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DIREITO
ELEITORAL
Partidos Políticos – Parte I
Livro Eletrônico
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
Apresentação .....................................................................................................................................................................3
Partidos Políticos – Parte I ........................................................................................................................................4
1. Partido Político .............................................................................................................................................................4
1.1. Direito Partidário ......................................................................................................................................................4
1.2. Conceito .........................................................................................................................................................................5
1.3. Função ............................................................................................................................................................................6
1.4. Sistemas Partidários .............................................................................................................................................7
1.5. Natureza Jurídica ......................................................................................................................................................9
1.6. Princípio da Liberdade Partidária ............................................................................................................... 10
1.7. Princípios Condicionantes do art. 17 da Constituição Federal ....................................................14
1.8. Preceitos Condicionantes da Liberdade Partidária ...........................................................................16
1.9. Princípio da Autonomia Partidária ..............................................................................................................21
1.10. Procedimento de Criação de Partido Político .................................................................................... 24
1.11. Funcionamento Parlamentar .........................................................................................................................31
Resumo ...............................................................................................................................................................................34
Questões de Concurso ...............................................................................................................................................39
Gabarito ..............................................................................................................................................................................53
Gabarito Comentado ...................................................................................................................................................54
Referências ....................................................................................................................................................................... 88
Sumário
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
ApresentAção
Querido(a) aluno(a), tudo bem?
Em razão da extensão da matéria, vamos dividir a abordagem do tema em duas aulas.
O estudo do tema “partidos políticos” perpassa, necessariamente, pela Constituição Fede-
ral (CF/1988) e pela Lei n. 9.096/1995, também conhecida como Lei dos Partidos Políticos. Na
CF/1988, esse tema foi elevado à categoria de direito fundamental, conforme se observa da
leitura do seu Título II, que trata dos Direitos Fundamentais em cinco capítulos, quais sejam:
• Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos;
• Dos Direitos Sociais;
• Da Nacionalidade;
• Dos Direitos Políticos;
• Dos Partidos Políticos.
Em atenção a essas disposições constitucionais relativas aos partidos políticos, o legisla-
dor infraconstitucional editou a Lei n. 9.096/1995, também conhecida como Lei dos Partidos
Políticos.
Essa lei, que é o principal documento legal infraconstitucional sobre a matéria, tem a se-
guinte organização interna:
Título I – Disposições Preliminares – arts. 1º a 7º
Título II – Da Organização e Funcionamento dos Partidos Políticos – arts. 8º a 29
Título III – Das Finanças e Contabilidade dos Partidos – arts. 30 a 44
Título IV – Do Acesso Gratuito ao Rádio e à Televisão – arts. 45 a 49
Título V – Disposições Gerais – arts. 50 a 54
Título VI – Disposições Finais e Transitórias – arts. 55 a 63
Nessa primeira abordagem, estudaremos a parte introdutória da matéria, especialmente as
disposições do art. 17 da CF/1988. Em seguida, já na Lei dos Partidos Políticos, vamos conhe-
cer o processo de criação dos partidos políticos, o funcionamento parlamentar e a conhecida
“cláusula de barreira”.
Sem demoras, vamos lá!
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
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PARTIDOS POLÍTICOS – PARTE I
1. pArtido político
Antes de começarmos a estudar os partidos políticos, é importante esclarecer que a atual
ordem constitucional dedicou aos partidos políticos um capítulo próprio no texto da CF/1988,
o Capítulo V, do Título II, que trata dos Direitos e Garantias Fundamentais.
Em razão disso, vamos, na linha propugnada por parte da doutrina, demonstrar que hoje
existe o chamado Direito Partidário. Embora guarde proximidade com o Direito Eleitoral, ha-
vendo inclusive zonas de sombreamento entre os dois ramos, o Direito Partidário com ele
não confunde.
1.1. direito pArtidário
Conquanto haja estreita ligação entre o Direito Eleitoral e os partidos políticos, estes, pelas
suas especificidades, atraem para si uma mescla de normas públicas e privadas, de modo
que há na doutrina vozes que defendem a existência de um direito próprio, o chamado Direito
Partidário.
Essa independência é corroborada pela CF/1988, notadamente no art. 62, § 1º, I, a, no qual
se verifica a clara distinção entre Partidos Políticos e o Direito Eleitoral. Por oportuno, transcre-
ve-se o dispositivo:
Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provi-
sórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. (Redação dada
pela Emenda Constitucional n. 32, de 2001)
§ 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria:(Incluído pela Emenda Constitucional
n. 32, de 2001)
I – relativa a:(Incluído pela Emenda Constitucional n. 32, de 2001)
a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral; (Incluído pela
Emenda Constitucional n. 32, de 2001) (Grifos nossos)
Ainda no plano normativo, cumpre informar que o Direito Partidário encontra suporte no
art. 17 da CF/1988 e nos ditames da Lei n. 9.096/1995, sem prejuízo de tangenciar dispositivos
regulamentares das resoluções do Tribunal Superior Eleitoral.
Nessa compreensão, o Direito Partidário pode ser definido como um conjunto de normas
de Direito Público, que conferem tratamentoELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
• 2º Fase – Busca de apoiamento de eleitores e formação de órgãos de direção nos Esta-
dos.
• 3ª Fase – Registro do estatuto do partido político no TSE.
1.10.1. Registro Civil do Partido Político no cartório
Antes de serem levados ao conhecimento do Tribunal Superior Eleitoral, os partidos políti-
cos devem ser reconhecidos pela legislação civil, ou seja, devem adquirir personalidade jurídi-
ca. É que dispõe o art. 17, § 2º, da Constituição Federal:
“Art. 17. [...]
[...]
§ 2º Os partidos políticos, após adquirirem personalidade jurídica, na forma da lei civil, re-
gistrarão seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral.”.
Nesse sentido, a jurisprudência do TSE:
JURISPRUDÊNCIA
Para que o pedido de registro de partido seja deferido, é necessário que se cumpram os
requisitos dispostos no art. 8º da Lei n. 9.096/1995. Só então é que se poderá registrar o
estatuto nesta Corte (art. 7º da Lei n. 9.096/1995), observando, inclusive, o § 1º do art. 7º
da Lei dos Partidos Políticos.
(RGP n. 302/RN, rel. Min. Luiz Carlos Madeira, DJ de 5.8.2005)
Esse reconhecimento é obtido com o registro de seus atos constitutivos no Cartório de
Registro Civil e de Pessoas Jurídicas, do local de sua sede, conforme determina o art. 8º da Lei
dos Partidos Políticos. Por oportuno, transcreve-se o dispositivo legal:
Art. 8º O requerimento do registro de partido político, dirigido ao cartório competente do Registro
Civil das Pessoas Jurídicas do local de sua sede, deve ser subscrito pelos seus fundadores, em nú-
mero nunca inferior a 101 (cento e um), com domicílio eleitoral em, no mínimo, 1/3 (um terço) dos
Estados, e será acompanhado de:
§ 1º O requerimento indicará o nome e a função dos dirigentes provisórios e o endereço da sede do
partido no território nacional.
Destaca-se, inicialmente, que a minirreforma eleitoral de 2019, promovida pela Lei n.
13.877/2019, possibilitou aos partidos políticos a escolha do local de sua sede.
Antes dessa modificação legislativa, os partidos eram obrigados a estabelecer sua sede
na Capital Federal, ou seja, em Brasília, motivo pelo qual, seus atos constitutivos, para fins de
aquisição da personalidade jurídica, também eram obrigatoriamente levados ao Cartório de
Registro Civil das Pessoas Jurídicas da Capital Federal.
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Partidos Políticos – Parte I
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O pedido de registro civil deve ser subscrito por, pelo menos, 101 fundadores da agremia-
ção partidária, com domicílio eleitoral em no mínimo 1/3 dos Estados, como exige o art. 8º da
Lei n. 9.096/1995. Essa exigência se vincula à necessidade de o partido comprovar o caráter
nacional, conforme exigido no art. 17, caput da Lei dos Partidos Políticos.
Como exigência formal, o pedido de registro deve ser acompanhado de:
• Cópia autêntica da ata da reunião de fundação do partido;
• Exemplares do Diário Oficial que publicou, no seu inteiro teor, o programa e o estatuto;
• Relação de todos os fundadores com o nome completo, naturalidade, número do título
eleitoral com a Zona, Seção, Município e Estado, profissão e endereço da residência.
No requerimento de registro constará o nome e a função dos dirigentes provisórios e o
endereço da sede do partido no território nacional.
Caso sejam atendidas essas exigências legais, o cartório expedirá a certidão de registro
atestando a aquisição da personalidade jurídica pelo partido político.
De posse dessa certidão, o partido político deve preencher ainda alguns requisitos antes de
levar a efeito seu registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral, quais sejam:
• obter o apoiamento mínimo de eleitores;
• constituir, definitivamente, na forma do seu estatuto, órgãos de direção estaduais e mu-
nicipais, designando os seus dirigentes, organizados em, no mínimo, 1/3 (um terço) dos
estados, e também, definitivamente, o seu órgão de direção nacional.
Nessa fase, os partidos em formação têm o direito de obter, no respectivo cartório eleitoral,
a lista de eleitores com informações sobre o nome, o número do título e a eventual filiação a
partido político, vedada a divulgação de outros dados.
1.10.2. Apoiamento Mínimo de Eleitores
O apoiamento mínimo de eleitores é o instrumento utilizado para a comprovação do cará-
ter nacional do partido político.
Tem a finalidade de aferir se a nova agremiação partidária em formação representa nacio-
nalmente um determinado segmento social. Tal representatividade legitimará a continuidade
do processo de formação da legenda, sendo um elemento essencial para o deferimento do
registro do seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral.
Numa acepção histórica, José Jairo afirma que (2015, p. 97):
A exigência de expressão nacional visa afastar a estruturação de agremiações com caráter mera-
mente local ou regional. Historicamente, trata-se de reação às oligarquias estaduais e ao regionalis-
mo político imperantes na República Velha. Nesta, sobressaíam partidos políticos estaduais, sendo
os principais o Partido Republicano Paulista (PRP) e o Partido Republicano Mineiro (PRM). Daí o
predomínio das oligarquias cafeeiras paulistas e mineiras, que controlavam o governo federal, fato
conhecido como “política do café com leite”, tal expressão alude ao maior produtor e exportador de
café (São Paulo), e ao tradicional produtor de leite e derivados – Minas.
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A constitucionalidade da necessidade de comprovação desse requisito já foi assentada
pelo Tribunal Superior Eleitoral. Confira:
JURISPRUDÊNCIA
O Tribunal Superior Eleitoral já assentou a constitucionalidade do apoiamento mínimo de
eleitores, previsto no art. 9º, § 1º, da Lei n. 9.096/1995, por ser um critério para verificação
do caráter nacional.
(RPP n. 613-60/DF, rel. Min. Luciana Lóssio, DJe de 22.5.2014)
Nos termos do art. 7º, § 1º, da Lei n. 9.096/1995, o apoiamento se consubstancia na com-
provação do apoio de eleitores não filiados a partido político, no período de dois anos contados
da aquisição do registro civil, correspondente a, pelo menos, 0,5% (cinco décimos por cento)
dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, não computados os
votos em branco e os nulos, distribuídos por um terço, ou mais, dos Estados, com um mínimo
de 0,1% (um décimo por cento) do eleitorado que haja votado em cada um deles.
Essa adesão ao partido deve ser obtida no prazo de dois anos, contados a partir do registro
da agremiação partidária no cartório, ou seja, a partir do dia de aquisição da personalidade ju-
rídica no Cartório Civil, salvo em relação aos partidos constituídos anteriormente à publicação
da Lei n. 13.165/2015, por ser este o documento legal que inaugurou a necessidade de obser-
vância desse prazo. A esse respeito, veja o seguinte julgado do Tribunal Superior Eleitoral:
JURISPRUDÊNCIA
CONSULTA. CRIAÇÃO. PARTIDO POLÍTICO. PRAZO. APOIAMENTO DE ELEITORES.
1. A consulta preenche os requisitos de admissibilidade previstos no art. 23, inciso XII, do
Código Eleitoral.
2. O prazo de dois anos para comprovação do apoiamento de eleitores não se aplica
aos pedidos de criação de partidos protocolados até a data de publicação da Lei n.
13.165/2015.
3. O art.25 da Res.-TSE n. 23.404/2014 proíbe a divulgação de propaganda eleitoral por
telemarketing, em respeito à proteção à intimidade e à inviolabilidade de domicílio e obje-
tivando evitar a perturbação do sossego público. Essa vedação aplica-se a todo tipo de
propaganda via telemarketing ativo.
4. O prazo de dois anos para a comprovação do apoiamento mínimo, requisito indispen-
sável no procedimento de criação de partido político, é contado a partir do registro da
agremiação partidária no cartório competente do registro civil das pessoas jurídicas.
(CTA n. 385-80, rel. Min. Henrique Neves da Silva, relator para o acórdão Ministro Gilmar
Mendes, DJE de 2.8.2017).
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O apoiamento mínimo se materializa pela livre expressão de apoio do eleitor à criação do
partido. Esse ato pode ser realizado por meio físico (ficha de apoiamento) ou por meio eletrô-
nico (assinatura eletrônica ou app do TSE), conforme decidido pelo TSE na CTA n. 0601966-13.
No ato de apoiamento, deverá constar o nome completo do eleitor, o número do título elei-
toral, a data da manifestação, a assinatura do eleitor, a informação de que a assinatura não
caracteriza ato de filiação partidária e, ainda, o nome e o número do título de eleitor de quem
coletou a assinatura e sua declaração de que pessoalmente a colheu, consoante exige o art.
12, § 1º, da Res.-TSE n. 23.571/2018.
O eleitor analfabeto manifesta seu apoio mediante a aposição da impressão digital, deven-
do constar, ainda, das listas ou das fichas individuais a identificação pelo nome, número de
inscrição, município, unidade da Federação e data de emissão do título eleitoral.
Destaca-se, dos dados da ficha de apoio, a informação de que a assinatura do eleitor
não caracteriza ato de filiação partidária, conforme preconiza o art. 12, § 3º, da Res.-TSE n.
23.571/2018. Isso se coaduna com o fato de o partido político somente poder ter filiados, com
o deferimento do seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral.
Antes da edição da Lei n. 13.107/2015, qualquer eleitor podia subscrever a ficha de apoia-
mento. A alteração legislativa restringiu essa possibilidade somente a eleitores não filiados a
partido político. A ideia é evitar que um eleitor já comprometido com os ideais de um partido
apoie artificialmente a criação de outro, ainda que os partidos em questão guardem proximi-
dade ideológica.
O apoio deverá corresponder a, no mínimo, 0,5% dos votos dados na última eleição para
a Câmara dos Deputados. Para o cálculo do número mínimo de eleitores apoiadores deve-se
desprezar do total de votos aqueles em branco e os nulos.
Os apoiadores devem ter inscrição eleitoral em pelo menos um terço dos Estados, ou seja,
nove Estados ou oito Estados mais o Distrito Federal. Isso quer dizer que o partido político não
pode buscar as assinaturas de eleitores em um único Estado ou região do país. Aliás, essa
exigência se revela absolutamente coerente com o objetivo do apoiamento de eleitores, que é
a de demonstrar o caráter nacional do partido político em formação.
Em cada um dos Estados a agremiação em formação deve obter o apoio de, pelo menos,
um décimo por cento de eleitorado que haja votado em cada um deles.
Com o preenchimento desse requisito, o partido político em formação terá comprovado a
exigência constitucional do caráter nacional.
1.10.3. Constituição dos Órgãos do Partido Político nos Estados
Outro requisito que o partido político em formação deve cumprir antes de levar a efeito o
pedido de seu registro no estatuto, e constituir definitivamente, na forma do seu estatuto, os
órgãos de direção estaduais e municipais, designando os seus dirigentes, organizados em, no
mínimo, 1/3 (um terço) dos estados, e constituir, também definitivamente, o seu órgão de dire-
ção nacional, nos termos do art. 8º, § 3º c.c art. 9º, caput, da Lei dos Partidos Políticos.
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A anotação dos órgãos estaduais cabe aos tribunais regionais eleitorais. A anotação dos
órgãos nacionais é atribuição do Tribunal Superior Eleitoral.
Note novamente a preocupação do legislador com a necessidade de se conferir o caráter
nacional ao partido ao exigir a constituição de órgão de direção do partido em formação em
1/3 dos estados da Federação.
1.10.4. Registro do Estatuto do Partido Político no Tribunal Superior Eleitoral
Após adquirir a personalidade jurídica de direito privado no Registro Civil das Pessoas Ju-
rídicas do local de sua sede, conseguir o apoiamento mínimo de eleitores não filiados e cons-
tituir seus órgãos de direção em 1/3 dos estados do país, o partido político deve apresentar o
pedido de registro do seu estatuto ao Tribunal Superior Eleitoral, nos termos do art. 8º, § 3º c.c
art. 9º, caput, da Lei dos Partidos Políticos.
Confira o dispositivo:
Art. 8º [...]
[...]
§ 3º Adquirida a personalidade jurídica na forma deste artigo, o partido promove a obtenção do
apoiamento mínimo de eleitores a que se refere o § 1º do art. 7º e realiza os atos necessários para
a constituição definitiva de seus órgãos e designação dos dirigentes, na forma do seu estatuto.
Art. 9º Feita a constituição e designação, referidas no § 3º do artigo anterior, os dirigentes nacionais
promoverão o registro do estatuto do partido junto ao Tribunal Superior Eleitoral, através de requeri-
mento acompanhado de:
Esse registro do estatuto do partido no Tribunal Superior Eleitoral é condição essencial
para que a agremiação partidária possa participar de eleições. Aliás, essa participação fica
condicionada ao deferimento do registro no prazo de pelo menos seis meses antes da data do
pleito, nos termos do art. 4º da Lei n. 9.504/1997, com redação dada pela Lei n. 13.488/2017.
Confira o dispositivo:
Art. 4º Poderá participar das eleições o partido que, até seis meses antes do pleito, tenha
registrado seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral, conforme o disposto em lei, e tenha, até a
data da convenção, órgão de direção constituído na circunscrição, de acordo com o respectivo
estatuto (Redação dada pela Lei n. 13.488, de 2017)
Além disso, nos termos do art. 8º, da Res.-TSE 23.571/2018, o deferimento desse pedido
junto ao Tribunal Superior Eleitoral é condição necessária para o partido político:
• Ter acesso aos recursos do Fundo Partidário;
• Ter acesso gratuito ao rádio e à televisão;
• Obter exclusividade da denominação, sigla e símbolos, proibindo-se a utilização, por ou-
tros partidos políticos, de variações que venham a induzir a erro ou confusão.
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O procedimento de registro de partido no Tribunal Superior Eleitoral tem natureza adminis-
trativa. Assim jáse pronunciou o Supremo Tribunal Federal:
JURISPRUDÊNCIA
O procedimento de registro partidário, embora formalmente instaurado perante órgão do
Poder Judiciário (TSE), reveste-se de natureza materialmente administrativa. Destina-se
a permitir ao TSE a verificação dos requisitos constitucionais e legais que, atendidos pelo
partido político, legitimarão a outorga de plena capacidade jurídico-eleitoral à agremia-
ção partidária interessada. A natureza jurídico-administrativa do procedimento de regis-
tro partidário impede que este se qualifique como causa para efeito de impugnação, pela
via recursal extraordinária, da decisão nele proferida.
(AgR/RE N. 164.458 rel. min. Celso de Mello, DJ de 02.06.1995.)
No momento da apresentação desse pedido ao Tribunal Superior Eleitoral, o partido políti-
co em formação deve apresentar a seguinte documentação, conforme exigido no art. 9º da Lei
dos Partidos Políticos:
• exemplar autenticado do inteiro teor do programa e do estatuto partidários, inscritos no
Registro Civil;
• certidão do registro civil da pessoa jurídica, a que se refere o § 2º do artigo anterior;
• certidões dos cartórios eleitorais que comprovem ter o partido obtido o apoiamento
mínimo de eleitores.
No pedido, o partido em formação deve indicar o nome, a sigla e número da legenda, entre
10 e 90. A exclusividade do número da legenda é uma prerrogativa atribuída ao partido que lhe
é assegurada apenas após o deferimento do pedido pelo Tribunal Superior Eleitoral.
O preenchimento de todos os requisitos exigidos pela lei deve ser satisfeito logo no mo-
mento do pedido, sendo que eventuais diligências devem ser realizadas apenas para sanar
meros erros formais.
Essa é a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral:
JURISPRUDÊNCIA
O TSE já decidiu que “os requisitos legais para conhecimento e regular processamento
do pedido de registro partidário devem estar preenchidos no momento da formalização
da peça, reservando–se eventuais diligências (art. 9º, § 3º, da Lei n. 9.096/1995) para
correção de erros meramente formais, ou seja, de natureza não essencial”. Precedentes.
(RPP n. 060165959/DF, rel. Min. Luís Roberto Barroso, DJe de 12.5.2020)
No procedimento, de natureza administrativa, o pedido é distribuído a um relator do Tribunal
Superior Eleitoral, que, em seguida, abre prazo de 5 dias para qualquer interessado apresentar
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impugnação em petição fundamentada, na qual devem ser indicados os fatos e fundamentos
do pedido.
Apresentada a impugnação, o partido é intimado para, no prazo de 7 dias, apresentar defe-
sa, na qual deve, desde logo, juntar as provas que possui. Da juntada de qualquer documento,
é forçoso seja dada vista para o impugnante se manifestar no prazo de 3 dias.
Não havendo impugnação, ou finda a instrução do feito, o relator deve ouvir o Ministério
Público, no prazo de 10 dias, e determinar, em igual prazo, as diligências para sanar eventuais
falhas do processo.
Ouvido o Ministério Público, os autos são conclusos ao relator, que os apresentará para
julgamento perante o plenário do tribunal no prazo de até 30 dias.
Na sessão de julgamento, após o relatório, as partes, inclusive o Procurador-Geral Eleitoral,
podem sustentar oralmente suas razões, no prazo improrrogável de 20 minutos cada um.
Deferido ou não o registro do estatuto e do órgão de direção nacional, o tribunal deve fazer
imediata comunicação do resultado aos tribunais regionais eleitorais, e estes, da mesma for-
ma, aos juízos eleitorais.
Indeferido o pedido de registro pelo Tribunal Superior Eleitoral, os interessados podem re-
querer o desentranhamento dos documentos juntados nos autos para posterior utilização, se
for o caso, em novo pedido.
O indeferimento do pedido de registro do estatuto e do órgão de direção nacional torna
automaticamente sem efeito os registros dos órgãos de direção municipais e estaduais.
Posteriormente ao registro do estatuto do partido político no Tribunal Superior Eleitoral, as
modificações nele ocorridas, por decisão dos integrantes da agremiação, devem ser registra-
das no cartório e encaminhadas ao Tribunal para anotação nos sistemas da Justiça Eleitoral,
conforme determina o art. 10 da Lei n. 9.096/1995.
1.11. FuncionAmento pArlAmentAr
Os partidos políticos precisam se organizar para o desempenho de suas funções. Aliás,
sabe-se que os partidos possuem uma ideologia, um programa e um projeto. A forma instituída
para que o partido político possa influenciar, nas Casas Legislativas, a formação da vontade po-
lítica do Estado e a confecção das leis, é por meio do instituto do funcionamento parlamentar.
O funcionamento parlamentar é exercido pelo partido político por meio de uma bancada,
de acordo com seu estatuto e as disposições regimentais das Casas Legislativas, consoante
dispõe o art. 12 da Lei dos Partidos Políticos:
O direito ao funcionamento parlamentar está consagrado em uma norma de eficácia limi-
tada. Isso quer dizer que somente têm direito ao funcionamento parlamentar os partidos que
atenderem aos requisitos previstos em lei.
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Esse requisito é chamado de “cláusula de barreira” ou de “cláusula de desempenho”. O Con-
gresso Nacional, por meio da edição de uma lei ordinária tem o papel de prever os requisitos
necessários para que os partidos políticos tenham o direito ao funcionamento parlamentar.
Essa cláusula, que também condiciona o exercício de outros direitos partidários (a distri-
buição dos recursos do fundo partidário e o acesso gratuito ao rádio e à televisão), foi inicial-
mente prevista no art. 13 da Lei n. 9.096/1995, com o seguinte teor:
Art. 13. Tem direito a funcionamento parlamentar, em todas as Casas Legislativas para as quais
tenha elegido representante, o partido que, em cada eleição para a Câmara dos Deputados obtenha
o apoio de, no mínimo, cinco por cento dos votos apurados, não computados os brancos e os nulos,
distribuídos em, pelo menos, um terço dos Estados, com um mínimo de dois por cento do total de
cada um deles.
Todavia, inicialmente, a Lei n. 9.096/1995 optou por instituir uma cláusula transitória, con-
tida nos seus artigos 56 e 57, válida até o ano de 2006, momento em que deveria o art. 13
(cláusula de barreira definitiva) começar a produzir efeitos.
Dessa forma, a partir de 2007, o art. 13 da Lei n. 9.096/1995 deveria, então, inaugurar a pro-
dução de seus efeitos. Essa prescrição legal, não obstante, trazia disciplina mais severa para
a atribuição do direito ao funcionamento parlamentar e isso mitigaria o exercício desse direito,
bem como dos direitos ao acesso gratuito ao rádio e à televisão e ao recebimento do fundo
partidário da maioria dos partidos registrados no TSE.
À época, dos 27 partidos registrados, apenas 7 continuariam a exercer de forma plena
tais direitos.
