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Aula 06
Direito Eleitoral p/ Polícia Civil de Goiás (Delegado)
Professor: Ricardo Torques
 
RATEIO DE MATERIAIS PARA CONCURSOS
Direito Eleitoral p/ PC-GO 
Delegado 
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AULA 06 
PARTIDOS POLÍTICOS 
Sumário 
1 - Considerações Iniciais ................................................................................................. 2 
2 - Partidos Políticos ........................................................................................................ 2 
2.1 - Histórico ............................................................................................................. 2 
2.2 - Conceituação ....................................................................................................... 3 
2.3 - Características e Função dos Partidos Políticos ......................................................... 4 
2.4 - Destinação .......................................................................................................... 5 
3 - Liberdade e autonomia partidárias ................................................................................ 5 
4 - Natureza jurídica ........................................................................................................ 8 
5 - Criação e registro ....................................................................................................... 9 
5.1 - Caráter Nacional ................................................................................................ 10 
5.2 - Consequência do Registro ................................................................................... 13 
5.3 - Procedimento de Registro .................................................................................... 14 
6 - Funcionamento parlamentar ...................................................................................... 19 
7 - Programa e Estatuto ................................................................................................. 21 
8 - Filiação ................................................................................................................... 24 
9 - Fidelidade e disciplina partidárias ............................................................................... 30 
9.1 - Conceito de fidelidade partidária .......................................................................... 30 
9.2 - Disciplina partidária ............................................................................................ 31 
9.3 - Desfiliação Imotivada ......................................................................................... 32 
10 - Questões ............................................................................................................... 38 
10.1 – Questões sem Comentários ............................................................................... 38 
10.2 – Gabarito ......................................................................................................... 55 
10.3 – Questões com Comentários ............................................................................... 57 
11 - Resumo da Aula ..................................................................................................... 99 
12 - Considerações Finais ............................................................................................. 110 
 
 
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PARTIDOS POLÍTICOS 
1 - Considerações Iniciais 
Olá, a aula de hoje será destinada ao estudo dos partidos políticos. 
Veremos os aspectos constitucionais e, em seguida, alguns aspectos da Lei nº 
4.737/1965 (Código Eleitoral), bem como da Lei nº 9.096/1995 (Lei dos Partidos 
Políticos). 
Assim, nossa aula terá como bases legislativas: 
 
Nosso edital exigiu apenas os seguintes aspectos da Lei de Partidos Políticos: 
Lei dos Partidos Políticos (Disposições Preliminares. Filiação). 
É uma matéria tranquila, porém, não menos importante em prova. Desse modo, 
toda atenção é pouca para nossos estudos! 
Prontos?! 
2 - Partidos Políticos 
2.1 - Histórico 
Os partidos políticos são instituições fundamentais do processo democrático. Não 
há como se falar em representação popular e exercício de poder estatal, 
atualmente, sem a figura dos partidos políticos. 
De acordo com a doutrina, os partidos políticos são essenciais por constituírem 
instrumento para a atuação política e social. São instituições que sentem a 
opinião pública e a revelam ideais, que são postos em prática durante o exercício 
do mandato político. 
O surgimento dos partidos políticos está atrelado, historicamente, à noção de 
participação popular e do interesse da comunidade nas decisões políticas tomadas 
pelos governantes. 
Vejamos, em forma de tabela, dois eventos centrais1 que levaram ao 
surgimento dos partidos políticos. 
 
1 Com base em GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral, 10ª edição, rev., atual. e ampl., São Paulo: 
Editora Atlas S/A, 2014, p. 92. 
BASE LEGISLATIVA PARTIDOS 
POLÍTICOS
Constituição 
Federal
Código Eleitoral
Lei dos Partidos 
Políticos
 
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Grã-Bretanha Verifica-se no século XVII, grupos de Parlamentares, com ideias afins, que 
procuram votar unidos. 
EUA 
Verifica-se no século XIX, o surgimento dos partidos Federalista 
(capitaneados por Hamilton e Adams) e Republicano (coordenados por 
Jefferson e Madison). 
Em nosso país, o primeiro partido político surgiu em 1831, denominado de 
Partido Liberal. No ano de 1838 surge o partido Conservador. Ambos dominaram 
o cenário político brasileiro, até a Proclamação da República em 1889. 
Nos anos que se seguiram, diversos partidos políticos se sucederam em razão 
dos diversos sistemas eleitorais, da extinção e da formação de novos partidos e 
em razão da conjuntura política, marcada por revoluções e por golpes políticos. 
Desse modo, a evolução dos partidos políticos no Brasil é marcada por forte 
instabilidade. 
2.2 - Conceituação 
Para estudarmos o conceito de partido político, vejamos o que nos ensina José 
Jairo Gomes2: 
Compreende-se por partido político a entidade formada pela livre associação de pessoas, 
com organização estável, cujas finalidades são alcançar e/ou manter o poder político-estatal 
e assegurar, no interesse do regime democrático de direito, a autenticidade do sistema 
representativo, o regular funcionamento do governo e das instituições políticas, bem como 
a implementação dos direitos humanos fundamentais. 
 
 
Vamos destrinchar esse conceito: 
 livre associação de pessoas. 
Refere-se à liberdade de reunião de um grupo de pessoas com a finalidade 
de constituir um partido político. 
 organização estável. 
Envolve a ideia de constituição de um organismo político permanente e 
organizado. 
 alcançar e manter o poder político-estatal (finalidade). 
O principal objetivo do partido político é acessar o poder por intermédio do 
voto, elegendo representantes que se empenharão para a defesa dos 
interesses do grupo que representam. 
 
2 GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral, p. 94. 
 
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 confere autenticidade ao sistema representativo, ao regular 
funcionamento do governo, às instituições políticas e à 
implementação dos direitos fundamentais. 
É a formaconstruído. Por intermédio da Consulta nº 1.398/2007, o TSE fixou entendimento 
de que os partidos políticos e as respectivas coligações conservam o 
direito à vaga obtida PELO SISTEMA PROPORCIONAL, em caso de pedido 
de cancelamento de filiação ou de transferência da filiação do candidato 
eleito para outro partido. 
Esse mesmo entendimento, aplicado, inicialmente, para as eleições no sistema 
proporcional, foi estendido para o sistema majoritário por intermédio da Consulta 
nº 1.407/2007. 
Segundo José Jairo Gomes16: 
O vínculo de um candidato ao Partido Político pelo qual se registra e disputa uma eleição é 
o mais forte, se não o único, elemento de sua identidade política, podendo ser afirmado que 
o candidato não existe fora do Partido Político e nenhuma candidatura é possível fora de 
uma bandeira partidária. 
Portanto, o mandato é do partido e não do candidato eleito. 
Esse entendimento, inclusive, foi seguido pelo STF que mudou a jurisprudência. 
Vejamos a Emenda do MS nº 26.602/200817: 
 
CONSTITUCIONAL. ELEITORAL. MANDADO DE SEGURANÇA. FIDELIDADE PARTIDÁRIA. 
DESFILIAÇÃO. PERDA DE MANDATO. ARTS. 14, § 3º, V E 55, I A VI DA CONSTITUIÇÃO. 
CONHECIMENTO DO MANDADO DE SEGURANÇA, RESSALVADO ENTENDIMENTO DO 
RELATOR. SUBSTITUIÇÃO DO DEPUTADO FEDERAL QUE MUDA DE PARTIDO PELO 
SUPLENTE DA LEGENDA ANTERIOR. ATO DO PRESIDENTE DA CÂMARA QUE NEGOU POSSE 
AOS SUPLENTES. CONSULTA, AO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL, QUE DECIDIU PELA 
 
16 GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral, p. 102. 
17 MS 26602, Relator(a): Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, julgado em 04/10/2007, DJe-197 
DIVULG 16-10-2008 PUBLIC 17-10-2008 EMENT VOL-02337-02 PP-00190 RTJ VOL-00208-01 PP-
00072. 
 
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MANUTENÇÃO DAS VAGAS OBTIDAS PELO SISTEMA PROPORCIONAL EM FAVOR DOS 
PARTIDOS POLÍTICOS E COLIGAÇÕES. ALTERAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO 
TRIBUNAL FEDERAL. MARCO TEMPORAL A PARTIR DO QUAL A FIDELIDADE PARTIDÁRIA 
DEVE SER OBSERVADA [27.3.07]. EXCEÇÕES DEFINIDAS E EXAMINADAS PELO TRIBUNAL 
SUPERIOR ELEITORAL. DESFILIAÇÃO OCORRIDA ANTES DA RESPOSTA À CONSULTA AO 
TSE. ORDEM DENEGADA. 1. Mandado de segurança conhecido, ressalvado entendimento do 
Relator, no sentido de que as hipóteses de perda de mandato parlamentar, taxativamente 
previstas no texto constitucional, reclamam decisão do Plenário ou da Mesa Diretora, não 
do Presidente da Casa, isoladamente e com fundamento em decisão do Tribunal Superior 
Eleitoral. 2. A permanência do parlamentar no partido político pelo qual se elegeu 
é imprescindível para a manutenção da representatividade partidária do próprio 
mandato. Daí a alteração da jurisprudência do Tribunal, a fim de que a fidelidade do 
parlamentar perdure após a posse no cargo eletivo. 3. O instituto da fidelidade partidária, 
vinculando o candidato eleito ao partido, passou a vigorar a partir da resposta do Tribunal 
Superior Eleitoral à Consulta n. 1.398, em 27 de março de 2007. 4. O abandono de 
legenda enseja a extinção do mandato do parlamentar, ressalvadas situações 
específicas, tais como mudanças na ideologia do partido ou perseguições políticas, 
a serem definidas e apreciadas caso a caso pelo Tribunal Superior Eleitoral. 5. Os 
parlamentares litisconsortes passivos no presente mandado de segurança mudaram de 
partido antes da resposta do Tribunal Superior Eleitoral. Ordem denegada. 
Conforme extrai-se do julgado abaixo, existem hipóteses em que a 
desfiliação não importará a perda do mandato. Essas hipóteses são 
definidas caso a caso pelo TSE, seja em entendimentos jurisprudenciais, seja no 
exercício do poder normativo. Desse modo, vejamos, abaixo algumas situações18 
que não são consideradas hipóteses de infidelidade partidária: 
 incorporação ou fusão do partido político. 
 criação de novo partido político. 
 mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário. 
 grave discriminação pessoal. 
 autorização do partido político. 
Em razão disso tudo, o STF19 entendia que a ruptura, do detentor do mandato 
político eletivo com o partido político, poderia implicar a perda do mandato 
político eletivo, tanto em relação aos cargos escolhidos pelo sistema majoritários 
(Presidente e vice-Presidente, Governador e vice-Governador, Senador da 
República, Prefeitos e vice-Prefeitos) como aos eleitos pelo sistema proporcional 
(Deputados Federais e Estaduais e Vereadores). Dessa forma, o partido político 
interessado poderia pedir, na Justiça Eleitoral, a decretação da perda de cargo 
eletivo em decorrência de desfiliação partidária sem justa causa. 
Esse entendimento do STF é o mesmo seguido na Resolução TSE nº 22.610/2007. 
 
18 Com base em LINS, Rodrigo Martiniano Ayres. Direito Eleitoral Descomplicado, 2ª edição, 
Rio de Janeiro: Editora Ferreira, 2014, p. 230. 
19 MS 26.603/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno, DJ 19.12.2008. 
 
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Tudo bem até aqui? 
Pois, então! TIVEMOS NOVAS MUDANÇAS, AS QUAIS, 
CERTAMENTE, CAIRÃO NA SUA PROVA! 
Nós tínhamos... 
 
Temos um novo posicionamento do STF e uma recente alteração promovida pela 
Lei nº 13.165/2015, ambas no mesmo sentido. 
Vamos por partes... 
 ADI nº 5.081/STF 
No julgamento da ADI nº 5.081, o STF distinguiu duas disciplinas diferenciadas 
acerca da desfiliação imotivada, uma a ser aplicada para os cargos do sistema 
majoritário outro para os cargos do sistema proporcional. 
 sistema majoritário: a desfiliação imotivada do partido político pelo 
detentor do mandato perante o qual foi eleito NÃO IMPLICA A PERDA DO 
CARGO. 
Entende o STF que, em relação aos cargos cujos políticos são escolhidos 
pelo sistema majoritário, a perda do cargo pela desfiliação implica violação 
à soberania popular, em face da escolha feita pelo eleitor. Entende-se 
que, nas eleições pelo sistema majoritário, vota-se na pessoa do político 
e não na sigla partidária. 
 sistema proporcional: a desfiliação imotivada do partido político pelo 
detentor do mandato perante o qual foi eleito IMPLICA A PERDA DO 
CARGO. 
Se o parlamentar eleito decidir mudar de partido político, sofrerá um 
processo na Justiça Eleitoral que poderá resultar na perda do mandato. 
1º POSICIONAMENTO
não adoção do princípio da 
fidelidade partidária (MS nº 
20.927, STF)
2º POSICIONAMENTO
adoção do princípio da fidelidade 
partidária para as eleições 
proporcionais apenas (Consulta TSE 
nº 1.398/2007)
3º POSICIONAMENTO
adoção do princípio da filidelidade 
partidária para as eleições 
majoritárias e proporcionais (MS nº 
26.602/2008, STF, e doutrina de 
José Jairo Gomes)
 
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Nesse processo, busca-se aferir se a mudança ocorreu, com ou sem justa 
causa. 
Na hipótese de alteração de partido sem justa causa, o detentor de 
mandato político que for eleito pelo sistema proporcional perderá o 
mandato. 
 
Devido à grande probabilidade de que o assunto seja exigido em provas, vejamos 
a ementa do julgado da ADI 5.08120: 
DIREITO CONSTITUCIONAL E ELEITORAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. 
RESOLUÇÃO Nº 22.610/2007 DO TSE. INAPLICABILIDADE DA REGRA DE PERDA DO 
MANDATO POR INFIDELIDADE PARTIDÁRIA AO SISTEMA ELEITORAL MAJORITÁRIO. 1. 
Cabimento da ação. Nas ADIs 3.999/DF e 4.086/DF, discutiu-se o alcance do poder 
regulamentar da Justiça Eleitoral e sua competência para dispor acerca da perda de 
mandatos eletivos. O ponto central discutido na presenteação é totalmente diverso: saber 
se é legítima a extensão da regra da fidelidade partidária aos candidatos eleitos pelo sistema 
majoritário. 2. As decisões nos Mandados de Segurança 26.602, 26.603 e 26.604 tiveram 
como pano de fundo o sistema proporcional, que é adotado para a eleição de deputados 
federais, estaduais e vereadores. As características do sistema proporcional, com sua ênfase 
nos votos obtidos pelos partidos, tornam a fidelidade partidária importante para garantir 
que as opções políticas feitas pelo eleitor no momento da eleição sejam minimamente 
preservadas. Daí a legitimidade de se decretar a perda do mandato do candidato que 
abandona a legenda pela qual se elegeu. 3. O sistema majoritário, adotado para a eleição 
de presidente, governador, prefeito e senador, tem lógica e dinâmica diversas da do sistema 
proporcional. As características do sistema majoritário, com sua ênfase na figura do 
candidato, fazem com que a perda do mandato, no caso de mudança de partido, frustre a 
vontade do eleitor e vulnere a soberania popular (CF, art. 1º, parágrafo único; e art. 14, 
caput). 4. Procedência do pedido formulado em ação direta de inconstitucionalidade. 
Em síntese, do julgamento da ADI nº 5.081 ressalta-se... 
 
 
 
20 ADI 5081, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno, julgado em 27/05/2015, 
PROCESSO ELETRÔNICO DJe-162 DIVULG 18-08-2015 PUBLIC 19-08-2015 
DESFILIAÇÃO 
IMOTIVADA
caso seja ocupante de 
cargo político-eletivo 
escolhido pelo sistema 
majoritário
NÃO HÁ 
PERDA DO 
CARGO
caso seja ocupante de 
cargo político-eletivo 
escolhido pelo sistema 
proporcional
PERDE-SE O 
MANDATO
 
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Concluímos, portanto, que o entendimento do STF retornou ao 2º posicionamento 
que tínhamos acerca da matéria, ou seja, a desfiliação imotivada implica a perda 
do acordo apenas para as eleições pelo sistema proporcional. 
Vejamos a segunda alteração recente... 
 Lei nº 13.165/2015 (Reforma Eleitoral) 
Com a Reforma, houve a incorporação do art. 22-A à LPP, vejamos: 
Art. 22-A. PERDERÁ o mandato o detentor de cargo eletivo que se desfiliar, sem 
justa causa, do partido pelo qual foi eleito. 
Parágrafo único. Consideram-se justa causa para a desfiliação partidária SOMENTE 
as seguintes hipóteses: 
I - mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; 
II - grave discriminação política pessoal; e 
III - mudança de partido efetuada durante o período de trinta dias que antecede o prazo de 
filiação exigido em lei para concorrer à eleição, majoritária ou proporcional, ao término do 
mandato vigente. 
Até então não tínhamos a previsão expressa na legislação de que a infidelidade 
partidária, sem justa causa, implica a perda do cargo político-eletivo. Agora, com 
a Lei nº 13.165/2015, temos! 
De acordo com o dispositivo citado acima, APENAS três situações acima 
constituem justa causa para a desfiliação. Ou seja, são três hipóteses em que o 
detentor do cargo político-eletivo poderá se desfiliar e, ainda assim, não perderá 
o cargo político-eletivo. Vejamos: 
1ª HIPÓTESE: se houver alterações substanciais no programa do partido, ou 
no caso de não observância do programa partidário, o detentor do mandato 
político eletivo poderá se desfiliar sem a perda do cargo que ocupa. 
2ª HIPÓTESE: se o partido político praticar grave discriminação política 
contra o detentor do cargo político eletivo, ele poderá se desfiliar sem 
consequência para o seu mandato. 
3ª HIPÓTESE: se o detentor do cargo político eletivo decidir mudar de partido 
no período de 30 dias antes do prazo de seis meses de filiação quando 
próximo do término do mandato também não haverá perda do cargo 
político eletivo. 
Em face dessas alterações, vamos apontar algumas questões específicas e, por 
fim, trazer o esquema que você levará para a prova... 
 OBSERVAÇÃO 1: a incorporação ou fusão de partido político deixa de 
ser hipótese que justificava a desfiliação. 
 OBSERVAÇÃO 2: a criação de partido político também deixa de ser 
hipótese que justifica a desfiliação. 
 OBSERVAÇÃO 3: o art. 22-A, da LPP, não diferencia a questão da 
infidelidade em relação a ocupantes de cargos políticos decorrentes do 
sistema proporcional ou majoritário. Assim, os eleitos por ambos os 
 
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sistemas poderão perder o cargo por desfiliação imotivada, exceto no caso 
do art. 22-A, § único, da LPP. 
E para finalizar... 
 
A perda do mandato em razão da mudança de partido aplica-se aos 
candidatos eleitos pelo sistema majoritário (Presidente, Senador, 
Governador e Prefeito) e também ao proporcional (Deputados Federais, 
Deputados Estaduais e Vereadores). 
 
 
DESFILIAÇÃO IMOTIVADA
REGRA perda do cargo político eletivo
NÃO PERDERÁ O CARGO 
APENAS EM
caso de mudança substancial 
ou desvio reiterado do 
programa partidário
grave discriminação política 
pessoal
mudança de partido nos 30 
dias anteriores ao prazo de 
filiação (de 6 meses) próximo 
do término do mandato
 
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10 - Questões 
Temos a seguinte distribuição de questões, que denota a importância dos 
assuntos para fins de prova: 
 
Serão, portanto, 56 questões de provas anteriores das mais diversas bancas. As 
questões foram separadas de acordo com a importância da matéria para a prova. 
 
Em relação aos assuntos estudados na aula de hoje, destacam-se os seguintes 
assuntos: 
 Criação e registro de partidos político; 
 Filiação partidária; e 
 Fidelidade e disciplina partidárias. 
10.1 – Questões sem Comentários 
Questão 01 – FCC/TRE-SE – Analista Judiciário – Área 
Administrativa – 2015 
O estatuto do partido político NÃO pode conter normas sobre 
(A) condições e forma de escolha de seus candidatos a cargos e funções 
eletivas. 
(B) filiação e desligamento de seus membros. 
(C) tipo e cor do uniforme que poderá ser utilizado pelos seus membros. 
(D) procedimento de reforma do programa e do estatuto. 
(E) critérios de distribuição dos recursos do Fundo Partidário entre os órgãos 
de nível municipal, estadual e nacional que compõem o partido. 
Questão 02 – FCC/TRE-AP – Técnico Judiciário – 2015 
26
26,5
27
27,5
28
28,5
29
29,5
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Distribuição das Questões
Noções Introdutórias Filiação e Desfiliação
 
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É assegurado ao partido político com estatuto registrado no Tribunal 
Superior Eleitoral: 
I. O direito à utilização gratuita de escolas públicas ou Casas Legislativas 
para a realização de suas reuniões ou convenções, responsabilizando-se por 
danos eventualmente causados com a realização do evento. 
II. O poder de requisitar qualquer prédio de uso particular para a realização 
de suas reuniões ou convenções, responsabilizando-se por danos 
eventualmente causados com a realização do evento. 
III. Indicar, no respectivo estatuto, seu nome, a denominação abreviada, 
bem como o estabelecimento de sua sede em qualquer Estado da Federação. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
(A) II e III. 
(B) I e II. 
(C) I e III. 
(D) I. 
(E) III. 
Questão 03 – FCC/TRE-PR – Analista Judiciário – 2012 
Para a criação de partidos políticos, NÃO se inclui dentre as exigências legais 
queseus programas respeitem 
a) o pluripartidarismo. 
b) a soberania nacional. 
c) o regime democrático. 
d) a forma presidencialista de governo. 
e) os direitos fundamentais da pessoa humana. 
Questão 04 – FCC/TJ-PE - Juiz Substituto – 2015 - adaptada 
Só é admitido o registro do estatuto de partido político que tenha caráter 
nacional, considerando-se como tal aquele que comprove, no período de dois 
anos, o apoiamento de eleitores correspondente a, pelo menos, (I) dos votos 
dados na última eleição geral para (II), (III) os votos em branco e os nulos, 
distribuídos por (IV), dos Estados, com um mínimo de (V) do eleitorado que 
haja votado em cada um deles. 
Preenchem correta e respectivamente as lacunas de I a V: 
a) um por cento - o Congresso Nacional - não computados - um quarto, ou 
mais - dois décimos por cento. 
b) um por cento - a Câmara dos Deputados - computados - um terço, ou 
mais - um décimo por cento 
 
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c) meio por cento - a Câmara dos Deputados - não computados - um terço, 
ou mais - um décimo por cento. 
d) meio por cento - o Congresso Nacional - computados - um quarto, ou 
mais - dois décimos por cento. 
e) meio por cento - a Câmara dos Deputados - não computados - um terço, 
ou mais - dois décimos por cento. 
Questão 05 – FCC/TJ-GO - Juiz Substituto - 2015 
O funcionamento parlamentar dos partidos políticos 
a) que ainda não tenham obtido registro junto à Justiça Eleitoral constitui 
questão que não cabe ao Tribunal Superior Eleitoral responder em sede de 
consulta. 
b) é assegurado, em todas as Casas Legislativas para as quais tenha elegido 
representante, aos partidos que, em cada eleição para a Câmara dos 
Deputados, tenham obtido o apoio de, no mínimo, cinco por cento dos votos 
apurados, não computados os brancos e os nulos, distribuídos em, pelo 
menos, um terço dos Estados, com um mínimo de dois por cento do total de 
cada um deles. 
c) não admite, em face da autonomia assegurada às agremiações 
partidárias, a formação de alianças e blocos parlamentares, pois devem 
atuar por intermédio de suas próprias bancadas e constituir suas lideranças 
entre seus representantes. 
d) cabe ser disciplinado pelos regimentos das respectivas Casas Legislativas, 
sendo matéria vedada às disposições dos estatutos partidários. 
e) cabe ser disciplinado pelos estatutos partidários, sendo matéria vedada 
às disposições dos regimentos internos das respectivas Casas Legislativas. 
Questão 06 – CESPE/TRE-PI - Técnico Judiciário – 
Administrativa - 2016 
Considerando as disposições preliminares da Lei n.º 9.096/1995, assinale a 
opção correta. 
a) Para desligar-se de seu partido político, o filiado deve comunicar 
expressamente sua intenção ao órgão partidário e ao juiz competentes. 
b) O partido político pode aceitar como filiado qualquer pessoa natural, 
independentemente do estado em que ela se encontre, já que todos têm 
iguais direitos e deveres perante a lei. 
c) Os prazos de filiação partidária não podem ser objeto do estatuto dos 
partidos políticos. 
d) A personalidade jurídica de um partido político é constituída mediante 
cadastro do seu estatuto em cartório de registro civil de pessoas jurídicas de 
direito público. 
 
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e) Registrado o partido político, cabe ao Tribunal Superior Eleitoral 
determinar sua estrutura interna e sua organização administrativa, uma vez 
que as verbas do fundo partidário são oriundas da União. 
Questão 07 – CESPE/TRE-MT - Técnico Judiciário – 
Administrativa - 2015 
De acordo com a legislação que rege os partidos políticos, assinale a opção 
correta. 
a) Aos partidos políticos registrados no TSE, mesmo aos que não contam 
com representantes no Congresso Nacional, é assegurada a realização de 
pelo menos um programa de propaganda partidária a cada semestre. 
b) O TSE determinará, após decisão transitada em julgado, o cancelamento 
do registro civil e do estatuto de um partido se não lhe forem prestadas 
contas pelo órgão nacional desse partido. 
c) Seria admissível, em termos legais, a fusão, em 2015, de um partido 
político criado em 2014 com outros partidos se os órgãos de direção dos 
partidos envolvidos deliberassem sobre o processo de fusão por votação em 
reunião individual e elaborassem projeto comum de estatuto e programa. 
d) Caso o diretório estadual de um partido político pratique atos que 
resultem na violação dos direitos de um cidadão e lhe causem danos, o 
diretório nacional responderá solidariamente em eventual ação para 
apuração de responsabilidade civil. 
e) Seria ilegal uma determinação feita por um partido político, em seu 
estatuto, que obrigasse um de seus membros, ocupante de cargo eletivo, a 
subordinar suas ações às diretrizes estabelecidas pelos órgãos de direção do 
partido. 
Questão 08 – CESPE/TRE-BA – Técnico Judiciário – 2010 
A respeito da filiação partidária e do registro de estatuto de partido político, 
julgue os itens a seguir. 
Só será admitido o registro do estatuto de partido político que tenha caráter 
nacional, isto é, daquele que comprove o apoiamento de eleitores 
correspondente a, pelo menos, 1% dos votos dados na última eleição geral 
para a Câmara dos Deputados, não computados os votos brancos e os nulos, 
distribuídos por um terço, ou mais, dos estados, com um mínimo de 0,1% 
do eleitorado que haja votado em cada um deles. 
Questão 09 – CESPE/Câmara dos Deputados – Analista 
Administrativo – 2014 
Julgue os próximos itens, referentes aos partidos políticos. 
Aos partidos políticos é assegurada a exclusividade de sua denominação, de 
sua sigla e de seus símbolos a partir do registro de seus estatutos no TSE. 
 
