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AGENTES PROTETORES DO CDP Dentística – Odontologia UIT Vanessa Araújo 27.02.25 ➢ Agentes seladores ou vedadores ➢ Capeadores ➢ Bases protetoras ➢ Bases cavitarias SELANTES OU VEDADORES Produzem película protetora que reveste a estrutura dentaria recém cortada pelo preparo cavitário, a fim de vedar os túbulos dentinários e os microespacos que se formam entre o material restaurador e as paredes circundantes da cavidade. ✓ Verniz cavitários ✓ Sistemas adesivos VERNIZ CAVITÁRIO Composição: resina natural ou sintética de copal Solvente: acetona, éter, clorofórmio (permitem escoamento do material) Usado em cima de ionômero de vidro, não se usa em resina composta pois interfere na polimerização. Usado em restaurações de amálgama em todas as paredes Restritos a proteções pulpares com CIV Propriedades: • Compatibilidade biológica. Pode ser aplicado diretamente em uma dentina recém cortada. • Bom isolante elétrico • Não é isolante térmico • Não é compatível com resinas restauradoras (interfere na formação da cadeia polimérica) • Forma camada semipermeável sobre a dentina (69%) • Vedamento da interface dente/restauração de amalgama • Previne contra descoloração do dente por migração de íons metálicos das restaurações de amalgama para o interior da dentina • Evita a sinérese e embebição quando aplicado sobre CIV ADESIVOS DENTINÁRIOS • Condicionamento ácido: esmalte mais mineralizado, tempo de condicionamento maior, 30s em esmalte e 15s em dentina • Primer: hidrofílico • Adesivo: Hidrofóbico 4 gerações Primeira, segunda e terceira geração não funcionaram, eram aplicados diretamente na dentina, porém o adesivo é hidrofóbico, não tem afinidade com água, presente na dentina. Promovem vedamento dos canalículos, evitando que os materiais irritem a polpa *Formam a camada hibrida pela união de adesivo primer e dentina Camada híbrida Considerar: Características do substrato Profundidade da cavidade (Em cavidades profundas faz-se proteção pulpar, perto da polpa tem mais água que longe, ácido fosfórico a 37%) Permeabilidade Em cavidades profundas: associar uma proteção terapêutica a uma proteção adesiva Smear Layer Lama dentinária, presente na superfície dental e internamente aos túbulos dentinários. Smear layer out – superficial Smear layer in: dentro dos túbulos Utiliza-se um ácido forte (fosfórico a 37%) para remoção de smear layer fora e dentro dos túbulos. Para remoção apenas da smear layer superficial se utiliza um ácido fraco (poliacrílico – CIV) CAPEADORES Produtos utilizados em contato com a dentina que tem a propriedade de induzir a formação de dentina terciária (reacional, reparadora e/ou transformação de dentina esclerosada) pelos odontoblastos. Promovem inflamação superior da polpa, induzindo formação de dentina terciária. PRODUTOS A BASE DE HIDRÓXIDO DE CÁLCIO ✓ Solução ✓ Suspensão ✓ Pasta ou pó ✓ Cimento: autopolimerizavel/ fotopolimerizavel Propriedades: • Ph altamente alcalino • Ação bactericida e bacteriostática- capacidade de matar e impedir o crescimento de bactérias • Estimula a transformação da dentina esclerosada • Estimula a formação de dentina terciaria, reacional • Bom isolante térmico • Bom isolante elétrico Solução de suspensão 10 a 20 gramas de hidróxido de cálcio pró-analise (pó) em 200 ml de água destilada. Limpeza da cavidade. É incompatível com ácido. Pasta PA – pró-análise Ph em torno de 12 Mais efetiva nas proteções diretas e cavidades muito profundas Não tem processo de presa, não endurece. Necessitam