Nesse contexto, o art. 13 da Lei n. 9.096/1995 foi declarado inconstitucional pelo Supremo
Tribunal Federal por violar o pluripartidarismo, o pluralismo político, a isonomia e a proporcio-
nalidade/razoabilidade. Veja o julgado do Supremo Tribunal Federal que reconheceu a incom-
patibilidade desse dispositivo com aConstituição Federal:
JURISPRUDÊNCIA
PARTIDO POLÍTICO – FUNCIONAMENTO PARLAMENTAR – PROPAGANDA PARTIDÁRIA
GRATUITA) FUNDO PARTIDÁRIO. Surge conflitante com a Constituição Federal lei que, em
face da gradação de votos obtidos por partido político, afasta o funcionamento parlamen-
tar e reduz, substancialmente, o tempo de propaganda partidária gratuita e a participação
no rateio do Fundo Partidário.
(ADI n. 1.351, rel. Min. Marco Aurélio, DJ de 30.03.2007)
Atente-se para o fato de que o Supremo Tribunal Federal não declarou a inconstitucionali-
dade da cláusula de barreira, pois a cláusula de barreira é uma exigência constitucional para o
exercício do direito ao funcionamento parlamentar.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
Na verdade, a suprema Corte declarou a inconstitucionalidade apenas do teor do art. 13 da
Lei n. 9.096/1995.
Diante dessa decisão e para solucionar a situação de ausência de norma, o Supremo Tri-
bunal Federal determinou que, até a criação de novos requisitos legais, deveriam ser aplicadas
as regras de transição contidas nos artigos 56 e 57 da Lei dos Partidos Políticos, os quais,
contudo, foram revogados pela Lei n. 13.165/2015.
Atualmente, as disposições normativas relativas às cláusulas de barreira podem ser en-
contradas no art. 17, § 3º da Constituição Federal, com redação dada pela Emenda à Constitui-
ção n. 97/2017, nos seguintes termos:
Art. 17. Omissis.
§ 3º Somente terão direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão, na
forma da lei, os partidos políticos que alternativamente: (Redação dada pela Emenda Constitucional
n. 97, de 2017)
I – obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 3% (três por cento) dos votos
válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, com um mínimo de 2%
(dois por cento) dos votos válidos em cada uma delas; ou (Incluído pela Emenda Constitucional n.
97, de 2017)
II – tiverem elegido pelo menos quinze Deputados Federais distribuídos em pelo menos um terço
das unidades da Federação. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 97, de 2017)
Logo, para que uma agremiação partidária tenha direito a participar da distribuição dos
recursos do fundo partidário ou ter acesso a tempo gratuito no rádio e na televisão para a
transmissão de propaganda eleitoral (a propaganda partidária foi extinta), criou dois blocos de
requisitos, os quais são alternativos.
Preenchidos um dos requisitos constantes do art. 17 da CF/1988, as agremiações partidá-
rias terão o direito de acessar gratuitamente ao rádio e à televisão na propaganda eleitoral e
receber os recursos do fundo partidário.
Outra novidade trazida pela EC 97 foi assegurar o mandato ao candidato eleito por partido
que não preencher a cláusula de barreira, facultando-lhe a filiação a outro partido que a tenha
atingido, não sendo essa filiação considerada para fins de distribuição dos recursos do fundo
partidário e de acesso gratuito ao tempo de rádio e de televisão.
Quanto ao funcionamento parlamentar, em razão da declaração da inconstitucionalidade
do art. 13 e da revogação dos artigos 56 e 57, ambos da Lei n. 9.096/1995, inexiste, nesse
momento, uma cláusula de barreira. Para ser preenchida essa lacuna normativa, aguarda-se a
atuação legislativa do Congresso Nacional acerca da matéria.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
RESUMO
• O Direito Partidário pode ser definido como um conjunto de normas de Direito Público,
que conferem tratamento normativo à criação, ao funcionamento e à organização dos
partidos políticos.
• Partido Político é a organização de pessoas que inspiradas por ideias ou movidas por
interesses, buscam tomar o poder, normalmente pelo emprego de meios legais, e neles
conservar-se para realização dos fins propugnados.
• Os partidos políticos apresentam as seguintes características: (i) reunião de pessoas;
(ii) caráter permanente de organização em torno de ideais comuns; (iii) finalidade de
alcançar/manter, de modo legítimo, o poder.
• As agremiações partidárias, como corpos intermediários que são, atuam como canais
institucionalizados de expressão dos anseios políticos e das reivindicações sociais dos
diversos estratos e correntes de pensamento que se manifestam no seio da comunhão
nacional.
• O art. 1º da Lei n. 8.096/1995, mais conhecida como Lei dos Partidos Políticos, afirma
que os partidos políticos possuem as seguintes funções: (i) assegurar, no interesse do
regime democrático, a autenticidade do sistema representativo; (ii) defender os direitos
fundamentais definidos na Constituição Federal.
• É vedado o registro de candidatura avulsa, ou seja, sem que o candidato tenha sido indi-
cado por um partido político, ainda que o requerente tenha filiação partidária.
• Os sistemas partidários podem ser classificados em: unipartidarismo (existência de um
partido só); (ii) bipartidarismo (existência de dois partidos principais); (iii) Pluripartida-
rismo (existência de diversos partidos representativos).
• Os partidos políticos apresentam natureza jurídica de Direito Privado, conforme dispõe
o art. 44, V, do CC.
• Nos termos do art. 17 da CF/1988, é assegurada aos partidos políticos autonomia para
definir sua estrutura interna e estabelecer regras sobre escolha, formação e duração de
seus órgãos permanentes e provisórios e sobre sua organização e funcionamento e para
adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações nas eleições majoritárias,
vedada a sua celebração nas eleições proporcionais, sem obrigatoriedade de vinculação
entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus
estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária.
• Os partidos políticos prestam contas à Justiça Eleitoral, sobretudo por receberem recur-
sos públicos advindos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de
Campanha.
• Os dirigentes, representantes ou órgãos de partidos políticos são equiparados a autori-
dades públicas para fins de impetração de Mandado de Segurança.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
• É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a
soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais
da pessoa humana e observados os seguintes preceitos: (i) caráter nacional; (ii) proibi-
ção de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de
subordinação a estes; (iii) prestação de contas à Justiça Eleitoral; (iv) funcionamento
parlamentar de acordo com a lei.
• É livre a criação de partidos políticos no Brasil, desde que atendidas as disposições le-
gais e constitucionais.
• A fusão é a união de dois ou mais partidos, com a consequenteextinção dos antes fun-
didos e o surgimento de uma nova agremiação.
• A incorporação ocorre quando o partido incorporador absorve o partido incorporado.
Nesse caso, o partido incorporador mantém sua personalidade jurídica, enquanto a do
partido incorporado é cancelada.
• Assim como na fusão, a incorporação somente é admitida entre partidos políticos que
tenham obtido o registro definitivo do Tribunal Superior Eleitoral há, pelo menos, cinco
anos, de acordo com o art. 29, § 9º, da Lei dos Partidos Políticos.
• A extinção é a perda da personalidade jurídica de um partido político. A extinção pode
ocorrer por decisão dos convencionais na forma definida no estatuto partidário, pela fu-
são do partido a outra agremiação, pela sua incorporação a outro partido ou, ainda, em
razão de decisão do TSE, desde que presentes uma das hipóteses do art. 28 da Lei dos
Partidos Políticos.
• As hipóteses de extinção de partido político são: (i) ter recebido ou estar recebendo
recursos financeiros de procedência estrangeira; (ii) estar subordinado a entidade ou
governo estrangeiros; (iii) não ter prestado, nos termos desta Lei, as devidas contas à
Justiça Eleitoral; (iv) e manter organização paramilitar.
• A ação de cancelamento do registro do partido deve ser ajuizada no TSE.
• Qualquer eleitor, representante de partido ou o Procurador-Geral Eleitoral pode apresen-
tar denúncia com vistas a cancelar o registro de partido político, sendo assegurado ao
denunciado a ampla defesa e o contraditório.
• O cancelamento do registro somente pode ser efetivado quando transitada em julgado
a ação de procedência do pedido.
• O patrimônio de partido político extinto ou dissolvido, adquirido por meio de recursos
públicos, deverá ser revertido à União ou ao próprio Fundo Partidário, nos termos do art.
63 parágrafo único, II da Res.-TSE n. 23.604/2019.
• As prerrogativas atribuídas aos partidos políticos no art. 17 da CF/1988 submetem-se
à observância do resguardo da: (i) soberania nacional; (ii) regime democrático; (iii) pluri-
partidarismo; (iv) direito fundamental da pessoa humana.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
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• A soberania nacional é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil. Anco-
rado nesse preceito, os partidos políticos devem cumprir o seu papel de elo entre os
anseios da população e a concretização de decisões políticas de forma soberana sem
se submeterem ao ordenamento jurídico ou à vontade política de nação alguma.
• A observância do regime democrático impõe ao partido político trilhar, interna e exter-
namente, caminhos que prestigiem os valores democráticos. Embora seja intuitivo com-
preender a necessidade de os partidos políticos prestigiarem o regime democrático,
uma vez que é justamente nesse contexto que se agiganta o papel desses entes, faz-se
necessário também que essas instituições promovam os mesmos ideais nos processos
decisórios internos, por exemplo, nas hipóteses de extinção, fusão ou incorporação.
• A ideia do pluripartidarismo é levar ao nível de representação partidária as diversas ideo-
logias que permeiam a sociedade, a fim de democratizar o debate político no parlamen-
to.
• Os partidos políticos, por se colocarem como os canais institucionalizados de expres-
são dos anseios políticos e das reivindicações sociais dos diversos estratos e correntes
de pensamento da sociedade, não podem menosprezar ou mesmo se afastar da defesa
intransigente dos direitos fundamentais da pessoa humana.
• Os partidos políticos devem, ainda, observar os seguintes preceitos: (i) caráter nacional;
(ii) proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangei-
ros ou de subordinação a estes; (iii) prestação de contas à Justiça Eleitoral; (iv) funcio-
namento parlamentar de acordo com a lei.
• Todo e qualquer partido político precisa ter caráter nacional. Não é permitida a criação
de um partido político de âmbito estadual ou municipal.
• A forma de comprovação do caráter nacional de um partido político é realizada por meio
da comprovação do apoiamento mínimo de eleitores.
• O TSE decidiu que a ausência de repasse de recursos do Fundo Partidário do diretório
nacional para os diretórios estaduais desnatura o caráter nacional do partido.
• A proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros
ou de subordinação a estes está relacionada com o dever de o partido político resguar-
dar a soberania nacional.
• É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna e esta-
belecer regras sobre escolha, formação e duração de seus órgãos permanentes e pro-
visórios e sobre sua organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha
e o regime de suas coligações nas eleições majoritárias, vedada a sua celebração nas
eleições proporcionais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em
âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer
normas de disciplina e fidelidade partidária.
• O princípio da autonomia partidária não é absoluto. Deve ele ser exercido em consonân-
cia com as disposições constitucionais.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
• O procedimento para criação de partido político pode ser dividido em três partes: 1ª
Fase – Registro civil do partido político no cartório; 2º Fase – Busca de apoiamento de
eleitores e formação de órgãos de direção nos Estados; 3ª Fase – Registro do estatuto
do partido político no TSE.
• A 1ª fase é caracterizada pela aquisição da personalidade jurídica de direito privado do
partido político em formação no Cartório de Registro Civil e de Pessoas Jurídicas, do
local de sua sede.
• O requerimento do registro de partido político, dirigido ao cartório competente do Re-
gistro Civil das Pessoas Jurídicas do local de sua sede, deve ser subscrito pelos seus
fundadores, em número nunca inferior a 101 (cento e um), com domicílio eleitoral em, no
mínimo, 1/3 (um terço) dos Estados.
• O pedido de registro civil deve ser subscrito por, pelo menos, 101 fundadores da agre-
miação partidária, com domicílio eleitoral em no mínimo 1/3 dos Estados, como exige o
art. 8º da Lei n. 9.096/1995.
• Nos termos do art. 7º, § 1º, da Lei n. 9.096/1995, a 2ª fase se consubstancia na obten-
ção do apoio de eleitores não filiados a partido político, no período de dois anos conta-
dos da aquisição da personalidade civil, correspondente a, pelo menos, 0,5% (cinco déci-
mos por cento) dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados,
não computados os votos em branco e os nulos, distribuídos por um terço, ou mais, dos
Estados, com um mínimo de 0,1% (um décimo por cento) do eleitorado que haja votado
em cada um deles.
• O partido político somente poderá ter eleitores filiados a partir do deferimento do seu
estatuto no TSE.
• Somente eleitores não filiados podem subscrever a ficha de apoiamento de criação de
partido.
• O partido político deve constituir definitivamente, na forma do seu estatuto, os órgãos
de direção estaduais e municipais, designando os seus dirigentes, organizados em, no
mínimo, 1/3 (um terço) dos estados, e constituir, também definitivamente,o seu órgão
de direção nacional, antes de levar a efeito seu pedido de registro no TSE, nos termos do
art. 8º, § 3º c.c art. 9º, caput, da Lei dos Partidos Políticos.
• O registro do estatuto do partido no TSE é condição essencial para que a agremiação
partidária possa participar de eleições.
• Nos termos do art. 8º, da Res.-TSE 23.571/2018, o deferimento do pedido de registro no
TSE é condição necessária para o partido político também: (i) ter acesso aos recursos
do Fundo Partidário; (ii) ter acesso gratuito ao rádio e à televisão; (iii) obter exclusividade
da denominação, sigla e símbolos, proibindo-se a utilização, por outros partidos políti-
cos, de variações que venham a induzir a erro ou confusão.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
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• O procedimento de registro de partido no TSE tem natureza administrativa.
• O indeferimento do pedido de registro do estatuto e do órgão de direção nacional torna
automaticamente sem efeito os registros dos órgãos de direção municipais e estaduais.
• O funcionamento parlamentar é exercido pelo partido político por meio de uma bancada,
de acordo com seu estatuto e as disposições regimentais das Casas.
• Somente tem direito ao funcionamento parlamentar os partidos que atenderem aos re-
quisitos previstos em lei, a chamada cláusula de barreira.
• Atualmente, as disposições normativas relativas às cláusulas de barreira podem ser en-
contradas no art. 17, § 3º da CF/1988, com redação dada pela EC n. 97/2017:
Somente terão direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão, na for-
ma da lei, os partidos políticos que alternativamente: (Redação dada pela Emenda Constitucional n.
97, de 2017): I – obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 3% (três por cento)
dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, com um mínimo
de 2% (dois por cento) dos votos válidos em cada uma delas; ou (Incluído pela Emenda Constitucional
n. 97, de 2017); ou II – tiverem elegido pelo menos quinze Deputados Federais distribuídos em pelo
menos um terço das unidades da Federação. (Incluído pela Emenda Constitucional n. 97, de 2017).
• A EC n. 97 assegura o mandato ao candidato eleito por partido que não preencher a cláu-
sula de barreira, facultando-lhe a filiação a outro partido que a tenha atingido, não sendo
essa filiação considerada para fins de distribuição dos recursos do fundo partidário e de
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
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QUESTÕES DE CONCURSO
001. (CESPE/SENADO FEDERAL/CONSULTOR LEGISLATIVO/2002) Considerando que o
Partido Progressista Potiguar (PPP) e o Partido Neoliberal (PN) são partidos políticos devida-
mente constituídos e não participam de qualquer coligação, julgue os itens que se seguem.
Partidos políticos são pessoas jurídicas de direito privado que adquirem personalidade jurídica
mediante a inscrição de seus estatutos na justiça eleitoral, devendo esses estatutos ser previa-
mente registrados no cartório competente.
002. (FCC/MP-CE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/2011) A Constituição Federal as-
segura que é livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados
a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da
pessoa humana. No plano de sua estrutura interna é correto afirmar:
a) As coligações eleitorais poderão dispor sobre a organização e funcionamento dos partidos
políticos e adotar os critérios de escolha de candidaturas, com obrigatoriedade de vinculação
entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal.
b) É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna, organiza-
ção e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações elei-
torais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual,
distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade
partidária.
c) Os partidos políticos e as coligações partidárias são livres para definir sua organização e
funcionamento e para adotar os critérios de escolha de candidaturas avulsas, sem obrigatorie-
dade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal,
devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária.
d) É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir as condições de alistamento e
elegibilidade, organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime
de suas coligações eleitorais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em
âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas
de disciplina e fidelidade partidária.
e) É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua organização e funcionamen-
to e para adotar os critérios de escolha de filiados e o regime de suas coligações eleitorais,
bem como obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual,
distrital ou municipal, vedado aos seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade
partidária.
003. (CESPE/TJDFT/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2016) Com relação aos princípios e ga-
rantias do direito eleitoral, dos sistemas eleitorais, dos partidos políticos e dos direitos políti-
cos, assinale a opção correta.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
a) O princípio da anualidade não é uma cláusula pétrea e pode ser suprimido por EC.
b) A Cidadania e o Pluralismo Político são objetivos fundamentais da República Federativa
do Brasil.
c) O pluralismo político é expressão sinônima de diversidade partidária.
d) São garantias que regem a disciplina dos partidos políticos: a liberdade partidária externa, a
liberdade partidária interna, a subvenção pública e a intervenção estatal mínima.
e) O sistema majoritário brasileiro é unívoco.
004. (CESPE/PC-TO/DELEGADO DE POLÍCIA/2008) Apesar de terem organização e caráter
nacional, os partidos políticos, no Brasil, não estão obrigados à vinculação entre as candidatu-
ras em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal.
005. (FCC/TJ-RJ/TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2012) A criação de parti-
dos políticos é livre, inclusive se os respectivos programas não respeitarem
a) a soberania nacional.
b) a posição dominante no Congresso Nacional.
c) o regime democrático.
d) o pluripartidarismo.
e) os direitos fundamentais da pessoa humana.
006. (FCC/TER-AP/TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2015) É assegurado ao
partido político com estatuto registrado no Tribunal Superior Eleitoral:
I – O direito à utilização gratuita de escolas públicas ou Casas Legislativas para a realizaçãode
suas reuniões ou convenções, responsabilizando-se por danos eventualmente causados com
a realização do evento.
II – O poder de requisitar qualquer prédio de uso particular para a realização de suas reuniões
ou convenções, responsabilizando-se por danos eventualmente causados com a realização
do evento.
III – Indicar, no respectivo estatuto, seu nome, a denominação abreviada, bem como o es-
tabelecimento de sua sede em qualquer Estado da Federação. Está correto o que se afir-
ma APENAS em
a) II e III.
b) I e II.
c) I e III.
d) I.
e) III.
007. (FCC/TRE-BA/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2003) Considere as
afirmações relativas aos Partidos Políticos.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
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I – O Partido Político é pessoa jurídica de direito público, destina-se a assegurar, no interesse
do regime democrático, a autenticidade do sistema representativo e a defender os direitos fun-
damentais definidos na Constituição Federal.
II – É assegurada ao Partido Político autonomia para definir sua estrutura interna, organização
e funcionamento.
III – O requerimento de registro de Partido Político, dirigido ao cartório competente do Registro
Civil das Pessoas Jurídicas da Capital Federal deve ser subscrito por seus fundadores, em nú-
mero nunca inferior a 100, com domicílio eleitoral em, no mínimo, 5 Estados.
Está correta APENAS o que se afirma em
a) II e III.
b) I e III.
c) I e II.
d) II.
e) I.
008. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2011) A liberdade de criação, fusão,
incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o regime
democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana, ainda precisa
observar os preceitos que seguem:
a) dignidade da pessoa humana, proibição de recebimento de recursos financeiros de governo
estrangeiro e funcionamento parlamentar.
b) caráter nacional, proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade estrangeira
e funcionamento afeto às funções estatais.
c) caráter nacional, proibição de recebimento de recursos financeiros de governo ou entidade
estrangeira e prestação de contas à Justiça Eleitoral.
d) funcionamento parlamentar de acordo com a lei, prestação de contas à Justiça Eleitoral,
proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de
subordinação a estes e caráter nacional.
e) autonomia para definir sua estrutura interna, prestação de contas à Justiça Eleitoral, subor-
dinação a governo estrangeiro e vedação de utilização de organização paramilitar.
009. (IDECAN/IFRR/ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO/2020) Assinale a alternativa que in-
dique corretamente o órgão onde os partidos políticos, após adquirirem personalidade jurídica,
registrarão seus estatutos.
a) Tribunal Superior Eleitoral.
b) Supremo Tribunal Federal.
c) Superior Tribunal de Justiça.
d) Ministério Público Eleitoral.
e) Seção Eleitoral.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
010. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO CONSULTOR LEGISLA-
TIVO/2014) De acordo com a doutrina majoritária, os partidos políticos são pessoas jurídicas
de direito privado e, para sua criação, é necessário registrar seus estatutos junto ao competen-
te cartório do registro civil das pessoas jurídicas do Distrito Federal.
011. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO CONSULTOR LEGISLA-
TIVO/2014) Aos partidos políticos é assegurada a exclusividade de sua denominação, de sua
sigla e de seus símbolos a partir do registro de seus estatutos no TSE.
012. (CESPE/TJ-PA/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2019) A alteração estatutária de partido
político solicitada apenas para limitar a vigência de órgão provisório à data final de validade do
diretório definitivo
a) deflagra competência jurisdicional da justiça eleitoral.
b) viola o regime democrático, pois a liberdade conferida aos partidos políticos não é absoluta.
c) não encontra óbice constitucional, desde que seja realizada pelo órgão central do partido.
d) está protegida pela autonomia das agremiações partidárias para definirem a sua estrutu-
ra interna.
e) está protegida pela liberdade das agremiações partidárias para definirem a sua estrutu-
ra interna.
013. (FAPEU/TRE-SC/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2005) Assinale a al-
ternativa CORRETA.
O partido político:
a) é pessoa jurídica de direito público, com a finalidade de assegurar o regime democrático e
defender os direitos fundamentais definidos na Constituição Federal.
b) pode participar do processo eleitoral, mesmo que não tenha registrado seu estatuto no Tri-
bunal Superior Eleitoral, e receber recursos do Fundo Partidário.
c) adquire personalidade jurídica após o registro de seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral.
d) é pessoa jurídica de direito privado, que se destina a dar autenticidade ao sistema represen-
tativo democrático e a defender os direitos fundamentais fixados na Carta Constitucional.
014. (PUC/PR/TJ-MS/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2012) Sobre os partidos políticos,
afirma-se:
I – Os partidos políticos adquirirem personalidade jurídica com o registro de seus estatutos no
Tribunal Superior Eleitoral.
II – Os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio
e à televisão e, na forma da lei, as emissoras de radio e televisão têm direito à compensação
fiscal pela cedência do horário gratuito destinado à propaganda eleitoral e partidária.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
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III – É assegurado aos partidos políticos autonomia para definir o regime de suas coligações
eleitorais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, esta-
dual, distrital ou municipal.
IV – O Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul tem competência originária para pro-
cessar e julgar as ações de perda do mandato por infidelidade partidária ajuizada em face de
prefeitos e vereadores dos municípios sul-mato-grossenses.
V – É possível que um detentor de cargo eletivo deixe o partido pelo qual foi eleito e se filie em
outro, evitando a perda do mandato, se alegar uma das hipóteses de justa causa objetiva ou
subjetiva previstas em Resolução do Tribunal Superior Eleitoral.
Está(ão) CORRETA(S):
a) Apenas as afirmativas I, III e IV.
b) Apenas as afirmativas I, IV e V.
c) Apenas as afirmativas II, III, IV e V.
d) Apenas as afirmativas II, III e V.
e) Todas as afirmativas.
015. (CESPE/TRE-AL/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA/2004) É proibido a um par-
tido político brasileiro atuar como instituição paramilitar, o que não o impede de se utilizar de
uma organização dessa natureza para a consecução de suas finalidades.
016. (VUNESP/2019/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/TJ-RJ) É assegurada, ao partido polí-
tico, autonomia para definir sua estrutura interna, organizaçãoe funcionamento, sendo que o
prazo de vigência dos órgãos provisórios dos partidos políticos:
a) será definido no estatuto do partido.
b) poderá ser de até 8 (oito) anos.
c) poderá ser de até 6 (seis) meses.
d) poderá ser de até 1 (um) ano.
e) será definido pela Justiça Eleitoral.
017. (CESPE/TJ-SC/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2019) Terão acesso aos recursos do
fundo partidário e à propaganda gratuita no rádio e na televisão os partidos políticos que, na
legislatura seguinte às eleições de 2018, obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputa-
dos, no mínimo,
a) 1% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação,
com, no mínimo, 1% dos votos válidos em cada uma delas.
b) 1,5% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação,
com, no mínimo, 1% dos votos válidos em cada uma delas.
c) 2% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação,
com, no mínimo, 1,5% dos votos válidos em cada uma delas.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
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d) 2,5% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação,
com no mínimo, 2% dos votos válidos em cada uma delas.
e) 2,5% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação,
com, no mínimo, 2,5% dos votos válidos em cada uma delas.
018. (CESPE/TRE-BA/TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2017) Desde que se-
jam observados os limites estabelecidos em lei, têm autonomia para definir e executar, em
qualquer dia e horário, o cronograma das atividades eleitorais de campanha os
a) TREs dos estados e do Distrito Federal.
b) candidatos, os partidos políticos e as coligações.
c) ministros do TSE.
d) juízes eleitorais.
e) chefes do Poder Executivo do local das eleições.
019. (AOCP/TRE-AC/TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2015) Em relação aos
partidos políticos, é correto afirmar que
a) é assegurada, ao partido político, autonomia para definir sua estrutura interna, organização
e funcionamento.
b) são pessoas jurídicas de direito público interno.
c) o partido está obrigado a enviar à Justiça Eleitoral, a cada 3 anos, o balanço contábil do
exercício financeiro do período.
d) os recursos provenientes do Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Polí-
ticos (Fundo Partidário) são repartidos entre os partidos políticos proporcionalmente à sua
votação para o preenchimento dos cargos na câmara federal.
e) as doações de recursos financeiros para partidos políticos devem ser efetivas, obrigatoria-
mente, mediante cheque cruzado em nome do partido político.
020. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/TÉCNICA LEGISLATI-
VA/2012) O Ato Institucional n.º 1 extinguiu os partidos políticos existentes no Brasil à época
de sua instituição.
021. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/TÉCNICA LEGISLATI-
VA/2012) A criação de um novo partido político está condicionada, entre outros requisitos,
à obtenção de assinaturas a favor em número correspondente a, no mínimo, 0,1% dos votos
válidos para o cargo de presidente da República na eleição imediatamente anterior.
022. (FCC/TJ-PE/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2015) Só é admitido o registro do estatuto
de partido político que tenha caráter nacional, considerando-se como tal aquele que comprove
o apoiamento de eleitores correspondente a, pelo menos,....I.... dos votos dados na última elei-
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ção geral para...II...,...III... os votos em branco e os nulos, distribuídos por...IV..., dos Estados,
com um mínimo de... V... do eleitorado que haja votado em cada um deles.
Preenchem correta e respectivamente as lacunas de I a V:
a) um por cento – o Congresso Nacional – não computados – um quarto, ou mais – dois dé-
cimos por cento.
b) um por cento – a Câmara dos Deputados – computados – um terço, ou mais – um déci-
mo por cento
c) meio por cento – a Câmara dos Deputados – não computados – um terço, ou mais – um
décimo por cento.
d) meio por cento – o Congresso Nacional – computados – um quarto, ou mais – dois décimos
por cento.
e) meio por cento – a Câmara dos Deputados – não computados – um terço, ou mais – dois
décimos por cento.
023. (CONSULPLAN/TSE/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA/2012) Marque a alter-
nativa em que a segunda afirmativa vincula-se, em relação de pertinência lógica à primeira,
estando ambas corretas.
a) A Constituição brasileira adota a plena liberdade de criação de partidos políticos. O partido
político é autônomo para decidir sobre normas relacionadas à sua estrutura interna e sobre
fidelidade entre o parlamentar que o compõe e o parlamento.
b) A Constituição brasileira permite que os partidos políticos tenham âmbito regional, desde
que obedecida a soberania nacional. Em função da abrangência do partido político, ele poderá
ou não receber recursos do Fundo Partidário.
c) Os partidos políticos, dentro da autonomia que possuem, podem estabelecer normas de
fidelidade partidária. A disciplina estatutária relativa à fidelidade partidária é a que regula as
relações entre o partido e o afiliado.
d) Os partidos políticos devem registrar seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral. O registro
dos estatutos dos partidos políticos é requisito para que adquiram personalidade jurídica.
024. (FCC/TRE-PE/TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2011) Em eleição para
Governador de Estado, disputada por quatro candidatos, nenhum candidato alcançou maioria
absoluta de votos, não computados os em branco e nulos, no primeiro turno. Foi convocada
nova eleição entre o primeiro e o segundo colocados. Ocorre que, antes da realização do se-
gundo turno, o primeiro colocado faleceu e o segundo desistiu. Nesse caso,
a) o segundo turno será disputado entre os candidatos a Vice-Governador do primeiro e do
segundo colocados.
b) serão convocadas novas eleições, com reabertura de prazo para registro de candidatos.
c) o segundo turno será disputado entre os dois candidatos remanescentes.
d) será considerado eleito o de maior votação dentre os remanescentes.
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DIREITO ELEITORAL
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e) o segundo turno será disputado entre o candidato a Vice-Governador do primeiro colocado
e o de maior votação dentre os dois remanescentes.
025. (CESPE/MP-AC/PROMOTOR DE JUSTIÇA/2014) Assinale a opção correta com relação
aos partidos políticos.
a) responsabilidade, inclusive civil e trabalhista, cabe solidariamente ao órgão partidário mu-
nicipal, estadual ou nacional que tiver dado causa a descumprimento da obrigação, a violação
de direito, a dano a outrem ou a qualquer ato ilícito.
b) A sanção de suspensão do repasse de novas quotas do fundo partidário, por desaprovação
total da prestação de contas de partido, não pode ser aplicada por meio de desconto, dovalor
a ser repassado, da importância apontada como irregular.
c) É assegurada aos partidos políticos autonomia para adotar os critérios de escolha e o regi-
me de suas coligações eleitorais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em
âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal.
d) Os órgãos de direção nacional, estadual e municipal do partido político podem receber doa-
ções de pessoas físicas e jurídicas, inclusive entidades de classe ou sindicais, para constitui-
ção de seus fundos.
e) A personalidade jurídica é adquirida, nos termos da lei civil, após o registro do estatuto do
partido político no TSE.
026. (FCC/TRE-CE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2012) A criação de par-
tidos políticos é livre, inclusive se os respectivos programas não respeitarem
a) a soberania nacional.
b) a posição dominante no Congresso Nacional.
c) o regime democrático.
d) pluripartidarismo.
e) os direitos fundamentais da pessoa humana.
027. (CESPE/TRE-GO/TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2015) Embora lhes
esteja assegurada autonomia para definir sua estrutura interna, sua organização e seu fun-
cionamento, os partidos políticos são legalmente proibidos de adotar o uso de uniforme para
seus membros.
028. (CESPE/TJ-BA/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2019) A respeito da criação de partidos
políticos no Brasil, assinale a opção correta.
a) Os fundadores de partido político em formação, em número máximo de cento e um, são
encarregados de subscrever e dirigir os requerimentos de registro do partido para o cartório de
registro civil de pessoas jurídicas competente.
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DIREITO ELEITORAL
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b) Após obter o seu registro civil, o partido político em formação deverá informar sua criação
ao TSE, no prazo de cem dias contados da obtenção desse registro.
c) Em até um ano após adquirir personalidade jurídica, o partido político tem de comprovar
o apoiamento mínimo de eleitores filiados, no total de, pelo menos, 0,5% dos votos dados
na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco
e os nulos.
d) A apresentação do requerimento de registro de partido político em formação no cartório
de registro civil basta para autorizar à nova agremiação o recebimento de recursos do fundo
partidário e o acesso gratuito ao rádio e à televisão para propaganda.
e) A estrutura interna, a organização e o funcionamento do partido político em formação serão
determinados pela justiça eleitoral, até o registro definitivo do partido.
029. (IBFC/TRE-AM/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2014) Assinale a al-
ternativa CORRETA:
a) Somente o registro do estatuto do partido no Tribunal Superior Eleitoral assegura a exclusi-
vidade da sua denominação, sigla e símbolos, sendo vedada a utilização, por outros partidos,
de variações que venham a induzir a erro ou confusão.
b) A ação do partido pode ter caráter local e ser exercida de acordo com seu estatuto e progra-
ma, sem subordinação direta a entidades ou governos estrangeiros.
c) O partido político, após adquirir personalidade jurídica na forma da lei eleitoral, deve registrar
seu estatuto no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas.
d) O partido político, pessoa jurídica de direito público, destina-se a assegurar, no interesse do
regime democrático, a autenticidade do sistema representativo e a defender os direitos funda-
mentais definidos na Constituição Federal.
030. (CESPE/TJ-PA/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2012) No que se refere aos partidos po-
líticos, assinale a opção correta.
a) O direito ao funcionamento parlamentar é vinculado à obtenção do apoio de, no mínimo, 3%
dos votos apurados para a Câmara dos Deputados, não computados os brancos e os nulos,
distribuídos em, pelo menos, um terço dos estados, com um mínimo de 1% do total dos votos
de cada um deles
b) Observado o disposto na CF e na legislação de regência, o partido é livre para fixar, em seu
programa, seus objetivos políticos e para estabelecer, em seu estatuto, sua estrutura interna,
organização e funcionamento.
c) O partido político funciona, nas casas legislativas, por intermédio de diretoria, que deve
indicar suas lideranças de acordo com o estatuto do partido, as disposições regimentais das
respectivas Casas e as normas da legislação pertinente.
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d) O requerimento do registro dirigido ao cartório competente do registro civil das pessoas ju-
rídicas, da capital federal, deve ser subscrito pelos fundadores do partido político, em número
nunca inferior a 81, os quais devem ter domicílio eleitoral em, no mínimo, um terço dos estados
federados.
e) A responsabilidade civil cabe ao órgão partidário municipal, estadual ou nacional que tiver
dado causa a qualquer ato ilícito, havendo solidariedade dos órgãos de direção partidária esta-
dual e nacional, em relação, respectivamente, ao órgão municipal e ao estadual.
031. (CESPE/TJ-CE/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2018) O registro de estatuto de partido
político junto ao TSE será autorizado
a) por ato de natureza jurisdicional da corte sujeito a recurso extraordinário.
b) por ato materialmente administrativo que lhe atribua personalidade jurídica.
c) se, entre outros requisitos, o requerimento estiver instruído com o inteiro teor do programa e
do estatuto partidários, ambos inscritos no registro civil das pessoas jurídicas.
d) se, entre outros requisitos, o requerimento estiver instruído com certidão de inteiro teor do
registro partidário expedida pelo cartório de registro civil das pessoas jurídicas da capital do
estado sede do partido.
e) se preenchidos os requisitos legais, independentemente de comprovação de apoio mínimo
de eleitores.
032. (CESPE/TJ-AM/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2016) De acordo com as normas que
regulam o funcionamento dos partidos políticos no Brasil,
a) não há restrições à fusão ou incorporação de partidos políticos que tenham obtido o registro
definitivo do TSE.
b) as mudanças de filiação partidária não são consideradas para efeito da distribuição dos
recursos do fundo partidário entre os partidos políticos.
c) o desvio reiterado do programa partidário, a grave discriminação política pessoal e a filia-
ção a novo partido são considerados justas causas de desfiliação de detentores de manda-
to eletivo.
d) o apoiamento de eleitores filiados a determinado partido político pode ser computado para
fins de registro do estatuto de um novo partido político.
e) o tempo de propaganda partidária gratuita no rádio e na televisão é distribuído entre os
partidos proporcionalmente aos votos obtidos na eleição mais recente para deputado federal.
033. (CESPE/TRE-PA/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2007) Antes da de-
cisão do STF no sentido de inconstitucionalidade da cláusula de barreira na próxima legislatura
do Congresso Nacional, legendas como PPS, PV e PTB procuraram estratégias para garantir a
sua sobrevivência.
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A cláusula estabelece como condição para que um partido político tenha direito ao funciona-
mento parlamentar ter recebido 5% dos votos do eleitorado nacional e pelo menos 2% em nove
unidades da federação.
O caminho a ser seguido pela maioria dos 14 partidos que não conseguiram atingir a regra
seria a fusão com outras legendas. O PL, que elegeu 26 deputados federais em 1º de outubro,
deveria se unir ao PRONA e ao PSC. Com a fusão, os partidos passariam a reunir 38 parlamen-
tares, superariam a regra, mas necessitariam constituir novo partido político.
Considerando o texto acima, assinale a opção correta.
a) A Constituição Federal admite a fusão de partidos políticos sem restrições, já que o pluripar-
tidarismo é um dos objetivos da República Federativa do Brasil.
b) O novo partido que surgir da fusão das legendas mencionadas no texto adquirirá personali-
dade jurídica quando registrar seu estatuto no TSE.
c) A estrutura interna do novo partido político que advier da fusão mencionada no texto será
definida de modo padronizado pela justiça eleitoral.
d) As normas disciplinares do novo partido político serão definidas em resolução específica do
TSE, se a legenda resultante da fusão tiver abrangência nacional.
e) O novo partido político resultante da fusão referida no texto não pode ter finalidade paramilitar.
034. (CESPE/TRE-PA/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA/2005) Quanto aos parti-
dos políticos, assinale a opção correta.
a) O requerimento do registro deve ser subscrito pelos fundadores do partido político, em nú-
mero nunca inferior a 101, com domicílio eleitoral em, no mínimo, um terço dos estados, e
será acompanhado de relação de todos os fundadores com o nome completo, naturalidade,
profissão, endereço residencial e número do título eleitoral, com especificação da zona, seção,
município e estado.
b) A obtenção da personalidade jurídica do partido depende de comprovação do apoiamento
mínimo de eleitores.
c) A prova do apoiamento mínimo de eleitores é feita por meio de assinaturas em listas orga-
nizadas para cada zona eleitoral, que devem ser acompanhadas de cópia do respectivo título
eleitoral do subscritor.
d) A aquisição da personalidade jurídica assegura a exclusividade da denominação, da sigla
e dos símbolos do partido político, vedada a utilização, por outros partidos, de variações que
venham a induzir erro ou confusão.
e) O partido tem de comunicar ao juízo da zona eleitoral a constituição dos órgãos de direção
de âmbito municipal ou zonal e os nomes dos respectivos integrantes, bem como as altera-
ções que forem promovidas, para anotação.
035. (CESPE/TRE-ES/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA/2011) O partido político
com registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSe) pode credenciar, respectivamente: até dois
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delegados perante o juízo eleitoral; até três delegados perante o Tribunal Regional Eleitoral; e
até quatro delegados perante o TSE.
036. (CESPE/TRE-GO/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2015) Para ter seu
registro efetivado e seu caráter nacional comprovado, o partido deve alcançar o denominado
apoiamento mínimo de eleitores, comprovado por certidões que devem ser lavradas no prazo
máximo de quinze dias após conferência por semelhança pelos escrivães judiciais.
037. (FCC/TRE-AL/TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2010) Os parti-
dos políticos
a) podem não ter caráter nacional, sendo lícita a subordinação a entidades ou governos es-
trangeiros.
b) não têm autonomia para definir sua estrutura interna, organização e funcionamento.
c) adquirem personalidade jurídica com o registro de seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral.
d) com registro no Tribunal Superior Eleitoral poderão credenciar delegados perante o Juiz
Eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral e o Tribunal Superior Eleitoral.
e) não podem ser incorporados uns pelos outros, situação que leva à extinção de ambos.
038. (CESPE/TRE-TO/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA/2017) O registro do esta-
tuto de partido político deverá ser realizado
a) no TSE, para que seja assegurada ao partido a natureza jurídica de pessoa jurídica de direi-
to privado.
b) no cartório de registro civil das pessoas jurídicas da capital do estado-membro onde o parti-
do tem sede, para que seja assegurada ao partido a personalidade jurídica de natureza privada.
c) no TSE, ficando, todavia, suspenso no cartório e no tribunal caso o partido venha a se fundir
com outro, na forma de seu estatuto, enquanto perdurar a fusão.
d) no TSE, para que o partido possa participar do processo eleitoral, receber recursos do fundo
partidário e ter acesso gratuito a rádio e televisão, desde que cumpridas as previsões legais.
e) no cartório de registro civil das pessoas jurídicas da capital federal, para que seja assegura-
do ao partido acesso gratuito ao rádio e televisão, na forma da lei.
039. (AOCP/TRE-AC/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA/2015) No que se refere ao
registro dos partidos políticos, assinale a alternativa correta.
a) O partido político deve requerer o seu registro no cartório competente de Registro Civil
das Pessoas Jurídicas da Capital Federal, podendo, a partir deste ato, participar do processo
eleitoral.
b) Com o registro do partido político no Cartório competente de Registro Civil das Pessoas
Jurídicas da Capital Federal, é assegurada a exclusividade de sua denominação, suas siglas e
seus símbolos.
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c) O requerimento do registro de partido político dirigido ao cartório competente do Registro
Civil das Pessoas Jurídicas, da Capital Federal, deve ser subscrito por seus fundadores, em nú-
mero nunca inferior a cento e um, com domicílio eleitoral em, no mínimo, um terço dos Estados.
d) Para adquirir a personalidade jurídica, é necessário que o partido político comprove o apoia-
mento de eleitores não filiados a partido político, correspondente a, pelo menos, 0,5% (cinco
décimos por cento) dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados,
não computados os votos em branco e os nulos, distribuídos por 1/3 (um terço), ou mais, dos
Estados, com um mínimo de 0,1% (um décimo por cento) do eleitorado que haja votado em
cada um deles.
e) Para adquirir a personalidade jurídica, é necessário que o partido político comprove o apoia-
mento de eleitores não filiados a partido político, correspondente a, pelo menos, 0,5% (cinco
décimos por cento) dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados,
computados os votos em branco e os nulos, distribuídos por 1/3 (um terço), ou mais, dos
Estados, com um mínimo de 0,1% (um décimo por cento) do eleitorado que haja votado em
cada um deles.
040. (AOCP/TRE-AC/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA/2015) Os requisitos para
admissão do registro do estatuto de partido político de caráter nacional são:
a) comprovar o apoiamento de eleitores correspondente a, pelo menos, 0,5% dos votos totais
dados na última eleição para Presidente, distribuídos por 1/3 (um terço), ou mais, dos Estadosnormativo à criação, ao funcionamento e à orga-
nização dos partidos políticos.
Robustecendo a ideia de um direito independente a regular a vida partidária, José Jairo
Gomes (2017, p. 123) destaca a autonomia dos partidos, conferida no art. 17 da CF/1988, para
afirmar que:
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
“Eventuais querelas existentes entre partidos e pessoa natural ou jurídica, entre os partidos, entre
órgãos do mesmo partido ou entre partido e seus filiados devem ser dirimidas na Justiça Comum
estadual.”.
Ressalva-se, todavia, que se a questão controvertida reverberar (tiver impacto) no proces-
so eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral já decidiu que a Justiça Eleitoral é competente para
dirimi-la. Confira:
1.2. conceito
Na doutrina de Paulo Bonavides (2010, p. 372), partido político é:
“A organização de pessoas que inspiradas por ideias ou movidas por interesses, buscam tomar o
poder, normalmente pelo emprego de meios legais, e neles conservar-se para realização dos fins
propugnados.”.
Na mesma linha, José Jairo Gomes (2017, p. 108), consigna:
Compreende-se por partido político a entidade formada pela livre associação de pessoas, com or-
ganização estável, cujas finalidades são alcançar e/ou manter de maneira legítima o poder político
estatal e assegurar, no interesse do regime democrático de direito, a autenticidade do sistema repre-
sentativo, o regular funcionamento do governo e das instituições políticas, bem como a implemen-
tação dos direitos humanos fundamentais.
Destaca-se das definições apresentadas as seguintes características dos partidos políticos:
• Reunião de pessoas;
• O caráter permanente de organização em torno de ideais comuns;
• Finalidade de alcançar/manter, de modo legítimo, o poder;
Nesse sentido, não se pode confundir os partidos políticos com as coligações. Essas úl-
timas se constituem em reuniões de partidos políticos, as quais funcionam, no trato com a
Justiça Eleitoral, como se fossem um único partido, mas, e isso é importante, com existência
limitada no tempo, mais especificamente ao período eleitoral.
De igual modo, os partidos não se confundem com as federações de partidos. O próprio
nome já é bastante esclarecedor. As federações de partidos são formadas pela união de dois
ou mais partidos, por um período mínimo de 4 anos. Da mesma forma que as coligações, as
federações também são reconhecidas como um ente único para a Justiça Eleitoral, para fins
eleitorais, mantendo-se, contudo, a autonomia dos partidos na sua organização interna.
Também não se confundem os partidos políticos com os grupos de pressão ou de inte-
resse, que embora possuam ordinariamente uma estrutura organizacional permanente, não
miram seus esforços à aquisição de cargos públicos, mas, tão somente, a pressionar os deten-
tores do poder a atender os interesses dos seus componentes.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
Para finalizar, distinguem-se também das Frentes Parlamentares, como o atual “Centrão”,
porquanto essas se constituem em reuniões de parlamentares de vários partidos, com posicio-
namento político comum sobre um ou mais temas de interesse da sociedade, cuja existência
precária se vincula à própria existência dos temas de interesse coincidente.
1.3. Função
No sistema de democracia representativa brasileiro, os partidos políticos exercem papel
central na captação e exteriorização da vontade política da sociedade. É o que assentou o STF,
na ADI 1.063-8/DF, da relatoria do Ministro Celso de Mello, DJ de 27.4.2001, ao afirmar que as
agremiações partidárias, como corpos intermediários que são, atuam como canais instituciona-
lizados de expressão dos anseios políticos e das reivindicações sociais dos diversos estratos e
correntes de pensamento que se manifestam no seio da comunhão nacional.
A doutrina caminha sobre essa trilha, destacando essa função essencial de interlocução
dos anseios políticos da sociedade, conforme se verifica na obra de Gerhard Leibjolz (2016, P.
621) afirma que:
Os Partidos seriam as únicas organizações que, nos Estados com grande extensão territorial, teriam
condições de aglutinar em grupos os milhares de eleitores que se encontram dispersos e desarti-
culados. Portanto, só através dessas organizações partidárias poderia ser implementada uma ação
política articulada.
Rodrigo López Zílio (2012, p. 57) consigna, de modo objetivo, que: “Sem Partidos Políticos,
não existem candidatos; sem candidatos, inexiste eleição e, por consequência, resta tolhida a
participação do cidadão na formação democrática do Estado.”.
Alinhado com o pragmatismo de Rodrigo Lopes Zílio, rememora-se que uma das condições
indispensáveis para o exercício do direito à elegibilidade é a filiação partidária.
A propósito, o art. 11, § 14, da Lei n. 9.504/1997, recentemente alterada pela Lei n.
13.488/2017, dispõe que é vedado o registro de candidatura avulsa, ou seja, sem que o candida-
to tenha sido indicado por um partido político, ainda que o requerente tenha filiação partidária.
Essa alteração legislativa teve a finalidade de reforçar a exigência constitucional de que,
além da comprovação do requisito da filiação partidária, é necessário que o cidadão seja esco-
lhido em convenção partidária para participar das eleições.
Com esse entendimento, veja o seguinte julgado proferido pelo TSE:
JURISPRUDÊNCIA
Na espécie, o Tribunal de origem manteve o indeferimento do pedido de registro de can-
didatura sob o fundamento de que, no ordenamento jurídico pátrio, não é possível lançar
candidatura avulsa a cargo eletivo.
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Não obstante o argumento de que a democracia se dá com a consagração do direito fun-
damental do cidadão de participar diretamente da vida política do país, no ordenamento
jurídico brasileiro os partidos políticos exercem um elo imprescindível entre a sociedade
e o estado. Com efeito, nos termos do art. 14, § 3º, V, da Constituição Federal, a filiação
partidária é uma condição de elegibilidade.
O acórdão regional está em consonância com a jurisprudência desta Corte, segundo a
qual, “no sistema eleitoral brasileiro, não existe candidatura avulsa” (ED-RO n. 44545/MA,
Rel. Min. Henrique Neves da Silva, PSESS de 3.10.2014).
(RESPEcom um mínimo de 0,1% do eleitorado que haja votado em cada um deles
b) comprovar o apoiamento de eleitores não filiados a partido político, correspondente a, pelo
menos, 0,5% dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, não com-
putados os votos em branco e nulos, distribuídos por 1/3 {um terço), ou mais, dos Estados,
com um mínimo de 0,1% do eleitorado que haja votado em cada um deles.
c) correspondente a, pelo menos, 0,1 % dos votos totais dados na última eleição para a Câmara
dos Deputados, distribuídos por 1/5 (um quinto), ou mais, dos Estados, com um mínimo de 1%
do eleitorado que tenha votado em cada um deles.
d) filiados a partido político, correspondente a, pelo menos, 0,5% dos votos dados na última
eleição geral para Presidente, não computados os votos em branco e nulos, distribuídos por
1/5 (um quinto), ou mais, dos Estados, com um mínimo de 1% do eleitorado que haja votado
em cada um deles.
e) comprovar o apoiamento de eleitores não filiados a partido político, correspondente a, pelo
menos, 0.1% dos votos totais dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados dis-
tribuídos por 1/3 (um terço), ou mais, dos Estados, com um mínimo de 1% do eleitorado que
haja votado em cada um deles.
041. (FCC/TRE-PE/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA/2011) NÃO é documento ne-
cessário para instruir o requerimento de registro do estatuto do partido político junto ao Tribu-
nal Superior Eleitoral:
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DIREITO ELEITORAL
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a) exemplar autenticado do inteiro teor do estatuto partidário, inscrito no Registro Civil.
b) exemplar autenticado do inteiro teor do programa do partido, inscrito no Registro Civil.
c) nome e qualificação dos delegados credenciados para representarem o partido perante o
Tribunal Superior Eleitoral, Tribunais Regionais Eleitorais e Juízes Eleitorais.
d) certidão do registro civil do partido político como pessoa jurídica no cartório competente do
Registro Civil das Pessoas Jurídicas da Capital Federal.
e) certidões dos cartórios eleitorais que comprovem ter o partido obtido o apoiamento mínimo
de eleitores exigido por lei.
042. (FCC/TJ-GO/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2015) O funcionamento parlamentar dos
partidos políticos
a) que ainda não tenham obtido registro junto à Justiça Eleitoral constitui questão que não
cabe ao Tribunal Superior Eleitoral responder em sede de consulta.
b) é assegurado, em todas as Casas Legislativas para as quais tenha elegido representante,
aos partidos que, em cada eleição para a Câmara dos Deputados, tenham obtido o apoio de,
no mínimo, cinco por cento dos votos apurados, não computados os brancos e os nulos, distri-
buídos em, pelo menos, um terço dos Estados, com um mínimo de dois por cento do total de
cada um deles.
c) não admite, em face da autonomia assegurada às agremiações partidárias, a formação de
alianças e blocos parlamentares, pois devem atuar por intermédio de suas próprias bancadas
e constituir suas lideranças entre seus representantes.
d) cabe ser disciplinado pelos regimentos das respectivas Casas Legislativas, sendo matéria
vedada às disposições dos estatutos partidários.
e) cabe ser disciplinado pelos estatutos partidários, sendo matéria vedada às disposições dos
regimentos internos das respectivas Casas Legislativas.