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Questão 10 – CESPE/Câmara dos Deputados – Analista 
Administrativo – 2014 
Julgue os próximos itens, referentes aos partidos políticos. 
O direito de requerer a anulação do registro de partidos políticos por defeito 
do referido ato decai em três anos, contados a partir da publicação de sua 
inscrição no registro. 
Questão 11 – CESPE/Câmara dos Deputados – Analista 
Administrativo – 2014 
Julgue os próximos itens, referentes aos partidos políticos. 
Os partidos políticos deverão se registrar no tribunal regional eleitoral de 
qualquer uma de suas sedes para adquirirem personalidade jurídica. 
Questão 12 – CESPE/TRE-MS – Analista Judiciário - 2013 
Assinale a opção correta a respeito dos partidos políticos. 
a) Dado o caráter nacional dos partidos políticos, a lei reconhece a 
responsabilidade solidária entre o órgão partidário nacional e seus 
respectivos órgãos estaduais e municipais. 
b) O eleitor não detém legitimidade para iniciar, junto à justiça eleitoral, 
processo de cancelamento de registro e de estatuto partidários, em razão de 
irregularidades. 
c) Caso um órgão nacional de partido político deixe de prestar contas ao 
TSE, a agremiação estará sujeita ao cancelamento do seu registro civil e do 
estatuto, o que não se aplica, no entanto, à omissão dos órgãos partidários 
regionais ou municipais. 
d) O registro de partido político no cartório competente pelo registro civil das 
pessoas jurídicas em Brasília basta para assegurar a exclusividade da 
respectiva denominação, sigla e símbolos. 
e) As alterações programáticas ou estatutárias, após a devida aprovação do 
TSE, devem ser registradas no ofício civil competente. 
Questão 13 - CESPE - MPE-PI - Promotor de Justiça - 2012 
Com relaçãoàs disposições constitucionais e legais acerca dos partidos políticos, julgue o 
item seguinte. 
O caráter nacional dos partidos políticos é garantido com a vinculação das candidaturas, em 
âmbito estadual, distrital ou municipal, às escolhas e ao regime das coligações eleitorais 
estabelecidas pela direção partidária nacional. 
Questão 14 – CESPE/TRE-RJ – Analista Judiciário – 2012 
A respeito dos partidos políticos, julgue os itens seguintes. 
Somente depois de adquirirem personalidade jurídica na forma da lei civil e 
de registrarem seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral, os partidos 
 
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políticos poderão participar do processo eleitoral, receber recursos do fundo 
partidário e ter acesso gratuito ao rádio e à televisão, nos termos da lei. 
Questão 15 – CESPE/TJ-PI – Juiz – 2012 
A respeito dos partidos políticos, assinale a opção correta. 
a) Os órgãos de direção nacional dos partidos políticos têm pleno acesso às 
informações que, constantes do cadastro eleitoral, digam respeito a seus 
afiliados. 
b) Terá direito a funcionamento parlamentar, em todas as casas legislativas 
para as quais tenha elegido representante, o partido que, em cada eleição 
para a Câmara dos Deputados, obtiver o apoio de, no mínimo, 5% dos votos 
apurados, não computados os brancos e os nulos, distribuídos em, pelo 
menos, um terço dos estados, com um mínimo de 2% do total de cada um 
deles. 
c) De acordo com a lei que dispõe sobre partidos políticos, a responsabilidade 
civil e trabalhista é solidária entre o órgão partidário municipal, o estadual e 
o nacional, ante o caráter nacional das agremiações partidárias. 
d) Resolução do TSE considera justa causa, para efeito de desfiliação 
partidária, afastamento e decretação da perda de cargo eletivo, a mudança 
substancial ou o desvio do estatuto partidário. 
e) Somente o registro do estatuto do partido político no registro civil das 
pessoas jurídicas da capital federal assegura a exclusividade da 
denominação, da sigla e dos símbolos da agremiação, sendo vedada a 
utilização, por outros partidos, de variações que possam suscitar erro ou 
confusão. 
Questão 16 – CESPE/TRE-ES – Técnico Judiciário – 2011 
Com relação aos partidos políticos, julgue os itens que se seguem. 
Entre as destinações dos partidos políticos, está a defesa dos direitos 
fundamentais definidos na Constituição Federal. 
Questão 17 - CESPE - MPE-PI - Promotor de Justiça – 2012 – 
questão adaptada 
Com relação às disposições constitucionais e legais acerca dos partidos políticos, julgue o 
item seguinte. 
Organização da sociedade civil constituída como pessoa jurídica de direito público, o partido 
político destina-se a assegurar, no interesse do regime democrático, a autenticidade do 
sistema representativo e a defender os direitos fundamentais. 
Questão 18 – CESPE/TRE-BA – Analista Judiciário – 2010 
Com relação às regras atinentes aos partidos políticos, julgue os itens que 
seguem. 
 
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A Lei assegura a liberdade de criação dos partidos políticos, mas exige que 
o novo partido possua caráter nacional e que, após adquirir a personalidade 
jurídica, promova o registro do estatuto no TSE. 
Questão 19 – CESPE/TJ-DF - Juiz de Direito Substituto - 2014 
Com relação aos partidos políticos, assinale a opção correta. 
a) Com o fim da verticalização, os estatutos partidários ostentam maior 
relevo, elencando os critérios de escolha e o regime de suas coligações 
eleitorais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em 
níveis nacional, estadual, distrital ou municipal, deixando que as regras 
internas estabeleçam normas de disciplina. 
b) O candidato que for eleito para cargo no Poder Legislativo será detentor 
de parcela da soberania popular que advém do voto e, por isso, a ele 
pertencerá o mandato que passará a exercer. 
c) A justiça eleitoral fiscaliza a escrituração contábil e a prestação de contas 
das campanhas eleitorais, que devem ser feitas no encerramento da 
campanha eleitoral pelos partidos que tiverem candidatos eleitos. 
d) Um partido político tem direito a atuação parlamentar, nas casas 
legislativas para as quais tenha elegido representante, se, em cada eleição 
para a Câmara dos Deputados, obtiver o apoio de, no mínimo, 5% dos votos 
apurados. 
e) Após o registro de seu estatuto no cartório de registro civil das pessoas 
jurídicas de Brasília, o partido político pode dispor do fundo partidário e fazer 
uso exclusivo da sigla que o identifica. 
Questão 20 – FEPESE/DPE-SC – Defensor Público – 2012 
Quanto à personalidade jurídica dos partidos políticos, conforme o previsto 
pela Constituição Federal de 1988, é correto afirmar que são: 
a) Pessoas jurídicas de direito misto. 
b) Pessoas jurídicas de direito social. 
c) Pessoas jurídicas de direito público. 
d) Pessoas jurídicas de direito político. 
e) Pessoas jurídicas de direito privado. 
Questão 21 – IADES/TRE-PA – Técnico Judiciário – 2014 
Considerando a Lei dos Partidos Políticos, assinale a alternativa correta. 
a) É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos cujos 
programas respeitem a soberania nacional, o regime democrático, o 
pluripartidarismo e os direitos fundamentais da pessoa humana. 
b) O partido político tem autonomia exclusivamente para definir a própria 
estrutura interna. 
 
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c) Os filiados de um partido político têm iguais direitos e diferentes deveres. 
d) Alguns partidos políticos podem submeter-se à entidade estrangeira. 
e) Só o partido que tenha registrado o respectivo estatuto no Tribunal 
Regional Eleitoral (TRE) pode participar do processo eleitoral. 
Questão 22 – IADES/TRE-PA – Analista Judiciário – 2014 - 
adaptada 
A respeito dos partidos políticos, à luz da Lei nº 9.096/1995, assinale a 
alternativa correta. 
a) Ao partido político é permitido ministrar instrução militar ou paramilitar, 
utilizar-se de organização da mesma natureza e adotar uniforme para os 
respectivos membros. 
b) Ao partido político, é autorizada autonomia para definir a própria estrutura 
interna, organização e funcionamento. 
c) O partido político, após adquirir personalidade jurídica na forma da lei 
civil, registra o próprio estatuto perante o Tribunal Regional Eleitoral da 
respectiva região. 
d) Para concorrer a cargo eletivo, o eleitor deverá estar filiado ao respectivo 
partido pelo menos um ano antes da data fixada para as eleições, 
majoritárias ou proporcionais. 
e) O partido político, pessoa jurídica de direito público, destina-se a 
assegurar, no interesse do regime democrático, a autenticidade do sistema 
representativo e a defender os direitos fundamentais definidos na 
Constituição Federal. 
Questão 23 – CONSULPLAN/TRE-MG - Analista Judiciário - 
Área Judiciária - 2013 
Atualmente, há cerca de 30 partidos políticos regularmente registrados e em 
funcionamento no Brasil. Trata-se de pessoas jurídicas de direito privado que 
desempenham importante papel no concerto democrático. A respeito das 
regras aplicáveis aos partidos políticos, assinale a alternativa correta. 
a) Os recursos do Fundo Partidário são distribuídos, de forma paritária, aos 
órgãos nacionais de todos os partidos. 
b) É expressamente vedado ao partido político ministrar instrução militar ou 
paramilitar e adotar uniforme para seus membros. 
c) O partido político, após adquirir personalidadejurídica, registra seu 
estatuto no Tribunal Regional Eleitoral do Estado em que funcionar sua sede. 
d) Diante do interesse público inerente a sua atuação, ao partido político não 
se assegura autonomia para definir sua estrutura interna, organização e 
funcionamento, que são inteiramente delimitados pela Justiça Eleitoral. 
 
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e) É livre a criação, fusão e incorporação de partidos políticos cujos 
programas respeitem a soberania nacional, o regime democrático, o 
pluripartidarismo e os direitos fundamentais da pessoa humana. A extinção 
de um partido, no entanto, depende de aprovação do Congresso Nacional. 
Questão 24 – CONSULPLA/TRE-MG – Técnico Judiciário – Área 
Administrativa – 2015 
Os partidos políticos são dotados de autonomia e devem, nos seus estatutos, 
regular a disciplina e fidelidade partidárias. Após a sua regular constituição 
de acordo com a lei civil deve, de acordo com a Constituição Federal, 
registrar seu estatuto no(a): 
a) Junta Eleitoral 
b) Circunscrição Eleitoral 
c) Tribunal Superior Eleitoral 
d) Tribunal Regional Eleitoral 
Questão 25 – IESES/TRE-MA – Técnico Administrativo – 2015 
Quanto ao disposto na Lei n. 9.096/95, é correto afirmar: 
a) O partido político adquire personalidade jurídica ao registrar seu estatuto 
no Tribunal Superior Eleitoral. 
b) A perda dos direitos políticos não implica cancelamento imediato da 
filiação partidária. 
c) O partido político, pessoa jurídica de direito privado, destina-se a 
assegurar, no interesse do regime democrático, a autenticidade do sistema 
representativo e a defender os direitos fundamentais definidos na 
Constituição Federal. 
d) É assegurado, ao partido político, definir sua estrutura interna, 
organização e funcionamento, desde que aprovados posteriormente pelo 
Tribunal Superior Eleitoral. 
Questão 26 – Inédita – 2015 
Entre as normas que devem constar do estatuto do partido político, segundo 
a Lei nº 9.096/1995 estão exceto: 
a) finanças e contabilidade do partido político, com fixação das quantias que 
podem ser despendidas pelo candidato com a própria eleição. 
b) direitos e deveres dos filiados. 
c) filiação e desligamento de seus membros. 
d) proporção entre candidaturas do sexo masculino e feminino. 
e) modo de organização, funcionamento e administração do partido político. 
Questão 27 – Inédita – 2015 
 
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Somente será admitido o registro do estatuto do partido político que tenha 
caráter nacional, considerando-se como tal aquele que comprove, no período 
de dois anos, o apoiamento mínimo correspondente a: 
a) pelo menos, um por cento dos votos dados na última eleição geral para a 
Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, 
distribuídos por um terço, ou mais, dos Estados, com um mínimo de um 
décimo por cento do eleitorado que haja votado em cada um deles. 
b) pelo menos, meio por cento dos votos dados na última eleição geral para 
a Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, 
distribuídos por um terço, ou mais, dos Estados, com um mínimo de um 
décimo por cento do eleitorado que haja votado em cada um deles. 
c) pelo menos, meio por cento dos votos dados na última eleição geral para 
a Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, 
distribuídos por dois quintos, ou mais, dos Estados, com um mínimo de um 
por cento do eleitorado que haja votado em cada um deles. 
d) pelo menos, meio por cento dos votos dados na última eleição geral para 
a Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, 
distribuídos por um terço, ou mais, dos Estados, com um mínimo de um por 
cento do eleitorado que haja votado em cada um deles. 
e) pelo menos, um por cento dos votos dados na última eleição geral para a 
Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, 
distribuídos por dois terços, ou mais, dos Estados, com um mínimo de um 
décimo por cento do eleitorado que haja votado em cada um deles. 
Questão 28 – Inédita – 2015 
A reforma eleitoral promovida pela Lei nº 13.165/2015 alterou a disciplina 
relativa ao apoiamento mínimo. Antes não havia um período fixo para colega 
das assinaturas. Agora, as assinaturas que comprovam o apoiamento 
mínimo deverão ser reunidas no prazo de: 
a) um ano 
b) dois anos 
c) três anos 
d) cinco anos 
e) 10 anos 
Questão 29 – Inédita – 2015 
Quanto ao registro do partido político perante o TSE, julgue o item abaixo: 
Não há irregularidade na constituição de partido político que, após a 
constituição civil, comprovou por intermédio de assinaturas, obtidas ao longo 
de cinco anos, o apioamento mínimo correspondente a, pelo menos, 0,5% 
dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, não 
computados os votos em branco e os nulos, distribuídos por um terço, ou 
 
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mais, dos Estados, com um mínimo de 0,1% do eleitorado que haja votado 
em cada um deles. 
Questão 30 – FCC/MPE-PE – Promotor de Justiça – 2014 
NÃO é vedada a filiação partidária daquele que 
a) tenha sua inelegibilidade reconhecida pela Justiça Eleitoral em face de ter 
sido, na condição de magistrado, compulsoriamente aposentado, há três 
anos, por decisão sancionatória. 
b) possui idade inferior a dezesseis anos. 
c) seja regularmente considerado analfabeto, mesmo que não tenha 
efetivado seu alistamento eleitoral. 
d) tenha sua naturalização cancelada por sentença transitada em julgado. 
e) tenha sido, há cinco anos, condenado em decisão judicial definitiva por 
improbidade administrativa em face de ter adquirido, para si ou para outrem, 
no exercício de cargo público, bens cujo valor seja desproporcional à 
evolução do patrimônio ou à renda do agente público. 
Questão 31 – FCC/TJ-CE – Juiz – 2014 
Considere as seguintes afirmativas: 
I. A filiação partidária somente é permitida ao eleitor que se encontre em 
pleno gozo de seus direitos políticos, sendo cabível ainda que esteja 
inelegível, segundo decisão proferida pela Justiça Eleitoral. 
II. É vedado o cancelamento da filiação partidária em caso de superveniente 
perda dos direitos políticos do filiado, salvo expressa disposição estatutária 
em sentido contrário. 
III. Havendo coexistência de filiações partidárias, prevalecerá a mais 
recente, devendo a Justiça Eleitoral determinar o cancelamento das demais. 
IV. Configurado caso de dupla filiação do eleitor, ambos os vínculos 
partidários devem ser considerados nulos para todos os efeitos. 
Está correto o que é afirmado APENAS em 
a) II e IV. 
b) I, II e IV. 
c) I e IV. 
d) I e III. 
e) II e III. 
Questão 32 – FCC/TJ-AP – Juiz – 2014 
Segundo a legislação partidária, no que se refere à filiação partidária, 
a) havendo coexistência de filiações partidárias, prevalecerá a mais antiga, 
devendo a Justiça Eleitoral determinar o cancelamento das demais. 
 
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b) é facultado ao partido político estabelecer, em seu estatuto, prazos de 
filiação partidária superiores aos previstos na Lei dos Partidos Políticos, com 
vistas à candidatura a cargos eletivos. 
c) os prazos de filiação partidária, fixados no estatuto do partido, com vistas 
à candidatura a cargos eletivos,podem ser alterados no ano da eleição. 
d) deferida a filiação do eleitor, será entregue comprovante ao interessado, 
no modelo adotado pela Justiça Eleitoral. 
e) considera-se deferida, para todos os efeitos, a filiação partidária, com o 
atendimento das regras constantes de resolução da Justiça Eleitoral. 
Questão 33 – FCC/TRE-CE – Técnico Judiciário – 2012 
João resolveu desligar-se do partido político ao qual estava filiado e fez 
comunicação escrita ao órgão de direção municipal e ao Juiz Eleitoral da 
Zona em que estava inscrito. O vínculo torna-se extinto, para todos os 
efeitos, quando 
a) lhe for comunicado o deferimento do desligamento pelo órgão municipal 
do partido. 
b) for publicado o deferimento do pedido pelo Juiz Eleitoral. 
c) for deferido o desligamento pelo órgão de direção municipal do partido. 
d) ocorrer o trânsito em julgado da decisão judicial que deferir o 
desligamento. 
e) se escoar o prazo de dois dias contados da data da entrega da 
comunicação. 
Questão 34 – FCC/TRE-PE – Técnico Judiciário – 2011 
A filiação partidária NÃO 
a) pode ser cancelada por iniciativa do partido político. 
b) é requisito para concorrer a cargo eletivo, sendo permitida candidatura 
avulsa. 
c) pode ter seu prazo legal ampliado pelo estatuto do partido político. 
d) pode ter seu prazo alterado pelo estatuto do partido político no ano da 
eleição. 
e) exige que o eleitor esteja em pleno gozo de seus direitos políticos. 
Questão 35 – FCC/TRE-RR – 2015 – Técnico Judiciário – Área 
Administrativa 
Tercius era regularmente filiado ao partido político Alpha. Posteriormente, 
filiou-se aos partidos Beta, Gama e Delta, sem fazer qualquer comunicação 
ao partido Alpha e ao Juiz Eleitoral de sua respectiva Zona Eleitoral, para 
cancelar sua filiação. Após um ano, a multiplicidade de filiações foi detectada 
pela Justiça Eleitoral. Nesse caso, 
 
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(A) todas as filiações serão válidas. 
(B) Tercius deverá ser intimado para optar por um dos partidos no prazo de 
15 dias, sob pena de cancelamento de todas as filiações. 
(C) todas as filiações partidárias serão nulas para todos os efeitos. 
(D) prevalecerá a inscrição ao partido Alpha. 
(E) prevalecerá a inscrição ao partido Delta. 
Questão 36 – FCC/TRE-RR – Analista Judiciário – Área 
Judiciária - 2015 
A respeito da filiação partidária, é INCORRETO afirmar que: 
a) a expulsão do partido acarreta o imediato cancelamento da filiação 
partidária. 
b) a perda dos direitos políticos acarreta o imediato cancelamento da filiação 
partidária. 
c) os partidos políticos podem estabelecer, em seu estatuto, prazos de 
filiação partidária superiores aos previstos em lei, com vistas a candidatura 
a cargos eletivos. 
d) só pode filiar-se a partido político o eleitor que estiver no pleno gozo de 
seus direitos políticos. 
e) a relação dos nomes de todos os filiados, incluindo data de filiação, 
número dos títulos eleitorais e das seções em que estão inscritos é assunto 
interno do partido, não sendo necessária a respectiva remessa à Justiça 
Eleitoral. 
Questão 37 – CESPE/PC-BA – Delegado de Polícia – 2013 
Em relação aos direitos e deveres fundamentais expressos na Constituição 
Federal de 1988 (CF), julgue os itens subsecutivos. 
Caso determinado deputado estadual perca seu mandato eletivo por 
infidelidade partidária, o deputado que assumir o mandato em seu lugar 
deve, necessariamente, ser do partido político pelo qual o primeiro tenha 
sido eleito. 
Questão 38 – CESPE/TRE-MS – Técnico Judiciário – 2013 
Assinale a opção correta acerca da Lei n.º 9.096/1995, que dispõe sobre 
partidos. 
a) Para desligar-se de partido, o filiado deve encaminhar ao órgão de direção 
municipal seu pedido de desligamento, que, se negado, deverá ser apreciado 
pelo juiz eleitoral da zona em que for inscrito. 
b) A decisão partidária no sentido do deferimento do cancelamento da 
filiação é necessária para que o vínculo com o partido torna-se extinto para 
todos os efeitos. 
 
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c) É proibida a filiação de um eleitor a um partido político antes de seu 
desligamento do outro partido ao qual era filiado. 
d) A organização e o funcionamento dos partidos são determinados por lei 
específica. 
e) Os órgãos de direção nacional de partidos políticos têm pleno acesso às 
informações de seus filiados constantes do cadastro eleitoral. 
Questão 39 – CESPE/TRE-BA – Técnico Judiciário – 2010 
A respeito da filiação partidária e do registro de estatuto de partido político, 
julgue os itens a seguir. 
Os servidores de quaisquer órgãos da justiça eleitoral não podem pertencer 
a diretório de partido político ou exercer qualquer atividade partidária, sob 
pena de demissão. 
Questão 40 – CESPE/TRE-RJ – Analista Judiciário – 2012 
A respeito dos partidos políticos, julgue os itens seguintes. 
Na casa legislativa, o integrante de bancada partidária atua livremente, não 
estando subordinado às diretrizes estabelecidas em estatuto pelos órgãos de 
direção do partido político a que ele estiver filiado. 
Questão 41 – CESPE/TRE-ES – Técnico Judiciário – 2011 
Com relação aos partidos políticos, julgue os itens que se seguem. 
Um partido que venha a cancelar a filiação de alguém por hipótese diversa 
de morte, perda dos direitos políticos ou expulsão tem a obrigação de 
comunicar ao atingido o fato em até quarenta e oito horas da decisão. 
Questão 42 – CESPE/TRE-BA – Analista Judiciário – 2010 –
adaptada 
Considerando as disposições constitucionais acerca de partidos políticos e o 
papel dessas instituições para o regime democrático nos termos da Lei dos 
Partidos e da legislação brasileira, conforme a interpreta a justiça eleitoral, 
julgue os seguintes itens. 
É vedada a mudança de partido, impondo-se a perda do mandato por 
configurar infidelidade partidária, ainda quando o mandatário pretenda 
fundar novo ente partidário. 
Questão 43 – CESPE/TRE-BA – Analista Judiciário – 2010 –
adaptada 
Considerando as disposições constitucionais acerca de partidos políticos e o 
papel dessas instituições para o regime democrático nos termos da Lei dos 
Partidos e da legislação brasileira, conforme a interpreta a justiça eleitoral, 
julgue os seguintes itens. 
 
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A perda de mandato por infidelidade partidária decorre de interpretação da 
justiça eleitoral, promovida pelo TSE, pois a Lei dos Partidos não é específica 
quanto a essa questão. 
Questão 44 – CESPE/TRE-BA – Analista Judiciário – 2010 
Acerca das regras concernentes à filiação partidária julgue os itens a seguir. 
O cidadão que pretende concorrer a cargo eletivo poderá mudar de partido 
no ano em que pretende disputar o pleito, desde que ainda não tenha havido 
a convenção do partido com a finalidade de escolher seus respectivos 
candidatos. 
Questão 45 – CESPE/TRE-BA – Analista Judiciário – 2010 
Acerca das regras concernentes à filiação partidária julgue os itens a seguir. 
A lei limita o acesso dos órgãos de direção nacional dos partidos políticos 
quanto às informações de seus filiados constantes do cadastro eleitoral, 
como forma de assegurar a privacidade dos eleitores e dos candidatos, ainda 
que em relação aos partidos que se encontram filiados. 
Questão 46 – CESPE/TRE-PI - Analista Judiciário – 
Administrativa - 2016 
Assinale a opção correta a respeito dos partidos políticos. 
a) A perda do mandato em razão de mudança de partido não seaplica aos 
candidatos eleitos pelo sistema majoritário, sob pena de violação da 
soberania popular e das escolhas feitas pelo eleitor. 
b) Constitui afronta ao princípio da autonomia partidária e da legalidade a 
exigência de que a agremiação partidária proceda à abertura de conta 
bancária se não houver qualquer arrecadação de recurso financeiro do fundo 
partidário. 
c) O TSE não possui competência para cancelar o registro civil do partido 
político, mas apenas para cancelar o registro do estatuto partidário. 
d) O partido político pode utilizar os recursos do fundo partidário para efetuar 
o pagamento de multas eleitorais. 
e) Devido a sua autonomia, as agremiações podem deixar de promover e 
difundir a participação política feminina em sua propaganda partidária. 
Questão 47 – CESPE/TRE-RS - Analista Judiciário – Judiciária 
- 2015 
Ao final do ano, a direção do partido X reuniu-se para planejar a utilização 
dos recursos do Fundo Partidário para o ano vindouro. A situação financeira 
desse partido encontrava-se bastante complicada, pois suas receitas eram 
insuficientes para honrar seus débitos. Para equilibrar a situação, diversas 
propostas foram apresentadas e discutidas na reunião. 
 
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A propósito dessa situação hipotética, assinale a opção que apresenta uma 
correta proposta de solução, também hipotética, para o problema em 
questão, à luz da legislação vigente. 
a) Deslocar os 5% dos recursos do Fundo Partidário que a lei reserva para o 
estímulo e a promoção da participação política das mulheres para 
destinações mais urgentes, e aumentar esse percentual depois que a 
situação financeira do partido for estável. 
b) Solicitar à fundação de pesquisa do partido que se encarregue, com os 
recursos provenientes dos 20% do Fundo Partidário que o partido a ela 
repassa, de um projeto de capacitação política voltado para filiados e não 
filiados, previsto inicialmente para ser feito com recursos do partido. 
c) Destinar, para pagamento dos funcionários da direção nacional do partido, 
mais do que os 50% dos recursos do Fundo Partidário que a lei estipula como 
limite, apresentando justificação minuciosa por ocasião da prestação de 
contas. 
d) Repassar para a fundação de pesquisa do partido as despesas anuais com 
salários e aluguéis, com a promessa de reembolso posterior. 
e) Aumentar a previsão de receita, uma vez que está acordado o ingresso 
de alguns deputados no partido e, com o aumento da bancada, a receita do 
Fundo Partidário deve crescer. 
Questão 49 – CESPE/TRE-MT - Analista Judiciário – Judiciária 
- 2015 
Assinale a opção correta de acordo com a legislação que rege os partidos 
políticos. 
a) As prestações de contas do partido e as despesas de campanha eleitoral 
devem ser fiscalizadas pela justiça eleitoral, que promoverá a análise das 
atividades político-partidárias e exigirá obrigatoriedade de constituição de 
comitês eleitorais e a caracterização de responsabilidade dos dirigentes do 
partido e dos comitês. 
b) Se um cidadão se eleger a um cargo eletivo e quiser sair do partido que 
o elegeu para se filiar a outro, deverá demonstrar justa causa para a sua 
saída, sendo causas válidas a criação de novos partidos e a incorporação e 
fusão de partidos políticos. 
c) É facultada aos órgãos partidários municipais a prestação de contas caso 
não tenham movimentado recursos financeiros no exercício anterior; 
contudo, caso o partido tenha movimentado recursos e não tenha prestado 
contas à justiça eleitoral, ficará impedido de concorrer às eleições seguintes. 
d) Caso as contas do diretório nacional de um partido político sejam 
reprovadas, o TSE deverá multar solidariamente os demais órgãos de 
direção, para tornar inadimplentes os seus responsáveis partidários. 
e) Os recursos do Fundo Partidário devem ser aplicados, por exemplo, nas 
campanhas eleitorais e no pagamento de mensalidades, anuidades e 
 
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congêneres devidos a organismos partidários internacionais que se destinem 
ao apoio à pesquisa, ao estudo e à doutrinação política, aos quais seja o 
partido político regularmente filiado. 
Questão 50 – IESES/TRE-MA – Analista Administrativo – 2015 
– questão adaptada 
Em relação a filiação partidária assinale a alternativa correta: 
a) Havendo coexistência de filiações partidárias, prevalecerá a mais recente, 
devendo a Justiça Eleitoral determinar o cancelamento das demais. 
b) Para desligar-se do partido, o filiado faz comunicação escrita ao órgão de 
direção estadual e ao Juiz Eleitoral da Zona em que for inscrito. 
c) O cancelamento imediato da filiação partidária verifica-se nos casos de 
suspensão dos direitos políticos. 
d) Para concorrer a cargo eletivo, o eleitor deverá estar filiado ao respectivo 
partido pelo menos um meses antes da data fixada para as eleições, 
majoritárias ou proporcionais. 
Questão 51 – IESES/TRE-MA – Técnico Administrativo – 2015 
Mévio, cidadão em pleno gozo de seus direitos políticos, filiou-se a 
determinado partido político no dia 15/03/2016, com a pretensão de 
concorrer a cargo de vereador nas próximas eleições municipais, que 
ocorrerão no dia 15/10/2016. Diante disso, Mévio: 
a) Poderá concorrer, visto que está no pleno gozo dos direitos políticos e se 
filiou ao partido pelo menos seis meses antes da data fixada para as eleições. 
b) Poderá concorrer, visto que está no pleno gozo dos direitos políticos e se 
filiou ao partido pelo menos noventa dias antes da data fixada para as 
eleições. 
c) Não poderá concorrer, pois apesar de estar no pleno gozo dos direitos 
políticos, não se filiou ao partido com a antecedência mínima de dois anos 
da data fixada para as eleições. 
d) Poderá concorrer, visto que está no pleno gozo dos direitos políticos e se 
filiou ao partido pelo menos um mês antes da data fixada para as eleições. 
Questão 52 – Inédita - 2015 
Recente alteração na Lei dos Partidos Políticos, promovida pela Lei nº 
13.165/2005, passou a prever hipóteses que justificam a desfiliação do 
detentor de mandado político eletivo sem a perda do cargo. Entre as 
hipóteses expressamente previstas, não justifica a desfiliação, implicando, 
portanto, na perda do cargo ocupado: 
a) a desfiliação em face de mudança substancial do programa do partido 
político. 
b) a desfiliação em razão da alteração do programa e do estatuto partidários. 
 