da utilização de uma sobrebase que tenha presa (sobrebase: cimento hidróxido de cálcio) Fácil de fazer na clinica Baixo custo Cimento de hidróxido de cálcio Desenvolvido para tomar presa Razoável resistência mecânica Impermeáveis as frações monoméricas e catalíticas das resinas restauradoras e adesivos. Podem ser aplicados em qualquer profundidade Eficaz contra estímulos térmicos Eficaz contra estímulos elétricos Estimula a formação de dentina terciaria Hidrossolúvel- não indicado para paredes circundantes ou paredes de fundo Dois tipos: Autopolimerizável= pasta base + pasta catalizadora (Sempre na mesma proporção) (toma presa muito rápido, pouco tempo de trabalho, por isso foi criado o fotopolimerizável) Fotopolimerizável= pasta única e preço elevado BIODENTINE ✓ Composto de silicato tricálcico ✓ Custo elevado Indicações: Na coroa • Proteção pulpar direta • Sobrebase para restaurações diretas em cavidades de qualquer profundidade • Sobrebase para preparos indiretos inlay/ onlay • Restauração temporárias dentina-esmalte • Restauração de lesões radiculares cervicais • Pulpotomia Na raiz • Preparo de perfuração radicular • Reparo de perfurações de furca • Reparo de perfurações causadas por reabsorção interna • Apexificação (fechamento de ápice radicular) • Restauração da porção terminal da raiz em cirurgia endodôntica (retro-obturação) Composição: Pó= silicato de tricalcico, oxido de zircônio, oxido de cálcio, carbonato de cálcio Liquido= solução de cloreto de cálcio dihidratato pH: 11,8 após 24h Tempo de presa: inicial 12min Resistência à compressão: 67,18 MPa MTA Usado muito em endo Tempo de presa lento Indicações: • Proteção pulpar direta e indireta • Pulpotomia de dentes decíduos • Cimento de reparação endodôntico • Formação de barreira apical • Reparação de perfurações radiculares • Apexificacao Composição - pó: Silicato tricálcico Aluminato tricálcico Óxido tricálcico Óxido de silicato Óxído de bismuto Líquido: água destilada pH: 12,5 após 24h Tempo de presa: literatura – 2,5h / fabricante – 15min Resistência à compressão: 44,2 MPa Vantagens do Biodentine em relação ao MTA: ✓ Maior indução a formação de dentina terciaria reacional e transformação de esclerosada ✓ Maior resistência a compressão e maior microdureza ✓ Menor tempo de presa ✓ Maior facilidade de manuseio BASES PROTETORAS Indicadas como restauradores temporários nas proteções diretas e indiretas (curativos) ✓ Cimento oxido de zinco e eugenol modificados ✓ Cimento ionômero de vidro ✓ Compósitos ionoméricos (resina + ionômero, perde algumas propriedades) CIMENTO DE ZOE Apresentam pH neutro (7) sendo anódino á polpa, podendo ser aplicado diretamente sobre dentina, biocompatível Utilizados como seladores cavitários provisórios Promovem bom vedamento marginal São incompatíveis com vernizes cavitários e resinas restauradoras (interferem na formação da cadeia polimérica) Estimulam a formação de dentina terciária ou reparadora Inibie a penetração de íons metálicos das restaurações de amálgama Remineralização de dentina descalcificada Materiais temporários, provisório, sempre tem que ser removido totalmente antes da restauração. O convencional tem longo tempo de presa- não é usado em dentística por isso. Modificados: • Com acelerador de presa. Ex: pulpo-san (7 a 15 dias) • Com acelerador de presa e reforço de fibra acrílica. Ex. IRM [(3 a 4 meses) (mais resistente)] • Com acelerador de presa e adição de gesso Ex. cotosol [(15 dias) (endurecimento com água, pasta única, baixa resistência)] CIV Aplicações: • Agentes cimentantes • Material restaurador em cavidadeclasse 5 e profiláticas de C1 • Selamento de fóssulas e fissuras • Base protetora • Base cavitaria Classificações: Tipo 1= cimentação Tipo 2= restauração Tipo 3= selamento de cicatrículas Tipo 4= proteção pulpar Os tipos variam na carga → escoamento Não são todas as marcas que possuem os 4 tipos Propriedades: Biocompatível até cavidades profundas (ácido poliacrílico – partículas grandes, não penetram nos túbulos) adesão química Adesividade as estruturas dentarias Liberação de flúor Coeficiente de expansão térmica similar a da dentina (evita que sofra trinca) Boa resistência mecânica Proporção pó/liquido- levar o pó ao liquido. Aglutinação; espátula plástica; aspecto homogêneo; viscosidade indica momento de inserção na cavidade com centrix ou espátula. Não estimula formação de dentina terciária BASES CAVITÁRIAS Têm a finalidade de cobrir o capeamneto pulpar com uma camada mais espessa (1 a 3mm) reconstituindo e aplanando as paredes de fundo ✓ Cimento ionômero de vidro Sem indicação para cimentação de prótese ✓ Cimento de fosfato de zinco Cimento de IRM, cimentação de prótese metálica, indicação para proteção pulpar mas não o mais indicado ✓ Compósitos ionoméricos Mais rápido que CIV Qual o material ideal para proteção do complexo dentina-polpa? Não existe Um agente protetor ideal tem que ser capaz de: • Proteger de choques elétricos e térmicos • Ser útil como agente bactericida • Aderir e liberar fluoretos a estrutura dentaria • Hipermineralizar a dentina sadia subjacente (esclerose) Ca(HO)2 • Evitar a infiltração de elementos tóxicos ou irritantes dos materiais restauradores e agentes cimentantes • Estimular formação de dentina terciaria ou reparadora • Ser anodido a polpa, biocompativel • Inibir a penetração de ions metálicos das restaurações de amalgama • Remineralizar dentina descalcificada • Aperfeiçoar o vedamento marginal das restaurações • SEQUÊNCIA DE APLICAÇÃO DOS MATERIAIS DE PROTEÇÃO 1. Limpeza das cavidades Eliminar os resíduos que possam interferir na interação entre os materiais restauradores, sistema adesivo e os substratos dentários. O sistema adesivo, o primer entra nos canalículos, se tiver smear layer não entra, então precisa remover. Limpeza seletiva: depende do material utilizado Objetivos Remover seletivamente os microfragmentos orgânicos e dentários acumulados durante a instrumentação do preparo (smear layer) Ser biocompativel Facilitar a ação dos agentes protetores Melhorar a adaptação e adesão dos materiais restauradores Combater/eliminar os microorganismos patogênicos nas cavidades Classificação: Não desmineralizantes: substancias germicidas, soluções fluoretadas, soluções de clorexidina (ainda muito utilizadas), substancias detersivas, substancias alcalinizantes (Ca(HO)2, bactericidas e bacteriostáticas) Desmineralizantes: soluções ácidas • Bastantes irritantes ao CDP • Promovem a desmineralização do esmalte e dentina • Podem ser fortes ou fracos • Removem o smear layer seletivamente Ácido forte: fosfórico Ácido fraco: poliacrílico Esmalte: 30s Dentina: 15s (menos tempo, desmineraliza mais rápido) Tipos: ácido fosfórico (37%), solução de EDTA (B), ácido poliacrilico (13% E 25%), ácido bórico (2%), ácido cítrico (2% E 50%) TIPOS DE PROTEÇÃO Indireta: quando há dentina entre o teto pulpar e o fundo da cavidade, sem exposição Direta: com microexposição pulpar Ca(HO)2 → cimento Ca(HO)2 → IRM/CIV Radiografia → teste de vitalidade → verificar formação de dentina terciária → restauração