043. (CESPE/TRE-GO/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2015) Para a insti-
tuição de um partido político, basta a lavratura do registro de seu estatuto no Tribunal Superior
Eleitoral, pois a lei julga desnecessária a inscrição do partido nos modelos da legislação civil.
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DIREITO ELEITORAL
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GABARITO
1. E
2. b
3. d
4. C
5. b
6. d
7. d
8. d
9. a
10. C
11. C
12. b
13. d
14. c
15. E
16. b – Prejudicada
17. b
18. b
19. a
20. E
21. E
22. c
23. c
24. c
25. c
26. b
27. C
28. b
29. a
30. b
31. c
32. b
33. e
34. a
35. E
36. E
37. d
38. d
39. c
40. b
41. c
42. a
43. E
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GABARITO COMENTADO
001. (CESPE/SENADO FEDERAL/CONSULTOR LEGISLATIVO/2002) Considerando que o
Partido Progressista Potiguar (PPP) e o Partido Neoliberal (PN) são partidos políticos devida-
mente constituídos e não participam de qualquer coligação, julgue os itens que se seguem.
Partidos políticos são pessoas jurídicas de direito privado que adquirem personalidade jurídica
mediante a inscrição de seus estatutos na justiça eleitoral, devendo esses estatutos ser previa-
mente registrados no cartório competente.
Os partidos políticos adquirem personalidade jurídica com o registro de seus atos constitu-
tivos no Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas do local da sua sede. Após adquirir
personalidade jurídica na forma da lei civil, os partidos políticos registram os seus estatuto e
programa no Tribunal Superior Eleitoral, para fins de exercício de direitos partidários (participa-
ção no fundo partidário, acesso gratuito no rádio e na televisão, exclusividade da sigla, deno-
minação e símbolos e participar do processo eleitoral).
Desse modo, essa assertiva está errada.
Errado.
002. (FCC/MP-CE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/2011) A Constituição Federal as-
segura que é livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados
a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da
pessoa humana. No plano de sua estrutura interna é correto afirmar:
a) As coligações eleitorais poderão dispor sobre a organização e funcionamento dos partidos
políticos e adotar os critérios de escolha de candidaturas, com obrigatoriedade de vinculação
entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal.
b) É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna, organiza-
ção e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações elei-
torais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual,
distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade
partidária.
c) Os partidos políticos e as coligações partidárias são livres para definir sua organização e
funcionamento e para adotar os critérios de escolha de candidaturas avulsas, sem obrigatorie-
dade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal,
devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária.
d) É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir as condições de alistamento e
elegibilidade, organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime
de suas coligações eleitorais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em
âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas
de disciplinae fidelidade partidária.
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DIREITO ELEITORAL
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e) É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua organização e funcionamen-
to e para adotar os critérios de escolha de filiados e o regime de suas coligações eleitorais,
bem como obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual,
distrital ou municipal, vedado aos seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade
partidária.
Atenção! Essa questão está desatualizada em razão das modificações promovidas pela Emen-
da à Constituição n. 97/2017.
Vamos à análise das assertivas:
a) Errada. A autonomia partidária é reconhecida aos partidos políticos para dispor sobre sua
estrutura interna, sua organização e seu funcionamento, incluindo para a formação de coliga-
ções para as eleições majoritárias.
b) Certa. De acordo com o art. 17, § 1º da Constituição Federal, com a redação dada pela
Emenda Constitucional n. 97/2017, é assegurada aos partidos políticos autonomia para definir
sua estrutura interna e estabelecer regras sobre escolha, formação e duração de seus órgãos
permanentes e provisórios e sobre sua organização e funcionamento e para adotar os critérios
de escolha e o regime de suas coligações nas eleições majoritárias, vedada a sua celebração
nas eleições proporcionais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âm-
bito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas de
disciplina e fidelidade partidária.
c) Errada. Não existe candidatura avulsa, exigindo-se de todos os candidatos a cargos eletivos
a filiação partidária.
d) Errada. As condições de alistabilidade e as condições de elegibilidade são definidas pela
Constituição Federal ou por lei ordinária.
e) Errada. No que se refere à formação das coligações para as eleições majoritárias, aplica-se
o princípio da liberdade de formação de coligações, sem obrigatoriedade de vinculação entre
as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal.
Letra b.
003. (CESPE/TJDFT/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2016) Com relação aos princípios e ga-
rantias do direito eleitoral, dos sistemas eleitorais, dos partidos políticos e dos direitos políti-
cos, assinale a opção correta.
a) O princípio da anualidade não é uma cláusula pétrea e pode ser suprimido por EC.
b) A Cidadania e o Pluralismo Político são objetivos fundamentais da República Federativa
do Brasil.
c) O pluralismo político é expressão sinônima de diversidade partidária.
d) São garantias que regem a disciplina dos partidos políticos: a liberdade partidária externa, a
liberdade partidária interna, a subvenção pública e a intervenção estatal mínima.
e) O sistema majoritário brasileiro é unívoco.
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DIREITO ELEITORAL
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O princípio da liberdade partidária possui duas facetas: liberdade interna e liberdade externa.
Pela liberdade interna, o partido político poderá definir a sua estrutura interna, a sua organiza-
ção e as suas normas de funcionamento, além de estabelecer o seu programa e objetivo polí-
tico. A seu turno, a liberdade externa garante o direito de criação, de incorporação, de fusão e
de extinção de partidos sem a ingerência estatal.
Como meios de efetivação da liberdade partidária, a Constituição Federal previu o direito ao
fundo partidário para viabilizar o funcionamento dos partidos e a intervenção mínima do Esta-
do em temas partidários.
Assim, pode-se afirmar que a alternativa correta é a letra d.
As demais alternativas estão incorretas pelas seguintes razões:
a) Errada. Conforme o entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento da
Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.685, o princípio da anterioridade constitui uma cláu-
sula pétrea por se tratar de um direito individual dos eleitores, partidos e candidatos.
b) Errada. A cidadania e o pluralismo político constituem fundamentos da República Federativa
do Brasil.
c) Errada. O pluripartidarismo representa a adoção de sistema partidário em que se assegura
a diversidade partidária.
e) Errada. O sistema eleitoral brasileiro é dúplice: sistema eleitoral majoritário por maioria sim-
ples e sistema eleitoral majoritário por maioria absoluta.
Letra d.
004. (CESPE/PC-TO/DELEGADO DE POLÍCIA/2008) Apesar de terem organização e caráter
nacional, os partidos políticos, no Brasil, não estão obrigados à vinculação entre as candidatu-
ras em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal.
Diante do princípio da autonomia, com efeitos ampliados desde a Emenda à Constituição n.
52/2006, os partidos políticos têm liberdade para formar coligações, vedadas nas eleições
proporcionais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as sem obrigatoriedade de vinculação
entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal.
Desse modo, essa assertiva está correta.
Certo.
005. (FCC/TJ-RJ/TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2012) A criação de parti-
dos políticos é livre, inclusive se os respectivos programas não respeitarem
a) a soberania nacional.
b) a posição dominante no Congresso Nacional.
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c) o regime democrático.
d) o pluripartidarismo.
e) os direitos fundamentais da pessoa humana.
De acordo com o art. 17, caput da Constituição Federal, no processo de criação, fusão, incor-
poração e extinção de partido político aplica-se o princípio da liberdade partidário, desde que
observadas as seguintes restrições:
a) a soberania nacional;
b) o regime democrático;
c) o pluripartidarismo;
d) os direitos fundamentais da pessoa humana;
e) caráter nacional;
f) proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de
subordinação a estes;
g) prestação de contas à Justiça Eleitoral; e
h) funcionamento parlamentar de acordo com a lei.
Desse modo, a criação de um novo partido político não precisa observar nem se sujeitar à
posição dominante no Congresso Nacional, motivo pelo qual a alternativa correta é a letra b.
Letra b.
006. (FCC/TER-AP/TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2015) É assegurado ao
partido político com estatuto registrado no Tribunal Superior Eleitoral:
I – O direito à utilização gratuita de escolas públicas ou Casas Legislativas para a realização de
suas reuniões ou convenções, responsabilizando-se por danos eventualmente causados com
a realização do evento.
II – O poder de requisitar qualquer prédio de uso particular para a realização de suas reuniões
ou convenções, responsabilizando-se por danos eventualmente causados com a realização
do evento.
III – Indicar, no respectivo estatuto, seu nome, a denominação abreviada, bem como o es-
tabelecimento de sua sede em qualquer Estado da Federação. Está correto o que se afir-
ma APENAS em
a) II e III.
b) I e II.c) I e III.
d) I.
e) III.
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Atenção! Essa questão está desatualizada em razão das modificações promovidas pela Lei n.
13.877/2019, que permitiu aos partidos políticos a possibilidade de estabelecerem a sede em
qualquer Estado da Federação.
Vamos à análise dos itens:
I – Nos termos do art. 51 da Lei n. 9.096/1995, é assegurado ao partido político com estatuto
registrado no Tribunal Superior Eleitoral o direito à utilização gratuita de escolas públicas ou
casas legislativas para a realização de suas reuniões ou convenções, responsabilizando-se pe-
los danos porventura causados com a realização do evento. Desse modo, esse item está certo.
II – Conforme o art. 8º, § 2º, da Lei n. 9.504/1997, para a realização das convenções de escolha
de candidatos, os partidos políticos poderão usar gratuitamente prédios públicos, responsa-
bilizando-se por danos causados com a realização do evento. Assim, esse item está errado.
III – Segundo o art. 15, I da Lei n. 9.096/1995, os partidos políticos devem estabelecer em seus
estatutos a sua denominação, a sigla e a fixação da sede em qualquer unidade federativa. Por
essa razão, esse item apesar de originariamente considerado errado, atualmente está certo.
Letra d.
007. (FCC/TRE-BA/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2003) Considere as
afirmações relativas aos Partidos Políticos.
I – O Partido Político é pessoa jurídica de direito público, destina-se a assegurar, no interesse
do regime democrático, a autenticidade do sistema representativo e a defender os direitos fun-
damentais definidos na Constituição Federal.
II – É assegurada ao Partido Político autonomia para definir sua estrutura interna, organização
e funcionamento.
III – O requerimento de registro de Partido Político, dirigido ao cartório competente do Registro
Civil das Pessoas Jurídicas da Capital Federal deve ser subscrito por seus fundadores, em nú-
mero nunca inferior a 100, com domicílio eleitoral em, no mínimo, 5 Estados.
Está correta APENAS o que se afirma em
a) II e III.
b) I e III.
c) I e II.
d) II.
e) I.
Vamos à análise dos itens:
I – Nos termos do art. 1º da Lei n. 9.096/1995, o partido político, pessoa jurídica de direito pri-
vado. Desse modo, esse item está errado.
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II – Segundo o art. 3º da Lei n. 9.096/1995, é assegurada, ao partido político, autonomia para
definir sua estrutura interna, organização e funcionamento. Assim, esse item está certo.
III – De acordo com o art. 8º da Lei n. 9.096/1995, o requerimento do registro de partido políti-
co, dirigido ao cartório competente do registro civil das pessoas jurídicas do local de sua sede,
deve ser subscrito pelos seus fundadores, em número nunca inferior a 101 (cento e um), com
domicílio eleitoral em, no mínimo, 1/3 (um terço) dos estados. Por essa prescrição legal, esse
item está errado.
A partir da análise desses itens, pode-se concluir que a alternativa correta é a letra d.
Letra d.
008. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2011) A liberdade de criação, fusão,
incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o regime
democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana, ainda precisa
observar os preceitos que seguem:
a) dignidade da pessoa humana, proibição de recebimento de recursos financeiros de governo
estrangeiro e funcionamento parlamentar.
b) caráter nacional, proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade estrangeira
e funcionamento afeto às funções estatais.
c) caráter nacional, proibição de recebimento de recursos financeiros de governo ou entidade
estrangeira e prestação de contas à Justiça Eleitoral.
d) funcionamento parlamentar de acordo com a lei, prestação de contas à Justiça Eleitoral,
proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de
subordinação a estes e caráter nacional.
e) autonomia para definir sua estrutura interna, prestação de contas à Justiça Eleitoral, subor-
dinação a governo estrangeiro e vedação de utilização de organização paramilitar.
Nos termos do art. 17 da Constituição Federal, é livre a criação, fusão, incorporação e extinção
de partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartida-
rismo, os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos:
I – caráter nacional;
II – proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou
de subordinação a estes;
III – prestação de contas à Justiça Eleitoral;
IV – funcionamento parlamentar de acordo com a lei.
Por essa disposição constitucional, pode-se afirmar que a alternativa correta é a letra d.
Letra d.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
009. (IDECAN/IFRR/ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO/2020) Assinale a alternativa que in-
dique corretamente o órgão onde os partidos políticos, após adquirirem personalidade jurídica,
registrarão seus estatutos.
a) Tribunal Superior Eleitoral.
b) Supremo Tribunal Federal.
c) Superior Tribunal de Justiça.
d) Ministério Público Eleitoral.
e) Seção Eleitoral.
Nos termos do art. 17, § 2º da Constituição Federal, os partidos políticos, após adquirirem
personalidade jurídica, na forma da lei civil, registrarão seus estatutos no Tribunal Superior
Eleitoral.
Desse modo, pode-se afirmar que a alternativa correta é a letra a.
Letra a.
010. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO CONSULTOR LEGISLA-
TIVO/2014) De acordo com a doutrina majoritária, os partidos políticos são pessoas jurídicas
de direito privado e, para sua criação, é necessário registrar seus estatutos junto ao competen-
te cartório do registro civil das pessoas jurídicas do Distrito Federal.
Atenção! Essa questão está desatualizada em razão das modificações legislativas promovidas
pela Lei n. 13.877/2019.
Conforme o art. 1º da Lei n. 9.096/1995, os partidos políticos são pessoas jurídicas de direito
privado. Desse modo, para a aquisição da personalidade jurídica deve registrar os seus atos
constitutivos no local de sua sede (não mais obrigatoriamente no Distrito Federal, conforme
modificações promovidas pela Lei n. 13.877/2019).
Certo.
011. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO CONSULTOR LEGISLA-
TIVO/2014) Aos partidos políticos é assegurada a exclusividade de sua denominação, de sua
sigla e de seus símbolos a partir do registro de seus estatutos no TSE.
Nos termos do art. 7º, § 3º, da Lei n. 9.096/1995, somente o registro do estatuto do partido
no Tribunal Superior Eleitoral assegura a exclusividade da sua denominação, sigla e símbolos,
vedada a utilização, por outros partidos, de variações que venham a induzir a erro ou confusão.
Desse modo, essa assertiva está certa.
Certo.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
012. (CESPE/TJ-PA/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2019) A alteração estatutária de partido
político solicitada apenas para limitar a vigência de órgão provisório à data final de validade do
diretório definitivo
a) deflagra competência jurisdicional da justiça eleitoral.
b) viola o regime democrático, pois a liberdade conferida aos partidos políticos não é absoluta.
c) não encontra óbice constitucional, desde que seja realizada pelo órgão central do partido.
d) está protegida pela autonomia das agremiações partidárias para definirem a sua estrutu-
ra interna.
e) está protegida pela liberdade das agremiações partidárias para definirem a sua estrutu-
ra interna.
Os partidos políticos, no seu processo de organização, devem respeitar/resguardar o regime
democrático, motivo pelo qual, no processo de constituição dos órgãos partidários, deve-se
realizar a escolha dos membros por meio de uma escolha democrática.
Não se deve admitir, em linha de princípio, a constituição de órgãos provisórios, com caráter
de definitividade, cuja escolha dos integrantes dá-se de forma não democrática pelo órgão de
direção superior.
Assim, a alternativa correta é a letra b.
Letra b.
013. (FAPEU/TRE-SC/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2005) Assinale a al-
ternativa CORRETA.
O partido político:
a) é pessoa jurídica de direito público, com a finalidade de assegurar o regime democrático e
defender os direitos fundamentais definidos na Constituição Federal.
b) pode participar do processo eleitoral, mesmo que não tenha registrado seu estatuto no Tri-
bunal Superior Eleitoral, e receber recursos do Fundo Partidário.
c) adquire personalidade jurídica após o registro de seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral.
d) é pessoa jurídica de direito privado, que se destina a dar autenticidade ao sistema represen-
tativo democrático e a defender os direitos fundamentais fixados na Carta Constitucional.
Nos termos do art. 1º da Lei n. 9.096/1995, “o partido político, pessoa jurídica de direito pri-
vado, destina-se a assegurar, no interesse do regime democrático, a autenticidade do sistema
representativo e a defender os direitos fundamentais definidos na Constituição Federal”.
Desse modo, pode-se afirmar que a alternativa correta é a letra d.
As demais alternativas estão incorretas pelas seguintes razões:
a) Errada. O partido político é uma pessoa jurídica de direito privado.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
b) Errada. De acordo com o art. 7º, § 2º, da Lei n. 9.096/1995, só o partido que tenha registrado
seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral pode participar do processo eleitoral, receber recur-
sos do Fundo Partidário e ter acesso gratuito ao rádio e à televisão
c) Errada. O partido político adquire personalidade jurídica com o registro de seus atos consti-
tutivos no cartório de registro civil de pessoa jurídicas do local de sua sede, conforme se vê no
art. 8º da Lei n. 9.0969/1995.
Letra d.
014. (PUC/PR/TJ-MS/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2012) Sobre os partidos políticos,
afirma-se:
I – Os partidos políticos adquirirem personalidade jurídica com o registro de seus estatutos no
Tribunal Superior Eleitoral.
II – Os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio
e à televisão e, na forma da lei, as emissoras de radio e televisão têm direito à compensação
fiscal pela cedência do horário gratuito destinado à propaganda eleitoral e partidária.
III – É assegurado aos partidos políticos autonomia para definir o regime de suas coligações
eleitorais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, esta-
dual, distrital ou municipal.
IV – O Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul tem competência originária para pro-
cessar e julgar as ações de perda do mandato por infidelidade partidária ajuizada em face de
prefeitos e vereadores dos municípios sul-mato-grossenses.
V – É possível que um detentor de cargo eletivo deixe o partido pelo qual foi eleito e se filie em
outro, evitando a perda do mandato, se alegar uma das hipóteses de justa causa objetiva ou
subjetiva previstas em Resolução do Tribunal Superior Eleitoral.
Está(ão) CORRETA(S):
a) Apenas as afirmativas I, III e IV.
b) Apenas as afirmativas I, IV e V.
c) Apenas as afirmativas II, III, IV e V.
d) Apenas as afirmativas II, III e V.
e) Todas as afirmativas.
Atenção! Essa questão está desatualizada em razão das modificações promovidas pela Lei n.
13.487/2017 e Lei n. 13.488/2017 e com base no julgamento proferido pelo Supremo Tribunal
Federal pela ADI n. 5081.
Vamos à análise dos itens:
I – Os partidos políticos adquirem personalidade jurídica com o registro de seus atos constitu-
tivos no Cartório de Registro Civil e de Pessoas Jurídicas do local de sua sede.
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DIREITO ELEITORAL
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II – Só o partido que tenha registrado seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral pode participar
do processo eleitoral, receber recursos do Fundo Partidário e ter acesso gratuito ao rádio e à
televisão. Por outro lado, a propaganda partidária foi extinta por meio da Lei n. 13.487/2017 e
da Lei n. 13.488/2018. Entretanto, manteve-se a compensação fiscal decorrente da realização
da propaganda eleitoral no rádio e na TV realizada pelos partidos políticos no período eleitoral.
III – Os partidos políticos têm autonomia para adotar os critérios de escolha e o regime de
suas coligações nas eleições majoritárias, vedada a sua celebração nas eleições proporcio-
nais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual,
distrital ou municipal.
IV – O Tribunal Superior Eleitoral tem competência para o processo e julgamento das ações
de perda de mandato parlamentar por infidelidade partidária nos cargos federais (deputado
federal); nos demais casos, a competência será dos Tribunais Regionais Eleitorais (deputado
estadual, deputado distrital e vereador). Atente-se para o fato de que não se aplica a fidelidade
partidária aos ocupantes de cargos majoritários, conforme entendimento firmado pelo Supre-
mo Tribunal Federal, no julgamento da ADI n. 5081.
V – Desde a edição da Lei n. 13.165/2015 e da Emenda Constitucional n. 97/2017, as hipóte-
ses de justa causa de desfiliação partidária sem perda de mandato estão inseridas no art. 22-A
da Lei n. 9.096/1995. São elas:
I – mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário;
II – grave discriminação política pessoal; e
III – mudança de partido efetuada durante o período de trinta dias que antecede o prazo de filiação
exigido em lei para concorrer à eleição, majoritária ou proporcional, ao término do mandato vigente.
Além dessas hipóteses, a Emenda à Constituição n. 97/2017, inseriu o § 5º no art. 17 da Consti-
tuição Federalpara prever que o parlamentar eleito por partido político que não tenha preenchi-
do a cláusula de barreira para o exercício dos direitos de acesso gratuito ao rádio e à televisão
e participar na distribuição dos recursos do fundo partidário, também pode trocar de partido
político sem perda do mandato para outra agremiação partidária que a tenha alcançado.
Letra c.
015. (CESPE/TRE-AL/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA/2004) É proibido a um par-
tido político brasileiro atuar como instituição paramilitar, o que não o impede de se utilizar de
uma organização dessa natureza para a consecução de suas finalidades.
Nos termos do art. 6º da Lei n. 9.096/1995, é vedado ao partido político ministrar instrução
militar ou paramilitar, utilizar-se de organização da mesma natureza e adotar uniforme para
seus membros.
Desse modo, esse item está errado.
Errado.
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016. (VUNESP/2019/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/TJ-RJ) É assegurada, ao partido polí-
tico, autonomia para definir sua estrutura interna, organização e funcionamento, sendo que o
prazo de vigência dos órgãos provisórios dos partidos políticos:
a) será definido no estatuto do partido.
b) poderá ser de até 8 (oito) anos.
c) poderá ser de até 6 (seis) meses.
d) poderá ser de até 1 (um) ano.
e) será definido pela Justiça Eleitoral.
A resposta original da questão era a letra “b”, pois, conforme disposto no art. 3, § 3º, da Lei
n. 9.096/1995, os partidos poderiam instituir órgão provisórios com vigência de até 8 anos.
Contudo, o STF, no julgamento da ADI 6.230 declarou inconstitucional a norma, o que levou à
prejudicialidade da questão.
É bem verdade que, atualmente, esses prazos são definidos no estatuto do partido, de acordo
com o art. 17, § 1º, da CF, o que levaria a se afirmar que, tendo como base no novo ordena-
mento jurídico, o item “A”, agora seria o correto. Contudo é importante frisar que, conforme já
decidiu o STF, na mesma ADI 6.230, a autonomia dos partidos não é absoluta, de modo que
esses prazos não podem ser demasiadamente longos a ponto de violar o regime democrático.
Conforme se verifica no texto da aula, os limites de vigência das comissões provisórias será
objeto de análise por parte do TSE juntamente com os partidos políticos, a fim de se chegar a
um termo razoável, sendo necessário sejam feitas as adequações nos estatutos das agremia-
ções partidárias.
Letra b.
017. (CESPE/TJ-SC/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2019) Terão acesso aos recursos do
fundo partidário e à propaganda gratuita no rádio e na televisão os partidos políticos que, na
legislatura seguinte às eleições de 2018, obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputa-
dos, no mínimo,
a) 1% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação,
com, no mínimo, 1% dos votos válidos em cada uma delas.
b) 1,5% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação,
com, no mínimo, 1% dos votos válidos em cada uma delas.
c) 2% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação,
com, no mínimo, 1,5% dos votos válidos em cada uma delas.
d) 2,5% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação,
com no mínimo, 2% dos votos válidos em cada uma delas.
e) 2,5% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação,
com, no mínimo, 2,5% dos votos válidos em cada uma delas.
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DIREITO ELEITORAL
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A partir da Emenda Constitucional n. 97/2017, o exercício do direito de acesso gratuito ao
rádio e à televisão e a participação na distribuição dos recursos do fundo partidário depende
do preenchimento de requisitos inscritos no art. 17, § 3º da Constituição Federal, os quais são
denominados de cláusulas de barreira.
Essa é a redação dada pela Emenda Constitucional n. 97/2017 ao art. 17, § 3º da Constitui-
ção Federal:
Art. 17. Omissis.
§ 3º Somente terão direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão, na
forma da lei, os partidos políticos que alternativamente:
I – obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 3% (três por cento) dos votos
válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, com um mínimo de 2%
(dois por cento) dos votos válidos em cada uma delas; ou
II – tiverem elegido pelo menos quinze Deputados Federais distribuídos em pelo menos um terço
das unidades da Federação.
Entretanto, a Emenda Constitucional previu normas transitórias até a aplicabilidade dessas cláu-
sulas de barreira, que ocorrerá apenas a partir das eleições de 2030. Essa é a redação do art. 3º,
parágrafo único da Emenda Constitucional n. 97/2017:
Art. 3º. O disposto no § 3º do art. 17 da Constituição Federal quanto ao acesso dos partidos políti-
cos aos recursos do fundo partidário e à propaganda gratuita no rádio e na televisão aplicar-se-á a
partir das eleições de 2030.
Parágrafo único. Terão acesso aos recursos do fundo partidário e à propaganda gratuita no rádio e
na televisão os partidos políticos que:
I – na legislatura seguinte às eleições de 2018:
a) obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 1,5% (um e meio por cento)
dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, com um míni-
mo de 1% (um por cento) dos votos válidos em cada uma delas; ou
b) tiverem elegido pelo menos nove Deputados Federais distribuídos em pelo menos um terço das
unidades da Federação;
II – na legislatura seguinte às eleições de 2022:
a) obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 2% (dois por cento) dos votos
válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, com um mínimo de 1%
(um por cento) dos votos válidos em cada uma delas; ou
b) tiverem elegido pelo menos onze Deputados Federais distribuídos em pelo menos um terço das
unidades da Federação;
III – na legislatura seguinte às eleições de 2026:
a) obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 2,5% (dois e meio por cento)
dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, com um míni-
mo de 1,5% (um e meio por cento) dos votos válidos em cada uma delas; ou
b) tiverem elegido pelo menos treze Deputados Federais distribuídos em pelo menos um terço das
unidades da Federação.