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c) a desfiliação em razão de grave discriminação política pessoal. 
d) a desfiliação em face de desvio reiterado do programa partidário. 
e) a desfiliação para mudar de partido político, quando efetuada durante o 
período de 30 dias antes do prazo de seis meses, exigidos para a filiação, 
para concorrer às eleições majoritárias ou proporcionais, ao término do 
mandato vigente. 
Questão 53 – Inédita – 2015 
No que diz respeito à filiação partidária, assina o item seguinte. 
A falta do nome do filiado ao partido na lista por este encaminhada à Justiça 
Eleitoral, nos termos da legislação eleitoral, pode ser suprida por outros 
elementos de prova de oportuna filiação. 
Questão 54 – Inédita – 2015 
Sobre a alteração promovida na Lei dos Partidos Políticos pela Lei nº 
13.165/2005, julgue a assertiva subsecutiva. 
Perderá o mandato o detentor de cargo eletivo que se desfiliar, sem justa 
causa, do partido pelo qual foi eleito 
Questão 55 – Inédita – 2015 
Sobre a alteração promovida na Lei dos Partidos Políticospela Lei nº 
13.165/2005, julgue a assertiva subsecutiva. 
Gilberto Luiz é deputado federal e está filiado ao Partido A. Após análise da 
estrutura do partido político ao qual está filiado e devido aprovação do novo 
estatuto deseja concorrer às próximas eleições pelo Partido B. Nesse caso, 
se, em qualquer hipótese, promover a desfiliação do Partido A perderá o 
cargo político-eletivo que ocupa, por se tratar de desfiliação imotivada. 
Questão 56 – Inédita – 2015 
Sobre a alteração promovida na Lei dos Partidos Políticos pela Lei nº 
13.165/2005, julgue a assertiva subsecutiva. 
Pâmela é vereadora em Ampére/PR pelo Partido A e vem sofrendo grave 
discriminação política pessoal em razão da conduta severa no trato das 
situações de corrupção enfrentadas pelo município. Em razão disso, decide 
desfiliar-se do Partido A. Nesse caso, não haverá perda do mandato político-
eletivo ocupado. 
10.2 – Gabarito 
Questão 01 – C Questão 02 – D 
Questão 03 – D Questão 04 – C 
 
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Questão 05 – A Questão 06 – A 
Questão 07 – B Questão 08 – INCORRETA 
Questão 09 – CORRETA Questão 10 – CORRETA 
Questão 11 – INCORRETA Questão 12 – C 
Questão 13 – INCORRETA Questão 14 – CORRETA 
Questão 15 – A Questão 16 – CORRETA 
Questão 17 – INCORRETA Questão 18 – CORRETA 
Questão 19 – A Questão 20 – E 
Questão 21 – A Questão 22 – B 
Questão 23 – B Questão 24 – C 
Questão 25 – C Questão 26 – D 
Questão 27 – B Questão 28 – B 
Questão 29 – INCORRETA Questão 30 – A 
Questão 31 – D Questão 32 – B 
Questão 33 – E Questão 34 – D 
Questão 35 – E Questão 36 – E 
Questão 37 – INCORRETA Questão 38 – E 
Questão 39 – CORRETA Questão 40 – INCORRETA 
Questão 41 – CORRETA Questão 42 – CORRETA 
Questão 43 – INCORRETA Questão 44 – INCORRETA 
Questão 45 – INCORRETA Questão 46 – A 
Questão 47 – B Questão 48 – E 
Questão 49 – E Questão 50 – A 
Questão 51 – A Questão 52 – B 
Questão 53 – CORRETA Questão 54 – CORRETA 
Questão 55 – INCORRETA Questão 56 - CORRETA 
 
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10.3 – Questões com Comentários 
Noções Introdutórias 
Questão 01 – FCC/TRE-SE – Analista Judiciário – Área 
Administrativa – 2015 
O estatuto do partido político NÃO pode conter normas sobre 
(A) condições e forma de escolha de seus candidatos a cargos e funções 
eletivas. 
(B) filiação e desligamento de seus membros. 
(C) tipo e cor do uniforme que poderá ser utilizado pelos seus membros. 
(D) procedimento de reforma do programa e do estatuto. 
(E) critérios de distribuição dos recursos do Fundo Partidário entre os órgãos 
de nível municipal, estadual e nacional que compõem o partido. 
Comentários 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. É vedado aos partidos 
políticos adotar uniforme para seus membros. Dessa forma, uma cláusula que 
preveja o tipo e a cor do uniforme não poderá constar em Estatuto. Vejamos o 
art. 6º, da LPP. 
Art. 6º É vedado ao partido político ministrar instrução militar ou paramilitar, utilizar-
se de organização da mesma natureza e adotar uniforme para seus membros. 
 
 
Questão 02 – FCC/TRE-AP – Técnico Judiciário – 2015 
É assegurado ao partido político com estatuto registrado no Tribunal 
Superior Eleitoral: 
I. O direito à utilização gratuita de escolas públicas ou Casas Legislativas 
para a realização de suas reuniões ou convenções, responsabilizando-se por 
danos eventualmente causados com a realização do evento. 
II. O poder de requisitar qualquer prédio de uso particular para a realização 
de suas reuniões ou convenções, responsabilizando-se por danos 
eventualmente causados com a realização do evento. 
•Adotar organização militar ou paramilitar.
•Ministrar instrução militar ou paramilitar.
•Adotar uniforme para seus membros.
É VEDADO AOS PARTIDOS POLÍTICOS
 
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III. Indicar, no respectivo estatuto, seu nome, a denominação abreviada, 
bem como o estabelecimento de sua sede em qualquer Estado da Federação. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
(A) II e III. 
(B) I e II. 
(C) I e III. 
(D) I. 
(E) III. 
Comentários 
Vamos analisar cada um dos itens. 
O item I está correto, com base no art. 51, da Lei dos Partidos Políticos. 
Art. 51. É assegurado ao partido político com estatuto registrado no Tribunal 
Superior Eleitoral o direito à utilização gratuita de escolas públicas ou Casas 
Legislativas para a realização de suas reuniões ou convenções, responsabilizando-
se pelos danos porventura causados com a realização do evento. 
O item II está incorreto, pois não há qualquer previsão nesse sentido. Inclusive, 
seria caso de violação ao direito de propriedade. 
O item III está incorreto, pois a sede do partido deve ser na capital federal. 
Vejamos o art. 15, da LPP. 
Art. 15. O Estatuto do partido deve conter, entre outras, normas sobre: 
I - nome, denominação abreviada e o estabelecimento da sede na Capital Federal; 
Assim, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 03 – FCC/TRE-PR – Analista Judiciário – 2012 
Para a criação de partidos políticos, NÃO se inclui dentre as exigências legais 
que seus programas respeitem 
a) o pluripartidarismo. 
b) a soberania nacional. 
c) o regime democrático. 
d) a forma presidencialista de governo. 
e) os direitos fundamentais da pessoa humana. 
Comentários 
Trata-se de uma questão que cobra o conhecimento do art. 2º da Lei 9.096/1995. 
A única alternativa que não apresenta uma das exigências para os partidos 
políticos é a alternativa D que está incorreta e é o gabarito da questão. 
Vejamos o esquema de aula. 
 
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Questão 04 – FCC/TJ-PE - Juiz Substituto – 2015 - adaptada 
Só é admitido o registro do estatuto de partido político que tenha caráter 
nacional, considerando-se como tal aquele que comprove, no período de dois 
anos, o apoiamento de eleitores correspondente a, pelo menos, (I) dos votos 
dados na última eleição geral para (II), (III) os votos em branco e os nulos, 
distribuídos por (IV), dos Estados, com um mínimo de (V) do eleitorado que 
haja votado em cada um deles. 
Preenchem correta e respectivamente as lacunas de I a V: 
a) um por cento - o Congresso Nacional - não computados - um quarto, ou 
mais - dois décimos por cento. 
b) um por cento - a Câmara dos Deputados - computados - um terço, ou 
mais - um décimo por cento 
c) meio por cento - a Câmara dos Deputados - não computados - um terço, 
ou mais - um décimo por cento. 
d) meio por cento - o Congresso Nacional - computados - um quarto, ou 
mais - dois décimos por cento. 
e) meio por cento - a Câmara dos Deputados - não computados - um terço, 
ou mais - dois décimos por cento. 
Comentários 
A questão cobra a literalidade o art. 7º, § 1º, da LPP. 
§ 1º Só é admitido o registro do estatuto de partido político que tenha caráter nacional, 
considerando-se como tal aquele que comprove, no período de dois anos, o apoiamento 
de eleitores não filiados a partido político, correspondente a, pelo menos, 0,5% (cinco 
décimos por cento) dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos 
Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, distribuídos por um terço, 
ou mais, dos Estados, com um mínimo de 0,1% (um décimo por cento) do 
eleitoradoque haja votado em cada um deles. 
OS PARTIDOS POLÍTICOS DEVE 
RESGUARDAR A
soberania 
nacional
regime 
democrático
pluripartidarismo
direitos 
fundamentais da 
pessoa humana
OS PARTIDOS POLÍTICOS DEVEM 
OBSERVAR OS SEGUINTES PRECEITOS
caráter nacional
proibição de 
recursos e 
subordinação 
estrangeira
prestação de 
contas
funcionamento 
parlamentar
 
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Assim, a alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 05 – FCC/TJ-GO - Juiz Substituto - 2015 
O funcionamento parlamentar dos partidos políticos 
a) que ainda não tenham obtido registro junto à Justiça Eleitoral constitui 
questão que não cabe ao Tribunal Superior Eleitoral responder em sede de 
consulta. 
b) é assegurado, em todas as Casas Legislativas para as quais tenha elegido 
representante, aos partidos que, em cada eleição para a Câmara dos 
Deputados, tenham obtido o apoio de, no mínimo, cinco por cento dos votos 
apurados, não computados os brancos e os nulos, distribuídos em, pelo 
menos, um terço dos Estados, com um mínimo de dois por cento do total de 
cada um deles. 
c) não admite, em face da autonomia assegurada às agremiações 
partidárias, a formação de alianças e blocos parlamentares, pois devem 
atuar por intermédio de suas próprias bancadas e constituir suas lideranças 
entre seus representantes. 
d) cabe ser disciplinado pelos regimentos das respectivas Casas Legislativas, 
sendo matéria vedada às disposições dos estatutos partidários. 
e) cabe ser disciplinado pelos estatutos partidários, sendo matéria vedada 
às disposições dos regimentos internos das respectivas Casas Legislativas. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Trata-se de 
jurisprudência do TSE conferida no Resp. 22.132. Vejamos: 
Consulta. Partido político. Funcionamento parlamentar. Matéria não eleitoral. Não-
conhecimento. O TSE não responde consulta envolvendo questão relativa ao funcionamento 
dos partidos políticos. 
A alternativa B está incorreta. Ela menciona a cláusula de barreira prevista no 
art. 13, da LPP. Esse dispositivo impõe que o partido político tenha funcionamento 
parlamentar apenas se obtiver um certo número de votos. De acordo com o STF, 
no julgamento das ADIs 1.351 e 1.354, o art. 13 da LPP é inconstitucional, de 
modo que a alternativa, embora esteja conforme a literalidade do art. 13 não 
poderá ser aplicada. 
As alternativas C, D e E estão incorretas, pois contrariam os princípios do 
funcionamento parlamente presentes no art. 12. 
Art. 12. O partido político funciona, nas Casas Legislativas, por intermédio de uma bancada, 
que deve constituir suas lideranças de acordo com o estatuto do partido, as disposições 
regimentais das respectivas Casas e as normas desta Lei. 
Questão 06 – CESPE/TRE-PI - Técnico Judiciário – 
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Considerando as disposições preliminares da Lei n.º 9.096/1995, assinale a 
opção correta. 
a) Para desligar-se de seu partido político, o filiado deve comunicar 
expressamente sua intenção ao órgão partidário e ao juiz competentes. 
b) O partido político pode aceitar como filiado qualquer pessoa natural, 
independentemente do estado em que ela se encontre, já que todos têm 
iguais direitos e deveres perante a lei. 
c) Os prazos de filiação partidária não podem ser objeto do estatuto dos 
partidos políticos. 
d) A personalidade jurídica de um partido político é constituída mediante 
cadastro do seu estatuto em cartório de registro civil de pessoas jurídicas de 
direito público. 
e) Registrado o partido político, cabe ao Tribunal Superior Eleitoral 
determinar sua estrutura interna e sua organização administrativa, uma vez 
que as verbas do fundo partidário são oriundas da União. 
Comentários 
Vejamos cada uma das alternativas. 
A alternativa A está correta é o gabarito da questão. De acordo com o art. 21 
da Lei 9.096/1995, caso o filiado deseje se desligar do partido deverá comunicar 
por escrito o órgão de direção municipal do partido e ao Juiz Eleitoral. 
A alternativa B está incorreta, pois somente poder se filiar o eleitor que estiver 
no pleno gozo dos direitos políticos, conforme estabelece o art. 16 da Lei dos 
Partidos Políticos. Logo, o estado que a pessoa se encontra poderá ser 
determinante para a filiação. 
A alternativa C está incorreta, pois os prazos de filiação partidária poderão sim 
ser fixados pelo estatuto do partido, segundo prevê o art. 20 da Lei 9.096/1995. 
O que não é possível é fixar período inferior a 6 meses, mínimo estabelecido pela 
legislação eleitoral. 
A alternativa D também está incorreta. A personalidade, de acordo com o art. 
8º da Lei 9.096/1995, é constituído com o registro civil. O registro, ao contrário, 
do afirmado na questão ocorrerá perante o “Registro Civil das Pessoas Jurídicas”. 
A alternativa E está incorreta, pois o partido é livre para estabelece estrutura, 
organização e funcionamento. Além disso, os recursos do Fundo Partidário 
provêm de várias fontes de receita, entre elas receitas e penalidade, recursos 
financeiros, doações e dotações orçamentárias. 
Questão 07 – CESPE/TRE-MT - Técnico Judiciário – 
Administrativa - 2015 
De acordo com a legislação que rege os partidos políticos, assinale a opção 
correta. 
 
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a) Aos partidos políticos registrados no TSE, mesmo aos que não contam 
com representantes no Congresso Nacional, é assegurada a realização de 
pelo menos um programa de propaganda partidária a cada semestre. 
b) O TSE determinará, após decisão transitada em julgado, o cancelamento 
do registro civil e do estatuto de um partido se não lhe forem prestadas 
contas pelo órgão nacional desse partido. 
c) Seria admissível, em termos legais, a fusão, em 2015, de um partido 
político criado em 2014 com outros partidos se os órgãos de direção dos 
partidos envolvidos deliberassem sobre o processo de fusão por votação em 
reunião individual e elaborassem projeto comum de estatuto e programa. 
d) Caso o diretório estadual de um partido político pratique atos que 
resultem na violação dos direitos de um cidadão e lhe causem danos, o 
diretório nacional responderá solidariamente em eventual ação para 
apuração de responsabilidade civil. 
e) Seria ilegal uma determinação feita por um partido político, em seu 
estatuto, que obrigasse um de seus membros, ocupante de cargo eletivo, a 
subordinar suas ações às diretrizes estabelecidas pelos órgãos de direção do 
partido. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, a propaganda partidária é assegurada aos 
partidos que possuem representação de pelo menos um eleito no Congresso 
Nacional, de acordo com o art. 49 da LPP. 
A alternativa B está correta e é o gabarito a questão de acordo com o art. 28, 
inciso III, da LPP. A não prestação de contas pelo partido é um dos motivos que 
enseja o cancelamento do registro. 
A alternativa C está incorreta. No caso de fusão entre partidos, a reunião é 
conjunta e a votação se dá por maioria absoluta. 
A alternativa D está incorreta, pois a responsabilidade civil e trabalhista cabe 
ao órgão partidário municipal, estadual ou nacional que tiver do causa ao não 
cumprimento da obrigação, de acordo com o art. 15-A, da LPP. 
A alternativa E está incorreta. Muito pelo contrário, o integrante da bancada do 
partido na casa Legislativa deve se subordinar aos princípios e diretrizes do 
partido, de acordo como art. 24, da LPP. 
Questão 08 – CESPE/TRE-BA – Técnico Judiciário – 2010 
A respeito da filiação partidária e do registro de estatuto de partido político, 
julgue os itens a seguir. 
Só será admitido o registro do estatuto de partido político que tenha caráter 
nacional, isto é, daquele que comprove o apoiamento de eleitores 
correspondente a, pelo menos, 1% dos votos dados na última eleição geral 
para a Câmara dos Deputados, não computados os votos brancos e os nulos, 
 
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distribuídos por um terço, ou mais, dos estados, com um mínimo de 0,1% 
do eleitorado que haja votado em cada um deles. 
Comentários 
A assertiva está incorreta. Em relação ao apoiamento mínimo vejamos os 
requisitos constantes do § 1º, do art. 7º, da Lei 9.096/95. 
1º) prova do apoiamento no prazo de dois anos. 
2º) Deve-se obter a assinatura com a indicação do título eleitoral de ao 
menos 0,5% do número de votos computados para a última eleição para a 
Câmara dos Deputados. NÃO são levados em consideração os votos nulos 
e brancos. 
3º) As assinaturas acima devem ser registradas em pelo menos 1/3 dos 
Estados-membros brasileiros. 
4º) Cada um desses Estados deverá computar, pelo menos 0,1% do 
eleitorado. 
Assim, ao invés do eleitorado nacional, exige-se do número de assinaturas 
equivalente a 0,5% dos votos conferidos à Câmara dos Deputados. 
Questão 09 – CESPE/Câmara dos Deputados – Analista 
Administrativo – 2014 
Julgue os próximos itens, referentes aos partidos políticos. 
Aos partidos políticos é assegurada a exclusividade de sua denominação, de 
sua sigla e de seus símbolos a partir do registro de seus estatutos no TSE. 
Comentários 
A assertiva está correta, tendo em vista o que prevê o art. 7º, § 3º, da Lei 
9.096/95. 
Art. 7º O partido político, após adquirir personalidade jurídica na forma da lei civil, registra 
seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral. 
§ 3º Somente o registro do estatuto do partido no Tribunal Superior Eleitoral assegura a 
exclusividade da sua denominação, sigla e símbolos, vedada a utilização, por outros 
partidos, de variações que venham a induzir a erro ou confusão. 
Esse dispositivo é bastante incidente em provas. Lembre-se: 
 
COM O REGISTRO NO 
TSE, O PARTIDO 
ASSEGURA
a exclusividade da
denominação
siglas
símbolos
 
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Questão 10 – CESPE/Câmara dos Deputados – Analista 
Administrativo – 2014 
Julgue os próximos itens, referentes aos partidos políticos. 
O direito de requerer a anulação do registro de partidos políticos por defeito 
do referido ato decai em três anos, contados a partir da publicação de sua 
inscrição no registro. 
Comentários 
A assertiva está correta. Não tratamos desse assunto em aula propriamente, 
posto que é matéria de Direito Civil, ou melhor, de Direito Empresarial. Contudo, 
como o CESPE gosta de interdisciplinaridades, é importante que conheçamos ao 
menos o dispositivo do CC. 
 A resposta da questão está no Código Civil, art. 44 e 45. Vejamos: 
Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado: (...) 
V - os partidos políticos. (...) 
Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição 
do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou 
aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar 
o ato constitutivo. 
Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas 
de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua 
inscrição no registro. 
Como os partidos políticos são considerados como pessoas jurídicas de direito 
privado, aplica-se a normativa geral do Código Civil. Dessa forma, o direito de 
requerer a anulação do registro de partido político por defeito no ato de 
constituição decai em 03 anos da inscrição do registro. 
Questão 11 – CESPE/Câmara dos Deputados – Analista 
Administrativo – 2014 
Julgue os próximos itens, referentes aos partidos políticos. 
Os partidos políticos deverão se registrar no tribunal regional eleitoral de 
qualquer uma de suas sedes para adquirirem personalidade jurídica. 
Comentários 
A assertiva está incorreta. Como sabemos, os partidos políticos adquirem 
personalidade na forma da lei civil. Esse ato que lhes confere personalidade. Além 
disso, o registro do estatuto do partido político deve ser registrado no TSE e não 
no TRE como diz a questão. Vejamos a regrativa constitucional, do §2º, do 
art. 17. 
§ 2º - Os partidos políticos, após adquirirem personalidade jurídica, na forma da lei civil, 
registrarão seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral. 
Lembram do nosso esquema de aula: 
 
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Questão 12 – CESPE/TRE-MS – Analista Judiciário - 2013 
Assinale a opção correta a respeito dos partidos políticos. 
a) Dado o caráter nacional dos partidos políticos, a lei reconhece a 
responsabilidade solidária entre o órgão partidário nacional e seus 
respectivos órgãos estaduais e municipais. 
b) O eleitor não detém legitimidade para iniciar, junto à justiça eleitoral, 
processo de cancelamento de registro e de estatuto partidários, em razão de 
irregularidades. 
c) Caso um órgão nacional de partido político deixe de prestar contas ao 
TSE, a agremiação estará sujeita ao cancelamento do seu registro civil e do 
estatuto, o que não se aplica, no entanto, à omissão dos órgãos partidários 
regionais ou municipais. 
d) O registro de partido político no cartório competente pelo registro civil das 
pessoas jurídicas em Brasília basta para assegurar a exclusividade da 
respectiva denominação, sigla e símbolos. 
e) As alterações programáticas ou estatutárias, após a devida aprovação do 
TSE, devem ser registradas no ofício civil competente. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois a responsabilidade cabe à diretoria que deu 
causa ao descumprimento legal. Vejamos o art. 15-A, da Lei 9.096/95. 
Art. 15-A. A responsabilidade, inclusive civil e trabalhista, cabe EXCLUSIVAMENTE ao 
órgão partidário municipal, estadual ou nacional que tiver dado causa ao não cumprimento 
da obrigação, à violação de direito, a dano a outrem ou a qualquer ato ilícito, excluída a 
solidariedade de outros órgãos de direção partidária. 
A alternativa B está incorreta. Qualquer eleitor é legitimado para iniciar o 
processo de cancelamento do registro e estatuto de partidos políticos. Vejamos 
o § 2º, do art. 28. 
Art. 28. O Tribunal Superior Eleitoral, após trânsito em julgado de decisão, determina o 
cancelamento do registro civil e do estatuto do partido contra o qual fique provado: 
§ 2º O processo de cancelamento é iniciado pelo Tribunal à vista de denúncia de qualquer 
eleitor, de representante de partido, ou de representação do Procurador-Geral Eleitoral. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Vejamos o art. 28. 
1º •constituição civil enquanto pessoa 
jurídica
2º •registro do estatuto no TSE
 
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Art. 28. O Tribunal Superior Eleitoral, após trânsito em julgado de decisão, determina o 
cancelamento do registro civil e do estatuto do partido contra o qual fique provado: 
III - não ter prestado, nos termosque a comunidade encontrou para representar os mais variados 
grupos de interesses da comunidade. Em razão disso, o partido político é 
fundamental para a garantia do princípio democrático, conferindo 
legitimidade ao governo e às instituições políticas, com a representação da 
vontade da maioria. 
Vejamos, ainda, o conceito de Thales e de Camila Cerqueira3 que explica a origem 
do termo partido: 
Portanto, partido político, em sua essência, é um fragmento do pensamento político da 
nação, cujos adeptos ou simpatizantes se vinculam a ideologias por afinidade, buscando o 
exercício do poder (situação) ou a fiscalização dos detentores desse poder (oposição), sem 
prejuízo de atividades administrativas e institucionais. 
Esses conceitos são, em verdade, um tanto vagos. Desse modo, a fim de facilitar 
a absorção dos assuntos centrais para a sua prova, lembre-se do conceito abaixo: 
 
 
2.3 - Características e Função dos Partidos Políticos 
Ainda nessa parte introdutória da matéria, vejamos, inicialmente, a síntese das 
características dos partidos políticos, segundo a doutrina de José Jairo 
Gomes. 
 Constitui uma organização de pessoas em torno de interesses e de 
princípios comuns. 
 Objetivam acessar ao poder político, notadamente, por intermédio do 
voto. 
 Constituem-se com propósito perene, ou seja, para durar ao longo dos 
anos. 
 Não se confundem com facções, clubes, grupos etc., em razão da 
estabilidade, da estrutura e da organização. 
Não se preocupem em memorizar as características acima, mas procurem 
entender o que está sendo afirmado. O mesmo vale para o estudo das funções. 
A doutrina identifica três principais categorias de funções atribuídas aos partidos 
políticos: 
 
3 CERQUEIRA, Thales Tácito e CERQUEIRA, Camila. Direito Eleitoral Esquematizado. 4ª 
edição, rev. e atual., São Paulo: Editora Saraiva, 2014, p. 233. 
Os partidos políticos são agrupamento de pessoas 
que possuem pontos de vista semelhantes que, 
reunidos, procuram chegar e manter o poder 
político, por intermédio de cargos políticos.
 
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FUNÇÃO NO 
GOVERNO 
Os partidos políticos organizam a ação governamental. 
Por intermédio dos seus candidatos eleitos, as agremiações influenciam 
na elaboração das leis e na condução do governo, especialmente no 
que se refere à adoção de políticas públicas. 
FUNÇÃO COMO 
ORGANIZAÇÃO 
Os partidos políticos organizam cidadãos, candidatos e políticos 
com o objetivo de lograrem êxito no pleito eleitoral por meio de 
diversas atividades como seleção de candidatos e financiamento de 
campanhas. 
FUNÇÃO NO 
ELEITORADO 
Os partidos políticos constituem instrumento para auxiliar os 
eleitores no momento do voto, quando o cidadão procura pelo partido 
político, com o qual compartilha valores, ideias e objetivos. 
2.4 - Destinação 
A partir desse momento, ingressamos no estudo da legislação propriamente e, 
por isso, devemos redobrar a atenção. 
Por destinação podemos compreender os fins para os quais os partidos 
existem. Na verdade, já vimos, no conceito acima, a finalidade dos partidos 
políticos. 
De forma didática, podemos remeter o estudo ao art. 1º da LPP. 
Art. 1º O partido político, pessoa jurídica de direito privado, destina-se a assegurar, no 
interesse do regime democrático, a autenticidade do sistema representativo e a 
defender os direitos fundamentais definidos na Constituição Federal. 
Portanto: 
 
Sigamos! 
3 - Liberdade e autonomia partidárias 
A CF adotou o princípio da liberdade de organização dos partidos políticos 
no art. 17, §1º: 
§ 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna, 
organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de 
suas coligações eleitorais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em 
âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer 
normas de disciplina e fidelidade partidária. 
Os partidos políticos possuem, portanto, autonomia para definir a estrutura 
interna e o funcionamento. 
OS PARTIDOS 
POLÍTICOS 
DESTINAM-SE
a assegurar a autencidadade 
do sistema representativo.
a defender os direitos 
fundamentais.
 
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Vejamos o que diz Rodrigo Martiniano Ayres Lins4 sobre essa autonomia: 
A Lei 12.891/2013 fez assegurar aos candidatos, partidos políticos e coligações não só 
autonomia para definir sua estrutura interna e funcionamento, como também o cronograma 
das atividades eleitorais de campanha e executá-lo em qualquer dia e horário, observados 
eventuais limites estabelecidos em lei. 
Notem que a autonomia conferida aos partidos políticos não se limita aos termos 
gerais da Constituição, na medida em que foi alargada pela legislação 
infraconstitucional. 
Também é decorrência do princípio da liberdade e autonomia a previsão do caput 
do art. 17, da CF, que assim dispõe: 
Art. 17. É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, 
resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos 
fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos: 
I - caráter nacional; 
II - proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros 
ou de subordinação a estes; 
III - prestação de contas à Justiça Eleitoral; 
IV - funcionamento parlamentar de acordo com a lei. 
Desse modo, confere-se também aos partidos políticos a liberdade de criação, 
de fusão, de incorporação ou de extinção. 
Nesse mesmo sentido, estão os arts. 2º e 3º da LPP: 
Art. 2º É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos cujos 
programas respeitem a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo e os 
direitos fundamentais da pessoa humana. 
Art. 3º É assegurada, ao partido político, autonomia para definir sua estrutura 
interna, organização e funcionamento. 
A liberdade e a autonomia partidária não é absoluta. Há uma série de restrições 
impostas aos partidos políticos. Essas limitações não constituem intervenção 
estatal, mas uma forma de colmatar a liberdade dos partidos políticos com outros 
interesses e princípios do nosso Estado Constitucional de Direito. 
 
4 LINS, Rodrigo Martiniano Ayres. Direito Eleitoral Descomplicado, 2ª edição, Rio de Janeiro: 
Editora Ferreira, 2014. 
PRINCÍPIO DA 
LIBERDADE E 
AUTONOMIA
Prerrogativa para definir a 
estrutura interna e o 
funcionamento.
art. 17, §1º, CF
 
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Em razão disso, estabelece a CF, por exemplo, que os partidos políticos devem 
resguardar alguns princípios e valores, bem como são obrigados a observarem 
alguns preceitos. 
 
 
É importante verificar, ainda, a redação do §4º, do art. 17, da CF: 
§ 4º - É vedada a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar. 
No mesmo sentido do mandamento constitucional está o art. 6º, da LPP: 
Art. 6º É vedado ao partido político ministrar instrução militar ou paramilitar, utilizar-
se de organização da mesma natureza e adotar uniforme para seus membros. 
 
