESTADO/PAÍS D E 4- NÃO-REALIZADA - triquíase - não-avaliada - não-avaliada ACUIDADE VISUALOUTROS _______________________________________ OD 4- V 5- OUTROS RESULTADOS 6- NÃO -REALIZADA 9- IGNORADA - lagoftalmo e / ou ectrópio GRAU MÁXIMO DE OLHO Sinais e ou Sintomas - Acuidade visual menor que 0,1 ou não conta dedos a 6 metros - opacidade corneana central Nenhum problema nos olhos devido à hanseníase Sensibilidade corneana diminuída ou ausente OE NÚMERO DE CONTATOS REGISTRADOS: TEMPO Nº DE RESID. PARENTESCO CICATRIZES C/DOENTE DE BCG D E 9- IGNORADA mm mm ESPECIFICAR I II ZERO GRAU ANOTAR GRAU ANOTAR GRAU A - ANO M - MESES A - ANO M - MESES TEMPO DE RESIDÊNCIA TEMPO DE RESIDÊNCIA - lesões tróficas e/ou lesões traumáticas - lesões tróficas e/ou lesões traumáticas Hanseniase 03/01/2008 COREL MR 2008 Vacinação BCG - É uma doença negligenciada por acometer, principalmente, região Norte e Nordeste do Brasil; - A vacina consiste em uma bactéria viva atenuada; - Se não houver cicatriz vacinal, deve-se vacinar; -É contraindicado para gestantes, portadores de imunodeficiência primária ou adquiridas e pacientes acometidos por neoplasias malignas e indivíduos em uso de corticosteroides em doses elevadas; - Consiste em uma dose única ao nascer; - Deve-se vacinar indivíduos que não possuem cicatriz vacinal e convivem com doentes; - Indivíduos que não possuem cicatriz vacinal, devem reaplicar a vacina após 6 meses. Esquema: Administrar 3 (três) doses, aos 2 (dois), 4 (quatro) e 6 (seis) meses de idade, com intervalo de 60 dias entre as doses. O intervalo mínimo é de 30 dias entre as doses.