Letra b.
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Weslei Machado e Marco Carvalhedo
018. (CESPE/TRE-BA/TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2017) Desde que se-
jam observados os limites estabelecidos em lei, têm autonomia para definir e executar, em
qualquer dia e horário, o cronograma das atividades eleitorais de campanha os
a) TREs dos estados e do Distrito Federal.
b) candidatos, os partidos políticos e as coligações.
c) ministros do TSE.
d) juízes eleitorais.e) chefes do Poder Executivo do local das eleições.
Nos termos do art. 3º, § 1º, da Lei n. 9.096/1995, é assegurada aos candidatos, partidos políti-
cos e coligações autonomia para definir o cronograma das atividades eleitorais de campanha
e executá-lo em qualquer dia e horário, observados os limites estabelecidos em lei.
Desse modo, pode-se afirmar que a alternativa correta é a letra b.
Letra b.
019. (AOCP/TRE-AC/TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2015) Em relação aos
partidos políticos, é correto afirmar que
a) é assegurada, ao partido político, autonomia para definir sua estrutura interna, organização
e funcionamento.
b) são pessoas jurídicas de direito público interno.
c) o partido está obrigado a enviar à Justiça Eleitoral, a cada 3 anos, o balanço contábil do
exercício financeiro do período.
d) os recursos provenientes do Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Polí-
ticos (Fundo Partidário) são repartidos entre os partidos políticos proporcionalmente à sua
votação para o preenchimento dos cargos na câmara federal.
e) as doações de recursos financeiros para partidos políticos devem ser efetivas, obrigatoria-
mente, mediante cheque cruzado em nome do partido político.
Nos termos do art. 3º da Lei n. 9.096/1995, é assegurada, ao partido político, autonomia para
definir sua estrutura interna, organização e funcionamento.
Assim, pode-se afirmar que a alternativa correta é a letra A.
As demais a alternativas estão incorretas pelas seguintes razões:
b) Errada. Os partidos políticos são pessoas jurídicas de direito privado, conforme se vê no art.
1º da Lei n. 9.096/1995
c) Errada. Segundo o art. 32 da Lei n. 9.096/1995, o partido está obrigado a enviar, anualmente,
à Justiça Eleitoral, o balanço contábil do exercício findo, até o dia 30 de junho do ano seguinte.
d) Errada. Os recursos do fundo partidário são distribuídos com a observância dos seguintes
critérios: 1) 5% (cinco por cento) do total do Fundo Partidário será destacado para entrega, em
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DIREITO ELEITORAL
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partes iguais, a todos os partidos que tenham seus estatutos registrados no Tribunal Superior
Eleitoral; e b) 95% (noventa e cinco por cento) do total do Fundo Partidário será distribuído a
eles na proporção dos votos obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados.
e) Errada. De acordo com o art. 39, § 3º, da Lei n. 9.096/1995, as doações de recursos finan-
ceiros somente poderão ser efetuadas na conta do partido político por meio de: I – cheques
cruzados e nominais ou transferência eletrônica de depósitos; II – depósitos em espécie devi-
damente identificados; e III – mecanismo disponível em sítio do partido na internet que permita
o uso de cartão de crédito, cartão de débito, emissão on-line de boleto bancário ou, ainda, con-
vênios de débitos em conta, no formato único e no formato recorrente, e outras modalidades.
Letra a.
020. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/TÉCNICA LEGISLATI-
VA/2012) O Ato Institucional n.º 1 extinguiu os partidos políticos existentes no Brasil à época
de sua instituição.
Durante o regime militar, os partidos políticos foram extintos pelo Ato Institucional n. 2/1965.
Com efeito, nos termos do art. 18 do Ato Institucional n. 2/1965, ficam extintos os atuais Par-
tidos Políticos e cancelados os respectivos registros.
Destaque-se que, com a Constituição Federal de 1988, é livre a criação, fusão, incorporação e
extinção de partidos políticos, desde que resguardados os princípios constitucionais.
Consideradas as disposições contidas no Ato Institucional n. 2/1965, essa assertiva está errada.
Errado.
021. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO/TÉCNICA LEGISLATI-
VA/2012) A criação de um novo partido político está condicionada, entre outros requisitos,
à obtenção de assinaturas a favor em número correspondente a, no mínimo, 0,1% dos votos
válidos para o cargo de presidente da República na eleição imediatamente anterior.
Nos termos do art. 7º, § 1º, da Lei n. 9.096/1995, só é admitido o registro do estatuto de par-
tido político que tenha caráter nacional, considerando-se como tal aquele que comprove, no
período de dois anos, o apoiamento de eleitores não filiados a partido político, correspondente
a, pelo menos, 0,5% (cinco décimos por cento) dos votos dados na última eleição geral para a
Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, distribuídos por um
terço, ou mais, dos Estados, com um mínimo de 0,1% (um décimo por cento) do eleitorado que
haja votado em cada um deles.
Por essa disposição legal, pode-se afirmar que essa assertiva está errada.
Errado.
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DIREITO ELEITORAL
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022. (FCC/TJ-PE/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2015) Só é admitido o registro do estatuto
de partido político que tenha caráter nacional, considerando-se como tal aquele que comprove
o apoiamento de eleitores correspondente a, pelo menos,....I.... dos votos dados na última elei-
ção geral para...II...,...III... os votos em branco e os nulos, distribuídos por...IV..., dos Estados,
com um mínimo de... V... do eleitorado que haja votado em cada um deles.
Preenchem correta e respectivamente as lacunas de I a V:
a) um por cento – o Congresso Nacional – não computados – um quarto, ou mais – dois dé-
cimos por cento.
b) um por cento – a Câmara dos Deputados – computados – um terço, ou mais – um déci-
mo por cento
c) meio por cento – a Câmara dos Deputados – não computados – um terço, ou mais – um
décimo por cento.
d) meio por cento – o Congresso Nacional – computados – um quarto, ou mais – dois décimos
por cento.
e) meio por cento – a Câmara dos Deputados – não computados – um terço, ou mais – dois
décimos por cento.
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tido político que tenha caráter nacional, considerando-se como tal aquele que comprove, no
período de dois anos, o apoiamento de eleitores não filiados a partido político, correspondente
a, pelo menos, 0,5% (cinco décimos por cento) dos votos dados na última eleição geral para a
Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, distribuídos por um
terço, ou mais, dos Estados, com um mínimo de 0,1% (um décimo por cento) do eleitorado que
haja votado em cada um deles.
Letra c.
023. (CONSULPLAN/TSE/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA/2012) Marque a alter-
nativa em que a segunda afirmativa vincula-se, em relação de pertinência lógica à primeira,
estando ambas corretas.
a) A Constituição brasileira adota a plena liberdade de criação de partidos políticos. O partido
político é autônomo para decidir sobre normas relacionadas à sua estrutura interna e sobre
fidelidade entre o parlamentar que o compõe e o parlamento.
b) A Constituição brasileira permite que os partidos políticos tenham âmbito regional, desde
que obedecida a soberania nacional. Em função da abrangência do partido político, ele poderá
ou não receber recursos do Fundo Partidário.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
c) Os partidos políticos, dentro da autonomia que possuem, podem estabelecer normas de
fidelidade partidária. A disciplina estatutária relativa à fidelidade partidária é a que regula as
relações entre o partido e o afiliado.
d) Os partidos políticos devem registrar seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral. O registro
dos estatutos dos partidos políticos é requisito para que adquiram personalidade jurídica.
Nos termos do art. 17, § 1º, da Constituição Federal, os partidos políticos possuem autonomia
para estabelecer normas sobre a estrutura interna, o funcionamento e a organização e, no
exercício dessa autonomia, deve estabelecer normas sobre disciplina e fidelidade partidária.
A fidelidade partidária refere-se ao dever de o filiado eleito para um cargo eletivo proporcional
ser leal ao partido político que viabilizou a sua candidatura.
Assim, pode-se afirmar que a alternativa correta é a letra c.
As demais alternativas estão incorretas pelas seguintes razões:
a) Errada. Não há direitos fundamentais com caráter absoluto. A liberdade partidária se sujeita
a limites constitucionais. De qualquer forma, a fidelidade partidária tem relação com o princí-
pio da autonomia partidária e não com o princípio da liberdade partidária.
b) Errada. Os partidos políticos devem ter caráter nacional, conforme se vê no art. 17, I da
Constituição Federal. Destaque-se, ainda, que todo partido político registrado no Tribunal Su-
perior Eleitoral participa da distribuição dos recursos do fundo partidário.
d) Errada. Os partidos políticos adquirem personalidade jurídica com o registro de seus atos
constitutivos no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas do local de sua sede. Após a
aquisição da personalidade jurídica na forma da lei civil, devem registrar o seu estatuto e pro-
grama no Tribunal Superior Eleitoral.
Letra c.
024. (FCC/TRE-PE/TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2011) Em eleição para
Governador de Estado, disputada por quatro candidatos, nenhum candidato alcançou maioria
absoluta de votos, não computados os em branco e nulos, no primeiro turno. Foi convocada
nova eleição entre o primeiro e o segundo colocados. Ocorre que, antes da realização do se-
gundo turno, o primeiro colocado faleceu e o segundo desistiu. Nesse caso,
a) o segundo turno será disputado entre os candidatos a Vice-Governador do primeiro e do
segundo colocados.
b) serão convocadas novas eleições, com reabertura de prazo para registro de candidatos.
c) o segundo turno será disputado entre os dois candidatos remanescentes.
d) será considerado eleito o de maior votação dentre os remanescentes.
e) o segundo turno será disputado entre o candidato a Vice-Governador do primeiro colocado
e o de maior votação dentre os dois remanescentes.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
Nas eleições para Governador de Estado e do Distrito Federal, aplica-se o sistema eleitoral ma-
joritário por maioria absoluta, motivo pelo qual, para ser eleito em primeiro turno de votação, o
candidato deve obter a maioria absoluta dos votos.
Segundo o art. 2º, § 1º, da Lei n. 9.504/1997, se nenhum candidato alcançar maioria absoluta
na primeira votação, far-se-á nova eleição no último domingo de outubro, concorrendo os dois
candidatos mais votados, e considerando-se eleito o que obtiver a maioria dos votos válidos.
Nesse caso, se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimen-
to legal dos dois candidatos habilitados ao segundo turno de votação, deve-se convocar os
dois candidatos remanescentes para disputarem as eleições.
Logo, a alternativa correta é a letra c.
Letra c.
025. (CESPE/MP-AC/PROMOTOR DE JUSTIÇA/2014) Assinale a opção correta com relação
aos partidos políticos.
a) responsabilidade, inclusive civil e trabalhista, cabe solidariamente ao órgão partidário mu-
nicipal, estadual ou nacional que tiver dado causa a descumprimento da obrigação, a violação
de direito, a dano a outrem ou a qualquer ato ilícito.
b) A sanção de suspensão do repasse de novas quotas do fundo partidário, por desaprovação
total da prestação de contas de partido, não pode ser aplicada por meio de desconto, do valor
a ser repassado, da importância apontada como irregular.
c) É assegurada aos partidos políticos autonomia para adotar os critérios de escolha e o regi-
me de suas coligações eleitorais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em
âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal.
d) Os órgãos de direção nacional, estadual e municipal do partido político podem receber doa-
ções de pessoas físicas e jurídicas, inclusive entidades de classe ou sindicais, para constitui-
ção de seus fundos.
e) A personalidade jurídica é adquirida, nos termos da lei civil, após o registro do estatuto do
partido político no TSE.
Atenção! Essa questão está desatualizada em razão das modificações promovidas pela Emen-
da à Constituição n. 97/2017.
Vamos à análise das assertivas:
a) Errada. Nos termos do art. 15-A da Lei n. 9.096/1995, a responsabilidade, inclusive civil e
trabalhista, cabe exclusivamente ao órgão partidário municipal, estadual ou nacional que tiver
dado causa ao não cumprimento da obrigação, à violação de direito, a dano a outrem ou a qual-
quer ato ilícito, excluída a solidariedade de outros órgãos de direção partidária.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
b) Errada. Conforme o art. 37 da Lei n. 9.096/1995, em caso de desaprovação das contas par-
tidárias, não há a sanção de suspensão de recebimento de cotas do fundo partidário. Na ver-
dade, nessa situação, o partido político será obrigado à devolução da quantia apontada como
irregular, acrescida de multa de até 20%.
c) Certa. Desde a edição da Emenda Constitucional n. 52/2006, alteradora da redação do art.
17, § 1º, da Constituição Federal, os partidos políticos possuem autonomia para adotar os
critérios e o regime de suas coligações. Entretanto, com a edição da Emenda à Constituição n.
97/2017, restringiu-se o conteúdo do princípio da liberdade de formação de coligações, pois
não se admite a formação de coligações nas eleições proporcionais. Nas eleições majoritá-
rias, o partido tem liberdade para formar coligações, sem obrigatoriedade de vinculação entre
as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal.
d) Errada. Desde a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI n.
4.650, as pessoas jurídicas não podem doar recursos para partidos políticos.
e) Errada. O partido político adquire personalidade jurídica com o registro de seus atos consti-
tutivos no cartório de registro civil de pessoas jurídicas do local de sua sede. Adquirida a per-
sonalidade jurídica e demonstrado o caráter nacional, os partidos políticos registram os seus
estatutos e programa no Tribunal Superior Eleitoral.
Letra c.
026. (FCC/TRE-CE/TÉCNICOJUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2012) A criação de par-
tidos políticos é livre, inclusive se os respectivos programas não respeitarem
a) a soberania nacional.
b) a posição dominante no Congresso Nacional.
c) o regime democrático.
d) pluripartidarismo.
e) os direitos fundamentais da pessoa humana.
Nos termos do art. 17 da Constituição Federal, é livre a criação, a fusão, a incorporação e a
extinção de partidos políticos, desde que resguardados:
a) a soberania nacional;
b) o regime democrático;
c) o pluripartidarismo;
d) os direitos fundamentais;
e) o caráter nacional;
f) a proibição de recebimento de recursos financeiros de entidades ou de governos estrangei-
ros, bem como, de se subordinarem a eles;
g) dever de prestação de contas à Justiça Eleitoral;
h) funcionamento parlamentar de acordo com a lei.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
Logo, a partir da análise das assertivas, pode-se afirmar que o princípio da liberdade partidá-
ria não se sujeita à posição dominante do Congresso Nacional, motivo pelo qual a alternativa
correta é a letra b.
Ao contrário, os partidos políticos se organizam com a finalidade de eleger representantes
populares, os quais, se eleitos para cargos legislativos, interferirão na formação das leis e, por
consequência, na posição das casas legislativas.
Letra b.
027. (CESPE/TRE-GO/TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2015) Embora lhes
esteja assegurada autonomia para definir sua estrutura interna, sua organização e seu fun-
cionamento, os partidos políticos são legalmente proibidos de adotar o uso de uniforme para
seus membros.
Nos termos do art. 3º da Lei n. 9.096/1995, é assegurada, ao partido político, autonomia para
definir sua estrutura interna, organização e funcionamento.
Apesar dessa autonomia e para a garantia do regime democrático, é vedado ao partido político
ministrar instrução militar ou paramilitar, utilizar-se de organização da mesma natureza e ado-
tar uniforme para seus membros, conforme se vê no art. 6º da Lei n. 9.096/1995.
Desse modo, esse item está certo.
Certo.
028. (CESPE/TJ-BA/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2019) A respeito da criação de partidos
políticos no Brasil, assinale a opção correta.
a) Os fundadores de partido político em formação, em número máximo de cento e um, são
encarregados de subscrever e dirigir os requerimentos de registro do partido para o cartório de
registro civil de pessoas jurídicas competente.
b) Após obter o seu registro civil, o partido político em formação deverá informar sua criação
ao TSE, no prazo de cem dias contados da obtenção desse registro.
c) Em até um ano após adquirir personalidade jurídica, o partido político tem de comprovar
o apoiamento mínimo de eleitores filiados, no total de, pelo menos, 0,5% dos votos dados
na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco
e os nulos.
d) A apresentação do requerimento de registro de partido político em formação no cartório
de registro civil basta para autorizar à nova agremiação o recebimento de recursos do fundo
partidário e o acesso gratuito ao rádio e à televisão para propaganda.
e) A estrutura interna, a organização e o funcionamento do partido político em formação serão
determinados pela justiça eleitoral, até o registro definitivo do partido.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
O Tribunal Superior Eleitoral, no exercício de sua função regulamentar, dispôs que, após o re-
gistro do partido político no Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas do local de sua sede,
no prazo de até 100 dias contados da obtenção do seu registro civil, deve informar ao Tribunal
Superior Eleitoral a sua criação, apresentando:
I – a respectiva certidão do Registro Civil de Pessoas Jurídicas;
II – o seu número de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ);
III – cópia da ata de fundação e da relação dos fundadores, acompanhada do estatuto e do
programa aprovados no momento da fundação; e
IV – o endereço, telefone e número de fac-símile de sua sede e de seus dirigentes nacionais
provisórios.
Assim, nos termos deste art. 10, § 3º da Resolução-TSE n. 23.571/2018, a assertiva correta é
a letra b.
As demais assertivas estão incorretas pelas seguintes razões:
a) Errada. O art. 8º da Lei n. 9.096/1995 estabelece o número mínimo de 101 fundadores (não
máximo), os quais devem subscrever o pedido de registro do partido político ao Cartório de
Registro Civil de Pessoas Jurídicas.
c) Errada. O prazo para a comprovação do alcance do apoiamento mínimo de eleitores, após a
aquisição da personalidade jurídica, é de dois anos.
d) Errada. O recebimento de recursos do fundo partidário e o acesso gratuito ao rádio e à tele-
visão dependem do registro do partido político no Tribunal Superior Eleitoral.
e) Errada. É assegurada, ao partido político, autonomia para definir sua estrutura interna, orga-
nização e funcionamento (art. 3º da Lei n. 9.096/1995).
Letra b.
029. (IBFC/TRE-AM/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2014) Assinale a al-
ternativa CORRETA:
a) Somente o registro do estatuto do partido no Tribunal Superior Eleitoral assegura a exclusi-
vidade da sua denominação, sigla e símbolos, sendo vedada a utilização, por outros partidos,
de variações que venham a induzir a erro ou confusão.
b) A ação do partido pode ter caráter local e ser exercida de acordo com seu estatuto e progra-
ma, sem subordinação direta a entidades ou governos estrangeiros.
c) O partido político, após adquirir personalidade jurídica na forma da lei eleitoral, deve registrar
seu estatuto no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas.
d) O partido político, pessoa jurídica de direito público, destina-se a assegurar, no interesse do
regime democrático, a autenticidade do sistema representativo e a defender os direitos funda-
mentais definidos na Constituição Federal.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
Nos termos do art. 7º, § 2º, da Lei n. 9.096/1995, só o partido que tenha registrado seu estatuto
no Tribunal Superior Eleitoral pode participar do processo eleitoral, receber recursos do Fundo
Partidário e ter acesso gratuito à rádio e à televisão.
Dessa forma, a assertiva correta é a letra a.
As demais alternativas estão incorretas pelas seguintes razões:
b) Errada. Os partidos políticos apenas podem ter caráter nacional e não podem subordinar a
sua atuação a entidades ou governos estrangeiros.
c) Errada. O partido político adquirem personalidade jurídica com o registro dos seus atos
constitutivos no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas.
d) Errada. O partido é uma pessoa jurídica de direito privado.
Letra a.
030. (CESPE/TJ-PA/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2012) No que se refere aos partidos po-
líticos, assinale a opção correta.
a) O direito ao funcionamento parlamentar é vinculadoà obtenção do apoio de, no mínimo, 3%
dos votos apurados para a Câmara dos Deputados, não computados os brancos e os nulos,
distribuídos em, pelo menos, um terço dos estados, com um mínimo de 1% do total dos votos
de cada um deles
b) Observado o disposto na CF e na legislação de regência, o partido é livre para fixar, em seu
programa, seus objetivos políticos e para estabelecer, em seu estatuto, sua estrutura interna,
organização e funcionamento.
c) O partido político funciona, nas casas legislativas, por intermédio de diretoria, que deve
indicar suas lideranças de acordo com o estatuto do partido, as disposições regimentais das
respectivas Casas e as normas da legislação pertinente.
d) O requerimento do registro dirigido ao cartório competente do registro civil das pessoas ju-
rídicas, da capital federal, deve ser subscrito pelos fundadores do partido político, em número
nunca inferior a 81, os quais devem ter domicílio eleitoral em, no mínimo, um terço dos estados
federados.
e) A responsabilidade civil cabe ao órgão partidário municipal, estadual ou nacional que tiver
dado causa a qualquer ato ilícito, havendo solidariedade dos órgãos de direção partidária esta-
dual e nacional, em relação, respectivamente, ao órgão municipal e ao estadual.
Nos termos do art. 14 da Lei n. 9.096/1995, observadas as disposições constitucionais e as da
Lei dos Partidos Políticos, o partido é livre para fixar, em seu programa, seus objetivos políticos
e para estabelecer, em seu estatuto, a sua estrutura interna, organização e funcionamento.
Desse modo, a assertiva correta é a letra b.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
a) Errada. Em razão da declaração da inconstitucionalidade da disposição contida no art. 13
da Lei n. 9.096/1995 pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI n. 1351 e 1354, não
há, atualmente, parâmetros legalmente estabelecidos para o exercício do direito ao funciona-
mento parlamentar.
c) Errada. De acordo com o art. 12 da Lei n. 9.096/1995, o partido político funciona, nas Casas
Legislativas, por intermédio de uma bancada, que deve constituir suas lideranças de acordo
com o estatuto do partido, as disposições regimentais das respectivas Casas e as normas da
Lei dos Partidos Políticos.
d) Errada. Segundo o art. 8º da Lei n. 9.096/1995, o requerimento do registro de partido polí-
tico, dirigido ao cartório competente do Registro Civil das Pessoas Jurídicas do local de sua
sede, deve ser subscrito pelos seus fundadores, em número nunca inferior a 101 (cento e um),
com domicílio eleitoral em, no mínimo, 1/3 (um terço) dos Estados.
e) Errada. Nos termos do art. 15-A da Lei n. 9.096/1995, a responsabilidade, inclusive civil e
trabalhista, cabe exclusivamente ao órgão partidário municipal, estadual ou nacional que tiver
dado causa ao não cumprimento da obrigação, à violação de direito, a dano a outrem ou a qual-
quer ato ilícito, excluída a solidariedade de outros órgãos de direção partidária.
Letra b.
031. (CESPE/TJ-CE/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2018) O registro de estatuto de partido
político junto ao TSE será autorizado
a) por ato de natureza jurisdicional da corte sujeito a recurso extraordinário.
b) por ato materialmente administrativo que lhe atribua personalidade jurídica.
c) se, entre outros requisitos, o requerimento estiver instruído com o inteiro teor do programa e
do estatuto partidários, ambos inscritos no registro civil das pessoas jurídicas.
d) se, entre outros requisitos, o requerimento estiver instruído com certidão de inteiro teor do
registro partidário expedida pelo cartório de registro civil das pessoas jurídicas da capital do
estado sede do partido.
e) se preenchidos os requisitos legais, independentemente de comprovação de apoio mínimo
de eleitores.
Nos termos do art. 10 da Lei n. 9.096/1995, o pedido de registro do partido político no Tribunal
Superior Eleitoral deve ser instruído:
I – exemplar autenticado do inteiro teor do programa e do estatuto partidários, inscritos no Registro
Civil;
II – certidão do registro civil da pessoa jurídica, expedido pelo Cartório de Registro Civil de Pessoas
Jurídicas do local de sua sede;
III – certidões dos cartórios eleitorais que comprovem ter o partido obtido o apoiamento mínimo de
eleitores.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
Por essa disposição legal, verifica-se que a alternativa correta é a letra C.
As demais alternativas estão incorretas pelas seguintes razões:
a) Errada. O registro de partido político no Tribunal Superior Eleitoral instaura o exercício da
função administrativa da Justiça Eleitoral.
b) Errada. O registro do partido político no Tribunal Superior Eleitoral não confere personalida-
de jurídica ao partido político, mas sim o registro dos atos constitutivos no cartório do local
de sua sede.
d) Errada. O registro de registro do partido político no Tribunal Superior Eleitoral deve ser ins-
truído com certidão de inteiro teor do registro partidário expedida pelo cartório de registro civil
das pessoas jurídicas do local de sua sede, que pode ou não ser em uma capital de Estado.
e) O registro do partido político no Tribunal Superior Eleitoral depende da comprovação do
apoiamento mínimo de eleitores.
Letra c.
032. (CESPE/TJ-AM/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2016) De acordo com as normas que
regulam o funcionamento dos partidos políticos no Brasil,
a) não há restrições à fusão ou incorporação de partidos políticos que tenham obtido o registro
definitivo do TSE.
b) as mudanças de filiação partidária não são consideradas para efeito da distribuição dos
recursos do fundo partidário entre os partidos políticos.
c) o desvio reiterado do programa partidário, a grave discriminação política pessoal e a filia-
ção a novo partido são considerados justas causas de desfiliação de detentores de manda-
to eletivo.
d) o apoiamento de eleitores filiados a determinado partido político pode ser computado para
fins de registro do estatuto de um novo partido político.
e) o tempo de propaganda partidária gratuita no rádio e na televisão é distribuído entre os
partidos proporcionalmente aos votos obtidos na eleição mais recente para deputado federal.