 
OS PARTIDOS POLÍTICOS DEVEM 
RESGUARDAR A
soberania nacional
regime 
democrático
pluripartidarismo
direitos 
fundamentais da 
pessoa humana
OS PARTIDOS POLÍTICOS DEVEM 
OBSERVAR OS SEGUINTES PRECEITOS
caráter nacional
proibição de 
recursos e 
subordinação 
estrangeiradesta Lei, as devidas contas à Justiça Eleitoral; 
§ 6º O disposto no inciso III do caput refere-se apenas aos órgãos nacionais dos partidos 
políticos que deixarem de prestar contas ao Tribunal Superior Eleitoral, não ocorrendo o 
cancelamento do registro civil e do estatuto do partido quando a omissão for dos órgãos 
partidários regionais ou municipais. 
A alternativa D está incorreta, tendo em vista o § 3º, do art. 7º. O registro do 
estatuto no TSE garante a exclusividade da denominação, sigla e símbolos. 
Art. 7º O partido político, após adquirir personalidade jurídica na forma da lei civil, registra 
seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral. 
§ 3º Somente o registro do estatuto do partido no Tribunal Superior Eleitoral assegura a 
exclusividade da sua denominação, sigla e símbolos, vedada a utilização, por outros 
partidos, de variações que venham a induzir a erro ou confusão. 
A alternativa E está incorreta. O TSE não tem competência para aprovar as 
alterações de estatuto dos partidos políticos. 
Art. 10. As alterações programáticas ou estatutárias, após registradas no Ofício Civil 
competente, devem ser encaminhadas, para o mesmo fim, ao Tribunal Superior Eleitoral. 
Devemos lembrar que os partidos políticos possuem autonomia e que 
intervenções estatais como o controle das alterações programáticas ou 
estatutária seriam ingerências vedadas, violadoras do princípio democrático. 
Questão 13 - CESPE - MPE-PI - Promotor de Justiça - 2012 
Com relação às disposições constitucionais e legais acerca dos partidos políticos, julgue o 
item seguinte. 
O caráter nacional dos partidos políticos é garantido com a vinculação das candidaturas, em 
âmbito estadual, distrital ou municipal, às escolhas e ao regime das coligações eleitorais 
estabelecidas pela direção partidária nacional. 
Comentários 
Comentários, a assertiva está incorreta. Não há mais verticalização das 
candidaturas, desde a EC 52/2006, conforme art. 17, § 1º, d CF. 
§ 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna, 
organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas 
coligações eleitorais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em 
âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer 
normas de disciplina e fidelidade partidária. 
Questão 14 – CESPE/TRE-RJ – Analista Judiciário – 2012 
A respeito dos partidos políticos, julgue os itens seguintes. 
Somente depois de adquirirem personalidade jurídica na forma da lei civil e 
de registrarem seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral, os partidos 
políticos poderão participar do processo eleitoral, receber recursos do fundo 
partidário e ter acesso gratuito ao rádio e à televisão, nos termos da lei. 
 
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Comentários 
A assertiva está correta. Trata-se de mais uma questão exigindo o conhecimento 
da constituição dos partidos políticos e do art. 7º, da Lei 9.096/95. Vejamos o § 
2º, o qual respalda a assertiva: 
§ 2º Só o partido que tenha registrado seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral pode 
participar do processo eleitoral, receber recursos do Fundo Partidário e ter acesso gratuito 
ao rádio e à televisão, nos termos fixados nesta Lei. 
Notem que o dispositivo constitucional (art. 17 §2º) possui praticamente a 
mesma redação do art. 7º, §2º da LPP. 
Questão 15 – CESPE/TJ-PI – Juiz – 2012 
A respeito dos partidos políticos, assinale a opção correta. 
a) Os órgãos de direção nacional dos partidos políticos têm pleno acesso às 
informações que, constantes do cadastro eleitoral, digam respeito a seus 
afiliados. 
b) Terá direito a funcionamento parlamentar, em todas as casas legislativas 
para as quais tenha elegido representante, o partido que, em cada eleição 
para a Câmara dos Deputados, obtiver o apoio de, no mínimo, 5% dos votos 
apurados, não computados os brancos e os nulos, distribuídos em, pelo 
menos, um terço dos estados, com um mínimo de 2% do total de cada um 
deles. 
c) De acordo com a lei que dispõe sobre partidos políticos, a responsabilidade 
civil e trabalhista é solidária entre o órgão partidário municipal, o estadual e 
o nacional, ante o caráter nacional das agremiações partidárias. 
d) Resolução do TSE considera justa causa, para efeito de desfiliação 
partidária, afastamento e decretação da perda de cargo eletivo, a mudança 
substancial ou o desvio do estatuto partidário. 
e) Somente o registro do estatuto do partido político no registro civil das 
pessoas jurídicas da capital federal assegura a exclusividade da 
denominação, da sigla e dos símbolos da agremiação, sendo vedada a 
utilização, por outros partidos, de variações que possam suscitar erro ou 
confusão. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, de acordo com o art. 19, 
§ 3º. 
Art. 19. Na segunda semana dos meses de abril e outubro de cada ano, o partido, por seus 
órgãos de direção municipais, regionais ou nacional, deverá remeter, aos juízes eleitorais, 
para arquivamento, publicação e cumprimento dos prazos de filiação partidária para efeito 
de candidatura a cargos eletivos, a relação dos nomes de todos os seus filiados, da qual 
constará a data de filiação, o número dos títulos eleitorais e das seções em que estão 
inscritos 
§ 3º Os órgãos de direção nacional dos partidos políticos terão pleno acesso às informações 
de seus filiados constantes do cadastro eleitoral. 
 
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A alternativa B está incorreta, pois essa é a clausula de barreira, considerada 
inconstitucional pelo STF. 
A alternativa C está incorreta, pois a responsabilidade compete a cada unidade 
descentralizada do partido, seja municipal ou estadual. Vejamos o que determina 
o art. 15-A, da Lei 9.096/1995. 
Art. 15-A. A responsabilidade, inclusive civil e trabalhista, cabe exclusivamente ao órgão 
partidário municipal, estadual ou nacional que tiver dado causa ao não cumprimento da 
obrigação, à violação de direito, a dano a outrem ou a qualquer ato ilícito, excluída a 
solidariedade de outros órgãos de direção partidária. 
A alternativa D está incorreta, conforme art. 1º da Resolução 22.610, do TSE. 
Embora específico o assunto, não custa conferir a literalidade do dispositivo. 
Art. 1º - O partido político interessado pode pedir, perante a Justiça Eleitoral, a decretação 
da perda de cargo eletivo em decorrência de desfiliação partidária sem justa causa. 
§ 1º - Considera-se justa causa: 
I) incorporação ou fusão do partido; 
II) criação de novo partido; 
III) mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; 
IV) grave discriminação pessoal. 
A alternativa E está incorreta. Lembre-se: registro do estatuto no TSE 
garante a exclusividade de denominação, sigla e símbolo e não o registro 
de pessoa jurídica. Note que a questão fala, incorretamente, em registro civil 
do estatuto. 
Questão 16 – CESPE/TRE-ES – Técnico Judiciário – 2011 
Com relação aos partidos políticos, julgue os itens que se seguem. 
Entre as destinações dos partidos políticos, está a defesa dos direitos 
fundamentais definidos na Constituição Federal. 
Comentários 
A assertiva está correta. Cabe aos partidos políticos defender os direitos 
fundamentais, conforme art. 2º, da Lei 9.096/95. 
Art. 2º É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos cujos programas 
respeitem a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo e os direitos 
fundamentais da pessoa humana. 
Lembrem-se: 
 
OS PARTIDOS 
POLÍTICOS 
DESTINAM-SE
a assegurar a autencidadade do 
sistema representativo.a defender os direitos 
fundamentais.
 
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Questão 17 - CESPE - MPE-PI - Promotor de Justiça – 2012 – 
questão adaptada 
Com relação às disposições constitucionais e legais acerca dos partidos políticos, julgue o 
item seguinte. 
Organização da sociedade civil constituída como pessoa jurídica de direito público, o partido 
político destina-se a assegurar, no interesse do regime democrático, a autenticidade do 
sistema representativo e a defender os direitos fundamentais. 
Comentários 
A assertiva está incorreta. Ilustremos a questão com o art. 1º da Lei nº 
9.096/1995: 
Art. 1º O partido político, pessoa jurídica de direito privado, destina-se a assegurar, no 
interesse do regime democrático, a autenticidade do sistema representativo e a defender 
os direitos fundamentais definidos na Constituição Federal. 
O erro da questão está ao mencionar que o partido político é pessoa jurídica de 
direito público. 
Questão 18 – CESPE/TRE-BA – Analista Judiciário – 2010 
Com relação às regras atinentes aos partidos políticos, julgue os itens que 
seguem. 
A Lei assegura a liberdade de criação dos partidos políticos, mas exige que 
o novo partido possua caráter nacional e que, após adquirir a personalidade 
jurídica, promova o registro do estatuto no TSE. 
Comentários 
A assertiva está correta. Como bem sabemos, a questão traz a regrativa 
constitucional quanto à criação e registro do estatuto dos partidos políticos. 
Vamos relembrar o que prevê o art. 17, caput e § 2º, da CF. 
Art. 17. É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados 
a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais 
da pessoa humana e observados os seguintes preceitos: 
§ 2º - Os partidos políticos, após adquirirem personalidade jurídica, na forma da lei civil, 
registrarão seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral. 
Vejamos uma linha do tempo que sintetiza a evolução da criação e registros do 
partido político. 
 
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Questão 19 – CESPE/TJ-DF - Juiz de Direito Substituto - 2014 
Com relação aos partidos políticos, assinale a opção correta. 
a) Com o fim da verticalização, os estatutos partidários ostentam maior 
relevo, elencando os critérios de escolha e o regime de suas coligações 
eleitorais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em 
níveis nacional, estadual, distrital ou municipal, deixando que as regras 
internas estabeleçam normas de disciplina. 
b) O candidato que for eleito para cargo no Poder Legislativo será detentor 
de parcela da soberania popular que advém do voto e, por isso, a ele 
pertencerá o mandato que passará a exercer. 
c) A justiça eleitoral fiscaliza a escrituração contábil e a prestação de contas 
das campanhas eleitorais, que devem ser feitas no encerramento da 
campanha eleitoral pelos partidos que tiverem candidatos eleitos. 
d) Um partido político tem direito a atuação parlamentar, nas casas 
legislativas para as quais tenha elegido representante, se, em cada eleição 
para a Câmara dos Deputados, obtiver o apoio de, no mínimo, 5% dos votos 
apurados. 
e) Após o registro de seu estatuto no cartório de registro civil das pessoas 
jurídicas de Brasília, o partido político pode dispor do fundo partidário e fazer 
uso exclusivo da sigla que o identifica. 
Comentários 
Vejamos cada uma das alternativas: 
A alternativa A é a correta e é gabarito da questão. Essa alternativa bem 
sintetiza a evolução jurisprudencial em torno da questão da verticalização das 
coligações. 
O estudo da verticalização partidária remete ao art. 17, §1º, da CF. 
Em que pese a liberdade conferida aos partidos políticos, a Resolução TSE nº 
21.002/2002 impunha a obrigatoriedade de que os partidos políticos coligados 
Fundação
•Ata
•Designação de 
dirigentes e de 
órgãos 
provisórios
Registro Civil
•Aquisição da 
personalidade 
civil
Apoiamento 
Mínimo
Constituição 
de dirigentes 
e de órgãos 
definitivos.
Registro no 
TSE
 
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em eleições presidenciais não poderiam formar alianças distintas nas esferas 
estadual, distrital ou municipais com outros partidos. 
Por exemplo, formada uma coligação entre PMDB e PT na diretiva nacional, não 
seria admissível que no âmbito estadual ou mesmo municipal PMDB e PT 
estivessem coligados com outros partidos e não entre si. Denominava-se regra 
da verticalização partidária. 
Hoje esse não é o entendimento que prevalece. A Emenda Constitucional nº 
52/2006 pôs fim à verticalização ao prever, no art. 17º, §1º, que os partidos 
políticos têm autonomia para definir estrutura e funcionamento, podendo se 
coligar a outros partidos SEM OBRIGATORIEDADE DE VINCULAÇÃO ENTRE 
AS CANDIDATURAS EM ÂMBITO NACIONAL, ESTADUAL, DISTRITAL OU 
MUNICIPAL. 
Tranquilo, não? 
 
A alternativa B está incorreta. Para responder à questão devemos saber que o 
mandato eletivo pertence ao partido político e não ao candidato. 
O político é escolhido pelas convenções partidárias, ou seja, é escolhido para 
representar os interesses e ideologias do partido. Dessa forma, caso deixe o 
partido sem justificativa político perderá o cargo político ocupado. 
A alternativa C também está incorreta. O partido político deverá prestar contas 
à Justiça Eleitoral constantemente. Não apenas candidatos eleitos, mas todos os 
participantes do pleito eleitoral devem prestar contas. 
A alternativa D está incorreta. A alternativa trata da cláusula de barreira para 
o funcionamento parlamentar, que foi declarado inconstitucional pelo STF. 
Finalmente, a alternativa E está incorreta, a constituição regular do partido 
político depende de registro civil – que confere existência jurídica – e do registro 
perante o TSE. Somente após o registro no órgão eleitoral é que o partido gozará 
de suas prerrogativas, entre elas o Fundo Partidário. 
Questão 20 – FEPESE/DPE-SC – Defensor Público – 2012 
Quanto à personalidade jurídica dos partidos políticos, conforme o previsto 
pela Constituição Federal de 1988, é correto afirmar que são: 
a) Pessoas jurídicas de direito misto. 
b) Pessoas jurídicas de direito social. 
c) Pessoas jurídicas de direito público. 
d) Pessoas jurídicas de direito político. 
e) Pessoas jurídicas de direito privado. 
VERTICALIZAÇÃO 
PARTIDÁRIA
NÃO existe a obrigatoriedade de vinculaçaõ 
entre as candidaturas de âmbito nacional, 
estadual, distrital ou municipal para a 
formaçaõ de coligações.
 
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Comentários 
Os partidos políticos são pessoas jurídicas de direito privado, de acordo com o 
art. 1º, da Lei dos Partidos Políticos. 
Art. 1º O partido político, pessoa jurídica de direito privado, destina-se a assegurar, no 
interesse do regime democrático, a autenticidade do sistema representativo e a defender 
os direitos fundamentais definidos na Constituição Federal. 
Portanto, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 21 – IADES/TRE-PA – Técnico Judiciário – 2014 
Considerando a Lei dos Partidos Políticos, assinale a alternativa correta. 
a) É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos cujos 
programas respeitem a soberania nacional, o regime democrático, o 
pluripartidarismoe os direitos fundamentais da pessoa humana. 
b) O partido político tem autonomia exclusivamente para definir a própria 
estrutura interna. 
c) Os filiados de um partido político têm iguais direitos e diferentes deveres. 
d) Alguns partidos políticos podem submeter-se à entidade estrangeira. 
e) Só o partido que tenha registrado o respectivo estatuto no Tribunal 
Regional Eleitoral (TRE) pode participar do processo eleitoral. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, com fundamento no art. 
2º, da LPP, já citado. Trata-se da liberdade e autonomia partidária. 
A alternativa B está incorreta por incompletude. O partido político, conforme 
art. 3º, é autônomo para definir sua estrutura interna, organização e 
funcionamento. 
Art. 3º É assegurada, ao partido político, autonomia para definir sua estrutura interna, 
organização e funcionamento. 
A alternativa C está incorreta, pois é inadmissível que os direitos sejam os 
mesmos e os deveres sejam diversos para os filiados. É o que estabelece o art. 
4, da Lei 9.096/1995. 
Art. 4º Os filiados de um partido político têm iguais direitos e deveres. 
A alternativa D está incorreta, tendo em vista que é proibida a subordinação de 
partido político a entidades ou governos estrangeiros. 
Art. 5º A ação do partido tem caráter nacional e é exercida de acordo com seu estatuto e 
programa, sem subordinação a entidades ou governos estrangeiros. 
A alternativa E está incorreta, pois o registro do estatuto deve ser feito no TSE. 
Art. 7º O partido político, após adquirir personalidade jurídica na forma da lei civil, registra 
seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral. 
 
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§ 2º Só o partido que tenha registrado seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral pode 
participar do processo eleitoral, receber recursos do Fundo Partidário e ter acesso gratuito 
ao rádio e à televisão, nos termos fixados nesta Lei. 
Questão 22 – IADES/TRE-PA – Analista Judiciário – 2014 - 
adaptada 
A respeito dos partidos políticos, à luz da Lei nº 9.096/1995, assinale a 
alternativa correta. 
a) Ao partido político é permitido ministrar instrução militar ou paramilitar, 
utilizar-se de organização da mesma natureza e adotar uniforme para os 
respectivos membros. 
b) Ao partido político, é autorizada autonomia para definir a própria estrutura 
interna, organização e funcionamento. 
c) O partido político, após adquirir personalidade jurídica na forma da lei 
civil, registra o próprio estatuto perante o Tribunal Regional Eleitoral da 
respectiva região. 
d) Para concorrer a cargo eletivo, o eleitor deverá estar filiado ao respectivo 
partido pelo menos um ano antes da data fixada para as eleições, 
majoritárias ou proporcionais. 
e) O partido político, pessoa jurídica de direito público, destina-se a 
assegurar, no interesse do regime democrático, a autenticidade do sistema 
representativo e a defender os direitos fundamentais definidos na 
Constituição Federal. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois é vedado ao partido formular sua 
organização com instrução paramilitar. 
Art. 6º É vedado ao partido político ministrar instrução militar ou paramilitar, utilizar-se de 
organização da mesma natureza e adotar uniforme para seus membros. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, tendo em vista o art. 3º, 
já citado nesses comentários. 
A alternativa C está incorreta, pois o registro do estatuto deve ser feito no TSE. 
A alternativa D está incorreta, o prazo mínimo de filiação deve de acordo com 
alteração promovida pela Lei 13.165/2015 na Lei dos Partidos Políticos passa a 
ser de 6 meses, e não de um não. 
Art. 18. Para concorrer a cargo eletivo, o eleitor deverá estar filiado ao respectivo partido 
pelo menos um ano antes da data fixada para as eleições, majoritárias ou proporcionais. 
A alternativa E está incorreta, pois o partido político deve ser constituído como 
pessoa jurídica de direito privado. 
Questão 23 – CONSULPLAN/TRE-MG - Analista Judiciário - 
Área Judiciária - 2013 
 
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Atualmente, há cerca de 30 partidos políticos regularmente registrados e em 
funcionamento no Brasil. Trata-se de pessoas jurídicas de direito privado que 
desempenham importante papel no concerto democrático. A respeito das 
regras aplicáveis aos partidos políticos, assinale a alternativa correta. 
a) Os recursos do Fundo Partidário são distribuídos, de forma paritária, aos 
órgãos nacionais de todos os partidos. 
b) É expressamente vedado ao partido político ministrar instrução militar ou 
paramilitar e adotar uniforme para seus membros. 
c) O partido político, após adquirir personalidade jurídica, registra seu 
estatuto no Tribunal Regional Eleitoral do Estado em que funcionar sua sede. 
d) Diante do interesse público inerente a sua atuação, ao partido político não 
se assegura autonomia para definir sua estrutura interna, organização e 
funcionamento, que são inteiramente delimitados pela Justiça Eleitoral. 
e) É livre a criação, fusão e incorporação de partidos políticos cujos 
programas respeitem a soberania nacional, o regime democrático, o 
pluripartidarismo e os direitos fundamentais da pessoa humana. A extinção 
de um partido, no entanto, depende de aprovação do Congresso Nacional. 
Comentários 
Vejamos cada uma das alternativas: 
A alternativa A está incorreta, pois apenas 5% dos recursos do Fundo Partidário 
serão distribuídos de forma paritária. O restante (95%) será distribuído 
proporcionalmente aos partidos com representação na Câmara dos Deputados, 
segundo entendimento do STF. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão em razão do que prevê o 
art. 6º da Lei dos Partidos Políticos. 
Art. 6º É vedado ao partido político ministrar instrução militar ou paramilitar, utilizar-se de 
organização da mesma natureza e adotar uniforme para seus membros. 
A alternativa C está incorreta, pois, como vimos exaustivamente, após adquirir 
personalidade na forma da lei civil, os partidos políticos devem registrar seus 
estatutos no TSE. 
A alternativa D também está incorreta, uma vez que aos partidos políticos é 
assegurada a autonomia, nos termos do art. 3º da LPP: 
Art. 3º É assegurada, ao partido político, autonomia para definir sua estrutura interna, 
organização e funcionamento. 
Registre-se que esse dispositivo é reprodução do art. 17, da CF. 
Por fim, a alternativa E está incorreta, dado que não é necessária aprovação 
pelo Legislativo para extinção. 
Questão 24 – CONSULPLA/TRE-MG – Técnico Judiciário – Área 
Administrativa – 2015 
 
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Os partidos políticos são dotados de autonomia e devem, nos seus estatutos, 
regular a disciplina e fidelidade partidárias. Após a sua regular constituição 
de acordo com a lei civil deve, de acordo com a Constituição Federal, 
registrar seu estatuto no(a): 
a) Junta Eleitoral 
b) Circunscrição Eleitoral 
c) Tribunal Superior Eleitoral 
d) Tribunal Regional Eleitoral 
Comentários 
Os partidos políticos constituem instituição fundamental do nosso sistema 
eleitoral e estão disciplinados expressamente no art. 17 da CF. Em relação ao 
registro dos partidos políticos prevê o §2º 
§ 2º - Os partidos políticos, após adquirirem personalidade jurídica, na forma da lei civil, 
registrarão seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral. 
Segundo o Texto da Constitucional, os partidos políticos –pessoas jurídicas de 
direito privado – após se constituírem de acordo com a legislação civil, deverão 
registrar seus estatutos no TSE. 
 
Logo, a alternativa C é a correta e gabarito da questão. 
Questão 25 – IESES/TRE-MA – Técnico Administrativo – 2015 
Quanto ao disposto na Lei n. 9.096/95, é correto afirmar: 
a) O partido político adquire personalidade jurídica ao registrar seu estatuto 
no Tribunal Superior Eleitoral. 
b) A perda dos direitos políticos não implica cancelamento imediato da 
filiação partidária. 
c) O partido político, pessoa jurídica de direito privado, destina-se a 
assegurar, no interesse do regime democrático, a autenticidade do sistema 
representativo e a defender os direitos fundamentais definidos na 
Constituição Federal. 
d) É assegurado, ao partido político, definir sua estrutura interna, 
organização e funcionamento, desde que aprovados posteriormente pelo 
Tribunal Superior Eleitoral. 
1º •constituição civil enquanto 
pessoa jurídica
2º •registro do estatuto no TSE
 
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Comentários 
A alternativa A está incorreta. A personalidade jurídica do partido, como de 
qualquer outra empresa, é adquirida com o registro os atos constitutivos. 
Devemos lembrar, ainda, que o registro será Cartório de Registro Civil das 
Pessoas Jurídicas de Brasília. 
Vejamos o artigo 17, § 2º. 
§ 2º - Os partidos políticos, após adquirirem personalidade jurídica, NA FORMA DA LEI 
CIVIL, registrarão seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 22, da LPP, o cancelamento 
da filiação partidária será imediato em caso de perda dos direitos políticos. 
Art. 22. O cancelamento imediato da filiação partidária verifica-se nos casos de: 
I – morte; 
II – perda dos direitos políticos; 
III – expulsão; 
IV – outras formas previstas no estatuto, com comunicação obrigatória ao atingido no prazo 
de quarenta e oito horas da decisão. 
V – filiação a outro partido, desde que a pessoa comunique o fato ao juiz da respectiva zona 
eleitoral. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, de acordo com o art. 1º, 
da LPP. 
Art. 1º O partido político, pessoa jurídica de direito privado, destina-se a assegurar, no 
interesse do regime democrático, a autenticidade do sistema representativo e a 
defender os direitos fundamentais definidos na Constituição Federal. 
A alternativa D está incorreta, pois não há qualquer tipo de aprovação pelo TSE. 
Vejamos o art. 17, § 1º. 
§ 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna, 
organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas 
coligações eleitorais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito 
nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas de 
disciplina e fidelidade partidária. 
Questão 26 – Inédita – 2015 
Entre as normas que devem constar do estatuto do partido político, segundo 
a Lei nº 9.096/1995 estão exceto: 
a) finanças e contabilidade do partido político, com fixação das quantias que 
podem ser despendidas pelo candidato com a própria eleição. 
b) direitos e deveres dos filiados. 
c) filiação e desligamento de seus membros. 
d) proporção entre candidaturas do sexo masculino e feminino. 
e) modo de organização, funcionamento e administração do partido político. 
Comentários 
 
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Trata-se de uma questão bastante tranquila cujo fundamento é extraído do 
art. 15 da Lei das Eleições. 
Art. 15. O estatuto do partido deve conter, entre outras, normas sobre: 
I – nome, denominação abreviada e o estabelecimento da sede na Capital Federal; 
II – filiação e desligamento de seus membros; 
III – direitos e deveres dos filiados; 
IV – modo como se organiza e administra, com a definição de sua estrutura geral e 
identificação, composição e competências dos órgãos partidários nos níveis municipal, 
estadual e nacional, duração dos mandatos e processo de eleição dos seus membros; 
V – fidelidade e disciplina partidárias, processo para apuração das infrações e aplicação das 
penalidades, assegurado amplo direito de defesa; 
VI – condições e forma de escolha de seus candidatos a cargos e funções eletivas; 
VII – finanças e contabilidade, estabelecendo, inclusive, normas que os habilitem a apurar 
as quantias que os seus candidatos possam despender com a própria eleição, que fixem os 
limites das contribuições dos filiados e definam as diversas fontes de receita do partido, 
além daquelas previstas nesta Lei; 
VIII – critérios de distribuição dos recursos do Fundo Partidário entre os órgãos de nível 
municipal, estadual e nacional que compõem o partido; 
IX – procedimento de reforma do programa e do estatuto. 
Das alternativas acima a única incorreta é a alternativa D, que é o 
gabarito da questão. 
As demais alternativas constam expressamente do dispositivo mencionado. 
Registre-se que poderá o partido dispor regras fixando a proporção de 
candidaturas masculinas e femininas, contudo, essas regras não são 
obrigatórias, mas facultadas ao partido político. 
Questão 27 – Inédita – 2015 
Somente será admitido o registro do estatuto do partido político que tenha 
caráter nacional, considerando-se como tal aquele que comprove, no período 
de dois anos, o apoiamento mínimo correspondente a: 
a) pelo menos, um por cento dos votos dados na última eleição geral para a 
Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, 
distribuídos por um terço, ou mais, dos Estados, com um mínimo de um 
décimo por cento do eleitorado que haja votado em cada um deles. 
b) pelo menos, meio por cento dos votos dados na última eleição geral para 
a Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, 
distribuídos por um terço, ou mais, dos Estados, com um mínimo de um 
décimo por cento do eleitorado que haja votado em cada um deles. 
c) pelo menos, meio por cento dos votos dados na última eleição geral para 
a Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, 
distribuídos por dois quintos, ou mais, dos Estados, com um mínimo de um 
por cento do eleitorado que haja votado em cada um deles. 
 