Indicações: o Imediatamente após o termino do preparo cavitário o Como proteção adicional em cavidades profundas onde já exista dentina esclerosada o Como tratamento expectante Finalidade: o Bloquear os estímulos térmicos, químicos e elétricos decorrentes das restaurações e do meio bucal o Manter um ambiente cavitário apropriado para a manutenção ou recuperação da condição pulpar o Exercer ação terapêutica sobre o complexo dentina-polpa Proteção indireta sem esclerose: Proteção indireta com esclerose: não precisa do cimento hidróxido de cálcio. Coloca ionômero direto. Tratamento expectante Procedimento que visa reverter um processo patológico pulpar grave, onde a remoção total imediata da carie iria debilitar ainda mais a condição pulpar, tornando o processo irreversível. Cárie aguda: de progressão rápida, acomete geralmente pacientes jovens Objetivos: o Bloquear penetração de agentes irritantes que podem atingir a polpa através da lesão cariosa o Interromper o circuito metabólico proporcionado pelos fluidos bucais as bactérias remanescentes no assoalho da cavidade o Inativar tais bactérias pela ação bactericida ou bacteriostática dos materiais odontológicos o Remineralizar parte da dentina amolecida remanescente no assoalho da cavidade o Hipermineralizar a dentina sadia subjacente o Estimular a formação de dentina terciaria (reacional ou reparadora) SEQUÊNCIA CLINICA 1° SESSÃO: • anamnese • exame clínico objetivo • exame radiográfico periapical • diagnóstico e prognóstico • remoção do esmalte sem sustentação de dentina • remoção do material orgânico amolecido com cureta sem anestesia até sinal de sensibilidade • fresa esférica de aço maior diâmetro possível em baixa rotação • remoção de tecido amolecido até dentina dúbia • limpeza com solução de hidróxido de cálcio pa • aplicação de pasta de hidróxido de cálcio pa • sobrebase de cimento de hidróxido de cálcio • Vedamento com CIV ou IRM • aguardar de 45 a 60 dias 2° SESSÃO • exame radiográfico periapical • Teste de vitalidade pulpar • Remoção cuidadosa do selamento provisório • exame da dentina das paredes de fundo: se ainda houver tecido cariado, remoção com baixa rotação LIMPEZA DA CAVIDADE •aplicação de cimento de hidróxido de cálcio • aplicação de base cavitária de civ • aplicação de material de vedamento ou sistema adesivo • restauração definitiva PROTEÇÃO PULPAR DIRETA Consiste na aplicação de pasta ou pó de cimento de hidróxido de cálcio em uma exposição pulpar acidental, na expectativa de que células mesenquimais indiferenciadas do tecido pulpar profundo se diferenciem em odontoblastos, formando uma ponte dentinária e preservando assim a vitalidade do elemento dentário. PROTEÇÃO DO CDP NAS RESTAURAÇÕES COM RESINA COMPOSTA Cavidades superficiais, rasas e médias LIMPEZA: condicionamento com ácido fosfórico a 37% por 30/15 seg PROTEÇÃO: vedação pelo sistema adesivo Cavidades profundas LIMPEZA: solução de Ca(OH)2 PROTEÇÃO: 1. Sem esclerose: cimento de Ca(OH)2 auto ou foto + sistema adesivo | biodentine + sistema adesivo 2. Com esclerose: CIV + sistema adesivo Sem necessidade de proteção pulpar Limpeza com ácido poliacrílico → CIV → condicionamento ácido → adesivo Cavidades muito profundas LIMPEZA: solução de Ca(OH)2 PROTEÇÃO: 1. Pasta de Ca(OH)2 + cimento de Ca(OH)2 auto ou foto + sistema adesivo 2. Biodentine + sistema adesivo Pasta Ca(HO)2 → cimento Ca(HO)2 → CIV – pacientes jovens Em adultos não há necessidade de pasta ou cimento Ca(HO)2 Limpeza com solução Ca(HO)2 principalmente em pacientes jovens