Nos termos do art. 41-A, parágrafo único da Lei n. 9.096/1995, a distribuição dos recursos do
fundo partidário não consideram as mudanças de filiação partidária em qualquer hipótese.
Assim, a alternativa correta é a letra b.
As demais alternativas estão incorretas pelas seguintes razões:
a) Errada. De acordo com o art. 29, § 9º, da Lei n. 9.096/1995, somente será admitida a fusão
ou incorporação de partidos políticos que tenham obtido o registro definitivo do Tribunal Supe-
rior Eleitoral há, pelo menos, 5 (cinco) anos.
c) Errada. Consideram-se justa causa para a desfiliação partidária somente as seguintes
hipóteses:
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Partidos Políticos – Parte IDIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
I – mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário;
II – grave discriminação política pessoal; e
III – mudança de partido efetuada durante o período de trinta dias que antecede o prazo de filiação
exigido em lei para concorrer à eleição, majoritária ou proporcional, ao término do mandato vigente.
d) Errada. Conforme o art. 7º, § 1º, da Lei n. 9.096/1995, só é admitido o registro do estatuto de
partido político que tenha caráter nacional, considerando-se como tal aquele que comprove, no
período de dois anos, o apoiamento de eleitores não filiados a partido político, correspondente
a, pelo menos, 0,5% (cinco décimos por cento) dos votos dados na última eleição geral para a
Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, distribuídos por um
terço, ou mais, dos Estados, com um mínimo de 0,1% (um décimo por cento) do eleitorado que
haja votado em cada um deles.
e) Errada. Desde a criação do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, houve a extin-
ção da propaganda partidária (não houve a extinção da propaganda eleitoral) no rádio e na
televisão.
Letra b.
033. (CESPE/TRE-PA/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2007) Antes da de-
cisão do STF no sentido de inconstitucionalidade da cláusula de barreira na próxima legislatura
do Congresso Nacional, legendas como PPS, PV e PTB procuraram estratégias para garantir a
sua sobrevivência.
A cláusula estabelece como condição para que um partido político tenha direito ao funciona-
mento parlamentar ter recebido 5% dos votos do eleitorado nacional e pelo menos 2% em nove
unidades da federação.
O caminho a ser seguido pela maioria dos 14 partidos que não conseguiram atingir a regra
seria a fusão com outras legendas. O PL, que elegeu 26 deputados federais em 1º de outubro,
deveria se unir ao PRONA e ao PSC. Com a fusão, os partidos passariam a reunir 38 parlamen-
tares, superariam a regra, mas necessitariam constituir novo partido político.
Considerando o texto acima, assinale a opção correta.
a) A Constituição Federal admite a fusão de partidos políticos sem restrições, já que o pluripar-
tidarismo é um dos objetivos da República Federativa do Brasil.
b) O novo partido que surgir da fusão das legendas mencionadas no texto adquirirá personali-
dade jurídica quando registrar seu estatuto no TSE.
c) A estrutura interna do novo partido político que advier da fusão mencionada no texto será
definida de modo padronizado pela justiça eleitoral.
d) As normas disciplinares do novo partido político serão definidas em resolução específica do
TSE, se a legenda resultante da fusão tiver abrangência nacional.
e) O novo partido político resultante da fusão referida no texto não pode ter finalidade paramilitar.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
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Atenção! Inicialmente, destaque-se que, atualmente, a cláusula de barreira para o exercício do
direito de participação do rateio dos recursos do fundo partidário e de acesso gratuito ao rádio
e à televisão está estabelecida no art. 17, § 3º, da Constituição Federal, nos seguintes termos:
Art. 17. Omissis.
§ 3º Somente terão direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão, na
forma da lei, os partidos políticos que alternativamente:
I – obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 3% (três por cento) dos votos
válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, com um mínimo de 2%
(dois por cento) dos votos válidos em cada uma delas; ou
II – tiverem elegido pelo menos quinze Deputados Federais distribuídos em pelo menos um terço
das unidades da Federação.
Nos termos do art. 17, § 4º da Constituição Federal, é vedada a utilização pelos partidos polí-
ticos de organização paramilitar, motivo pelo qual o novo partido político resultante da fusão
deve respeitar essa restrição constitucional.
Desse modo, a alternativa correta é letra e.
As demais alternativas estão incorretas pelas seguintes razões:
a) Errada. A fusão de partidos políticos deve resguardar a soberania nacional, o regime de-
mocrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os
seguintes preceitos:
I – caráter nacional;
II – proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de
subordinação a estes;
III – prestação de contas à Justiça Eleitoral;
IV – funcionamento parlamentar de acordo com a lei.
b) Errada. De acordo com o art. 29, § 4º, da Lei n. 9.096/1995, na hipótese de fusão, a existên-
cia legal do novo partido tem início com o registro, no Ofício Civil competente da sede do novo
partido, do estatuto e do programa, cujo requerimento deve ser acompanhado das atas das
decisões dos órgãos competentes.
c) Errada. O partido político, seja criado de forma originária, seja decorrente de fusão ou incor-
poração, possui autonomia para definir a sua estrutura interna e estabelecer regras sobre es-
colha, formação e duração de seus órgãos permanentes e provisórios e sobre sua organização
e funcionamento.
d) Errada. Todos os partidos políticos devem respeitar o caráter nacional, inclusive os resultan-
tes de fusão ou incorporação, além do fato de que as normas disciplinares do partido devem
ser estabelecidas pelo próprio partido político, em seu estatuto, em razão de sua autonomia.
Letra e.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
034. (CESPE/TRE-PA/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA/2005) Quanto aos parti-
dos políticos, assinale a opção correta.
a) O requerimento do registro deve ser subscrito pelos fundadores do partido político, em nú-
mero nunca inferior a 101, com domicílio eleitoral em, no mínimo, um terço dos estados, e
será acompanhado de relação de todos os fundadores com o nome completo, naturalidade,
profissão, endereço residencial e número do título eleitoral, com especificação da zona, seção,
município e estado.
b) A obtenção da personalidade jurídica do partido depende de comprovação do apoiamento
mínimo de eleitores.
c) A prova do apoiamento mínimo de eleitores é feita por meio de assinaturas em listas orga-
nizadas para cada zona eleitoral, que devem ser acompanhadas de cópia do respectivo título
eleitoral do subscritor.
d) A aquisição da personalidade jurídica assegura a exclusividade da denominação, da sigla
e dos símbolos do partido político, vedada a utilização, por outros partidos, de variações que
venham a induzir erro ou confusão.
e) O partido tem de comunicar ao juízo da zona eleitoral a constituição dos órgãos de direção
de âmbito municipal ou zonal e os nomes dos respectivos integrantes, bem como as altera-
ções que forem promovidas, para anotação.
Nos termos do art. 8º da Lei n. 9.096/1995, o requerimento do registro de partido político,
dirigido ao cartório competente do Registro Civil das Pessoas Jurídicas do local de sua sede,
deve ser subscrito pelos seus fundadores, em número nunca inferior a 101 (cento e um), com
domicílio eleitoral em, no mínimo, 1/3 (um terço) dos Estados. Em relação aos fundadores,
exige-se a apresentação da relação de todos os fundadores com o nome completo, naturalida-
de, número do título eleitoral com a Zona, Seção,n. 165568, Rel. Min. Luciana Lóssio, PSESS em 29.11.2016)
O legislador foi mais hermético ao imputar aos partidos políticos, no art. 1º da Lei n.
9.096/1995, as seguintes funções:
• Assegurar, no interesse do regime democrático, a autenticidade do sistema representa-
tivo;
• Defender os direitos fundamentais definidos na Constituição Federal.
Nesse sentido, cuidam-se de entidades que devem primar pela lisura das eleições, garan-
tindo-se que o resultado das urnas corresponda à vontade popular (autenticidade do sistema
representativo). Essa é a razão pela qual os partidos políticos possuem legitimidade ativa para
ajuizar todas as ações eleitorais perante a Justiça Eleitoral.
Miram seus esforços também na proteção dos direitos fundamentais, razão pela qual a
CF/1988 atribuiu aos partidos políticos a possibilidade de ajuizamento do mandado de segu-
rança, das ações de controle de constitucionalidade, entre outras.
1.4. sistemAs pArtidários
A forma de organização dos partidos políticos tem relação direta com a organização da
sociedade. Assim, se em uma sociedade tem-se um único ideal, valor ou princípio filosófico,
esses anseios estarão representados pela organização de uma única agremiação partidária.
Por outro lado, se um Estado tem duas correntes filosóficas ou ideológicas principais, esse
retrato da sociedade, não havendo barreiras legais intransponíveis, ficará também estampado
na existência de dois partidos políticos que, de fato, as representam.
Por fim, quando, em um país democrático, houver uma sociedade plural, com diversas cren-
ças, valores, princípios e ideologias, isso será revelado na organização de diversas agremia-
ções partidárias com a finalidade de representação dos múltiplos segmentos sociais.
Assim, pode-se afirmar que os partidos políticos são organizados de acordo com os se-
guintes sistemas partidários:
• Unipartidarismo – existência de um único partido político em sociedades ortodoxas e
com a existência de um ideal ou princípio filosófico majoritário;
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• Bipartidarismo – existência de dois partidos principais em países em que há duas cor-
rentes ideológicas ou principiológicas preponderantes, sem embargo de que existam
outros partidos, mas sem qualquer representatividade;
• Pluripartidarismo – forma de organização partidária própria das sociedades plurais e
complexas, nas quais há a necessidade de instituição de diversos partidos políticos
para a representação da pluralidade de segmentos sociais.
Acerca do unipartidarismo, Marcus Vinícius Furtado Coêlho (2010, p. 210) aduz que:
O último modelo partidário é o sistema de partido único em que há somente um partido no Estado.
Para o eleitor não restam alternativas e as questões da coletividade são discutidas dentro do pró-
prio partido, contudo, em um primeiro plano prendem-se a regras e princípios rígidos e os debates
acabam por serem escassos.
Para Francisco Rezek, (1981, p. 34), a rigor, não se poderia sequer falar na existência de um
sistema representativo em regimes ditatoriais ou autoritários:
Para que haja sistema representativo, é indispensável que haja disputa: o regime representativo
pressupõe disputa eleitoral cuja racionalidade deriva da livre concorrência entre os partidos, cada
um deles empenhado na reunião da vontade popular em torno de seu programa político. Não me-
rece nome de partido político, visto não lhe tem a essência, o chamado partido único: aqui se trata,
antes, de um grande departamento político do Estado, fundado na presunção de que seu ideário
representa a vontade geral a ponto de alcançar o foro da incontestabilidade. As eleições, no Estado
unipartidário, não traduzem o confronto de teses programas, mas a mera expedição popular, em
favor dos eleitos, de um atestado de habilitação ao cumprimento do programa que de antemão se
erigira em dogma. A pluralidade de partidos não é, dessa forma, uma opção. Sem ela não há que
falar, senão por abusiva metáfora, em partido político de espécie alguma.
Em relação ao bipartidarismo, Dalmo de Abreu Dallari (2005, p. 166) declara que: “[...] Re-
lativamente a cada um desses fatores existe um dualismo, havendo sempre duas posições
fundamentais e opostas quanto a cada um deles. Se houver absoluta predominância de um
dualismo, forma-se um sistema bipartidário.”.
No entanto,
[....] no sistema bipartidário é equívoco imaginar que existem somente dois partidos. Na verdade, é
plausível a presença de vários partidos, contudo, somente dois deles acham-se estruturados para
alcançar o poder, tanto é que nos Estados Unidos não houve nenhum partido pequeno que tivesse
as condições de tornar-se capaz de disputar as eleições em paridade com os demais. (COELHO,
2010, 2009).
Por fim, sobre o pluripartidarismo, Paulo Bonavides (In: Coêlho, 2010, p. 209) afirma que:
Afirma-se ademais que o sistema multipartidário é de cunho profundamente democrático, pois
confere autenticidade ao governo, tido por centro de coordenação ou compromisso dos distintos
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interesses que se movem no mosaico das várias classes da sociedade, classes cuja voz de partici-
pação, através do partido, se alça assim à esfera do poder.
Esse é o sistema partidário adotado no Brasil. Decorre da aplicação do princípio do plura-
lismo político, descrito no art. 1º da CF/1988, que repousa na existência pacífica de diversas
ideias a respeito dos principais temas que dizem respeito à sociedade.
Embora seja salutar um sistema de maior fluidez das posições políticas, é preciso observar
que atualmente no país existe uma quantidade de partidos políticos que embaraçam a gover-
nabilidade, e, por vezes, essas agremiações se comportam como verdadeiras “legendas de
aluguel” para quem quer se apresentar como candidato nas eleições.
1.5. nAturezA JurídicA
Os partidos políticos apresentam natureza jurídica de Pessoa Jurídica de Direito Privado,
conforme dispõe o art. 44, V, do Código Civil. Sendo assim, para o mundo jurídico, eles nascem
com o registro de seu estatuto no cartório competente do Registro Civil das Pessoas Jurídicas
do local de sua sede.
O parágrafo único do art. 1º da Lei dos Partidos Políticos destaca que os partidos políticos
nem mesmo podem ser equiparados às entidades paraestatais, as quais, apesar de divergên-
cia doutrinária, podem ser denominadas como pessoas jurídicas privadas que colaboram com
o Estado desempenhando atividade não lucrativa e às quais o Poder Público dispensa especial
proteção, colocando a serviço delas manifestações de seu poder de império, como, por exem-
plo, o SESI.
Confira a redação do mencionado dispositivo legal:
Art. 1º O partido político, pessoa jurídica de direito privado, destina-se a assegurar, no interesse do
regime democrático, a autenticidade do sistema representativo e a defender os direitos fundamen-
tais definidos na Constituição Federal.
Parágrafo único. O partido político não se equipara às entidades paraestatais. (incluído pela Lei n.
13.488, de 2017) (grifo nosso)
Em reforço à ideia de que os partidos políticos são pessoas jurídicas de direito privado
desvinculadas da tutela do Estado, salvo em raríssimasMunicípio e Estado, profissão e endereço da
residência.
Desse modo, a alternativa correta é a letra a.
As demais alternativas estão incorretas pelas seguintes razões:
b) Errada. Os partidos políticos obtêm personalidade jurídica com o registro de seus atos cons-
titutivos no cartório de registro civil das pessoas jurídicas do local da sua sede.
c) Errada. Não há necessidade de juntada da cópia do título eleitoral do eleitor, mas apenas
fazer menção ao seu número na lista de apoiamento organizado por zona eleitoral.
d) Errada. De acordo com o art. 7º, § 3º da Lei n. 9.096/1995, somente o registro do estatuto
do partido no Tribunal Superior Eleitoral assegura a exclusividade da sua denominação, sigla
e símbolos, vedada a utilização, por outros partidos, de variações que venham a induzir a erro
ou confusão.
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e) Errada. Conforme o art. 10, § 1º da Lei n. 9.096/1995, o Partido comunica à Justiça Eleitoral
a constituição de seus órgãos de direção e os nomes dos respectivos integrantes, bem como
as alterações que forem promovidas, para anotação:
“I – no Tribunal Superior Eleitoral, dos integrantes dos órgãos de âmbito nacional; II – nos Tribu-
nais Regionais Eleitorais, dos integrantes dos órgãos de âmbito estadual, municipal ou zonal.”.
Letra a.
035. (CESPE/TRE-ES/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA/2011) O partido político
com registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSe) pode credenciar, respectivamente: até dois
delegados perante o juízo eleitoral; até três delegados perante o Tribunal Regional Eleitoral; e
até quatro delegados perante o TSE.
Nos termos do art. 46 da Resolução-TSE n. 23.571, que trata da criação, organização, fusão, in-
corporação e extinção de partidos políticos, o partido político com registro no Tribunal Superior
Eleitoral pode credenciar, respectivamente (Lei n. 9.096/1995, art. 11, caput, I a III):
“I – três delegados perante o Juízo Eleitoral; II – quatro delegados perante o Tribunal Regional
Eleitoral; III – cinco delegados perante o Tribunal Superior Eleitoral.”.
Assim, pode-se afirmar que essa assertiva está errada.
Errado.
036. (CESPE/TRE-GO/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2015) Para ter seu
registro efetivado e seu caráter nacional comprovado, o partido deve alcançar o denominado
apoiamento mínimo de eleitores, comprovado por certidões que devem ser lavradas no prazo
máximo de quinze dias após conferência por semelhança pelos escrivães judiciais.
Os partidos políticos, para obterem o seu registro no Tribunal Superior Eleitoral, precisam de-
monstrar o seu caráter nacional (art. 17, I da Constituição Federal).
Nesse sentido, só é admitido o registro do estatuto de partido político que tenha caráter nacio-
nal, considerando-se como tal aquele que comprove, no período de dois anos, o apoiamento
de eleitores não filiados a partido político, correspondente a, pelo menos, 0,5% (cinco décimos
por cento) dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, não com-
putados os votos em branco e os nulos, distribuídos por um terço, ou mais, dos Estados, com
um mínimo de 0,1% (um décimo por cento) do eleitorado que haja votado em cada um deles.
Conforme a prescrição contida no art. 9º, § 1º, da Lei n. 9.096/1995, a prova do apoiamento
mínimo de eleitores é feita por meio de suas assinaturas, com menção ao número do respec-
tivo título eleitoral, em listas organizadas para cada Zona, sendo a veracidade das respectivas
assinaturas e o número dos títulos atestados pelo chefe de cartório.
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DIREITO ELEITORAL
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Recebidas as listas, o chefe de cartório dá imediato recibo de cada lista que lhe for apresenta-
da e, no prazo de quinze dias, lavra o seu atestado, devolvendo-a ao interessado, que analisa a
veracidade das respectivas assinaturas e o número dos títulos eleitorais.
Desse modo, essa assertiva está errada.
Errado.
037. (FCC/TRE-AL/TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2010) Os parti-
dos políticos
a) podem não ter caráter nacional, sendo lícita a subordinação a entidades ou governos es-
trangeiros.
b) não têm autonomia para definir sua estrutura interna, organização e funcionamento.
c) adquirem personalidade jurídica com o registro de seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral.
d) com registro no Tribunal Superior Eleitoral poderão credenciar delegados perante o Juiz
Eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral e o Tribunal Superior Eleitoral.
e) não podem ser incorporados uns pelos outros, situação que leva à extinção de ambos.
Nos termos do art. 11 da Lei n. 9.096/1995, o partido com registro no Tribunal Superior Eleito-
ral pode credenciar, respectivamente:
“I – Delegados perante o juiz eleitoral; II – Delegados perante o Tribunal Regional Eleitoral; III –
Delegados perante o Tribunal Superior Eleitoral.”.
Desse modo, a alternativa correta é a letra D.
As demais alternativas estão incorretas pelas seguintes razões:
a) Errada. Os partidos políticos devem ter caráter nacional e estão proibidos de receber de re-
cursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes.
b) Errada. Conforme o art. 3º da Lei n. 9.096/1995, é assegurada, ao partido político, autono-
mia para definir sua estrutura interna, organização e funcionamento.
c) Errada. Os partidos políticos adquirem personalidade jurídica com o registro de seus atos
constitutivos no cartório de registro civil de pessoas jurídicas do local de sua sede.
e) Errada. Segundo o art. 2º da Lei n. 9.096/1995, é livre a criação, fusão, incorporação e extin-
ção de partidos políticos cujos programas respeitem a soberania nacional, o regime democrá-
tico, o pluripartidarismo e os direitos fundamentais da pessoa humana.
Letra d.
038. (CESPE/TRE-TO/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA/2017) O registro do esta-
tuto de partido político deverá ser realizado
a) no TSE, para que seja assegurada ao partido a natureza jurídica de pessoa jurídica de direi-
to privado.
b) no cartório de registro civil das pessoas jurídicas da capital do estado-membro onde o parti-
do tem sede, para que seja assegurada ao partido a personalidade jurídica de natureza privada.
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c) no TSE, ficando, todavia, suspenso no cartório e no tribunal caso o partido venha a se fundir
com outro, na forma de seu estatuto, enquanto perdurar a fusão.
d) no TSE, para que o partido possa participar do processo eleitoral, receber recursos do fundo
partidário e ter acesso gratuito a rádio e televisão, desde que cumpridas as previsões legais.
e) no cartório de registro civil das pessoas jurídicas da capital federal, para que seja assegura-
do ao partido acesso gratuito ao rádio e televisão, na forma da lei.
Destaca-se que o processo de formação de um novo partido políticoenvolve três etapas.
Na primeira delas, haverá a aquisição da personalidade jurídica por meio do registro dos seus
atos constitutivos no Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas, no local de sua sede,
conforme se vê no art. 8º da Lei n. 9.096/1995.
Em seguida, com a finalidade de demonstrar o seu caráter nacional, considerando-se como tal
aquele que comprove, no período de dois anos, o apoiamento de eleitores não filiados a partido
político, correspondente a, pelo menos, 0,5% (cinco décimos por cento) dos votos dados na
última eleição geral para a Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e os
nulos, distribuídos por um terço, ou mais, dos estados, com um mínimo de 0,1% (um décimo
por cento) do eleitorado que haja votado em cada um deles
Por fim, a agremiação partidária deve registrar os atos constitutivos no Tribunal Superior Elei-
toral. Nos termos do art. 7º, § 2º, da Lei n. 9.504/1997, só o partido que tenha registrado seu
estatuto no Tribunal Superior Eleitoral pode participar do processo eleitoral, receber recursos
do Fundo Partidário e ter acesso gratuito à rádio e à televisão.
Assim, pode-se afirmar que a alternativa correta é a letra d.
Letra d.
039. (AOCP/TRE-AC/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA/2015) No que se refere ao
registro dos partidos políticos, assinale a alternativa correta.
a) O partido político deve requerer o seu registro no cartório competente de Registro Civil
das Pessoas Jurídicas da Capital Federal, podendo, a partir deste ato, participar do processo
eleitoral.
b) Com o registro do partido político no Cartório competente de Registro Civil das Pessoas
Jurídicas da Capital Federal, é assegurada a exclusividade de sua denominação, suas siglas e
seus símbolos.
c) O requerimento do registro de partido político dirigido ao cartório competente do Registro
Civil das Pessoas Jurídicas, da Capital Federal, deve ser subscrito por seus fundadores, em nú-
mero nunca inferior a cento e um, com domicílio eleitoral em, no mínimo, um terço dos Estados.
d) Para adquirir a personalidade jurídica, é necessário que o partido político comprove o apoia-
mento de eleitores não filiados a partido político, correspondente a, pelo menos, 0,5% (cinco
décimos por cento) dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados,
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não computados os votos em branco e os nulos, distribuídos por 1/3 (um terço), ou mais, dos
Estados, com um mínimo de 0,1% (um décimo por cento) do eleitorado que haja votado em
cada um deles.
e) Para adquirir a personalidade jurídica, é necessário que o partido político comprove o apoia-
mento de eleitores não filiados a partido político, correspondente a, pelo menos, 0,5% (cinco
décimos por cento) dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados,
computados os votos em branco e os nulos, distribuídos por 1/3 (um terço), ou mais, dos
Estados, com um mínimo de 0,1% (um décimo por cento) do eleitorado que haja votado em
cada um deles.
Atenção! Essa questão está desatualizada em razão das modificações promovidas pela Lei n.
13.877/2019.
Vamos à análise das assertivas:
a) Errada. Conforme o art. 7º, § 2º da Lei n. 9.096/1995, só o partido que tenha registrado seu
estatuto no Tribunal Superior Eleitoral pode participar do processo eleitoral, receber recursos
do Fundo Partidário e ter acesso gratuito à rádio e à televisão.
b) Errada. De acordo com o art. 7º, § 3º da Lei n. 9.096/1995, somente o registro do estatuto
do partido no Tribunal Superior Eleitoral assegura a exclusividade da sua denominação, sigla
e símbolos, vedada a utilização, por outros partidos, de variações que venham a induzir a erro
ou confusão.
c) Certa. Nos termos do art. 8º da Lei n. 9.096/1995, O requerimento do registro de partido po-
lítico, dirigido ao cartório competente do Registro Civil das Pessoas Jurídicas do local de sua
sede, deve ser subscrito pelos seus fundadores, em número nunca inferior a 101 (cento e um),
com domicílio eleitoral em, no mínimo, 1/3 (um terço) dos Estados.
Atente-se para o fato de que não há mais a obrigatoriedade de que o registro do partido seja
feito no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas, mas deve ser feito em qualquer lugar
do país em que estabelecida a sua sede.
d) Errada. A aquisição da personalidade jurídica pelo partido dá-se com o registro de seus atos
constitutivos no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas do local de sua sede.
e) Errada. A comprovação do caráter nacional exige que a agremiação partidária comprove, no
período de dois anos, o apoiamento de eleitores não filiados a partido político, correspondente
a, pelo menos, 0,5% (cinco décimos por cento) dos votos dados na última eleição geral para a
Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, distribuídos por um
terço, ou mais, dos Estados, com um mínimo de 0,1% (um décimo por cento) do eleitorado que
haja votado em cada um deles.
Letra c.
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040. (AOCP/TRE-AC/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA/2015) Os requisitos para
admissão do registro do estatuto de partido político de caráter nacional são:
a) comprovar o apoiamento de eleitores correspondente a, pelo menos, 0,5% dos votos totais
dados na última eleição para Presidente, distribuídos por 1/3 (um terço), ou mais, dos Estados
com um mínimo de 0,1% do eleitorado que haja votado em cada um deles
b) comprovar o apoiamento de eleitores não filiados a partido político, correspondente a, pelo
menos, 0,5% dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, não com-
putados os votos em branco e nulos, distribuídos por 1/3 {um terço), ou mais, dos Estados,
com um mínimo de 0,1% do eleitorado que haja votado em cada um deles.
c) correspondente a, pelo menos, 0,1 % dos votos totais dados na última eleição para a Câmara
dos Deputados, distribuídos por 1/5 (um quinto), ou mais, dos Estados, com um mínimo de 1%
do eleitorado que tenha votado em cada um deles.
d) filiados a partido político, correspondente a, pelo menos, 0,5% dos votos dados na última
eleição geral para Presidente, não computados os votos em branco e nulos, distribuídos por
1/5 (um quinto), ou mais, dos Estados, com um mínimo de 1% do eleitorado que haja votado
em cada um deles.
e) comprovar o apoiamento de eleitores não filiados a partido político, correspondente a, pelo
menos, 0.1% dos votos totais dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados dis-
tribuídos por 1/3 (um terço), ou mais, dos Estados, com um mínimo de 1% do eleitorado que
haja votado em cada um deles.