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d) pelo menos, meio por cento dos votos dados na última eleição geral para 
a Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, 
distribuídos por um terço, ou mais, dos Estados, com um mínimo de um por 
cento do eleitorado que haja votado em cada um deles. 
e) pelo menos, um por cento dos votos dados na última eleição geral para a 
Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, 
distribuídos por dois terços, ou mais, dos Estados, com um mínimo de um 
décimo por cento do eleitorado que haja votado em cada um deles. 
Comentários 
Trouxemos a presente questão para que vocês fixem os percentuais de 
apoiamento mínimo para registro do partido político no TSE. 
Desse modo a alternativa B é a correta, posto que constitui reprodução do art. 
7º, §1º: 
§ 1º Só é admitido o registro do estatuto de partido político que tenha caráter nacional, 
considerando-se como tal aquele que comprove, no período de dois anos, o apoiamento 
de eleitores não filiados a partido político, correspondente a, pelo menos, 0,5% (cinco 
décimos por cento) dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos 
Deputados, não computados os votos em brancoe os nulos, distribuídos por um terço, 
ou mais, dos Estados, com um mínimo de 0,1% (um décimo por cento) do 
eleitorado que haja votado em cada um deles. 
Quanto às demais alternativas, vejamos: 
 Alternativa A: 
a) pelo menos, um por cento dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos 
Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, distribuídos por um terço, ou 
mais, dos Estados, com um mínimo de um décimo por cento do eleitorado que haja votado 
em cada um deles. 
 Alternativa C 
c) pelo menos, meio por cento dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos 
Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, distribuídos por dois quintos, 
ou mais, dos Estados, com um mínimo de um por cento do eleitorado que haja votado em 
cada um deles. 
 Alternativa D 
d) pelo menos, meio por cento dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos 
Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, distribuídos por um terço, ou 
mais, dos Estados, com um mínimo de um por cento do eleitorado que haja votado em 
cada um deles. 
 Alternativa E 
e) pelo menos, um por cento dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos 
Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, distribuídos por dois terços, 
ou mais, dos Estados, com um mínimo de um décimo por cento do eleitorado que haja 
votado em cada um deles. 
Questão 28 – Inédita – 2015 
 
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A reforma eleitoral promovida pela Lei nº 13.165/2015 alterou a disciplina 
relativa ao apoiamento mínimo. Antes não havia um período fixo para colega 
das assinaturas. Agora, as assinaturas que comprovam o apoiamento 
mínimo deverão ser reunidas no prazo de: 
a) um ano 
b) dois anos 
c) três anos 
d) cinco anos 
e) 10 anos 
Comentários 
Vejamos o que nos diz o art. 7º, I, da LPP: 
§ 1º Só é admitido o registro do estatuto de partido político que tenha caráter nacional, 
considerando-se como tal aquele que comprove, no período de dois anos, o apoiamento 
de eleitores não filiados a partido político, correspondente a, pelo menos, 0,5% (cinco 
décimos por cento) dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, 
não computados os votos em branco e os nulos, distribuídos por um terço, ou mais, dos 
Estados, com um mínimo de 0,1% (um décimo por cento) do eleitorado que haja votado 
em cada um deles. 
Logo, ante o destacado, conclui-se que a alternativa B é a correta e gabarito da 
questão. 
Questão 29 – Inédita – 2015 
Quanto ao registro do partido político perante o TSE, julgue o item abaixo: 
Não há irregularidade na constituição de partido político que, após a 
constituição civil, comprovou por intermédio de assinaturas, obtidas ao longo 
de cinco anos, o apioamento mínimo correspondente a, pelo menos, 0,5% 
dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, não 
computados os votos em branco e os nulos, distribuídos por um terço, ou 
mais, dos Estados, com um mínimo de 0,1% do eleitorado que haja votado 
em cada um deles. 
Comentários 
A assertiva está incorreta. O apoiamento mínimo deverá ser demonstrado, 
conforme recente alteração legislativa promovida pela Lei nº 13.165/2015, no 
período de dois anos e não de três anos, conforme referido na questão. 
O restante está correto e condizente com o art. 7º, §1º, da LPP: 
§ 1º Só é admitido o registro do estatuto de partido político que tenha caráter nacional, 
considerando-se como tal aquele que comprove, no período de dois anos, o 
APOIAMENTO DE ELEITORES não filiados a partido político, correspondente a, pelo 
menos, 0,5% (cinco décimos por cento) dos votos dados na última eleição geral para a 
Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, distribuídos por 
um terço, ou mais, dos Estados, com um mínimo de 0,1% (um décimo por cento) do 
eleitorado que haja votado em cada um deles. 
 
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Se você teve dificuldades nas questões 1 a 29 acima retome o estudo do 
Capítulo 1 a 7 dessa aula. 
Filiação e Fidelidade Partidárias 
Questão 30 – FCC/MPE-PE – Promotor de Justiça – 2014 
NÃO é vedada a filiação partidária daquele que 
a) tenha sua inelegibilidade reconhecida pela Justiça Eleitoral em face de ter 
sido, na condição de magistrado, compulsoriamente aposentado, há três 
anos, por decisão sancionatória. 
b) possui idade inferior a dezesseis anos. 
c) seja regularmente considerado analfabeto, mesmo que não tenha 
efetivado seu alistamento eleitoral. 
d) tenha sua naturalização cancelada por sentença transitada em julgado. 
e) tenha sido, há cinco anos, condenado em decisão judicial definitiva por 
improbidade administrativa em face de ter adquirido, para si ou para outrem, 
no exercício de cargo público, bens cujo valor seja desproporcional à 
evolução do patrimônio ou à renda do agente público. 
Comentários 
Vejamos, primeiramente, o art. 16, da Lei dos Partidos Políticos. 
Art. 16. Só pode filiar-se a partido o eleitor que estiver no pleno gozo de seus direitos 
políticos. 
Dessa forma, a alternativa B está incorreta, pois o menor de 16 anos não é nem 
sequer ao menos alistável. 
A alternativa C está incorreta. Não há impedimento para que o analfabeto seja 
filiado, desde que tenha o alistamento eleitoral. Não é admissível que uma pessoa 
filie-se a partido político se não for eleitora. Logo, o alistamento eleitoral é 
pressuposto para a filiação partidária. 
A alternativa D está incorreta, pois o brasileiro naturalizado que perde a 
naturalização perde seus direitos políticos. 
A alternativa E está incorreta, por trazer um caso de suspensão dos direitos 
políticos. 
Assim, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. A questão tenta 
confundir a inelegibilidade com a filiação partidária. Sabemos que, de acordo com 
a Lei de Inelegibilidade, no caso de aposentadoria compulsória gera a 
inelegibilidade pelo prazo de 8 anos. No caso da questão, o magistrado está 
aposentado compulsoriamente há 3 anos, pelo que é inelegível. Contudo, não há 
nenhum impedimento para que – mesmo inelegível – se filie a partido político, 
porque mantém a capacidade eleitoral ativa. 
 
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A inelegibilidade, por si só, não impede a filiação partidária conforme 
entendimento do TSE. 
No REspe 2335121, o Órgão ementou: 
RECURSO ESPECIAL. Eleição 2004. Candidatura. Registro. Contas. Rejeição. Ação 
desconstitutiva. Súmula nº 1/TSE. Direitos políticos. Restrição. Filiação. Deferimento. 
Incide a Súmula nº 1/TSE quando proposta, antes da impugnação do registro, ação 
desconstitutiva contra a decisão que rejeitou as contas. Não impede a filiação partidária a 
restrição dos direitos políticos decorrente da declaração de inelegibilidade não fundada em 
improbidade. 
Dito de outro modo, o TSE entende que a inelegibilidade, desde que não seja 
fundada em improbidade, não impede a filiação partidária. Portanto, é possível a 
filiação daquele que for condenado por inelegibilidade, desde que a condenação 
de inelegibilidade não seja por improbidade administrativa. 
Questão 31 – FCC/TJ-CE – Juiz – 2014 
Considere as seguintes afirmativas: 
I. A filiação partidária somente é permitida ao eleitor que se encontre em 
pleno gozo de seus direitos políticos, sendo cabível ainda que esteja 
inelegível, segundo decisão proferida pela Justiça Eleitoral. 
II. É vedado o cancelamento da filiação partidária em caso de supervenienteperda dos direitos políticos do filiado, salvo expressa disposição estatutária 
em sentido contrário. 
III. Havendo coexistência de filiações partidárias, prevalecerá a mais 
recente, devendo a Justiça Eleitoral determinar o cancelamento das demais. 
IV. Configurado caso de dupla filiação do eleitor, ambos os vínculos 
partidários devem ser considerados nulos para todos os efeitos. 
Está correto o que é afirmado APENAS em 
a) II e IV. 
b) I, II e IV. 
c) I e IV. 
d) I e III. 
e) II e III. 
Comentários 
O item I está correto, de acordo com a Resolução 23.117/09, do TSE. 
Art. 1º Somente poderá filiar-se a partido o eleitor que estiver no pleno gozo de seus direitos 
políticos (Lei nº 9.096/95, art. 16), ressalvada a possibilidade de filiação do eleitor 
 
21 RECURSO ESPECIAL ELEITORAL nº 23351, Acórdão nº 23351 de 23/09/2004, Relator(a) Min. 
FRANCISCO PEÇANHA MARTINS, Relator(a) designado(a) Min. HUMBERTO GOMES DE BARROS, 
Publicação: PSESS - Publicado em Sessão, Data 23/09/2004. 
 
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considerado inelegível (Ac.-TSE nºs 12.371, de 27 de agosto de 1992, 23.351, de 23 de 
setembro de 2004 e 22.014, de 18 de outubro de 2004). 
O item II está incorreto, pois o cancelamento da filiação partidária ocorrerá com 
a perda dos direitos políticos. 
Art. 22. O cancelamento imediato da filiação partidária verifica-se nos casos de: 
II - perda dos direitos políticos; 
O item III está correto de acordo com o § único do art. 22, da Lei 9.096. 
Parágrafo único. Havendo coexistência de filiações partidárias, prevalecerá a mais recente, 
devendo a Justiça Eleitoral determinar o cancelamento das demais. 
O item IV está incorreto, com base no dispositivo citado acima. Observada a 
dupla filiação, prevalecerá a mais recente. 
Portanto, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 32 – FCC/TJ-AP – Juiz – 2014 
Segundo a legislação partidária, no que se refere à filiação partidária, 
a) havendo coexistência de filiações partidárias, prevalecerá a mais antiga, 
devendo a Justiça Eleitoral determinar o cancelamento das demais. 
b) é facultado ao partido político estabelecer, em seu estatuto, prazos de 
filiação partidária superiores aos previstos na Lei dos Partidos Políticos, com 
vistas à candidatura a cargos eletivos. 
c) os prazos de filiação partidária, fixados no estatuto do partido, com vistas 
à candidatura a cargos eletivos, podem ser alterados no ano da eleição. 
d) deferida a filiação do eleitor, será entregue comprovante ao interessado, 
no modelo adotado pela Justiça Eleitoral. 
e) considera-se deferida, para todos os efeitos, a filiação partidária, com o 
atendimento das regras constantes de resolução da Justiça Eleitoral. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, como vimos acima, no caso de duplicidade de 
filiação partidária, permanecerá a mais recente. 
A alternativa B está correta, com base no caput do art. 20. 
Art. 20. É facultado ao partido político estabelecer, em seu estatuto, prazos de filiação 
partidária superiores aos previstos nesta Lei, com vistas a candidatura a cargos eletivos. 
A alternativa C está incorreta, tendo em vista o parágrafo único do art. 20, 
citado acima. Notem que os partidos políticos não poderão alterar os prazos de 
filiação partidária no ano das eleições. 
Parágrafo único. Os prazos de filiação partidária, fixados no estatuto do partido, com vistas 
a candidatura a cargos eletivos, não podem ser alterados no ano da eleição. 
A alternativa D está incorreta, pois o modelo de comprovante de filiação 
partidária é elaborado pelo partido. Vejamos o § único do art. 17. 
 
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Art. 17. Considera-se deferida, para todos os efeitos, a filiação partidária, com o 
atendimento das regras estatutárias do partido. 
Parágrafo único. Deferida a filiação do eleitor, será entregue comprovante ao interessado, 
no modelo adotado pelo partido. 
A alternativa E está incorreta, com base no art. 17, caput, citado acima. A 
filiação estará deferida com o atendimento das regras previstas no estatuto do 
partido. 
Questão 33 – FCC/TRE-CE – Técnico Judiciário – 2012 
João resolveu desligar-se do partido político ao qual estava filiado e fez 
comunicação escrita ao órgão de direção municipal e ao Juiz Eleitoral da 
Zona em que estava inscrito. O vínculo torna-se extinto, para todos os 
efeitos, quando 
a) lhe for comunicado o deferimento do desligamento pelo órgão municipal 
do partido. 
b) for publicado o deferimento do pedido pelo Juiz Eleitoral. 
c) for deferido o desligamento pelo órgão de direção municipal do partido. 
d) ocorrer o trânsito em julgado da decisão judicial que deferir o 
desligamento. 
e) se escoar o prazo de dois dias contados da data da entrega da 
comunicação. 
Comentários 
A questão exige o conhecimento do art. 21. 
Art. 21. Para desligar-se do partido, o filiado faz comunicação escrita ao órgão de direção 
municipal e ao Juiz Eleitoral da Zona em que for inscrito. 
Parágrafo único. Decorridos dois dias da data da entrega da comunicação, o vínculo 
torna-se extinto, para todos os efeitos. 
Dessa forma, pelo disposto acima, a alternativa E está correta e é o 
gabarito da questão. O vínculo do filiado com o partido torna-se extinto 
após comunicação por escrito e decorridos 02 dias da data da entrega de 
tal comunicação. 
Questão 34 – FCC/TRE-PE – Técnico Judiciário – 2011 
A filiação partidária NÃO 
a) pode ser cancelada por iniciativa do partido político. 
b) é requisito para concorrer a cargo eletivo, sendo permitida candidatura 
avulsa. 
c) pode ter seu prazo legal ampliado pelo estatuto do partido político. 
d) pode ter seu prazo alterado pelo estatuto do partido político no ano da 
eleição. 
 
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e) exige que o eleitor esteja em pleno gozo de seus direitos políticos. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. A desfiliação partidária pode ocorrer por 
iniciativa do partido em diversas situações, conforme mencionado em aula. 
A alternativa B está incorreta, pois para concorrer a mandato eletivo é 
obrigatória a filiação partidária. Não há que se falar em candidaturas 
avulsas no Direito Eleitoral brasileiro. 
A alternativa C está incorreta e é o gabarito da questão, pois o partido 
político terá ampla liberdade para determinar os prazos de filiação em seu 
estatuto. Deve, contudo, respeitar o mínimo de 6 meses estabelecido pela 
legislação eleitoral e não poderá promover alteração do prazo no ano 
eleitoral. 
A alternativa D está correta, tendo em vista o parágrafo único do art. 20, 
que veda alteração desse prazo no ano eleitoral. 
A alternativa E está incorreta, pois para se filiar a um partido político o 
cidadão precisa estar em pleno gozo de seus direitos políticos. 
Questão 35 – FCC/TRE-RR – 2015 – Técnico Judiciário – Área 
Administrativa 
Tercius era regularmente filiado ao partido político Alpha. Posteriormente, 
filiou-se aos partidos Beta, Gama e Delta, sem fazer qualquer comunicação 
ao partido Alpha e ao Juiz Eleitoral de sua respectiva Zona Eleitoral, para 
cancelar sua filiação. Após um ano, a multiplicidade de filiações foi detectada 
pela Justiça Eleitoral. Nesse caso, 
(A) todas as filiações serão válidas. 
(B) Tercius deverá ser intimado para optar por um dos partidos no prazo de 
15 dias, sob pena de cancelamento de todas as filiações. 
(C) todas as filiações partidáriasserão nulas para todos os efeitos. 
(D) prevalecerá a inscrição ao partido Alpha. 
(E) prevalecerá a inscrição ao partido Delta. 
Comentários 
A questão exige o conhecimento do art. 22, da Lei dos partidos Políticos, 
especificamente o trecho alterado em 2013 pela Lei nº 12.891. 
Art. 22. O cancelamento imediato da filiação partidária verifica-se nos casos de: 
I - morte; 
II - perda dos direitos políticos; 
III - expulsão; 
 
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IV - outras formas previstas no estatuto, com comunicação obrigatória ao atingido no prazo 
de quarenta e oito horas da decisão. 
V - filiação a outro partido, desde que a pessoa comunique o fato ao juiz da respectiva Zona 
Eleitoral. 
Parágrafo único. Havendo coexistência de filiações partidárias, prevalecerá a mais 
recente, devendo a Justiça Eleitoral determinar o cancelamento das demais. 
Assim, em caso de várias filiações partidárias será considerada válida a filiação 
mais recente e serão canceladas as demais. 
No caso esboçado no enunciado da questão, a última filiação parece ser ao partido 
Delta se observada a ordem posta na questão, todavia, essa ordem não foi 
mencionada expressamente. De todo modo, acredita-se que o último partido ao 
qual Tercius se filiou foi o partido Delta. 
Assim, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 36 – FCC/TRE-RR – Analista Judiciário – Área 
Judiciária - 2015 
A respeito da filiação partidária, é INCORRETO afirmar que: 
a) a expulsão do partido acarreta o imediato cancelamento da filiação 
partidária. 
b) a perda dos direitos políticos acarreta o imediato cancelamento da filiação 
partidária. 
c) os partidos políticos podem estabelecer, em seu estatuto, prazos de 
filiação partidária superiores aos previstos em lei, com vistas a candidatura 
a cargos eletivos. 
d) só pode filiar-se a partido político o eleitor que estiver no pleno gozo de 
seus direitos políticos. 
e) a relação dos nomes de todos os filiados, incluindo data de filiação, 
número dos títulos eleitorais e das seções em que estão inscritos é assunto 
interno do partido, não sendo necessária a respectiva remessa à Justiça 
Eleitoral. 
Comentários 
As alternativas A e B estão corretas, conforme art. 22, II e III, da LPP. 
Art. 22. O cancelamento imediato da filiação partidária verifica-se nos casos de: 
II - perda dos direitos políticos; 
III - expulsão; 
A alternativa C está correta. Os partidos podem estabelecer prazos maiores para 
o período mínimo de filiação, contudo, os prazos não podem ser alterados no ano 
das eleições. Vejamos o dispositivo da LPP. 
Art. 20. É facultado ao partido político estabelecer, em seu estatuto, prazos de filiação 
partidária superiores aos previstos nesta Lei, com vistas a candidatura a cargos eletivos. 
 
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Parágrafo único. Os prazos de filiação partidária, fixados no estatuto do partido, com vistas 
a candidatura a cargos eletivos, não podem ser alterados no ano da eleição. 
A alternativa D está correta, conforme art. 16, da LPP. 
Art. 16. Só pode filiar-se a partido o eleitor que estiver no pleno gozo de seus direitos 
políticos. 
A alternativa E está incorreta e é o gabarito da questão. 
Questão 37 – CESPE/PC-BA – Delegado de Polícia – 2013 
Em relação aos direitos e deveres fundamentais expressos na Constituição 
Federal de 1988 (CF), julgue os itens subsecutivos. 
Caso determinado deputado estadual perca seu mandato eletivo por 
infidelidade partidária, o deputado que assumir o mandato em seu lugar 
deve, necessariamente, ser do partido político pelo qual o primeiro tenha 
sido eleito. 
Comentários 
A assertiva está incorreta. A questão é uma grande 
pegadinha de prova. 
Como vimos em aula, o mandato é do partido político de modo que se o exercente 
do cargo for desfiliado por infidelidade, a vaga será preenchida pelo próprio 
partido. 
Há, contudo, uma possibilidade em que outro partido poderá preencher o cargo 
vago. Tal hipótese ocorre em coligações partidárias. Desse modo, é 
perfeitamente factível que outro partido coligado assuma a cadeira em razão do 
número de votos obtidos no certame eleitoral. 
Portanto, o termo “necessariamente” tornou a alternativa incorreta. 
Questão 38 – CESPE/TRE-MS – Técnico Judiciário – 2013 
Assinale a opção correta acerca da Lei n.º 9.096/1995, que dispõe sobre 
partidos. 
a) Para desligar-se de partido, o filiado deve encaminhar ao órgão de direção 
municipal seu pedido de desligamento, que, se negado, deverá ser apreciado 
pelo juiz eleitoral da zona em que for inscrito. 
b) A decisão partidária no sentido do deferimento do cancelamento da 
filiação é necessária para que o vínculo com o partido torna-se extinto para 
todos os efeitos. 
c) É proibida a filiação de um eleitor a um partido político antes de seu 
desligamento do outro partido ao qual era filiado. 
d) A organização e o funcionamento dos partidos são determinados por lei 
específica. 
e) Os órgãos de direção nacional de partidos políticos têm pleno acesso às 
informações de seus filiados constantes do cadastro eleitoral. 
 
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Comentários 
A alternativa A está incorreta. Não existe tal previsão na legislação eleitoral. 
Compete ao interessado tão somente informar o órgão municipal e à zona 
eleitoral o ato de desfiliação. 
 
Após a comunicação, o vínculo extingue-se no prazo de 2 dias. 
Art. 21. Para desligar-se do partido, o filiado faz comunicação escrita ao órgão de direção 
municipal e ao Juiz Eleitoral da Zona em que for inscrito. 
Parágrafo único. Decorridos dois dias da data da entrega da comunicação, o vínculo torna-
se extinto, para todos os efeitos. 
A alternativa B está incorreta, pois decorridos dois dias da entrega da 
comunicação para desfilar-se do partido, o vínculo torna-se automaticamente 
extinto. 
Art. 21. Para desligar-se do partido, o filiado faz comunicação escrita ao órgão de direção 
municipal e ao Juiz Eleitoral da Zona em que for inscrito. 
Parágrafo único. Decorridos dois dias da data da entrega da comunicação, o vínculo torna-
se extinto, para todos os efeitos. 
A alternativa C está incorreta, de acordo com o § único do art. 22 da Lei 
9.096/1995. A filiação a outro partido não é proibida, mas em havendo mais de 
uma filiação prevalecerá a mais recente 
Parágrafo único. Havendo coexistência de filiações partidárias, prevalecerá a mais recente, 
devendo a Justiça Eleitoral determinar o cancelamento das demais. 
A alternativa D está incorreta, pois os partidos políticos são livres para 
determinar sua organização. Vejamos o art. 14, da Lei 9.906/1995. 
Art. 14. Observadas as disposições constitucionais e as desta Lei, o partido é livre para fixar, 
em seu programa, seus objetivos políticos e para estabelecer, em seu estatuto, a sua 
estrutura interna, organização e funcionamento. 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. É o que dispõe o art. 19, 
§3º da Lei nº 9.096/1995: 
Art 19: § 3º Os órgãos de direção nacional dos partidos políticos terão pleno acesso às 
informações de seus filiados constantes do cadastro eleitoral. (Incluído pela Lei nº 12.034, 
de 2009) 
Questão 39 – CESPE/TRE-BA – Técnico Judiciário – 2010 
O DESFILIADO DEVERÁ 
COMUNICAR O
Órgão eleitoral de 
direção municipal 
respectivo; e
Juiz eleitoral da zona 
onde estiver inscrito.
 
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A respeito da filiação partidária e do registro de estatuto de partido político, 
julgue os itens a seguir. 
Os servidores de quaisquer órgãos da justiça eleitoral não podem pertencer 
a diretório de partido político ou exercer qualquer atividade partidária, sob 
pena de demissão. 
Comentários 
A assertiva está correta. Para responder à questão devemos estar cientes do 
texto do art. 366, do CE. 
Art. 366. Os funcionários de qualquer órgão da Justiça Eleitoral não poderão pertencer a 
diretório de partido político ou exercer qualquer atividade partidária, sob pena de demissão. 
Trouxemos essa questão aqui, pois ela foi cobrada como pertencente ao tema de 
partidos políticos, embora esteja prevista nas disposições gerais e transitórias do 
CE. 
Assim, não se esqueça... 
 
 
Questão 40 – CESPE/TRE-RJ – Analista Judiciário – 2012 
A respeito dos partidos políticos, julgue os itens seguintes. 
Na casa legislativa, o integrante de bancada partidária atua livremente, não 
estando subordinado às diretrizes estabelecidas em estatuto pelos órgãos de 
direção do partido político a que ele estiver filiado. 
Comentários 
A assertiva está incorreta. Ao contrário do que diz a questão, o integrante da 
bancada do partido deve subordinar sua ação às diretrizes estabelecidas pelos 
órgãos de direção dos partidos políticos. É o que dispõe o art. 24, da Lei 9.096/95. 
Art. 24. Na Casa Legislativa, o integrante da bancada de partido deve subordinar sua ação 
parlamentar aos princípios doutrinários e programáticos e às diretrizes estabelecidas pelos 
órgãos de direção partidários, na forma do estatuto. 
Essa questão envolve justamente o tema da fidelidade partidária. 
FUNCIONÁRIO DA 
JUSTIÇA ELEITORAL
Não podem pertencer a 
diretório de partido ou 
exercer atividade 
partidária, sob pena de 
demissão.
 
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É uma norma de caráter ordenador e moralizante, segundo ensina a doutrina de 
José Jairo Gomes. Nada mais correto que o detentor do cargo político seguir a 
ideologia do partido político ao qual filiou-se. 
Questão 41 – CESPE/TRE-ES – Técnico Judiciário – 2011 
Com relação aos partidos políticos, julgue os itens que se seguem. 
Um partido que venha a cancelar a filiação de alguém por hipótese diversa 
de morte, perda dos direitos políticos ou expulsão tem a obrigação de 
comunicar ao atingido o fato em até quarenta e oito horas da decisão. 
Comentários 
A assertiva está correta. Vejamos o que prescreve o art. 22, da Lei 9.0996/95. 
Art. 22. O cancelamento imediato da filiação partidária verifica-se nos casos de: 
I - morte; 
II - perda dos direitos políticos; 
III - expulsão; 
IV - outras formas previstas no estatuto, com comunicação obrigatória ao atingido no prazo 
de quarenta e oito horas da decisão. 
V - filiação a outro partido, desde que a pessoa comunique o fato ao juiz da respectiva Zona 
Eleitoral. 
A questão foi muito mal redigida pela banca. O fundamento foi retirado do art. 
22, I combinado com o prazo previsto no inc. IV. Infelizmente esse tipo de 
questão comum. 
Questão 42 – CESPE/TRE-BA – Analista Judiciário – 2010 –
adaptada 
Considerando as disposições constitucionais acerca de partidos políticos e o 
papel dessas instituições para o regime democrático nos termos da Lei dos 
Partidos e da legislação brasileira, conforme a interpreta a justiça eleitoral, 
julgue os seguintes itens. 
É vedada a mudança de partido, impondo-se a perda do mandato por 
configurar infidelidade partidária, ainda quando o mandatário pretenda 
fundar novo ente partidário. 
Comentários 
O gabarito original dessa questão era incorreto, pois fundamentado na Resolução 
TSE nº 22.610/2007. Contudo, com o art. 22-A da LPP, com redação dada pela 
FIDELIDADE PARTIDÁRIA
Dever estabelecido ao filiado, 
especialmente após eleitor, de 
observar o programa do partido 
político.
 
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Lei nº 13/165/2015 não consta do rol do parágrafo único como hipótese de justa 
causa a desfiliação para fundar novo partido. 
Vejamos: 
Art. 22-A. PERDERÁ o mandato o detentor de cargo eletivo que se desfiliar, sem 
justa causa, do partido pelo qual foi eleito. 
Parágrafo único. Consideram-se justa causa para a desfiliação partidária SOMENTE 
as seguintes hipóteses: 
I - mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; 
II - grave discriminação política pessoal; e 
III - mudança de partido efetuada durante o período de trinta dias que antecede o prazo de 
filiação exigido em lei para concorrer à eleição, majoritária ou proporcional, ao término do 
mandato vigente. 
Em face disso, está correta a assertiva, uma vez nos incisos do parágrafo único 
não consta a hipótese referida na assertiva 
Questão 43 – CESPE/TRE-BA – Analista Judiciário – 2010 –
adaptada 
Considerando as disposições constitucionais acerca de partidos políticos e o 
papel dessas instituições para o regime democrático nos termos da Lei dos 
Partidos e da legislação brasileira, conforme a interpreta a justiça eleitoral, 
julgue os seguintes itens. 
A perda de mandato por infidelidade partidária decorre de interpretação da 
justiça eleitoral, promovida pelo TSE, pois a Lei dos Partidos não é específica 
quanto a essa questão. 
Comentários 
A assertiva está incorreta. A época em que foi redigida está correta a assertiva, 
porque não havia delimitação legislativa de justa causa para a desfiliação 
partidária. 
Contudo, atualmente há o art. 22-A da LPP, que prevê: 
Art. 22-A. PERDERÁ o mandato o detentor de cargo eletivo que se desfiliar, sem 
justa causa, do partido pelo qual foi eleito. 
Parágrafo único. Consideram-se justa causa para a desfiliação partidária SOMENTE 
as seguintes hipóteses: 
I - mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; 
II - grave discriminação política pessoal; e 
III - mudança de partido efetuada durante o período de trinta dias que antecede o prazo de 
filiação exigido em lei para concorrer à eleição, majoritária ou proporcional, ao término do 
mandato vigente. 
Questão 44 – CESPE/TRE-BA – Analista Judiciário – 2010 
Acerca das regras concernentes à filiação partidária julgue os itens a seguir. 
 
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O cidadão que pretende concorrer a cargo eletivo poderá mudar de partido 
no ano em que pretende disputar o pleito, desde que ainda não tenha havido 
a convenção do partido com a finalidade de escolher seus respectivos 
candidatos. 
Comentários 
A assertiva está incorreta. O cidadão precisa estar filiado há pelo menos seis 
meses (a contar da data das eleições) para concorrer a mandato eletivo. 
O fundamento da questão não consta mais do art. 18 da LPP, que foi revogado. 
Mas no art. 9º da Lei das Eleições, que prevê: 
Art. 9o Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na 
respectiva circunscrição pelo prazo de, PELO MENOS, UM ANO antes do pleito, e 
estar com a filiação deferida pelo partido NO MÍNIMO SEIS MESES antes da data 
da eleição. 
Portanto... 
 
Questão 45 – CESPE/TRE-BA – Analista Judiciário – 2010 
Acerca das regras concernentes à filiação partidária julgue os itens a seguir. 
A lei limita o acesso dos órgãos de direção nacional dos partidos políticos 
quanto às informações de seus filiados constantes do cadastro eleitoral, 
como formade assegurar a privacidade dos eleitores e dos candidatos, ainda 
que em relação aos partidos que se encontram filiados. 
Comentários 
A assertiva está incorreta, pois os órgãos de direção nacional dos partidos 
possuem pleno acesso às informações de seus filiados, de acordo com o § 3º, 
do art. 19 da Lei 9.096/1995: 
§ 3o Os órgãos de direção nacional dos partidos políticos terão PLENO ACESSO às 
informações de seus filiados constantes do cadastro eleitoral. 
Questão 46 – CESPE/TRE-PI - Analista Judiciário – 
Administrativa - 2016 
Assinale a opção correta a respeito dos partidos políticos. 
a) A perda do mandato em razão de mudança de partido não se aplica aos 
candidatos eleitos pelo sistema majoritário, sob pena de violação da 
soberania popular e das escolhas feitas pelo eleitor. 
DOMICÍLIO ELEITORAL pelo menos 1 ano
FILIAÇÃO PARTIDÁRIA pelo menos 6 meses
 
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b) Constitui afronta ao princípio da autonomia partidária e da legalidade a 
exigência de que a agremiação partidária proceda à abertura de conta 
bancária se não houver qualquer arrecadação de recurso financeiro do fundo 
partidário. 
c) O TSE não possui competência para cancelar o registro civil do partido 
político, mas apenas para cancelar o registro do estatuto partidário. 
d) O partido político pode utilizar os recursos do fundo partidário para efetuar 
o pagamento de multas eleitorais. 
e) Devido a sua autonomia, as agremiações podem deixar de promover e 
difundir a participação política feminina em sua propaganda partidária. 
Comentários 
Vejamos cada uma das alternativas. 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. O CESPE deixou claro 
nessa questão que adota a posição do STF, segundo o qual a perda do cargo por 
infidelidade partidária não se aplica aos detentores de cargos políticos pelo pleito 
majoritário. 
Contudo, a nosso ver, a questão deveria ser mais clara, pois a edição da Lei 
13.165/2015 não foi objeto da ADI e, formalmente, é validade. Como ela não faz 
distinção entre cargos proporcionais ou majoritário, não podemos restringir a 
aplicação do texto legal. 
A alternativa B está incorreta, pois de acordo com o art. 22 da Lei 9.504/1997 
é obrigatório para o partido e para os candidatos abrir conta bancária específica 
para registrar todo o movimento financeiro da campanha. Desse modo, não há 
que se falar em afronta à autonomia partidária. 
A alternativa C está incorreta, pois de acordo com o art. 28 da Lei 9.096/1995 
o TSE, após o trânsito em julgado da decisão, determinará o cancelamento tanto 
o estatuto como o registro civil. 
A alternativa D está incorreta, pois o pagamento de multas eleições não está 
entre as hipóteses previstas no art. 44 da Lei 9.096/1995. 
De acordo com o referido dispositivo, os recursos do Fundo Partidário serão 
aplicados: 
 na manutenção das sedes e serviços do partido, permitido o pagamento de 
pessoal 
 na propaganda doutrinária e política; 
 no alistamento e campanhas eleitorais; 
 na criação e manutenção de instituto ou fundação de pesquisa e de 
doutrinação e educação política; 
 na criação e manutenção de programas de promoção e difusão da 
participação política das mulheres; 
 no pagamento de mensalidades, anuidades e congêneres devidos a 
organismos partidários internacionais que se destinem ao apoio à pesquisa, 
ao estudo e à doutrinação política; e 
 
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 no pagamento de despesas com alimentação, incluindo restaurantes e 
lanchonetes. 
Finalmente, a alternativa E está incorreta, pois de acordo com o art. 45 da Lei 
9.096/1995, a agremiações partidárias são obrigadas a promover e difundir a 
participação política feminina, como foi estabelecido pela Lei 13.165/2015. 
Questão 47 – CESPE/TRE-RS - Analista Judiciário – Judiciária 
- 2015 
Ao final do ano, a direção do partido X reuniu-se para planejar a utilização 
dos recursos do Fundo Partidário para o ano vindouro. A situação financeira 
desse partido encontrava-se bastante complicada, pois suas receitas eram 
insuficientes para honrar seus débitos. Para equilibrar a situação, diversas 
propostas foram apresentadas e discutidas na reunião. 
A propósito dessa situação hipotética, assinale a opção que apresenta uma 
correta proposta de solução, também hipotética, para o problema em 
questão, à luz da legislação vigente. 
a) Deslocar os 5% dos recursos do Fundo Partidário que a lei reserva para o 
estímulo e a promoção da participação política das mulheres para 
destinações mais urgentes, e aumentar esse percentual depois que a 
situação financeira do partido for estável. 
b) Solicitar à fundação de pesquisa do partido que se encarregue, com os 
recursos provenientes dos 20% do Fundo Partidário que o partido a ela 
repassa, de um projeto de capacitação política voltado para filiados e não 
filiados, previsto inicialmente para ser feito com recursos do partido. 
c) Destinar, para pagamento dos funcionários da direção nacional do partido, 
mais do que os 50% dos recursos do Fundo Partidário que a lei estipula como 
limite, apresentando justificação minuciosa por ocasião da prestação de 
contas. 
d) Repassar para a fundação de pesquisa do partido as despesas anuais com 
salários e aluguéis, com a promessa de reembolso posterior. 
e) Aumentar a previsão de receita, uma vez que está acordado o ingresso 
de alguns deputados no partido e, com o aumento da bancada, a receita do 
Fundo Partidário deve crescer. 
Comentários 
Confira cada uma das alternativas. 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o §5º do art. 44 da Lei 
9.096/1995, caso não haja destinação do mínimo de 5% voltado para a 
participação política das mulheres, o partido deverá transferir o saldo para conta 
específica, vedada a aplicação de finalidade diversa, ainda que urgente. 
Se isso não for cumprido, sofrerá penalidade consistente no dever de aplicar 
12,5% a mais para a referida promoção. 
 
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A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. De acordo com o art. 44, 
IV, combinado com o §6º, da Lei 9.096/1995, parte dos recursos do Fundo 
Partidário devem ser destinados à criação e manutenção de instituto ou fundação 
de pesquisa e de doutrinação e educação política, equivalente a, pelo menos, 
20% do total recebido. Se todo esse montante não for aplicado ao longo do ano, 
a sobra poderá ser revertida para outras atividades partidárias. 
A alternativa C está incorreta, pois de acordo com a Lei 9.096/1995, o máximo 
que poderá ser destinado para pagamento de funcionários do órgão de direção 
nacional do partido é de 50%, conforme estabelece o art. 44, I, a, da Lei 
9.096/1995. 
Finalmente, quanto às alternativas D e E não há norma semelhante na 
legislação eleitoral, de modo que são totalmente incabíveis. 
Questão 49 – CESPE/TRE-MT - Analista Judiciário – Judiciária 
- 2015 
Assinale a opção correta de acordo com a legislação que rege os partidos 
políticos. 
a) As prestações de contas do partido e as despesas de campanha eleitoral 
devem ser fiscalizadas pela justiça eleitoral, que promoverá a análise das 
atividades político-partidárias e exigirá obrigatoriedade de constituição de 
comitês eleitorais e a caracterização de responsabilidade dos dirigentes do 
partido e dos comitês. 
b) Se um cidadão se eleger a um cargo eletivo e quiser sair do partido que 
o elegeu para se filiar a outro, deverá demonstrar justa causa para a suasaída, sendo causas válidas a criação de novos partidos e a incorporação e 
fusão de partidos políticos. 
c) É facultada aos órgãos partidários municipais a prestação de contas caso 
não tenham movimentado recursos financeiros no exercício anterior; 
contudo, caso o partido tenha movimentado recursos e não tenha prestado 
contas à justiça eleitoral, ficará impedido de concorrer às eleições seguintes. 
d) Caso as contas do diretório nacional de um partido político sejam 
reprovadas, o TSE deverá multar solidariamente os demais órgãos de 
direção, para tornar inadimplentes os seus responsáveis partidários. 
e) Os recursos do Fundo Partidário devem ser aplicados, por exemplo, nas 
campanhas eleitorais e no pagamento de mensalidades, anuidades e 
congêneres devidos a organismos partidários internacionais que se destinem 
ao apoio à pesquisa, ao estudo e à doutrinação política, aos quais seja o 
partido político regularmente filiado. 
Comentários 
Vejamos cada uma das alternativas 
A alternativa A está incorreta. A prestação de contas dos partidos e as despesas 
de campanha eleitoral devem ser fiscalizadas pela Justiça Eleitoral conforme 
 
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estabelece o art. 34 da Lei 9.096/1995. No que diz respeito, contudo, à 
constituição de comitês, a Lei 13.165/2015 retirou a obrigatoriedade de 
constituição de comitês, de modo que está incorreta a alternativa. 
A alternativa B foi considerada incorreta, pois a saída do partido para a criação 
de novo partido político ou para que seja incorporado ou fundido a outro partido 
não constitui uma das hipóteses excepcionais de justa causa previstas no art. 22-
A da Lei 9.096/1995. 
A alternativa C também está incorreta. A alternativa inicia de forma correta, 
naõ é obrigatória a prestação de contas dos órgãos municipais que não tenham 
movimentado recursos financeiro ou arrecadado bens estimáveis em dinheiro 
pela redação do art. 34, §4º, da Lei 9.096/1995. 
Contudo, a desaprovação das contas do partido não enseja sanção que o impeça 
de concorrer às eleições, em razão do que consta expressamente do art. 32, §5º, 
da Lei 9.096/1995. 
Está incorreta a alternativa D. O art. 37, §2º, da Lei 9.096/1995 prevê a 
responsabilidade exclusiva da esfera partidária pelas contas desaprovadas. Não 
há que se falar, portanto, em responsabilidade solidária. 
Finalmente, está correta a alternativa E, gabarito da questão, com fundamento 
no art. 44, IV, da Lei dos Partidos Políticos, na medida em que os recursos 
oriundos do Fundo Partidário podem ser aplicados “no pagamento de 
mensalidades, anuidades e congêneres devidos a organismos partidários 
internacionais que se destinem ao apoio à pesquisa, ao estudo e à doutrinação 
política, aos quais seja o partido político regularmente filiado”. 
Questão 50 – IESES/TRE-MA – Analista Administrativo – 2015 
– questão adaptada 
Em relação a filiação partidária assinale a alternativa correta: 
a) Havendo coexistência de filiações partidárias, prevalecerá a mais recente, 
devendo a Justiça Eleitoral determinar o cancelamento das demais. 
b) Para desligar-se do partido, o filiado faz comunicação escrita ao órgão de 
direção estadual e ao Juiz Eleitoral da Zona em que for inscrito. 
c) O cancelamento imediato da filiação partidária verifica-se nos casos de 
suspensão dos direitos políticos. 
d) Para concorrer a cargo eletivo, o eleitor deverá estar filiado ao respectivo 
partido pelo menos um meses antes da data fixada para as eleições, 
majoritárias ou proporcionais. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, pois é exatamente o que 
prevê o parágrafo único do art. 22, da LPP. 
Parágrafo único. Havendo coexistência de filiações partidárias, prevalecerá a mais 
recente, devendo a Justiça Eleitoral determinar o cancelamento das demais. 
 
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A alternativa B está incorreta. A comunicação de desfiliação é feita ao órgão de 
direção municipal e não estadual. 
Art. 21. Para desligar-se do partido, o filiado faz comunicação escrita ao órgão de direção 
municipal e ao Juiz Eleitoral da Zona em que for inscrito. 
A alternativa C está incorreta. O cancelamento na filiação ocorre imediatamente 
apenas nos casos de perda dos direitos políticos. 
A alternativa D está incorreta. A filiação mínima é de seis meses, com 
fundamento no art. 9º da Lei da Eleições, haja vista a revogação expressa do art. 
18 da LPP. 
Questão 51 – IESES/TRE-MA – Técnico Administrativo – 2015 
Mévio, cidadão em pleno gozo de seus direitos políticos, filiou-se a 
determinado partido político no dia 15/03/2016, com a pretensão de 
concorrer a cargo de vereador nas próximas eleições municipais, que 
ocorrerão no dia 15/10/2016. Diante disso, Mévio: 
a) Poderá concorrer, visto que está no pleno gozo dos direitos políticos e se 
filiou ao partido pelo menos seis meses antes da data fixada para as eleições. 
b) Poderá concorrer, visto que está no pleno gozo dos direitos políticos e se 
filiou ao partido pelo menos noventa dias antes da data fixada para as 
eleições. 
c) Não poderá concorrer, pois apesar de estar no pleno gozo dos direitos 
políticos, não se filiou ao partido com a antecedência mínima de dois anos 
da data fixada para as eleições. 
d) Poderá concorrer, visto que está no pleno gozo dos direitos políticos e se 
filiou ao partido pelo menos um mês antes da data fixada para as eleições. 
Comentários 
A questão exige o conhecimento do art. 9º da Lei das Eleições, com redação dada 
pela Lei nº 13.165/2015. 
Quanto às condições de elegibilidade, lembre-se: 
 
Assim, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 52 – Inédita - 2015 
Recente alteração na Lei dos Partidos Políticos, promovida pela Lei nº 
13.165/2005, passou a prever hipóteses que justificam a desfiliação do 
DOMICÍLIO ELEITORAL pelo menos 1 ano
FILIAÇÃO PARTIDÁRIA pelo menos 6 meses
 
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detentor de mandado político eletivo sem a perda do cargo. Entre as 
hipóteses expressamente previstas, não justifica a desfiliação, implicando, 
portanto, na perda do cargo ocupado: 
a) a desfiliação em face de mudança substancial do programa do partido 
político. 
b) a desfiliação em razão da alteração do programa e do estatuto partidários. 
c) a desfiliação em razão de grave discriminação política pessoal. 
d) a desfiliação em face de desvio reiterado do programa partidário. 
e) a desfiliação para mudar de partido político, quando efetuada durante o 
período de 30 dias antes do prazo de seis meses, exigidos para a filiação, 
para concorrer às eleições majoritárias ou proporcionais, ao término do 
mandato vigente. 
Comentários 
A presente questão é importantíssima, pois envolve o art. 22-A, da LPP, com 
redação dada pela Lei nº 13.165/2015. 
Vejamos: 
Art. 22-A. Perderá o mandato o detentor de cargo eletivo que se desfiliar, sem justa causa, 
do partido pelo qual foi eleito. 
Parágrafo único. Consideram-se justa causa para a desfiliação partidária somente as 
seguintes hipóteses: 
I - mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; 
II - grave discriminação política pessoal; e 
III - mudança de partido efetuada durante o período de trinta dias que antecede o prazo de 
filiação exigido em lei para concorrer à eleição, majoritária ou proporcional, ao término do 
mandato vigente. 
Da leitura dos incisos acima, notamos que a alternativa B é a que não constaprestação de 
contas
funcionamento 
parlamentar
É VEDADO AOS PARTIDOS 
POLÍTICOS
Adotar organização militar ou 
paramilitar.
Ministrar instrução militar ou 
paramilitar.
Adotar uniforme para seus 
membros.
 
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Para facilitar nossa memorização, vocês sabem o que significa a 
expressão paramilitar? 
É a organização que “imita a estrutura e a disciplina do exército, sem dele fazer 
parte”5. 
 
 
Vimos, assim, as principais regras relativas à liberdade e autonomia partidárias. 
4 - Natureza jurídica 
Os partidos políticos são pessoas jurídicas de direito privado, conforme art. 
44, do Código Civil: 
Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado: (...) 
V – os partidos políticos. (...) 
§ 3º Os partidos políticos serão organizados e funcionarão conforme o disposto em lei 
específica. (...) 
Cuidem, os partidos políticos não são pessoas jurídicas de direito público. 
Segundo Rodrigo Martiniano Ayres Lins6: 
Não é o fato de o partido político receber recursos públicos (por meio do fundo partidário), 
ou mesmo ser essencial para o acesso eletivo ao “poder estatal” que os enquadra como de 
personalidade jurídica pública. 
De acordo com o que ensina a doutrina, os partidos políticos devem registrar o 
documento inicial de constituição – estatuto – no Serviço de Registro Civil de 
Pessoas Jurídicas da Capital Federal. 
Assim... 
 
 
Para aprofundarmos um pouco, vejamos duas consequências relevantes que 
decorrem da natureza de pessoas jurídicas de direito privado. 
 
5 "paramilitar", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, 
http://www.priberam.pt/dlpo/paramilitar, acesso em 04.01.2015. 
6 LINS, Rodrigo Martiniano Ayres. Direito Eleitoral Descomplicado, 2ª edição, Rio de Janeiro: 
Editora Ferreira, 2014. 
A liberdade e autonomia partidárias tem 
por finalidade evitar qualquer forma de 
controle ideológico ou intervenção 
arbitrária do Estado sobre a organização 
dos partidos políticos.
PARTIDO 
POLÍTICO
Pessoa Jurídica de Direito 
Privado
 
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 O mandado de segurança, ação constitucional que visa a tutelar direito 
líquido e certo contra ato de autoridade pública, ou agente de pessoa jurídica no 
exercício de funções do Poder Público, não era utilizado contra atos 
praticados pelos partidos políticos, justamente por se tratar de pessoa 
privada. 
Entretanto, a Lei nº 12.016/2009 (Lei do Mandado de Segurança) estabeleceu 
que é possível a utilização do mandado de segurança contra 
representantes ou órgãos de partidos políticos. 
§ 1o Equiparam-se às autoridades, para os efeitos desta Lei, os representantes ou órgãos 
de partidos políticos e os administradores de entidades autárquicas, bem como os 
dirigentes de pessoas jurídicas ou as pessoas naturais no exercício de atribuições do poder 
público, somente no que disser respeito a essas atribuições. 
Logo: 
 
 Por se tratar de pessoa de direito privado, eventuais lides judiciais 
tramitarão, em regra, pela Justiça Comum. O deslocamento para a Justiça 
Eleitoral somente ocorrerá quando a controvérsia provocar relevante influência 
nas eleições. 
Logo: 
 
5 - Criação e registro 
No que diz respeito à criação e ao registro dos partidos políticos, devemos iniciar 
o estudo com o art. 17, §2º, da CF. Para constituir uma pessoa jurídica, segundo 
nosso ordenamento jurídico, é necessário o registro dos atos constitutivos. No 
caso dos partidos políticos, o estatuto é o ato constitutivo que deve ser registrado 
em Brasília, no Serviço de Registro Civil de Pessoas Jurídicas da Capital Federal. 
Vejamos o que dispõe o art. 17, §2º, retromencionado: 
§ 2º - Os partidos políticos, após adquirirem personalidade jurídica, na forma da lei 
civil, registrarão seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral. 
Notem que o texto constitucional impõe duplo dever, em ordem! 
Cabe mandado de segurança contra ato praticado por 
representante ou órgão de partido político, não em razão da 
autoridade, mas por expressa previsão na Lei do Mandado de 
Segurança.
O fato de o partido político litigar num dos polos da 
relação jurídica processual, por si só, não terá o condão 
de deslocar a competência para a Justiça Eleitoral.
 
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Assim, lembrem-se, o partido político possui personalidade jurídica antes mesmo 
do registro no TSE. Aliás, sem a personificação não é possível a inscrição eleitoral. 
Por isso, para a criação e o registro do partido deve ser observada a ordem acima. 
No mesmo sentido está o art. 7º, caput, da LPP: 
Art. 7º O partido político, após adquirir personalidade jurídica na forma da lei civil, registra 
seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral. 
O registro no TSE depende da comprovação do caráter nacional do partido 
político, que vamos analisar adiante. Por ora, registre... 
 
 
Cumpre mencionar, ainda, que eventuais alterações estatutárias também devem 
ser encaminhadas para registro ao Tribunal Superior Eleitoral, após a averbação 
no registro civil. 
5.1 - Caráter Nacional 
Após a constituição civil, o partido deverá proceder ao registro perante o TSE. 
Esse registro no TSE deve observar uma série de requisitos, o primeiro deles e 
mais importante é o apoiamento mínimo. 
Segundo a LPP, deve-se provar o apoiamento mínimo, nos termos do art. 7º, 
§1º. Esse apoiamento tem por finalidade afastar a criação de agremiações 
com caráter regional ou local. 
§ 1º Só é admitido o registro do estatuto de partido político que tenha caráter nacional, 
considerando-se como tal aquele que comprove, no período de dois anos, o apoiamento 
de eleitores não filiados a partido político, correspondente a, pelo menos, 0,5% (cinco 
décimos por cento) dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos 
Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, distribuídos por um terço, 
ou mais, dos Estados, com um mínimo de 0,1% (um décimo por cento) do 
eleitorado que haja votado em cada um deles. 
1º •constituição civil enquanto 
pessoa jurídica
2º •registro do estatuto no TSE
REGISTRO CIVIL
Confere existência jurídica ao 
partido político.
REGISTRO NO TSE
Confere validade eleitoral ao 
partido político.
 
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O dispositivo acima sofreu uma pequena alteração em face da Lei nº 
13.165/2015, que definiu um lapso de tempo para demonstração do 
apoiamento mínimo. 
Antes da Reforma Eleitoral, se o partido demorasse cinco, ou 10 anos, para reunir 
o número necessário de assinaturas, não haveria irregularidade. Agora, AS 
ASSINATURAS DEVERÃO SER REUNIDAS NO PRAZO DE DOIS ANOS. 
Além disso, é fundamental para a nossa prova compreender o cálculo do 
apoiamento mínimo para fins de comprovação do caráter nacional do partido 
político. 
1º) Deve-se obter a assinatura com a indicação do título eleitoral de ao 
menos, 0,5% do número de votos computados para a última eleição para 
a Câmara dos Deputados. 
Muita atenção, o número de votos a ser considerado é o conferido para as 
eleições à Câmara dos Deputados (cargo de Deputado Federal). 
Além disso, NÃO são levados em consideração os votos nulos e brancos. 
2º) As assinaturas acima devem ser registradas em pelo menos 1/3 dos 
Estados-membroscomo hipótese de justa causa para a desfiliação e, portanto, é o gabarito da 
questão. 
Dada a importância do assunto para a prova, lembre-se: 
 
Questão 53 – Inédita – 2015 
No que diz respeito à filiação partidária, assina o item seguinte. 
•mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário
•grave discriminação política pessoal
•mudança de partido no período de 30 dias antes do prazo de filiação (que é de 6 
meses), para concorrer à eleição, majoritária ou proporcional, ao término do 
mandato vigente
CONSIDERAM-SE JUSTA CAUSA PARA A DESFILIAÇÃO 
PARTIDÁRIA 
 
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A falta do nome do filiado ao partido na lista por este encaminhada à Justiça 
Eleitoral, nos termos da legislação eleitoral, pode ser suprida por outros 
elementos de prova de oportuna filiação. 
Comentários 
A assertiva está correta, posto que reproduz a Súmula TSE nº 20/2000: 
Sumula TSE nº 20/200: 
A falta do nome do filiado ao partido na lista por este encaminhada à Justiça Eleitoral, nos 
termos do art. 19 da Lei nº 9.096, de 19.9.1995, pode ser suprida por outros elementos de 
prova de oportuna filiação. 
Questão 54 – Inédita – 2015 
Sobre a alteração promovida na Lei dos Partidos Políticos pela Lei nº 
13.165/2005, julgue a assertiva subsecutiva. 
Perderá o mandato o detentor de cargo eletivo que se desfiliar, sem justa 
causa, do partido pelo qual foi eleito 
Comentários 
Está correta a assertiva, que reproduz a literalidade do caput do art. 22-A, da 
LPP. 
Art. 22-A. Perderá o mandato o detentor de cargo eletivo que se desfiliar, sem justa causa, 
do partido pelo qual foi eleito. (Incluído pela Lei nº 13.165, de 2015) 
Questão 55 – Inédita – 2015 
Sobre a alteração promovida na Lei dos Partidos Políticos pela Lei nº 
13.165/2005, julgue a assertiva subsecutiva. 
Gilberto Luiz é deputado federal e está filiado ao Partido A. Após análise da 
estrutura do partido político ao qual está filiado e devido aprovação do novo 
estatuto deseja concorrer às próximas eleições pelo Partido B. Nesse caso, 
se, em qualquer hipótese, promover a desfiliação do Partido A perderá o 
cargo político-eletivo que ocupa, por se tratar de desfiliação imotivada. 
Comentários 
A assertiva está incorreta. Uma das hipóteses de justa causa para a desfiliação 
é a pretensão de concorrer às eleições em partido diferente do qual fora eleito. 
Nesse caso, prevê o art. 22-A, parágrafo único, da LPP, que a mudança de partido 
efetuada durante o período de 30 dias antes do prazo para filiação exigido em lei 
para concorrer à eleição, majoritária ou proporcional, ao término do mandato 
vigente, constitui justa causa para desfiliação, sem perda do mandato originário. 
Questão 56 – Inédita – 2015 
Sobre a alteração promovida na Lei dos Partidos Políticos pela Lei nº 
13.165/2005, julgue a assertiva subsecutiva. 
 
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Pâmela é vereadora em Ampére/PR pelo Partido A e vem sofrendo grave 
discriminação política pessoal em razão da conduta severa no trato das 
situações de corrupção enfrentadas pelo município. Em razão disso, decide 
desfiliar-se do Partido A. Nesse caso, não haverá perda do mandato político-
eletivo ocupado. 
Comentários 
Está correta a assertiva. Quanto ao art. 22-A, parágrafo único, da LPP, lembre-
se: 
 
 
Se você teve dificuldades nas questões 30 a 56 acima retome o estudo do 
capítulo 8 e 9 desta aula. 
11 - Resumo da Aula 
Para finalizar o estudo da matéria, trazemos um resumo dos 
principais aspectos estudados ao longo da aula. Nossa 
sugestão é a de que esse resumo seja estudado sempre 
previamente ao início da aula seguinte, como forma de 
“refrescar” a memória. Além disso, segundo a organização 
de estudos de vocês, a cada ciclo de estudos é fundamental 
retomar esses resumos. Caso encontrem dificuldade em 
compreender alguma informação, não deixem de retornar à 
aula. 
Noções Introdutórias 
 HISTÓRICO 
 Brasil: surgimento do Partido Liberal em 1831 e do Partido Conservador em 
1889. 
 realidade da organização partidária no Brasil: instabilidade 
 diversos sistemas eleitorais 
 extinção e formação de novos partidos 
 conjuntura política, marcada por revoluções e golpes políticos. 
•mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário
•grave discriminação política pessoal
•mudança de partido no período de 30 dias antes do prazo de filiação (que é de 
6 meses), para concorrer à eleição, majoritária ou proporcional, ao término do 
mandato vigente
CONSIDERAM-SE JUSTA CAUSA PARA A DESFILIAÇÃO 
PARTIDÁRIA 
 
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 CONCEITUAÇÃO 
 
 livre associação de pessoas. 
 organização estável. 
 alcançar e manter o poder político-estatal (finalidade). 
 confere autenticidade ao sistema representativo, ao regular 
funcionamento do governo, às instituições políticas e à 
implementação dos direitos fundamentais. 
 CARACTERÍSTICAS E FUNÇÃO DOS PARTIDOS POLÍTICOS 
 características: 
 Constitui uma organização de pessoas em torno de interesses e princípios 
comuns. 
 Objetivam acessar o poder político, notadamente, por intermédio do 
voto. 
 Constituem-se com propósito perene, ou seja, para durar ao longo dos 
anos. 
 Não se confundem com facções, clubes, grupos etc., em razão da 
estabilidade, estrutura e organização. 
 função: 
FUNÇÃO NO 
GOVERNO 
Os partidos políticos organizam a ação governamental 
(influência na elaboração de leis e adoção de políticas públicas). 
FUNÇÃO COMO 
ORGANIZAÇÃO 
Os partidos políticos organizam cidadãos, candidatos e políticos 
com o objetivo de lograrem êxito no pleito eleitoral. 
FUNÇÃO NO 
ELEITORADO 
Os partidos políticos constituem instrumento para auxiliar os 
eleitores no momento do voto (apresentação de ideias e valores). 
 DESTINAÇÃO (art. 1º, LPP) 
 
Os partidos políticos são agrupamento de pessoas que 
possuem pontos de vista semelhantes que, reunidos, 
procuram chegar e manter o poder político, por 
intermédio de cargos políticos.
OS PARTIDOS 
POLÍTICOS 
DESTINAM-SE
a assegurar a autencidadade do 
sistema representativo.
a defender os direitos 
fundamentais.
 