Atenção! Essa questão está desatualizada em razão das modificações promovidas pela Lei n.
13.165/2015.
Nos termos do art. 7º, § 1º, da Lei n. 9.096/1995, só é admitido o registro do estatuto de parti-
do político que tenha caráter nacional, considerando-se como tal aquele que comprove:
a) Errada. A busca no apoiamento mínimo deve-se dar, no período de dois anos, a contar da
data do registro;
b) Certa. O apoiamento de eleitores não filiados a partido político;
c) Errada. O número mínimo de apoiadores deve corresponder a, pelo menos, 0,5% (cinco dé-
cimos por cento)dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, não
computados os votos em branco e os nulos;
d) Errada. Esse apoio deve ser buscado em, no mínimo, um terço, ou mais, dos Estados;
e) Errada. Em cada um dos estados em que buscou o apoiamento mínimo, deve-se alcançar o
mínimo de 0,1% (um décimo por cento) do eleitorado que haja votado em cada um deles.
Letra b.
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041. (FCC/TRE-PE/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA/2011) NÃO é documento ne-
cessário para instruir o requerimento de registro do estatuto do partido político junto ao Tribu-
nal Superior Eleitoral:
a) exemplar autenticado do inteiro teor do estatuto partidário, inscrito no Registro Civil.
b) exemplar autenticado do inteiro teor do programa do partido, inscrito no Registro Civil.
c) nome e qualificação dos delegados credenciados para representarem o partido perante o
Tribunal Superior Eleitoral, Tribunais Regionais Eleitorais e Juízes Eleitorais.
d) certidão do registro civil do partido político como pessoa jurídica no cartório competente do
Registro Civil das Pessoas Jurídicas da Capital Federal.
e) certidões dos cartórios eleitorais que comprovem ter o partido obtido o apoiamento mínimo
de eleitores exigido por lei.
Nos termos 8º da Lei n. 9.096/1995, o requerimento do registro de partido político, dirigido
ao cartório competente do registro civil das pessoas jurídicas do local de sua sede, deve ser
subscrito pelos seus fundadores, em número nunca inferior a 101 (cento e um), com domicílio
eleitoral em, no mínimo, 1/3 (um terço) dos estados, e será acompanhado de:
I – cópia autêntica da ata da reunião de fundação do partido;
II – exemplares do Diário Oficial que publicou, no seu inteiro teor, o programa e o estatuto;
III – relação de todos os fundadores com o nome completo, naturalidade, número do título eleitoral
com a zona, seção, município e estado, profissão e endereço da residência.
Após o registro no Tribunal Superior Eleitoral, o partido político poderá credenciar delegados
para atuar perante os órgãos da Justiça Eleitoral. Ou seja, o credenciamento de delegados
não ocorre no momento do registro do partido político no cartório, na fase de aquisição da
personalidade jurídica, mas somente após a existência de um partido já registrado no Tribunal
Superior Eleitoral.
Desse modo, pode-se afirmar que a alternativa correta é a letra c.
Letra c.
042. (FCC/TJ-GO/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2015) O funcionamento parlamentar dos
partidos políticos
a) que ainda não tenham obtido registro junto à Justiça Eleitoral constitui questão que não
cabe ao Tribunal Superior Eleitoral responder em sede de consulta.
b) é assegurado, em todas as Casas Legislativas para as quais tenha elegido representante,
aos partidos que, em cada eleição para a Câmara dos Deputados, tenham obtido o apoio de,
no mínimo, cinco por cento dos votos apurados, não computados os brancos e os nulos, distri-
buídos em, pelo menos, um terço dos Estados, com um mínimo de dois por cento do total de
cada um deles.
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c) não admite, em face da autonomia assegurada às agremiações partidárias, a formação de
alianças e blocos parlamentares, pois devem atuar por intermédio de suas próprias bancadas
e constituir suas lideranças entre seus representantes.
d) cabe ser disciplinado pelos regimentos das respectivas Casas Legislativas, sendo matéria
vedada às disposições dos estatutos partidários.
e) cabe ser disciplinado pelos estatutos partidários, sendo matéria vedada às disposições dos
regimentos internos das respectivas Casas Legislativas.
O Tribunal Superior Eleitoral, nos termos do art. 23, XII do Código Eleitoral, possui competência
para responder consultas sobre Direito Eleitoral, não podendo exercer essa atribuição para
analisar questões partidárias.
Desse modo, consultas sobre o direito ao funcionamento parlamentar dos partidos políticos,
registrados ou não perante o Tribunal Superior Eleitoral, não podem ser objeto de deliberação
desta corte eleitoral, por se referir à matéria partidária.
Logo, pode-se afirmar que a alternativa correta é a letra a.
As demais alternativas estão incorretas pelas seguintes razões:
b) Errada. Os requisitos para o exercício do direito ao funcionamento parlamentar, contidos no
art. 13 da Lei n. 9.096/1995, foram declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Fede-
ral, no julgamento da ADI n. 1.351 e 1.354.
c) Errada. Em razão da autonomia partidária, os partidos políticos podem formar blocos, ban-
cadas, por meio de alianças com outras agremiações partidárias, para participar e intervir no
processo de formação das leis nas Casas Legislativas.
d) Errada. De acordo com o art. 17, IV da Constituição Federal, o direito ao funcionamento par-
lamentar deve ser regulado por meio de lei ordinária, podendo, ainda, em razão da autonomia
partidária, ser disciplinado no estatuto das agremiações partidárias, bem como em regimentos
das casas legislativas.
e) Errada. De acordo com o art. 17, IV da Constituição Federal, o direito ao funcionamento par-
lamentar deve ser regulado por meio de lei ordinária, podendo, ainda, em razão da autonomia
partidária, ser disciplinado no estatuto das agremiações partidárias, bem como em regimentos
das casas legislativas.
Letra a.
043. (CESPE/TRE-GO/ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA ADMINISTRATIVA/2015) Para a insti-
tuição de um partido político, basta a lavratura do registro de seu estatuto no Tribunal Superior
Eleitoral, pois a lei julga desnecessária a inscrição do partido nos modelos da legislação civil.
A aquisição da personalidade jurídica do partido dá-se com o registro de seus atos constituti-
vos no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas do local de sua sede. Após a aquisição
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da personalidade jurídica na forma da lei civil o partido político, demonstrado o caráter nacio-
nal, registra o seu estatuto e o seu programa no Tribunal Superior Eleitoral.
Desse modo, pode-se afirmar que esse item está errado.
Errado.
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REFERÊNCIAS
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BARROS, Francisco Dirceu. Direito Eleitoral: teoria, jurisprudência e mais de 1000 questões co-
mentadas. 7. ed. Rio de Janeiro:Elsevier, 2008.
BRANCO, Tatiana Coutinho Castelo, CARVALHEDO, Marcos, KALKMANN, Tiago. Súmulas do
TSE Comentadas. Ed. Lura Editorial. São Paulo. 2017.
CÂNDIDO, Joel J. Direito Eleitoral Brasileiro. 12. ed. rev., atual. e ampl. Bauru: Edipro, 2006.
CERQUEIRA, Thales Tácito Pontes Luz de Pádua. CERQUEIRA, Camila Medeiros de Albuquer-
que Pontes Luz de Pádua. Tratado de Direito Eleitoral. São Paulo: Premier Máxima, 2008.
COÊLHO, Marcus Vinicius Furtado. Direito Eleitoral e Processo Eleitoral – Direito Penal Eleitoral
e Direito Político. Rio de Janeiro: Renovar, 2008.
COSTA, Adriano Soares da. Instituições de Direito Eleitoral. 7. ed. rev., atual. e ampl. Rio de Ja-
neiro: Lumen Juris, 2008.
DIDIER JR., Fredie. CUNHA, Leonardo José Carneiro da. Curso de Direito Processual Civil: Meios
de Impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. 5. ed. rev., atual. e ampl. Salva-
dor: JusPodivm, 2008.
GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral. 3. ed. rev. e atual. Belo Horizonte: Del Rey, 2008.
GOMES, José Jairo. Crimes Eleitorais e Processo Penal Eleitoral. EDITORA ATLAS LTDA. Edição
do Kindle.
GOMES, Suzana Camargo. Crimes Eleitorais. 2. Ed., São Paulo: Revista dos Tribunais, 2006.
LEIBJOLZ, Gerhard. Sistema Político e Direito Eleitoral Brasileiros: Estudos em Homenagem ao
Ministro Dias Toffoli. Coordenação de João Otávio de Noronha, Richard Pae Kim. São Paulo:
Atlas, 2016.
MORAES, Alexandre de. Constituição do Brasil interpretada. 5. São Paulo. Atlas, 2005
RAMAYANA, Marcos. Direito Eleitoral. 8. ed. rev., atual. e ampl. Rio de Janeiro: Impetus, 2008.
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DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
REZEK, Francisco. Organização política do Brasil: estudos de problemas brasileiros. Brasília:U-
niversidade de Brasília, 1981.
VELLOSO, Carlos Mário da Silva. AGRA, Walber de Moura. Elementos de Direito Eleitoral. São
Paulo: Saraiva, 2009.
ZILIO, Rodrigo López. Direito Eleitoral: noções preliminares, elegibilidade e inelegibilidade, pro-
cesso eleitoral (da convenção à prestação de contas), ações eleitorais. Porto Alegre: Verbo
Jurídico, 2008.
ZILIO, Rodrigo López. Direito Eleitoral: noções preliminares, elegibilidade e inelegibilidade, pro-
cesso eleitoral (da convenção à prestação de contas), ações eleitorais. Porto Alegre: Verbo
Jurídico, 2012.
Weslei Machado
Weslei Machado é Promotor de Justiça Substituto no Ministério Público do Estado do Amazonas e
Promotor Eleitoral da 38ª Zona Eleitoral do Estado do Amazonas, Especialista em Direito Constitucional
– IDP, foi Analista Judiciário – Área Judiciária do TSE (2007/2017); foi Assessor de Desembargador no
TJDFT (2016/2017; professor de diversos cursos preparatórios para concursos em Brasília; professor e foi
Assessor do curso de Direito da Universidade Católica de Brasília.
Marcos Carvalhedo
Analista Judiciário do TSE desde 1996. No Tribunal exerceu os cargos de Coordenador de Autuação e
Distribuição (2008-2009) e (2017-2018), Assessor da Presidência (2016-2017), Tutor dos Cursos da Enfam
para juízes eleitorais (2017-2018), e atualmente é Assessor de Ministro. Bacharel em Direito pelo Uniceub,
Ciência Econômicas pela Unb, Pós graduado em Processo Civil pela LFG.
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Apresentação
Partidos Políticos – Parte I
1. Partido Político
1.1. Direito Partidário
1.2. Conceito
1.3. Função
1.4. Sistemas Partidários
1.5. Natureza Jurídica
1.6. Princípio da Liberdade Partidária
1.7. Princípios Condicionantes do art. 17 da Constituição Federal
1.8. Preceitos Condicionantes da Liberdade Partidária
1.9. Princípio da Autonomia Partidária
1.10. Procedimento de Criação de Partido Político
1.11. Funcionamento Parlamentar
Resumo
Questões de Concurso
Gabarito
Gabarito Comentado
Referências
AVALIAR 5:
Página 90:exceções que veremos a seguir, o art.
17, § 1º, da CF/1988 lhes concebe autonomia para definir sua organização e funcionamen-
to. Confira:
Art. 17. Omissis
§ 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna e estabelecer
regras sobre escolha, formação e duração de seus órgãos permanentes e provisórios e sobre sua
organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações
nas eleições majoritárias, vedada a sua celebração nas eleições proporcionais, sem obrigatoriedade
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de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo
seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária. (Redação dada pela Emenda
Constitucional n. 97, de 2017)
Não obstante ostentarem natureza jurídica de pessoa jurídica de direito privado, a contabi-
lidade anual de recursos públicos e privados são submetidas à aprovação pela Justiça Eleito-
ral. Nesse sentido, confira julgado proferido pelo Tribunal Superior Eleitoral:
JURISPRUDÊNCIA
Não há distinção entre os recursos públicos e os recursos próprios do partido no que
concerne ao dever de prestar contas anuais. Em que pese tratar-se de pessoa jurídica de
direito privado, os partidos se submetem ao controle desta Justiça Especializada, que
deve verificar possíveis indícios de prática financeira ilegal, recursos recebidos de origem
não identificada e de fontes vedadas e destinações ilícitas.
(PC n. 30672/DF, rel. Min. Tarcísio Vieira de Carvalho Neto, DJe de 7.5.2019)
Outra peculiaridade que importa para o nosso estudo se revela no fato de a Lei n. 12.016/2009
– Lei do Mandado de Segurança – ter equiparado os dirigentes, representantes ou órgãos de
partidos políticos a autoridades públicas, de modo que contra seus atos é cabível a impetração
de Mandado de Segurança.
1.6. princípio dA liberdAde pArtidáriA
O art. 17 da CF/1988 dispõe que:
Art. 17. É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a so-
berania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa
humana e observados os seguintes preceitos:
I – caráter nacional;
II – proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de
subordinação a estes;
III – prestação de contas à Justiça Eleitoral;
IV – funcionamento parlamentar de acordo com a lei.
Pela dicção constitucional, é livre a criação, a fusão, a incorporação e a extinção de parti-
dos políticos, submetendo essas alterações jurídicas para fins eleitorais à homologação pelo
Tribunal Superior Eleitoral.
1.6.1. Criação
A criação de um partido é um procedimento complexo que estudaremos mais adiante com
detalhes. No momento, basta saber que hoje temos 33 partidos políticos com registro deferido
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pelo TSE. Como exemplo mais recente, em 10/12/2019, o TSE deferiu a criação do União Po-
pular – UP.
Destaca-se, ainda, que, com a proliferação de partidos políticos no Brasil, o legislador criou
requisitos mais rígidos para a criação desses entes. Isso, no entanto, não viola o direito ao
exercício do legítimo direito conferido aos cidadãos para criar livremente tais entes, conforme
já asseverou o Tribunal Superior Eleitoral. Confira:
JURISPRUDÊNCIA
Por fim, o TSE já decidiu que “o estabelecimento de critérios mais densos, de aplicação
imediata, no âmbito da criação dos partidos políticos, atende ao interesse coletivo [...].
Não se cuida de embaraçar a legítima formação de siglas partidárias, mas de dar cobro
ao texto constitucional que exige sua autêntica representatividade” (Pedido de reconsi-
deração em RPP n. 583–54, Rel. Min. Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, j. em 1º.03.2018).
(RPP n. 0601659-59/DF, rel. Min. Luís Roberto Barroso, DJe de 12.5.2019)
1.6.2. Fusão
A fusão é a união de dois ou mais partidos, com a consequente extinção dos entes fundi-
dos e o surgimento de uma nova agremiação.
Somente é admitida a fusão de partidos políticos que tenham obtido o registro definitivo
do Tribunal Superior Eleitoral há, pelo menos, cinco anos, de acordo com o art. 29, § 9º da Lei
dos Partidos Políticos. Essa regra já foi declarada constitucional pelo STF na ADI 5311/DF, que,
na decisão, considerou que não há liberdade absoluta nem autonomia sem qualquer limitação.
Em consonância com as orientações legislativas estabelecidas no art. 29 da Lei dos Par-
tidos Políticos, antes da fusão, os órgãos de direção dos partidos a serem fundidos elaboram
projetos comuns de estatuto e programa.
Em seguida, esses mesmos órgãos votam em reunião conjunta, por maioria absoluta, os
projetos, e elegem o órgão de direção nacional, que promoverá o registro do novo partido.
Acompanhadas das atas e das decisões dos órgãos competentes, o registro do estatuto e do
programa do partido político é registrado no Ofício Civil competente da sede do novo partido.
Para finalizar, o estatuto registrado no cartório é levado ao Tribunal Superior Eleitoral para ser
registrado/anotado.
Como exemplo, em 2007, o Tribunal Superior Eleitoral deferiu a fusão do Partido Liberal
(PL) com o Partido da Reedificação da Ordem Nacional (PRONa) para criar o Partido da Repú-
blica (PR).
1.6.3. Incorporação
A incorporação ocorre quando o partido incorporador absorve o partido incorporando. Nes-
se caso, o partido incorporador mantém sua personalidade jurídica, enquanto a do partido
incorporando é cancelada.
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Assim como na fusão, a incorporação somente é admitida entre partidos políticos que te-
nham obtido o registro definitivo do Tribunal Superior Eleitoral há, pelo menos, cinco anos, de
acordo com o art. 29, § 9º da Lei dos Partidos Políticos. Essa regra, conforme já mencionamos,
foi declarada constitucional pelo STF na ADI 5311/DF, que, na decisão, considerou que não há
liberdade absoluta nem autonomia sem qualquer limitação.
Em consonância com as orientações legislativas estabelecidas no art. 29 da Lei dos Par-
tidos Políticos, cabe ao partido incorporando (o partido que está deixando de existir) deliberar
por maioria absoluta de votos, em seu órgão nacional de deliberação, sobre a adoção do esta-
tuto e do programa da agremiação incorporadora.
Adotados o estatuto e o programa do partido incorporador, realizar-se-á, em reunião con-
junta dos órgãos nacionais de deliberaçãodos partidos incorporador e incorporando, a eleição
do novo órgão de direção nacional.
No caso de incorporação, o instrumento respectivo deve ser levado ao Ofício Civil compe-
tente, que deve, então, cancelar o registro do partido incorporado a outro.
Confira esses requisitos no processo de incorporação do Partido da Pátria Livre ao Partido
Comunista do Brasil, aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral:
JURISPRUDÊNCIA
No caso, os requisitos legais para a incorporação do PPL ao PCdoB foram observados,
uma vez que: (i) os partidos interessados possuem registro definitivo perante o TSE há
mais de 5 (cinco) anos (art. 29, § 9º, da Lei n. 9.096/1995); (ii) o órgão nacional do PPL
deliberou, por maioria absoluta de votos, sobre a adoção do estatuto e programa do
PCdoB (art. 29, § 2º, da Lei n. 9.096/1995); (iii) o instrumento de incorporação do PPL ao
PCdoB foi registrado no Ofício Civil (art. 29, §§ 6º e 8º, da Lei n. 9.096/1995); (iv) a extin-
ção do PPL foi averbada em Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas (art. 50 e 52, § 7º,
da Res.–TSE n. 23.571/2018); e (v) a nova composição do Comitê Central do PCdoB foi
eleita em reunião conjunta dos órgãos nacionais dos partidos interessados, realizada no
dia 17/03/2019 (art. 29, § 3º, da Lei n. 9.096/1995). Portanto, deve ser deferido o pedido
de incorporação do PPL ao PCdoB.
(PET n. 0601972-20/DF, rel. Min. Luís Roberto Barroso, DJe de 12/6/2019)
Com a incorporação, devem ser somados os votos dos partidos (incorporador e incorpo-
rando) obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, para efeito da distribui-
ção dos recursos do Fundo Partidário e do acesso gratuito à rádio e à televisão.
Não importa se o partido incorporado não superava a cláusula de barreira estabelecida na
Emenda à Constituição n. 97/2017, pois o art. 29, § 7º, da Lei n. 9.096/1995, com texto da Lei
n. 13.107/2015, determina a somatória dos votos das legendas incorporada e incorporadora
para fins de Fundo Partidário e direito de antena, sem nada mencionar a respeito da cláusula
de barreira (CTA n. 0601870-95/DF, rel. Min. Jorge Mussi, DJe de 12/8/2019).
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No que se refere à existência de eventual Fundação do partido incorporado, o destino dela
é matéria interna corporis, devendo ser deliberada pelo órgão de direção nacional do partido
político incorporador, nos termos do art. 53, § 4º, da Lei n. 9.096/1995 (PET n. 060201384/DF,
rel. Min. Edson Fachin, DJe de 6.4.2020).
1.6.4. Extinção
A extinção é a perda da personalidade jurídica de um partido político. A extinção pode
ocorrer por decisão dos convencionais na forma definida no estatuto partidário, pela fusão do
partido a outra agremiação, pela sua incorporação a outro partido ou, ainda, em razão de de-
cisão do Tribunal Superior Eleitoral, desde que presentes uma das hipóteses do art. 28 da Lei
dos Partidos Políticos, a saber:
• Ter recebido ou estar recebendo recursos financeiros de procedência estrangeira;
• Estar subordinado a entidade ou governo estrangeiros;
• Não ter prestado, nos termos desta Lei, as devidas contas à Justiça Eleitoral; e
• Manter organização paramilitar.
A ação de cancelamento do registro do partido deve ser ajuizada no Tribunal Superior Elei-
toral. Qualquer eleitor, representante de partido ou o Procurador-Geral Eleitoral pode apresentar
denúncia com vistas a cancelar o registro de partido político, sendo assegurado ao denuncia-
do a ampla defesa e o contraditório. O cancelamento do registro somente pode ser efetivado
quando transitada em julgado a ação de procedência do pedido.
As hipóteses de cancelamento são exaustivas, de modo que os fatos levados a efeito no
pedido de cancelamento de partido político devem aderir com perfeição a uma delas.
As duas primeiras hipóteses, consubstanciadas no recebimento de recursos de origem es-
trangeira ou estar subordinado à entidade ou governo estrangeiro, visam proteger a soberania
nacional, uma vez que é impensável a tomada de poder no país por partido político subsidiado
ou mantido por entidades internacionais.
A terceira hipótese remete à necessidade de prestar contas, sobretudo dos recursos pú-
blicos que aportam nos partidos políticos via Fundo Partidário e Fundo Especial de Financia-
mento de Campanha. Essa hipótese não pode ser confundida com a desaprovação de contas,
pois somente a não apresentação das contas é capaz de subsidiar o ajuizamento da ação de
cancelamento de registro do partido.
A quarta e última hipótese se relaciona com a manutenção de grupo paramilitar, ou seja,
grupo com características típicas do aparato militar, como rígida hierarquia interna, fardamen-
to, instrução militar etc. Um partido que adote esse modelo poderia ser uma ameaça ao regime
democrático, na medida em que poderia fomentar ideias contrárias à liberdade, ao pluriparti-
darismo, à democracia etc.
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O patrimônio de partido político extinto ou dissolvido, adquirido por meio de recursos pú-
blicos, deverá ser revertido à União ou ao próprio Fundo Partidário, nos termos do art. 63 pará-
grafo único, II da Res.-TSE n. 23.604/2019.
1.7. princípios condicionAntes do Art. 17 dA constituição FederAl
As prerrogativas asseguradas aos partidos políticos no art. 17 da Constituição Federal –
criação, fusão, incorporação e extinção –, contudo, não podem ser exercidas de modo irrestrito.
Optando por uma delas, esse processo, conforme determina a própria Constituição, sub-
mete-se à observância do resguardo da: (i) soberania nacional; (ii) regime democrático; (iii)
pluripartidarismo; (iv) direito fundamental da pessoa humana.
Na lição de Rodrigo Lopes Zílio (2012, p. 62):
A liberdade de criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos não é ilimitada e en-
contra condicionantes estabelecidas pelo próprio legislador constituinte. Desta feita, a liberdade da
criação dos partidos políticos, por imposição do próprio constituinte (art. 17, caput), deve resguardar
a soberania nacional (não submetendo, de qualquer modo, a República Federativa do Brasil a outro
Estado internacional), o regime democrático (já que o Brasil constitui-se em Estado Democrático de
Direito, na forma prevista pelo art. 1º, caput), o pluripartidarismo (que, previsto no art. 1º, inciso V,
caracteriza-se pela possibilidade de coexistência de múltiplas agremiações partidárias, todas au-
tônomas e sem vínculo ou subordinação entre elas) e os direitos fundamentais da pessoa humana
(previstos no art. 5º da CF).
1.7.1. Soberania Nacional
A soberania nacional é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil. Ancorado
nesse preceito, os partidos políticos devem cumprir o seu papel de elo entre os anseios da
população e a concretização de decisões políticas de forma soberana.
Segundo Alexandre de Moraes (2016, p. 18):
A soberania consiste, na noção de Marcelo Caetano, em “um poder político supremo e independen-
te, entendendo-se por poder supremo aquele que não está limitado por nenhum outro na ordem
interna e por poder independente aquele que, na sociedade internacional, não tem de acatar regras
que não sejam voluntariamente aceitas eestá em pé de igualdade com os poderes supremos de ou-
tros povos”. É a capacidade de editar suas próprias normas, sua própria ordem jurídica (a começar
pela Lei Magna), de tal modo que qualquer regra heterônoma só possa valer nos casos e nos termos
admitidos pela própria Constituição.
Não é senão por esse motivo que o partido tem caráter nacional e exerce seu papel de acor-
do com seu estatuto e programa, sem subordinação a entidades ou governos estrangeiros, sob
pena de ter seu registro cancelado pelo TSE, conforme determina o art. 5º e art. 28 da Lei dos
Partidos Políticos.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
1.7.2. Regime Democrático
A observância do regime democrático impõe ao partido político trilhar, interna e externa-
mente, caminhos que prestigiem os valores democráticos. Embora seja intuitivo compreender
a necessidade de os partidos políticos prestigiarem o regime democrático, uma vez que é
justamente nesse contexto que se agiganta o papel desses entes, faz-se necessário também
que essas instituições promovam os mesmos ideais nos processos decisórios internos, por
exemplo, nas hipóteses de extinção, fusão ou incorporação.