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 LIBERDADE E AUTONOMIA PARTIDÁRIAS (art. 17, §1º, da CF; e art. 2º e 
3º da LPP): 
 autonomia para definir sua estrutura interna, organização e funcionamento 
e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações 
eleitorais. 
 liberdade e autonomia para criação, fusão, incorporação e extinção de 
partidos políticos. 
 A liberdade e autonomia partidária não é absoluta. 
 
 vedações (art. 17, §4º, da CF e art. 6º da LPP) 
 
 NATUREZA JURÍDICA (art. 44, V, do CC) 
 
OS PARTIDOS POLÍTICOS DEVEM 
RESGUARDAR A
soberania nacional
regime 
democrático
pluripartidarismo
direitos 
fundamentais da 
pessoa humana
OS PARTIDOS POLÍTICOS DEVEM 
OBSERVAR OS SEGUINTES PRECEITOS
caráter nacional
proibição de 
recursos e 
subordinação 
estrangeira
prestação de 
contas
funcionamento 
parlamentar
É VEDADO AOS PARTIDOS POLÍTICOS
Adotar organização militar ou paramilitar.
Ministrar instrução militar ou paramilitar.
Adotar uniforme para seus membros.
PARTIDO 
POLÍTICO
Pessoa Jurídica de 
Direito Privado
 
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 É possível a utilização do mandado de segurança contra 
representantes ou órgãos de partidos políticos (art. 1º, §1º, da Lei nº 
12.016/2009) 
 Eventuais lides judiciais tramitarão, em regra, pela Justiça Comum. 
Criação e Registro 
 CRIAÇÃO E REGISTRO (art. 17, §2º, da CF; e art. 7º, caput, da LPP) 
 
 
 CARÁTER NACIONAL: Após a constituição civil, o partido deverá proceder ao 
registro perante o TSE, momento em que deverá demonstrar o apoiamento 
mínimo. 
 finalidade: afastar a criação de agremiações com caráter regional ou 
local. 
 requisitos: 
1º) prova do apoiamento no prazo de dois anos. 
2º) Deve-se obter a assinatura com a indicação do título eleitoral de ao 
menos 0,5% do número de votos computados para a última eleição para a 
Câmara dos Deputados. NÃO são levados em consideração os votos nulos 
e brancos. 
3º) As assinaturas acima devem ser registradas em pelo menos 1/3 dos 
Estados-membros brasileiros. 
4º) Cada um desses Estados deverá computar, pelo menos 0,1% do 
eleitorado. 
 CONSEQUÊNCIA DO REGISTRO (após o registro civil e eleitoral) 
1º •constituição civil enquanto 
pessoa jurídica
2º •registro do estatuto no TSE
REGISTRO CIVIL
Confere existência jurídica ao 
partido político.
REGISTRO NO TSE
Confere validade eleitoral ao 
partido político.
 
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 PROCEDIMENTO DE REGISTRO 
REGISTRO CIVIL 
 inscrição civil: 
 
 documentos inscrição civil 
 
 procedimento civil de criação do partido 
C
O
N
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G
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L
A
R
 (
C
IV
IL
 +
 
T
S
E
)
Possibilidade de participação no processo eleitoral
Recebimento de recursos do Fundo Partidário
Acesso gratuito ao rádio e à televisão 
(propaganda político-partidária)
Exclusividade de denominação, de sigla e de 
símbolos
REQUERIMENTO DE 
INSCRIÇÃO CIVIL
Subscrição por, pelo 
menos, 101 
fundadores.
Distribuídos por 1/3 
dos Estados-
membros.
Nome e função dos 
dirigentes 
provisórios.
Endereço da sede 
do partido em 
Brasília.
DOCUMENTOS QUE 
DEVEM ACOMPANHAR O 
REQUERIMENTO
Cópia da ata de fundação
Exemplares do DOU que 
publicou o programa e o 
estatuto.
Relação de fundadores, 
com:
nome completo
naturalidade
nº do título eleitoral, 
indicando a Zona, Seção, 
Municípo e Estado
profissão
endereço da residência
 
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 documentos a serem apresentados no TSE 
 
REGISTRO PERANTE O TSE 
 prova do apoiamento pelo cidadão depende: 
 
 Para cada lista apresentada, o chefe de cartório eleitoral fornecerá um recibo, 
devendo lavrar atestado das assinaturas no prazo de 15 dias. 
 linha do tempo do procedimento de registro perante o TSE 
Fundação
•Ata
•Designação de 
dirigentes e de 
órgãos 
provisórios
Registro Civil
•Aquisição da 
personalidade 
civil
Apoiamento 
Mínimo
Constituição 
de dirigentes 
e de órgãos 
definitivos.
Registro no 
TSE
DOCUMENTOS A 
SEREM 
APRESENTADOS NO 
TSE
Cópia autentivada do 
inteiro teor do programa 
e do estatuto inscritos 
no Registro Civil.
Certidão do Registro 
Civil.
Certidões dos Cartórios 
Eleitorais comprovando o 
apoiamento mínimo.
PROVA DO 
APOAMENTO
assinatura; indicação do título 
eleitoral; e
certidão atestante da 
autenticidade pelo chefe 
de cartório eleitoral.
 
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 As alterações programáticas ou estatutárias do partido político já constituído 
deverão ser arquivadas primeiramente no Registro Civil e, 
posteriormente, encaminhadas ao TSE. 
 registro de órgãos partidários: 
 TSE: órgãos nacionais de partido político; 
 TRE: órgãos regionais e municipais de partidos políticos. 
 credenciamento de delegados: 
 
Funcionamento Parlamentar 
 FUNCIONAMENTO PARLAMENTAR 
 conceito 
Protocolado o 
pedido no TSE
Após 48 é 
distribuído a um 
relator
vista à 
Procuradoria-Geral 
Eleitoral para 
parecer no prazo de 
10 dias
10 dias para 
eventuais 
diligências
deferimento do 
registro em 30 dias
PODERÃO SER 
CREDENCIADOS 
DELEGADOS DE 
PARTIDO PERANTE
Juízes Eleitorais
representam o 
partido perante o 
Juiz Eleitoral da 
respectiva 
circunscrição
TRE
representam o 
partido perante o 
TRE do estado e 
os seus juízes 
eleitorais
TSE
representam o 
partido perante 
quaisquer 
tribunais ou 
juízes eleitorais
 
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 constitucionalidade do funcionamento parlamentar: 
 
 inconstitucionalidade da cláusula de barreira: a exigência de apoio mínimo 
de 5% para cada eleição para a Câmara dos Deputados, sem considerar votos 
brancos e nulos, denominada de cláusula de barreira é inconstitucional. 
 
Programa e Estatuto 
 PROGRAMA E ESTATUTO 
 conceitos: 
 
 Os filiados de um partido político têm iguais direitos e deveres. É vedado 
estabelecer critérios diferenciados entre pessoas nas mesmas condições, 
sob pena de violação ao princípio da igualdade! 
 normas que devem constar do estatuto: 
O funcionamento parlamentar refere-se à organização do partido político que, dentro 
das Casas Legislativas, formará uma bancada, com a constituição de lideranças, 
para a defesa dos ideais do partido político. 
O funcionamento parlamentar, entendido como a constituição por 
intermédio de bancada e de lideranças nas respectivas Casas 
Legislativas é constitucional e não ofende o princípio da 
autonomia parlamentar.
É inconstitucional, por violação ao princípio do pluripartidarismo a exigência 
da cláusula de barreira para ter direito ao funcionamento parlamentar.É 
inconstitucional, por violação ao princípio do pluripartidarismo a exigência da 
cláusula de barreira para ter direito ao funcionamento parlamentar.
PROGRAMA objetivos políticos
ESTATUTO estrutura interna organização funcionamento
 
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Filiação e Desfiliação partidárias 
 FILIAÇÃO 
 A filiação partidária é condição de elegibilidade. Para o sujeito se filiar ao 
partido político, deverá estar com o pleno gozo dos direitos políticos e atender às 
regras previstas no estatuto. 
 O TSE tem entendido que embora inelegível, é possível que o eleitor 
filie-se. 
 TEMPO MÍNIMO DE FILIAÇÃO PARTIDÁRIA FOI REDUZIDO DE UM ANO 
PARA SEIS MESES. 
 O estatuto do partido poderá estabelecer um tempo superior de filiação 
para que o filiado se lance candidato, o que não pode é fixar um prazo 
menor de seis meses. 
 COMUNICAÇÃO DA DES/FILIAÇÃO PARTIDÁRIA 
 QUANTO À INCLUSÃO DO NOME NA LISTA 
 
 QUANTO À RETIRADA DA NOME DO CADASTRO EM RAZÃO DA DESFILIAÇÃO 
•nome, denominação abreviada e estabelecimento da sede na Capital Federal
•filiação e desligamento de seus membros
•direitos e deveres dos filiados
•modo como se organiza e administra
•fidelidade e disciplina partidárias
•condições e forma de escolha de seus candidatos
•finanças e contabilidade
•critérios de distribuição dos recursos do Fundo Partidário 
•procedimentode reforma do programa e do estatuto
NORMAS QUE DEVEM CONSTAR DO ESTATUTO
APÓS A FILIAÇÃO SEGUNDO 
NORMATIVA INTERNA DO 
PARTIDO
O partido político informa a condição 
de filiado na segunda semana dos 
meses de abril e outubro.
Em caso de inércia do partido 
político, o interessado comparece e 
informa a condição à Justiça 
Eleitoral.
 
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 Quando houver coexistência de filiações partidárias, prevalecerá a mais 
recente, cancelando-se as demais. 
 completa extinção do vínculo 
 
Fidelidade Partidária 
 FIDELIDADE E DISCIPLINA PARTIDÁRIAS 
 Conceito de fidelidade partidária 
 
 Disciplina partidária 
DESFILIAÇÃO
O partido político informa a 
condição de desfiliado na 
segunda semana dos meses 
de abril e outubro.
Em caso de inércia do 
partido político, o 
interessado comparece e 
informa a condição à Justiça 
Eleitoral.
Ocorrerá de forma 
automática em caso de:
morte
perda dos direitos 
políticos
expulsão
formas previstas no 
estatuto
EXTINÇÃO DO 
VÍNCULO COM O 
PARTIDO POLÍTICO
comunicação ao Juiz 
Eleitoral do domicílio e à 
direção municipal do 
partido político
decurso de dois 
dias após a 
comunicação
FIDELIDADE PARTIDÁRIA
Dever estabelecido ao filiado, 
especialmente após eleito, de observar o 
programa do partido político.
 
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 Desfiliação Imotivada 
A perda do mandato em razão da mudança de partido se aplica aos 
candidatos eleitos pelo sistema majoritário (Presidente, Senador, 
Governador e Prefeito) e também ao proporcional (Deputados Federais, 
Deputados Estaduais e Vereadores). 
 
 OBSERVAÇÃO 1: a incorporação ou fusão de partido político deixa de 
ser hipótese que justificava a desfiliação. 
 OBSERVAÇÃO 2: a criação de partido político também deixa de ser 
hipótese que justifica a desfiliação. 
 OBSERVAÇÃO 3: o art. 22-A da LPP não diferencia a questão da 
infidelidade em relação a ocupantes de cargos políticos decorrentes do 
sistema proporcional ou majoritário. Assim, os eleitos por ambos os 
sistemas poderão perder o cargo por desfiliação imotivada, exceto no caso 
do art. 22-A, § único, da LPP. 
ɫ JANELAS PARA A ALTERAÇÃO DE PARTIDO 
•medias disciplinares
•normas sobre penalidades, inclusive com desligamento temporário, suspensão
do direito de voto ou perda de todas as prerrogativas
O ESTATUTO PODERÁ ESTABELECER
DESFILIAÇÃO IMOTIVADA
REGRA perda do cargo político 
eletivo
NÃO PERDERÁ O CARGO 
APENAS EM
caso de mudança 
substancial ou desvio 
reiterado do programa 
partidário
grave discriminação política 
pessoal
mudança de partido nos 30 
dias anteriores ao prazo de 
filiação (de 6 meses) 
próximo do término do 
mandato
 
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12 - Considerações Finais 
Chegamos ao final da aula e com ela ao final do nosso curso. 
Espero que vocês tenham gostado do curso e que ele seja útil na sua preparação 
e consequente aprovação. 
Qualquer dúvida estou à disposição no fórum e por e-mail. 
 Bons estudos! 
Ricardo Torques 
 
rst.estrategia@gmail.com 
 
bit.ly/eleitoralparaconcursos 
 
JANELAS PARA 
ALTERAÇÃO DE 
PARTIDO
Permite-se a mudança de partido que 
ocorrer durante o período de 30 dias 
que antecede o prazo de filiação 
exigido em lei para concorrer à eleição, 
majoritária ou proporcional, ao término 
do mandato vigente.
Admite-se a mudança de partido no 
período entre 19/2/2016 e 19/3/2016, 
por força da Emenda Constitucional 
91/2016.
 
RATEIO DE MATERIAIS PARA CONCURSOSbrasileiros. 
3º) Cada um desses Estados deverá computar, pelo menos 0,1% do 
eleitorado de cada Estado. 
Observem, ainda, que a prova do apoiamento mínimo ocorre por meio das 
assinaturas em listas ornaganizadas em cada zona eleitoral, nas quais deve 
constar o número do título de eleitor do cidadão que decide apoiar a criação do 
partido político. A veracidade das assinaturas e do número dos títulos é atestada 
pelo Chefe de cartório eleitoral. Desenvolveremos melhor 
essa ideia mais adiante. 
Vejamos o caso do Partido Sustentabilidade, criado pela 
candidata Marina Silva, que ilustra bem o que estamos 
estudando. Segundo o TSE7, o partido demonstrou o apoio de 442.524 eleitores 
com assinaturas certificadas pelos cartórios eleitorais, não atingindo o número 
mínimo de 491.949 assinaturas exigidas pela legislação eleitoral para a criação 
de novo partido em face do número de votos registrados para a Câmara dos 
Deputados. 
Desse modo, temos 491.949 corresponde a 0,5% dos votos dados às eleições 
para a Câmara dos Deputados em 2010, sem considerar votos brancos e nulos. 
O registro do partido, contudo, foi negado uma vez que obteve tão somente 
442.524 assinaturas, embora tenha superado o mínimo de 9 estados e obtido 
apoiamento em 15 Estados-membros. 
 
7 Conforme notícia divulgada em http://www.tse.jus.br/noticias-tse/2013/Outubro/rede-
sustentabilidade-nao-atinge-apoiamento-minimo-e-tem-o-registro-negado, acesso em 
04.01.2015. 
 
 
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Levada a questão a julgamento no TSE, em razão da discussão quanto à forma 
de provar o apoiamento do eleitor, o TSE negou, por maioria, o registro do 
partido, conforme ementa8 que segue citada: 
 
REGISTRO DE PARTIDO POLÍTICO. REDE SUSTENTABILIDADE (REDE). REQUISITOS. 
ATENDIMENTO PARCIAL. NÃO CUMPRIMENTO. APOIAMENTO MÍNIMO. NÍVEL NACIONAL. 
ASSINATURAS. INVALIDAÇÃO. CARTÓRIOS ELEITORAIS. PRESUNÇÃO DE VALIDADE À 
MÍNGUA DE IMPUGNAÇÃO. REJEIÇÃO. CARTÓRIOS ELEITORAIS. FALTA DE MOTIVAÇÃO. 
RECONHECIMENTO PELO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL. INVIABILIDADE. INEXISTÊNCIA 
DE AMPARO LEGAL. VIOLAÇÃO. PRINCÍPIO DA ISONOMIA. 
 1. Inviabilidade de reconhecimento de assinaturas invalidadas pelos cartórios eleitorais 
nesta instância superior, presente a atribuição legal confiada às serventias eleitorais de 
primeiro grau para a respectiva conferência. 
 2. Impossibilidade de validação de assinaturas por mera presunção, à míngua de 
impugnação durante o prazo editalício destinado a essa finalidade, à vista do imperativo de 
certificação por semelhança, mediante comparação com as assinaturas consignadas nos 
assentamentos disponíveis desta Justiça Especializada relativos ao alistamento eleitoral 
(Requerimento de Alistamento Eleitoral - RAE) e ao exercício do voto (folhas de votação) , 
procedimento cuja formalidade e rigor decorrem da própria lei. 
 3. Inadmissível, de igual modo, reconhecer-se como válidas, nesta instância superior, 
assinaturas alegadamente rejeitadas pelos cartórios eleitorais sem motivação. 
Procedimento sem amparo legal, cuja adoção, em detrimento das demais agremiações em 
formação, importaria em ofensa ao princípio da isonomia. 
 4. Possibilidade da realização de diligências voltadas ao esclarecimento de dúvida acerca 
da autenticidade das assinaturas ou da sua correspondência com os números dos títulos 
eleitorais informados, conforme o rito estabelecido pela Res.-TSE nº 23.282/2010, 
oportunidade na qual é franqueado ao responsável pela entrega das listas ou dos 
formulários o acesso à natureza das irregularidades porventura detectadas e o exercício de 
eventual impugnação. 
 5. Não atendido o requisito de admissibilidade de registro do estatuto partidário pertinente 
ao apoiamento mínimo de eleitores correspondente a meio por cento dos votos válidos 
dados na última eleição para a Câmara dos Deputados, preconizado nos arts. 7º, § 1º, da 
Lei nº 9.096/95 e 7º, § 1º, da Res.-TSE nº 23.282/2010, impossível o reconhecimento de 
seu caráter nacional. 
Registro indeferido, sem prejuízo da posterior implementação da exigência pelo partido 
requerente. 
Para a prova... 
 
 
8 Registro de Partido Político nº 59454, Acórdão de 03/10/2013, Relator(a) Min. LAURITA HILÁRIO 
VAZ, Publicação: DJE - Diário de justiça eletrônico, Tomo 221, Data 20/11/2013, Página 25. 
 
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5.2 - Consequência do Registro 
O regular registro do partido importa nas consequências disciplinadas no art. 7º, 
§§2º e 3º da LPP: 
§ 2º Só o partido que tenha registrado seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral pode 
participar do processo eleitoral, receber recursos do Fundo Partidário e ter acesso 
gratuito ao rádio e à televisão, nos termos fixados nesta Lei. 
§ 3º Somente o registro do estatuto do partido no Tribunal Superior Eleitoral assegura a 
exclusividade da sua denominação, sigla e símbolos, vedada a utilização, por outros 
partidos, de variações que venham a induzir a erro ou confusão. 
São 4 as consequências que advém após o registro civil da pessoa jurídica e 
inscrição junto ao TSE: 
 Possibilidade de participação do processo eleitoral; 
 Recebimento de recursos do Fundo Partidário; 
 Acesso gratuito ao rádio e à televisão (propaganda político-partidária); 
 Exclusividade de denominação, de sigla e de símbolos. 
Esse tipo de informação é extremamente relevante para a prova, ainda mais em 
se tratando de prova objetiva. Desse modo, vejamos novamente as 
consequências em forma de esquema. 
 
 
•obtido no interregno de 2 anos.
•0,5% do eleitorado da Câmara dos Deputados, sem considerar votos brancos e 
nulos.
•distribuídos em 1/3 dos Estados-membros com 0,1% em cada Estado.
O CARÁTER NACIONAL DO PARTIDO É COMPROVADO POR 
INTERMÉDIO DO APOIAMENTO MÍNIMO, QUE EXIGE
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 (
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IV
IL
 
+
 T
S
E
)
Possibilidade de participação no processo 
eleitoral
Recebimento de recursos do Fundo Partidário
Acesso gratuito ao rádio e à televisão 
(propaganda político-partidária)
Exclusividade de denominação, de sigla e de 
símbolos
 
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5.3 - Procedimento de Registro 
Vimos, até o presente, as informações gerais a respeito do registro de partidos 
políticos, na sequência, vamos tratar dos dispositivos da LPP que se reportam às 
regras de procedimento do registro. 
O art. 8º, da LPP, trata do registro civil, cujo pedido de inscrição do estatuto 
deve ser subscrito (assinado) por, no mínimo, 101 fundadores, com domicílio 
em, pelo menos, 1/3 dos Estados-membros. Ademais, de acordo com o art. 
8º, §1º, deverá constar no requerimento o nome e a função dos dirigentes 
provisórios e o endereço da sede do partido em Brasília. 
Não confundam a subscrição pelos fundadores do partido político com o 
apoiamento mínimo que estudamos acima. A subscrição, pelos fundadores será 
necessária para o registro civil. Já o apoiamento mínimo é necessário para o 
registro perante o TSE. 
 
 
Além dos requisitos acima, o pedido deverá ser acompanhado de um rol de 
documentos, previstos nos incisos do art. 8º. Vejamos: 
Art. 8º O requerimento do registro de partido político, dirigido ao Cartório competente 
do Registro Civil das Pessoas Jurídicas, da Capital Federal, deve ser subscrito pelos seus 
fundadores, em número nunca inferior a cento e um, com domicílio eleitoralem, 
no mínimo, um terço dos Estados, e será acompanhado de: 
I – cópia autêntica da ata da reunião de fundação do partido; 
II – exemplares do Diário Oficial que publicou, no seu inteiro teor, o programa e o estatuto; 
III – relação de todos os fundadores com o nome completo, naturalidade, número 
do título eleitoral com a Zona, Seção, Município e Estado, profissão e endereço da 
residência. 
Vejamos a informação em forma de esquema... 
REQUERIMENTO DE 
INSCRIÇÃO CIVIL
Subscrição por, 
pelo menos, 101 
fundadores.
Distribuídos por 
1/3 dos Estados-
membros.
Nome e função 
dos dirigentes 
provisórios.
Endereço da sede 
do partido em 
Brasília.
 
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Os §§ abaixo relacionados tratam da ordem dos procedimentos para o regular 
registro do partido político: 
§ 1º O requerimento indicará o nome e função dos dirigentes provisórios e o 
endereço da sede do partido na Capital Federal. 
§ 2º Satisfeitas as exigências deste artigo, o Oficial do Registro Civil efetua o registro no 
livro correspondente, expedindo certidão de inteiro teor. 
§ 3º Adquirida a personalidade jurídica na forma deste artigo, o partido promove a 
obtenção do apoiamento mínimo de eleitores a que se refere o § 1º do art. 7º e realiza 
os atos necessários para a constituição definitiva de seus órgãos e designação dos 
dirigentes, na forma do seu estatuto. 
Desse modo, primeiramente, haverá o registro civil. Após, o partido deverá 
promover a obtenção do apoiamento mínimo, que já estudamos, bem como 
deverá constituir definitivamente os órgãos e os dirigentes. Por fim, 
promoverá o registro no TSE, nos termos do art. 9º, da LPP, que veremos 
abaixo. 
Antes, porém, façamos uma breve linha do tempo para organizar as ideias: 
DOCUMENTOS QUE 
DEVEM 
ACOMPANHAR O 
REQUERIMENTO
Cópia da ata de 
fundação
Exemplares do 
DOU que 
publicou o 
programa e o 
estatuto.
Relação de 
fundadores, 
com:
nome completo
naturalidade
nº do título eleitoral, 
indicando a Zona, a Seção, 
o Municípo e o Estado
profissão
endereço da residência
 
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Vejamos, agora, o art. 9º e os respectivos incisos da LPP: 
Art. 9º Feita a constituição e designação, referidas no § 3º do artigo anterior, os dirigentes 
nacionais promoverão o registro do estatuto do partido junto ao Tribunal Superior 
Eleitoral, através de requerimento acompanhado de: 
I – exemplar autenticado do inteiro teor do programa e do estatuto partidários, inscritos no 
Registro Civil; 
II – certidão do Registro Civil da Pessoa Jurídica, a que se refere o § 2º do artigo anterior; 
III – certidões dos Cartórios Eleitorais que comprovem ter o partido obtido o apoiamento 
mínimo de eleitores a que se refere o § 1º do art. 7º. 
Portanto, junto ao TSE devem ser apresentados, em síntese, os documentos que 
comprovam o registro civil e o apoiamento mínimo. 
 
Lembram-se do julgamento perante o TSE do registro do partido Rede 
Sustentabilidade de Marina Silva? 
De posse das listas de assinaturas, os Cartórios Eleitorais publicam editais para 
impugnação e, posteriormente, procedem a validação das assinaturas. No caso 
em concreto, o partido Rede Sustentabilidade arguiu a irregularidade na 
necessidade e no reconhecimento das assinaturas, postulando que apenas a não 
impugnação em edital seria suficiente para conferir validade às assinaturas 
obtidas. Contudo, no caso em concreto, o TSE entendeu que a comparação das 
assinaturas perante o cadastro eleitoral é válida e devida de modo que, em razão 
das assinaturas invalidadas, o partido postulante não comprovou o apoiamento 
Fundação
•Ata
•Designação de 
dirigentes e de 
órgãos 
provisórios
Registro Civil
•Aquisição da 
personalidade 
civil
Apoiamento 
Mínimo
Constituição 
de dirigentes 
e de órgãos 
definitivos.
Registro no 
TSE
DOCUMENTOS A 
SEREM 
APRESENTADOS NO 
TSE
Cópia autenticada do 
inteiro teor do 
programa e do estatuto 
inscritos no Registro 
Civil.
Certidão do Registro 
Civil.
Certidões dos Cartórios 
Eleitorais comprovando 
o apoiamento mínimo.
 
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mínimo e não conseguiu registrar o partido regularmente a tempo para Marina 
Silva lançar-se candidata a Presidente da República pelo novo partido político. 
É nesse sentido o §1º abaixo citado: 
§ 1º A prova do apoiamento mínimo de eleitores é feita por meio de suas assinaturas, 
com menção ao número do respectivo título eleitoral, em listas organizadas para cada 
Zona, sendo a veracidade das respectivas assinaturas e o número dos títulos atestados 
pelo Escrivão Eleitoral. 
Conforme se extrai do dispositivo acima, a prova do apoiamento pelo cidadão 
depende: 
 
Para que não haja qualquer possibilidade de surpresas quanto ao assunto no dia 
da prova, vejamos dois aspectos específicos: 
 
 Devido à necessidade de assinatura para comprovação do apoiamento 
mínimo, é inadmissível a prova por intermédio de listas pela internet, tais 
como o site de petições da comunidade Avaaz (www.avaaz.org), 
amplamente divulgado nas mídias sociais atualmente (Decisão TSE na PET 
nº 363/1997) 
 Impossibilidade do reconhecimento no TSE das assinaturas invalidadas 
pelo cartório eleitoral e, também, das rejeitadas sem motivação pelo Órgão 
Superior Eleitoral (Acórdão TSE no RPP nº 59454/2013). 
Vamos em frente! 
O §2º, por sua vez, atesta que, de cada lista apresentada, o chefe de cartório 
eleitoral fornecerá um recibo, devendo lavrar atestado das assinaturas no 
prazo de 15 dias. 
§ 2º O Escrivão Eleitoral dá imediato recibo de cada lista que lhe for apresentada e, no 
prazo de quinze dias, lavra o seu atestado, devolvendo-a ao interessado. 
Os §§ 3º e 4º tratam do procedimento do pedido de registro de partido político 
perante o TSE. Segundo os dispositivos, apresentado o protocolo no TSE, o 
processo será distribuído em 48 horas. O relator determinará vistas à 
Procuradoria-Geral Eleitoral para parecer no prazo de 10 dias. Após, se 
necessário, abrirá prazo de 10 dias para eventuais diligências. Se estiver regular, 
no prazo de 30 dias será providenciado o registro do partido político. 
PROVA DO APOIAMENTO
assinatura; indicação do título 
eleitoral; e
certidão atestante da 
autenticidade pelo chefe 
de cartório eleitoral.
 
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Vamos traçar uma linha de sucessão de atos para facilitar o estudo. 
 
 
Essas regras constam dos §§ abaixo: 
§ 3º Protocolado o pedido de registro no Tribunal Superior Eleitoral, o processo respectivo, 
no prazo de quarenta e oito horas, é distribuído a um Relator, que, ouvida a Procuradoria-
Geral, em dez dias, determina, em igual prazo, diligências para sanar eventuais falhas do 
processo. 
§ 4º Se não houver diligências a determinar, ou após o seu atendimento, o Tribunal 
Superior Eleitoral registra o estatuto do partido, no prazo de trinta dias. 
Por fim, vejamos o que dispõem os arts. 10 e 11 da LPP. 
As alterações programáticas, ou estatutárias, do partido político já constituído 
deverão ser arquivadas primeiramente no Registro Civil e, 
posteriormente, encaminhadas ao TSE. 
Ademais, aos partidos é permitido credenciar delegados de partido junto aos 
juízes eleitorais, aos TRE e ao TSE. 
Art. 10. As alterações programáticas ouestatutárias, após registradas no Ofício Civil 
competente, devem ser encaminhadas, para o mesmo fim, ao Tribunal Superior 
Eleitoral. 
Parágrafo único. O partido comunica à Justiça Eleitoral a constituição de seus 
órgãos de direção e os nomes dos respectivos integrantes, bem como as alterações 
que forem promovidas, para anotação: 
I – no Tribunal Superior Eleitoral, dos integrantes dos órgãos de âmbito nacional; 
II – nos Tribunais Regionais Eleitorais, dos integrantes dos órgãos de âmbito estadual, 
municipal ou zonal. 
Prestaram bem atenção ao inc. II? 
O REGISTRO DE ÓRGÃOS MUNICIPAIS É FEITO PERANTE O TRE, NÃO 
PERANTE O JUIZ ELEITORAL. 
Sigamos! 
Protocolado o 
pedido no TSE
Após 48 é 
distribuído a um 
relator
vista à 
Procuradoria-Geral 
Eleitoral para 
parecer no prazo de 
10 dias
10 dias para 
eventuais 
diligências
deferimento do 
registro em 30 dias
 
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Ante a função fiscalizadora dos partidos políticos, o art. 11 prevê a possibilidade 
de o partido registrar delegados perante os órgãos da Justiça Eleitoral. 
Art. 11. O partido com registro no Tribunal Superior Eleitoral pode credenciar, 
respectivamente: 
I – Delegados perante o Juiz Eleitoral; 
II – Delegados perante o Tribunal Regional Eleitoral; 
III – Delegados perante o Tribunal Superior Eleitoral. 
Parágrafo único. Os Delegados credenciados pelo órgão de direção nacional representam 
o partido perante quaisquer Tribunais ou Juízes Eleitorais; os credenciados pelos órgãos 
estaduais, somente perante o Tribunal Regional Eleitoral e os Juízes Eleitorais do respectivo 
Estado, do Distrito Federal ou Território Federal; e os credenciados pelo órgão municipal, 
perante o Juiz Eleitoral da respectiva jurisdição. 
Portanto... 
 