Na mesma toada, recentemente o Tribunal Superior Eleitoral empreendeu verdadeira cru-
zada contra a designação de comissões provisórias com período de validade indefinido no
âmbito dos partidos políticos.
A atuação do Tribunal se deveu ao fato de essas comissões serem designadas pelos ór-
gãos superiores, e não eleitas como ocorre com os órgãos permanentes do partido, em ma-
nifesta ação contrária ao regime democrático que deve permear a atuação dessas institui-
ções. Confira:
JURISPRUDÊNCIA
O disposto no parágrafo único do art. 29 do estatuto, ao prever a possibilidade de reno-
vações reiteradas e indefinidas de comissões provisórias, conflita com o princípio demo-
crático e com o entendimento desta Corte a respeito do tema.
(PET n. 617-30/DF, rel. Min. Sérgio Silveira Banhos, DJe de 23.10.2019)
Sobre o assunto, o Ministro Henrique Neves da Silva, na PET n. 617-30/DF, DJe de 6.9.2019,
asseverou que “não há como se conceber que em uma democracia os principais atores da
representação popular não sejam, igualmente, democráticos. Este, inclusive, é o comando ex-
presso no art. 17 da Constituição da República que, ao assegurar a autonomia partidária, de-
termina expressamente que sejam ‘resguardados a soberania nacional, o regime democrático,
o pluripartidarismo e os direitos fundamentais da pessoa humana”.
1.7.3. Pluripartidarismo
No Brasil, o pluripartidarismo veio com a redemocratização do país, a partir de 1979. A
ideia a ele subjacente é levar ao nível de representação partidária às diversas ideologias que
permeiam a sociedade, a fim de democratizar o debate político no parlamento.
Essa multiplicidade de partidos políticos é sem dúvida salutar para a democracia. Dian-
te disso, não obstante os partidos possam, pela dicção do art. 17 da CF/1988, ser extintos,
fundidos ou incorporados, essas modificações jurídicas não podem desaguar numa realidade
contrária a coexistência desse ambiente democrático, caracterizada por modelos de bipartida-
rismo ou mesmo partido único.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
1.7.4. Direitos Fundamentais da Pessoa Humana
Os partidos políticos, por se colocarem como canais institucionalizados de expressão dos
anseios políticos e das reivindicações sociais dos diversos estratos e correntes de pensamen-
to da sociedade, não podem menosprezar ou mesmo se afastar da defesa intransigente dos
direitos fundamentais da pessoa humana.
Por essa razão, fica o Tribunal Superior Eleitoral autorizado, nos termos do art. 17 da Cons-
tituição Federal, a não homologar o pedido de registro de partido político que defenda posição
contrária a esses direitos.
1.8. preceitos condicionAntes dA liberdAde pArtidáriA
Além de o princípio da liberdade de organização partidária ser condicionado por essas
disposições que acabamos de analisar, há outros parâmetros impostos aos partidos políticos
e limitativos da liberdade partidária.
Assim, os partidos políticos devem, ainda, observar os seguintes preceitos: caráter nacio-
nal, proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou
de subordinação a estes, prestação de contas à Justiça Eleitoral e o funcionamento parlamen-
tar de acordo com a lei.
1.8.1. Caráter Nacional
Todo e qualquer partido político precisa ter caráter nacional. Não se admite a criação de
um partido político de âmbito estadual ou municipal. A esse respeito, segundo Nathália Mas-
son (2016, p. 423):
O partido político deverá ter caráter nacional, com representantes em todo território do país. Isso
evita a constituição de partidos com projetos regionais ou locais, afinal, os partidos devem possuir
programas político-partidários e compromissos voltados para todo o território nacional, vale dizer,
projetos que envolvam o país na sua totalidade e não somente pequenos grupos ou facções locais.
[...]
Em síntese: a Constituição exige dos partidos que eles tenham caráter nacional e nada
melhor para aferir isso do que o parâmetro do apoiamento no território nacional [...].
Conforme expõe a doutrina, a forma de comprovação do caráter nacional de um partido
político é realizada por meio da comprovação do apoiamento mínimo de eleitores. A esse res-
peito o art. 7º, § 1º da Lei dos Partidos Políticos dispõe:
Art. 7º Omissis
§ 1º. Só é admitido o registro do estatuto de partido político que tenha caráter nacional, conside-
rando-se como tal aquele que comprove, no período de dois anos, o apoiamento de eleitores não
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
filiados a partido político, correspondente a, pelo menos, 0,5% (cinco décimos por cento) dos votos
dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e
os nulos, distribuídos por um terço, ou mais, dos Estados, com um mínimo de 0,1% (um décimo por
cento) do eleitorado que haja votado em cada um deles. (Redação dada pela Lei n. 13.165, de 2015)
Os detalhes desse apoiamento serão estudados mais adiante quando tratarmos dos pro-
cedimentos relativos à criação de um partido político.
Esse caráter nacional não se limita ao momento da criação do partido. Em sua atuação
ordinária, deve o partido se fazer presente em todo o território nacional, o que exige a criação
de condições, especialmente financeiras, para que os diretórios regionais disseminem suas
ideias. Nesse sentido, o TSE decidiu que a ausência de repasse de recursos do Fundo Parti-
dário do diretório nacional para os diretórios estaduais desnatura o caráter nacional do parti-
do. Confira:
JURISPRUDÊNCIA
O repasse de verbas do Fundo Partidário a um único diretório regional inviabilizao exer-
cício da representação partidária nos demais e, por conseguinte, constitui inadmissível
afronta aos arts. 17, I, da CF/1988 (caráter nacional das agremiações) e 44, I, da Lei n.
9.096/1995 (manutenção das sedes partidárias). Precedentes, dentre os quais a PC 300-
65, Rel. Min. Og Fernandes, de 11.4.2019.
(PC n. 319-71/DF, rel. Min. Jorge Mussi, DJe de 31.5.2019)
Outra situação em que assentada a necessidade de observância do caráter nacional dos
partidos políticos é observada na determinação de competência privativa do órgão de direção
nacional de anular convenções estaduais e municipais, que, na escolha de candidatos e forma-
ção de coligação, desobedeçam às diretrizes legitimamente estabelecidas pelo poder central
da agremiação. Nesse sentido:
JURISPRUDÊNCIA
Não há como ser admitido que o órgão nacional da agremiação – único legitimado pela
lei a estabelecer diretrizes partidárias cujo descumprimento pode levar à anulação das
convenções partidárias – possa delegar de forma generalizada para os órgãos estaduais
o poder de definir quais orientações devem ser observadas para a escolha de candidatos
e a realização de coligações.
***
JURISPRUDÊNCIA
O atual tratamento conferido pelo art. 7º, § 2º, da Lei n. 9.504/1997 – com notória evo-
lução quando comparado aos textos anteriores sobre a matéria – reforça o caráter nacional
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
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dos partidos ao dispor que apenas órgão de direção nacional tem poder de anular delibe-
rações de órgãos estaduais ou municipais que afrontem diretrizes por ele estabelecidas
de modo legítimo.
1.8.2. Proibição de Recebimento de Recursos Financeiros de Entidade ou Gover-
no Estrangeiros ou de Subordinação a Estes
A proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros
ou de subordinação a estes está relacionada com o dever de o partido político resguardar a
soberania nacional. A proibição não é restrita somente ao recebimento de recursos oriundos
de governos, alcança também as entidades estrangeiras de caráter privado.
Ainda que sem o viés financeiro, é importante frisar que é vedada a situação de subordi-
nação do ente partidário a governo ou entidade estrangeira sob qualquer aspecto, como por
exemplo, a de caráter organizacional.
A inobservância dessa regra pode levar, inclusive, nos termos do art. 28, I, da Lei dos Par-
tidos Políticos, ao cancelamento do registro da agremiação, como se observa desse julgado
proferido pelo Tribunal Superior Eleitoral, em que, no entanto, não ficou comprovado a submis-
são ao governo estrangeiro apontada pelo autor da ação, motivo pelo qual houve o indeferi-
mento do pedido de cancelamento do registro partidário:
JURISPRUDÊNCIA
AGRAVO REGIMENTAL NO CANCELAMENTO DE REGISTRO DE PARTIDO POLÍTICO.
SUPOSTA SUBORDINAÇÃO A ENTIDADE OU GOVERNO ESTRANGEIRO. ART. 28, II, DA
LEI N. 9.096/1995. AUSÊNCIA DE PROVAS ROBUSTAS E CONTUNDENTES DE SUBMIS-
SÃO DO PARTIDO A ENTIDADE OU GOVERNO ESTRANGEIRO. FUNDAMENTO NÃO INFIR-
MADO. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO N. 182 DA SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA. DESPROVIMENTO.
(CRPP n. 1727-97/DF, rel. Min. Luiz Fux, DJe de 23.11.2015)
1.8.3. Prestação de Contas à Justiça Eleitoral
Os partidos políticos têm o dever de prestar contas à Justiça Eleitoral, especialmente pelo
fato de serem beneficiados com o aporte de recursos públicos – Fundo Partidário e Fundo Es-
pecial de Financiamento de Campanha -, além de doações de pessoas físicas.
Perceba que embora recebam recursos públicos da União, as contas das agremiações par-
tidárias não são sindicadas pelo Tribunal de Contas da União, mas sim pela Justiça Eleitoral,
que é a gestora desses fundos públicos – Fundo Partidário e Fundo Especial de Financiamento
de Campanha.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
Os partidos devem prestar as contas de campanha, relacionadas aos gastos com os plei-
tos eleitorais, e apresentadas logo após o período eleitoral, bem como as contas de exercício
financeiro, relativas aos gastos de manutenção da atividade partidária ordinária, apresentadas
anualmente.
A ausência de apresentação de contas produz consequências severas para o parti-
do político.
O trânsito em julgado da decisão que julga não prestadas as contas de partido político
estabelece, no próprio dispositivo da decisão, a perda do direito ao recebimento da quota do
Fundo Partidário e do Financiamento de Campanha, conforme determinação do art. 47, I, da
Res.-TSE n. 23.604/2019.
Outra consequência ainda mais gravosa dessa decisão é a possibilidade de o partido políti-
co vir a ter seu registro nacional cancelado no Tribunal Superior Eleitoral e no cartório civil, nos
termos do art. 28, III, da Lei dos Partidos Políticos:
Art. 28. O Tribunal Superior Eleitoral, após trânsito em julgado de decisão, determina o cancelamen-
to do registro civil e do estatuto do partido contra o qual fique provado:
(...)
III – não ter prestado, nos termos desta Lei, as devidas contas à Justiça Eleitoral;
Evidentemente que o cancelamento do registro do partido se refere à não prestação de
contas do órgão nacional do partido.
No caso de não prestação de contas de órgãos estaduais e municipais, aplica-se a sanção
de suspensão do recebimento de cotas do Fundo Partidário.
Como consequência dessa decisão, pode ocorrer também a suspensão da anotação dos
órgãos de representação do partido no Tribunal Regional Eleitoral do Estado. Essa sanção,
contudo, exige procedimento próprio no qual deve ser assegurado ao partido o contraditório e
a ampla defesa.
Vamos aprofundar o estudo desse ponto quando tratarmos da prestação de contas do
partido mais adiante.
Continuando, vale notar que a exigência de apresentação de contas alcança, além dos
partidos com registro deferido pelo Tribunal Superior Eleitoral, também os que foram incorpo-
rados ou fundidos. É o que se verifica do texto do art. 62 da Res.-TSE n. 23.604/2019:
Art. 62. Na hipótese de incorporação ou fusão de partidos, o partido político incorporador ou o de-
rivado da fusão deve prestar contas daquele incorporado ou daqueles fundidos, em todos os seus
níveis de direção partidária, nos termos desta resolução, no prazo de 90 (noventa) dias, a contar da
data de averbação do novo estatuto partidário no TSE.
A jurisprudência do TSE é firme no sentido de as obrigações não cumpridas pelo incor-
porado são transmitidas ao incorporador, inclusive o dever de prestar as contas referente ao
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
Weslei Machado e Marco Carvalhedo
período em que ainda estava em atividade durante o exercício (Res. n. 22.209, de 30.5.2006,
rel. Min. Cesar Asfor Rocha).
Esse entendimento, todavia, deve sofrer uma modificação parcial. Embora se mantenha a
obrigação de o partido incorporador, por meio dos seus dirigentesatuais, acompanhar e aten-
der a todas as diligências nos processos de prestação de contas do partido incorporado que
ainda estão em tramitação, a EC n. 111 dispõe que:
[...] as sanções eventualmente aplicadas aos órgãos partidários regionais e municipais do partido
incorporado, inclusive as decorrentes de prestações de contas, bem como as de responsabilização
de seus antigos dirigentes, não serão aplicadas ao partido incorporador nem aos seus novos diri-
gentes, exceto aos que já integravam o partido incorporado.
Desse modo, o partido incorporado e seus atuais dirigentes não são alcançados por even-
tuais sanções que recaiam sobre o partido incorporado, inclusive as que decorrem das presta-
ção de contas ainda em tramitação.
De igual modo, a extinção do partido políticos não o exime, por meio de seus dirigentes,
de, no prazo de 90 dias da averbação do cancelamento do estatuto partidário, apresentar suas
contas do período em que permaneceu ativo, conforme estabelece o art. 63 da Res.-TSE n.
23.604/2019:
Art. 63. Na hipótese de extinção do partido político, os seus dirigentes estarão obrigados, no prazo
de 90 (noventa) dias da averbação do cancelamento do estatuto partidário, a apresentar a respecti-
va prestação de contas, nos termos desta resolução.
1.8.4. Funcionamento Parlamentar de Acordo com a Lei
De acordo com a lei, os partidos políticos têm direito de se organizarem para o exercício
de suas atividades parlamentares. Esse direito se perfaz por intermédio de uma bancada, que
deve constituir suas lideranças de acordo com o estatuto do partido, as disposições regimen-
tais das Casas Legislativas e as normas estabelecidas na Lei dos Partidos Políticos.
Entretanto, não são todos os partidos que podem exercer esse direito, mas somente aque-
les que preencham os requisitos previstos na Lei dos Partidos Políticos. Trata-se de um direito
previsto em uma norma de eficácia limitada.
Aliás, você lembra daquela discussão relacionada à cláusula de barreira? Cláusula de bar-
reira ou cláusula de desempenho é o requisito que o partido político precisa preencher para o
exercício do direito ao funcionamento parlamentar. Quando a CF dispõe “de acordo com a lei”,
refere-se a essa cláusula de barreira.
Além de condicionar o exercício do direito ao funcionamento parlamentar, a cláusula de
barreira vincula o exercício de outros direitos partidos, tais como, a distribuição dos recursos
do fundo partidário, o tempo de acesso gratuito ao rádio e à televisão para a transmissão da
propaganda eleitoral. Esse tema será estudado em um subtítulo posterior.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
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1.9. princípio dA AutonomiA pArtidáriA
O princípio da autonomia partidária tem previsão legal no § 1º do art. 17 da Constituição
Federal, cujo texto trazido pela Emenda à Constituição n. 97/2017 estabelece que:
Art. 17. Omissis.
§1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna e estabelecer
regras sobre escolha, formação e duração de seus órgãos permanentes e provisórios e sobre sua
organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações
nas eleições majoritárias, vedada a sua celebração nas eleições proporcionais, sem obrigatoriedade
de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo
seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária. (Redação dada pela Emenda
Constitucional n. 97, de 2017)
Os partidos políticos são pessoas jurídicas de direito privado. A sua organização, registro
ou modificações estatutárias não dependem de autorização ou homologação de órgão estatal.
Exemplo ilustrativo relacionado ao princípio da autonomia partidária pode ser visto na liber-
dade concedida a esses entes para adotar critérios de escolha e o regime de suas coligações
para o pleito majoritário.
Atualmente, os partidos políticos podem formar coligações com ampla liberdade, sem a
necessidade de submissão desta deliberação à lei ou à vontade estatal. Com efeito, no novo
cenário normativo, posto pela Emenda à Constituição n. 52/2006, que acabou definitivamente
com a ideia de verticalização das coligações, inexiste impedimento para que partidos formem
uniões partidárias diversas nas esferas municipal, estadual/distrital e nacional.
A autonomia partidária também garante aos partidos políticos o direito de estabelecer o
cronograma de suas atividades para a realização das campanhas eleitorais. Na verdade, as
agremiações partidárias podem exercer esse direito, mas desde que respeitados os limites
temporais para a prática de atos eleitorais.
Assim, a fixação dos cronogramas de campanha somente poderá definir o período de início
das campanhas a partir do dia 15 de agosto do ano das eleições (limite legal previsto no art.
36 a Lei n. 9.504/1997). Depois do dia 15 de agosto, o partido terá liberdade para a fixação das
datas e horários para a execução das campanhas eleitorais.
A esse respeito, veja o art. 3º, § 1º da Lei n. 9.096/1995:
Art. 3º É assegurada, ao partido político, autonomia para definir sua estrutura interna, organização
e funcionamento.
§ 1º. É assegurada aos candidatos, partidos políticos e coligações autonomia para definir o crono-
grama das atividades eleitorais de campanha e executá-lo em qualquer dia e horário, observados os
limites estabelecidos em lei. (grifo nosso)
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
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Sobre a extensão e interpretação desse princípio constitucional, o Supremo Tribunal Fede-
ral, no julgamento da ADI n. 1407, inicialmente entendeu que:
JURISPRUDÊNCIA
RESERVA CONSTITUCIONAL DE DISCIPLINAÇÃO ESTATUTÁRIA (CF, ART. 17, § 1º). –
O postulado constitucional da autonomia partidária criou, em favor dos Partidos Políti-
cos – sempre que se tratar da definição de sua estrutura, de sua organização ou de seu
interno funcionamento – uma área de reserva estatutária absolutamente indevassável
pela ação normativa do Poder Público. Há, portanto, um domínio constitucionalmente
delimitado, que pré-exclui – por efeito de expressa cláusula constitucional (CF, art. 17, §
1º) – qualquer possibilidade de intervenção legislativa em tudo o que disser respeito à
intimidade estrutural, organizacional e operacional dos Partidos Políticos.
(ADI-MC 1407, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 24.11.2000)
Entretanto, segundo Nelson Nery Jr. (2017, p. 370), há limites ao exercício do direito de
autonomia pelas agremiações partidárias. Inadmite-se cláusulas estatutárias que afrontem
normas constitucionais. Veja a referida lição doutrinária:
De nossa parte, asseveramos que nos partidos políticos, apesar de possuírem autonomia para or-
ganizar sua estrutura interna (CF, art. 17, § 1º), a referida organização não poderá ser destoante
em relação aos demais preceitos constitucionais. Assim, os partidos não poderão se estruturar de
maneira não democrática, ou seja, além da atuação, a estruturação do partido político deverá ser
democrática, o que repercute em diversos pontos gerenciais do partido, merecendo destaque a im-
possibilidade de expulsar membros ou filiados sem a observância do due process of law, ou então
praticar perseguiçãoideológica.
É mister destacar que, da mesma maneira que é importante garantir autonomia partidária para os
partidos se organizarem, também é imprescindível assegurar que o funcionamento do partido nun-
ca ponha em risco o correto funcionamento do Estado Democrático de Direito. Até porque não faria
sentido, sob o pretexto de garantir autonomia partidária dos partidos políticos, que eles pudessem
agir e se organizar de maneira contrária aos preceitos elementares da Constituição Federal, inclusi-
ve os insculpidos na CF.
No mesmo sentido caminhou a jurisprudência do TSE. Ao julgar o RPP 1417-96, DJE de 15.3.2016,
o Ministro Henrique Neves da Silva consignou que “não há como se conceber que em uma demo-
cracia os principais atores da representação popular não sejam, igualmente, democráticos. Este,
inclusive, é o comando expresso no art. 17 da Constituição da República que, ao assegurar a autono-
mia partidária, determina expressamente que sejam ‘resguardados a soberania nacional, o regime
democrático, o pluripartidarismo e os direitos fundamentais da pessoa humana’.
Nessa compreensão, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu que, mesmo na vigência da
nova redação do § 1º, do art. 17 da Constituição Federal, dada pela Emenda à Constituição
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n. 97/2017, pelo qual ficou assegurado a possibilidade de os partidos estabelecerem regras
sobre escolha, formação e duração de seus órgãos permanentes e provisórios, esses prazos
de vigência não poderiam ser indefinidos, tendo em vista que essa interpretação levaria a fla-
grante violação ao princípio democrático, expressamente invocado no caput do próprio art. 17.
Em outras palavras, a interpretação do § 1º do art. 17 da Constituição Federal submete-se
aos ditames do seu caput, de modo que a autonomia partidária encontra limites no próprio
artigo constitucional que a criou, sem prejuízo, ainda, de que outros princípios constitucionais
conformem a abrangência de sua incidência.
Forte nessa premissa, relembro julgado do TSE que bem ilustra esse entendimento:
JURISPRUDÊNCIA
Na linha da jurisprudência deste Tribunal, pode-se concluir que a autonomia partidária,
insculpida no art. 17, § 1º, da CF, não é absoluta. Ao revés, encontra limites nas balizas
estabelecidas no caput do art. 17 da Carta Magna, especialmente no que se refere à
necessidade de se observar o princípio democrático na organização interna dos Partidos
Políticos.
(RPP 1417-96/DF, rel. designado Min. Tarcísio Vieira de Carvalho Neto, DJe de 15.3.2018)
No ponto, acrescento que esse entendimento gerou uma reação legislativa do Congresso
Nacional, que, pela Lei n. 13.831/2019, alterou o art. 3º da Lei dos Partidos Políticos, cujo texto
passou a ser o seguinte:
Art. 3º É assegurada, ao partido político, autonomia para definir sua estrutura interna, organização
e funcionamento.
(...)
§ 2º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir o prazo de duração dos mandatos
dos membros dos seus órgãos partidários permanentes ou provisórios.
§ 3º O prazo de vigência dos órgãos provisórios dos partidos políticos poderá ser de até 8 (oito)
anos.
§ 4º Exaurido o prazo de vigência de um órgão partidário, ficam vedados a extinção automática do
órgão e o cancelamento de sua inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).
Contudo, essa alteração legislativa passou a sofrer forte resistência no TSE, por alon-
gar sobremaneira a vigência de órgãos que, em tese, não poderiam se perpetuar por um lon-
go período.
O STF também não era simpático ao texto da lei, o que culminou com o julgamento da ADI
6.230, em que aquele Tribunal decidiu por manter no ordenamento jurídico o § 2º do art. 3º,
introduzido pela Lei n. 13.831/2019, mas deu-lhe interpretação conforme à Constituição para
assentar que os partidos políticos podem, no exercício de sua autonomia constitucional, esta-
belecer a duração dos mandatos de seus dirigentes desde que compatível com o princípio
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO ELEITORAL
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republicano da alternância do poder concretizado por meio da realização de eleições periódi-
cas em prazo razoável.
Melhor sorte não teve a nova redação do § 3º do art. 3º da Lei n. 9.096/1995, que foi de-
clarada inconstitucional pelo STF, no julgamento da referida ADI, expurgando, de vez, a possi-
bilidade de os partidos constituírem comissões provisórias com prazo de vigência de 8 anos.
Os efeitos da decisão foram modulados para valer a partir de janeiro de 2023, ficando
ainda previsto a necessidade de participação dos partidos políticos, em conjunto com o TSE,
mediante audiência ou consulta pública, no estabelecimento democrático e republicano de
prazo razoável de duração das comissões provisórias, bem como de adequação dos estatutos
vigentes à decisão proferida pelo STF.
Mais recentemente, o Congresso Nacional, por meio da Lei n. 14.211\2021, introduziu o art.
23-A no Código Eleitoral, para reafirmar a impossibilidade de o TSE, por meio de norma regula-
mentar, tratar da organização dos partidos políticos.
Ao tratar do tema, o Supremo Tribunal Federal fixou a ideia do exercício da autonomia par-
tidária limitada a preceitos constitucionais. Confira:
JURISPRUDÊNCIA
O princípio da igualdade material é prestigiado por ações afirmativas. No entanto, utilizar,
para qualquer outro fim, a diferença estabelecida com o objetivo de superar a discrimi-
nação ofende o mesmo princípio da igualdade, que veda tratamento discriminatório fun-
dado em circunstâncias que estão fora do controle das pessoas, como a raça, o sexo, a
cor da pele ou qualquer outra diferenciação arbitrariamente considerada. Precedente do
CEDAW. 3. A autonomia partidária não consagra regra que exima o partido do respeito
incondicional aos direitos fundamentais, pois é precisamente na artificiosa segmentação
entre o público e o privado que reside a principal forma de discriminação das mulheres.
(ADI 5617, rel. Min. Edson Fachin, DJe de 3.10.2018)
Para finalizar, vale lembrar a polêmica decisão do TSE, que novamente põe em discussão
o princípio da autonomia partidária. Ao responder a Consulta n. 0603816-39/DF, aquele Tribu-
nal decidiu que a previsão de reserva de vagas para a disputa de candidaturas proporcionais,
inscrita no § 3º do artigo 10 da Lei n. 9.504/1997, deve ser observada para a composição das
comissões executivas e diretórios nacionais, estaduais e municipais dos partidos políticos, de
suas comissões provisórias e demais órgãos equivalentes. (CTA n. 0603816-39/DF, rel. Min.
Rosa Weber, julgado em 19.5.2020).
1.10. procedimento de criAção de pArtido político
Didaticamente, vamos dividir o procedimento de criação de um partido político em
três fases:
• 1ª Fase – Registro civil do partido político no cartório.
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Partidos Políticos – Parte I
DIREITO