 
Finalizamos, assim, a parte relativa à criação e ao registro do partido. Verificamos 
a prova do caráter nacional, as consequências e o procedimento. Trata-se de 
assunto relevante, especialmente em razão do caso do Partido Rede 
Sustentabilidade, que abordamos conjuntamente com a teoria. Trata-se de um 
caso prático e extremamente atual. 
6 - Funcionamento parlamentar 
Em relação ao funcionamento parlamentar, a LPP traz dois dispositivos. O 
primeiro deles foi declarado constitucional pelo STF; o segundo, inconstitucional. 
PODERÃO SER 
CREDENCIADOS 
DELEGADOS DE 
PARTIDO PERANTE
Juízes Eleitorais
representam o 
partido perante o 
Juiz Eleitoral da 
respectiva 
circunscrição
TRE
representam o 
partido perante o 
TRE do estado e 
os seus juízes 
eleitorais
TSE
representam o 
partido perante 
quaisquer 
tribunais ou 
juízes eleitorais
 
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Na realidade, o assunto “funcionamento parlamentar” remete ao estudo da 
cláusula de barreira e, por isso, possui grande relevância para a nossa prova. 
 
 
É exatamente o que dispõe o art. 12: 
Art. 12. O partido político funciona, nas Casas Legislativas, por intermédio de uma bancada, 
que deve constituir suas lideranças de acordo com o estatuto do partido, as disposições 
regimentais das respectivas Casas e as normas desta Lei. 
Esse dispositivo foi objeto de análise pelo STF na ADI nº 1.363-7/20009 que 
concluiu pela constitucionalidade do artigo. 
Vejamos a ementa: 
 
PARTIDOS POLÍTICOS - CASAS LEGISLATIVAS - FUNCIONAMENTO. Mostra-se harmônico 
com a Carta da República preceito de lei federal - artigo 12 da Lei nº 9.096, de 19 de 
setembro de 1995 - revelador do funcionamento do partido político nas Casas Legislativas, 
por intermédio de uma bancada que deve constituir lideranças de acordo com o estatuto do 
partido, as disposições regimentais das respectivas Casas e as normas estabelecidas na 
referida lei. Autonomia partidária e das Casas Legislativas incólumes, não se podendo falar 
em transgressão a preceitos que lhes asseguram competência privativa para dispor sobre o 
regimento interno e os serviços administrativos. 
Para a nossa prova, portanto, devemos memorizar: 
 
 
9 ADI 1363, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em 09/02/2000, DJ 19-
09-2003 PP-00013 EMENT VOL-02124-02 PP-00287. 
O funcionamento parlamentar 
refere-se à organização do 
partido político que, dentro das 
Casas Legislativas, formará uma 
bancada, com a constituição de 
lideranças, para a defesa dos 
ideais do partido político. 
 
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De acordo com a doutrina, o funcionamento parlamentar viabiliza a participação 
na tribuna das Casas Legislativas (são aqueles pronunciamentos nas sessões) e 
não apenas em plenário. 
Até aí sem problemas! O art. 13, todavia, foi declarado inconstitucional nas 
ADIs nº 1.351 e nº 1.354. Segundo entendimento do STF, foi estabelecido 
requisito – denominado de cláusula de barreira – para que o partido tivesse 
direito ao funcionamento parlamentar, conforme vimos acima, qual seja: apoio 
mínimo de 5% para cada eleição para a Câmara dos Deputados, sem 
considerar votos brancos e nulos. 
Art. 13. Tem direito a funcionamento parlamentar, em todas as Casas Legislativas para as 
quais tenha elegido representante, o partido que, em cada eleição para a Câmara dos 
Deputados obtenha o apoio de, no mínimo, cinco por cento dos votos apurados, não 
computados os brancos e os nulos, distribuídos em, pelo menos, um terço dos Estados, com 
um mínimo de dois por cento do total de cada um deles. 
O dispositivo impôs a observância de um mínimo de votos para que o partido 
político tivesse direito ao funcionamento parlamentar, especialmente 
com as prerrogativas decorrentes. Trata-se, portanto, de uma cláusula que 
barra partidos menores, com reduzida representação política, contrariando 
preceitos constitucionais, especialmente o pluripartidarismo político. Não é 
mesmo? 
Desse modo, é inconstitucional, por violação ao princípio 
do pluripartidarismo, a exigência da cláusula de barreira 
para ter direito ao funcionamento parlamentar. 
Sigamos! 
7 - Programa e Estatuto 
Na sequência dos nossos estudos, vejamos, objetivamente, as regras da LPP 
relativas ao programa e ao estatuto dos partidos políticos. 
 Por programa compreende-se a enumeração dos propósitos do partido 
político, o qual define os objetivos políticos. 
 Por estatuto compreende-se o regulamento que rege o partido político, 
que, entre outras regras, fixa a estrutura interna, a organização e o 
funcionamento da agremiação. 
Vejamos: 
Art. 14. Observadas as disposições constitucionais e as desta Lei, o partido é livre para 
fixar, em seu programa, seus objetivos políticos e para estabelecer, em seu estatuto, a 
sua estrutura interna, organização e funcionamento. 
O funcionamento parlamentar, entendido como a constituição por 
intermédio de bancada e de lideranças nas respectivas Casas 
Legislativas é constitucional e não ofende o princípio da 
autonomia parlamentar.
 
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Desse modo... 
 
 
O estatuto é um documento complexo que deverá conter uma série de normas. 
Vejamos: 
Art. 15. O estatuto do partido deve conter, entre outras, normas sobre: 
I – nome, denominação abreviada e o estabelecimento da sede na Capital Federal; 
II – filiação e desligamento de seus membros; 
III – direitos e deveres dos filiados; 
IV – modocomo se organiza e administra, com a definição de sua estrutura geral e 
identificação, composição e competências dos órgãos partidários nos níveis municipal, 
estadual e nacional, duração dos mandatos e processo de eleição dos seus membros; 
V – fidelidade e disciplina partidárias, processo para apuração das infrações e aplicação das 
penalidades, assegurado amplo direito de defesa; 
VI – condições e forma de escolha de seus candidatos a cargos e funções eletivas; 
VII – finanças e contabilidade, estabelecendo, inclusive, normas que os habilitem a apurar 
as quantias que os seus candidatos possam despender com a própria eleição, que fixem os 
limites das contribuições dos filiados e definam as diversas fontes de receita do partido, 
além daquelas previstas nesta Lei; 
VIII – critérios de distribuição dos recursos do Fundo Partidário entre os órgãos de nível 
municipal, estadual e nacional que compõem o partido; 
IX – procedimento de reforma do programa e do estatuto. 
Devemos lembrar que, embora o art. 15, III, da LPP, estabeleça que o estatuto 
deverá abranger direitos e deveres dos filiados ao partido político, uma pergunta 
se impõe: 
É possível estabelecer direitos específicos para determinadas 
categorias de membros do partido político? Por exemplo, aos membros 
mais antigos asseguram-se maiores prerrogativas, comparados ao 
membros recém-filiados? 
NÃO! NÃO É POSSÍVEL TAL DISTINÇÃO COM FUNDAMENTO NO ART. 4º 
DA LPP. 
Vejamos: 
Art. 4º Os filiados de um partido político têm iguais direitos e deveres. 
Aprofundando um pouco: 
Por que se veda tal diferenciação? 
PROGRAMA objetivos 
políticos
ESTATUTO estrutura interna organização funcionamento
 
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Segundo a eficácia horizontal dos direitos fundamentais, é vedado 
estabelecer critérios diferenciados entre pessoas nas mesmas condições, 
sob pena de violação ao princípio da igualdade! Agora confundiu tudo! 
Calma pessoal, o assunto é bastante tranquilo, Vejamos! 
Em Direito Constitucional, estudamos que os direitos e as 
garantias fundamentais foram pensados para serem 
aplicados apenas às relações entre Estado e cidadãos, uma 
relação hierarquizada, de superioridade da Administração 
e do interesse público, em face dos particulares e respectivos interesses privados. 
Desse modo, sempre se arguiu que os direitos e as garantias fundamentais 
possuem eficácia vertical, no sentido de que constituem prerrogativas jurídicas 
conferidas às pessoas para proteção contra os arbítrios que o Estado possa 
praticar sob o argumento de defesa do interesse público. 
Nada mais é do que uma maneira de limitar os interesses estatais, de forma a 
harmonizá-los com os direitos essenciais das pessoas, tal como o direito à 
igualdade. Correto? 
E o que isso tem a ver com as relações privadas e com o tratamento 
entre filiados num partido político? 
A doutrina e, posteriormente, a jurisprudência passaram a compreender que os 
direitos e as garantias fundamentais, guardadas as devidas proporções, podem 
ser aplicados às relações privadas. Desse modo, numa relação condominial, por 
exemplo, não poderá um condômino ter mais ou menos direitos que outros 
condôminos. Defende-se, portanto, a aplicação dos direitos fundamentais às 
relações interprivadas, entre as quais não se observa qualquer relação de 
hierarquia ou de subordinação. Por isso se afirma que a igualdade entre 
condôminos se funda na eficácia horizontal dos direitos fundamentais. O exemplo 
citado é o paradigma jurisprudencial da matéria. A partir daí várias outras 
construções interpretativas exsurgiram. 
A nós interessa a relação entre filiados nos partidos políticos. Todos os filiados 
sujeitam-se às mesmas regras e defendem os mesmos ideais. Não há sentido em 
dotar um, ou alguns, dos grupos com mais, ou menos, direitos que outros. Em 
razão disso, com fundamento na eficácia horizontal dos direitos fundamentais, os 
filiados possuem os mesmos direitos! Bacana, não? 
Em síntese: 
 EFICÁCIA VERTICAL 
 
 EFICÁCIA HORIZONTAL 
ESTADO
SOCIEDADE
 
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Após o parêntese acima, é importante reforçar quais são as normas que devem, 
necessariamente, constar do Estatuto do partido político: 
 
Para finalizamos o capítulo, vejamos o que dispõe o art. 15-A, da LPP, que 
estabelece a autonomia entre os órgãos municipal, estadual e nacional para fins 
de responsabilização cível ou trabalhista do partido político. 
Art. 15-A. A responsabilidade, inclusive civil e trabalhista, cabe EXCLUSIVAMENTE ao 
órgão partidário municipal, estadual ou nacional que tiver dado causa ao não 
cumprimento da obrigação, à violação de direito, a dano a outrem ou a qualquer ato 
ilícito, excluída a solidariedade de outros órgãos de direção partidária. 
Parágrafo único. O órgão nacional do partido político, quando responsável, somente poderá 
ser demandado judicialmente na circunscrição especial judiciária da sua sede, inclusive nas 
ações de natureza cível ou trabalhista. 
Desse modo, se o órgão municipal der causa a um ilícito civil, sujeitando-se à 
reparação, somente esse órgão poderá ser compelido a pagá-lo, não havendo 
que se falar em responsabilização do órgão estadual respectivo ou do órgão 
nacional, exceto se restar demonstrado o nexo de causalidade. 
8 - Filiação 
Neste capítulo vamos tratar de um assunto bastante relevante para a nossa 
prova: a filiação partidária. A matéria é tratada especificamente entre os arts. 16 
e 23, da LPP. Essas regras serão a base dos nossos estudos aqui. 
A filiação partidária é condição de elegibilidade. Para o sujeito se filiar ao 
partido político, deverá estar com o pleno gozo dos direitos políticos e atender às 
regras previstas no estatuto. 
Vejamos o que disciplina os arts. 16 e 17 da LPP: 
Art. 16. Só pode filiar-se a partido o eleitor que estiver no pleno gozo de seus direitos 
políticos. 
Art. 17. Considera-se deferida, para todos os efeitos, a filiação partidária, com o 
atendimento das regras estatutárias do partido. 
SOCIEDADE SOCIEDADE
•nome, denominação abreviada e estabelecimento da sede na Capital Federal
•filiação e desligamento de seus membros
•direitos e deveres dos filiados
•modo como se organiza e administra
•fidelidade e disciplina partidárias
•condições e forma de escolha de seus candidatos
•finanças e contabilidade
•critérios de distribuição dos recursos do Fundo Partidário 
•procedimento de reforma do programa e do estatuto
NORMAS QUE DEVEM CONSTAR DO ESTATUTO
 
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Parágrafo único. Deferida a filiação do eleitor, será entregue comprovante ao interessado, 
no modelo adotado pelo partido. 
Em que pese os dispositivos acima, é importante 
efetuarmos uma ponderação. O TSE tem entendido que, 
embora inelegível, é possível que o eleitor filie-se. 
Estudamos que a capacidade eleitoral é ativa e passiva. 
Desse modo, se a pessoa puder votar (capacidade eleitoral 
ativa) mas não puder ser votada (capacidade eleitoral passiva) ela poderá se 
filiar. 
Esse entendimento contraria, portanto, a necessidade de pleno gozo dos direitos 
políticos, que consta do art. 16 acima citado. Para fins de prova, tal distinção 
somente deve ser levada a efeito caso a questão mencione a distinção e o 
entendimento mais aprofundado da matéria. A maioria das questões cobra o 
texto literal dos dispositivos, sem entrar em maiores detalhes. Logo, atenção! 
Vejamos o excerto da ementa10 do Respe nº 9.611/1992:(...) II - DA NORMA INSCRITA NA ALINEA "C", DO INCISO I, DO ART. 1, DA LEI 
COMPLEMENTAR N. 64/90 NAO DECORRE SUSPENSAO DOS DIREITOS POLITICOS, SENAO 
A PERDA, PELO ESPACO DE TEMPO ALI INDICADO, DA CAPACIDADE DE SER VOTADO, OU 
NO IMPEDIMENTO TEMPORARIO DA CAPACIDADE ELEITORAL PASSIVA, CONTINUANDO O 
INDIVIDUO, ENTRETANTO, COM A CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA (DIREITO DE VOTAR) E 
DE PARTICIPAR DE PARTIDOS POLITICOS, AFIM DE OBTER FILIACAO PARTIDARIA. 
O art. 18 estabelecia o tempo de filiação partidária. Esse dispositivo, contudo, foi 
recentemente revogado pela Lei nº 13.165/2015. Pela recente reforma da 
legislação eleitoral, O TEMPO MÍNIMO DE FILIAÇÃO PARTIDÁRIA FOI 
REDUZIDO DE UM ANO PARA SEIS MESES. 
Assim, em relação ao tempo de filiação partidária, você deve aplicar o art. 9º da 
Lei das Eleições. Vejamos: 
Art. 9o Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na 
respectiva circunscrição pelo prazo de, PELO MENOS, UM ANO antes do pleito, e 
estar com a filiação deferida pelo partido NO MÍNIMO SEIS MESES antes da data 
da eleição. 
Portanto... 
 
 
10 RECURSO ESPECIAL ELEITORAL nº 9611, Acórdão nº 12371 de 27/08/1992, Relator(a) Min. 
CARLOS MÁRIO DA SILVA VELLOSO, Publicação: RJTSE - Revista de Jurisprudência do TSE, 
Volume 4, Tomo 4, Página 124 PSESS - Publicado em Sessão, Data 27/08/1992 DJ - Diário de 
Justiça, Data 16/09/1992, Página 15179. 
 
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Esse assunto, entretanto, será aprofundado no estudo da Lei das Eleições. 
Devemos lembrar, ainda, que o estatuto do partido poderá estabelecer um 
tempo superior de filiação para que o filiado se lance candidato, o que não 
pode é fixar um prazo menor de seis meses, porque violaria expressamente 
o dispositivo que estamos estudando. De todo modo, não é admissível 
alteração dessa regra no estatuto do partido no ano das eleições. É nesse 
sentido, o art. 20, da LPP: 
Art. 20. É facultado ao partido político estabelecer, em seu estatuto, prazos de filiação 
partidária superiores aos previstos nesta Lei, com vistas à candidatura a cargos eletivos. 
Parágrafo único. Os prazos de filiação partidária, fixados no estatuto do partido, com 
vistas à candidatura a cargos eletivos, não podem ser alterados no ano da eleição. 
O art. 19, por sua vez, trata da comunicação da filiação partidária. A lei fixa duas 
oportunidades ao longo do ano, nas quais os partidos deverão informar, à 
Justiça Eleitoral (que manterá um cadastro unificado), a relação de nomes 
dos filiados, indicando a data de filiação, o número dos respectivos títulos 
eleitorais e as seções nas quais estão inscritos. Essas informações são 
imprescindíveis para aferir, por exemplo, a duplicidade de filiação partidária, bem 
como para fazer prova do tempo de filiação. 
 
É o que se extrai do art. 19, da LPP: 
Art. 19. Na segunda semana dos meses de abril e outubro de cada ano, o partido, 
por seus órgãos de direção municipais, regionais ou nacional, deverá remeter, aos Juízes 
Eleitorais, para arquivamento, publicação e cumprimento dos prazos de filiação partidária 
para efeito de candidatura a cargos eletivos, a relação dos nomes de todos os seus 
filiados, da qual constará a data de filiação, o número dos títulos eleitorais e das Seções 
em que estão inscritos. 
Ainda em relação a esse dispositivo, é interessante atentarmos para o fato de 
que o ato de filiação poderá ser levado a efeito pelo órgão de direção 
municipal, estadual ou nacional. 
DOMICÍLIO ELEITORAL pelo menos 1 ano
FILIAÇÃO PARTIDÁRIA pelo menos 6 meses
COMUNICAÇÃO DA 
FILIAÇÃO PARTIDÁRIA 2ª semana dos meses de
ABRIL
OUTUBRO
 
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Ademais, se a relação não for remetida nos prazos acima, presume-se que a lista 
permaneceu inalterada nos termos do §1º, do art. 19. 
§ 1º Se a relação não é remetida nos prazos mencionados neste artigo, permanece 
inalterada a filiação de todos os eleitores, constante da relação remetida 
anteriormente. 
De acordo com Rodrigo Martiniano Ayres Lins11: 
Evidente, contudo, que o próprio filiado poderá comunicar sua filiação à Justiça Eleitoral 
notadamente quando houver desídia ou má-fé da agremiação partidária em não fazê-lo. 
Portanto, para não ser prejudicado, o próprio filiado poderá comunicar a filiação 
à Justiça Eleitoral, quando tal informação for relevante para o interessado. É o 
que se extrai do §2º abaixo: 
§ 2º Os prejudicados por desídia ou má-fé poderão requerer, diretamente à Justiça 
Eleitoral, a observância do que prescreve o caput deste artigo. 
Acerca da informação da filiação... 
 
Ademais, faculta o TSE a prova da filiação por outros elementos, conforme se 
extrai da Súmula 20, do TSE: 
Súmula TSE nº 20/2000 
 
11 LINS, Rodrigo Martiniano Ayres. Direito Eleitoral Descomplicado, 2ª edição, Rio de Janeiro: 
Editora Ferreira, 2014. 
O
 A
T
O
 D
E
 
F
IL
IA
Ç
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O
 
P
O
D
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Á
 S
E
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IN
F
O
R
M
A
D
O
 
P
E
L
O
órgão eleitoral
municipal
estadual OU
nacional
PODEM 
INFORMAR A 
DES/FILIAÇÃO
REGRA informar nas 2ª semanas dos 
meses de abril e de outubro.
PARTICULARIDADES
pode ser informado pelo órgão 
municipal, regional ou nacional
o próprio filiado poderá 
informar à Justiça Eleitoral a 
des/filiação quando houver 
desídia ou má-fé do partido 
político
 
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A falta do nome do filiado ao partido na lista por este encaminhada à Justiça Eleitoral, nos 
termos do art. 19 da Lei nº 9.096, de 19.9.1995, pode ser suprida por outros elementos de 
prova de oportuna filiação. 
Conforme vimos até o presente, a desfiliação poderá ocorrer por intermédio do 
partido político, ao retirar o nome do eleitor da respectiva lista. Poderá ocorrer, 
ainda, a pedido do próprio interessado, caso o partido não o faça nos termos da 
legislação. Para além dessas hipóteses, o cancelamento da filiação se dará de 
forma automática, nos seguintes casos: 
Art. 22. O cancelamento imediato da filiação partidária verifica-se nos casos de: 
I – morte; 
II – perda dos direitos políticos; 
III – expulsão; 
IV – outras formas previstas no estatuto, com comunicação obrigatória ao atingido no prazo 
de quarenta e oito horas da decisão. 
V – filiação a outro partido, desde que a pessoa comunique o fato ao juiz da respectiva zona 
eleitoral. 
Parágrafo único. Havendo coexistência de filiações partidárias, prevalecerá a mais 
recente, devendo a Justiça Eleitoral determinar o cancelamento das demais. 
A finalidade desses dispositivos, que tratam do cadastro de filiados, é, segundo 
o TSE12, impedir que a dupla filiação desvirtue o certame eleitoral e não de 
assegurar, ao eleitor, maior leque de opções quanto ao seu voto. 
Aqui não resta outra alternativa: devemos memorizar como se dá a inclusão da 
lista e como ocorrerá a retirada do nome do cidadão da lista para evitar a dupla 
filiação. 
 QUANTO À INCLUSÃO DO NOME NA LISTA 
 
 QUANTO À RETIRADA DA NOME DO CADASTRO EM RAZÃO DA DESFILIAÇÃO 
 
12 REspe nº 26.433/2006. 
APÓS A FILIAÇÃO SEGUNDO 
NORMATIVA INTERNA DO 
PARTIDO
O partido político informa a 
condição de filiado na segunda 
semana dos meses de abril e de 
outubro.
Em caso de inércia do partido 
político, o interessado comparece e 
informa a condição à Justiça 
Eleitoral.
 
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Antes de darmos seguimento à matéria, vamos trazer duas observações 
relevantes. 
 
 Devemos atentar que o art. 22, II, da LPP, acima citado, refere-se apenas 
à hipótese de perda dos direitos políticos, NÃO abrangendo, portanto, 
as hipóteses de suspensão dos direitos políticos. Segundo 
ensinamentos de José Jairo Gomes13, no caso de suspensão, a filiação 
permanecerá suspensa. 
 No caso de expulsão, segundo disciplina do art. 22, III, da LPP, de 
acordo com a doutrina de Rodrigo Martiniano Ayres Lins14, é necessária a 
realização de procedimento administrativo no próprio partido político, 
para que seja assegurado ao sujeito que teve a filiação cancelada, o 
contraditório e a ampla defesa. 
Por fim, quando houver coexistência de filiações partidárias, prevalecerá a mais 
recente, cancelando-se as demais. Isso não impede, todavia, eventuais 
consequências, como a infidelidade partidária e as apurações criminais eleitorais, 
resultem na inelegibilidade do candidato. 
 
Em caso de coexistência de filiações partidárias prevalece a 
mais recente, cancelando-se as demais. 
 
13 GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral, p. 100. 
14 LINS, Rodrigo Martiniano Ayres. Direito Eleitoral Descomplicado, 2ª edição, Rio de Janeiro: 
Editora Ferreira, 2014, p 224. 
DESFILIAÇÃO
O partido político informa a 
condição de desfiliado na 
segunda semana dos 
meses de abril e de 
outubro.
Em caso de inércia do 
partido político, o 
interessado comparece e 
informa a condição à 
Justiça Eleitoral.
Ocorrerá de forma 
automática em caso de:
morte
perda dos direitos 
políticos
expulsão
formas previstas no 
estatuto
 
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O cadastro de filiados, que será administrado pela Justiça Eleitoral, é divulgado 
aos partidos políticos para consulta nos termos do §3º, do art. 20: 
§ 3º Os órgãos de direção nacional dos partidos políticos terão pleno acesso às 
informações de seus filiados constantes do cadastro eleitoral. 
Vejamos, por fim, o que discorre o art. 21, da LPP, que trata de dever conferido 
ao cidadão caso pretenda se desfiliar de partido político. Desse modo, deverá o 
desfiliado comunicar o: 
1. Órgão eleitoral de direção municipal respectivo; e 
2. Juiz eleitoral da zona onde estiver inscrito. 
Após a comunicação, o vínculo extingue-se no prazo de dois dias. 
Art. 21. Para desligar-se do partido, o filiado faz comunicação escrita ao órgão de direção 
municipal e ao Juiz Eleitoral da Zona em que for inscrito. 
Parágrafo único. Decorridos dois dias da data da entrega da comunicação, o vínculo 
torna-se extinto, para todos os efeitos. 
São dois atos para a completa extinção do vínculo... 
 
 
Finalizamos, assim, mais um capítulo da presente aula. 
9 - Fidelidade e disciplina partidárias 
9.1 - Conceito de fidelidade partidária 
Segundo a CF, no art. 17, §1º, o partido político deverá estabelecer normas 
de disciplina e de fidelidade partidárias. 
§ 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna, 
organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas 
coligações eleitorais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito 
nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas 
de disciplina e fidelidade partidária. 
Não há na legislação eleitoral, muito menos na CF, definição do que seja 
fidelidade partidária. Desse modo, devemos nos socorrer aos doutrinadores e à 
jurisprudência, especialmente aos julgados do TSE. 
Rodrigo Martiniano Ayres Lins15 traz um conceito geral de infidelidade partidária: 
 
15 LINS, Rodrigo Martiniano Ayres. Direito Eleitoral Descomplicado, 2ª edição, Rio de Janeiro: 
Editora Ferreira, 2014, p 228. 
EXTINÇÃO DO 
VÍNCULO COM O 
PARTIDO 
POLÍTICO
comunicação ao Juiz 
Eleitoral do domicílio e à 
direção municipal do 
partido político
decurso de dois 
dias após a 
comunicação
 
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Entende-se, de forma, geral que a infidelidade partidária estará presente quando o afiliado 
deixar de cumprir, sem “justa causa”, os deveres e as obrigações estabelecidas 
pelo partido político, aí incluindo, por evidente, a hipótese de filiação à nova agremiação 
no curso do mandato. 
Há, portanto, imposição ao filiado para que observe o programa do partido 
político, especialmente quando for eleito. Desse modo, para fins de prova... 
 
 
9.2 - Disciplina partidária 
No mesmo sentido está o art. 24, da LPP: 
Art. 24. Na Casa Legislativa, o integrante da bancada de partido deve subordinar sua ação 
parlamentar aos princípios doutrinários e programáticos e às diretrizes 
estabelecidas pelos órgãos de direção partidários, na forma do estatuto. 
Ademais, segundo o art. 23, eventuais violações às normas do partido sujeitarão 
o infrator à apuração e à punição internas. Essas tipificações devem estar 
previstas no estatuto. Além disso, deve ser garantido, ao filiado, o direito de 
defesa. 
Art. 23. A responsabilidade por violação dos deveres partidários deve ser apurada e 
punida pelo competente órgão, na conformidade do que disponha o estatuto de cada 
partido. 
§ 1º Filiado algum pode sofrer medida disciplinar ou punição por conduta que não esteja 
tipificada no estatuto do partido político. 
§ 2º Ao acusado é assegurado amplo direito de defesa. 
Vejamos, ainda, o art. 25: 
Art. 25. O estatuto do partido poderá estabelecer, além das medidas disciplinares 
básicas de caráter partidário, normas sobre penalidades, inclusive com desligamento 
temporário da bancada, suspensão do direito de voto nas reuniões internas ou perda de 
todas as prerrogativas, cargos e funções que exerça em decorrência da representação e da 
proporção partidária, na respectiva Casa Legislativa, ao parlamentar que se opuser, pela 
atitude ou pelo voto, às diretrizes legitimamente estabelecidas pelos órgãos partidários. 
Em síntese... 
 
FIDELIDADE PARTIDÁRIA
Dever estabelecido ao filiado, 
especialmente após eleito, de observar o 
programa do partido político.
•medidas disciplinares;
•normas sobre penalidades, inclusive com desligamento temporário, suspensão
do direito de voto ou perda de todas as prerrogativas.
O ESTATUTO PODERÁ ESTABELECER
 
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9.3 - Desfiliação Imotivada 
Esse assunto é bastante importante e complexo. Isso porque sofreu inúmeras 
alterações de entendimento na doutrina, jurisprudência do TSE e do STF e, 
inclusive, na legislação. Em face disso, é um assunto que tem grandes chances 
de ser abordado em provas. Logo vamos tratar do tema de forma minuciosa. 
Vamos iniciar com o art. 26: 
Art. 26. Perde automaticamente a função ou cargo que exerça, na respectiva Casa 
Legislativa, em virtude da proporção partidária, o parlamentar que deixar o partido sob 
cuja legenda tenha sido eleito. 
Segundo entendimento jurisprudencial antigo, desse dispositivo não era 
possível extrair que a desfiliação imotivada implicava a perda do mandato 
eletivo. Esse entendimento foi sufragado pelo STF no MS nº 20.927. Afirmou-se, 
à época, que tal conclusão era inviável porque a CF não adotava o princípio da 
fidelidade partidária. 
Contudo, após realização de consulta perante o TSE, novo entendimento foi

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